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Reportagem | Budapeste: entre as margens do Danúbio

A ‘Pérola do Danúbio’, como é conhecida, esconde uma fusão de arquiteturas, influências e história que nos arrebatam nas mais genuínas paisagens.

Rute Simão
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Reportagem | Budapeste: entre as margens do Danúbio

A ‘Pérola do Danúbio’, como é conhecida, esconde uma fusão de arquiteturas, influências e história que nos arrebatam nas mais genuínas paisagens.

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Köszönöm significa obrigado, em húngaro. A fonética é melódica e estranhamente familiar à língua lusa: pronuncia-se ‘’qual é o seu nome’’, com um sotaque de português do Brasil. É por aqui que se conquistam, numa primeira instância e sem grande esforço, os turistas portugueses que aterram em Budapeste. O primeiro laço de familiaridade está irrevogavelmente concretizado, uma espécie de isco que acaba por passar os dias a saltar de boca em boca. Não apenas pela coincidência dos sons mas por ser a única palavra da língua húngara facilmente pronunciável. A fonética não é simpática mas não escasseiam as manhas para uma aproximação de palavras e de culturas. O brinde húngaro é selado com um “egészségedre”, que significa “saúde”. A pronúncia assemelha-se ao inglês “i can shake a tree”. Estes dois termos bem sabidos são ótimos desbloqueadores de conversa com os locais que agradecem a simpatia na aprendizagem. A lição, útil para os dias seguintes, foi aprendida de imediato, enquanto éramos apresentados a Budapeste, nos vinte e poucos quilómetros que ligam o Aeroporto Internacional de Budapeste Ferenc Lisz à zona ribeirinha de Peste. A capital húngara já estava despida de sol e com os imponentes edifícios bordados a luz. As oito pontes iluminadas deitavam-se sob o Danúbio num cenário arrebatador e onírico. A noite é um elogio a cada recorte de esquina desta cidade alocada no Leste Europeu.

As águas serenas do segundo rio mais extenso da Europa, que coloca Buda e Peste a olharem-se de frente, surge como o primeiro convite irrecusável. Os cruzeiros no Danúbio são uma das mais apetecíveis atrações podendo ser realizados de dia ou de noite, oferecendo, em cada uma destas experiências, uma perspetiva díspar da cidade, consoante a hora a que se navegue. O final de dia é, pelo dramatismo e pelo espetáculo de luzes, a aposta vencedora. O match perfeito faz-se ao aliar a esta viagem um desfile da gastronomia local. O Pannonia Gastro Bar é um restaurante navio que oferece uma experiência íntima de fine dining que conjuga um menu de degustação com um passeio pelo rio. Diariamente, o pequeno barco parte às 19h00, com um número limitado de passageiros, que reservaram atempadamente as próximas horas. Na carta, que muda mensalmente, imperam os principais aromas da gastronomia húngara. O pairing é feito com uma cuidada seleção de vinhos regionais enquanto vislumbramos pelas janelas alguns dos ícones mais afamados da cidade, como o Parlamento ou a Academia das Ciências. O passeio e jantar espraiam-se ao longo de pouco mais de três horas e tem o custo de 40 mil florins por pessoa (120 euros).

Entre Buda e Peste

O primeiro encontro com Budapeste à luz do dia é feito já de manhã. A cidade postal iluminada da noite anterior acorda com uma roupagem diferente. Há uma mistura de cores que se agarram às mais variadas arquiteturas em redor. Da margem esquerda da cidade, em Peste, somos de imediato confrontados com a vista para o Palácio do Castelo de Buda, que acorda do lado oposto. É a partir daqui que se começa a desenhar o mapa da cidade de forma mais fiel e a perceber o fio condutor que liga Buda e Peste. Conhecer a cidade, organizada em 23 bairros e dividida pelo Danúbio, é um mergulho direto na mais bonita arquitetura, na história e no cruzamento de culturas que tecem o quotidiano agitado de Peste e sereno de Buda. Com antepassados independentes entre si, Buda, Obuda e Peste só se uniram em 1873, para formar o município de Budapeste. Peste é o centro económico e político onde tudo acontece. Há avenidas agitadas com lojas de roupa e ateliers de arte, há cafés elegantes e ostentosamente ornamentados a cada esquina, há museus, escolas, hotéis, mercados, bares e restaurantes na vanguarda da oferta. Buda é mais romântica, com o palácio e o castelo envoltos num ambiente menos contemporâneo e mais histórico. A cidade é indissociável da sua génese que foi escrita por celtas, romanos, magiares, mongóis, turcos e habsburgos. O passado é tecido de confrontos, invasões e domínios tendo a cidade sido destruída e reerguida diversas vezes. A história mais recente, alinhada com uma dor quase kármica, trouxe duas guerras mundiais, uma destruição total de Budapeste e o pulso de dois regimes totalitários: a ocupação pelos nazis em 1944 e o cerco soviético após a segunda Guerra Mundial. Apesar de um passado carregado de efemérides lúgubres, Budapeste reergueu-se, reconstruiu-se e arranca suspiros a quem a visita. A simbiose entre a beleza da cidade e a disparidade de paisagens e locais tornam-na irrepetível, com diversas influências refletidas tanto nos diversos estilos arquitetónicos como na aura das ruas. Budapeste é moderna, cosmopolita, aberta e recetiva num exemplo de superação que arranca aplausos. Aqui, há um parlamento onde o ouro impera e há buracos de balas ainda cravados em edifícios em ruínas para que história sobreviva além dos livros. Outro dos aspetos mais atraentes da cidade é a sua versatilidade camaleónica. Budapeste é um destino capaz de agradar a uma mão cheia de diferentes turistas. Encaixa numa viagem de amigos, de família, numa escapada romântica ou numa jornada a sós – em todos os casos é uma aposta ganha. É um destino de lazer, de cidade, de campo, de saúde, de amantes de arte, de apreciadores de música, de apaixonados por comida, dos que que gostam de agitação ou dos que não dispensam tranquilidade. Tudo é adaptável, sabendo escolher o roteiro.

A não perder

A oferta de monumentos, miradouros, edifícios, parques e locais cuja beleza silencia comentários abunda na capital húngara. A mistura de todos os estilos arquitetónicos e artísticos imprime um resultado ímpar pelas ruas de Budapeste que vive embrulhada em art nouveau, gótico, neo-gótico e modernismo. Quatro a cinco dias completos deverão ser suficientes para espreitar o essencial da cidade com algum pormenor e desfrutar das principais atrações. De dia ou de noite, o Parlamento rouba as atenções na margem de Peste na Kossuth tér. É o maior edifício da Hungria e o segundo maior parlamento da Europa e demorou 17 anos a ser construído. No seu interior estão expostas 250 estátuas, 40 quilos de ouro e 40 milhões de tijolos bem como a coroa sagrada, insígnia principal do brasão do país. Há visitas guiadas em várias línguas ao interior do edifício, com a duração de cerca de 45 minutos. Com 96 metros de altura a Basílica de Santo Estevão é outro dos edifícios que não passa despercebido. É a maior igreja da cidade e a terceira maior do país. No interior está exposta a mão direita mumificada de Santo Estevão, fundador do Estado cristão. Já no Bairro judeu encontramos a Grande Sinagoga, a segunda maior do mundo, construída pela mão de ortodoxos e reformistas e concluída em 1859. Além do espaço religioso, que surpreende do teto ao chão não só pelo tamanho como pela imponência dos dourados e rosas há também um Museu Judaico que homenageia os mais 600 mil judeus húngaros vítimas do holocausto. Ainda no bairro judeu, mora uma das maiores atrações da cidade quando o sol se deita: os bares. Após a II Guerra Mundial, as ruas em redor da Grande Sinagoga ficaram em ruínas. Os edifícios foram ocupados e decorados com peças abandonadas e retiradas do lixo dando agora lugar à zona de maior animação noturna da cidade. Aqui, nasceram os ruin bars e locais de convívio, no meio dos escombros e sem intervenções. O resultado é um espaço divertido, colorido, caótico e moderno cosido com uma vasta junção de culturas. Em Peste, há outros pontos de paragem obrigatória que não devem ser descurados como a Praça dos Heróis, o edifício da Ópera Estatal Húngara, a movimentada rua Váci utca e a Avenida Andrássy ou a Citadella alocada no alto da Colina Gellét, o ponto mais alto de Budapeste, e que oferece das melhores vistas sob a cidade que combina com qualquer ângulo fotográfico.

Quando chegamos ao lado de Buda, no histórico Bairro do Castelo, cercado por fortalezas medievais, deparamo-nos com um set de filmagens, atividade já habitual por estes lados que é já cenário recorrente em vários filmes. Deste lado do Danúnio vive o icónico Palácio do Castelo de Buda, a Igreja de Mathias, a Biblioteca Nacional Széchenyi, a Galeria Nacional da Hungria e o Bastião dos Pescadores, local de igualmente farta paisagem.

A banhos no Széchenyi Spa

Ainda os pés não tinham pisado o solo de Budapeste e, em pleno aeroporto, enquanto esperávamos pelo reencontro com as malas no tapete rolante, os ecrãs exibiam um dos ex-líbris da cidade: as termas. Piscinas exteriores de água a fumegar, cercadas de edifícios neo-barrocos, são-nos apresentadas como um ‘must see’ nesta viagem. Budapeste tem cerca de 50 complexos termais que fazem uso das águas terapêuticas da cidade. O Széchenyi Spa é o mais afamado e é a escolha principal dos turistas. Este espaço foi construído entre 1909 e 1913 e oferece 21 piscinas, interiores e exteriores, e uma longa lista de tratamentos. Há saunas, um spa de cerveja entre outras terapias e massagens que podem ser agendadas à parte. O bilhete diário custa seis mil florins (perto de 18 euros) e permite o acesso ao complexo durante um dia. Com um horário de funcionamento entre as 06h00 e as 22h00, a visita a este spa é uma rotina habitual dos húngaros que o frequentam para descansar e relaxar, num hábito semelhante à frequência de um ginásio ou de qualquer outra atividade desportiva. Para quem vem de fora, movido pela curiosidade é uma experiência quase imperdível. A contrastar com o ar gélido da cidade, as piscinas exteriores estão aquecidas à temperatura de 28ºC. Cá fora, sob o céu já quase escuro, dezenas de turistas mergulham nas águas, de cerveja na mão. Há as famosas mesas de xadrez onde uma geração mais experiente gasta o tempo e fontes de água a descerem sob os visitantes.

Lá dentro as pequenas piscinas estão lotadas de pessoas estagnadas que se embrulham nas águas medicinais. É aqui que este espaço peca. Demasiada fama atrai demasiadas pessoas o que torna este spa um pouco caótico. Há filas à entrada, os pequenos corredores abafados fazem-se de pessoas e há piscinas onde a capacidade já ultrapassou a lotação máxima. A limpeza e higiene do local deixam várias dúvidas o que, ainda assim, não parece ser motivo de dissuasão a quem frequenta. Nas noites de fim-de-semana a fasquia eleva-se e o espaço exterior transforma-se num espaço festivo ao ar livre com DJ a acompanhar os banhos de água e cerveja. Apesar de não termos visitado, há outros espaços na cidade, não tão conhecidos, que oferecem as mesmas vantagens num ambiente mais sereno e menos apelativo a turistas, o que pode ser uma boa opção para quem quiser usufruir de um momento de spa com alguma serenidade.

Como ir

A TAP tem voos diários para Budapeste com partida de Lisboa.

Onde ficar

É entre a Ponte Erzsébet (Elizabeth) e a Ponte Széchenyi Lánchíd, ou Ponte das Correntes como é conhecida, junto à zona ribeirinha de Peste, em Belváros, Lipótváros, que se encontra uma boa fatia das unidades hoteleiras de classificação mais elevada. O cinco estrelas Budapest Marriott Hotel é uma escolha segura para a estadia na cidade. Vale totalmente a pena escolher um quarto com vista, a principal pérola do hotel. A fachada virada para o rio é envidraçada desde o teto ao chão oferecendo ao hóspede a cidade no quarto. O conforto é já habitual nos hotéis da insígnia. O Budapest Marriott Hotel dispõe de 364 unidades de alojamento, um pequeno spa, sala de reuniões, business lounge, bar e restaurante.

Como visitar

A riqueza histórica, artística e arquitetónica da cidade merece ser contada pela boca de quem sabe. Optar por fazer um roteiro guiado pelos principais pontos é uma mais-valia e acaba por fazer toda a diferença no final da experiência, acrescentando-a e enriquecendo-a. A empresa de visitas turísticas Budapest Today é gerida pelo Levente, um guia húngaro que é também músico e tem uma veia de comediante afinada. O jovem guia de 28 anos tem um conhecimento musculado sobre todos os recantos, histórias e curiosidades da cidade que alia a uma boa disposição e atenção louváveis. Com sorte, um qualquer passeio pode acabar num bar de jazz com ele a cantar bossa nova num brasileiro lisonjeador.

Onde comer

A oferta gastronómica na cidade é expressiva no que diz respeito tanto aos sabores locais como à cozinha internacional. Nas ruas, há cafés e pastelarias a exibir o tradicional chimney cake com os mais diversos e gulosos recheios. Para provar pratos mais típicos e genuínos, aconselha-se uma visita ao Mercado Central (Great Market Hall). Se o desejo recair numa refeição mais cuidada, o St Andrea Sky Bar Budapest é uma escolha segura que combina sabores locais contemporâneos num terraço com uma vista arrebatadora.

* Viajou a convite da TAP

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‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’ quer 145M€ para projetos que visam a retoma do setor

Propostas já foram entregues ao Governo por um consórcio empresarial e da academia, que reúne várias empresas e entidades ligadas ao setor do turismo.

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A ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, que visa concretizar os objetivos do Plano Reativar o Turismo e que já foi entregue ao Governo por um consórcio empresarial e da academia, que reúne empresas e entidades da área do Turismo, apresenta um conjunto de projetos que estão avaliados em 145 milhões de euros e que, segundo o consórcio, visam a retoma do setor, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PSS).

"Trata-se de uma agenda mobilizadora que visa obter apoio financeiro a projetos que no global estão avaliados em 145 milhões de euros. Projetos de investigação e desenvolvimento, inovação, transformação digital e transição climática, na área do Turismo, que pretendem cumprir os eixos definidos no PRR. Por outro lado, a Agenda Acelerar e Transformar o Turismo visa concretizar os objetivos do Plano Reativar o Turismo, já aprovado em Resolução do Conselho de Ministros, para incentivar a retoma do setor do turismo nacional", lê-se num comunicado enviado à imprensa.

Este consórcio, que reúne empresas e entidades da área do Turismo, universidades, assim como entidades ligadas à inovação e tecnológicas, em sintonia com a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e com o Turismo de Portugal, pretende, com as propostas apresentadas, contribuir para "a alteração do perfil de especialização na área do Turismo e na economia portuguesa em geral", assim como "dotar as empresas de maior capacidade tecnológica e de inovação, permitindo também uma requalificação e especialização dos recursos humanos e a redução das emissões de CO2", no âmbito da transição climática.

“É extremamente importante que seja aprovada a ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, que vai permitir investimentos imprescindíveis em projetos que visam não só acelerar a retoma da atividade turística, como também irão tornar o turismo em Portugal ainda mais qualificado e preparado para a transição climática, fatores a que os turistas e visitantes dão cada vez mais importância quando escolhem um destino”, considera Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado no comunicado divulgado.

Para este consórcio, a concretização destas propostas é "um veículo imprescindível para que o Ecossistema do Turismo possa fazer face a um mercado mais competitivo no pós-pandemia e acelerar a retoma do crescimento e assim continuar a dar o seu contributo importantíssimo para a economia nacional".

"Para tal, é necessário fortalecer o Ecossistema do Turismo para que este possa dar resposta à altura às solicitações da retoma. Daí a importância de serem aprovados pelas instâncias próprias os projetos e o valor de investimento contidos na ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, tendo em conta os objetivos do Plano Reativar o Turismo oportunamente apresentado pelo Governo", acrescenta a informação divulgada.

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UE gera mais de 590 milhões de certificados digitais e admite juntar mais 28 países aos atuais 43

Considerado uma das ferramentas essenciais para a recuperação da economia, viagens e turismo, a União Europeia quer juntar mais países à norma. Para já, são 28 os países que podem ligar-se, embora a Comissão ter sido contactada por 60 países terceiros.

Victor Jorge

 

A União Europeia (UE) já gerou mais de 591 milhões de certificados digitais COVID-19, avançando um relatório da Comissão que o certificado europeu tem sido “um elemento crucial da resposta da Europa à pandemia”.

De acordo com Bruxelas, o certificado, que abrange a vacinação, teste e recuperação da COVID-19, “facilita a realização de viagens seguras para os cidadãos, tendo também sido fundamental para apoiar a indústria do turismo, mais duramente atingida na Europa”, salientando que “estabeleceu uma norma mundial, sendo atualmente o único sistema operacional a nível internacional”.

Atualmente, estão integrados 43 países de quatro continentes no sistema e outros se seguirão nas próximas semanas e meses, adianta a Comissão no site institucional.

Tal como afirmou a presidente Ursula von der Leyen no seu discurso de 2021 sobre o estado da União, o Certificado Digital COVID da UE mostra que “quando atuamos em conjunto, conseguimos fazê-lo rapidamente”.

Dos 43 países ligados ao sistema da UE, 27 são Estados-Membros da UE, 3 são países do Espaço Económico Europeu (EEE), além de Suíça e 12 outros países e territórios.

No total, a Comissão foi contactada por 60 países terceiros interessados em aderir ao sistema europeu, avançando que, para além dos países já ligados, “estão em curso negociações de natureza técnica com 28 destes países”.

A importância do Certificado Digital COVID da UE foi, de resto, destacada pelo setor dos transportes aéreos que beneficiou da entrada em funcionamento mesmo a tempo para a época alta das viagens de verão. A Associação do Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI Europe) comunicou, em julho de 2021 um volume total de passageiros superior ao dobro de julho de 2020, atribuindo esta mudança à implantação do Certificado Digital COVID da UE, em conjunto com a flexibilização das restrições de viagem.

Segundo um inquérito Eurobarómetro do Parlamento Europeu, cerca de dois terços (65 %) dos inquiridos concordaram que o Certificado Digital COVID da UE é o meio mais seguro para viajar livremente na Europa durante a pandemia de COVID-19.

20 Estados-Membros da UE também utilizam o Certificado Digital COVID da UE a nível interno, nomeadamente para o acesso a grandes eventos, restaurantes, cinemas e museus, dispondo de uma base jurídica nacional suplementar.

Declarações dos membros do Colégio de Comissários:

Para o comissário responsável pela Justiça, Didier Reynders, “o sistema de Certificados Digitais COVID da UE deu aos viajantes a confiança necessária para viajarem em segurança na UE e aumentou as viagens este verão. Num momento de crise, a Europa estabeleceu rapidamente e com êxito uma norma mundial inovadora e respeitadora da privacidade, havendo muitos países em todo o mundo interessados em aderir a este sistema”.

Já o comissário responsável pelo Mercado Interno, Thierry Breton, adianta que a União Europeia criou um sistema “seguro e interoperável em tempo recorde” que tem sido “um motor essencial para a recuperação do ecossistema turístico e das suas muitas pequenas empresas familiares em toda a Europa”.

Além disso, salienta ainda que o sistema da UE foi adotado por países de todo o mundo, demonstrando como a Europa “pode estabelecer normas mundiais através de uma ação decisiva e coordenada”.

Por fim, Stella Kyriakides, comissária responsável pela Saúde, destaca o facto do certificado ser um instrumento europeu “forte, que nos permitiu avançar no sentido da reabertura das nossas economias e sociedades e do exercício da liberdade de circulação de forma segura e coordenada”.

Para o futuro, a Comissão revela que “continuará a acompanhar de perto a validade dos certificados de vacinação e recuperação”, além de prosseguir os esforços para ligar mais países ao sistema da UE e trabalhar com os Estados-Membros a nível técnico para aplicar o regulamento relativo ao Certificado Digital COVID da EU.

Certo é que até 31 de março de 2022, a Comissão apresentará um novo relatório sobre a aplicação do regulamento que poderá ser acompanhado de uma “proposta legislativa destinada a prorrogar o período de aplicação do regulamento, tendo em conta a evolução da situação epidemiológica”, pode ler-se na declaração da Comissão no site.

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Live Electric Tours lança modelo de franchising e quer chegar a mais seis cidades portuguesas

Empresa de experiências self-drive lançou um modelo de franchising sob o mote “Leve a Live Electric Tours para a sua cidade” para chegar a Aveiro, Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Braga e Lagos.

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A Live Electric Tours, startup que oferece diversas experiências de self-drive, lançou um modelo de franchising para "crescer rapidamente e ter uma cobertura nacional" e através do qual espera chegar a mais seis cidades portuguesas.

"Com a ambição de crescer rapidamente e ter uma cobertura nacional, a Live Electric Tours acaba de lançar o seu modelo de Franchising sobre o mote “Leve a Live Electric Tours para a sua cidade”", refere a Live Electric Tours em comunicado, no qual aponta as cidades de Aveiro, Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Braga e Lagos como objetivo.

"A empresa tem como objetivo encontrar parceiros de negócio que desejem ser empreendedores no segmento de turismo e que queiram levar este conceito inovador para a sua cidade", acrescenta a empresa.

A Live Electric Tours nasceu em 2017 e atualmente opera em 10 cidades, em quatro países diferentes, com uma oferta de mais de 50 experiências diferentes de self-drive.

"Este é um momento importante para nós. Queremos confiar a nossa marca a outros empreendedores capazes de fazer crescer a empresa para outras geografias. Dispomos de uma equipa pronta e competente para dar todo o suporte para a implementação de negócio em diferentes localidades", garante Djalmo Edgar Gomes, CEO da Live Electric Tours.

Recorde-se que a Live Electric Tours foi considerada a melhor startup da Europa em 2018 e distinguida no ano de 2020 como a melhor startup do mundo de turismo sustentável nos prémios da Organização Mundial do Turismo.

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Europeus impulsionarão a recuperação do turismo na região do Golfo

A Europa está entre os países emissores que mais deverão contribuir para a recuperação do turismo no Golfo, muito devido à “ajuda” dos britânicos.

Victor Jorge

Os viajantes europeus devem tornar-se um mercado importante para a região do Golfo, especialmente os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o que ajudará na recuperação da indústria turística pós-pandemia.

Os países do GCC incluem Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Catar, Omã, Kuwait e Bahrein e todos oferecem uma boa variedade de opções de voos e um produto turístico variado, que agrada aos viajantes europeus, revela a GlobalData.

O último relatório da empresa, ‘Gulf Cooperation Council (GCC) Tourism Destination Market Insight’, revela que, em 2019, as chegadas pré-pandêmicas da Europa para os países do GCC alcançaram 11,8 milhões de turistas. Em 2020, as chegadas caíram para 3,9 milhões devido à pandemia, uma redução de 67% numa comparação anual. No entanto, os indicadore mostram que as chegadas pós-pandemia devem recuperar para 13,3 milhões de turistas até 2024, uma taxa composta de crescimento anual (CAGR ) de 17,5%.

 

Gus Gardner, analista associado de Viagens e Turismo da GlobalData, salienta que “os viajantes europeus que chegam aos países do GCC nos próximos três anos serão o principal impulsionador da recuperação do turismo da região “. O analista admite mesmo que um dos países de maior importância será o Reino Unido, já que as últimas previsões da GlobalData mostram que as chegadas do Reino Unido aos países do GCC chegarão a 3 milhões em 2024, numa evolução anual de 21,7%. '

“Os viajantes britânicos sempre foram atraídos pelos países do GCC”, admite a GlobalData, “pois oferecem uma proposta turística diversificada para o sol de verão e inverno, com praias deslumbrantes, cidades extensas e atividades de aventura”. Além disso, a “opulência e o status de Dubai com hotéis de luxo e a experiência suntuosa que tem a oferecer também são populares entre os viajantes do Reino Unido”.

Gardner conclui ainda que os países do GCC “têm muito para atrair os europeus, com uma mistura de atividades, desde as tradicionais férias na praia até a experiência cultural proporcionada pelas tradições e história da região. Isso o ajudará a recuperar sua popularidade mais rápido do que aqueles destinos que oferecem apenas uma experiência de pausa na cidade”.

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Melhores filmes de turismo do mundo estarão no ART&TUR em Aveiro

Aveiro será, durante quatro dias, a capital dos filmes de turismo no panorama nacional e internacional.

Victor Jorge

O ART&TUR - Festival Internacional de Cinema de Turismo, vai decorrer entre 26 e 29 de outubro, no Centro de Congressos de Aveiro. Trata-se da 14.ª edição de um certame consolidado no panorama nacional e internacional de festivais de cinema de turismo que atrai à competição os melhores filmes promocionais e documentários sobre turismo, nacionais e internacionais.

As últimas três edições do festival realizaram-se no Centro de Portugal, nomeadamente em Leiria, Torres Vedras e Viseu, a que se segue agora Aveiro.

Durante os quatro dias do Festival, serão exibidos os filmes que compõem a short list da competição, selecionados pelo júri internacional entre todos os candidatos. No total, serão exibidos 74 filmes, integrados em 17 sessões temáticas. As sessões temáticas serão antecedidas de mesas-redondas, em que peritos convidados e autores de filmes selecionados refletirão sobre o relançamento do turismo na era pós-COVID 19. Paralelamente, decorrerão outras iniciativas inseridas no Festival.

Francisco Dias, diretor do Festival, salienta que o ART&TUR “não é um festival qualquer de cinema”, destacando a “componente muito importante de business to business e uma dimensão internacional de relevo”. Por outro lado, refere, "o ART&TUR tem contribuído para a melhoria da qualidade dos filmes promocionais de turismo feitos em Portugal, uma vez que as autarquias e outras entidades perceberam as vantagens de terem bons filmes promocionais a concurso".

Já Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, frisa que a aposta desta entidade no Festival e, paralelamente, na criação da Centro Portugal Film Commission, se deve ao facto de os filmes de turismo serem "um excelente veículo de promoção da região Centro de Portugal". "Com esta aposta queremos dizer que o audiovisual é uma área de crescimento estratégico para o Centro de Portugal, que tem alcançado resultados inequívocos, os quais contribuem para que a marca e o destino Centro de Portugal registe taxas muito altas de crescimento".

O programa completo do evento pode ser consultado em https://tourfilm-festival.com/programa.

 

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Civitatis destaca destinos nos EUA depois de anúncio de abertura de fronteiras

A abertura das fronteiras dos EUA levou a Civitatis a compilar uma séries de destinos a visitar no país.

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Depois de os EUA terem anunciado, a partir de novembro, a reaberturas das fronteiras do país, especialmente da União Europeia e Brasil, a Civitatis compilou uma lista de alguns dos lugares para visitar que inclui tanto cidades mais conhecidas como outras menos familiares.

Assim, a Civitatis destaca destinos como Nova Iorque, Nova Orleães, São Francisco, Nashville, Phoenix, San Diego, Charleston, Boston, Santa Fé ou Galveston.

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Qatar Airways Holidays lança pacotes de viagens para o Campeonato do Mundo de futebol

Com sete níveis, os pacotes de viagens da Qatar pretende levar os adeptos ao Mundial de Futebol de 2022.

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A pouco mais de um ano do início do Campeonato do Mundo FIFA Qatar 2022, a Qatar Airways Holidays anuncia o lançamento de pacotes de viagens para adeptos, que incluem bilhetes para jogos, voos de regresso e opções de alojamento.

Os adeptos terão primeiro de aderir ao Qatar Airways Privilege Club, para terem acesso a pacotes de viagens únicos, com flexibilidade nas reservas, e obterem lugares reservados nos seus jogos preferidos.

A viagem começa com a escolha da sua seleção favorita e caso a equipa escolhida não se qualifique para o torneio, será oferecida uma opção de reembolso total. No entanto, os adeptos têm também a flexibilidade de escolher jogos de uma equipa diferente (em função da disponibilidade).

Com sete níveis, os pacotes de viagem têm preços que começam nos 3.261 euros e cada adepto pode reservar um total de sete jogos, combinando mais do que um pacote. No caso da sua seleção favorita ser derrotada nas fases avançadas do torneio, serão emitidos bilhetes para os jogos de uma das equipas prevalecentes do mesmo grupo ou da fase a eliminar.

Além disso, os adeptos podem especificar com quantos convidados viajam e o número de quartos em que gostariam de ficar. Podem escolher entre alojamento standard e premium, com base no seu orçamento.

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EUA reabre fronteiras para turistas vacinados

A partir de novembro, as fronteiras dos EUA reabrem-se aos turistas internacionais.

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Os EUA começam a abrir, lentamente, as fronteiras a turistas internacionais, tendo informado que os visitantes do Canadá e do México vacinados poderão regressar aos EUA para turismo e outras viagens não essenciais, depois de as viagens não essenciais estarem restritas há cerca de 19 meses.

Além da abertura das fronteiras a estes dois países, a partir de novembro, também outras 33 nações poderão voar para os EUS, casos do Brasil, países da União Europeia, Índia e Reino Unido, além de se registarem alterações nas regras para viagens aéreas internacionais.

Recorde-se que, em meados de setembro, a US Travel Association fez as contas, revelando que, por cada semana que os EUA mantiveram as fronteiras fechadas com os 33 países na “lista vermelha”, a economia americana perde 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros).

Além disso, a associação norte-americana salienta que esses 33 países foram responsáveis por 53% da chegada de turistas aos EUA, em 2019.

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ISG debate Gestão da Aeronavegabilidade

Iniciativa decorre no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

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O ISG – Instituto Superior de Gestão vai promover no próximo dia 20 de outubro, entre as 18h30 e as 20h30, o seminário “Gestão da Aeronavegabilidade”, iniciativa que vai ter lugar no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

De acordo com o ISG, o debate pretende fornecer aos participantes "conhecimentos atualizados e aprofundados sobre a realidade operacional, as estruturas e responsabilidades, e as práticas de gestão nos Operadores Aéreos e nas organizações CAMO (Continuing Airworthiness Management Organisation) e CAO (Combined Airworthiness Organisation) no que respeita à gestão da continuidade da aeronavegabilidade das aeronaves operando no espaço aéreo da União Europeia".

O evento, que vai decorrer no auditório do piso 3 do estabelecimento de ensino superior, será moderado pelo professor João Martinez, um dos coordenadores Científicos da Pós-Graduação que arranca em janeiro, e assenta em "reflexões de especialistas com know-how reconhecido no sector dos transportes, nomeadamente da aviação civil e aeronáutica"

O evento pode ser acompanhado a nível presencial ou online, via zoom, devendo os interessados proceder à inscrição pelo e-mail [email protected]

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Bali reabre para turistas de 19 países, incluindo Portugal

Ilha turística da Indonésia reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas de países de baixo risco para a COVID-19, mas continuam a existir várias restrições.

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A Ilha de Bali, na Indonésia, reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas estrangeiros provenientes de 19 países, entre os quais também se encontra Portugal, apesar de continuarem a existir diversas restrições, avança a Lusa.

De acordo com as autoridades da Indonésia, para entrarem  em Bali, os turistas estrangeiros devem apresentar prova de que possuem a vacinação completa contra a COVID-19 ou um teste negativo na chegada ao destino, onde será ainda necessário realizar uma quarentena de cinco dias em hotéis designados pelas autoridades e cujos custos são suportados pelos turistas. Existem também diversas restrições em vigor nos hotéis, restaurantes e praias de Bali.

Além de Portugal, também os turistas provenientes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Kuwait, Bahrein, Qatar, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Liechtenstein, Itália, França, Espanha, Suécia, Polónia, Hungria e Noruega voltam a poder entrar em Bali, sendo todos países que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentam um baixo risco para a COVID-19.

A Lusa cita ainda o presidente da Indonésia, Joko Widodo, que já tinha explicado que a decisão de reabrir Bali se devia à alta taxa de vacinação na ilha, que chega já a perto de 80% da população de Bali.

 

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