Grupo Pestana questiona estudo de Impacto Ambiental sobre alargamento do Porto de Setúbal

Por a 12 de Outubro de 2018 as 17:16

As obras de alargamento e aprofundamento do canal marítimo de acesso ao Porto de Setúbal, pela dimensão da intervenção e suas possíveis consequências ambientais sobre o Estuário do Sado e a Península de Troia é um tema que preocupa o Pestana Hotel Group, que detém o Pestana Tróia Eco-Resort, na Península de Tróia.
Em comunicado, o grupo hoteleiro destaca que “tudo indica que o Estudo de Impacto Ambiental que sustenta este projecto valoriza mais os aspectos económicos e o interesse industrial, relegando para segundo plano consequências como o depósito de sedimentos frente a zonas balneares onde se inserem diversos complexos turísticos, o desassoreamento das praias, a afectação das colónias de golfinhos e a destruição de fundos e reservas de pesca”.
Segundo o mesmo comunicado, o grupo refere que “existe ainda a possibilidade de contaminação dos locais intervencionados por dragados contaminados o que, certamente, terá fortes consequências ambientais e económicas para a actividade turística, não só em Setúbal, como em Tróia e na Arrábida”.
“Não se percebe como um projeto com este impacto ambiental está a avançar, tendo em conta que, até à data, todos os projetos turísticos desenvolvidos na região foram submetidos a rigorosas restrições ambientais, em função da sua inserção ou proximidade com a Reserva Ecológica ou Rede Natura 2000. Foram impostas, e aceites, grandes limitações no que respeita ao impacto nesta região tão sensível; isto apesar de, obviamente, não serem geradores de quaisquer fatores de poluição”, afirma José Roquette, Chief Development Officer do Pestana Hotel Group, concluindo ser “incompreensível, e de enorme irresponsabilidade, que se ponha em risco todo o ecossistema do estuário do Sado e da península de Tróia”.

Um comentário

  1. António Sennfelt

    13 de Outubro de 2018 at 13:24

    É perfeitamente condenável, não só em termos ecológicos, como também em termos estritamente económicos tendo em mente as inevitáveis consequências ambientais que irá ter em toda a região da Arábida e Tróia, a projectada e quase que secreta dragagem do estuário do Sado! Há que mobilizar a opinião pública contra esse malfadado projecto!

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *