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Turismo

OMT convoca reunião de urgência para suspender Rússia da organização

Considerando que a agressão contra a Ucrânia por parte da Rússia é inconsistente com a Carta das Nações Unidas e contraria o objetivo fundamental da OMT consagrado no Artigo 3 dos seus estatutos, a Organização Mundial do Turismo convocou uma Assembleia-geral para avançar com a suspensão da Rússia da organização.

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OMT convoca reunião de urgência para suspender Rússia da organização

Considerando que a agressão contra a Ucrânia por parte da Rússia é inconsistente com a Carta das Nações Unidas e contraria o objetivo fundamental da OMT consagrado no Artigo 3 dos seus estatutos, a Organização Mundial do Turismo convocou uma Assembleia-geral para avançar com a suspensão da Rússia da organização.

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O Conselho Executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT) decidiu convocar, para os próximos dias, uma Assembleia-geral extraordinária para avançar com a expulsão da Federação Russa da organização.

Esta é a primeira vez na história da OMT que o Conselho Executivo se reúne para tratar do pedido para considerar a suspensão de um membro da organização.

Pedida por vários membros da OMT, a realização da assembleia, em Madrid, revela a preocupação e condenação global contínua por parte do Conselho Executivo da OMT pelas ações unilaterais da Federação Russa.

“A guerra nunca é uma solução. Nem agora, nem nunca. Mas é evidente que nem todos estão comprometidos com esse ideal”, afirma o secretário-geral da OMT. Zurab Pololikashvili salienta ainda, em nota de imprensa, que, “por esta razão, a OMT – e eu como a voz da organização – deve ser alta e clara: se é um membro, então deve comprometer-se com as nossas regras. E deve abraçar os nossos valores. Quando os membros vão contra os nossos objetivos, deve haver consequências”.

“A agressão contra a Ucrânia é inconsistente com a Carta das Nações Unidas e contraria o objetivo fundamental da OMT consagrado no Artigo 3 dos seus Estatutos”, diz a OMT. A Carta afirma a “promoção e desenvolvimento do turismo com vistas a contribuir para o desenvolvimento económico, entendimento internacional, paz, prosperidade e respeito universal e observância dos direitos humanos”, como princípios fundamentais da organização.

Fortalecer a governança global
“A OMT apoia totalmente a resolução da Assembleia-geral da ONU e a votação do Conselho de Direitos Humanos da ONU”, lê-se na nota de imprensa da organização. “A soberania, a independência política e a integridade territorial da Ucrânia, dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, devem ser mantidas, e o apelo das Nações Unidas para a resolução pacífica do conflito deve ser seguido”, destaca.

Na semana passada, a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) votou esmagadoramente a favor de uma resolução exigindo que a Rússia “retira imediata, completa e incondicionalmente todas as suas forças militares do território da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas”. A AGNU reafirmou a importância primordial da Carta da ONU na promoção do direito entre as nações.

Também na semana passada, o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou as ações da Federação Russa “nos termos mais fortes possíveis”. Os membros votaram a favor da criação de uma comissão especial para investigar supostas violações de direitos humanos, incluindo possíveis crimes de guerra na Ucrânia.

De acordo com seus estatutos, somente a Assembleia-geral da OMT tem a responsabilidade soberana de decidir sobre a suspensão da filiação de qualquer Estado-Membro, se considerar que esse mesmo membro persiste numa política contrária aos objetivos fundamentais da organização, conforme consagrado no artigo 3 de seus estatutos.

 

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Emprego e Formação

44% do emprego criado em Espanha, em maio, foi no setor do turismo

Só no mês de maio de 2022, o setor do turismo, em Espanha, criou mais 409.615 empregos face a igual período do ano 2021 e mais 32.962 que em igual mês de 2019.

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Segundo as contas efetuadas pela Turespaña, o mês de maio terminou, em Espanha, com 2.608.600 pessoas inscritas na Segurança Social do país vinculadas a atividades turísticas, o que corresponde a mais 409.615 trabalhadores face a igual período do ano 2021 e a mais 32.962 que em igual mês de 2019.

Estes dados revelam que a atividade turística, em Espanha, foi responsável por 44% da criação de emprego no quinto mês de 2022, representando 12,9% do total da força de trabalho inscrita na Segurança Social.

“A recuperação do setor está a gerar um forte aumento na criação de trabalho, que ultrapassou 2,6 milhões de inscritos, em maio, na Segurança Social, o maior número registado em maio”, destacou a ministra da Indústria, Comércio e Turismo espanhola, Maria Reyes Maroto, à imprensa do país vizinho.

A responsável pela pasta do turismo explicou que esta realidade tem sido possível “graças ao “escudo social eficaz implementado pelo Governo durante a pandemia para manter de pé os nossos trabalhadores e empresas do setor do turismo e os elevados níveis de vacinação da população espanhola”, destacando, ainda, que a reforma levada a cabo pelo Governo de Pedro Sanchez permite a criação de emprego de “maior qualidade”.

Reyes Maroto admitiu, também, que Espanha iniciou a temporada de verão com “boas perspectivas”, apesar do contexto complexo derivado da guerra na Ucrânia, concluindo que “o turismo será um dos setores que mais contribuirá para o recuperação económica e criação de empregos neste ano”.

Por atividade, os dados da Turespaña mostram que foi na hotelaria e agências de viagens/operadores turísticos que, de forma conjunta, mais emprego se criou, registando uma subida de 20,7%, comparado com maio de 2021, significando mais de 306 mil empregos na hotelaria (183 mil nos serviços de F&B e 122 mil nos serviços de alojamento), enquanto as agências de viagens conseguiram mais 5.662 novos trabalhadores (+2,3%) e os operadores turísticos aumentaram em mais de 97 mil os empregos.

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Turismo

Portugueses gastarão mais nas férias de verão com procura por destinos para fora de Portugal a crescer

Ao que tudo indica, os portugueses irão gastar mais nas férias deste verão. Embora a maioria continue a preferir o “vá para fora cá dentro”, também aumenta o interesse em viajar para fora de Portugal. Os portugueses estão, também, entre os mais otimistas quanto a um regresso à normalidade.

Victor Jorge

Os portugueses irão gastar mais 15% nas férias deste ano, quando comparado a 2021, ascendendo o valor a 1.543 euros, revelam os dados do 21.º Barómetro Anual de Férias de Verão da Europ Assistance, realizado em parceria com a IPSOS.

Portugal é, aliás, um dos países onde se verifica uma maior evolução na intenção de gastos para as próximas férias, embora, em valor, não se coloque no topo do ranking. Só mesmo Espanha (+20% para 1.503 euros) e Reino Unido (19% para 2.165 euros) suplantam o crescimento registado pelos portugueses, enquanto Bélgica e Alemanha acompanham a subida de 15% de Portugal, embora com valores finais distintos e mais elevados: 2.289 euros e 2.128 euros, respetivamente.

O barómetro revela que o orçamento médio europeu para estas férias de 2022 ronda os 1.805 euros (+14% face a 2021), ficando Suíça, Bélgica, Áustria, França, Alemanha e Reino Unido acima desse valor.

Já fora da Europa, destaque para a subida do orçamento para viagens, neste verão, dos norte-americanos (+19%) para 2.620 euros, embora o orçamento mais alta venha da Austrália com 2.808 euros.

A análise revela, também, que 79% dos portugueses têm planos para viajar durante os meses de verão, correspondendo a uma subida de 17 pontos percentuais (p.p.) face ao ano anterior.

Seguindo uma tendência registada ao longo destes dois anos de pandemia, os destinos nacionais continuam a ser os preferidos dos portugueses, com um de 8 p.p. para os 54% face a 2021, mas os dados indicam, igualmente, uma crescente procura por destinos fora do país.

“O estrangeiro é agora a preferência de 52% dos portugueses, uma subida de 13 p.p., com Espanha (24%), França (13%) e Itália (9%) a serem os destinos preferidos”, revela o 21.º Barómetro Anual de Férias de Verão da Europ Assistance. Já Portugal é o destino de preferência dos espanhóis e dos franceses.

De carro e para hotel
O hotel (41%) ou uma casa para arrendar (30%) continua a ser os tipos de acomodação mais procurados pelos portugueses para este verão de 2022. Já o carro (51%) permanece como meio de transporte de eleição para viajar, embora a opção pelo avião (41%) como meio de transporte registe um aumento de 7 p.p. em relação a 2021. Outra tendência que se mantém bastante positiva este ano é a preferência por locais perto do mar, sendo estes os preferidos de 58% dos portugueses inquiridos.

Segundo o Barómetro, apenas 34% dos portugueses já reservou as suas férias ou parte delas, destacando-se ainda como dos mais exigentes em relação às condições de segurança necessárias para viajar este verão. A higienização dos meios de transporte (45%) e o acesso a informação detalhada sobre a situação epidemiológica e as medidas de saúde pública aplicadas no destino de férias escolhido (33%) são algumas das condições mais valorizadas pelos portugueses para decidirem o local de férias deste verão.

Os cidadãos europeus (54%) continuam a manifestar preocupação em relação à saúde dos seus familiares e amigos no momento de viajar, destacando-se os viajantes espanhóis (75%) e portugueses (73%). Além disso, o barómetro mostra também que os portugueses (71%) são dos mais preocupados com a situação económica.

Os impactos da guerra e preços
O Barómetro revela que, em termos globais, as pessoas estão “entusiasmadas” pela possibilidade de voltarem a viajar, apesar da inflação e da guerra na Ucrânia, com a primeira a ser destacada pelos inquiridos como a questão que tem “mais impacto naquele entusiasmo”.

Por outro lado, se o nível global de preocupação com temas relacionados com a COVID-19 diminuiu em relação a 2021, a preocupação com a situação económica permanece quase inalterada, destacando-se as restrições orçamentais como uma das principais razões para os cidadãos não viajarem em 2022. “Na Europa, por exemplo, 41% dos inquiridos apontam essa causa para não viajarem (um aumento de 14 p.p.), indica o barómetro.

Na Europa, o impacto da inflação e o aumento generalizado dos preços destacam-se como o principal motivo para os cidadãos se sentirem “mais retraídos” quando pensam em viajar, principalmente os que habitam em Portugal (85%), na Polónia (79%), em Espanha (77%) e na Itália (74%).

Relativamente á possibilidade de optarem por um seguro de viagem, cerca de 43% dos portugueses afirma analisar, em primeiro lugar, “o preço dos seguros de viagem quando pondera contratar um serviço deste âmbito, sendo o indicador com mais peso na tomada de decisão”.

Viagens seguras
Entre os europeus, os britânicos, os espanhóis e os portugueses são os mais dispostos a pagar por novos benefícios de assistência no seguro de viagem, nomeadamente: alertas de segurança em tempo real (69%), coberturas para riscos relacionados com a COVID-19 (65%), acesso a informação sobre possíveis atrasos nos voos (64%), aplicação móvel que disponibilize informação sobre as políticas do seguro (59%) e serviços de telemedicina (58%).

A par dos checos e dos espanhóis, os portugueses são também dos cidadãos europeus que mais estão dispostos a pagar por novos benefícios de assistência automóvel: assistência em viagem com cobertura no estrangeiro (66%), proteção de pneus (53%) e acesso a um serviço de check-up antes da viagem (49%), foram os principais benefícios assinalados no estudo.

Os viajantes europeus, a par dos tailandeses, são dos “mais empenhados” em continuar a contribuir para a diminuição dos impactos ambientais, económicos e sociais das suas viagens. “Algumas destas ações já fazem parte dos hábitos de viagem dos cidadãos”, revela o barómetro, indicando como exemplos, “a adoção de comportamentos sustentáveis, não desperdiçando recursos locais (87%); utilização de uma garrafa de água reutilizável (86%); apoio à economia local ao fazer refeições e comprar produtos em estabelecimentos regionais (86%); evitar participar em atividades que não são socialmente responsáveis ou que não respeitam o meio ambiente (81%)”.

A concluir, o 21.º Barómetro Anual de Férias de Verão da EuropAssistance prevê ainda “um retorno à normalidade”, onde as máscaras e os testes não serão mais necessários, entre este e o próximo ano. “Os cidadãos acreditam também que a COVID-19 terá impacto nos hábitos de viagem, nomeadamente na contratação de seguros de viagem”, afirmando que “mesmo quando a pandemia terminar vão continuar a utilizar estes serviços”.

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Emprego e Formação

Turismo algarvio com falta de trabalhadores apesar de 6.000 inscritos no IEFP

Apesar da “boa remuneração” oferecida, Hélder Martins, presidente da AHETA, considera que não é lógico haver uma “rejeição das pessoas” para trabalhar no turismo.

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Os empresários do setor turístico algarvio queixam-se da falta de trabalhadores para o verão, apesar de haver cerca de 6.000 pessoas do setor inscritas no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), algumas a receber o subsídio de desemprego.

“Havia há pouco tempo 6.000 inscritos na área do turismo no Instituto do Emprego – só cozinheiros eram 500 -, e fizemos uma experiência com o Instituto do Emprego, com a ajuda das associações empresariais, e o Turismo do Algarve a coordenar, para tentar contratar pessoas”, disse o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Em declarações à Lusa, Hélder Martins referiu que o próprio IEFP participou nas entrevistas e “fez um esforço para trazer as pessoas, mas estas não quiseram” aceitar o trabalho que lhes era proposto nas suas áreas e com uma “boa remuneração”.

Para o empresário, não é lógico haver uma “rejeição das pessoas” para trabalhar no turismo e, ao mesmo tempo, poderem continuar a beneficiar do subsídio de desemprego, o que o leva a supor que também farão alguns trabalhos complementares.

“Houve quem só pudesse vir à entrevista depois das 08:00 da noite, mas estavam desempregados e a receber o subsídio de desemprego, e outros diziam que estavam a ajudar um primo”, referiu, ainda, Hélder Martins.

O presidente da maior associação de hoteleiros da região sublinhou que “há um problema grave no Algarve e no resto do país de falta de mão-de-obra”, que não se cinge apenas ao setor do turismo.

O administrador do grupo Pestana para o Algarve, Pedro Lopes, também confirmou à Lusa que “é difícil” encontrar pessoas para trabalhar como se fazia até 2019.

“O Algarve tem 15.000 desempregados, dos quais 6.000 no setor do turismo. Mas quando essas pessoas são chamadas para as entrevistas e não aparecem é porque não querem trabalhar, e algumas devem estar a trabalhar ilegalmente, por isso não aparecem”, refere.

Segundo Pedro Lopes, os poucos que aceitam ir às entrevistas “muitas vezes dizem que só podem aparecer depois das 20:00, o que quer dizer que antes estão a fazer alguma coisa”, considerou.

“O Governo tem de fiscalizar mais estas situações”, porque “se as pessoas não querem trabalhar não é justo estarmos a pagar [o subsídio de desemprego], quando há milhares de posições a serem oferecidas no setor”, afirmou.

Por seu lado, o diretor regional de operações do Grupo Minor, que detém os hotéis Tivoli, Jorge Beldade, afirmou que as unidades hoteleiras que gere precisam neste momento de recrutar 200 pessoas, num total de cerca de 1.500 trabalhadores.

“O Instituto do Emprego e Formação Profissional tem 15.000 pessoas à procura de emprego, mas quando pedimos um grupo de 30, aparecem apenas na entrevista três ou quatro, que fazem tudo para não serem contratados”, assegurou.

Segundo aquele responsável, normalmente, os entrevistados “pretendem manter-se no fundo de desemprego e continuar a fazer biscates” a trabalhar a tempo inteiro no setor.

“Vamos ter o melhor verão de sempre, as reservas já estão a um nível superior ao de 2019, o ano também vai ser excelente, mas não vamos fornecer o nível que deveríamos dar”, devido à falta de trabalhadores, observou.

De acordo com aquele responsável, a preocupação, neste momento, “já não é a receita, mas sim encontrar pessoas que queiram trabalhar”.

O presidente da AHETA também lamentou que “agora que há a oportunidade de faturar, não haja recursos” humanos, frisando que os empresários irão tentar manter a qualidade dos serviços, mesmo que tenham de deixar de disponibilizar a totalidade das mesas, nos restaurantes, ou dos quartos, nos hotéis.

Os empresários do setor turístico são unânimes em referir que a solução para resolver a falta de mão-de-obra no setor é recorrer a imigrantes, sobretudo, originários de países de língua oficial portuguesa.

De acordo com a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), a falta de mão-de-obra no setor, a nível nacional, já deverá ultrapassar os 15.000 trabalhadores estimados em 2021.

Entretanto, na quarta-feira, 15 de junh, o Governo aprovou um regime de facilitação para a emissão de vistos em Portugal para os Cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP).

Em conferência de imprensa, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, avançou que vai passar “a haver uma facilitação da emissão” no âmbito da concessão dos vistos de curta duração de estada temporária e vistos de residência para cidadão abrangido pelo acordo da CPLP.

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Isla Mágica quer recuperar as 700 mil visitas

A Isla Mágica, parque temático localizado em Sevilha, reabriu e tem como objetivo, neste ano em que está a assinalar os seus 25 anos, recuperar as 700 mil visitas que contabilizou antes da pandemia.

Com total normalidade, sem restrições de lotação, máscaras obrigatórias ou marcação prévia, a Isla Mágica, em Sevilha, que completa 25 anos desde a sua inauguração, em 28 de junho de 1997, reabriu no passado dia 23 de abril, para mais uma temporada.

Em um ano tão especial, e uns dias antes da reabertura, Guillermo Cruz, diretor do parque, apresentou no “la Fragata”, no Pirates’ Lair, a nova oferta acompanhada pelos atores dos diferentes espetáculos que estão a atuar nos palcos do parque cujo objetivo nesta temporada é chegar o mais próximo possível aos períodos pré-pandemia que, significaria, segundo Cruz, recuperar as 700 mil visitas anteriores à pandemia, e fazer uma temporada “normal”, semelhante ao habitual.

O diretor do parque admitiu que, como resultado da pandemia, houve uma quebra significativa que espera poder recuperar pouco a pouco, tendo realçado que nestes anos o espaço sofreu “uma evidente transformação”, adaptando-o às necessidades atuais e às expectativas dos visitantes, “continuando a ser uma referência de turismo de lazer na Andaluzia para o turismo andaluz, regiões limítrofes e sul de Portugal”.

Guillermo Cruz, convida todo o mundo a desfrutar este ano da Isla Mágica, numa temporada que será “emocionante e cheia de surpresas”.

A principal novidade é, como explicou o responsável, o regresso à normalidade total, sem restrições de lotação e com horário integral a partir das 11 horas até às 22 horas, apesar de uma certa cautela pois pretendem continuar a ser um “espaço de lazer seguro”.

Calcula-se que ao longo destes 25 anos passaram pelo parque, que está edificado no local original da Expo ‘92, na Ilha da Cartuxa, cerca de 20 milhões de visitantes.

Ano repleto de surpresas
A Isla Mágica apresenta este ano, para além do habitual leque de atrações mecânicas e aquáticas, jogos e espetáculos audiovisuais, três grandes novidades: ‘What dead more alive’ uma divertida comédia de homenagem ao teatro popular da Idade de Ouro, ‘25 anos; party’, espetáculo musical com o qual se comemora o 25º aniversário, e “À procura de piratas”, uma animação que se passa em El Galeón e que conta com humor como um casal de piratas não muito espertos tem um grande plano para roubá-lo.

 

As regiões limítrofes e sul de Portugal continuam a ser uma referência para o turismo andaluz

 

Há que destacar também a recuperação de dois dos espetáculos mais emblemáticos do parque, que estiveram suspensos devido às medidas sanitárias que estavam em vigor nos últimos dois anos: ‘El Motín’, que se desenrola na La Fragata de la Guarida de los Piratas y que este colocou em cena ‘La venganza de Barbanegra’, e o espetáculo de fim de dia no El Lago, com ‘Tierra; la vuelta al mundo’.

Além disso, no âmbito destas comemorações, a Isla Mágica recuperou muitos dos espetáculos que o público mais gostou desde a sua abertura, como ‘El retorno del preso Perico el Chico’, ‘Gargantúa’, Un posado con mucha historia’, ‘Enrólate con Magallanes’, ‘El príncipe del viento’ e ‘Este Arca Noé’. Também foi reposto o filme de dimensão 4 ‘Una historia de Piratas’.

Não houve alteração dos preços adquiridos na bilheteira, e foi incorporado um sistema de “preços dinâmicos” para vendas pela Internet que se adaptam às necessidades dos visitantes e reduzem o custo da entrada. É também um sistema que permite conhecer com maior precisão o fluxo diário e permite dimensionar os serviços de forma mais eficaz para melhorar a experiência do cliente.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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Rei dos parques temáticos da Europa faz 30 anos

Na Disneyland Paris, que está a assinalar o seu 30.º aniversário, as previsões para o verão são muito positivas e responsáveis do parque temático dizem que os principais mercados já estão aos níveis pré-COVID.

A vice-presidente de Vendas e Distribuição da Disneyland Paris, Kate Boyle, que esteve há poucos dias em Madrid, garantiu, segundo os jornais espanhóis, que as previsões para o verão são muito boas.

Desde março passado este parque temático, considerado “Rei” na Europa, está a celebrar o seu 30.º aniversário. A abertura, prevista para 20 de julho, do espaço “Campus Avengers” está a incentivar os visitantes a antecipar as suas reservas.

“Os nossos clientes europeus voltaram”, disse Kate Boyle, demonstrando otimismo em relação à temporada de verão, já que a maioria dos mercados habituais do parque voltaram aos níveis anteriores à pandemia de COVID-19, à exceção dos chineses, ainda obrigados a ficar no seu país.

A responsável explicou que as perspetivas são muito boas e que, de facto, a próxima abertura do Campus dos Vingadores, focado no universo dos super-heróis da Marvel, está a registar um avanço notável nas reservas.

30 anos – 375 milhões de visitantes
A Disneyland Paris abriu as suas portas a 12 de abril de 1992 e desde então recebeu mais de 375 milhões de visitantes. As celebrações do seu 30.º aniversário começaram no dia 6 de março e está a cumprir um extenso programa de atividades, que inclui importantes novidades, tanto ao nível de novas áreas temáticas como de novas atrações, e até um guarda-roupa renovado para os personagens.

Uma delas é, sem dúvida a inauguração do Campus Avengers, no Walt Disney Studios Park, focado no universo dos super-heróis da Marvel. Igualmente, a nova mostra audiovisual, que tem lugar em frente ao recém reformado castelo da Bela Adormecida, ou as inovações incorporadas no desfile, entre outras opções, estão a despertar grande interesse por parte dos visitantes. Refira-se que o Disney’s Hotel New York-The Art of Marvel foi inaugurado o ano passado, também dedicado a esses personagens.

Da mesma forma, em frente ao recém reformado castelo da Bela Adormecida, ponto central do parque temático, e na rua principal, acontece um show audiovisual com a participação de 200 drones, que voarão em sincronia formando o número 30 no céu, ao ritmo de uma nova música criada especialmente para o aniversário, gravada por uma orquestra no lendário estúdio Abbey Road, em Londres.

Os nossos clientes europeus voltaram”, Kate Boyle

Na área da restauração foram desenhados novos pratos com cores e motivos do 30º aniversário, que também estão presentes em lembranças e produtos específicos nas lojas.

Campanha “Verão Mágico”
Em Portugal, o operador turístico Solférias está a desenvolver a campanha especial “Verão Mágico” na Disneyland Paris, para reservas até ao dia 12 deste mês de junho, e chegadas até 29 de março de 2023, com um sabor especial – o das comemorações dos 30 anos do parque de diversões.

A campanha, segundo o operador turístico “ganha ainda um maior destaque neste ano de 2022, com a retoma crescente do mercado na procura de (re)descobrir a magia de viajar”.

Assim, são vários os atrativos que a Solférias coloca à disposição do mercado português. Os preços são desde 142€ por pessoa e noite, com base numa estadia de três noites/quatro dias no Disney’s Hotel Santa Fe em quarto Cars Standard ocupado por dois adultos e duas crianças, dos três aos 11 anos, em regime de meia pensão standard, para chegadas de 18/09 a 13/10 (entradas de domingo a quinta- feira) incluindo quatro dias de entrada nos Parques Disneyland Paris.

Existem ainda outras condições especiais, tais como uma criança grátis, menor de 12 anos, por cada adulto pagante em transferes regulares Magic Shuttle, bem como uma criança grátis (menor de 12 anos) por cada adulto pagante em voos TAP.

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Nova versão do Selo Clean & Safe do Turismo de Portugal vai para além da segurança sanitária

A nova versão do Selo Clean & Safe, criado pelo Turismo de Portugal, em 2020, vai muito mais além do que salvaguardar as condições de segurança sanitária às empresas dos vários sub-setores do turismo expostas à crise da Covid-19.

“Revelou-se mais do que uma ferramenta de preparação das empresas do setor do turismo para responder à emergência de saúde pública associada à pandemia de Covid-19, assumindo um papel essencial na retoma da atividade turística”, realça a entidade.

Partindo dos mecanismos e das ferramentas já desenvolvidos para as anteriores versões, “são agora incorporadas dimensões e especificidades que irão permitir informar e capacitar as empresas para a gestão de crises de origens diversas que possam afetar a confiança dos turistas”, destaca o Turismo de Portugal em comunicado de imprensa.

A entidade refere que na versão atualizada do Selo Clean & Safe e, num momento em que os procedimentos higieno-sanitários decorrentes da situação pandémica estão já perfeitamente incorporados pelas empresas e entidades aderentes, “pretende-se evoluir disponibilizando informação sobre outras potenciais crises de saúde pública, adicionando-se também uma nova dimensão de segurança transversal às atividades turísticas, abrangendo possíveis situações de risco decorrentes de fenómenos extremos ou riscos coletivos (tais como incêndios rurais, inundações, sismos ou tsunamis) e de constrangimentos internacionais (cibersegurança, repatriamentos, refugiados)”.

Refira-se que o selo atualizado continua opcional e gratuito, sendo válido por mais dois anos, até 14 de junho de 2024. A renovação da adesão é automática para as empresas já aderentes que passam assim a dispor de planos e guias que contribuirão para a sua capacitação nestes domínios.

O Turismo de Portugal destaca ainda na nota, que promoverá, gratuitamente, a formação sugerida às empresas para a implementação das medidas e dos planos de ação associados à nova versão do selo. Em resultado da parceria estabelecida com entidades especializadas como a NOVA Medical School, a AGIF – Agência Gestão Incêndios Rurais e a Autoridade Nacional Emergência e Proteção Civil, está disponível para os aderentes, na plataforma portugalcleanandsafe.com, a informação necessária, incluindo modelos de planos de ação, guias e documentos técnicos de apoio.

No entanto, o Turismo de Portugal avisa que, conjuntamente com os seus parceiros, continuará a a realizar auditorias aos estabelecimentos aderentes, quando tal se justifique, “garantindo a monitorização do seu desempenho Clean & Safe e ajudando-os a melhorar os seus procedimentos nas áreas agora abrangidas pelo Selo”.

Com mais de 22 mil empresas aderentes e mais de 42.500 pessoas formadas, o Selo abrange toda a cadeia de valor em áreas de atividade relacionadas com o turismo, mas também com a cultura, entre outras, e foi “um contributo decisivo para a projeção e afirmação de Portugal como destino seguro”, a nível nacional e internacional”.

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Proveitos totais do turismo atingem, em abril, 389 milhões de euros e ultrapassam níveis de 2019

Após mais de dois anos de pandemia e com uma guerra na Europa, os proveitos da atividade turística, em Portugal, ultrapassaram, no mês de abril, pela primeira vez os níveis de 2019.

Victor Jorge

Os proveitos totais atingiram 389,2 milhões de euros e cresceram 726,2% e os proveitos de aposento corresponderam a 291 milhões de euros (+728,5%), indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quarta-feira, 15 de junho. Comparando com abril de 2019, registaram-se aumentos de 16,2% e 16,8%, respetivamente.

O setor do alojamento turístico registou 2,4 milhões de hóspedes e seis milhões de dormidas em abril de 2022, correspondendo a aumentos de 424,6% e 548,4%, respetivamente (+462,6% e +540,6% em março, pela mesma ordem). Face a abril de 2019, registaram-se crescimentos de 1,6% e 1,1%, respetivamente.

Em abril, o mercado interno contribuiu com 1,9 milhões de dormidas e os mercados externos com 4,1 milhões, o maior valor desde o início a pandemia. Face a abril de 2019, os números do INE revelam que o mercado interno cresceu 15% e os mercados externos diminuíram 4,4%.

Lisboa concentrou 33,1% dos proveitos totais e 35,1% dos relativos a aposento em abril, seguindo-se o Algarve (24,2% e 22,6%, respetivamente) e o Norte (16,1% e 16,7%, pela mesma ordem).

Já no conjunto dos primeiros quatro meses de 2022, as dormidas aumentaram 449,2% (+181% nos residentes e +1.022,1% nos não residentes), mas continuam abaixo (-11,9%) dos níveis do mesmo período de 2019, como consequência da diminuição dos não residentes (-18,4%), tendo as dormidas de residentes aumentado 3,4%.

No que diz respeito aos proveitos acumulados de janeiro a abril de 2022, estes cresceram 607,4% no total e 591,2% nos relativos a aposento (-4,2% e -2,9%, face a igual período de 2019, respetivamente).

No conjunto dos primeiros quatro meses de 2022, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 6,4 milhões de hóspedes e 16,1 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 376,8% e 395,4%, respetivamente.

Os dados do INE mostram, também, que, entre janeiro e abril, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento.

Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento aumentaram 665,3% e 655,6%, respetivamente (pesos de 87,4% e 85,4% no total do alojamento turístico, pela mesma ordem). Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,9% e 10,7%), registaram-se subidas de 411,2% e 403,1%, e no turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,8% e 3,9%) os aumentos atingiram 281,4% e 273,4%, respetivamente.

Todas as regiões em alta
Em abril, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões. O Algarve concentrou 27,1% das dormidas, seguindo-se Lisboa (26,5%), o Norte (16,7%) e a Madeira (12,1%).

Comparando com abril de 2019, registaram-se aumentos das dormidas na Madeira (+19,9%), Alentejo (+16,7%), Norte (+10%) e Centro (+2,5%), tendo o maior decréscimo sido observado no Algarve (-8,9%).

Relativamente às dormidas de residentes, todas as regiões, com exceção do Algarve (-5,6%), registaram acréscimos. Os maiores aumentos verificaram-se na Madeira (+88,8%), Alentejo (+20,7%), Norte (+19,4%) e Centro (+18,4%). As dormidas de não residentes registaram aumentos na Madeira (+11%), Alentejo (+9,2%) e Norte (+4%), tendo as maiores diminuições sido observadas no Centro (-16,8%) e nos Açores (-16,4%).

Os seis principais mercados emissores (Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Países Baixos e Estados Unidos da América) foram responsáveis por 64,8% das dormidas de não residentes nos primeiros quatro meses do ano (63,1% em abril), tendo-se observado uma diminuição do número de dormidas neste período, quando comparado com o mesmo período de 2019, indicam os dados do INE. O mercado norte americano foi, entre estes, o que registou menor decréscimo do número de dormidas (-2,9%) entre janeiro e abril. Seguiram-se os Países Baixos (-5,4%) e os mercados britânico (-14,7%), espanhol (-15,4%) e alemão (-20,9%).

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Zoomarine espera regresso a números de 2019

Aberto, ou melhor, reaberto a 12 de abril, as expectativas para o Zoomarine são de um ano próximo do que foi a realidade em 2019. Um novo espaço alarga a oferta disponível numa clara aposta na continuidade de, anualmente, oferecer algo de novo a quem visita o parque algarvio.

Victor Jorge

Como em todos os espaços abertos ao público, o Zoomarine enfrentou os desafios inerentes à pandemia da COVID-19, embora nunca tenha fechado completamente o parque a quem pretendia visitá-lo de abril a finais de outubro.

Com a grande novidade para a temporada de 2022 a residir num espaço que pouco tem a ver com as restantes atividades oferecidas no parque, o Borboletário combina com o jardim tropical, do qual, salienta Mariana Poupado, diretora de Marketing e Comunicação do Zoomarine, “temos tido um excelente feedback por parte dos nossos visitantes”.

A razão deste novo investimento prende-se com a vontade de “apostar em algo que fosse completamente novo e que ninguém estivesse à espera”, tratando-se do primeiro Borboletário do Algarve numa aposta considerada “certeira”.

Tratando-se de uma aposta pessoal da administração do Zoomarine, o novo espaço tem uma área de mais de 300 m2, no qual é possível encontrar as mais variadas espécies de borboletas, originárias de diferentes pontos do planeta, desde a América Central até à Ásia. Já em termos botânicos, este novo habitat de imersão conta com mais de 70 espécies de plantas.

O investimento é, de resto, algo que faz parte da realidade do Zoomarine, ditando os números para este ano de 2022 um valor próximo dos 1.650.000 de euros, não constituindo o mais elevado já efetuado no parque. “Em 2020, o investimento realizado pelo Zoomarine foi de quase sete milhões de euros quando renovámos a frota para veículos elétricos, melhorámos a área de restauração e abrimos o cinema 4D. Isto em ano de pandemia”, destaca Mariana Poupado.

Voltar a números de 2019
Mas antes de chegar a 2022, foi preciso passar, como se costuma dizer “as passas do Algarve”, com várias restrições que levaram a uma natural redução de visitantes, principalmente, em 2020. “No ano de 2021 já foi possível registar uma franca melhoria face ao ano anterior”, salientando Mariana Poupado que “já era notório um maior à vontade de quem nos visitava e com os números a aumentar”.

 

Quem nos visita, ano após ano, pode contar sempre com alguma novidade por parte do Zoomarine e isso distingue-nos da concorrência”, Mariana Poupado

 

Com a única obrigatoriedade atual a residir no uso da máscara em espaços fechados, o Zoomarine manteve, por opção própria, o check-in prévio ao dia da visita, até porque, segundo a diretora de Marketing e Comunicação do Zoomarine, “trata-se de uma ferramenta excelente para a gestão quer de recursos humanos, quer dos próprios serviços”, evitando que o dia da visita dos clientes seja “confuso e com grandes multidões”. “Ninguém gosta de estar à espera e essa foi uma opção que tomámos e que, possivelmente, vamos manter futuramente, porque nos ajuda bastante na gestão”.

Quanto ao número de visitantes, as expectativas para 2022 são altas. Se os números pré-pandemia indicam mais de 590 mil visitantes, em 2018, e um crescimento para mais de 640 mil, em 2019, no que foi “o melhor ano do Zoomarine”, a pandemia veio alterar o cenário. A quebra foi drástica e não foi além dos 161 mil visitantes, em 2020, para voltar a subir e atingir quase 285 mil visitantes, em 2021.

Tal como em todo o setor do turismo, também o Zoomarine “sobreviveu” os tempos pandémicos com “ajuda” do turista ou visitante nacional. “Se antes da pandemia, os visitantes nacionais representavam cerca de 50%, com a chegada da pandemia, passou a representar 80%”, salientando Mariana Poupado que, “devemos um agradecimento muito especial ao público nacional, que foi, de facto, um elemento fundamental para alavancar a nossa atividade, tal como todo o setor do turismo nacional”. As expectativas é que esta representatividade do público nacional desça ligeiramente, admitindo-se que “o português agora também irá viajar para outros destinos”, realidade que será “compensada” com a chegada de mais público estrangeiro.

Globalmente, o ranking de visitantes internacionais do Zoomarine é liderado pelos turistas britânicos, seguidos pelos franceses, neerlandeses e alemães, com a época alta a residir, claramente, nos meses de junho, julho e, principalmente, agosto, representando estes três meses mais de 50% do número de visitas anuais. O fecho está programado, como em todos os anos, para o dia de Halloween, ou seja, encerramento a 1 de novembro.

Novidades que nunca param
Com um staff permanente de 130 pessoas, a reabertura significa a contratação de cerca de 150 pessoas, para na época alta, que agora se iniciou, o Zoomarine ir ao mercado contratar mais 250 pessoas, totalizando mais de 500 pessoas nos três meses de verão. Tal como em todo o setor do turismo, é nos recursos humanos onde reside a maior dificuldade, com a contratação de pessoal para áreas como a restauração e operações a constituírem os maiores “pesadelos”. “Temos aqui pessoas que trabalham no Zoomarine há mais de 20 anos, mas é na sazonalidade que residem, de facto, as maiores dificuldades, com os picos de procura a constituírem um problema, apesar da nossa grande capacidade de adaptação”.

Além das dificuldades sentidas com a pandemia, a guerra iniciada pela Rússia na Ucrânia também não vieram facilitar o cenário. “Todos os anos fazemos um ajuste nos preços”, diz Mariana Poupado, para logo de seguida destacar que, “em termos de fornecedores, o que verificamos, atualmente, é que os orçamentos são válidos por dois dias”, o que, segundo a mesma, “dificulta a realização de grandes planos”.

“Atualmente, temos de tomar decisões no momento, já que podemos estar a negociar hoje algo a um determinado preço e amanhã estar já com 20 ou 30% em cima. É essa estabilidade que deixou de existir e que é difícil de gerir para quem aprova o orçamento em novembro ou dezembro do ano anterior”, frisa.

Quanto à oferta diferenciada do Zoomarine, Mariana Poupado responde de forma categórica: “temos produto único, não só aqui em Portugal como na Europa. O foco está nos serviços de qualidade e de excelência que prestamos ao nosso visitante e prova disso é que temos clientes que vêm cá desde a nossa abertura há 30 anos”.

“Quem nos visita, ano após ano, pode contar sempre com alguma novidade por parte do Zoomarine e isso distingue-nos da concorrência”.

Como já referido, as expectativas para 2022 estão altas e no dia 1 de novembro, “o que esperamos é conseguir fazer um balanço bastante positivo. Os indicadores, com base no número de reservas até à data, são muito promissores”, admite Mariana Poupado, concluindo que “poderemos ficar perto dos números de 2019”.

Um parque que “nunca” fecha

Apesar de encerrar portas a 1 de novembro, o Zoomarine “nunca fecha e o trabalho nunca acaba”, destacada Mariana Poupado. Durante os meses de fecho, os trabalhados no Zoomarine passam, principalmente, pela manutenção de jardins e espaços comuns. Além disso, Mariana Poupado frisa que “o nosso bem mais preciso [os diversos animais] são treinados para novas apresentações e novas coreografias”.
Já em termos de marketing, a responsável do departamento destaca o planeamento que é realizado para as campanhas que serão lançadas no ano seguinte. “Todos os anos, no final de cada temporada, fazemos uma análise dos inquéritos aos visitantes”. E é dessas análises que nascem novas atrações como, por exemplo, a Ilha da Fantasia, algo que os nossos visitantes pediam, porque faltava diversão para as crianças mais pequenas”. Assim, foi criado um conjunto de escorregas dedicado crianças dos quatro aos oito anos, “numa tentativa de ir sempre ao encontro das necessidades e exigências de quem nos visita”, diz Marian Poupado.
Para 2023, “a nova atração já está a ser trabalhada”, com Mariana Poupado a não querar estragar a surpresa para a próxima temporada.


As visitas

2018 – 591.554
2019 – 640.007
2020 – 160.593
2021 – 284.675


Área desde 1992

1992 – 6 hectares
2002 – 12 hectares
2012 – 15 hectares
2021 – 21 hectares


Investimentos mais relevantes

2019 – Jurassic River, remodelação do habitat dos pinípedes e criação de piscina médica;
2020 – Frota de viaturas elétricas, renovação das áreas de restauração Bamboo e Acqua, cinema 4D e 3 novos equipamentos: Manta, Ferry e Torre Farol
2021 – Ilha da Fantasia
2022 – Butterfly Garden

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Visitantes estrangeiros começam de novo a regressar ao Zoo de Lisboa

Com o retomar do turismo os visitantes estrangeiros começam de novo a regressar ao Zoo e a reequilibrar a balança das nacionalidades

O Jardim Zoológico já está a funcionar em pleno. Os visitantes podem novamente usufruir de um bilhete único que lhes dá acesso a todas as apresentações e atrações do Zoo. Do teleférico, ao reptilário, passando ainda pelas apresentações dos golfinhos, bosque encantado e pelicanos, os visitantes podem contar com dias recheados de conhecimento e diversão para acrescentar sorrisos ao álbum de famílias, informou-nos a entidade.

Devido à pandemia, conforme referiu “acreditamos que para muitas famílias as novidades do ano passado, como a chegada ao Zoo da maior subespécie de canguru do mundo, o canguru-vermelho, ou mesmo a mais recente instalação inaugurada que pretende homenagear o maior animal da savana africana, o elefante, são ainda uma surpresa”.

No entanto, para aqueles que tiveram a oportunidade de visitar o Jardim Zoológico nestes anos mais atípicos, “acreditamos que a maior novidade são as pequenas crias que podemos observar durante a visita. macaco-aranha, suricatas ou leões”, numa missão que se pretende “educativa e de conservação”.

O Jardim Zoológico tem uma média de um milhão de visitantes por ano. No entanto, com a pandemia esse número diminuiu, devido às diferentes condicionantes impostas. Felizmente, dizem, os números estão novamente a crescer e a retomar a normalidade.

Temos um departamento de turismo que trabalha em conjunto com as agências de viagens, oferecendo contrapartidas especiais para que estes parceiros garantam as melhores condições aos seus clientes”, Jardim Zoológico

Com o retomar do turismo os visitantes estrangeiros começam de novo a regressar ao Zoo e a reequilibrar a balança das nacionalidades. No entanto, as famílias portuguesas continuam a ser o público maioritário. Por isso, “as perspetivas para este ano são as melhores” neste que é considerado um ex-libris da cidade de Lisboa, aberto todos os dias do ano, incluindo feriados e dias festivos. Ao longo do ano apresenta dois horários: o de verão (21 de março a 20 de setembro), das 10h às 20h e o de inverno (21 de setembro até 20 de março), das 10h às 18h.

As agências de viagem são parceiras do Jardim Zoológico, apontam. “Temos um departamento de turismo que trabalha em conjunto com as mesmas oferecendo contrapartidas especiais para que estes parceiros garantam as melhores condições aos seus clientes”.

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Slide & Splash espera atingir os habituais 340 mil visitantes por ano

A empresa estima atingir os habituais 340 mil visitantes por ano, do período pré-pandemia.

O parque aquático Slide & Splash, situado em Lagoa-Algarve, reabriu portas a 12 de abril para a época 2022. A administração da empresa disse ao Publituris que, “depois de dois anos conturbados, espera voltar ao normal funcionamento do parque, cumprindo o habitual calendário de sete meses, até finais de outubro”.

A empresa estima “uma excelente época 2022, esperando atingir os habituais 340 mil visitantes por ano, do período pré-pandemia. Os mercados proeminentes têm-se mantido, o português e o proveniente do Reino Unido, estando a aumentar os mercados francófono, espanhol, brasileiro e norte-americano”.

Entre as cerca de 20 diversões aquáticas do parque, destacam-se as mais icónicas como o Tropical Paradise, um mundo de fantasia para os mais pequenos, o aliciante Big Wave onde se atinge a gravidade zero, a discoteca deslizante do Disco River, as divertidas Pistas Brandas e a escuridão do Black Hole. Existem também espetáculos de apresentação de aves de rapina e araras, centro de massagens e fish-spa, seis pontos de restauração e uma loja de conveniência e lembranças.

No entanto, o Slide & Splash revela que dará início, brevemente, a uma nova fase da sua história, a sua expansão. “Após remodelação da maioria das diversões nos últimos sete anos, o parque inaugurará a primeira fase de um projeto ambicioso que ocupará uma nova área com o total de seis hectares”.

Ainda sem data definida de abertura, o parque irá dispor de mais área de lazer, com seis zonas privadas para grupos entre quatro e 10 pessoas e uma torre com três tipos de escorregas: o Boomerang, uma viagem de boia com efeitos luminosos e um surpreendente vaivém; o Race desafia para uma corrida cronometrada à centésima de segundo com seis pistas coloridas; e a experiência única do Big Fall, uma queda livre para os mais atrevidos.

Sendo o parque com mais tempo em funcionamento do Algarve, inaugurado há 36 anos a 10 de junho, o Slide & Splash “é ponto de visita obrigatória para um dia em família ou com amigos, tendo como lema “Diversão para crianças de todas as idades”.

Cada vez menos, sublinham, o cliente vem por intermédio de uma tradicional agência de viagens, mas “se considerarmos as plataformas digitais e os operadores turísticos o peso ainda é considerável”.

No entanto, a sustentabilidade está na ordem do dia para continuar a reduzir a sua pegada ecológica. Refira-se que o Slide & Splash aderiu este ano à mobilidade verde com a aquisição de uma viatura elétrica para a distribuição de stock e recolha de lixo dentro do parque.

Desde 2008 dispõe de uma estação de tratamento de água que reaproveita a lavagem dos filtros das piscinas para os sanitários, jardins e relvados, conseguindo reciclar cerca de 125 mil litros por dia.

De salientar também, a contínua substituição dos descartáveis em plástico para opções recicláveis e investimento em energia solar para aquecimento de água para os vestiários e para produção de energia elétrica.

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