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Fórum Oceano vai cooperar com a OMT na adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade

O memorando de entendimento, assinado entre o Fórum Oceano de Portugal e a OMT, visa desenvolver um instrumento de financiamento, que combine o apoio à adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade com a integração de modelos de consumo e de produção sustentáveis e com a inovação.

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Fórum Oceano vai cooperar com a OMT na adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade

O memorando de entendimento, assinado entre o Fórum Oceano de Portugal e a OMT, visa desenvolver um instrumento de financiamento, que combine o apoio à adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade com a integração de modelos de consumo e de produção sustentáveis e com a inovação.

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O memorando de entendimento assinado entre o Fórum Oceano (FO) – entidade gestora do cluster do mar português e a Organização Mundial de Turismo (OMT) tem como objetivo reforçar a cooperação entre as duas entidades.

Tendo como base a Declaração de Glasgow sobre a Acão Climática e as quatro principais linhas de ação (medir, descarbonizar, regenerar, financiar), o documento assume, segundo divulga o FO em comunicado, “a ambição de desenvolver um instrumento de financiamento inovador, que combine o apoio à adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade com a integração de modelos de consumo e de produção sustentáveis e com a inovação”.

Nesse sentido, o apoio à conceção e implementação de instrumentos financeiros sustentáveis e de ecossistemas empresariais, de inovação e criativos, que potenciem modelos de negócio, na área do turismo azul, que assumam a centralidade dos critérios ESG, é objetivo central no memorando.

O documento realça, igualmente, a vontade de cooperação das duas entidades em áreas como a promoção de iniciativas e modelos de negócio na economia azul sustentável e a vontade de acelerar a descarbonização do setor do turismo, através da adaptação e de ações de mitigação das emissões e prevê a realização de reuniões regulares entre as partes.

Ruben Eiras, secretário-geral do Fórum Oceano, refere que o “acordo alcançado mostra a relevância da associação entre os atores nacionais e internacionais da economia azul”, salientando, ainda, que “o FO e a OMT comungam do mesmo princípio, ou seja, apostar numa economia azul sustentável, com base na criação de modelos de negócio baseados na inovação, na descarbonização e na circularidade, também na área do turismo azul”.

Refira-se que o Fórum Oceano, responsável pela gestão e dinamização do Cluster do Mar Português, Cluster de Competitividade e Internacionalização reconhecido pelo Governo de Portugal, tem  a seu cargo dois projetos estratégicos do PRR: a criação do modelo de negócio e internacionalização da Rede Hub Azul Portugal; o Pólo de Inovação Digital europeu da Economia Azul, o Portugal Blue Digital Hub. Esta associação é a sede mundial da BlueTech Cluster Alliance.

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Plataforma social e de viagens para 50+ chega a Portugal

Chama-se Freebird Club, um clube social de viagens e de intercâmbio cultural dedicada a pessoas com mais de 50 anos, e já aterrou no mercado português.

Fundada na Irlanda, a plataforma proporciona aos seus membros a oportunidade de viajar, conhecer pessoas novas e desfrutar de experiências sociais enriquecedoras, através de viagens. Com a chegada a Portugal, pretende promover ainda mais a inclusão social e digital dos adultos mais velhos, criando uma comunidade genuína, diversificada e inclusiva.

A história do Freebird Club remonta a 2014, na Irlanda, quando Peter Mangan começou a alugar a sua casa de campo a viajantes de várias partes do mundo, deixando os hóspedes aos cuidados do seu pai reformado, Owen. Com o aumento de visitantes da mesma faixa etária, Owen começou a organizar jantares e noites animadas nos “pubs” locais, passeios turísticos e jogos de golfe. Estes encontros fomentaram amizades internacionais e inspiraram Peter a criar uma plataforma que replicasse estas experiências em larga escala, e assim, nasceu o Freebird Club.

Trata-se de uma comunidade social onde pessoas mais velhas, com espírito jovem, podem conectar-se, planear viagens conjuntas, organizar encontros, reservar estadias em casas de família e participar em eventos sociais e culturais.

Peter Mangan, CEO e fundador do Freebird Club explica que “à medida que as pessoas envelhecem, é frequente sentirem-se mais isoladas, com oportunidades de viagem limitadas ou com restrições financeiras. Muitas gostariam de viajar, mas não têm oportunidade de o fazer, talvez porque não têm alguém com quem ir, ou a confiança necessária para irem sozinhas. Ao prestarmos os nossos serviços a este grupo etário, pretendemos responder a estes desafios e proporcionar um ambiente de apoio onde estes adultos possam explorar o seu lado mais jovem, realizar as suas aspirações de viagem e, mais importante ainda, criar novas amizades e ligações.”

Com o relançamento de uma nova versão da plataforma no verão de 2023, após a pandemia, o “Freebird 2.0” tem demonstrado uma forte adesão inicial e, nesta nova fase, pretende atrair e enriquecer a vida de muitos novos membros em Portugal, proporcionando um espaço onde as pessoas com mais de 50 anos que gostam de viajar podem partilhar histórias e experiências, explorar novos destinos e construir relações, tanto online como pessoalmente, dependendo da sua preferência.

Com o apoio financeiro da Fundação AGEAS, a plataforma espera criar um verdadeiro caso de sucesso em Portugal, oferecendo uma experiência segura, acolhedora e divertida aos “Freebirds” de perto e de longe.

Para se registar, basta aceder o website do Freebird Club, fornecer informações pessoais básicas, incluindo nome, e-mail, e confirmar que tem mais de 50 anos de idade, preencher o perfil pessoal com os interesses e preferências de viagem, seguir os passos para verificar a identidade (o que inclui o carregamento de um documento de identificação com fotografia), pagar uma taxa de adesão nominal, e guardar que o perfil seja revisto e aprovado. Uma vez aprovado, pode ligar-se e interagir com outros membros, partilhar dicas de viagem, organizar encontros e reservar estadias em casas de família.

 

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Barcelona quer reunir líderes das cidades de todo o mundo para discutir turismo urbano

O presidente da Câmara de Barcelona, Jaume Collboni, quer promover, sob os auspícios do Turismo da ONU, um fórum especial para os líderes das cidades de todo o mundo para debater os principais temas relacionados com o turismo urbano e a necessidade de aumentar o envolvimento do setor privado.

Reunindo-se com Zurab Pololikashvili e com o ministro da Indústria e Turismo de Espanha, Jordi Hereu, à margem da 121ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU, o presidente da Câmara, Jaume Collboni, sublinhou a importância do turismo para Barcelona, ao mesmo tempo que delineou planos para gerir o crescimento do setor e potencialmente colocar limites à números de visitantes.

Jaume Collboni também estabeleceu planos para organizar um fórum especial para os líderes das cidades de todo o mundo se reunirem para debater os principais temas relacionados com o turismo urbano e a necessidade de aumentar o envolvimento do sector privado.

Reconhecendo a gestão do turismo urbano como um dos “desafios urgentes” o Turismo da ONU elogiou a liderança de Espanha no avanço do turismo sustentável, e de Barcelona por assumir a dianteira na definição de práticas de turismo urbano responsáveis ​​e inclusivas.

No mesmo encontro, também o ministro Hereu anunciou que o Governo de Espanha apresentará a sua Estratégia 2030 para o Turismo Sustentável na próxima reunião do Conselho Espanhol de Turismo, a realizar-se nas próximas semanas.

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Portugal desce um lugar mas continua a ser um dos países mais pacíficos do mundo

Segundo o Índice Global da Paz 2024, elaborado pelo Instituto de Economia e Paz, Portugal obteve 1.372 pontos e surge em sétimo lugar, num ranking que é liderado pela Islândia.

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Portugal desceu uma posição e é agora o sétimo país mais pacífico do mundo, segundo o Índice Global da Paz 2024, elaborado pelo Instituto de Economia e Paz e divulgado esta terça-feira, 11 de junho.

De acordo com este ranking, Portugal obteve 1.372 pontos, numa lista que é liderada pela Islândia (1.112 pontos), seguindo-se a Irlanda e a Áustria, enquanto no extremo oposto se encontram países como Afeganistão, o Iémen, a Síria, o Sudão do Sul e a República Democrática do Congo.

O ranking tem em conta 23 critérios qualitativos e quantitativos, que se encontram agrupados em três domínios-chave, nomeadamente Conflitos em curso, Segurança e Proteção e Militarização.

Segundo este índice, existem atualmente 56 conflitos a nível global, o maior número desde a II Guerra Mundial, o que coloca o mundo numa encruzilhada, pelo que, acrescenta o Instituto de Economia e Paz, “sem esforços concertados, existe o risco de um recrudescimento de grandes conflitos”.

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FEITUR com programação centrada na atividade turística, gastronomia e música

Animação turística, atividades náuticas, gastronomia, artesanato, convívio, música e animação são os pontos fortes da FEITUR – Feira de Turismo do SW, que tem lugar até ao dia 16 de junho, junto ao estuário do Rio Mira, em Vila Nova de Milfontes.

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A FEITUR aposta na promoção do concelho de Odemira e do Sudoeste Alentejano como destino de eleição para o turismo e para a prática desportiva em plena natureza.

A iniciativa é promovida em parceria entre o município de Odemira, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes, entre outras entidades.

O certame conta com a presença de unidades de alojamento e de empresas de animação turística, restaurantes, exposição de produtos agroalimentares, artesanato local, provas gastronómicas e muita animação.

Os visitantes são convidados a desfrutar do melhor que o concelho de Odemira tem para oferecer, com atividades gratuitas que irão permitir o contacto com diversas modalidades, como mergulho, stand up paddle, surf ou passeios de barco no rio Mira, canoagem ou andebol de praia. Um dos pontos altos da FEITUR é a componente gastronómica que estará em destaque no espaço showcooking.

 

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Lufthansa City Center leva 250 operadores e agentes de viagens a Braga e Guimarães

O evento da Lufthansa City Center decorre até sábado, 15 de junho, em Braga e Guimarães, e inclui reuniões de negócio, workshops e conferências dedicadas aos temas da inovação e tecnologia.

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A Lufthansa City Center está a promover, até ao próximo sábado, 15 de junho, um encontro que levou até ao Minho mais de 250 operadores turísticos e agentes de viagens de todo o mundo e que vai contar com reuniões de negócio, workshops e conferências dedicadas aos temas da inovação e tecnologia, a decorrer em Braga e em Guimarães.

Para Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, este tipo de evento permite “estabelecer relações duradouras com operadores turísticos e agentes de viagens influentes e selecionados, beneficiando a economia local e o reconhecimento global destas cidades”.

“Esta captação insere-se na estratégia de desenvolvimento do turismo de negócios, que passa pelo estabelecimento de parcerias estratégicas e por uma consistente ação de marketing e promoção, assente em práticas inovadoras e sustentáveis, cruciais para o posicionamento das cidades de Braga e Guimarães como excelentes destinos turísticos, mas também destinos com toda a oferta especializada e infraestruturas de topo para a realização de eventos internacionais”, acrescenta o responsável.

Segundo o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a captação deste evento, considerado fundamental para afirmar esta região no turismo de negócios, foi realizada em conjunto com a agência Clube Viajar, membro da LCC em Portugal, e conta com o apoio do Turismo de Portugal e dos municípios de Braga e Guimarães.

Além das reuniões de negócio, workshops e conferências, o programa da iniciativa inclui ainda uma visita guiada pelo Centro Histórico de Braga e um concerto na Basílica do Bom Jesus, assim como um jantar a realizar na Colunata de Eventos, com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, que vai apresentar a visão e a estratégia de posicionamento de Braga para o setor turístico.

“Braga, com sua arquitetura única, com a sua herança religiosa e com a sua gastronomia, continua a cativar viajantes de todo o mundo. A cidade está comprometida em proporcionar experiências enriquecedoras e inesquecíveis, mantendo-se como um destino turístico de excelência”, refere o autarca.

Recorde-se que, no último ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), Braga e Guimarães apresentaram “uma subida muito acentuada” no número de eventos internacionais, a par do Porto e de Matosinhos, tendo Braga subido mesmo 117 lugares neste ranking.

A Lufthansa City Center é a rede de agências de viagens do Grupo Lufthansa, sendo considerada a maior rede mundial independente do setor, com 500 escritórios espalhados por 90 países.

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Aldeias Históricas de Portugal certificadas pelas boas práticas de eficiência hídrica

As Aldeias Históricas de Portugal foram distinguidas com o certificado AQUA+, um referencial de classificação e promoção da eficiência hídrica em edifícios, desenvolvido pela ADENE – Agência para a Energia.

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As Aldeias Históricas de Portugal foram distinguidas com o certificado AQUA+, um referencial de classificação e promoção da eficiência hídrica em edifícios, desenvolvido pela ADENE – Agência para a Energia.

Num comunicado enviado à imprensa, as Aldeias Históricas de Portugal congratulam-se com a distinção, que vem atestar as “boas práticas de eficiência hídrica” deste destino, que pretende ser o primeiro a nível nacional neutro em carbono.

“A Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico (AHP-ADT) acaba de tornar-se a primeira entidade a ter edifícios classificados com os três referenciais de avaliação e classificação da eficiência hídrica de edifícios AQUA+ – AQUA+ Residencial, AQUA+ Comércio & Serviços-Hotéis e AQUA+ Comércio & Serviços-Escritórios –, posicionando-se assim na vanguarda da eficiência hídrica em Portugal”, lê-se num comunicado divulgado esta quarta-feira, 12 de junho.

O AQUA+ é um referencial de classificação e promoção da eficiência hídrica em edifícios, desenvolvido pela ADENE – Agência para a Energia, em colaboração com entidades do sistema científico e tecnológico nacional e que visa a avaliação e classificação, numa escala de F a A+, do desempenho dos edifícios nos seus diversos usos de água e a identificação de oportunidades de melhoria da eficiência hídrica e da eficiência energética no âmbito do nexus água-energia.

“Em parceria com a ADENE, as Aldeias Históricas de Portugal procederam a uma experiência em três tipologias distintas de edificado, resultando deste processo uma análise cuidada dos pontos ótimos e a melhorar, observando-se a sua importância enquanto mecanismo de poupança económica e de um recurso cada vez mais escasso – a água. Reconhecida a mais-valia, o objetivo é avançar para a replicação”, acrescentam as Aldeias Históricas de Portugal.

O AQUA+ Residencial foi atribuído a uma moradia unifamiliar em Almeida, distrito da Guarda, enquanto a certificação AQUA+ Comércio & Serviços – Hotéis foi para o empreendimento turístico do INATEL de Linhares da Beira Hotel Rural, tendo o edifício da Câmara Municipal de Almeida sido um dos edifícios-piloto de calibração da metodologia AQUA+ Comércio & Serviços – Escritórios.

“Este é, sem dúvida, um passo marcante rumo à neutralidade carbónica. Em linha com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e com o Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), a Rede Aldeias Históricas de Portugal pretende tornar-se a primeira Rede, a nível europeu, a beneficiar de um estatuto de eficiente nos domínios hídrico e energético, assente na visão estratégica: “Aldeias Históricas de Portugal: uma rede urbana sustentável e pioneira no seu contributo para o crescimento verde dos territórios de baixa densidade””, referem ainda as Aldeias Históricas de Portugal.

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“Gestão de Itinerários Turísticos” lançada em livro

As docentes universitárias e investigadoras Patrícia Reis e Alexandra Lavaredas, acabam de lançar o livro “Gestão de Itinerários Turísticos”, uma obra destinada a profissionais, estudantes e professores do setor turístico. Está disponível nas principais livrarias e plataformas de venda online.

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Publicado pela Editora LIDEL – Pactor, o livro promete revolucionar a forma como os itinerários turísticos são planeados e geridos, através de práticas sustentáveis.

Com um enfoque abrangente e prático, a obra guia os leitores através do processo completo de planeamento, construção, comercialização, realização e avaliação de itinerários turísticos, que assumem um papel de destaque na organização da oferta turística e no desenvolvimento sustentável dos destinos.

Esta obra assume-se como um guia abrangente e prático para quem estuda ou trabalha no setor do turismo e pretende aprofundar os conhecimentos ao nível do planeamento, construção, comercialização, realização e avaliação de itinerários turísticos.

Pelo seu caráter prático, ilustrado com vários exemplos de sucesso a nível nacional e um capítulo dedicado à metodologia de elaboração de itinerários turísticos, esta obra procura demonstrar que estes são produtos fundamentais para o desenvolvimento da atividade turística, podendo afirmar-se como um elemento estruturante e um fator diferenciador de destinos turísticos inteligentes.

Patrícia Reis é uma das autoras do livro. Doutorada em Turismo, especialista em Turismo e Lazer é professora adjunta do Instituto Superior de Gestão e Administração (ISLA) – Santarém e do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e formadora profissional certificada na área do Turismo. Membro da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOPP) da Universidade de Aveiro e do Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo (CiTUR) do IPL, é investigadora na área do turismo e lazer e autora e coautora de vários artigos e publicações científicas.

A outra autora é Alexandra Lavaredas. É doutorada em Relações Interculturais, especialista em Turismo e Lazer e pós-graduada em Tourguiding, Património Cultural e Línguas. Além de exercer funções ligadas à docência e investigação no ensino superior, desenvolve a atividade de guia-intérprete e correio de turismo, em Portugal e no estrangeiro. É representante nacional de operadores turísticos estrangeiros, com os quais colabora no desenvolvimento de itinerários e gestão de grupos no terreno.

 

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Foto: Frame It

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“Quem vem ao Alentejo vem à procura de qualidade”

Anunciada que foi como “Região de Turismo Convidada” da BTL 2025, recordamos a entrevista a José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.

Victor Jorge

Tomou posse a 19 de julho de 2023, depois da lista [única] que encabeçou ter ganho com o lema “Nova Ambição para o Turismo do Alentejo e Ribatejo”, admitindo na altura que um dos primeiros objetivos passava por “manter a atractividade do destino turístico”.

No início do ano soube-se que o Alentejo fora a região que, em 2023, mais cresceu na procura interna, com os números do INE a indicar um crescimento de 7,8%, enquanto a média nacional se ficou pelos 2,1%.

Antes da temporada de verão, o Publituris esteve à conversa com José Santos, presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, para saber o que vai ser feito para aumentar este registo. A resposta foi: “Consolidar o Alentejo e ter mais promoção do Ribatejo”.

No plano político, no entanto, pede “um Estado mais inteligente”.

Está há menos de um ano à frente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. Como é que caracterizaria estes primeiros meses de presidência?
Eu caracterizaria a mesma em três dimensões. A primeira recuperar um espaço de influência institucional da ERT que estava perdido naquilo que são as opções de desenvolvimento na região. Quando digo influência institucional, não é uma influência no sentido corporativo da entidade, no sentido menos positivo, é influência no e do turismo na definição de políticas, na presença em alguns órgãos de acompanhamento, que têm depois impacto em decisões que afetam o turismo.

Por exemplo, o Turismo do Alentejo não estava no Conselho Regional de Inovação, que é uma plataforma que tem importância na definição das políticas de inovação e dos fundos europeus, com impacto no turismo.

Mas não tinha porquê?
Não tinha porque não foi convidado. Mas estava o Turismo de Portugal. Passamos a vida a falar em descentralização, temos de aplicar o princípio da subsidiariedade. E dissemos, temos de estar no Conselho Regional de Inovação. E a CCDR convidou-nos e estamos. O Ribatejo também beneficiará dessa dinâmica.

Outro exemplo, há hoje um novo fundo da União Europeia, que é o Fundo da Transição Justa, que tem uma aplicação nos territórios que estão em processos de substituição de centrais termoelétricas, como é o caso, por exemplo, do Alentejo Litoral.

E no caso do Litoral do Alentejo, na Refinaria de Sines, há um fundo que, aliás, tem avisos específicos para os sistemas de incentivos para as Pequenas e Médias Empresas para a área do turismo, e foi criado um observatório para monitorizar esse processo de transição. Sendo esse fundo muito dirigido ao turismo, porque muita daquela transição será para um reforço da dinâmica turística, como é que o turismo não estava lá? Bem, dissemos, temos de estar, e hoje estamos, inclusive na Comissão Permanente desse observatório.

ERT mais interventiva
Portanto, a representatividade da ERT agora é diferente?
É. Mas dou-lhe outro exemplo. Estações Náuticas, ao nível do produto turístico. O Turismo Portugal pedia-nos relatórios sobre a governança deste produto e não tínhamos, porque estávamos afastados da gestão das Estações Náuticas. Hoje estamos já no centro do processo de desenvolvimento desse produto. Portanto, foi preciso investir muito tempo e fazer ver que o turismo não podia estar afastado desses processos. Portanto, primeira dimensão, recuperação e influência institucional.

Num segundo ponto, tivemos de abrir um novo ciclo de planeamento. Ainda que o quadro comunitário esteja com um arranque muito tímido, tivemos de nos posicionar e abrir novas frentes de trabalho. Hoje temos, por exemplo, 3,3 milhões de euros de candidaturas apresentadas. Só temos 20% de aprovações, o que é normal, mas já temos uma mobilização de fundos europeus e nacionais que estão agora a ser analisadas, até porque muitas delas são candidaturas ainda ao nível de pré-qualificação de estratégias.

Portanto, nestes oito meses foi necessário fazer aqui uma maratona para poder apresentar muitos projetos e alguns deles em rede, ou seja, candidaturas que nós coordenamos. Coordenamos com a Região do Turismo do Algarve, com câmaras municipais, com a Agência Regional de Promoção Turística, e em que nós assumimos a gestão e a liderança dessas candidaturas.

Há uma relação muito afetuosa entre os portugueses e o Alentejo, que se tem vindo a construir e a reforçar nos últimos 10 anos

Como é que se concilia o Alentejo com o Ribatejo, porque queiramos quer não, são territórios distintos?
Sem dúvida. De facto, não é um desafio fácil porque, como diz e bem, estamos a falar de territórios diferentes e também diferentes do ponto de vista do processo de afirmação e desenvolvimento turístico.

Na Lezíria do Tejo temos três hotéis de quatro estrelas. Temos 230 mil dormidas por ano. É 7% do total da NUT. Sendo que agora há um outro complicador, desde o 1 de janeiro que a Lezíria do Tejo já está numa nova NUT – Oeste e Vale do Tejo. Hoje gerimos uma área promocional Alentejo e Lezíria do Tejo, mas a NUT, administrativamente, só tem o Alentejo.

O princípio, de certa forma, vinha a ser trilhado já anteriormente, mas o que consolidámos é dizer claramente que são dois territórios diferentes, dois destinos diferentes, por isso há que autonomizar o marketing turístico do Ribatejo. Posso ter, conjunturalmente, algumas iniciativas transversais, e temos-las, mas a comunicação e o marketing têm de ser diferentes. Isso implica que tenho dois orçamentos: um para o Alentejo e outro para o Ribatejo. E não aplico proporcionalmente ao Ribatejo o valor de investimento para projetos e campanhas pelo seu peso, porque senão só aplicaria 7%, e aplico muito mais, porque obviamente estamos a falar de um território que precisa de ser mais apoiado. O Ribatejo estará como o Alentejo estava há 20 anos.

Alentejo para dentro e fora
Relativamente ao Alentejo, segundo os dados do INE, a região foi a que, em 2023, mais cresceu na procura interna. Os números indicam um crescimento de 7,8%, enquanto a média nacional se ficou pelos 2,1%. A que se deve esta performance do Alentejo?
Diria que há uma relação muito afetuosa entre os portugueses e o Alentejo, que se tem vindo a construir e a reforçar nos últimos 10 anos, em que, de facto, e talvez isso tenha sido ainda acelerado depois da pandemia, os portugueses olham muito para o Alentejo como um destino que é quase como um regresso às suas próprias raízes.

É uma região onde se consegue repensar aquilo que é a vida, definir os objetivos e os sonhos para o futuro, uma ligação à natureza. E aquilo que o marketing turístico do Alentejo tem de fazer é pôr esses valores em evidência. Diríamos que é amplificar essa perceção que os portugueses têm em termos da proposta de valor do destino.

Às vezes os hoteleiros dizem-nos, e com razão, não compliquem muito o marketing, porque o Alentejo tem uma imagem tão forte, tão consolidada, que aquilo que têm de fazer é apenas afirmá-la. Os portugueses sabem que existe um destino que é o Alentejo. Não têm de estar sempre a dizer que ele existe. De vez em quando, convém relembrar e afirmar.

A segunda razão é, obviamente, o trabalho, a melhoria da nossa oferta. A oferta turística tem crescido, tem-se qualificado. Desejaria que tivesse acelerado mais em alguns aspetos, por exemplo, naquilo que é o segmento Plus de 5 estrelas, em que nós, em 12 anos, passámos apenas de 4 unidades de 5 estrelas para 7, mas globalmente, hoje há um predomínio dos hotéis de 4 estrelas, alojamentos temáticos.

Mas acredita que quem vem para o Alentejo vem à procura dessas unidades de 5 estrelas, ou vem mais à procura daqueles espaços mais autênticos, mais genuínos?
Quem vem ao Alentejo vem à procura de qualidade. E posso encontrar a qualidade nos vários segmentos. Preciso é qualificar mais a oferta turística, é preciso reforçar mais a categoria Plus, ainda que saibamos hoje que encontramos em alguns turismos rurais ou em alojamentos locais, unidades que funcionam quase como hotel e que têm um nível de serviço de 5 estrelas ou superior.

Contudo, temos de, obviamente, garantir que, ao longo de toda a cadeia de oferta, há mais propostas diversificadas e temáticas. E a região tem conseguido isso. E também é com muita satisfação que eu vejo a entrada de novos players, alguns deles até nacionais. Para além de toda a nossa hotelaria independente, é bom ganharmos aqui algum músculo empresarial e escala. A renovação e a requalificação da nossa oferta têm sido também importantes para atrair novos públicos nacionais e internacionais. Isso ajudou aos 7,8% de crescimento, mas também temos crescido 18% na procura internacional e temos conseguido recuperar o número de hóspedes. Tivemos mais de 0,9% de hóspedes estrangeiros em 2023, comparado com 2019.

Mas os números do INE também indicam que estes primeiros meses de 2024 estão um pouco abaixo do que foi 2023. Isto, de alguma forma, confirma aquele velho problema da sazonalidade de certas e determinadas regiões?
Sim, ainda que estejamos a melhorar nesse indicador. A taxa de sazonalidade do Alentejo em 2023 foi de 38%, tinha sido, em 2022, de 40%. É verdade que ainda estamos um pouco distantes da média nacional, e se olharmos para destinos como o Centro ou o Norte, que têm taxa de sazonalidade na casa dos 36% e 35%, esse é um dos nossos objetivos. Isso implica termos mais turistas internacionais, porque, obviamente, a sazonalidade é muito afetada.

A procura de portugueses vale mais de dois terços no total da procura. Até tivemos uma ligeira redução do peso dos hóspedes. Os hóspedes estrangeiros, em 2023, representaram cerca de 32,5%. Temos um objetivo para 2027, de chegar aos 40%. É fundamental aumentarmos o índice de internalização do destino. Penso que esta redução da sazonalidade, de 40% para 38%, tem muito a ver com o aumento do mercado norte-americano. Ainda que seja um mercado que se concentra, também, mais na zona do litoral, que se estende muito ao longo do ano, mas o mercado norte-americano já foi, em 2023, o segundo mercado do Alentejo.

Penso que a Agenda do Turismo do Interior, à qual nos associámos através da nossa campanha, também criou um pouco este laço junto do público português.

A renovação e a requalificação da nossa oferta têm sido também importantes para atrair novos públicos nacionais e internacionais

Mas isso passa por ter mais eventos ou ter mais oferta? Mais oferta pode descaracterizar um pouco o destino?
Sim. Mais oferta alinhada com aquilo que é, como nós sabemos hoje, e acho que os empresários turísticos já perceberam isso, até ao nível dos próprios apoios. Não me refiro só aos apoios dos fundos, das políticas públicas, dos apoios da banca comercial. Há cada vez menos predisposição para emprestar dinheiro a projetos que não são sustentáveis, que não são responsáveis ambientalmente. Portanto, creio que o Alentejo Litoral tem muitos projetos que já foram aprovados há 10 ou 12 anos e que estão agora na sua fase de implementação.

Mas é preciso mais oferta, mais oferta ao longo do ano, mas também oferta ao nível de atividades e nós podemos ter, num prazo de 3 a 5 anos, um bom destino de golfe no Alentejo Litoral.

Mas falou que os EUA se tornaram o segundo mercado externo. Qual é o primeiro?
O primeiro é o mercado espanhol. Nós tivemos 99 mil hóspedes espanhóis nos nossos alojamentos turísticos, em 2023, em mais de 200 mil dormidas. Portanto, o mercado espanhol tem-se consolidado.

Já não é, como dizem os nossos colegas da Agência Regional de Promoção Turística, necessário explicar onde é que é o Alentejo, mas ainda há muito trabalho para fazer.

A Espanha é muito grande, a Agência tem, obviamente, também os seus meios limitados, mas vamos ter um plano de promoção, que foi preparado com a delegação do Turismo de Portugal em Madrid, só para aqueles territórios, porque temos a noção que ainda há muito potencial de clientes para o Alentejo.

Em 2025, vamos ter uma linha ferroviária que vai ligar, não só um comboio de mercadorias, mas um comboio de passageiros, Sines, Évora, Caia, Madrid. Há poucos meses, estava numa reunião com operadores marítimo turísticos, em Porto Covo, e um desses operadores dizia-me que tem clientes em Badajoz que são fiéis ao destino de Porto Covo, e que a partir da entrada em operação do comboio, virão mais vezes durante o ano ao Alentejo. Portanto, é uma oportunidade à qual nós temos de estar atentos.

Portanto, não é só a conectividade aérea, também é a ferroviária?
Esquecemo-nos dos comboios. O transporte ferroviário foi algo que desapareceu do nosso mindset, mesmo para o turismo. Hoje temos algumas franjas de mercado que olham para o comboio como um meio mais interessante devido às questões da sustentabilidade, principalmente nas gerações mais jovens.

Mas, falou dos mercados externos relativamente ao Alentejo. A região do Ribatejo é muito diferente das nacionalidades internacionais visitantes?
Não é muito diferente. O mercado espanhol é também um mercado prioritário. Ainda não temos os dados por mercado ou por nacionalidade de 2023, mas aquilo que sabemos do histórico é que existe um domínio do mercado espanhol. Há mais brasileiros do que norte-americanos que terá a ver com o facto de Pedro Álvares Cabral estar sepultado numa igreja em Santarém, recurso esse que não está suficientemente trabalhado e capitalizado e vamos procurar fazê-lo.

Portanto, a nossa ideia é ter mais promoção do Ribatejo na promoção do Alentejo.

Há muitos clientes do Ribatejo que vêm da Extremadura espanhola e, por isso, vamos ter uma promoção mais agressiva. Vamos ter parcerias com alguns periódicos da Extremadura para termos semanalmente cadernos/suplemento com a restauração do Alentejo, mas também vamos ter um suplemento para o Ribatejo.

No início de março, a ERT do Alentejo e Ribatejo lançou o portal Alentejo e Ribatejo Outdoor, com um calendário anual de eventos bastante preenchida. É através destas iniciativas que pretendem captar mais visitantes?
Há um desafio que é como transformar produto turístico potencial em produto turístico real, ou produto turístico territorial em produto turístico comercial. Nós temos desenvolvido muito trabalho na ERT, construindo infraestruturas como a rede de centros de cycling, que está no portal, uma rede de percursos pedestres, uma rede de áreas de serviço para autocaravanas, os Caminhos de Santiago, os Caminhos da Raia, para criar uma linha de descoberta do Alentejo junto à fronteira. Este ano vamos também dinamizar a Via Atlântico, uma ramificação dos Caminhos de Santiago até Porto Covo.

Criamos estas infraestruturas de produto, mas depois não conseguimos atrair negócio, não conseguimos atrair programas, DMC, operadores.

Falta a parte comercial?
Exatamente. E isso é muito importante para esbater a taxa de sazonalidade. No Alentejo tudo é muito longe e o próprio turismo, é um turismo às vezes de baixa densidade, não é fácil estabelecer laços comerciais entre a hotelaria e a animação.

Estamos muito apostados, e aliás, estamos já, em termos exploratórios, a trabalhar com a APAVT, no sentido de definimos um protocolo entre entidades de Enoturismo e a APAVT para trabalhar isso.

Hoje temos algumas franjas de mercado que olham para o comboio como um meio mais interessante devido às questões da sustentabilidade, principalmente nas gerações mais jovens

Um perdurar “cativante”
Quando foi apresentado o Relatório de Atividades da Região do Alentejo e Ribatejo admitia que “não obstante as dificuldades que nos têm sido colocadas, como as cativações decretadas este ano às verbas de investimento do nosso orçamento”, situação que dizia “não poder aceitar”, assinalava “continuarem firmes e empenhados no cumprimento da nossa missão e programa de ação”. As cativações perduram. O que é que elas impossibilitam de ser feito?
Começo por dizer que as cativações são uma ferramenta enraizada no processo orçamental português há muitos anos. Há governos que utilizam mais e outros menos. É, de certa forma, estrutural. E basicamente são um pouco cegas. Têm uma grande vantagem, é que não atingem os fundos europeus. Os fundos europeus são da Europa, não são do país.

Mas as cativações são um pouco cegas e atingem quer aquilo que é o nosso funcionamento, quer os nossos investimentos, investimentos esses financiados pelo Orçamento de Estado e receitas do Turismo de Portugal.

Percebo a utilidade da ferramenta das cativações para o funcionamento ao nível da despesa corrente. Agora para investimentos?

O Estado português tem de ser mais inteligente, mais racional. Isto não tem nada a ver com falta de escrutínio ou não conduzir bem a execução financeira ou orçamental de uma organização pública. Nós reportamos a nossa gestão orçamental ao Tribunal de Contas, Turismo de Portugal, Direção-Geral do Orçamento, Unileo. O que não posso aceitar é, eu ainda não ter contratualizado com o Turismo de Portugal um projeto que me iria dar 619 mil euros e ter 45% desse projeto cativo, que são investimentos, não é despesa corrente.

Portanto, creio e tenho sempre a esperança de estes processos orçamentais serem melhorados, aprimorados, flexibilizados, pelo menos para aquilo que são transferências de investimentos em promoção e animação de projetos contratualizados com o Turismo de Portugal, que as cativações não incidam nesses projetos. Senão, não somos um Estado inteligente.

Há uma posição concertada dos presidentes das ERT em relação a esta matéria?
Sim, creio que sim. O bolo orçamental afeto às ERT, os 16,5 milhões, já é o mesmo há alguns anos, alguns dos meus colegas entendem que esse valor deve ser reforçado, e eu admito que sim, mas eu coloco muito o ênfase na questão dos cativos. Se tiver a certeza que no dia 1 de janeiro vou gastar as verbas que estão no Orçamento de Estado aprovado para investimentos, isso dá uma estabilidade enorme, em termos de planeamento daquilo que pode ser o meu trabalho.

Agora, estamos em abril e ainda não sei exatamente com que dinheiro é que vou contar em termos do meu orçamento. Flexibilização nas autorizações prévias.

Utilizando aqui um termo muito conhecido, um Simplex para o turismo.
Sim, um Simplex inteligente. Senão, todas estas palavras que utilizamos, a inteligência, a subsidiariedade, a descentralização, a flexibilidade são palavras vãs.

No início do ano referia que faltava concretizar o arranque do novo PT 2030.
É verdade. Essa é outra pecha que está também em falta. É verdade que as transições dos quadros comunitários são sempre lentas. Mas creio que este está um pouco mais atrasado. Admito que o PRR colocou ainda mais pressão nas estruturas organizacionais dos serviços públicos, dos ministérios, não é fácil. Ainda assim, temos de ser objetivos.

Há um desafio que é como transformar produto turístico potencial em produto turístico real, ou produto turístico territorial em produto turístico comercial

Quando o Publituris fez um balanço de 2023 e pediu uma análise sobre o que poderia vir a ser 2024, indicava ou pedia que o turismo continuasse a ser uma prioridade política, económica do país. Olhando para o atual panorama, acredita que essa importância será dada?
Acredito sim. Repare, costumo dizer que, se noutras áreas do desenvolvimento económico e social do nosso país, como é a educação, a saúde, tivéssemos sido tão consistentes como temos sido no turismo, sem grandes alterações das políticas, teríamos um país diferente, para melhor.

Creio que, relativamente à política direta do turismo, essa prioridade se vai manter, até porque, a dependência do país do turismo é tão grande que os governantes não têm grandes opções e alternativas.

Aeroporto: Beja, Vendas Novas, Santarém
Como é que um presidente de uma ERT, que tem o Alentejo e o Ribatejo, havendo as hipótese de Beja e Santarém, jogou neste tabuleiro?
Joguei muito bem, joguei de uma forma muito discreta. Sabe que estava a aguardar pelo relatório da Comissão Técnica Independente, que clarificasse aquilo que era claro para mim, que obviamente o aeroporto de Beja nunca poderia ser o aeroporto que iria agora completar ou fechar o sistema aeroportuário nacional, pela questão da distância das acessibilidades. Sou muito pragmático nas minhas análises. O que não quer dizer que o aeroporto de Beja não possa ter um papel no turismo da região.

E é por isso que agora represento o Turismo do Alentejo no Conselho Consultivo do Aeroporto de Beja. Vamos realizar um pequeno estudo, com a gestão do aeroporto (VINCI). O aeroporto de Beja pode estar muito distante, mas pode e deve ser muito importante no segmento da aviação executiva.

Faz sentido olharmos para o aeroporto de Beja, porque só um destino pouco inteligente é que não olha para aquela infraestrutura e tenta perceber como é que pode ajudar no processo de aumentar visitas para a região.

Aproximamos da época de verão e um dos grandes problemas que o setor do turismo tem atravessado prende-se com os recursos humanos. Como dar a volta a esta dificuldade?
Creio que hoje o problema já não se coloca de uma forma tão aguda como se colocava imediatamente a seguir à pandemia. E, fundamentalmente, porque algumas medidas foram tomadas em termos de liberalização da imigração.

Coorganizámos, no dia 20 de fevereiro, em Évora, a primeira Bolsa de Empregabilidade do Turismo do Alentejo, e houve contactos muito estruturantes, muito interessante com as empresas. E percebemos que certos grupos hoteleiros já não estiveram lá, porque têm os seus problemas de recrutamento para o verão já resolvidos.

Claro que a importância da mão de obra estrangeira tem sido muito relevante. Diria que o problema já não é tão agudo.

Queremos realizar uma Bolsa de Empregabilidade específica para o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma parceria que vamos propor ao Alto Comissariado para as Migrações para tentar integrar melhor os migrantes naquilo que são as estruturas turísticas e queremos desenvolver um programa de atração do talento para o Alentejo.

O aeroporto de Beja pode estar muito distante, mas pode e deve ser muito importante no segmento da aviação executiva

No Alentejo e Ribatejo há segmentos turísticos que está a destacar-se: o Enoturismo e o Turismo Industrial. Há novas abordagens a serem feitas?
A Comissão de Turismo Industrial, aliás, é uma excelente iniciativa do Turismo Portugal, e criou uma rede nacional que tem constituído uma boa plataforma para a troca de experiências e de boas práticas dentro dos vários territórios.

Tenho falado com alguns operadores turísticos e DMC, e a operação turística vê esta oferta do Turismo Industrial como algo interessante para enriquecer e diversificar alguns programas que têm.

No caso do Enoturismo, se não fosse este universo do vinho, não conseguiria levar aquelas zonas de baixa densidade turistas australianos, neozelandeses ou norte-americanos.

Há 25 ou 20 anos, o peso da componente de visitação turística nas adegas era inócuo, zero. Hoje começa a ter um peso e o Enoturismo é, talvez, a grande porta de entrada de turistas internacionais na região. E tem um potencial de crescimento muito significativo.

Não é por acaso que apresentámos uma grande candidatura, um valor de investimento público e privado superior a 40 milhões de euros, aos fundos europeus, para transformar o Alentejo e o Ribatejo num grande destino turístico internacional de Enoturismo.

Propusemos à Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo avançar com a candidatura do Baixo Alentejo à Cidade Europeia do Vinho. E estamos empenhados em promover a capital do vinho no Ribatejo.

Quais são, efetivamente, as prioridades a curto e médio prazo deste seu mandato?
Claramente, aumentar o peso do turismo do Alentejo no total do país. As nossas dormidas ainda valem 4,2% no total nacional. Ainda somos um destino pouco expressivo. Nós queremos chegar, em 2027, aos 5,1%. Isto significa termos mais oferta, o apoio a projetos qualificadores e diferenciadores de novo alojamento turístico na região e, obviamente, trabalhar bem, de uma forma cada vez mais profissional e otimizada, o marketing e a produção.

Além disso, aumentar o peso dos proveitos totais do turismo da região no total nacional. Esses proveitos valem 4,1%. Nós queremos que esse ratio seja de 5,2%, em 2027.

Queremos reforçar a proporção de hóspedes estrangeiros no total do turismo da região. Como disse, esse valor está agora em 32%. Em 2019 estava em 34%. Queremos chegar a 40%, em 2027.

Outro grande objetivo é reforçar o peso da procura externa na região, trabalhar melhor a procura turística fora da época alta. É verdade que hoje, às vezes, é um pouco contraproducente falar em época alta. Temos uma taxa de sazonalidade de 38%. Queremos reduzir para 34% até 2027.

O turismo no Alentejo tem de viver em todo o território. Ou pelo menos poderá viver em todo, porque há outras atividades económicas e obviamente o ordenamento do território tem de fazer a compatibilização entre os vários usos.

Agora, o que eu não posso aceitar é que o Estado que ative, atraia, apoie, incentive empresários a investirem as suas poupanças, os seus dividendos, e o próprio e depois o mesmo Estado aprove, licencie projetos contraproducentes de outras áreas económicas que vão limitar, estragar, condicionar, destruir a atratividade paisagística, ambiental e turística desse território. E neste momento há riscos que se colocam ao Alentejo.

Centrais solares, centrais fotovoltaicas, projetos de agricultura intensiva que não estou a dizer que o Alentejo não os deva receber. Mas há que compatibilizar uma coisa com a outra.

Dou-lhe um exemplo. Há um projeto de central fotovoltaica no concelho de Évora que, aliás, há um parecer negativo e inequívoco do Turismo de Portugal, e que vai pôr em causa a atratividade turística, paisagística e ambiental de forma irreversível, de empreendimentos turísticos, de adegas, localizados naquela zona.

Foi o que referi anteriormente, o Estado tem de ser inteligente. O Estado não pode dizer aos empresários turistas apostem aqui e depois licenciar ao lado grandes projetos de agricultura intensiva, que não têm nada a ver com aquilo que é a produção autónoma daquele território e que vão condicionar a atratividade turística daqueles territórios.

O ordenamento do território é a palavra-chave para os próximos anos. A região tem de conseguir conciliar vários usos e, claro, tem de haver lugar para a agricultura, caminhos para a transição energética. Mas essa transição energética não pode ser feita a qualquer custo. E não se pode fazer destruindo o turismo. E eu, enquanto presidente da Entidade Regional de Turismo, estou muito atento a isso, porque me preocupa.

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Dormidas turísticas na UE sobem 7% no primeiro trimestre

O número de dormidas em estabelecimentos turísticos na União Europeia (UE) subiu, no primeiro trimestre 6,6%, para 452,6 milhões, face ao mesmo período de 2023, divulga o Eurostat.

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No primeiro trimestre de 2024, registaram-se 452,6 milhões de dormidas em alojamentos turísticos em toda a UE, o que representa um aumento de 7% em comparação com o mesmo trimestre de 2023. Janeiro registou 133,9 milhões de dormidas (+3% em comparação com janeiro de 2023), fevereiro 149,2 milhões (+6%) e março 169,5 milhões (+9%).

Os visitantes estrangeiros representaram cerca de 45% de todas as dormidas nos primeiros três meses de 2024, com grandes diferenças entre os países da UE. A maior percentagem de dormidas de estrangeiros no início do ano foi registada em Malta (91%), Chipre (87%), Luxemburgo (82%) e Áustria (78%).

Em contrapartida, os hóspedes estrangeiros representaram apenas um quinto das dormidas na Polónia, na Roménia e na Alemanha (19 %, 20 % e 20 %, respetivamente).

No primeiro trimestre de 2024, o aumento das dormidas de visitantes estrangeiros (+11% em comparação com o primeiro trimestre de 2023) foi muito mais acentuado do que o aumento das dormidas nacionais (+4%). Os maiores aumentos nas dormidas de visitantes estrangeiros foram registados em Chipre (+23%), na Croácia (+22%), em Malta e no Luxemburgo (ambos +21%). No extremo oposto, os menores aumentos foram registados na Lituânia, na Polónia e na Grécia (todos +3%).

Em Portugal, as dormidas em estabelecimentos turísticos cresceram 6,6%, ao mesmo ritmo da UE, para 14,4 milhões, no período em análise.

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Portugal é o segundo país europeu em que os turistas têm estadias mais prolongadas

Um recente estudo do Mastercard Economics Institute indica que o número de dias passados em Portugal passou de 3,5 dias, em fevereiro de 2020 (antes da pandemia), para 6,1 dias em março de 2024

Victor Jorge

Portugal é o segundo país europeu em que os turistas têm estadias mais prolongadas. O número de dias passados em Portugal passou de 3,5 dias em fevereiro de 2020 (antes da pandemia), para 6,1 dias em março de 2024.

Os dados são do último relatório global “Travel Trends 2024” do Mastercard Economics Institute (MEI), que apresenta uma análise do setor em 74 mercados, com base em dados exclusivos de transações, agregados e anonimizados, incluindo do Mastercard SpendingPulse.

No Top 5 do número médio de estadias, em março de 2024, estão ainda a Grécia (6,8), no 1.º lugar, a Espanha no 3.º lugar (6), seguida da Croácia (5,8) e do Reino Unido (5,6).

Portugal é também um dos países onde o tráfego aéreo mais cresceu, comparativamente com 2019 (8%), ocupando o 3.º lugar do ranking europeu, à frente de países como Espanha (6,6%), e o 8.º lugar do ranking global, à frente de países como França (26.º), Itália (29.ª) ou Alemanha (35.º). Curiosamente o país ocupa ainda o 8.º lugar no Top 10 dos países que mais contribuíram para a recuperação do tráfego aéreo para os Estados Unidos, a seguir à Alemanha e à Irlanda.

Lisboa continua a ser a cidade preferida
O estudo analisou, ainda, as principais tendências de procura de destinos para o período entre junho e agosto deste ano de 2024. No caso de Portugal, Lisboa tem a preferência de espanhóis (158%), franceses (73%) e britânicos (63%). Faro também tem a preferência de espanhóis (53%) e o Porto é o principal destino para suíços e britânicos. Nas ilhas, o Funchal é mais procurado na Alemanha (53%) e Suíça (38%) e Ponta Delgada no Canadá (42%).

No Top 5 dos principais destinos procurados pelos portugueses para o mesmo período, surge Genebra, no primeiro lugar, seguido de Nice, Ibiza, Munique e Zurique, apesar da lista mais alargada incluir outros destinos como Menorca, Milão, Viena, Lyon e Málaga.

“As principais conclusões apontam para uma recuperação recorde do setor das viagens em 2024, apesar das oscilações das taxas de câmbio e das diferenças em termos do poder de compra, demonstrando que o desejo de viajar mantém-se mais forte do que nunca”, revela o estudo.

“De facto, durante os primeiros meses de 2024, o setor das viagens cresceu globalmente de forma assinalável com as companhias aéreas e os cruzeiros a registarem níveis recorde de utilização”, avança ainda o Travel Trends 2024” do Mastercard Economics Institute. Por outro lado, além deste nível recorde, verifica-se segundo os dados analisados pelo estudo, que os viajantes estão a prolongar as suas estadias por mais um dia em comparação com o período pré-pandemia.

Para além destes recordes, na Europa, na última década, verifica-se, ainda, que os turistas têm vindo a alterar as suas estadias dos meses de época alta (julho-agosto) para os meses de estações intermédias. Entre os países com a maior mudança em relação aos meses de pico do verão, estão a Croácia, Grécia, Portugal e a Itália. Mas mesmo nos países nórdicos, como a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia e Países Baixos, a tendência é similar.

Isto sugere que não são apenas os verões mais quentes que estão a impulsionar esta mudança, mas também duas grandes alterações demográficas: por um lado mais reformados (livres de obrigações de trabalho) e, por outro, mais agregados familiares sem filhos (livres de calendários escolares).

O impacto dos EUA
O estudo da Mastercard conclui, ainda, que 2023 foi um “marco importante” para o turismo europeu, assinalando o ano em que foi alcançada uma recuperação total do número de dormidas, com 2,91 mil milhões de dormidas, em 2023, contra 2,88 mil milhões em 2019. O relatório da Mastercard também destaca o aumento significativo das chegadas de turistas dos EUA como um motor desta melhoria dos números. Por exemplo, as estatísticas oficiais mostram que a percentagem de viajantes provenientes desse país para Portugal cresceu de 6% para 9%; em Espanha aumentou de 4%, em 2019, para 5%, em 2023; e no Reino Unido de 13% para 16%. Já o aumento dos gastos no setor das viagens não é apenas resultado da inflação, mas também “do maior dinamismo económico, alimentado por um mercado de trabalho estável e por um desejo mais forte de viajar”.

A tendência demonstra que a procura pelos destinos de praia mais frequentados como a Grécia, Portugal e Espanha permanece estável, com estes países a registarem também um forte crescimento das viagens fora dos meses de pico do verão.

Experiências que contam
Ainda segundo o MEI Travel Report, os consumidores continuam a privilegiar os gastos com experiências em detrimento dos gastos com bens materiais, mesmo quando viajam. Os gastos com experiências totalizam agora 12% das vendas de turismo, de acordo com a SpendingPulse Destinations, que analisa as vendas no retalho em lojas físicas e online nas diversas todas as formas de pagamento – e que apresentou o pico mais alto em pelo menos cinco anos. Na posição cimeira estão os australianos que tendem a gastar um em cada cinco dólares em experiências e vida noturna em comparação com a média global, que está mais próxima de gastar um em cada 10 dólares.

Embora o Japão tenha sido o líder global dos principais destinos nos últimos 12 meses, Munique é o destino mais popular para este verão, motivado, em parte, por eventos desportivos que vão acontecer nesta altura (junho-agosto de 2024). De acordo com o Mastercard Economics Institute, a Albânia ocupa o terceiro lugar na lista dos destinos mais populares neste verão, sobretudo devido ao aumento de viajantes experientes que procuram atmosferas autênticas similares à vizinha Itália e Croácia, mas por menos dinheiro.

Nos cruzeiros, o estudo indica, igualmente, um regresso de uma forma notável com as transações globais de passageiros de cruzeiros a situarem-se cerca de 16% acima dos níveis de 2019 no primeiro trimestre. O aumento de procura por este segmento também é observado nos principais portos. Por exemplo, nos últimos 12 meses, as Bahamas receberam mais 2,9 milhões de passageiros que chegaram por mar, comparativamente com os níveis de 2019. Para muitos viajantes, a crescente diferença entre os preços de cruzeiros e hotéis, tem vindo a tornar os cruzeiros numa opção de viagem mais económica.

Para Natalia Lechmanova, Chief Economist Europe, Middle East & Africa, Mastercard Economics Institute, “a resiliência e adaptabilidade do setor das viagens, aliadas à procura persistente dos consumidores, traduziram-se numa forte recuperação do turismo”.

A responsável acrescenta ainda que “tal como acontece ao nível doméstico, os viajantes estão a privilegiar as experiências em vez de bens, também no exterior. Apesar disso, são cada vez mais exigentes e, por isso, escolhem destinos que lhes oferecem valor e autenticidade. Esta experiência permite-lhes fazer render os seus orçamentos de modo a prolongarem as suas estadias e poderem desfrutar ao máximo das experiências e maravilhas de cada destino”.

Foto: Depositphotos.com
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