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“Houve aldeias que voltaram a ter população devido às Aldeias do Xisto”

Depois de terem levado nova vida ao interior do país, numa região marcada pela desertificação, as Aldeias do Xisto preparam-se para a internacionalização, segundo Paulo Fernandes, presidente da ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto.

Inês de Matos
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“Houve aldeias que voltaram a ter população devido às Aldeias do Xisto”

Depois de terem levado nova vida ao interior do país, numa região marcada pela desertificação, as Aldeias do Xisto preparam-se para a internacionalização, segundo Paulo Fernandes, presidente da ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto.

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Depois de terem levado nova vida ao interior do país, numa região marcada pela desertificação, as Aldeias do Xisto preparam-se para a internacionalização, segundo Paulo Fernandes, presidente da ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto.

Aldeias do Xisto nasceram no início do ano 2000. O que é que levou ao surgimento deste projecto?
As Aldeias do Xisto, enquanto marca territorial, surgiram um pouco mais tarde, mas foi no princípio do milénio que o projecto se formalizou, inserido na abordagem “Acção Integrada de Base Territorial do Pinhal Interior”, numa das zonas de menor densidade do país. O Pinhal Interior é uma zona com problemas em termos de desertificação e este projecto surgiu numa lógica de desenvolvimento territorial, com uma conexão muito forte com as comunidades.
Começámos por fazer a detecção de recursos, o que permitiu perceber que o isolamento daquele território tinha um lado menos negativo, que era a preservação de um património cultural do xisto e de uma arquitectura que estava corporizada por um conjunto de aldeias comuns a 18 municípios. Foi, então, feito um trabalho de triagem e passámos para os planos de reabilitação, com intervenções no espaço público.
Essa primeira fase culminou em 2008, quando se constituiu a marca Aldeias do Xisto e se criou uma entidade gestora, que na altura era algo muitíssimo inovador, porque tinha lógicas públicas e privadas. Considerámos que, no território, tínhamos que ser nós – agentes e comunidade – a assumir a responsabilidade e criámos a ADXTUR com essa assunção, porque depois da reabilitação física, era importante criar percepção de valor no mercado.
A ADXTUR arrancou como uma associação sem fins lucrativos, com um modelo público-privado, com 70/80 agentes e grande parte eram privados. Nessa primeira fase, fizemos um investimento de 13 milhões de euros, muito alavancado em fundos comunitários, já que 80% do investimento era público.
Na segunda fase – que foi sobretudo de construção e qualificação da oferta – passámos para 200 associados, dos quais 150 são privados, desde unidades hoteleiras, empresas de animação turística, restauração, produtores locais e alojamentos em Turismo no Espaço Rural (TER) e o paradigma inverteu-se, porque estamos já com 70% de investimento privado e 30% público.

Podemos dizer que o impacto das Aldeias do Xisto foi transversal, não se limitou ao Turismo?
Exactamente. O projecto tem no Turismo um dos seus pilares essenciais, mas o impacto é muito maior, permitiu passar de um território conhecido pelas piores razões, para um território que tem neste projecto uma criação de valor.
Quando começámos, eram meia dúzia os agentes que tinham ligação ao Turismo, haveria apenas um hotel naquele território – não íamos além das 40 camas e, hoje, temos cerca de mil – e nos TER aconteceu a mesma coisa, no início seriam uns 10 a operar e agora existem uns 80, o que mostra a mudança brutal que este projecto permitiu.
Nesta segunda fase, fizemos um investimento fortíssimo e estamos agora a entrar numa terceira dimensão, onde a componente da qualidade é muito relevante.

Referiu que as Aldeias do Xisto estão a entrar numa nova etapa. O que é que vai acontecer, que novidades podemos esperar?
Vamos aprofundar a vertente da inovação e continuar a trabalhar na criação de temáticas. Uma dessas temáticas é o cycling e, em breve, vamos apresentar a primeira bicicleta da marca Aldeias do Xisto. É uma bicicleta eléctrica, todo-o-terreno e adaptada à região. Temos muita força na vertente das bicicletas e queremos assumir-nos como um destino ciclável.
Outra das vertentes em que vamos apostar é na água, pelas características da região, que tem a ‘Grande Rota do Zêzere’ e mais de 50 praias fluviais, e estamos também a apostar na gastronomia. Fizemos uma carta gastronómica, que tem quase nove anos e que resultou de um trabalho profundo e, agora, queremos fazer a ponte entre a cozinha tradicional e uma gastronomia sofisticada, a partir dos produtos regionais e dos pratos associados ao Pinhal Interior, como a Chanfana, o Bucho ou o Maranho, mas envolvendo também os produtores, numa relação de proximidade. É por isso que estamos a fomentar a criação do Clube de Produtores das Aldeias do Xisto, com o objectivo de usar estes produtos nos restaurantes recomendados e oferecer uma gastronomia autêntica, com base em produtos de qualidade.
Vamos continuar também o esforço de desdobramento dos mercados. A nossa grande força é no mercado interno, queremos manter essa força, mas queremos chegar a mais mercados internacionais, sobretudo onde o produto de Turismo de Natureza está bastante desenvolvido.
E estamos ainda a trabalhar o digital, a exemplo da nossa plataforma BookinXisto, que é também bastante inovadora, porque não vende só noites de alojamento.

Como está a correr a aposta nessa plataforma de reservas? Foi lançada há muito pouco tempo, mas já é possível fazer um balanço?
A plataforma está no primeiro ano de vida, mas foi muito importante, nomeadamente no momento complicado de 2017, com os incêndios no nosso território.
A BookinXito é uma plataforma multisserviços, que permite que, no mesmo sítio, se possa comprar uma noite de alojamento, uma experiência ou produtos e, por isso, é uma plataforma inovadora, porque não é fácil fazer essa agregação.
Está a fazer o seu trajecto e, hoje, o negócio gerado através deste instrumento ronda os 200 mil euros, o que é interessante, tendo em conta a dimensão dos nossos operadores. Portanto, estamos a crescer no online e já mais do que quadruplicámos a procura da marca, o que é um marco muito importante. Esta é uma das linhas que queremos continuar, diversificando o quadro das compras, é muito importante que o valor gasto por turista aumente, assim com a estada média, que ronda as 2,2 noites, um número muito superior à média da região.

Exemplo e feedback

E os turistas percebem a importância que tem este projecto para o território onde se insere, as Aldeias do Xisto têm recebido esse feedback?
Creio que sim, mas é difícil ter dados concretos. Acompanhamos esse feedback através das plataformas digitais, que são fundamentais para fazer um acompanhamento pós-venda, e procuramos ter uma relação permanente com os turistas. Mas sentimos, de facto, que as experiências são muito adequadas.
Nesse âmbito, vamos lançar um novo programa, que se chama Aldeia Escola, com dois objectivos: criar experiências e criar uma relação mais profunda com o território. Para isso, vamos ensinar os turistas a serem aldeões. É um projecto com vários módulos – carpintaria, agricultura ou tecelagem – que vão dar créditos. A partir de determinado número de créditos, a pessoa vai aumentando o seu nível de capacidade de viver numa aldeia e, ao mesmo tempo, tem experiências. É um projecto de nova geração, um novo olhar para algo que sempre esteve cá, mas com uma ‘roupagem nova’, que liga experiências e saberes locais.
Queremos também aumentar o número de residentes. A desertificação vai continuar, mas o certo é que, num território em que todos os sectores estavam em perda, há agora um que está a crescer, que é o Turismo. É um turismo muito integrado, que permitiu recuperar mais de 800 casas, com grande impacto nas pequenas empresas de construção da região, algumas delas voltaram a especializar-se na madeira e na pedra, que estava em desuso. Passámos de uma gestão de ruínas, para uma lógica de construção de valor, houve aldeias que voltaram a ter população devido às Aldeias do Xisto, seguramente, todas elas sustêm a população pelo facto de existir este programa e, acima de tudo, há uma enorme procura das casas de xisto no nosso território, o que nos leva a acreditar que o programa ‘Escola Aldeia’ ou a aposta no turismo residencial são questões lógicas, do ponto de vista da evolução do projecto.

Já referiu que este foi um projecto inovador e pioneiro. Sentem que esse pioneirismo serviu de exemplo a outras redes que, entretanto, se vieram a estruturar?
Sim, as Aldeias do Xisto sempre foram um projecto de experimentação e assumiram um papel de laboratório para testar coisas novas. Somos muito reconhecidos exactamente por esse factor, pela inovação criada num sítio onde não era previsível e sentimos que, por exemplo nas questões do walking e do cycling, somos um exemplo para outros projectos. As próprias autoridades institucionais sempre nos chamaram para partilharmos a nossa experiência, isso aconteceu com as Aldeias Vinhateiras, onde ajudámos na criação do modelo institucional.
Também partilhámos a nossa experiência nas áreas do património natural e áreas protegidas na zona Centro Interior e a própria associação que gere as Aldeias Históricas tem um modelo institucional que decorre de um modelo que as Aldeias do Xisto, na altura, também aplicaram.
Outra área em que também estamos a ser muito solicitados é o craft. Costumo dizer que as Aldeias do Xisto são uma rede de redes, tem uma polifonia de diferentes produtos que fazem parte do produto central, mas com diferentes quadros de oferta e diversificação. Uma das primeiras facetas que começámos a trabalhar foi o artesanato e os produtos locais – por isso também temos uma rede de lojas Aldeias do Xisto –, o que levou a que tivéssemos começado a trabalhar muito a parte da criatividade. Foi um trabalho de anos, que permitiu que Portugal entrasse na Agência Mundial de Artesanato a partir das Aldeias do Xisto, cuja sede nacional está localizada numa das nossas aldeias, a Cerdeira, na Serra da Lousã.
Fomos também pioneiros na rede de bicicletas e bike hotéis, que começaram a ser testados no âmbito das Aldeias do Xisto e, hoje, já se tornaram banais.

Números

Quantos turistas visitam, a cada ano, as Aldeias do Xisto e quais são as experiências mais procuradas?
As Aldeias do Xisto são visitadas por perto de 300 mil pessoas, infelizmente, nem todas passam a noite no território, mas têm consumos vários, entre a restauração e a animação. As dormidas devem andar na casa das 60 mil na hotelaria e 60 mil nas unidades TER, o que é muito positivo, porque apenas temos cerca de mil camas.
O principal mercado é o nacional, 95% dos nossos turistas são nacionais, mas queremos mudar essa realidade, pois temos um produto interessante para o mercado internacional.
Em relação às experiências, muitos turistas fazem apenas touring e percorrem as estradas panorâmicas. Depois, temos uma parte muito forte de turismo activo, sobretudo na componente das bicicletas, mas também do walking, e temos também a restauração. A nossa gastronomia tem muito boa aceitação, porque tem, de facto, especificidades que os turistas gostam de descobrir e os leva a querer conhecer as 27 Aldeias do Xisto.

Como correu 2018 para as Aldeias do Xisto, tendo em conta que 2017 tinha ficado marcado pelos grandes incêndios na região Centro?
O que aconteceu em 2017 foi trágico. Os incêndios começaram em Pedrógão Grande, o coração das Aldeias do Xisto e houve uma perda muito grande, desde logo de pessoas, mas também de património. Pelo menos, três Aldeias do Xisto arderam parcialmente e tiveram que fazer um esforço muito grande de recuperação, mas o turismo foi uma das áreas onde a reacção foi mais imediata, exactamente por causa das Aldeias do Xisto. Muitas comunidades juntaram-se para começarem a recuperação e isto ajudou-nos a reagir.
As pessoas neste território não estão habituadas a facilidades e tiveram uma capacidade de superação que gostava de sublinhar. Talvez por isso, mesmo no ano de 2017 houve um aumento acima de dois dígitos no número de turistas. Em 2018, temos um aumento maior, devemos andar nos 18% acima do ano anterior.

E para 2019, qual é a expectativa das Aldeias do Xisto?
É continuar a crescer. Queremos atrair mais turistas, continuar acima dos dois dígitos de crescimento e aumentar o número de turistas internacionais que nos visitam.
O nosso mercado interno alargado, com o mercado espanhol, é interessante, mas não é muito relevante do ponto de vista do TER, porque é um mercado concorrencial. As zonas fronteiriças têm oferta muito próxima da nossa e, por isso, devemos ir à procura de outros mercados, nomeadamente do centro da Europa – Alemanha e países nórdicos -, temos que diversificar o quadro da procura.

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Alojamento

Amazing Evolution já abriu aparthotel The Shipyard na Terceira

Novo aparthotel de Angra do Heroísmo é gerido pela Amazing Evolution, conta com 29 apartamentos e apresenta uma inspiração náutica.

O The Shipyard, novo aparthotel gerido pela Amazing Evolution, já abriu portas ao público em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, disponibilizando 29 apartamentos de diferentes tipologias e com inspiração náutica.

Instalado nas antigas oficinas da Câmara Municipal, o The Shipyard foi inaugurado no passado dia 1 de outubro, está localizado a apenas 20km do aeroporto da Terceira e apresenta uma inspiração náutica, quer seja pela sua localização ou por ter a intenção de se tornar num “porto de abrigo” para os visitantes da ilha. 

De acordo com a Amazing Evolution, “o nome ‘The Shipyard’ surge da sua localização, inspirado nas antigas oficinas, na proximidade ao mar e na forma arquitetónica do edifício, que se assemelha a um navio”.

“Os materiais utilizados e a arquitetura do projeto conjugam o aspeto industrial com o conforto das madeiras, conferindo ao espaço um ambiente de ‘porto seguro’, onde os hóspedes são convidados a sentir a ilha em toda a sua dimensão natural: mar, terra e céu, e desafiados a viver todas as comodidades do espaço interior”, indica a empresa responsável pela gestão da unidade.

Além dos 29 apartamentos, o The Shipyard disponibiliza ginásio, rooftop com vista privilegiada para o oceano e para o pôr-do-sol, bar e restaurante de assinatura do Chef Vítor Sobral, que promete elevar a oferta gastronómica da ilha.

“O restaurante Oficina da Esquina nasceu da paixão do Chef pela ilha e da vontade de valorizar ainda mais a gastronomia dos Açores. A carta é bastante diversificada e aposta sobretudo nos produtos da ilha, provenientes de fornecedores açorianos. O espaço tem uma capacidade de 90 lugares no interior, 12 lugares na esplanada e funciona ao pequeno-almoço, almoço e jantar”, acrescenta a Amazing Evolution.

O The Shipyard disponibiliza preços desde 78 euros por noite para alojamento em estúdio, com pequeno-almoço incluído.

 

 

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ISG debate Gestão da Aeronavegabilidade

Iniciativa decorre no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

O ISG – Instituto Superior de Gestão vai promover no próximo dia 20 de outubro, entre as 18h30 e as 20h30, o seminário “Gestão da Aeronavegabilidade”, iniciativa que vai ter lugar no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

De acordo com o ISG, o debate pretende fornecer aos participantes “conhecimentos atualizados e aprofundados sobre a realidade operacional, as estruturas e responsabilidades, e as práticas de gestão nos Operadores Aéreos e nas organizações CAMO (Continuing Airworthiness Management Organisation) e CAO (Combined Airworthiness Organisation) no que respeita à gestão da continuidade da aeronavegabilidade das aeronaves operando no espaço aéreo da União Europeia”.

O evento, que vai decorrer no auditório do piso 3 do estabelecimento de ensino superior, será moderado pelo professor João Martinez, um dos coordenadores Científicos da Pós-Graduação que arranca em janeiro, e assenta em “reflexões de especialistas com know-how reconhecido no sector dos transportes, nomeadamente da aviação civil e aeronáutica”

O evento pode ser acompanhado a nível presencial ou online, via zoom, devendo os interessados proceder à inscrição pelo e-mail posgraduacoes@isg.pt.

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Alojamento

Indicadores económicos da hotelaria mantêm quebra em agosto, apesar da ajuda dos residentes

Segundo o INE, os proveitos totais e por aposento continuaram a apresentar descidas significativas em agosto e, no acumulado do ano, a quebra ultrapassa mesmo os 50% face ao período pré-pandemia.

Apesar do mercado interno ter contribuído com 4,2 milhões de dormidas e ter crescido 24,2%, o valor mensal mais elevado desde que há registos,  os indicadores económicos da hotelaria nacional mantiveram, em agosto, quebras expressivas face a igual mês de de 2019, avança o  Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados já confirmados do INE relativamente ao mês de agosto, que foram divulgados esta quinta-feira, 14 de outubro, “os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 515,8 milhões de euros no total e 410,2 milhões de euros relativamente a aposento”, o que traduz descidas de 19,2% e 19,3% face a igual mês de 2019.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as quebras nos proveitos são ainda maiores face ao mesmo período pré-pandemia, uma vez que, indica o INE, “registaram-se variações de -57,1% e -56,7%” nos proveitos totais e por aposento, respetivamente.

Apesar de continuarem por metade face ao período pré-pandemia, tanto os proveitos totais, como os proveitos por aposento, subiram em comparação com agosto do ano passado, num aumento que, de acordo com o INE, foi de 25,0% nos proveitos totais e de 27,2% nos por aposento.

Já o RevPar situou-se em 71,4 euros em agosto, valor que indica uma subida face ao mês anterior, já que, em julho, este indicador estava nos 40,2 euros, mas ainda assim abaixo dos 84,4 euros registados em agosto de 2019.

O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) é o indicador que mais perto está de alcançar os valores de 2019, uma vez que, no oitavo mês deste ano, chegou aos 115,8 euros, acima dos 98,7 euros contabilizados em julho e já próximo dos 116,2 euros de agosto de 2019.

No total, as unidades de alojamento turístico nacionais somaram 2,5 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas, o que indica subidas de 35,6% e 47,6%, respetivamente, que se somam aos aumento de +60,4% e +73,0% que já tinham sido apurados em julho.

Ainda assim, o INE diz que estes valores “foram, no entanto, inferiores aos observados em
agosto de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 23,6% e 22,1%, respetivamente”.

Além da forte recuperação do mercado interno, que contribuiu com 4,2 milhões de dormidas e aumentou 24,2%, também os mercados externos cresceram 94,5% e totalizaram 3,3 milhões de dormidas, ainda que, ao contrário do mercado doméstico, os não residentes apresentem um decréscimo de 46,9% nas dormidas face a agosto de 2019, enquanto as dormidas de residentes subiram 22,6%.

Já a ocupação das unidades de alojamento situou-se nos 61,6%, mais 15,0 pontos percentuais que o observado em agosto de 2020, mas 11,0 pontos percentuais abaixo do registado em agosto de 2019, quando a taxa de ocupação chegava aos 72,6%.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as unidades de alojamento turístico somam 8,8 milhões de hóspedes e 23,9 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 8,1% e 11,8%, respetivamente.

 

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United Airlines lança voos diários entre Ponta Delgada e Nova Iorque no verão de 2022

Operação da United Airlines para os Açores vai decorrer entre maio e final de setembro, e arranca com três voos por semana, passando a ligações diárias entre junho e agosto.

A United Airlines anunciou esta quinta-feira, 14 de outubro, que vai passar a oferecer voos diários entre Ponta Delgada, em São Miguel, Açores, e o aeroporto de Nova Iorque/Newark, nos EUA, no verão do próximo ano, numa operação com voos diários, que arranca a 13 de maio e decorre até final de setembro.

De acordo com um comunicado da companhia aérea norte-americana, a rota para Ponta Delgada é uma das novidades que a United Airlines anunciou esta quinta-feira e que contemplam 10 novas ligações e cinco novos destinos, naquela que é a “maior expansão transatlântica da United na sua história”.

Os voos para Ponta Delgada arrancam a 13 de maio de 2022, em aviões Boeing 737 MAX 8, com 16 lugares em classe business, 54 em economy plus e 96 em económica, e a saída de Nova Iorque/Newark decorre pelas 22h55, enquanto a chegada está prevista para as 08h40 (+1). Em sentido contrário o primeiro voo decorre a 14 de maio, com partida da capital micaelense às 10h45 e chegada aos EUA pelas 12h55, sempre em horários locais.

Os voos vão ser operados até final de setembro, com a última ligação desde Nova Iorque/Newark a decorrer no dia 28, enquanto o último voo à partida de Ponta Delgada está previsto para 29 de setembro.

No entanto, os voos não são diários ao longo de toda a temporada, já que, entre 13 de maio e 3 de junho, bem como entre 6 e 28 de setembro, os voos desde Nova Iorque/Newark decorrem três vezes por semana, tal como acontece em sentido contrário, entre 14 de maio e 4 de junho, e de 7 a 29 de setembro.

De acordo com o comunicado da companhia aérea, a nova rota para Ponta Delgada junta-se aos voos que a United Airlines já oferecia para território nacional e que a tornam na companhia aérea com maior número de voos entre os EUA e Portugal, já que a transportadora conta com voos diários entre Lisboa e Nova Iorque/Newark e opera um serviço sazonal entre o Porto e Nova Iorque/Newark, assim como de Lisboa para Washington Dulles, cujos voos vão ser retomados em 2022.

“Sendo a única companhia aérea dos EUA a ligar os Açores à área metropolitana de Nova Iorque, o novo voo reforça a nossa rede de rotas internacionais e oferece aos nossos clientes de Portugal uma maior escolha de viagens e ligações com uma única escala através do nosso hub de Nova Iorque/Newark para outros destinos nas Américas”, destaca Marcel Fuchs, diretor executivo internacional de vendas  da United.

Além da nova rota para os Açores, a United Airlines anunciou também novos voos para Amã, Jordânia; Bergen, Noruega; Maiorca, nas Ilhas Baleares; e Tenerife, nas Ilhas Canárias, ambas em Espanha.

“Todas as novas rotas, cujo início está programado para a primavera de 2022, não são realizadas por qualquer outra transportadora da América do Norte”, acrescenta a United Airlines, que anunciou ainda o reforço de voos para Berlim, Dublin, Milão, Munique e Roma, assim como o regresso das ligações para Bangalore, Frankfurt, Aeroporto de Haneda em Tóquio, Nice e Zurique, que tinham sido interrompidas devido à pandemia.

Todas as rotas, incluindo os voos entre Ponta Delgada e Nova Iorque/Newark, estão ainda sujeitas a aprovação governamental.

 

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Emirates disponibiliza HBO Max a bordo a partir de 1 de novembro

Novo serviço vai estar disponível, a partir de 1 de novembro, através do sistema de entretenimento a bordo da Emirates.

A Emirates vai passar a disponibilizar, a partir de 1 de novembro, o serviço HBO Max a bordo dos seus aviões e para todos os clientes, através do programa de entretenimento da companhia aérea, denominado ICE.

Segundo a Emirates, graças à parceria que a companhia aérea estabeleceu com com a plataforma de filmes e séries, naquela que é a primeira parceria do género na aviação do Médio Oriente.

“Com esta parceria, os passageiros da Emirates, independentemente da classe em que viajem, podem assistir a grandes êxitos exclusivos da HBO Max nos ecrãs individuais dos seus lugares, incluindo os populares Friends: The Reunion – exibido pela primeira vez numa companhia aérea; as séries múltiplas vezes premiadas pelos Emmy®, Mare of Easttown, A Black Lady Sketch Show, e muito mais”, refere a Emirates, em comunicado.

Numa fase inicial, a parceria disponibiliza mais de 160 horas de conteúdo de 31 filmes e séries mas, segundo a Emirates, no futuro, o objetivo da companhia aérea e da plataforma passa por “gradualmente expandir a oferta de conteúdo”.

A partir de 1 de novembro, os conteúdo da HBO Max passam a estar disponíveis no sistema de entretenimento a bordo da Emirates, numa secção própria, sendo também possível consultar a lista de conteúdos disponíveis através do site da companhia aéreo ou da app da Emirates, que permite até sincronizar o smartphone e o sistema ICE.

 

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Destinos

Bali reabre para turistas de 19 países, incluindo Portugal

Ilha turística da Indonésia reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas de países de baixo risco para a COVID-19, mas continuam a existir várias restrições.

A Ilha de Bali, na Indonésia, reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas estrangeiros provenientes de 19 países, entre os quais também se encontra Portugal, apesar de continuarem a existir diversas restrições, avança a Lusa.

De acordo com as autoridades da Indonésia, para entrarem  em Bali, os turistas estrangeiros devem apresentar prova de que possuem a vacinação completa contra a COVID-19 ou um teste negativo na chegada ao destino, onde será ainda necessário realizar uma quarentena de cinco dias em hotéis designados pelas autoridades e cujos custos são suportados pelos turistas. Existem também diversas restrições em vigor nos hotéis, restaurantes e praias de Bali.

Além de Portugal, também os turistas provenientes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Kuwait, Bahrein, Qatar, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Liechtenstein, Itália, França, Espanha, Suécia, Polónia, Hungria e Noruega voltam a poder entrar em Bali, sendo todos países que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentam um baixo risco para a COVID-19.

A Lusa cita ainda o presidente da Indonésia, Joko Widodo, que já tinha explicado que a decisão de reabrir Bali se devia à alta taxa de vacinação na ilha, que chega já a perto de 80% da população de Bali.

 

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Transportes

MSC Cruzeiros adiciona segundo navio à Volta ao Mundo de 2023

Companhia de cruzeiros cancelou o itinerário de Volta ao Mundo de 2022 devido às restrições que ainda existem em vários portos, mas decidiu colocar um segundo navio a realizar o itinerário no ano seguinte.

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A MSC Cruzeiros anunciou que o itinerário de Volta ao Mundo de 2023 vai também ser realizado pelo MSC Magnifica, que se vai juntar ao MSC Poesia, naquela que será a primeira vez na história da indústria que “dois navios vão receber mais de 5.000 passageiros numa viagem à volta do mundo”.

Com partida simultânea de Génova, Itália, a 4 de janeiro de 2023, os navios vão, no entanto, realizar itinerários distintos, com a MSC Cruzeiros  a explicar que o MSC Magnifica vai realizar o mesmo itinerário que deveria ser realizado pelo MSC Poesia para o MSC World Cruise 2022, que foi cancelado devido às restrições que ainda existem em vários portos devido à COVID-19.

“Infelizmente não tivemos escolha a não ser cancelar o MSC World Cruise 2022, mas sabemos que um cruzeiro pelo mundo é realmente a viagem de uma vida para muitas pessoas e, por isso, foi importante para nós oferecer a melhor solução possível para os nossos fieis passageiros. O cruzeiro Volta ao Mundo a bordo do MSC Poesia em 2023 já estava esgotado e por isso trabalhámos para alterar a programação do MSC Magnifica, um popular navio de cruzeiro volta ao mundo, para que possamos oferecer o mesmo itinerário de 2022″, refere Gianni Onorato, CEO da MSC Cruzeiros.

As vendas do World Cruise 2023 do MSC Magnifica já estão abertas, com a companhia de cruzeiros a garantir que os “passageiros com reservas no World Cruise 2022 serão contactados em breve e terão prioridade na nova proteção das suas reservas existentes para o MSC Magnifica”.

Já para os passageiros que mudarem a sua reserva para 2023,  a companhia de cruzeiros oferece, “como uma medida de gratidão pela fidelidade”, a reserva de um cruzeiro de cortesia entre janeiro e maio de 2022. 

O MSC Poesia e o MSC Magnifica vão partir em simultâneo para o itinerário de Volta ao Mundo em 2023, com embarque em Génova, Itália (4 de janeiro), Marselha, França (6 de janeiro) e Barcelona, Espanha (7 de janeiro).

“Assim que cruzarem o Mar Mediterrâneo, os navios vão separar-se no Oceano Atlântico. O MSC Magnifica irá circunavegar a América do Sul, cruzar o Oceano Pacífico Sul e depois para o Oceano Índico, o Mar da Arábia, o Mar Vermelho e, em seguida, através do espetacular Canal de Suez de volta ao Mar Mediterrâneo”, explica a MSC Cruzeiros, revelando que o MSC Poesia vai passar pelo Canal do Panamá e percorrer a costa oeste da América Central e do Norte, enquanto se dirige para o Oceano Pacífico, seguindo-se um período prolongado na Ásia, a partir de onde retorna ao Mediterrâneo, pelo Canal de Suez.

Já o MSC Magnifica vai visitar 43 em 24 países, numa viagem de 117 dias que oferece nove prolongados pernoitas e que cruza o equador por duas vezes e que inclui escalas em Lisboa, Funchal, Mindelo (Cabo Verde), Rio de Janeiro (Brasil), Buenos Aires e Ushuaia (Argentina), Taiti, Polinésia Francesa e Ilhas Cook, bem como Auckland, Napier, Wellington, Sydney (Austália e Nova Zelândia).

Na Ásia, o itinerário inclui também a Nova Caledónia, Alotau  e Papua Nova Guiné, bem como a ilha de Lombok (Indonésia), Singapura e Port Klang (Malásia), Colombo e Sri Lanka, assim como Mumbai (Índia), antes de chegar a Salalah, Omã e Aqaba, no Médio Oriente.

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Destinos

Brasil mostra na Expo Dubai que está pronto a receber visitantes internacionais

A Embratur quer afirmar o Brasil como um destino turístico mundial e está a aproveitar a Expo Dubai 2020, que decorre até março de 2022, para promover as atrações e destinos brasileiros.

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A Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo está presente na Expo Dubai 2020 com o objetivo de mostrar que “o Brasil está pronto para receber visitantes internacionais”, numa estratégia que visa também “o posicionamento do Brasil enquanto destino turístico mundial”.

“A presença da Embratur na Expo Dubai 2020 tem como objetivo reforçar que o Brasil está pronto para receber visitantes internacionais. A nossa cultura diversa e as infinitas belezas naturais ao longo de todo o território brasileiro, com 66% de vegetação nativa protegida, praias, parques, ilhas e sem desastres naturais em nenhuma época do ano, são a garantia de encantamento e de vontade de visitar o Brasil”, refere Carlos Brito, presidente da Embratur, citado num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com o responsável, a participação na Expo Dubai 2020 reveste-se de uma ainda maior importância pela altura em que decorre o certame, uma vez que a recuperação da aviação comercial já está em marcha e os voos internacionais já estão de regresso ao Brasil.

“A divulgação do nosso país no exterior é ainda mais necessária, num momento em que aumenta a vacinação e se retomam gradualmente as viagens. O mundo merece e precisa de conhecer o nosso turismo”, acrescenta Carlos Brito.

O pavilhão do Brasil na Expo Dubai 2020 fica localizado na entrada do Distrito da Sustentabilidade e, segundo o comunicado da Embratur, esse é o principal mote que orienta o pavilhão do país, que apresenta o tema “Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável”, com o objetivo de ligar “a natureza às pessoas e ao amanhã”.

No pavilhão do Brasil vão também decorrer diversas iniciativas, como manifestações culturais, uma exposição com imagens e artesanato, e ainda música e dança típicas de todas as regiões do país.

“Além disso, a Agência prepara também ações de experiência de marca para aumentar a interação com os visitantes, distribuindo também materiais promocionais”, refere ainda a Embratur.

A Expo 2020 Dubai, que foi adiada durante um ano em função da pandemia de COVID-19, decorre até final de março de 2022 e conta com a participação de 190 países, estimando-se que, ao longo dos seis meses de atividades, visitam a exposição cerca de 25 milhões de pessoas.

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Campanha de verão de Lagos soma 2,5 milhões de visualizações

Campanha lançada pela Câmara Municipal de Lagos foi promovida em Portugal e Espanha através das redes sociais, assim como em França, Reino Unido, Alemanha, República Checa, Lituânia, Polónia e Suécia.

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A campanha promocional lançada pela Câmara Municipal de Lagos para promover o destino neste verão e que contou com a participação do ator e blogger João Cajuda, soma já mais de 2,5 milhões de visualizações, o que leva a autarquia a fazer um balanço positivo desta campanha, que terá contribuído para que a hotelaria da cidade tenha registado uma taxa de ocupação média próxima dos valores de 2019.

Num comunicado enviado à imprensa, a autarquia de Lagos, no Algarve, explica que o filme promocional desta campanha foi promovido em Portugal e Espanha através do Facebook e Instagram, assim como em França, Reino Unido, Alemanha, República Checa, Lituânia, Polónia e Suécia, e, ao longo de 40 dias, foram contabilizadas 2,5 milhões de visualizações.

“Paralelamente, a campanha teve declinação offline em toda a região e envolveu mais três influenciadores, que amplificaram ainda mais o conceito e que, em conjunto, geraram mais de 100 mil likes, 1.500 comentários e 100 mil reencaminhamentos de stories. Tudo isto para além do impacto mediático gerado pela publicação de dezenas de notícias nos media portugueses. Os números do impacto no turismo estão a ser fechados, mas estima-se que a taxa de ocupação média se tenha aproximado dos valores de 2019″, explica a autarquia.

Denominada ‘Where Are You João?’, a campanha de verão de Lagos, começa com João Cajuda a explorar vários destinos internacionais até chegar a Lagos, que é apresentado como um destino de eleição onde ninguém pode faltar.

O vídeo da campanha está disponível online para visualização através do Vimeo, pelo link https://vimeo.com/578531762.

 

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Presidente da ANAC diz que é “urgente” encontrar solução para expansão aeroportuária de Lisboa

Para o presidente da ANAC, uma das questões “fundamentais” a analisar, está relacionada com a “capacidade e as características” que esta infraestrutura precisará de incorporar para “acomodar” os requisitos de toda uma nova geração de aeronaves.

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O presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Luis Ribeiro, alertou, durante o Portugal Air Summit, que é “urgente” fechar uma solução para a expansão aeroportuária da região de Lisboa, sublinhando que este projeto “não pode mais” ser adiado.

“É urgente fechar uma solução para a expansão aeroportuária da região de Lisboa. Este projeto de envergadura nacional é estruturante para o país e não pode mais ser adiado”, admitiu.

O presidente da ANAC garantiu que a autoridade “contribuirá” com a sua “experiência e conhecimento técnico” nas discussões que possam surgir sobre este projeto, “assumindo as suas responsabilidades enquanto entidade reguladora”.

Na opinião de Luís Ribeiro, uma das questões “fundamentais” que deverá ser “analisada” está relacionada com a “capacidade e as características” que esta infraestrutura precisará de incorporar para “acomodar” os requisitos de toda uma nova geração de aeronaves movidas a hidrogénio ou a combustíveis verdes que, “previsivelmente”, entrarão ao serviço durante a próxima década.

Recorde-se que em cima da mesa estão três hipóteses: aeroporto Humberto Delgado (principal), com o aeroporto do Montijo (complementar); aeroporto do Montijo (principal), com o aeroporto Humberto Delgado (complementar) e uma infraestrutura localizada no Campo de Tiro de Alcochete.

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