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“Só herdámos problemas na área do turismo”

A mudança política no Brasil ditou também alterações na Embratur –  Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo e na forma como o Brasil se está a promover a nível internacional. Em entrevista ao Publituris, Marcelo Freixo, novo presidente da agência, explica o que está a mudar, com destaque, desde logo, para a recuperação da marca “Brasil”.

Inês de Matos
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“Só herdámos problemas na área do turismo”

A mudança política no Brasil ditou também alterações na Embratur –  Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo e na forma como o Brasil se está a promover a nível internacional. Em entrevista ao Publituris, Marcelo Freixo, novo presidente da agência, explica o que está a mudar, com destaque, desde logo, para a recuperação da marca “Brasil”.

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Foi um novo Brasil que a Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo apresentou, recentemente, em Portugal. As recentes mudanças na política brasileira ditaram também alterações na promoção do país, que recuperou a marca “Brasil”, que tinha sido usada até 2019, e que está também apostado em tornar-se num destino sustentável.

Mas, para isso, é preciso que, depois da pandemia, os turistas regressem ao Brasil e descubram o que o destino pode oferecer além do Sol e Praia, produto que continua a ser responsável pela viagem de 50% dos portugueses que visitam o Brasil.

E é aqui que entra também a importância do transporte aéreo, que já recuperou praticamente a dimensão de 2019, estando mesmo a ser estudada a possibilidade de abertura de uma nova rota direta para Florianópolis, que para Marcelo Freixo “seria ideal” que pudesse vir a ser operada pela TAP.

A Embratur está com uma energia renovada. O que é que vai mudar, especificamente, na promoção do Brasil?
O Brasil está com uma energia renovada. Acho que o país mudou e a promoção que se faz é o país que temos para promover.

O Brasil, hoje, é um país com um compromisso com a democracia, é um país que tem responsabilidades com o meio ambiente, que oferece segurança para quem quer investir e para quem quer viajar.

É um outro Brasil. É um país comprometido com o papel das mulheres na política, portanto, é um Brasil que temos esperança que possa trazer de volta a valorização da cultura, das festas e da ciência. Por isso, é um Brasil muito diferente do que vivemos há quatro anos.

É este Brasil que vamos promover, que estamos a divulgar e que as pessoas vão visitar. As pessoas vão, de verdade, visitar um outro Brasil.

Essa mudança é visível, desde logo, pela recuperação da marca Brasil, que foi usada até 2019. Porque decidiu a Embratur recuperar esta marca e qual é a sua importância?
A marca Brasil foi criada em 2005, no projeto Aquarela, que foi pensado para criar uma identidade nacional, que não pertence a um governo, pertence a um país.

Esse projeto identificou diversas cores e cada cor representa uma forma de um estrangeiro olhar para o Brasil, através daquilo que ele identifica de mais valioso, seja a festa, o sol, o mar, a mata, a cultura ou a gastronomia. Tudo o que o Brasil oferece de rico e que faz com que as pessoas visitem o Brasil, foi o que gerou a marca Brasil.

Isso foi, de uma forma muito desastrosa, substituído por uma marca que não tinha nenhum estudo, não tinha nenhum sentido e não dialogava. A marca Brasil dialoga, o Brasil dialoga. Por isso, retomámos imediatamente esta marca, porque ela não pertence a um governo, pertence a um país. E ajuda-nos na promoção do Brasil porque nos ajuda a transmitir a nossa identidade.

Retomámos imediatamente esta marca porque ela não pertence a um governo, ela pertence a um país. E ajuda-nos na promoção do Brasil porque nos ajuda a transmitir a nossa identidade

A nível de produtos turísticos, o Brasil é um destino que continua a ser muito conhecido pelo Sol e Praia, nomeadamente em Portugal, mas o Brasil é muito mais que isso. Que produtos vai o Brasil promover com mais força, nesta nova fase da Embratur?
Sim, o Sol e Praia, no Brasil, é muito forte e isso tem razão de ser. Temos um litoral imenso e diverso, desde as praias de Florianópolis – e nesse momento discute-se a possibilidade de haver um voo direto para Florianópolis -, às praias do Sudeste, ao Rio de Janeiro e o Nordeste inteiro. Por isso, o Sol e Praia é muito forte e compreendo quando o público português procura Sol e Praia no Brasil, 50% dos portugueses que vão ao Brasil procuram Sol e Praia.

Mas o Brasil não é só Sol e Praia, temos cultura de serra, Gramado, a floresta amazónica, o Pantanal, Bonito, as Chapadas que são incríveis, assim como as cachoeiras, que oferecem outra conexão com a natureza.

E o Brasil tem ainda a riqueza dos povos indígenas, que estão dentro de um campo antropológico, também da preservação da floresta – porque quando se fala em preservar a floresta, fala-se também em preservar os povos da floresta -, temos turismo de negócios que é crescente no Brasil e não só em São Paulo, e temos um turismo de eventos que é também muito forte, tivemos os Jogos Olímpicos e o Mundial de Futebol, os eventos desportivos têm muita oferta no Brasil.

Por isso, o Brasil oferece muitos produtos, muitas possibilidades e destinos, que temos de organizar e segmentar para passar uma mensagem correta a quem nos vai visitar.

Falou na preservação das florestas e dos povos indígenas, o que se enquadra na questão da sustentabilidade, que é um fim que também está a ser invocado no turismo. O que é que o Brasil está a fazer para se tornar num destino sustentável?
Isso é decisivo. Depois de Lisboa, vamos para a Alemanha, um país que acabou de reatar com o Brasil o Fundo Amazónico. A Alemanha só fez isso por confiança no Brasil no que diz respeito ao tema ambiental e climático, e isso já indica uma mudança do mundo em relação ao Brasil.

O governo Lula escolheu a ministra Marina Silva para o meio ambiente e vai criar uma autoridade climática. Pela primeira vez, vamos ter uma autoridade destas no Brasil. E criámos também o Ministério dos Povos Tradicionais, que é liderado por uma indígena. Isso mostra que não são só intenções, já podemos falar de ações concretas.

A própria Embratur também criou uma gerência climática e ambiental. Por isso, hoje, a Embratur tem, nos seus quadros, uma gerência que é composta por um professor da Universidade de Brasília e que é um dos grandes especialistas do Brasil na questão ambiental e climática, que será o gerente da Embratur para essas matérias.

Isso acontece, não só para que possamos promover o turismo para áreas em que a visita turística gera renda, crescimento de emprego e conservação, mas também porque temos, hoje, na floresta amazónica, diversas atividades económicas ilegais, que ameaçam a floresta e acreditamos que o turismo pode ser uma atividade económica legal para substituir essas atividades, ao mesmo tempo que contribui para a preservação porque ninguém vai destruir um lugar onde quer voltar.

O turismo também gera conservação.

E para os potenciais turistas, como é que o Brasil está a passar essa mensagem de que se está a tornar um destino sustentável?
Temos algumas iniciativas. Em primeiro lugar, temos uma estratégia de chamar jornalistas para visitarem o Brasil em alguns destinos específicos. Tivemos agora o Carnaval, que foi um sucesso. Este foi o primeiro Carnaval depois da COVID-19 e não houve nenhum incidente de segurança pública, isso mostra que somos um país capaz de receber turistas com segurança. Se o Brasil é capaz de receber turistas com segurança no Carnaval, é capaz de receber turistas com segurança em qualquer época do ano porque o Carnaval leva uma enorme quantidade de pessoas às ruas. E o Brasil demonstrou que é um lugar seguro para se visitar.

Tivemos jornalistas franceses visitando o Brasil durante o Carnaval. Estiveram no Rio de Janeiro, escreveram sobre isso e, hoje, a França começa a olhar para o Brasil de outra maneira.

Agora, estamos também a selecionar jornalistas para visitar Maceió e Alagoas. Certamente, também vamos ter muitos artigos de jornalistas portugueses e queremos fazer isso também para as festas de São João, que são muito tradicionais e importantes no Nordeste.

Portanto, este é um caminho para divulgar este novo Brasil de que estamos a falar, através da imprensa mundial. E há outro, que é através das agências de turismo, com quem temos feito inúmeras reuniões.

Temos muitas agências interessadas em levar o seu púbico ao Brasil e que têm de ser parceiras da Embratur. Esse é um caminho muito concreto.

Depois, temos a promoção nos países que são nossos parceiros e que precisamos organizar de forma mais qualificada para devolver o Brasil aos catálogos e ao circuito imaginário da população que gosta do Brasil.

Nesse momento discute-se a possibilidade de haver um voo direto para Florianópolis

Voltando à segurança, que é algo fundamental para o turismo, há pouco tempo estive num evento do Turismo do Rio de Janeiro, que explicou o trabalho que vem sendo feito na questão da segurança, até criando delegacias especificas para o turismo. Essa poderia ser uma estratégia para expandir ao resto do país?
Sem dúvida, acho que precisamos de falar muito sobre isso porque existe uma ideia de insegurança no Brasil que não corresponde à realidade. 93% dos portugueses que visitaram o Brasil querem voltar e ninguém voltaria se não se tivesse sentido seguro. Acho que um dos maiores dados que comprovam a segurança que o Brasil oferece é quando o turista diz hegemonicamente que quer voltar. Esse é um dado muito real.

Mas as delegacias especializadas são iniciativas importantes e que dão certo no Rio de Janeiro.

Ligações aéreas
Revelou que se estão a estudar voos diretos para Florianópolis, o que é que se está a estudar em concreto?
É um estudo, por enquanto, é só um estudo.

Poderia ser uma rota para a TAP?
Seria ideal que fosse a TAP.

Como está, neste momento, a operação aérea no Brasil e a conetividade para a Europa, já recuperou o nível pré-pandemia?
Recuperou bastante mas ainda não atingiu a normalidade pré-pandemia.

Em 2005, o Brasil recebeu mais de 300 mil portugueses e o ano passado recebemos 150 mil. Portanto, houve uma recuperação mas ainda não ao ponto do nosso melhor momento e isso tem a ver com o preço das passagens.

A Embratur já conversou com a LATAM, com a Azul e com a GOL, as empresas que operam no Brasil, todas são parceiras e querem ampliar os voos para destinos turísticos.  Também conversámos com a American Airlines e com a TAP.

A TAP demonstrou grande interesse no Brasil, diz que o Brasil mora no coração da empresa e de Portugal e que, por isso, quer ampliar a operação.

Mas temos, hoje, um problema concreto, que é o preço do combustível, todas as companhias dizem a mesma coisa, o preço do combustível teve um crescimento de mais de 400%, o que tem a ver com a guerra e com uma série de fatores. Não é algo que caiba à Embratur resolver, mas temos de mediar as facilidades que podem ser feitas num destino importante e que levem as empresas a querer abrir novos voos para o Brasil.

Existe uma ideia de insegurança no Brasil que não corresponde à realidade. 93% dos portugueses que visitaram o Brasil querem voltar e ninguém voltaria se não tivesse se sentido seguro

A TAP revelou que a operação para o Brasil está praticamente nos níveis pré-pandemia. Isso dá-vos boas perspetivas de virem a assistir a um aumento de portugueses já este ano?
Sim, é o que mais queremos. Temos conversados com as mais importantes agências de turismo e queremos facilitar para que os pacotes turísticos sejam oferecidos e possamos ter um número maior de portugueses já este ano.

Também têm tido negociações com operadores turísticos portugueses, que organizam charters?
Sim, claro, temos essa prática já em Maceió e Alagoas. Este é um destino onde os charters já vêm a acontecer e que esperamos que continuem.

Adoraria poder dizer que herdámos um trabalho organizado, com dados, mas não foi nada disso. Só herdámos problemas na área do turismo, não tem nenhuma herança de qualidade e com dados, portanto, estamos partindo do zero

E que perspetivas para este ano, no mercado português, gostaria de avançar?
Não tenho, sei que a imprensa adora números, é normal, mas acho que precisamos primeiro de criar um diagnóstico porque não herdámos nada de bom. Adoraria poder dizer que herdámos um trabalho organizado, com dados, mas não foi nada disso. Só herdámos problemas na área do turismo, não tem nenhuma herança de qualidade e com dados, portanto, estamos partindo do zero.

Montámos uma gestão de big data e produção de informação para que possamos ter um diagnóstico da situação do turismo e, a partir daí, podermos dizer onde queremos chegar. A meta não é um desejo, é um planeamento, vamos fazer X para chegar a Y, mas se não sei onde estou, não vou conseguir saber onde vou chegar.

Mas, certamente, vamos estar num crescente muito imediato de turistas.

 

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Moldávia passa a liderar o Conselho Global de Turismo Médico

A República da Moldávia, representada pela Medical Tourism Association, foi eleita para ocupar a presidência do Global Medical Tourism Council (GHTC) para os próximos dois anos, (2024-2026). Esta posição, decidida na Assembleia Geral do GHTC, significa a crescente influência da Moldávia na indústria global deste segmento de turismo.

Competindo contra a Alemanha e a Arábia Saudita, a Moldávia garantiu a maioria dos votos de mais de 50 países participantes, refletindo sua proeminência emergente neste setor.

“A posição é um passo importante na promoção do turismo médico na República da Moldávia, mas também no aumento da visibilidade do país em nível internacional”, enfatizou Andrei Revenco, diretor executivo da Associação de Turismo Médico da Moldávia.

Nos próximos dois anos, a associação concentrará em melhorar a gama de serviços médicos disponíveis no país. As principais áreas de desenvolvimento incluem cirurgia ortopédica, oftalmologia e balneoterapia. A Moldávia ostenta uma rica tradição em balneoterapia, mas são ainda necessários investimentos significativos para atender aos padrões europeus.

A jornada da Moldávia no turismo médico começou em 2009. Em 2018, o setor havia crescido significativamente, com turistas estrangeiros a representarem mais de 35% do número total de pacientes em clínicas moldavas. Os visitantes mais frequentes vêm da Roménia, Rússia, Ucrânia, Turquia, Bulgária e Israel. As principais atrações são os tratamentos médicos de alta qualidade e custo-efetivos, clima favorável e alojamento acessível.

A Moldávia oferece uma variedade de opções de turismo médico, incluindo serviços de diagnóstico e bem-estar. O país adere aos padrões médicos internacionais, garantindo diagnósticos precisos e tratamentos eficazes.

Os setores ​​que atraem pacientes internacionais incluem Estomatologia, tratamento para Hepatite C, Oftalmologia, Cirurgia Plástica e Planeamento Familiar (tratamentos de fertilidade).

A infraestrutura de turismo médico da Moldávia inclui mais de 300 clínicas e centros médicos privados somente em Chisinau. Essas instalações oferecem uma ampla gama de serviços, desde cuidados odontológicos até cirurgias complexas.

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Macau recebe mais de 2,55 milhões de visitantes em junho

Em junho, Macau recebeu 1.316.114 de excursionistas e 1.235.204 turistas, números que subiram 25,8% e 6,1%, respetivamente, face a mês homólogo de 2023, segundo um comunicado da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) de Macau, citado pela Lusa.

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No passado mês de junho, Macau contabilizou mais de 2,55 milhões de visitantes, numa subida de 15,5% face a igual mês do ano passado, avança a Lusa, que cita um comunicado da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) de Macau.

Em junho, Macau recebeu 1.316.114 de excursionistas e 1.235.204 turistas, números que subiram 25,8% e 6,1%, respetivamente, face a mês homólogo de 2023, ainda que, em termos mensais, se tenha registado “um decréscimo de 5,2%, face a maio de 2024”, segundo o mesmo comunicado.

Recorde-se que, entre janeiro e junho, o número de visitantes em Macau totalizou 16.719.983, o que representa um aumento de 43,6% face ao período homólogo do ano passado.

A DSEC indica ainda que, no primeiro semestre do ano, a maioria dos visitantes de Macau era proveniente da China, num total de 11.537.999 turistas e excursionistas, o que representa um aumento de 52,9% face ao mesmo período do ano passado.

 

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Receitas turísticas sobem 256M€ e estabelecem novo recorde para maio

As receitas turísticas somaram, em maio, um total de 2.444,50 milhões de euros, valor que ficou 256,2 milhões de euros acima do apurado em igual mês de 2023, traduzindo um crescimento de 11,7% e um novo recorde para o mês de maio, segundo dados do Banco de Portugal (BdP), divulgados esta sexta-feira, 19 de julho.

Inês de Matos

As receitas turísticas somaram, em maio, um total de 2.444,50 milhões de euros, valor que ficou 256,2 milhões de euros acima do apurado em igual mês de 2023, traduzindo um crescimento de 11,7% e um novo recorde para o mês de maio, de acordo com os dados revelados esta sexta-feira, 19 de julho, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que, face a maio de 2019, o crescimento das receitas turísticas – que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal – é ainda mais expressivo, já que este valor subiu 884,22 milhões de euros comparativamente ao mesmo mês no período pré-pandemia, o que representa uma subida de 56,7%.

O BdP destaca o papel das Viagens e Turismo para o aumento das exportações de serviços, explicando, no comunicado que acompanha os números, que “o incremento das exportações reflete sobretudo o contributo das viagens e turismo (+256 milhões de euros)”.

Segundo o BdP, a subir estiveram também as importações do turismo, que resultam dos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, que totalizaram 611,95 milhões de euros em maio, o que traduz um aumento de 57,67 milhões de euros ou uma subida de 10,4%.

Quando comparado com maio de 2019, o crescimento das importações provenientes do turismo foi ainda mais pronunciado, num aumento que chega aos 32,1% e que representa mais 148,81 milhões de euros face aos 463,14 milhões de euros apurados nessa altura.

Em maio, também o saldo da rubrica Viagens e Turismo registou um forte incremento e totalizou 1.832,55 milhões de euros, subindo 12,4% ou 201,54 milhões de euros face a maio do ano passado, bem como 67% ou 735,41 milhões de euros comparativamente a mês homólogo de 2019.

Cinco meses de subidas consecutivas

Os dados do BdP mostram que, no acumulado desde maio, as receitas turísticas totalizam já 9.273,61 milhões de euros, valor que compara com os 8.273,01 milhões de euros apurados em igual período do ano passado, o que traduz um aumento de 12,1% ou mais 1.000,6 milhões de euros.

Tal como as receitas turísticas, também o acumulado das importações turísticas está a subir e, até maio, somou 2.179,29 milhões de euros, valor que ficou 7% acima do registado em igual período do ano passado e que traduz um aumento de 142,17 milhões de euros.

Já o saldo da rubrica Viagens e Turismo ficou, nos primeiros cinco meses de 2024, nos 7.094,32 milhões de euros, o que representa uma subida de 858,44 milhões de euros face a igual período do ano passado, num aumento de 13,8%.

 

 

 

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Japão recebe mais de 17,7 milhões de turistas no primeiro semestre de 2024

O Japão recebeu 17,7 milhões de visitantes no primeiro semestre de 2024, batendo o recorde histórico do país em número de turistas, anunciaram as autoridades nipónicas.

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O organismo do turismo japonês JNTO indicou que o valor de 17.777.200 visitantes, atingido no final do primeiro semestre de 2024, é superior em mais de um milhão ao anterior recorde para o mesmo período de 2019, ano anterior à pandemia da covid-19, quando o país implementou restrições rigorosas nas fronteiras.

Junho também registou um novo recorde mensal no número de visitantes estrangeiros mensais com 3.135.600, num aumento homólogo de 51,2%.

Estes números acompanham a tendência dos últimos quatro meses em que o número de visitantes estrangeiros por mês no país asiático ultrapassou os três milhões.

Em junho, o maior número de turistas no Japão chegou da Coreia do Sul (703.300 visitantes) seguida da China (660.900), Taiwan (574.500), EUA (296.400) e Hong Kong (250.600).

O Japão enfrenta um ‘boom’ turístico face ao qual começam a ser implementadas medidas em várias regiões do arquipélago, como o aumento dos preços para os turistas em alguns estabelecimentos ou taxas de entrada nessas zonas, e num contexto de críticas crescentes ao excesso de turismo por parte da população local.

O arquipélago japonês espera atrair 60 milhões de visitantes estrangeiros por ano até 2030 e planeia elaborar diretrizes para abordar os problemas associados ao turismo excessivo até ao final deste ano.

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Turismo do Algarve e Turismo de Portugal sensibilizam turistas para poupança de água

Esta campanha, que visa sensibilizar os turistas que visitam o Algarve para a importância de adotarem boas práticas no uso da água e usufruírem das suas férias de forma mais sustentável, vai ser lançada a 23 de julho, no Aeroporto de Faro.

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O Turismo do Algarve e o Turismo de Portugal vão promover, a 23 de julho, uma ação de sensibilização aos turistas no Aeroporto Internacional Gago Coutinho, em Faro, com o objetivo de alertar os visitantes da região para a importância de adotarem boas práticas no uso da água e usufruírem das suas férias de forma mais sustentável.

“Mais do que uma campanha, este é um alerta que ambiciona mobilizar os turistas a assumirem um papel ativo, com impactos positivos. A ideia é convidar os turistas a serem futuristas e conscientes da necessidade de poupar água”, explica um comunicado divulgado esta sexta-feira, 19 de julho, pelo Turismo do Algarve e Turismo de Portugal.

A iniciativa está prevista para as 15h00 e inclui uma conferência de imprensa com o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, na qual participa também Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; André Gomes, presidente da Região de Turismo do Algarve; e Chloé Lapeyre, Chief Operational Officer da ANA – Aeroportos de Portugal.

Nesta conferência, o presidente do Turismo do Algarve vai apresentar os resultados das ações de poupança de água no turismo no Algarve, enquanto Lídia Monteiro, será responsável por apresentar o tema “Save Water, uma campanha para o melhor uso da água”.

 

 

 

 

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Autarca do Porto critica localização do novo aeroporto de Lisboa

Segundo Rui Moreira, a localização proposta para o aeroporto “tem tantos problemas como tem o Montijo”, o que leva o autarca do Porto a mostrar-se “nada otimista” face à construção da nova infraestrutura aeroportuária da capital portuguesa.

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O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, criticou esta quarta-feira, 17 de julho, a escolha do Campo de Tiro de Alcochete para localização do novo aeroporto de Lisboa, afirmando-se “nada otimista” em relação à construção da nova infraestrutura aeroportuária da capital portuguesa.

“Não tenho nenhum otimismo relativamente ao aeroporto de Lisboa. Não tenho otimismo por variadíssimas razões. Em primeiro lugar, vamos ver o que é que vai dar o Estudo de Impacto Ambiental que vai ter que ser refeito”, disse o autarca aos jornalistas em Esposende, à margem do debate “O novo aeroporto de Lisboa e a Linha de TGV”, organizado pela Associação Empresarial do Minho (AEMinho).

Segundo Rui Moreira, a localização proposta para o aeroporto “tem tantos problemas como tem o Montijo”, a começar pelo facto de ser “uma das maiores aquíferas da Europa”, mantendo-se ainda “o problema das aves ou da migração entre os estuários do Tejo e do Sado”, bem como da existência de “dezenas de milhares de sobreiros”.

“A meu ver, a localização é errada, porque é uma distância excessivamente grande da capital, e depois porque é um aeroporto que está previsto para qualquer coisa como a triplicação do tráfego”, explicou o presidente da Câmara Municipal do Porto.

Rui Moreira mostrou-se também reticente face ao número de passageiros que o novo aeroporto de Lisboa terá capacidade para receber, defendendo que é difícil “imaginar como é que Lisboa e a Península de Setúbal vão ter capacidade para ter o triplo das pessoas” e que isso não é “razoável”.

“Bem sei que há muita gente que acha que as pessoas do Porto não devem dar opiniões sobre coisas de Lisboa, mas isto é um projeto nacional”, disse ainda o autarca do Porto, explicando que a sua opinião tem por base estudos encomendados quando era presidente da Associação Comercial do Porto (ACP).

Para Rui Moreira, o novo aeroporto vai ter ainda o problema de “ter uma companhia aérea que acredite” num grande ‘hub’ internacional, uma vez que, disse ainda, não sabe ser a TAP vai ter “músculo” que justifique a existência de um hub.

Já relativamente à linha ferroviária de alta velocidade entre Porto e Lisboa, para a qual foi esta quarta-feira aprovado um financiamento de 813 milhões de euros por parte da União Europeia, Rui Moreira acredita que desta vez irá mesmo acontecer, após “uma história que começa em 1995”.

“São muitos anos, muitas proclamações, muitos anúncios, portanto vamos ver se desta vez as coisas arrancam mesmo”, afirmando que a região não pode “continuar a depender da Linha do Norte, que é claramente insuficiente para mercadorias e para passageiros, não tem a velocidade desejada”.

Para Rui Moreira, “o avião não é conveniente em curtas distâncias e vai ser proibido em distâncias inferiores a 400 quilómetros”, prevendo-se também uma menor utilização das autoestradas.

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14% da procura turística feminina está nas mulheres que viajam sozinhas

As mulheres que viajam sozinhas representam 14% do total da procura turística feminina, avançando uma análise da Mabrian e do The Data Appeal Company-Almawave Group que a segurança e a variedade das experiências disponíveis no destino são fatores decisivos na escolha para a “viagem perfeita”.

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As mulheres que viajam sozinhas são cada vez mais, um segmento crescente e muito atrativo. Na realidade, 14% das mulheres viajam sem qualquer companhia de familiares, amigos ou companheiros/as, o que se traduz em hábitos, necessidades e expectativas, bem como produtos e serviços turísticos específicos, revelam os dados de um estudo realizado pela Mabrian e da The Data Appeal Company-Almawave Group que analisa a procura por parte das mulheres que viajam sozinhas a nível global, identificando, ao mesmo, tempo, cinco fatores-chave que definem o perfil deste segmento.

Carlos Cendra, partner e diretor de Marketing e Comunicação da Mabrian, explica que “as mulheres que viajam sozinhas refletem uma mudança cultural que surgiu antes da pandemia e ganhou força com a ascensão das viagens de experiências, em que o bem-estar ativo está no centro das preferências”.

Os dados mostram, também, que, embora a maioria das mulheres viajantes escolha o verão para os seus planos a solo, os meses de junho e setembro são os preferidos, refletindo, assim, “o potencial deste segmento durante a época média”, assinala ainda o responsável da Mabrian.

Para compreender o que molda este segmento, a Mabrian analisou dados consolidados de todo o ano de 2023 referente aos 10 principais mercados de origem globais para o segmento de mulheres que viajam sozinhas. Já o “The Data Appeal” examina as tendências atuais da procura de mulheres que viajam sozinhas para a atual época de verão para os principais destinos europeus, com base em voos reservados entre 1 de junho e 30 de setembro de 2024.

Certo é que, segundo Mirko Lalli, CEO e fundador da The Data Appeal Company, “as mulheres que viajam sozinhas estão a aumentar”. Com base nos dados de reserva do GDS, Lalli destaca vários exemplos importantes, como a Itália, país que desde junho de 2023, recebeu mais 1,1% de mulheres que viajam sozinhas, “um segmento que deve representar 21,7% de todos os turistas que visitam destinos italianos nos próximos seis meses.” A mesma tendência é observada noutras capitais europeias, “como Paris, Amesterdão e Londres, também projetadas para receber mais de 30% de mulheres que viajam sozinhas nos próximos seis meses”.

As cinco tendências identificadas pela Mabrian e The Data Appeal Company são:

1 – De onde vêm as mulheres que viajam sozinhas? As europeias lideram o ranking das mulheres que viajam sozinhas. De acordo com os dados da Mabrian, as mulheres que viajam sozinhas vêm principalmente da Alemanha, Reino Unido, França, EUA e Itália, completando o Top 10 países como Espanha, Austrália, Brasil, Polónia e Japão. A análise da Data Appeal, mostra ainda que mais de 30% dos viajantes alemães e britânicos que reservaram voos para viajar este verão são mulheres que viajam sozinhas.

2 – Quais são os seus destinos preferidos? Três em cada quatro viajantes do sexo feminino escolhem destinos domésticos. Os países preferidos das mulheres que viajam sozinhas são a Alemanha, a Itália, a Espanha, o Reino Unido, a França, os EUA, o Japão, a Polónia, o Brasil e a Austrália. Esta classificação reflete o peso das viagens domésticas nas escolhas destas mulheres viajantes. De facto, 75% das mulheres viajantes dos 10 principais mercados para mulheres que viajam sozinhas escolhem destinos domésticos, embora existam diferenças notáveis em função do país de origem.

No que diz respeito à reputação e à perceção online, as mulheres que viajam sozinhas tendem a classificar bem os destinos da sua preferência, mas esses índices são inferiores aos dos viajantes médios, como indicam as pontuações de sentimento da The Data Appeal Company. Por exemplo, a pontuação de sentimento da Alemanha é de 85 pontos (em 100 possíveis) entre os viajantes médios, mas para as mulheres que viajam sozinhas, a pontuação é de 81, tal como em Itália (87 vs. 84), Espanha (85 vs. 82), Reino Unido (85 vs. 79) e França (84 vs. 79).

Neste particular, Mirko Lalli assinala que “as prioridades das mulheres que viajam sozinhas quando escolhem um destino de viagem estão por trás destas pontuações ligeiramente mais baixas, uma vez que a procura deste segmento depende de questões como a perceção social, fatores culturais ou mesmo a disponibilidade de alojamento, atrações e experiências que reflitam as expectativas e necessidades das mulheres”.

3 – A segurança é um fator relevante para as mulheres que viajam sozinhas. “Para este segmento de mulheres viajantes, as cidades são uma alternativa muito completa, porque têm uma oferta turística variada e diversificada, com diferentes níveis de preços, num ambiente cosmopolita e aberto que elas percecionam como seguro e reconhecível”, refere Carlos Cendra.

De facto, como mostra o Índice de Perceção de Segurança (PSI) da Mabrian, a segurança é um dos aspetos fundamentais para a escolha de um destino: as 10 cidades preferidas por este segmento de mulheres viajantes são todas percebidas como destinos seguros, como refletido pelos seus PSI particularmente elevados, que variam entre 85 e 98 pontos em 100 possíveis.

4 – Quem são os mais aventureiros? Espanholas, italianas e japonesas. Quase metade das mulheres espanholas que viajam sozinhas (48%) escolhem destinos internacionais, tal como 36% das italianas e 34% das japonesas; uma tendência consistente observada nas reservas para o verão de 2024 para a Europa, analisadas pela The Data Appeal Company. De facto, cerca de 30% dos viajantes espanhóis que voam para destinos britânicos este verão são mulheres que viajam sozinhas; semelhante às mulheres japonesas, que representam 25% do total de reservas de verão para Itália ou Reino Unido.

Em contrapartida, sete em cada dez francesas e polacas preferem destinos no seu próprio país quando viajam sozinhas, tal como 77% das britânicas e 85% das alemãs, americanas e australianas. Apenas 8% das brasileiras que viajam sozinhas escolhem destinos internacionais. “Escolher destinos próximos, tanto domésticos como de curta distância, é uma forma de quebrar o gelo para eventualmente escolherem outros lugares mais distantes ou exóticos para as suas próximas viagens”, assinala Cendra.

5 – Os destinos urbanos são os preferidos das mulheres que viajam sozinhas. O turismo urbano é especialmente relevante entre este segmento de viajantes. Como mostram os dados, nove das dez cidades mais visitadas por mulheres que viajam sozinhas são cidades europeias, e apenas Espanha apresenta duas cidades neste ranking, liderado por Londres, Paris, Tóquio, e seguido por Madrid, Roma, Berlim, Varsóvia, Barcelona, Lisboa e Milão.

Entre os cinco países mais visitados por mulheres que viajam sozinhas (Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e França), os destinos preferidos são cidades bem conectadas, que estão na lista de desejos de viajantes de todo o mundo, que também oferecem uma rica combinação de experiências de viagem, especialmente planos culturais e atrações.

Foto: Depositphotos.com
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Prithvirajsing Roopun, Presidente da República das Ilhas Maurícias

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Ilhas Maurícias querem mais viajantes portugueses e CPLP pode ser uma ponte importante

De visita oficial ao nosso país, o Presidente das Ilhas Maurícias, Prithvirajsing Roopun, aproveitou a ocasião para se encontrar com diversos agentes do setor do turismo português. Numa apresentação do destino, Prithvirajsing Roopun salientou que as Ilhas Maurícias registaram uma recuperação excecional pós-pandemia e espera que Portugal contribua para a consolidação do turismo no país, referindo que “estamos em Portugal não só para falar de negócios, mas também de experiências”.

Victor Jorge

Com uma população de 1,2 milhões de habitantes, as Ilhas Maurícias receberam, em 2023, 1,3 milhões de viajantes. Viajantes, porque a Autoridade de Promoção Turística da Maurícia (MTPA) pela voz do seu diretor, Arvind Bundhun, bem como pelo Presidente das Ilhas Maurícias, Prithvirajsing Roopun, admitem que “não queremos simplesmente turistas. Queremos viajantes, pessoas que se envolvam com a comunidade e que procuram as experiências que proporcionamos a quem nos visita”.

A convite do Chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, Prithvirajsing Roopun revelou na apresentação realizada em Lisboa que “tivemos reuniões muito positivas com a AICEP e com representantes do turismo em Portugal e convidámos Portugal a fazer parte do desenvolvimento do turismo nas Ilhas Maurícias”.

“O que já alcançámos ainda é pouco relativamente ao que queremos alcançar enquanto destino turístico, mas a sensação de hospitalidade e bem receber unem-nos e temos de aproveitar esta realidade”, considerou o Presidente das Ilhas Maurícias, assinalando ainda que “isso só se consegue numa situação win-win” e que “através desta visita criámos pontes e fazer crescer esta relação e o turismo é parte fundamental”.

Na apresentação do destino ficou claro que as ilhas Maurícias nunca serão – nem querem – ser um destino de turismo de massas e que tem muito mais para oferecer do que as praias. Para tal, há todo um leque de atividades, experiências e segmentos a explorar que incluem, além da já referida praia, a natureza, casamentos, MICE, cultura, luxo, gastronomia, wellness, golfe e cruzeiros.

Não existindo ligação direta entre Portugal e as Ilhas Maurícias, “algo que gostaríamos que fosse alterado, até pela proximidade com Moçambique e pelo voo direto que a TAP disponibiliza para Maputo”, Arvind Bundhun revelou que “o crescimento de visitantes portugueses tem sido assinalável, passando dos 1.500, em 2019, para 2.500, em 2022, atingindo os 5.000 no ano passado”, admitindo que o objetivo é aumentar este número de forma sustentável.

Arvind Bundhun, Autoridade de Promoção Turística da Maurícia (MTPA)

Atualmente, o diretor da MTPA considera ser “importante haver voos ponto-a-ponto, mas não existindo, temos de encontrar alternativas”, destacando a estratégia de hubs disponibilizada pela Emirates e Turkish Airlines, existindo ainda voos oferecidos pela Air Mauritius, Kenya Airways ou voos sazonais da NEOS ou Iberojet, admitindo, no entanto, que “a forma mais fácil e rápida de chegas às ilhas é através do aeroporto Charles de Gaulle (Paris, França)”.

Apostando na diversificação, inclusão e autenticidade do destino, Arvind Bundhun assinalou existir “muito potencial nos mercados emissores mais pequenos como Portugal e é nestes que estamos a apostar, com estratégias bem definidas e constantes”.

Mas é de França que a maioria dos viajantes chegam às Ilhas Maurícias, representando, em 2023, cerca de 30% do total, seguida do Reino Unido.

Com uma oferta de 114 hotéis licenciados e não mais de 15.000 camas na hotelaria, número que cresce para 30.000 contabilizados a restante oferta de alojamento, tanto o diretor da Autoridade de Promoção Turística da Maurícia como o Presidente da República salientaram que “temos todo o cuidado com o desenvolvimento e crescimento do turismo”, até porque “não queremos um turismo massificado e já sentimos o impacto das alterações climáticas”.

Com uma estadia média que passou de 9 noites, em 2019, para 13 noites, em 2023, e as receitas a subirem 25% de 2022 para 2023, Arvind Bundhun admitiu que “sabemos bem a importância da sustentabilidade e do impacto que os voos de longo curso têm na pegada climática”.

Por isso, Arvind Bundhun concluiu que, “a nossa meta é chegar aos 2 milhões de viajantes nos próximos 10 anos. Mas também nos perguntamos se realmente queremos atingir esse número sem prejudicar o nosso ecossistema e, fundamentalmente, que habita o nosso território”.

Em cima da mesa, e para concluir, esteve também a adesão das Ilhas Maurícias à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que Marcelo Rebelo de Sousa, de resto, defendeu quando se encontrou com o seu homólogo Prithvirajsing Roopun e que, segundo o mesmo, é importante “encorajar os estudantes mauricianos a aprenderem português, com o apoio da CPLP”, já que pode “ajudar as relações com Moçambique”, país lusófono mais próximo das Ilhas Maurícias, e “assim, criar mais uma ponte com Portugal”.

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Buscas online por museus crescem 50% em Portugal com destaque para exposições imersivas

Segundo uma pesquisa da Preply, só o Museu Nacional do Azulejo, o Museu Nacional de Arte Antiga e a Fundação Calouste Gulbenkian geraram mais de 100 mil pesquisas online no ano passado.

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A procura na internet por museus em Portugal registou um aumento de 50% no ano passado, avança a Preply, que destaca as buscas pelos museus tradicionais como o Museu Nacional do Azulejo, o Museu Nacional de Arte Antiga e a Fundação Calouste Gulbenkian, assim como por exposições imersivas.

Segundo a pesquisa da Preply, só estes três museus – Museu Nacional do Azulejo, Museu Nacional de Arte Antiga e Fundação Calouste Gulbenkian – geraram mais de 100 mil pesquisas no período em questão.

No caso dos museus, os três mais procurados online localizam-se em Lisboa, enquanto o Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, ficou na quarta posição, seguindo-se o Museu da Marinha; Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia; Museu Nacional do Traje; Museu da Carris; Museu do Tesouro Real  e Museu Nacional de História Natural e da Ciência, todos localizados em Lisboa.

“Algo que o ranking de museus mais pesquisados no país evidencia é como, de maneira geral, os centros culturais de maior interesse tendem a concentrar-se numa localidade específica: Lisboa, cujas atrações refletem a popularidade de uma região tão visitada pelos habitantes de outros distritos”, lê-se num comunicado da Preply.

A procura por exposições e instalações específicas também se tem destacado, com a Preply a indicar que o destaque foi para a busca por “experiências interativas como “Dalí: Cybernetics” e “Frida Kahlo, a Biografia Imersiva””.

A pesquisa da Preply procurou também apurar quais são os museus localizados fora do país que os portugueses mais procuram na internet e concluiu que o Museu do Louvre, em Paris, lidera as buscas, seguindo-se o Museu do Prado, em Madrid, o Museu de Orsay, também em Paris; e o Museu Van Gogh, em Amesterdão.

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Turismo do Centro desvenda cinco singularidades da região com nova campanha

A Turismo do Centro de Portugal apresentou a nova campanha promocional, destacando cinco pilares estratégicos de promoção da região: gastronomia e vinhos, turismo de natureza, turismo espiritual, turismo náutico e turismo industrial.

Victor Jorge

A Turismo do Centro de Portugal (TCP) apresentou esta terça-feira, 16 de julho, a nova campanha promocional composta por cinco filmes que pretendem espelhar, de acordo com Raul Almeida, presidente da região, “a força do turismo da e no Centro de Portugal”.

Depois de avançar com os números referentes aos primeiros cinco meses de 2024, através dos quais o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que as dormidas na região aumentaram 5% face a igual período de 2023 e os proveitos totais no alojamento turísticos registam uma subida de 11,7%, Raul Almeida admitiu que “tudo se encaminha para que 2024 seja um ano melhor que 2023, demonstrando que a atividade turística está a criar e a gerar riqueza”.

Nesse sentido e depois do lançamento da campanha “Centro de Portugal: um destino em tanto”, em 2022, e do “Sabia que?” de 2023, a nova campanha pretende ser “nada mais do que desvendar as singularidades de uma região”, revelou Adriana Rodrigues, chefe de Núcleo de Comunicação, Imagem & Relações Públicas da Turismo Centro de Portugal, adiantando ainda que o objetivo passa por, em 2024, “ser a marca do turismo da diversidade em Portugal”.

“São 100 municípios, são centenas de produtos turísticos e havia esta necessidade de mostrarmos uma vantagem diferenciadora relativamente a outros destinos”, salientando ainda que se trata de “um processo de afunilamento daquilo que queremos mostrar na e da Região-Centro do Portugal”.

Sílvia Ribau, chefe de Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção Turística na Turismo Centro de Portugal, explicou que esta campanha tem por base cinco pilares estratégicos, sendo três deles considerados maduros (Cultura, História, Património, Gastronomia e Vinhos; Natureza, Wellness, Ativo e Desportivo e Mar; Turismo Espiritual e Religioso) e dois deles novos produtos (Estações Náuticas; Turismo Industrial).

“Não há aqui uma rutura, mas é importante destacar aquelas particularidades e vicissitudes que fazem do Centro de Portugal um destino diferenciador, de dar dimensão à marca Portugal”. Reconhecendo que, tal como as outras regiões, “competimos no e pelo mercado interno”, o objetivo passa por “continuar este caminho de explorar estas singularidades da região Centro de Portugal e que podem despoletar aquela vontade nos portugueses de vir conhecer, de saber mais, de experienciar e viver o Centro de Portugal”.

Assim, decorrente do conceito dos spots do ano passado, foram criados cinco novos filmes de 20 segundos alusivos aos tais cinco produtos turísticos, lembrando Sílvia Ribau de que a região possui 11 Estações Náuticas certificadas, desde lagoas, albufeiras a praias oceânicas, fazendo ainda referência a um produto emergente: turismo industrial.

Presente na apresentação da nova campanha da Turismo do Centro, Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal (TdP), salientou que “quando um destino tem uma identidade forte e tem uma oferta cultural dinâmica, que baseia a sua oferta turística naquilo que tem a ver com o território, com as suas gentes, com as pessoas, com a natureza, são destinos mais competitivos, são aqueles que têm capacidade de atrair viajantes com maior respeito pelo território, maior respeito por quem lá vive. E isso é o Centro de Portugal e é isso que é mostrado exatamente com esta campanha”.

Numa segunda nota, a responsável do TdP salientou o turismo interno e o facto desta campanha “estar dirigida aos portugueses e para que os portugueses conheçam mais e melhor o seu país, que possam usufruir Portugal de norte a sul, neste caso, do litoral ao interior, 365 dias por ano”.

Por último, Lídia Monteiro destacou ainda a “coerência da mensagem”, referindo que, embora as campanhas sejam distintas “há uma coerência na evolução das campanhas que a Turismo do Centro tem vindo”.

Na apresentação da nova campanha da Turismo do Centro, foi também divulgado um novo filme promocional do projeto Landscape Together, decorrente da iniciativa Experimenta Paisagem, da autoria do ateliê de arquitetura MAG, em estreita parceria com a Turismo Centro de Portugal, entre outros parceiros, e que tem como âmbito a criação de um museu a céu aberto nas paisagens do interior do Centro de Portugal.

Produzido e realizado pela Slideshow, o filme dá a conhecer as obras de arte já implementadas pelo projeto: “Menina dos Medos”, “Farol dos Ventos” e “Magma Cellar” (Proença-a-Nova), “Véu” (Sertã) e “Moongate” (Oleiros).

“Estas obras refletem e materializam a essência dos lugares onde estão instaladas, considerando Teresa castro, do ateliê MAG, que desta forma o projeto Landscape Together valoriza o território”.

Pode ver aqui os filmes apresentados pela Turismo do Centro de Portugal, produzidos pela Lobby Films and Advertising e realizados por Telmo Martins.

Centro de Portugal, desportos náuticos aqui tão perto

Centro de Portugal, património industrial aqui tão perto

Centro de Portugal, a natureza aqui tão perto

Centro de Portugal, a fé e a espiritualidade aqui tão perto

Centro de Portugal, a gastronomia aqui tão perto

Museu “Experimenta Paisagem” I Projeto “Landscape Together”

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