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CLIA prevê que 100% dos navios de cruzeiro transoceânicos estejam a operar em agosto

Apesar do impacto da pandemia, o relatório da CLIA mostra que “a indústria de cruzeiros prosseguiu a retoma de atividade de forma responsável, com protocolos comprovados que estão na vanguarda do setor”.

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CLIA prevê que 100% dos navios de cruzeiro transoceânicos estejam a operar em agosto

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A CLIA – Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros prevê que, no mês de agosto, 100% dos navios de cruzeiros transoceânicos estejam de regresso à operação, revelando que, atualmente, essa percentagem chega já aos 75%.

Os dados revelados pela CLIA constam do relatório 2022 State of the Cruise Industry Outlook, que foi divulgado esta sexta-feira, 28 de janeiro, e que traça um retrato do estado atual dos cruzeiros, através do qual, indica a associação, é possível perceber que “a indústria de cruzeiros prosseguiu a retoma de atividade de forma responsável, com protocolos comprovados que estão na vanguarda do setor”.

“A aplicação de protocolos na vanguarda do setor está a facilitar a retoma do turismo de cruzeiro em todo o mundo, possibilitando o regresso das pessoas à sua atividade laboral e refortalecendo as economias locais e nacionais”, indica o relatório da CLIA, que revela que, desde a retoma de operação, em julho de 2020, as companhias de cruzeiros transportaram já mais seis milhões de passageiros.

Apesar das expetativas positivas, o relatório da CLIA mostra também o profundo impacto que a pandemia da COVID-19 teve nesta atividade, já que, em 2020 o total de passageiros embarcados em navios de cruzeiros desceu 81%, para 5,8 milhões, enquanto os postos de trabalho associados à indústria de cruzeiros caíram 51%, somando 576.000, e a contribuição económica desta atividade encolheu 59%, para 64,4 mil milhões de euros.

“Em comparação com 2019, os dados económicos relativos a 2020 ilustram os profundos efeitos da pandemia na comunidade de cruzeiros em geral e sublinham a importância do turismo de cruzeiros para as economias de todo o mundo”, refere o relatório da CLIA.

A CLIA aponta ainda a importância desta atividade através dos gastos dos passageiros, que contribuem para a criação de “empregos e oportunidades para as comunidades locais em todo o mundo”, uma vez que, por cada 24 turistas de cruzeiros é criado um posto de trabalho a tempo inteiro equivalente, sendo que cada passageiros gasta, em média, 750 dólares nas cidades visitadas ao longo de um cruzeiro de sete dias.

O relatório da CLIA estima ainda que, este ano, as companhias suas associadas estreiem 16 novos navios de cruzeiro, incluindo cinco navios movidos a GNL e nove navios de expedição, e todos “equipados com sistemas avançados de tratamento de águas residuais”, naquela que é uma das grandes tendências desta indústria, que tem vindo a reinventar-se em prol da sustentabilidade e de um menor impacto ambiental.

“Até 2027, a frota de cruzeiros marítimos da CLIA irá refletir avanços significativos na busca de um futuro mais limpo e eficiente por parte da indústria de cruzeiros”, acrescenta a associação, que estima o lançamento de 26 navios movidos a GNL até 2027 e que, até essa data, 81% de capacidade global esteja equipada com sistemas avançados de tratamento de águas residuais, enquanto 174 navios de cruzeiro já vão ter capacidade para receber energia diretamente da rede elétrica terrestre.

“O turismo costeiro e marítimo é um importante motor económico, e continuamos a trabalhar em parceria com destinos de cruzeiro para permitir que as comunidades locais tirem proveito de um turismo responsável.  Os nossos membros estão igualmente a investir em novas tecnologias e novos navios e continuam a perseguir o objetivo de descarbonizar as operações dos navios até 2050”, refere Kelly Craighead, presidente e CEO da CLIA.

O relatório 2022 State of the Cruise Industry Outlook pode ser consultado na íntegra AQUI .

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LATAM passa a abrir balcões de check-in 4 horas antes do voo

A LATAM Airlines informou que os balcões de check-in para os seus voos passaram a abrir quatro horas antes da partida, num procedimento que se vai manter durante toda a temporada de verão.

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De forma a garantir a melhor experiência possível de viagem, a LATAM Airlines veio esta quinta-feira, 23 de junho, informar que os balcões de check-in para os seus voos passaram a abrir quatro horas antes da partida, num procedimento que se vai manter durante toda a temporada de verão.

“Os passageiros estão a voltar devagar, mas com certeza, e esperamos para altos níveis de ocupação nos próximos meses, então, para garantir a melhor experiência de viagem possível aos nossos clientes durante o período de verão, gostaríamos de lembrar que os nossos balcões de check-in no aeroporto  estarão abertos quatro horas antes da hora de partida dos nossos voos”, refere a companhia, numa nota informativa enviada à imprensa e ao trade.

A LATAM pede aos agentes de viagens que informem os seus clientes, de forma a que eles cheguem ao aeroporto com tempo suficiente, o que é essencial para que os passageiros tenham uma melhor experiência de viagem.

A LATAM diz ainda que está a tentar evitar perturbações, motivo pelo qual pede a ajuda dos agentes de viagens para garantir que os passageiros recebem toda a informação necessária e têm a melhor experiência de viagem possível.

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Carnival vai operar dois navios da Costa nos EUA sob o novo conceito “Costa by Carnival”

A partir da primavera de 2023, o Costa Venezia e o Costa Firenze vão ser operados pela Carnival nos EUA, sob o novo conceito “Costa by Carnival”, que combina o estilo italiano da Costa Cruzeiros com o serviço de bordo e entretenimento da Carnival.

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A Costa Cruzeiros anunciou que os seus navios Costa Venezia e Costa Firenze vão ser operados, a partir da primavera de 2023, pela Carnival nos EUA, sob o novo conceito “Costa by Carnival”, que “combina o estilo italiano da Costa Cruzeiros com o excelente serviço de bordo e entretenimento que os passageiros da Carnival usufruem”.

De acordo com um comunicado da companhia de cruzeiros, este novo conceito dedicado aos cruzeiristas norte-americanos vai chegar primeiro ao Costa Venezia, enquanto o Costa Firenze passa a ser operado pela Carnival na primavera de 2024, sendo que, até lá, ambos os navios vão “continuar a operar os seus itinerários regulares com a Costa Cruzeiros”.

“Estamos entusiasmados por ver estes navios icónicos da Costa Cruzeiros estrearem nos Estados Unidos sob a liderança e operação da nossa marca irmã. A Costa oferece os seus navios reconhecidos pelo design, e a Carnival proporciona a sua tradicional animação, agora num estilo italiano”, disse Mario Zanetti, presidente da Costa Cruzeiros.

Segundo o responsável, a decisão de colocar o Costa Venezia e o Costa Firenze a operar sob o novo conceito para o mercado norte-americano deve-se ao facto do mercado de cruzeiros estar ainda a assistir a um “lento reinício” na Ásia, enquanto nos EUA há já um “forte reinício dos cruzeiros”.

“Decidimos aproveitar esta oportunidade para que os muitos passageiros norte-americanos possam apreciar as características únicas dos nossos navios, criando sinergias neste importante mercado”, acrescenta Mario Zanetti.

A Costa Cruzeiros diz que já está a informar os seus parceiros comerciais e passageiros sobre estas alterações e garante que, em breve, vai anunciar quais os navios que vão substituir o Costa Venezia e o Costa Firenze nos seus itinerários, “cuja continuidade está confirmada”.

 

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Procura em crescimento leva MSC Cruzeiros a colocar mais um navio no Mediterrâneo

A partir de 9 de julho, a MSC Cruzeiros vai disponibilizar 16 cruzeiros de sete noites no MSC Bellissima, com partidas de Valência e Barcelona, assim como dos portos italianos de Génova, Livorno e Nápoles.

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A MSC Cruzeiros vai colocar mais um navio em operação no Mediterrâneo este verão e, a partir de 9 de julho, vai disponibilizar 16 cruzeiros de sete noites no MSC Bellissima, com partidas de Valência e Barcelona, assim como dos portos italianos de Génova, Livorno e Nápoles.

De acordo com a companhia de cruzeiros, a colocação do MSC Bellissima no Mediterrâneo visa dar resposta à “grande procura dos consumidores pelas férias de cruzeiro”, não só por parte de cruzeiristas habituais como por parte de novos clientes.

“Como os turistas estão agora a planear as suas férias de verão, estamos extremamente satisfeitos ao ver que os nossos investimentos contínuos e atuais na experiência a bordo – incluindo refeições melhoradas, opções adicionais de entretenimento, bem como mais colaboradores para cuidar de todas as necessidades dos nossos passageiros, mesmo durante a movimentada temporada de verão – está a valer a pena com altas classificações por parte de passageiros que navegam recorrentemente connosco, mas também dos novos o que levou a que colocássemos um navio adicional no Mediterrâneo”, explica Gianni Onorato, CEO da MSC Cruzeiros.

O itinerário que o MSC Bellissima vai realizar a partir de 9 de julho conta com escalas Portofino, Florença, Nápoles, Capri, Barcelona, Tarragona, Valência e Madrid, com a companhia a disponibilizar pacotes que incluem voos + transfer + cruzeiro + bebidas, à partida de Valência, a partir de 849€ por pessoa.

No total, a MSC Cruzeiros vai disponibilizar, este verão, mais de 500 partidas nos 19 navios que compõem a frota da companhia de cruzeiros e que vão estar todos em operação ao longo da temporada, 15 dos quais no Mediterrâneo, o que será “o maior número de navios que a companhia já teve na região”.

As vendas para o MSC Bellissima já se encontram a decorrer.

Recorde-se que o MSC Bellissima é um navio da classe Meraviglia, que foi inaugurado em 2019 e conta com 12 restaurantes e mais de 20 bares, MSC Yacht Club, clubes de crianças em parceria com o LEGO Group e Chicco, Carousel Lounge com espetáculos de acrobacias, LED Sky Screen no mar com 80 metros de comprimento e 10 tipos diferentes de camarotes à escolha.

 

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easyJet torna-se parceira do programa Iris para reduzir emissões de carbono na aviação

A easyJet tornou-se na primeira companhia aérea parceira do Iris, um programa de gestão de tráfego aéreo que vai impulsionar os sistemas para minimizar atrasos nos voos, poupar combustível e reduzir o impacto ambiental das viagens.

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A easyJet tornou-se na primeira companhia aérea parceira do Iris, um programa de gestão de tráfego aéreo inovador que vai funcionar como impulsionador de sistemas para minimizar atrasos nos voos, poupar combustível e reduzir o impacto ambiental das viagens.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea explica que este programa é liderado pela Inmarsat, líder mundial em comunicações móveis por satélite globais, em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Airbus, afirmando-se como uma componente-chave para a “modernização e digitalização da indústria aeronáutica”.

“Até que as tecnologias de emissão de carbono zero estejam disponíveis, a companhia aérea permanece absolutamente concentrada na redução das suas atuais emissões de carbono na medida do possível, e programas como o Iris desempenham um papel importante neste sentido”, afirma a easyJet, que lembra o seu compromisso para a redução das emissões de carbono na aviação e o objetivo de chegar a zero emissões até 2050.

De acordo com a transportadora, este programa não só vai ajudar a easyJet “a continuar a operar as suas aeronaves da forma mais eficiente, alcançando mais melhorias de eficiência, como complementa assim também as iniciativas existentes, como o ajuste de táxis monomotores à chegada e à partida ou a utilização de informação meteorológica avançada e parcerias de eficiência de voo com as principais partes interessadas, como é o caso da Airbus, Collins Aerospace, NATS e Eurocontrol”.

Este programa também apoia a modernização do espaço aéreo, o que, segundo a easyJet, “é crucial para toda a indústria, uma vez que é a fonte mais atingível de reduções de carbono neste momento, tendo em conta que rotas de voo mais diretas conduzem a tempos de voo mais curtos”, até porque o Single European Sky declarou a ambição de conseguir uma poupança de 10% nas emissões de carbono da aviação europeia.

“O programa Iris está a preparar o caminho para uma gestão mais eficiente do tráfego aéreo, o que constitui um passo crucial para a indústria da aviação. Este traz múltiplos benefícios, desde ajudar-nos a alcançar os nossos objetivos ambientais através de uma maior redução das nossas emissões de carbono provenientes do voo, até proporcionar uma melhor experiência aos nossos passageiros. Estamos entusiasmados por sermos líderes neste espaço, estabelecendo o padrão para a indústria da aviação e esperamos ver mais companhias aéreas a seguirem o exemplo”, considera Hugh McConnellogue, Director of Airport Operations & Navigation da easyJet.

 

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IATA estima regresso à rentabilidade das companhias aéreas em 2023

A IATA estima que a indústria da aviação possa regressar à rentabilidade em 2023. Contudo, se as receitas aumentam, também os custos registam uma curva ascendente. Assim, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, mas ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Victor Jorge

A International Air Transport Association (IATA) procedeu a uma revisão das previsões para a indústria da aviação, estimando, agora, perdas na ordem dos 9,7 mil milhões de dólares (cerca de 9,2 mil milhões de euros), representando uma melhoria face aos 11,6 mil milhões de dólares avançados em outubro de 2021, correspondendo uma margem nas perdas líquidas de 1,2%.

Estes números representam, no entanto, uma melhoria assinalável às perdas de 137,7 mil milhões de dólares (-36% na margem líquida) de 2022, e de 42,1 mil milhões (-8,3% margem líquida) de 2021.

Desta forma, a IATA avança com a previsão de que a “rentabilidade global da indústria parece ser uma realidade em 2023”, esperando que a América do Norte possa “atingir lucros de 8,8 mil milhões de dólares” já em 2022.

“Os ganhos de eficiência e melhoria nos rendimentos estão a ajudar a reduzir as perdas, mesmo com um aumento dos custos relacionados com os colaboradores e combustível”, refere a IATA, em comunicado no final da assembleia geral anual realizada em Doha.

A entidade reconhece que “a forte procura reprimida, o levantamento das restrições de viagens na maioria dos mercados, o baixo desemprego na maioria dos países e o aumento das economias pessoais estão a alimentar um ressurgimento da procura”, avançando a IATA que” o número de passageiros atinja 83% dos níveis pré-pandemia em 2022”.

“As companhias aéreas são resilientes. As pessoas estão a voar em números cada vez maiores e os lucros estão no horizonte para 2023”, admite Willie Walsh, diretor-geral da IATA, salientando que este “é um momento de otimismo, mesmo que ainda existam desafios relacionados com custos, principalmente combustível, e algumas restrições persistentes em alguns mercados-chave”.

De acordo com as estimativas da IATA, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Já no que diz respeito aos voos a operar ao longo deste ano, as expectativas é de que cheguem aos 33,8 milhões, correspondendo a 86,9% dos níveis de 2019 quando se realizaram 38,9 milhões de voos.

No que toca às receitas provenientes dos passageiros, estas devem ser responsáveis por 498 mil milhões de dólares (cerca de 475 mil milhões de euros) das receitas globais da indústria, o que significa mais do dobro dos 239 mil milhões de dólares gerados em 2021.

A análise prevê ainda que o número de reservas de passageiros deve alcançar a 3,8 mil milhões, com a receita de passageiro por quilómetros (RPK) a crescer 97,6% em relação a 2021, atingindo 82,4% do tráfego de 2019. À medida que a procura aumenta com a flexibilização das restrições de viagens, a IATA espera que as receitas aumentem 5,6%.

Receitas aumentam, mas os custos também
Mas se as receitas aumentam, também os custos irão registar uma curva ascendente, estimando a IATA que possam atingir os 796 mil milhões de dólares (cerca de 758 mil milhões de euros), representando um aumento de 44% face a 2021.

Para tal, é imputado aos combustíveis um valor na ordem dos 192 mil milhões de dólares (cerca de 183 mil milhões de euros), em 2022, correspondendo a 24% dos custos totais (+19% face a 2021). Estas contas têm por base um preço médio do barril de Brent de 101 dólares (cerca de 97 euros) e de 125 dólares (cerca de 120 euros) para o jet fuel.

Globalmente, a IATA prevê que as companhias aéreas consumam 321 mil milhões de litros de combustível, em 2022, o que compara com os 359 mil milhões de litros de 2019.

De acordo com a IATA, “a guerra na Ucrânia mantém os preços do Brent em alta”, com o combustível a representar cerca de um quarto dos custos em 2022. “Uma característica particular do mercado de combustíveis deste ano é o alto spread entre os preços do petróleo bruto e do combustível de aviação”, destaca a IATA, salientando que esta diferença permanece “bem acima das normas históricas, principalmente devido a restrições de capacidade nas refinarias”.

Já quanto aos custos com pessoal, aparecendo em segundo lugar nos custos operacionais, o emprego direto deverá atingir os 2,7 milhões, correspondendo a uma subida de 4,3% face a 2021, “à medida que a indústria recupera do declínio significativo de 2022”.

A IATA considera que o tempo para recrutar, formar, proceder às verificações completas de segurança e realizar os processos necessários antes que o pessoal se encontre em condições de exercer quaisquer funções “representa um desafio para a indústria em 2022”, antevendo que, nalguns casos, ”estes atrasos no recrutamento poderão atuar como uma restrição à capacidade de uma companhia aérea atender às exigências e necessidades dos passageiros”.

Américas lideram recuperação
A IATA espera que a América do Norte continue a ser a região com “melhor desempenho” e a “única região a regressar aos resultados positivos em 2022”. Apoiado pelo grande mercado doméstico dos EUA e pela reabertura de mercados internacionais, incluindo o Atlântico Norte, o lucro líquido deverá atingir os 8,8 mil milhões de dólares, em 2022, estiando que a procura atinja 95% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 99,5%.

Na Europa, a guerra na Ucrânia continuará a perturbar os padrões de viagens no continente e entre a Europa e a Ásia-Pacífico. No entanto, não se espera que a guerra faça descarrilar a recuperação das viagens, com a região a aproximar-se dos lucros em 2022, com uma perda líquida prevista de 3,9 mil milhões de dólares. Já quando à procura, as previsões apontam para que atinja 82,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 90%.

Para as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico, as restrições de viagem duradouras (principalmente na China), juntamente com uma distribuição desigual de vacinas, viram a região atrasar-se na recuperação. À medida que as restrições diminuem, espera-se que a procura por viagens “aumente rapidamente”. Prevê-se que as perdas líquidas, em 2022, caiam para os 8,9 mil milhões de dólares, enquanto a procura atinja 73,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 81,5%.

Os volumes de tráfego na América Latina registaram uma recuperação robusta em 2021, apoiados pelos mercados domésticos e relativamente menos restrições de viagem em muitos países. As perspectivas financeiras para algumas companhias aéreas, no entanto, permanecem frágeis e a região deve registar um prejuízo líquido de 3,2 mil milhões de dólares este ano. Espera-se que a procura atinja 94,2% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 93,2%.

No Oriente Médio, a reabertura deste ano a rotas internacionais e voos de longa distância em particular será um impulso bem-vindo para muitos. Em toda a região, as perdas líquidas devem diminuir para 1,9 mil milhões de dólares em 2022, contra uma perda de 4,7 mil milhões no ano passado. Quanto à procura, espera-se que atinja 79,1% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 80,5%.

Finalmente, no continente africano, as taxas de vacinação mais baixas prejudicaram a recuperação das viagens aéreas da região até o momento. No entanto, é provável que alguma recuperação ocorra este ano, o que contribuirá para um melhor desempenho financeiro. Prevê-se que as perdas líquidas sejam de 700 milhões de dólares, em 2022, e que a procura atinja 72% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 75,2%.

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Grupo Costa Cruzeiros com olhos na descarbonização

O grupo de empresas que constituem a Costa Cruzeiros acaba de criar um departamento dedicado à descarbonização dentro da sua unidade. Promete atingir estes objetivos até 2050.

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O novo departamento reúne as competências científicas e técnicas do grupo, e será responsável por desenvolver e implementar a estratégia para atingir os objetivos de descarbonização das frotas Costa e AIDA até 2050. O esforço será focado em pesquisa e desenvolvimento, gestão de energia e análise de dados para desenvolver a rota que levará às operações de navios de cruzeiros de emissão zero.

como prioridade, o departamento recém-criado trabalhará para melhorar ainda mais o desempenho ambiental da frota existente, trabalhando em sinergia com os departamentos de sustentabilidade das marcas Costa e AIDA.

Especificamente, a unidade vai estudar e testar novas tecnologias, como baterias, células a combustível, energia solar e eólica, para acelerar a sua disponibilidade.

O grupo indica ainda que, em conjunto com outros parceiros, estão a ser desenvolvidos sistemas de limpeza de gases de escape ainda mais avançados para reduzir mais os níveis de emissão. Com o tempo, os avanços na aplicação de combustíveis alternativos em larga escala, incluindo biocombustíveis (biogás liquefeito e biodiesel), metanol, amónia e hidrogénio, vão permitir que os navios sejam flexíveis na utilização de baixa energia com emissão de carbono.

Refere ainda o grupo de cruzeiros, que “as soluções estão a ser desenhadas para corresponder aos requisitos dos navios recém-construídos, bem como da atual frota, no que diz respeito à capacidade de armazenar e utilizar combustíveis de nova geração”.

 

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“Next Chapter” da Iberia traça regresso à rentabilidade já em 2022

Apresentando em plena pandemia (2021), o “Next Chapter” da Iberia traça um plano para a recuperação da companhia espanhola já para este ano de 2022. Para tal, a ofensiva norte-americana parece ser essencial.

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Com um peso de 9,3 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto espanhol (cerca de 0,6% do total), transportando mais de sete milhões de turistas anualmente para Espanha, além de gerar mais de 160 mil postos de trabalho direta ou indiretamente, a Iberia traçou, em 2021, a o seu plano “Next Chapter” com horizonte a 2024 que agora pretende reforçar já para 2022.

A estratégia da companhia aérea visa, fundamentalmente, posicionar-se como a opção preferencial para voar de/para Espanha, posicionar o seu negócio de manutenção como um centro de referência na Europa e obter o maior número possível de licenças nos próximos concursos de handling.

Para alicerçar esta estratégia, a Iberia traça cinco verticais: companhia aérea de confiança, solidez financeira, reforço do hub, foco nas pessoas e sustentabilidade como elemento transversal em tudo o que plano de transformação.

Depois de no final de fevereiro de 2022 ter concluído o “Expediente de Regulación Temporal de Empleo” (ERTE), a Iberia já realizou 800 transformações de contratos em aeroportos e contratou 1.700 pessoas para a campanha de verão, dos quais 1.200 são reingressos e outros 500 novas contratações.

No que diz respeito a tripulantes de cabine, a companhia informa que incorporou 340 profissionais no decorrer do mês de junho, estando planeado mais 400 novos profissionais antes de 15 de julho.

Previsto está, também, que no último trimestre do ano sejam incorporados os primeiros pilotos do programa “Iberia Cadet”, pouco mais de 40, que cobrirão tanto as passagens à reforma que ocorreram como o aumento de capacidade que a empresa planeia para 2023.

Na vertical das pessoas, destaca-se ainda um ambicioso plano de formação que sob o nome “Tudo começa comigo”, a empresa já disponibilizou a mais de 4.000 colaboradores, tripulantes, agentes aeroportuários e de “call center”, todos eles em contato direto com o cliente.

Ofensiva americana
Em termos operacionais, outra vertical do plano “Next Chapter” incide sobre o fortalecimento do hub da Iberia no aeroporto de Madrid, com o objetivo de posicionar-se como companhia aérea de confiança e também como melhor opção para voar de e para Espanha.

Nesse sentido, o grupo Iberia já recuperou todos os seus destinos na Europa, aumentou a sua capacidade face a 2019 em alguns mercados em Espanha, como as Ilhas Baleares e Canárias, continuando a apostar fortemente na América Latina com voos diários duplos para as principais capitais como como Bogotá, Buenos Aires ou México.

Além disso, lançou neste verão uma forte ofensiva nos Estados Unidos da América, com nove destinos (Nova Iorque, Miami, Boston, Los Angeles e Chicago, além de São Francisco, Dallas e Washington) com 120 voos semanais entre Espanha e os EUA.

Este reforço de capacidade permitirá, segundo a Iberia, “atingir valores de capacidade muito semelhantes aos de 2019”, referindo até um crescimento de 4% em termos de partidas.

Isso coloca a Iberia em destaque como companhia aérea com voos entre Espanha e Estados Unidos, com mais 6 pontos percentuais (p.p.) de quota de mercado (em termos de capacidade) do que em 2019, salientando ainda que, nestes dois anos de pandemia, “ganhou quota de mercado por passageiro, especificamente, 8 p.p. face a 2019”.

Durante a temporada de verão, a Iberia oferecerá dois voos diários para Nova Iorque e Miami, um voo diário para Chicago e Boston, cinco frequências semanais com Los Angeles e outras cinco com San Juan de Puerto Rico, três voos semanais para São Francisco e quatro por semana para Dallas e Washington. No total, a compannhia informa que “ultrapassará 1,5 milhões de lugares entre Espanha e Estados Unidos.

Todo este reforço de capacidade com os Estados Unidos é complementado pelo acordo comercial conjunto para a operação das rotas entre a Europa e o Atlântico Norte que começou em 2010 e permite oferecer aos clientes uma oferta de voos mais competitiva.

Experiências a bordo melhoradas
Para se posicionar como uma companhia aérea de confiança para os atuais e futuros clientes, a Iberia está a renovar completamente a experiência de viagem, assumindo que “cada cliente é diferente e cada viagem é única”.

“A Iberia está a trabalhar para oferecer um serviço mais personalizado, apoiado na digitalização de processos, com uma aposta firme na sustentabilidade e com destaque para o seu serviço gastronómico, totalmente renovado com base em matérias-primas de alta qualidade, produtos locais sazonais e riqueza da gastronomia espanhola”, frisa a companhia em comunicado.

Além disso, introduziu um novo serviço de “concierge digital” através de iberia.com com informação sobre os menus que serão oferecidos em cada voo e que, numa fase futura, o cliente poderá selecionar antes de voar.

O sistema de entretenimento a bordo também foi enriquecido com mais de 160 filmes, outras 480 séries, documentários e master classes e mais de 230 opções de música. E introduziu um serviço de mensagens gratuito durante todo o voo para clientes Iberia Plus e Business, que permite compartilhar mensagens através do WhatsApp, Telegram, Messenger ou Facebook Messenger.

Solidez financeira e futuro sustentável
O “No Next Chapter” estabelece ainda objetivos exigentes para devolver a Iberia à solidez financeira, fazer face à dívida adquirida durante a pandemia e reforçar a situação de caixa.

Medidas relacionadas, sobretudo, com o controlo de custos, renegociação de contratos com fornecedores e otimização dos investimentos estão entre as linhas condutoras.

A sustentabilidade é também um elemento transversal no plano de transformação da Ibéria, que está a ser implementado em quatro linhas de trabalho: a transição ecológica do setor aéreo, que inclui todas as iniciativas de renovação da frota, operações mais eficientes e a utilização de combustíveis sustentáveis da aviação, entre outras iniciativas; uma experiência de viagem mais sustentável para os seus clientes, através da digitalização dos serviços, da eliminação progressiva de plásticos a bordo, do desenvolvimento do seu sistema de gestão de resíduos e da compensação da pegada de carbono; apoio à Investigação+Desenvolvimento+Inovação; e a formação e sensibilização dos seus colaboradores.

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Finnair coloca avião A320 da DAT a operar rota de Lisboa no verão

A Finnair anunciou que, este verão, a rota Lisboa/Helsínquia vai ser operada por um avião A320 da DAT, companhia aérea dinamarquesa que assegura a operação entre julho e outubro.

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A Finnair anunciou que, este verão, a rota Lisboa/Helsínquia vai ser operada por um avião A320 da DAT, que assegura a operação entre julho e outubro, informou a companhia aérea finlandesa num comunicado enviado à imprensa.

“O equipamento e a tripulação destes voos pertencem à DAT mas os voos têm o conceito de serviço da Finnair”, lê-se no comunicado da companhia aérea, que explica que, além da rota para a capital portuguesa, o avião da DAT vai também operar as rotas da Finnair entre Helsínquia e Copenhaga, em junho, e Helsínquia e Oulu, também de julho a outubro.

Segundo a Finnair, companhia aérea que em Portugal é representada pela APG Portugal, “esta operação com a DAT permite cumprir o objetivo da Finnair de garantir operações estáveis e fiáveis no movimentado período de verão”.

A Finnair diz ainda que os passageiros com reserva para voos nestas rotas vão receber uma mensagem sobre a alteração, sendo que, caso pretendam alterar a sua reserva, devem contactar o serviço de apoio ao cliente da companhia aérea.

Recorde-se que a DAT é uma companhia aérea dinamarquesa que opera rotas regionais na Dinamarca, Noruega, Itália, Alemanha e Finlândia, providenciando também serviços charters e ACMI.

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euroAtlantic airways reforça frota com dois Boeing 777-200ER

Com esta integração, a euroAtlantic airways passará a operar com seis aviões todos com capacidade para longo curso e passa a oferecer uma capacidade de transporte de 1.470 passageiros.

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A companhia aérea portuguesa euroAtlantic airways (EAA) está a reestruturar a sua frota com a integração de mais dois aviões Boeing 777-200ER, que faziam parte da frota da extinta companhia aérea italiana Alitalia.

O primeiro aparelho chega ao mercado com marca EAA em agosto deste ano e o segundo no mês a seguir, em setembro. Assim sendo, a partir deste verão, a euroAtlantic airways irá operar com seis aviões todos com capacidade para longo curso: três Boeing 767-300ER e com três Boeing 777-200ER, onde se inserem os dois novos aviões cujas matrículas são CS-TSW e CS-TSX, que têm uma configuração de três classes (30 lugares Executiva; 24 lugares classe Conforto e 239 lugares para classe Económica) e com autonomia para voar até 14.260 quilómetros.

No total, com os dois novos aviões integrados na sua frota, a EAA passa a oferecer uma capacidade de transporte de 1.470 passageiros e reforça os seus voos de longo curso.

Recorde-se que a EAA realiza regularmente voos com os seus aviões para a STP Airways, companhia aérea de São Tomé e Príncipe de que a EAA é sócia. Além disso, realiza, também, voos regulares entre Lisboa e Bissau, tendo sido a única companhia aérea portuguesa a ligar Lisboa a Díli, capital da República Democrática de Timor-Leste.

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Groundforce Portugal recebe Prémio de Excelência em Segurança

O programa que premiou a Groundforce visa reduzir significativamente os danos às aeronaves e as lesões em pessoas na operação em terra.

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A Groundforce Portugal recebeu o “Safety Excellence Program – Gold Award” pelo seu compromisso com o Programa de Excelência em Segurança da United Airlines.

O Programa visa reduzir significativamente os danos às aeronaves e as lesões em pessoas na operação em terra. Este prémio agora atribuído distingue os destinos da United que preenchem os vários requisitos no âmbito da segurança operacional.

Trata-se da terceira vez que o prémio é atribuído à Escala de Lisboa – uma vez na categoria Silver e duas na categoria Gold, onde a operação em terra está a cargo da Groundforce Portugal, líder nacional de assistência aeroportuária.

A distinção, entregue à equipa da Groundforce Portugal no Aeroporto Humberto Delgado, foi aceite por Paulo Colla Carvalheiro, diretor de Planeamento, Processos e Inovação que salientou que este prémio reflete “a relação de confiança que a Groundforce Portugal mantém com a United Airlines e reconhece a excelência dos nossos serviços, com foco total na segurança e no serviço ao cliente”.

Representada por David Kinzelman, Vice President, Global Airport Operations de toda a rede mundial da United Airlines, a companhia dirigiu um agradecimento público a todos os colaboradores da Groundforce Portugal que contribuem, direta e diariamente, para que a companhia atinja os seus objetivos de segurança de forma exemplar.

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