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Autocarros de turismo já podem ostentar selo “Clean & Safe”

Os autocarros de turismo vão agora poder ostentar o selo “Clean & Safe” ao abrigo de um acordo entre o Turismo de Portugal e a Associação Portuguesa de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP).

Carolina Morgado
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Autocarros de turismo já podem ostentar selo “Clean & Safe”

Os autocarros de turismo vão agora poder ostentar o selo “Clean & Safe” ao abrigo de um acordo entre o Turismo de Portugal e a Associação Portuguesa de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP).

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O Turismo de Portugal vai atribuir o selo “Clean & Safe” aos autocarros de turismo. A Associação Portuguesa de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP) foi a organização escolhida como entidade responsável pela emissão deste selo.

O selo, que é um símbolo de limpeza e segurança criado para as mais variadas atividades económicas na sequência da pandemia da covid-19, está na base de uma parceria entre o Turismo de Portugal e a ARP.

“A parceria com o Turismo de Portugal reforça o papel da ARP como instituição defensora dos seus associados e constitui uma vantagem competitiva para todas as empresas portuguesas de transportes turísticos”, afirma Rui Pinto Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Transportadores Pesados de Passageiros, citado em comunicado de imprensa.

No âmbito desta parceria, a ARP é responsável, a nível nacional, pela validação dos dados inseridos pelas empresas no ato da submissão do pedido do selo, e colabora, posteriormente, nas ações de controlo que visam auditar o cumprimento dos requisitos exigidos.

“Acreditamos que, com o selo ‘Clean & Safe’ está dado mais um passo para a dignificação do setor dos transportes turísticos, para o reforço do seu importante papel no turismo e para a criação de um sentimento de segurança nos clientes transportados”, refere ainda o responsável.

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A partir de 29 de junho: Vai ser possível viajar em Classe Business nos programas da Jolidey

A partir do próximo dia 29 de junho, vai ser possível viajar em Business Class nos programas do operador turístico Jolidey entre Lisboa e Punta Cana, La Romana na República Dominicana, Cancun (México), Santa Clara (Cayo Santa Maria) e Varadero em Cuba.

Estas operações serão realizadas num dos A330-900Neo da Iberojet, companhia aérea charter do mesmo grupo, a Ávoris, que conta com cabine em classe Business com 18 lugares, permitindo uma experiência de viagem única, desenhada para oferecer comodidade aos passageiros mais exigentes.

Com uma ampla gama de serviços e comodidades exclusivas, esta classe eleva o padrão da viagem, garantindo que a mesma seja agradável desde o momento em que entra a bordo do avião até à chegada do destino final, indica o operador turístico em comunicado.

A Jolidey avança ainda que, a principal vantagem de viajar em classe business radica no espaço e na privacidade oferecida aos passageiros. Os assentos espaçosos e reclináveis permitem esticar-se e relaxar durante o voo, proporcionando um ambiente tranquilo e confortável para descansar ou trabalhar.

Os passageiros que optarem pela classe business vão contar com um conjunto de serviços personalizados, tais como check-in e embarque prioritários, lugar premium, snack frio premium (pequeno almoço quente em voos noturnos), reserva de lugar, necessaire de viagem e auriculares, duas bebidas alcoólicas a cada refeição, refrescos, água e sumos durante todo o voo, fast track (apenas disponível aeroporto de Lisboa), bem como set de manta e almofada premium, bebida de boas-vindas (sumo natural ou vinho) em voos com partida de Lisboa e sanduíche entre serviços.

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ESHTE apoia criação de escola de Turismo na Guiné-Bissau

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) vai apoiar a Guiné-Bissau na criação, na ilha de Bolama (arquipélago dos Bijagós), de uma escola de turismo.

A anúncio foi feito pelo ministro guineense da Educação, Henri Mané, que falava em Bissau no ato da assinatura do protocolo que formaliza a parceria com a instituição portuguesa de ensino.

O ministro guineense destacou, conforme avança a Lusa, que a futura escola de turismo será em Bolama para “tirar vantagens das ilhas Bijagós”, zona de beleza rara e de vida exótica na Guiné-Bissau, lembrando ainda que “a educação é a base para o desenvolvimento e o turismo pode alavancar a nossa economia”.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da ESHTE, Carlos Brandão, que representou a instituição na cerimónia afirmou que, após a assinatura do protocolo para a criação da escola, esta poderá estar em funcionamento no prazo de um ano.

Citado pela Lusa, Carlos Brandão destacou que “o objetivo é dotar a Guiné-Bissau de um estabelecimento de ensino superior dedicado ao turismo, que, como se sabe, é um setor de banda muitíssimo larga”, realçando que tal como ajudou no crescimento da economia portuguesa, o setor do turismo também poderá contribuir para a Guiné-Bissau.

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Valência limita grupos turísticos entre 20 e 25 pessoas

O Ayuntamiento de Valencia e a Associação de Guias Oficiais de Turismo da Comunidade Valenciana lançaram um manual de boas práticas que prevê limites à dimensão dos grupos de turistas na cidade.

A cidade espanhola de Valência vai limitar, entre 20 a 25 pessoas, a dimensão dos grupos turísticos, decisão que foi tomada após um acordo com a Associação de Guias Oficiais de Turismo da Comunidade Valenciana.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, o Ayuntamiento de Valencia e a Associação de Guias Oficiais de Turismo da Comunidade Valenciana lançaram um manual de boas práticas que prevê limites à dimensão dos grupos de turistas na cidade.

Os limites acordados preveem que, na Ciutat Vella, uma zonas central da cidade e que está entre as mais visitadas em Valência, os grupos turísticos passem a incluir, no máximo, 20 pessoas, enquanto no resto da cidade ficam limitados a 25 pessoas.

“Apostamos na consolidação de um modelo turístico sustentável, garantindo a rentabilidade dos negócios, melhorando os dados de emprego, mas sempre preservando o valor dos nossos recursos naturais e culturais e o nosso estilo de vida mediterrâneo”, afirmou Paula Llobet, responsável local de Turismo, Inovação e Captação de Investimentos, durante a apresentação do acordo.

Já Vanessa Chirivella, vice-presidente da Associação de Guias Oficiais de Turismo da Comunidade Valenciana, considera que os limites para os grupos turísticos vão permitir um maior “equilíbrio e a harmonia entre as experiências dos visitantes e as necessidades dos cidadãos”.

“Este manual surge da colaboração público-privada, do trabalho conjunto dos guias oficiais e do Ayuntamiento de Valência, porque todos temos o mesmo objetivo: melhorar a gestão do turismo em benefício dos visitantes e dos cidadãos”, acrescentou Llobet.

Além dos limites para os grupos turísticos, o manual prevê também que os guias turísticos possam “coordenar os seus itinerários para evitar coincidir nos mesmos espaços e que os visitantes possam desfrutar ao máximo dos seus passeios, sem causar transtornos aos espaços onde convivem visitantes e cidadãos”

O documento prevê ainda que os guias turísticos passem a escolher “locais mais adequados” para explicar aos clientes a história dos monumentos e locais de interesse turístico e que usem audio-guias para minimizar o “excesso de ruído, respeitando a portaria municipal quanto à proibição do uso de megafones e microfones”.

O documento conta também com indicações para as autoridades oficiais, prevendo, nomeadamente, que a autarquia local instale sensores para recolher dados sobre “o fluxo de visitantes nos pontos turísticos”, partilhando posteriormente esses dados com os profissionais, de forma a que seja possível “otimizar os seus percursos”.

“Este acordo parece-nos ser uma ferramenta muito útil porque aposta no desenvolvimento equilibrado, na preservação do património e na qualidade de vida dos cidadãos”, indicou ainda Paula Llobet.

 

 

 

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Foto: Diana Quintela

Turismo

Programa de Governo destaca 12 pontos para o Turismo

Entregue esta quarta-feira ao presidente da Assembleia da República, José Aguiar-Branco, o Programa do Governo tem diversos pontos referente ao turismo. Decidir “rapidamente sobre a construção do novo aeroporto” e “iniciar o processo de revisão da Lei nº 33/2013” são dois deles. Mas há mais.

São 12 os pontos que o Programa do Governo, liderado por Luís Montenegro, destaca para o setor do Turismo. Entregue esta quarta-feira, 10 de abril, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, ao presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, o Programa do Governo tem como horizonte o final da Legislatura, em 2028, e assume uma linha de ação convergente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas, assim como, com a Estratégia Portugal 2030, que enquadra a aplicação dos fundos europeus estruturais e de investimento.

Assim, no que diz respeito ao Turismo, o Governo pretende “eliminar de imediato a Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local (AL)”, bem como a “caducidade das licenças anteriores ao programa Mais Habitação, e revendo simultaneamente as limitações legais impostas pelo Governo socialista”.

Aposta é também a “qualificação da oferta turística” e o aumento da procura, concentrando em mercados que garantam um “crescimento em valor e combatendo a sazonalidade”.

Relativamente aos Transportes pode ler-se que a aposta passa por “atrair Transporte Aéreo regular e diversificado nos aeroportos nacionais” e “decidir rapidamente” a construção do novo aeroporto.

“Clarificar as regras de investimento imobiliário e atração de investimento (residentes e não residentes); Identificar necessidades de infra-estrutura turística, promovendo o seu investimento público e privado, incluindo as áreas necessitadas de alojamento e infra-estrutura de transportes e lançar programas de apoio à satisfação dessas necessidades” são outros pontos destacados neste Programa de Governo.

No emprego e formação, “valorizar o ensino e formação contínua em Turismo e criar/consolidar uma rede nacional integrada de formação (hubs), com escala e qualidade, suportando conteúdos programáticos complementares que potenciam a oferta de qualidade” são outras preocupações espelhadas no programa do XXIV Governo da República, além de referir-se a promoção de um turismo sustentável, partindo do princípio que o turista “além de visitar lugares, pretende viver experiências, respeitando o meio-ambiente e as comunidades locais”.

“Consolidar Portugal como destino turístico de excelência em tudo o que está ligado à economia azul, ao mar e às atividades náuticas” é considerado como “eixo fundamental para a nossa oferta”.

Nos pontos dedicados ao Turismo não falta, também, uma referência ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), referindo-se o “acelerar a componente 16” do mesmo, focada na transição digital do tecido empresarial (aceleradoras do comércio digital e bairros comerciais digitais).

Pelo descrito, percebe-se, igualmente, que é intenção “iniciar o processo de revisão da Lei nº 33/2013 no quadro de consolidação e autonomia das Entidades Regionais de Turismo (ERT), face ao processo de assunção de novas competências pelas comunidades intermunicipais, resultante do processo de descentralização em matéria da promoção turística”.

Finalmente, “concretizar a Agenda do Turismo para o Interior” e “iniciar o processo de criação de uma nova agenda para o turismo, que assegure a sua sustentabilidade económica, social e cultural, bem como a definição de novas metas, num espírito de cooperação com todos os parceiros que potencie a competitividade de Portugal”, fecham os pontos do Programa de Governo dedicados ao setor do Turismo.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Foto: Frame It

Transportes

Teresa Gonçalves demite-se da presidência da SATA

A presidente da companhia aérea açoriana SATA, Teresa Gonçalves, demitiu-se do cargo por “motivos pessoais”, anunciou o Governo Regional.

Publituris

No cargo desde abril de 2023, após a saída de Luís Rodrigues para a liderança da TAP,  Teresa Gonçalves apresentou a demissão, indicando o Governo Regional dos Açores que a presidente da SATA (grupo que inclui a SATA Air Açores e a Azores Airlines) alegou “motivos pessoas”.

Em entrevista ao jornal Publituris, publicada na edição de 29 de março, Teresa Gonçalves fazia um balanço “muito positivo”, referindo que “conseguimos implementar coisas muito giras e trabalhar internamente com os nossos trabalhadores, dando-lhes formação e criando condições para eles se sentirem bem no trabalho e dar a conhecer a SATA, ou seja, pôr a SATA no mundo”.

Na altura, a ainda CEO da SATA salientava que havia muito trabalho para “dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte, nomeadamente em Boston e em Nova Iorque, mas também em Toronto, no Canadá. Portanto, fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado, que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior”.

Leia a última entrevista dada pela CEO do grupo SATA, Teresa Gonçalves, ao Publituris.

 

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Transportes

“Temos trabalhado muito para dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte”

Há um ano à frente da SATA, Teresa Gonçalves, presidente do grupo de aviação açoriano, falou com o Publituris sobre a mudança de estratégia, que já está a permitir resultados históricos, nomeadamente nos mercados da América do Norte. As novas rotas e os processos de reestruturação e privatização também foram temas nesta conversa.

Inês de Matos

Em 2023, as duas companhias aéreas do Grupo SATA – Azores Airlines e SATA Air Açores – transportaram 2,4 milhões de passageiros, número histórico que, segundo Teresa Gonçalves, presidente do grupo de aviação açoriano, se deve ao crescimento do turismo nos Açores, mas principalmente a uma mudança de estratégia que tem permitido “pôr a SATA no mundo”, principalmente em mercados como o da América do Norte, onde a Azores Airlines, a companhia aérea que realiza os voos para fora dos Açores, tem vindo a reforçar a capacidade e a atrair passageiros.

Apesar desta entrevista ter sido realizada nos primeiros dias de março, quando os resultados financeiros do grupo de aviação ainda não tinham sido publicados, Teresa Gonçalves mostra-se otimista e esperava que eles evidenciassem “uma tendência muito positiva”.

Tudo isto leva Teresa Gonçalves a fazer um balanço positivo do seu primeiro ano à frente da SATA, cujo processo de privatização continua parado e sem perspetivas de retoma.

É CEO da SATA há cerca de um ano. Qual é o balanço que faz destes primeiros meses à frente deste grupo de aviação açoriano?
O balanço é muito positivo, costumo dizer que já estava na SATA antes, era administradora com o pelouro financeiro, tinha a meu cargo dossiers muito importantes, como o da reestruturação e submissão do plano à Comissão Europeia.  Portanto, na verdade sempre estive muito envolvida e já tinha um papel muito importante em termos dos grandes dossiers.

Faço um balanço muito positivo porque conseguimos implementar coisas muito giras e trabalhar internamente com os nossos trabalhadores, dando-lhes formação e criando condições para eles se sentirem bem no trabalho e dar a conhecer a SATA, ou seja, pôr a SATA no mundo.

Portanto, o balanço deste primeiro ano é muito positivo.

Fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado [América do Norte], que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior

Ao longo destes meses, quais foram os momentos mais desafiantes que identifica e porquê?
Os desafios passam sempre pela relação com as pessoas, todas as questões relacionadas com pessoas são sempre um grande desafio e as negociações com sindicatos são muito desafiantes, mas foi também um grande desafio ir para outras geografias, como a América do Norte, e mostrar que existimos, dar-nos a conhecer e falar com os destinos, com os turismos, com os governos e com as autoridades locais para eles saberem que a SATA existe. Isso também foi um grande desafio.

Resultados 2023
Em 2023, as companhias aéreas do Grupo SATA tiveram resultados operacionais positivos, com 2,4 milhões de passageiros transportados, de tal forma que 2023 se tornou no melhor ano de sempre para o grupo. Já se sente responsável por estes resultados?

Claro, claro que sinto, sem dúvida. Este é o resultado de tudo o que temos feito e é o resultado de termos agarrado a oportunidade e termos ido à América do Norte dar a conhecer a SATA. Temos trabalhado muito para dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte, nomeadamente em Boston e em Nova Iorque, mas também em Toronto, no Canadá. Portanto, fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado, que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior.

Este é o resultado disso, é o resultado de termos estado mais ativos no mercado, de termos mostrado que existimos e termos uma série de iniciativas com várias entidades.

No Porto, também aconteceu isso, começámos a dinamizar mais ações com as autoridades locais, com um papel mais interventivo e que permitiu criar novas rotas.

Por isso, sim, sem dúvida que já me sinto responsável por estes resultados.

Quais foram as rotas da Azores Airlines ou da SATA Air Açores que, no ano passado, apresentaram resultados mais positivos?
As rotas da América do Norte têm um papel muito expressivo e são rotas muito importantes. Vemos que a SATA estava muito vocacionada para servir a diáspora e uma das coisas de que nos podemos congratular é que, hoje, efetivamente, servimos a diáspora mas servimos também o mercado turístico e esse está a crescer muito. As pessoas já sabem que podem vir, via Açores, para se ligarem ao mundo, seja à Europa ou a África, através de Cabo Verde.

A rota de Cabo Verde também é muito importante e expressiva no nosso mercado de rotas, é importante porque temos esta ligação da América do Norte a Cabo Verde que está sempre muito concorrida e, portanto, claramente estas são as rotas mais importantes.

O turismo nos Açores tem vindo a crescer e a atingir bons resultados. Esse aumento da procura turística pelos Açores também ajuda a explicar os bons resultados da SATA?
Sem dúvida, os Açores são um destino muito importante e que está a ganhar uma preponderância muito especial e isso já tinha acontecido na pandemia, quando os Açores começaram a ser um destino de fuga para quem queria sair, ter paz e ar livre, sem preocupações.

Os Açores são um destino sustentável, que tem ganho constantemente prémios de destino sustentável, de melhor destino aventura ou melhor destino de outra coisa qualquer.

Portanto, tem havido essa aposta e nós temos a sorte de estarmos nos Açores e de conseguirmos conciliar, não só o destino sustentável, mas por outro lado toda a Europa. Podemos levar as pessoas, através da Europa, para todo o mundo. Quase que permite visitar um destino maravilha como os Açores e depois seguir para qualquer parte do mundo.

Hoje, efetivamente, servimos a diáspora mas servimos também o mercado turístico e esse está a crescer muito

Além dos resultados operacionais, também os financeiros têm vindo a melhorar. Qual é a sua expetativa em relação aos resultados de 2023?
Tenho uma ideia muito clara, mas ainda não posso falar sobre os resultados, mas claramente temos uma tendência muito positiva, o que é muito bom. [Esta entrevista foi realizada poucos dias antes dos resultados financeiros do Grupo SATA serem conhecidos e que vieram mostrar que, apesar de uma melhoria de 8,1 milhões de euros face ao resultado negativo de 32,4 milhões de euros do ano anterior, a Azores Airlines ainda apresentou, no ano passado, um prejuízo de 24,3 milhões de euros].

Reestruturação e privatização
A SATA está, atualmente, em processo de reestruturação ditado pela Comissão Europeia. Qual foi o impacto desta reestruturação no regresso da SATA aos bons resultados?
Sem dúvida que a reestruturação foi positiva. Quando cheguei à SATA, a SATA estava muito debilitada em termos operacionais e financeiros, por isso é que recorremos a um processo de auxílio de Estado junto da Comissão Europeia e foi também por isso que apresentámos um plano de reestruturação para reestruturar o grupo como um todo.

Obviamente que houve aqui um trabalho muito grande e, hoje, podemos dizer que temos uma operação consistente e que temos um produto que é bom para o passageiros, que tem qualidade e o plano de reestruturação permitiu-nos olhar para os mercados onde estávamos e consolidar a nossa presença nesses mercados e, depois, financeiramente também permitiu começar a ter um rumo e a caminhar para o ‘verde’ para podermos ter capacidade de crescer e de avançar para outras rotas e rotas novas, como lançámos agora recentemente.

Foi essa mudança de estratégia, de tentar atrair também os turistas desses mercados, que ditou este caminho de sucesso em que a SATA se encontra?
Foi fundamental porque continuamos a servir a nossa comunidade, e temos isso na nossa missão e nos nossos valores – trazer os açorianos para casa e levar os açorianos para o mundo – mas claramente que era também importante ir buscar todo o outro mercado, que tem um potencial enorme. O mercado norte-americano tem um potencial fora de série, ainda agora estivemos na Califórnia e vimos a dimensão daquele mercado que não acaba, que tem tanto potencial e muito poder de compra.

Portanto, quando fizemos esta viragem e começámos a focar-nos em divulgar a SATA enquanto companhia aérea que leva os turistas para um destino muito bom, sustentável e que até lhes dá a possibilidade de irem para qualquer parte do mundo, na Europa, América ou África, claramente que se abriu um leque de oportunidades que não estavam devidamente exploradas.

A Azores Airlines também está em processo de privatização, que foi parado devido à instabilidade política regional. Já há alguma previsão de quando poderá o processo ser retomado?
Não, a única coisa que sabemos é que o Governo vai assumir funções na próxima semana [4 de março] mas não sabemos mais nada sobre a privatização.

O júri do concurso para a privatização da companhia aérea tinha, no entanto, escolhido a proposta do consórcio Newtour/MS Aviation. O que pensa a administração da SATA da proposta deste consórcio, que conta com a participação de um grande grupo de turismo dos Açores?
Não faço a mínima ideia, temos um processo muito bem montado, com um júri que esteve a analisar todas as propostas, esteve a ver todo o processo e as propostas que foram apresentadas e a SATA, neste momento, está num caminho paralelo. Agora, que o processo foi suspenso, ainda não tivemos acesso ao relatório final, nem outras conclusões e, portanto, neste momento, não me consigo pronunciar.

Sem dúvida que a reestruturação foi positiva. Quando cheguei à SATA, a SATA estava muito debilitada em termos operacionais e financeiros

Vai continuar a liderar a SATA depois da privatização?
Costumo dizer que vou fazendo as coisas no momento em que estou e, neste momento, estou focada em continuar e consolidar a estratégia da SATA e em levar a SATA a todo o mundo, para dar a conhecer a companhia aérea e os Açores. Portanto, é algo em que não penso, que não me preocupa neste momento.

2024
Para o verão de 2024, a SATA conta com várias novidades ao nível de novas rotas. Qual é a expectativa, nomeadamente, para as novas rotas de Londres e Milão, mas também para a rota de Montreal, que até vai começar mais cedo do que estava previsto?
Vamos ter uma série de novidades. Temos Milão, Londres e Faro desde Ponta Delgada, e a expetativa é a melhor.

No caso de Faro, por exemplo, começámos com duas frequências e aumentámos para a terceira ao final de três semana. Portanto, Faro está a correr muito bem.

Milão é uma rota muito apetecível e que tem muita ligação com a América do Norte. Analisámos o potencial destas rotas, até mesmo com o tráfego de ligação e são rotas que, pelo que estamos a ver, estão a correr muito bem.

Montreal é uma rota que já tínhamos, este ano, o que acontece é que vamos iniciá-la dois meses antes. Vamos ter uma frequência de abril a final de maio e, depois, a partir de junho temos quatro frequências, ou seja, uma frequência a mais do que no ano passado e com a vantagem de que vamos fazer a rota à noite e, portanto, quando as pessoas chegam já têm ligação para a Europa e para todas as ilhas dos Açores.

Por outro lado, vamos ter também o Porto com ligação direta à América do Norte, o que é uma novidade porque a rota era sempre via Ponta Delgada e, agora, vai haver uma ligação direta, o que é bastante bom para os passageiros do Porto.

Falou sobre Faro mas queria saber porque decidiu a SATA apostar em Faro, foi com o objetivo de proporcionar um destino de lazer aos açorianos?
É um misto. A SATA em tempos já tinha voado para Faro, antes de eu chegar à companhia aérea, mas depois a rota foi descontinuada. O que acontece é que os açorianos têm uma grande apetência por Faro mas os norte-americanos também e, portanto, vemos isto sempre pelo lado de como conseguimos conjugar os destinos para onde voamos com os destinos que queremos ligar.

Claro que também vamos ter pessoas do Algarve a viajar para os Açores porque se torna mais fácil chegar aos Açores.

O plano de reestruturação permitiu-nos olhar para os mercados onde estávamos e consolidar a nossa presença

Também a operação intra-regional entre a Madeira e os Açores tem vindo a ser reforçada, assim como as ligações desde a Madeira à América do Norte. Qual é o balanço que a SATA faz desta operação na Madeira e qual é a possibilidade de ela vir a aumentar ainda mais no futuro?
Fazemos um balanço bastante positivo, temos trabalhado em conjunto com o Turismo da Madeira para promover e dinamizar estas rotas e o objetivo é continuarmos a trabalhar com eles para vermos ângulos que possamos explorar para dinamizar estas rotas.

Desafios para 2024
Apesar da aviação, de uma forma global, estar a registar resultados positivos, há no mundo vários desafios que podem impactar negativamente o transporte aéreo. Qual é a opinião da SATA sobre as perspetivas mundiais, será possível continuar a crescer apesar de tantos desafios?
Desde a COVID-19 que nunca mais nada foi igual. Isto é um facto e, por outro lado, temo-nos deparado muito com questões muito ligadas com a falta de capacidade de recursos humanos em geral. É um problema geral que afeta também muito o mundo da aviação e todas as entidades que trabalham na nossa cadeia de valor e isso vê-se quando os aviões começam a atrasar porque vão para manutenção mas não há capacidade de resposta e atrasam meses. Isto tem impacto na operação e temos de alugar aviões para garantir a qualidade do serviço e para garantir que os passageiros ficam com o serviço assegurado. Portanto, isto tem impacto.

Depois, tivemos, em fevereiro de 2022, a guerra da Ucrânia que, parecendo que não, fez os combustíveis disparar e, apesar de, em 2023, termos reparado que houve aqui um decréscimo no preço e de ser expectável que este decréscimo se mantenha em 2024, apesar de não ser muito significativo, o facto é que estamos em níveis onde nunca tínhamos estado.

Portanto, houve aqui, claramente, um salto muito grande e não sei se, algum dia, vamos voltar aos níveis anteriores.

Isto, claramente, tem um custo muito grande que não podemos passar completamente para o passageiro ou seria insustentável.

Mas há mais desafios. Tivemos, por exemplo, uma subida de taxas de juro muito elevada para compensar a taxa de inflação e tudo isto impacta a SATA e os nossos fornecedores. Estamos no fim da cadeia de valor e todos os nossos fornecedores vão tentando incorporar nos seus preços e contratos estes impactos, que eles próprios também sofrem, mas nós, enquanto companhia de aviação e que está no final da cadeia, também não podemos dizer que vamos refletir tudo no preço do bilhete do passageiros ou então qualquer dia deparamo-nos com a situação de que só viajam os ricos. Seria voltar outra vez a uma época em que a aviação era um produto de luxo.

Depois, também acho que temos grandes desafios ao nível da sustentabilidade e isso é pouco falado mas, efetivamente, as companhias de aviação – porque não é só a SATA, são todas – vão ter grandes desafios, nomeadamente na adoção dos combustíveis sustentáveis. A partir de 2025, está imposta pela Comissão Europeia a adoção mínima de 2% e, ao longo dos anos, será aumentada a percentagem de SAF – Combustíveis Sustentáveis para a Aviação que os aviões têm de usar mas o problema é que não há SAF disponível e o que existe é muito caro. Portanto, se não houver aqui um trabalho muito bem feito, com os governos e outras entidades para assegurar que o SAF vai estar disponível e é viável, vemos isto como uma preocupação para a aviação.

[O aeroporto de Lisboa] é algo que esperamos que esteja resolvido em breve, mas não opinamos relativamente ao local, apenas queremos é que seja resolvido, da forma que for melhor para todos mas, acima de tudo, para garantir níveis de pontualidade

A sustentabilidade é, realmente, um desafio para a aviação, atualmente. O que é que a SATA tem vindo a fazer neste âmbito, já há, por exemplo, uma política de sustentabilidade definida?
Em termos de sustentabilidade, a SATA tem feito um trabalho muito grande. Temos três pilares de sustentabilidade e é preciso não esquecer que, quando falamos em sustentabilidade, ela envolve três áreas: a sustentabilidade ambiental, social e a governança.

A SATA tem trabalhado muito e temos uma política de sustentabilidade e, em termos ambientais, temos feito muito trabalho com a IATA e aderido a uma série de iniciativas e certificações para garantir que estamos de acordo com tudo aquilo que é definido pela indústria e melhores práticas, e fizemos a renovação da frota para aviões que poupam combustível. Os nossos aviões, hoje em dia, poupam cerca de 20% do combustível face aos que tínhamos, emitem menos ruído em termos de motores e, portanto, são também melhores para as comunidades locais, e temos ainda apostado em veículos elétricos no aeroporto, bem como em práticas sustentáveis nos nossos escritórios.

Na parte da governança, que para nós é o pilar de tudo, fizemos questão de criar uma área só focada nesta temática porque é daqui que vão sair todas as políticas, regulamentos e todas as formas de trabalhar.

Temos de ter os nossos alicerces bem construídos para podermos trabalhar e acho que fizemos isto da melhor maneira e conseguimos ter, hoje, uma empresa muito bem estruturada e organizada, com tudo muito bem definido.

Depois, temos ainda a parte social, porque olhamos não só para dentro, ou seja, para os nossos trabalhadores, como para a nossa comunidade. E temos feito muita coisa porque a nossa preocupação são as pessoas e achamos que devemos investir em formação e sugeri que se montasse um programa de formação, denominado “12 meses, 12 formações”, mas acabou por ser “12 meses, 15 formações”. Estamos a dar formação em várias áreas, muitas vezes até em áreas da vida comum, explicando o que é, por exemplo, uma taxa de inflação, que impacto tem nas taxas de juro. O objetivo é dar às pessoas formação básica e, por isso, montámos este programa, que tem tido adesão.

E montámos também um programa de saúde mental, que também tem tido muita adesão. No início, achámos que poderia haver alguma relutância das pessoas, mas tem tido muita adesão e, por isso, vamos continuar este programa.

Temos, de facto, uma série de iniciativas e temos uma muito gira e que impacta a comunidade onde vivemos, que é um programa que inclui uma aplicação que calcula os nosso passos diários, que são depois convertidos em milhas, que são doadas a instituições nos Açores, que podem assim voar ou proporcionar experiências.

Portanto, temos tentado desenvolver uma série de iniciativas e, acima de tudo, promover um equilíbrio muito grande entre o trabalho e a vida pessoal, para que as pessoas se sintam bem a trabalhar. E acho que estamos no bom caminho em termos de sustentabilidade.

Desafio vai continuar também a ser o aeroporto de Lisboa, uma vez que continuam a existir muitas dúvidas sobre a escolha da nova infraestrutura. No caso da SATA, há alguma preferência sobre a localização ou sobre o tipo de infraestrutura?
O aeroporto de Lisboa, efetivamente, tem alguns constrangimentos, temos trabalhado muito com a ANA – Aeroportos de Portugal porque operamos em Lisboa com constrangimentos mas em Ponta Delgada também temos bastantes desafios e a ANA tem sido um parceiro da SATA na tentativa de encontrar soluções, uma vez que nas ilhas ainda é mais complicado lidar com os problemas aeroportuários.

Efetivamente, o aeroporto de Lisboa tem estas condicionantes todas, que todas as companhias aéreas estão a sofrer e que impactam os nossos voos, porque há atrasos que, depois, se refletem nos restantes voos. Mas temos conseguido minimizar o atraso que esteve na origem.

É algo que esperamos que esteja resolvido em breve, mas não opinamos relativamente ao local, apenas queremos é que seja resolvido, da forma que for melhor para todos mas, acima de tudo, para garantir níveis de pontualidade porque os passageiros esperam isso quando começam as suas viagens.

Se tivesse que formular um desejo para o que falta do seu mandato na SATA, o que é que desejaria?
Era que continuássemos no bom trabalho que temos feito, continuarmos a pôr a SATA no mundo porque a SATA é muito pequenina, estava ali no meio do Atlântico e era desconhecida mas, a pouco e pouco, temos conseguido inverter isso. Portanto, o que desejo é que continuemos a fazer o trabalho que temos feito, que penso que é um excelente trabalho.

 

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Aviação

TAP vai expandir Centro de Treino no Aeródromo Municipal de Cascais

A TAP vai aumentar o número de simuladores no Centro de Treino do Aeródromo Municipal de Cascais, bem como o espaço de formação para técnicos de manutenção e tripulantes, reservando ainda espaço para vir a prestar serviços de manutenção nestas instalações.

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A TAP e a Câmara Municipal de Cascais chegaram a acordo para a expansão do Centro de Treino da companhia aérea de bandeira nacional no Aeródromo Municipal de Cascais, num alargamento que vai decorrer em duas fases, avança a transportadora, em comunicado.

De acordo com a informação avançada pela TAP, numa primeira fase, o Centro de Treino vai passar a contar com mais um simulador Airbus A320, prevendo-se que, numa fase posterior, venham a ser acrescentados até mais quatro simuladores, aumentando o total para sete, o que está dependente de parcerias com entidades terceiras.

Para a TAP, esta é a oportunidade de concretizar a “ambição de criar na freguesia de São Domingos de Rana, em Cascais, um polo universitário e de formação profissional na aviação com a importante presença da Academia TAP”.

“Tanto as áreas de formação como as de Manutenção e Engenharia são áreas de grande valor acrescentado que faz sentido fazermos no país para valorizarmos as nossas pessoas. O nosso ecossistema tem oportunidade de criar novas áreas de exportação em vez de pagarmos caro serviços lá fora. Cascais entendeu perfeitamente essa oportunidade”, afirma Luís Rodrigues, presidente da TAP, citado no comunicado divulgado pela transportadora.

Já Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, considera que esta é uma “parceria virtuosa”, que visa a “execução de um centro de excelência na aviação de nível mundial no nosso país”.

“Que essa visão se cumpra a partir de Tires, São Domingos de Rana, é reveladora dos esforços desta autarquia para levar o desenvolvimento e criar cadeias de valor e emprego qualificado em todos os pontos do concelho”, acrescenta Carlos Carreiras.

Além dos novos simuladores, o Centro de Treino da TAP vai passar a contar também com novos espaços de formação para Técnicos de Manutenção de Aeronaves e Pessoal Navegante de Cabina, sendo ainda reservado espaço para instalações onde a TAP Manutenção e Engenharia “poderá vir a desenvolver várias atividades, incluindo manutenção de motores”, assim como para a manutenção da frota Embraer 190/195 da PGA (Portugália Airlines).

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Sesimbra Oceanfront Hotel

Alojamento

Highgate Portugal investe 1M€ no 5 estrelas Sesimbra Oceanfront Hotel

A Highgate Portugal acaba de investir um total de 1 milhão de euros no que é agora o Sesimbra Oceanfront Hotel, unidade hoteleira de cinco estrelas que resulta da remodelação e rebranding do Sesimbra Hotel & Spa.

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Localizado no centro de Sesimbra, com acesso direto à Praia da Califórnia e próximo da Serra da Arrábida, este cinco estrelas surge com um novo conceito que assenta na estreita ligação entre a natureza e o hóspede.

Sesimbra Oceanfront Hotel

A renovação do Sesimbra Oceanfront Hotel aposta no design biofílico, através dos materiais utilizados, da nova disposição dos espaços e do mobiliário e da decoração, transmitindo um ambiente de tranquilidade e bem-estar.  As plantas naturais e a utilização de tons claros, alusivos ao mar e à serra, estão em evidência em todo o hotel.

Sesimbra Oceanfront Hotel

Num investimento total de 1 milhão de euros, a renovação incidiu em diferentes áreas, como a receção e lobby, salão de estar no piso 5, bar e restaurante, quartos e suites, esplanada e piscina.

Para Tiago Féteira Rodrigues, diretor do Sesimbra Oceanfront Hotel, “este projeto de remodelação visa potenciar as infraestruturas e o serviço da unidade, que tem uma excelente localização”. Lembra que, com quase 18 anos, esta unidade “necessitava de uma intervenção e estamos convictos de que é um investimento acertado que nos permitiu, em conjunto com o serviço prestado aos hóspedes, passar a ostentar cinco estrelas, sendo atualmente a única unidade com esta classificação em Sesimbra”.

Sesimbra Oceanfront Hotel

Com 84 quartos standard e oito suites, o Sesimbra Oceanfront Hotel conta com novas tipologias – nomeadamente a Ocean view Deluxe Room ou a Ocean view Premium Suite – divididas entre a ala norte e a ala sul do hotel. Enquanto a ala norte apresenta uma vista descoberta para a Praia da Califórnia, a ala sul complementa esta Ocean view com o centro de Sesimbra e a baía. Todos os renovados quartos e suites dispõem de varandas privadas, com vista para o oceano e luz natural.

Sesimbra Oceanfront Hotel

O atelier de arquitetura BroadWay Malyan foi a empresa responsável pelo projeto de renovação, e o novo logótipo foi desenvolvido pela Solid Dogma.

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Transportes

Alma Cruceros é a nova companhia de cruzeiros de luxo espanhola e chega em 2025

A Alma Cruceros começa a operar a 18 de abril de 2025, com o navio Ocean Victory, e vai contar com base em Málaga, oferecendo um produto “feito por espanhóis e pensado para espanhóis e para falantes de espanhol”, que combina “o tradicional cruzeiro e os grandes iates privados”.

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A Alma Cruzeiros é uma nova companhia de cruzeiros de luxo espanhola, que começa a operar a 18 de abril de 2025 e que vai contar com base em Málaga, avança o Hosteltur.

“Viemos transformar o setor dos cruzeiros em Espanha porque criámos um produto único, exclusivo e sofisticado”, afirma Elisardo Sánchez, sócio fundador e presidente da nova companhia, em declarações à agência Efe citadas pelo Hosteltur.

O responsável mostra-se confiante no sucesso da Alma Cruceros, uma vez que este será um produto “feito por espanhóis e pensado para espanhóis e para falantes de espanhol”.

Por isso, acrescentou o responsável, a bordo tudo foi pensado para estar “ao gosto dos espanhóis”, a exemplo da gastronomia, música, animação noturna ou dos distintos espetáculos de entretenimento, sendo que também o idioma oficial a bordo será o espanhol.

“Vamos dirigir-nos ao mercado espanhol e, muito especialmente, ao mercado americano. Queremos que o navio seja um ponto de encontro para espanhóis, argentinos, chilenos, colombianos, peruanos ou mexicanos, mas também é muito importante para a comunidade falante de espanhol dos EUA”, explicou Elisardo Sánchez.

A nova companhia de cruzeiros de luxo começa a operar com o navio Ocean Victory, um navio de expedição que vai estar ao serviço da nova companhia de cruzeiros durante o verão para navegar no Mediterrâneo, entre abril e outubro.

O cruzeiro inaugural desta companhia de cruzeiros vai ligar Las Palmas, na Gran Canaria, a Málaga, a partir de onde vão passar a existir cruzeiros de uma ou duas semanas pelo Mediterrâneo Ocidental, Norte de África e Ilhas Canárias.

O Ocean Victory, navio que pertence à SunStone, vai estar ao serviço da Alma Cruceros ao longo de todo o verão, durante um período de 10 anos, enquanto no inverno regressa às expedições à Antártida e ao Sul da Argentina, ao serviço da Alabatros Expeditions.

O navio, que foi construído em 2021, conta com 93 camarotes duplos, todos exteriores e a maioria dos quais com varanda, e tem capacidade para transportar 186 passageiros e mais de uma centena de tripulantes.

O navio conta ainda com quatro restaurantes, vários espaços de entretenimento, piscina, Spa, ginásio, lojas, jacuzzis e solário, num ambiente que “combina o tradicional cruzeiro e os grandes iates privados”, segundo Elisardo Sánchez.

A Alma Cruceros pretende incorporar mais navios na sua frota e tornar-se numa companhia de cruzeiros “muito vinculada a Málaga, à Andalucía”, motivo pelo qual vai contar com escalas em todos os portos andaluzes, como Sevilla, Cádiz, Huelva, Motril ou Almería, além de Málaga.

A venda dos cruzeiros da Alma Cruceros arranca oficialmente no próximo mês de junho e Elisardo Sánchez acredita que será possível “encher rapidamente os primeiros cruzeiros” e ficar até com uma lista de espera.

 

 

 

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Transportes

United cancela Faro

Depois de em outubro de 2023 ter anunciado vir a ser a única companhia aérea americana a voar diretamente para Faro, a partir de Nova Iorque/Newark, a United Airlines cancelou esta rota.

Victor Jorge

A United Airlines cancelou a operação que iria iniciar a 24 de maio de 2024 ate 23 de setembro de 2024, e que ligaria Faro diretamente a Nova Iorque/Newark, com quatro voos semanais realizados com recurso a um Boeing 757-200.

De acordo com a United, estas alterações resultam do facto de a Federal Aviation Administration (FAA, Administração Federal da Aviação) ter interrompido “algumas atividades de certificação”.

Esta operação faria com que a United se tornasse na única companhia aérea americana a voar diretamente para Faro, a partir de Nova Iorque/Newark.

Segundo informações que correm na imprensa norte-americana, a United não eliminou totalmente a rota, confirmando que está a “adiar a operação para o próximo verão”.

“No total, esta operação iria representar cerca de 25 mil lugares ida e volta distribuídos por 130 voos”, refere Pedro Castro, diretor da SkyExpert, empresa de consultoria em aviação, aeroportos e turismo, considerando que ”isto é uma gota no oceano de voos e de lugares à partida de Faro,  mas é uma gota cujo cancelamento representa um enorme balde de água fria por tudo aquilo que esta rota e esta companhia traziam para a região”.

“Se havia necessidade de cortar algum voo operado pelos Boeing 757 devido à crise com os 737 MAX e com as entregas destes aparelhos que já afetou a Ryanair, a United poderia, por exemplo, ter optado por cancelar o segundo voo diário entre Nova Iorque e o Porto. No entanto, preferiu cancelar este novo destino. Isto corresponde ao comportamento típico das companhias: em caso de dúvida, preferem consolidar o que já existe do que abrir novos destinos que requerem uma duplicação dos recursos e investimento”, salienta Pedro Castro.

“Os turistas americanos têm tido um desenvolvimento notável no Algarve, mas sem um acesso aéreo direto e sem escalas, o seu crescimento torna-se mais difícil. Ter uma companhia americana a voar seria ainda melhor pelo domínio que têm do mercado e das vendas nos Estados Unidos”, frisa o diretor da SkyExpert.

E Pedro Castro termina: “se eu fosse o diretor do Turismo do Algarve, tentaria aliciar a Azores Airlines a aumentar, prolongar e/ou acertar os horários dos novos voos Faro-Ponta Delgada para ligarem com os voos de Ponta Delgada para o aeroporto de JFK; em segundo lugar, no próximo Inverno, a United vai lançar o seu voo Nova Iorque-Marraquexe com o Boeing 767 e apenas três vezes por semana. Tradicionalmente, os voos Toronto-Faro da Air Transat já existem há anos e começaram por transportar seniores e golfistas à procura de temperaturas amenas para passar o Inverno. Esta poderia ser uma oportunidade que poderia dar bem mais jeito ao Turismo do Algarve para combater a sua sazonalidade”.

Sobre o autorVictor Jorge

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