Edição digital
Assine já
PUB
Meeting Industry

Eventos corporativos em crescendo

Os CEO de duas agências de viagens – Travelstore e Globalis – especializadas em viagens de negócios, Frédéric Frère e Fátima Silva, explicam o comportamento atual desta indústria, após uma crise que criou diversos constrangimentos, e num momento em que já se fala em alguma retoma.

Carolina Morgado
Meeting Industry

Eventos corporativos em crescendo

Os CEO de duas agências de viagens – Travelstore e Globalis – especializadas em viagens de negócios, Frédéric Frère e Fátima Silva, explicam o comportamento atual desta indústria, após uma crise que criou diversos constrangimentos, e num momento em que já se fala em alguma retoma.

Sobre o autor
Carolina Morgado
Dossier Relacionado
Especial MICE
Powered by
Logo image
“A relevância do segmento MICE para a região é hoje inquestionável”, João Fernandes
Meeting Industry
Desafios à criatividade
Meeting Industry
Altice Arena com agenda cheia
Meeting Industry
Versatilidade define atuação da Boost Portugal
Meeting Industry
Hotelaria otimista
Meeting Industry

Para Frédéric Frère, CEO da Travelstore “as viagens corporativas estão claramente a retomar e nas recentes semanas estão bastante acima das nossas expectativas, chegando pouco a pouco aos níveis de 2019.

Segundo o executivo, “tínhamos previsto uma redução estrutural de longo prazo no segmento de viagens de negócios, mas que afinal poderá ser inferior às nossas previsões”, e “quando questionamos as nossas empresas clientes sobre os motivos desta retoma significativa das suas viagens profissionais, a resposta que ouvimos é que, uma vez levantadas as restrições e havendo um regresso à normalidade, verificam que o contacto presencial faz muita diferença com a simples comunicação por via digital”.

Durante as restrições impostas pela pandemia, conforme recorda Frédéric Frère, “as empresas não tinham outra alternativa senão recorrer exclusivamente às plataformas digitais mas agora que recuperaram a liberdade de mobilidade, podem comparar os dois contextos e medir o retorno para o seu negócio”, para acrescentar que, “pessoalmente, acho que os dois são muito complementares – um pouco como já o era uma primeira conversa ao telefone antes de uma reunião presencial – e que de alguma forma as plataformas digitais vêm inclusive estimular os intercâmbios presenciais”.

Em relação à retoma das viagens individuais corporativas, Fátima Silva, CEO da Globalis, não tem a mesma opinião, destacando que está mais demorada. O que tem evoluído são os eventos corporativos. “As viagens individuais corporativas estão ainda mais atrasadas, e ainda não encontrámos o ritmo que tínhamos antes da pandemia, até porque algumas empresas optaram por manter o regime do teletrabalho”.

Assim, “começámos com o lazer, pois à falta das viagens corporativas as pessoas estão muito mais motivadas a viajar em lazer e até para viagens com mais qualidade e destinos mais longínquos, e não só para fins de semana ou escapadinhas, e com mais pedidos do que era anteriormente”.

E acrescentou: “Isto sem nunca deixar o nosso ADN, até porque somos uma empresa corporativa e não temos balcão. Portanto, o nosso lazer passa muito pelos individuais e empresas que trabalham connosco”

A Globalis – Viagens e Eventos Corporativos, é uma empresa com sete anos. “Resolvemos embarcar neste projeto porque já existia a Globalis Brasil. Pertencemos ao Grupo Arbo. Na altura, indica Fátima Silva, “fazia sentido ser uma agência de viagens especializada no corporativo, nomeadamente, nas viagens individuais, grupos de congressos, eventos, mas pouco nos incentivos. Achámos que fazia sentido e havia espaço no mercado para desenvolver esta atividade de forma mais especializada e de forma mais próxima do cliente. Assim, a Globalis abriu no início de 2015”.

Para além desta, a empresa também desenvolve outras áreas, através do programa de “Associated Partners”, para empresários em nome individual ou freelancers que precisam de apoio e de uma estrutura. Segundo a gestora, “não se trata apenas de agências de viagens. Temos muita gente que toda a vida organizou viagens para grupos de amigos, que tem paixão por viajar e gosta de organizar viagens, portanto, fazia sentido disponibilizar apoio e estrutura para trabalharem”.

Perspetivas para este ano
Quais as perspetivas para este ano? Chegam este ano aos resultados da pré-pandemia? Foram as questões que colocámos aos nossos entrevistados.

Para o CEO da Travelstore, “tudo indica que poderemos voltar a níveis muito próximos de 2019, embora com pesos distintos entre diferentes segmentos de negócio”.

Explicou que “tal como antecipávamos, a indústria dos eventos vai beneficiar da evolução dos formatos de trabalho porque tendo as empresas reduzido os seus espaços de escritórios e introduzido o modelo do teletrabalho, também sentem a necessidade de organizar eventos, juntando as suas equipas de forma a fomentar a cultura da empresa e manter a coesão entre pessoas. Ou seja, o trabalho remoto é também um fator que contribui para a dinamização da indústria das viagens de negócio assim como da indústria dos eventos”.

Já para a CEO da Globalis, “estávamos em pleno desenvolvimento quando em 2019, um ano muito bom para nós, um ano em que estava tudo a correr de feição, chega a pandemia, mas, felizmente, numa altura em que a empresa estava sólida financeiramente, com uma boa estrutura e um bom corpo de colaboradores. A pandemia apanhou-nos desprevenidos, mas conseguimos ultrapassar isso tudo porque, de facto, tivemos também apoios estatais. Não os podemos negligenciar porque foram importantíssimos, mas não tivemos necessidade de recorrer a empréstimos ou moratórias, porque a empresa estava sólida, e com os apoios que tivemos do Governo conseguimos nos manter, e aqui estamos hoje”.

Fátima Silva considera que, outra área que tem evoluído muito mais rápido do que a das viagens individuais corporativas, tem sido os eventos corporativos e viagens de grupos, mas muito no país, isto porque “as pessoas, obrigadas ao teletrabalho durante tanto tempo, estão cansadas de falar para um ecrã, e nós somos um ser social. Todos os motivos são hoje válidos para se estar presente num evento presencial, e fazem-se por tudo e por nada”.

“Nos eventos é importante o presencial e não só através dos meios digitais, porque tem muito networking, as pessoas precisam de tirar dúvidas, de comunicar. Felizmente isto está-se a verificar. Além disso, se antigamente havia eventos que não se faziam e acabavam por ser reuniões dentro das próprias empresas, hoje em dia tudo é motivo para os realizar fora. Tem sido, por isso, positivo”, esclareceu a gestora da empresa, que tem trabalhado muito com consultoras e grandes empresas que organizam eventos de verão e de Natal. Só que, apontou Fátima Silva, “aquilo que era planeado com grande antecedência, agora em 15 dias estão-nos a pedir uma série de coisas, situação que tem estado muito presente nesta fase da retoma”.

No entanto, há um certo otimismo da executiva em relação à recuperação. “Acho que se vai notar um crescendo, mas não de um dia para outro. À séria, com o mundo em paz, e que não haja este medo e perigo da guerra, penso que só no final deste ano ou princípio de 2023 é que deveremos chegar ao movimento e resultados de 2019”, estima a responsável, indicando que “não podemos esquecer que o início deste ano ainda foi de pandemia”.

Refira-se que a Globalis teve uma faturação de 10 milhões de euros em 2019 e este ano aponta para um volume de negócios à volta dos seis milhões, enquanto faturou quatro milhões de euros em 2021 e 2,5 milhões em 2020.

 

Tudo indica que poderemos voltar a níveis muito próximos de 2019, embora com pesos distintos entre diferentes segmentos de negócio”, Frédéric Frère (CEO da Travelstore)

 

Perfil do cliente evoluiu
Com a pandemia, o perfil do cliente, mais do que mudar, evoluiu. Esta é a opinião de Frédéric Frère.

Isto é, “muitas das expectativas dos clientes já existiam antes da pandemia, mas esta veio acentuar o seu nível de exigência relativamente a alguns aspetos que valorizam particularmente. Estes são a segurança e, aqui vemos que as TMC dotadas das capacidades necessárias, passaram a ser ainda mais valorizadas do que no passado pela sua capacidade de apoio ao viajante, sobretudo em circunstâncias de dificuldades. São também cada vez mais a respeito dos princípios “ESG” com particular enfoque no “E” (meio ambiente) sem desvalorizar obviamente os outros componentes da sustentabilidade corporativa. As empresas procuram trazer um contributo pro-ativo aos esforços de proteção do meio ambiente, aderindo a várias iniciativas que ajudam a transição para energias mais sustentáveis”.

Mas há mais: “as empresas continuam obviamente a procurar recorrer a parceiros que as ajudem a otimizar os seus orçamentos em viagem, particularmente em ambientes inflacionistas como os atuais em que seja expectável um aumento das tarifas de aviação e de alojamento. Uma capacidade de gestão coordenada que disponha de métricas fiáveis continua a ser um elemento muito valorizado pelos clientes”, acrescentou o responsável.

Sobre esta questão, Fátima Silva refere que “não é por causa do aumento dos preços que o mercado não compra, pelo menos ao nível dos nossos clientes”. Mas também concorda nessa alteração do perfil do cliente, pois, muitas empresas que não faziam eventos, passaram a fazer, um pouco na lógica de que é de acesso a todos. Além disso, é mais exigente porque teve muito tempo para aprender, e acima de tudo, está muito mais atento e consciente dos direitos de consumidor”.

Desafios da indústria
A indústria das viagens de negócios e dos eventos corporativos tem-se confrontado ao longo dos anos, segundo Frère, “com várias ameaças para não dizer crises de todo o tipo: epidemias e mais recentemente uma pandemia global cuja resolução ainda não é definitiva e, provavelmente, nunca o será totalmente, atentados terroristas, incidências climáticas e naturais (lembro o vulcão na Islândia há uns anos atrás), crises económicas e financeiras e naturalmente geopolíticas como a guerra que se iniciou recentemente entre a Rússia e a Ucrânia”. Este ano, acrescentou: “para além da saída da pandemia ainda não totalmente resolvida, surgem duas novas ameaças, a desta guerra aberrante – são todas – cujo desfecho é ainda muito incerto, e uma possível recessão económica internacional, consequência da tensão inflacionista que se está a registar um pouco em todo o mundo”.

Além disso, “toda a ambiguidade deste contexto é que atualmente as empresas do setor precisam de reforçar a sua capacidade de resposta e contratar recursos humanos, mas podendo estarem confrontados com nova contração da procura nos próximos meses”, defende o CEO da Travelstore, sublinhando que “o outro grande desafio ao qual todo o setor se confronta é claramente este dos recursos humanos, e isto a dois níveis: primeiro conseguir contratar pessoas de forma a proteger níveis de serviços, segundo estarem preparados para um agravamento dos custos laborais.

Na hora de reinventar
A Travelstore não precisou da pandemia para procurar se reinventar porque a antecipação à mudança faz parte do seu ADN. Mas, “a crise brutal que atravessámos nos estimulou ainda mais, em boa parte porque também ficámos com mais tempo para dedicar ao brainstorming. Acelerámos a nossa transformação digital, enriquecemos as propostas de valor das nossas diferentes áreas de negócio, e por fim, diversificámos os negócios para diluir a dependência dos negócios com maior peso”, disse o executivo.

Outro aspeto positivo “é que voltámos a pensar e atuar como uma startup em que todos se entreajudam para ir mais depressa e por um custo menor. É sabido que as crises são geradoras de oportunidades e julgo que esta última só veio reforçar esse princípio”, destacou o responsável.

Para a CEO da Globalis, “tivemos de nos adaptar. Passámos também a organizar eventos híbridos para os nossos clientes. Temos tecnologia e tentado sempre automatizar os processos de reservas e vendas. Implementámos mais ferramentas tecnológicas, mas o facto de termos tudo automatizado não quer dizer que sejam soluções para se vender mais, pelo menos neste momento. Desenvolvemos as redes sociais e novas formas de comunicar com os nossos clientes e com o mercado, e estamos em toda a parte onde o nosso cliente precisar”. A empresa acompanha o cliente de A a Z, seja em Portugal, seja no estrangeiro.

 

As pessoas, obrigadas ao teletrabalho durante tanto tempo, estão cansadas de falar para um ecrã, e nós somos um ser social. Todos os motivos são hoje válidos para se estar presente num evento presencial, e fazem-se por tudo e por nada”, Fátima Silva (CEO da Globalis)

 

Projetos em carteira
A Globalis tinha vários projetos em carteira que a pandemia fez adiar, mas que Fátima Silva faz questão de dizer que deverão começar a ser implementados no final deste ano ou no início do próximo.

“Colaboramos muito com o Grupo Arbo, mas ainda não trazemos clientes do estrangeiro para Portugal, projeto que estava para ser iniciado em 2020, mas com a pandemia acabou por ficar em banho-maria, mas que vamos retomar”.

Além disso “tínhamos uma ideia interessante e diferente, e que esperamos vir a retomar, que tem a ver com serviços de concierge de luxo, serviços direcionados para um determinado tipo de viajantes, como os expatriados, estrangeiros que compram casa em Portugal, que não têm estrutura familiar e necessitam de apoio e de alguns serviços, ou seja, pessoas que precisam de todo o apoio local num país que não é o seu”, realçou a gestora.

Este projeto, segundo Fátima Silva, pode complementar-se com o conceito “Jornada do Passageiro”, de forma que “as pessoas possam chegar e se identificar com a vida real de Portugal e dos portugueses sem ser através do tradicional tour e sem ser só nas grandes cidades”.

Finalmente, a agência, através de parceiros e do seu grupo no Brasil, está a preparar uma campanha para viagens ao Mundial de Futebol no Qatar (novembro e dezembro deste ano), “uma forma de retomar e estar presente”.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Dossier Relacionado
PUB
Meeting Industry

Culture and Tourism Innovation Global Summit dia 16 de julho em Lisboa

O Culture and Tourism Innovation Global Summit, que terá lugar na próxima terça-feira, dia 16 de julho, em Lisboa, vai reunir os melhores profissionais da indústria para partilhar conhecimento, experiências e novas visões do futuro do setor. No evento serão igualmente apresentados casos de sucesso, estratégias e tendências.

A agenda dos trabalhos conta com diferentes painéis especialmente projetados para capacitar executivos, dotando uma estratégia digital e sustentável para os seus negócios, indica a organização do evento, a Rede do Empresário.

O primeiro painel, com o tema “Estado de Arte da Cultura e do Turismo”, às 10h, contará com a participação de Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo; da deputada socialista Ana Mendes Godinho; Isabel Tavares, diretora de Vendas e Marketing da The Editory Collection Hotels; Lídia Monteiro; vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; e Raquel Vila Verde, Head of Communication and Brand Management Department na Caixa Geral de Depósitos.

Ainda de manhã terá lugar o painel dedicado ao tema “Desenvolvimentos Positivos com Abordagem de toda a Indústria: Colaboração, Inovação e Tecnologia”, que contará com representantes do Grupo Pestana, D-EDGE, Grupo UIP, Turismo de Portugal e TAP, como oradores.

Segue-se o terceiro painel: “Comunicação, Tecnologia e os Facilitadores da Educação”, que terá como oradores representantes da Les Roches, LCA, CARMA, CLEVER e da Escola Superior de Hotelaria do Estoril.

O evento vai ainda analisar a “Sustentabilidade na Cultura e no Turismo”, com representantes da AHP, Quinta do Roseiral, MSC Cruzeiros, Abreu e AILD, bem como o “Futuro dos Recursos Humanos na Cultura e Turismo”, com a presença de responsáveis da Fórum Turismo, KeepTalent Portugal, Merytu e Time4Travel.

Da parte da tarde, e antes da sessão de encerramento haverá espaço para o painel com o tema “Mudança para o futuro – Avanços na cultura e turismo sustentável”, com participação de representantes da Câmaras Municipais de Lisboa, Leiria, Torres Vedras e Loulé.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados
Distribuição

APAVT está fora da BTL 2025. “Não vejo como poderemos regressar”, afirma associação

A Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT) não participará na próxima BTL, feira que se realiza de 12 a 16 de março de 2025.

A Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT) está, nesta altura, fora da Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL 2025.

O Publituris confirmou esta decisão junto do presidente da associação, Pedro Costa Ferreira, que confirmou que “as condições financeiras que a BTL nos exigiu não permitem a continuidade da nossa presença”.

Questionado se esta posição poderá ser revertida, o presidente da APAVT afirma que “face ao histórico do processo, e aos argumentos da BTL, não vejo como poderemos regressar”, admitindo que, no que diz respeito à não participação de operadores e agentes de viagem, “parece-me óbvio que perderemos todos, incluindo a feira e os consumidores”.

Com a BTL a dividir-se entre três dias dedicados ao mercado B2B e dois (fim de semana) ao consumidor final (B2C), e face à possibilidade de os associados da APAVT perderem um ponto importante de venda, Pedro Costa Ferreira considera que “cada associado saberá reagir, de acordo com os seus objetivos e estratégia comercial. Todos eles, como nós, estão habituados a transformar eventuais problemas em soluções”.

Questionado se a APAVT poderá mudar a sua posição, o presidente da associação respondeu: “A APAVT não tomou uma posição, apenas não conseguiu satisfazer as exigências financeiras da BTL”.

Recorde-se que na BTL 2024, o stand da APAVT foi o maior espaço privado, com uma área de 1.200 metros quadrados, contando com a presença de 80 expositores, incluindo nove operadores turísticos, 60 agências de viagens, duas empresas de rent-a-car, companhias aéreas e DMC.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Meeting Industry

Sustentabilidade, qualificação profissional e desenvolvimento em destaque da reunião do GT de Turismo do G20

Qualificação profissional, sustentabilidade e formas de financiamento para o desenvolvimento do setor, foram alguns dos temas debatidos na 3ª Reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Turismo do G20, realizada no Rio de Janeiro. O encontro reuniu cerca de 20 delegações dos países que integram o grupo das maiores economias mundiais. O Ministério do Turismo do Brasil é o coordenador do grupo.

Publituris

A secretária executiva da pasta, Ana Carla Lopes, ressaltou que “encontros como estes são essenciais para fortalecer os laços entre nossas nações, promover um entendimento mais profundo das nossas culturas e economias, além de possibilitar o compartilhamento de experiências que irão impactar em debates importantes, como a ampliação da participação feminina no setor turístico, o desenvolvimento de um turismo acessível para pessoas com deficiência, mais sustentável, ou melhor, mais responsável. Aquele que é bom para o turista, para o meio ambiente e, principalmente, bom para os moradores”, disse.

Durante o encontro, a qualificação profissional foi destacada como essencial para a melhoria dos serviços turísticos, aumento da competitividade e geração de empregos e renda. O grupo reforçou a necessidade de investimentos para promover a educação turística e o desenvolvimento de competências. O debate sobre sustentabilidade trouxe à tona a necessidade de práticas que minimizem o impacto ambiental do turismo, promovendo um equilíbrio entre o crescimento econômico e a preservação do meio ambiente.

“A troca de experiências e conhecimentos entre os nossos países e organizações é fundamental para avançarmos, juntos, na construção do turismo que o mundo precisa e merece: mais inclusivo e responsável”, finalizou a secretária executiva, Ana Carla Lopes.

O chefe da Assessoria Especial de Relações Internacionais do Ministério brasileiro do Turismo, Heitor Kadri, falou sobre os resultados obtidos no encontro. “Conseguimos chegar a resultados concretos, fechar documentos que irão compor a decisão dos líderes no final do ano”, disse, apontando que “o Brasil conduziu da melhor forma possível, teve a parceria dos demais países e tenho a certeza de que as nossas discussões vão melhor a orientar as políticas internacionais do Turismo”, concluiu.

O encontro também foi uma oportunidade para avaliar as discussões e avanços do Grupo de Trabalho de Turismo do G20 entre os anos de 2010 e 2023, garantindo o apoio e a continuidade das ações estratégicas da cúpula. A reunião contou com a presença de entidades internacionais, como a ONU Turismo, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que trouxeram contribuições com suas perspectivas e expertise no setor.

Recorde-se que a primeira reunião de ministros do Turismo do G20 ocorreu em 2010, convocada pelo governo sul-africano, quando era chamada de T20. No mesmo ano, sob a presidência sul-coreana, foi realizado o segundo encontro para discutir a contribuição do setor para o crescimento económico e a criação de empregos.

O próximo encontro do grupo está agendado entre os dias 19 e 21 de setembro, em Belém do Pará, e contará com a participação de ministros do Turismo de outros países membros. Durante a presidência do G20 pelo Brasil, serão realizadas mais de 100 reuniões de grupos de trabalho. Em novembro ocorrerá a cúpula presidencial, no Rio de Janeiro.

A prioridade do Grupo de Trabalho de Turismo é estabelecer a promoção do desenvolvimento sustentável no setor turístico, com ações que envolvam a qualificação e a capacitação com foco na cooperação internacional e no fortalecimento das instituições multilaterais.

O desenvolvimento sustentável tem sido uma prioridade na agenda do G20 e o investimento na cooperação internacional e no fortalecimento das instituições multilaterais pode mitigar as assimetrias no setor turístico e promover práticas sustentáveis, inclusivas e inovadoras no setor.

O GT pretende realizar um trabalho integrado com a “Trilha de Finanças do G20”, com o intuito de procurar orientações sobre o financiamento do turismo e os bancos multilaterais, com o objetivo de fortalecer o setor como um vetor de desenvolvimento socioeconómico.

A plataforma online de boas práticas e o Painel de Turismo e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do G20 são ferramentas importantes para monitorar o progresso e impulsionar a contribuição do turismo para os ODS. O Brasil tem participado ativamente das discussões e contribuído para o desenvolvimento do setor nos países do G20.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Jantar dos Eventos volta a reunir profissionais da indústria a 9 de julho

Porto volta a receber mais uma edição do Jantar dos Eventos, que é já um dos momentos de networking mais importantes do ano para os profissionais desta indústria. O local do evento mantém-se secreto, mas estão garantidas muitas surpresas para todos os participantes.

Publituris

O Jantar dos Eventos é uma das datas mais aguardadas pelos profissionais da indústria. Este ano, o encontro realiza-se a 9 de julho. O local, como habitualmente, será revelado apenas no próprio dia, sendo certo que acontecerá na cidade do Porto.

No ano passado, o evento realizou-se nos jardins do ISAG, no Porto, contando com mais de 600 participantes e a representação de mais de 20 áreas que atuam no setor, tais como catering, agências de comunicação e eventos, audiovisuais, artistas, hotéis e transportes.

À semelhança do que aconteceu em 2023, Filipe Trindade, um dos fundadores do Jantar dos Eventos e do Clube dos Eventos, estima que a edição deste ano registe “uma forte adesão de profissionais do setor”, a avaliar “pelo número de inscritos até ao momento”. As inscrições são limitadas e podem ser feitas em www.clubedoseventos.pt.

Estão já confirmadas as presenças de Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal e Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal.

O Jantar de Eventos é organizado pelo Clube dos Eventos. Networking e partilha de experiências são os ingredientes principais desde o início, em 2008, num encontro informal de profissionais da área, impulsionado por Filipe Trindade, do Centro de Congressos da Alfândega do Porto, Jorge Ferreira, da empresa Best Events, Francisco Viana Brito, dos hotéis NH, e João Cardoso, da New Audiovisuais.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

FITUR celebra 45.º aniversário com perspetivas de “casa cheia”

Marcada para 22 a 26 de janeiro de 2025, e com o México como país convidado, a organização da FITUR prevê um evento no qual serão “consolidados os recordes registados em todos os parâmetros em 2024”.

Publituris

A FITUR, Feira Internacional de Turismo, reunirá o mercado mundial do turismo, de 22 a 26 de janeiro, na IFEMA MADRID, num contexto de recuperação do turismo, prevendo uma “45.ª edição na qual serão consolidados os recordes registados em todos os parâmetros em 2024”.

Com um forte enfoque profissional, a FITUR representará toda a cadeia de valor do turismo e os países e destinos, o setor do alojamento, agências e operadores turísticos, empresas de tecnologia, meios de transporte e instituições de todo o mundo, e será uma montra para as últimas tendências do setor.

Nesta nova edição, com o México como país parceiro, a FITUR apresenta-se como “uma ferramenta fundamental ao serviço da dinamização do negócio turístico global, tendo a “criação e o intercâmbio de conhecimento como um fator-chave para a inovação, competitividade e sustentabilidade”.

A FITUR 2025 será, assim, um evento “multifacetado” que oferecerá uma variedade de benefícios para destinos e empresas do setor do turismo, com um com um foco consolidado no trabalho em rede, visibilidade global, vendas diretas e formação dos seus profissionais, impulsionando as empresas participantes, mas também o crescimento e a inovação de todo o setor e lançando as bases para o próximo ano turístico.

Para além disso, como parte da sua estratégia de ser uma plataforma chave de aceleração de negócios e know-how, em 2025 a Feira Internacional de Turismo mantém o seu compromisso com a especialização. Neste sentido, irá oferecerá conteúdos nos segmentos turísticos e anuncia a renovação das secções monográficas: FITUR 4all, que, na sua segunda edição, dá mais um passo em frente com a publicação do “Guía de Buenas Prácticas en Accesibilidad en el turismo by Fitur4all (Guia de Boas Práticas na Acessibilidade Turística); FITUR Cruises, dedicada ao mundo dos cruzeiros; FITUR Know-How & Export, destinada a promover a internacionalização do conhecimento turístico das empresas espanholas; FITUR LGTB+ e o seu enfoque na diversidade e a inclusão nos destinos; FITUR Lingua, que se centra nos desafios e oportunidades do turismo linguístico; a FITUR Screen e a crescente popularidade do turismo cinematográfico; FITUR Desporto, com o desporto como motivação para viajar, tanto para assistir a grandes eventos desportivos, bem como para a prática de desporto; FITUR Talent, com destaque para as pessoas, a gestão de talentos e a formação profissional como factores-chave para o crescimento do setor; FITUR TechY, com destaque para a tecnologia e inovação turística; e a FITUR Woman, que aborda a igualdade e o papel da mulher no emprego turístico.

Estes 10 espaços são complementados pela FITURNEXT como canal de compromisso responsável tanto do evento e do setor em geral, cujo desafio desta vez se centra em como o turismo pode contribuir para uma gestão alimentar sustentável. Também com Travel Technology, que reúne empresas de tecnologia de viagens de todo o mundo e que, após o seu crescimento de 23% em 2024, espera-se que mantenha um aumento mais sustentado.

María Valcarce, diretora da FITUR, refere que “depois de um 2024 em que a feira bateu recordes em todos os seus parâmetros, esperamos que nesta nova edição, que é tão especial por ser o 45.º aniversário, continuemos a consolidar a nossa influência global graças ao apoio dos setores público e privado e de todos os atores da cadeia de valor”. A diretora da FITUR conclui ainda que, “abrir o calendário anual das feiras de turismo é um privilégio e um desafio, e os números das organizações internacionais relativos ao primeiro semestre do ano permitem-nos estar otimistas”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Eventos Publituris

“Meeting Forums” do Publituris contam já com 25 ‘buyers’ internacionais

A três meses dos “Meeting Forums” 2024 do Publituris, o evento conta já com 25 ‘buyers’ internacionais confirmados.

Publituris

Nos dias 1, 2 e 3 de outubro de 2024, o jornal Publituris vai organizar o seu evento MICE dirigido ao mercado internacional – “Portugal Meeting Forums by Publituris”.

A três meses da 8.ª edição deste evento, que conta com o apoio do Turismo de Portugal, TAP Air Portugal, Vila Galé Hotéis, MiceBuzz e YVU, estão já confirmados 25 buyers internacionais.

O objetivo é mostrar, divulgar e sublinhar Portugal como destino fundamental, na organização de eventos MICE, com foco exclusivo no mercado português, na sua diferenciação, oferta e mais-valia.

Os buyers internacionais já confirmados são:

TUI Centrum Podrozy Lodz Poland & UniTour Lodz (Polónia)
OGS SRL (Itália)
GI-Travel-Xcentive (Países Baixos)
YourTravel Business (Países Baixos)
Terramundus BV (Países Baixos)
Crossover Conferences & Events (Espanha)
Profi Reisen (Alemanha)
Blome & Pillardy Event GmbH (Alemanha)
Alliance Eurasia Travel (França)
Lufthansa City Center Almabus Business Travel (Polónia)
mach 2 Sports Tours Entertainment GmbH (Alemanha)
Alaman Consulting GmbH (Áustria)
VoyageExpert Events (Países Baixos)
International Biodeterioration and Biodegradation Society (Reino Unido)
Slupsky Event Management (Países Baixos)
Ayeyu Hola Afrika (Espanha)
Toy Family Treasures LLC (Alemanha)
Attentive (Espanha)
Henner Group (França)
Inter Travel Sport & Event AS (Noruega)
International Financial Cryptography Association (Países Baixos)
EF Tours Passports Tours usa Starbook voyages (França)
Eurazeo (França)
Cream Events and Travel (Alemanha)
Blue Travel & Events (França)

Do lado dos suppliers, estão já confirmadas as seguintes empresas:

Turismo de Portugal
Bomporto Hotels
Hard Rock Cafe
Savoy Signature
Portugal Green Travel (DMC)
WOW
Highgate Portugal
Pestana Hotel Group
Gr8 events
HF Hotels
Amazing Evolution
Sana Hotels
Bensaude Hotels
Açoreana DMC
Grupo Açorsonho Hotéis
Benfica Eventos
Parques de Sintra
TAP Air Portugal
Fita Preta Enoturismo
Nova SBE
Vila Gale Hotels
DP Tours
In Azores

O evento arranca no dia 1 de outubro, com a chegada dos buyers internacionais, seguido de um Cocktail Dinatoire no Vila Galé Collection Palácio dos Arcos.

O segundo dia, 2 de outubro, será dedicado, em exclusivo, a reuniões, a realizar no Vila Galé Collection Palácio dos Arcos, com um working lunch. À noite, o jantar será num local emblemático na Costa do Estoril.

O último dia, 3 de outubro, suppliers & buyers terão oportunidade de ter um dia completo para visitar a região de Oeiras, palco deste evento, ao qual se seguirá uma famtrip, para os buyers internacionais, de dois dias à região do Alentejo, com alojamento e refeições incluídas.

Para saber mais sobre os “Portugal Meeting Forums by Publituris” 2024 visite o site em: https://meetingforums.publituris.pt/2024/

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Cabo Verde Investment Forum vem a Portugal

O fórum Cabo Verde Investment, que se tem afirmado como o maior evento promocional do país, vai ter uma edição em Portugal, foi anunciado no Sal. No entanto, a página oficial do evento avança que será em novembro deste ano, em Lisboa.

Este ano, após a edição na ilha do Sal (dias 12 e 13 de junho), o Cabo Verde Investment Forum será realizado em Boston no próximo mês, em setembro no Brasil e, posteriormente, em Portugal. A garantia foi dada por José Almada, presidente da Cabo Verde Trade Invest, entidade que organiza o evento promovido pelo governo.

“Para além das edições nacionais, este ano nós vamos ter a oportunidade de internacionalização do evento, após o Sal, nós estaremos no próximo mês em Boston, em setembro teremos uma outra edição em São Paulo, e também teremos o Cabo Verde Investment Forum em Portugal”, disse, citado pela imprensa local. O turismo, como pilar económico maior de Cabo Verde, tem ocupado papel de destaque tanto nas palestras como nos encontros de negócios.

Partilhar as estratégias de desenvolvimento do governo e o estado do ambiente de negócios e da economia; promover oportunidades de investimento em sectores prioritários e emergentes; mobilizar recursos financeiros para a implementação de projetos, através da identificação de instrumentos financeiros disponíveis aos investidores; encorajar o estabelecimento de parcerias, conectando empresários que tenham projetos de investimento em Cabo Verde com potenciais investidores e financiadores; e demonstrar aos investidores não-residentes o potencial e os benefícios de investir em Cabo Verde, e o seu papel como a “Plataforma do Atlântico Médio para a economia mundial”, são os propósitos do evento, que conta com sessões plenárias, sessões temáticas (oportunidades de investimento) e encontros de negócios.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Meeting Industry

Conselho Executivo do Turismo da ONU reuniu-se para colocar o setor na agenda económica global

Os líderes do turismo de todo o mundo reuniram-se novamente tendo enfatizado a importância económica vital do sector, ao mesmo tempo que o colocam firmemente na agenda política. A 121ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU, que decorreu em Barcelona, pôs ênfase especial nas prioridades partilhadas de investimentos no turismo, na educação e na aceleração da inovação em todo o setor.

Publituris

A 121ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU, reunida em Barcelona, acolheu representantes de 47 países, incluindo 18 ministros do Turismo, para promover a visão da organização para o setor à medida que este alcança a recuperação total dos impactos da pandemia. De acordo com dados da ONU sobre Turismo, cerca de 285 milhões de turistas viajaram internacionalmente no primeiro trimestre de 2024, o que corresponde a uma subida de 20% face ao mesmo período do ano passado, enquanto as receitas do turismo internacional cresceram novamente para 1,5 biliões de dólares em 2023.

Abrindo a sessão, o Secretário-Geral do Turismo da ONU, Zurab Pololikashvili, sublinhou a necessidade de abraçar a inovação, crescer e direcionar o investimento para o setor, a fim de impulsionar a sua transformação positiva. “Com o turismo a recuperar da maior crise da sua história, agora é o momento de canalizar a nossa energia para construir uma maior resiliência contra quaisquer choques futuros”, disse, avançando que, ao mesmo tempo, “temos de garantir que o crescimento do turismo beneficia as pessoas em todo o mundo, acima de tudo, expandindo o acesso à educação e às oportunidades de emprego e aproveitando o poder das novas tecnologias.”

O Secretário-Geral apresentou então o seu relatório aos membros, resumindo as realizações do Turismo da ONU desde a última reunião do Conselho, colocando ênfase especial nas prioridades partilhadas de investimentos no turismo, na educação e na aceleração da inovação em todo o setor. Além disso, os membros adotaram o Plano de Trabalho para a Agenda do Turismo das Nações Unidas para a Europa, incluindo três projetos centrados no futuro dos destinos de viagens de inverno, na regulamentação das plataformas de aluguer de curta duração e nas estratégias para mitigar os efeitos dos investimentos verdes nas PME do turismo.

Em Barcelona, ​​o Conselho Executivo deu um passo significativo no compromisso do Turismo da ONU de criar um quadro jurídico harmonizado para o setor global, a fim de aumentar a confiança nas viagens internacionais, e aprovou a decisão para o centro jurídico inovador, dando início ao trabalho para aumentar o portfólio crescente de Escritórios Regionais e Temáticos do Turismo da ONU, à medida que continua a aproximar-se dos seus membros no terreno.

O Conselho Executivo foi atualizado sobre o planeado Escritório Regional para África, a ser inaugurado em Marraquexe, e o Escritório Regional para as Américas, localizado no Rio de Janeiro. Mantendo esta dinâmica, a liderança do Turismo da ONU assinou um Memorando de Entendimento com o Ministério do Turismo da Grécia para estabelecer um Centro de Investigação e Monitorização do Turismo Costeiro e Marítimo na Região do Mediterrâneo Oriental.

A 122ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU será realizada em Cartagena das Índias, Colômbia, enquanto a 123ª será organizada pela Espanha no primeiro semestre de 2025, e a 124ª sessão pelo Reino da Arábia Saudita no segundo semestre de 2025.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

BTL 2024 “termina” com entrega de prémios e revelações para 2025

O evento de lançamento da edição de 2025 da Bolsa de Turismo de Lisboa– BTL -iniciou-se com o término da edição de 2024. Anunciados os vencedores dos prémios referentes à edição de este ano, foram revelados o Município Convidado e Região Convidada para 2025.

Publituris

Antes mesmo do arranque do evento que dava por terminada a edição da BTL 2024, foi conhecida uma das principais novidades para o futuro do maior certame do turismo em Portugal: a nomeação da presidente do Conselho Estratégico da BTL, Rita Marques ex-secretária de Estado do Turismo.

Revelada esta nomeação, a tarde de quinta-feira, 6 de junho, terminou com diversos anúncios, desde logo os vencedores dos prémios da BTL 2024. Assim, foram entregues os prémios de “Stand Nacional” – Açores; Criatividade – TAP Air Portugal; “Sustentabilidade” – Açores. As Menções Honrosas foram para: “Stand Nacional” – ERT Alentejo e Ribatejo; “Stand Internacional” – Marrocos, Cabo Verde e TAP Air Portugal; “Inovação” – Europalco; “Criatividade” – Município de Coimbra. Os “Prémios Personalidade”, por sua vez, distinguiram: Dionísio Pestana (Pestana Hotel Group); Jorge Rebelo de Almeida (Vila Galé Hotéis); José Ribau Esteves (presidente da Câmara Municipal de Aveiro); e Rita Marques (ex-secretária de Estado e atual presidente da Fundação Livraria Lello). Os “Prémios Parceiros Excelência BTL” foram entregues à AVK Audiovisuais e Opção Global.

Por fim, o “Prémio Júri BTL”, do qual o jornal Publituris fez parte, decidiu entregar uma nova distinção referente ao evento que se destacou no ano 2023 pelo seu impacto na promoção da marca “Portugal”: Jornada Mundial da Juventude, organizada de 1 a 6 de agosto de 2023, em Lisboa.

O evento serviu ainda para anunciar o “Município Convidado” da edição e 2025 da BTL – Leiria – e a “Região de Turismo Convidada” – Alentejo e Ribatejo.

De referir que no início do evento, António Ramalho, presidente da Comissão Executiva da Lisboa FCE, entidade organizadora da BTL destacou a trajetória de crescimento da BTL, em particular nos últimos anos. “A BTL tanto traduz como contribui para o bom momento do turismo nacional e a procura que temos registado por parte de empresas e entidades permite-nos perspetivar, com muito otimismo, a edição de 2025”.

Recorde-se que a BTL 2025 estará de volta à Feira Internacional de Lisboa de 12 a 16 Março de 2025.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Rita Marques nomeada presidente do Conselho Estratégico da BTL

A ex-secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, é a nova presidente do Conselho Estratégico da BTL.

Publituris

A Fundação AIP, entidade promotora da BTL, nomeou Rita Marques, ex-secretária de Estado do Turismo e atual presidente da Fundação Livraria Lello, para a Presidência do Conselho Estratégico da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

Este órgão consultivo reunirá “personalidades de reconhecido mérito e experiência profissional e terá como missão contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia que permita à BTL consolidar e desenvolver a sua posição como um dos principais eventos do setor turístico na Europa, bem como garantir o seu alinhamento com o mercado e com os objetivos das empresas e entidades que nela participam”, revela a Fundação AIP, em comunicado.

O presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, justificou o convite endereçado, destacando a vasta experiência e competência de Rita Marques no sector, admitindo que “traz uma visão inovadora e um conhecimento profundo das dinâmicas do turismo nacional e internacional”.

De referir que a última edição da BTL obteve os melhores resultados de sempre, com mais de 79.000 visitantes, mais de 1.500 expositores, 85 destinos internacionais e 200 Hosted Buyers, oriundos de 42 mercados emissores que realizaram mais de 2.800 reuniões com empresas e entidades portuguesas.

Por sua vez, Rita Marques expressou entusiasmo ao aceitar o convite, sublinhando a importância da BTL para o desenvolvimento do turismo em Portugal. “Aceitei este desafio com grande honra e sentido de responsabilidade. A BTL é um evento crucial para a promoção do nosso turismo e estou empenhada em contribuir para que se torne ainda mais relevante e inovador”, declarou Rita Marques, destacando ainda a importância de “adotar estratégias que respondam às novas tendências e exigências do mercado turístico global”.

Recorde-se que a próxima BTL- Bolsa de Turismo de Lisboa está marcada para 12 a 16 de março de 2025 na FIL – Parque das Nações, em Lisboa.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2024 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.