Assine já
Análise

As propostas do candidato Edgar Silva (CDU) para o turismo no Funchal

Que importância possui o turismo para a cidade do Funchal? Para o Funchal o turismo é um fator fundamental de dinamização e coesão económica e social, com um peso preponderante para o tecido do emprego e para o potenciar da competitividade económica. A importância estratégica do turismo para a economia da cidade do Funchal faz… Continue reading As propostas do candidato Edgar Silva (CDU) para o turismo no Funchal

Victor Jorge
Análise

As propostas do candidato Edgar Silva (CDU) para o turismo no Funchal

Que importância possui o turismo para a cidade do Funchal? Para o Funchal o turismo é um fator fundamental de dinamização e coesão económica e social, com um peso preponderante para o tecido do emprego e para o potenciar da competitividade económica. A importância estratégica do turismo para a economia da cidade do Funchal faz… Continue reading As propostas do candidato Edgar Silva (CDU) para o turismo no Funchal

Victor Jorge
Sobre o autor
Victor Jorge
Artigos relacionados

Que importância possui o turismo para a cidade do Funchal?
Para o Funchal o turismo é um fator fundamental de dinamização e coesão económica e social, com um peso preponderante para o tecido do emprego e para o potenciar da competitividade económica. A importância estratégica do turismo para a economia da cidade do Funchal faz com que a cidade amplie as suas funções de capitalidade na Região Autónoma da Madeira e se afirme como entidade motora do desenvolvimento regional.

Que medidas merecem a sua aprovação e o que foi feito que, sob a sua liderança, não seria realizado? O que teria feito de diferente durante este período pandémico e como antevê o regresso à tão desejada “normalidade” do turismo na cidade do Funchal e quais os principais desafios esperados?
Pela positiva destacaria a melhoria das condições de mobilidade e acessibilidade pedonal no centro do Funchal que resultou de uma estratégia de mobilidade urbana que levou a que a cidade tivesse sido distinguida pela Comissão Europeia com o prémio “Civitas Award Legacy 2020”.

Do que foi feito e que considero reprovável destaco tudo quanto se relaciona com a ocupação abusiva da orla costeira e a betonização do litoral na frente mar Funchal Oeste.

A recente reabertura de diversas unidades hoteleiras não consegue ocultar na cidade do Funchal e na região todo o quadro de profundas dificuldades económicas que marcam o setor. O turismo de cruzeiros poderá enfrentar uma prolongada crise. O facto de o Funchal ser uma cidade marcada pela insularidade distante, de onde resulta que a sua competitividade turística esteja dependente e condicionada pelo avião, pela necessária passagem por aeroportos, influenciada pelos problemas nas companhias aéreas, entre outros fatores económicos de ordem mais geral, da conjugação destes diferentes eixos adversos perspetivam-se prolongadas dificuldades para o turismo na cidade do Funchal.

Questões como a sustentabilidade, overtourism, segurança, digitalização e mobilidade estão na ordem do dia no turismo. Que propostas tem para estes pontos (e outros) em concreto?
De entre as várias questões que se colocam e que comportam maiores desafios no turismo merece-nos particular enfoque tudo quanto se relaciona com a mobilidade, componente crucial para a economia turística da cidade em contexto de insularidade distante. A crise nas companhias aéreas e em diversos operadores já se faz sentir negativamente, assim como os seus desenvolvimentos futuros determinarão muito do mercado e a economia do turismo.

Neste contexto, a TAP deveria ter uma função de natureza estratégica, capaz de responder aos interesses do País. Uma cidade insular como o Funchal e toda a economia regional precisam da companhia aérea de bandeira a assegurar o cumprimento de um papel axial na promoção do turismo e na afirmação competitiva deste destino turístico. Neste sentido, a proposta concreta é de natureza estruturante para o nosso futuro coletivo: é preciso preparar a TAP para o futuro. A TAP pública não poderá deixar de garantir um desempenho decisivo no desenvolvimento e no progresso do turismo no Funchal, nesta Região e no País.

O que falta fazer na cidade do Funchal no que diz respeito ao turismo e que já deveria estar ou ter sido feito?
No que diz respeito ao turismo na cidade do Funchal está em falta um sentido de cooperação entre a Câmara Municipal do Funchal e a Região/Governo Regional da Madeira. A irracionalidade política e os constrangimentos estratégicos e de caráter operativo resultantes do facto de a CMF e o Governo Regional estarem de costas voltadas, em particular, quanto à economia do turismo é algo que há muito tempo já deveria estar devidamente equacionado.

Eleito presidente, quais as primeiras e principais medidas a tomar em benefício do e para o turismo na cidade do Funchal?
Das medidas prioritárias destaco as seguintes: (i) a imediata concretização do Eco-Parque Marinho Funchal Oeste; (ii) o lançamento da Zona Marinha Toco/Lazareto como área marítima com atratividade para desportos náuticos e mergulho junto à Reserva Marinha do Garajau; (iii) a criação da Rota das Cidades do Açúcar; (iv) a projeção da História da Cidade/História do Vinho Madeira a partir das parcerias estratégicas com as Casas Exportadoras sediadas no Funchal; (v) dinamização do projeto “Quintas do Funchal” e dos percursos do romantismo.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Artigos relacionados
Distribuição

Roadshow ‘Os Especialistas’ regressa entre 21 e 25 de fevereiro

Organização do evento não adianta, por enquanto, mais informações sobre a próxima edição do roadshow, que vai decorrer entre 21 e 25 de fevereiro, em várias cidades nacionais.

Publituris

As empresas que integram 'Os Especialistas' vão voltar à estrada no início do próximo ano e anunciaram que o roadshow vai estar de volta entre 21 e 25 de fevereiro, passando por "várias cidades nacionais", segundo comunicado enviado à imprensa esta terça-feira, 19 de outubro, pela organização do evento.

"Porque a retoma da atividade e dos negócios está aí, estamos a organizar um regresso cheio de novidades que permitirá a partilha de informação essencial ao negócio e oportunidades ímpares para fazer o networking entre os agentes de viagens, operadores turísticos, companhias aéreas e outros parceiros essenciais", refere a organização do roadshow, na informação divulgada.

Por enquanto, ainda não são conhecidos mais pormenores sobre a próxima edição d'Os Especialistas, com a organização a adiantar apenas que já está a preparar "o programa de roadshow e eventos em várias cidades nacionais para o início de 2022".

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

El Al mantém voos entre Lisboa e Telavive também no inverno

Companhia aérea israelita retomou a operação entre Lisboa e Telavive a 5 de julho, depois da paragem ditada pela COVID-19.

Publituris

A El Al vai manter no inverno a rota entre Lisboa e Telavive, em Israel, que tinha sido retomada a 5 de julho, depois da paragem motivada pela COVID-19, informou a ATR - Atividades Turísticas e Representações, que representa a companhia aérea israelita em Portugal.

De acordo com a informação divulgada, a rota conta com voos aos domingos e quartas-feiras até 27 de outubro e, a 1 de novembro, também está previsto um voo em cada sentido. A partir de 3 de novembro e até 23 de fevereiro de 2022, passa a existir apenas voos às quartas-feiras, enquanto no período entre 27 de fevereiro e 23 de março de 2022, há voos às quartas, quintas e domingos.

A partir de 27 de março e até 2 de junho, a El Al passa a contar com voos todos os dias, com exceção das sextas-feiras e sábados. Estes voos mantêm-se até 6 de junho, data em que passam a ser realizados às segundas, terças, quartas e quintas-feiras, até 1 de setembro de 2022.

Entre 4 e 22 de setembro, a companhia aérea israelita volta a contar com voos diários entre Lisboa e Telavive, com exceção das sextas-feiras e sábados, e realiza também voos nos dias 28 e 29 de setembro, enquanto de 2 a 6 de outubro as ligações são às segundas, quintas e domingos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Groundforce assina contrato com seis novas companhias aéreas e renova com mais uma dezena

Lot Polish (Polónia), JetPak BVBA (Bélgica), Tarom (Roménia), Air Seven (Dinamarca), Swiss (Suíça), e Ukraine International passam a fazer parte da carteira de clientes da Groundforce Portugal.

Victor Jorge

A Groundforce Portugal assinou novos contratos de assistência em escala (serviços prestados em terra a aeronaves, passageiros e carga) com seis novas companhias aéreas, tendo renovado contrato com mais 10 operadores.

A carteira de clientes da Groundforce aumenta, assim, com a chegada da Lot Polish (Polónia), JetPak BVBA (Bélgica), Tarom (Roménia), Air Seven (Dinamarca), Swiss (Suíça), e Ukraine International, tendo as últimas duas passado a voar também para o Funchal.

Para além destes novos contratos, o companhia de handling nacional renovou ainda os contratos que já detinha com as companhias SATA (nas vertentes International, International Carga e Ticketing), Azul Airlines, Binter Canarias, Privilege Style, Enter Air, Air Moldova, Grupo TUI, Delta Airlines, Air Moldova e Ural Airlines, continuando como parceiro destes clientes nos aeroportos nacionais.

Arafat Tayob, diretor Comercial da Groundforce Portugal, destaca o grau de exigência de todas estas companhias no que diz respeito a vários parâmetros, destacando a “segurança, qualidade do serviço e valor”, esperando estar, “em breve”, em níveis anteriores à pandemia.

De referir que as perspetivas de retoma do mercado denotam, segundo avança a Groundforce, em comunicado, “uma recuperação a ritmo acelerado em todos os aeroportos nacionais onde a companhia está presente”, adiantando mesmo que nos meses do verão de 2021, “o tráfego assistido atingiu 56,1% do número de movimentos de 2019, representando um crescimento de 200% face a 2020”.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Transportes

Reabertura de fronteiras nos EUA é “tremendo impulso” para viagens de inverno da MSC Cruzeiros nas Caraíbas

Companhia de cruzeiros conta, este inverno, com três navios em operação nas Caraíbas e cujas saídas acontecem de portos norte-americanos na Flórida.

Publituris

A MSC Cruzeiros veio esta terça-feira, 19 de outubro, aplaudir a decisão dos EUA de reabrirem fronteiras para turistas internacionais já vacinados contra a COVID-19 a 8 de novembro, considerando que esta notícia é "um tremendo impulso" para os cruzeiros da companhia nas Caraíbas neste inverno.

"A terceira maior marca de cruzeiros do mundo descreveu a notícia como "um tremendo impulso" para os turistas europeus e outros turistas internacionais que desejam passar as férias no sol de Inverno das Caraíbas durante a temporada de Inverno de 2021/22", refere a MSC Cruzeiros, que conta com três navios colocados nas Caraíbas durante o próximo inverno.

MSC Seashore, MSC Meraviglia e MSC Divina são os navios da companhia de cruzeiros que estão colocados nas Caraíbas e que contam com partidas da Florida, e que, a partir de 8 de novembro, vão poder voltar a receber turistas não americanos.

“Aguardámos ansiosamente a data do governo dos EUA para reabrir o país para viajantes totalmente vacinados de muitas partes do mundo que adoram fazer cruzeiros. As Caraíbas são um destino popular para os nossos hóspedes de toda a Europa e outras regiões do mundo, especialmente durante o Inverno, e muitos deles poderão agora voar para Miami e Orlando para embarcar nos nossos três navios que oferecem uma variedade de itinerários diferentes nas Caraíbas, incluindo a Jamaica, a Costa Rica, o México e a nossa ilha privada exclusiva nas Bahamas, a Ocean Cay MSC Marine Reserve", destaca Gianni Onorato, CEO da MSC Cruzeiros.

De acordo com a companhia, tanto o MSC Seashore como o MSC Divina vão ficar colocados em Miami, com o primeiro navio a chegar a este porto americano no dia 20 de novembro. Já o MSC Meraviglia vai ficar colocado em Port Canaveral, em Orlando, a partir de 28 de novembro, sendo que todos os navios vão oferecer uma variedade de itinerários pelas Caraíbas, entre as três e as 11 noites, todos com escala na Ocean Cay MSC Marine Reserve, a ilha privada da companhia nas Bahamas.

Para estes itinerários, a MSC Cruzeiros disponibiliza também pacotes com voo incluído, que estão disponíveis à partida de várias cidades europeias.

A companhia recorda ainda que a reabertura de fronteiras nos EUA é válida para todos os cidadãos não americanos que já estejam completamente vacinados contra a COVID-19 com uma das vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo Pfizer, Moderna, Johnson & Johnson e AstraZeneca.

Também para embarcarem nos navios da companhia, os passageiros maiores de 12 anos de idade devem estar completamente vacinados e há mais de 14 dias, sendo que todos os passageiros com mais de dois anos de idade devem apresentar um teste com resultado negativo para a COVID-19 antes do embarque. Além disso, é ainda necessário possuir um seguro COVID-19, que cubra os riscos relacionados com a doença, como cancelamento de férias, interrupção, despesas de repatriamento, quarentena e assistência médica, bem como hospitalização e cobertura no caso de ser um contacto próximo.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

Daniel Marchante (Lusanova Brasil): “O turismo massificado vai ter dificuldade em recompor-se”

Com a necessidade de “reposicionar os nossos produtos”, Daniel Marchante, diretor da Lusanova Brasil, acredita que “2022 possa ser o ano da normalização operativa”.

Victor Jorge

Com a proximidade e atenção ao passageiro a serem “ainda mais prementes para o futuro”, o diretor da Lusanova Brasil, Daniel Marchante, admite que, no futuro, “não é mais suportável que o operador procure um fornecedor no exterior por preço e não pela qualidade dos serviços”.

Com operação em Portugal e Brasil, que preferências e experiências possuem os “novos consumidores”? A que necessidades passaram a ter de responder e com esta maior vertente tecnológica, passaram a ter de fazê-lo com mais rapidez e em diversas plataformas?
No atual momento de retoma das vendas com as condicionantes por força das precauções sanitárias ainda em vigor, tivemos de reposicionar os nossos produtos de forma a atender à procura dos passageiros que, nesta fase, procuram pacotes privados em Portugal, estadias mais longas nas cidades europeia já abertas ao mercado brasileiro, circuitos em mini-van e estadias em resorts de baixa intensidade e mais exclusivos.

A nossa plataforma informática está preparada para a venda online dos principais produtos, a informação ao passageiro obriga a detalhes, como: seguros de viagem mais abrangentes, regras existentes em cada país e normas de segurança sanitária. A proximidade e atenção ao passageiro são ainda mais prementes para o futuro.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
Os passageiros estão ávidos de poder percorrer o mundo nos patamares de 2019. À medida que as fronteiras e condições de operação se vão abrindo, iremos lançar a nossa operação, prevendo que 2022 possa ser o ano da normalização operativa. Esta crise a nível mundial, como sempre acontece em momentos de dificuldade a nível global, obriga os operadores turísticos a entender o mercado e, neste caso, podemos ver que o turismo massificado vai ter dificuldade em recompor-se, que o passageiro vai preferir qualidade e segurança pagando o valor justo, que vai entregar a sua viagem de sonho ao operador que lhe oferece credibilidade e idoneidade, que os agentes de viagem vão selecionar o operador credível que lhe entrega o serviço nos termos contratados.

Não é mais suportável que o operador procure um fornecedor no exterior por preço e não pela qualidade dos serviços. Aprendemos que devemos centrar o passageiro na nossa preocupação ética e operacional, de forma que possamos cumprir com sucesso a nossa função empresarial.

 

*Para participar no webinar de dia 20 de outubro, basta inscrever-se aqui.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Distribuição

Fabiana Lima (Club Turis): “O futuro dos agentes passa por uma união cada vez maior para sobreviverem”

Fabiana Lima, CEO e fundadora da Club Turis, destaca que, o turismo não é estático e quem trabalhar nele, “tem a certeza que será preciso recomeçar muitas vezes”.

Victor Jorge

Com os quadros a saírem do universo do turismo, devido ao trabalho remoto, a CEO e fundadora da Club Turis, Fabiana Lima, admite que “o risco é alto se não fomentar um alinhamento adequado”. Em vésperas do webinar “Desafios pós-COVID”, da Airmet a responsável salienta que, quem está no turismo, “tem a certeza que será preciso recomeçar muitas vezes”.

Além das alterações nos hábitos e modelos de trabalho, a qualificação, atração e retenção de talento também se tornou tema. Que dificuldades encontram, agora que houve uma habituação ao trabalho remoto/digital em captar ou manter quadros qualificados?
Acredito que essas dificuldades vão muito mais além do que a habituação atual ao trabalho remoto/digital.

Há muito tempo já era um desafio encontrar profissionais qualificados, mesmo estando todos eles, vivenciando uma era plena de muito acesso à informação, assim como também, captá-los e mantê-los no quadro de trabalho.

Já havia no mercado muitos profissionais com muita informação, mas poucas habilidades. Pouca experiência e muitas vezes, pouca capacidade de adaptações e também de empatia com o alinhamento e a essência da empresa ou do negócio proposto. Assim como também, já havia empresas com pouca gestão. Prontas para gerir negócios, mas não pessoas.

Com o trabalho remoto, veio a facilitação para as empresas da empregabilidade, pois com a barreira da distância quebrada, e mais opções de currículos, melhor opção e poder de negociação para adquirir pessoas com o perfil de expectativa aproximado da mesma, contudo, com o risco já eminente ainda maior de: pouca proximidade com a cultura organizacional da empresa e identificação do perfil de forma mais assertiva.

Ou seja, se o distanciamento não for bem conduzido, ainda que haja conhecimentos específicos e capacidade técnica de atuação, poderá trazer uma lacuna, entre o que se quer da equipe e o que o seu principal público deseja receber sobre o seu melhor atendimento. O risco é alto se não fomentar um alinhamento adequado, entre o que se quer produzir e o que se deve fazer bem para executar isso.

Além é claro do desafio da falta de proatividade que se não for bem direcionada, poderá gerar sérios desafios à empresa já que tempo realmente é dinheiro. Para isso, a solução seria uso de ferramentas específicas para gerir as metas e a produtividade de cada um de sua equipe. Contribuindo inclusive para o próprio alinhamento de desempenho e organização do/a contratado/a.

Existem outras ações para se evitar pouca atração e retenção de talentos, mantendo um bom nível de capacitação: (i) Manter a motivação com bons incentivos e benefícios, mas isso não é tudo; (ii) Construção de um bom ambiente de trabalho; (iii) Melhoria no processo interno de comunicação; (iv) Estabelecimento de um senso de meritocracia; (v) Incentivo da liderança pelo exemplo; (vi) Construção de uma cultura de feedback; (vii) Reuniões periódicas e encontros de trocas de conhecimento.

Os resultados desses esforços consequentemente serão: (i) Ajudar a construir um clima de trabalho agradável; (ii) Garantir mais engajamento e produtividade; (iii) Dar mais fluidez ao processo de tomada de decisão; (iv) Aplicar em economia para a empresa; (v) Garantir que a empresa não perca capital intelectual.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
Eu espero que o turismo, especialmente no Brasil, se profissionalize mais e se torne mais organizado. Penso que o futuro dos agentes passa por uma união cada vez maior para sobreviverem. Sejam debaixo de grandes guarda-chuvas primeiro de associações, depois de empresas como a Clubturis que, efetivamente, conseguem com conhecimento e estratégias de desempenho antecipado, evitar muitas situações indesejadas para o trade, mantendo uma qualidade operacional diferenciada, fazendo-os lucrarem ainda estabilizarem-se anda mais no mercado mais rapidamente e com mais eficácia.

Quanto à principal aprendizagem desta crise, é que a frase de Charles Darwin nunca fez tanto sentido: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

O turismo não é estático e trabalhar nele, é ter a certeza que será preciso recomeçar muitas vezes. Vencerá quem mais resiliência tiver de não desistir jamais, agindo sempre de forma criativa.

*Para participar no webinar de dia 20 de outubro, basta inscrever-se aqui.

 

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Distribuição

Rui Alves (Flytour Gapnet): “A experiência negativa dos consumidores com o suporte na venda on-line levou a uma valorização do papel do intermediário”

Para o diretor da consolidadora brasileira Flytour Gapnet, Rui Alves, a previsão passa por “um retorno aos modelos de uso de ‘hubs’ para receção de voos longos e distribuições regionais com mais escalas, tudo em nome de maior produtividade”.

Victor Jorge

Rui Alves, diretor da consolidadora brasileira Flytour Gapnet, não prevê tempos fáceis e admite um “redesenho de oferta de voos e uma busca de melhoria de performance, de modo a alcançar economia de custos”. Certo é que foi dado ao agente de viagens “um papel relevante de consultor e solucionador de problemas não só para os passageiros, como também para as próprias companhias aéreas”.

Conhecido o impacto que a pandemia teve no setor da aviação, que preocupações passaram a ter as companhias aéreas que anteriormente não tinham ou que eram secundárias? Mais segurança, mais proximidade, mais e melhores serviços, mais rotas, aviões mais sustentáveis, etc.?
Entendo que a indústria de aviação ao mesmo tempo que teve de encontrar alternativas de sobrevivência neste duro período da pandemia, teve ainda de olhar para dentro e repensar o negócio no momento em que começou a existir alguma retoma de atividade. A mudança do perfil de comprador com predominância do passageiro de lazer e com advance purchase curto, deixa a indústria com a difícil tarefa de refazer o seu preço que, na maioria dos players, contava com o passageiro corporativo como determinante na sua receita.

O cenário inverte-se e projeta uma diminuição do segmento corporativo em viagens. Alguns falam em quebras de 25 a 30%, mas pouco se sabe ainda de como será o hábito de compra deste segmento. Nalguns mercados existe mesmo a projeção de um cenário de 50% de passageiros de lazer e 50% de passageiros corporativos o que levará a um redesenho de oferta de voos e a uma busca de melhoria de performance, de modo a alcançar economia de custos. Não prevejo mais rotas, mas sim um retorno aos modelos de uso de hubs para receção de voos longos e distribuições regionais com mais escalas, tudo em nome de maior produtividade. Um bom exemplo desta tendência foram os recentes aproveitamentos dos A380 que estavam condenados a serem encostados.

Como vê o futuro da consolidação aérea depois da pandemia?
Vejo espaço na continuidade da consolidação aérea com as companhias norte-americanas como principais players, pois estão a sair em primeiro do momento mais crítico e fortalecendo-se graças a retoma do seu mercado doméstico. Na Europa, parece ser mais difícil esta tendência, agora com a maior presença do Estado como investidor. Já as companhias do Médio Oriente e Ásia encontram-se num momento de redefinição dos seus projetos.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
A experiência negativa dos consumidores com o suporte na venda on-line, seja das OTA´s, seja das próprias companhias aéreas durante o período da pandemia, levou a uma valorização do papel do intermediário, reforçando o Agente de Viagens, dando-lhe um papel relevante de consultor e solucionador de problemas não só para os passageiros, mas para as próprias companhias aéreas que muito e bem viram e compreenderam esta atuação dos agentes.

Talvez isto seja uma tendência daqui para a frente, com mais projetos de distribuição omnichannel e atendimento mais humanizado pelas OTA’s.

 

*Para participar no webinar de dia 20 de outubro, basta inscrever-se aqui.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
linha de crédito
Destinos

‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’ quer 145M€ para projetos que visam a retoma do setor

Propostas já foram entregues ao Governo por um consórcio empresarial e da academia, que reúne várias empresas e entidades ligadas ao setor do turismo.

Publituris

A ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, que visa concretizar os objetivos do Plano Reativar o Turismo e que já foi entregue ao Governo por um consórcio empresarial e da academia, que reúne empresas e entidades da área do Turismo, apresenta um conjunto de projetos que estão avaliados em 145 milhões de euros e que, segundo o consórcio, visam a retoma do setor, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PSS).

"Trata-se de uma agenda mobilizadora que visa obter apoio financeiro a projetos que no global estão avaliados em 145 milhões de euros. Projetos de investigação e desenvolvimento, inovação, transformação digital e transição climática, na área do Turismo, que pretendem cumprir os eixos definidos no PRR. Por outro lado, a Agenda Acelerar e Transformar o Turismo visa concretizar os objetivos do Plano Reativar o Turismo, já aprovado em Resolução do Conselho de Ministros, para incentivar a retoma do setor do turismo nacional", lê-se num comunicado enviado à imprensa.

Este consórcio, que reúne empresas e entidades da área do Turismo, universidades, assim como entidades ligadas à inovação e tecnológicas, em sintonia com a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e com o Turismo de Portugal, pretende, com as propostas apresentadas, contribuir para "a alteração do perfil de especialização na área do Turismo e na economia portuguesa em geral", assim como "dotar as empresas de maior capacidade tecnológica e de inovação, permitindo também uma requalificação e especialização dos recursos humanos e a redução das emissões de CO2", no âmbito da transição climática.

“É extremamente importante que seja aprovada a ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, que vai permitir investimentos imprescindíveis em projetos que visam não só acelerar a retoma da atividade turística, como também irão tornar o turismo em Portugal ainda mais qualificado e preparado para a transição climática, fatores a que os turistas e visitantes dão cada vez mais importância quando escolhem um destino”, considera Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado no comunicado divulgado.

Para este consórcio, a concretização destas propostas é "um veículo imprescindível para que o Ecossistema do Turismo possa fazer face a um mercado mais competitivo no pós-pandemia e acelerar a retoma do crescimento e assim continuar a dar o seu contributo importantíssimo para a economia nacional".

"Para tal, é necessário fortalecer o Ecossistema do Turismo para que este possa dar resposta à altura às solicitações da retoma. Daí a importância de serem aprovados pelas instâncias próprias os projetos e o valor de investimento contidos na ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, tendo em conta os objetivos do Plano Reativar o Turismo oportunamente apresentado pelo Governo", acrescenta a informação divulgada.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Fotos de banco de imagens por Vecteezy
Análise

Universidade Nova de Lisboa lança “NOVA TOHO”

Criar e difundir conhecimento, bem como promover a inovação no turismo e hospitalidade é o da plataforma NOVA TOHO.

Publituris

A Universidade Nova de Lisboa (UNL) apresenta, na próxima quinta-feira, dia 21 de outubro, a Plataforma sobre Turismo e Hospitalidade – NOVA TOHO.

Com a pandemia a trazer novos desafios ao Turismo, designadamente ao nível da saúde e da segurança, e a acelerar transformações que conduzem a uma maior digitalização e sustentabilidade, a NOVA TOHO surge como uma plataforma que visa “criar e difundir conhecimento, bem como promover a inovação nesta área”, refere a UNL em comunicado.

Da gestão aos dados e à informática, da saúde ao património e à sustentabilidade, a NOVA TOHO congrega diferentes áreas do saber, tendo como objetivos “constituir-se como espaço de formação e criatividade ao serviço da comunidade; estabelecer parcerias com a indústria, instituições governamentais e instituições académicas nacionais e internacionais; e contribuir, enquanto centro de excelência, para o desenvolvimento do tecido económico local, regional e global”.

De salientar que, antes da pandemia, o turismo representava 12,5% do PIB nacional, sendo Portugal considerado um dos destinos mundiais mais competitivos e sustentáveis.

Além da apresentação da NOVA TOHO, a sessão contará, também, com um debate sobre o futuro do turismo, numa mesa-redonda que contará com a presença de Magda Antonioli, vice-presidente da European Travel Commission e professora na SDA Bocconi School of Management; Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal; e Marc Stierand, professor e Diretor do Institute of Business Creativity da Escola de Hotelaria de Lausanne.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Movimento de passageiros dispara nos aeroportos nacionais em agosto mas continua 40% abaixo dos níveis pré-pandemia

Aeroportos nacionais contabilizaram 3,9 milhões de passageiros em agosto, crescimento de 76,3% face a igual mês do ano passado, mas que, face aos níveis pré-pandemia, continua a traduzir uma quebra de 39,9%.

Inês de Matos

No passado mês de agosto, o movimento de passageiros nos aeroportos nacionais cresceu 76,3%, chegando aos 3,9 milhões de passageiros, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE), que realça, no entanto, que este indicador continua 39,9% abaixo dos níveis pré-pandemia.

Segundo o INE, agosto trouxe também um crescimento do número de aeronaves que aterraram nos aeroportos nacionais, num total de 17,4 mil aparelhos, o que indica uma subida de 39,9% face a agosto do ano passado.

"Neste mês atingiram-se os níveis mais elevados de aeronaves aterradas e passageiros movimentados desde o início da crise pandémica COVID-19", indica o INE, no comunicado divulgado esta terça-feira, 19 de outubro.

Ainda assim, face a igual mês de 2019, os números continuam a traduzir descidas, que chegaram aos 25,0% no número de aeronaves aterradas e aos 39,9% nos passageiros movimentados, embora menos expressivas do que tinham sido em julho, quando a quebra no número de aeronaves aterradas e no movimento de passageiros chegava aos 33,2% e 55,8%, respetivamente, face a julho de 2019.

Entre os passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em agosto, 74,4% corresponderam a tráfego internacional, quando em período homólogo essa percentagem era de 76,4%, tendo a maioria sido proveniente de aeroportos europeus (65,0%), enquanto entre os passageiros que embarcaram em território nacional, 75,6% corresponderam a tráfego internacional (77,2% no período homólogo), com os aeroportos europeus a serem também o destino da maioria destes passageiros (67,6%).

Já no acumulado do ano até agosto, os dados do INE indicam que houve uma diminuição de 9,2% no número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais face ao período homólogo do ano anterior, o que traduz uma recuperação significativa depois da quebra de 67,1% que tinha sido apurada no acumulado até agosto do ano passado.

No entanto, o INE indica que, "comparando com o mesmo período de 2019, a redução foi de 70,1%", até porque, no acumulado até agosto de 2019, o movimento de passageiros nos aeroportos nacionais tinha crescido 7,1%.

Até agosto, o aeroporto de Lisboa movimentou 44,9% do total de passageiros, o que corresponde a 5,5  milhões de passageiros, o que traduz um decréscimo de 22,3% face a igual período do ano passado. Já o aeroporto de Faro apresentou uma trajetória diferente e cresceu 3,8% no acumulado do ano, contabilizando 1,5 milhões de passageiros, com o INE a referir, contudo, que o valor está "ainda distante do registado no mesmo período em 2019 (6,3 milhões de passageiros, representando um decréscimo de 76,3%)".

Nos voos internacionais, França a foi o principal país de origem e de destino dos voos, registando, no entanto, decréscimos de -5,3% no número de passageiros desembarcados e de -8,2% no número de passageiros embarcados face ao mesmo período de 2020, seguindo-se o Reino Unido e a Alemanha, ainda que com "um volume significativamente mais reduzido de passageiros desembarcados e embarcados".

 

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos

Toda a informação sobre o sector do turismo, à distância de um clique.

Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias do Turismo. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.