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Pandemia acelera transição digital das empresas turísticas

Se por um lado o setor do turismo está a recorrer mais à tecnologia nestes novos tempos, as empresas tecnológicas estão também a adaptar-se e a criar novas soluções.

Carina Monteiro
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Pandemia acelera transição digital das empresas turísticas

Se por um lado o setor do turismo está a recorrer mais à tecnologia nestes novos tempos, as empresas tecnológicas estão também a adaptar-se e a criar novas soluções.

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Muito antes da pandemia da Covid-19 já se falava da transição digital da economia. Mas, num mundo que, de repente, mudou de hábitos de consumo e trabalho, e em que o distanciamento social é agora a palavra de ordem, o digital ganhou terreno num curto espaço de tempo e a digitalização passou forçosamente a fazer parte do dia-a-dia das empresas, nomeadamente as turísticas. A expressão transição digital mais não é do que “apostar na transformação de um negócio”, definiu recentemente, numa entrevista ao Publituris, Filipa Xavier de Basto, partner no Grupo Your, que presta serviços integrados no apoio à gestão das empresas. “A digitalização não se resume ao fim do papel, vai muito além disso. Altera o papel do colaborador, o conhecimento que a empresa tem sobre os seus clientes, o seu modo de funcionamento e até mesmo a sua relação com fornecedores e parceiros. Permitindo aumentar a produtividade das equipas, dando-lhes tempo para se dedicarem ao que realmente importa e aumentando assim a eficiência das empresas”, afirmou na altura.

No caso do turismo, e tendo em conta a opinião das empresas contactadas para este artigo, o período da pandemia veio acelerar o processo de digitalização das empresas, sobretudo no contacto com os seus clientes. “O processo de transição digital e a aposta na tecnologia já era uma necessidade bastante clara para o mercado do turismo, seja para ganhar competitividade, seja para melhoria do serviço ao cliente – que é chave para o sucesso nesta área”, aponta Pedro Seabra. Para o CEO e partner da Viatecla, empresa que desenvolve software para o turismo, “esta nova realidade veio tornar claro que sem meios digitais e processos bem digitalizados ficamos muito limitados na nossa operação e na capacidade de resposta e trabalho das equipas. Essa aceleração foi forçada, mas precisa de ser apoiada com estratégia e formação das pessoas”. Segundo Pedro Seabra, as soluções tecnológicas que terão maior procura, do ponto de vista das operações, são as que garantam “rigor e segurança nos processos, controlo do que está a acontecer e uma rápida e eficaz resposta ao cliente”.

Em relação às empresas de distribuição (agências de viagens, operadores turísticos, etc), em particular, o responsável da Viatecla acredita que “tanto o canal mobile, como os ambientes de negócio B2C e B2B, precisarão de um foco maior no cliente, tanto no aumento da capacidade de diferenciação e controlo do produto, como na gestão da comunicação precisa e dos elos de contacto com o cliente para lhe dar bom apoio e acompanhamento”.

João Taborda, responsável de vendas da TTS – Travel Technology & Solutions, reconhece um aumento da procura nesta fase, um sinal de que a pandemia veio acelerar a necessidade das empresas apoiarem o seu negócio com tecnologia. “Estes últimos meses têm sido de alto volume de trabalho comercial, com muito interesse por parte das agências de viagens, inclusive de mercados que eram um pouco reticentes à adopção de novas tecnologias disruptivas, como as que a TTS fornece”. Soluções que permitem aos agentes de viagens terem flexibilidade de trabalhar “anytime, anywhere” viram “um aumento substancial de procura” durante a transição para o teletrabalho, refere João Taborda, que acredita que este é “um processo que não terá volta atrás”. “Esta nova tendência tem sido validada pelos painéis de especialistas na nossa série de Webinars “TTS Talks | Around the World”, que estão a planear manter os seus agentes de viagens com a flexibilidade de trabalharem de casa”, refere. O responsável da TTS afirma ainda que as soluções de maior procura são aquelas que permitem, por um lado, “mobilidade, flexibilidade e aumento de produtividade” das agências de viagens, por outro, ferramentas “que ajudam os agentes a lidar com maior facilidade com as necessidades da situação atual e a servir melhor os clientes no cenário de retoma que está a iniciar, permitindo-lhes oferecer um melhor nível de serviço “.

Alojamento
Mas se este é o panorama nas agências de viagens, no alojamento também se procuram soluções na tecnologia que permitam enfrentar esta nova realidade. “Nesta reabertura estamos a assistir a uma onda de inovação e criatividade por parte dos hotéis. Existe uma necessidade, acima de tudo, de garantir as jornadas ‘contactless’, onde efetivamente o distanciamento social é privilegiado. No caso do ecossistema português, existem várias startups e empresas tecnológicas com capacidade de ajudar os hotéis neste novo normal, garantindo que a transição digital seja feita de forma rápida mas sem fricções, garantindo processos que são mais eficientes. A tecnologia na hotelaria está cada vez mais democratizada, permitindo que qualquer unidade, independentemente do seu tamanho, consiga aceder à mesma”, refere João Freitas, Head of Business Development da HiJiffy. A empresa com sede em Lisboa apresenta uma solução tecnológica que centraliza, automatiza e mede todas as atividades de atendimento ao cliente nos hotéis.

Nesta fase de reabertura dos hotéis, a HiJiffy aponta quais as ferramentas que recolhem maior procura entre as unidades hoteleiras. “O concierge virtual durante a estadia” é uma delas. “Idealmente que permita aos hóspedes efectuar ‘self check-in’ digital, a marcação de serviços e o ‘express check-out’ através dos seus canais de comunicação favoritos, como é o caso do WhatsApp”, refere. Também o “contactless check-In/check-out” é uma das soluções mais procuradas, sobretudo as que permitam check-in e check-outs através dos telemóveis dos hóspedes, “idealmente conectadas com os PMS”. Por fim, os menus digitais e reservas de mesas nos restaurantes; e as fechaduras digitais, em especial, as que permitam ao hóspede entrar no seu quarto apenas tocando no seu telemóvel. “O principal problema está, muitas vezes, no elevado custo da troca de todas as fechaduras”, constata.

Também Luís Brites, CEO da Clever Hospitality Analytics, partilha da opinião que a pandemia veio acelerar o processo de transição digital das empresas e a aposta na tecnologia. O responsável acrescenta que existe atualmente “uma melhor compreensão de que a transição digital não se resume a ter mais ferramentas digitais, mas sim na redefinição dos modelos de negócio, gestão e organização interna de forma transversal nas organizações hoteleiras”. Neste ponto em concreto, Luís Brites defende que “o avanço será de anos e a aposta na tecnologia refletirá inicialmente os momentos concretos na relação com o hóspede em que a operação hoteleira tem já de adaptar-se a muito curto prazo, mas a médio prazo a aposta na tecnologia será transversal”. Do ponto de vista operacional, as soluções que suportam uma “Contactless Guest Journey Experience” maximizando a segurança dos hóspedes são as que reúnem maior procura dos hotéis, na opinião de Luís Brites. Neste sentido, indica quatro áreas fundamentais.

Em primeiro lugar, as unidades devem focar-se nos dados, uma vez que a “utilização de informação ao momento e na perspetiva futura da evolução do negócio, semana a semana, mês a mês será um fator crítico de sucesso e proporcionar aos gestores hoteleiros estas “armas” no modelo económico possível será o grande desafio dos parceiros tecnológicos”. Em seguida, deve haver uma integração Mobile/Mobile Services/Self-Service. “O conceito de Bring Your Own Device está ligado ao tema da desmaterialização dos processos com o objetivo de utilizar o equipamento móvel do cliente para todo o relacionamento com o hotel, self pré check-in e self-check-in, abrir a porta do quarto, self-checkout, pedidos de serviço ou de informação, menu digital do restaurante e gestão de mesas, ‘contactless payments’, visualização da conta-corrente, etc”, explica. Deve também haver uma aposta no CRM, Inteligência Artificial e Chatbots. “A comunicação direta com hóspedes em todas as plataformas de comunicação pode ser uma forma fundamental de captação de negócio, ferramentas tecnológicas que permitam perceber como foi a perceção da anterior experiência do cliente e modular comunicação, numa lógica de CRM, convidando-os a regressar oferecendo algum benefício adicional”, defende. Luís Brites destaca ainda as ferramentas analíticas “on-the-fly”. “As soluções da Clever são digitais por natureza, soluções Analíticas & BI que permitem ter informação imediata que permita ações tácticas no momento em que temos o cliente na unidade para maximizar a receita da estadia, será fundamental, pois os hóspedes a médio prazo serão menos, as taxas de ocupação médias serão menores e o hoteleiro tem de olhar analiticamente para cada hóspede que tem em casa”.

Felipe Ávila da Costa, CEO da Infraspeak, também não tem dúvidas: “Esta experiência forçada de digitalização e trabalho remoto associada à pandemia está a dar espaço para novas formas de pensar e inovar, pois foi possível verificar na prática que algumas rotinas podem ser feitas de forma remota/digital, assim como há ganhos claros de eficiência, qualidade e controlo”. O responsável da plataforma inteligente de gestão de manutenção e infraestruturas acredita que no turismo, onde se valoriza tanto o contacto humano e a hospitalidade, “haverá uma fusão entre a personalização e a digitalização, de forma a garantir quer o conforto, segurança e a eficiência das operações, clientes e staff”. Soluções tecnológicas que contribuam para melhorar a qualidade do serviço ao mesmo tempo que permitam colmatar a necessidade de distanciamento terão grande adopção neste período, na opinião do responsável. O CEO da Infraspseak destaca os chatbots que permitam o check-in digital, a gestão de pedidos e de reservas para almoço, pequeno almoço, etc.; as soluções ‘low touch’ que diminuam os contactos com superfícies ou objetos, como aplicações móveis para abrir as portas do quarto; e, finalmente, as soluções tecnológicas operacionais que permitam ao staff uma comunicação e uma colaboração eficaz, mesmo que de forma remota ou em equipas mais reduzidas, evitando o contato com folhas e facilitando o acesso aos dados e a implementação de processos.

Hotéis vs OTA’s
João Trindade, VP of Marketing & Product da GuestCentric, a empresa especializada em software de marketing digital na cloud, considera que a esmagadora maioria dos hotéis fez a transição digital nos últimos 10 anos. O que “esta crise veio trazer ao ramo hoteleiro foi mostrar a frágil posição em que os hotéis estão relativamente às grandes OTAs”. “Numa altura em que a gestão do relacionamento com os clientes é da maior importância, “os hotéis viram-se numa posição dificílima em que as OTAs decidiram por eles sobre como gerir as reservas que tinham, passando por cima dos interesses dos hotéis. Esta atitude criou, além de um enorme problema financeiro para os hotéis, um problema de relacionamento com os seus clientes e de confiança com quem devia ser seu parceiro”. “Não havendo nada de positivo nesta crise, estas situações deviam ser “um abrir de olhos” para os hoteleiros que ainda não têm uma estratégia clara para apostar no canal direto”. Quanto às tendências desta nova realidade pós-pandemia, João Trindade constata que “talvez por causa dos problemas que os viajantes tiveram com as reservas feitas através de parceiros/OTAs, a análise dos nossos dados mostra um crescimento mais acentuado das reservas diretas comparativamente com as das OTAs. As pessoas tentam garantir diretamente com os hotéis a flexibilidade da sua reserva. Estas novas políticas de cancelamento são essenciais para esta nova realidade. Os canais de comunicação com os hóspedes também são da maior importância para garantir uma pré-estadia sem surpresas”, conclui.

Artigo publicado no dossier de Tecnologia na edição de  3 de julho de 2020 do Publituris.

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Paula Canada (TAP): “O ‘hub’ é fundamental para a sobrevivência da TAP”

Paula Canada, diretora de Marketing e Vendas da TAP Air Portugal, uma das convidadas do webinar “Desafios pós-COVID”, da Airmet, admite que “o turismo vai retomar primeiro que o ‘corporate'”.

Em antecipação ao webinar do próximo dia 20 de outubro, organizado pela Airmet, que colocará diversos profissionais, de ambos os lados do Atlântico, a debater os desafios pós-COVID, o Publituris falou com Paula Canada, diretora de Marketing e Vendas da TAP Air Portugal.

Que TAP teremos nós e o mercado no futuro, sabendo-se das dificuldades que a companhia atravessa? Continuar a ter este hub que liga a Europa à América do Sul e do Norte é fundamental? Como é que uma companhia que se vê confrontada com cortes pode ter um discurso de expansão, crescimento, evolução?
O problema da TAP é um problema comum à maioria das companhias aéreas apanhadas por uma pandemia que teve efeitos devastadores na indústria da aviação. Com as fronteiras fechadas e com medo de viajar instalado nos clientes, a movimentação de pessoas deixou de existir, quer em turismo quer em negócios, o que deixou a indústria sem clientes.

Sem nunca descurar o mercado português e a ligação de Portugal à imensa comunidade lusófona, o hub é fundamental para a sobrevivência da TAP, ajudando a alimentar as suas rotas com o transporte de clientes da Europa para o continente americano e para Africa e vice-versa.

O discurso da TAP neste momento é essencialmente de consolidação nos mercados em que opera não deixando, no entanto, de aproveitar algumas oportunidades que surjam e que se justifiquem.

Como a empresa está neste momento de retoma das viagens em termos de posicionamento de mercado, produtos e operações?
A TAP acompanha diariamente a evolução da procura, recebendo insights de diversas fontes, e com base nisso vai ajustando a operação em termos de rotas, frequências, preços e promoções.

Há sinais positivos em alguns mercados, a abertura do Brasil e agora dos EUA foi fundamental para a retoma e para permitir encarar o próximo inverno com uma pequena dose de otimismo, estando previsto operar para os próximos meses 80% do que se operou em 2019. O segmento VFR foi o segmento que mais se destacou durante a pandemia, começando agora a ver sinais de recuperação no segmento leisure e no corporate, especialmente as pequenas e médias empresas. É prioridade da TAP nesta fase acompanhar esta evolução e ajustar as condições operacionais e comerciais a este novo contexto.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
O turismo vai retomar primeiro que o corporate, destacando-se a procura por destinos mais de natureza, sem grandes multidões e a oferta de pacotes com seguros de saúde vão ser uma vantagem competitiva. Destinos de maior proximidade, com uma boa oferta no ramo da saúde vão, nestes próximos tempos, ser os mais procurados.

O maior ensinamento que se retira, é a necessidade de as organizações terem estruturas ágeis e flexíveis para poderem reagir e se ajustar rapidamente aos novos contextos.

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‘Adaptar Turismo’ com dotação de 5 milhões de euros para apoios a fundo perdido até 20 mil euros

Criado pelo Governo para “apoiar as empresas do turismo no esforço de adaptação e de investimento nos seus estabelecimentos”, o ‘Adaptar Turismo’ recebe agora uma dotação de cinco milhões de euros.

O programa Adaptar Turismo, destinado a micro, pequenas e médias empresas do setor afetadas pela pandemia, conta com uma dotação de cinco milhões de euros para apoios a fundo perdido até 20 mil euros.

De acordo com o despacho publicado em Diário da República, assinado pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o instrumento de apoio é financiado pelo Turismo de Portugal “com recurso às suas receitas próprias anuais, e tem uma dotação orçamental de cinco milhões de euros”.

O Adaptar Turismo foi criado pelo Governo para “apoiar as empresas do turismo no esforço de adaptação e de investimento nos seus estabelecimentos, permitindo ajustar os métodos de organização no trabalho e de relacionamento com clientes e fornecedores ao contexto pós-COVID-19”.

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Europeus impulsionarão a recuperação do turismo na região do Golfo

A Europa está entre os países emissores que mais deverão contribuir para a recuperação do turismo no Golfo, muito devido à “ajuda” dos britânicos.

Os viajantes europeus devem tornar-se um mercado importante para a região do Golfo, especialmente os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o que ajudará na recuperação da indústria turística pós-pandemia.

Os países do GCC incluem Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Catar, Omã, Kuwait e Bahrein e todos oferecem uma boa variedade de opções de voos e um produto turístico variado, que agrada aos viajantes europeus, revela a GlobalData.

O último relatório da empresa, ‘Gulf Cooperation Council (GCC) Tourism Destination Market Insight’, revela que, em 2019, as chegadas pré-pandêmicas da Europa para os países do GCC alcançaram 11,8 milhões de turistas. Em 2020, as chegadas caíram para 3,9 milhões devido à pandemia, uma redução de 67% numa comparação anual. No entanto, os indicadore mostram que as chegadas pós-pandemia devem recuperar para 13,3 milhões de turistas até 2024, uma taxa composta de crescimento anual (CAGR ) de 17,5%.

 

Gus Gardner, analista associado de Viagens e Turismo da GlobalData, salienta que “os viajantes europeus que chegam aos países do GCC nos próximos três anos serão o principal impulsionador da recuperação do turismo da região “. O analista admite mesmo que um dos países de maior importância será o Reino Unido, já que as últimas previsões da GlobalData mostram que as chegadas do Reino Unido aos países do GCC chegarão a 3 milhões em 2024, numa evolução anual de 21,7%. ‘

“Os viajantes britânicos sempre foram atraídos pelos países do GCC”, admite a GlobalData, “pois oferecem uma proposta turística diversificada para o sol de verão e inverno, com praias deslumbrantes, cidades extensas e atividades de aventura”. Além disso, a “opulência e o status de Dubai com hotéis de luxo e a experiência suntuosa que tem a oferecer também são populares entre os viajantes do Reino Unido”.

Gardner conclui ainda que os países do GCC “têm muito para atrair os europeus, com uma mistura de atividades, desde as tradicionais férias na praia até a experiência cultural proporcionada pelas tradições e história da região. Isso o ajudará a recuperar sua popularidade mais rápido do que aqueles destinos que oferecem apenas uma experiência de pausa na cidade”.

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Melhores filmes de turismo do mundo estarão no ART&TUR em Aveiro

Aveiro será, durante quatro dias, a capital dos filmes de turismo no panorama nacional e internacional.

O ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo, vai decorrer entre 26 e 29 de outubro, no Centro de Congressos de Aveiro. Trata-se da 14.ª edição de um certame consolidado no panorama nacional e internacional de festivais de cinema de turismo que atrai à competição os melhores filmes promocionais e documentários sobre turismo, nacionais e internacionais.

As últimas três edições do festival realizaram-se no Centro de Portugal, nomeadamente em Leiria, Torres Vedras e Viseu, a que se segue agora Aveiro.

Durante os quatro dias do Festival, serão exibidos os filmes que compõem a short list da competição, selecionados pelo júri internacional entre todos os candidatos. No total, serão exibidos 74 filmes, integrados em 17 sessões temáticas. As sessões temáticas serão antecedidas de mesas-redondas, em que peritos convidados e autores de filmes selecionados refletirão sobre o relançamento do turismo na era pós-COVID 19. Paralelamente, decorrerão outras iniciativas inseridas no Festival.

Francisco Dias, diretor do Festival, salienta que o ART&TUR “não é um festival qualquer de cinema”, destacando a “componente muito importante de business to business e uma dimensão internacional de relevo”. Por outro lado, refere, “o ART&TUR tem contribuído para a melhoria da qualidade dos filmes promocionais de turismo feitos em Portugal, uma vez que as autarquias e outras entidades perceberam as vantagens de terem bons filmes promocionais a concurso”.

Já Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, frisa que a aposta desta entidade no Festival e, paralelamente, na criação da Centro Portugal Film Commission, se deve ao facto de os filmes de turismo serem “um excelente veículo de promoção da região Centro de Portugal”. “Com esta aposta queremos dizer que o audiovisual é uma área de crescimento estratégico para o Centro de Portugal, que tem alcançado resultados inequívocos, os quais contribuem para que a marca e o destino Centro de Portugal registe taxas muito altas de crescimento”.

O programa completo do evento pode ser consultado em https://tourfilm-festival.com/programa.

 

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Italia Trasporti Aereo compra Alitalia e já voa

Ao fim de 75 anos, a Alitalia acabou, tornando-se na Italia Trasporti Aereo compra.

A nova companhia aérea de bandeira Italia Trasporti Aereo (ITA) adquiriu a Alitalia, por um valor de 90 milhões de euros, numa altura em que mantém negociações com os sindicatos da companhia histórica italiana.

No final do processo de licitação pública, na noite de quinta-feira, 14 de outubro, a companhia Alitalia passou para as mãos da ITA – a nova companhia aérea totalmente estatal italiana – criada após o encerramento da linha de aviação que fez durante a noite o último voo, ao fim de 74 anos de história.

Em 2020, após negociações com a União Europeia, foi autorizada a criação da ITA com o compromisso de Roma de não injetar mais de 1.350 milhões de euros de capital até 2023, sendo que 700 milhões vão ser aplicados até ao final de 2021.

A nova companhia mantém as negociações com os sindicatos sobre as condições dos novos contratos pois prevê-se que “vai contar” com um quadro constituído por menos de três mil trabalhadores, numa primeira fase.

Até 2025, a ITA prevê aumentar o número de funcionários até aos 5.700, sendo que a Alitalia empregava onze mil trabalhadores.

A ITA vai começar as primeiras operações com 52 aviões e prevendo-se que a frota venha a ser ampliada em 2022 para 78 aparelhos, aumentando para mais de uma centena em 2025.

O primeiro voo da ITA saiu na sexta-feira, às 08:00 (06:00 em Lisboa) do aeroporto de Fiumicino, arredores de Roma, com 37 passageiros a bordo com destino a Milão, no norte de Itália, marcando o início da nova companhia que surge depois do fim da Alitalia.

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Qatar Airways Holidays lança pacotes de viagens para o Campeonato do Mundo de futebol

Com sete níveis, os pacotes de viagens da Qatar pretende levar os adeptos ao Mundial de Futebol de 2022.

A pouco mais de um ano do início do Campeonato do Mundo FIFA Qatar 2022, a Qatar Airways Holidays anuncia o lançamento de pacotes de viagens para adeptos, que incluem bilhetes para jogos, voos de regresso e opções de alojamento.

Os adeptos terão primeiro de aderir ao Qatar Airways Privilege Club, para terem acesso a pacotes de viagens únicos, com flexibilidade nas reservas, e obterem lugares reservados nos seus jogos preferidos.

A viagem começa com a escolha da sua seleção favorita e caso a equipa escolhida não se qualifique para o torneio, será oferecida uma opção de reembolso total. No entanto, os adeptos têm também a flexibilidade de escolher jogos de uma equipa diferente (em função da disponibilidade).

Com sete níveis, os pacotes de viagem têm preços que começam nos 3.261 euros e cada adepto pode reservar um total de sete jogos, combinando mais do que um pacote. No caso da sua seleção favorita ser derrotada nas fases avançadas do torneio, serão emitidos bilhetes para os jogos de uma das equipas prevalecentes do mesmo grupo ou da fase a eliminar.

Além disso, os adeptos podem especificar com quantos convidados viajam e o número de quartos em que gostariam de ficar. Podem escolher entre alojamento standard e premium, com base no seu orçamento.

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EUA reabre fronteiras para turistas vacinados

A partir de novembro, as fronteiras dos EUA reabrem-se aos turistas internacionais.

Os EUA começam a abrir, lentamente, as fronteiras a turistas internacionais, tendo informado que os visitantes do Canadá e do México vacinados poderão regressar aos EUA para turismo e outras viagens não essenciais, depois de as viagens não essenciais estarem restritas há cerca de 19 meses.

Além da abertura das fronteiras a estes dois países, a partir de novembro, também outras 33 nações poderão voar para os EUS, casos do Brasil, países da União Europeia, Índia e Reino Unido, além de se registarem alterações nas regras para viagens aéreas internacionais.

Recorde-se que, em meados de setembro, a US Travel Association fez as contas, revelando que, por cada semana que os EUA mantiveram as fronteiras fechadas com os 33 países na “lista vermelha”, a economia americana perde 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros).

Além disso, a associação norte-americana salienta que esses 33 países foram responsáveis por 53% da chegada de turistas aos EUA, em 2019.

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TAP lidera queixas nas companhias aéreas em Portugal

TAP, easyJet e Ryanair são as companhias aéreas que lideram as reclamações referente a companhias aéreas em Portugal, segundo a Deco Proteste.

As reclamações referentes a companhias aéreas na plataforma “Reclamar” aumentaram de 6.320, em 2019, para 8.844, em 2020, correspondendo a uma subida de quase 40%, sendo a TAP a empresa mais reclamada, mas também uma das mais usadas, indica um estudo da Deco Proteste.

Segundo as informações reunidas pela Deco Proteste, sobre as queixas dos portugueses no que respeita a companhias aéreas, o número de reclamações já tinha aumentado de 2018 para 2019, com os números a indicarem uma passagem de 5.441 para 6.320, uma subida de cerca de 16%.

Numa análise às três empresas mais reclamadas – TAP, easyJet e Ryanair, por esta ordem –, que são também as que os portugueses mais usam, as queixas por atrasos prevalecem na TAP, enquanto no caso das companhias ‘low-cost’ (easyJet e Ryanair) o mais “reclamado” são os cancelamentos.

Só este ano, a Deco Proteste recebeu 826 reclamações referentes à TAP, 88 à easyJet e 45 à Ryanair.

Segundo a Deco Proteste, “a maior parte das reclamações referentes a companhias aéreas tem a ver com atrasos (complicados ainda por conexões que se perdem), cancelamentos, perdas de bagagem e ‘overbooking’, por esta ordem de importância”.

Os problemas reportados pelos consumidores são ainda “exacerbados pela incapacidade de as empresas darem resposta adequada e em tempo útil às reclamações”, acrescenta ainda a Deco Proteste.

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Amazing Evolution já abriu aparthotel The Shipyard na Terceira

Novo aparthotel de Angra do Heroísmo é gerido pela Amazing Evolution, conta com 29 apartamentos e apresenta uma inspiração náutica.

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O The Shipyard, novo aparthotel gerido pela Amazing Evolution, já abriu portas ao público em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, disponibilizando 29 apartamentos de diferentes tipologias e com inspiração náutica.

Instalado nas antigas oficinas da Câmara Municipal, o The Shipyard foi inaugurado no passado dia 1 de outubro, está localizado a apenas 20km do aeroporto da Terceira e apresenta uma inspiração náutica, quer seja pela sua localização ou por ter a intenção de se tornar num “porto de abrigo” para os visitantes da ilha. 

De acordo com a Amazing Evolution, “o nome ‘The Shipyard’ surge da sua localização, inspirado nas antigas oficinas, na proximidade ao mar e na forma arquitetónica do edifício, que se assemelha a um navio”.

“Os materiais utilizados e a arquitetura do projeto conjugam o aspeto industrial com o conforto das madeiras, conferindo ao espaço um ambiente de ‘porto seguro’, onde os hóspedes são convidados a sentir a ilha em toda a sua dimensão natural: mar, terra e céu, e desafiados a viver todas as comodidades do espaço interior”, indica a empresa responsável pela gestão da unidade.

Além dos 29 apartamentos, o The Shipyard disponibiliza ginásio, rooftop com vista privilegiada para o oceano e para o pôr-do-sol, bar e restaurante de assinatura do Chef Vítor Sobral, que promete elevar a oferta gastronómica da ilha.

“O restaurante Oficina da Esquina nasceu da paixão do Chef pela ilha e da vontade de valorizar ainda mais a gastronomia dos Açores. A carta é bastante diversificada e aposta sobretudo nos produtos da ilha, provenientes de fornecedores açorianos. O espaço tem uma capacidade de 90 lugares no interior, 12 lugares na esplanada e funciona ao pequeno-almoço, almoço e jantar”, acrescenta a Amazing Evolution.

O The Shipyard disponibiliza preços desde 78 euros por noite para alojamento em estúdio, com pequeno-almoço incluído.

 

 

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Indicadores económicos da hotelaria mantêm quebra em agosto, apesar da ajuda dos residentes

Segundo o INE, os proveitos totais e por aposento continuaram a apresentar descidas significativas em agosto e, no acumulado do ano, a quebra ultrapassa mesmo os 50% face ao período pré-pandemia.

Inês de Matos

Apesar do mercado interno ter contribuído com 4,2 milhões de dormidas e ter crescido 24,2%, o valor mensal mais elevado desde que há registos,  os indicadores económicos da hotelaria nacional mantiveram, em agosto, quebras expressivas face a igual mês de de 2019, avança o  Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados já confirmados do INE relativamente ao mês de agosto, que foram divulgados esta quinta-feira, 14 de outubro, “os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 515,8 milhões de euros no total e 410,2 milhões de euros relativamente a aposento”, o que traduz descidas de 19,2% e 19,3% face a igual mês de 2019.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as quebras nos proveitos são ainda maiores face ao mesmo período pré-pandemia, uma vez que, indica o INE, “registaram-se variações de -57,1% e -56,7%” nos proveitos totais e por aposento, respetivamente.

Apesar de continuarem por metade face ao período pré-pandemia, tanto os proveitos totais, como os proveitos por aposento, subiram em comparação com agosto do ano passado, num aumento que, de acordo com o INE, foi de 25,0% nos proveitos totais e de 27,2% nos por aposento.

Já o RevPar situou-se em 71,4 euros em agosto, valor que indica uma subida face ao mês anterior, já que, em julho, este indicador estava nos 40,2 euros, mas ainda assim abaixo dos 84,4 euros registados em agosto de 2019.

O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) é o indicador que mais perto está de alcançar os valores de 2019, uma vez que, no oitavo mês deste ano, chegou aos 115,8 euros, acima dos 98,7 euros contabilizados em julho e já próximo dos 116,2 euros de agosto de 2019.

No total, as unidades de alojamento turístico nacionais somaram 2,5 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas, o que indica subidas de 35,6% e 47,6%, respetivamente, que se somam aos aumento de +60,4% e +73,0% que já tinham sido apurados em julho.

Ainda assim, o INE diz que estes valores “foram, no entanto, inferiores aos observados em
agosto de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 23,6% e 22,1%, respetivamente”.

Além da forte recuperação do mercado interno, que contribuiu com 4,2 milhões de dormidas e aumentou 24,2%, também os mercados externos cresceram 94,5% e totalizaram 3,3 milhões de dormidas, ainda que, ao contrário do mercado doméstico, os não residentes apresentem um decréscimo de 46,9% nas dormidas face a agosto de 2019, enquanto as dormidas de residentes subiram 22,6%.

Já a ocupação das unidades de alojamento situou-se nos 61,6%, mais 15,0 pontos percentuais que o observado em agosto de 2020, mas 11,0 pontos percentuais abaixo do registado em agosto de 2019, quando a taxa de ocupação chegava aos 72,6%.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as unidades de alojamento turístico somam 8,8 milhões de hóspedes e 23,9 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 8,1% e 11,8%, respetivamente.

 

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