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Moedas preocupado com “efeito devastador” que filas no aeroporto de Lisboa podem ter no turismo

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que as longas filas no aeroporto de Lisboa dão uma “má impressão” aos turistas que visitam a capital, o que pode ter “um efeito devastador” no turismo em Lisboa.

Inês de Matos
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Moedas preocupado com “efeito devastador” que filas no aeroporto de Lisboa podem ter no turismo

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que as longas filas no aeroporto de Lisboa dão uma “má impressão” aos turistas que visitam a capital, o que pode ter “um efeito devastador” no turismo em Lisboa.

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, alertou esta quinta-feira, 23 de junho, para o “efeito devastador” que as filas no aeroporto de Lisboa podem vir a ter no turismo e instou o governo a resolver “de uma vez por todas” a situação que se vive na infraestrutura.

“Se não resolvermos esta situação, todas estas apresentações, toda a promoção e conteúdos, quando as pessoas têm uma má impressão, isso tem um efeito devastador”, afirmou o autarca, durante a apresentação dos programas de promoção do Turismo de Lisboa para 2022.

De acordo com Carlos Moedas, “Lisboa está cada vez mais na moda”, como provam os recentes rakings que têm vindo a apontar a capital portuguesa como um dos melhores destinos para visitar, mas tudo pode ir por água abaixo devido à “má imagem” com que os passageiros ficam quando têm de esperar horas para sair do aeroporto.

“Temos aqui uma oportunidade única nos próximos tempos, Lisboa está cada vez mais na moda, vemos isso pelos ranking internacionais e agora não podemos desalavancar e, por isso, não podemos, de uma vez por todas, dar esta má imagem que está a acontecer no aeroporto de Lisboa, em que aqueles que chegam de fora da Europa ficam à espera durante horas”, acrescentou.

Carlos Moedas diz, contudo, saber que o Governo está a “trabalhar para resolver a situação”, mas pede rapidez, sob pena da situação no aeroporto se tornar comprometedora do trabalho que a autarquia, Turismo de Lisboa e empresas associadas têm vindo a fazer.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa não quis, no entanto, comentar as palavras do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que recentemente reconheceu que o aeroporto de Lisboa poderá vir a ter de recusar voos já no próximo ano, e passou a palavra a José Luís Arnaut, presidente-adjunto da Associação de Turismo de Lisboa, que apesar de reconhecer as limitações do aeroporto, defendeu que a infraestrutura ainda tem capacidade de crescimento, mesmo com as perturbações que têm existido.

“Acreditamos que Lisboa teria capacidade de crescer dentro das limitações objetivas que o aeroporto Humberto Delgado tem. Vamos ver como é que as coisas vão funcionar, o governo tem as suas ideias”, afirmou, considerando que, por enquanto, “é extemporâneo” tecer outras considerações sobre os problemas a que o aeroporto de Lisboa tem assistido.

José Luís Arnaut lembrou, contudo, que os problemas aeroportuários não são exclusivos de Portugal e que também grandes aeroportos na Europa, como o “de Amesterdão, Gatwick, Bruxelas e outros franceses”, têm vindo a sentir perturbações, em virtude dos “condicionamentos que resultam de toda a gestão do espaço aéreo europeu”.

“Os números do turismo são, de mês a mês, bastante positivos, vamos ver como vai continuar porque há contingências internacionais também, há um conjunto de limitações que podemos sofrer”, afirmou ainda o presidente-adjunto da ATL.

 

 

 

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Turismo do Porto e Norte quer ter 5 caminhos de Santiago certificados até final do ano

O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal apontou o final do ano como meta para a certificação de cinco caminhos portugueses para Santiago de Compostela, Galiza, que em 2022 foram percorridos por 93 mil peregrinos.

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Luís Pedro Martins, que falava aos jornalistas na sede do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), em Viana do Castelo, no final da assinatura do projeto cultural Caminho da Arte, referiu que, daqueles cinco, dois já estão certificados – o Caminho Português do Interior e o Caminho Português da Costa.

“Em fase final de certificação está o Caminho Português de Santiago Central-Caminho Primitivo. Esperamos anunciar em breve essa certificação. Temos outros dois – o Caminho Minhoto Ribeiro e Caminho Português Torres. Já temos muito trabalho feito para levar à certificação e gostaríamos de ter os cinco caminhos certificados até final de 2023. Vamos tentar”, afirmou.

De acordo com informação que consta da página oficial da Associação do Caminho Minhoto Ribeiro na Internet, aquele percurso “é um dos caminhos mais antigos, que liga o norte de Portugal à cidade do apóstolo Santiago”.

Segue “na maior parte da sua rota através daqueles caminhos, calçadas romanas e caminhos medievais”.

Este caminho “entronca com o território nacional no lugar de Cevide, freguesia de Cristóval, concelho de Melgaço, uma das mais antigas fronteiras terrestres”.

Já O Caminho de Torres liga a cidade de Salamanca a Santiago de Compostela e passa em grande parte pelo interior de Portugal. Trata-se de um percurso com quase 600 quilómetros.

O presidente da TPNP referiu que o objetivo é ter “pelo menos os cinco caminhos mais históricos certificados”.

“Neste momento, somos a região que tem mais caminhos certificados, apesar de não termos sido os primeiros. O processo de certificação começou no Alentejo, com o Caminho do Interior, mas [a região do] Porto e Norte rapidamente passou a ter dois caminhos certificados”, disse.

O responsável referiu que a certificação “significa garantir a segurança no caminho, sinalética e limpeza dos caminhos”.

Questionado sobre a certificação do Caminho da Geira, disse estar “em fase embrionária”, mas assegurou “já ter sido iniciado o trabalho com as autarquias”.

O Caminho da Geira, um dos mais antigos, começa em Braga com destino a Santiago de Compostela, com um percurso de cerca de 240 quilómetros.

O último caminho a ser certificado foi o da Costa, em fevereiro de 2022. O percurso tem 138 quilómetros de extensão e atravessa os concelhos do Porto, Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, e é o primeiro que a TPNP candidatou à comissão de certificação, após a assinatura em 2021 do memorando de entendimento com 10 autarquias da região.

Os Caminhos de Santiago são uma rota milenar seguida por milhões de peregrinos desde o início do século IX, quando foi descoberto o sepulcro do apóstolo Santiago.

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Turismo de Portugal leva 92 empresas e sete ARPT à FITUR

Em destaque durante esta edição da FITUR, que decorre em Madrid entre 18 e 22 de janeiro, vai estar a primeira Estratégia de Turismo Transfronteiriço 2022-2024 entre Espanha e Portugal, que será apresentada a 19 de janeiro.

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O Turismo de Portugal vai voltar a participar na FITUR, a maior feira de turismo de Espanha e que decorre em Madrid entre 18 e 22 de janeiro, e na qual a participação portuguesa vai contar com 92 empresas e as sete agências regionais de promoção turística (ARPT).

Numa nota informativa publicada no seu website, o Turismo de Portugal revela que o stand português vai ficar localizado no pavilhão 4, com a referência 4C02, contando com a presença das sete ARPT do país, concretamente Porto e Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores, além de 92 empresas nacionais.

Segundo o Turismo de Portugal, nesta edição da FITUR, vai ser apresentada oficialmente a primeira Estratégia de Turismo Transfronteiriço 2022-2024 entre Espanha e Portugal, numa apresentação a ter lugar no dia 19 de janeiro, às 15h00, no stand da Turespaña.

Já no stand de Portugal vai estar em destaque a “cultura portuguesa, a gastronomia, o café, a enologia, a história, o turismo, a literatura e o estilo de vida”, principalmente durante o fim-de-semana, dias em que a FITUR vai estar aberta ao grande público.​

Na feira vai também marcar presença o ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, assim como o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, e o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, responsáveis que, além de visitarem a feira, vão ainda participar “em diversos atos oficiais”.

 

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Algarve mostra-se como destino de luxo no ALTS

O Turismo do Algarve vai ter presente no Access Luxury Travel Show (ALTS), workshop de turismo de luxo que terá lugar em Lisboa, a 28 de fevereiro, na qualidade de parceiro “Destino Principal”.

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Através desta parceria, o Turismo do Algarve terá um espaço exclusivo que integrará, além do seu próprio stand, os de diversos parceiros da região, designadamente o Wyndham Grand Algarve, Domitur Travel-DMC, White Shell Beach Villas e Domes Lake Algarve.

A propósito desta representação, o diretor executivo da Associação de Turismo do Algarve, Hugo Nascimento, refere que, juntamente com os seus quatro parceiros, a região vai mostrar “a derradeira oferta de luxo da nossa bela oferta de destino aos compradores. Estamos encantados por poder inspirar as pessoas a experimentar o verdadeiro luxo através da autenticidade dos produtos que trouxemos para este workshop”.

O responsável considera ainda que “o ALTS é, para nós, uma oportunidade única de alcançar o segmento de luxo através do melhor que a região tem para oferecer”.

Por sua vez, Daria Mironova, Business Development Director da ALTS destaca que “entre todas as joias que Portugal tem para oferecer como regiões turísticas, estamos muito felizes por o Algarve se ter adiantado no sentido de se apresentar como o principal parceiro de destino da ALTS, tornando-se mais visível para todos os nossos compradores de viagens e turismo de luxo”.

O ALTS, workshop exclusivo para o mercado de luco, tem confirmados 22 expositores e terá cerca de 45 buyers de diferentes países, incluindo de Portugal.

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Madeira lança novo website dedicado à sustentabilidade

A Associação de Promoção da Madeira lançou um novo website dedicado à sustentabilidade que destaca o compromisso da região de se tornar num Destino Turístico Sustentável até 2030.

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A Associação de Promoção da Madeira lançou um novo website dedicado à sustentabilidade que destaca o compromisso da região de se tornar num Destino Turístico Sustentável até 2030.

“Este novo portal agora disponível tem como grande propósito dar a conhecer a estratégia definida e, sobretudo, manter as pessoas parte deste processo, através das suas partilhas e sugestões”, explica Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo e Cultura e presidente da Associação de Promoção da Madeira.

O novo website destaca o processo de certificação a que a região da Madeira tem vindo a ser submetida e que é supervisionado pela Destination Management Organization (DMO), com base nos critérios da Global Sustainable Tourism Council (GSTC) e num conjunto de orientações estratégicas de âmbito regional, nacional e internacional.

Segundo a Associação de Promoção da Madeira, a estratégia delineada pela região “já está em prática e assenta em quatro pilares estratégicos”, concretamente ambiente, economia, sociedade e cultura.

“O processo de certificação da Madeira enquanto Destino Turístico Sustentável está a decorrer como previsto e teremos já alguns resultados em fevereiro próximo. Acima de tudo, estamos muito focados em cumprir os objetivos traçados até 2030”, acrescenta Eduardo Jesus.

O novo website permite também que os parceiros, residentes e turistas apresentem recomendações e sugestões para tornar a Madeira num destino ainda mais sustentável e está disponível aqui.

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Proveitos totais do turismo aumentam 25,5% face a novembro de 2019

Os números referentes ao alojamento turístico – hóspedes e dormidas -, bem como proveitos, no mês de novembro, voltam a colocar o turismo em Portugal no caminho certo para ultrapassar o ano de 2019.

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Em novembro de 2022, o setor do alojamento turístico registou 1,7 milhões de hóspedes (+19,7%) e 4,2 milhões de dormidas (+19,4%), correspondendo subidas de 19,7% e 19,4%, respetivamente, face a igual período de 2021, avançam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Isto faz com que os proveitos totais atinjam os 288,6 milhões de euros (+36,8% face a igual mês de 2021) e 214,2 milhões de euros de proveitos de aposento (+40,3% quando comparado com novembro do ano passado).

Já comparando estes valores com o mesmo mês de 2019, o INE indica aumentos de 25,5% nos proveitos totais e 29,2% nos relativos a aposento (+27% e +27,8% em outubro, respetivamente).

No conjunto dos primeiros onze meses de 2022, os proveitos totais cresceram 118,2% e os relativos a aposento aumentaram 120,4% face ao mesmo número de meses de 2021. Comparando com igual período de 2019, verificaram-se aumentos de 16,2% e 17,4%, respetivamente.

Em novembro, Lisboa concentrou 43,7% dos proveitos totais e 47% dos relativos a aposento, seguindo-se o Norte (15,9% e 16,0%, respetivamente), que ultrapassou o Algarve (13,6% e 11,8%, pela mesma ordem).

Nos primeiros onze meses de 2022, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento. Comparando com o mesmo período de 2019, os proveitos totais na hotelaria aumentaram 14,8% e os de aposento cresceram 16,1% (pela mesma ordem, pesos de 87,3% e 85,6% no total do alojamento turístico). Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,7% e 10,3%), registaram-se subidas de 14,4% e 15,3% e no turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,9% e 4,1%, respetivamente) os aumentos atingiram 64,2% e 61,9%, pela mesma ordem.

Não residentes com quota de quase 70%
Em novembro, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas e voltou a registar uma evolução positiva (+6,3%), após um decréscimo em outubro (-3,2%).

Os mercados externos predominaram (peso de 68,9%) e totalizaram 2,9 milhões de dormidas (+26,4%).

Comparando com 2019, registaram-se aumentos de 0,8% nas dormidas de residentes e 5,9% nas de não residentes, o que neste último caso corresponde ao maior crescimento mensal face a 2019, revela o INE.

No conjunto dos primeiros onze meses de 2022, as dormidas aumentaram 89,4% (+22,4% nos residentes e +157,7% nos não residentes). Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 1,2% (-5,3% nos não residentes e +8,4% nos residentes).

Novembro positivo para todas as regiões
Em novembro, todas as regiões apresentaram evoluções positivas do número de dormidas face ao mesmo mês de 2021. Lisboa concentrou 32,9% das dormidas, seguindo-se o Algarve e o Norte (17,5% em ambas).

Face a novembro de 2019, registaram-se decréscimos no Algarve (-5,4%), Centro (-2,3%) e Alentejo (-1,6%). Os maiores aumentos ocorreram na Madeira (+24,9%), Açores (+8,3%) e Lisboa (+5%).

Nas dormidas de residentes, destacou-se a Madeira com um crescimento de 57,1% face a 2019. Os maiores decréscimos registaram-se no Alentejo (-5,8%) e no Centro (-5,6%).

À exceção do Algarve (-6,9%), todas as restantes regiões registaram aumentos nas dormidas de não residentes, destacando-se a Madeira (+21,0%) e Açores (+14,7%), face a 2019.

O município de Lisboa concentrou 25,5% do total de dormidas em novembro de 2022 (13,9% do total de dormidas de residentes e 30,7% do total de dormidas de não residentes), atingindo 1,1 milhões de dormidas (1,3 milhões em outubro, 19,8% do total). Comparando com novembro de 2019, as dormidas aumentaram 3,2% (-2% nos residentes e +4,4% nos não residentes).

O Funchal representou 10,6% do total de dormidas (449,2 mil), correspondendo a um acréscimo de 23,8% (+66,3% nos residentes e +19,0% nos não residentes) em comparação com novembro de 2019.

No Porto, registaram-se 338,3 mil dormidas (8% do total) em novembro, mais 5,2% face ao mesmo mês de 2019 (-0,1% nos residentes e +6,6% nos não residentes).

Em Albufeira, registaram-se 227,7 mil dormidas (peso de 5,4% do total), sendo o município com a maior redução (-21,3%) face a novembro de 2019 (-16,6% nos residentes e -22,2% nos não residentes).

No conjunto dos primeiros onze meses de 2022, face a igual período de 2019, registaram-se decréscimos das dormidas em Lisboa (-5,2%; -0,5% nos residentes e -6,1% nos não residentes) e em Albufeira (-15,9%; -9,2% nos residentes e -17,8% nos não residentes). Nos municípios do Funchal e do Porto, as dormidas aumentaram 11,8% (+76,8% nos residentes e +4% nos não residentes) e 4,2% (+7,5% nos residentes e +3,5% nos não residentes), respetivamente.

Ocupação em alta
A taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (35,3%) aumentou 3,3 p.p. em novembro (+6,5 p.p. em outubro), face a igual período de 2021, ficando ligeiramente acima do valor observado no mesmo mês de 2019 (35,2%).

Em novembro, as taxas líquidas de ocupação-cama mais elevadas registaram-se na Madeira (57,1%) e Lisboa (49,1%), onde se verificaram também os maiores acréscimos neste indicador (+4,8 p.p. e +6,4 p.p., respetivamente). Em relação a 2019, apenas se verificaram crescimentos na Madeira (+8,4 p.p.) e Açores (+2,1 p.p.).

A taxa líquida de ocupação-quarto nos estabelecimentos de alojamento turístico (45,4%) aumentou 4,6 p.p. em novembro (+9,2 p.p. em outubro), ficando ligeiramente abaixo do valor registado em novembro de 2019 (45,6%).

Rendimento médio por quarto ocupado cresce mais de 24% face a novembro de 2019
No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 39,8 euros em novembro, tendo aumentado 31,4% face a novembro de 2021 (+41,7% em outubro) e 23,8% em comparação com o mesmo mês de 2019 (+21,2% em outubro).

Os valores de RevPAR mais elevados foram registados na AM Lisboa (78,8 euros, +51,9%) e na Madeira (49,3 euros, +21,2%).

Este indicador aumentou 72,6% desde o início do ano, com crescimentos de 74,6% na hotelaria, 83,6% no alojamento local e 18,4% no turismo no espaço rural e de habitação.

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 87,6 euros em novembro, +18,1% em relação ao mesmo mês de 2021 (+20,1% em outubro). Face a novembro de 2019, o ADR aumentou 24,2% (+19,6% em outubro).

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Itália autoriza os seus municípios a aplicar taxas turísticas até 10 euros por noite

O governo italiano autorizou o aumento das taxas turística até 10 euros por pessoa e por noite em cidades onde há 20 vezes mais turistas do que residentes. A decisão que a Itália inclui na sua última lei de orçamento já está a gerar polémica.

O aumento (até agora o teto era de cinco euros) só será aplicado nas cidades que o solicitarem e atenderem a determinados requisitos. Mas, mesmo assim, o setor hoteleiro já se manifestou contra o imposto, segundo a imprensa italiana.

“Taxar os turistas não nos parece uma boa ideia”, considerou Vittorio Messima, presidente da associação de operadores turísticos Assoturismo Confesercenti. “É um risco desencorajar os visitantes, principalmente as famílias. É exatamente o contrário do que deveríamos fazer”, continuou Messima, estimando que o gasto adicional para uma família de quatro pessoas pode chegar a 280 euros por semana.

Porém, nem todas as cidades terão competência para aplicar o aumento. De acordo com a nova lei, o imposto só pode ser aplicado nas localidades onde as administrações públicas possam provar que “a presença de turistas é 20 vezes superior ao número de residentes”. Além disso, os dados devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) e devem referir-se à média dos três anos anteriores ao ano em que é solicitada a aplicação do imposto.

O problema é que o risco é que algumas das cidades mais icônicas de Belpaese sejam afetadas, segundo um estudo realizado justamente pela Assoturismo Confesercenti. Este relatório detetou que algumas das cidades que preenchem os requisitos exigidos são Siena, Florença, Veneza, Pisa e Rimini  Todas elas são grandes cidades do norte da Itália e destinos comuns do turismo europeu e internacional, devido ao seu grande patrimônio arquitetónico, artístico e cultural.

O Centro de Estudos Turísticos de Siena, por exemplo, registou que, no triênio 2017-2019, a média de turistas que a cidade recebeu a cada ano foi de um milhão de pessoas, enquanto o número de residentes é de 53 mil, o que deixa uma proporção de turistas/residentes acima de 20. Outros são os casos em que esta proporção é ainda maior, como em Florença (29), Rimini (50) e Veneza (49). É também por isso que uma organização, a Italian Hospitality, chegou a escrever uma carta ao governo italiano solicitando o cancelamento da nova regra que, no entanto, foi concretizada nos últimos dias.

No entanto, ainda são poucos os municípios que  já  confirmaram  que vão aplicar esses aumentos (Florença, Siena e Rimini não estão entre eles). Pelo contrário, desde que a nova lei foi conhecida, os debates têm-se intensificado em muitas das administrações autárquicas, com alguns vereadores a dizerem publicamente que descartam a aplicação da nova medida.

Outros, porém, se propuseram a estudar esses recursos adicionais que entrariam nos cofres dos governos regionais e poderiam ser usados num momento em que estão a ser afetados pela inflação e pela crise energética.

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Nuno Fazenda inaugura “Winter Food Fest” esta sexta-feira na Mealhada

Showcookings, provas comentadas de vinhos, venda de produtos endógenos dos concelhos da região de Coimbra e animação cultural serão os principais ingredientes do “Winter Food Fest”, que começa esta sexta-feira no centro da cidade da Mealhada.

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Para além de se pretender mostrar produtos dos 19 municípios que constituem a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e atrair visitantes, neste caso concreto, à Mealhada, o evento, que decorrerá durante todo o fim de semana, quer contribuir para a quebra da sazonalidade do turismo na região.

O “Winter Food Fest – powered by Coimbra Food Region” realiza-se sexta-feira das 18h00 às 22h00, no sábado das 13h00 às 23h00 e no domingo das 13h00 às 21h00. A sessão de abertura será presidida por Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, e contará com presença dos presidentes da Câmara da Mealhada e da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, António Jorge Franco e Emílio Torrão, respetivamente.

Este evento da Região de Coimbra encerra as iniciativas da distinção “Região Europeia de Gastronomia 2021-2022”.

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Turismo do Porto pede empenho do Governo no reforço da conetividade aérea e da mobilidade ferroviária

O reforço da conetividade aérea ao Porto e Norte bem como da mobilidade ferroviária e a sua conexão ao mercado espanhol, em particular com as regiões da Galiza e Castela e Leão, são duas das principais linhas de atuação para o Turismo do Porto e Norte para as quais o seu presidente considera estruturantes para o destino, e pede empenho do Governo.

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Na tomada de posse para o segundo mandato enquanto presidente da Associação de Turismo do Porto (ATP) para o triénio2023-2025, Luís Pedro Martins pretende reforçar a promoção externa da região não só junto dos principais mercados emissores, como também potenciar o lançamento de novos mercados. “Temos vindo a fazer um trabalho vasto de atração de novas companhias aéreas, promovendo o destino junto de novos mercados e novos públicos”, salientou o dirigente reeleito.

Para Luís Pedro Martins, no seu discurso de posse, a questão da conetividade aérea é, aliás, uma bandeira da região, que reivindica para o aeroporto Francisco Sá Carneiro um outro olhar, não só com uma maior aposta da transportadora nacional, mas também na captação de novas companhias e rotas, permitindo, assim, atrair mercados emissores de alto rendimento, uma das condições essenciais para a atração de segmentos de procura com maior rendimento.

“Contamos com o Ministério das Infraestruturas para dar continuidade a projetos estratégicos como a Linha do Douro ou a criação do Fundo para Conectividade Aérea da região, a exemplo do que acontece em outros destinos nossos concorrentes”, apontou, para relembrar que do grupo de trabalho constituído para desenvolvimento desta matéria “resultou um estudo já entregue ao Governo, sobre o qual aguardamos ansiosamente resposta por parte do Ministério, porque estes existem para além dos mandatos dos ministros”.

Em relação ao novo mandato, o presidente da ATP realçou que a tarefa que se afigura para os próximos três anos não é fácil, porque as sequelas económicas da pandemia ainda estão bem presentes. Neste sentido considera fundamental “que exista uma continuidade das linhas de apoio às empresas”, advertindo que “as empresas do setor ainda não respiram de alívio e não será certamente no ano de 2023, com um conflito bélico no nosso continente, com a inflação a disparar, com o aumento dos custos das energias e das matérias-primas, que poderão adquirir outra robustez económico-financeira”.

Em outro plano, mostrou disponibilidade para contribuir na discussão da governança das organizações do turismo, inclusive na discussão da Lei n.º 33/2013, que estabelece o regime jurídico das áreas regionais de turismo de Portugal continental, a sua delimitação e caraterísticas, bem como o regime jurídico da organização e funcionamento das entidades regionais de turismo.

O presidente reeleito destacou, igualmente, o excelente desempenho da região e, sobretudo, a forma como o Porto e Norte conseguiu já retomar níveis de desempenho pré-pandemia. No destino, frisa Luís Pedro Martins, o ano de 2022 fechou com dados extremamente positivos, dado que “ultrapassámos todos os indicadores de 2019, seja no número de hóspedes (6 milhões), no número de dormidas (11 milhões) e no valor dos proveitos arrecadados”. Neste último vetor, acrescenta, a região atingiu “os 700 milhões de euros, um crescimento de 20% em relação a 2019, quando a média nacional foi de 14%”. Um feito que, sublinha o presidente da agência de promoção externa, é conseguido com verbas muito inferiores aos dos mercados concorrentes.

Mesmo com verbas reduzidas, o Turismo do Porto e Norte quer dar corpo a um conjunto de objetivos que vão da atenção no apoio às empresas, ao incentivo e estímulo de projetos que tenham o propósito de reter talento e mitigar a escassez de recursos humanos. “Queremos ainda abrir caminho e ser referência para a melhoria dos conteúdos e da experiência turística no destino e ainda estimular a dinâmica do território com eventos turísticos”.

Aposta na digitalização e a sustentabilidade, e aprofundamento da relação com as regiões vizinhas da Galiza e de Castela e Leão, é, desde há muito, outro dos grandes focos de Luís Pedro Martins, que recorda também que “no terreno está já a criação de um Cluster de Turismo da Euroregião”. Apostas que, acredita, irão repercutir-se em ganhos importantes para a região. “

Recorde-se que da direção da ATP fazem parte instituições como as câmaras do Porto e de Braga, bem como a ANA – Aeroportos de Portugal, a Fundação Casa da Música ou Associação Comercial do Porto, entre vários outros parceiros públicos e privados. A Assembleia Geral é presidida por Nuno Botelho (Associação Comercial do Porto), enquanto tomou posse como presidente do Conselho Fiscal, Paulo Sarmento e Cunha (Fundação Casa da Música).

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Lisboa é a melhor cidade para nómadas digitais

São três as cidades portuguesas que aparecem mencionadas no ranking das melhores cidades para os nómadas digitais. Lisboa lidera o ranking, no qual ainda estão Porto e Faro.

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Lisboa foi considerada pelo Índice ‘Workation’, da Holidu, não só como a melhor cidade da Península Ibérica para nómadas digitais, como ocupa, também, o primeiro lugar na classificação europeia. Embora a capital de Portugal não tenha ficado entre os 10 primeiros em nenhuma das categorias individuais do ranking portal de reservas para casas de férias, o total de pontos relativamente alto da capital portuguesa em toda a classificação conquistou a primeira posição.

Além de Lisboa, também Porto (4.º lugar) e Faro (8.º) lugar aparecem neste ranking que compilou uma lista de mais de 150 países usando ‘As 100 melhores cidades do mundo’ do bestcities.org e outras várias fontes.

As cidades foram analisadas em função da ligação remota (média de mbps wifi por segundo); espaços de trabalho em conjunto (número de espaços de co-trabalho); preço médio da compra de um café; preço médio do táxi por km2; e preço médio de 2 cervejas num bar.

Além destes itens relacionados com trabalho, também foram tidos em conta fatores (viagens) como preço médio de apartamento de um quarto por mês; custo médio de uma refeição num restaurante local de nível médio; número médio de horas de luz solar; número de ‘coisas a fazer’ no Tripadvisor; número de fotos com o #cityname.

Na análise realizada, a Holidu salienta que “cada vez mais trabalhadores apreciam a flexibilidade do trabalho à distância, e muitos aproveitam a oportunidade para explorar novas partes do mundo. Os governos notam o interesse dos viajantes em trabalhar remotamente de outros países, e muitos implementaram um visto especial para os nómadas digitais”.

De Espanha, foram encontradas cinco cidades para ocupar o ranking: Barcelona (2.º lugar); Madrid (3.º lugar); Valência (5.º lugar); Málaga (6.º lugar) e Sevilha (7.º lugar).

De referir que Espanha e Portugal juntaram-se à lista de 42 países que já possuem vistos especiais para trabalhadores remotos com a sua iniciativa de Vistos Nómadas Digitais.

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Lisboa regula uso de trotinetes e bicicletas partilhadas

Definição de locais de estacionamento obrigatório, limite de velocidade e do número de trotinetes e bicicletas partilhadas, são algumas das medidas do acordo de colaboração entre o Município de Lisboa e as cinco operadoras de mobilidade suave da cidade, que acaba de ser assinado.

O presidente da autarquia lisboeta, Carlos Moedas, disse, esta terça-feira, numa visita que fez à nova Doca da Marinha que, “finalmente vamos conseguir acabar com o caos que tínhamos em relação à trotinetes”, num acordo com os principais operadores, para que “estejam estacionadas em locais próprios, que tenham o limite de velocidade de 20 km por hora e, sobretudo que tenhamos um limite no número de trotinetes. Não podemos ter uma cidade com um excesso de trotinetes e depois trabalha contra as próprias trotinetes, ou seja, queremos uma cidade em que todos possamos viver”.

A medida fixa o limite de velocidade em 20 km/h, proíbe o estacionamento em praças e largos, edifícios históricos, passeios e espaços pedonais, terminais rodoviários e ferroviários e acesso a estações do metro, entre outros, delimitando zonas de estacionamento obrigatório, e proíbe ainda a circulação nos passeios e em sentido contrário ao trânsito, segundo notícia publicada na página oficial da CML.

Esta informação, prevê o acordo, deve ser comunicada aos utilizadores, pelas operadoras, que deverão ainda aplicar “penalidades aos utilizadores pelo estacionamento ilegal”.

“Se a trotinete não for estacionada no local devido, o utilizador não consegue desligar o serviço”, explicou o presidente da Câmara, que acrescentou: “Conseguimos limitar o número de trotinetes em circulação na cidade, de inverno serão 1.500 por operador e durante o verão passam a ser 1.750 por operador”.

Os princípios e regras do acordo, segundo a autarquia, devem ser respeitadas pelas partes, até à entrada em vigor, previsto para este ano, do Regulamento de Mobilidade Suave Partilhada, cujo início do procedimento para elaboração foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Lisboa, a 14 de setembro de 2022.

Recentemente, numa reunião da Assembleia Municipal, Carlos Moedas, citado pela Lusa, considerou que “temos velocidades que vão acima dos 20 quilómetros por hora e sabemos que em cidades europeias, como é o caso de Paris, tem havido limitações”, referindo que na capital francesa a velocidade das trotinetes foi limitada para “oito quilómetros por hora, o que tem reduzido em muito os acidentes”, para lembrar ainda que Lisboa tem “o dobro ou o triplo das trotinetes que existem numa cidade como Madrid e isso não é normal”.

O autarca de Lisboa ressalvou que não é possível conseguir uma monitorização a 100% das trotinetes por parte da polícia, “porque obviamente a polícia tem muitas outras coisas com que se preocupar, esta é apenas uma das coisas que a polícia tem como preocupação”. “Temos que ter sistemas tecnológicos em que as trotinetes não andem nos sítios errados, em que quando estão em cima do passeio não conseguem andar, que são estacionadas em pontos específicos da cidade”, explicou.

 

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