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Estrangeiros colocam Lisboa no ‘top ten’ dos destinos a conhecer

Inquérito de Satisfação e Imagem do Observatório do Turismo de Lisboa revela que 91% parte com a intenção de regressar à capital portuguesa.

Tiago da Cunha Esteves
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Estrangeiros colocam Lisboa no ‘top ten’ dos destinos a conhecer

Inquérito de Satisfação e Imagem do Observatório do Turismo de Lisboa revela que 91% parte com a intenção de regressar à capital portuguesa.

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Setenta e oito por cento dos turistas estrangeiros coloca Lisboa no ‘top ten’ dos destinos a conhecer, de acordo com dados publicados no Inquérito de Satisfação e Imagem, do Observatório do Turismo de Lisboa. Por outro lado, 91% parte com a intenção de regressar à capital portuguesa, sendo que o grau de satisfação global com a visita é de 88%.

Um clima ameno ao longo de todo ano, a hospitalidada, uma boa relação qualidade/preço e a segurança são os aspectos que mais agradam aos turistas estrangeiros que visitam Lisboa.

A cidade é caracterizada como sendo um destino com história (96%), que deve ser apreciado ao ar livre (95%), com uma oferta variada (92%), passível de causar sensações (92%) e reconhecido pela sua capitalidade (90%).

Para mais de 80% dos inquiridos, trata-se “um destino humano, multicultural e tolerante, único na sua cultura e romântico”, destaca o Turismo de Lisboa. Mais de 70% afirma que a cidade é tranquila, pacífica e agradável, mas também agitada e animada, moderna, bem conservada, criativa e ‘trendy’.

“Quanto ao que distingue o destino dos restantes, as opiniões são unânimes ao destacar a autenticidade da capital portuguesa, a par da sua relação singular com o rio, o mar e a praia”, sublinha o Turismo de Lisboa.

A análise, que incidiu sobre nove mercados – Alemanha, Bélgica/ Holanda, Brasil, Espanha, Escandinávia, EUA, Itália, França, Reino Unido/ Irlanda –, identifica os turistas brasileiros e os norte-americanos como os mais satisfeitos, seguidos dos italianos, alemães, britânicos e irlandeses, que também avaliam a visita com uma nota superior à média geral da amostra. Já o mercado espanhol é aquele que apresenta uma maior experiência prévia com o destino Lisboa.

O Inquérito foi feito em Abril, Junho, Agosto e Outubro do ano passado, num total de 2.838 entrevistas a turistas estrangeiros provenientes de nove mercados, de visita à região de Lisboa.

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Revive Natureza abre mais 10 concurso para concessionar 12 estações ferroviárias

As candidaturas à concessão destas antigas estações ferroviárias, que vão ser alvo de requalificação com vista à sua utilização para fins turísticos, devem ser apresentadas até 21 de setembro de 2022.

O Fundo Revive Natureza, através TF Turismo Fundos – SGOIC, SA, lançou esta terça-feira, 24 de maio, 10 novos concursos para atribuição dos direitos de exploração, sobre imóveis do Domínio Público Ferroviário, que contemplam 12 antigas estações ferroviárias.

De acordo com o comunicado enviado à imprensa pelo Ministério da Economia e Mar, as candidaturas à concessão destas antigas estações ferroviárias, que vão ser alvo de requalificação com vista à sua utilização para fins turísticos, devem ser apresentadas até 21 de setembro de 2022.

“Estas 12 antigas estações ferroviárias serão objeto de requalificação e valorização, promovendo o desenvolvimento regional e local, através de novas utilizações para fins turísticos, ficando sujeitas a várias regras de utilização e de gestão em rede, como o uso da marca Revive Natureza, o consumo de produtos locais, a sustentabilidade ambiental e a valorização do território”, lê-se na informação divulgada.

Os 10 novos concurso abrangem as antigas estações ferroviárias de Freixo de Espada à Cinta, Bruçó, Vilar do Rei, Mogadouro, Variz, Urrós, Moncorvo, Carvalhal, Felgar e Fonte do Prado, todas no distrito de Bragança, assim como a estação de Ganfei e de Senhora da Cabeça, no distrito de Viana do Castelo.

“Com estes 10 novos concursos, hoje apresentados em Valença, a Turismo Fundos já lançou, no âmbito do Fundo Revive Natureza, um total de 55 concursos, dos quais 39 respeitantes, essencialmente, a antigos postos fiscais e casas de guardas-florestais e 16 relativos a estações de caminho de ferro desativadas, revelando, assim, que este Fundo tem promovido a sua atividade de forma consistente, em resultado do interesse manifestado pelos privados”, refere Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, citada no comunicado.

De acordo com a governante, através do Revive Natureza, será possível recuperar “estas estações, que se encontram devolutas e inativas há décadas” e que vão, posteriormente, ser “promovidas de forma integrada na rede Revive Natureza para serviços de alojamento, restauração, equipamentos e atividades de animação e lazer, com características inovadoras e sustentáveis”.

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International Boat Show de regresso a Vilamoura

A 25.ª edição do International Boat Show realiza-se de 11 a 19 de junho, na Marina de Vilamoura.

O International Boat Show está de volta à Marina de Vilamoura, de 11 a 19 de junho. A 25.ª edição, co-organizada pela Marina de Vilamoura e FIL – Feira Internacional de Lisboa, reunirá todas as tipologias de embarcações – novas e seminovas (brokerage) -, bem como marcas de acessórios, equipamentos e serviços integrados, a mostra, em terra e no mar, permitindo ao público contactar na primeira pessoa com mais de 50 marcas da indústria náutica.

“O Boat Show é um polo de atração no verão do Algarve. Não apenas pela dinamização que opera na economia regional e no setor da náutica, mas também pelo estilo de vida que reflete. É um evento de uma enorme generosidade, que partilha este universo de glamour e oferece uma receção personalizada a qualquer entusiasta da náutica. É também uma oportunidade imperdível de desfrutar de Vilamoura numa altura única, em que a Marina ganha uma nova vida e toda a atmosfera envolvente adquire uma energia incomparável”, refere Paulo Jorge, da organização do Marina de Vilamoura International Boat Show.

De referir que a náutica de recreio tem vindo a assumir, em Portugal, uma importância económica cada vez maior. Em articulação com o setor do turismo, e tirando proveito da extensão da costa nacional, esta indústria tem afirmado as suas inúmeras potencialidades no contexto da economia do mar – e desempenhado um importante papel na afirmação da cultura marítima nacional.

De acordo com a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, o turismo náutico representa 1,2% da indústria turística portuguesa. Mas a valia económica da náutica de recreio não se cinge ao turismo, tendo um lugar relevante também no suporte da indústria da construção, reparação e manutenção de embarcações, bem como do design e investigação associados aos produtos náuticos.

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Confederação do Turismo rejeita Agenda para o Trabalho Digno

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) reiterou a não validação do documento na globalidade, afirmando tratar-se de “um conjunto de alterações retrógradas e pouco equilibradas à legislação laboral decorrentes de um processo ideológico discutido no âmbito de acordos políticos fora do espectro do diálogo social”.

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) participou na reunião de concertação social sobre a Agenda para o Trabalho Digno, depois de ter comunicado ao Governo que rejeita o documento na globalidade, por não resultar do diálogo social.

“A CTP rejeita no seu todo a Agenda para o Trabalho Digno”, afirmou a confederação num documento que enviou ao Governo nos últimos dias, em resposta ao repto lançado aos parceiros sociais na reunião da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS) do passado dia 11.

A CTP reiterou que “não pode validar um conjunto de alterações retrógradas e pouco equilibradas à legislação laboral decorrentes de um processo ideológico discutido no âmbito de acordos políticos fora do espectro do diálogo social”.

Segundo a confederação patronal, a Agenda do Trabalho Digno é um documento do Governo acordado com os anteriores parceiros de coligação política, PCP e BE, que foi discutido fora do espaço da Concertação Social, o que lamentou.

A CTP “regista a pouca disponibilidade do Governo para voltar a colocar este processo na CPCS” e considerou que “este processo não permite, sequer, a apresentação e discussão de novos temas a poderem ser considerados em termos de alterações justificadas à legislação laboral”.

A confederação lembrou no documento que o Governo avançou em outubro com a Proposta de lei que procede à alteração da legislação laboral no âmbito da agenda do trabalho digno, que consta da Separata BTE, n.º 33, 29/10/2021.

A proposta de lei procede à alteração da legislação laboral em dez áreas, nomeadamente a do trabalho temporário, do combate ao falso trabalho independente e recurso injustificado a trabalho não permanente, plataformas digitais e algoritmos, contratação coletiva e conciliação entre trabalho, vida pessoal e familiar.

O combate ao trabalho não declarado, a proteção dos jovens trabalhadores-estudantes e estagiários, o reforço da Autoridade para as Condições do Trabalho, a contratação pública e apoios públicos e os cuidadores informais, são outras das matérias abrangidas.

A CTP lembrou ainda que a proposta de lei contempla ainda novas medidas não comunicadas pelo Governo aos parceiros sociais em sede de CPCS, como o alargamento da compensação para 24 dias por ano em cessação de contrato a termo ou termo incerto e a reposição dos valores de pagamento de horas extraordinárias em vigor até 2012 a partir das 120 horas anuais.

As outras medidas determinam que “nos contratos públicos superiores a 12 meses, os contratos de trabalho devem ser permanentes e em contratos com menos de 12 meses, os contratos de trabalho devem ter pelo menos a duração do contrato” e o alargamento do princípio do tratamento mais favorável às situações de teletrabalho e trabalho através de plataformas.

Segundo a CTP, a Agenda para o Trabalho Digno não vai ter alterações de substância e “o documento apresentado na CPCS do passado dia 11 de maio nada a altera”.

“O documento apresentado mais não é do que um mero formalismo para trazer ao conhecimento dos parceiros sociais as três medidas que na altura o Governo entendeu acrescentar à Agenda para o Trabalho Digno […]: aumento das compensações em caso de cessação de contrato a termo (certo e incerto); aumento do valor do pagamento do trabalho suplementar a partir das 120 horas anuais; reforço da arbitragem necessária nos processos de negociação coletiva”, afirmou no documento.

Para a confederação patronal o documento do Governo “não pretende encetar nenhum processo negocial sobre as três medidas em apreço, mas tão somente criar a ilusão de uma negociação em espírito de diálogo social”.

“A CTP não concorda nem com o processo nem com a substância da Agenda para o Trabalho Digno, porque não foi chamada a participar na elaboração e densificação da mesma. Num país que depende muito do turismo e que o projetará para novos níveis de crescimento […], o Governo vem limitar a eficiência laboral no turismo”, disse.

A CTP defendeu no seu documento que, “a bem do mercado de trabalho e da competitividade do mesmo”, nesta altura é possível “uma reforma legislativa moderada, ao estilo, por exemplo, das de 2003 e 2009”.

Segundo o Ministério do Trabalho, a Agenda para o Trabalho Digno voltou à Concertação Social para discussão de “matérias que não foram discutidas anteriormente” com os parceiros sociais.

O pacote de medidas aprovado em Conselho de Ministros, em 21 de outubro de 2021, na anterior legislatura, incluía a reposição do valor das horas extraordinárias e das indemnizações por despedimento, o que levou a protestos das confederações patronais e à suspensão da sua participação nas reuniões da Concertação Social.

Na altura, as quatro confederações patronais com assento na CPCS afirmaram que as medidas não tinham sido discutidas com os parceiros sociais e acusaram o Governo de associar a discussão da Agenda do Trabalho Digno à negociação política do Orçamento do Estado para 2022, que decorria com os partidos à esquerda do PS.

No dia seguinte, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que tinha apresentado um pedido de “desculpas” às confederações patronais, pelo facto de o Governo ter aprovado duas medidas na área do trabalho sem as ter apresentado em Concertação Social.

Em causa estava o alargamento da compensação para 24 dias por ano em cessação de contrato a termo ou termo incerto e a reposição parcial dos valores de pagamento de horas extraordinárias em vigor até 2012 a partir das 120 horas anuais, sendo a primeira hora extra em dias úteis paga com acréscimo de 50%, a segunda hora com 75% e em dias de descanso e feriados 100%.

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Casos práticos de sustentabilidade no Algarve em discussão

A Universidade do Algarve e a associação Make it Better promovem um seminário sobre “Turismo Sustentável em Portugal: Casos práticos das políticas à ação”, que terá lugar no próximo dia 01 de junho, com início às 9h30, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.

O evento tem como objetivo apresentar e debater os resultados dos projetos desenvolvidos nos casos piloto de Cuba, Culatra e Lagos.

De forma a contribuir para um turismo sustentável e inclusivo nos locais que integram o projeto, este seminário pretende explorar novas estratégias para um marketing verde, promoção de novos produtos turísticos sustentáveis, e envolvimento dos principais stakeholders nacionais e regionais. De seguida, será promovida uma discussão sobre o tema numa mesa-redonda com instituições regionais e nacionais.

 

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Candidaturas abertas para os Hospitality Education Awards 2022

As candidaturas para os Hospitality Education Awards (HEA) 2022, os Prémios da Formação Turística. estão abertas até 30 junho.

Os HEA pretendem reconhecer os melhores na educação e formação na área de “Hospitality” e têm como objetivo contribuir para a dignificação dos profissionais e respetivas profissões e, também, estimular a qualidade formativa dando resposta às necessidades de mercado, revela o site oficial do Turismo de Portugal.

Trata-se de uma iniciativa da Associação Fórum Turismo que, juntamente com o Turismo de Portugal, a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Rede de Instituições Públicas do Ensino Superior com cursos na área do Turismo (RIPTUR) e em colaboração com a Organização Mundial de Turismo (OMT), distingue anualmente estes profissionais.

Estão a concurso para estes prémios, oito categorias: Melhor Projeto Educacional; Melhor Projeto de Inovação; Melhor Carreira de Docente no Ensino Superior; Melhor Carreira de Docente no Ensino Profissional; Melhor Stakeholder; Melhor Carreira Jovem; e Melhor Professor/Formador no Digital.

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“Derecho del Turismo em las Américas” lançado no Uruguai

Trata-se uma publicação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) lançada presencialmente em Punta del Este, Uruguai, no I Congresso Internacional de Turismo realizado no âmbito da 67ª Reunião da Comissão Regional OMT

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O livro “Derecho del Turismo en las Américas” conta com a colaboração da Fundação INATEL, a Universidade de Salamanca e outras do continente americano como a de Buenos Aires (UBA), Autónoma do México (UNAM), Magallanes, Uruguai e Rio Negro.

Integra-se na comemoração dos 500 anos da viagem de circum-navegação realizada pelo navegador português Fernão de Magalhães, demonstrando que a terra não era plana ao contrário do que estão se considerava.

Por essa razão os textos iniciais, para além de presidentes e reitores das várias universidades, incorporam os presidentes da comissão portuguesa e espanhola e ainda James Garvin, cientista-chefe da NASA que aponta o papel central de Magalhães na descoberta científica.

É uma obra em formato atualizável em papel, atualmente com 1442 páginas, em dois volumes e também disponível online em https://publications.eshte.pt/dir/dta/.

A publicação aborda a organização institucional do turismo, a disciplina jurídica do alojamento, a distribuição (agências de viagens, operadores em linha) a gastronomia, o transporte turístico, o turismo alternativo ou outras formas de turismo em países como Argentina, Aruba, Bahamas, Barbados, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trindade e Tobago, Uruguai e Venezuela.

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Portugal é o 9.º destino mais procurado na Europa, diz estudo da Mastercard

Portugal é o 9.º destino mais procurado da Europa, num ranking liderado pelo Reino Unido e Espanha, segundo o estudo do Mastercard Economics Institute.

Victor Jorge

As reservas de voos de lazer e negócios já ultrapassam os níveis pré-pandemia, de acordo com um novo estudo do Mastercard Economics Institute. As compras de viagens em cruzeiros, de transportes expresso de passageiros e de bilhetes de comboios também apresentaram uma procura acentuada este ano.

O estudo Travel 2022: Trends and Transitions oferece uma visão global do estado atual das viagens em 37 mercados com base numa análise exaustiva de dados públicos e dos dados anonimizados das vendas agregadas registadas na rede Mastercard.

De acordo com o estudo, até ao final de abril, as reservas de voos de lazer superaram os níveis de 2019 em 25%, com as reservas de voos de lazer de curta e média distância a crescerem 25% e 27%, respetivamente. As reservas de voos de negócios também ultrapassaram, pela primeira vez em março, os níveis pré-pandemia apresentando uma trajetória de crescimento na ordem dos dois dígitos durante o mês em abril. O regresso ao trabalho foi um dos fatores que contribuiu para este crescimento.

O estudo indica, também, que os níveis recentes de despesas apontam para o crescimento das viagens em grupo. As despesas com cruzeiros aumentaram 62 pontos percentuais desde janeiro ao final de abril, embora permaneçam abaixo dos níveis de 2019. Já as despesas com transportes expresso de passageiros regressaram aos níveis pré-pandemia, embora as despesas com viagens de comboio permaneçam ainda 7% abaixo comparativamente com esse período. Também as despesas com portagens e aluguer de carros continuaram a crescer, quase 19% e 12%, respetivamente, demonstrando que as viagens de carro continuam a ser uma opção preferida por muitos.

Já os viajantes preferem gastar mais em experiências do que em compras, concluindo-se que os turistas internacionais têm vindo a gastar mais em experiências do que em compras no destino. As despesas com experiências cresceram 34% face a 2019 e as áreas com maiores aumentos foram os bares e as discotecas (72%), os parques de diversões, os museus, concertos e outras atividades recreativas (35%). Este tipo de despesas cresceu 60% em Singapura e cerca de 23% nos EUA.

Certo é que o levantamento de restrições reequilibra o mapa do turismo para 2022. A oferta e a conveniência das viagens têm sido fatores determinante na escolha dos destinos de viagem, embora o levantamento de restrições este ano em muitos destinos tenha conduzido a um regresso ao ponto de partida em grande parte do mundo, à exceção de algumas partes da Ásia- Pacífico. O resultado é que os Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha e Holanda são agora os principais destinos para turistas em todo o mundo.

“Como acontece em qualquer voo, o regresso às viagens enfrentou ventos contrários e a favor. Neste ‘Grande Reequilíbrio’ que está a acontecer em todo o mundo, este tipo de movimentações é fundamental para o regresso à vida pré-pandemia”, afirma Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute. “A resiliência que os consumidores têm tido para voltarem ao ‘normal’ e para recuperarem do tempo perdido deixa-nos otimistas de que a recuperação continuará a sua trajetória, mesmo que existam solavancos ao longo do caminho.”

Sobre o autorVictor Jorge

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AHP cria dois gabinetes para responder aos novos desafios dos gestores hoteleiros

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) tem agora dois novos gabinetes: o “Gabinete de Apoio à Gestão & ao Investidor” e o “Gabinete Digital”.

Carla_Nunes

O objetivo destes dois gabinetes passa por “apoiar a hotelaria portuguesa na resposta aos atuais e novos desafios que se colocam aos gestores hoteleiros”, de acordo com a AHP.

Desta forma, o primeiro gabinete passa a prestar serviços especializados de consultoria para a hotelaria e para os associados da AHP, nomeadamente no apoio ao desenvolvimento e financiamento de projetos candidatos a fundos comunitários ou nacionais.

Este gabinete é assegurado pela NML Turismo, uma consultora dedicada à prestação de serviços às empresas turísticas.

Algumas das funções desta consultora passam pela elaboração e submissão de candidaturas a financiamento, desenvolvimento de planos de negócios, estudos de viabilidade, diagnósticos e assessoria na implementação.

Assinatura do protocolo com a SmartLinks

Já o Gabinete Digital resulta de um projeto da associação que surgiu em 2018, o “Hotelaria Digital by AHP”.

Uma vez que este possibilitou “às unidades hoteleiras otimizarem a presença no digital”, e após dois anos de pandemia, a associação considerou que é “especialmente indicado reforçar a performance e autonomia digital dos associados”.

O gabinete é assegurado pela SmartLinks, empresa que se dedica à prestação de serviços de consultoria e soluções digitais, nomeadamente automação, Data Analytics, criatividade, design, estratégia, campanhas, Search Engine Optimization (SEO) e Search Engine Marketing (SEM), com vista à otimização da operação hoteleira nas áreas do digital e marketing e vendas online.

“Estes gabinetes são o complemento personalizado que faltava em duas áreas cada vez mais cruciais para a hotelaria nacional. Por um lado, temos um serviço de consultoria e preparação de candidaturas a apoios financeiros. Por outro, a presença da hotelaria no mundo digital com o domínio dos novos instrumentos de comunicação e venda online é vital para que os hotéis, mais do que prosperem, sobrevivam”, afirma Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP.

A dirigente esclarece ainda em comunicado que os gabinetes “estão totalmente alinhados com os quadros de referência do PRR, PT 2030, Plano de Turismo +sustentável 20-23 e instrumentos e programas mobilizados pelo Turismo de Portugal e pelo Banco Português de Fomento”.

Numa nota final, a associação aponta que estes gabinetes asseguram o apoio e aconselhamento básicos gratuitos e a divulgação de informação e boas práticas aos associados da AHP.

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“Gestão do Turismo e da Hospitalidade” é a nova licenciatura do IPG

O curso alia a gestão e a tecnologia ao turismo e pretende qualificar profissionais capazes de inovar num dos setores cruciais para a economia portuguesa e terá início já no próximo ano letivo 2022/2023 na Escola Superior de Turismo e Hotelaria em Seia.

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O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) acaba de lançar a licenciatura em “Gestão do Turismo e da Hospitalidade” que irá, segundo Joaquim Brigas, presidente da instituição de ensino, “capacitar quadros para responderem às exigências que a evolução tecnológica e a transição verde colocam às empresas e organizações do setor do turismo”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG.

Em comunicado, o IPG salienta que esta nova licenciatura tem como objetivo “responder aos desafios que a aceleração da digitalização coloca aos setores da indústria turística”. O curso alia a gestão e a tecnologia ao turismo e pretende qualificar profissionais capazes de inovar num dos setores cruciais para a economia portuguesa e terá início já no próximo ano letivo 2022/2023 na Escola Superior de Turismo e Hotelaria em Seia.

“A nova licenciatura resulta da nossa estratégia de desenvolvimento do território e de crescimento do Politécnico da Guarda, que passa, naturalmente, pela atualização da oferta curricular e o lançamento de novos cursos”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG. “A formação em ‘Gestão do Turismo e da Hospitalidade’ irá capacitar quadros para responderem às exigências que a evolução tecnológica e a transição verde colocam às empresas e organizações do setor do turismo”.

O curso terá a duração de três anos e dará conhecimentos aos estudantes em áreas como Análise e Tratamento de Dados; Mercados e Internacionalização em Turismo; Marketing Digital; Hotelaria e Restauração; e Economia e Política do Turismo. O objetivo é habilitar os profissionais para o exercício profissional autónomo, científico e tecnicamente rigoroso.

O IPG irá assegurar estágios em organizações turísticas e cadeias hoteleiras nacionais e internacionais, monitorizando o futuro profissional dos estudantes através do Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais. A licenciatura em “Gestão do Turismo e da Hospitalidade” foi aprovada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior – A3ES, a entidade responsável pela aprovação de novos ciclos de estudos.

“O IPG tem estado atento às tendências do setor do turismo e a acompanhar a transição digital. Recentemente foi desenvolvido o projeto “Taste Food Experience” – uma aplicação móvel que promove o turismo gastronómico na região das Beiras e Serra da Estrela – que ganhou o primeiro prémio do concurso de empreendedorismo turístico da Turismo Centro de Portugal”, refere Manuel Salgado, vice-presidente do IPG.

 

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Viagens corporate pressionadas pela sustentabilidade

Após dois anos de pandemia, antecipava-se uma evolução nas viagens de negócios. A preocupação com a sustentabilidade e redução das emissões, contudo, poderão servir de travão a essa retoma.

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Depois de quase dois anos quase totalmente adormecido, o segmento de viagens de negócios está recuperar. Contudo, isso pode ser um efeito temporário, após a necessidade reprimida de reconectar pessoalmente a parceiros que estavam disponíveis apenas por meio de videochamadas, já que à medida que as grandes corporações procuram reduzir as emissões, as viagens de negócios podem vir a ser prejudicadas.

Antes da pandemia, as viagens corporativas eram uma indústria que valia 1,4 biliões de dólares (cerca de 1,31 biliões de euros). Na recente edição do Business Travel do Airline Sustainability Benchmarking Report 2021, elaborado pelo CAPA – Center for Aviation, e da Envest Global, sugere-se que este pode ser um aumento temporário, revelando que a recuperação geral das viagens de negócios será diluída, à medida que as empresas são cada vez mais pressionadas a cumprir as metas na redução nas emissões de carbono.

A necessidade de viagens de longa distância, responsável por 40% das emissões do setor da aviação, e principalmente viagens em cabine premium, será cada vez mais escrutinada. Isto sem falar nas análises feitas pelos CFO (Chief Executive Officer) no dinheiro que pode ser economizado ao reduzir o número de funcionários a viajar pelo mundo.

No relatório, a Envest Global identificou um padrão emergente consistente. Das mais de 100 corporações que estão entre os viajantes corporate mais proeminentes em todo o mundo, um terço estabeleceu metas de redução de emissões.

Os objetivos traçados devem ser atingidos entre 2025 e 2030, muito tempo antes de o combustível de aviação sustentável (SAF) se tornar suficientemente disponível ou as tecnologias de propulsão de emissão zero se tornem uma realidade comercial.

Os analistas admitem que as empresas estão a ser cada vez mais responsabilizadas por investidores preocupados com relatórios ESG, de modo a garantir que as metas de sustentabilidade sejam alcançadas. Isso significa que o setor aéreo enfrentará um desafio real à medida que essas pressões aumentam.

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