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“Temos possibilidade de ter muitos mais turistas portugueses no Brasil”

A passar por uma fase de mudança, a Embratur está empenhada em manter uma relação próxima com o trade português, de forma a aumentar o número de turistas lusos que visitam o país, segundo Tetê Bezerra, a nova presidente da Embratur, que esteve na BTL 2019.

Inês de Matos
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“Temos possibilidade de ter muitos mais turistas portugueses no Brasil”

A passar por uma fase de mudança, a Embratur está empenhada em manter uma relação próxima com o trade português, de forma a aumentar o número de turistas lusos que visitam o país, segundo Tetê Bezerra, a nova presidente da Embratur, que esteve na BTL 2019.

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A passar por uma fase de mudança, a Embratur está empenhada em manter uma relação próxima com o trade português, de forma a aumentar o número de turistas lusos que visitam o país, segundo Tetê Bezerra, a nova presidente da Embratur, que esteve na BTL 2019.

 

É presidente da Embratur há poucos meses. Como está a correr este desafio e qual tem sido a sua prioridade?
Acreditamos que as ferramentas digitais são o grande avanço dos últimos tempos. Hoje, as pessoas acedem à internet para ter informação sobre os destinos. Por isso, a Embratur tem utilizado muito as ferramentas digitais, nomeadamente para o trade internacional, colocando no visitBrasil um market place do relacionamento do operador internacional com o brasileiro.
Além disso, lançámos uma plataforma digital, a Visit Brasil Academy, para qualificar o trade internacional e estamos trabalhando para que a Embratur tenha mais orçamento e recursos para se promover em mercados estratégicos.

O português é um desses mercados estratégicos?
É um mercado em que temos total interesse, pela relação histórica, facilidade do idioma e porque existe uma comunidade portuguesa forte no Brasil.
Mas Portugal é um mercado importante também pela localização, tornou-se num grande hub para ligações aéreas ao continente americano e para o Brasil. Portugal tem essa importância, principalmente no turismo europeu, que tem uma grande simpatia pelo sol e praia, mas também pela natureza, pela questão cultural e gastronómica. São atrativos importantes, que os turistas portugueses e europeus apreciam.

O que é que está previsto ao nível da promoção da Embratur em Portugal?
Já tivemos algumas reuniões importantes, incluindo uma com a TAP, que é muito importante porque transporta 30% dos turistas europeus que vão ao Brasil, são mais de 82 voos semanais para 10 cidades brasileiras.
Além da TAP, também estivemos reunidos com a Abreu, que tem uma relação próxima com o Brasil. Vamos participar no Mundo Abreu, onde a Embratur vai mostrar o destino Brasil.

Importância da TAP

Falando na TAP, há pouco tempo foi anunciado que o Stopover seria alargado ao Brasil. Que impacto poderá ter este programa?
É uma presença nova, não temos ainda, no Brasil, voos com Stopover, mas sabemos que, em Portugal, foi uma tática com muito sucesso. Por isso, acreditamos que também será no Brasil. A expetativa é muito positiva.
Inicialmente, vamos lançar dois destinos com acesso ao Stopover, Brasília e Pernambuco, através de Recife, no Nordeste, pela praia e porque é um fantástico destino cultural.

Além do Stopover, tem surgido a indicação de que a TAP quer voar diretamente para Florianópolis. Pode confirmar esse interesse?
É verdade, mas, além de Florianópolis, há também Natal, onde os voos vão passar a ser diários no segundo semestre, o que é muito interessante. Sei que há outros mercados brasileiros em que a TAP tem interesse.

Abertura aos privados

Esta é uma fase de mudança na Embratur, que está a fazer a transição para agência de promoção. Em que ponto está esse processo?
É uma grande expetativa. Vamos deixar de ser uma entidade estritamente pública para passarmos a ter também a visão do privado. Temos uma grande confiança do nosso ministro do Turismo, que defende essa ideia, que é uma das suas bases de trabalho em relação ao turismo internacional e que está a ser tratada junto do governo federal, com a apresentação de um modelo, através de uma medida provisória, uma ferramenta que temos no Brasil.
Até abril, deve sair a medida provisória do Presidente da República, instituindo a agência com uma roupagem nova e mais orçamento. Acreditamos que isso vai contribuir muito para que o Brasil se promova melhor.

Além da Embratur, também os aeroportos brasileiros se estão a abrir aos privados. Com o novo Presidente, essa estratégia mantém-se?
Mantém-se, sim. Nos próximos dias, teremos um leilão onde vão ser disponibilizados mais 20 aeroportos. É uma opção para fomentar o turismo em aeroportos estratégicos no litoral e também no interior, para levar uma estrutura melhor aos nossos aeroportos.
Essa abertura é também a postura do Presidente Bolsonaro, que quer abrir o mercado a mais investimento, inclusive internacional, e que se soma aos esforços da Embratur nesse sentido.

Números

Como correu 2018 para o Brasil ao nível da atividade turística, nomeadamente no mercado português, e qual é a expetativa para 2019?
Portugal está em 10.º lugar no nosso ranking mundial, mas acreditamos que, principalmente pela relação histórica, temos possibilidade de ter muitos mais turistas portugueses no Brasil.
O Brasil tem uma grande oferta e está preparado para receber famílias. Os nossos resorts têm uma vantagem face a outras partes do mundo, porque estão ligados à comunidade local e isso oferece aos turistas a possibilidade de visitarem as comunidades, conhecerem a cultura e viverem a experiência da vivência nessa comunidade.
Em 2018, os portugueses que visitaram o Brasil foram em torno de 150 mil. Ainda não temos 2018 fechado, mas em 2017 tínhamos recebido mais de 140 mil portugueses e acreditamos que houve um aumento.
Ainda estamos no início do ano, mas, para 2019, a meta é estarmos, cada vez mais, presentes no mercado português, porque acreditamos que nos dará uma resposta rápida. Por isso, vamos participar em roadshow, seminários, feiras e outros eventos. Queremos ampliar, cada vez mais, a presença do Brasil em Portugal.

Além do tradicional sol e praia, que outros segmentos se estão a destacar na procura do mercado português?
Continua sendo o Nordeste a região preferida. O litoral, por tudo o que oferece, continua a ser a principal atração, são mais de oito mil quilómetros de sol e praia, isso permite que se viaje várias vezes para o Brasil e se possa conhecer, de cada vez, um destino diferente.
Mas, o Brasil foi considerado pelo Fórum Económico Mundial como o país número um em belezas naturais e o oitavo em atrativos culturais, entre 136 países. O segmento cultural e religioso, por exemplo, tem bastante procura, assim como o eco-turismo, uma vez que regiões como o Pantanal estão a ter grande destaque na Europa. São produtos novos que estão sendo apresentados e que estão preparados para receber turistas internacionais.
Este ano, temos também a Copa América, uma competição de futebol com 10 países da América Central e do Sul, e estamos convidando duas seleções de outras regiões para estarem presentes, o Japão e o Qatar, que recebem os próximos Jogos Olímpicos e Mundial de Futebol. Vai passar por cinco estados e a final é no Maracanã, o grande símbolo do futebol brasileiro. É um evento muito interessante, entre 14 de junho e 7 de julho, e que é mais uma oportunidade para atrair turistas internacionais.

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Transportes

MSC Cruzeiros já recebeu novo navio MSC World Europa

O MSC World Europa é o primeiro navio de cruzeiro da companhia movido a GNL e vai ser oficialmente inaugurado no Qatar, no início de dezembro.

A MSC Cruzeiros recebeu segunda-feira, 24 de outubro, o MSC World Europa, o primeiro navio de cruzeiro da companhia movido a GNL e que vai ser oficialmente inaugurado no Qatar, no início de dezembro.

De acordo com a companhia de cruzeiros, o navio foi entregue à MSC Cruzeiros numa cerimónia que decorreu nos estaleiros Chantiers de l´Atlantique, em Saint- Nazaire, onde o MSC World Europa foi construído.

Além de ser movido a GNL, um combustível menos poluente, o MSC World Europa é também um navio ambientalmente avançado, já que conta com diversas inovações que garantem a redução de emissões e a sua eficiência energética.

“Estamos orgulhosos de ter na nossa frota o MSC World Europa, o nosso 20.º navio e o primeiro a ser movido a LNG. Este navio pioneiro representa a fase seguinte na nossa viagem em direção não só ás zero emissões como ao cruzeiro sustentável e é um símbolo do nosso inabalável compromisso com estas duas preocupações”, destaca Pierfrancesco Vago, Executive Chairman da divisão de cruzeiros do Grupo MSC.

Além de ser movido a GNL, o MSC World Europa é também um dos primeiros navios do mundo a incorporar tecnologia de célula de combustível de óxido sólido (SOFC), contando também com um “demonstrador SOFC de 150 quilowatts que utilizará o LNG para produzir eletricidade e calor a bordo de uma forma altamente eficiente por meio de uma reação eletroquímica”.

“Será um teste para acelerar o desenvolvimento da tecnologia de células de combustível para navios de cruzeiro contemporâneos e oferece um potencial para permitir soluções de propulsão híbrida no futuro”, considera a MSC Cruzeiros em comunicado.

Paralelamente, o navio foi também construído com um formato de casco inovador, que permite minimizar a resistência através da água e incorpora ainda “uma ampla gama de equipamentos para otimizar a utilização de energia em todo o navio”.

“Estes incluem ventilação inteligente e sistemas avançados de ar condicionado, com circuitos automatizados de recuperação de energia, permitindo uma distribuição eficaz de calor e frio em todo o navio, controlada por sistemas de gestão inteligentes para melhorar ainda mais o perfil de poupança de energia”, acrescenta a companhia de cruzeiros.

O navio está ainda equipado com  sistemas aperfeiçoados de recolha automática de dados para monitorização remota de energia e análise avançada, permitindo suporte em terra em tempo real para otimizar a eficiência operacional a bordo.

“Esses avanços de eficiência e a utilização de LNG permitirão um desempenho operacional muito superior aos critérios de design energético exigidos pela IMO para novos navios. O MSC World Europa foi concebido para ter um desempenho 47% melhor do que o Índice de Design de Eficiência Energética (EEDI) exigido pela regulamentação”, explica a companhia.

Mas o MSC World Europa conta ainda com um sistema avançado de tratamento de águas residuais (AWTS), que “trata todas as águas residuais produzidas a bordo para se aproximar dos padrões de água da torneira”, assim como com um sistema de tratamento de água de lastro de última geração, que “impede a introdução de espécies invasoras no ambiente marinho através de descargas de águas de lastro”.

O navio possui também um sistema de redução catalítica seletiva (SCR) que reduz as emissões de NOx em 90% quando o LNG não está disponível e o navio deve funcionar com gasóleo marítimo, e, como todos os novos navios da MSC Cruzeiros, também o MSC World Europa “está equipado com capacidade de energia em terra, o que permite minimizar a utilização do motor nos portos onde a infraestrutura necessária está disponível”.

Já o casco e a sala de máquinas do MSC World Europa foram “concebidos para minimizar o impacto acústico submarino, reduzindo o impacto potencial sobre os mamíferos marinhos nas águas circundantes”.

Além das inovações de cariz ambiental, o novo navio da MSC Cruzeiros vai também trazer novos conceitos a bordo, que começam logo no design inovador do navio, em forma de Y, assim como na promenade semi-aberta e semi-coberta, de 104 metros de comprimento, e que oferece vistas deslumbrantes do oceano.

O MSC World Europa traz também novos camarotes com varanda e vista para a promenade, onde se encontra ainda um escorrega de 11 decks de altura, que é o mais longo do mar.

O navio conta ainda com uma microcervejaria, bar de gin, bar de sumos saudáveis, Café Emporium e casa de chá, além de 13 opções gastronómicas, onde se incluem os novos restaurantes de especialidade La Pescaderia, que oferece frutos do mar frescos, e Chef´s Garden Kitchen, que proporciona culinária sazonal da fazenda ao oceano.

O MSC World Europa possuir 215,863 toneladas de arqueação bruta, 333 metros de comprimento e 47metros de largura, contando com 2.626 camarotes e capacidade para transportar 6.762 passageiros.

Além da cerimónia de entrega do MSC World Europa, a MSC Cruzeiros e os estaleiros Chantiers de l´Atlantique assinalaram também o corte de aço do MSC World America, navio que também vai pertencer à World Classe e que vai ser inaugurado em 2025, para navegar pela América do Norte.

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ISCTE Executive Education lança nova Pós-Graduação na área do Turismo

No âmbito deste programa foi estabelecido um Protocolo de Colaboração entre o ISCTE Executive Education e a CTP – Confederação do Turismo Português.

Depois de ter atravessado uma grave crise devido às restrições de mobilidade decorrentes da pandemia, agravada pela guerra na Ucrânia, o panorama do turismo mudou, os desafios do passado migraram para o presente e juntaram-se a um número de condicionantes que agravou a sua performance.

Foi neste contexto, que o ISCTE Executive Education desenhou a Pós-Graduação em Gestão Estratégica do Turismo. Trata-se de um programa diferenciado de toda a oferta formativa existente no mercado, por abordar os conceitos mais relevantes que impactam o negócio turístico como sustentabilidade, a tecnologia e a gestão de talentos. Com uma aprendizagem focada em casos práticos, o programa contempla um fim-de-semana imersivo para desenvolvimento de um projeto em gestão do negócio turístico, onde serão aplicados os conhecimentos adquiridos.

Coordenado por Jorge Catarino e Joaquim Vicente Rodrigues, o Programa Avançado em Gestão Estratégica do Turismo, irá decorrer entre 10 de fevereiro e 3 de junho de 2023, em regime presencial e conta no seu corpo docente com alguns dos mais experientes e reputados profissionais do setor do Turismo.

O ISCTE Executive Education realiza na quinta-feira, 27 de outubro, uma Sessão de Apresentação da Pós-Graduação em Gestão Estratégica do Turismo, onde será assinado um Protocolo de Colaboração entre o ISCTE Executive Education e a Confederação do Turismo Português (CTP).

O evento contará com a presença de José Crespo Carvalho, presidente do ISCTE Executive Education, Francisco Calheiros, presidente da CTP, e dos coordenadores do programa – Jorge Aníbal Catarino e Vicente Rodrigues.

Este evento que terá lugar no ISCTE Executive Education e tem como objetivo, apresentar aos participantes uma visão integrada, bem como estratégias e ferramentas imprescindíveis, para transformar os desafios sentidos na área em oportunidades que permitam alavancar o sucesso.

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Carlos Moedas anuncia parceria com Ryanair para “Fábrica de Unicórnios”

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou uma parceria com a Ryanair para a “Fábrica de Unicórnios”, afirmando, também, estar na corrida para a localização do novo centro de inovação da companhia irlandesa.

Victor Jorge

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou esta terça-feira, 25 de outubro, que a cidade quer estar na corrida para a localização do novo centro de inovação da Ryanair e anunciou uma parceria com a companhia aérea para a “Fábrica de Unicórnios”.

Aproveitando a presença do presidente da Ryanair, MichaelO’ Leary, que veio a Lisboa para celebrar o 20.º aniversário da operação da companhia no nosso país, Carlos Moedas disse que “tudo fazer para que a Ryanair também estabeleça aqui, mais um centro de inovação em Lisboa, acho que isso é importante, portanto vamos tentar estar nesta corrida”.

Perante vários representantes do setor do turismo nacional, entre eles a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Pita, CCO da ANA – Aeroportos de Portugal, entre outros, o autarca sublinhou que a concorrência para a localização do novo centro é “entre cidades de toda a Europa” e defendeu que Lisboa “tem de criar essa atratividade”.

Recorde-se que, no início de setembro, o presidente executivo da companhia aérea irlandesa, Michael O’Leary, disse, num encontro com jornalistas, em Dublin, que a Ryanair quer abrir um novo centro de treinos para pilotos e tripulantes de cabine na Península Ibérica e admitiu que o Porto é uma das hipóteses em consideração.

No entanto, hoje, o presidente executivo da companhia de aviação, Eddie Wilson, avançou que a decisão deverá ser tomada nos próximos três meses e que Madrid se apresenta como uma opção com melhores conexões.

O responsável disse ainda que a empresa está a analisar a hipótese de abrir instalações em Lisboa para a equipa de tecnologias de informação, que pretende reforçar.

Carlos Moedas aproveitou também o momento para anunciar que a Câmara de Lisboa e a Ryanair vão ser parceiros no desenvolvimento da Fábrica de Unicórnios, que deverá ser anunciada na próxima semana, na Web Summit.

“Vamos anunciar a Fábrica de Unicórnios, aquele que é o meu grande projeto de inovação, para que Lisboa seja a capital da inovação da Europa e, hoje, tive a boa notícia que a Ryanair vai também participar neste projeto”, frisou Moedas.

Já no que diz respeito ao novo aeroporto, Carlos Moedas afirmou que “o que a Ryanair fez foi mais do que simples números. Foi trazer pessoas para fazerem a nossa economia crescer”.

Além disso, admitiu que “o que a Ryanair fez foi dar a uma geração a possibilidade de viajar”; salientando que “vocês [Ryanair] democratizaram as viagens”.

Para rematar a intervenção, Moeadas afirmou ainda que “precisamos de um novo aeroporto já”, reforçando que “precisamos de um novo aeroporto em Lisboa”.

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Victor Jorge

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TAAG
Transportes

TACV e TAAG estudam abertura de rota conjunta entre Cabo Verde e Angola

A abertura de uma rota conjunta daria seguimento à agenda estratégica que Angola e Cabo Verde mantêm e no âmbito da qual têm vindo a ser estabelecidos vários protocolos de colaboração entre ambos os governos.

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A TACV e a TAAG estão a estudar a criação de uma rota conjunta entre Cabo Verde e Angola, avança a Lusa, que cita o Ministério dos Transportes e Turismo cabo-verdiano.

A abertura da rota conjunta entre as duas companhias aéreas de bandeira de Cabo Verde e Angola daria seguimento à agenda estratégica que os dois países mantêm e no âmbito da qual têm vindo a ser estabelecidos vários protocolos de colaboração entre ambos os governos.

Segundo a Lusa, a abertura de uma rota conjunta entre os dois países foi um dos temas abordados na reunião entre Carlos Santos, ministro do Turismo e dos Transportes de Cabo Verde, e Eduardo Fairen, presidente da comissão executiva da TAAG, que decorreu esta segunda-feira, 24 de outubro.

“Dentre as conversações havidas, destaca-se a possibilidade da criação da rota conjunta Angola/Cabo Verde/Angola e outras oportunidades de negócios entre as duas companhias aéreas, no quadro da política do Governo para os transportes aéreos para o aumento da conectividade entre Cabo Verde e o continente africano e não só”, indica uma nota informativa divulgada pelo ministério cabo-verdiano.

A Lusa recorda que as ligações aéreas entre Cabo Verde e Angola foram interrompidas com a pandemia da COVID-19, que levou mesmo a uma paragem total da companhia aérea cabo-verdiana, que, desde então, apenas retomou os voos para Lisboa, a partir do Sal, São Vicente e Praia.

A colaboração entre as duas companhias aéreas é bem-vista também pelo presidente angolano, João Lourenço, que, em março passado, defendeu a criação de uma ‘joint-venture’ entre as duas companhias aéreas de bandeira, para aproveitar as capacidades de cada país.

“Vamos juntar as capacidades dos dois países neste domínio da aviação civil e creio que sairemos todos a ganhar com isso”, disse João Lourenço na ocasião, depois de uma reunião com o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, na qual foi assinado um acordo entre as administrações das companhias aéreas estatais dos dois países para cedência de um avião Boeing 737-700 da TAAG à TACV.

Na mesma altura, foi ainda assinado um Acordo Bilateral de Serviços Aéreos entre os dois governos, um Memorando de Entendimento sobre os Transportes Aéreos entre os ministérios dos Transportes dos dois países, e um Memorando de Cooperação Técnica entre a Agência de Aviação Civil de Cabo Verde (AAC) e a Autoridade Nacional da Aviação Civil de Angola (ANAC).

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Transportes

ANAC chumba proposta da ANA e pede alterações às tarifas aeroportuárias para 2023

O regulador considerou que a proposta para as tarifas a vigorar nos aeroportos nacionais em 2023 era demasiado elevada e suspendeu o processo até a concessionária rever os valores propostos.

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A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) considerou esta segunda-feira, 24 de outubro, que a proposta da ANA – Aeroportos de Portugal para as tarifas a vigorar nos aeroportos nacionais em 2023 era demasiado elevada e suspendeu o processo até a concessionária rever os valores propostos.

De acordo com a Lusa, que cita um comunicado publicado no site da ANAC, o regulador diz que, “após análise dos elementos enviados pela ANA, verificou existirem contradições entre a proposta tarifária submetida pela ANA às transportadoras aéreas e os pontos 8.10, conjugado com o ponto 8.6. (Grupo de Lisboa), e 8.12 (aeroportos Porto e Faro), todos do Anexo 12 do Contrato de Concessão de Serviço Público Aeroportuário”.

Por isso, a ANAC “solicitou à Concessionária a fundamentação das opções tomadas em sede de Processo de Consulta Pública sobre as Taxas Reguladas 2023, designadamente quanto à conformidade da proposta tarifária com as disposições contratuais previstas no Contrato de Concessão”.

Depois de “analisados os fundamentos invocados pela ANA, a ANAC considerou que a proposta tarifária apresentada para 2023 (que contempla aumentos das receitas da ANA nos aeroportos do Grupo de Lisboa acima da inflação 5,9 pontos percentuais, no aeroporto do Porto contempla um aumento global médio das taxas 1,9 pontos percentuais acima da inflação e no aeroporto de Faro contempla um aumento global médio das taxas em 2,71 pontos percentuais acima da inflação) não cumpre as disposições previstas no Contrato de Concessão”.

Nesse sentido, a 21 de outubro, o “Conselho de Administração da ANAC deliberou suspender de imediato o processo de consulta tarifária em curso” e “proferir uma determinação” com obrigações para a concessionária.

A ANAC pede alterações à “proposta de taxas das Atividades Reguladas a vigorar em 2023” nos aeroportos do Grupo de Lisboa, “de forma a assegurar que a RRMM (Receita Regulada Média Máxima) para 2023 não apresente um aumento superior a dois pontos percentuais acima da inflação”.

Já no que diz respeito “aos aeroportos do Porto e de Faro, a ANA deverá alterar a sua proposta de taxas das Atividades Reguladas a vigorar em 2023, por forma a acautelar que qualquer das referidas taxas não apresente um aumento superior à inflação, devendo, ainda, no que se refere ao aeroporto de Faro, explicitar as medidas a adotar já em 2023 para reforçar a sua competitividade”, acrescenta o comunicado da ANAC.

A ANAC quer ainda que a empresa que gere os aeroportos nacionais dê “conhecimento aos utilizadores, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis a contar da notificação da decisão hoje notificada, retomando-se o processo de consulta, com o prazo remanescente, acrescido de 10 dias úteis”.

Recorde-se que, no início de outubro, a ANA – Aeroportos de Portugal confirmou a apresentação de uma proposta de “atualização das taxas aeroportuárias reguladas com data de entrada em vigar a 01 de fevereiro de 2023, seguindo o novo modelo previsto no contrato de concessão para o período 2023 até ao final da concessão”.

De acordo com a concessionária, “ao abrigo do modelo, que vigorou nos primeiros 10 anos da concessão, a ANA fez reduções substanciais das taxas praticadas durante o período da covid que resultaram na devolução de um valor total de cerca de 54 milhões de euros aos seus clientes em 2020 e 2021”.

A ANA lembrava ainda que devolveu “mais de 13 milhões de euros às companhias aéreas referente a acertos da receita cobrada em 2021, nomeadamente em Lisboa e em Faro” e lembra que, durante o período pandémico, tomou medidas que resultaram na redução de 26% em Lisboa, de 18% no aeroporto do Porto e de 45% em Faro.

A gestora aeroportuária frisava também que a proposta apresentada previa acréscimos por passageiro de 0,35 euros nos Açores, 0,79 euros na Madeira, 0,81 euros no Porto, 0,80 euros em Faro e 1,53 euros em Lisboa, num aumento médio de 10,81% que, segundo a empresa, segue o aumento da taxa de inflação e as regras estabelecidas pelo Contrato de Concessão com o Estado Português.

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International Golf Travel Market

Meeting Industry

Lisboa acolhe a International Golf Travel Market nos próximos dois anos

Até à data, a maior feira do mundo ligada aos setores do golfe e turismo era realizada todos os anos em locais diferentes.

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A cidade de Lisboa foi escolhida para acolher as edições de 2023 e de 2024 da International Golf Travel Market (IGTM), a maior feira do mundo ligada aos setores do golfe e do turismo. O anúncio foi feito no jantar de encerramento do evento deste ano, que teve lugar em Roma de 17 a 20 de outubro, como indicado em comunicado.

“A escolha de Lisboa para receber um evento desta dimensão é fruto do trabalho que tem sido desenvolvido para colocar Lisboa no mapa e ser reconhecida pelas suas características tão distintas ao nível da acessibilidade, oferta hoteleira e cultural”, refere Paula Oliveira, diretora executiva da Associação Turismo de Lisboa (ATL).

Assegura ainda que, “certamente, será um evento muito bem organizado e pensado para dar a conhecer o melhor do Golf em Lisboa. O Lisboa Golf Coast já é um produto consolidado, reconhecido internacionalmente e bastante apreciado, com mais de 20 campos de golfe em Cascais, Sintra, Península de Setúbal e Oeste”.

A ATL marcou novamente presença na edição deste ano da IGTM, com um espaço dedicado ao destino e às suas empresas. Durante os quatro dias de evento, Lisboa contou com a participação de nove empresas sob a marca Lisboa Golf Coast.

O International Golf Travel Market é o ponto de encontro a nível mundial da comunidade de viagens de golfe. Centenas de fornecedores do segmento de golfe juntam-se a outras centenas de compradores e jornalistas internacionais para quatro dias de oportunidades de networking e atualizações da indústria.

Até à data, o evento era realizado todos os anos em locais diferentes. Nos próximos dois anos passa a decorrer em Lisboa.

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Distribuição

Iniciativa GEA vai ter CONSIGO termina com balanço positivo

A iniciativa GEA vai ter CONSIGO, que terminou no final da passada semana, “caracterizou-se pelos mais elevados sucesso e adesão”, de acordo com as expectativas da administração do grupo de gestão de agências de viagens.

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Com esta iniciativa, o grupo pretendeu dar um maior e alargado tempo de antena e voz aos diretores da rede junto da equipa da GEA, já que nas Reuniões Regionais e Convenção Nacional a agenda não o permite. Independentemente das visitas que os comerciais do grupo fazem às agências, estas reuniões segmentadas geograficamente em grupos menos numerosos, permitem uma mais correta aproximação ao grupo.

De acordo com nota de imprensa, o Grupo GEA indica que diferentemente das Reuniões Regionais e da Convenção Nacional que todos os anos a GEA realiza, esta iniciativa teve uma abordagem distinta daqueles dois encontros anuais. Isto porque, “procurou, em primeiro lugar, e com um registo de maior proximidade presencial da direção e equipa GEA com as agências da rede, conhecer o balanço provisório das agências no ano que atualmente decorre. Em segundo lugar, tomar conhecimento sobre o decorrer das operações durante a temporada que está prestes a terminar, e também conhecer as questões que suscitaram maior ou menor contentamento no trato com os fornecedores com os quais a GEA tem relações estabelecidas”.

Segundo a GEA, outro aspeto a destacar “tem sido o de obter um feedback sobre o perfil do cliente, tendências de mercado, evolução dos hábitos de compra e características da procura.  Também ouvir às sugestões das agências para melhor poder preparar o próximo ano. Em resumo, tomar o pulso ao grupo e ao mercado neste período de retoma pós-pandemia”.

O comunicado dá ainda conta que, na segunda parte das reuniões, a GEA informou sobre o desempenho produtivo do grupo com os parceiros fornecedores, com especial atenção para os fornecedores que integram o projeto Mundigea, que embora já exista há mais de dez anos na GEA, encontra agora um novo modelo estratégico de compras, procurando sensibilizar o diretor de cada agência a orientar as suas compras naqueles fornecedores que maior rentabilidade possibilitam.

Como resultados, considerando o desempenho produtivo em 2022, o Grupo GEA “consegue resultados muito positivos, tendo tido um crescimento até 31 de agosto de 6,2% no top 10 Operadores (com 50.3 milhões de euros) e de 32,5% no top 5 Centrais hoteleiras (com 39,4 milhões de euros) face a 2019”.

Assim, graças a estes crescimentos, o grupo prevê um nível satisfatório de incentivos para as agências relativamente a 2022.

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IFEMA Madrid premiada nos World MICE Awards

Os diversos eventos realizados nos últimos anos consolidou a IFEMA Madrid como palco para os maiores eventos MICE do mundo.

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A IFEMA Madrid foi reconhecida como Melhor Centro de Congressos na Europa e Espanha nos World MICE Awards, tendo a capital espanhola recebido, igualmente, o prémio de Melhor Destino MICE da Europa.

Esta é a terceira vez que a IFEMA vence o prémio enquanto instituição organizadora e dos seus espaços para o turismo de negócios europeu.

O vencedor é escolhido com base nos votos dos profissionais MICE e dos media de todo o mundo. Desde o seu lançamento em 2020, o World MICE Awards ajudou a elevar os padrões no setor MICE, premiando organizações no seu campo em todos os países.

“Este reconhecimento reforça o esforço da IFEMA Madrid para liderar o turismo de negócios internacionalmente, ao mesmo tempo que valida a sua estratégia de negócio e consolida a sua posição como operador e palco de grandes congressos e eventos, graças às suas instalações de nível superior, bem como infraestruturas e serviços que permitiram competir no mercado internacional MICE”, refere José Vicente de los Mozos, presidente do Comité Executivo da IFEMA Madrid.

Apoiada nas novas linhas de negócio que tem vindo a desenvolver nos últimos anos, a atividade MICE na organização e produção de importantes feiras e congressos internacionais continua a ser o core business da IFEMA Madrid. A atividade consolidou-se ao longo de mais de 40 anos de história, durante os quais foi palco de eventos importantes como a Cimeira do Clima das Nações Unidas COP25, a Cimeira da NATO 2022 e a Assembleia da União Interparlamentar da UIP 2021, além de dezenas de grandes congressos especializados, associações profissionais e médicas de todo o mundo.

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Solférias renova aposta no destino Senegal para verão 2023 com saídas de Lisboa e do Porto

O operador turístico Solférias acaba de anunciar que, dado o sucesso verificado este verão com a estreia da operação para o Senegal, vai renovar a sua aposta neste destino africano no verão de 2023.

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Para 2023 estão já programados dois voos especiais para o Senegal, com partidas de Lisboa e do Porto às segundas-feiras, entre 05 de junho e 02 de outubro (última saída). O pacote de sete noites custa desde 1.063€ por pessoa, em regime de tudo incluído em quarto duplo.

A Solférias está já a preparar a sua programação de verão 2023, mantendo a tradição de disponibilizar aos agentes de viagens e viajantes portugueses um conjunto de propostas com a máxima antecedência possível.

O operador turístico recorda que uma das novidades de 2022 foi a programação exclusiva para o Senegal, que, segundo refere em nota de imprensa, “rapidamente se tornou num dos grandes sucessos do ano e num dos destinos favoritos dos viajantes nacionais”.

Por isso, indica que faz todo o sentido renovar e reforçar a oferta exclusiva para esse destino, sempre apoiada e sustentada no resort de cinco estrelas, o Hotel Riu Baobab.

 

 

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Candidaturas de PME a apoio de projetos conjuntos de internacionalização já decorrem

Concurso visa apoiar “ações de promoção e marketing”, assim como a presença das PME “em certames internacionais e do conhecimento e acesso a novos mercados”. Candidaturas decorre até 30 de dezembro de 2022.

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O Governo anunciou sexta-feira, 21 de outubro, a abertura das candidaturas para as empresas PME ao apoio de projetos conjuntos de internacionalização, que se encontram a decorrer até 30 de dezembro de 2022.

De acordo com um comunicado do Ministério da Economia e do Mar, este concurso destina-se a “conceder apoios financeiros a projetos que reforcem a capacitação empresarial das PME para a internacionalização permitindo potenciar o aumento da sua base e capacidade exportadora e reconhecimento internacional”.

Entre as iniciativas que vão ser apoiadas encontram-se “ações de promoção e marketing”, assim como a presença destas empresas “em certames internacionais e do conhecimento e acesso a novos mercados”, sendo também valorizada “a utilização crescente de ferramentas digitais, mediante o recurso a tecnologias e processos associados a canais digitais”.

As candidaturas destinam-se a empresas PME de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica, que estejam integradas em projetos conjuntos promovidos por entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, de natureza associativa e com competências específicas dirigidas às PME, a exemplo de associações empresariais, câmaras de comércio e indústria, agências regionais de promoção turística, assim como outras entidades não empresariais do Sistema Nacional de I&I.

O aviso abrange todas as regiões NUTS II do Continente: (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve) e os apoios são atribuídos sob a forma de subvenção não reembolsável.

Este aviso enquadra -se no mecanismo extraordinário de antecipação do Portugal 2030, aprovado pela Deliberação n.º 27/2021, de 23 de agosto, da Comissão Interministerial de Coordenação (CIC) do Portugal 2020 onde se prevê a utilização antecipada de verbas do Portugal 2030.

Toda a informação sobre este concurso está publicada no site do COMPETE 2020 e pode ser consultada aqui.

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