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Espanha recebeu menos 78% de turistas vindos de Portugal em janeiro 

O número de turistas provenientes de Portugal a visitar Espanha caiu drasticamente, em janeiro de 2021 face ao mesmo mês de 2020. À frente de Portugal só mesmo Alemanha e Reino Unido.

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Espanha recebeu menos 78% de turistas vindos de Portugal em janeiro 

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Fotos de banco de imagens por Vecteezy

A vizinha Espanha recebeu, em janeiro deste ano, 28.747 turistas com residência em Portugal, menos 78% do que no ano 2020, quando a pandemia de COVID-19 ainda não tinha sido declarada, revelou esta terça-feira (02 de março) o Instituto Nacional de Estatística espanhol.

O número total de turistas internacionais que se deslocaram a Espanha, em janeiro, foi de 432.362, uma redução de quase 90% em relação ao ano anterior.

O facto da queda dos turistas com residência em Portugal ser 12 pontos percentuais inferior ao da redução do número total da entrada de turistas terá a ver com o facto de este país ter a sua única fronteira terrestre com Espanha.

O principal país de origem dos turistas que chegaram a Espanha no primeiro mês do presente ano continuou a ser, assim como em toda a pandemia, a França, de onde chegaram 117.625 turistas (75,6% menos do que um ano antes), seguida da Alemanha, com 51.098 visitantes (menos 89,7%) e Portugal, com 28.747 turistas (menos 77,9%).

A epidemia de COVID-19 levou a que França, Alemanha e Portugal tenham agora contribuído com mais turistas em Espanha do que o líder tradicional, que antes da pandemia era o Reino Unido, de onde em janeiro apenas chegaram 23.200 pessoas (96,7% menos), ocupando agora a quarta posição.

As despesas totais efetuadas pelos turistas internacionais que visitaram Espanha em janeiro atingiram 452 milhões de euros, representando um decréscimo de 90,5% em relação ao mesmo mês de 2020.

A despesa média por turista cifrou-se nos 1.040 euros, com um decréscimo de 9,8% comparando com o mês homólogo de 2020.

A duração média das viagens dos turistas internacionais foi de 9,8 dias, o que significa um aumento de 1,8 dias em comparação com a média de janeiro de 2020.

Os turistas que visitaram Espanha durante o primeiro mês do corrente ano tiveram como primeiro destino as Ilhas Canárias (Atlântico), com 19,9% do total, seguidas da Catalunha (nordeste) e Valência (leste).

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Algarve mostra natureza, gastronomia e turismo criativo na Fitur

O Algarve quer conquistar os espanhóis e não só, através da natureza, da gastronomia e da oferta de turismo criativo. São estes os principais produtos que a região vai apresentar na Fitur.

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As grandes rotas pedestres, o cicloturismo, o turismo criativo, a gastronomia e os vinhos são algumas propostas que o Algarve vai apresentar na Fitur, que se inicia esta quarta-feira em Madrid.

Uma das apostas da região é o turismo ativo, que encontra na Ecovia do Litoral/Eurovelo 1, na Rota Vicentina, na Via Algarviana e na Grande Rota do Guadiana os pontos altos de atração turística. São rotas que podem ser percorridas a pé ou de bicicleta.

O turismo criativo, representado por projetos como o Loulé Criativo, o TASA, o Algarve Cooking Vacations e o novo Algarve Craft & Food, é outra das sugestões para os que gostam de atividades ligadas às tradições, à cultura ou ao património.

A gastronomia e os vinhos, numa região que conta atualmente com mais de 30 produtores de vinho, bem como o tradicional produto sol e mar, completam a lista de produtos e potencialidades que o Algarve vai promover junto dos profissionais do turismo (19 a 21) e o público em geral (22 e 23).

O mercado espanhol, refira-se, foi responsável, em 2019, por mais de 407 mil hóspedes (+14% face a 2018) no Algarve, tendo gerado mais de 1,1 milhões de dormidas (+8,6% do que em 2018).

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Maioria dos profissionais de turismo espera recuperação em 2022, diz OMT

O Barómetro Mundial do Turismo, divulgado esta terça-feira, 18 de janeiro, pela Organização Mundial do Turismo (OMT), prevê que as chegadas de turistas internacionais podem crescer, este ano, entre 30% e 78% em relação a 2021.

Inês de Matos

A maioria dos profissionais de turismo está mais confiante para 2022 e 61% espera que, este ano, traga melhorias, apurou o mais recente Barómetro Mundial de Turismo da Organização Mundial do Turismo (OMT), cujos resultados preliminares foram esta terça-feira, 18 de janeiro, divulgados.

De acordo com a OMT, entre os profissionais ouvidos 58% mostram-se confiantes numa recuperação já em 2022, “principalmente durante o terceiro trimestre” do ano, enquanto para 42% dos inquiridos a recuperação deverá apenas chegar em 2023.

“A maioria dos especialistas (64%) agora espera que as chegadas internacionais retornem aos níveis de 2019 apenas em 2024 ou depois, acima dos 45% na pesquisa de setembro”, acrescenta a OMT.

Já o Índice de Confiança da OMT mostra um “ligeiro declínio” nos meses de janeiro a abril de 2022, com a organização a indicar que “a rápida e ampla implementação da vacinação, seguida de um levantamento das restrições às viagens, maior coordenação e informação mais clara” são fatores que os especialistas indicam como fundamentais para a recuperação do turismo internacional.

De acordo com a OMT, as previsões para este ano indicam que as chegadas de turistas internacionais podem crescer entre 30% e 78% em relação a 2021, num crescimento que, aponta a organização, “ainda está 50% a 63% abaixo dos níveis pré-pandemia”.

“O recente aumento nos casos de COVID-19 e a variante Ómicron devem interromper a recuperação e afetar a confiança até ao início de 2022, à medida que alguns países reintroduzem proibições e restrições de viagens para determinados mercados”, justifica a OMT, que realça também o facto do nível de vacinação continuar a ser desigual em todo o mundo como um problema acrescido para a recuperação.

Outro dos problemas é a manutenção de restrições às viagens, que continua a ser um forte obstáculo à recuperação do turismo internacional, principalmente em países da Ásia-Pacífico,  que continuam com as “fronteiras completamente fechadas”.

Além destes obstáculos, a OMT aponta ainda o aumento do preço do petróleo e da inflação, bem como a potencial subida das taxas de juro e dos volumes de dívida, assim como a “contínua interrupção das cadeias de abastecimento” como factores que podem contribuir para um ambiente económico mais “desafiador”, que pode comprometer a recuperação turística.

No entanto, nem tudo são más notícias e também há perspetivas positivas, com a OMT a indicar que “a recuperação contínua do turismo em muitos mercados, principalmente na Europa e nas Américas, juntamente com a ampla implementação da vacinação e um levantamento mais coordenado das restrições de viagem, pode ajudar a restaurar a confiança do consumidor e acelerar a recuperação do turismo internacional em 2022”.

Até à recuperação do turismo internacional, a OMT espera que o turismo doméstico possa “impulsionar a recuperação do setor num número crescente de destinos, principalmente aqueles com grandes mercados domésticos”, até porque, segundo apontam os especialistas, o turismo doméstico e as viagens perto de casa, bem como as atividades ao ar livre e produtos baseados na natureza e o turismo rural “estão entre as principais tendências de viagens que vão continuar a moldar o turismo em 2022”.

 

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Turismo recupera 4% em 2021 mas continua 72% abaixo dos níveis de 2019, aponta OMT

Dados preliminares do Barómetro Mundial de Turismo da Organização Mundial do Turismo (OMT) mostram que “o ritmo de recuperação permanece lento e desigual”.

Inês de Matos

Em 2021, o turismo a nível global recuperou e cresceu 4%, aponta a Organização Mundial do Turismo (OMT), que realça, no entanto, que as chegadas internacionais continuam 72% abaixo de 2019, o último ano antes da pandemia da COVID-19.

De acordo com os dados preliminares do Barómetro de Turismo da OMT, divulgados esta terça-feira, 18 de janeiro, no ano passado, as chegadas internacionais de turistas ficaram ligeiramente acima de 2020, quando este indicador tinha apresentado um decréscimo de 73% face a período pré-pandemia.

Segundo a OMT, “o aumento das taxas de vacinação, combinado com a flexibilização das restrições às viagem devido ao aumento da coordenação e protocolos transfronteiriços, ajudaram a liberar a procura reprimida”, o que permitiu uma “recuperação moderada” do setor, nomeadamente no segundo semestre de 2021, quando o decréscimo nas chegadas internacionais foi de 62%.

Em dezembro, acrescenta a OMT, as chegadas internacionais apresentaram uma descida de 65% face a igual mês de 2019, ainda que a organização sublinhe que, neste mês, ainda não se sentiu o impacto da nova variante Ómicron.

A recuperação observada no ano passado não foi, contudo, igual em todo o mundo, com a OMT a constatar que “o ritmo de recuperação permanece lento e desigual”, o que se deve aos diferentes graus de restrições que existem.

Por regiões, o destaque vai para a Europa e para as Américas que, segundo a OMT,  “registaram os resultados mais fortes em 2021 em comparação com 2020”, com aumentos de 19% e 17%, respetivamente, ainda que se mantenha um decréscimo de 63% face a 2019.

Na América, foi nas Caraíbas que foi registado o melhor desempenho, com uma subida de 63% face a 2019, mas uma descida de 37% em comparação com 2019, enquanto a zona mediterrânica da Europa apresentou uma subida de 57% face a 2020 e a América Central de 54%, resultados que, ainda assim, apresentam uma descida de 54% e 56%, respetivamente. Já na América do Norte houve um aumento de 17% face a 2020 e, na Europa Central e Ocidental, a subida foi de 18%.

Em África, as chegadas internacionais aumentaram 12% face a 2020, ainda que também nesta região os resultados continuem 74% abaixo de 2019, enquanto no Médio Oriente as chegadas diminuíram 24% em relação a 2020 e 79% em relação a 2019.

Já a Ásia foi a região que apresentou resultados mais  negativos, com as chegadas internacionais a descerem 65% face aos níveis de 2020 e 94% quando comparada com os valores pré-pandemia.

E se a recuperação das chegadas internacionais foi apenas moderada, também o aumento dos gastos provenientes do turismo seguiu a mesma tendência, já que a contribuição económica do turismo para o PIB mundial chegou aos 1,9 biliões de dólares, acima dos 1,6 biliões apurados em 2020, mas ainda “bem abaixo do valor pré-pandemia de 3,5 biliões de dólares”.

Já as receitas provenientes das exportações turísticas somaram 700 mil milhões de euros, também com uma “pequena melhoria” face a 2020, “devido aos maiores gastos por viagem”, mas ainda a “menos de metade dos 1,7 biliões de dólares registados em 2019”.

De acordo com a OMT, estima-se ainda que a receita média por viagem tenha chegado, no ano passado, aos 1.500 dólares, indicador que também está acima dos 1.300 dólares apurados em 2020, o que se deve a “estadias mais longas, bem como a preços mais altos no transporte e alojamento”.

A França e a Bélgica foram, segundo a OMT, os destaques no que diz respeitos aos gastos por viagem, uma vez que apresentaram “quedas comparativamente menores nas despesas com turismo, com -37% e -28%, respetivamente, em relação a 2019”, enquanto a Arábia Saudita e o Qatar, com descidas de 27% e 2%, respetivamente, também apresentaram “resultados um pouco melhores e 2021”.

 

 

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Portugal leva 52 empresas e sete regiões turísticas à FITUR

Na 42.ª edição da FITUR, Portugal vai contar com um stand de 682 metros quadrados, que foi “concebido para proporcionar um grande impacto visual no espaço da feira” e que coloca em destaque as sete regiões turísticas do país.

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A 42.ª edição da FITUR, a feira de turismo de Madrid, Espanha, que decorre entre 19 e 23 de janeiro, vai voltar a contar com uma forte participação portuguesa, na qual está previstas a presença do Turismo de Portugal, 52 empresas e das sete regiões turísticas do país, informou o organismo público em comunicado.

“Em 2022, num visível esforço coletivo de retoma, a participação nacional é consideravelmente mais expressiva em número de empresas do que no ano anterior, contando com a participação de 52 empresas, as 7 regiões turísticas e o Turismo de Portugal”, lê-se no comunicado divulgado esta segunda-feira, 17 de janeiro.

Na FITUR, Portugal vai contar com um stand de 682 metros quadrados, que foi “concebido para proporcionar um grande impacto visual no espaço da feira, com destaque para os sete sóis que iluminam a cúpula do stand, numa alegoria às sete regiões, e um elemento decorativo que simula as ondas do oceano e que abraça as empresas portuguesas presentes”.

Ao longo da feira, o Turismo de Portugal tem prevista a apresentação de projetos, a exemplo da iniciativa “Viagem a Portugal Revisited” que, no âmbito das comemorações do Centenário de Saramago e com a curadoria do escritor José Luís Peixoto, “propõe a revisitação aos itinerários da obra do autor e convida escritores contemporâneos a inspirarem-se nesses locais”.

“Nessa mesma ocasião será também revelado o nome do escritor espanhol que participa no projeto. “Viagem a Portugal Revisited” resulta da parceria entre o Turismo de Portugal e a Fundação José Saramago e será uma das âncoras de promoção do Turismo Literário em 2022″, acrescenta o Turismo de Portugal.

Presentes na FITUR vão estar também Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, e Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, onde vão manter encontros “com as empresas e o trade e manterão contacto com os principais players do mercado”.

“A presença do Turismo de Portugal na 42.ª edição da FITUR tem como principal objetivo reativar os fluxos turísticos espanhóis e colmatar a quebra de turismo provocada pela crise pandémica”, explica Rita Marques, sublinhando que o mercado espanhol é “uma das grandes apostas em 2022″ e que “a relação de proximidade com a Espanha é claramente uma oportunidade”.

De acordo com o Turismo de Portugal, “apesar do contexto pandémico e da redução dos níveis da procura internacional, em 2020 Espanha posicionou-se como o 1.º mercado turístico para Portugal aferido pelo indicador hóspedes, com registo de 763,4 mil hóspedes que geraram 1.686 mil dormidas”, numa tendência que se manteve também em 2021.

Durante a FITUR, a secretária de Estado do Turismo vai ainda ser distinguida com a Medalha da Internacionalização, durante a XXV Conferência Iberoamericana de Ministros e Empresários do Turismo (CIMET), que se realiza na véspera da FITUR, no Auditório do IFEMA Madrid, aproveitando presença na FITUR e dada a estreita ligação ao mercado espanhol e, por conseguinte, aos mercados da América Latina, onde Portugal tem vindo a desenvolver um “trabalho relevante”.

 

 

 

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Istambul, regresso à capital dos sultões

Dividida entre a Europa e a Ásia, Istambul é uma cidade histórica e um destino turístico imperdível, que já está a recuperar a azáfama e o rebuliço que os turistas lhe conferem. Venha com o Publituris descobrir a maior cidade da Turquia, que mantém todo o seu encanto, mesmo em tempos de pandemia.

Inês de Matos

Dividida entre a Europa e a Ásia, Istambul é uma cidade histórica e um destino turístico imperdível, que já está a recuperar a azáfama e o rebuliço que os turistas lhe conferem. Venha com o Publituris descobrir a maior cidade da Turquia, que mantém todo o seu encanto, mesmo em tempos de pandemia.

Mesquita Azul

São muitos os monumentos que funcionam como cartão-postal de Istambul, mas nenhum permite sentir o pulsar da cidade como o Grand Bazar. Localizado junto a muitos dos monumentos históricos, o Grand Bazar de Istambul é uma das principais artérias comerciais da cidade, um local onde tudo se vende e tudo se compra e onde locais e turistas se misturam numa turba que, nos tempos áureos, parece não terminar. São milhares e milhares de pessoas que, diariamente, circulam pelas mais de 60 ruas do Grand Bazar de Istambul e ali fazem compras nas 3.600 lojas que vendem desde artesanato, aos famosos turkish delight, sem esquecer as especiarias, chás e outros produtos que dão ao espaço uma multiplicidade de cores e aromas únicos no mundo.
Istambul foi a última cidade que visitei antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020, ainda as notícias da chegada da COVID-19 à Europa eram escassas e intermitentes. Por isso, estava curiosa para saber qual seria o cenário que encontraria desta vez no Grand Bazar de Istambul, que já tinha visitado por três vezes, sempre com um mar de gente à minha volta, ao ponto de, por vezes, quase levitar em vez de andar. Estaria vazio ou a funcionar com restrições, as lojas estariam todas abertas? Estas eram algumas das dúvidas que andavam à volta na minha cabeça e me faziam duvidar que, desta vez, fosse encontrar uma cidade tão vibrante como tipicamente Istambul se apresenta. Mas não poderia estar mais enganada.
Se é verdade que a multidão não chegava ao ponto de nos fazer levitar, também é verdade que, dentro do Grand Bazar, assim como nas ruas imediatamente ao lado, para onde as lojas e bancas de produtos típicos se prolongam, o cenário não estava assim tão diferente da última vez. É que, tal como em Portugal, a Turquia conta já com uma elevada taxa de vacinação e adotou uma série de medidas para conter a COVID-19, que permitiram ao país respirar de alívio e voltar a abrir as portas aos turistas, que já percorrem novamente as ruas da cidade aos milhares, dando a Istambul uma animação que é tão característica da cidade.
E foi justamente com o objetivo de mostrar como está, atualmente, a situação na Turquia e para provar que Istambul é “um destino seguro”, que a Turkish Airlines e o operador turístico Viagens Tempo se juntaram para promover uma viagem de familiarização à maior cidade da Turquia, entre 15 e 19 de novembro, na qual o Publituris marcou presença, assim como um grupo de sete agentes de viagens.

Istambul em tempos de pandemia

Esta foi a quarta vez que visitei Istambul, uma cidade histórica que, ao longo dos séculos, conheceu diversas denominações – foi Bizâncio na época do império bizantino e, mais tarde, Constantinopla quando se converteu na capital do império romano no Oriente, passando a Istambul já depois da conquista pelos otomanos, em 1453 – e que guarda monumentos de quase todas as culturas e civilizações que por ali passaram.

Palácio Topkapi

Hoje, Istambul é uma metrópole que conta com mais de 15 milhões de habitantes e onde as práticas e cultura muçulmanas – a religião de 98% dos seus habitantes – se misturam com o que de mais moderno o século XXI trouxe e onde não faltam hotéis das mais conhecidas cadeias internacionais e lojas de marcas que tipicamente se encontram em qualquer capital europeia. Depois, há ainda uma rica gastronomia que, apesar da diferença para a portuguesa, muito por culpa dos aromas das especiarias, promete fazer adeptos, até porque muitos dos ingredientes a que estamos habituados na dieta mediterrânica também lá estão, como as azeitonas e o azeite, os legumes, a fruta, os frutos secos, o queijo ou o iogurte.
E foi justamente pela comida que começámos esta aventura pela capital dos sultões, nome por que eram conhecidos os antigos governantes muçulmanos e que deixaram na cidade palácios, mesquitas e outros monumentos que nos transportam para o conto das ‘Mil e Uma Noites’.
Chegámos a Istambul ao final da tarde e, depois de nos encontrarmos com Ayse Sezer, a guia que nos acompanhou durante a viagem, seguimos para o primeiro contacto com a gastronomia turca. O jantar, na zona de Kumkapi, contou com os típicos mezzes – as entradas turcas que também podem servir de refeição – assim como com outros dos mais tradicionais petiscos nacionais. Só depois da barriga estar mais composta fomos conhecer o Yigitalp Hotel, unidade de quatro estrelas na zona histórica de Istambul, que foi o nosso quartel-general.
Logo às primeiras horas que passámos na cidade, percebemos que, por lá, também a COVID-19 é encarada com cautela. Além das máscaras faciais que são obrigatórias em locais fechados, assim como em transportes públicos, todos os estabelecimentos, como hotéis, lojas, cafés ou restaurantes, têm em local bem visível as 14 regras que devem ser cumpridas para prevenir contágios e onde não faltam apelos à lavagem e desinfeção de mãos, ao distanciamento físico e à vigilância de sintomas associados à doença.
E, tal como Portugal lançou o selo Clean & Safe, também a Turquia criou um selo que garante o cumprimento das regras para estabelecimentos ligados ao turismo, denominado Safe Tourism, que está afixado à porta dos estabelecimentos aderentes.
Mas não se pense que esta viagem ficou marcada pela COVID-19. Apesar da doença ainda ser uma ameaça, mesmo que também na Turquia a taxa de vacinação seja elevada e atinja mais de 60% da população, e de frequentemente sermos lembrados das regras em vigor, o certo é que Istambul se mantém como uma cidade capaz de oferecer experiências inesquecíveis e onde todos os monumentos estão em pleno funcionamento e abertos aos visitantes.

Do Bósforo à Torre Galata

A cidade, em todo o seu esplendor, só se revelaria no dia seguinte, quando nos aventurámos num passeio de barco pelo Bósforo. Apesar do frio e do vento que, em novembro, já se fazem sentir em Istambul, os passeios de barco no Bósforo são um ‘must-do’, pois permitem apreciar toda a parte europeia da cidade, desde a zona histórica até à parte mais moderna e onde se encontra o estádio do Besiktas, sem esquecer a parte asiática, passando pela ponte do Bósforo, que liga a Europa à Ásia, assim como pela fortaleza de Rumelihisarı, construída pelo sultão Maomé II, no século XV, como apoio para a conquista de Constantinopla, em 1453.
O passeio no Bósforo durou praticamente toda a manhã e terminou já perto da hora do almoço. Mas, antes de nos voltarmos a deliciar com a gastronomia turca, houve ainda tempo para visitar a mesquita Rüstem Paxá, um edifício com quase meio século, que se encontra mesmo em frente à ponte de Galata e que é conhecida pelos seus azulejos de İznik, considerados os mais belos do género, ultrapassando mesmo os da Mesquita Azul.
O almoço chegaria logo depois da visita à mesquita e, desta vez, o restaurante selecionado foi o Ali Ocakbasi, no bairro de Beyoglu e bem perto da Praça Taksim, que visitámos após o almoço e onde existe agora uma nova mesquita batizada com o mesmo nome da praça e que foi inaugurada pelo Presidente Erdogan já este ano. A visita à Mesquita Taksim é interessante, pois é um edifício moderno e com uma decoração sóbria, bem diferente de grande parte das mais de 3.500 mesquitas que existem na cidade, muitas das quais históricas.
A tarde do primeiro dia completo em Istambul seria passada neste bairro de Beyoglu, que é mais associado às artes e à população mais jovem, funcionando mesmo como uma espécie de Bairro Alto lá da zona. É também neste bairro que se localiza a conhecida Avenida Istiklal, uma das mais conhecidas de Istambul, onde se concentram muitas das lojas de marcas internacionais e que é atravessada por um elétrico semelhante aos de Lisboa. Tal como o Grand Bazar, também esta avenida serve para medir o pulso à cidade e, nos dias em que por lá passámos, o movimento era constante, quase como nos tempos anteriores à pandemia.
Durante o passeio por Beyoglu, onde viríamos também a jantar nessa noite, visitámos ainda a Catedral do Espírito Santo, uma das poucas igrejas católicas que se encontram na cidade, assim como a Torre Galata, uma torre medieval com quase 67 metros de altura que se impõe na paisagem de Istambul e que, nos dias de hoje, funciona como um miradouro privilegiado. Sinal de que o turismo já está a recuperar em Istambul, era igualmente a fila que já se formava para subir à Torre Galata e que praticamente dava a volta ao edifício, mas que, ainda assim, era mais curta do que nas outras vezes em que visitei o monumento.

Palácio Topkapi e Santa Sofia

O segundo dia em Istambul começou com outro clássico, a visita ao Palácio Topkapi, antiga residência dos sultões e onde passámos praticamente toda a manhã, uma vez que este palácio se estende por uma generosa área de 700 mil metros quadrados. Além da dimensão do monumento, a visita ao Palácio Topkapi deve ser realizada às primeiras horas da manhã, uma vez que também as filas para entrar no edifício costumam ser longas e demoradas.
Ao longo da visita, é possível ver as diversas salas que eram usadas pelos sultões, fosse para receber enviados de outros países ou para acomodar o seu harém, sem esquecer o trono que era usado pelos governantes otomanos, assim como algumas exposições especiais, como a de relógios ou das armas dos sultões, passando ainda pelas relíquias sagradas do Islão.
Localizado em Sultanahmet, zona histórica de Istambul, o palácio fica ao lado de Santa Sofia e da Mesquita Azul, sendo necessários apenas alguns minutos de caminhada para visitar os três monumentos. E, após o palácio, foi para a Mesquita Azul que seguimos, numa visita que acabou por ser mais curta que o esperado, já que grande parte do edifício se encontra em reabilitação, incluindo o seu interior, e os deslumbrantes azulejos desta mesquita estavam tapados por andaimes, impedindo a sua contemplação.
O almoço seria a etapa seguinte e, desta vez, o restaurante Omar, em frente à Mesquita Azul, foi o escolhido. Mezzes e os típicos kebabs fizeram, mais uma vez, as delícias dos comensais.
Já a parte da tarde foi dedicada a visitar o antigo hipódromo – datado da época dos bizantinos mas do qual, infelizmente, já pouco resta -, assim como Santa Sofia, a apenas alguns passos de distância e que é um dos edifícios mais emblemáticos de Istambul. Construída como catedral na época dos bizantinos, Santa Sofia funcionou como mesquita durante o período dos otomanos e passou a museu pela mão de Kemal Ataturk, o pai da Turquia moderna, em 1931.

Santa Sofia

Santa Sofia é um edifício imponente, que nenhum turista deixa de visitar. A história, a grandiosidade, a sua cúpula com diâmetro superior a 30 metros e que se eleva a mais de 55 metros do chão, bem como os ricos mosaicos e vitrais, tornam Santa Sofia num local especial. Não posso, no entanto, deixar de realçar que, desde julho do ano passado, Santa Sofia voltou a funcionar como mesquita, por decisão do Presidente Erdogan, o que veio alterar muito daquilo que era a visita enquanto teve o estatuto de museu. Com a mudança, a visita ao primeiro andar do edifício passou a estar vedada, enquanto os mosaicos e vitrais com imagens católicas foram tapados com painéis amovíveis, o que retira muito do interesse histórico à visita.
O regresso de Santa Sofia a mesquita não foi, no entanto, um processo pacifico, uma vez que, segundo Ayse Sezer, “todos os guias turísticos estão contra” e fizeram até uma manifestação em protesto contra a mudança, mas sem grande efeito. Certo é que, nem tudo é mau nesta alteração, pois a entrada tornou-se gratuita e passou a ser possível visitar o edifício até à meia-noite. E visitar este imponente edifício à noite também tem um encanto especial.

Mercado das especiarias e Grand Bazar

Mas quem visita Istambul não pode deixar de passar pelos mercados da cidade, com destaque para o Bazar das Especiarias, também conhecido como Bazar Egípcio, e para o Grand Bazar de Istambul, locais de comércio mas que, pelo seu caráter histórico e arquitetura singulares, são também atrações turísticas, por onde passa a maioria dos turistas que visita a cidade.
Visitámos o primeiro logo no início desta viagem a Istambul e, mais uma vez, não consegui evitar voltar a ficar fascinada com os aromas e as cores que por ali se encontram. O açafrão, as pimentas de quase todas as variedades, a canela, o cravinho, a paprica ou o anis estrelado são algumas das especiarias que se encontram por todo o mercado, que também está localizado na zona histórica, em frente à Ponte Galata, que liga as duas partes europeias da cidade.
Mas o mercado que ninguém quer perder é mesmo o Grand Bazar, um dos maiores e mais antigos mercados do mundo. Construído depois da conquista de Constantinopla pelos otomanos, em 1455, o Grand Bazar de Istambul é um espaço coberto, com 45 mil metros quadrados e 22 portas de entrada, onde trabalham mais de 20 mil pessoas e por onde passam diariamente muitas mais. É uma autêntica cidade dentro da enorme cidade que é Istambul. Aqui, tudo se vende, mas há produtos emblemáticos, como as famosas ‘pashminas’ ou echarpes confecionadas com caxemira, os turkish delights – doces turcos que parecem gomas com frutos secos – ou o típico artesanato local. E, se for às compras, lembre-se que, por aqui, o regateio ainda é tradição, o que leva a que nada se compre sem que sejam necessários alguns minutos para regatear o preço com o vendedor. É assim que se fazem os melhores negócios.
O Grand Bazar de Istambul foi o último ponto desta viagem de familiarização a Istambul, de onde voltei com a certeza que, apesar da pandemia, a maior cidade da Turquia mantém todo o seu encanto e continua pronta a receber os turistas, ainda que, agora, seja necessário levar na bagagem também as máscaras faciais e, claro, o certificado de vacinação.

“Viagem superou todas as expetativas. Não podia ter corrido melhor”

Promovida pela Turkish Airlines e pelo operador turístico Viagens Tempo, esta viagem de familiarização decorreu entre 15 e 19 de novembro, com a participação de sete agentes de viagens da Graçatur, Bestravel Paços de Ferreira, FR Travel, Bonsai Viagens, Bestravel Benfica, Q Viagens Viseu e Inatel Viagens, além de Ana Aguiar, comercial das Viagens Tempo.
No final da viagem, Ricardo Davim, responsável das Viagens Tempo que, tal como Nuno Figueiredo, da Turkish Airlines, acompanhou o grupo, fazia um balanço positivo, considerando que a ação “superou todas as expetativas. Não podia ter corrido melhor”.
Além de dar a conhecer aos agentes de viagens os monumentos e atrações turísticas de Istambul, esta viagem de familiarização pretendeu também mostrar “que o destino está seguro” e que, apesar da COVID-19, o turismo já está de regresso à maior cidade da Turquia.
Para Istambul, as Viagens Tempo contam com vários programas, assim como viagens à medida, e, em 2021, disponibilizaram também um pacote de réveillon com lugares garantidos na Turkish Airlines, à partida de Lisboa e Porto.

Como ir e onde ficar?
Esta viagem teve partida e chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, a partir de onde a Turkish Airlines realiza cinco voos por semana para Istambul, às segundas, terças, quintas, sextas e sábados. Além do Porto, a companhia aérea turca também voa para Istambul à partida de Lisboa, em ambos os casos com destino ao novo aeroporto de Istambul Arnavutköy, que foi inaugurado em 2018 e que é atualmente um dos maiores do mundo.
Para alojamento, Istambul oferece uma vasta gama de unidades de todas as classificações, incluindo de conhecidas cadeias internacionais de hotelaria. No nosso caso, o Yigitalp Hotel, de quatro estrelas superior e localizado na zona histórica, foi a unidade que nos acolheu.
Além de um confortável hotel de quatro estrelas superior, o Yigitalp Hotel oferece uma localização perfeita para quem quiser ficar alojado a uma custa distância das principais atrações da cidade, como a Mesquita Azul, Santa Sofia ou o Grand Bazar de Istambul.

O que levar?
Nesta altura do ano, é imperativo levar na bagagem agasalhos quentes, uma vez que o inverno costuma ser bastante frio em Istambul e são mesmo comuns os dias em que neva. Além disso, o calçado confortável é outro requisito, uma vez que é necessário andar bastante a pé, pois o trânsito caótico de Istambul não permite que as deslocações sejam sempre realizadas em veículos motorizados. Andar a pé ou de transportes públicos costumam ser as melhores opções. Depois, é ainda aconselhado que as senhoras levem um lenço ou echarpe, uma vez que, para entrar nas mesquitas, é necessário cobrir o cabelo.
Devido à COVID-19, é também necessário ter o certificado de vacinação ou apresentar um teste negativo à chegada, bem como fazer o registo na plataforma https://register.health.gov.tr.
Já o visto de entrada na Turquia deixou de ser necessário para os cidadãos portugueses desde março de 2020, bastando apenas ter o Cartão do Cidadão para entrar no país.

*A jornalista viajou a convite da Turkish Airlines e Viagens Tempo.

 

Sobre o autorInês de Matos

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Candidaturas ao estatuto PME Líder abertas atá 15 de fevereiro

O prazo para a apresentação de candidaturas ao estatuto PME Líder 2021 é até dia 15 fevereiro de 2022.

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Para concorrer a este selo de reputação de empresas criado pelo IAPMEI é necessário, entre outros requisitos, ter estatuto de PME, comprovado pela obtenção da certificação PME, e desenvolver uma atividade económica enquadrada na Lista de Setores de Atividade (CAE) constantes no Regulamento.

A empresa candidata tem que ter assegurado o cumprimento das seguintes condições relativas à sua atividade:  Possuir situação regularizada perante a Autoridade Tributária, a Segurança Social, o IAPMEI e o Turismo de Portugal, bem como junto de outras entidades públicas com responsabilidade na gestão de fundos públicos; Não se encontrar em situação de reestruturação financeira e/ou de insolvência, nem ter em curso processos de PER, RERE, PEVE ou de insolvência; Ter a situação regularizada perante a Central de Responsabilidade de Crédito do Banco de Portugal; Não ter salários em atraso; Não ter sido alvo de condenação através de processo-crime ou contraordenacional por violação da legislação do trabalho, designadamente através de atos que envolvam discriminação no trabalho e no acesso ao emprego, nos últimos 3 anos; Não ter sido alvo de punição, nos últimos três anos, pela prática de quaisquer contraordenações ambientais e do ordenamento do território.

O estatuto PME Líder, que visa distinguir o mérito das PME nacionais com desempenhos superiores, é atribuído em parceria com o Turismo de Portugal e um conjunto de Bancos parceiros e as Sociedades de Garantia Mútua, tendo por base as melhores notações de rating e indicadores económico-financeiros. Para as empresas do setor do turismo, a gestão é assegurada pelo Turismo de Portugal.

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Cabo Verde quer dar cartas como destino turístico verde

O primeiro-ministro de Cabo Verde anunciou que o país quer posicionar-se internacionalmente como destino turístico verde.

Cabo Verde quer posicionar-se internacionalmente como destino turístico verde, assegurou o primeiro-ministro, que traçou os objetivos para este desiderato.

“Nós estamos a fazer com que esta retoma seja não uma reprodução, igual ao que existia antes, mas que seja ainda melhor, relativamente a tudo aquilo que Cabo Verde pode oferecer para o desenvolvimento de um turismo sustentável e que seja de facto um acelerador do desenvolvimento”, afirmou, Ulisses Correia e Silva, no lançamento do Programa Operacional do Turismo (POT), citado pela Lusa.  Este é um instrumento de planeamento com vários projetos para materializar a visão do governo para o setor, até 2030.

Cabo Verde depende das receitas do turismo, que garantem 25% do Produto Interno Bruto e do emprego, após o recorde de 819 mil turistas em 2019, procura que caiu mais de 60% no ano seguinte, devido à pandemia de covid-19, mas que apresenta desde o último trimestre de 2021 alguns sinais de recuperação.

“Queremos ter um turismo verde. Não é só uma questão de cor, é do conceito. Levar lá onde tivermos de levar o máximo de energias renováveis, bom saneamento, boas qualificações e fazer com que Cabo Verde seja reconhecido – isto aumenta a nossa notoriedade – como um destino turístico verde, que acolhe bem, mas acolhe em bom ambiente”, acrescentou, como exemplo dos conceitos defendidos no POT, para implementação a médio prazo e que conta com o apoio do Banco Mundial.

Ulisses Correia e Silva garantiu tratar-se de um programa cuja “centralidade” é promover o empreendedorismo no setor do turismo, a formação e a qualificação, bem como a requalificação da oferta, congregando vários planos estatais, parceiros públicos, privados e organizações internacionais, mas também potenciando novas ofertas turísticas, além do habitual sol e praia, nas ilhas do Sal e da Boa Vista, reforçando a promoção turística internacional de Cabo Verde e promovendo o potencial das restantes ilhas.

Outra das apostas do programa, na componente da diversificação da oferta e do alargamento da promoção a todos as ilhas, disse ainda o primeiro-ministro, é o turismo rural, de natureza e cultural: “Nós temos nestas ilhas potenciais adormecidos, que podem ser de facto acordados, no bom sentido, transformando aquilo que são recursos em valor”, acrescentou o chefe do governo cabo-verdiano.

Neste plano, a promoção de Cabo Verde com um “destino seguro”, do ponto de vista sanitário e físico, continua a ser prioritário, assegurou.

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Governo autoriza verba de 10 milhões de euros para promoção turística digital

O Turismo de Portugal tem autorização do Governo para gastar até 10 milhões de euros em promoção turística internacional nos meios digitais. A maior parte da verba, ou seja, 7,5 milhões de euros, pode ser utilizada este ano.

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O Turismo de Portugal pode gastar até 10 milhões de euros em promoção turística internacional por via digital nos próximos dois anos, sendo que 7,5 milhões podem ser aplicados este ano, segundo portaria publicada esta sexta-feira.

As secretárias de Estado do Turismo, Rita Marques, e do Orçamento, Cláudia Joaquim, pelo despacho assinado no final de dezembro e esta sexta-feira publicado, autorizam encargos plurianuais decorrentes da contratação de serviços de planeamento, implementação, otimização e acompanhamento de compra de meios para a campanha de publicidade digital do Turismo de Portugal, até ao montante de 10 milhões de euros.

Segundo o diploma, citado pela Lusa, já foi lançado um procedimento pré-contratual para um acordo-quadro, “celebrado com uma entidade” nos termos do Código dos Contratos Públicos, destinado à aquisição de serviços de planeamento, implementação, otimização e acompanhamento de compra de meios para a campanha de publicidade digital do Turismo de Portugal.

“Assim, importa preparar as condições para que o Turismo de Portugal, cumprindo as responsabilidades que lhe estão cometidas, possa, face ao contexto existente, preparar a execução de campanha de publicidade, no âmbito do acordo-quadro celebrado”, justifica o Governo.

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AHRESP volta a insistir no reforço dos centros de testagem em locais de animação noturna

Associação lembra que o acesso a bares e discotecas, que reabrem esta sexta-feira, continua a obrigar à apresentação de um teste negativo à COVID-19 e teme que a escassez de testes prejudique ainda mais estes estabelecimentos.

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) voltou esta sexta-feira, 14 de janeiro, a insistir no apelo para o reforço dos centros de testagem em locais de animação noturna, uma vez que o acesso a bares e discoteca continua a obrigar à apresentação de um teste negativo à COVID-19.

“Com o dia 14 de janeiro e a reabertura de bares e discotecas a aproximar-se, a AHRESP vem, novamente, solicitar às autarquias a disponibilização de centros de testagem que apoiem o funcionamento destas atividades económicas, que tiveram de voltar a encerrar depois de apenas dois meses a funcionar e mais de um ano totalmente encerradas devido à situação pandémica”, indica a associação, que teme que a escassez de testes venha a prejudicar ainda mais estes estabelecimentos.

No comunicado divulgado, a AHRESP revela que “vários municípios já responderam” aos seus apelos e colocaram a funcionar “estruturas estrategicamente colocadas junto aos estabelecimentos noturnos”, numa medida que a associação pretende ver replicada.

A AHRESP lembra que, na passada quarta-feira, 12 de janeiro, a Direção Geral da Saúde atualizou as orientações para estes estabelecimentos, que reabrem esta sexta-feira depois do encerramento decretado pelo Governo logo a seguir ao Natal, confirmando a necessidade de apresentação de um teste negativo à COVID-19.

Para acesso a bares e discotecas, é necessário apresentar um teste PCR negativo e realizado até 72 horas antes, um teste antigénio realizado até 48 horas antes ou um autoteste realizado à porta do estabelecimento, sob supervisão e verificação dos trabalhadores responsáveis pelo acesso a estes espaços.

Apenas os recuperados da doença ou quem tenha recebido a dose de reforço da vacina há mais de 14 dias fica isento da apresentação de um teste negativo no acesso a estabelecimentos de animação noturna.

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Obras para instalar Museu Nacional Resistência e Liberdade na Fortaleza de Peniche arrancam em fevereiro

Intervenções estão orçadas em 2.995.803,55 de euros e têm conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2023, segundo a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

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As obras para a instalação do Museu Nacional Resistência e Liberdade (MNRL) na Fortaleza de Peniche arrancam no próximo mês de fevereiro, informou esta quinta-feira, 13 de janeiro, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em comunicado.

“Esta obra contempla as intervenções de reabilitação e remodelação  que são necessárias para adequar as estruturas existentes na Fortaleza de acordo com o previsto no projeto aprovado, da responsabilidade do Atelier Ar4 (Évora), sob coordenação do arquiteto João Barros Matos”, lê-se no comunicado da DGPC.

De acordo com a informação divulgada, as intervenções, orçadas em 2.995.803,55 de euros, têm conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2023, sendo ainda de prever que, em determinadas fases, o espaço museológico venha mesmo a encerrar temporariamente ao público, numa situação que, segundo a entidade pública, “será a seu tempo comunicada através dos canais institucionais do Museu e da DGPC”.

Recorde-se que a consignação da empreitada de instalação do MNRL ocorreu a 30 de dezembro de 2021, na sequência do lançamento de um concurso público e após conclusão de toda a tramitação administrativa subsequente.

 

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