“Humberto Delgado permanecerá como o principal aeroporto de Lisboa”

Por a 28 de Setembro de 2018 as 12:14

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou quinta-feira, 27 de Setembro, durante a IV Cimeira do Turismo Português, que “o aeroporto Humberto Delgado permanecerá como o principal aeroporto de Lisboa”, mesmo depois da construção de um aeroporto complementar no Montijo, daí que estejam previstos “importantes investimentos no curto prazo” na Portela, com o objectivo de aumentar a capacidade da infraestrutura.

“O aeroporto será alvo de importantes investimentos no curto prazo, que irão garantir a expansão da sua capacidade e a melhoria da qualidade, processo esse que se iniciará sem termos que estar à espera dos investimentos no Montijo”, afirmou o governante, numa intervenção quase toda dedicada às infraestruturas aeroportuárias nacionais.

Pedro Marques explicou que vão ser “realizadas assinaláveis intervenções, tanto no lado ar, que permitirá aumentar o número de voos por hora, como no lado terra, aumentando a capacidade de processamento de passageiros e a qualidade de serviço que lhes é proporcionada”, estando ainda previstas melhorias nas acessibilidades.

O ministro falou ainda do redesenho do espaço aéreo da capital, que está a ser realizado pela NAV – Navegação Aérea de Portugal em conjunto com a Força Aérea, considerando que as “acções que estão em curso terão um papel fundamental, pois irão aumentar a capacidade de movimentos na região de Lisboa”.

“Com estas soluções, actuamos ao nível da capacidade, ao nível da qualidade e ao nível da inserção no contexto urbano do aeroporto Humberto Delgado, permitindo que ele continue a crescer e a contribuir para o desenvolvimento da cidade e da região nos próximos anos e décadas”, acrescentou.

Os trabalhos em curso vão permitir, segundo Pedro Marques, atender “às necessidades imediatas”, ao mesmo tempo que será dada “resposta aos desafios de longo prazo, resolvendo necessidades de crescimento para várias décadas”.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas garantiu ainda que “as taxas das duas infraestruturas” se vão manter “em níveis que garantem a competitividade do destino Lisboa” e viabilizam “a atracção de mais tráfego aéreo”, defendendo, por isso, que esta é uma solução “financeiramente sustentável”.

“Esta versão combinada do Montijo com o aeroporto Humberto Delgado cumpre pressupostos essenciais para a região e para o País, garante uma resposta célere às necessidades de crescimento que já hoje se sentem, aspecto essencial para evitar perdas de procura, com consequentes perdas de valor par o Turismo e para a nossa economia. Permite, pelo menos, a duplicação da capacidade aeroportuária actual da região de Lisboa”, acrescentou.

 

 

 

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