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Comissário Europeu acredita que turismo nacional “ganhará velocidade no terceiro trimestre de 2021”

Embora reveja o crescimento previsto para Portugal em baixa (3,9% em vez de 4,1%), a Comissão Europeia acredita que o a temporada turística este verão vá ser “muito melhor” em Portugal e na UE.

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Embora reveja o crescimento previsto para Portugal em baixa (3,9% em vez de 4,1%), a Comissão Europeia acredita que o a temporada turística este verão vá ser “muito melhor” em Portugal e na UE.

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Ao mesmo tempo que António Costa Silva, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento (CNA) do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vaticinava que o turismo é o setor que “pode responder muito rapidamente”, o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, estimava que a temporada turística de verão em Portugal e na União Europeia (UE) vá ser “muito melhor” este ano face a 2020, embora ainda sem “regresso completo à normalidade” relativamente aos turistas estrangeiros, considerou, em entrevista a várias órgãos de comunicação social, entre os quais, a agência Lusa.

No dia em que a instituição divulgou as suas previsões económicas da primavera, Paolo Gentiloni observou, a partir de Bruxelas que, “para Portugal, a época turística [de verão] é absolutamente essencial, não só porque o turismo é importante e é importante em vários países europeus, mas em particular em países como Portugal ou a Grécia o mercado do turismo internacional é […] fundamental”.

“E podemos dizer que, de acordo com as nossas estimativas, teremos uma temporada turística muito melhor do que no ano passado”, acrescentou o responsável europeu pela tutela da Economia, ressalvando, contudo, que neste verão “ainda não haverá um regresso completo à normalidade”.

“Talvez ainda tenhamos algumas restrições, especialmente nas ligações e voos internacionais, mas tendo tudo em conta penso que, finalmente, podemos dar algumas palavras de esperança a um dos setores mais afetados das nossas economias, ou seja, o turismo, e especialmente ao nível internacional”, destacou o comissário italiano.

Depois de rever o crescimento económico esperado para Portugal este ano em baixa, apontando agora para 3,9%, em vez dos 4,1% de fevereiro, o executivo comunitário assinala que “a recuperação no turismo ganhará velocidade no terceiro trimestre de 2021”, embora saliente não se esperar “que o setor tenha atingido o seu nível pré-pandemia no final do horizonte de projeções”, ou seja, em 2022.

“Penso que um instrumento como o certificado verde é extremamente importante e o trabalho aqui está a correr bem, tanto tecnicamente, como no diálogo com o Parlamento e, por isso, penso que estamos prontos para ter isto a funcionar na linha temporal que foi acordada”, concluiu Gentiloni.

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COVID-19: ECDC adverte para época festiva de final de ano

Depois da Organização Mundial da Saúde ter chamada à atenção para a possibilidade da COVID-19 poder provocar mais 700.000 mortes na Europa até à primavera, agora é o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) alertar para os riscos da época festiva próxima.

O Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) alertou, recentemente, para a possibilidade de, em dezembro e janeiro, a União Europeia (UE) encontrar-se numa situação de “risco muito elevado” da pandemia COVID-19 devido à baixa taxa de vacinação.

“Sem alterações nas taxas de contacto em relação aos níveis atuais, estimamos que os países com o nível mais elevado de cobertura vacinal de mais de 80% estão em ‘risco acrescido’, enquanto os com os níveis de cobertura vacinal inferiores a 80% estão em ‘alto risco’”, adverte o mais recente cenário traçado pela diretora do ECDC, Andrea Ammon.

A entidade salienta, no site, que os cenários de modelização do ECDC “indicam que o peso potencial da doença na UE/EEE [Espaço Económico Europeu] a partir da variante Delta será muito elevado em dezembro e janeiro, a menos que sejam agora aplicadas medidas de saúde pública em combinação com esforços contínuos para aumentar a administração de vacinas na população total”.

O ECDC apela a um reforço na vacinação contra a COVID-19 em todo o espaço comunitário, salientando que na UE/EEE as taxas são de 65,4% da população total vacinada e de 76,5% da população adulta, destacando ainda a necessidade de uma dose de reforço a todos os adultos, com prioridade aos maiores de 40 anos.

O ECDC reitera ainda os apelos para um reforço das medidas não médicas, como o uso de máscara e a limitação dos contactos sociais.

“A situação epidemiológica atual é, em grande parte, impulsionada pela elevada transmissibilidade da variante Delta [do coronavírus SARS-CoV-2], que contraria a redução da transmissão conseguida pela vacinação na UE/EEE”, indica o relatório de avaliação de risco.

Recorde-se que na terça-feira, 23 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a COVID-19 poderá provocar mais cerca de 700.000 mortes na Europa até à primavera se a tendência atual de contágios continuar.

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Revive Natureza: Concursos para exploração de seis imóveis receberam 45 candidaturas

A Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel, foram os imóveis que reuniram o maior número de propostas, com 17 e 12 candidaturas, respetivamente.

Os concursos para atribuição de direitos de exploração de seis imóveis no âmbito do Revive Natureza, que foram lançados em junho e encerraram a 19 de novembro, receberam um total de 45 candidaturas, que vão agora ser analisadas “com vista à sua adjudicação”, informou o Gabinete do Ministro de Estado da Economia e Transição Digital em comunicado.

De acordo com a informação divulgada, “foram apresentadas propostas a todos os imóveis”, mas os que registaram maior procura foram a Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel, bem como o Antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo, em Vila Velha de Rodão, com 17, 12 e oito candidaturas, respetivamente.

Além destes, estava ainda a concurso a exploração da Casa Florestal de Sul, em Coimbra, que recebeu duas propostas, a antiga Sede da Administração Florestal na Figueira da Foz, que obteve cinco candidaturas, e o Edifício Florestal da Abrigada, em Lisboa, para o qual foi apresentada uma proposta.

O Gabinete do Ministro de Estado, Economia e da Transição Digital explica ainda que “o Fundo Revive Natureza poderá vir a conceder financiamento às entidades a quem for atribuído o direito de exploração dos imóveis, criando-se, assim, as melhores condições para a concretização dos respetivos investimentos”.

Criado em 2019, o Programa Revive Natureza  tem como objetivos recuperar os imóveis, criar emprego local e dinamizar as economias locais, através das redes de oferta e valorização dos produtos endógenos, constituindo-se como mais um instrumento de concretização dos eixos estratégicos da Estratégia de Turismo 2027, nomeadamente a valorização do território nacional.

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Óbidos estuda projetos para levar turismo para fora das muralhas

A construção de uma ponte suspensa e passadiços entre a aldeia de Sobral da Lagoa e a de Amoreira, bem como a reabilitação do Aqueduto da Usseira, são alguns dos projetos que o município pretende desenvolver.

O presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel, revelou que a autarquia está a estudas vários projetos turísticos com o objetivo de “abrir Óbidos para fora das muralhas” e que privilegiam as freguesias e localidades do município, a exemplo dos projetos que contemplam a construção de uma ponte suspensa e passadiços.

De acordo com informação revelada pelo autarca, durante uma visita do presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, a Óbidos, o objetivo “é abrir Óbidos para fora das muralhas, tendo sempre as muralhas como âncora de desenvolvimento económico e cultural”.

Entre os projetos que estão a ser estudados pela autarquia, Filipe Daniel destaca os que vão “privilegiar as freguesias e localidades” do município de Óbidos, como o que visa a construção de uma “ponte suspensa e passadiços entre a aldeia de Sobral da Lagoa e à aldeia de Amoreira”, assim como a reabilitação do Aqueduto da Usseira, num projeto que pretende “retratar a vinda da água da freguesia da Usseira para Óbidos”.

Segundo o autarca, Óbidos é “um território com uma oferta diversificada e um posicionamento geográfico favorável”, que quer continuar a surpreender os visitantes, mas agora “numa perspetiva de inovação e de criatividade”.

Para Pedro Machado, os projetos anunciados pela autarquia mostram que, apesar de Óbidos “ter uma marca consagrada e bem construída nos últimos anos”, pretende agora “abraçar novos desafios”.

“Percebemos que há a intenção de promover um turismo cada vez mais ativo, um turismo de natureza e desportivo, mas também de lazer, saúde e bem-estar. Queremos aproveitar o quadro comunitário que agora se inicia e encontrar os instrumentos financeiros que possam mitigar o esforço que a Câmara vai ter de fazer neste âmbito”, destacou Pedro Machado.

A visita de Pedro Machado a Óbidos surgiu a convite do novo executivo camarário e teve como principal objetivo “conhecer de forma detalhada alguns projetos na área do Turismo previstos para o território”, indica o Turismo Centro de Portugal, em comunicado.

Além do autarca de Óbidos e do presidente do Turismo Centro de Portugal, a visita foi ainda acompanhada pelos vereadores Telmo Félix, Ana Margarida Reis e José Pereira, e passou por locais onde está previsto o desenvolvimento de alguns destes novos projetos turísticos, como a Albufeira do Arnoia, no Convento de São Miguel, a Lagoa de Óbidos e a aldeia de Sobral da Lagoa.

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Açores destacam turismo cultural para valorizar destino

Os Açores destacam a importância do turismo cultural não só para a diversificação, mas também na valorização do destino e da experiência turística.

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Os Açores destacam a importância do turismo cultural não só para a diversificação, mas também na valorização do destino e da experiência turística, segundo o secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia. 

Mário Mota Borges falava na abertura de uma ação de capacitação sobre as temáticas Turismo Industrial em Portugal & a importância das Rotas Açores para a estruturação da oferta turística cultural, organizada pela Secretaria Regional ´dos Transportes, Turismo e Energia, na cidade da Horta. 

O governante realçou ainda que a estratégia para o desenvolvimento do turismo “passa por um turismo sustentável, com base na proteção do território e da qualificação do destino”, para acrescentar que o turismo cultural é um “elemento fundamental do destino, em temáticas como as que estão a ser trabalhadas nas Rotas Açores, através da criação de uma verdadeira rede cultural colaborativa, em torno da baleação, das vinhas e dos vulcões”. 

No que diz respeito ao turismo industrial, Mário Mota Borges deu como exemplos os produtos ligados ao agroturismo, como é o caso do chá, dos laticínios ou das conservas. 

O evento contou ainda com a participação da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que realçou o entusiamo da região no envolvimento desde o primeiro momento neste projeto do turismo industrial em Portugal. 

Refira-se que as empresas da indústria viva dos Açores poderão concorrer às linhas de apoio que o Turismo de Portugal terá disponíveis para capacitar as suas instalações à visitação, ficou assegurado no encontro. 

 

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Brasil aposta no enoturismo para cativar turistas portugueses

O enoturismo começa a ganhar destaque no Brasil e a Embratur reforça a aposta neste produto com os olhos postos nos turistas portugueses.

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O enoturismo começa a ganhar destaque no Brasil e a Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo reforça a aposta neste produto com os olhos postos nos turistas portugueses. 

As regiões brasileiras do sul, como a cidade de Bento Gonçalves, apelidada como a “Capital Brasileira da Uva e do Vinho” e Santa Catarina, posicionam-se entre as mais relevantes para o sector. 

Carlos Brito, presidente da Embratur lembra que o Brasil não é só um destino de praia, mas também produz vinhos que estão entre os melhores do mundo. “Sabemos que o turista português é, na sua generalidade, um amante de vinho, e que a indústria da vinicultura é muito importante em Portugal”, refere o responsável para adiantar que no território brasileiro, é também “possível viver experiências inigualáveis no que toca ao enoturismo e queremos mostrá-las ao mundo”. 

A maior parte da produção de vinho no Brasil está, neste momento, concentrada no sul do país – é o caso da Serra Gaúcha, região localizada no Estado Rio Grande do Sul e que se posiciona como a mais representativa região vinícola do país. Aqui se situa a primeira região brasileira a obter a Indicação de Procedência e Denominação de Origem para os vinhos e espumantes ali produzidos.  

Ainda no sul do Brasil, a região de Santa Catarina ganha também destaque no mercado do enoturismo – onde é possível degustar bons vinhos e espumantes em vários programas disponíveis para os turistas. É possível conhecer os espaços de cultivo, a produção do vinho, participar em degustações, ou até mesmo assistir à colheita da uva, através de visitas programadas e guiadas. 

Além da região sul, existe outra rota que se tem destacado, a do Vale do São Francisco, importante rio da região nordeste do Brasil. A produção de vinhos é uma atividade recente naquela zona do país, e vem sendo intensificada nos últimos anos. 

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Grécia impõe novas medidas de restrição

A Grécia impôs, esta segunda-feira, um amplo conjunto de restrições para combater as infeções pelo novo coronavírus, que estará em vigor pelo menos até 6 de dezembro. 

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A Grécia impôs, esta segunda-feira, um amplo conjunto de restrições para combater as infeções pelo novo coronavírus. que elevou a taxa de mortalidade no país para quase o dobro da média da União Europeia (UE). 

Até o dia 6 de dezembro, será obrigatório o uso da máscara em todos os locais de trabalho e haverá horário de funcionamento escalonados nos setores público e privado. Além disso, para entrar em todos os espaços fechados de entretenimento, será obrigatória a apresentação do certificado de vacinação ou o comprovativo de que tenha tido a Covid-19 e se recuperado recentemente. Estão incluídos bares, restaurantes, cinemas e museus, entre outros. 

O Governo descartou o regresso ao confinamento geral e o ministro da Saúde, Thanos Plevris, disse que as restrições atuais seriam reavaliadas dentro de duas semanas. 

 

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OMT e Conselho da Europa formam parceria para desenvolver rotas culturais

Parceria visa o desenvolvimento de rotas culturais na Europa, numa iniciativa que pretende explorar as oportunidades do turismo para as comunidades locais e melhorar a experiência dos turistas na Europa.

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A Organização Mundial do Turismo (OMT) e o Conselho da Europa estabeleceram uma parceria com vista ao desenvolvimento de rotas culturais por toda a Europa, numa iniciativa que visa explorar as oportunidades que o turismo pode trazer para as comunidades locais e melhorar a experiência dos turistas na Europa.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa pela OMT, esta parceria prevê o lançamento de ações conjuntas entre as duas entidades, que contribuam para o “reconhecimento do valor acrescentado que as rotas culturais oferecem ao desenvolvimento do turismo sustentável, a salvaguarda do património cultural e o diálogo intercultural”.

“A colaboração também vai destacar o potencial das rotas para o avanço do desenvolvimento social, económico e cultural, beneficiando tanto a Europa como os países parceiros, através do fortalecimento dos laços culturais e históricos”, refere ainda a OMT.

Numa primeira fase, explica a OMT, as duas entidades vão trabalhar o turismo criativo, no âmbito do Ano Internacional da Economia Criativa 2021, assim como promover destinos abrangidos pelo Acordo Parcial Alargado sobre Rotas Culturais (EPA) do Conselho da Europa .

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Nova app LETZGO Travel permite fazer city tours e roadtrips de forma autónoma

Nova app da Live Electric Tours permite fazer city tours e roadtrips de forma autónoma, com recurso a um sistema de navegação inteligente e apoio de um assistente virtual.

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A Live Electric Tours, startup portuguesa dedicada a experiências self-drive, que nasceu em 2017, lançou a LETZGO Travel, uma nova app que permite fazer city tours e roadtrips de forma autónoma, com recurso a um sistema de navegação inteligente e apoio de um assistente virtual.

A LETZGO Travel é, segundo comunicado da Live Electric Tours, “uma aplicação tudo em um, que responde à necessidade dos novos consumidores que querem ter experiências contactless e que desejam usar a tecnologia para serem mais independentes”.

Além dos city tours e roadtrips, que podem ser assim realizados por cada um, ao volante do seu próprio automóvel, a nova app também permite acesso a bilhetes digitais sem fila para atrações como o Oceanário, Maat ou Jardim Zoológico, bem como a compra de pacotes de dados de internet móvel, a preços competitivos.

Ao longo desta semana, a LETZGO Travel está a oferecer um desconto de 50% em todos os city tours e roadtrips, numa oferta lançada no âmbito da Black Friday e que assinala o lançamento da nova app.

A nova aplicação está disponível para download no Google play e AppStore, podendo ser utilizada em todos os dispositivos móveis.

 

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Vila Galé soma 20 anos no Brasil e segue para Alagoas, Cumbuco e Salvador da Bahia

O grupo hoteleiro celebrou o 20.º aniversário no Brasil e anunciou a expansão do portefólio no país com três novos projetos.

Rute Simão

Duas décadas depois de ter pisado as Terras de Vera Cruz, a Vila Galé vai expandir a oferta no Brasil com três novos projetos hoteleiros. Já no verão do próximo ano abre portas o Vila Galé Alagoas, na praia de Carro Quebrado. O resort com 514 quartos é fruto de um investimento de 150 milhões de reais (24 milhões de euros) e será o 10.º hotel do grupo no país. A unidade terá uma oferta de seis restaurantes, spa, oito salas de reunião e um parque aquático infantil . No total, vai gerar 600 empregos diretos.

O projeto  iniciou obras em plena pandemia, no segundo semestre de 2020, e, apesar do receio inicial em avançar com o novo investimento, o grupo acredita que a nova unidade será “um excelente negócio”.

“O Governador de Alagoas [Renan Filho] publicou uma legislação para captar investidores, não só na hotelaria. Desapropriou uma área e vendeu-nos a um preço simbólico. Quando começou a crise arrepiei. Podemos ser ousados e otimistas, mas também temos realismo. Ficámos muito preocupados em avançar com um investimento pesado num quadro de pandemia. Mas, depois, não tive coragem de chegar perto do Governador, que foi comprar um terreno para nos vender a um preço simbólico, e dizer que não haveria negócio. Não tinha jeito e por isso avançámos. Vale a pena avançar e vai ser um excelente negócio”, garantiu o presidente do grupo Vila Galé na conferência de imprensa em Fortaleza que assinalou os 20 anos do grupo no Brasil.

Jorge Rebelo de Almeida acredita que o Brasil tem “um potencial extraordinário”  e, por isso mesmo, vai continuar a apostar no país. Assim que o novo hotel em Alagoas for inaugurado, o grupo iniciará a construção do segundo projeto no Cumbuco. O Vila Galé Collection Cumbuco terá uma oferta de 130 unidades de alojamento bem como um lote com 80 moradias. O projeto, que será vizinho do Vila Galé Cumbuco, ainda não está fechado, garante o presidente, que não avançou com o valor do investimento.

Em fase de concurso encontra-se ainda uma terceira unidade em Salvador da Bahia, que resultará da reconstrução da antiga sede do Governo local, o Palácio de Rio Branco. “Estamos a preparar um sonho. Estamos a concorrer, já aprovamos o projeto, mas ainda não ganhamos o concurso. O Palácio de Rio Branco é uma peça monumental numa localização no centro histórico”, anunciou Jorge Rebeleo de Almeida que assume que a reconstrução de património histórico é “um vício” para a cadeia hoteleira portuguesa.

“Adoro a recuperação de património histórico. Defendo que as cidades com um centro histórico têm a obrigação moral de recuperar esse centro. As cidades que não têm centro perderam a alma.  É uma coisa que dá muito prazer, diria que é quase um vício recuperarmos património histórico”, assegurou.

“Democratizamos a oferta dos resorts no Brasil”
A Vila Galé assinalou este fim-de-semana o 20.º aniversário da operação no Brasil, num evento que decorreu no Vila Galé Fortaleza, o primeiro hotel do grupo a abrir portas no país,

“Começámos aqui porque era mais perto de Portugal, porque havia um voo direto da TAP, e a secretária do turismo do Ceará na altura, Anya Ribeiro, era muito insistente e persistente e tinha feito uma campanha extraordinária em Portugal divulgando o Ceará”, relembrou o presidente do grupo Vila Galé.

Em retrospetiva, Jorge Rebelo de Almeida assume que o panorama hoteleiro no país “melhorou muito” e que a teimosia o levou a não desistir do país. “Quando  chegámos aqui não havia resorts. Os resorts que havia há 20 anos tinham preços absurdos, só uma classe muito alta é que conseguia [pagar]. Hoje fazemos, com boa gestão, uma oferta de qualidade por um preço muitíssimo mais atrativo e com condições de pagamento. Diria que democratizámos a oferta dos resorts no Brasil. Hoje muito mais pessoas têm acesso a um resort”, admitiu.

Apesar do percurso de sucesso, o presidente do grupo hoteleiro sublinhou também os desafios da operação no Brasil e apontou os licenciamentos como um dos maiores constrangimentos. “O Brasil continua a adorar papel e adora complicação”, lamentou.

O preço do transporte aéreo é outro dos pontos que deve ser resolvido para incrementar o turismo no país.  “O Brasil continua sem fazer o trabalho de casa que deve fazer. O trabalho de casa do turismo não é especifico para o turismo. O turismo internacional precisa de transporte aéreo do mundo para o Brasil. O Brasil tem de baixar o preço do transporte aéreo”, assegurou.

Ainda no capítulo dos desafios, Jorge Rebelo de Almeida não tem dúvidas de que a imagem pouco positiva do país fora de portas é outra das pedras no sapato do turismo brasileiro. “O Brasil tem uma coisa, também parecida com os portugueses, e que é má. Adora dar tiros no pé e falar mal do que é do Brasil. Exemplo é a situação que passa para o mundo através da comunicação social, que são as imagens que temos do Brasil. Temos alguns problemas de insegurança, mas a imagem que passa para o exterior consegue ser 10 vezes pior do que a realidade. A imagem que passa muitas vezes na Europa prejudica gravemente o desenvolvimento turístico no Brasil”, acredita.

“O Brasil precisa de melhorar muita coisa e não consegue melhorar tudo de um dia para o outro. Mas os exemplos estão feitos no mundo. O México tem mais insegurança, é mais perigoso e mais violento do que o Brasil. No entanto, fez uma área protegida em Cancún, fez mais um pólo turístico na Riviera Maya. Nesses lugares a limpeza é de primeira, a infraestrutura é de primeira, a segurança é garantida”, acrescentou.

A questão TAP
Jorge Rebelo de Almeida aproveitou o encontro com jornalistas brasileiros e portugueses para sublinhar a importância da companhia aérea de bandeira nacional no desenvolvimento do turismo no Brasil. “O Brasil tem de ter uma simpatia muita grande pela TAP, porque  a TAP, ao longo dos anos, fez um trabalho extraordinário pelo Brasil que foi o de abrir ligações internacionais para a Europa em vários Estados onde não existiam. Como é que a capital de um país, da dimensão do Brasil, não tinha voos internacionais? Foi a TAP que veio lançar esse primeiro voo”, relembrou.

Ainda assim, e devido ao futuro incerto da TAP e ao plano de reestruturação de que está a ser alvo, o presidente do segundo maior grupo hoteleiro português acredita que é urgente pensar em alternativas. “Há um plano de reestruturação da TAP a ser apreciado em Bruxelas. Era bom para Portugal e para o Brasil que a TAP se mantivesse. Não sei, francamente. Mudou recentemente a administração e está numa situação que é preocupante. E torço para que a TAP continue a sobreviver. Se por acaso não sobreviver, já deveríamos estar a preparar alternativas”, garantiu.

Novos projetos em Portugal
A expansão do portefólio da Vila Galé faz-se também em Portugal, onde já tem 27 unidades. No próximo ano inicia-se a construção do primeiro hotel do grupo nos Açores, na cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. A unidade, orçada em 10 milhões de euros, contará com 100 quartos, restaurantes, bar, piscina e spa e resultará da renovação de parte do edifício sede da Santa Casa da Misericórdia que dará lugar a um hotel de charme.

Também em 2022 deverão arrancar os trabalhos no  antigo Convento de Santa Iria, em Tomar. A Vila Galé tem ainda mais duas unidades em desenvolvimento em Beja; uma unidade dedicada ao segmento de famílias, oVila Galé Nep Kids, e uma outra dirigida ao segmento de adultos.

Fazer projetos com diferenciação é um dos objetivos estratégicos do grupo. “Nunca tive metas. Vamos fazendo o que vai aparecendo. Estamos numa fase em que já não fazemos por fazer. Fazemos coisas que tenham algum diferencial. Não é o número que nos interessa”, garantiu Jorge Rebelo de Almeida.

O presidente da Vila Galé relembra as perdas na operação do ano passado e assume que é hora de olhar para a recuperação. “Em 2020, em Portugal, deixámos de faturar 75 milhões de euros e no Brasil deixamos de faturar 136 milhões de reais (21 milhões de euros). O que perdemos não vem mais. Queremos agora  retomar a marcha que estava antes e voltar aos números de 2019 que eram simpáticos”, concluiu.

*O Publituris viajou para o Brasil a convite da Vila Galé

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‘Stakeholders’ do turismo e viagens pedem alinhamento e coordenação urgente em resposta à situação pandémica na Europa

Diversas entidades pedem uma abordagem comum e totalmente alinhada sobre a elegibilidade e o momento das doses de reforço, associada à validade contínua e ao uso do Certificado Digital COVID da UE. Em causa podem estar milhões de empregos.

Victor Jorge

Em consequência dos mais recentes desenvolvimentos epidemiológicos em toda a Europa, e antes da aproximação da época festiva, um amplo grupo de ‘stakeholders’ do setor do turismo e viagens pede aos Estados-Membros que coordenem e alinhem melhor as suas respostas de políticas de saúde e viagens para evitar a reposição de restrições à liberdade de movimento em toda a Europa.

O Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) declarou que, na atual situação epidemiológica, as restrições de viagens são ineficazes na redução da transmissão do vírus, hospitalizações ou mortes. Nestas circunstâncias, considerando que 76,6% da população adulta da UE está agora vacinada e com uma transmissão comunitária já elevada na maioria dos Estados-Membros da UE, “as medidas destinadas a limitar a passagem das fronteiras não trariam qualquer benefício para a saúde pública, mas teriam um impacto negativo nas economias locais”, refere o comunicado assinado por entidades como a ECTAA, A4E, ACI Europe, ETC, ETRC ou WTTC, entre outros.

Estas entidades salientam mesmo que “as restrições obrigatórias de viagens e protocolos de saúde pública devem ser baseados em fortes evidências de benefício, bem como princípios de proporcionalidade”.

Ao destacar que a pandemia global deixou o turismo em toda a Europa a “enfrentar uma crise como nenhuma outra” e à medida que vários países começam a restabelecer as restrições de movimento aos cidadãos, esta comunidade do setor das viagens e turismo avisa que “mais danos podem ser infligidos a um setor que já se encontra em dificuldades e com impactos de longo alcance nas economias da região”.

De acordo com a última pesquisa do World Travel & Tourism Council (WTTC), estão em perigo “até 900.000 empregos em todo o setor do turismo e viagens na UE este ano, caso as restrições às viagens forem reimpostas neste Inverno”. Além disso, WTTC diz que “os governos em toda a UE poderão ver eliminados até 35 mil milhões de euros das respetivas economias” antes do final de 2021, caso as restrições severas às viagens voltem a vigorar.

Caso as restrições permaneçam em vigor durante grande parte do próximo ano, o WTTC admite que isso poderá resultar numa perda de até 143,7 mil milhões para a economia da UE”.

“O turismo europeu não pode funcionar com abordagens nacionais inconsistentes e em constante mudança”, lê-se no comunicado conjunto, advertido as entidades que, “vista de fora da UE, a Europa mais uma vez parece cada vez mais complicada”, salientando que “a coordenação é a única solução para proteger o setor dos efeitos desta prolongada incerteza na Europa”.

Ao admitir que a implementação da vacinação em toda a UE está “entre as melhores do mundo”, as empresas de viagens e turismo “também desenvolveram e implementaram fortes protocolos de saúde e segurança que garantem que as viagens possam ocorrer em circunstâncias seguras”.

Os “stakeholders” signatários deste comunicado advertem para o facto de, em 2021, “mais de dois milhões de empregos foram perdidos em toda a UE neste setor”, destacando os números mais recentes do WTTC que apontam para que, “se as restrições em grande escala forem aplicadas em 2022, mais três milhões de empregos estarão em jogo no próximo ano”.

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