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Portugal recebe cinco prémios Best of Wine Tourism 2014

Os prémios foram atribuído em São Francisco, na Califórnia, pela Rede de Capitais de Grandes Vinhedos.

Marta Barradas
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Portugal recebe cinco prémios Best of Wine Tourism 2014

Os prémios foram atribuído em São Francisco, na Califórnia, pela Rede de Capitais de Grandes Vinhedos.

Marta Barradas
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No âmbito dos prémios Best of Wine Tourism 2014, cinco empresas portuguesas receberam um prémio atribuído pela rede de Capitais de Grandes Vinhedos, que decorreu em São Francisco, na Califórnia.

Este ano, os vencedores nacionais foram: o The Yeatman, na categoria de Alojamento; o Espaço Porto Cruz, na categoria Experiências Inovadoras de Enoturismo; a Quinta Morgadio da Calçada, na categoria Arquitectura e Paisagem; a Quinta do Tedo, com a categoria de Serviços de Enoturismo; e o Vinum at Grahams, com a categoria de Restauração Vínica.

A Rede de Capitais de Grandes Vinhedos resulta de uma aliança de dez regiões vinícolas internacionalmente reconhecidas, que através dos prémios Best of Wine Tourism, permitem o reconhecimento das empresas relacionadas com o enoturismo.

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Agências

Apostas da Airmet para 2024: Reforçar modelo de contratação e estar cada vez mais próxima das suas agências

Reforçar o modelo de contração, que começou a ensaiar em 2022, em que o rappel dos operadores é por agência de viagens e não por grupo, bem como estar cada vez mais próxima da sua rede com várias ações agendadas, são as grandes apostas da Airmet para 2024, ano em que prevê crescimento não só em lojas como em faturação, em busca da liderança em grupos de gestão em Portugal.

Luís Henriques, diretor geral da Airmet, revelou, esta sexta-feira, aos jornalistas, que 2023 foi “um ano entusiasmante” para as agências de viagens da rede de gestão. Embora sem contas ainda fechadas, já se sabe que ao nível dos seis fornecedores considerados premim que tinha, a rede cresceu 35%, tendo a subida ter sido ainda maior nos cinco operadores preferenciais. “2023 foi um ano muito bom para nós, como para todo o mercado. Sustentou a nossa estratégia e o nosso desejo e queremos continuá-lo este ano”, destacou, para avançar que “temos melhorado ao nível e fidelização e retenção de lojas”. E “a maioria foram entradas de agências novas”.

O responsável reforçou que “o aumento do preço médio, em cerca de 15% desde 2019, não tem inibido a compra, pelo contrário: a procura tem crescido todos os anos”, mas em 2024 “a dúvida é se todas as operações programadas vão ser todas efetivadas, até porque o problema das slots se vai manter”.

Ainda no ano passado houve uma grande aposta na capacitação das suas agências de viagens, tendo realizadas 90 horas de formação, das quais 60 certificadas, “cada vez mais uma aposta nossa”, seis “Momentos Airmet” para estar mais próxima possível da sua rede, em tecnologia cresceu em seis vertentes, melhorou a sua intranet e reforçou a equipa comercial, com Célia Castro a norte, Romeu Mendes do sul e com Sérgio Ramires, liderados por Suzana Fonseca, e Catarina Dias como assistente desta equipa.

Estar cada vez mais próxima das suas agências de viagens é mote desta rede, objetivo que é para manter em 2024, como visitas às lojas pelo menos quatro vezes por ano. O novo modelo de contratação, que começou a dar os seus primeiros passos, em 2022, e que permite uma maior rentabilidade às agências de viagens da rede, uma vez que o rappel é disponibilizado por agência e não por grupo, também cresceu, tendo passado de seis operadores premium para oito. São eles agora a Sonhando e Smytravel, W2M.Pro, Newblue, Icárion, Image Tours, Flexible Autos e Viagens Tempo.

No ano passado, os destinos mais vendidos, para além de Portugal, incluindo as ilhas e o Algarve, foram as Caraíbas (México, República Dominicana e Cuba) com a W2M, e Cabo Verde. Luís Henriques está seguro de que, “quanto maior a oferta para as Caraíbas, mais se vende”.

Em 2024, apesar do aumento do preço médio das viagens, que terá subido pelo menos 15%, dos conflitos armados e da instabilidade política, Luís Henriques afirma que “as vendas, a partir de meados de janeiro foram uma autêntica loucura, por isso “acreditamos que este ano será melhor do que 2023”, até porque a Airmet agora já conta com 419 agências de viagens ligadas ao grupo, contra 315 que tinha aquando da sua última convenção realizada em finais de março do ano passado, na Madeira.

Ao nível da formação, o objetivo é continuar com mais webinares, superar as 90 horas, promover pelo menos 12 famtrips exclusivas, ou seja, uma por mês, bem como capacitar também os gestores das agências de viagens, “um foco muito grande”, pois “achamos que faz muito sentido darmos mais ferramentas e formação aos gestores da nossa rede”, defendeu.

O grupo pretende ainda este ano reforçar e até aumentar o patamar do seu modelo de contratação, que até agora o rappel garantido é de 1% para vendas de produtos dos operadores turísticos premium, sem qualquer patamar mínimo de vendas. No entanto poderá chegar a 1,35%, consoante o volume de vendas de cada ponto de venda e não ao nível de toda a rede. Já em relação aos parceiros preferenciais, e à mesma com rappel de loja e não de grupo, requer-se um volume mínimo de vendas para a sua atribuição

“Permite maior rentabilidade da agência de viagens, que está cada vez mais madura, e ao mesmo tempo, clareza e transparência”, disse Luís Henriques, para acrescentar que “a panóplia destes oito parceiros é muito grande e com oferta abrangente” e este ano “identificámos alguns operadores específicos com produtos que não tínhamos, como a Sonhando, com charters de médio curso, e a Smytravel, com cruzeiros”.

Na proximidade com as agências de viagens que constituem este grupo de gestão, o responsável adiantou que, para além das ações de formação e, incluindo a convenção que terá lugar em finais de novembro, em princípio na ilha Terceira (Açores), estão previstas a participação em bloco na BTL, em fevereiro/março, reuniões nas quatro regiões do país, em abril, “Airmet sem fronteiras” com as famílias da rede, em maio, celebrações do aniversário em julho, segunda edição do campeonato de kart em setembro, “Airmet Summit, em outubro, para capacitação dos gestores das agências de viagens, e terminar com a festa de Natal Airmet.

Em termos de tecnologia, a sua plataforma “book&go”, em hotelaria apenas, vai ser mais abrangente a partir de abril, revelou ainda Luís Henriques, em conferência de imprensa.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Aviação

Emirates regressa a Portugal para recrutar tripulantes de cabine

A Emirates vai voltar a realizar uma ação de recrutamento em território nacional para encontrar tripulantes de cabine, numa nova edição dos Open Days da companhia aérea do Dubai, que decorre entre 11 e 22 de fevereiro, em quatro cidades portuguesas.

Publituris

A Emirates vai voltar a realizar uma ação de recrutamento em território nacional para encontrar tripulantes de cabine, numa nova edição dos Open Days da companhia aérea do Dubai, que decorre entre 11 e 22 de fevereiro, em quatro cidades portuguesas.

Num comunicado enviado à imprensa, a Emirates indica que “está à procura de candidatos portugueses para se juntarem à sua equipa internacional de tripulação de cabina” e, por isso, vai estar em Coimbra, Braga, Lisboa e Porto para recrutar candidatos.

A  iniciativa arranca este domingo, 11 de fevereiro, em Coimbra, onde tem lugar no Tivoli Coimbra Hotel, enquanto no dia 13 segue para Braga, onde a sessão de recrutamento vai ter lugar no Hotel Vila Galé Collection. No dia 20 de fevereiro, é a vez de Lisboa receber o Open Day da Emirates, que vai decorrer DoubleTree by Hilton, enquanto no Porto a sessão está marcada para dia 22 de fevereiro, no Hilton Porto Gaia.

“Os candidatos que pretendam desenvolver a sua carreira com a Emirates podem submeter uma candidatura online, o curriculum vitae (CV) atualizado e em inglês, assim como uma fotografia recente”, explica a companhia aérea, indicando que, no âmbito dos Open Days, os candidatos podem também “apresentar-se nos dias e locais indicados sem terem submetido a candidatura previamente”.

Os candidatos interessados em participar nos Open Days da Emirates devem, segundo a companhia aérea, levar consigo “os documentos necessários e garantir que chegam ao local antes da hora de início”. Todos os requisitos e informação sobre o processo de seleção podem ser consultados aqui.

“A Emirates oferece aos seus candidatos excelentes oportunidades de carreira, com excelentes instalações de formação e uma vasta gama de programas de desenvolvimento para os seus funcionários. Todos os candidatos selecionados que iniciem a sua carreira de tripulante de cabine serão submetidos a uma intensa formação de oito semanas nos mais elevados padrões de hospitalidade, segurança e prestação de serviços, nas modernas instalações da Emirates no Dubai”, refere a Emirates.

Entre os benefícios oferecidos aos trabalhadores, a Emirates destaca o “pacote salarial distinto no mercado que inclui uma variedade de benefícios, tais como um salário isento de impostos, alojamento gratuito fornecido pela empresa, transporte gratuito de e para o trabalho, excelente cobertura médica, bem como descontos exclusivos em compras e atividades de lazer no Dubai”.

Recorde-se que a Emirates voa para Portugal há 11 anos e oferece atualmente 14 voos semanais a partir de Lisboa para o Dubai, a partir de onde os passageiros podem voar ainda para os mais de 140 destinos que compõem a rede global da companhia aérea.

 

Sobre o autorPublituris

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Turismo

Obrigado, André Jordan

Faleceu esta sexta-feira, 9 de fevereiro, o empresário André Jordan. Ao longo dos 90 anos que esteve entre nós, ficou conhecido por ser o “Pai do Turismo” em Portugal. Em 2007 foi distinguido com o “Prémio Carreira” nos “Portugal Travel Awards” do Publituris, ano em que foi diretor convidado da edição 1.000 do jornal.

Publituris

Nasceu a 10 de setembro de 1933, em Lwów (antes Polónia e agora Ucrânia) de onde partiu para fugir ao regime Nazi que invadiria o país, em 1939, dando início à II Guerra Mundial.

Fundador, idealizador e promotor dos empreendimentos Quinta do Lago, Belas Clube de Campo, Vilamoura XXI, entre outros, foi considerado, em 2014, uma das 12 personalidades mais influentes no turismo a nível mundial.

Na última entrevista dada à PUBLITURIS HOTELARIA, em março de 2021, André Jordan afirmaria que “o país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o país”.

O PUBLITURIS presta homenagem a André Jordan, precisamente, com a republicação dessa última entrevista.

Até sempre e obrigado André Jordan!

“O país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o turismo”

O empresário André Jordan analisa a atual conjuntura e defende a promoção como medida urgente para a retoma do turismo nacional. A descida do IVA para 10% para todo o setor ou a criação de um Conselho Consultivo do Turismo também ficam em cima da mesa.

“Eu, que ando há muitos anos por aí, não me lembro de nenhuma situação assim em lugar nenhum”. O desabafo é feito por André Jordan, a propósito da atual conjuntura pandémica que amordaçou o turismo. Os muitos anos a que se refere, são 87 de uma vida feita de somas: de países, projetos, cargos, empresas, distinções e prémios. E de histórias que foram compiladas em 2019 num pesado livro de quase 800 páginas que exige ser segurado por duas mãos. “Uma viagem pela vida” foi reeditado no ano passado, porque, afinal, há sempre mais uma palavra a acrescentar, e as de André Jordan não se esgotam. E de entre tudo o que é, é também um exímio conversador. Discorre com facilidade pelos caminhos da memória e não há pergunta que não o faça revisitar uma história que o guia a outra e facilmente atracamos num destino longe da partida. Das suas quase nove décadas de vida, que começaram na Polónia, fazem parte mais de 30 cargos relevantes, cuidadosamente enumerados no seu currículo oficial. Desta longa lista, não consta o título informal pelo qual mais é conhecido: o de pai do turismo português. Deu vida à Quinta do Lago, ao Vilamoura XXI, a nove campos de golfe e ao Belas Clube de Campo. É neste último que se encontra na tarde desta conversa, realizada à distância e com os computadores a servirem de intermediários. Cenário diferente do vivido em 1974, ano em que deu a primeira entrevista em Portugal, ao Publituris, conduzida pelo seu fundador, o falecido jornalista Nuno Rocha.

Apesar das imposições tecnológicas, a sua companhia é acolhedora. “Estou olhando as janelas aqui à volta da minha sala e só vejo verde”, conta, com a melodia brasileira na voz, que nunca perdeu, orgulhoso do Belas Clube de Campo, no concelho de Sintra, que diz ser simbiose perfeita entre a vida urbana de Lisboa que está a dois passos e a tranquilidade da natureza.

A atualidade foi o tema de conversa. Apostar e aprimorar a promoção do país são estratégias urgentes. A baixa do IVA para todo o setor ou a criação de um Conselho Consultivo do Turismo foram outras ideias deixadas em cima da mesa. Isto porque, para salvar o turismo é preciso ouvir quem dele perceba, defende.

Que impacto terá a pandemia na forma como se faz turismo no mundo?
Também estou muito interessado em saber a resposta (risos). Estamos perante uma situação sem precedentes, em relação a um inimigo oculto. O turismo é a vítima inocente de todas as crises mundiais, é sempre o primeiro afetado. Penso que vai haver um surto de uma ilusão realista; vão aparecer muitas pessoas que querem viajar de repente e retomar a sua atividade turística. Mas mesmo que isto apareça com força, não significa que vá perdurar.

Teremos um ‘boom’ apenas momentâneo?
Uma explosão. Mas depois vai acalmar. Não há dúvida que muita gente está afetada economicamente e não vai ter meios para fazer turismo.

Acabou de ser aprovado o passaporte verde europeu. Considera que este é um instrumento fundamental para a retoma das viagens entre países?
Tudo o que for feito no sentido de haver um maior cuidado é importante. A existência deste passaporte faz uma certa pressão para as pessoas se vacinarem. Quem viaja sem passaporte será prejudicado na sua liberdade de movimento. Há dúvidas também sobre as vacinas, que ainda não têm um historial – não se sabe quanto tempo duram, qual o efeito que têm. É tudo um pouco duvidoso por enquanto. Por exemplo, esta situação em relação a uma das vacinas, que foi suspensa na Europa. E vem alguém dizer: ‘’Em Portugal está ótimo, ontem só morreram 90 pessoas” (risos). O ser humano passou a ser uma estatística.

Esta questão da AstraZeneca veio beliscar a confiança na vacinação…
Estou no grupo de risco. Tenho 87 anos e sou cardíaco. Estou à espera da Pfizer, porque não aceitaria que me dessem a AstraZeneca porque não é recomendada para pessoas velhas. Até agora não me chamaram.

Mas é também um cético nesta questão das vacinas.
A solução só chega no dia em que encontrarem uma cura. Claro que a vacinação pode prolongar o tempo de vida. Por exemplo, a poliomielite paralisava os membros inferiores e era uma verdadeira epidemia. Houve muita gente que passou a vida numa cadeira de rodas, como o presidente do Estados Unidos, Franklin Roosevelt. E a doença já foi completamente erradicada. Há algumas vacinas que acabaram com a doença.

Apelidou o Plano de Recuperação, desenhado pelo Professor António Costa e Silva, de tese académica. Qual é a sua opinião sobre as considerações relativas ao turismo apresentadas no documento?
Praticamente não há nada a respeito do turismo neste plano. Os economistas portugueses têm pena e vergonha que Portugal não seja a Alemanha, que não seja um país industrial a fabricar milhões de automóveis e de tecnologia. Somos um pequeno país e mais equilibrado do que se possa pensar; socialmente e até economicamente. Apesar de haver pobreza, não há miséria.

Que leitura faz da ação do governo relativamente ao turismo, neste último ano de pandemia? Os apoios têm sido ajustados?
Deram agora 300 milhões de euros para a área do turismo que é uma espécie de esmola. Não quero falar sobre este assunto, isto é uma situação pontual e as coisas têm de ser pagas e vão ser muito dificilmente pagas. Quando as moratórias acabarem vamos ver como é que isto fica. É preciso que o governo invista em promoção depois; agora, no auge da pandemia, não valia a pena.

Promoção e marketing
Sempre defendeu que a promoção do país é insuficiente.
A infraestrutura do turismo é muito boa, o que é fraco é o marketing e a promoção. Tem de haver uma promoção feita pelas empresas e não pelo governo, porque o governo não conhece o negócio do turístico. Quem o conhece é quem vive dele. Tivemos em Portugal um fenómeno económico muito interessante com números altos de turismo, mas rentabilidade quase inexistente. Isso criou uma ilusão. Dizermos que recebemos tantos milhões de turistas, mas depois o resultado desse movimento foi muito fraco porque sempre falhámos na promoção, sempre fizemos a promoção errada. Não criámos atrações para o turista com melhores meios económicos e não aproveitámos as potencialidades turísticas do país.

Proponho uma baixa do IVA para todo o setor turístico para 10% – para hotéis, restaurantes, rent-a-car, golfe etc. O país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o turismo. A não ser que não queira ter turismo. Há quem não queira.

O segmento do golfe pede que seja reposta a anterior taxa de 6% de IVA.
Sou mais a favor de haver uma baixa de IVA para todo setor turístico. E era preciso haver uma aceitação da importância do turismo para a economia do país. Grande parte do desenvolvimento dos Estados Unidos, por exemplo, é feita através do estímulo fiscal. Não só na indústria e no comércio, mas na cultura, educação, saúde… O instrumento para impulsionar o turismo é o IVA. Não é preciso o governo dar dinheiro, mas sim deixar o usar o dinheiro que o próprio turismo gera para a sua promoção e desenvolvimento. Sobre o golfe, acho que há uma grande necessidade de desenvolver o golfe nacional, com escolas, repartições públicas, militares… Não é caro e iria aumentar muito a sustentação do golfe a nível interno. Atualmente, isso não é possível.

Afirma que a responsabilidade da promoção do país cabe às empresas. Mas nos próximos tempos estarão fragilizadas e sem capital para fazer esta aposta…
Por isso é que proponho que possa ser utilizado metade do valor do IVA para programas de marketing e promoção. Aí não obriga o governo a aumentar a dívida e essa receita, aparentemente diminuída, vai voltar com o aumento do turismo. É preciso coragem para revalorizar o turismo. Se não o fizermos vamos ser destruídos pela guerra de preços.

É preciso olhar para o turismo com seriedade?
Há zonas simpáticas no interior do país e este turista e este mercado vão acabar por se encontrar. Precisamos de ter um determinado volume de receitas para que isso seja significativo para a economia do país, para o emprego e para criar empresas fortes. O turismo nunca foi levado realmente a sério, sempre foi uma coisa assim meio envergonhada. O turismo é serviçal, há esse complexo que não há, por exemplo, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França, na Itália e em Espanha, que investem pesadamente no turismo.

Acusou o Turismo de Portugal de estar mais preocupado com as estatísticas e não avaliar o verdadeiro impacto económico que o turismo representa. É uma estratégia que deve mudar?
Quando o Turismo de Portugal faz um filme de promoção com locais maravilhosos de Portugal, só há um problema: são todos inacessíveis, ninguém consegue chegar lá no alto da montanha ou na praia deserta num canto qualquer (risos). Isso é muito bonito mas o Turismo de Portugal deve promover Portugal e os empresários devem promover o produto.

Estes últimos anos de crescimento foram uma oportunidade desperdiçada, nesta ótica da promoção?
Concordo. Devíamos, nessa altura, ter feito um trabalho das empresas com o governo e ter promovido a qualidade do turismo, a qualidade do produto para atrair, na retoma, um cliente mais sofisticado e mais exigente. Portugal foi eleito – de verdade, não é naqueles prémios que não são bem independentes – como segundo melhor destino para viver no mundo. E temos de saber aproveitar, transformar isso numa campanha.

Preços
Para nos sabermos vender ao mercado certo? Até agora Portugal é conhecido por ser bom e barato.
As pessoas descobriram que a relação qualidade/preço em Portugal é imbatível. O Alojamento Local é um brinco; limpo, de boa qualidade, com móveis corretos, etc. Se for para a Áustria ou para Alemanha [o AL] é uma porcaria. Não há qualidade nem atração nenhuma. O português é muito caprichoso, gosta de fazer as coisas corretas, simpáticas e limpas.

É difícil comer mal e dormir mal em Portugal.
É impossível comer mal em Portugal a não ser nos hospitais (risos).

Falou do perigo de sermos destruídos pela guerra de preços.
Já tivemos isso em Portugal. Em várias épocas de crise a recuperação foi com a guerra de preços. Quando Adolfo Mesquita Nunes era secretário de Estado do Turismo, começaram a convidar a imprensa estrangeira para vir cá. Vieram todos. Deram a passagem e pagaram a hospedagem e veio o mundo inteiro, bons e maus. Há uns que disseram que escreviam para um jornaleco qualquer e vieram cá também (risos). Vi dezenas de publicações e nenhuma deixou de frisar o facto de Portugal ser barato. Isto foi muito prejudicial.

Como é que se começa a despir esta capa do preço baixo para atrair um segmento mais alto?
Precisamos de agências de marketing e de promoção de alta qualidade. Não se pode comprar publicidade ou marketing barato, porque o barato sai caro: eles não têm qualidade nem acesso aos meios, é dinheiro deitado fora. É preciso criar eventos de qualidade, de nível, a área desportiva é muito atraente, temos condições desportivas naturais para atrair ténis, golfe, caça, iatismo, etc. Criar eventos de participação. Porque eventos de assistência vai ser mais difícil; infelizmente o MICE vai ser difícil. As empresas descobriram que não precisam de fazer aqueles congressos que deslocam centenas de pessoas durante dois ou três dias. Este segmento vai sofrer muito. Por exemplo, numa prova de competição desportiva, todos os dias, nos vários países, estão ser comunicados, na comunicação social, os resultados. É uma forma de utilizar o próprio atleta e a sua presença para promover Portugal no país dele.

Os eventos são o único gatilho possível para elevar o segmento do turista que atraímos?
Temos de ir também pela cultura – já defendi a construção do Museu dos Descobrimentos várias vezes. Temos alguns museus contemporâneos muito bons. O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, é uma grande atração e que tem uma altíssima qualidade. Eventos musicais. E temos de contratar agências e pessoas que nos ajudem a pensar nesta promoção e que nos ajudem a perceber o que é que temos de fazer. Sou a favor da criação de um Conselho Consultivo de Promoção Turística que reúna pessoas não só ligadas ao turismo, mas também pessoas da aviação, do desporto, do comércio de luxo, que nos venham ajudar a pensar na promoção do turismo.

Pessoas de fora do país?
De dentro e de fora. Temos um português que foi presidente da Publicis Groupe, que é uma das maiores agências do mundo, e que é apaixonado pelo turismo. Nunca ninguém falou com ele. Há pessoas que têm muito a contribuir, a nível de criatividade, e não só,e que não são convocadas nem ouvidas.

Potencial e crescimento
Defendeu, em tempos, a criação de um Ministério do Turismo. Mantém esta opinião?
Um Ministério do Turismo iria ajudar, principalmente, porque transmitiria aos outros ministérios a visão e o interesse do turismo, que eles não têm. Basta ver como o professor António Costa e Silva ignorou o turismo, por que não sabe o que é o turismo. Essa coisa do turismo de qualidade é uma coisa que ainda ninguém percebeu.

As Secretarias de Estado não se têm sabido posicionar?
Não vou dizer que não têm estado à altura, mas não há uma estratégia e não há apoio de verdadeiros profissionais de marketing, de promoção e de hotelaria. Por isso é que defendo a criação deste Conselho. Seria útil à própria Secretaria de Estado, teria o apoio de um grupo especializado. É preciso lembrar uma coisa: o turismo é um negócio de grande importância para o país e temos de o tratar desta forma.

Depois da última crise, o setor cresceu exponencialmente. Que diferenças assinala entre a conjuntura atual e esta última crise?
São duas crises completamente diferentes. A anterior foi uma crise económica e financeira, não parou o turismo – diminuiu, mas não parou. Esta paralisou o turismo por imposição dos próprios governos. Eu, que ando há muitos anos por aí, não me lembro de nenhuma situação assim em lugar nenhum. Portugal tem todas as condições para ser bom, mas tem de aspirar a outro nível. Não sou contra o turismo barato, mas não é economicamente viável.

Dispomos de oferta hoteleira para este segmento mais alto?
Absolutamente. Portugal não quer sheiks árabes. Não precisamos de bilionários que querem suites de mil metros quadrados. Um piloto de uma grande companhia aérea, um médico de sucesso, um engenheiro. Esse é o nosso turista, de boa situação financeira. E que gosta de Portugal porque é discreto e sóbrio, que tem bom clima. Para este mercado os hotéis são absolutamente aceitáveis, têm bom serviço, têm conforto. Não têm é torneiras de ouro e essas coisas. Nós temos a infraestrutura.

Vê a Comporta como um possível destino para este segmento?
Não conheço a estratégia, não posso opinar. A Comporta já não é uma zona com potencial, é hoje uma empresa e um negócio que tem os seus parâmetros, que desconheço. Mas penso que é uma zona muito atraente e que tem uma promoção muito longa, que durou muitos anos, com personalidades como o Christian Louboutin que pouco a pouco foi atraindo uma clientela para a Comporta. A Comporta tem o seu futuro, com certeza. Mas não posso opinar sobre o ‘business plan’, não conheço.

Que outros destinos têm potencial?
Como empresa e grupo, estamos dedicados a um conceito que demorou a atingir a maturidade. O Belas Clube de Campo é uma combinação do urbano com a natureza. Agora com a pandemia o mercado vem mais ao nosso encontro. O Alentejo e o Ribatejo, têm futuro, bem como Almada.

Ainda ninguém olhou para a margem sul de Lisboa com olhos de ver?
Almada tem um projeto do arquiteto Fonseca Ferreira que salvou Lisboa, porque a cidade estava no caminho para ser ocupada de uma forma selvagem. Ele fez um masterplan para Almada, dos antigos estaleiros com uma grande marina, muito atraente. Mas não chegou ainda o momento. Para já, a prioridade é potenciar a mudança das empresas e dos empresários para Portugal, e é preciso compatibilizar a habitação de nível com a habitação subsidiada para os trabalhadores e para as pessoas que não têm capacidade para pagar.

No Algarve, por exemplo. Não há habitação para os trabalhadores.
Não há margem de lucro suficiente para construir habitação para os trabalhadores, não compensa. Tem de ser algo subsidiado pelo governo, tem de haver um acordo entre o setor privado e o setor público de gerar habitação para as classes trabalhadoras.

O turismo residencial é outro dos eixos que defende para o futuro do setor. Como vê as novas regras aprovadas sobre os ‘golden visa’, que visam migrar o investimento imobiliário para o interior e ilhas?
(risos) Isso parte do princípio que as pessoas vêm para Portugal para se esconder. Eles não vêm para se esconder, vêm para viver numa comunidade compatível com o seu estilo de vida. Haverá um ou outro que vai para o interior, mas a maioria não irá. Isso vai acabar com os vistos dourados e é uma falha.

O Porto tem sido o destino com maior crescimento nos últimos anos. Como olha para este crescimento?
O Porto foi muito prejudicado até existir a autoestrada. Quando cheguei a Portugal, era muito complicado ir para o Porto, a estrada era muito má. O Porto tem tido um desenvolvimento muito positivo. A Casa da Música e Serralves são duas peças muito importantes. Nos últimos 10 a 15 anos tem tido um desenvolvimento muito elegante e interessante.

Aeroporto e TAP
Qual a sua opinião relativamente à construção do novo aeroporto complementar à Portela?
Não sou especialista, apesar de já ter sido administrador de uma companhia aérea na Argentina. Desde 1972, quando o governo emitiu um concurso para o projeto de um aeroporto em Rio Frio, tem-se discutido o novo aeroporto de Lisboa. Há 50 anos que andamos nisto. Quanto à necessidade de um novo aeroporto, também não sou especialista. Quando viajo vejo que há muitas horas mortas nas chegadas e nas partidas de Lisboa. A meio da tarde, entre a hora de almoço e o final da tarde não se vê um avião a chegar ou a sair. Não acho muito saudável ter um aeroporto a poluir o centro da cidade. Já morei mais do que uma vez em lugares onde quase que se podia tocar no avião. Tem de haver um consenso sobre a localização. Aonde? Também não sei dizer.

Nem o Montijo nem Alcochete seriam soluções viáveis?
Não sei. Claro que há uma vantagem comercial grande em ter o aeroporto perto da cidade, em pouco tempo chega-se ao hotel. Não é a melhor solução do ponto de vista da saúde e do ambiente.  Também não seria bom para o turismo se o aeroporto fosse muito longe, como em Alcochete, acho um bocado longe.

Então é mais favorável ao Montijo?
Se me convocassem para opinar, teria de estudar o assunto. Em Portugal temos um problema: falta de conhecimento e excesso de opinião. Se o turismo for prejudicado pela falta de possibilidade de viajar para Lisboa isso é muito preocupante.

Como vê a atual situação da TAP?
Não há dúvida de que a TAP é um retrato bastante interessante daquilo que é Portugal e os portugueses. A TAP tem comissárias de bordo veteranas, que eu conheço. É sempre uma situação engraçada, quando chego ao avião sou recebido com beijinhos. A TAP é um objeto de afeto e de carinho dos portugueses, até porque é uma excelente companhia em termos de segurança e de serviço – sobre o conforto, já não vou tão longe (risos). Sempre foi uma boa companhia. Da parte da população há uma visão um bocado emocional sobre a TAP. Não sei avaliar qual é o interesse nacional do ponto de vista do governo em ter uma companhia própria. O hub de Lisboa foi muito importante para o surto do turismo e principalmente em relação ao Brasil. O facto de ter sido gerida por uma administração brasileira permitiu que fossem criadas muitas ligações que trouxeram brasileiros a Lisboa. Isto foi tudo muito útil. Agora, se se justifica o investimento? Não sei dizer.

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Nortravel dá a conhecer programação de 2024 num ciclo de formação entre 19 e 22 de fevereiro

A Nortravel vai promover, entre 19 e 22 de fevereiro, um ciclo de formação que vai passar por Braga, Porto, Coimbra, Leiria e Lisboa, durante o qual o operador turístico vai dar a conhecer a sua programação para 2024.

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A Nortravel vai promover, entre 19 e 22 de fevereiro, um ciclo de formação que vai passar por Braga, Porto, Coimbra, Leiria e Lisboa, durante o qual o operador turístico vai dar a conhecer a sua programação para 2024.

De acordo com um comunicado enviado pela Nortravel à imprensa, nas cidades de Lisboa e Porto, o ciclo de formação vai contar com duas sessões, uma da parte da manhã e com pequeno-almoço incluído, e outra ao final da tarde, que contempla cocktail.

O ciclo de formação da Nortravel arranca no dia 19 de fevereiro, em Braga, com a sessão a decorrer no Hotel Meliá Braga, entre as 17h45 e as 20h00,  enquanto no dia seguinte, 20 de fevereiro, há duas formações no Porto, ambas no Hotel Vila Galé Porto. No Porto, a sessão da manhã decorre entre as 08h45 e as 11h00, enquanto da parte da tarde tem início pelas 17h45, encerrando pelas 20h00.

No dia 21 de fevereiro, a formação da Nortravel tem lugar em Coimbra, no Hotel Vila Galé Coimbra, decorrendo entre as 08h45 e as 11h00, enquanto da parte da tarde muda-se para Leiria, onde acontece entre as 17h45 e as 20h00, no Hotel Tryp Leiria.

Lisboa encerra o ciclo de formação da Nortravel e inclui duas sessões no dia 22 de fevereiro, a primeira entre as 08h45 e as 11h00, enquanto a segundo tem lugar das 17h45 às 20h00, ambas no VIP Executive Art’s Hotel.

Todas as sessões de formação promovidas pela Nortravel contam com pequeno-almoço ou cocktail, consoante decorram da parte da manhã ou ao final da tarde, e incluem ainda um momento de apresentação da programação de 2024.

No comunicado enviado à imprensa, o operador turístico alerta que as “inscrições são obrigatórias e os lugares limitados”, sendo aceite um máximo de dois participantes por agência.

As inscrições podem ser realizadas aqui.

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Destinos

Brasil recebeu 182 mil turistas portugueses em 2023

No ano passado, o número de turistas portugueses que visitou o Brasil aumentou 21% face ao ano anterior, colocando Portugal na sétima posição entre os principais mercados externos emissores de turistas para o Brasil, segundo Marcelo Freixo, presidente da Embratur.

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No ano passado, o Brasil recebeu 182 mil turistas portugueses, número que traduz um aumento de 21% face ao ano passado, segundo Marcelo Freixo, presidente da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional de Turismo.

De acordo com declarações do responsável à Lusa, Portugal foi o sétimo mercado emissor de turistas para o Brasil no ano passado, depois da Argentina (1,9 milhões de visitantes), Estados Unidos (668 mil), Chile (458,5 mil), Paraguai (424,5 mil), Uruguai (334,7 mil) e França (187,5 mil).

Os turistas internacionais foram responsáveis por receitas de 6,42 mil milhões de euros no Brasil, o que representa um novo recorde para o país e um crescimento anual de 41%, ficando este valor 1,5% acima do registado em 2014, ano em que o Brasil recebeu o Campeonato do Mundo de Futebol e que tinha sido o mais elevado registado na história do turismo brasileiro.

“Conseguimos um número muito surpreendente, até para nós mesmos”, sublinhou Marcelo Freixo, considerando que a entrada de Lula da Silva na presidência foi um dos fatores determinantes para os valores recordes.

De acordo com Marcelo Freixo, a nova conjuntura política no Brasil “foi muito favorável” para o trabalho da Embratur, pois representou o regresso do “Brasil da democracia, da sustentabilidade, o Brasil da cultura”.

“Era o Brasil que o mundo sentia saudade”, acrescentou o presidente da Embratur.

Recorde-se que o Brasil pretende chegar aos 10 milhões de turistas estrangeiros em quatro anos, depois de em 2023 ter acolhido quase seis milhões, mais 62,7% do que o registado em 2022.

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Aviação

Turkish Airlines lança nova forma de pagamentos e reembolsos digitais

O TK Wallet que permite fazer pagamentos e reembolsos digitais de “forma fácil e rápida” e está disponível através da app e website para os passageiros Miles&Smiles da companhia aérea turca.

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A Turkish Airlines lançou um novo serviço digital, o TK Wallet que permite pagamentos e reembolsos digitais de “forma fácil e rápida”, revela a companhia aérea de bandeira turca, em comunicado.

De acordo com a Turkish Airlines, a nova forma de pagamentos e reembolsos digitais está disponível para os passageiros Miles&Smiles, o programa de fidelização de passageiros da companhia aérea turca.

“Em linha com nossos objetivos de digitalização, continuamos a melhorar para implementar aplicações que facilitam as viagens dos nossos passageiros. Estamos a trabalhar para tornar os nossos serviços mais acessíveis e continuar a introduzir inovações que vão agregar conforto às experiências de viagem dos nossos hóspedes”, afirma Ahmet Olmuştur, diretor comercial da Turkish Airlines.

De acordo com o responsável, o novo serviço TK Wallet está acessível através da aplicação móvel da companhia aérea, assim como pelo website da transportadora, que pode ser consultado aqui.

A Turkish Airlines explica que os passageiros que utilizem o TK Wallet podem ainda ganhar TK Money além do valor do reembolso de passagens aéreas e compras de serviços adicionais feitas através da aplicação móvel e website da companhia aérea.

“O TK Money é ganho através de transações de reembolso via TK Wallet, é oferecido em quatro moedas diferentes (lira turca, euro, dólar americano e libra esterlina) através dos canais online da Turkish Airlines e pode ser usado de forma rápida e segura”, refere ainda a companhia aérea, em comunicado.

 

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AL

ALEP denuncia em Bruxelas conflitos do Mais Habitação com a legislação europeia

A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) apresentou, recentemente, em Bruxelas, uma nova reclamação oficial contra as medidas do Programa Mais Habitação, com impacto no Alojamento Local.

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Em 2023, a associação já tinha enviado uma reclamação preliminar à Comissão Europeia, antes da entrada em vigor das medidas do Mais Habitação. Agora com a lei publicada e sentidos os primeiros impactos, a ALEP, em parceria com a European Holiday Home Association (EHHA), regressou a Bruxelas para apresentar a versão definitiva e atualizada da reclamação. O processo foi suportado por um parecer jurídico detalhado, tornado público, que evidencia as inúmeras incompatibilidades e o conflito entre as medidas do Mais Habitação no Alojamento Local (AL) e a legislação europeia.

Entre as diversas medidas do Mais Habitação para o AL que entram em conflito com a legislação comunitária, a ALEP destaca a intransmissibilidade de registos, que impede a venda de apenas 1% das quotas de uma empresa dedicada ao AL ou a transmissão do registo para o cônjuge em caso de divórcio, que não tem qualquer relação com o problema da habitação.

Além disso, também a proibição de novos registos, mesmo que em frações de serviços ou na habitação permanente do titular, uma restrição que não tem nenhum efeito prático para a habitação; a proibição cega de novos registos em todo o litoral, incluindo regiões onde a presença do AL é insignificante e cujo coeficiente de pressão urbanística apresentado pelo Governo é baixo ou próximo de zero; a limitação da validade dos registos, que afeta também os titulares que já estão a operar, deixando-os sujeitos a uma reavaliação em 2030, sem que seja dada nenhuma garantia de renovação, bem como os critérios para a mesma; e, finalmente, os tributos extraordinários (CEAL) que prejudicam fortemente certos segmentos do Alojamento Local e favorecem outras ofertas de alojamento turístico, como a hotelaria, criando assim um ambiente de concorrência desleal.

Recorde-se que, Portugal foi dos primeiros países a criar uma regulamentação nacional e municipal para o Alojamento Local, que serviu de referência na União Europeia. Para a ALEP, o Programa Mais Habitação, “ao invés de melhorar essa regulamentação já existente, trouxe medidas extremas e cegas a nível nacional, ignorando por completo o papel e o conhecimento técnico e local das Câmaras Municipais”.

Para o presidente da ALEP, Eduardo Miranda, “Portugal passou de melhor a pior exemplo a nível europeu, trocando uma legislação equilibrada e alinhada com as regras comunitárias, por uma legislação restritiva, com medidas injustificadas, cegas e desproporcionais”.

O responsável acrescenta “conforme a ALEP tem defendido e fez saber junto da Comissão Europeia, estas medidas, não trazem soluções para o problema da habitação, elas desvirtuam a concorrência e prejudicam os pequenos operadores do AL, favorecendo os grandes operadores urbanos da hotelaria, cuja oferta continua a crescer em grande ritmo”.

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Hotelaria

Pestana abre 4.º hotel nos EUA

O maior grupo hoteleiro multinacional de origem portuguesa reforça a sua aposta nos EUA, mercado onde está presente há mais de uma década. Depois de Nova Iorque, onde conta com dois hotéis) e Miami, é a vez de Orlando (Flórida) receber mais um Pestana.

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O Pestana Hotel Group vai expandir a sua operação a mais uma cidade nos EUA. Depois de ter inaugurado, em 2013, o seu primeiro hotel em Miami, na zona de South Beach, com o Pestana Miami South Beach, um boutique hotel art déco, em 2020 foi a vez de abrir o Pestana Park Avenue, localizado no coração de Manhattan, nas proximidades do Empire State Building. No ano seguinte, em 2021, o grupo alcançou um marco significativo com a abertura do Pestana CR7 Times Square, que se tornou o hotel número 100 da cadeia hoteleira do Pestana Hotel Group.

Agora, o Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista, torna-se o 4.º hotel do grupo nos EUA, reforçando a presença do Pestana Hotel Group no continente americano, tornando-se na 109.ª unidade da cadeia hoteleira.

Com a aquisição desta nova unidade hoteleira em Lake Buena Vista, uma das zonas mais prestigiadas de Orlando, o Pestana Hotel Group reforça a sua presença nos EUA, aumentando para 500 o número total de quartos do grupo no mercado norte-americano.

José Roquette, Chief Development Officer (CDO) do Pestana Hotel Group destaca que “a abertura do Pestana Orlando Suites é mais um passo significativo na nossa estratégia de diversificação geográfica”.

Considerando que o mercado norte-americano “continua a ser um pilar estratégico para o Pestana Hotel Group”, José Roquette salienta que esta nova aquisição “é um reflexo vivo da nossa estratégia asset right, que se concentra em manter a propriedade dos ativos nos mercados com maior potencial reconhecido”, acrescentando ainda que “esta expansão não só reforça a presença global do Pestana Hotel Group, mas destaca o nosso crescimento contínuo e sustentado, que nos leva a estar hoje presentes em 16 países”.

O hotel Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista fica localizado a cerca de 15 minutos dos principais parques temáticos da Walt Disney World, da Universal Studios e do Sea World, bem como do importante Centros de Convenções de Orlando, um dos maiores dos EUA, mas também muito próximo dos melhores outlets, com inúmeras lojas e restaurantes.

O novo Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista oferece 127 suites com mais de 40 m2, vocacionado para viagens em família, constituindo, também, tendo em conta a sua localização privilegiada, próxima do Centro de Convenções, uma opção para viagens de negócios.

O hotel dispõe de várias comodidades incluindo restaurante, bar, jardim, piscina exterior, ginásio, business center e estacionamento.

Orlando é um dos destinos turísticos mais procurados nos EUA, depois de Nova Iorque e Las Vegas, sendo um dos destinos mais populares do mundo. Prevê-se que em 2025 possa vir a receber 100 milhões de visitantes, com a abertura do novo parque temático da Universal Studios, o “Epic Universe”, que será o maior parque da marca nos EUA. Além de ser um forte polo de turismo de lazer, Orlando destaca-se também como um dos principais destinos de congressos dos EUA.

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Alojamento

Quebras nos portugueses e britânicos ditam descida da ocupação no Algarve em janeiro

Em janeiro, as unidades de alojamento turístico do Algarve apresentaram uma taxa de ocupação de 34,4%, valor que ficou 1,3pp acima da registada em mês homólogo de 2019, mas 0,9pp abaixo de janeiro de 2023, de acordo com a AHETA.

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Em janeiro, as unidades de alojamento turístico do Algarve apresentaram uma taxa de ocupação de 34,4%, valor que ficou 1,3pp acima da registada em mês homólogo de 2019, mas 0,9pp abaixo de janeiro de 2023, com a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve a sublinhar as descidas dos mercados nacional e britânico.

De acordo com os dados da AHETA, em janeiro o mercado nacional registou uma descida de 1,4pp face ao mesmo mês do ano passado, enquanto o mercado britânico caiu 0,6pp.

Em sentido contrário estiveram mercados como neerlandês, o polaco e o alemão, que, segundo a AHETA, apresentaram subidas em janeiro de 0,5pp, 0,4pp e 0,3pp, respetivamente.

Em janeiro, a estadia média nas unidades de alojamento turístico do Algarve foi de 4,4 noites, 0,2 noites acima da verificada no mês homólogo de 2023, com destaque para o mercado sueco, que apresentou as estadias mais prolongadas na região, chegando às 8,7 noites, seguido do mercado neerlandês, com uma média de 8,4 noites.

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Agenda

Porto e Terceira recebem GLEX Summit 2024

Portugal volta a ser o palco da maior cimeira de exploradores do mundo. Com início no Porto, a Global Exploration Summit (GLEX Summit) segue viagem para a ilha Terceira, nos Açores.

Victor Jorge

Entre os dias 15 e 19 de junho, a Global Exploration Summit (GLEX Summit) volta a reunir a elite da exploração em Portugal e, desta vez, a cidade do Porto acolhe o programa do primeiro dia da cimeira que reúne a elite mundial de exploradores e cientistas. Depois da estreia na Invicta, a GLEX Summit viaja, pelo segundo ano consecutivo, até à ilha da Terceira, para mais dois dias de partilha de algumas das mais extraordinárias histórias da exploração e ciência associadas ao Espaço, Oceanos e conservação do Planeta.

Organizada pela Expanding World, com a chancela e curadoria do The Explorers Club, a GLEX Summit estreia-se na cidade do Porto, a 15 de junho, com a GLEX Ignition Session. O dia inaugural da quinta edição da cimeira vai ser totalmente dedicado à evolução da exploração espacial. Nos dias 18 e 19 de junho, com sessões abertas ao público, a GLEX Summit regressa aos Açores com um programa inspirador onde vão ser partilhadas as mais recentes descobertas, as tecnologias mais inovadoras e as novas missões que estão a revolucionar o futuro do planeta.

Sob o mote “What’s Next?”, um dos destaques da edição deste ano vai ser dedicado à revolução da próxima década de exploração lunar, com destaque para a missão Artemis, que vai levar uma tripulação de astronautas a pisar a Lua, pela primeira vez, desde 1972, incluindo a primeira mulher.

Esta missão da NASA representa um ponto de viragem na consolidação da exploração espacial, já que para além de pretender abrir portas para futuras missões, tem como grande objetivo estabelecer uma presença humana sustentável e duradoura na Lua.

A Alfândega do Porto e o Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo vão ser o palco onde a linha da frente dos exploradores e cientistas vão apresentar e partilhar as descobertas mais recentes, as mais recentes tecnologias e as futuras missões que estão a revolucionar o futuro do Espaço, dos Oceanos e do Planeta.

E como as alterações climáticas também ditam o futuro, este vai ser outro tema em grande destaque na GLEX Summit, onde vai ser abordado o papel do Espaço e dos Oceanos para a recolha de dados que permitam investigar e mitigar os efeitos dessas alterações.

Manuel Vaz, responsável da Expanding World salienta o “orgulho e privilégio” de trazer para Portugal o maior encontro de exploradores do nosso planeta. “O GLEX Summit 2023 foi uma experiência inspiradora e enriquecedora que nos trouxe a linha da frente de exploradores em todas as áreas, desde o Alasca até a floresta Amazónica, incluindo os oceanos e os confins do espaço. Para além dos oceanos e da conservação da natureza, um dos tópicos em foco desta edição é a próxima década na lua com a missão Artemis que levará os primeiros europeus à Lua”, refere Manuel Vaz.

Sobre o autorVictor Jorge

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