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Análise

Pandemia acelera transição digital das empresas turísticas

Se por um lado o setor do turismo está a recorrer mais à tecnologia nestes novos tempos, as empresas tecnológicas estão também a adaptar-se e a criar novas soluções.

Carina Monteiro
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Pandemia acelera transição digital das empresas turísticas

Se por um lado o setor do turismo está a recorrer mais à tecnologia nestes novos tempos, as empresas tecnológicas estão também a adaptar-se e a criar novas soluções.

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Muito antes da pandemia da Covid-19 já se falava da transição digital da economia. Mas, num mundo que, de repente, mudou de hábitos de consumo e trabalho, e em que o distanciamento social é agora a palavra de ordem, o digital ganhou terreno num curto espaço de tempo e a digitalização passou forçosamente a fazer parte do dia-a-dia das empresas, nomeadamente as turísticas. A expressão transição digital mais não é do que “apostar na transformação de um negócio”, definiu recentemente, numa entrevista ao Publituris, Filipa Xavier de Basto, partner no Grupo Your, que presta serviços integrados no apoio à gestão das empresas. “A digitalização não se resume ao fim do papel, vai muito além disso. Altera o papel do colaborador, o conhecimento que a empresa tem sobre os seus clientes, o seu modo de funcionamento e até mesmo a sua relação com fornecedores e parceiros. Permitindo aumentar a produtividade das equipas, dando-lhes tempo para se dedicarem ao que realmente importa e aumentando assim a eficiência das empresas”, afirmou na altura.

No caso do turismo, e tendo em conta a opinião das empresas contactadas para este artigo, o período da pandemia veio acelerar o processo de digitalização das empresas, sobretudo no contacto com os seus clientes. “O processo de transição digital e a aposta na tecnologia já era uma necessidade bastante clara para o mercado do turismo, seja para ganhar competitividade, seja para melhoria do serviço ao cliente – que é chave para o sucesso nesta área”, aponta Pedro Seabra. Para o CEO e partner da Viatecla, empresa que desenvolve software para o turismo, “esta nova realidade veio tornar claro que sem meios digitais e processos bem digitalizados ficamos muito limitados na nossa operação e na capacidade de resposta e trabalho das equipas. Essa aceleração foi forçada, mas precisa de ser apoiada com estratégia e formação das pessoas”. Segundo Pedro Seabra, as soluções tecnológicas que terão maior procura, do ponto de vista das operações, são as que garantam “rigor e segurança nos processos, controlo do que está a acontecer e uma rápida e eficaz resposta ao cliente”.

Em relação às empresas de distribuição (agências de viagens, operadores turísticos, etc), em particular, o responsável da Viatecla acredita que “tanto o canal mobile, como os ambientes de negócio B2C e B2B, precisarão de um foco maior no cliente, tanto no aumento da capacidade de diferenciação e controlo do produto, como na gestão da comunicação precisa e dos elos de contacto com o cliente para lhe dar bom apoio e acompanhamento”.

João Taborda, responsável de vendas da TTS – Travel Technology & Solutions, reconhece um aumento da procura nesta fase, um sinal de que a pandemia veio acelerar a necessidade das empresas apoiarem o seu negócio com tecnologia. “Estes últimos meses têm sido de alto volume de trabalho comercial, com muito interesse por parte das agências de viagens, inclusive de mercados que eram um pouco reticentes à adopção de novas tecnologias disruptivas, como as que a TTS fornece”. Soluções que permitem aos agentes de viagens terem flexibilidade de trabalhar “anytime, anywhere” viram “um aumento substancial de procura” durante a transição para o teletrabalho, refere João Taborda, que acredita que este é “um processo que não terá volta atrás”. “Esta nova tendência tem sido validada pelos painéis de especialistas na nossa série de Webinars “TTS Talks | Around the World”, que estão a planear manter os seus agentes de viagens com a flexibilidade de trabalharem de casa”, refere. O responsável da TTS afirma ainda que as soluções de maior procura são aquelas que permitem, por um lado, “mobilidade, flexibilidade e aumento de produtividade” das agências de viagens, por outro, ferramentas “que ajudam os agentes a lidar com maior facilidade com as necessidades da situação atual e a servir melhor os clientes no cenário de retoma que está a iniciar, permitindo-lhes oferecer um melhor nível de serviço “.

Alojamento
Mas se este é o panorama nas agências de viagens, no alojamento também se procuram soluções na tecnologia que permitam enfrentar esta nova realidade. “Nesta reabertura estamos a assistir a uma onda de inovação e criatividade por parte dos hotéis. Existe uma necessidade, acima de tudo, de garantir as jornadas ‘contactless’, onde efetivamente o distanciamento social é privilegiado. No caso do ecossistema português, existem várias startups e empresas tecnológicas com capacidade de ajudar os hotéis neste novo normal, garantindo que a transição digital seja feita de forma rápida mas sem fricções, garantindo processos que são mais eficientes. A tecnologia na hotelaria está cada vez mais democratizada, permitindo que qualquer unidade, independentemente do seu tamanho, consiga aceder à mesma”, refere João Freitas, Head of Business Development da HiJiffy. A empresa com sede em Lisboa apresenta uma solução tecnológica que centraliza, automatiza e mede todas as atividades de atendimento ao cliente nos hotéis.

Nesta fase de reabertura dos hotéis, a HiJiffy aponta quais as ferramentas que recolhem maior procura entre as unidades hoteleiras. “O concierge virtual durante a estadia” é uma delas. “Idealmente que permita aos hóspedes efectuar ‘self check-in’ digital, a marcação de serviços e o ‘express check-out’ através dos seus canais de comunicação favoritos, como é o caso do WhatsApp”, refere. Também o “contactless check-In/check-out” é uma das soluções mais procuradas, sobretudo as que permitam check-in e check-outs através dos telemóveis dos hóspedes, “idealmente conectadas com os PMS”. Por fim, os menus digitais e reservas de mesas nos restaurantes; e as fechaduras digitais, em especial, as que permitam ao hóspede entrar no seu quarto apenas tocando no seu telemóvel. “O principal problema está, muitas vezes, no elevado custo da troca de todas as fechaduras”, constata.

Também Luís Brites, CEO da Clever Hospitality Analytics, partilha da opinião que a pandemia veio acelerar o processo de transição digital das empresas e a aposta na tecnologia. O responsável acrescenta que existe atualmente “uma melhor compreensão de que a transição digital não se resume a ter mais ferramentas digitais, mas sim na redefinição dos modelos de negócio, gestão e organização interna de forma transversal nas organizações hoteleiras”. Neste ponto em concreto, Luís Brites defende que “o avanço será de anos e a aposta na tecnologia refletirá inicialmente os momentos concretos na relação com o hóspede em que a operação hoteleira tem já de adaptar-se a muito curto prazo, mas a médio prazo a aposta na tecnologia será transversal”. Do ponto de vista operacional, as soluções que suportam uma “Contactless Guest Journey Experience” maximizando a segurança dos hóspedes são as que reúnem maior procura dos hotéis, na opinião de Luís Brites. Neste sentido, indica quatro áreas fundamentais.

Em primeiro lugar, as unidades devem focar-se nos dados, uma vez que a “utilização de informação ao momento e na perspetiva futura da evolução do negócio, semana a semana, mês a mês será um fator crítico de sucesso e proporcionar aos gestores hoteleiros estas “armas” no modelo económico possível será o grande desafio dos parceiros tecnológicos”. Em seguida, deve haver uma integração Mobile/Mobile Services/Self-Service. “O conceito de Bring Your Own Device está ligado ao tema da desmaterialização dos processos com o objetivo de utilizar o equipamento móvel do cliente para todo o relacionamento com o hotel, self pré check-in e self-check-in, abrir a porta do quarto, self-checkout, pedidos de serviço ou de informação, menu digital do restaurante e gestão de mesas, ‘contactless payments’, visualização da conta-corrente, etc”, explica. Deve também haver uma aposta no CRM, Inteligência Artificial e Chatbots. “A comunicação direta com hóspedes em todas as plataformas de comunicação pode ser uma forma fundamental de captação de negócio, ferramentas tecnológicas que permitam perceber como foi a perceção da anterior experiência do cliente e modular comunicação, numa lógica de CRM, convidando-os a regressar oferecendo algum benefício adicional”, defende. Luís Brites destaca ainda as ferramentas analíticas “on-the-fly”. “As soluções da Clever são digitais por natureza, soluções Analíticas & BI que permitem ter informação imediata que permita ações tácticas no momento em que temos o cliente na unidade para maximizar a receita da estadia, será fundamental, pois os hóspedes a médio prazo serão menos, as taxas de ocupação médias serão menores e o hoteleiro tem de olhar analiticamente para cada hóspede que tem em casa”.

Felipe Ávila da Costa, CEO da Infraspeak, também não tem dúvidas: “Esta experiência forçada de digitalização e trabalho remoto associada à pandemia está a dar espaço para novas formas de pensar e inovar, pois foi possível verificar na prática que algumas rotinas podem ser feitas de forma remota/digital, assim como há ganhos claros de eficiência, qualidade e controlo”. O responsável da plataforma inteligente de gestão de manutenção e infraestruturas acredita que no turismo, onde se valoriza tanto o contacto humano e a hospitalidade, “haverá uma fusão entre a personalização e a digitalização, de forma a garantir quer o conforto, segurança e a eficiência das operações, clientes e staff”. Soluções tecnológicas que contribuam para melhorar a qualidade do serviço ao mesmo tempo que permitam colmatar a necessidade de distanciamento terão grande adopção neste período, na opinião do responsável. O CEO da Infraspseak destaca os chatbots que permitam o check-in digital, a gestão de pedidos e de reservas para almoço, pequeno almoço, etc.; as soluções ‘low touch’ que diminuam os contactos com superfícies ou objetos, como aplicações móveis para abrir as portas do quarto; e, finalmente, as soluções tecnológicas operacionais que permitam ao staff uma comunicação e uma colaboração eficaz, mesmo que de forma remota ou em equipas mais reduzidas, evitando o contato com folhas e facilitando o acesso aos dados e a implementação de processos.

Hotéis vs OTA’s
João Trindade, VP of Marketing & Product da GuestCentric, a empresa especializada em software de marketing digital na cloud, considera que a esmagadora maioria dos hotéis fez a transição digital nos últimos 10 anos. O que “esta crise veio trazer ao ramo hoteleiro foi mostrar a frágil posição em que os hotéis estão relativamente às grandes OTAs”. “Numa altura em que a gestão do relacionamento com os clientes é da maior importância, “os hotéis viram-se numa posição dificílima em que as OTAs decidiram por eles sobre como gerir as reservas que tinham, passando por cima dos interesses dos hotéis. Esta atitude criou, além de um enorme problema financeiro para os hotéis, um problema de relacionamento com os seus clientes e de confiança com quem devia ser seu parceiro”. “Não havendo nada de positivo nesta crise, estas situações deviam ser “um abrir de olhos” para os hoteleiros que ainda não têm uma estratégia clara para apostar no canal direto”. Quanto às tendências desta nova realidade pós-pandemia, João Trindade constata que “talvez por causa dos problemas que os viajantes tiveram com as reservas feitas através de parceiros/OTAs, a análise dos nossos dados mostra um crescimento mais acentuado das reservas diretas comparativamente com as das OTAs. As pessoas tentam garantir diretamente com os hotéis a flexibilidade da sua reserva. Estas novas políticas de cancelamento são essenciais para esta nova realidade. Os canais de comunicação com os hóspedes também são da maior importância para garantir uma pré-estadia sem surpresas”, conclui.

Artigo publicado no dossier de Tecnologia na edição de  3 de julho de 2020 do Publituris.

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Grupo SATA ultrapassa 1M de passageiros transportados mais cedo que em 2019 e 2021

Marca de um milhão de passageiros transportados foi atingida a 31 de julho, dez semanas mais cedo do que no ano de 2021 e dias antes do ocorrido no ano pré-pandémico de 2019.

As companhias aéreas do Grupo SATA celebraram a 31 de julho a chegada à marca de um milhões de passageiros transportados, resultado que, este ano, foi alcançado mais cedo que em 2021 e até que em 2019, antes da chegada da pandemia da COVID-19.

“A marca simbólica de um milhão de passageiros transportados acabou por ser alcançada antes mesmo do registado em 2019, sendo que a 31 de julho de 2022, o grupo SATA atingia a marca de 1 milhão de passageiros transportados. Em suma, dez semanas mais cedo do que no ano de 2021 e dias antes do ocorrido no ano pré-pandémico de 2019”, destaca o grupo de aviação açoriano, que detém as companhias aéreas Azores Airlines e SATA Air Açores.

De acordo com um comunicado do grupo, numa comparação com os dados contabilizados a 31 de julho de 2019 e de 2021, verifica-se um aumento de 3% no número de passageiros transportados quando comparado com o ano de 2019, e de 83%, se comparado a igual período de 2021.

No comunicado enviado à imprensa, o Grupo SATA lembra que a primeira vez que a SATA Air Açores atingiu a marca de um milhão de passageiros foi em 1977, 30 anos depois do início de operação da companhia aérea, que começou a voar em 1947.

“Atualmente, as companhias aéreas transportam mais de um milhão de passageiros a cada ano que passa”, congratula-se o Grupo SATA.

 

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REVIVE abre novo concurso para a concessão do Paço Real de Caxias

O Paço Real de Caxias, em Oeiras, deverá ser concessionado por um período de 50 anos, com uma renda mínima anual de 174.912 euros, devendo os interessados apresentar as suas propostas num prazo de 48 dias.

O Programa REVIVE lançou esta quinta-feira, 4 de agosto, um novo concurso para a concessão e recuperação para fins turísticos do Paço Real de Caxias, edifício histórico em Oeiras que já tinha sido alvo de um concurso em 2020, mas cujos termos do contrato se tornaram inviáveis devido ao surgimento da pandemia da COVID-19.

Com este novo concurso, pretende-se concessionar o Paço Real de Caxias por um período de 50 anos, com uma renda mínima anual de 174.912 euros, devendo os interessados apresentar as suas propostas num prazo de 48 dias.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, o novo concurso conta com “condições idênticas às do concurso anterior”, estimando-se um investimento de recuperação na ordem dos 11 milhões de euros para colocar o edifício ao serviço do turismo. A área de construção total é de 5.817 m2.

Recorde-se que o Paço Real de Caxias é um imóvel construído em meados do século XVII e que se encontra classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1953, tendo sido um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase do Revive, que neste momento integra já 52 imóveis.

Segundo o comunicado divulgado pelo Programa REVIVE, este imóvel já tinha sido sujeito a concurso e concessionado em março de 2020, no entanto, com a chegada da pandemia da COVID-19, os termos do contrato tornaram-se inviáveis, o que levou à sua revogação e ao lançamento do novo concurso.

Além do Paço Real de Caxias, atualmente, estão abertos concursos para a concessão da Casa Grande, em Pinhel, e da 7.ª Bateria do Outão, no Parque Natural da Arrábida, concelho de Setúbal, estando ainda a decorrer os concursos lançados para concessão dos Fortes de S. João e de S. Pedro, em Cascais.

Toda a informação sobre o novo concurso para a concessão do Paço Real de Caxias vai estar disponível no site do Programa REVIVE a partir desta quinta-feira, 4 de agosto.

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SETCS espera fechar 2022 com receitas turísticas superiores a 2019

Rita Marques revelou também, durante uma visita ao Algarve, que vai ser realizada uma missão empresarial para atrair trabalhadores estrangeiros para o turismo português, que deverá ter lugar no último trimestre do ano.

Inês de Matos

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, mostra-se confiante quantos aos resultados turísticos e acredita que o país tem “todas as condições para fechar o ano de 2022 com valores de receita turística que ultrapassarão” os de 2019, quando as receitas turísticas somaram 18,7 mil milhões de euros, naquele que foi um ano recorde para a atividade turística nacional.

“Depois de dois anos muitos difíceis para o setor do turismo, temos muito boas expetativas relativamente ao mês de agosto e, portanto, achamos que temos todas as condições para fechar o ano de 2022 com valores de receita turística que ultrapassarão aquelas que obtivemos em 2019”, admitiu a governante em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao Algarve, que decorreu esta terça-feira, 2 de agosto.

Rita Marques lembrou que o Banco de Portugal (BdP) reviu, recentemente, em alta as perspetivas para este ano relativamente às receitas turísticas, estimando que, no final de 2022, este indicador fique 4,2% acima do valor apurado em 2019.

Durante a visita, Rita Marques falou também do problema da escassez de recursos humanos que afeta atualmente o setor e, além de admitir que Portugal precisa de 45 a 50 mil trabalhadores para o turismo, revelou que está a ser preparada uma missão empresarial para garantir que o país recebe trabalhadores provenientes dos países de língua portuguesa, que gozam do recentemente aprovado um regime de entrada e permanência no país.

“O objetivo é levar uma comitiva de empresários portugueses que estejam à procura de reforçar os mapas de pessoal, identificando trabalhadores dessas geografias que estejam interessados em vir para Portugal e que os serviços consulares possam depois administrativamente despachar favoravelmente os vistos e possamos trazer connosco os trabalhadores que pretendem ingressar neste setor de atividade”, explicou Rita Marques, revelando que esta missão deverá acontecer no último trimestre do ano.

Para Rita Marques, a nova lei veio introduzir “alterações muitíssimo relevantes e substanciais na emissão de vistos, designadamente no âmbito dos países que ratificaram o acordo da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]”.

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Governo cria grupo de trabalho para agilizar emissão de vistos

O Turismo de Portugal é um dos organismos que vão estar representados neste novo grupo de trabalho.

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O Governo criou um grupo de trabalho para coordenar e acompanhar a emissão de vistos, com o objetivo de agilizar o procedimento, avança a Lusa, que cita um despacho da Presidência do Conselho de Ministros, publicado esta terça-feira, 2 de agosto, em Diário da República.

No texto do documento, a Presidência do Conselho de Ministros explica que este grupo de trabalho surge pela “necessidade de organização de fluxos regulares, seguros e ordenados de migrações, o combate à migração ilegal e ao tráfico de seres humanos a ela associado, assim como a regulação e agilização de condições para a entrada e permanência de cidadãos em Portugal”.

Este grupo de trabalho tem como objetivo a simplificação dos processos relativos aos pedidos de visto para tornar mais rápida a sua concessão e “acompanhar todo o processo de circuito de vistos”.

Além da simplificação e acompanhamento do processo de emissão de vistos, o grupo de trabalho vai também propor medidas para reforçar os recursos humanos nos postos consulares com mais pedidos de vistos e avaliar “a necessidade de colocação de elementos do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e IEFP, I. P. (Instituto do Emprego e da Formação Profissional), nos postos mais sujeitos a pressão”.

A missão deste grupo de trabalho, que inclui representantes da Direção-Geral dos Assuntos Consulares, do SEF, do Alto Comissariado para as Migrações, do Turismo de Portugal, do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, e do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral, passa por “estabelecer um canal de comunicação permanente entre as entidades, das distintas áreas governativas, envolvidas nos processos de visto”.

Além de representantes dos institutos e organismos referidos, o grupo vai ainda contar com a participação de “um elemento de cada gabinete das referidas áreas governativas”, segundo o texto do documento, que entra em vigor esta quarta-feira, 3 de agosto.

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Julho foi o melhor mês de sempre para o turismo na República Dominicana

A República Dominicana recebeu, em julho, 735.064 turistas estrangeiros, naquele que foi o melhor mês de sempre para o turismo no país e que superou mesmo os números de dezembro de 2021.

Publituris

A República Dominicana recebeu, em julho, 735.064 turistas estrangeiros, naquele que foi o melhor mês de sempre para o turismo no país e que superou mesmo os números de dezembro de 2021, que tinha batido todos os recordes.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, que cita o ministro do Turismo da República Dominicana, David Collado, o número de turistas não residentes no país, em julho, ficou 10% acima de mês homólogo de 2018 e 24% acima de igual mês de 2019, tendo ainda crescido 30% face a julho do ano passado.

Por mercados, os EUA, Canadá, Colômbia, Porto Rico, Espanha, Cuba e Reino Unido foram os principais países de origem dos turistas estrangeiros que visitaram a República Dominicana em julho, cujo impacto económico no país foi de 931 milhões de dólares (909 milhões de euros).

Além dos turistas que chegaram ao país por via áreas, a República Dominicana recebeu ainda 98.389 turistas em navios de cruzeiro e, no acumulado de janeiro a julho, o país contabiliza já 4.182.000 turistas estrangeiros, estando no bom caminho para atingir o marco de sete milhões de turistas previstos pelas autoridades dominicanas para este ano.

 

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Iberia regressa aos níveis de capacidade pré-pandemia

A companhia aérea espanhola estima atingir os mesmos níveis de capacidade na operação de inverno face a 2019. Portugal, mais concretamente, Lisboa terá 40 voos semanais, enquanto o Funchal manterá a três frequências semanais.

Victor Jorge

A Iberia anunciou que está a finalizar o programa de inverno, que vai de 30 de outubro de 2022 a 25 de maço de 2023, revelando que continua a “consolidar a recuperação toda a rede de voos e destinos” e que no próximo inverno registará os mesmos níveis de capacidade do período pré-pandemia, apontando o relançamento das rotas para a América Latina e Estados Unidos da América (EUA), bem como um maior desenvolvimento dos voos de curta e média distância.

A aposta da Iberia na América Latina consiste na recuperação dos voos diretos para o Rio de Janeiro e Caracas, os últimos dois destinos que ainda se encontravam em aberto depois da pandemia, disponibilizando a companhia três voos semanais para cada destino.

Além disso, a companhia aérea espanhola destaca a relevância dos desenvolvimentos em destinos como Havana, de três para cinco voos semanais, além de Guatemala e El Salvador para onde passará a voar sete vezes por semana em vez das cinco frequências de voo, mantendo-se os seis voos semanais para Quito e os três para Guayaquil.

O México continuará a ser o destino com mais disponibilidade de voos, para além de Bogotá e Buenos Aires, onde a Iberia consolidará o período de inverno com dois voos diários. Já em Santiago do Chile, Lima e São Paulo, a companhia manterá o voo diário, destinos aos quais se juntam San José e Costa Rica que passam a ter, em vez dos seis voos por semana, sete voos semanais. Montevideo e Panamá passarão a contar com seis voos por semana e Porto Rico com quatro ao longo de toda a temporada de inverno.

Aposta norte-americana
Já mais a Norte, nos EUA, a principal novidade da Iberia é a inclusão de Dallas na operação de inverno, cidade para a qual foram lançados voos para este verão, até 29 de outubro. De acordo com a informação prestada pela Iberia, “Dallas é o principal ‘hub’ para a American Airlines -sócia da Iberia, British Airways, Finnair e Aer Lingus no acordo de exploração para as rotas entre a Europa e a Atlântico Norte -, contribuindo para gerar tráfego suficiente para manter esta rota também no inverno, com três frequências semanais até fevereiro e quatro para o mês de março”.

Além disso, a Iberia revela estar a crescer em diversos destinos nos EUA, em comparação com o inverno transato, embora as restrições das viagens a partir da Europa só tenham sido levantadas no mês de novembro de 2021. Assim, em Miami, a Iberia passará de 10 para 14 voos por semana, ou seja, duas voos diários, enquanto para Nova Iorque aumenta mais três frequências, passando de 10 para 13, sendo que em março atingirá as 14 frequências semanais.

Aumento de capacidade nos voos na Europa
Também na rede de voos de curta e média distância, a Iberia anuncia uma maior aposta, com a capacidade a aumentar face ao inverno de 2019, assumindo esse compromisso tanto no corporate como lazer.

Na Europa a Iberia foca-se em Itália, acrescentando sete frequências extra para Milão, passando de 28 para 35 voos semanais, e mais quatro para Roma, totalizando 37 voos por semana. Assim, em ambos os destinos, a companhia aérea oferecerá, no próximo inverno, uma média de cinco voos diários em cada direção.

Para Portugal, a Iberia revela que oferecerá até 40 voos semanais para Lisboa (até seis voos diários), mantendo a aposta no Funchal em todo o inverno, com três frequência por semana.

Outros destinos europeus a serem considerados nesta aposta de aumento de capacidade são Genebra, Bruxelas e Bordéus, para onde a Iberia passará a voar até cinco, três (em ambos os casos), respetivamente.

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Turismo do Algarve propõe redução de água em fontes, piscinas e espaços verdes

As propostas da Região de Turismo do Algarve (RTA) foram concertadas com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com as associações do setor e vem juntar-se a um leque diversificado de ações que já vinha a ser aplicado no turismo e na hotelaria.

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A Região de Turismo do Algarve (RTA) propôs aos empreendimentos turísticos reduzir ou eliminar fontes ornamentais, diminuir a rega dos espaços verdes ou renovar a água das piscinas como medidas de contingência para responder à situação de seca, avança a Lusa, que cita João Fernandes, presidente da entidade regional de turismo.

“Nós enviámos medidas que versam várias áreas de atuação do setor do turismo, em especial a hotelaria, porque os golfes já estão num trabalho mais fino, campo a campo, com a Agência Portuguesa do Ambiente, e fruto de um trabalho que começámos em 2020 com o Plano de Eficiência Hídrica”, indicou à Lusa João Fernandes.

De acordo com o responsável, as propostas foram concertadas com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com as associações do setor e vem juntar-se a um leque diversificado de ações que já vinha a ser aplicado  no turismo e na hotelaria para reduzir os consumos de água.

João Fernandes considera que era necessário tomar medidas, uma vez que a região se encontra “numa situação de contingência, em que há um grande stresse hídrico, provocado por uma situação preocupante e prolongada de seca”, mas sem estar em causa o consumo humano.

“Isto é muito importante dizer, porque nem turistas nem residentes vão ter, até outubro do próximo ano, cortes de abastecimento de água para consumo humano”, sublinhou o responsável.

O presidente da RTA explicou que foi definido “um conjunto de medidas de contingência a adotar pelos empreendimentos turísticos”, de forma a que existam “ganhos de eficiência hídrica, por um lado, e reduções de consumo, por outro”.

Além disso, foi também recomendado “o uso de fontes alternativas de água”, que permitam um “maior equilíbrio entre a captação de água superficial e subterrânea”, consoante a disponibilidade de cada zona.

As propostas da RTA preveem ainda que os empreendimentos turísticos realizem auditorias regulares ao consumo de água e promovam o “envolvimento” de clientes e ‘staff’ na deteção de perdas, de forma a que seja possível a “adoção de práticas mais responsáveis na utilização da água”.

Por outro lado, está também previsto o reforço da informação aos clientes sobre “procedimentos para mudança de lençóis e toalhas, estabelecendo um período mínimo de utilização de toalhas de dois dias”, assim como a formação de trabalhadores de seções específicas, nomeadamente lavandarias, sensibilizando estes colaboradores para os comportamentos que fomentem a poupança de água.

Apesar das propostas, João Fernandes lembra que o setor já vinha a adotar medidas que permitissem reduzir o consumo de água, a exemplo da utilização de redutores de caudais, instalação de autoclismos de dupla descarga, temporizadores de torneiras.

Ainda assim, admite o presidente da RTA, era preciso sensibilizar o setor para “utilizar água de qualidade inferior para regas e lavagens” ou para “melhorar a limpeza de filtros de piscinas e o tratamento da água para evitar a necessidade de renovação da água”.

Mas João Fernandes considera que é também preciso “reduzir ou adaptar as técnicas de limpeza de zonas pública, evitando lavagens com mangueira ou máquina de pressão, reduzir ou mesmo anular o funcionamento de fontes ornamentais, acelerar medidas na área da rega que levem a maior eficiência, como instalar contadores por várias secções, para se detetar perdas e analisar melhor consumos, e privilegiar a utilização de espécies endógenas em espaços verdes, com menor necessidade hídrica”.

“O que estamos aqui a falar, neste momento, é da necessidade de acelerarmos a implementação dos processos de eficiência hídrica e de inclusivamente fazermos – como é o caso das fontes ornamentais, da rega dos espaços verdes ou da renovação da água das piscinas – medidas mais de curto prazo, específicas, por causa do stresse hídrico pontual neste verão”, acrescentou.

No caso do golfe, que já vinha a reduzir os consumos de água, até por uma questão de sustentabilidade, João Fernandes realça que já existia um esforço para aumentar a rega com águas residuais tratadas, com o objetivo de multiplicar o valor total utilizado de um hectómetro cúbico, para oito, até ao final de 2023.

O presidente da RTA destacou ainda a “redução da área do jogo para haver menos área regada, a mudança de relva para relvas de estação quente, com menos consumo de água” ou “melhorias de eficiência da própria rega e drenagem, criando pontos comuns de confluência da água” como outras das medidas a adotar no golfe, que já é “dos produtos turísticos mais sustentáveis ambientalmente”.

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Air France abre nova rota diária entre Paris e Newark em dezembro

Nova rota para Newark, nos EUA, marca o regresso da Air France a uma rota que deixou de operar em 2012 e junta-se aos seis voos por dia que a companhia aérea já opera para Nova Iorque-JFK.

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A Air France vai abrir, a 12 de dezembro, uma nova rota direta entre Paris-Charles de Gaulle e o aeroporto de Nova Iorque – Newark Liberty, que vai contar com voos diários, ao longo de todo o ano, informou a companhia aérea em comunicado.

“Este voo diário marca o regresso da Air France a Newark, destino histórico da companhia servido com voos diretos até 2012”, sublinha a Air France na informação divulgada, revelando que os voos para Newark vão ser operados num avião Boeing 777-200, com capacidade para 280 passageiros, incluindo 40 em Business, 24 em Premium Economy e 216 na Economy.

De acordo com a Air France, a nova rota vem juntar-se aos seis voos diários que a companhia aérea já opera para Nova Iorque-John F. Kennedy, a que se juntam ainda dois voos diários operados pela Delta Air Lines, parceira da Air France na aliança Sky Team.

“Ao servir os dois principais aeroportos da cidade de Nova Iorque, a Air France oferece mais opções aos seus clientes, que vão poder escolher o aeroporto mais próximo de seu destino”, acrescenta a Air France, revelando que Newark será o 18.º destino da companhia aérea francesa na América do Norte este inverno.

Os novos voos vão partir de Paris-Charles de Gaulle pelas 12h30 e chegam a Newark às 15h00, enquanto em sentido inverso a partida decorre pelas 17h05, chegando à capital francesa pelas 06h05 do dia seguinte.

Para os passageiros portugueses da Air France, os novos voos de Newark vão estar disponíveis através dos voos da companhia aérea de Lisboa ou do Porto via hub em Paris-CDG.

Os detalhes do programa de voos e as tarifas já podem ser consultados em airfrance.pt, ainda que a companhia aérea alerte que o “programa de voos é suscetível de mudanças e mantém-se sujeito à obtenção das necessárias autorizações governamentais”.

 

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Empresas do turismo apontam ESG, geopolítica e COVID como fatores de maior pressão em 2022

Mais do que a geopolítica e a pandemia, as questões relacionadas com a ESG estão entre as maiores preocupações das empresas do setor do turismo, indica a GlobalData.

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geopolíticaAs questões relacionadas com o Ambiente, Social e Governança Empresarial (Environmental, Social and Corporate Governance – ESG, em inglês), geopolítica e COVID-19 são os três temas destacados pelas empresas do turismo na Europa e que mais pressão exercem sobre a indústria turística europeia em 2022, segundo avança uma análise da GlobalData.

Para Hannah Free, analista de viagens e turismo da GlobalData, “a lei da UE exige que muitas empresas de grande porte divulguem informações sobre a maneira como operam e gerem os desafios sociais e ambientais. Muitos viajantes agora também exigem maior transparência das empresas e estão cada vez mais cautelosos com as tentativas de ‘greenwashing’”, salientando que “este escrutínio por parte de legisladores e consumidores forçou as empresas de viagens de todos os tamanhos a colocar as questões ESG no centro das suas operações.”

A análise da GlobalData mostra que as questões relacionadas com a geopolítica atingiram o pico em março de 2022, um aumento de 338% face ao mês anterior de fevereiro a admitindo o relatório que tal aconteceu à medida que “inúmeras empresas reagiram ao conflito na Ucrânia”.

Contudo, a análise frisa que o conflito teve um impacto “limitado” nas empresas de viagens e procura turística dentro da Europa, fazendo referência ao inquérito realizado pela European Travel Commission (ETC) que indicara que perto de 44% dos europeus inquiridos referira que “o conflito não tinha afetado os planos para as férias”, e somente 4% tinha cancelado completamente quaisquer férias.

Hannah Free refere ainda que o inquérito realizado pela GlobalData mostra que 66% dos europeus estão “extremamente” ou “algo” preocupados com “o impacto da inflação nos seus rendimentos”, admitindo mesmo que “as perspectivas do turismo podem ser ameaçadas pelas repercussões, pois a consequência final é a erosão dos rendimentos disponíveis”.

Segundo Free, “resta saber como as famílias em toda a Europa (especialmente as de baixo rendimento) farão uma compensação em termos de gastos com viagens”. Assim, enumera várias possibilidades: “os turistas podem optar por não viajar, podem viajar no país em vez de irem para fora, viajar para um destino que consideram mais acessível ou negociar, por exemplo, ficar num hotel económico em vez de preço médio”.

Naturalmente que a pandemia de COVID-19 manteve-se como tema principal ao longo deste ano de 2022, embora de janeiro a junho deste ano, as menções à pandemia tenham decrescido em 54%, sugerindo que “deixa de estar nas preocupações dos europeus”.

Os dados resultantes do estudo da GlobaData mostram que 53% dos inquiridos “não estão preocupados” ou “estão menos preocupados” com o alastramento da COVID-19 à medida que “se flexibilizam as restrições nas viagens e aumentam as taxas de vacinação”.

Por isso, Free conclui que, “embora a COVID-19 provavelmente continue a ser um item nos registos da empresa no futuro próximo, há motivos para ser cautelosamente otimista”, prevendo que “as partidas internacionais de países europeus aumentarão 125% de 2021 a 2022”. Assim, “as empresas do setor do turismo que sejam capazes de orientar com sucesso esses temas com recursos a investimento, gestão e estratégia permanecerão ou emergirão como líderes do setor”.

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Sindicatos lançam pré-aviso de greve para 10 aeroportos portugueses entre 19 e 21 de agosto

O pré-aviso de greve prevê que a paralisação entre em vigor às 00h00 de 19 de agosto, prolongando-se até ao fim do dia 21.

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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) e o Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial (SQAC) lançaram um pré-aviso de greve que abrange 10 aeroportos nacionais entre 19 e 21 de agosto, paralisação que vai servir para protestar contra “a inflexibilidade das propostas apresentadas pela ANA/VINCI ao longo do último ano”.

“Perante a inflexibilidade das propostas apresentadas pela ANA/VINCI ao longo do último ano e a tentativa de reduzir direitos consagrados no Acordo de Empresa, atacando os direitos que os trabalhadores alcançaram ao longo de décadas, o SINTAC e o SQAC consideram urgente acabar com esta política cega e acabar com toda esta instabilidade”, referem os sindicatos num comunicado enviado à imprensa.

Segundo os sindicatos, em causa está a “reivindicação do levantamento da suspensão das contribuições para o fundo de pensões por parte da Vinci”, bem como a contratação de “mais recursos humanos para operações aeroportuárias, supervisores de operações de socorro e técnicos de manutenção nos vários aeroportos nacionais”.

O pré-aviso de greve foi lançado após auscultação dos trabalhadores e, segundo o comunicado divulgado pelos sindicatos, vai abranger “todos os trabalhadores de todos os aeroportos da ANA, concessionados pelo grupo Vinci Aeroportos”, entrando em vigor às 00h00 de 19 de agosto e prolongando-se até ao fim do dia 21.

Os sindicatos reclamam a reposição das contribuições para o fundo de pensões dos trabalhadores, que a Vinci Aeroportos “deixe de tentar destruir os direitos obtidos ao longo de décadas pelos trabalhadores da ANA”, aumente “dignamente o salário dos seus trabalhadores, tendo em conta os seus resultados e a inflação” e “tome medidas urgentes no sentido de contratar os recursos humanos em falta”.

O SINTAC e o SQAC apontam que este pré-aviso surge “após várias tentativas, ao longo dos últimos anos, de evitar que uma greve fosse adiante”.

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