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Reportagem | Take a chance on Estocolmo

A tranquila capital da Suécia vale pelo conjunto. Aqui não há monumentos-estrela ou atrações cheias de turistas. Há apenas uma sensação de bem-estar e de harmonia entre os edifícios e a natureza. Caso para dizer: dê uma oportunidade a Estocolmo.*

Carina Monteiro
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Reportagem | Take a chance on Estocolmo

A tranquila capital da Suécia vale pelo conjunto. Aqui não há monumentos-estrela ou atrações cheias de turistas. Há apenas uma sensação de bem-estar e de harmonia entre os edifícios e a natureza. Caso para dizer: dê uma oportunidade a Estocolmo.*

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Para muitas pessoas que viajam, sobretudo para cidades, a primeira coisa que fazem antes de se aventurarem, é olhar para o mapa. Eu não sou exceção. A primeira coisa que fiz foi pedir um mapa na receção do hotel, poucos minutos antes de começar o tour pedonal com a guia. Estávamos no terceiro dia de viagem da fam trip da Teldar e da Finnair, chegados de Helsínquia, uma cidade pequena, cuja geografia foi fácil de entender. À primeira vista, o mapa de Estocolmo pode parecer complexo, há pequenas ilhotas ligadas por pontes, muitos canais e penínsulas, o que lhe confere o título, para alguns, de Veneza do Norte. Um segundo olhar sobre o mapa e a geografia de Estocolmo parece menos complexa, depois de identificado o centro histórico (Gamla Stan ou a cidade velha), uma pequena ilha onde todos os caminhos vão dar, inclusive o nosso passeio. Começámos em Hotorget (mercado do feno), uma praça central situada entre as ruas de comércio Kungsgatan, Drottninggatan e Sveavägen. Durante o século XVIII era aqui que se fazia o mercado de cavalos, no primeiro dia de cada mês, mas em 1856 tornou-se apenas uma praça com um mercado como outra qualquer, mas duas vezes maior que o seu tamanho original. O primeiro edifício de mercado foi construído em 1882 e alguns comerciantes de comida, essencialmente, puderam ter aqui o seu negócio com melhores condições de higiene. Hoje a praça permanece como um mercado de rua com frutas e artesanato. Numa das esquinas desta praça encontra-se a Casa de Concertos de Estocolmo, desenhada pelo arquiteto Ivar Tengbom e aberta em 1926, é o melhor exemplo da arquitetura neo-clássica de Estocolmo e é conhecida por ser o local onde se realiza todos os anos as cerimónias de entrega dos prémios Nobel de Medicina, Física, Química e Literatura.

Da Praça Hotorget até Gamla Stan são pouco mais de 15 a 20 minutos a pé e o caminho fez-se pelo Kunstradgarden (Jardim do Rei). Atravessámo-lo com uma pequena explicação sobre o parque. É o local de várias manifestações sociais e lúdicas dos suecos. É habitual fazerem-se concertos aqui ou festivais gastronómicos. No inverno, acaba por ser um local de grande afluência dos habitantes de Estocolmo, devido à pista de gelo. É no jardim que também se encontra a igreja Jacobs, uma das mais antigas da cidade e também uma das mais bonitas com a sua cor vermelha que a destaca na paisagem urbana.

No final do jardim, encontra-se um importante edifício da cidade, a Ópera. Estamos quase às portas da cidade velha. Paragem para a primeira lição de história sobre a capital sueca. Foi no edifício da Ópera que morreu assassinado o rei Gustavo III, em 1792. Fica para a história como o monarca que trouxe a cultura para a Suécia. Próximo de Luís XVI - o rei absoluto de França -, Gustavo III inspirou-se no “amigo” francês para dar alguma grandiosidade a Estocolmo, que era até à época uma cidade simples. Mandou construir vários edifícios, a maioria ligados a atividades culturais, entre eles este edifício da ópera. Mas Gustavo III terá sido traído pela sua ambição de tornar Estocolmo numa nova ‘Paris’. Gastou o dinheiro da coroa, queria voltar à monarquia absoluta e ganhou inimigos. Acabou por ser baleado durante um baile de máscaras, no edifício da ópera. Este episódio, que inspirou enredos de filmes e livros posteriormente, deixou o reino da Suécia sem herdeiro, mergulhando o país numa instabilidade política.

Gamla Stan e a história de Estocolmo

A construção de Estocolmo começou a partir do século XIII, estando a sua fundação apontada para o ano de 1252. Devido à sua localização, era um local de passagem de vários navios que circulavam entre o mar Báltico e o Lago Malaren. Mas devido ao desnível de águas que ali ocorria, foram colocadas estacas sobre um canal que atualmente possui o nome de Norrstrom e é uma das portas de entrada de Gamla Stan. É sobre este canal que se encontra o parlamento sueco e é a partir daqui que se desenvolve a cidade velha. A Suécia é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo e um monarca com funções unicamente representativas. O Palácio Real encontra-se ao lado e é possível visitá-lo, já que não é residência habitual dos reis da Suécia. A independência da Suécia ocorreu em 1523 depois de uma batalha de sangue travada entre Gustavo Eriksson Vasa e o exército do rei Cristiano II, que governava os reinos da Dinamarca, Suécia e da Noruega. O rei chamou 92 suecos à praça Stortoget localizada em Gamla Stan e mandou degolá-los, entre os mortos encontrava-se o pai de Gustavo Eriksson Vasa. A chacina do rei tirano despoletou a revolta de Gustavo Eriksson Vasa que liderou o movimento de independência e libertação do domínio da Dinamarca. Tornou-se rei, com o título de Gustavo I e uma das medidas foi acabar com o catolicismo na Suécia e a implementação da religião luterana no país. A praça Stortoget onde decorreu a Batalha de Sangue é uma das mais icónicas de Estocolmo e imagem da maior parte dos cartões postais da cidade, muito graças aos prédios de cores fortes que rodeiam a praça. Um deles, pintado de vermelho, simboliza o sangue ali derramado durante a batalha (ver foto). A praça é também o ponto de partida para conhecer Gamla Stan, um dos centros históricos medievais melhor preservados da Europa. Aconselha-se simplesmente um passeio pelas ruas para apreciar a arquitetura dos edifícios, que fazem recordar o período medieval. A cidade velha tem um encanto especial devido às cores quentes dos edifícios. Há muito comércio, sobretudo restauração e artesanato.

Além de passear pelas ruas de Gamla Stan, as grandes atrações da cidade velha são o Palácio Real e a Catedral de Estocolmo. O palácio é um dos maiores do mundo, com mais de 600 quartos, além de museus e salas que exibem a história e o modo de ser da aristocracia sueca.

Museu Vasa

Finalizada a visita à cidade velha é tempo de conhecer uma outra ilha de Estocolmo. Djurgarden (ou a ilha dos animais) fica a cerca de 20/30 minutos de barco de Gamla Stan. Os ferries partem de um porto junto ao Palácio Real. A ilha dos animais é essencialmente um local lúdico uma vez que alberga vários museus, um parque de diversões e um zoo. O propósito da nossa ia a Djurgarden foi a visita ao Museu Vasa. O navio Vasa dá o nome ao museu mais visitado da Suécia e consiste na exibição do navio construído no século XVII. Até chegar a este museu, passámos por vários outros, entre eles o Museu Nórdico que, como o nome indica, retrata a cultura nórdica desde os finais da Idade Média até à época contemporânea (entrada 120 SEK, gratuito até aos 18 anos); e o ABBA The Museum, dedicada ao mítico grupo musical originário da suécia que alcançou fama planetária e cuja uma das músicas dá título a este artigo (entrada 250 SEK). Os museus estão a poucos minutos de distância uns dos outros, pelo que há muito para fazer e aproveitar durante um dia inteiro nesta ilha.

Chegados ao Museu Vasa, a fila para entrar (única fila de toda a viagem) aguçou o interesse pelo museu. Como a nossa guia já tinha comprado os bilhetes entrámos diretamente para o Vasa. No interior, o navio Vasa rouba de imediato toda a atenção e arranca um “wow” até aos mais contidos. Trata-se de um verdadeiro navio do século XVII, daqueles que apenas lemos sobre eles nos livros ou visualizamos réplicas nos filmes. Mede 52 metros da cabeça do mastro à quilha e 69 metros da proa à popa e pesava à data da sua construção 1200 toneladas. A guia aproveita para nos dar a primeira lição: Embora pareça, o Vasa não é um navio de vikings, porque a era dos vikings, recorde-se, durou até ao século XII. O Vasa foi mandado construir pelo rei Gustavo Adolfo II em 1626. Era um navio de guerra que deveria integrar a frota naval sueca. Ignorando todas as recomendações quanto ao limite de peso que o navio suportaria, o rei ordenou que se instalassem mais canhões. Na viagem inaugural, a 10 de agosto de 1628, o Vasa navegou apenas 15 minutos tendo naufragado em seguida, devido ao seu peso. O Vasa permaneceu debaixo de água durante 333 anos. Somente em 1961 foi resgatado do mar após uma obra de engenharia complexa e que durou vários anos. Os trabalhos de recuperação foram iniciados no outono de 1957 por mergulhadores que abriram túneis sob o navio para os cabos elevatórios que viriam a ser utilizados. Juntamente com o navio foram recuperados vários objetos que foram alvo de um cuidado trabalho de preservação. Além do navio que está em exposição, o museu exibe também uma réplica do interior da embarcação, assim como os objetos resgatados e a história do resgate do navio. Histórias de navios e do mar sempre despertaram o interesse do público, não é por acaso que este é um dos museus mais concorridos da Suécia. Pode ser, por vezes, difícil não tropeçar noutros visitantes, dada a afluência, mas vale bem a pena a visita (entrada – 150 SEK/grátis até aos 18 anos).

Como ir?

Viajámos até Estocolmo (Arlanda) com a Finnair, via Helsínquia. Recorde-se que a companhia tem voos diários para Helsínquia à partida de Lisboa. Do Porto, a companhia finlandesa terá uma ligação sazonal, de 22 de junho a 7 de agosto de 2020, com dois voos semanais (segundas e sextas). Para o Funchal, a Finnair opera dois voos semanais (segundas e terças) de 28 de outubro a 24 de março de 2020 e um voo semanal de 30 de março a 19 de outubro de 2020. O aeroporto de Helsínquia é relativamente pequeno e tranquilo, o que permite conexões fáceis e rápidas. O controlo de passaportes é eletrónico. Como empresa de receptivo contámos com Nordic Ways, uma DMC que faz a organização de qualquer viagem, seja de negócios, incentivos ou lazer, para toda a região nórdica (Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia). Os guias falam diversas línguas, incluindo português.

Onde ficar?

Nesta viagem, visitámos o hotel At Six, uma unidade de cinco estrelas localizada a poucos minutos a pé de Gamla Stan. A ocupar um edifício dos anos 60 que foi outrora um banco, o At Six foi uma agradável surpresa. Combina design, com peças de arte contemporânea que podem ser apreciadas no lobby, com os seus luxuosos, modernos mas também confortáveis 343 quartos. O At Six tem diferentes bares, restaurantes, um rooftop e várias salas de reunião, sendo o alojamento ideal para quem quer sentir a modernidade da Suécia, seja numa viagem de lazer ou de negócios. Como curiosidade o hotel é ‘vizinho” da sede do serviço de streaming de música, Spotify.

Dicas

A moeda oficial de Estocolmo é a coroa sueca (SEK), mas os suecos estão a habituados a que se pague tudo com cartão e até mesmo numa banca de rua esta forma de pagamento é aceite (1 SEK = 0,09 EUR).

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‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’ quer 145M€ para projetos que visam a retoma do setor

Propostas já foram entregues ao Governo por um consórcio empresarial e da academia, que reúne várias empresas e entidades ligadas ao setor do turismo.

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A ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, que visa concretizar os objetivos do Plano Reativar o Turismo e que já foi entregue ao Governo por um consórcio empresarial e da academia, que reúne empresas e entidades da área do Turismo, apresenta um conjunto de projetos que estão avaliados em 145 milhões de euros e que, segundo o consórcio, visam a retoma do setor, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PSS).

"Trata-se de uma agenda mobilizadora que visa obter apoio financeiro a projetos que no global estão avaliados em 145 milhões de euros. Projetos de investigação e desenvolvimento, inovação, transformação digital e transição climática, na área do Turismo, que pretendem cumprir os eixos definidos no PRR. Por outro lado, a Agenda Acelerar e Transformar o Turismo visa concretizar os objetivos do Plano Reativar o Turismo, já aprovado em Resolução do Conselho de Ministros, para incentivar a retoma do setor do turismo nacional", lê-se num comunicado enviado à imprensa.

Este consórcio, que reúne empresas e entidades da área do Turismo, universidades, assim como entidades ligadas à inovação e tecnológicas, em sintonia com a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e com o Turismo de Portugal, pretende, com as propostas apresentadas, contribuir para "a alteração do perfil de especialização na área do Turismo e na economia portuguesa em geral", assim como "dotar as empresas de maior capacidade tecnológica e de inovação, permitindo também uma requalificação e especialização dos recursos humanos e a redução das emissões de CO2", no âmbito da transição climática.

“É extremamente importante que seja aprovada a ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, que vai permitir investimentos imprescindíveis em projetos que visam não só acelerar a retoma da atividade turística, como também irão tornar o turismo em Portugal ainda mais qualificado e preparado para a transição climática, fatores a que os turistas e visitantes dão cada vez mais importância quando escolhem um destino”, considera Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado no comunicado divulgado.

Para este consórcio, a concretização destas propostas é "um veículo imprescindível para que o Ecossistema do Turismo possa fazer face a um mercado mais competitivo no pós-pandemia e acelerar a retoma do crescimento e assim continuar a dar o seu contributo importantíssimo para a economia nacional".

"Para tal, é necessário fortalecer o Ecossistema do Turismo para que este possa dar resposta à altura às solicitações da retoma. Daí a importância de serem aprovados pelas instâncias próprias os projetos e o valor de investimento contidos na ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, tendo em conta os objetivos do Plano Reativar o Turismo oportunamente apresentado pelo Governo", acrescenta a informação divulgada.

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UE gera mais de 590 milhões de certificados digitais e admite juntar mais 28 países aos atuais 43

Considerado uma das ferramentas essenciais para a recuperação da economia, viagens e turismo, a União Europeia quer juntar mais países à norma. Para já, são 28 os países que podem ligar-se, embora a Comissão ter sido contactada por 60 países terceiros.

Victor Jorge

 

A União Europeia (UE) já gerou mais de 591 milhões de certificados digitais COVID-19, avançando um relatório da Comissão que o certificado europeu tem sido “um elemento crucial da resposta da Europa à pandemia”.

De acordo com Bruxelas, o certificado, que abrange a vacinação, teste e recuperação da COVID-19, “facilita a realização de viagens seguras para os cidadãos, tendo também sido fundamental para apoiar a indústria do turismo, mais duramente atingida na Europa”, salientando que “estabeleceu uma norma mundial, sendo atualmente o único sistema operacional a nível internacional”.

Atualmente, estão integrados 43 países de quatro continentes no sistema e outros se seguirão nas próximas semanas e meses, adianta a Comissão no site institucional.

Tal como afirmou a presidente Ursula von der Leyen no seu discurso de 2021 sobre o estado da União, o Certificado Digital COVID da UE mostra que “quando atuamos em conjunto, conseguimos fazê-lo rapidamente”.

Dos 43 países ligados ao sistema da UE, 27 são Estados-Membros da UE, 3 são países do Espaço Económico Europeu (EEE), além de Suíça e 12 outros países e territórios.

No total, a Comissão foi contactada por 60 países terceiros interessados em aderir ao sistema europeu, avançando que, para além dos países já ligados, “estão em curso negociações de natureza técnica com 28 destes países”.

A importância do Certificado Digital COVID da UE foi, de resto, destacada pelo setor dos transportes aéreos que beneficiou da entrada em funcionamento mesmo a tempo para a época alta das viagens de verão. A Associação do Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI Europe) comunicou, em julho de 2021 um volume total de passageiros superior ao dobro de julho de 2020, atribuindo esta mudança à implantação do Certificado Digital COVID da UE, em conjunto com a flexibilização das restrições de viagem.

Segundo um inquérito Eurobarómetro do Parlamento Europeu, cerca de dois terços (65 %) dos inquiridos concordaram que o Certificado Digital COVID da UE é o meio mais seguro para viajar livremente na Europa durante a pandemia de COVID-19.

20 Estados-Membros da UE também utilizam o Certificado Digital COVID da UE a nível interno, nomeadamente para o acesso a grandes eventos, restaurantes, cinemas e museus, dispondo de uma base jurídica nacional suplementar.

Declarações dos membros do Colégio de Comissários:

Para o comissário responsável pela Justiça, Didier Reynders, “o sistema de Certificados Digitais COVID da UE deu aos viajantes a confiança necessária para viajarem em segurança na UE e aumentou as viagens este verão. Num momento de crise, a Europa estabeleceu rapidamente e com êxito uma norma mundial inovadora e respeitadora da privacidade, havendo muitos países em todo o mundo interessados em aderir a este sistema”.

Já o comissário responsável pelo Mercado Interno, Thierry Breton, adianta que a União Europeia criou um sistema “seguro e interoperável em tempo recorde” que tem sido “um motor essencial para a recuperação do ecossistema turístico e das suas muitas pequenas empresas familiares em toda a Europa”.

Além disso, salienta ainda que o sistema da UE foi adotado por países de todo o mundo, demonstrando como a Europa “pode estabelecer normas mundiais através de uma ação decisiva e coordenada”.

Por fim, Stella Kyriakides, comissária responsável pela Saúde, destaca o facto do certificado ser um instrumento europeu “forte, que nos permitiu avançar no sentido da reabertura das nossas economias e sociedades e do exercício da liberdade de circulação de forma segura e coordenada”.

Para o futuro, a Comissão revela que “continuará a acompanhar de perto a validade dos certificados de vacinação e recuperação”, além de prosseguir os esforços para ligar mais países ao sistema da UE e trabalhar com os Estados-Membros a nível técnico para aplicar o regulamento relativo ao Certificado Digital COVID da EU.

Certo é que até 31 de março de 2022, a Comissão apresentará um novo relatório sobre a aplicação do regulamento que poderá ser acompanhado de uma “proposta legislativa destinada a prorrogar o período de aplicação do regulamento, tendo em conta a evolução da situação epidemiológica”, pode ler-se na declaração da Comissão no site.

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Live Electric Tours lança modelo de franchising e quer chegar a mais seis cidades portuguesas

Empresa de experiências self-drive lançou um modelo de franchising sob o mote “Leve a Live Electric Tours para a sua cidade” para chegar a Aveiro, Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Braga e Lagos.

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A Live Electric Tours, startup que oferece diversas experiências de self-drive, lançou um modelo de franchising para "crescer rapidamente e ter uma cobertura nacional" e através do qual espera chegar a mais seis cidades portuguesas.

"Com a ambição de crescer rapidamente e ter uma cobertura nacional, a Live Electric Tours acaba de lançar o seu modelo de Franchising sobre o mote “Leve a Live Electric Tours para a sua cidade”", refere a Live Electric Tours em comunicado, no qual aponta as cidades de Aveiro, Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Braga e Lagos como objetivo.

"A empresa tem como objetivo encontrar parceiros de negócio que desejem ser empreendedores no segmento de turismo e que queiram levar este conceito inovador para a sua cidade", acrescenta a empresa.

A Live Electric Tours nasceu em 2017 e atualmente opera em 10 cidades, em quatro países diferentes, com uma oferta de mais de 50 experiências diferentes de self-drive.

"Este é um momento importante para nós. Queremos confiar a nossa marca a outros empreendedores capazes de fazer crescer a empresa para outras geografias. Dispomos de uma equipa pronta e competente para dar todo o suporte para a implementação de negócio em diferentes localidades", garante Djalmo Edgar Gomes, CEO da Live Electric Tours.

Recorde-se que a Live Electric Tours foi considerada a melhor startup da Europa em 2018 e distinguida no ano de 2020 como a melhor startup do mundo de turismo sustentável nos prémios da Organização Mundial do Turismo.

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Europeus impulsionarão a recuperação do turismo na região do Golfo

A Europa está entre os países emissores que mais deverão contribuir para a recuperação do turismo no Golfo, muito devido à “ajuda” dos britânicos.

Victor Jorge

Os viajantes europeus devem tornar-se um mercado importante para a região do Golfo, especialmente os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o que ajudará na recuperação da indústria turística pós-pandemia.

Os países do GCC incluem Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Catar, Omã, Kuwait e Bahrein e todos oferecem uma boa variedade de opções de voos e um produto turístico variado, que agrada aos viajantes europeus, revela a GlobalData.

O último relatório da empresa, ‘Gulf Cooperation Council (GCC) Tourism Destination Market Insight’, revela que, em 2019, as chegadas pré-pandêmicas da Europa para os países do GCC alcançaram 11,8 milhões de turistas. Em 2020, as chegadas caíram para 3,9 milhões devido à pandemia, uma redução de 67% numa comparação anual. No entanto, os indicadore mostram que as chegadas pós-pandemia devem recuperar para 13,3 milhões de turistas até 2024, uma taxa composta de crescimento anual (CAGR ) de 17,5%.

 

Gus Gardner, analista associado de Viagens e Turismo da GlobalData, salienta que “os viajantes europeus que chegam aos países do GCC nos próximos três anos serão o principal impulsionador da recuperação do turismo da região “. O analista admite mesmo que um dos países de maior importância será o Reino Unido, já que as últimas previsões da GlobalData mostram que as chegadas do Reino Unido aos países do GCC chegarão a 3 milhões em 2024, numa evolução anual de 21,7%. '

“Os viajantes britânicos sempre foram atraídos pelos países do GCC”, admite a GlobalData, “pois oferecem uma proposta turística diversificada para o sol de verão e inverno, com praias deslumbrantes, cidades extensas e atividades de aventura”. Além disso, a “opulência e o status de Dubai com hotéis de luxo e a experiência suntuosa que tem a oferecer também são populares entre os viajantes do Reino Unido”.

Gardner conclui ainda que os países do GCC “têm muito para atrair os europeus, com uma mistura de atividades, desde as tradicionais férias na praia até a experiência cultural proporcionada pelas tradições e história da região. Isso o ajudará a recuperar sua popularidade mais rápido do que aqueles destinos que oferecem apenas uma experiência de pausa na cidade”.

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Melhores filmes de turismo do mundo estarão no ART&TUR em Aveiro

Aveiro será, durante quatro dias, a capital dos filmes de turismo no panorama nacional e internacional.

Victor Jorge

O ART&TUR - Festival Internacional de Cinema de Turismo, vai decorrer entre 26 e 29 de outubro, no Centro de Congressos de Aveiro. Trata-se da 14.ª edição de um certame consolidado no panorama nacional e internacional de festivais de cinema de turismo que atrai à competição os melhores filmes promocionais e documentários sobre turismo, nacionais e internacionais.

As últimas três edições do festival realizaram-se no Centro de Portugal, nomeadamente em Leiria, Torres Vedras e Viseu, a que se segue agora Aveiro.

Durante os quatro dias do Festival, serão exibidos os filmes que compõem a short list da competição, selecionados pelo júri internacional entre todos os candidatos. No total, serão exibidos 74 filmes, integrados em 17 sessões temáticas. As sessões temáticas serão antecedidas de mesas-redondas, em que peritos convidados e autores de filmes selecionados refletirão sobre o relançamento do turismo na era pós-COVID 19. Paralelamente, decorrerão outras iniciativas inseridas no Festival.

Francisco Dias, diretor do Festival, salienta que o ART&TUR “não é um festival qualquer de cinema”, destacando a “componente muito importante de business to business e uma dimensão internacional de relevo”. Por outro lado, refere, "o ART&TUR tem contribuído para a melhoria da qualidade dos filmes promocionais de turismo feitos em Portugal, uma vez que as autarquias e outras entidades perceberam as vantagens de terem bons filmes promocionais a concurso".

Já Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, frisa que a aposta desta entidade no Festival e, paralelamente, na criação da Centro Portugal Film Commission, se deve ao facto de os filmes de turismo serem "um excelente veículo de promoção da região Centro de Portugal". "Com esta aposta queremos dizer que o audiovisual é uma área de crescimento estratégico para o Centro de Portugal, que tem alcançado resultados inequívocos, os quais contribuem para que a marca e o destino Centro de Portugal registe taxas muito altas de crescimento".

O programa completo do evento pode ser consultado em https://tourfilm-festival.com/programa.

 

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Civitatis destaca destinos nos EUA depois de anúncio de abertura de fronteiras

A abertura das fronteiras dos EUA levou a Civitatis a compilar uma séries de destinos a visitar no país.

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Depois de os EUA terem anunciado, a partir de novembro, a reaberturas das fronteiras do país, especialmente da União Europeia e Brasil, a Civitatis compilou uma lista de alguns dos lugares para visitar que inclui tanto cidades mais conhecidas como outras menos familiares.

Assim, a Civitatis destaca destinos como Nova Iorque, Nova Orleães, São Francisco, Nashville, Phoenix, San Diego, Charleston, Boston, Santa Fé ou Galveston.

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Qatar Airways Holidays lança pacotes de viagens para o Campeonato do Mundo de futebol

Com sete níveis, os pacotes de viagens da Qatar pretende levar os adeptos ao Mundial de Futebol de 2022.

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A pouco mais de um ano do início do Campeonato do Mundo FIFA Qatar 2022, a Qatar Airways Holidays anuncia o lançamento de pacotes de viagens para adeptos, que incluem bilhetes para jogos, voos de regresso e opções de alojamento.

Os adeptos terão primeiro de aderir ao Qatar Airways Privilege Club, para terem acesso a pacotes de viagens únicos, com flexibilidade nas reservas, e obterem lugares reservados nos seus jogos preferidos.

A viagem começa com a escolha da sua seleção favorita e caso a equipa escolhida não se qualifique para o torneio, será oferecida uma opção de reembolso total. No entanto, os adeptos têm também a flexibilidade de escolher jogos de uma equipa diferente (em função da disponibilidade).

Com sete níveis, os pacotes de viagem têm preços que começam nos 3.261 euros e cada adepto pode reservar um total de sete jogos, combinando mais do que um pacote. No caso da sua seleção favorita ser derrotada nas fases avançadas do torneio, serão emitidos bilhetes para os jogos de uma das equipas prevalecentes do mesmo grupo ou da fase a eliminar.

Além disso, os adeptos podem especificar com quantos convidados viajam e o número de quartos em que gostariam de ficar. Podem escolher entre alojamento standard e premium, com base no seu orçamento.

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EUA reabre fronteiras para turistas vacinados

A partir de novembro, as fronteiras dos EUA reabrem-se aos turistas internacionais.

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Os EUA começam a abrir, lentamente, as fronteiras a turistas internacionais, tendo informado que os visitantes do Canadá e do México vacinados poderão regressar aos EUA para turismo e outras viagens não essenciais, depois de as viagens não essenciais estarem restritas há cerca de 19 meses.

Além da abertura das fronteiras a estes dois países, a partir de novembro, também outras 33 nações poderão voar para os EUS, casos do Brasil, países da União Europeia, Índia e Reino Unido, além de se registarem alterações nas regras para viagens aéreas internacionais.

Recorde-se que, em meados de setembro, a US Travel Association fez as contas, revelando que, por cada semana que os EUA mantiveram as fronteiras fechadas com os 33 países na “lista vermelha”, a economia americana perde 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros).

Além disso, a associação norte-americana salienta que esses 33 países foram responsáveis por 53% da chegada de turistas aos EUA, em 2019.

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ISG debate Gestão da Aeronavegabilidade

Iniciativa decorre no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

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O ISG – Instituto Superior de Gestão vai promover no próximo dia 20 de outubro, entre as 18h30 e as 20h30, o seminário “Gestão da Aeronavegabilidade”, iniciativa que vai ter lugar no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

De acordo com o ISG, o debate pretende fornecer aos participantes "conhecimentos atualizados e aprofundados sobre a realidade operacional, as estruturas e responsabilidades, e as práticas de gestão nos Operadores Aéreos e nas organizações CAMO (Continuing Airworthiness Management Organisation) e CAO (Combined Airworthiness Organisation) no que respeita à gestão da continuidade da aeronavegabilidade das aeronaves operando no espaço aéreo da União Europeia".

O evento, que vai decorrer no auditório do piso 3 do estabelecimento de ensino superior, será moderado pelo professor João Martinez, um dos coordenadores Científicos da Pós-Graduação que arranca em janeiro, e assenta em "reflexões de especialistas com know-how reconhecido no sector dos transportes, nomeadamente da aviação civil e aeronáutica"

O evento pode ser acompanhado a nível presencial ou online, via zoom, devendo os interessados proceder à inscrição pelo e-mail [email protected]

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Bali reabre para turistas de 19 países, incluindo Portugal

Ilha turística da Indonésia reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas de países de baixo risco para a COVID-19, mas continuam a existir várias restrições.

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A Ilha de Bali, na Indonésia, reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas estrangeiros provenientes de 19 países, entre os quais também se encontra Portugal, apesar de continuarem a existir diversas restrições, avança a Lusa.

De acordo com as autoridades da Indonésia, para entrarem  em Bali, os turistas estrangeiros devem apresentar prova de que possuem a vacinação completa contra a COVID-19 ou um teste negativo na chegada ao destino, onde será ainda necessário realizar uma quarentena de cinco dias em hotéis designados pelas autoridades e cujos custos são suportados pelos turistas. Existem também diversas restrições em vigor nos hotéis, restaurantes e praias de Bali.

Além de Portugal, também os turistas provenientes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Kuwait, Bahrein, Qatar, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Liechtenstein, Itália, França, Espanha, Suécia, Polónia, Hungria e Noruega voltam a poder entrar em Bali, sendo todos países que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentam um baixo risco para a COVID-19.

A Lusa cita ainda o presidente da Indonésia, Joko Widodo, que já tinha explicado que a decisão de reabrir Bali se devia à alta taxa de vacinação na ilha, que chega já a perto de 80% da população de Bali.

 

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