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Tráfego de lazer ditou “melhoria significativa” nos aeroportos europeus em julho, indica o ACI Europe

Apesar da melhoria em julho, as maiores recuperações foram registadas em aeroportos que dependem do tráfego de lazer, já que as viagens de negócios continuam a não dar sinais de retoma, indica o ACI Europe.

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Tráfego de lazer ditou “melhoria significativa” nos aeroportos europeus em julho, indica o ACI Europe

Apesar da melhoria em julho, as maiores recuperações foram registadas em aeroportos que dependem do tráfego de lazer, já que as viagens de negócios continuam a não dar sinais de retoma, indica o ACI Europe.

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No passado mês de julho, o tráfego de passageiros na rede europeia de aeroportos registou uma descida de 49,3%  face a igual período pré-pandemia, o que, segundo o mais recente relatório do ACI Europe, traduz “uma melhoria significativa em comparação com os meses anteriores”, uma vez que, no segundo trimestre do ano, a descida tinha chegado aos 74%.

Além do tráfego, também o volume de passageiros subiu, com o ACI Europe a identificar um aumento para mais do dobro face a julho de 2020, chegando a um total de 133,4 milhões de passageiros, valor que compara com os 57,4 milhões contabilizados no mesmo mês do ano passado.

Apesar da melhoria, o ACI Europe revela que os aeroportos da área EU+, que inclui a União Europeia, Suíça e Reino  Unido, apresentaram um “desempenho inferior à média europeia”, com uma descida de 56,1%, ainda assim, com um aumento face aos resultados do segundo trimestre, quando a descida tinha sido de 81%, o que, indica o ACI Europe, reflete “o papel do Certificado Digital COVID-19 da UE, juntamente com a flexibilização das restrições de viagens em muitos países”.

“Houve variações significativas entre os mercados nacionais na área da UE + – devido a uma combinação de fatores, incluindo diversas situações epidemiológicas, esforços desiguais feitos pelos governos para aliviar as restrições de viagem, o tamanho dos mercados domésticos e alguns países que beneficiam do turismo / tráfego VFR mais do que outros”, acrescenta o ACI Europe, que coloca a Roménia, Grécia, Luxemburgo e França entre os países com melhor performance, enquanto a Finlândia, Irlanda e Reino Unido apresentaram as maiores descidas.

No resto da Europa, acrescenta o ACI Europe, “o tráfego de passageiros diminuiu apenas 20,3% em julho”, em resultado de “uma recuperação completa do tráfego doméstico de passageiros (+ 10,3%), bem como restrições menos severas para viagens transfronteiriças”.

No primeiro semestre do ano, os cinco aeroportos mais movimentados encontravam-se na Rússia e Turquia, enquanto, em julho, foi registada uma recuperação dos aeroportos de Paris-CDG e Amesterdão-Schiphol, que “voltaram aos cinco primeiros colocados na 4ª e 5ª posições, respetivamente”. Já a liderança manteve-se em Istambul (-34,7%), seguido por Antalya (-27,9%) e Moscovo Sheremetyevo (-30,4%).

Em sentido contrário encontraram-se os principais hubs e maiores aeroportos da Europa, que “tiveram um desempenho significativamente inferior em julho, devido à permanência de fortes restrições às viagens internacionais para fora da Europ”, o que arrastou o desempenho destes aeroportos -55,6%.

Desta forma, o aeroporto de Frankfurt (-58,9%) ficou classificado apenas no sétimo lugar entre os aeroportos europeu mais movimentados, enquanto  Madrid (-57%) foi o nono aeroporto com mais movimento, Londres-Heathrow (-80,5%) ficou na 16.ª posição, Munique (-69,2%) foi o 18.º, e London-Gatwick (-89,6%) passou para a 64.ª posição.

“Apenas alguns grandes aeroportos que dependem de lazer e tráfego doméstico apresentaram resultados significativamente melhores, com Palma de Maiorca em 10º (-42,2%), Paris-Orly em 13º (-35,4%) e Atenas em 15º (-37,8%)”, acrescenta o ACI Europe.

Melhor desempenho apresentaram os aeroportos de médio e pequeno porte, o que se deve à “sua maior dependência do tráfego doméstico e de lazer intra-europeu”.

“Além de Sochi (+ 68,2%)  que se destacou com um crescimento impressionante em relação aos níveis pré-pandémicos (2019) e se classificou entre os 20 principais aeroportos europeus, os melhores resultados vieram principalmente dos aeroportos insulares que atendem destinos turísticos populares. Estes incluíram Ajaccio (+ 10%), Calvi (+ 3,9%), Bastia (-6,6%), Santorini (-13,2%) Palermo (-14,2%), Olbia (-14,9%), Mykonos (-17%), Tenerife (-20%), Menorca (-23,4%), Cagliari (-23,7%) e Heraklion (-25,2%)”, aponta o ACI Europe.

Menores quebras registaram também os aeroportos que recebem essencialmente companhias aéreas de baixo custo, com o ACI Europe a destacar  Paris-Beauvais (-25,2%), Bruxelas-South Charleroi (-31%), Roma-Ciampino (-33,6%) e Milão-Bergamo (-36,2%).

O ACI Europe avança também os dados preliminares de agosto, segundo os quais “o tráfego de passageiros na malha aeroportuária europeia continuou a melhorar, mas a um ritmo mais lento em relação a julho”, com o mês a terminar com um decréscimo de 43%.

Os aeroportos da zona EU+ foram os que apresentaram melhores resultados, com uma descida de 49% que, segundo o ACI Europe, foi impulsionada pelo levantamento parcial das restrições no Reino Unido e Irlanda, enquanto “a maioria dos outros mercados EU+ permaneceram nos níveis de julho”. No resto da Europa, o tráfego desceu 21%, não traduzindo qualquer melhoria em relação ao mês anterior.

“A flexibilização das restrições para viagens intra-europeias e os Certificados Digitais COVID da UE permitiram que o tráfego de passageiros finalmente melhorasse em toda a Europa, dando aos aeroportos algum oxigênio durante os meses de julho e agosto. Mas não nos enganemos, porque isso não se pode chamar recuperação”, afirma Olivier Jankovec, diretor geral do ACI Europe.

De acordo com o responsável, os aeroportos europeus ainda estão “66% abaixo dos volumes pré-pandemia” e, a melhoria registada, abrangeu apenas os aeroportos mais pequenos, “que dependem do tráfego doméstico e de lazer”, pelo que, com o fim do período de férias, o tráfego está a estabilizar ou até a diminuir novamente, já que os viajantes de negócios não estão a substituir a procura turística que animou o verão.

“Isso deve-se aos regimes de viagens que ainda permanecem desalinhados, com restrições e condições que tornam difícil viajar. Mas, além dos fatores de procura óbvios, os problemas de oferta também estão a começar a atrasar o progresso. A conetividade aérea permanece muito degradada em toda a Europa e isso é fortemente sentido no setor das viagens de negócios, em particular”, explica Olivier Jankovec.

Para o diretor geral do ACI Europe, as restrições devem ser eliminadas para viajantes completamente vacinados contra a COVID-19, uma vez que a vacinação é “comprovadamente altamente eficaz contra hospitalização e morte”, o que veio mudar “completamente o paradigma da situação epidemiológica e dos riscos relacionados” com as viagens.

“No entanto, por depender predominantemente das taxas de infeção, os critérios usados ​​para avaliar tais riscos não refletem essa nova realidade. Isso deve ser resolvido com urgência – juntamente com um impulso para que o Certificado Digital COVID-19 da UE se torne o padrão global”, conclui o responsável.

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Os “novos” desafios dos eventos

A pandemia veio trazer a necessidade de uma renovação por parte de quem organiza eventos e congressos. Os “novos” desafios passam por reforçar as experiências, a autenticidade e proporcionar momentos únicos. O aumento dos preços, contudo, não ajuda, mas os empresários mostram-se otimistas para 2023.

Os dois anos de pandemia vieram trazer alterações ao setor dos eventos, congressos e animação turística. Embora a pandemia ainda esteja “viva”, a recente guerra na Ucrânia veio trazer novos desafios que foram expostos no 11.º Congresso da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE), realizado em Elvas e Campo Maior.

Para Paula Almeida, da Factor Chave, os desafios são “inúmeros” e são “reforçados com o regresso do presencial”. E se as “atitudes e necessidades” dos clientes mudaram, também o tempo para responder aos orçamentos solicitados encurtou brutalmente. “Se antes da pandemia tínhamos uma semana ou duas para dar uma resposta a um cliente, durante a pandemia esse tempo encurtou para 24 ou 48 horas, por causa do digital, mantendo-se, atualmente, essa exigência”. Contudo, referiu Paula Almeida, “os orçamentos que nos solicitam agora já não são para o digital, mas para o físico e isso tem outras implicações”, salientando uma “maior ansiedade por parte dos clientes”.

Luís Montez, responsável da Música no Coração, destacou que Portugal tem as melhores condições do mundo para organizar eventos, embora reconheça “entraves como uma regulamentação excessiva em certas e determinadas questões”, apontando a atuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) como “intransigente” que condiciona muito a restauração nos eventos. “Se a ASAE fosse a qualquer concerto nos EUA, fechava-os imediatamente”, salientou. “Esta atuação condiciona a experiência que podemos e queremos dar ao nosso público”.

O organizador de festivais como o Super Bock Super Rock e MEO Sudoeste, salientou o clima, as pessoas, a tranquilidade e paz, gastronomia, bem como os preços baratos como fundamentos que trazem os espectadores a Portugal. “Os artistas são iguais em qualquer parte do mundo. O que nos diferencia são, de facto, as experiências que oferecemos”, admitindo que para o futuro o objetivo passa por “consolidar o público português e trazer mais público estrangeiro”.

Neste campo, admite, as campanhas no digital são a “nova arma”, já que “é a forma mais barata e rápida de atingir o público”.

Para o sucesso da captação de público para os eventos, Lídia Monteiro, do Turismo de Portugal, destacou o trabalho desenvolvido ao nível da “Marca Portugal”, considerando que o setor do turismo tem sido quem mais tem melhorado a reputação da marca no exterior. Contudo, admitiu que “precisamos de mais marcas portuguesas para aumentar essa reputação e valor”.

Rui Ribeiro, responsável pelo QSP Summit, colocou, por sua vez, a tónica na “relevância e inovação” que é preciso dar aos eventos. “Não podemos replicar o que foi feito anteriormente. Isso não acrescenta valor e o público, atualmente, quer ser surpreendido”. Isso passa, igualmente, por dar “sempre novos conteúdos, experiências únicas e enriquecedoras”

Neste campo, Rui Ribeiro considera que o digital não traz valor, até porque, em Portugal, “não se paga por uma conferência online, tal como acontece lá fora” e tal como Luís Montez, também no caso da QSP Summit o objetivo é trazer mais público internacional para o evento.

Paula Almeida deixou, no entanto, o reparo de que “podemos ter o objetivo de trazer grandes conferências e eventos para Portugal, mas depois somos confrontados com a falta de espaços, infraestruturas de dimensão relevante para atrair os clientes”, considerando que “o destino tem alguma influência, mas também condiciona nesta vertente dos espaços”.

Quanto ao tema da sustentabilidade e da relevância da mesma, Luíz Montez foi bem claro: “hoje o nosso público já escolhe um evento em função da pegada que deixa. As gerações mais novas não querem ir a eventos que não tenham essas preocupações. Não há volta a dar”.

Lídia Monteiro considera, contudo, que esta preocupação não cabe somente a quem organiza, mas “a toda a cadeia de valor, desde a organização, às empresas patrocinadoras, comunidade local e público”.

Neste campo, Luís Montez admite mesmo que uma eventual despreocupação com a questão ambiental poderá ter “um custo reputacional”, considerando que “sermos e mostrarmos que somos sustentáveis vende bilhetes” e que as próprias marcas patrocinadoras “não querem associar-se a eventos que não possuam essa preocupação”.

Relativamente ao futuro, Paula Almeida considera-se otimista, embora reconheça que “existe um desafio constante com os custos” e que o próprio cliente “já percebeu que, eventualmente, terá de abdicar de algo por causa do aumento dos preços”.

Também Luís Montez, Rui Ribeiro e Lídia Monteiro apontaram os “sinais positivos” que existem, reconhecendo, no entanto, as cautelas que é preciso ter.

A responsável do Turismo de Portugal concluiu ainda que um dos grandes desafios para o futuro é fazer com que “quem nos visita prolongue a sua estadia para além do evento para um tempo de lazer”.

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Famtrip Viagens Tempo & Turkish Airlines “superou as expectativas” (c/ fotogaleria)

As Viagens Tempo promoveram, entre 21 e 28 de janeiro, uma famtrip a Istambul, na Turquia, e à Jordânia, que decorreu em parceria com a companhia aérea Turkish Airlines e que contou com a participação de nove agentes de viagens portugueses.

A famtrip que as Viagens Tempo e a Turkish Airlines promoveram, entre 21 e 28 de janeiro, a Istambul, na Turquia, e à Jordânia “superou as expetativas”, diz ao Publituris Ricardo Davim, responsável das Viagens Tempo que acompanhou a viagem.

“Como organizador posso dizer que esta viagem de familiarização com o destino Istambul e Jordânia superou as expetativas. Estamos contentes e quem nos acompanhou nesta aventura transmitiu no final um grande entusiasmo para promover e vender o destino aos seus clientes”, indica o responsável.

Os primeiros três dias desta famtrip foram dedicados a Istambul, a maior cidade da Turquia e onde é possível visitar monumentos como a mesquita de Santa Sofia, o palácio de Topkapi ou a Torre Galata, enquanto os restantes cindo dias foram passados na Jordânia, incluindo visitas à cidade histórica de Petra, que é uma das 7 Maravilhas do Mundo, ao Monte Nebo, Madaba, Mar Morto e a Jerash, assim como uma noite de alojamento no deserto de Wadi Rum, que culminou com um passeio em veículos 4X4.

Para Ricardo Davim, a visita a Petra e a experiência no deserto de Wadi Rum foram os pontos altos desta viagem, que foi organizada em colaboração com a Turkish Airlines e que contemplou ainda uma visita à Turkish Flight Academy, o centro de formação de pilotos e tripulações da Turkish Airlines, em Istambul.

No final, acrescenta Ricardo Davim, a opinião dos agentes de viagens que participaram na famtrip não poderia ter sido mais positiva, uma vez que, segundo o responsável, os participantes “gostaram muito”.

“A opinião dos agentes de viagens foi a melhor possível”, congratula-se o responsável, revelando que, após o sucesso da famtrip, as Viagens Tempo estão já a trabalhar para lançar programa combinados entre Istambul e a Jordânia.

Além dos representantes das Viagens Tempo e da Turkish Airlines, a famtrip contou com a participação do Publituris e de nove agentes de viagens, concretamente das agências Easygo Holidays, Portugal With, Inatel Turismo, Portugal2Travel, Bestravel (Cascais), B Travel, FR Travel, Wamos/Top Atlântico Gaia Shopping e Eco Travel.

Os voos desta viagem foram assegurados pela Turkish Airlines, entre o Porto e Istambul, incluindo os trajetos Istambul-Amã e Amã-Istambul.

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Porto de Lisboa recebe conferência internacional sobre sustentabilidade e inovação em ano de aniversário

A conferência internacional GreenPort Congress & Cruise, que vai abordar a sustentabilidade e a inovação no setor, vai decorrer entre 18 e 20 de outubro, no Porto de Lisboa.

O Porto de Lisboa, que está a comemorar o seu 135.º aniversário, vai ser palco, entre 18 e 20 de outubro, da conferência internacional GreenPort Congress & Cruise, que vai abordar a sustentabilidade e a inovação no setor.

“Acolher o GreenPort Congress & Cruise em Lisboa é uma oportunidade única de olhar o futuro dos portos e do shipping em matéria de sustentabilidade e inovação, reunindo players internacionais para discutir e partilhar boas práticas em áreas emergentes e mostrar a experiência nacional na transição para um ecossistema portuário mais verde, digitalizado e descarbonizado”, considera Carlos Correia, presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa.

A conferência, cujo anfitrião foi anunciado esta semana pelo diretor executivo da Mercator Media, Andrew Webster, vai cobrir várias temáticas, incluindo as Alterações Climáticas, o Green Bunkering, os recursos renováveis Offshore, a Eficiência Energética, a Gestão de Resíduos e a Economia Circular. Terão ainda lugar na agenda tópicos como os Portos Neutros em Carbono, o Crescimento Azul, a Digitalização e a Inovação, além de Desenvolvimento das Infraestruturas, abrangendo os segmentos de carga e cruzeiros.

“O objetivo da GreenPort Congress & Cruise passa por impulsionar os portos e terminais a reduzirem a sua pegada de carbono, reforçando o compromisso no combate às alterações climáticas e investindo na transição energética e digital, fatores fulcrais para o seu sucesso no futuro”, acrescenta o Porto de Lisboa, num comunicado divulgado esta quinta-feira, 2 de fevereiro.

A realização deste evento em Lisboa surge integrada nas comemorações dos 135 anos da infraestrutura portuária enquanto importante Gateway Atlântico para a Europa.

“Aguardamos com expectativa a importante visão e o conhecimento que o Porto de Lisboa trará para a conferência”, afirma Andrew Webster, que lançou o repto ao Porto de Lisboa para acolher a iniciativa, de forma a transmitir “as suas experiências e avanços atuais, no âmbito da sustentabilidade”.

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AirHelp diz que Portugal foi dos países europeus mais afetados por perturbações de voos em 2022

Segundo a AirHelp, em 2022, houve 63 mil voos com algum tipo de perturbação em território nacional, que afetaram mais de nove mil passageiros.

Portugal foi um dos países europeus mais afetados por perturbações de voos em 2022, avança a AirHelp, empresa de defesa dos direitos dos passageiros aéreos, que diz que, no ano passado, houve 63 mil voos com algum tipo de perturbação em território nacional, que afetaram mais de nove mil passageiros.

“De acordo com a análise realizada pela AirHelp, dos países europeus com maior tráfego aéreo, Portugal é dos que apresenta uma maior taxa de voos atrasados e de passageiros afetados. Só em 2022, mais de 63 mil voos sofreram algum tipo de perturbação – cancelamento ou atrasos – afetando mais de 9 milhões de passageiros, dos mais de 26 milhões que viajaram a partir de Portugal (34%)”, lê-se num comunicado da empresa, que estima que 650 mil passageiros sejam elegíveis para a obtenção de compensação, segundo o Regulamento CE 261/2004.

Por aeroportos, foi em Lisboa que se verificou o maior número de perturbações, com 39% dos voos afetados, seguindo-se o Aeródromo do Corvo, nos Açores, onde as perturbações afetaram 32% dos voos, e o Aeroporto da Madeira e o das Flores, ambos com 28% dos voos afetados.

No entanto, o país da Europa com maior número de passageiros afetados foi o Reino Unido, onde mais de 32 milhões de viajantes sofreram perturbações, o que significa que 35% do total de passageiros que voaram a partir do Reino Unido passaram por problemas nos voos.

Depois do Reino Unido, o país europeu com maior número de perturbações foi a Alemanha, com 26 milhões de passageiros a sofrerem perturbações nos seus voos, seguindo-se a Turquia, onde mais de 22 milhões de viajantes foram afetados (32%), colocando o país em terceiro lugar na lista em análise.

A AirHelp sublinha, contudo, que foi na Holanda que se registou a maior taxa de atrasos e cancelamentos, com 34% dos voos e mais de 11 milhões de pessoas afetadas, enquanto o Reino Unido e a Irlanda foram o segundo e terceiro países europeus, respetivamente, com a maior taxa de voos atrasados ou cancelados.

“O ano de 2022 não foi um bom ano para os passageiros aéreos. O verão, em particular, demonstrou que os aeroportos e as companhias aéreas não estavam preparados para o aumento das viagens aéreas após a pandemia”, afirma Pedro Miguel Madaleno, advogado da AirHelp especialista em direito dos passageiros aéreos, prevendo que a tendência se mantenha em 2023.

A nível global, a AirHelp diz ainda que, em 2022, “um em cada três passageiros viu o seu voo descolar fora do horário previsto e só nos meses de junho e julho mais de 40% dos viajantes sofreram problemas nos seus voos”.

 

 

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Hotelbeds contrata novo Business Development Director

O profissional reúne experiência nos setores de pagamentos, software, tecnologia e serviços, ficando responsável pelo desenvolvimento de novos produtos, segmentos e modelos de negócio da Hotelbeds.

A Hotelbeds continua a reforçar o seu comité executivo com o segundo recrutamento sénior do ano. Mark Antipof passa a integrar a empresa como Business Development Director, um cargo recém-criado na Hotelbeds que reúne as funções de desenvolvimento de novos produtos, segmentos e modelos de negócio para acelerar o crescimento da empresa.

O profissional, com “forte experiência” nas indústrias de pagamentos, software, tecnologia e serviços, ficará sediado em Espanha, reportando diretamente ao CEO Nicolas Huss, como indicado em comunicado.

“Mark Antipof traz consigo uma vasta experiência no desenvolvimento de negócios em muitas indústrias. O seu forte historial no setor da tecnologia será particularmente vantajoso [para a Hotelbeds] à medida que aceleramos a nossa trajetória de crescimento e remodelamos o ecossistema de viagens”, afirma Nicolas Huss em comunicado.

Sobre a contratação, Mark Antipof acrescentou que “a trajetória de crescimento e os planos de expansão da Hotelbeds fizeram desta uma oportunidade a que não pude resistir. Estou ansioso por começar e contribuir para o nosso sucesso contínuo, à medida que desenvolvemos novos fluxos de receitas”.

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Serviço Key’n Go da Goldcar distinguido como produto do ano 2023

A distinção foi atribuída ao Key’n Go após uma avaliação por três parâmetros: Inovação, Atratividade e Intenção de Compra, na qual o produto Key’n Go obteve uma avaliação global de 7,42 pontos.

Os consumidores nacionais voltaram a distinguir o serviço Key’n Go, da Goldcar, como produto do ano 2023, numa distinção que foi atribuída na categoria de mobilidade e que premiou este serviço inovador, que permite entregar aos clientes as chaves dos veículos alugados sem necessidade de passar pelo balcão, pelo segundo ano consecutivo.

De acordo com um comunicado do Europcar Mobility Group, que detém a marca Goldcar, a distinção foi atribuída ao Key’n Go após uma “avaliação feita por três parâmetros distintos: Inovação, Atratividade e Intenção de Compra, e o produto Key’n Go obteve a melhor pontuação em todas as categorias com uma avaliação global de 7,42 pontos”.

“É com muito orgulho que recebemos a distinção de Produto do Ano com o Key’n Go. Pelo segundo ano consecutivo, temos a confirmação que vencemos pela inovação e atratividade. Levamos este reconhecimento como uma motivação para continuarmos a melhorar o serviço da Goldcar e os resultados serem melhores de ano para ano”, congratula-se Paulo Pinto, Head of Country do Europcar Mobility Group em Portugal.

100% digital, rápido e sem complicações, o serviço Key’n Go fornece ao cliente a comodidade de conseguir alugar um carro a qualquer hora do dia e em qualquer lugar, dispensando a ida ao balcão para preenchimento de formulários e receção das chaves sem filas, bastando introduzir o número de reserva na máquina do Key’n Go, apanhar as chaves, ir até ao parque de estacionamento e seguir viagem.

Esta avaliação foi realizada através de cinco mil entrevistas junto de uma amostra representativa da população portuguesa, com idades compreendidas entre os 18 e 64 anos, tendo o estudo quantitativo para o Produto do Ano sido realizado através das fontes online Netquest, CINT e Netsonda, entre os dias 14 de novembro e 16 de dezembro de 2022.

 

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Emirates volta a recrutar em Portugal

A Emirates vai voltar a promover uma sessão de recrutamento em Portugal, levando os seus Open Days a quatro cidades nacionais entre 5 e 22 de fevereiro, com o objetivo de selecionar candidatos para a tripulação de cabine.

A Emirates vai voltar a promover uma sessão de recrutamento em Portugal, levando os seus Open Days a quatro cidades nacionais entre 5 e 22 de fevereiro, com o objetivo de selecionar candidatos para integrar a sua tripulação de cabine.

De acordo com a companhia aérea do Dubai, os Open Days arrancam no domingo, 5 de fevereiro, em Lisboa, e seguem, no dia 7, para Faro, enquanto no dia 20 de fevereiro será a vez de Coimbra receber a iniciativa, que termina a 22 de fevereiro, no Porto.

Na informação divulgada, a Emirates explica que “o candidato ideal terá de liderar com confiança e assumir o controlo na gestão dos serviços a bordo, nomeadamente no que se refere aos procedimentos de segurança”, sublinhando que toda a sua tripulação vai “receber formação de excelência nas modernas instalações da companhia aérea no Dubai”.

Para se candidatarem, os interessados devem submeter uma candidatura online, incluindo CV atualizado em inglês e uma fotografia recente, ainda que, visto que se trata dos Open Days, é também possível que os candidatos se apresentem nos dias e locais indicados sem terem submetido a candidatura previamente, bastando que levem consigo os documentos necessários e cheguem ao local antes da hora de início. Todos os requisitos para o processo de seleção estão disponíveis aqui.

A Emirates sublinha ainda que “oferece aos seus candidatos excelentes oportunidades de carreira” e lembra que toda a sua tripulação está “baseada na cidade cosmopolita do Dubai e usufrui de um pacote salarial  distintivo no mercado que inclui uma variedade de benefícios”, como salário isento de impostos, alojamento gratuito, transporte gratuito de e para o trabalho, cobertura médica, bem como descontos exclusivos em compras e atividades de lazer no Dubai. 

Paralelamente, a tripulação da Emirates usufrui ainda de benefícios de viagem para si e para as suas famílias e amigos, para todos os destinos para os quais a companhia aérea voa.

Em Lisboa, os Open Days da Emirates decorrem no hotel Ramada Lisbon by Wyndham, enquanto em Faro a iniciativa vai ter lugar no Eva Senses Hotel. Já o Tivoli Coimbra Hotel recebe a sessão de recrutamento de Coimbra e o HF Ipanema Porto será o local dos Open Days no Porto.

 

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Chile volta a fazer testes de Covid-19 aleatórios à chegada

O Chile voltou a selecionar aleatoriamente passageiros para fazer testes de Covid-19 à chegada ao Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago, e ao Paso Internacional Los Libertadores, na fronteira terrestre com a Argentina.

A medida, que tinha sido abandonada em outubro de 2022, voltou a ser colocada em prática em este mês e refere indica informação publicada no sire do Turismo do Chile, caso o viajante obtenha um resultado positivo ou se negue a fazer o exame, deverá realizar uma quarentena obrigatória de cinco dias.

Recorde-se que, para viajar para o país, os maiores de 18 anos continuam obrigados a apresentar comprovativo de vacinação completa ou resultado negativo para um teste RT-PCR realizado 48 horas antes da partida.

No entanto, já não é mais necessário preencher a Declaração Jurada do Viajante (C19) ou obter um Passe de Mobilidade, dois itens que foram abolidos em outubro do ano passado. O uso de máscara, por sua vez, é obrigatório somente em estabelecimentos de saúde.

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ABAV Expo 2023 aumenta área para atender procura

A ABAV Expo 2023, que regressa na sua 50ª edição, regressa ao Riocentro (Rio de Janeiro), de 27 a 29 de setembro, aumenta área em mais de 40% para atender a procura de expositores e novos projetos com foco na qualidade da experiência do visitante.

As reservas para a maior feira do setor do Turismo do Brasil superaram expectativas e a organização decidiu aumentar a área útil do evento, que terá mais expositores e projetos diferenciados, adicionando valor à experiência dos visitantes de todos os perfis.

A edição de 50 anos da ABAV Expo, com abertura oficial no Dia Mundial do Turismo, 27 de setembro deste ano, terá mais de 37 mil metros quadrados e promete fazer história.

O início das vendas para 2023 aconteceu no final do evento, em setembro do ano passado em Recife, quando a feira estava projetada para acontecer nos 26.431 metros quadrados dos pavilhões 1 e 2 do Riocentro. Naquela data as reservas já totalizaram 67% da área projetada para 2023. Antes mesmo do final de 2022 foi preciso repensar o projeto original.

Houve aumento da procura e oferta de projetos interessantes aos diversos públicos do Turismo.  Com os espaços praticamente tomados, a organização definiu por usar os maiores pavilhões, 3 e 4, aumentando em 40,66% a área total do evento, assim como optou por oferecer uma experiência totalmente integrada. Um dos pavilhões será dedicado aos destinos nacionais e internacionais, e outro acolherá os demais expositores do trade turístico.

A área de formações e palestras, gratuitas ao público, estará integrada no pavilhão 4, com espaços temáticos e oficinas, e trará inovações importantes em ESG e tecnologia.

 

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Diretor do Airbnb na EMEA defende regulamentação da especulação imobiliária

Emmanuel Marill, diretor do Airbnb na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), garantiu que a plataforma de aluguer de curta duração é a favor de “regular a especulação imobiliária”, e insistiu que querem “fazer parte da solução” que trava o impacto que o turismo tem no aumento dos preços da habitação.

Num debate organizado pelo Comité das Regiões (CdR) sobre um projeto de parecer que visa regular a atividade das plataformas de aluguer de curta duração na Europa, como o Booking ou o Airbnb, Marill defendeu que este regulamento deve ser “muito específico e muito modular”.

Além disso, tem considerado que deve ser aplicado apenas aos proprietários que possuam um parque habitacional turístico para que não afete os pequenos senhorios que apenas arrendam a sua residência principal por alguns dias ou semanas por ano.

Marill justificou, em declarações à EFE, que o problema do acesso à habitação para as pessoas nas cidades fortemente afetadas pelo turismo não depende destes pequenos proprietários porque “se uma família aluga a sua casa por algumas semanas por ano, não está a retirar qualquer andar do mercado imobiliário”.

Da mesma forma, o responsável do Airbnb explicou que é importante que o regulamento seja “proporcional” em duas dimensões: para o proprietário e para as cidades, porque, conforme referiu, haverá cidades que consideram este regulamento “urgente” e outros que “não precisarão disso”.

A proposta apresentada pelo CdR visa dotar cada território de ferramentas para encontrar um “equilíbrio adequado” entre a crescente procura de arrendamento turístico e o impacto que tem no aumento dos preços da habitação. Durante o debate, os líderes regionais e locais expressaram preocupação com a crescente procura por moradias populares nas grandes cidades e o efeito do turismo “excessivo” nos preços dos alugueres.

O projeto de parecer do CdR reconhece que o arrendamento de curta duração tem um impacto positivo nas PME (pequenas e médias empresas) e nas economias locais, sobretudo nas zonas rurais, mas centra-se no impacto que gera no acesso às casas dos residentes.

Os líderes locais e regionais sublinharam ao longo do debate que as plataformas de aluguer para férias devem proporcionar às autoridades competentes dos diferentes Estados-Membros o livre acesso aos seus dados e maior transparência no controlo da sua atividade.

A aprovação final deste projeto de parecer está prevista para a sessão plenária do Comité das Regiões no próximo mês de março.

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