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Europeus impulsionarão a recuperação do turismo na região do Golfo

A Europa está entre os países emissores que mais deverão contribuir para a recuperação do turismo no Golfo, muito devido à “ajuda” dos britânicos.

Victor Jorge
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Europeus impulsionarão a recuperação do turismo na região do Golfo

A Europa está entre os países emissores que mais deverão contribuir para a recuperação do turismo no Golfo, muito devido à “ajuda” dos britânicos.

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Os viajantes europeus devem tornar-se um mercado importante para a região do Golfo, especialmente os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o que ajudará na recuperação da indústria turística pós-pandemia.

Os países do GCC incluem Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Catar, Omã, Kuwait e Bahrein e todos oferecem uma boa variedade de opções de voos e um produto turístico variado, que agrada aos viajantes europeus, revela a GlobalData.

O último relatório da empresa, ‘Gulf Cooperation Council (GCC) Tourism Destination Market Insight’, revela que, em 2019, as chegadas pré-pandêmicas da Europa para os países do GCC alcançaram 11,8 milhões de turistas. Em 2020, as chegadas caíram para 3,9 milhões devido à pandemia, uma redução de 67% numa comparação anual. No entanto, os indicadore mostram que as chegadas pós-pandemia devem recuperar para 13,3 milhões de turistas até 2024, uma taxa composta de crescimento anual (CAGR ) de 17,5%.

 

Gus Gardner, analista associado de Viagens e Turismo da GlobalData, salienta que “os viajantes europeus que chegam aos países do GCC nos próximos três anos serão o principal impulsionador da recuperação do turismo da região “. O analista admite mesmo que um dos países de maior importância será o Reino Unido, já que as últimas previsões da GlobalData mostram que as chegadas do Reino Unido aos países do GCC chegarão a 3 milhões em 2024, numa evolução anual de 21,7%. ‘

“Os viajantes britânicos sempre foram atraídos pelos países do GCC”, admite a GlobalData, “pois oferecem uma proposta turística diversificada para o sol de verão e inverno, com praias deslumbrantes, cidades extensas e atividades de aventura”. Além disso, a “opulência e o status de Dubai com hotéis de luxo e a experiência suntuosa que tem a oferecer também são populares entre os viajantes do Reino Unido”.

Gardner conclui ainda que os países do GCC “têm muito para atrair os europeus, com uma mistura de atividades, desde as tradicionais férias na praia até a experiência cultural proporcionada pelas tradições e história da região. Isso o ajudará a recuperar sua popularidade mais rápido do que aqueles destinos que oferecem apenas uma experiência de pausa na cidade”.

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Espanha deixa de exigir certificado de vacinação a turistas extra-europeus

Depois de um mês de abril, em que recebeu nos aeroportos, perto de sete milhões de turistas, Espanha vai deixar cair a obrigatoriedade da apresentação do certificado de vacinação para que viaje de fora da União Europeia.

Segundo é noticiado em Espanha, o país vizinha poderá deixar de exigir o certificado digital de vacina a turistas que cheguem de fora da Europa, podendo aceder somente com um teste negativo, avançou a ministra da Indústria, Comércio e Turismo, Reyes Maroto.

“Vamos eliminar uma restrição que podia desanimar os turistas de fora da União Europeia a visitar-nos”, adiantou a responsável pela pasta do turismo em Espanha, revelando que “vamos deixar de exigir o certificado de vacinação para permitir que os turistas entrem com teste negativo.

Reyes Maroto admitiu que esta é uma “boa notícia” esperada pelo setor, colocando Espanha “entre um dos destinos preferidos pelos turistas internacionais”.

“Sempre com prudência, o mundo vê-nos como um destino seguro”, frisando que “92% da população espanhola está vacinada”.

A ministra destacou ainda o turismo como “alavanca para o crescimento da economia” em 2022.

Nesse sentido, Espanha recebeu, em abril quase sete milhões turistas nos aeroportos dos mais diversos mercados internacionais, correspondendo a mais de 85% dos níveis de 2019, multiplicando, no entanto, por oito os números alcançados no mesmo mês de 2021, revelam os dados disponibilizados pelo Instituto de Turismo de España (Turespaña) a partir dos registos da Aena, entidade que gere mais de meia centena de aeroportos em toda a Espanha.

Com o fluxo turístico na semana da Páscoa a ser o destaque no fluxo turístico, as entidades espanholas esperam que este seja o arranque da recuperação, confirmando a tendência de crescimento desde o início do ano.

Nas ilhas, por exemplo, atingiu-se, praticamente, os níveis pré-pandemia graças à reativação dos dois principais mercados turísticos para Espanha: Reino Unido e Alemanha, o que confirma o bom desempenho do segmento de férias até à data”, concluiu a responsável da pasta turismo.

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Galiza quer reforçar sinergias com Portugal no turismo

Com 50% do turismo internacional chegado à Galiza a ser proveniente de Portugal, as reuniões, nomeadamente, com o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, revelaram o interesse na criação de um ‘cluster’ da euroregião.

Mais de 30 empresários galegos do setor turístico reuniram-se em Vila Nova de Gaia para promover os seus negócios e fortalecer “sinergias” com Portugal, país que representa perto de “50% do turismo internacional” daquela região.

Reunidas no espaço WOW, em Vila Nova de Gaia, cerca de 35 empresas galegas do setor da hotelaria, restauração e turismo, “potenciaram a Galiza em Portugal”, disse o presidente do Cluster de Turismo da Galiza, Cesáreo González Pardal.

“Quase 50% do turismo internacional que temos é de Portugal, com o qual queremos fortalecer sinergias”, referiu Cesáreo González Pardal.

Além de uma oportunidade para estreitar relações comerciais, o evento, intitulado ‘Galicia Meets Portugal’, serviu também para “fortalecer as relações institucionais” entre a Galiza e Portugal, em particular, a região Norte.

Da reunião à porta fechada, na qual marcou presença o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, e o vice-presidente do Governo Regional da Galiza e Conselheiro Regional da Presidência, Justiça e Turismo, Alfonso Rueda Valenzuela, resultou um objetivo comum: “trabalhar conjuntamente” e procurar atrair novos mercados turísticos, como o sul e norte-americano.

“Temos um mercado a nível europeu e transatlântico, como o México e o Brasil, no qual podemos trabalhar conjuntamente. Portugal tem um aeroporto do qual beneficiamos e através do qual o turista internacional chega à nossa região”, destacou Cesáreo González Pardal, acrescentando que o objetivo é que o turista que visita Portugal, possa viajar, facilmente, até à Galiza.

Cesáreo González Pardal adiantou ainda estar já agendada uma terceira reunião com os empresários portugueses e galegos para “perceber quais as suas intenções” e que novos mercados consideram “prioritários atrair para a Galiza e Portugal”.

À margem da reunião, Luís Pedro Martins salientou que o objetivo passa por “levar dois países, uma euroregião a promover-se no resto do mundo”.

“Há razões para pensarmos na criação de um ‘cluster’ da euroregião, um ‘cluster’ transfronteiriço de turismo, onde juntamos empresas dos dois países que poderão realizar ações de promoção noutros países”, disse, salientando que as duas regiões “têm muito em comum”, como a gastronomia e vinhos, mas também os Caminhos de Santiago e Patrimónios Mundiais da Humanidade.

Questionado sobre se a criação desta “euroregião” permitiria reivindicar, junto da TAP, a importância do aeroporto Francisco Sá Carneiro, Luís Pedro Martins disse acreditar que “há razões para se acreditar no aeroporto”, que serve cerca de “cinco milhões de passageiros”.

“Estamos a trabalhar com a TAP e a tentar que de facto a TAP reconheça essa importância (…) Queremos fazer a TAP acreditar que é possível aumentar o número de voos quer para os Estados Unidos, quer para o Brasil, mas também de rotas”, afirmou, lembrando, contudo, que se essa não for uma prioridade para a companhia aérea portuguesa, o TPNP tem, juntamente com a tutela, de encontrar “outras soluções”.

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Lisboa recebe workshop ‘Países Bálticos e Nórdicos’ a 26 de maio

O Workshop ‘Países Bálticos e Nórdicos’ vai trazer até à cidade de Lisboa o melhor da oferta turística desta região e decorre a 26 de maio, a partir das 15h00, no Neya Lisboa Hotel.

A capital portuguesa vai ser palco, a 26 de maio, do Workshop ‘Países Bálticos e Nórdicos’, iniciativa que vai trazer até à cidade de Lisboa o melhor da oferta turística desta região e que decorre a partir das 15h00, no Neya Lisboa Hotel.

De acordo com a organização, este workshop vai contar com a participação de “diferentes fornecedores, produtos e organizações de promoção turística do Norte da Europa”, incluindo os segmentos de turismo de aventura, alojamento e animação turística, viagens de incentivo, grandes viagens, individuais e grupos, city-breaks, turismo de luxo e cruzeiros na zona do Mar Báltico.

Confirmada neste workshop está já a participação dos fornecedores Eckerö Line Ab Oy, Finnlines Oyj, Hotel Kalevala/Arctic Lakeland, Paljakka Finland / Arctic Lakeland, Vasa Museum e Vuokatti Finland.

Pelas 18h00, decorre ainda um cocktail, que será seguido de um sorteio no qual vai ser possível ganhar prémios relacionados com os Países Bálticos e Nórdicos.

Os interessados em participar no workshop ainda se podem inscrever, através do link https://forms.gle/GsHdLCB9ocm4bCQG9.

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Solar do Vinho do Porto em Lisboa renovado e com nova oferta

O Solar do Vinho do Porto em Lisboa foi renovado e passou a apresentar melhores condições para acolher os visitantes, bem como novas experiências.

O espaço continua sediado no novo Palácio de Ludovice Wine Experience Hotel, unidade hoteleira de luxo, onde o vinho e todo o que o rodeia é um elemento presente em cada recanto.

O Solar do Vinho do Porto em Lisboa foi renovado com uma intervenção do arquiteto Miguel Câncio Martins, autor de projetos como o Buddha Bar, em Paris, ou o Opium, em Londes. A oferta do espaço, numa parceria com o Palácio de Ludovice Wine Experience Hotel, inclui provas comentadas e harmonizadas com as mais diferentes iguarias. Estas experiências carecem de marcação prévia.

São 150 as marcas que estão presentes no Solar do Vinho do Porto em Lisboa, mostrando toda a diversidade de produção na região e os diferentes perfis ditados pelos diferentes terroirs de cada sub-região que constitui a Região Demarcada do Douro.

Para que a experiência possa ser usufruída em toda a sua plenitude, pessoas devidamente formadas darão dicas sobre como melhor servir o vinho, seja no copo a utilizar, seja na temperatura ideal a que o vinho deve ser provado.

O Palácio de Ludovice data de 1747, ano da sua conclusão pelo arquiteto alemão João Frederico Ludwig, e alberga o Solar do Vinho do Porto em Lisboa desde 19 de fevereiro de 1946.

 

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Madeira com quatro nomeações aos WTA 2022

A região da Madeira está nomeada em quatro categorias na edição europeia deste ano dos World Travel Awards, considerados os óscares do turismo. As votações decorrem até 08 de agosto no site oficial dos WTA.

A Madeira volta a destacar-se naqueles que são os mais prestigiados e reconhecidos prémios da indústria do turismo ao receber quatro nomeações para os galardões deste ano:

A ilha do Porto Santo está nomeada na categoria Europe’s Leading Beach Destination, enquanto as nomeações nas categorias Europe’s Leading Adventure Tourism Destination, Europe’s Leading Festival & Event Destination  e Europe’s Leading Island Destination, destinam-se a toda a região.

Com o intuito de apelar ao voto, a Madeira vai lançar uma campanha em exclusivo nas redes sociais, visando os seus principais mercados emissores.

Para o secretário Regional de Turismo e Cultura e presidente da Associação de Promoção da Madeira, Eduardo Jesus, estas novas nomeações voltam a mostrar a excelência da região como um destino turístico secular, para destacar que “revela que o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido para manter e melhorar a qualidade do destino, é reconhecido”.

Os ‘World Travel Awards’ foram criados em 1993 e são atribuídos anualmente para reconhecer, premiar e celebrar a excelência de todos os setores chave das indústrias de viagens, turismo e hospitalidade.

A região, recorde-se já venceu o prémio de “Melhor Destino Insular da Europa” por oito vezes, sendo a última o ano passado, e seis vezes o galardão de “Melhor Destino Insular do Mundo”.

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Portugal entre os destinos mais procurados para miniférias dos britânicos nas celebrações do Jubileu da rainha de Inglaterra

Portugal está entre os destinos mais procurados pelos britânicos para os dias de férias em virtude das celebrações do Jubileu do reinado da rainha Isabel II.

Com o Jubileu de Platina da rainha Isabel II, em comemoração aos 70 anos de reinado, a aproximar-se (celebrações que decorrem de 2 a 5 de junho), são muitos os britânicos que aproveitam esses dias para umas miniférias.

Portugal aparece na listagem de destinos mais pesquisados pelos britânicos na Europa, segundo indica uma análise da Mabrian que mede o impacto das viagens outbound no Reino Unido.

Segundo a consultora, a recente pesquisa por bilhetes de avião do Reino Unido para destinos como Espanha, Itália, Turquia, Grécia e Portugal, mostra um claro pico na procura no fim de semana que antecede a data das celebrações e feriados, seguido de uma queda em todos os destinos.

Na medição da procura efetuada pela Mabrian, Portugal aparece atrás da Espanha, Itália, Turquia e Grécia. Espanha é a escolha clara de destino para os britânicos que desejam viajar, com 12,09 por milhão de todas as pesquisas efetuadas, seguida de Itália com 5,37, Turquia, Grécia e Portugal com 4,44, 4,30 e 4,16 respetivamente.

Esta procura por estes destinos não está, segundo a Mabrian, estar diretamente ligada aos preços médios dos quartos, com a Itália a revelar o preço médio mais elevado com 133,84€, seguida pela Grécia com 120,65€, Espanha logo atrás com 119,28€, Portugal não muito distante com 118,23€ e Turquia significativamente mais barato com 82,45€.

Carlos Cendra, diretor de Vendas e Marketing da Mabrian, refere na análise que a consultora efetua, que, “normalmente, nesta época do ano, há um aumento constante na procura semana a semana por destinos europeus de sol e praia por parte dos britânicos à medida que as temperaturas ficam mais quentes e a temporada de verão começa adequadamente”.

Contudo, diz o responsável, “o mega feriado de fim de semana deste ano, graças às comemorações do 70.º aniversário da rainha Isabel, criou um impulso pontual na procura, com uma clara preferência dos viajantes em tirar a semana inteira de férias e beneficiar de nove dias em vez de apenas três”.

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Ministro da Economia teme que aumento de contágios possa afetar recuperação do turismo

Para o ministro da Economia, António Costa e Silva, é preciso “continuar a tomar todas as medidas e a fazer tudo para conter essa ameaça”, de modo a chegar à estimativa de receitas de “16 mil milhões de euros” que o setor do turismo e serviços poderá gerar.

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O ministro da Economia, António Costa Silva, disse temer que o aumento de contágios da COVID-19 possa afetar a recuperação do setor do turismo e serviços que tem estado a registar uma atividade “muito consolidada”.

“O vírus pode pregar-nos mais partidas, como pregou antes, e é por isso que é muito importante acentuar que o vírus não desapareceu”, disse António Costa Silva, em declarações aos jornalistas à margem do segundo encontro com empresários “A Caminho de Hannover”, que decorreu em Aveiro.

O governante defendeu que é necessário “continuar a tomar todas as medidas e a fazer tudo para conter essa ameaça”, alertando que “o pior que pode suceder é sair de uma crise e entrar noutra, ou pior que isso, uma cascata de crises que se combinam”.

Este ano, segundo António Costa Silva, o Governo estima que o setor do turismo e serviços vai gerar receitas de 16 mil milhões de euros, o que corresponde a 85% das receitas obtidas em 2019, que foi o melhor ano da história.

“Portugal nesta convulsão toda, como é um país seguro e é um país relativamente afastado da zona de confrontação geopolítica, está nesta altura relativamente ao turismo e serviços a registar uma atividade muito consolidada”, disse.

António Costa Silva manifestou-se ainda “extremamente preocupado” com o aumento da inflação em Portugal, sustentando que “o segredo repousa no equilíbrio entre a política fiscal e a política monetária”, e disse que é preciso ter cuidado com todos os passos que se vão dar.

“Nós temos as lições da história relativamente à questão da inflação e sabemos que qualquer passo em falso pode degenerar numa situação difícil de controlar e é isso que não queremos”, disse o ministro, lembrando que, no passado, houve políticas monetárias que, em vez de reduzir, “aceleraram a espiral inflacionista”.

O ministro explicou ainda que três quartos da inflação têm a ver com os custos dos bens alimentares e da energia, afirmando que a estratégia do Governo até agora é “tentar conter a evolução dos preços nestes setores e ver como é que a economia vai reagir”.

Disse ainda concordar com as declarações do governador do Banco de Portugal, que pediu mais coordenação a nível europeu nas medidas de combate à inflação.

“É preciso maior diálogo e discussão e interação com a própria política monetária. Não podemos combater a inflação sem associar os dois componentes”, concluiu.

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Vouzela e de Tondela querem apostar no turismo ferroviário

Considerando que o turismo ferroviário continua a ser uma “âncora importante de desenvolvimento para o país”, os dois municípios não querem que “se perca a identidade das antigas linhas do Vouga e do Dão”.

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Os municípios de Vouzela e de Tondela, no distrito de Viseu, vão apostar no turismo ferroviário, para que não se perca a identidade das antigas linhas do Vouga e do Dão, que deram lugar a ecopistas.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, durante uma visita da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques.

Segundo Rui Ladeira, no âmbito do programa Transformar Turismo (linha Regenerar Territórios), encontra-se aberto “um aviso com a possibilidade de o turismo ferroviário ter elegibilidade”, estando os dois municípios a preparar uma candidatura que deverá ser submetida até ao verão, com o apoio do Museu Nacional Ferroviário.

“Não queremos que se perca a identidade do que foi a génese das ecopistas”, justificou o autarca, acrescentando que o objetivo é requalificar e potenciar as estações de Vouzela e de Tonda (Tondela), que estão subaproveitadas.

Rui Ladeira explicou que os dois municípios pretendem “estruturar um plano de comunicação” baseado nas memórias dos antigos ferroviários, “que estão vivos e podem contar muitas histórias”.

“Eles querem continuar a passar o seu testemunho, o seu saber”, frisou.

Como trabalhava o chefe da estação, como viviam os ferroviários, como eram as lides de operacionalização da linha e das locomotivas e quais as mercadorias que, além dos passageiros, eram transportadas, são alguns aspetos que poderiam ser dados a conhecer, quer aos turistas, quer aos residentes.

No entender de Rui Ladeira, essa identidade pode perder-se se as memórias não forem passadas a quem hoje anda pelas ecopistas.

“O turismo ferroviário continua a ser uma âncora importante de desenvolvimento para o país. É o tempo de valorizar as ecopistas e este é mais um contributo”, sublinhou.

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Portugal deve ser vendido como “o país mais sustentável do mundo”, afirma SETCS

Para Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Portugal terá de ser “competitivo à custa da sustentabilidade”, já que é algo que “é avaliado positivamente pelo cliente”.

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A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, defendeu que Portugal deve ser vendido como “o país mais sustentável do mundo”, de forma a tornar-se mais competitivo e aumentar a receita turística.

“É isso que queremos. Está para nós muito claro ao nível de política pública, alinhada com o Turismo de Portugal, que Portugal tem que ser o país mais sustentável do mundo. Competitivo à custa da sustentabilidade”, afirmou Rita Marques em Vouzela, onde foi conhecer o projeto de turismo sustentável em curso desde julho de 2020.

No seu entender, para que tal aconteça, devem ser “muitos a rumar” nesse sentido, com empresas de restauração, animação turística e hotelaria a trabalharem no sentido de obter a certificação da Biosphere (que certifica o turismo sustentável), como acontece em Vouzela, ou outras certificações.

“O importante é que façamos a diferença, porque, para continuarmos a crescer em valor, temos que ser muitos, não basta por decreto ou por imposição do Turismo de Portugal reclamarmos que somos o país mais sustentável do mundo. Temos de fazer um esforço conjunto”, frisou.

Segundo Patrícia Araújo, da Biosphere, na região Centro há cerca de 140 empresas (sobretudo de alojamento e animação turística) que já estão certificadas ou em processo de certificação, sendo 12 delas de Vouzela.

Rita Marques disse que “o turismo não se vende só porque Portugal tem ativos extraordinários: paisagens idílicas, um mar maravilhoso e uma gastronomia genuinamente gostosa”.

“Temos que trabalhar numa perspetiva diferente e profissionalizar este trabalho, orientando-o para as grandes tendências”, frisou, acrescentando que, “hoje em dia, a sustentabilidade é algo que é avaliado positivamente pelo cliente” e, portanto, deve ser trabalhada nas suas três dimensões, nomeadamente económica, ambiental e social.

Segundo a secretária de Estado, “Portugal já não é um destino barato há vários anos”, exemplificando que, apesar de receber “metade dos turistas que a Grécia recebe”, tem “exatamente a mesma receita turística”.

“Estamos com uma receita turística por turista muito interessante e a crescer de uma forma muito evidente. Temos uma meta muito tangível que é chegarmos a 2027 com 28 mil milhões de euros de receita turística”, acrescentou.

Na sua opinião, o concelho de Vouzela, no distrito de Viseu, tem estado a fazer “um trabalho extraordinário”, que deve ser replicado noutros municípios e noutras regiões.

“Porque lá fora a marca Vouzela será importante, mas a marca Portugal tem mais força”, justificou.

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Carlos Moedas diz que é fundamental avançar já com novo aeroporto de Lisboa

“Aeroporto já!”. Foi desta forma que Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), se referiu à urgência da nova infraestrutura aeroportuário.

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), defendeu, durante um almoço promovido pela Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), a necessidade da construção de um novo aeroporto, independentemente da localização, considerando que tal será “fundamental” para fazer face à retoma da atividade turística.

“Aeroporto já. Nós precisamos de um aeroporto. Se ele é num sítio ou noutro, isso deve ser uma decisão técnica, mas o aeroporto tem de avançar para bem de todos”, afirmou o autarca, sublinhando ainda que, “obviamente que durante muitos anos teremos ‘Portela+1’, mas para mim a posição é clara”.

As declarações do presidente da Câmara Municipal de Lisboa surgiram em resposta às preocupações levantadas pelo presidente da AHP, Bernardo Trindade, que alertou para o facto de os hotéis poderem perder clientes devido aos atrasos no processo de construção do novo aeroporto, numa altura em que foi lançado o concurso público para a realização da avaliação ambiental estratégica da futura solução aeroportuária.

O concurso público internacional para a realização da avaliação ambiental estratégica de Lisboa foi lançado pelo Governo em outubro de 2021.

Nessa altura, o então secretário de Estado Adjunto das Comunicações, Hugo Santos Mendes, adiantou que a avaliação ambiental estratégica das três hipóteses de localização do novo aeroporto de Lisboa deverá ser entregue em 2023.

Atualmente, em cima da mesa estão três hipóteses: aeroporto Humberto Delgado (principal), com o aeroporto do Montijo (complementar), aeroporto do Montijo (principal), com o aeroporto Humberto Delgado (complementar) e uma infraestrutura localizada no Campo de Tiro de Alcochete.

Outra das questões abordadas por Carlos Moedas, e que também surgiu na sequência de preocupações manifestadas pelo presidente da AHP, foi a falta de efetivos dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no Aeroporto Humberto Delgado, situação que gera filas de espera de três e quatro horas para entrar em Lisboa.

“Vocês podem ter os melhores hotéis, as melhores empresas do mundo, mas se as pessoas estiverem três e quatro horas para entrar em Lisboa essas pessoas não vão voltar. É uma responsabilidade nossa de alertar o Governo e ser resolvida rapidamente. Nós não podemos ter o aeroporto nestas condições que são vergonhosas para qualquer estrangeiro que chega”, criticou.

O SEF revelou, entretanto, que está a preparar um plano para os postos de fronteiras nos aeroportos durante o período de maior fluxo de passageiros, entre julho e setembro.

Durante a sua intervenção, Carlos Moedas fez também críticas a algumas medidas aprovadas pelos partidos da oposição na Câmara de Lisboa que, no seu entendimento, prejudicam a atividade turística na capital, nomeadamente a suspensão de novos registos de alojamento local, o chumbo da proposta para a construção de um hotel no antigo convento das Mónicas e as mudanças no trânsito da cidade.

“Sou um político que vai trabalhar no sentido da estabilidade, mas não o posso fazer sozinho. Não o posso fazer quando tenho na própria Câmara Municipal vereadores que decidem proibir de um dia para o outro o alojamento local, não percebendo que o proibindo haja uma corrida às licenças de alojamento local nesse próprio dia”, observou.

Em causa está a decisão de “suspensão imediata” da autorização de novos registos de estabelecimentos de alojamento local, por um prazo de seis meses, que pode ser renovado por igual período, “até à entrada em vigor da alteração ao Regulamento Municipal do Alojamento Local”.

Apresentada pelos vereadores do PS e do Livre na Câmara de Lisboa, em novembro de 2021, a proposta foi aprovada pelo executivo camarário em 15 de dezembro, com nove votos a favor (cinco vereadores do PS, dois do PCP, um do Livre e um da vereadora independente Paula Marques, eleita pela coligação PS/Livre), a abstenção da vereadora do BE e sete votos contra dos eleitos da coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que governa a cidade sem maioria absoluta.

Relativamente ao antigo Convento das Mónicas, a oposição camarária chumbou o projeto de arquitetura, rejeitando a mudança do uso de habitação para o uso de turismo, para instalação de um hotel.

Mais recentemente, os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa votaram uma proposta para eliminar o trânsito automóvel na Avenida da Liberdade todos os domingos e feriados e reduzir em 10 quilómetros/hora (km/h) a velocidade máxima permitida atualmente em toda a cidade.

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