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Israel relança turismo com campanha a partir de maio

O final de maio marcará o arranque de uma campanha de relançamento do turismo em Israel. Mercados-alvo: EUA, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.

Victor Jorge
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O final de maio marcará o arranque de uma campanha de relançamento do turismo em Israel. Mercados-alvo: EUA, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.

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Israel vai lançar uma campanha global para atrair turistas vacinados a partir do final do mês de maio, tendo avançado a ministra do Turismo, Orit Farkash-Hacohen, que “o país dará as boas-vindas a um número limitado de grupos vacinados organizados a partir do final de maio”, antes de permitir a entrada de “um número ilimitado de grupos” no mês seguinte.

O plano das autoridades israelitas passa por, a partir de julho, os turistas vacinados possam entrar livremente no país.

A campanha inclui a promoção de eventos internacionais, como a Parada do Orgulho LGBT de Tel Aviv, além de incentivos para que companhias aéreas estrangeiras operem voos para o aeroporto Ramon, próximo de Eilat.

Contudo e de acordo com o “The Times of Israel”, o Ministério da Saúde de Israel já veio expressar alguma preocupação, à luz das recentes variantes do coronavírus que varreram muitos países, principalmente a Índia, recomendando, por isso, o adiamento da campanha.

Os mercados-alvo parece, já ter sido identificados, com os Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América e Reino Unido a aparecerem em primeiro lugar. De resto, as entidades israelitas pretendem colocar outdoors no Dubai, tanto em inglês como em árabe, constituindo tal realidade um marco, já que será a primeira vez que uma campanha israelita será lançada nos Emirados Árabes Unidos.

Times Square (Nova Iorque) e Piccadilly Circus (Londres) serão outras das localizações privilegiadas, sendo que está prevista designs diferentes, mas com uma mensagem comum: “Reserve seu voo para Israel” (Book you flight to Israel).

“Não podemos perder esta oportunidade e, como ministra do Turismo, não perderei”, afirmou a responsável, concluindo ainda relativamente aos mercados-alvo selecionados que, “o Reino Unido e os EUA sempre foram grandes mercados para o turismo inbound”.

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Grande Prémio de F1 contribui com mais de 200 milhões de euros para a economia de São Paulo

A realização de grandes eventos desportivos traz, claramente, vantagens aos locais onde decorrem. Prova disso mesmo, foi o Grande Prémio de Fórmula 1, em São Paulo, no Brasil, que terá contribuído com mais de 200 milhões de euros para a economia local num só fim de semana.

Depois de realizado o Grande Prémio de Fórmula 1, em São Paulo, Brasil, as entidades responsáveis admitem que o evento do passado fim de semana poderá contribuir com mais de 1,2 mil milhões de reais (cerca de 215 milhões de euros) para a economia local.

Este valor ficará cerca de 25% acima do que foi conseguido no ano passado, estimando-se que o setor hoteleiro de São Paulo registou a maior taxa de ocupação desde 2019, com clientes a efetuarem reservas com mais de seis meses de antecedência.

De resto, com o Grande Prémio a ser realizado durante um fim de semana com feriado, estimulando uma maior estadia por parte de quem visitou a cidade brasileira, as entidades apontam para que cada turista tenha gasto mais do que os 4.500 reais de 2021 (mais de 800 euros), além dos valores dos bilhetes e gastos no próprio circuito.

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ATCGA quer certificação do Caminho da Geira

O objetivo da ATCGA passa pela certificação deste itinerário pelas autoridades governamentais portuguesas e galegas, das áreas da Cultura e do Turismo.

Uma assembleia de peregrinos portugueses e galegos nomeou um grupo de trabalho com o objetivo de constituir a Associação Transfronteiriça do Caminho da Geira e dos Arrieiros (ATCGA).

O grupo de trabalho, constituído pelo presidente União das Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, José Manuel Almeida, e pelos peregrinos António Devesa, Luís Miguel Sampaio e Vítor Cunha, tem como missão contactar os municípios portugueses por onde passa este itinerário jacobeu, “com a intenção de perceber o seu interesse e motivá-los a envolverem-se no projeto”.

“Em face dos resultados obtidos, que esperamos possam corresponder às nossas melhores expetativas, será criada a comissão instaladora da ATCGA”, explica o Carlos Ferreira, membro da assembleia de peregrinos, adiantando que a associação “poderá integrar pessoas coletivas ou individuais, como peregrinos, municípios ou coletividades, sejam portugueses ou galegos”.

“A ATCGA terá como objetivos representar e defender os interesses dos peregrinos e do Caminho, mas sem descorar os relacionados com a cultura, património, economia, ambiente, tradições e outros valores das povoações por onde passa”, refere Carlos Ferreira.

Para melhor responder a estes desafios, as pessoas envolvidas na iniciativa “entendem que é muito importante a certificação deste itinerário pelas autoridades governamentais portuguesas e galegas, das áreas da Cultura e do Turismo, à semelhança do que já fez o Arcebispado de Santiago, e vão empenhar-se nesse sentido”, destaca o moderador da assembleia de peregrinos.

No entanto, o trabalho da ATCGA não está “exclusivamente dependente da homologação pelas autoridades civis e deverá manter-se para além disso, embora se reconheça que é um dos aspetos fundamentais”.

De referir que o Caminho da Geira e dos Arrieiros começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras do Bouro, Castro Laboreiro e Melgaço, entrando em território galego pela Portela Homem. Nos últimos cinco anos foi percorrido por mais de três mil peregrinos, um terço dos quais no corrente ano, sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de Itália, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Ucrânia, Rússia, Polónia, Brasil, EUA, Austrália ou Países Baixos.

Este itinerário foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, e pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico em 2020, tratando-se de um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.

O percurso tem 240 quilómetros e destaca-se por incluir patrimónios únicos: a Geira Romana, a via do género mais bem conservada do mundo, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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Espanha quer acabar com regra dos 90 dias para turistas britânicos

Após o Brexit foram diversas as limitações impostas aos turistas britânicos. Em Espanha, as entidades pretendem que Bruxelas levante a regra dos 90 dias para os turistas britânicos.

Espanha quer eliminar o limite de 90 dias para visitantes do Reino Unido, permitindo que permaneçam no país indefinidamente.

Recorde-se que os visitantes de fora da União Europeia (UE) podem visitar os países do espaço Schengen por 90 dias a cada período de 180 dias.

Espanha irá pedir a Bruxelas que levante esta regra para os turistas britânicos, admitindo o secretário de Turismo da Espanha, Fernando Valdés, que esta restrição “vai contra os interesses da Espanha”, referindo à imprensa espanhola que se trata de uma regra que, infelizmente, não é algo que Espanha estabeleceu por si mesma ou pode-se livrar”.

Espanha pretende, agora, pressionar Bruxelas para isentar os turistas britânicos da regra, avançando a imprensa em Espanha que “é do interesse do país fazer lobby e convencer [a UE] a abrir uma exceção”.

Antes da pandemia, Espanha recebia cerca de 84 milhões de turistas por ano, com 17 milhões a viajarem do Reino Unido, caindo esse número com o início das restrições da pandemia.

No entanto, os números começaram a aumentar novamente este ano, com 1,8 milhões de britânicos a visitar Espanha no primeiro trimestre de 2022.

Com o turismo a representar cerca de 12% do PIB espanhol, o Brexit tornou as viagens entre os dois países mais difíceis, já que o Reino Unido sai dos acordos de livre circulação em toda a UE.

As negociações sobre autorizações de residência e turismo pararam e, em maio deste ano, expatriados britânicos foram proibidos de conduzir em Espanha utilizando as cartas de condução do Reino Unido após o fracasso das negociações.

No entanto, Espanha está ansiosa para ver o regresso dos britânicos, falando-se em detalhes de um acordo bilateral que permitirá que os trabalhadores do turismo permaneçam em Espanha durante a temporada de férias.

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Nova política de passaportes impacta negativamente o mercado das viagens estudantis no Reino Unido

A eliminação da “List of Travellers” por parte do Governo britânico impossibilita a viagem de estudantes somente o Cartão de Identificação em vez de passaporte. Uma análise diz, agora, que o impacto pode chegar aos 1,7 mil milhões de euros para a economia britânica.

Victor Jorge

De acordo com uma análise realizada junto de 82 operadores turísticos europeus, o número de estudantes que visitaram os Reino Unido, em 2022, caiu 83% face a 2019.

Esta quebra deve-se à nova política de passaportes e à eliminação da “List of Travellers” pela qual os grupos organizados de estudantes, acompanhados de professores, podiam viajar até ao Reino Unido utilizando somente o Cartão de Identificação em vez de passaporte.

As contas feitas pelos responsáveis pela análise – Tourism Alliance, UKinbound, English UK, BETA e ETOA – avançam que esta realidade significa uma quebra de mais de 700 milhões de libras por ano (cerca de 800 milhões de euros) à economia britânica.

Os autores da análise referem que “existe agora uma exigência para que todos esses alunos devem ter um passaporte completo. Este é um documento que muitas crianças da UE normalmente não precisam para viajar pela maior parte da Europa, e muitas não têm este documento”.

Na análise é ainda salientado que “os números variam de país para país, mas, por exemplo, estima-se que apenas 35% das crianças italianas em idade escolar tenham passaporte. O custo (entre €50 e €120) e os encargos administrativos para obter esses documentos são uma barreira substancial para aqueles que consideram uma viagem ao Reino Unido”.

Em 2019, o Reino Unido recebeu 1,2 milhão de estudantes de países da UE que vieram para aprender inglês, conhecer a história e a cultura do país ou participar de eventos culturais e desportivos, calculando que tenham gasto cerca de mil milhões de libras (cerca de 1,2 mil milhões de euros) na economia local, sustentando perto de 17.000 empregos, admitindo-se que “são um componente significativo das atividades de ‘soft power’ do Reino Unido”.

A análise destaca ainda que “não se espera que o setor recupere, pois os operadores indicam que o número de grupos escolares que enviarão para o Reino Unido, em 2023, diminuirá em pelo menos 60%, o que significa uma perda adicional de receita para a economia do Reino Unido de 600 milhões de libras (cerca de 700 milhões de euros).

Richard Toomer, diretor executivo da Tourism Alliance, refere que “as viagens de grupo de estudantes eram um mercado importante para a economia do Reino Unido. Há muitas razões pelas quais esses grupos gostariam de visitar o Reino Unido para eventos desportivos, visitas culturais, eventos e muito mais. O que aconteceu com a outrora forte indústria de escolas de inglês do Reino Unido é um excelente exemplo dos danos causados por esta política e, como resultado, o país está a perder quase 1,5 mil milhões de libras [mais de 1,7 mil milhões de euros] em receita de exportação”.

Assim, Toomer conclui que “o Governo deve restabelecer a ‘List of Travellers’ urgentemente ou um esquema de viagens de grupo de jovens semelhante, reconhecendo o risco extremamente baixo representado por essas crianças viajantes, o custo insignificante e o impacto económico positivo”.

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Mata do Bussaco bate recorde de visitantes em 2022

A Mata Nacional do Bussaco tem registado um crescimento na ordem dos 20% em todos serviços disponíveis.

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A Mata Nacional do Bussaco já recebeu, este ano, cerca de meio milhão de visitantes, número que corresponde a um recorde e que se segue a dois anos atípicos, devido à pandemia da COVID-19.

“Depois de 2020 e 2021 serem anos atípicos, com a Mata a estar fechada em alguns períodos, estamos muito satisfeitos com os números de 2022. Sabíamos que este ano, que ainda não terminou, seria de muito trabalho, mas estamos muito satisfeitos com os resultados, que batem todos os recordes conseguidos até hoje”, disse à Lusa Guilherme Duarte, presidente da Fundação Mata do Bussaco.

De acordo com o responsável, a Mata Nacional do Bussaco tem registado um crescimento na ordem dos 20% em todos serviços disponíveis, comparativamente com “o último ano dito normal, antes da pandemia”.

“Utilizando o ano de 2019 como barómetro, o número de visitantes aumentou significativamente e a venda de serviços que a Mata também proporciona superou as expectativas. Portanto, temos mais receita nas entradas na Mata, mais receita na visitação ao Convento [de Santa Cruz do Bussaco], ou seja, na exploração de todos os nossos serviços”, explicou.

Guilherme Duarte indicou também que a Fundação Mata do Bussaco vai continuar a investir na melhoria das condições de visitação do parque, estando já prevista a conclusão do processo de sinalética.

“Este ano, o projeto do Fundo Ambiental atribuiu-nos 300 mil euros, sendo fundamental para concluir o processo de sinalética. É uma mais-valia enorme, pois vai permitir que os visitantes circulem pela mata com a ajuda desta informação, sendo guias de si próprios”, acrescentou.

A par da sinalética, que deverá estar toda instalada “o mais tardar nos primeiros dias de 2023”, a Fundação pretende ainda realizar uma intervenção nas Estufas da Mata.

“Esta é uma intervenção urgente e que vai arrancar dentro de alguns dias. Vai ter um papel muito importante na produção de novas espécies, novas plantas, para além de se recuperar um espaço que os visitantes sempre gostaram muito de ver”, revelou.

Prevista está também a aquisição de três viaturas elétricas, que vão servir de apoio nas visitas à Mata, passando por espaços definidos, revelou ainda o responsável, explicando que as intervenções pretendem também reduzir a sazonalidade da Mata Nacional do Bussaco.

“Todos sabemos que a Mata vive de sol e que os dias de sol fazem toda a diferença no número de visitantes. No entanto, queremos atrair mais visitantes, criando atrativos para o resto dos dias do ano, promovendo programas que sirvam de pretexto para trazer pessoas à Mata”, concluiu.

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Secretária de Turismo dos Açores acusa PS de “desinformação premeditada” sobre o setor

Berta Cabral informou que o Plano Anual Regional para 2023 contempla um investimento público em matéria de turismo que ascende a 13,5 milhões de euros, indicando que, em comparação com o ano de 2022, não foram considerados, para efeitos de estruturação do Plano, 10 milhões de euros correspondentes à alavancagem operada pela Associação de Turismo dos Açores (ATA) através de fundos comunitários.

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A secretária do Turismo dos Açores criticou o PS regional por uma “lamentável e premeditada desinformação” quanto às verbas previstas para o setor no Plano Regional para 2023, notando que ascendem a 13,5 milhões de euros.

“O Plano Anual Regional para 2023 contempla um investimento público em matéria de turismo que ascende a 13,5 milhões de euros”, indicou a governante, em resposta a críticas do PS.

“A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas vem denunciar a lamentável e premeditada desinformação gerada, em declarações públicas, pelo deputado Carlos Silva, do grupo parlamentar do PS, no que concerne às verbas alocadas à promoção e à sustentabilidade turística no Plano Anual Regional de 2023”, lê-se na nota de imprensa do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

De acordo com Berta Cabral, o deputado “foi amplamente elucidado, em sede de audição na Comissão Especializada de Economia da Assembleia Legislativa sobre este tema mas, infelizmente, opta por insistir em veicular informação que sabe ser incorreta”.

A responsável indicou que, “em comparação com o ano de 2022, não foram considerados, para efeitos de estruturação do Plano, 10 milhões de euros correspondentes à alavancagem operada pela Associação de Turismo dos Açores (ATA) através de fundos comunitários”.

Isto, porque, “esta entidade não se encontra no perímetro do Setor Público Empresarial dos Açores na sequência da decisão do anterior Governo, do PS, em inexplicavelmente desvincular-se dessa associação”, acrescentou.

“Não obstante, mantêm-se todos os pressupostos e a expetativa de que essa alavancagem seja garantida pela ATA, através do seu plano de atividades e logo que o PO Açores 2030 esteja aprovado, sem que exista qualquer redução nas verbas alocadas à promoção turística da região”, frisou.

A secretária regional notou também que 2022 está a comprovar a recuperação do setor do turismo nos Açores no pós-pandemia de covid-19, “apresentando o melhor desempenho de sempre, mesmo perante uma conjuntura internacional extremamente adversa”.

Por esse motivo, justificou, foram descontinuadas várias medidas extraordinárias de apoio ao setor já em 2022.

Berta Cabral garantiu ainda que o desenvolvimento sustentável do turismo é e continuará a ser uma prioridade do Governo dos Açores e que, “prova disso é o reconhecimento internacional inédito de que a região tem sido alvo, em particular nos meses mais recentes”.

A responsável pela pasta do Turismo no Governo dos Açores lembrou, igualmente, que está em curso o procedimento de contratualização pública para a revisão do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA).

Só “após estar concluído esse trabalho – que se perspetiva para o verão IATA de 2023 – se irá dar sequência à revisão de instrumentos operacionais, como o Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), documento que os anteriores Governos do PS negligenciaram e que suspenderam parcialmente durante mais de 10 anos”, acrescentou.

Recorde-se que o PS/Açores acusou o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) de, em 2023, “cortar em quase 13 milhões de euros” as verbas para a promoção e sustentabilidade do turismo na Região.

Carlos Silva alertou ainda para “a falta do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA) e a ausência ainda de um plano estratégico e de marketing para os próximos anos”, o que “agudiza as preocupações dos empresários e a incerteza que se irá viver no próximo ano”.

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Turismo europeu permanece resiliente apesar da menor confiança

O mais recente relatório da European Travel Commission revela que o turismo na Europa enfrentou com “sucesso” o verão de 2022. O problema está na incerteza para 2023 que deverá favorecer as viagens de curta distância, apesar de se esperar uma evolução por parte do turismo americano.

Victor Jorge

De acordo com o último relatório trimestral da European Travel Commission (ETC), o setor do turismo na Europa enfrentou com sucesso outro verão desafiador, com o agravamento da inflação e a escassez de pessoal a ameaçar a recuperação. As companhias aéreas europeias resistiram bem, com volumes de voos de agosto a cair apenas 11% em relação a 2019.

Face a estes números, a ETC admite que se tratam de “dados encorajadores” e que sugerem uma perspectiva “positiva para 2022”, com a região a recuperar cerca de 75% dos volumes de viagens de 2019 no presente ano.

No entanto, o inverno continua ameaçado, pois uma recessão iminente e uma inflação mais alta em toda a Europa “pesarão nos gastos do consumidor e na procura do turismo”, salientando, no entanto, a ETC que esta realidade poderá “atrasar, mas não atrapalhar a recuperação”. A guerra prolongada na Ucrânia e restrições adicionais de viagem para turistas russos em toda a Europa também atrasarão a recuperação na Europa Oriental, refere a ETC.

Luís Araújo, presidente da ETC, refere que “o turismo europeu está a mostrar-se excecionalmente resistente à inflação. Embora a crise do custo de vida esteja a fazer com que muitos mudem a sua abordagem relativamente às viagens, isso não está a diminuir o seu desejo de explorar a Europa”. Luís Araújo salienta ainda que “as viagens de curta distância serão uma tábua de salvação para o setor nos próximos meses, à medida que mais viajantes optarem por viagens mais curtas e próximas. À medida que continuamos a enfrentar os desafios trazidos pela incerteza global, é crucial reconstruir um setor que mantenha a sustentabilidade em mente”, termina.

Menor confiança impulsiona viagens de curta distância
Face à incerteza económica e do aumento da inflação, a ETC prevê que os viajantes preferirão viagens de curta distância, que tendem a ser mais económicas. Em setembro deste ano, a confiança do consumidor na França atingiu uma baixa de nove anos. Tendências semelhantes também foram observadas em outros grandes mercados de origem, como o Reino Unido e a Alemanha.

No geral, o preço das férias será um fator decisivo para as famílias, que se vêm confrontadas com menos rendimento disponível, acreditando a ETC que isso pode ser “benéfico para a Europa”, pois as férias intra-europeias, bem como as viagens domésticas, tendem a ser mais baratas do que as alternativas de longa distância. Atualmente, as viagens de curta distância representam cerca de 72% do total de visitas na Europa e devem crescer em popularidade no restante do ano.

O impacto de um dólar forte
As viagens de longa distância para a Europa ainda estão significativamente deprimidas, prejudicadas por restrições e sentimentos negativos persistentes da Ásia e do Pacífico. O mercado chinês, em particular, mostrou progressos mínimos em direção à recuperação devido ao levantamento mais lento das restrições de viagens.

Contudo, a ETC acredita que “nem tudo está perdido” para viagens de longa distância, já que o turismo transatlântico recebe um impulso dos turistas americanos que beneficiam da força do dólar americano – que valorizou cerca de 20% em relação ao euro no ano passado.

Um dólar forte já provou ser uma “tábua de salvação” para muitos destinos europeus, com os dados mais recentes a mostrarem que três em cada cinco países recuperaram pelo menos 70% dos volumes de viagens dos EUA de 2019 até ao presente ano.

A ETC destaca, de resto, vários destinos que superaram a procura de viagens em 2019, aparecendo a Turquia (+61%) como o destino com maior recuperação, seguida por Portugal (+17%), Lituânia (+7%), Montenegro (+6%) e Polónia (+6%).

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Alentejo tem uma nova rota turística sobre o vinho de talha

A Rota do Vinho de Talha vai estar disponível ainda este mês, associando este tipo de vinho ancestral ao território e atrações turísticas de 22 municípios do Alentejo.

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O Alentejo vai passar a contar, ainda este mês, com a Rota do Vinho de Talha, uma nova rota turística que associa o ancestral vinho de talha ao território e que passa por um total de 22 municípios alentejanos.

De acordo com a Lusa, a nova rota, nascida de um projeto liderado pela Câmara Municipal da Vidigueira, integra adegas, restaurantes, alojamentos e espaços museológicos de 22 concelhos do Alentejo, num produto turístico que se espera que leve um maior número de turistas à região.

“A ideia é criar um produto turístico que una o Alentejo em torno do vinho da talha e que este ‘chapéu’ promova o território e o património cultural, gastronómico e arqueológico”, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara da Vidigueira, Rui Raposo.

A rota, que surgiu na sequência do trabalho feito pelo município da Vidigueira para candidatar a produção de vinho de talha a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, permite “associar o vinho de talha a um projeto turístico” e, ao mesmo tempo, “reforçar a candidatura” deste tipo de ‘néctar’ a Património da Humanidade com “a componente intermunicipal”.

Segundo Rui Raposo, o vinho de talha é um “produto único, muito tradicional e autêntico”, que permite criar “experiências completamente diferentes” relacionadas com “a técnica da produção” e o seu “conceito natural e biológico”.

Para o autarca, existe espaço para valorizar este produto vínico e contrariar “a fama de sazonalidade”, de que “só se bebia em determinada altura do ano, e que não podia ser engarrafado, porque não tinha qualidade”.

“Todas estas questões foram pensadas” quando foi desenvolvido o projeto da rota, disse o autarca, sustentando que a iniciativa vai ajudar a “preservar uma técnica ancestral com 2.000 anos e a desenvolver o território, que tem um produto único e de excelência”.

Além da rota, vai também ser criado um site informação de todos os espaços que integram a iniciativa, de forma a que os visitantes possam definir os seus próprios percursos, assim como “onde quer almoçar, que museu quer visitar, que adega quer conhecer e que vinhos quer provar”.

A par desta possibilidade, vão também ser disponibilizados “cinco ou seis pacotes” com propostas de visitas “já predefinidas”, segundo Rui Raposo, que referiu que a rota e a respetiva página de internet ficam disponíveis este mês.

Além de Vidigueira, integram a rota os concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Arronches, Borba, Beja, Campo Maior, Cuba, Elvas, Estremoz, Évora, Ferreira do Alentejo, Marvão, Mora, Moura, Mourão, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Santiago do Cacém, Serpa e Viana do Alentejo.

O vinho de talha distingue-se essencialmente pelo facto de fermentar de modo ancestral e espontâneo na talha, através do contacto com o barro, ao invés de em cubas, o que lhe confere características únicas.

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Embratur lança nova campanha de promoção turística na Europa

Sob o mote “Brasil. É mais, muito mais do que você imagina.”, a campanha da Embratur vai estar em vigor na Europa até final de novembro e apresenta o Brasil como o melhor destino de natureza, ecoturismo e sol e praia.

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A Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo lançou uma nova campanha de promoção turística que convida os turistas europeus a visitarem o Brasil no próximo verão, sob o mote “Brasil. É mais, muito mais do que você imagina.”.

A nova campanha da Embratur arrancou em outubro e vai estar em vigor até ao final de novembro, apresentando os destinos brasileiros segmentados por três nichos de turismo: praia e sol, natureza e ecoturismo, cultura e hospitalidade.

“Vamos aproveitar a grande retomada do turismo mundial para consolidar o Brasil como melhor destino de natureza, ecoturismo e sol e praia. E vamos fazer isso enaltecendo a nossa cultura, diversidade e hospitalidade para os europeus”, explica Silvio Nascimento, presidente da Embratur, citado num comunicado enviado à imprensa.

A nova campanha de promoção turística do Brasil conta com peças publicitárias para televisão, outdoors digitais, redes sociais, sites do trade turístico, sites de busca, revistas e taxidoors.

A campanha inclui também vídeos especiais pensados para a internet e que ensinam aos turistas um pouco mais sobre o Brasil e o povo brasileiro, nomeadamente sobre as expressões que os brasileiros tipicamente usam, além de materiais dedicados aos nómadas digitais e a investidores interessados em adquirir visto de residência permanente no Brasil.

“A inspiração para estes vídeos nasce da grande diversidade de destinos que o país oferece e da vontade de apresentar uma surpreendente variedade de opções turísticas existentes nos seus 6 diferentes biomas e nos quase oito mil quilómetros de praias. São tantos destinos turísticos que é impossível saber exatamente o que esperar do Brasil”, acrescenta a Embratur.

A nova campanha de promoção turística do Brasil já está disponível para visualização através do canal de Youtube da Embratur.

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Consultia Business Travel lança nova ferramenta que ajuda empresas a reduzir pegada ambiental

A Destinux Green está integrada na plataforma Destinux e permite que as empresas automatizem os processos de gestão e gastos, obtendo um certificado aprovado de compensação da pegada de carbono nas viagens de negócios.

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A Consultia Business Travel lançou uma nova ferramenta para ajudar as empresas a reduzir a pegada ambiental das suas viagens de negócios, a Destinux Green, que está integrada na plataforma Destinux, através da qual as empresas podem automatizar os processos de gestão e gastos, obtendo um certificado aprovado de compensação da pegada de carbono ao incluírem práticas sustentáveis nas viagens corporativas.

“Em resposta às preocupações de impacto ambiental das empresas, o sistema de Destinux Green calcula as emissões de CO2 produzidas pelas viagens corporativas e fornece às empresas um relatório das emissões geradas durante um ano. O novo serviço permite às empresas compensar a pegada de carbono, através da participação em projetos de responsabilidade ambiental e social ao oferecer um conjunto de iniciativas nacionais e internacionais adaptadas aos interesses e políticas empresariais de cada organização”, explica a Consultia Business Travel, em comunicado.

A ferramenta Destinux Green está conectada ao Climatetrade, um sistema aprovado com tecnologia Blockchain que aporta transparência durante todo o processo de compensação de emissões, gerando assim confiança ao mesmo tempo que assegura o impacto real das atividades de compensação de carbono.

De acordo com a Consultia Business Travel, no final da transação, “é emitido um certificado de compensação com informações sobre o projeto escolhido e uma chave de cadeia de bloqueio, bem como o certificado oficial de cancelamento dos créditos no seu registo correspondente”.

“As empresas que compensam todas as emissões de carbono que geram durante um ano recebem o selo “Destinux Green” emitido pela plataforma Destinux, especialista em gestão integrada e avaliação de viagens de empresas”, acrescenta a empresa de gestão integral das viagens de negócios.

Transparência, flexibilidade, segurança e eficiência são as vantagens que o Destinux Green oferece, uma vez que permite compensar a pegada ambiental das viagens de negócios “a pedido da empresa no momento que desejar” e através de um sistema aprovado, o Climatetrade, que permite à empresa obter rapidamente o relatório detalhado com os registos contabilísticos de cada certificação.

“O sistema Destinux, para além de tornar as viagens de negócio mais eficientes permite, agora, às empresas minimizar o impacto ambiental através da utilização de práticas sustentáveis ao incluir a realização de relatórios sobre a pegada de carbono de cada empresa durante todo o processo de gestão das viagens”, indica ainda a Consultia Business Travel.

Segundo Carlos Martínez, CEO da Consultia Business Travel, a sustentabilidade das viagens de negócio é “fundamental” para os clientes da empresa, que estão cada vez mais preocupados com o impacto ambiental das suas deslocações.

“As organizações estão cada vez mais preocupadas em cumprir os seus objetivos de sustentabilidade, com ações que neutralizem o seu impacto ambiental. Pelo que a tecnologia implementada pela Destinux torna mais fácil fazê-lo de uma forma segura e eficiente. Assim, o nosso sistema inovador permite-lhes gerir as viagens das empresas de uma forma abrangente, transparente e sustentável”, explica o responsável.

A Consultia Business Travel concentra a sua atividade em impulsionar e implementar a tecnologia no setor das viagens de negócios, com enfoque na digitalização e escalabilidade do modelo, desenvolvendo internamente toda a sua tecnologia, o que o torna ágil e adaptável às necessidades do setor e de empresas.

 

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