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Nova Zelândia abre fronteiras a turistas vacinados de cerca de 60 países

A abertura das fronteiras implica a realização de dois testes rápidos à COVID-19, no primeiro e quinto dias.

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A Nova Zelândia abriu esta segunda-feira (2 de maio) as fronteiras a turistas vacinados contra a COVID-19 provenientes de países com isenção de visto.

Um total de 43 voos com cerca de nove mil passageiros oriundos de dezenas de países vão partir de e para Auckland, no norte do país, durante o dia, de acordo com a chefe executiva do aeroporto desta cidade neozelandesa, Carrie Hurihanganui.

“Tem sido fantástico. Vemos realmente aqueles momentos emocionantes nos filmes em que as pessoas se voltam a reunir com a família e os amigos após um longo período de dois anos”, disse a responsável em declarações a Rádio Nova Zelândia.

Depois da chegada ao aeroporto de Auckland, os turistas vão poder circular livremente no país, sem quarentena, embora devam submeter-se a dois testes rápidos à COVID-19, no primeiro e quinto dias, de acordo com a nova política estabelecida pelas autoridades.

No caso de um resultado positivo, os infetados têm de cumprir um período de isolamento de sete dias, sendo responsáveis pelas despesas.

Os estrangeiros que não estão vacinados continuam proibidos de entrar no país oceânico a menos que sejam portadores de uma isenção, concedida em casos raros, ou que tenham o estatuto de refugiados.

A Nova Zelândia mantém um plano de reabertura faseada, que teve início em fevereiro e deverá estar concluído em outubro.

A restritiva política fronteiriça, que impôs uma quota diária de entrada muito limitada, foi um duro golpe para a economia do país, especialmente para o setor do turismo, que antes da pandemia representava quase 6% do produto interno bruto (PIB).

 

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IATA: Tráfego aéreo cresceu 64,4% em 2022 e ficou a 68,5% dos níveis pré-pandémicos

No ano passado, o tráfego aéreo global aumentou 64,4% e ficou a 68,5% dos níveis pré-pandémicos, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que realça a forte subida do tráfego internacional.

No ano passado, o tráfego aéreo global aumentou 64,4% e ficou a 68,5% dos níveis pré-pandémicos, avança a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que realça a forte subida do tráfego internacional ao longo do ano passado.

De acordo com os dados revelados esta segunda-feira, 6 de fevereiro, pela IATA, no ano passado o tráfego internacional aumentou 152,7% face ao ano anterior, chegando a 62,2% dos níveis de 2019, enquanto o tráfego doméstico cresceu 10,9%, terminando 2022 com 79,6% do nível pré-pandémico.

“A indústria deixou 2022 de uma forma muito mais forte do que entrou, já que a maioria dos governos suspendeu as restrições de viagem da COVID-19 durante este ano e as pessoas aproveitaram a recuperação da sua liberdade para viajar. Espera-se que esse impulso continue no ano novo, apesar das reações exageradas de alguns governos à reabertura da China”, afirma Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

Tal como ao longo do ano, também o mês de dezembro de 2022 registou uma evolução positiva, uma vez que o tráfego total de dezembro de 2022 aumentou 39,7% em relação a dezembro de 2021 e atingiu 76,9% do nível de dezembro de 2019.

Em dezembro, o tráfego internacional aumentou 80,2% face a igual mês de 2021, atingindo 75,1% do nível de dezembro de 2019, enquanto o tráfego doméstico aumentou 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou em 79,9% do tráfego de dezembro de 2019.

Por regiões, foi na Ásia-Pacífico que o tráfego internacional mais aumentou, subindo 363,3% ao longo do ano e 302,7% em dezembro. Ao longo do ano, também a capacidade nesta região aumentou 129,9%, enquanto o load factor cresceu 37,3 pontos percentuais, fixando-se nos 34,0%.

Já no Médio Oriente houve uma subida de 157,4% no tráfego de 2022 e de 69,8% na procura de viagens internacionais em dezembro, tendo a capacidade subido 73,8% ao longo do ano, enquanto o load factor aumentou 24,6 pontos percentuais, para 75,8%.

Na Europa, o aumento do tráfego internacional chegou aos 132,2% ao longo do ano e aos  46,5% em dezembro, enquanto a capacidade cresceu 84,0% em 2022 e o load factor aumentou 16,7 pontos percentuais, para 80,6%.

Na América do Norte houve ainda um aumento de 130,2% no tráfego internacional ao longo do ano, enquanto a subida de dezembro foi de 61,3%, tendo-se ainda observado um aumento de 71,3% na capacidade ao longo do ano e de 20,7 pontos percentuais no load factor, que se fixou nos 80,8%.

Na América Latina a subida do tráfego de 2022 foi de 119,2%, enquanto em dezembro este indicador subiu 37,0%, tendo-se registado também um aumento de 93,3% na capacidade ao longo do ano e uma subida de 9,7 pontos percentuais no load factor, que passou para 82,2%, o mais elevado de todas as regiões.

Já em África, o tráfego aéreo internacional aumentou 89,2% ao longo do ano passado, mas em dezembro subiu ainda mais, crescendo 118,8% face a igual mês de 2021, enquanto a capacidade cresceu 51,0% e o load factor aumentou 14,5 pontos percentuais, fixando-se nos 71,7%, o mais baixo entre todas as regiões.

“Esperamos que 2022 se torne no ano em que os governos trancaram para sempre os grilhões regulatórios que mantiveram os seus cidadãos presos à terra por tanto tempo. É vital que os governos aprendam a lição de que as restrições de viagens e o encerramento de fronteiras têm pouco impacto positivo em termos de retardar a propagação de doenças infecciosas”, sublinha Willie Walsh.

 

 

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Rio de Janeiro revoluciona política fiscal e aumenta segurança para atrair turismo

Para recuperar o lugar de principal destino turístico brasileiro, o Rio de Janeiro procedeu a alterações na política fiscal e de segurança pública, que levaram a uma mudança de paradigma com resultados para toda a economia, especialmente no turismo.

O Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, procedeu a uma mudança de paradigma durante a pandemia, que levou a uma alteração da política fiscal e à melhoria dos índices de segurança, e que, segundo Cláudio Castro, governador do Estado do Rio de Janeiro, está a ter impacto direto em toda a economia e também no setor do turismo.

“Quando a economia começa a dar certo, cria-se um ciclo virtuoso, o que foi brindado com números recorde nos hotéis, bares e restaurantes, e em todo o nosso turismo”, começou por afirmar Cláudio Castro, durante uma conferência de imprensa em Lisboa sobre a promoção turística do Rio de Janeiro e a internacionalização do Estado para atração de negócios.

De acordo com o governante, a mudança começou ainda durante a pandemia, uma vez que o Rio de Janeiro foi um dos destinos brasileiros mais impactados pela COVID-19, o que levou a que as autoridades mudassem o paradigma face à cadeia produtiva.

“Escolhemos duas palavras que, na minha opinião, foram um grande acerto: equilíbrio e diálogo.  Até à minha entrada, os setores não eram ouvidos, o Governo do Estado tomava as decisões e todos tinham de seguir as decisões. Decidi que essa não seria mais a postura, seria olhar para o turismo e para o empreendedor, para o comércio e para a indústria, ou seja, olhar para todos os setores que são quem realmente faz a riqueza de uma cidade, de um Estado ou de um país”, explicou.

Segundo Cláudio Castro, este novo paradigma levou a que, a partir daí, o Estado se tenha passado a reger por “uma nova filosofia de que a segurança jurídica, política e a tranquilidade para empreender seriam os marcos do Rio de Janeiro”.

Esta mudança, acrescentou o responsável, levou a que o Rio de Janeiro tenha recuperado o seu lugar de destaque no turismo brasileiro, voltando a ser o destino mais procurado para turismo no país, lugar que tinha perdido para São Paulo e para a Bahia.

“Isso fez com que em seis meses retomámos o primeiro lugar na procura e começámos a cumprir aquilo que tínhamos acordado com a cadeia contributiva, diminuindo em 25% o imposto de bares e restaurantes, criámos condições especiais, fizemos o refinanciamento e criámos um programa de financiamento em que o Estado emprestou, com juros zero e 12 meses de carência, 500 milhões de reais a empreendedores que queriam retomar a sua atividade depois da dificuldade da pandemia”, explicou Cláudio Castro.

Paralelamente à fiscalidade, o Rio de Janeiro levou ainda a cabo um extenso trabalho em prol da sustentabilidade que, segundo o Governador do Estado do Rio de Janeiro, “também está a atrair o turismo verde” e tem vindo ainda a investir na segurança pública, nomeadamente dos turistas, num trabalho que, indica o responsável, também está a evidenciar resultados muito positivos.

“A última ponta dessa política é a segurança pública. Temos os melhores índices de segurança pública dos últimos 10 anos”, afirmou, revelando que o Estado do Rio de Janeiro já investiu cerca de dois mil milhões de reais na melhoria dos serviços de policiamento.

Quem também marcou presença neste encontro em Lisboa foi Gustavo Tutuca, secretário de Estado de Turismo do Rio de Janeiro, que revelou que o Estado “reativou, por determinação do governador, o Conselho de Segurança Turística”.

De acordo com o responsável, a “consolidação do projeto de segurança turística” é um dos destaques da mudança de paradigma que aconteceu no Rio de Janeiro, uma vez que, defendeu, a segurança para o turismo deve ser encarada de forma diferente.

“Por isso, temos um batalhão de policiamento turístico específico e com estratégias para o policiamento de áreas de interesse turístico e uma delegacia específica para o atendimento ao turista no Rio de Janeiro e estamos a ampliar a atuação destes dois órgãos por determinação do governador e avançando nesta estratégia, que é importante para melhorar a sensação de segurança do turista”, explicou.

Certo é que o trabalho já está a surtir efeito e, como revelou Cláudio Castro, atualmente o Rio de Janeiro tem, por exemplo, índices de homicídio doloso inferiores aos de 1991, o que leva o responsável a considerar que o destino “voltou a ser um local propicio e que a meta é voltar a internacionalizar a marca Rio de Janeiro”.

“Claro que ainda temos problemas, mas estamos num processo de evolução muito grande, muito forte e não tenho a menor dúvida que o setor do turismo é uma grande mola propulsora porque, além de trazer gente de fora, também contrata a nossa base, o que faz girar toda a economia desde a base”, concluiu Cláudio Castro, defendendo que “o turismo é essa primeira mola que quando começa a funcionar, leva a que todo o Rio de Janeiro comece a funcionar”.

Além das mudanças nas politicas fiscal, de sustentabilidade e ao nível da segurança, o Rio de Janeiro vai também receber grandes eventos internacionais e voltar a participar nas principais feiras de turismo internacionais, a exemplo da BTL, ITB e WTL Londres, ao mesmo tempo que está a apoiar press e famtrips internacionais, assim como a atração de companhias aéreas para aumentar a conetividade aérea.

 

 

 

 

 

 

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Malta volta a fazer parte da programação da Egotravel

Com o regresso da Air Malta a Portugal, o operador turístico Egotravel anuncia ao mercado que Malta e Gozo voltam a fazer parte da sua programação. Retoma-se, assim, um destino com forte tradição no portefólio do operador turístico.

Com a programação baseada nos voos da Air Malta, à saída de Lisboa, o pacote turístico de sete noites para Malta tem o preço desde 751 euros em regime de só alojamento no quatro estrelas Paradise Bay Resort, para partidas de 26 de junho a 19 de outubro.

O operador turístico tem outras propostas de alojamento tais como o hotel Labranda Riviera Resort & Spa em regime de pequeno-almoço desde 823 euros ou o Ramla Bay Resort também em regime de pequeno-almoço desde 835 euros, ambos de categoria quatro estrelas.

No que diz respeito à Ilha de Gozo, o pacote turístico de sete noites tem o valor desde 840 euros em regime de pequeno-almoço no quatro estrelas Calypso, para partidas de 26 de junho a 19 de outubro.

Para além da passagem aérea em classe económica com direito a bagagem de porão, o programa inclui ainda estadia de sete noites no hotel e regime escolhidos, transferes, seguro de viagem, taxas hoteleiras, serviço, IVA, taxas de aeroporto segurança e combustível (57€ -sujeito a alterações nos termos previstos da lei).

Sendo Malta um destino com forte histórico na Egotravel, e tendo em conta o relançamento dos voos diretos da Air Malta, Daniel Graça, diretor de Vendas do operador turístico acredita que “temos um excelente produto para as agências de viagens recomendarem Malta aos seus clientes como destino de férias”.

 

 

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“Territórios do Interior devem ser uma prioridade na promoção turística”, defende Nuno Fazenda

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, participou esta quinta-feira, 2 de fevereiro, numa sessão pública sobre a Agenda para o Turismo no Interior, em Viseu.

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O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, defendeu esta quinta-feira, 2 de fevereiro, que “os territórios do Interior devem ser uma prioridade na promoção turística”, motivo pelo qual o Governo conta apresentar, em abril, a Agenda para o Turismo no Interior.

De acordo com o governante, que falava numa sessão pública sobre a Agenda para o Turismo no Interior, que decorreu no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, “o Interior tem produtos turísticos únicos que devem ser valorizados”.

E Nuno Fazenda apontou medidas que visam descriminar positivamente o interior, a exemplo do programa Consolidar + Turismo, que prevê mais apoios para empresas do Interior; do Portugal Events, que vai diferenciar positivamente os eventos que decorram em destinos afastados do litoral; e da valoração adicional das produções internacionais que escolham filmar em territórios de baixa densidade, ao abrigo da Portugal Film Commission.

A sessão em Viseu integrou o Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, que o governante está a realizar pelo interior do país entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro, com o objetivo de ouvir e debater com os atores locais os desafios, as potencialidades e as prioridades do turismo no interior.

Além de Nuno Fazendo, também Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal; Leonor Barata, vereadora do Turismo e Cultura da Câmara Municipal de Viseu; e José dos Santos Costa, presidente do Instituto Politécnico de Viseu, discursaram nesta sessão pública.

Na sua intervenção, o presidente do Turismo Centro de Portugal manifestou preocupação em combater a sazonalidade, a litoralização e a reduzida estadia média, assim como o despovoamento, problemas que afetam a atividade turística no interior, considerando que, para combater estas dificuldades, devem ser destacados os grandes trunfos do Interior do país.

“O Interior de Portugal é o luxo do século XXI, uma vez que oferece tempo, silêncio e segurança. Se passarmos esta mensagem aos mercados internacionais, nomeadamente os mercados emergentes, seremos capazes de atrair mais turistas a estes territórios”, considerou.

A sessão contou depois com dois painéis dedicados aos temas “O Turismo no Interior e no Centro – Redes e Conhecimento” e “O Turismo no Interior e no Centro – As Empresas”, aos quais se seguiu um período de debate.

No âmbito do Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, Nuno Fazenda visitou, também a Casa das Fidalgas, em Santar, Nelas, e o Grande Hotel Lisboa, nas Termas de São Pedro do Sul.

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Governo incorpora Portugal Film Commission no ICA

Com esta alteração, o ICA passa a estar sob tutela dos membros do Governo responsáveis pelo Turismo e pela Cultura, em “matérias relacionadas com incentivos à produção cinematográfica e audiovisual e à captação de filmagens internacionais para Portugal”.

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O Governo aprovou esta quinta-feira, 2 de fevereiro, em Conselho de Ministros, um decreto-lei que altera a estrutura orgânica do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), que passa a incorporar em permanência a Portugal Film Commission.

De acordo com um comunicado do Gabinete do ministro do Mar e da Economia, com esta alteração, o ICA “alarga o escopo da sua missão”, passando a estar sob tutela conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do Turismo e da Cultura, em “matérias relacionadas com incentivos à produção cinematográfica e audiovisual e à captação de filmagens internacionais para Portugal”.

“Esta alteração orgânica constitui o reconhecimento do trabalho da Portugal Film Commission e da política de incentivos concedidos pelo Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema (FATC), com resultados muito positivos nos setores do cinema e do audiovisual”, explica o comunicado divulgado.

Entre 2018 e 2022, foi registado um investimento total de cerca de 238 milhões de euros (dos quais 129 milhões de investimento estrangeiro), com incentivos de 64 milhões de euros atribuídos a 168 projetos, tendo o ano de 2022 sido aquele que registou maior volume de investimento, que ascendeu a 99 milhões de euros (dos quais 74 milhões foram investimento estrangeiro), e tendo sido atribuídos 27 milhões de euros de incentivos.

O Governo pretende ainda introduzir, já este ano, alterações às regras de acesso ao Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema, assumindo o compromisso de manter o regime de incentivos deste fundo até final de 2026.

“Nestes termos, as candidaturas ao FATC terão este ano duas fases. A primeira será aberta a 3 de abril de 2023, com uma dotação orçamental de apoio a projetos que será anunciada até ao final de fevereiro. Nesta primeira fase de candidaturas, mantêm-se as regras de acesso aos incentivos atualmente em vigor, com valoração adicional dos projetos realizados em territórios de baixa densidade”, acrescenta a informação divulgada.

No último trimestre do ano e após reflexão das diferentes áreas governativas envolvidas e considerando o relatório “Avaliação do Funcionamento e Efeitos do Incentivo à Produção Cinematográfica e Audiovisual – Cash Rebate”, do PlanAPP, o Governo conta abrir uma 2.ª fase de candidaturas, cujas regras e dotação orçamental estão ainda por definir.

“Esta decisão do Governo baseia-se no reconhecimento do sucesso alcançado na atração de produções internacionais para filmar em Portugal, com consequências muito positivas para o desenvolvimento do setor e para a consolidação das produtoras portuguesas”, realça Pedro Adão e Silva, ministro da Cultura, considerando que esta alteração permite assumir “um compromisso político total relativamente ao futuro, consolidando o que começou por ser um grupo de projeto”.

Já Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo defende que “a atração de produções cinematográficas internacionais tem um efeito multiplicador para a economia e para o turismo português”, pelo que esta alteração legislativa permite reforçar a “estratégia de atratividade e fomento” de Portugal enquanto destino de excelência das produções cinematográficas, nomeadamente na zonas do interior do país.

“Queremos continuar a afirmar Portugal no mundo e a 7.ª arte é uma ancora para essa afirmação e projeção internacional”, conclui o governante.

 

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Os “novos” desafios dos eventos

A pandemia veio trazer a necessidade de uma renovação por parte de quem organiza eventos e congressos. Os “novos” desafios passam por reforçar as experiências, a autenticidade e proporcionar momentos únicos. O aumento dos preços, contudo, não ajuda, mas os empresários mostram-se otimistas para 2023.

Victor Jorge

Os dois anos de pandemia vieram trazer alterações ao setor dos eventos, congressos e animação turística. Embora a pandemia ainda esteja “viva”, a recente guerra na Ucrânia veio trazer novos desafios que foram expostos no 11.º Congresso da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE), realizado em Elvas e Campo Maior.

Para Paula Almeida, da Factor Chave, os desafios são “inúmeros” e são “reforçados com o regresso do presencial”. E se as “atitudes e necessidades” dos clientes mudaram, também o tempo para responder aos orçamentos solicitados encurtou brutalmente. “Se antes da pandemia tínhamos uma semana ou duas para dar uma resposta a um cliente, durante a pandemia esse tempo encurtou para 24 ou 48 horas, por causa do digital, mantendo-se, atualmente, essa exigência”. Contudo, referiu Paula Almeida, “os orçamentos que nos solicitam agora já não são para o digital, mas para o físico e isso tem outras implicações”, salientando uma “maior ansiedade por parte dos clientes”.

Luís Montez, responsável da Música no Coração, destacou que Portugal tem as melhores condições do mundo para organizar eventos, embora reconheça “entraves como uma regulamentação excessiva em certas e determinadas questões”, apontando a atuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) como “intransigente” que condiciona muito a restauração nos eventos. “Se a ASAE fosse a qualquer concerto nos EUA, fechava-os imediatamente”, salientou. “Esta atuação condiciona a experiência que podemos e queremos dar ao nosso público”.

O organizador de festivais como o Super Bock Super Rock e MEO Sudoeste, salientou o clima, as pessoas, a tranquilidade e paz, gastronomia, bem como os preços baratos como fundamentos que trazem os espectadores a Portugal. “Os artistas são iguais em qualquer parte do mundo. O que nos diferencia são, de facto, as experiências que oferecemos”, admitindo que para o futuro o objetivo passa por “consolidar o público português e trazer mais público estrangeiro”.

Neste campo, admite, as campanhas no digital são a “nova arma”, já que “é a forma mais barata e rápida de atingir o público”.

Para o sucesso da captação de público para os eventos, Lídia Monteiro, do Turismo de Portugal, destacou o trabalho desenvolvido ao nível da “Marca Portugal”, considerando que o setor do turismo tem sido quem mais tem melhorado a reputação da marca no exterior. Contudo, admitiu que “precisamos de mais marcas portuguesas para aumentar essa reputação e valor”.

Rui Ribeiro, responsável pelo QSP Summit, colocou, por sua vez, a tónica na “relevância e inovação” que é preciso dar aos eventos. “Não podemos replicar o que foi feito anteriormente. Isso não acrescenta valor e o público, atualmente, quer ser surpreendido”. Isso passa, igualmente, por dar “sempre novos conteúdos, experiências únicas e enriquecedoras”

Neste campo, Rui Ribeiro considera que o digital não traz valor, até porque, em Portugal, “não se paga por uma conferência online, tal como acontece lá fora” e tal como Luís Montez, também no caso da QSP Summit o objetivo é trazer mais público internacional para o evento.

Paula Almeida deixou, no entanto, o reparo de que “podemos ter o objetivo de trazer grandes conferências e eventos para Portugal, mas depois somos confrontados com a falta de espaços, infraestruturas de dimensão relevante para atrair os clientes”, considerando que “o destino tem alguma influência, mas também condiciona nesta vertente dos espaços”.

Quanto ao tema da sustentabilidade e da relevância da mesma, Luíz Montez foi bem claro: “hoje o nosso público já escolhe um evento em função da pegada que deixa. As gerações mais novas não querem ir a eventos que não tenham essas preocupações. Não há volta a dar”.

Lídia Monteiro considera, contudo, que esta preocupação não cabe somente a quem organiza, mas “a toda a cadeia de valor, desde a organização, às empresas patrocinadoras, comunidade local e público”.

Neste campo, Luís Montez admite mesmo que uma eventual despreocupação com a questão ambiental poderá ter “um custo reputacional”, considerando que “sermos e mostrarmos que somos sustentáveis vende bilhetes” e que as próprias marcas patrocinadoras “não querem associar-se a eventos que não possuam essa preocupação”.

Relativamente ao futuro, Paula Almeida considera-se otimista, embora reconheça que “existe um desafio constante com os custos” e que o próprio cliente “já percebeu que, eventualmente, terá de abdicar de algo por causa do aumento dos preços”.

Também Luís Montez, Rui Ribeiro e Lídia Monteiro apontaram os “sinais positivos” que existem, reconhecendo, no entanto, as cautelas que é preciso ter.

A responsável do Turismo de Portugal concluiu ainda que um dos grandes desafios para o futuro é fazer com que “quem nos visita prolongue a sua estadia para além do evento para um tempo de lazer”.

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Famtrip Viagens Tempo & Turkish Airlines “superou as expectativas” (c/ fotogaleria)

As Viagens Tempo promoveram, entre 21 e 28 de janeiro, uma famtrip a Istambul, na Turquia, e à Jordânia, que decorreu em parceria com a companhia aérea Turkish Airlines e que contou com a participação de nove agentes de viagens portugueses.

Inês de Matos

A famtrip que as Viagens Tempo e a Turkish Airlines promoveram, entre 21 e 28 de janeiro, a Istambul, na Turquia, e à Jordânia “superou as expetativas”, diz ao Publituris Ricardo Davim, responsável das Viagens Tempo que acompanhou a viagem.

“Como organizador posso dizer que esta viagem de familiarização com o destino Istambul e Jordânia superou as expetativas. Estamos contentes e quem nos acompanhou nesta aventura transmitiu no final um grande entusiasmo para promover e vender o destino aos seus clientes”, indica o responsável.

Os primeiros três dias desta famtrip foram dedicados a Istambul, a maior cidade da Turquia e onde é possível visitar monumentos como a mesquita de Santa Sofia, o palácio de Topkapi ou a Torre Galata, enquanto os restantes cindo dias foram passados na Jordânia, incluindo visitas à cidade histórica de Petra, que é uma das 7 Maravilhas do Mundo, ao Monte Nebo, Madaba, Mar Morto e a Jerash, assim como uma noite de alojamento no deserto de Wadi Rum, que culminou com um passeio em veículos 4X4.

Para Ricardo Davim, a visita a Petra e a experiência no deserto de Wadi Rum foram os pontos altos desta viagem, que foi organizada em colaboração com a Turkish Airlines e que contemplou ainda uma visita à Turkish Flight Academy, o centro de formação de pilotos e tripulações da Turkish Airlines, em Istambul.

No final, acrescenta Ricardo Davim, a opinião dos agentes de viagens que participaram na famtrip não poderia ter sido mais positiva, uma vez que, segundo o responsável, os participantes “gostaram muito”.

“A opinião dos agentes de viagens foi a melhor possível”, congratula-se o responsável, revelando que, após o sucesso da famtrip, as Viagens Tempo estão já a trabalhar para lançar programa combinados entre Istambul e a Jordânia.

Além dos representantes das Viagens Tempo e da Turkish Airlines, a famtrip contou com a participação do Publituris e de nove agentes de viagens, concretamente das agências Easygo Holidays, Portugal With, Inatel Turismo, Portugal2Travel, Bestravel (Cascais), B Travel, FR Travel, Wamos/Top Atlântico Gaia Shopping e Eco Travel.

Os voos desta viagem foram assegurados pela Turkish Airlines, entre o Porto e Istambul, incluindo os trajetos Istambul-Amã e Amã-Istambul.

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AirHelp diz que Portugal foi dos países europeus mais afetados por perturbações de voos em 2022

Segundo a AirHelp, em 2022, houve 63 mil voos com algum tipo de perturbação em território nacional, que afetaram mais de nove mil passageiros.

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Portugal foi um dos países europeus mais afetados por perturbações de voos em 2022, avança a AirHelp, empresa de defesa dos direitos dos passageiros aéreos, que diz que, no ano passado, houve 63 mil voos com algum tipo de perturbação em território nacional, que afetaram mais de nove mil passageiros.

“De acordo com a análise realizada pela AirHelp, dos países europeus com maior tráfego aéreo, Portugal é dos que apresenta uma maior taxa de voos atrasados e de passageiros afetados. Só em 2022, mais de 63 mil voos sofreram algum tipo de perturbação – cancelamento ou atrasos – afetando mais de 9 milhões de passageiros, dos mais de 26 milhões que viajaram a partir de Portugal (34%)”, lê-se num comunicado da empresa, que estima que 650 mil passageiros sejam elegíveis para a obtenção de compensação, segundo o Regulamento CE 261/2004.

Por aeroportos, foi em Lisboa que se verificou o maior número de perturbações, com 39% dos voos afetados, seguindo-se o Aeródromo do Corvo, nos Açores, onde as perturbações afetaram 32% dos voos, e o Aeroporto da Madeira e o das Flores, ambos com 28% dos voos afetados.

No entanto, o país da Europa com maior número de passageiros afetados foi o Reino Unido, onde mais de 32 milhões de viajantes sofreram perturbações, o que significa que 35% do total de passageiros que voaram a partir do Reino Unido passaram por problemas nos voos.

Depois do Reino Unido, o país europeu com maior número de perturbações foi a Alemanha, com 26 milhões de passageiros a sofrerem perturbações nos seus voos, seguindo-se a Turquia, onde mais de 22 milhões de viajantes foram afetados (32%), colocando o país em terceiro lugar na lista em análise.

A AirHelp sublinha, contudo, que foi na Holanda que se registou a maior taxa de atrasos e cancelamentos, com 34% dos voos e mais de 11 milhões de pessoas afetadas, enquanto o Reino Unido e a Irlanda foram o segundo e terceiro países europeus, respetivamente, com a maior taxa de voos atrasados ou cancelados.

“O ano de 2022 não foi um bom ano para os passageiros aéreos. O verão, em particular, demonstrou que os aeroportos e as companhias aéreas não estavam preparados para o aumento das viagens aéreas após a pandemia”, afirma Pedro Miguel Madaleno, advogado da AirHelp especialista em direito dos passageiros aéreos, prevendo que a tendência se mantenha em 2023.

A nível global, a AirHelp diz ainda que, em 2022, “um em cada três passageiros viu o seu voo descolar fora do horário previsto e só nos meses de junho e julho mais de 40% dos viajantes sofreram problemas nos seus voos”.

 

 

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Sun d´Or lança operação sazonal de verão entre o Porto e Telavive

Os voos da Sun d’Or entre o Porto e Telavive, em Israel, vão decorrer às segundas e quartas-feiras, entre 15 de março e 27 de outubro de 2023.

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A Sun d´Or, companhia aérea subsidiária da israelita El Al e que é representada em Portugal pela ATR, vai lançar uma operação sazonal entre o Porto e Telavive, cujo início está previsto para 15 de março e que vai contar com dois voos diretos por semana, até 27 de outubro.

Os voos da Sun d’Or para o Porto vão decorrer às segundas e quartas-feiras, partindo do Porto pelas 21h30 e chegando a Telavive às 04h50, enquanto em sentido contrário as partidas de Telavive decorrem às 16h15, chegando à Invicta pelas 20h15, sempre em horários locais.

Num comunicado enviado à imprensa, a Sun d’Or, que é uma companhia aérea que se dedica à realização de voos regulares e charter para destinos de lazer sazonais na bacia do Mediterrâneo, explica que “Portugal surge novamente como um destino chave para a sua programação de 2023”.

Os voos da Sun d’Or já se encontram carregados nos sistemas de reservas.

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Ryanair antecipa subida dos preços dos bilhetes aéreos entre 5% e 10% em 2023

Apesar da subida prevista nos preços, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, acredita que os passageiros vão continuar a viajar e revela que as reservas do mercado britânico para destinos de praia, como Portugal, estão “muito fortes” para a Páscoa e também já para o verão.

Inês de Matos

O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, estima que, em 2023, os preços dos bilhetes aéreos aumentem entre 5% e 10% face ao último verão, uma vez que a procura por viagens aéreas está a aumentar, enquanto a capacidade diminuiu, antecipou o responsável esta quarta-feira, 1 de fevereiro, em conferência de imprensa.

“Há menos capacidade e maior procura na Europa e, desde que não existam mais notícias negativas, seja sobre a COVID-19, a guerra na Ucrânia ou outros eventos negativos, acredito que este verão os bilhetes aéreos vão subir entre 5 e 10% face ao verão de 2022”, afirmou o responsável.

Apesar da subida dos preços, Michael O’Leary não acredita que os passageiros deixem de viajar porque as tarifas aéreas estão mais elevadas e deu o exemplo do mercado britânico, cujas reservas para a Páscoa e verão estão muito elevadas para destinos de praia no sul da Europa.

“Nada vai afastar as pessoas de viajar. Depois de um isolamento de dois anos e meio devido à COVID-19, em que as pessoas não puderam ver a família e os amigos, em que não puderam viajar para as praias de Portugal, penso que vão voltar a viajar. Podem cortar noutras áreas, como em carros ou na casa, mas vão viajar”, considerou.

Para Michael O’Leary, as viagens de longo curso deverão demorar mais a recuperar, seja porque o dólar está mais elevado ou porque as restrições à COVID-19 na Ásia ainda estão a ser levantadas, ao contrário do médio curso e da curta distância, onde já se está a assistir a um aumento das reservas.

“Penso que o longo curso vai ser mais fraco, devido à subida do dólar e às restrições na Ásia, mas o médio curso e a curta distância, particularmente desde o Reino Unido, vai ser muito forte, as reservas do Reino Unido para as praias da Europa estão muito fortes, seja para a Páscoa ou já para o verão e penso que nada as vai afetar, a não ser que existam eventos pouco comuns”, acrescentou.

Este verão, a Ryanair vai contar com 19 novas rotas em Portugal, incluindo 11 no Porto e oito em Faro, com Michael O’Leary a explicar que a Ryanair não vai crescer em Lisboa, Madeira e Açores porque as taxas estão demasiado elevadas e, no caso de Lisboa, também porque a TAP não liberta os slots que não está a utilizar, nem é construído um novo aeroporto.

“Infelizmente não há crescimento em Lisboa porque a TAP continua a bloquear os slots que tem e que não usa. Continuamos a pedir ao Governo que peça à TAP que liberte estes slots e que acelere a abertura do aeroporto do Montijo. Isso iria criar uma fantástica oportunidade de aumentar o tráfego, o turismo e os empregos em Lisboa”, admitiu o CEO da Ryanair.

Apesar de não existir crescimento em Lisboa, Madeira e Açores, a Ryanair conta crescer 13% em Portugal e transportar um total de 13 milhões de passageiros na rotas nacionais em 2023, tornando-se na companhia aérea número 1 no país.

“Mesmo com tudo isto, continuamos a crescer e vamos ser a companhia aérea número 1 do país, com 13 milhões de passageiros para o ano fiscal de 2024”, afirmou, indicando que a Ryanair está “a crescer fortemente em Portugal” e vai basear mais quatro aviões em território nacional, concretamente dois no Porto e outros dois em Faro.

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