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Queda do mercado britânico preocupa Algarve e Madeira

As descidas apresentadas pelo mercado britânico, principalmente no Algarve e na Madeira, estão a preocupar as autoridades de Turismo centrais e regionais, mas também a hotelaria, que clama por mais e melhor promoção. Mas nem só com promoção se conseguirá colmatar a descida do principal mercado emissor de turistas para Portugal que, este Verão, deverá ficar longe dos números de outros anos.

Inês de Matos
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Queda do mercado britânico preocupa Algarve e Madeira

As descidas apresentadas pelo mercado britânico, principalmente no Algarve e na Madeira, estão a preocupar as autoridades de Turismo centrais e regionais, mas também a hotelaria, que clama por mais e melhor promoção. Mas nem só com promoção se conseguirá colmatar a descida do principal mercado emissor de turistas para Portugal que, este Verão, deverá ficar longe dos números de outros anos.

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As descidas apresentadas pelo mercado britânico, principalmente no Algarve e na Madeira, estão a preocupar as autoridades de Turismo centrais e regionais, mas também a hotelaria, que clama por mais e melhor promoção. Mas nem só com promoção se conseguirá colmatar a descida do principal mercado emissor de turistas para Portugal que, este Verão, deverá ficar longe dos números de outros anos.

O crescimento do Turismo nacional tem sido animador e, em Maio, voltou a ser positivo, com aumentos globais de 3,5% no número de turistas, mas também de 9,5% nos proveitos, de acordo com os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os números são positivos e mostram a pujança que o sector turístico nacional tem vindo a apresentar.

No entanto, nem tudo é cor-de-rosa e há mesmo algumas nuvens cinzentas a acumularem-se por culpa do Reino Unido, o principal mercado emissor de turistas para Portugal, que assume uma importância ainda maior no Algarve e na Madeira, as regiões portuguesas que, por norma, acolhem o maior número de turistas britânicos.

É que, até Maio, o mercado britânico desceu 6,1% em hóspedes e 7,4% em dormidas, uma tendência preocupante, que fez já soar as campainhas das autoridades turísticas nacionais. “Claro que o mercado inglês nos preocupa, porque é um dos nossos principais mercados”, disse recentemente aos jornalistas Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, quando confrontada com as descidas do Reino Unido.

A dimensão das quebras começa a ser preocupante, tanto que o Turismo de Portugal e a Secretaria de Estado do Turismo lançaram, em Junho, um plano de combate à sazonalidade para Algarve e Madeira, iniciativa que, como explicaria Ana Mendes Godinho, é dirigida à época baixa e funciona como “uma campanha de marketing muito táctica”, com o duplo objectivo de reforçar a presença de Portugal no Reino Unido, assim como noutros mercados emissores, naquilo a que a governante chama de “diversificação de mercados” e que tem sido uma das apostas para colmatar quebras em mercados tradicionais, como o britânico. Mas muito mais terá que ser feito se Portugal quiser voltar aos números de outros tempos.

Impacto

A descida do mercado britânico vem-se sentindo desde Outubro de 2017 e pode ser explicada por uma série de factores, com o Brexit à cabeça, mas também a desvalorização da libra face ao euro, que tem puxado para cima os preços nacionais, levando os britânicos a optarem por destinos mais económicos, como a Tunísia, Turquia e Egipto, agora já sem grandes problemas de segurança. Depois, é preciso ter em conta a falência de companhias como a Monarch, Niki ou airberlin, que traziam milhares de turistas britânicos e cuja capacidade ainda não foi reposta, mas também o clima, este Verão pouco convidativo a banhos de praia. “As razões que justificaram os aumentos da procura ao longo dos anos anteriores, explicam também as descidas que agora se verificam”, resume Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), e uma das vozes mais críticas.

O presidente da AHETA denuncia os “momentos de enorme preocupação” que os empresários e hoteleiros do Algarve vivem, até porque, “em 2017, os britânicos já haviam descido” 8,5% nos hotéis algarvios, o que, segundo o responsável, representou menos “82 mil turistas e 450 mil dormidas”. Este ano, as quebras continuam, atingindo os 9,2% “até ao final do mês de Junho”, com Elidérico Viegas a estimar que esta quebra possa “ultrapassar os 10% no final do ano, mais ou menos 120 mil turistas e 700 mil dormidas”.

Na Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) existe igualmente “alguma preocupação”, até porque, refere Cristina Siza Vieira, directora executiva da associação, “estamos a falar do principal mercado no Algarve, e do segundo na Madeira”. Para a responsável, é “determinante” repôr as rotas que desapareceram, até porque “a diminuição da oferta leva a que os preços dos bilhetes de avião aumentem e, com a desvalorização da libra face ao euro, essa situação ainda se agrava mais”.

Dora Coelho, directora executiva da Associação de Turismo do Algarve (ATA), compreende as queixas e diz que “os actuais números são preocupantes para todos”, motivo pelo qual considera que “o Algarve tem de saber reagir atempadamente de forma a contrariar esta tendência”, ideia também defendida por Roberto Santa Clara, presidente da Associação de Promoção da Madeira (AP-Madeira). “Sendo o maior mercado emissor para a Madeira – dados de 2017, em hóspedes e dormidas -, naturalmente que tem um impacto directo na performance do destino e, por essa razão, requer um acompanhamento quase diário”, explica, defendendo ainda que “é vital ir percebendo os sinais do mercado e potenciar as oportunidades de negócio”.

Promoção precisa-se

“Manda o bom senso e, já agora a técnica, que quando se vende menos se deve promover mais”, diz o presidente da AHETA e parece ter razão, já que também Roberto Santa Clara defende que, “em 2019, é vital reforçar a promoção de Portugal, e no caso da Madeira em particular”. O responsável madeirense sublinha que “não podemos baixar os braços e apenas usar os números do Turismo como uma bandeira que alavanca a economia”, mostrando-se confiante quanto ao “novo período de contratualização entre as regiões e o Turismo de Portugal”, que está à porta e para o qual diz ter “natural expectativa” de “boas notícias”.

Mas Elidérico Viegas vai mais longe e defende que é necessário mudar também o âmbito da promoção, que deverá ser “inteligente e desenvolvida em parceria com o sector privado”, uma vez que, sublinha, “concentrar meios financeiros nos operadores tradicionais não parece a estratégia correcta e mais adequada no actual quadro concorrencial”, pois estes “operadores estão mais focados no regresso aos destinos onde têm grandes investimentos e que apresentam preços imbatíveis, encontrando-se pouco receptivos aos destinos de proximidade, considerados alternativos e pouco rentáveis”, considera. Para o responsável, “as estratégias promocionais não podem centrar-se nos apoios à operação, mas antes no ‘independent Traveller’, canais online, comercialização directa e transporte aéreo”, pois no Algarve a maioria das vendas já é “assegurada através da comercialização directa online”.

Dora Coelho concorda com a necessidade de incrementar a promoção e diz que, por isso, a ATA está a trabalhar num “projecto suplementar de promoção do Algarve”, com “acções especificas para fomentar o crescimento turístico durante os meses de Inverno”, com o qual espera “recuperar o vazio deixado pela insolvência das companhias aéreas”.

Na Madeira, a prioridade é semelhante, já que também Roberto Santa Clara diz que o destino tem vindo a trabalhar em “prol da recuperação da oferta de transporte aéreo”, “felizmente” já com bons sinais a aparecer, como confirmaram as “as recentes notícias de aumento de capacidade da British Airways e da Jet 2”, bem como sobre a “reintrodução de duas ligações semanais da Thomas Cook UK e o ligeiro aumento de capacidade da TUI UK para o W18/19”.

A campanha lançada pelo Turismo de Portugal e Secretaria de Estado do Turismo para a época baixa é, de forma geral, encarada como positiva, até porque, sublinha Dora Coelho, mostra que as autoridades continuam “a ter uma atenção e sensibilidade adequadas para avaliar as especificidades de cada região”.

Já Cristina Siza Vieira diz que “todas as iniciativas que visem aumentar da taxa de ocupação entre os meses de Outubro e Março, bem como a estada média, são bem-vindas”, mas entende que é necessária também “uma reflexão de fundo sobre o posicionamento do Algarve” e aponta o “investimento nas infraestruturas hoteleiras” como prioridade, lembrando que o “Algarve foi excluído das linhas do Portugal 2020, pelo que as condições de acesso ao crédito são bem mais gravosas, e é natural e imprescindível fazer um ‘refrescamento’ da oferta”.

Expectativas

Ana Mendes Godinho não se cansa de falar na diversificação de mercados como forma de compensar as descidas dos tradicionais e, para Elidérico Viegas, esta é uma aposta correcta, já que “os mercados com pouca expressão nas dormidas totais – França, Bélgica, Dinamarca, Suécia, Polónia, Canadá, Itália e Suíça – vêm mostrando comportamentos que surpreendem pela positiva, todos registam subidas muito interessantes”, motivo que leva o responsável a afirmar que “tem lógica e faz sentido o desenvolvimento de acções promocionais direccionadas para estes mercados, tendo em vista consolidar estes aumentos”.

Ainda assim, o responsável está apreensivo e considera que, apesar da subida dos preços, que tem permitido o crescimento dos proveitos, se as “descidas na procura” se mantiverem, “os proveitos totais e, sobretudo, os resultados empresariais só podem diminuir”, diz, alertando as perspectivas não são de crescimento nos próximos anos”.

Dora Coelho mostra-se mais confiante e acredita que o projecto que a ATA está a desenvolver vai contribuir para “tornar o Algarve numa fonte de atracção de novos públicos durante todo o ano e num destino competitivo capaz de fidelizar clientes e de voltar a conquistar os mercados que têm vindo a decrescer”, afirmando que “a expectativa é que a região consiga recuperar ou até mesmo ultrapassar os números obtidos no ano transacto”. No entanto, a responsável alerta que “esta perspectiva não será, à partida, concretizável já́ neste Verão, mas possivelmente até ao final do ano”.

Na Madeira, Roberto Santa Clara diz que a região tem vindo também a trabalhar “na consolidação de mercados importantes, como o holandês e o francês”, além dos EUA e Brasil, que “têm um elevado potencial de crescimento”. Em relação ao mercado britânico, o responsável espera que “exista um reajuste da procura e que, em 2019, se assista a uma efectiva recuperação”, caso não se verifiquem alterações no mercado.

Mais reticente está a AHP, que invoca um inquérito realizado junto dos seus associados, segundo o qual o mercado britânico deverá cair para 32% dos inquiridos do Algarve e para 59% dos inquiridos na Madeira. “Por isso, não sabemos se iremos atingir os números de outros anos, mas sabemos que há uma aposta grande em mercados como o americano, o brasileiro ou o chinês e que o número de turistas provenientes desses países tem aumentado”, conclui a responsável.

Procura britânica na easyJet continua em alta
Apesar da descida do número de turistas britânicos em Portugal, a easyJet continua a ter os seus voos cheios, com José Lopes, director da easyJet em Portugal, a afirmar que a low cost britânica está “a crescer no mercado britânico para Portugal, nos quatro aeroportos”.
“Não sentimos nenhum retrocesso, antes pelo contrário, Portugal continua a ser um destino com boa apetência, aliás, se não fosse, não estaríamos agora a abrir, para o Inverno, que não é a altura mais forte em termos de aviação, mais uma rota do Reino Unido para Faro, a Faro-Manchester”, disse o responsável, durante o Farnborough International Airshow 2018.
José Lopes diz não acreditar que “o Turismo britânico vá deixar de escolher Portugal como um dos principais destinos de férias”, apesar de compreender as queixas da hotelaria. “A hotelaria queixa-se que há menos britânicos porque houve uma companhia importante a ir à falência [Monarch]. Aquilo que nós temos sentido é que, nas nossas rotas, nomeadamente para Faro e Funchal – onde essa companhia operava com mais força -, continuamos a ver o tráfego a crescer. Portanto, não vemos nenhuma retracção, pelo contrário, o mercado britânico tem continuado a subir”, explicou.
Ainda assim, José Lopes acredita que o mercado “levará algum tempo a ajustar-se”, uma vez que muitas das rotas da Monarch “não eram rentáveis” e “as companhias que ficam não vão operar rotas se não forem rentáveis. Por isso, poderá levar algum tempo, mas o mercado ajustar-se-á”, acrescentou.

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Ryanair
Transportes

Ryanair lança campanha para “Black Friday” para 1.000 destinos europeus

Esta nova campanha da Ryanair tem cerca de um milhão de lugares disponíveis para mais de 1.000 destinos europeus, diz a companhia de origem irlandesa.

A Ryanair lança esta quinta-feira, 25 de novembro, a campanha “Black Friday” “Compre Um, Ganhe outro Grátis”, com cerca de um milhão de lugares disponíveis para mais de 1.000 destinos europeus.

Durante o 4.º dia da “Cyber Week” da Ryanair, a oferta “Compre Um, Ganhe Outro Grátis” encontra-se disponível no website www.ryanair.com, de 25 de novembro até à meia-noite de sexta-feira, 26 de novembro.

Dara Brady, diretor de Marketing da Ryanair, refere que os lugares estão disponíveis nas 1.000 rotas de “1 de dezembro de 2021 a 18 de fevereiro de 2022”, dando aos clientes a possibilidade de reservar “um fim-de-semana numa cidade europeia ou umas férias” e “levar um acompanhante, sem pagar mais por isso”.

O responsável pelo marketing da companhia liderada por Michael O’Leary admite que esta oferta é “uma mais-valia para os nossos viajantes, especialmente com o Natal à vista”.

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Aviação

97 companhias aérea continuam sem poder voar na UE

Depois de atualizada, a “Lista de Segurança Aérea da UE” mantém 97 companhias aéreas com proibições ou restrições de voo em espaço comunitário.

A Comissão Europeia (CE) atualizou a “Lista de Segurança Aérea da UE” – “EU Air Safety List”, que enumera as companhias aéreas que estão sujeitas a uma proibição de operação ou restrições operacionais na União Europeia por não cumprirem as normas internacionais de segurança, mantendo 97 companhias na “lista negra”.

“Garantir o mais elevado nível de segurança aérea para os europeus e todos os outros passageiros que viajam para e dentro da União Europeia está no cerne da política de segurança da aviação da Comissão”, refere a CE na nota de imprensa divulgada no site.

Com esta atualização, todas as companhias aéreas certificadas da Moldávia foram removidas da “Lista de Segurança Aérea da UE”, após melhorias na segurança da aviação no país. No entanto, uma transportadora aérea russa foi adicionada à lista, devido a preocupações sobre a sua capacidade de cumprir os padrões internacionais.

Adina Vălean, comissária europeia para os Transportes, refere que, “manter o mais alto nível de segurança para todos os passageiros aéreos e pessoal é a principal prioridade. A Lista de Segurança Aérea da UE continua a ser uma das nossas ferramentas mais eficazes para o conseguir”.

A “Lista de Segurança Aérea da UE” não só ajuda a manter altos níveis de segurança na UE, mas também ajuda as companhias aéreas e os países afetados a melhorar seus respetivos graus de segurança. Além disso, a “Lista de Segurança Aérea da UE” tornou-se uma importante ferramenta preventiva, motivando os países a tomarem medidas precoces antes que uma proibição se torne necessária.

Após a atualização, 90 companhias aéreas certificadas em 15 Estados-Membros continuam proibidas de voar em espaço europeu, devido à supervisão de segurança inadequada por parte das autoridades de aviação desses países. Além disso, mais sete companhias individuais estão impedidas de voar na UE com base em graves deficiências de segurança identificadas: Avior Airlines (Venezuela), Blue Wing Airlines (Suriname), Iran Aseman Airlines (Irão), Iraqi Airways (Iraque), Med-View Airlines (Nigéria), Skol Airline LLC (Rússia) e Air Zimbabwe (Zimbabué).

Duas companhias aéreas adicionais estão sujeitas a restrições operacionais e só podem voar para a UE com tipos específicos de aeronaves: Iran Air (Irão) e Air Koryo (Coreia do Norte).

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Distribuição

Bestravel realiza XVII Convenção entre 3 e 6 de fevereiro de 2022

Convenção que vai marcar o “reencontro” da rede de agências de viagens vai decorrer em Portugal continental, apesar de ainda não ser conhecido o local exato, nem o programa do evento.

A XVII Convenção Bestravel vai decorrer entre 3 e 6 de fevereiro de 2022, marcando o “reencontro” da rede de agências de viagens, informou a Newtour, que detém a marca Bestravel.

Apesar da data já estar confirmada, o mesmo ainda não acontece com o local, com a informação avançada pela Newtour a indicar apenas que a XVII Convenção Bestravel vai decorrer em Portugal Continental.

Por enquanto, também ainda não é conhecido o programa do evento, com a Newtour a acrescentar que este será divulgado assim que o programa estiver fechado.

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Transportes

Iberia conecta inventário à API Kyte

Iberia e Kyte estabeleceram uma parceria que coloca toda a oferta da companhia aérea espanhola na API da tecnológica.

A Iberia acaba de assinar uma parceria com a Kyte, empresa tecnológica que oferece uma API para as companhias aéreas como um SaaS, permitindo, desta forma que os distribuidores se conectem diretamente de forma ágil, fácil e eficiente a toda a oferta disponibilizada pela companhia aérea espanhola.

Este acordo faz parte da missão da Kyte de oferecer tecnologia de vendas avançada no canal de retalho para as companhias aéreas e, ao mesmo tempo, ajudá-los a transformar a forma como que fixam preços e distribuem os seus produtos, tanto por meio de atendimento direto como canais indiretos.

Alice Ferrari, CEO da Kyte, refere, em comunicado, que o objetivo passa por “ajudar as companhias aéreas a concretizar a sua visão de modernizar toda a experiência relacionada com as reservas experiência”. A responsável destaca ainda que a empresa oferece às companhias aéreas “ferramentas novas e fáceis de usar, projetadas para atender às expectativas atuais para as vendas online”, concluindo que a intenção é “desenvolver uma relação forte e de longo prazo com a Iberia e ver como esta aproveita as grandes oportunidades que a NDC oferece”.

Do lado da Iberia, Miguel Henales, diretor de Negócios Digitais da Península Ibérica, assinala que “as restrições à pandemia aumentaram as expectativas do consumidor e aceleraram as tendências digitais. Graças à tecnologia da NDC podemos satisfazer melhor as necessidades dos clientes e oferecer-lhes um ótimo serviço no momento de reserva e, em seguida, gerir a sua viagem”.

O executivo da companhia aérea espanhola assinala que o objetivo da Iberia é “atrair mais parceiros para o nosso canal NDC, oferecendo uma moderna conexão como a API Kyte que permite uma melhor distribuição do nosso produto”.

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Alojamento

Emblems Collection é nova marca de luxo da Accor

O Algarve poderá vir a ostentar um hotel Emblems Collection, nova marca de luxo que o grupo hoteleiro francês – Accor acaba de criar. 

O Algarve poderá vir a ostentar um hotel Emblems Collection, nova marca de luxo que o grupo hoteleiro francês – Accor acaba de criar. 

Com o lançamento desta nova marca, o grupo pretende, segundo a imprensa internacional, que cita fortalecer a sua oferta no segmento de luxo, com boutique hotéis e resorts super luxuosos, e ainda replicar o sucesso da MGallery Hotel Collection, que hoje conta com cerca de uma centena de hotéis boutique de alto padrão. A Accor visa, assim, seguir os passos de marcas concorrentes como a Unbound Collection by Hyatt, LXR Hotels by Hilton, Luxury Collection by Marriott ou Radisson Collection do grupo homónimo. 

O hotel a ser inaugurado em dezembro de 2022, na província chinesa de Guizhou, denominado Guiyang Art Center Hotel, será o primeiro de 60 propriedades que deverão fazer parte do novo portefólio da Accor até 2030. 

Para a Accor, a Emblems Collection seguirá três eixos de desenvolvimento com hotéis emblemáticos agrupados na categoria Heritage Emblems Collection, hotéis de design e criativos com a Signature Emblems Collection e resorts exclusivos com Emblems Retreat Collection. 

Paris é obviamente um dos destinos principais para a marca com a criação de Heritage Emblems e Signature Emblems. Estas duas coleções visam, de forma mais ampla todas as principais cidades de negócios como Amesterdão, Berlim, Londres ou Moscou na Europa, Marrakech, Cairo ou Doha em África e no Médio Oriente, Bangkok, Seul e Sydney na Ásia-Pacífico, ou Montreal, Nova Iorque ou Buenos Aires para as Américas.  

Quanto aos resorts, Algarve, Toscana, ou Mykonos na Europa, Bali e Gold Coast na Ásia-Pacífico e Riviera Maya no México estão na lista de destinos em perspetiva. 

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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“Prime” da eDreams ODIGEO alcança 2 milhões de membros

Tendo triplicado o número de membro em apenas num ano, a companhia prevê atingir os 7,5 milhões de subscritores até 2025.

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O Prime, serviço de subscrição de viagens da eDreams ODIGEO, alcançou dois milhões de membros, tendo percorrido mais de 16 milhões de quilómetros e visitado 215 países em todo o mundo.

O Prime é um serviço exclusivo e personalizado que oferece aos subscritores acesso a voos, hotéis e aluguer de viaturas, “permitindo-lhes beneficiar das opções de viagem mais flexíveis, convenientes e acessíveis, ao mesmo tempo que conseguem poupanças significativas”, refere a empresa em comunicado.

“À medida que a procura por viagens de lazer continua a recuperar solidamente, o serviço registou também um grande aumento da sua procura”, reconhece a companhia de viagens online, adiantando que o número de novos membros “praticamente triplicou em apenas um ano”, salientando, ainda que “o desempenho e crescimento do Prime provam que o modelo de subscrição é cada vez mais atrativo para os viajantes de todo o mundo”.

Com base no crescimento do Prime, a empresa prevê alcançar “7,5 milhões de membros até ao ano fiscal de 2025”.

Quase dois quintos (39%) das reservas de voos realizadas com as marcas de agências de viagens da eDreams ODIGEO (eDreams, Opodo e GO Voyages) são efetuadas por membros Prime, sendo que os subscritores têm 2-3 vezes maior probabilidade de reservar viagens adicionais do que os clientes que não são membros Prime, indica a companhia. O serviço provou ser “popular em todos os perfis e grupos etários de viajantes, e mais notavelmente na faixa etária dos 18 aos 35 anos”.

Dana Dunne, CEO da eDreams ODIGEO, salienta que “a abordagem impulsionada pela tecnologia e a nossa escala inigualável em termos de voos, sendo o fornecedor número 2 a nível global, ajudaram-nos a estimular o sucesso do Prime”.

No que diz respeito aos serviços de subscrição, destaca que “são muito populares noutras áreas das nossas vidas, mas o Prime é o primeiro serviço de subscrição de viagens do mundo, oferecendo soluções de viagem mais personalizadas, flexíveis e o mais adaptadas possível às necessidades individuais dos nossos membros. O programa ajudou-nos a aprofundar a nossa relação com os nossos clientes e a compreender melhor as suas expectativas crescentes no que toca à relação qualidade-preço, à escolha e à conveniência na reserva das suas férias”.

Dana Dunne, admite que, “à medida que a procura dos consumidores por viagens continua a evoluir no mundo pós-pandemia, acreditamos que nossa abordagem estratégica e os nossos produtos vão permitir-nos continuar na vanguarda do futuro das viagens”.

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Revive Natureza: Concursos para exploração de seis imóveis receberam 45 candidaturas

A Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel, foram os imóveis que reuniram o maior número de propostas, com 17 e 12 candidaturas, respetivamente.

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Os concursos para atribuição de direitos de exploração de seis imóveis no âmbito do Revive Natureza, que foram lançados em junho e encerraram a 19 de novembro, receberam um total de 45 candidaturas, que vão agora ser analisadas “com vista à sua adjudicação”, informou o Gabinete do Ministro de Estado da Economia e Transição Digital em comunicado.

De acordo com a informação divulgada, “foram apresentadas propostas a todos os imóveis”, mas os que registaram maior procura foram a Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel, bem como o Antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo, em Vila Velha de Rodão, com 17, 12 e oito candidaturas, respetivamente.

Além destes, estava ainda a concurso a exploração da Casa Florestal de Sul, em Coimbra, que recebeu duas propostas, a antiga Sede da Administração Florestal na Figueira da Foz, que obteve cinco candidaturas, e o Edifício Florestal da Abrigada, em Lisboa, para o qual foi apresentada uma proposta.

O Gabinete do Ministro de Estado, Economia e da Transição Digital explica ainda que “o Fundo Revive Natureza poderá vir a conceder financiamento às entidades a quem for atribuído o direito de exploração dos imóveis, criando-se, assim, as melhores condições para a concretização dos respetivos investimentos”.

Criado em 2019, o Programa Revive Natureza  tem como objetivos recuperar os imóveis, criar emprego local e dinamizar as economias locais, através das redes de oferta e valorização dos produtos endógenos, constituindo-se como mais um instrumento de concretização dos eixos estratégicos da Estratégia de Turismo 2027, nomeadamente a valorização do território nacional.

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Cascade Wellness Resort já tem propostas para a época festiva

Já estão disponíveis as propostas de Natal e réveillon no Cascade Wellness Resort, unidade hoteleira de 5 estrelas em Lagos (Algarve).

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Já estão disponíveis as propostas de Natal e réveillon no Cascade Wellness Resort, unidade hoteleira de 5 estrelas em Lagos (Algarve), com várias opções de programas. 

A Christmas to Remember é o mote para os dois pacotes de Natal, um que a partir de 548€, inclui alojamento em quarto, suite, apartamento ou vila, com pequeno-almoço, jantar de Natal buffet no Restaurante Mundi com música ao vivo, show cooking e ainda brunch buffet no dia 25 de dezembro (bebidas incluídas).  

A opção do pacote A Christmas to Remember no Restaurante Senses, disponível a partir de 592€, inclui alojamento em quarto, suite, apartamento ou vila, e pequeno-almoço, jantar de Natal com Menu de degustação (de 5 pratos), wine pairing e brunch de Natal (bebidas incluídas). 

Para o réveillon também existem duas opções de programa, e desta vez o tema é The Glam Boat, a preços que variam desde os 799€ aos 879€.  Em ambas as opções, na noite de 31 de dezembro as crianças contam com um réveillon só seu, com jantar e entretenimento infantil disponível na sala das crianças. 

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Solférias lança operação charter para o Senegal, de Lisboa e Porto

A Solférias anunciou ao mercado, esta terça-feira, que o Senegal passará a ser uma das apostas do operador para o novo ano, com uma operação charter.

A Solférias anunciou ao mercado, esta terça-feira, que o Senegal passará a ser uma das apostas do operador para o novo ano, com uma operação charter à saída de Lisboa e do Porto. 

A cadeia hoteleira RIU será o centro de uma operação em voos especiais que a Solférias tem já confirmada com partidas de Lisboa e Porto, às segundas-feiras, de 6 junho a 3 outubro 2022. 

 O lançamento deste destino vem na sequência do objetivo da Solférias de disponibilizar às agências e agentes de viagens portugueses a melhor e mais competitiva oferta, procurando desde sempre contribuir para a afirmação de alguns destinos no mercado nacional, indica comunicado da empresa. 

O operador refere o país, localizado na costa ocidental de África, como “um destino com fantásticas praias, uma cultura e tradição de receber assinaláveis, a uma distância de voo comparável com outro dos destinos favoritos dos portugueses (Cabo Verde). O Senegal reúne todas as condições para ser uma das grandes (boas) surpresas de 2022”. 

A operação do Senegal surge também na sequência da abertura do novo RIU Baobab, hotel de 5 estrelas da cadeia RIU, na primeira linha de praia na zona de Pointe Saréne,  prevista para 8 de abril de 2022. 

Antes do início desta operação, a Solférias disponibiliza já ao mercado um programa em voos TAP e com preços desde 887 euros por pessoa, num pacote de cinco noites em quarto duplo e regime do tudo incluído. 

  

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Açores destacam turismo cultural para valorizar destino

Os Açores destacam a importância do turismo cultural não só para a diversificação, mas também na valorização do destino e da experiência turística.

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Os Açores destacam a importância do turismo cultural não só para a diversificação, mas também na valorização do destino e da experiência turística, segundo o secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia. 

Mário Mota Borges falava na abertura de uma ação de capacitação sobre as temáticas Turismo Industrial em Portugal & a importância das Rotas Açores para a estruturação da oferta turística cultural, organizada pela Secretaria Regional ´dos Transportes, Turismo e Energia, na cidade da Horta. 

O governante realçou ainda que a estratégia para o desenvolvimento do turismo “passa por um turismo sustentável, com base na proteção do território e da qualificação do destino”, para acrescentar que o turismo cultural é um “elemento fundamental do destino, em temáticas como as que estão a ser trabalhadas nas Rotas Açores, através da criação de uma verdadeira rede cultural colaborativa, em torno da baleação, das vinhas e dos vulcões”. 

No que diz respeito ao turismo industrial, Mário Mota Borges deu como exemplos os produtos ligados ao agroturismo, como é o caso do chá, dos laticínios ou das conservas. 

O evento contou ainda com a participação da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que realçou o entusiamo da região no envolvimento desde o primeiro momento neste projeto do turismo industrial em Portugal. 

Refira-se que as empresas da indústria viva dos Açores poderão concorrer às linhas de apoio que o Turismo de Portugal terá disponíveis para capacitar as suas instalações à visitação, ficou assegurado no encontro. 

 

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