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19 e 20 de outubro: Termas de Portugal vão a congresso nas Caldas da Rainha

As Caldas da Rainha vão acolher, nos dias 19 e 20 de outubro, o Congresso Termas de Portugal, promovido pela ATP, que pretende analisar um conjunto de questões que preocupam o setor, não apenas do ponto de vista terapêutico, mas também ao nível da promoção da saúde e do bem-estar.

Carolina Morgado
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19 e 20 de outubro: Termas de Portugal vão a congresso nas Caldas da Rainha

As Caldas da Rainha vão acolher, nos dias 19 e 20 de outubro, o Congresso Termas de Portugal, promovido pela ATP, que pretende analisar um conjunto de questões que preocupam o setor, não apenas do ponto de vista terapêutico, mas também ao nível da promoção da saúde e do bem-estar.

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O Congresso Termas de Portugal, que vai ter lugar nos dias 19 e 20 de outubro no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, vai não só tentar perceber as novas sugestões e novas descobertas que estejam a ser trabalhadas na área do termalismo e da saúde e bem-estar, mas também conhecer as dinâmicas de inovação, e as novas dinâmicas ligadas ao setor e os novos conceitos que estão em voga, “procurando inovar aquilo que é a nossa oferta termal, não cingindo apenas no terapêutico, que é e continuará a ser o nosso core, mas também, novos programas e novas ações que podem ser dinamizadas nas termas”. Estes são, segundo Victor Leal, presidente da Associação das Termas de Portugal (ATP) as temáticas que estarão em debate neste congresso e que foram apresentadas em exclusivo ao Publituris.

O dirigente referiu que vai-se retomar o que foi interrompido, desde a pandemia, com o congresso em Chaves em 2019. Agora, todos os associados ATP vão voltar a estar juntos, partilhar as suas opiniões e ouvir alguns especialistas internacionais que vão trazer o seu “apport” sobre aquilo que é hoje a visão para o termalismo para Portugal e para a Europa.

O encontro, que pretende reunir todos os especialistas deste setor, não só do termalismo como também da parte da saúde e bem-estar, está marcado para as Caldas da Rainha “que são das termas mais antigas de Portugal, mais conhecidas e com uma história infinita ligada ao termalismo”, considerou Victor Leal.

O congresso deverá contar com cerca de 200 participantes, o mesmo número que esteve em Chaves em 2019. No entanto, sendo Chaves, em termos de acessibilidades, menos central, a organização acredita que, dada à maior centralidade das Caldas da Rainha, há a expectativa de superar esse número, até porque “o congresso está a despertar enorme curiosidade face à diversidade dos temas”.

Programa abrangente

Coube ao secretário-geral da ATP, João Barbosa, apresentar em linhas gerais, ao Publituris, o programa, as temáticas que serão debatidas no congresso e os oradores, que podem ser consultados em detalhe no site https://congresso.termasdeportugal.pt/ e que disponibiliza toda a informação atualizada para quem quiser participar no evento.

“O programa é bastante abrangente, toca todas as áreas relevantes daquilo que é a fileira do termalismo, desde os temas relacionados com a água mineral natural, elemento que confere identidade  e diferencia aquilo que umbilicalmente está ligado à saúde, sendo que a saúde tem de ser vista de uma forma muito mais alargada, não só numa ótica de tratamentos, mas cada vez mais, de promoção de estilos de vida saudável e prevenção da doença”, explicou João Barbosa.

“É esse o posicionamento que temos hoje no setor do termalismo”, disse, para acrescentar que “essa abrangência faz com que tenhamos painéis que estão relacionados com a hidrogeologia, no sentido do aproveitamento da energia geotérmica, que decorre da utilização do calor da água mineral natural”.

No entanto, “vamos debater também outras áreas como toda a vertente relacionada com o mercado, estruturação da oferta e promoção”. Dada a preocupação da ATP com estas temáticas, a diretora do Turismo de Portugal em Espanha, Maria de Lurdes Vale, apresentará as prioridades e motivações do turista espanhol quando dirige para fora do seu país, “para que em Portugal possamos estruturar o nosso produto de uma forma mais adequada às motivações do turismo internacional e espanhol, porque Espanha é o nosso mercado externo natural e o nosso maior mercado de procura hoje nas termas”, enfatizou o secretário-geral da ATP.

Esta questão também vem ao encontro do “desígnio deste setor e um ponto importante da agenda da ATP, que é a internacionalização das termas. Assim, o objetivo é trazer empresários do setor para uma aprendizagem, partilha de conhecimentos e de experiências, que possam ser úteis para este desígnio”, destacou.

Uma preocupação também com a inovação, ao nível de processos, gestão e de modelo de negócio “num setor que está em evolução numa sociedade que está em grande mudança e turbulência”, de acordo com João Barbosa, está refletida num dos painéis do congresso porque “queremos perceber o que é que em termos de inovação, desenvolvimento e competitividade é importante refletir hoje em dia”.

Por outro lado, o Congresso Termas de Portugal vai analisar as oportunidades de investimento, uma vez que o país se encontra na fase de transição entre quadros comunitários de apoio. Portanto, “vamos ter da parte do PO Centro de Portugal 2030 uma intervenção sobre essas oportunidades no âmbito desse programa”, bem como passar em revista os apoios financeiros ao investimento para este setor no âmbito do Turismo de Portugal. Outro painel considerado importante pela ATP diz respeito aos fatores de competitividade das empresas que, neste setor do termalismo, “não foge à regra”.

Inovação, formação e investigação

João Barbosa deu conta ainda que “vamos falar de inovação, de formação profissional, de ensino e de investigação, áreas importantes para aquilo que é a modernidade neste setor, e vamos apresentar, em primeira mão, bolsas de investigação da Universidade da Beira Interior, Associação Termas de Portugal e do NEST para alunos do mestrado e doutoramento em temas relacionados com a área do termalismo e do turismo de saúde e bem-estar”.

Ainda no que respeita à formação, o congresso irá apresentar a oferta formativa das Escolas de Hotelaria e Turismo do Turismo de Portugal, nomeadamente, da Escola do Oeste, que dará a conhecer a edição de 2023-2024 do curso de saúde e bem-estar, que “sem sido um sucesso desde que se iniciou, criado com o envolvimento da ATP e considerado ponto de referência na formação nesta área”, realçou o responsável.

A Associação vai igualmente aproveitar a ocasião para assinar um protocolo no âmbito da Formação + Próxima, para as áreas mais técnicas das termas, em parceria com o Turismo de Portugal. “E porque nos interessa captar novas gerações para este fenómeno do termalismo e saúde e bem-estar, vamos ter a assistir ao congresso os alunos e docentes desses cursos”, informou.

O segundo dia do congresso será dedicado à promoção de saúde e de estilos de vida saudável. De destacar a presença da diretora executiva do Plano Nacional de Saúde 2021-2030, Fátima Quitério, que vai apresentar as linhas gerais desse plano, publicado em agosto último, e aquilo que podem ser as oportunidades das termas no âmbito das políticas de promoção de saúde e estilos de vida saudável, bem como as possibilidades que se deparam às termas nos próximos anos para poderem estar alinhadas e terem uma oferta que vá de encontro às prioridades do plano.

O congresso finaliza com um tema que tem a ver com a sustentabilidade e eficiência energética, “em que as termas estão a trabalhar de uma forma bastante proativa”, explicou o secretário-geral da Associação.

Neste âmbito será apresentado, em primeira mão, o guia de boas práticas de sustentabilidade nas termas, trabalho desenvolvido pela ATP e pelo Turismo de Portugal, que se insere no âmbito dos guias que outros produtos turísticos têm vindo a apresentar. “Este guia terá um papel muito importante quer para as empresas, os empresários, os municípios, os territórios termais, bem como todos os stakeholders que intervêm e têm interesse nesta atividade, no sentido de implementar nos seus vários níveis, quer ambientais, quer sociais. Sabendo que as termas estão localizadas maioritariamente em territórios de baixa densidade, a interligação com as comunidades locais é vital para que a atratividade das termas seja cada vez maior”, defendeu.

Caldas da Rainha – cidade termal

O presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Vítor Marques, que esteve presente na apresentação, referiu que, o local que acolhe o Congresso Termas de Portugal, é conhecida como cidade termal, mas este setor tem passado por alguns altos e baixos, tendo recebido, em 2022 cerca de 400 aquistas, devendo chegar este ano aos mil.

Em 2015, quem fazia a gestão do hospital termal das Caldas da Rainha era o próprio hospital, mas, nos últimos anos “foram desinvestindo naquilo que era o termalismo, e as termas foram fechadas”, disse Vítor Marques, salientando que “o município assumiu a gestão porque era um projeto importante para a cidade, concelho e região, e começou a fazer alguma reabilitação do espaço, que hoje está a funcionar, embora com uma dimensão mais pequena em relação àquilo que foi no passado”.

É nesse sentido que, de acordo com o autarca “vamos, durante o congresso, lançar um projeto que estamos a desenvolver, que é o masterplan do termalismo, onde vamos apresentar a nossa visão estratégica para este setor, que é muito mais que águas ou que termas, mas juntando toda a parte ambiental, cultural, do turismo, da gastronomia e da tradição, ou seja, com todo o envolvimento das comunidades e com ofertas complementares ao próprio termalismo”.

 

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APAVT diz que quanto mais tardar o aeroporto mais difícil será esconder anemia da economia

A Comissão Técnica Independente (CTI) irá apresentar, terça-feira, 5 de dezembro, na sua 3.ª Conferência, o relatório de análise estratégica e multidisciplinar do aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa. O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, lamenta as várias situações de “ineficiência” que atrasam uma decisão para o novo aeroporto.

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) lamenta que várias situações de “ineficiência” atrasem uma decisão para o novo aeroporto de Lisboa e acredita que quanto mais tardar mais a descoberto ficará a anemia da economia.

A Comissão Técnica Independente (CTI) que está a estudar a solução para o novo aeroporto apresenta na terça-feira o relatório preliminar que vai servir de base para a decisão sobre a sua localização.

O ex-ministro das Infraestruturas, João Galamba, tinha prometido uma decisão rápida, após a análise do relatório final da CTI, mas, perante a incerteza política devido à demissão do Governo e marcação de eleições antecipadas, esta é uma decisão que deverá ficar para depois de março.

“É a constatação de que, sendo o maior custo do processo o custo da não decisão, uma vez mais, a decisão ficou atrasada, primeiro por ineficiência de quem a devia tomar, agora por uma contingência política que impede qualquer pessoa de a tomar”, afirmou o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, à agência Lusa.

Para além de mais este compasso de espera a aguardar por um novo executivo – as eleições legislativas marcadas pelo Presidente da República acontecem em 10 de março -, a associação que representa as agências de viagens teme que uma nova contrariedade possa vir a acontecer.

“Acresce que numa nova situação política, a vontade de continuar com o processo de acordo como ele estava organizado não está assegurada e, portanto, é evidente que é mais uma ineficiência do sistema”, reforçou.

E assim sendo – lamenta – globalmente é o país que sai prejudicado.

“Quem está a sair prejudicado é a economia nacional, porque já todos percebemos que o crescimento da economia portuguesa é anémico. Essa anemia está é a ser escondida por um comportamento brutal do turismo e este comportamento brutal do turismo necessita da evolução no aeroporto, necessita de uma solução aeroportuária para Lisboa. Quanto mais tarde ela acontecer, mais difícil será esconder esta anemia e prejudicado é o bem-estar dos portugueses”.

O Governo incumbiu a comissão técnica independente (CTI) de analisar cinco hipóteses para a solução aeroportuária de Lisboa (Portela + Montijo; Montijo + Portela; Alcochete; Portela + Santarém; Santarém), mas previa que pudessem ser acrescentadas outras opções.

Após uma primeira fase de receção e análise de outras propostas, foram acrescentadas ao estudo as opções Portela + Alcochete, Portela + Pegões, Rio Frio + Poceirão e Pegões.

A ideia é avaliar as nove opções que estão em cima da mesa de acordo com cinco fatores críticos de decisão definidos pela CTI, sendo eles a segurança aeronáutica, a acessibilidade e território, a saúde humana e viabilidade ambiental, a conectividade e desenvolvimento económico e o investimento público e modelo de financiamento.

Mediante as pontuações obtidas pelas várias opções em estudo nos diferentes critérios, vertidas no relatório final que deverá ser entregue no final do ano ou no início de janeiro, caberá ao governo tomar a decisão, que é política e não técnica.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse no sábado que vai formalizar a demissão do Governo na próxima quinta-feira, dia 07 de dezembro, e apontou a dissolução do parlamento para 15 de janeiro.

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O que Portugal precisa para avançar?

“E Portugal?”. Este foi o tema escolhido para a conversa realizada entre Miguel Poiares Maduro (Fórum Futuro), Álvaro Beleza (SEDES) e Carlos Guimarães Pinto (Iniciativa Liberal), no arranque do 48.º Congresso da APAVT. E se Portugal não avança, as causas não são de hoje, mas podem e devem ser ultrapassadas com visão e estratégia, bem como com uma aposta em gente nova, menos “grisalha” e vinda do universo das empresas.

Os desafios vividos por Portugal ao longo dos últimos anos, ou melhor, décadas, e a dificuldade em ultrapassá-los, foi o pontapé de saída dado por Miguel Poiares Maduro, presidente da Comissão Científica do Fórum Futuro, da Fundação Calouste Gulbenkian, na 1.ª sessão do 48.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

De acordo com Miguel Poiares Maduro, faltam reformas em Portugal, apontando que “estas são sempre faladas, analisadas, discutidas, mas depois não conseguimos ser consequentes”, admitindo que existe uma “fraca qualidade da nossa cultura política e das instituições para entender esta necessidade urgente e sem a qual o país não avança”.

Apontando que “se discute muito as decisões, mas raramente a qualidade dos processos de decisão”, frisando que “é importante estruturar esses processos de decisão para evitar enviesamento dos erros em que facilmente caímos”, para o professor e presidente da Comissão Científica do Fórum Futuro, “a convivência entre o setor público e o setor privado é fundamental para que a qualidade das decisões seja frutífera”, salientando ainda que existem problemas em transferir o conhecimento para a economia e para o próprio Estado. Resultado desta realidade é, segundo Poiares Maduro, o facto de, em Portugal, “a grande maioria do conhecimento científico obtido nas universidades, do número de doutorados ou investigadores a trabalhar em empresas ou na própria administração pública ser dos mais baixo na Europa”.

Ora, esta realidade leva a que “não só o nível de investimento público em Portugal não seja suficiente para manter as infraestruturas públicas existentes, ficando abaixo do necessário e expectável”, mas, também, “refletir a dificuldade em captar mais investimento externo para o país”.

Isto faz com que o capital social das pessoas nas instituições seja baixo, refletindo-se, naturalmente, na falta de confiança que existe no próprio Estado. Daí Poiares Maduro apontar a necessidade de uma “visão estratégica para o país que vai muito além dos interesses dos partidos que discutem o poder”, dando como exemplo a Suécia, “país onde houve um acordo entre os principais partidos políticos para determinar políticas estruturantes assentes em pressupostos básicos de desenvolvimento para o país”.

E é neste ponto que Portugal peca, já que, na maior parte das vezes, “a partidarização das instituições leva a bloqueios e menor capacitação dessas mesmas instituições e pessoas que nelas trabalham”. Esta situação leva a que nas próprias instituições exista “um desvio de recursos produtivos em que as pessoas colocam a sua energia na procura da proximidade ou na identificação partidária e não no mérito do desenvolvimento”.

No turismo, por exemplo, “a prioridade deve estar na definição das áreas fundamentais para o desenvolvimento do setor e não tanto em procurar saber se projeto A ou B pode receber determinado investimento ou apoio, já que esta decisão depende de uma avaliação técnica e não estratégica, o que leva a que esse processo seja muitas vezes politizado e demasiado demorado”, considerou Poiares Maduro.

Álvaro Beleza, presidente do Conselho Coordenador da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, deu, por sua vez, o exemplo da Irlanda e numa palavra resumiu a evolução do país nos últimos anos: “ambição”. Para se resolver e ultrapassar os desafios “é preciso vontade”. “Essa vontade e ambição existiram e existem no turismo e fazem com que este seja um setor absolutamente estratégico para Portugal”, aproveitando para criticar “as mentes que se assustam com a quantidade de turistas que nos visitam”, frisou Álvaro Beleza.

Neste campo, o presidente da SEDES destacou a vantagem da posição geográfica de Portugal, mas também “a estabilidade e segurança oferecidas pelo país, condições essenciais para a captação de turistas, para além de tudo o mais que Portugal tem para oferecer”.

Focando, igualmente, a necessidade de profundas reformas estruturais em Portugal, começando, desde logo, pela fiscal, o presidente da SEDES admitiu que no nosso país “há um tremendo medo de falhar. Só com a tentativa e erro é que poderemos alcançar o desejado desenvolvimento e saber, efetivamente, o que pode ou não funcionar”.

Apesar de ser conhecida a ligação ao Partido Socialista, Álvaro Beleza admitiu-se um liberal e criticou a complexidade da máquina fiscal onde, por exemplo, existem mais de 500 procedimentos fiscais para empresas, frisando que “há que simplificar todos estes processos”.

Concluindo que Portugal “tem todas as condições para ser melhor”, Álvaro Beleza destacou que essa melhoria “nunca será conseguida com demasiada gente grisalha nos centros de poder”, existindo a necessidade de “dar lugar aos jovens que pensam de forma diferente e simplificada. Temos de rejuvenescer os centros de decisão em Portugal e isso não se consegue com pessoas que fizeram da política um modo de vida e muitas vezes estão, inclusivamente, afastadas da realidade do dia-a-dia das pessoas e empresas”.

Carlos Guimarães Pinto, deputado na Assembleia da República pela Iniciativa Liberal, começou a sua intervenção por destacar o facto de “Portugal ter perdido o comboio do desenvolvimento, muito por não ter acompanhado as Revoluções Industriais que se deram nas décadas passadas”.

“Agora, não podemos perder a revolução que está aí e que é digital. Se a perdermos, Portugal voltará a ficar para trás, ou melhor, ainda mais para trás. Esta é uma oportunidade que teremos de agarrar e há que criar condições para que os vencedores possam aparecer da forma mais rápida”. Para tal, reconhece que as empresas “podem e devem falhar para que possam ter sucesso. E são essas falhas que levam ao sucesso que muitas vezes não são compreendidas em Portugal ao contrário do que acontece nas economias mais avançadas”.

E aqui, Carlos Guimarães Pinto não só critica o estado do país, mas também a falta de visão da própria Europa no geral, uma vez que “está demasiado preocupada com a regulação, sendo esta claramente inimiga da inovação”.

“Quando se tenta, desde o início, regular algo que ainda está a começar, é difícil dar confiança às empresas e empreendedores”.

Exemplo disso mesmo foi dado com o Alojamento Local e a Uber que vierem “disromper o mercado, oferecendo algo que as pessoas entenderam e passaram a utilizar e, fundamentalmente, fez com que quem cá estava tivesse de se adaptar e melhorar a oferta disponibilizada. Ou seja, quem beneficiou foi o consumidor, o setor e a própria economia”.

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Portugal conquista 12 “Óscares” de turismo nos World Travel Awards

Já foram anunciados os World Travel Awards 2023. Considerados os “Óscares” de turismo, os prémios foram conhecidos na grande final mundial que decorreu no Dubai. Portugal conquistou 12 prémios.

Na cerimónia foram distribuídos 293 prémios, com Portugal a vencer em 12 categorias mundiais. Os grandes destaques vão para a vitória dos Açores como Melhor Destino Mundial de Turismo de Aventura, a Madeira renova pela nona vez a vitória como Melhor Destino Mundial Insular (Ilha) e para Braga, eleita como Melhor Destino Emergente do Mundo. Referência especial para a TAP, com a transportadora portuguesa a arrecadar dois prémios: Melhor Companhia Aérea para África e Melhor Companhia Aérea para a América do Sul, distinções que já tinha conquistado em 2022.

Os Passadiços do Paiva venceram na categoria de Melhor Atração de Turismo de Aventura, e a Parques de Sintra foi distinguida como “Melhor Empresa do Mundo em Conservação”, troféu que conquista pela décima primeira vez consecutiva. O projeto Dark Sky Alqueva volta a ganhar o prémio mundial de Turismo Responsável.

A oferta hoteleira nacional também foi novamente distinguida na gala final dos World Travel Awards. O Bairro Alto Hotel venceu na categoria de Melhor Hotel de Referência, o Dunas Douradas Beach Club voltou a ser eleito o Melhor Golf & Villa Resort do mundo, bem como o Olissippo Lapa Palace na categoria de Melhor Hotel Clássico de 2023.

A empresa Amazing Evolution, com um portefólio de mais de uma dezena de unidades de alojamento em Portugal, também voltou a vencer a distinção de Melhor Operador de Boutique Hotel.

A propósito do galardão que foi para a Madeira, o secretário regional do Turismo e Cultura e também presidente da Associação de Promoção da Madeira, Eduardo Jesus, destacou que “e o consolidar do reconhecimento acerca do trabalho que tem sido desenvolvido por todo o setor no sentido de posicionar a região como um destino único, que, ao longo dos 12 meses do ano, cativa visitantes provenientes todo o mundo, pelas suas características ímpares em termos de natureza, de cultura, de experiências variadas e de identidade”.

Para Eduardo Jesus, as opções tomadas no que respeita o posicionamento da Madeira, bem como a certificação da sustentabilidade do destino, têm sido as mais acertadas.

Atribuídos desde 1993, os WTA são considerados os “Óscares” do turismo mundial e são reconhecidos pelos profissionais do setor à escala mundial, distinguindo o prestígio e o trabalho desenvolvido na indústria turística, de modo a estimular a competitividade e a qualidade do turismo, num ano particularmente especial para os responsáveis do World Travel Awards, que celebram o seu 30º aniversário.

A cidade de Braga alcançou a distinção na categoria de ‘Melhor Destino Turístico Emergente do Mundo’. Para a autarquia bracarense, esta “é uma distinção que terá reflexos extremamente positivos na notoriedade da cidade enquanto destino turístico, aportando novos benefícios para a economia local, regional e nacional, em rota e alinhada com a excelência de um turismo cada vez mais sustentável, marcando forte presença nos diversos roteiros da especialidade a nível mundial, catapultando o destino turístico Braga para um patamar de eleição”.

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ANAV avalia como positiva proposta da nova diretiva de viagens combinadas

A ANAV avalia a proposta de alteração da Diretiva Comunitária das Viagens Combinadas (Diretiva 2015/2302) da União Europeia, e que foi tornada pública no dia 29 de novembro, como globalmente positiva para o cliente final, embora reconheça existirem algumas preocupações e um significativo trabalho ainda por realizar do lado da distribuição.

Miguel Quintas, presidente da ANAV, acredita que esta proposta de alteração “pode ter um impacto negativo significativo na tesouraria das PMEs, em particular nas agências de viagens e operadores turísticos”, avançando que tal situação pode, inclusive, “levar a um aumento de preços do pacote, prejudicando o cliente final neste aspeto”.

Pelo lado positivo, o dirigente saúda a União Europeia “por diligenciar num aumento significativo da proteção ao consumidor e a sua vontade em responsabilizar toda a cadeia de distribuição, através sistema de garantia de pagamentos, devolução dos mesmos e tratamento das insolvências como garante dessa mesma proteção”.

Ainda, assim, refere que “há bastante trabalho a fazer para garantir uma alteração da diretiva mais aderente à realidade operacional e financeira de todos os stakeholders, nomeadamente as agências de viagens e operadores.”

A Associação Nacional de Agências de Viagens destaca, em comunicado de imprensa, grandes áreas sobre os quais resulta a sua avaliação generalista, desde logo, o aumento significativo da proteção do cliente final em toda a linha, “uma ideia sempre presente na elaboração de todo o documento (nomeadamente assistência pelo transportador numa disrupção da viagem, através de devolução, compensação ou reencaminhamento. Esta proteção torna-se ainda mais poderosa para pessoas com descapacidades ou mobilidade reduzida).

Em caso de reembolso ao cliente final, “a existência de um quadro, com prazos estabelecidos, dos montantes a reembolsar ao longo de toda a cadeia de distribuição, responsabilizando todos os atores pelo bom funcionamento da regra, pese embora, sem definição de como se garante o bom funcionamento desse processo. O reembolso ao cliente final tem um prazo de 14 dias e entre a cadeia de distribuição um prazo de 7 dias”.

Há ainda, destaca a ANAV o pedido implícito da UE para que os respetivos governos apoiem e garantam os mecanismos de proteção ao cliente final em caso de insolvência na cadeia de distribuição, enquanto outra questão levantada no documento diz respeito à cobrança máxima de 25% do valor total da viagem organizada no momento da reserva, sendo que não se poderá exigir o pagamento total até 28 dias antes da partida, “situação que encerra em si um esforço de tesouraria potencialmente elevado para as micro, pequenas e médias empresas da cadeia de distribuição”.

Segundo a nota da ANAV, fica registado um início de tomada de considerações e vontade de se encontrarem soluções, no caso de insolvência de companhias aéreas; Não está previsto um regime de proteção especial numa situação de crise generalizada (como foi, por exemplo, a pandemia de COVI-19), em particular no que toca ao apoio ao esforço de tesouraria e processos a implementar, pelo que continua a ser uma “lição por aprender”.

Informa que existe de um voucher como garante de proteção do cliente final à insolvência, aumentando a sua segurança e credibilidade do setor, em particular em todo o processo da cadeia de distribuição turística, e considera que o desconhecimento da evolução dos modelos de proteção do cliente final e da própria cadeia de distribuição turística no Reino Unido, “poderá levar a um desequilíbrio competitivo entre as empresas dos dois espaços económicos e do respetivo suporte ao cliente final”.

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Associação Alojamento Local Porto e Norte apresentada publicamente

Foi apresenta publicamente a nova Associação Alojamento Local Porto e Norte. Formalizada em julho deste ano, a ALPN vai oferecer aos seus associados informação, aconselhamento e apoio necessários para gerir o negócio, contando para isso com equipas técnicas especializadas nas diversas vertentes, tal como a área jurídica, económica, financeira e fiscal.

A ALPN nasceu “da vontade agregadora de um grupo de titulares de Alojamento Local e de Atividades Conexas numa altura em que o setor enfrenta um pacote legislativo com consequências potencialmente devastadoras para todo o seu ecossistema”, indica a Associação em nota de imprensa.

A cerimónia, em que participaram cerca de uma centena de associados, contou com a presença de várias personalidades, nomeadamente, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Paulo Rios de Oliveira, que sublinhou a disponibilidade do partido para revogar a legislação aprovada em outubro.

Por seu lado, o presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, Nuno Cruz, destacou o trabalho de reabilitação do edificado e de revitalização da cidade levado a cabo pelos titulares de alojamento local, e, na mesma linha, o líder do grupo municipal – RM, Raúl Almeida, elogiou o contributo que o alojamento local trouxe à vivência das cidades e, particularmente, à criação de emprego e à economia da Invicta.

Refira-se que a ALPN, formalizada em julho, é uma Associação privada sem fins lucrativos, com o objetivo de representar, defender e projetar o setor, pretendendo atuar junto das entidades públicas e privadas, locais, regionais, nacionais e estrangeiras, promover a concorrência leal e transparente entre todos os agentes do mercado, bem como apoiar a profissionalização, disponibilizar formação e fomentar a competitividade do setor assente em pilares de sustentabilidade e numa oferta turística de qualidade e verdadeiramente diferenciadora.

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Verão 2024: Soltour lança operação para Djerba à saída do Porto

O operador turístico Soltour anunciou que vai realizar uma operação charter direta, no próximo verão, entre o Porto e a ilha tunisina de Djerba.

Durante o verão do próximo ano, o operador turístico vai disponibilizar um voo direto semanal entre a Invicta e a ilha tunisina. A operação vai decorrer entre junho e setembro, às quintas-feiras, e começa a ser comercializada a partir deste mês de dezembro.

Com esta nova operação, a Soltour diz que reforça a sua aposta em destinos novos e diferenciados, ampliando a oferta disponível no mercado nacional para as férias de verão dos portugueses.

Segundo Luís Santos, diretor Comercial da Soltour em Portugal e Espanha, “a operação Porto-Djerba vai permitir aos portugueses conhecer um destino fantástico no Norte de África, que, acreditamos, se continuará a afirmar como uma tendência. Djerba é uma ilha encantadora, banhada pelo Mediterrâneo, sendo um destino perfeito para os apreciadores de praia e de mar. No entanto, também é um local com grande cultura e história, que remonta à antiguidade grega, e oferece um exemplar da melhor gastronomia do Magrebe.”

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Aeroporto de Hamburgo junta-se à rede “”Hydrogen Hub at Airport”

O Aeroporto de Hamburgo, na Alemanha, tornou-se na primeira infraestrutura aeroportuária alemã a aderir à rede “Hydrogen Hub at Airport”, que visa promover a expansão do hidrogénio na indústria da aviação.

O Aeroporto de Hamburgo, na Alemanha, tornou-se na primeira infraestrutura aeroportuária alemã a aderir à rede “Hydrogen Hub at Airport”, que visa promover a expansão do hidrogénio na indústria da aviação.

Esta rede, que conta atualmente com membros de 11 países, entre aeroportos, companhias aéreas e empresas do setor energético, visa o desenvolvimento e expansão das infraestruturas para o uso do hidrogénio na aviação.

“Damos as boas-vindas ao Aeroporto de Hamburgo enquanto mais recente membro da “Hydrogen Hub at Airport”. O conhecimento de Hamburgo sobre o hidrogénio vai ser uma mais-valia para a jornada ZEROe Ecosystem para a construção de um futuro em que a aviação vai ser impulsionada por hidrogénio descarbonizado. O caminho para preparar a infraestrutura aeroportuária para suportar o hidrogénio e a aviação de baixo teor de carbono começa no chão, com estas parcerias”, considera Karine Guénan, Vice President do ZEROe Hydrogen Ecosystem.

O uso do hidrogénio para alimentar a aviação do futuro vai permitir uma redução das emissões poluentes, levando também a uma descarbonização das atividades em terra, motivo pelo qual a Airbus lançou, em 2020, esta rede, que visa a redução das emissões de CO2 em toda a cadeia da aviação.

“Estamos entusiasmados que o Aeroporto de Hamburgo esteja a trabalhar nos mesmos termos que outros hubs internacionais, como o aeroporto de Paris-CDG ou o Changi Airport, em Singapura, enquanto nos preparamos para a transição energética nas viagens aéreas”, afirma Michael Eggenschwiler, CEO of Hamburg Airport.

 

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Qualificação e formação são cruciais para o futuro do turismo, destacou Nuno Fazenda

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, que proferiu a Aula Inaugural 2023/2024 no ISAG – European Business School (ISAG-EBS), e que teve como tema o “Turismo em Portugal: Desafios e Oportunidades”, destacou a qualificação e a formação são cruciais para o futuro do setor no país.

Na tradicional aula que assinala o arranque oficial do novo ano letivo, os professores, estudantes, parceiros e convidados que estiveram presentes no Auditório Consuelo Vieira da Costa, no campus do ISAG-EBS, tiveram oportunidade de ficar a conhecer as desafios que o setor do turismo  deve manter, tendo o governante dado especial ênfase a três em concreto: a Agenda do Turismo para o Interior, a Agenda das Profissões e ainda o Plano Estratégico para a Valorização das Escolas de Hotelaria e Turismo, tendo este último tido um investimento de 30 milhões de euros do Turismo de Portugal.

“Portugal tem estado a crescer em termos turísticos e queremos continuar a crescer, mas a crescer bem. Isso significa crescer com sustentabilidade e autenticidade, significa crescer ao longo de todo o território e ao longo de todo o ano. Lançamos por isso a Agenda do Turismo para o Interior que é composta por 12 medidas, nove já estão lançadas e estão a diferenciar positivamente quem quer investir, trabalhar e ir para o interior viver. Um dos desafios que se coloca ao país hoje é termos mais coesão territorial e o turismo tem um papel muito importante”, recordou.

Outro dos pontos em destaque prendeu-se com a qualificação dos jovens que pretendam abraçar a área do turismo. A criação da Agenda das Profissões teve por base a aposta na qualificação e especialização de todos aqueles que queriam seguir esta área profissional. Nuno Fazenda frisou que “é imperativa uma contínua aposta na formação e qualificação dos recursos humanos nesta área de negócio. Temos que ter recursos humanos altamente qualificados, pois o maior ativo do turismo português são as pessoas, são os portugueses, e o que temos que assegurar é o reforço das qualificações”.

O secretário de Estado lembrou ainda que os empresários que queriam reter e atrair talento nas suas unidades ou empresas têm que assegurar que oferecem as melhores condições para o conseguir. “As empresas que queiram ser mais competitivas e atrair os melhores profissionais têm que oferecer as melhores condições aos seus trabalhadores. Isso passa não só por melhores salários, mas também por melhores condições de trabalho e ainda a possibilidade de conciliar a vida profissional com a familiar”, evidenciou.

No final, o governante deixou ainda uma mensagem a todos os estudantes de turismo do ISAG: “Aqueles que escolhem estudar turismo estão também a escolher trabalhar num setor de futuro e numa das principais atividades económicas do país, que representa quase 20% do total de exportações de bens e serviços. Os estudantes que hoje se estão a formar estão também a dar um contributo para o desenvolvimento do país. Para além da formação que estão agora a fazer, devem, ao longo do percurso académico, ir sempre aprendendo, porque quanto maiores as qualificações e competências que adquirirem, melhor será a sua inserção no mercado de trabalho e as condições que lhes poderão ser oferecidas pelas entidades empregadoras”.

 

 

 

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A4E pede “equilíbrio” na revisão da Diretiva sobre Viagens Organizadas e teme impacto negativo no turismo europeu

Para a A4E – Airlines for Europe, a proposta de revisão da Comissão Europeia corre o risco de “impactar negativamente toda a cadeia de valor do turismo na Europa”.

A Airlines for Europe (A4E) veio esta quinta-feira, 30 de novembro, apelar aos decisores políticos da União Europeia para que garantam que o resultado final da revisão da Diretiva sobre Viagens Organizadas é equilibrado e não perturba o setor do turismo na Europa.

Num comunicado enviado à imprensa, a associação que representa muitas das companhias aéreas da Europa defende que a revisão da Diretiva sobre Viagens Organizadas (PTD) deve produzir “um ato legislativo equilibrado”, em resultado da proposta da Comissão Europeia, que foi publicada esta quarta-feira, 29 de novembro, e que “introduz alterações de grande alcance que terão implicações para todos os prestadores na Europa”.

“As férias organizadas têm um valor elevado, são as mais seguras de todas as formas de viagem e oferecem a melhor protecção ao consumidor. O foco principal deverá ser garantir que os fornecedores europeus de férias organizadas permaneçam competitivos. Qualquer regulamentação excessiva das férias organizadas não melhorará a protecção do consumidor, mas resultará em custos mais elevados para os consumidores”, considera a A4E.

Segundo a associação, caso o resultado não seja equilibrado, os consumidores de viagens podem passa a optar por “formas de viagem mais baratas que não oferecem nem de longe as mesmas proteções que as viagens organizadas”.

A A4E lembra que, com as alterações propostas, os pagamentos iniciais feitos pelos viajantes aos fornecedores de férias organizadas passam a ser regulamentados ao nível da União Europeia e limitados a 25% do preço total do pacote, a menos que haja uma justificação para um montante mais elevado.

Para a associação, “esta nova regra, juntamente com outras disposições, tornará mais difícil e onerosa a gestão do negócio dos fornecedores de viagens organizadas e corre o risco de ter um impacto negativo em toda a cadeia de valor do turismo, incluindo as companhias aéreas”.

“É preocupante que a Comissão esteja a utilizar um evento excepcional no sector, impulsionado pela crise global da Covid, como base para uma mudança tão grande na forma como as viagens organizadas funcionam em tempos normais de negócios”, denuncia a associação de companhias aéreas.

Para Ourania Georgoutsakou, diretora-geral da A4E, “a proposta de revisão da Diretiva sobre Viagens Organizadas irá alterar os fluxos financeiros no setor do turismo durante os períodos normais de atividade e corre o risco de impactar negativamente toda a cadeia de valor do turismo na Europa”.

“É decepcionante que a pandemia, enquanto situação altamente excepcional e única, esteja a ser utilizada como referência para regulamentação. Isto apesar de o setor das viagens organizadas ter demonstrado em muitas ocasiões a sua resiliência à crise”, considera a responsável, que espera que “o resultado final seja o mais equilibrado possível, ajudando a garantir um setor de viagens organizadas na UE vibrante e globalmente competitivo”.

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Transavia renova cabine dos novos aviões A320neo

A companhia aérea low cost do Grupo Air France/KLM vai começar a receber a partir de janeiro novos aviões A320neo, que vão contar com uma cabine mais moderna e confortável, de forma a oferecer uma melhor experiência a bordo aos seus passageiros.

A Transavia France decidiu renovar a cabine dos novos aviões A320neo que a companhia aérea low cost do Grupo Air France/KLM vai começar a receber a partir de janeiro, numa transformação que pretende tornar a cabine mais moderna e confortável para os passageiros.

“A subsidiária low-cost do grupo Air France concebeu uma nova cabine, mais confortável e moderna para oferecer uma melhor experiência a bordo. Um assento mais confortável, a integração de tomadas USB e maiores espaços de arrumação: eis um resumo das novidades da futura cabine”, destaca a Transavia France, em comunicado.

Na informação divulgada, a companhia aérea revela que a nova cabine vai contar com 186 assentos, que são “mais leves e de última geração”, tendo a escolha da transportadora recaído sobre os assentos SL3710 da Recaro.

“Este assento é mais confortável, graças a uma largura ligeiramente superior à dos modelos atuais, e o reforço da espessura está integrado em várias partes do assento. Os apoios de braços são também mais compridos e amovíveis”, explica a Transavia France.

Os novos assentos já se encontram pré-reclinados a 15° e disponibilizam ainda 73,6 cm de espaço para as pernas, contando igualmente com um suporte para copos e uma tomada USB-C de 60 W, para que os clientes possam carregar os seus dispositivos eletrónicos.

A Transavia optou também por vários ambientes de iluminação na cabine e nas casas de banho, de forma a tornar o ambiente da cabine mais tranquilo, e por disponibilizar mais espaço de arrumação, com bagageiras de maiores dimensões, que disponibilizam mais 37% de capacidade de arrumação do que um compartimento de bagagem convencional.

“Isto significa que podem ser arrumadas oito peças de bagagem na vertical (tamanho máximo de 55 x 35 x 25 cm) em vez de cinco na horizontal nos compartimentos normais”, sublinha ainda a transportadora.

O projeto que deu origem à nova cabine da Transavia France foi desenvolvido internamente, pelas equipas da Transavia France e Transavia Netherlands, desde 2021.

“Tínhamos aqui dois grandes objetivos a cumprir: O primeiro passava por refletir a nossa imagem de marca “We make low-cost feel good” e, assim, ilustrar os valores da nossa companhia. O segundo tinha a ver com a inovação. Tínhamos de oferecer uma cabine nova e moderna e uma experiência a bordo mais confortável”, afirma Nicolas Hénin, Chief Commercial Officer da Transavia France.

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