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Proposta de lei da reforma regional foi aprovada

Promoção externa fica centralizada no Turismo de Portugal, num modelo que ainda será definido. “É importante ganharmos escala e dimensão”, justifica o secretário de Estado de Turismo, Adolfo Mesquita Nunes.

Tiago da Cunha Esteves
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Proposta de lei da reforma regional foi aprovada

Promoção externa fica centralizada no Turismo de Portugal, num modelo que ainda será definido. “É importante ganharmos escala e dimensão”, justifica o secretário de Estado de Turismo, Adolfo Mesquita Nunes.

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“O TP pode contratualizar com as Agências Regionais de Promoção Turística, mas é uma decisão que fica a seu cargo. O que quisemos esclarecer é que, oficialmente, a promoção externa cabe ao TP, num modelo que será definido em breve”, explicou, à Publituris, o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes. “Pensamos que é importante que a promoção externa ganhe dimensão e escala”, acrescentou.

 

Linhas de Cecília Meireles foram mantidas “no essencial”

No final da votação na especialidade, o deputado social-democrata Paulo Baptista Santos referiu outras alterações que foram feitas àquela que era a proposta inicial do Governo, mas ressalvou que “o sentido da proposta de lei apresentado por Cecília Meireles foi mantido, no essencial”.

Uma das alterações é que as futuras cinco Entidades Regionais de Turismo poderão contrair empréstimos para a execução de projectos QREN. “Foi um objectivo cumprido, na medida em que clarificámos na lei o sentido de financiamento com uma alteração com importante significado: as entidades não podem contrair dívidas e abrimos a possibilidade de poderem contrair empréstimos para a execução de projectos QREN”, disse o deputado.

Relativamente à participação nas Assembleias-Gerais de cada entidade, além da paridade entre os sectores público e privado, garantiu-se que os sindicatos passarão a ter uma representação. “No caso das entidades privadas, devem ser representativas dos vários sub-sectores, onde estão incluídos os sindicatos. Foi uma pretensão expressa pelas entidades sindicais que ouvimos, acolhida pelas actuais Entidades Regionais, e pensamos que é uma vitória, mas depois será o estatuto de cada uma entidade que vai definir a forma de representação”, explicou Paulo Baptista Santos.

 

Contratualização com ATL e ATP

A proposta do Governo aprovada em Conselho de Ministros deixava em aberto a possibilidade de, no caso das Entidades Regionais de Lisboa e Vale do Tejo e Porto e Norte de Portugal, as Assembleias-Gerais aprovarem a contratualização com a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) e Associação de Turismo do Porto (ATP). Contudo, esta sexta-feira foi feita uma “alteração substancial” nessa questão. “Definimos que é o Turismo de Portugal que faz a promoção externa do nosso País e que o faz contratualizando quer com as Entidades Regionais, quer com as actuais ATL e ATP, que continuarão a fazer um bom trabalho. Mas retira o poder de decisão a cada Assembleia-Geral e fá-lo regressar ao membro do Governo com a tutela do turismo, através do TP”, explicou Paulo Baptista Santos.

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TAP “salva-se”, vende, cede ‘slots’, mas não será ‘tapezinha”, diz ministro

Afinal, a prenda de Natal chegou à TAP. Com a aprovação do plano de reestruturação pela Comissão Europeia, a companhia aérea nacional vê-se forçada a vender empresas, a ceder 18 ‘slots’ por dia, mas, concluindo, continua TAP e não ‘tapezinha’.

Victor Jorge

Depois de na parte da tarde ter surgido a notícia de que a Comissão Europeia ter admitido ver “viabilidade a longo prazo para a TAP” e ter prometido uma decisão antes do Natal sobre o plano de reestruturação, alertando, no entanto, que deveria implicar “remédios”, eis que a companhia aérea [e Governo] receberam a notícia de que (afinal) a TAP tem “salvação).

A Comissão Europeia (CE) aprovou, no quadro das regras da União Europeia (UE) em matéria de auxílios estatais, a reestruturação da TAP.

Mas o que significa isso? Ora, segundo o comunicado, a CE aprova o auxílio do Estado português de 2.550 milhões de euros para reestruturar o grupo TAP (TAP SGPS), somando-lhe 107 milhões de euros à TAP Air Portugal para compensar os prejuízos devidos à pandemia de coronavírus, em resultado da pandemia de coronavírus, entre 1 de julho e 30 de dezembro de 2020.

Analisando esta aprovação da CE, regista-se que Bruxelas impôs remédios, com a TAP a ter de ceder 18 slots diários no aeroporto de Lisboa (o que equivale a 5% dos slots) e vender três empresas, ou melhor, “dividir atividades” no caso da TAP e Portugália; alienar filiais em atividades adjacentes de manutenção e assistência em escala (VEM Brasil); e os de ‘catering’ e de ‘handling’, que deverão ser alienados.

Além disso, a TAP SGPS e a TAP Air Portugal ficarão “inibidas de efetuar quaisquer aquisições e reduzirão a frota até ao final do plano de reestruturação, racionalizando a sua rede e ajustando-se às previsões mais recentes que estimam que a procura não irá recuperar antes de 2023 devido à pandemia de coronavírus”, lê-se no comunicado da CE.

A Comissão indica que, a TAP disponibilizará até “18 faixas (slots) horárias por dia no aeroporto de Lisboa a uma transportadora concorrente”, visto que, “a TAP Air Portugal tem uma vasta presença no aeroporto de Lisboa, que se encontra estruturalmente muito congestionado, o que se traduz na impossibilidade de as companhias aéreas terem acesso às faixas horárias de aterragem e de descolagem que solicitam para operarem no aeroporto”. Por esta razão, a CE diz que “são necessárias medidas adicionais para preservar uma concorrência efetiva neste aeroporto [Lisboa]”.

A disponibilização destes slots serão organizados pela Comissão num processo de seleção “transparente e não discriminatório” (com o apoio de um mandatário responsável pelo acompanhamento) para selecionar a transportadora concorrente.

A vice-presidente executiva Margrethe Vestager, responsável pela política da concorrência, declarou, aquando do anúncio desta decisão que “as medidas aprovadas permitirão a Portugal compensar a TAP pelos prejuízos diretamente sofridos em consequência das restrições de viagem aplicadas para limitar a propagação do coronavírus”.

Vestager afirmou ainda que, “ao mesmo tempo, o plano aprovado para a reestruturação da TAP assegurará a viabilidade da companhia aérea no longo prazo”.

No fundo, o apoio assumirá a forma de medidas de capital e de quase capital no montante de 2.550 milhões de euros, incluindo a conversão do empréstimo de emergência de 1.200 milhões de euros em capital próprio.

De 108 para 94 que poderão ser 99
Quanto à frota, que no período pré-pandemia era de 108 aeronaves, a TAP vê-se forçada a reduzir para 94 aviões, dando a Comissão autorização para chegar aos 99 até 2025, salientando a CE que a companhia aérea irá “reduzir a frota até ao final do plano de reestruturação, agilizando a sua rede e ajustando-se às últimas projeções que antecipam que a procura não recupere antes de 2023 por causa da pandemia de coronavírus”.

Recorde-se que, ainda esta semana, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, tinha avançado que, caso a decisão da Comissão Europeia não fosse favorável, que a TAP “teria de fechar”.

Conhecida a decisão, Pedro Nuno Santos congratulou-se com a aprovação do plano de reestruturação da TAP por parte da Comissão Europeia, dizendo que “o trabalho do Governo português está feito”.

A conferência de imprensa (pós decisão), o ministro afirmou que “os nossos argumentos foram bem recebidos”, concluindo que “os resultados são bons”.

Na mesma conferência de imprensa, Pedro Nuno Santos admitiu, também, que a cedência de 18 slots (diários) no aeroporto de Lisboa, “não põe em causa o negócio da TAP”, já que, segundo o governante, a transportadora tem 300 slots diários, tratando-se, assim, de “um número reduzido”.

Pedro Nuno Santos explicou ainda as contas, esclarecendo que os apoios à TAP atingirão o limite de 3.200 milhões de euros, devido a valores já pagos e a outros que ainda irão ser aprovados. Ou seja, a intervenção na TAP “é feita em duas modalidades: uma ao nível da reestruturação e outra no quadro da compensação COVID”.

Na parte da reestruturação incluem-se os 2.550 milhões de euros anunciados pela Comissão Europeia, nos quais se incluem “1.200 milhões de euros que já foram injetados na TAP”.

“Falta ainda um empréstimo junto de privados, com garantia de Estado a 90%, de 360 milhões de euros, e de uma nova injeção de capital de 990 milhões de euros”, contabilizou o governante.

Já no âmbito das compensações relacionadas com a pandemia da COVID-19, “temos 462 milhões de euros referentes ao primeiro semestre de 2020, que já foram injetados na TAP, e foi autorizado também [com esta decisão da CE] 107 milhões de euros referentes ao segundo semestre de 2020”.

“Se nós somarmos todas as parcelas que já foram autorizadas pela Comissão Europeia, chegamos a 3.119 milhões de euros”, resumiu Pedro Nuno Santos, acrescentando que “falta a compensação COVID referente ao primeiro semestre de 2021 que será aprovada nos próximos dias”.

Resumindo e segundo Pedro Nuno Santos, será um montante que, “com toda a certeza”, “não ultrapassa os 3,2 mil milhões de total de ajuda pública que será autorizada à TAP”.

A procura por parceiros para a TAP e não para uma “tapezinha”
Certo é que, também segundo o ministro das Infraestruturas, “no mercado global da aviação já não se sobrevive sozinho”, adiantando que “há interessados”.

“É para nós claro que num negócio altamente competitivo da aviação, uma companhia aérea não sobrevive isolada e, portanto, estamos a trabalhar para que a TAP possa vir a estar num grupo importante de aviação, porque essa é a forma mais sólida e consistente de conseguirmos a viabilidade”, afirmou o Pedro Nuno Santos, após conhecida a ‘luz verde’ da Comissão Europeia ao plano de reestruturação da companhia aérea.

O governante afirmou, no entanto, que, o que está em cima da mesa “não é substituir a TAP em Lisboa, mas em ter uma cooperação e colaboração com a TAP”.

Garantido ficou, igualmente, nas palavras de Pedro Nuno Santos, que “não haverá mais despedimentos, nem cortes de salário”, deixando ainda uma certeza: “conseguimos evitar que a TAP fosse transformada numa ‘tapezinha’” (numa alusão ao que aconteceu em Itália, onde a ITA, que substitui a Alitalia, nasceu com apenas 52 aeronaves.

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Discotecas e bares encerram já no sábado

Governo antecipou o encerramento de discotecas, bares, creches e ATL para o próximo sábado, 25 de dezembro, bem como o regresso do teletrabalho obrigatório, devido ao aumento do número de casos de COVID-19 no país.

Inês de Matos

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta terça-feira, 21 de dezembro, que o encerramento de discotecas e bares, previsto para a primeira semana de janeiro, vai afinal acontecer já a partir do próximo sábado, 25 de dezembro, dia em que também o teletrabalho volta a ser obrigatório.

De acordo com o líder do executivo, que anunciou as novas medidas para conter a COVID-19 após a reunião do Conselho de Ministros, o encerramento de discotecas e bares acontece a partir das 00h00 de sábado, estando previstos apoios no âmbito do ‘lay-off’ simplificado e do programa Apoiar, para ajudar a suportar os custos fixos destes estabelecimentos.

Além da antecipação das discotecas e bares, que deveria acontecer apenas entre 2 e 9 de janeiro, a chamada ‘semana de contenção’, também o teletrabalho volta a ser obrigatório já a partir deste sábado, numa medida que também começa a vigorar a partir das 00h00 de 25 de dezembro.

Segundo António Costa, o governo decidiu “antecipar já para o início da próxima semana, para as 00:00 do dia 25 de dezembro, um conjunto de medidas” que estava previsto para a primeira semana de janeiro, mas que vão, afinal, ser implementadas mais cedo devido ao aumento de casos de COVID-19 no país.

Além das discotecas e bares, também as creches e ATL vão encerrar já no sábado, ao contrário do que estava previsto, uma vez que também estes estabelecimentos deviam encerrar na ‘semana de contenção’, entre 2 e 9 de janeiro.

O Governo espera ainda que a testagem à COVID-19 aumente e se torne “massiva”, motivo pelo qual passar a comparticipar seis testes por pessoa por mês, em vez dos atuais quatro, até porque o teste negativo passa a ser obrigatório em todos os eventos desportivos e culturais.

“Passámos também a introduzir o teste negativo obrigatório para o acesso a todos os espetáculos culturais e alargámos a obrigatoriedade de teste para entrar em todo os recintos desportivos, independentemente da sua taxa de ocupação, salvo indicação em contrário da Direção-Geral da Saúde (DGS), como poderá ser, por exemplo, para os escalões de formação”, disse António Costa.

Já na passagem do ano, vão ser proibidos os ajuntamentos na via pública de mais de 10 pessoas, assim como o consumo de bebidas alcoólicas na rua.

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FITUR confirma realização com reforço dos protocolos sanitários

A menos de um mês da realização do evento, a organização da FITUR confirma a realização da feira de Madrid, apostando na aplicação de um rigoroso protocolo sanitário entre 19 e 23 de janeiro.

Victor Jorge

A organização da FITUR 2022, que se realizará de 19 a 23 do próximo mês de janeiro, confirmou, em comunicado, a realização do evento, salientando que será “uma edição estratégica para dinamizar o mercado mundial do turismo” e que terá como objetivo “oferecer a toda a cadeia de valor da indústria turística um quadro para o negócio e encontro global que contribua para o impulso da recuperação e do crescimento do setor”.

Para tal, a IFEMA Madrid, responsável pela organização do evento, redobrará a segurança da grande feira, com a aplicação de um rigoroso protocolo sanitário que inclui, como requisito indispensável, a exigência do Certificado de Vacinação aos cidadãos da União Europeia, e aos cidadãos de terceiros países, os requisitos que nessas datas forem exigidos na fronteira.

A IFEMA MADRID diz “já ter mostrado ao mundo, em maio de 2021, que era possível realizar eventos seguros, com a realização da FITUR 21”. Por isso, avança que, “num contexto verdadeiramente complicado”, voltará a implementar, em 2022, um “rigoroso protocolo de medidas e sistemas para garantir a segurança de todos os expositores e visitantes”.

Para tal, a organização diz que irá levar a cabo “o controlo de capacidade em todos os pavilhões, com sistemas automatizados de contagem de pessoas, e com um sistema inteligente digital para a análise de espaços, capacidade e comportamento dos assistentes, controlando em qualquer momento as aglomerações, além de exigir a obrigatoriedade de uso da máscara no interior das instalações da IFEMA MADRID, e os controlos de temperatura que estão implementados em todas as feiras”.

Além disso, a organização refere que irá dotar as instalações da IFEMA MADRID de um “avançado e potente sistema de ventilação que garante a total eliminação da recirculação do ar, com um sistema de filtração que produz uma completa renovação do ar cada 20 minutos, elemento fundamental e crítico para evitar a propagação de patógenos”.

Estas medidas serão complementadas pela organização com a circulação de pessoas e a distribuição de espaços para garantir a distância de segurança interpessoal, a colocação de dispensadores de gel hidroalcoólico e desinfetantes em todo o recinto, e o uso de passes digitais para evitar contactos.

Recorde-se que a FITUR 2022 ocupará oito pavilhões do recinto de feiras de Madrid.

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Olimar assinala bodas de ouro e lança novo ‘magalog’ “Das ist Portugal!” 2022

No ano em que comemora 50 anos de vida e de especialista para o nosso país, a Olimar Reisen, acaba de lançar uma mistura de revista e catálogo – Das ist Portugal – com um design mais moderno e apelativo,

Publituris

A Olimar Reisen, que assinala no próximo ano, 50 anos de idade e de especialista para o nosso país, acaba de apresentar o novo “magalog” “Das ist Portugal” (Isto é Portugal) 2022

Trata-se de uma mistura de revista e catálogo com um design moderno e apelativo, num total de 160 páginas, composto por uma seleção de hotéis, estâncias de férias, alojamentos e passeios típicos em Portugal, de elevada qualidade e muito pessoal, bem como muitas histórias e dicas interessantes e divertidas e relatos de experiências.

Porque a Olimar Reisen faz uma retrospetiva de 50 anos de know-how em Portugal e celebra um marco histórico no próximo ano, os interessados encontram a linha completa nas agências de viagens e no site olimar.com.

Destaque especial para os passeios únicos de fly & drive que não faltam neste novo revista/catálogo. Numa road trip por Portugal, o turista pode descobrir o país individualmente, organizar o dia-a-dia

ao seu gosto e usufruir do familiar serviço Olimar, ou escolher

entre viagens de ida e volta com visitas guiadas e muitos pontos turísticos. Os hotéis e outras acomodações são previamente selecionados e reservados pelo operador.

O especialista conta cerca de 900 hotéis e alojamentos selecionados pessoalmente em Portugal, tendo sido adicionadas recentemente 20 novas unidades hoteleiras.

Na Olimar, os pacotes de férias com tudo incluído, bem como

serviços de viagens individuais, podem ser reunidos e reservados com flexibilidade e de acordo com os desejos de cada cliente.

O especialista olha para o ano de aniversário com otimismo. “Para 2022 esperamos uma boa procura para Portugal e também para os nossos destinos no sul da Europa. Especialmente para Portugal, onde a história da nossa empresa começou há 50 anos, oferecemos também as vantagens comprovadas Olimar, recomendações pessoais, os nossos muitos anos de know-how, qualidade e individualidade, bem como reserva flexível com o novo ´magalog´”, refere Markus Zahn, diretor de Marketing da empresa.

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Certificado Digital COVID da UE válido por nove meses

De acordo com Bruxelas, já foram emitidos 807 milhões de Certificados Digitais COVID da UE. 60 países e territórios, em cinco continentes, aderiram ao sistema.

Publituris

A Comissão Europeia (CE) adotou esta terça-feira, 21 de dezembro, regras relativas ao Certificado Digital COVID da UE, que estabelecem um período de aceitação vinculativo de nove meses (exatamente 270 dias) para os certificados de vacinação, para efeitos de viagem no interior da UE. Um período de aceitação claro e uniforme para os certificados de vacinação garantirá que as medidas em matéria de viagens continuam a ser coordenadas, tal como foi solicitado pelo Conselho Europeu após a sua última reunião de 16 de dezembro de 2021. As novas regras assegurarão que as restrições assentam nos melhores dados científicos disponíveis, bem como em critérios objetivos. A coordenação permanente é essencial para o funcionamento do mercado interno e irá proporcionar clareza aos cidadãos da UE no exercício do seu direito de livre circulação.

Bruxelas avança que já foram emitidos 807 milhões de Certificados Digitais COVID da UE, tendo estabelecido uma norma mundial: são já 60 os países e territórios, em cinco continentes, que aderiram ao sistema.

“As novas regras aplicáveis às viagens dentro da UE vieram harmonizar as diferentes regras dos Estados-Membros”, diz a CE, salientando que “este período de validade tem em consideração as orientações do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, nas quais se recomenda que as doses de reforço sejam administradas, o mais tardar, seis meses após a conclusão do primeiro ciclo de vacinação primária”.

Na comunicação da CE lê-se que “o Certificado permanecerá válido durante um período de tolerância adicional de três meses, para além dos referidos seis meses, a fim de assegurar a adaptação das campanhas nacionais de vacinação e o acesso dos cidadãos às doses de reforço”.

As novas regras relativas ao período de aceitação dos certificados de vacinação aplicam-se para efeitos de viagem. Ao introduzir diferentes regras para a utilização dos certificados de vacinação a nível nacional, os Estados-Membros são incentivados a alinhá-las com estas novas regras, a fim de proporcionar segurança aos viajantes e reduzir as perturbações.

Além disso, a Comissão adaptou, também, as regras para a codificação dos certificados de vacinação. Tal é necessário para garantir que é possível sempre distinguir os certificados de vacinação que comprovam a conclusão da série de vacinação primária dos certificados de vacinação emitidos na sequência de uma dose de reforço.

As doses de reforço serão registadas da seguinte forma:

  • 3/3 para uma dose de reforço após uma série de vacinação primária de duas doses;
  • 2/1 para uma dose de reforço após uma vacinação de dose única ou uma dose de uma vacina de duas doses administrada a uma pessoa recuperada.
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    Dubai posiciona-se como local de férias neste final de ano

    O Dubai recuperou totalmente a sua vitalidade, continua a ser um dos destinos mais seguros do mundo, e mantém a liderança na recuperação do turismo global. Prova disso é a diversidade de eventos e atividades festivas que o destino oferece ao longo deste mês.

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    O Dubai recuperou totalmente a sua vitalidade, continua a ser um dos destinos mais seguros do mundo, e mantém a liderança na recuperação do turismo global.

    Prova disso é a diversidade de eventos e atividades festivas que o destino oferece ao longo deste mês, para todos os gostos, com uma variedade de experiências gastronómicas típicas desta época festiva, atrações e atividades, bem como os eventos de fim-de-ano e fogos-de-artifício em diferentes pontos.

    O clima de festa ganhou um novo ênfase com o acender, no sábado passado, da iluminação da árvore de Natal na Expo Dubai, acompanhada por queda de neve (verdadeira) e um espetáculo de vídeo mapping alusivo ao período, projetado na cúpula da Al Wasl Plaza.

    A animação tem sido uma constante na Expo Dubai, mas este mês a maior exposição mundial ganha outra dimensão com os desfiles natalícios, os espetáculos, o fogo-de-artifício, a neve, e a oferta variada de restaurantes, mercados tradicionais, e uma celebração cultural única na época mais mágica do ano. Tudo acessível com a aquisição do passe festivo criado propositadamente para o efeito. Quando o relógio marcar as 12 badaladas, a certame vai-se transformar num grande espetáculo de luz, som e fogo-de-artifício.

    Para os que procuram adrenalina, o parque temático IMG Worlds of Adventure promete deslumbrar com as suas ofertas de inverno.

    Para celebrar o ano novo, as opções também são diversas. Uma das propostas mais atrativas passa por assistir ao espetáculo de pirotecnia no emblemático Burj Khalifa.

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    Turquia espera recuperar números pré-pandemia já em 2022

    De acordo com o presidente da Associação de Agências de Viagens da Turquia (TÜRSAB), Firuz Bağlıkaya, as expectativas apontam para que 2022 fique muito próximo dos números alcançados em 2019.

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    Alguns dos principais representantes da indústria do turismo turco estão otimistas com relação ao próximo 2022, para o qual estimam que terão números semelhantes de visitas a 2019, quando o país recebeu 45 milhões de visitantes estrangeiros.

    Firuz Bağlıkaya, presidente da Associação de Agências de Viagens da Turquia (TÜRSAB), revelou ao “Daily Sabah” que já existem cerca de “10 milhões de reservas antecipadas para o próximo ano”, indicando que como principais mercados emissores o Reino Unido, Alemanha, Ucrânia e Rússia.

    “Acho que teremos boas temporadas nos próximos anos, que serão recheados de recordes nos próximos”, disse, destacando que, as expectativas apontam para que, em 2022, se possa chegar “muito perto” dos números de 2019. “A próxima temporada parece boa, muito melhor do que este ano”. Bağlıkaya concluiu que “as expectativas em relação às reservas do exterior são altas”.

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    INE: Aeroportos nacionais tiveram a maior aproximação aos números pré-pandemia em outubro

    Em outubro, os aeroportos nacionais receberam cerca de quatro milhões de passageiros e 15,8 mil aeronaves em voos comerciais, números que continuam a indicar descidas mas já mais perto dos valores de 2019.

    Inês de Matos

    No passado mês de outubro, os aeroportos nacionais receberam cerca de quatro milhões de passageiros e 15,8 mil aeronaves em voos comerciais, números que indicam descidas de 27,2% e 21,4% face a igual mês de 2019, respetivamente, naquele que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que outubro foi o mês com maior aproximação aos números pré-pandemia.

    De acordo com os dados revelados pelo INE esta terça-feira, 21 de dezembro, apesar de continuarem a traduzir uma quebra face a igual período de 2019, antes da chegada da pandemia, os aeroportos nacionais têm vindo a recuperar tráfego e, face a outubro de 2020, existem já crescimentos de 180,6% no número de passageiros e de 63,2% no total de aviões aterrados nos aeroportos nacionais.

    Do total de passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em outubro, 80,2%
    corresponderam a tráfego internacional, indica o INE, que recorda que, em igual período do ano passado, os passageiros internacionais eram 74,9% do total, e chegaram a território nacional provenientes essencialmente de aeroportos europeus (72,0%).

    Já no que respeita aos passageiros embarcados em Portugal, houve também 80,2% de tráfego internacional, quando em igual período do ano passado o tráfego internacional não ia além dos 76,2%, sendo que 72,1% também tiveram como destino aeroportos europeus.

    Já no acumulado até outubro, período em que os aeroportos nacionais receberam cerca de 19,8 milhões de passageiros, o INE diz que se verificou uma “inversão da tendência”, uma vez que tanto o número de passageiros como de aeronaves aterradas em território nacional cresceram, numa tendência que se acentuou a partir de maio.

    “A partir da segunda quinzena de maio, verificou-se um crescimento mais acentuado, tendo-se mantido uma tendência de crescimento nos meses seguintes. Apesar de no mês de setembro de 2021 se ter verificado uma ligeira redução face ao mês anterior, em outubro assistiu-se a um crescimento, tendo-se registado o desembarque médio diário de 64 mil passageiros no conjunto dos aeroportos nacionais (59 mil em setembro). Este valor representou o triplo do registado no mês homólogo de 2020 e aproximou-se do nível observado em outubro de 2019 (86 mil)”, indica o INE.

    De janeiro a outubro, , o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 18,6% face ao período homólogo do ano anterior, quando se tinha verificado uma quebra de 68,0%, ainda que, face ao mesmo período de 2019, este número continue a traduzir uma redução de 62,1%.

    Por aeroportos, foi em Lisboa que se registou o maior movimento de passageiros, concentrando, entre janeiro e outubro, 45,2% do total de passageiros (8,9 milhões) e registou um aumento de 6,8%, seguindo-se Faro, onde houve um aumento de 35,5% no movimento de passageiros neste período, atingindo os 2,8 milhões de passageiro, número que, segundo o INE, está ainda “muito distante do registado no mesmo período em 2019 (8,4 milhões de passageiros, -66,4%)”.

    Já o principal país de origem e destinos dos passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais até outubro foi França, “registando crescimentos de 13,2% no número de passageiros desembarcados e 10,9% no número de passageiros embarcados, relativamente ao mesmo período de 2020”, segundo o INE.

    Além de França, também o Reino Unido, Alemanha e Espanha estão entre os principais países de origem e destinos dos passageiros que, entre janeiro e outubro, passaram pelo aeroportos nacionais.

    Por outro lado, o maior crescimento ao nível dos passageiros embarcados e desembarcados foi para a Suíça, que registou crescimentos de 25,6% e 20,9%, respetivamente, ocupando a quinta posição deste ranking.

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    Chaves abre Museu das Termas Romanas esta terça-feira

    Autarquia de Chaves espera que o novo espaço, que conta 2000 anos de história, se torne na “joia da coroa” e num dos principais polos de atração turística para o território.

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    As Termas de Chaves passam esta terça-feira, 21 de dezembro, a incluir também o Museu das Termas Romanas, espaço que, segundo Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves, vai ser a “joia da coroa” e um dos principais polos de atração turística para este território.

    De acordo com informação avançada pela Lusa, o Museu das Termas Romanas conta uma história de 2000 anos, que ficou “congelada” no tempo após um sismo e que foi descoberta nas escavações para a construção de um parque de estacionamento.

    “Aqui temos o maior balneário da Península Ibérica e um dos maiores da Europa e do Império Romano”, afirmou à agência Lusa Rui Lopes, arqueólogo corresponsável pela escavação e que acompanhou o projeto.

    Rui Lopes explicou que se trata de um balneário terapêutico, o que o diferencia de outras termas que existem praticamente em todos os sítios romanizados, nomeadamente as termas higiénicas, onde se iria tomar banho.

    “Estas são terapêuticas, quase uma equivalência a um hospital. Estas termas teriam uma grande importância dentro do império, porque era um espaço onde vinham tratar as maleitas de guerra, doenças de pele ou de estômago”, indicou o arqueólogo.

    Foi durante a realizações de prospeções arqueológicas em 2005, no largo do Arrabalde, no centro da cidade, para a construção de um parque de estacionamento que se identificou este “património magnífico preservado no tempo”.

    O projeto do parque de estacionamento foi de imediato abandonado e as escavações arqueológicas acabariam por revelar a existência de duas grandes piscinas, mais sete de pequenas dimensões e ainda um complexo sistema hidráulico de abastecimento às estruturas e que ainda hoje funciona.

    O complexo acabou por ficar “congelado” no tempo, uma vez que um sismo no século IV viria a provocar a derrocada do edifício, contribuindo para “selar um período cronológico” que vai estar agora em destaque no novo Museu das Termas Romanas, cuja visita é gratuita.

    Segundo Nuno Vaz, autarca de Chaves, o novo museu deverá funcionar ainda como um novo polo de atração turística no município, através do qual deverá ser possível potenciar turisticamente o território, recuperar as “perdas acumuladas em tempos de pandemia” de COVID-19 e dar “um salto ainda maior” aproveitando os “recursos excecionais” ali existentes.

    Além das ruinas, o espaço conta também com uma exposição de artefactos, além de painéis explicativos, ecrãs e mesa tátil interativa que revelam também os vestígios da muralha seiscentista, bem como as imagens da prospeção e após a escavação que colocou a descoberto o achado arqueológico.

    As termas medicinais romanas foram classificadas como monumento nacional em 2012 por serem o “mais importante complexo termal português”, de dimensões apenas comparáveis, em termos provinciais, às de Bath (Inglaterra).

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    Qatar Airways processa Airbus por degradação da superficie e pintura dos A350

    No início de novembro, a companhia aérea do Qatar já tinha anunciado a paragem de 19 aparelhos A350, devido a problemas de degradação na fuselagem, nomeadamente debaixo da tinta.

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    A Qatar Airways processou judicialmente a Airbus devido a uma série de problemas na fuselagem de vários dos aparelhos A350XWB da frota da companhia aérea de bandeira do Qatar, numa ação que deu entrada nos tribunais ingleses, confirmou esta terça-feira, 21 de dezembro, o fabricante aeronáutico europeu.

    De acordo com a Airbus, a ação judicial é referente à disputa entre as duas empresas relativamente a problemas na fuselagem dos aparelhos, que segundo a Qatar Airways apresenta uma degradação da superfície e da pintura, o que levou mesmo à paragem de 19 destes aparelhos da Qatar Airways.

    “A Airbus recebeu uma ação judicial formal nos tribunais ingleses movida pela Qatar Airways, relacionada com a disputa sobre a degradação da superfície e pintura de algumas aeronaves A350XWB da Qatar Airways”, confirma a Airbus num comunicado enviado à imprensa, onde o fabricante aeronáutico europeu diz também que está a analisar o conteúdo desta ação judicial, garantindo que pretende “defender vigorosamente sua posição”.

    Recorde-se que, já no início de outubro, a Qatar Airways tinha anunciado problemas com 19 aparelhos A350, que apresentavam uma degradação da fuselagem, nomeadamente debaixo da tinta, o que tinha mesmo levado à paragem destes aviões e ao regresso do A380, o maior avião comercial do mundo, para permitir que a companhia aérea desse resposta ao crescimento da procura no pico do inverno.

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