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“O aeroporto de Beja deve ser um aeroporto indústria”

Em entrevista ao Publituris, Vítor Silva, novo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, fala da cooperação com as Comunidades Intermunicipais (CIM), que passaram a ter competências na promoção, e do futuro do aeroporto de Beja, que não deve passar pelo transporte de passageiros.

Inês de Matos
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“O aeroporto de Beja deve ser um aeroporto indústria”

Em entrevista ao Publituris, Vítor Silva, novo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, fala da cooperação com as Comunidades Intermunicipais (CIM), que passaram a ter competências na promoção, e do futuro do aeroporto de Beja, que não deve passar pelo transporte de passageiros.

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Em entrevista ao Publituris, Vítor Silva, novo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, fala da cooperação com as Comunidades Intermunicipais (CIM), que passaram a ter competências na promoção, e do futuro do aeroporto de Beja, que não deve passar pelo transporte de passageiros.


O anterior presidente do Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, dizia que a atribuição de competências turísticas às CIM iria “esfrangalhar” o turismo nacional. Partilha essa opinião?
As Comunidades Intermunicipais – no Alentejo e Ribatejo temos cinco – têm hoje, por lei, competências no mercado interno, mas articuladamente com as ERT. Já fazemos isso em termos de agência quando promovemos um subterritório debaixo da marca Alentejo. É assim que resolvemos a promoção do Ribatejo nos mercados internacionais. Não posso colocar a marca Ribatejo, mas promovo a região através dos produtos, do cavalo, da cultura Avieira ou do património gótico de Santarém. Portanto, trabalhar com as CIM não é problema, desde que o seu trabalho seja articulado com o nosso. No mercado nacional é diferente, se falarmos na Costa Alentejana, as pessoas sabem do que falamos e posso ter um plano específico apoiado naquela comunidade intermunicipal, mais dedicado ao território e não há problema, desde que seja articulado com a ERT. Agora, se me pergunta se as CIM devem fazer promoção autonomamente no mercado nacional, digo não. A minha posição é completamente contra, isso seria voltar ao tempo das 20 e tal regiões de turismo. E no mercado internacional muito menos, não vale a pena. O Alentejo é uma marca muito forte no mercado nacional, mas lá fora a competição é outra e não vale a pena ter uma estratégia baseada na colocação de marca, porque para isso é preciso uma fortuna e nós não temos dinheiro para publicidade. Por isso, tivemos de ir através dos produtos. A Rota Vicentina é um bom exemplo, não tinha capacidade financeira para fazer promoção e foi a agência que fez, porque as pessoas chegam ao território através do produto. Hoje, a Rota Vicentina é um produto top no mercado europeu.

O receio em relação às CIM era que não existisse essa coordenação. E no Alentejo tem existido?
Neste momento ainda estamos numa fase muito embrionária e ainda não vi as CIM, em relação ao mercado nacional, a lançar planos estruturados de promoção, nem a tentarem articulá-los. Prevejo que isso venha a acontecer, mas ainda não vi nada. Lá fora a mesma coisa, de vez em quando, vemos uma autarquia numa feira internacional, mas no Alentejo nem isso tem existido, foi um problema que resolvemos de outra forma, porque um problema é também uma oportunidade para encontrar uma solução. Se as câmaras municipais querem estar nas feiras, como a FITUR, e nos últimos dias, quando a feira abre ao público e os profissionais se vão embora, o stand de Portugal ficava uma desolação, propusemos ao Turismo de Portugal – e isso tem sido aceite – que aquelas mesas que ficavam vazias pudessem ser utilizadas pelas câmaras municipais, se quem as pagou se fosse embora e não se importasse. Isso tem acontecido e tem sido um sucesso. Hoje, as câmaras do Alentejo já não têm stands na FITUR, assim não pagam nada e fazem a promoção na mesma. E nós fomos os catalisadores disto, fizemos isto nos dois últimos anos e resultou muito bem.

Acredita então que nas CIM também vai existir essa cooperação?
Como disse, não estou contra, desde que seja um trabalho articulado e nós até já fazemos isso na agência, temos várias candidaturas conjuntas com a ERT, com a Rota Vicentina e outras.

Aeroporto de Beja

Antes da pandemia, a TAP admitia transferir alguns charters de verão para o aeroporto de Beja. Esta poderá ser uma forma de reativar o aeroporto?
De vez em quando há operações turísticas no aeroporto de Beja. Mas, e eu estou à vontade para falar sobre o aeroporto de Beja porque fiz parte da equipa que fez o primeiro plano de marketing da infraestrutura, o aeroporto de Beja deve ser um aeroporto indústria. A primeira vez que disse isto, fui gozado, mas há centenas ou milhares de aeroportos pelo mundo fora que são aeroportos indústria, não são vocacionados para passageiros, às vezes podem tê-los, mas muitos nem isso. São aeroportos que funcionam num cluster e têm à volta uma série de indústrias dedicadas à aviação e à carga. Penso que o aeroporto de Beja deve funcionar dessa forma e é para aí que está, felizmente, a caminhar. O António Costa Silva, que fez o plano para a retoma da economia, diz exatamente o que eu venho a dizer há muitos anos. Mas, quando disse isso pela primeira vez em Beja, e era o presidente da Região de Turismo, só não me empalaram porque era proibido. A maior parte dos voos de passageiros que aterraram em Beja foram promovidos pela ARPT, promovemos voos entre Beja e Heathrow, o que é fantástico, porque Heathrow é um dos maiores aeroportos do mundo. Mas o objetivo destes voos não era trazer passageiros, era promover o Alentejo, nem queira saber o que se falou do Alentejo e de Beja no Reino Unido.

Se o objetivo era promover o Alentejo, saiu caro fazer um aeroporto só para isso, não concorda?
O aeroporto custou 30 milhões de euros, 85% dos quais em fundos europeus. E 30 milhões de euros são seis quilómetros de autoestrada. O que seria um crime era não pôr a base aérea para utilização civil e, neste momento, está lá a Hi-Fly, já abriu um grande hangar de manutenção de aeronaves. Por outro lado, o aeroporto de Beja está vocacionado para o desmantelamento de aeronaves, que é um dos grandes negócios da aviação, e o Costa e Silva também fala nisso. A isto, juntam-se outras duas realidades, a Embraer em Évora e Ponte de Sor. Estes três pólos devem articular-se e constituir um cluster aeronáutico. O aeroporto de Lisboa sobrepõe-se ao de Beja e não existe densidade populacional que justifique o aeroporto. Que população é que existe num raio de 90 quilómetros em torno do aeroporto? Não justifica. E qual é o tipo de oferta turística que temos, é para turismo de massas? Não é. E o negócio da aviação vive de quê, de aviões vazios? Claro que não. Portanto, a principal vocação do aeroporto de Beja não é para passageiros. Mesmo agora, quando se falou na reativação de Beja em vez do Montijo, é preciso ver que, para isso, eram necessárias uma ferrovia e uma autoestrada. A autoestrada ainda está a 40 quilómetros e ferrovia nem vê-la, aquilo que existe são umas carruagens do século XIII e era preciso que existisse um ramal para a estação de Cuba. Portanto, falar em alternativa é fácil, mas não é viável. É um aeroporto indústria e, se houver oportunidade de captar passageiros, muito bem, mas não é essa a sua principal vocação.

*Leia a entrevista completa na edição digital do Publituris.

 

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Guiné-Bissau reúne todo o quadro turístico legal num só guia

O Ministério do Turismo da Guiné-Bissau lançou, esta quarta-feira, um guia de investimento para o setor, para que os investidores possam ter acesso a um conhecimento do quadro turístico legal no país.

“Há uma dispersão enorme de leis e achamos por bem juntar todas as obrigações”, afirmou à Lusa o ministro do Turismo guineense, Fernando Vaz

O governante explicou à Lusa que, no guia, constam “todos os passos que o investidor deve dar para facilitar o investimento”, designadamente relativo à aquisição de propriedade, mas também o código de investimento estrangeiro, que “dá bastantes benesses aos investidores e que muitos não beneficiam”, para salientar que vai permitir “atenuar a pesada burocracia existente no país”.

A cerimónia de apresentação do guia, que foi feito com o apoio do Programa das Nações Unidas de Apoio ao Desenvolvimento, decorreu numa unidade hoteleira de Bissau e contou com a participação de membros do Governo, corpo diplomático e operadores turísticos.

 

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Aeroportos europeus receberam perto de 2 mil milhões de passageiros em 2022

O tráfego de passageiros nos aeroportos europeus manteve-se 21% abaixo de 2019, registando uma subida de 98% face a 2021. Portugal aparece entre os países menos impactados (-5,3%), embora Lisboa tenha caído 9,3%, enquanto o Funchal cresceu 20,8% face a 2019. A liderança continua a pertencer ao aeroporto de Istambul.

Os aeroportos europeus receberem, em 2022, 1,94 mil milhões de passageiros, avançam os números divulgados pela Airports Council International (ACI) Europe, correspondendo a uma subida de 98% face ao ano anterior de 2021. Contudo, avança a entidade, este número fica ainda 21% abaixo do período pré-pandemia, indicando que somente 27% dos aeroportos europeus recuperaram totalmente o volume de passageiros de 2019.

Na região da União Europeia (UE), Espaço Económico Europeu (EEE), Reino Unido (RU) e Suíça, a ACI Europe revela que o volume de passageiros, em 2022, aumentou 122% face ao ano anterior, salientando que esta evolução “confirma o facto de as pessoas conseguirem viajar na Europa e pelo mundo”. A recuperação foi mais significativa em aeroportos cujos países registaram restrições mais apertadas em 2021, tendo o Reino Unido crescido 249%, a Irlanda +235% e a Finlândia (+187%).

Já em geografias como Albânia, Arménia, Bielorrússia, Israel, Cazaquistão, Moldávia, Montenegro, Sérvia, Turquia, entre outros, o crescimento foi relativamente moderado, tendo-se cifrado nos +26% face ao ano de 2021. Esta realidade deveu-se, fundamentalmente, ao “menor impacto da pandemia no tráfego aéreo em 2021, já que os governos desses países geralmente se abstiveram de impor o tipo de restrição de viagem que afetou o mercado da UE”, além da impacto da guerra na Ucrânia, com os aeroportos ucranianos a caírem 88,3%, perdendo todo o tráfego aéreo comercial em fevereiro de 2022, bem como os aeroportos russos que perderam o tráfego aéreo de/para o mercado da UE em particular.

Bloco europeu cai, com Portugal entre os menos impactados
No bloco UE, EEE, Reino Unido e Suíça, o aeroporto de Lisboa foi um dos que mais se aproximou dos números pré-pandémicos, ou seja, perto de uma recuperação total. Segundo os dados avançados pela ACI Europe, Portugal ficou a 5,8% do tráfego de 2019, enquanto a Grécia foi o país que mais próximo ficou (-1,9%) e o Luxemburgo a menos 6,9%.

Entre os principais países, a ACI Europe destaca o resultado dos aeroportos espanhóis (-11,4%), seguida de Itália (-17,9%) e França (-18,8%), enquanto os aeroportos do Reino Unido ficaram a 24,8% dos números de 2019 e a Alemanha a 34,9%. Os piores resultados foram registados na Eslovénia (-43,6%), Finlândia (-40,6%) e Eslováquia (-38,6%).

Na restante Europa, a expansão das companhias lowcost influenciaram os resultados em aeroportos da Albania (+55,7%), Kosovo (+26,1%), Bósnia (+20,4%) ou Arménia (+13,2%).

Entre outros grandes aeroportos e hubs secundários, o melhor desempenho de tráfego de passageiros, em 2022, em comparação com os níveis pré-pandêmicos 2019, veio de aeroportos que dependem predominantemente da procura por viagens de lazer com uma atividade significativa das companhias lowcost e exposição limitada ou inexistente à Ásia. Entre eles a ACI Europe aponta Lisboa (-9,3%), Palma de Mallorca (-3,9%), Paris-Orly (-8,4%), Atenas (-11,2%), Antália e Istambul Sabiha Gokcen (-13,2%), e Dublin (-14,7%).

Já entre os regionais, a ACI Europe destaca a performance do aeroporto do Funchal, registando uma subida de 20,8% face a 2019.

Istambul mantém liderança
Entre os maiores hubs, o aeroporto de Istambul foi o mais ativo, tendo recebido, em 2022, mais de 64,3 milhões de passageiros, correspondendo, contudo, a uma quebra de 6,2% face a 2019.

O aeroporto London Heathrow caiu 23,8% quando comparado com 2019, tendo recebido, em 2022, mais de 61,5 milhões de passageiros, embora tenha recuperado a posição de hub mais ativo a partir de novembro do ano passado.

O Aeroporto Paris Charles de Gaulle manteve o terceiro lugar, com 57,5 milhões de passageiros, correspondendo a uma quebra de 24,5% face a 2019, enquanto Amsterdão_Schiphol registou 52,5 milhões de passageiros, menos 26,8% em comparação com 2019.

Finalmente, o aeroporto de Madrid ultrapassou o de Frankfurt, com o aeroporto da capital espanhola a registar 50,6 milhões de passageiros (-18%) e o alemão 48,9 milhões de passageiros (-30,7%).

Globalmente, o tráfego de passageiros nestes cinco aeroportos de maior dimensão cresceu 114% face a 2021, mas manteve-se 22,6% abaixo dos valores de 2019, indicando a ACI Europe como razão principal “a manutenção das restrições às viagens nalguns países asiáticos, além da capacidade das próprias companhias aéreas”.

Para Olivier Jankovec, diretor-geral da ACI Europe, “o aumento no tráfego de passageiros no ano passado foi fenomenal. Começando no início da primavera, quando a maioria das restrições de viagem foram finalmente levantadas, cresceu durante o verão e permaneceu resiliente depois disso. Tudo isso apesar dos choques geopolíticos, da deterioração da macroeconomia, das tarifas aéreas em rápido aumento e da COVID ainda estar entre nós”. De qualquer forma Jankovec destaca que “2022 foi o ano em que finalmente aprendemos a viver e viajar com a COVID-19.”

Jankovec admite, no entanto, que “esta ainda não é uma recuperação completa. Os aeroportos da Europa ainda tinham menos 500 milhões de passageiros em 2022 em comparação com os números antes da pandemia”, apontando “lacunas significativas no desempenho do tráfego entre hubs e aeroportos regionais menores, bem como entre mercados nacionais”.

Olhando para o futuro, o diretor-geral da ACI Europe mantém-se “cautelosamente otimista”, indicando que “ainda há muita incerteza sobre 2023, até por causa das tensões geopolíticas e do facto de não haver fim à vista para a guerra na Ucrânia”.

No entanto, Jankovec frisa que “as perspectivas de tráfego estão a melhorar graças ao aumento da procura, reabertura da China, diminuição dos receios quanto a uma recessão na Europa e a inflação em decrescendo. Isso deve ajudar a reduzir as lacunas de tráfego atuais e aproximar mais aeroportos dos seus volumes pré-pandémicos”.

Contudo, Jankovec conclui que “é provável que as pressões da oferta permaneçam significativas, dadas as reduções estruturais de capacidade feitas pela maioria das companhias aéreas durante a pandemia, seu forte foco em aumentar os rendimentos por meio de tarifas aéreas mais altas, em vez de participação de mercado, atrasos na entrega de aeronaves e escassez de mão de obra a constituir ainda um problema nalguns mercados”.

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Setor dos Transportes é o que regista maior crescimento na constituição de novas empresas em janeiro

O setor dos Transportes criou, em janeiro, 577 novas empresas, num aumento de 308% face a janeiro de 2022, que foi “fortemente sustentado no subsetor do ‘Transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros’”, indica o Barómetro Informa D&B.

O setor dos Transportes foi, em janeiro, o que maior crescimento apresentou na constituição de novas empresas, mais do que duplicando o registo de janeiro de 2022, avança o Barómetro Informa D&B.

De acordo com o relatório divulgado esta quarta-feira, 8 de fevereiro, o setor dos Transportes criou, em janeiro, 577 novas empresas, o que indica um aumento de 308% face a janeiro de 2022, que foi “fortemente sustentado no subsetor do ‘Transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros’”.

“A tendência de crescimento do empreendedorismo no setor dos Transportes ganhou peso desde 2021. Fruto desta tendência, este setor tem vindo a ganhar terreno no tecido empresarial português, sendo em janeiro de 2023 o 3º maior setor em número de constituições, com 12% do total do mês”, refere ainda o Barómetro Informa D&B.

Além dos Transportes, também o setor do Alojamento e Restauração esteve em destaque em janeiro, contabilizando a constituição de 60 novas empresas, o que traduz um aumento de 15%.

Os setores dos Serviços Gerais (+20 constituições; +3%) e Energias e Ambiente (+5 constituições; +29%) também “aumentaram o número de novas empresas face ao período homólogo”, segundo o Barómetro Informa D&B.

De forma global, em janeiro de 2023, foi contabilizada a constituição de 4 840 novas empresas em Portugal, o que representa um aumento de 2% face ao mesmo mês do ano passado.

Em sentido contrário estiveram setores como as Atividades Imobiliárias (-122 constituições; -24%), Indústrias (-63 constituições; -23%), Agricultura e outros recursos naturais (-39 constituições; -24%) e Construção (-35 constituições; -6%), com o relatório a notar que, no que diz respeito às Indústrias, que é o setor que mais contribui para o volume de exportações, “a descida na constituição de novas empresas concentra-se na Indústria de têxtil e calçado e na Indústria metalúrgica”.

Em janeiro de 2023 contabilizou-se ainda o encerramento de 676 empresas em Portugal, assim como 174 novos processos de insolvência, o que corresponde a “um aumento de 20% (mais 29 processos de insolvência) face a janeiro de 2022”, segundo o Barómetro Informa D&B.

 

 

 

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PLAY lança pacotes de serviços para poupar na aquisição de voos

A companhia aérea lowcost islandesa, PLAY acaba de lançar diversos pacotes de serviços que permitem aos passageiros poupar ao comprar os seus voos.

De acordo com a PLAY, os passageiros obtêm melhores ofertas com estes pacotes em comparação com a reserva de uma tarifa aérea de base a que são acrescentados posteriormente serviços opcionais.

Os pacotes disponíveis são o PLAY Básico, que inclui o bilhete de avião, taxas, e um artigo pessoal, o PLAY Value, que inclui o bilhete de avião, taxas, um artigo pessoal, uma mala faturada, uma mala de mão, embarque prioritário, seleção de lugar da parte central do avião até à parte de trás, e finalmente, o PLAY Flex com tudo o que o PLAY Value oferece, mais a possibilidade de escolher o lugar (excluindo os lugares com espaço extra para as pernas) e de mudar as datas de voo gratuitamente (pagando apenas a diferença de tarifa).

“Trata-se de uma melhoria muito interessante para os nossos passageiros, já que continuamos a conseguir que viajar seja mais fácil e acessível”, refere Birgir Jónsson, conselheiro delegado da companhia aérea, para adiantar que, com esta nova função, “os nossos preços e serviços são agora ainda melhores”.

A PLAY liga Portugal a Reiquiavique a partir de Lisboa e Porto. Da capital da Islândia tem ligações para outros pontos da Europa e dos Estados Unidos.

Em 2022, a PLAY transportou 789.151 passageiros em mais de 5.400 voos, com um fator de ocupação anual de 79,7%, o que corresponde a uma subida de 50% face a 2021, com um índice de pontualidade de 87%. O ano passado, a low cost islandesa voou para 25 destinos na Europa e na América do Norte, mas em 2023 serão quase 40 com dez aviões A320/1neo.

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NCL lança cruzeiros desde Bilbao e admite manter itinerários de inverno em Lisboa

Segundo Kevin Bubolz, vice-presidente e diretor-geral da NCL para a Europa, Médio Oriente e África, 2022 acabou por ser “um dos melhores anos para a companhia”, que parte para 2023 com um bom nível de reservas.

A Norwegian Cruise Line (NCL), companhia de cruzeiros norte-americana, vai promover, pela primeira vez na sua história, cruzeiros desde Bilbao, em Espanha, cuja primeira saída está prevista para 7 de setembro, avançou Kevin Bubolz, vice-presidente e diretor-geral da companhia de cruzeiros para a Europa continental, Médio Oriente e África.

Segundo uma entrevista do responsável ao jornal espanhol Hosteltur, os cruzeiros desde Bilbao vão ser realizados a bordo do navio Norwegian Gem e vão ter 12 dias de duração, realizando diferentes itinerários pela Europa.

Além dos cruzeiros desde Bilbao, Kevin Bubolz falou também sobre os resultados de 2022, que acabou por ser “um dos melhores anos para a companhia” e avançou que a NCL parte para 2023 com um bom nível de reservas, apesar do aumento dos preços.

“A procura está a crescer apesar do aumento dos preços”, afirma o responsável, indicando que a NCL não espera grande impacto devido à subida dos preços uma que o cliente da companhia de cruzeiros procura produtos “de alta qualidade” e pode, por isso, continuar a viajar mesmo com os aumentos registados.

Em 2023, a NCL conta também integrar o novo navio Norwegian Viva, que deverá chegar à frota da companhia a 10 de agosto, e que será o segundo de seis navios da nova classe de luxo Prima que a companhia tem previstos, depois da chegada do Norwegian Prima, que passou a operar em agosto de 2022.

Kevin Bubolz fez também um balanço dos cruzeiros de inverno entre Portugal, Espanha e Marrocos, que decorrem até março, com partidas de Málaga, Santa Cruz de Tenerife e Lisboa, e que, segundo o responsável, estão “a funcionar muito bem”, registando uma elevada ocupação, o que deverá levar à manutenção destes cruzeiros nas duas próximas temporadas, com a companhia a revelar a intenção de criar até um itinerário fixo.

Kevin Bubolz diz ainda que a NCL tem vindo a notar uma tendência de reserva com maior antecedência e para viagens de maior duração, principalmente entre os passageiros oriundos de mercados mais longínquos, que querem ter mais tempo para conhecer os destinos e desfrutar dos navios.

Por isso, a NCL tem vindo a aumentar a duração dos seus cruzeiros, a exemplo dos cruzeiros de Bilbao, que vão ter 12 dias de duração, mas também da operação prevista para Barcelona, no Norwegian Epic, que vai contar com viagens de 10 dias, em vez das habituais sete noites.

 

 

 

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Projeto “Landscape Together” preenche “eixos definidos para a atividade turística nacional”

O projeto “Landscape Together” junta 17 parceiros internacionais e vai dinamizar residências artísticas, roteiros culturais e mais de 70 oficinas em cinco municípios da região Centro de Portugal.

O presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, considera que o projeto “Landscape Together”, que junta 17 parceiros internacionais e vai dinamizar residências artísticas, roteiros culturais e mais de 70 oficinas em cinco municípios da região Centro de Portugal, “preenche os quatro eixos definidos para a atividade turística nacional para os próximos três anos”.

De acordo com o responsável, que elogiou o projeto durante a sua apresentação, o “Landscape Together” encaixa-se “nos quatro eixos que estão vertidos na estratégia de Portugal e do Centro de Portugal para os próximos três anos”, concretamente reforço da agenda de turismo para o interior, internacionalização do território, crescimento em valor e transição digital.

O projeto, que abrange os municípios de Proença-a-Nova, Oleiros, Sertã, Pedrógão Grande e Idanha-a-Nova, vai contar com um financiamento de um milhão de euros pela Europa Criativa 2022, representando uma oportunidade impar para os territórios abrangidos e para as empresas da região.

Pedro Machado considera que este é um projeto que “permite crescer na internacionalização do território, pois está prevista a mobilidade de mais de 90 artistas estudantes europeus” e que será também fundamental “para empresas da região, ao nível da sua internacionalização”, pois permite alimentar a ambição de crescer também em valor.

“Projetos como o ‘Landscape Together’ constituem também uma oportunidade para aumentar a capacidade de digitalização e de transformação, quer do destino quer dos operadores”, considera ainda Pedro Machado.

Promovido pela MAG – Marques de Aguiar, o projeto “Landscape Together” foi apresentado esta terça-feira, 7 de fevereiro, numa conferência de imprensa que decorreu no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, e que contou com a participação de Marta Aguiar, fundadora da MAG, Suzana Menezes, diretora regional de Cultura do Centro, e dos autarcas dos municípios envolvidos.

Ao abrigo deste projeto, vão ser desenvolvidos quatro cursos de verão ao longo de quatro anos, assim como mais de 70 oficinas, 16 eventos interdisciplinares, oito roteiros culturais, 18 residências artísticas, duas obras de arte permanente e oito exposições em seis países, entre outras iniciativas.

O “Landscape Together” prevê ainda a cooperação e mobilidade entre mais de 90 artistas europeus e dos seus trabalhos.

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Protocolo entre NOVA IMS e HURB pretende aproximar meio académico e realidade empresarial do turismo

O acordo agora formalizado pretende desenvolver mecanismos de cooperação técnico-científica em atividades de investigação em áreas analíticas aplicadas ao sector da hospitalidade e turismo, aproximando o meio académico do mundo empresarial.

A Associação para o Desenvolvimento da NOVA Information Management School (AD NOVA IMS), da Universidade NOVA de Lisboa, e o Hurb, empresa tecnológica que detém a maior plataforma de viagens online na América Latina, assinaram um protocolo de parceria estratégica que pretende aproximar o meio académico e a realidade empresarial, assim como fortalecer o setor do turismo e hoteleiro.

O acordo agora formalizado pretende desenvolver mecanismos de cooperação técnico-científica em atividades de investigação em áreas analíticas aplicadas ao sector da hospitalidade e turismo, aproximando o meio académico do mundo empresarial, promovendo assim uma maior capacidade de desenvolver investigação aplicada aos desafios desta indústria e formar talento capaz de a colocar no terreno.

Esta nova parceria prevê um forte envolvimento do Hurb na atividade da NOVA IMS na área de Hospitalidade e Turismo, incluindo a participação ativa no desenho da oferta formativa e na sua entrega, nomeadamente na realização de seminários, apresentação de casos de estudo reais e lançamento de desafios reais.

“Esta parceria com o Hurb, uma empresa que se tem vindo a destacar na utilização de ciência dos dados e inteligência artificial no sector da hospitalidade e turismo, é estratégica para o projeto de afirmação da NOVA IMS como escola de referência na área de Business Intelligence & Analytics na área do turismo e hospitalidade, onde a ciência de dados e a inteligência artificial têm vindo a ganhar uma relevância inquestionável. O Hurb e a NOVA IMS trabalham em parceria para criar uma nova geração de profissionais preparados para enfrentar os desafios da transformação digital e da economia baseada em dados do sector, e estamos ansiosos para ver os resultados desta parceria a longo prazo.”, explica Miguel de Castro Neto, diretor da NOVA IMS.

Já Ana Feliciano, head de Creative Strategy & Education do Hurb, refere que “este protocolo de cooperação é um passo importante para ambas as partes, pois permite ao Hurb se beneficiar da excelência académica e investigação da NOVA IMS, enquanto a escola pode aproveitar a experiência e conhecimento do Hurb no setor do turismo e hotelaria. Tudo isso contribui para a formação de futuros profissionais preparados para enfrentar os desafios desse setor, e criar soluções inovadoras. Estamos animados para ver os resultados dessa parceria e o impacto positivo que ela terá para as partes envolvidas e para o setor.”

Através desta parceria, o Hurb compromete-se a divulgar oportunidades de carreira atrativas e adequadas aos alunos e ex-alunos da NOVA IMS, assim como a participar em seminários, workshops, feiras, eventos e iniciativas públicas organizadas pela escola. Além disso, o Hurb irá apoiar a realização de estágios, projetos e dissertações baseadas nas necessidades da empresa, permitindo aos alunos da NOVA IMS a oportunidade de trabalhar em projetos reais e competitivos.

Para aproximar o meio académico da realidade empresarial, a empresa de tecnologia fornecerá estudos de caso e dados para serem discutidos e analisados nas aulas, e ainda colaborará em cursos de especialização e pós-graduação, ministrando palestras e workshops. Para incentivar e motivar os alunos a trabalhar com o Hurb também serão patrocinadas bolsas de estudo para alunos com carências financeiras nas áreas de Business Analytics for Hospitality and Tourism e Data-Driven Marketing, e premiado o mérito do melhor aluno de cada curso.

A parceria também prevê a colaboração na criação de unidades curriculares personalizadas, especialmente na área de Ciência de Dados e Marketing Digital para o Turismo e Hotelaria.

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Câmara Municipal de Setúbal promove conferência sobre “Segurança e Turismo”

Iniciativa decorre a 17 e 18 de abril, no Fórum Municipal Luísa Todi, e vai contar com a participação de vários especialistas nacionais e estrangeiros.

A Câmara Municipal de Setúbal vai promover, a 17 e 18 de abril, uma conferência sobre o tema “Segurança e Turismo”, iniciativa que vai contar com a participação de vários especialistas nacionais e estrangeiros, e cujas inscrições já se encontram a decorrer.

“A contribuição da proteção civil para a atividade turística”, “Tendências atuais em cibersegurança e turismo”, “Sustentabilidade, saúde e bem-estar em instalações turísticas” e “Perspetivas nacionais de investimento no turismo e segurança” são alguns dos temas que vão estar em análise nesta conferência.

As inscrições para a participação no evento já se encontram a decorrer e podem ser realizadas online, através da página do evento que pode ser acedida aqui, e que disponibiliza também o programa provisório da iniciativa, cuja participação é gratuita.

A conferência sobre “Segurança e Turismo” vai ter lugar no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, e, além da autarquia, a comissão organizadora do evento é composta pelo Instituto Politécnico de Setúbal, pelo Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e pelo Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil.

Além das inscrições para a participação na conferência, a autarquia de Setúbal abriu também inscrições para a apresentação de resumos e posters, que decorrem até 28 de fevereiro, sendo estas comunicações posteriormente sujeitas a aprovação por parte de uma comissão técnico-científica, cujo resultado será comunicado aos autores a 20 de março.

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Norwegian transporta mais de 1,1 milhões de passageiros em janeiro

A companhia aérea norueguesa continua em crescendo e está otimista para o verão de 2023 em que apresenta 300 rotas para mais de 114 destinos.

A Norwegian transportou, em janeiro de 2023, 1,1 milhões de passageiros, tendo alcançado uma ocupação média de 78%, correspondendo a um aumento de 78% face a igual mês de 2022 em que transportou 635 mil passageiros.

Numa análise anual, os números mostram que a Norwegian transportou 18,3 milhões de passageiros de janeiro de 2022 a janeiro de 2023, correspondendo a uma subida de 172% face aos passageiros transportados no período anual anterior (6,7 milhões de passageiros.

A campanha de vendas de Ano Novo resultou em mais de um milhão de lugares vendidos, admitindo Geir Karlsen, CEO da Norwegian, tratar-se de um “início satisfatório para a venda de bilhetes”. Além disso, o executivo destaca a “tendência positiva de reservas que continua depois da promoção”, salientando o facto de muitos passageiros estarem a planear as viagens para as férias escolares e fins de semana alargados de maio.

No primeiro mês de 2023, a Norwegian operou 62 aeronaves e completou 99,5% dos voos programados, com a pontualidade, medida pelo número de voos que saem dentro dos 15 minutos da hora programada, a alcançar os 85%.

Já o programa de verão da Norwegian abrange 300 rotas e 114 destinos, incluindo vários novos destinos.

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Transavia France ultrapassa a marca dos 100 cursos de integração de pilotos

A Transavia formou mais de 1.500 comandantes de bordo e co-pilotos nos últimos 15 anos. Os compromissos ambientais e a ecopilotagem digital fazem parte do percurso dos futuros pilotos.

À medida que a sua frota em França vai passar de 61 para 71 aviões no verão de 2023, correspondendo a um total de 115 aviões da companhia em França e nos Países Baixos), a Transavia formou o seu 100.º piloto OCC (Operator Conversion Course), curso de qualificação obrigatório para ingressar numa companhia aérea.

Estas formações inserem-se na trajetória de crescimento da filial de low-cost do grupo Air France-KLM, que vai acolher o seu primeiro Airbus A320NEO este ano. Além da segurança de voo, os futuros pilotos da Transavia são sensibilizados para as questões ambientais, nomeadamente através da ecopilotagem e da pegada do combustível.

A companhia pôde contar com a sua parceira Air France para atingir, desde 2015, mais de 1.200 qualificações em Boeing 737-800. Em 2022, perto de 300 pilotos (comandantes de bordo e co-pilotos) integraram a Transavia France, com a companhia a ter a necessidade de formar instrutores (possui atualmente mais de 100) e dotar-se de novos simuladores de voo.

“Prestamos particular atenção à qualidade da nossa formação, garantia da nossa segurança de voo e essencial ao desenvolvimento da Transavia France, salientou Franck Roch, diretor da Formação de Pilotos da Transavia France, destacando ainda o “compromisso que temos com os nossos estagiários, aliado ao trabalho das equipas de formação, planificação e dos nossos instrutores.”

As formações abertas a todos

Estes estágios de formação têm a duração de dois a quatro meses e estão dimensionados para acolher todo o tipo de candidatos, desde os perfis sem experiência aos pilotos mais experientes. São compostos por uma parte teórica, destinada à aprendizagem do ambiente da companhia, e uma parte prática, supervisionada em simulador e em voo. A segurança de voo está no centro destes cursos de formação. O pessoal altamente qualificado supervisiona os voos dos pilotos, a fim de verificar a boa execução dos cursos de formação ministrados.

A partir daí, é obrigatório um ciclo de manutenção de competências. Os pilotos devem, por isso, passar por formações e avaliações a um ritmo de três vezes por ano.

Sensibilização ambiental
Durante o seu percurso, os futuros pilotos da Transavia são informados sobre os compromissos ambientais da companhia, sendo alertados, em particular, para a otimização do combustível, a fim de reduzir o consumo de querosene, sempre respeitando a segurança dos voos.

Os pilotos da Transavia também utilizam programas de ecopilotagem digital que reduzem as emissões de CO2 de 3 a 5% em cada voo. Estas soluções fornecem recomendações aos pilotos em tempo real para reduzir o consumo de combustível, principalmente por via de novas técnicas de voo.

No âmbito dos compromissos do Grupo Air France KLM, a Transavia France vai proceder à renovação gradual da sua frota, que será composta por Airbus A320NEO, avião de nova geração que emite 15% menos CO2 face aos seus aparelhos atuais.

Para preparar a chegada do primeiro Airbus no final de 2023, a Transavia investiu na compra de um primeiro simulador de voo A-320. Os primeiros estágios dos pilotos dedicados começarão em setembro. As equipas já estão a trabalhar com as equipas da Air France para partilhar as suas experiências e acomodar melhor esta nova aeronave.

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