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Elétricos: oportunidade ou pesadelo para o rent-a-car?

Apesar das preocupações com a sustentabilidade e da maior procura por parte dos clientes, que têm levado as empresas de rent-a-car a apostar nos veículos elétricos, este ainda é um tema critico para este setor.

Inês de Matos
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Elétricos: oportunidade ou pesadelo para o rent-a-car?

Apesar das preocupações com a sustentabilidade e da maior procura por parte dos clientes, que têm levado as empresas de rent-a-car a apostar nos veículos elétricos, este ainda é um tema critico para este setor.

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Na IV Convenção Nacional da ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos, que decorreu a 31 de março, em Alcobaça, Paulo Pinto, que além de Head of Portugal do Europcar Mobility Group (EMG) é também presidente da associação, abordou a importância dos veículos elétricos para o rent-a-car. Estes veículos, que, segundo o responsável, são fundamentais para afirmar definitivamente a mobilidade sustentável, encontram-se já presentes em boa parte das frotas as empresas nacionais do setor, apesar da condicionante que a escassez de postos de carregamento representa e que ameaça inviabilizar os investimentos realizados. “A infraestrutura de carregamento, apesar de ter, neste momento, cerca de seis mil postos públicos, continua a ser a maior condicionante”, afirmou Paulo Pinto, realçando as desigualdades na distribuição destas infraestruturas pelo país e o facto de, apesar de virem a crescer, o número de postos ainda ser “absolutamente limitado”.

O Publituris foi ouvir as empresas de rent-a-car que atuam em Portugal para saber em que ponto está a descarbonização das frotas e como podem os problemas que afetam o aluguer destes veículos ser resolvidos.

Situação atual
Como as preocupações com as alterações climáticas e sustentabilidade, o rent-a-car tornou-se num dos primeiros setores a responder ao desafio da descarbonização, incorporado cada vez mais veículos elétricos e híbridos.

No EMG, Paulo Pinto confirma que a “descarbonização da frota é, sem dúvida, uma das prioridades” e explica que o grupo pretende ter “20% da frota ecologicamente sustentável” até 2024, passando para 25% no ano seguinte, segundo o plano de sustentabilidade “One Sustainable Fleet”. “O plano de descarbonização da nossa frota traduz-se num trabalho contínuo e prolongado, pelo que o nosso objetivo é aumentar a frota de veículos elétricos e híbridos”, refere.

Delfina Acácio também reconhece a importância da descarbonização e diz que “15% das viaturas da Guerin já estão dentro desses parâmetros”, num caminho que a empresa vai manter para, “ainda este ano, chegar aos 20%”, prevendo-se que, em 2024, essa percentagem “provavelmente dobrará”. Por enquanto, a Guerin conta com “viaturas elétricas e/ou híbridas em quase todos os segmentos e de quase todas as marcas”.

E também a Ilha Verde tem adquirido viaturas híbridas e elétricas, com Luís Rego a revelar que, atualmente, “mais de 10% da frota” é composta por estes veículos, pois, em 2017, a empresa assinou a Cartilha da Sustentabilidade dos Açores, comprometendo-se com a descarbonização.

Na Hertz Portugal, Duarte Guedes admite igualmente a importância desse passo e diz que a empresa já tem “mais de 20% da frota, entre híbridos, plug-ins e elétricos”. “Devemos ser o operador com maior número de veículos elétricos em Portugal”, diz, explicando que, apesar disso, este ano, “em percentagem da frota total, a penetração de veículos verdes não deverá alterar muito”.

Mais demorada está a descarbonização da SIXT Portugal, que tem cerca de 3% de veículos elétricos e híbridos, com Carlos Caiado a admitir que o atraso se deve aos “desafios” que a aposta encerra, apesar de prever um crescimento para “5% até ao final do 1.º trimestre de 2024”.

Já a Visacar tem apostado, sobretudo, na “compra de viaturas híbridas”, uma vez que, explica Honório Teixeira, representam “uma alternativa ainda mais segura para a mobilidade dos clientes”.

Alexandru Vatră diz ainda que a Klass Wagen, cuja frota é de 2023, tem sido “muito eficiente na descarbonização” e conta com vários híbridos.

Preço e escassez de postos são maiores entraves
Apesar do aumento destes veículos ser real, há diversas ameaças que impedem um crescimento mais rápido do aluguer destes veículos.

Como diz o General Manager da SIXT Portugal, os motivos que levam a uma descarbonização mais lenta prendem-se com a falta de infraestruturas e preço elevado das viaturas. “Para já, a descarbonização é lenta com a adoção de veículos elétricos e enfrenta desafios de infraestruturas, falta de confiança dos clientes e custo elevado de aquisição”, refere, sublinhando que, “com a escassez de postos de abastecimentos elétricos de elevada capacidade de carga”, os clientes não têm confiança para alugar “veículos 100% elétricos”.

Alexandru Vatră concorda e explica que, na Klass Wagen, essa é a razão que tem levado à fraca aposta nestas viaturas, pois “a infraestrutura para veículos elétricos ainda não é suficiente para fazer a transição completa”. “A escassez de estações de carregamento e aumento dos preços dos carros afetaram a nossa capacidade de descarbonizar”, resume.

Paulo Pinto também diz que o reduzido número de postos “é um desafio significativo para a descarbonização da indústria como um todo”, e o EMG não é exceção. “Para que o serviço seja atrativo e confortável para os consumidores, a infraestrutura de carregamento tem de crescer ao mesmo nível e velocidade que crescem as vendas”, refere.

Na Visacar, Honório Teixeira também reconhece um atraso devido às infraestruturas. “A rede de carregamento não dá resposta às necessidades dos clientes. As viaturas elétricas requerem tempos de carregamento que podem prejudicar as necessidades de mobilidade”, explica.

Na Hertz Portugal, Duarte Guedes fala na escassez de postos como problema e diz que, por isso, a empresa começou, em 2017, a “instalar os primeiros postos de carregamento”, algo que vai continuar a reforçar.

O problema manifesta-se ainda nos Açores, onde Luís Rego admite que a descarbonização é “um grande desafio”, pelo “constrangimento da falta de postos de carregamento e estruturas de apoio, em todas as ilhas”. “Operamos num arquipélago onde a descontinuidade territorial é evidente, dificultando muitas das nossas pretensões”, lamenta.

Mais otimista é Delfina Acácio, para quem a reduzida dimensão da “rede de abastecimento é sem dúvida uma questão”, mas que acredita que “o crescente aumento de postos será cada vez menos um entrave”. “O maior entrave continua a ser o custo elevado das viaturas e a baixa autonomia”, diz.

Soluções precisam-se
Apesar de Portugal já ter mais de seis mil postos, continua a ser necessário aumentar estas infraestrutura, principalmente nas zonas mais turísticas.

Na Europcar, Paulo Pinto explica que a empresa está a “preparar as suas estações, hubs e sedes com postos para carregar veículos elétricos, através de um forte investimento na eletrificação dos principais centros de mobilidade”. “Existe um plano de expansão a ser levado a cabo nos próximos anos, a fim de ter carregadores ou uma solução de recarga para a nossa rede de estações e estamos a trabalhar na implementação de painéis solares nos centros de mobilidade, a acontecer brevemente, para permitir uma redução na dependência da rede elétrica nacional”, revela.

E também a Hertz Portugal tem equipado as estações com postos de carregamento, mas Duarte Guedes considera que será preciso fazer mais, já que a “maior densidade a nível do país ajudará à adoção” deste tipo de viatura. “Mas é preciso focar mais no aumento da densidade nos destinos finais tais como residencial, hotéis e locais de trabalho para que a conveniência seja total”, sugere.

Opinião semelhante manifesta Honório Teixeira, que lembra que muitos dos clientes da rent-a-car algarvia ficam em hotéis ou aldeamentos turísticos que, “apesar de esforços, ainda disponibilizam muito poucos lugares com postos de carregamento”, pelo que o desafio, defende, passa por “disponibilizar estacionamento com carregamentos junto de todas as unidades hoteleiras e continuar a melhorar a rede publica”.

Nos Açores, Luís Rego pede igualmente a “implementação maciça de carregadores”, principalmente, “nos pontos estratégicos públicos, parques de estacionamento, unidades hoteleiras”. O responsável da Ilha Verde, quer ainda “resposta mais célere dos apoios estatais, não só na criação de infraestruturas, mas também na aquisição das viaturas”.

Caso o número de postos não cresça, Carlos Caiado admite que terá impacto “na velocidade de descarbonização da SIXT, atrasando a meta prevista de eletrificação da maioria da frota para 2030”, opinião partilhada por Alexandru Vatră, que diz que a estratégia de descarbonização da Klass Wagen “depende da disponibilidade de estações de carregamento elétrico e da acessibilidade dos veículos elétricos”.

Mais positiva volta a ser Delfina Acácio, que acrescenta que “os processos são cada vez mais simples para utilizadores, com várias ferramentas de acompanhamento à rede”, o que impulsiona o aluguer de elétricos.

Curiosidades

Postos – Portugal conta atualmente com cerca de 6 mil postos de carregamento em todo o país

Veículos – Grande parte das empresas de rent-a-car que operam em Portugal tem já veículos elétricos, híbridos e plug-in

Soluções – Aumentar os lugares de estacionamento para carregamento de elétricos nos hotéis e zonas turísticas é uma das sugestões

Foto crédito: Depositphotos.com
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Aeroportos nacionais mantiveram máximos históricos no movimento de passageiros em abril

Em abril, os aeroportos nacionais movimentaram 6,0 milhões de passageiros, num aumento de 2,3% que leva o INE a afirmar que, “no início de 2024, continuou a verificar-se máximos históricos nos valores mensais de passageiros nos aeroportos nacionais”.

Os aeroportos nacionais movimentaram, em abril, um total de 6,0 milhões de passageiros, valor que corresponde a um aumento de 2,3% face a igual mês de 2023, mantendo os máximos históricos mensais que se vêm a verificar desde o início do ano, segundo os dados divulgados esta sexta-feira, 14 de junho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No início de 2024 continuou a verificar-se máximos históricos nos valores mensais de passageiros nos aeroportos nacionais”, indica o INE, no comunicado que, esta sexta-feira, acompanha as estatísticas rápidas do transporte aéreo.

Os dados do INE mostram que, em abril, os aeroportos nacionais registaram o desembarque médio diário de 101,5 mil passageiros, valor que foi 2,3% superior ao registado em abril de 2023, quando este número se tinha ficado pelos 99,2 mil passageiros por dia.

Em abril, os aeroportos nacionais registaram ainda a aterragem de 20,6 mil aeronaves em voos comerciais, valor que também corresponde a uma subida de 0,7% face a igual mês do ano passado.

No que diz respeito aos passageiros que aterraram em território nacional, acrescenta o INE, 82,4% correspondiam a tráfego internacional, num total de 2,5 milhões de passageiros, o que traduz um aumento de 3,4%.

A maioria dos passageiros que, em abril, desembarcou nos aeroportos nacionais era proveniente do continente europeu, representando 69,3% do total e correspondendo a um aumento de 1,5% face a abril de 2023.

Já o continente americano foi a segunda principal origem dos passageiros desembarcados em Portugal em abril, concentrando 8,9% do total de passageiros desembarcados e com uma subida de 15,1%.

Nos passageiros embarcados em território nacional, 81,8% corresponderam a tráfego internacional, num total de 2,4 milhões de passageiros, o que indica um aumento de 3,7% face ao mesmo mês do ano passado.

Dos passageiros que embarcaram em território nacional em abril, 70,3% tinham como destino aeroportos europeus, percentagem essa que aumentou 2,6% face a abril de 2023, enquanto os aeroportos no continente americano foram o segundo principal destino dos passageiros embarcados, correspondendo a 7,8% do total e com um aumento de 11,6%.

Perto de 20 milhões de passageiros movimentados em quatro meses

No acumulado desde o início do ano, os dados do INE mostram que os aeroportos nacionais continuam a somar crescimentos e, nos primeiros quatro meses do ano, o total de passageiros movimentados chega já a 19.637 milhões de passageiros, o que corresponde a um aumento de 4,8% face a igual período do ano passado.

Neste período, o destaque foi para o aeroporto de Lisboa, que movimentou 53,4% do total de passageiros, o que corresponde a 10,5 milhões de passageiros e a uma subida de 5,2% comparativamente ao mesmo período de 2023.

Já o aeroporto do Porto concentrou 23,0% do total de passageiros movimentados, correspondendo a 4,5 milhões de passageiros e traduzindo um crescimento de 5,6% face ao acumulado até abril do ano passado. O aeroporto de Faro, por sua vez, registou um crescimento de 2,4% no movimento de passageiros, que correspondeu a 2,1 milhões de passageiros.

França, acrescenta o INE, foi o principal país de origem e de destino dos voos que chegaram e partiram de território nacional até abril, apesar do número de passageiros desembarcados em Portugal e que eram provenientes deste país ter descido 2,4%, a mesma percentagem que também desceu o número de passageiros embarcados em território nacional e que eram provenientes de França.

Por outro lado, lê-se na informação divulgada pelo INE, o Reino Unido e Espanha ocuparam a segunda e terceira posições como principais países de origem
e de destino, enquanto a Alemanha ocupou a quarta posição e registou crescimentos de 8,6% e 9,0% no número de passageiros desembarcados e embarcados, pela mesma ordem, sendo a quinta posição ocupada por Itália.

 

 

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Emirates abre nova rota para Madagascar via Seychelles

A nova rota da Emirates começa a ser operada a 3 de setembro e conta com quatro voos por semana via Seychelles, numa operação que deverá impulsionar as viagens de lazer e de negócios para Madagascar.

A Emirates vai abrir, a 3 de setembro, uma nova rota para Madagascar que conta com escala nas Seychelles e que vai contar com quatro voos por semana, informou a companhia aérea do Dubai, em comunicado.

De acordo com a Emirates, a nova rota vai oferecer “mais opções de ligação para os viajantes e impulsionando as viagens de lazer e de negócios para o país”, até porque os horários dos voos foram “programados para otimizar as ligações de e para pontos-chave na Europa, no Extremo Oriente, na Ásia Ocidental e no Médio Oriente/GCC”.

“O turismo é um pilar fundamental na economia de Madagáscar, contribuindo para a criação de milhares de oportunidades de emprego e, assim, apoiar o objetivo do país de servir um milhão de turistas até 2028. A nova rota da Emirates irá proporcionar ligação a mais de 140 pontos da sua rede global, contribuindo para a estratégia do Ministério do Turismo em diversificar os mercados-alvo e apresentar aos viajantes internacionais as muitas atrações naturais da ilha”, explica a Emirates, na informação divulgada.

No âmbito da abertura desta rota, acrescenta a companhia aérea, a Emirates está também a negociar com a Air Madagáscar “a oferta de mais ligações globais para promover o turismo e o comércio” no destino.

“Madagáscar tem sido historicamente mal servida, apesar da crescente apetência dos viajantes por experiências autênticas de ecoturismo. A Emirates compreende a importância de oferecer aos seus passageiros ligações eficientes e experiências de viagem de excelência. Estamos confiantes de que este novo serviço terá um impacto positivo no aumento da conetividade de Madagáscar, oferecendo mais oportunidades aos viajantes para descobrirem a joia escondida que é Madagáscar, para além de abrir novas oportunidades de negócio internacionais”, afirma Adnan Kazim, vice-presidente e diretor Comercial da Emirates.

A rota Dubai-Antananarivo vai ser operada às terças, quintas, sábados e domingos, num avião Boeing 777-300ER, com oito suítes de Primeira Classe, 42 lugares em Classe Executiva e 310 lugares em Económica, partindo do Dubai pelas 08h55 para chegar a Male, nas Seychelles, às 13h35, estando a chegada a Madagascar prevista para as 16h50.

Em sentido contrário, os voos partem de Antananarivo, capital de Madagascar, às 18h35, chegando a Male às 22h20, de onde volta a partir às 23h50 com destino ao Dubai, aterrando às 04h20 do dia seguinte.

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PR de Cabo Verde admite que “país perde muito com a situação” do transporte aéreo interilhas

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, José Maria Neves fez alusão às “dificuldades de mobilidade entre as ilhas”, admitindo que também é vítima destes problemas e que espera que o Governo encontre uma solução em breve.

O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, admitiu esta quarta-feira, 12 de junho, que “o país perde muito com a situação dos transportes” aéreos interilhas e espera que, em breve, o Governo consiga pôr termo à “crise que se vive no setor”.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, e que é citada pela Lusa, José Maria Neves fez alusão às “dificuldades de mobilidade entre as ilhas” e relatou as queixas que lhe têm chegado por parte dos empresários, turistas, profissionais liberais, população em geral e alguns estrangeiros.

No entanto, o Presidente da República de Cabo Verde admitiu que também ele é vítima dos problemas vividos no transporte aéreo entre as ilhas do arquipélago, o que tem tido “impactos muito negativos” na agenda de José Maria Neves.

O mais recente caso conhecido e que afetou o Presidente da República de Cabo Verde aconteceu na passada segunda-feira, 10 de junho, quando José Maria Neves deveria ter assistido a um jogo de futebol em que participava a seleção cabo-verdiana, mas ficou retido na Praia.

Na sua mensagem publicada no Facebook, José Maria Neves lembrou que tem demonstrado a sua “preocupação” face a este tema por várias vezes, o que levou a que apresentasse “sempre que possível, ao Governo, as apreensões, assim como propostas”.

“Mesmo publicamente, venho falando do assunto”, acrescentou, admitindo compreender a “complexidade da questão, num país arquipélago e oceânico”, apesar de esperar que as propostas apresentadas pelo Governo entrem em vigor rapidamente.

A Lusa lembra que o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, anunciou há um mês que o país vai passar a contar com uma nova empresa de transporte aéreo interilhas, que será 100% estatal e vai ter mais aviões para, até final do ano, resolver a crise nos voos domésticos em Cabo Verde.

A nova proposta surgiu depois da TICV, subsidiária da Bestfly, ter passado por vários problemas devido à falta de aviões, o que levou a empresa a abandonar o arquipélago em abril deste ano.

Desde a saída da TICV, as ligações interilhas em Cabo Verde têm vindo a ser asseguradas pela TACV, o  que levou a uma melhoria no serviço mas que ainda não é suficiente, já que as queixas sobre falhas na operação se mantêm.

 

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Qatar Airways e China Southern Airlines anunciam codeshare e MoU para melhorar opções de viagem entre a China e o Qatar

O novo acordo de codeshare e MoU vão aproveitar a nova rota que a China Southern Airlines lançou entre Doha e Guangzhou, prevendo também melhorias na colaboração ao nível da carga e dos programas de passageiro frequente de ambas as companhias aéreas.

A Qatar Airways e a China Southern Airlines estabeleceram um novo acordo de codeshare e um Memorando de Entendimento (MoU) para melhorar as opções de viagem entre a China e o Qatar.

O novo acordo de codeshare e MoU vão aproveitar a nova rota que a China Southern Airlines lançou entre Doha e Guangzhou, prevendo também melhorias na colaboração ao nível da carga e dos programas de passageiro frequente de ambas as companhias aéreas.

“Como parte de nossa parceria robusta com a China Southern Airlines, a Qatar Airways está aproveitando o sucesso da nova rota de Doha para Guangzhou, que foi lançada em abril deste ano, para oferecer mais opções aos passageiros de ambas as companhias aéreas”, afirma Badr Mohammed Al-Meer, CEO do Grupo Qatar Airways.

Já Han Wensheng, CEO da China Southern Air Holding Company Limited, revela que, no futuro, a transportadora chinesa pretende aprofundar ainda mais a “cooperação com a Qatar Airways”, de forma a oferecer “vantagens complementares” e com vista à realização de um trabalho conjunto com o objetivo de oferecer “experiências de viagem mais confortáveis ​​e convenientes” aos seus passageiros.

No que diz respeito aos programas de passageiro frequente de ambas as companhias aéreas, este alargar da parceria prevê também que os passageiros possam gastar e acumular milhas em voos da Qatar Airways e da China Southern, bem como noutros benefícios, seja o acesso a salas VIP ou outras ofertas de aeroporto.

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Azores Airlines já abriu rotas do Funchal para Toronto e Boston

Num comunicado enviado à imprensa, a Azores Airlines explica que estas operações, ambas com um voo direto por semana, se vêm juntar à que a companhia aérea já realizava desde o ano passado e que liga a Madeira a Nova Iorque.

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A Azores Airlines já inaugurou as operações que passam a ligar o Funchal, capital madeirense, às cidades de Toronto e Boston, no Canadá e EUA, respetivamente, e que contam ambas com um voo direto por semana.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea do grupo SATA que realiza voos internacionais explica que estas novas rotas vêm juntar-se à que a transportadora já operava no ano passado e que liga a Madeira a Nova Iorque.

“Estas duas operações diretas representam o culminar de um trabalho consistente, em sintonia com os nossos parceiros nos Estados Unidos, no Canadá e no Arquipélago da Madeira, que permitiram voltar a ampliar a oferta para este Arquipélago com estes voos diretos, que se adicionam à operação de Nova Iorque e aos voos entre os Açores com destino à Ilha da Madeira, que a Azores Airlines tem assegurado ao longo dos anos”, destaca Graça Silva, diretora de Vendas, Marketing e Comunicação do Grupo SATA.

Ambas as operações contam com um voo por semana, com as partidas para Toronto a acontecerem às sextas-feiras, enquanto o regresso à Madeira tem lugar aos sábado, sendo que, no caso de Boston, as partidas desta cidade dos EUA acontecem às terças-feiras, com regresso às quartas-feiras.

“A estas ligações diretas, juntam-se sete ligações semanais, quer à partida de Boston ou de Toronto, via Ponta Delgada, das quais podem igualmente usufruir os passageiros que pretendam viajar da América do Norte para a Ilha da Madeira e vice-versa”, refere ainda a Azores Airlines, na informação divulgada.

Os bilhetes para estes voos já se encontram disponíveis para aquisição, através do Contact Center, website, balcões e lojas de vendas da SATA, assim como pelas agências de viagens.

 

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Guerin lança nova campanha publicitária que promete alugueres mais rápidos no verão

A nova campanha da Guerin vai ser exibida ao longo de todo o verão e foca-se nos mais de 40 KIOSK’s digitais que a empresa tem vindo a instalar em todo o país e que permitem alugueres mais rápidos. Em vigor está também uma redução que pode chegar aos 20%.

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A Guerin lançou uma nova campanha publicitária para o verão, sob mote “Conte 9 minutos para arrancar para as férias” e que desafia os clientes a testarem o avançado serviço inteiramente digital de aluguer de veículos da empresa de rent-a-car.

Mais rápido, mais eficiente e mais sustentável, o serviço digital de aluguer de veículos da Guerin “promete um processo simples de apenas 9 minutos desde a chegada a uma estação Guerin, até ao levantamento do veículo”.

A nova campanha da Guerin vai ser exibida ao longo de todo o verão e foca-se nos mais de 40 KIOSK’s que a empresa de rent-a-car tem vindo a implementar e que permitem reduzir “drasticamente os tempos de espera e as filas, principalmente nos aeroportos”.

“Com a Guerin, o processo é rápido e fácil, permitindo que os nossos clientes aproveitem melhor o seu tempo de férias”, afirma Delfina Acácio, diretora-geral da Guerin, citada num comunicado enviado à imprensa.

Além de evidenciar a rapidez deste sistema, a campanha de Guerin inclui ainda a oferta de 15% de desconto direto para reservas no website até dia 31 de julho (com levantamento até 30 de setembro) e mais 5% de desconto extra para alugueres de dois ou mais dias.

Recorde-se que a Guerin conta atualmente com mais de 40 KIOSK’S digitais, incluindo 10 no Aeroporto de Lisboa, sete no Aeroporto de Faro, seis no Aeroporto Porto, dois na Estação da zona industrial do porto, três na Estação Prior Velho, cinco no Aeroporto do Funchal, seis no Aeroporto Ponta Delgada, seis na Estação de Gaia e mais um na Estação de Coimbra.

 

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Funchal-Amesterdão é uma das novidades da easyJet para o próximo inverno

A nova rota da easyJet entre o Funchal e Amesterdão arranca a 5 de novembro de 2024 e vai contar com dois voos por semana, ao longo de todo o ano.

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A easyJet anunciou que, no próximo inverno, vai abrir 60 novas rotas, incluindo a ligação Funchal-Amesterdão, nova rota que abre a 5 de novembro e que é a principal novidades para o inverno da companhia aérea em Portugal.

“O grande destaque a partir de Portugal vai para a nova rota entre o Funchal e Amesterdão, que levantará voo no dia 5 de novembro de 2024, pela primeira vez”, destaca a companhia aérea, revelando que esta operação vai contar com dois voos por semana e vai manter-se ao longo de todo o ano.

Segundo José Lopes, diretor-geral da easyJet Portugal, esta nova rota vai contribuir para “diversificar a oferta de destinos para os madeirenses”, ao mesmo tempo que facilita também “a entrada na ilha a turistas de outros pontos da Europa”.

“A easyJet mantém assim o seu compromisso em continuar a impulsionar e conectar o arquipélago da Madeira com o resto da Europa. É algo que é muito importante para nós e continuaremos a fazer os possíveis para, no futuro, adicionarmos mais rotas às que já estão disponíveis, uma vez que queremos que os nossos clientes tenham acesso a uma oferta cada mais vez diversificada”, acrescenta o responsável.

As reservas para a nova rota Funchal-Amesterdão já se encontram a decorrer, sendo que, além destes voos, a easyJet vai disponibilizar outras 12 rotas internacionais com saída da capital madeirense.

Além desta novidade, a easyJet vai operar outras 59 novas rotas no próximo inverno, naquele que é o maior lote de novas rotas anunciado pela companhia aérea para a temporada de inverno.

Entre as novidades, a companhia aérea destaca ainda o alargamento da sua rede a três novos aeroportos e a um novo país, concretamente Oslo e Tromsø, na Noruega, e Estrasburgo, em França.

 

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Pipadouro com várias propostas de viagens vintage de luxo no Douro este verão

Propulsora do inovador conceito de Vintage Wine Travel – turismo fluvial de luxo no Douro, a Pipadouro acaba de lançar várias propostas para o verão de 2024. Os dois iates clássicos da empresa receberam 1.455 passageiros ao longo de 2023, uma subida de 18% em relação ao ano anterior e um recorde de ocupação na história da operadora, fundada em 2007.

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A partir de um cais privado no Pinhão, onde ancora as embarcações, a Pipadouro destaca-se pela aposta em programas baseados no conceito tailor-made, ao gosto e medida de cada cliente. Desenvolve, igualmente, outras propostas diferenciadas que permitem explorar a mais antiga Região Demarcada e Regulamentada do Mundo, datada de 1756, a partir do Douro, o único rio ibérico com um sistema de eclusagem que permite a sua navegabilidade em cerca de 200 quilómetros, desde o Porto até Barca D’Alva.

Apresentando-se como uma opção completa para o turista que pretende ter uma experiência inesquecível no Douro Valley, num curto espaço de tempo, o programa “Um dia no Douro” tem sido o mais procurado pelos clientes ao longo dos últimos meses.

O programa consiste numa viagem de duas horas a bordo do Friendship I, ou do Pipadouro II, seguida de visita e almoço harmonizado a uma das três quintas emblemáticas à escolha: a Quinta do Crasto, a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo e a Quinta de Ventozelo. Após o almoço e a visita, os clientes regressam ao Pinhão nos Gentleman’s Vintage Boats da empresa.

O passeio exclusivo tem a duração de seis horas (entre as 11h00 e as 17h00) e um valor que começa nos 1.100 euros para um grupo máximo de 12 pessoas a bordo do Friendship I e nos 750 euros para um grupo máximo de oito pessoas a bordo do Pipadouro II.

A empresa apresenta igualmente propostas exclusivas de Almoço Vintage, Bed & Breakfast, Douro Superior, Fim de Tarde, Jantar de Charme, Vintage Breakfast ou Wine with a View, para além das inúmeras possibilidades dos programas feitos à medida, e de partidas regulares entre o Pinhão e o Tua.

A celebrar 17 anos de atividade, o conceito premium idealizado por Gonçalo Correia dos Santos, sócio fundador e gerente da Pipadouro, tem por base dois barcos que conjugam na perfeição história e modernidade.

A estrela da companhia é o Friendship I, embarcação de 1957 que servia a Marinha inglesa. O Wooden Yacht Classic, com 66 pés de comprimento, foi alvo de um profundo processo de restauro em 2021, conjugando o caráter original e as comodidades exigidas nos tempos modernos. Dispõe de uma suite completa com cama King Size.

Por seu turno, o Pipadouro II, barco classificado de Vintage Boat, com 30 pés de comprimento, data de 1967 e foi construído nos estaleiros de João Brites, em Lisboa, com recurso a desenhos da americana Chris-Craft.

 

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Virgin Atlantic regressa ao Canadá em março de 2025

O regresso dos voos para Toronto enquadra-se na expansão que a companhia aérea de origem britânica está a fazer na América do Norte e é uma das novidades que a Virgin Atlantic está a preparar para assinalar o seu 40.º aniversário.

Publituris

A Virgin Atlantic vai voltar a operar no Canadá depois de mais de uma década de ausência e, no próximo ano, vai voar entre Heathrow, no Reino Unido, e Toronto, numa operação diária que arranca a 30 de março, avança a publicação britânica Travel Weekly.

Segundo a informação divulgada pela Travel Weekly, o regresso dos voos para Toronto enquadra-se na expansão que a companhia aérea de origem britânica está a fazer na América do Norte.

“A nova rota vai conectar dois grandes centros financeiros e oferecer uma melhor conectividade aos passageiros”, afirma um porta-voz da companhia aérea, citado pela publicação britânica.

Apesar de ainda não se saber exatamente qual será o aparelho usado pela Virgin Atlantic para operar esta rota, a Travel Weekly indica que a solução deverá passar pelo uso de vários aparelhos, incluindo o A330-900neo, que foi a mais recente aquisição da frota da companhia aérea.

Coincidindo com o regresso ao Canadá, a Virgin Atlantic alargou também o acordo de codeshare que mantinha com a WestJet desde outubro e que abrange os voos da transportadora canadiana desde Ottawa e Winnipeg.

Recorde-se que a Virgin Atlantic não voava para o Canadá desde 2014, ano em que a companhia aérea encerrou os voos que tinha para Vancouver, que operaram apenas durante dois anos.

O regresso ao Canadá é uma das novidades que a Virgin Atlantic está a preparar para assinalar o seu 40.º aniversário, que se comemora ainda em 2024.

 

 

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Azul abre nova rota doméstica bidiária entre Campinas e Jacarepaguá

A nova rota é operada pela Azul Conecta, a companhia aérea regional da Azul, e passa a ligar o hub da companhia aérea em Campinas, na zona noroeste de São Paulo, ao Aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, numa operação com dois voos por dia.

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A Azul inaugurou no sábado, 8 de junho, uma nova rota doméstica que passa a ligar o hub da companhia aérea em Campinas, na zona noroeste de São Paulo, e o Aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, numa operação que conta com dois voos por dia.

Num comunicado enviado à imprensa, a Azul explica que esta rota é realizada pela Azul Conecta, a companhia aérea regional da Azul, em aviões Cessna Grand Caravan, e os bilhetes para os voos já se encontram disponíveis para venda.

Para Vitor Silva, gerente geral de Planeamento e Estratégia da Azul, esta rota destina-se a atender os passageiros que precisa de se deslocar até à Barra da Tijuca, um importante polo de negócios e eventos no Rio de Janeiro, que fica agora acessível de forma mais cómoda e rápida.

“Essa nova rota tem tudo para ser um sucesso. Os nossos estudos mostraram interesse dos clientes e uma nova oportunidade a partir da Zona Oeste do Rio de Janeiro, que fica bastante afastada dos dois principais aeroportos da cidade. Com essa conexão, os clientes terão mais opções e economizarão até uma hora de deslocamento, podendo viajar mais facilmente e com todo o conforto para todos os 160 destinos atendidos atualmente pela companhia”, afirma o responsável.

Estes voos têm partida diária de Jacarepaguá às 06h45 para chegaram a Campinas às 08h30, enquanto em sentido contrário a partida decorre às 15h00 de Campinas e a chegada está prevista para as 16h35 em Jacarepaguá.

Já o segundo voo diário parte de Jacarepaguá às 17h00 e chega a Campinas pelas 18h45, enquanto o regresso tem partida às 19h50, com a chegada a Jacarepaguá pelas 21h25.

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