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Reportagem | Cuba: impossível não se apaixonar por este país

Ir a Cuba é uma viagem no tempo e uma lição de história, já se sabe. As cidades, perdidas no tempo, parecem cenários de filmes e as praias são paraísos autênticos. Os cubanos são hospitaleiros e festivos. A isso, junta-se a música, a dança e o rum. Está feita a receita perfeita para umas férias de sonho.

Carina Monteiro
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Reportagem | Cuba: impossível não se apaixonar por este país

Ir a Cuba é uma viagem no tempo e uma lição de história, já se sabe. As cidades, perdidas no tempo, parecem cenários de filmes e as praias são paraísos autênticos. Os cubanos são hospitaleiros e festivos. A isso, junta-se a música, a dança e o rum. Está feita a receita perfeita para umas férias de sonho.

Carina Monteiro
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Ir a Cuba é uma viagem no tempo e uma lição de história, já se sabe. As cidades, perdidas no tempo, parecem cenários de filmes e as praias são paraísos autênticos. Os cubanos são hospitaleiros e festivos. A isso, junta-se a música, a dança e o rum. Está feita a receita perfeita para umas férias de sonho.

Aos 28 anos, Eniel Navarro Leyva, um cubano natural da cidade de Baracoa, situada no extremo oriental da ilha, está pela primeira vez em Trinidad, cidade património da UNESCO. Eniel é jornalista e director de um canal televisivo regional, mas em Trinidad está como turista. Em frente à Casa da Música conversamos sobre o país, falamos da liberdade de imprensa, da situação económica dos cubanos e, claro, de viagens. Está encantado com Trinidad, que, na sua opinião, é a cidade que melhor preserva o património arquitectónico cubano. “É uma cidade parada no tempo com uma vida nocturna singular, muito activa, restaurantes com excelentes preços e cozinha de qualidade internacional e uma península com quilómetros de belas praias e, sobretudo, as pessoas são muito acolhedoras”, afirma. Eniel nem precisava de falar da hospitalidade cubana. Ao terceiro dia da viagem organizada pelo operador turístico Sonhando, e com a participação da Solférias, para um grupo de agentes de viagens, já todos reconhecíamos a hospitalidade cubana. Trinidad foi apenas uma das etapas desta longa viagem que deu a conhecer a oferta do operador para este destino.

Para aqueles que nunca visitaram Cuba, a expectativa para conhecer o país de Fidel Castro, dos charutos e do rum, é enorme. Cuba é muito ciosa dos seus símbolos, políticos e culturais, que inevitavelmente se cruzam ao longo da nossa viagem.

Havana, a sedutora
Havana é a primeira paragem. Se é para conhecer bem, então é preciso mais do que um dia para visitar a capital e centro administrativo, político e cultural do país. Mas tendo apenas um dia, então a visita obrigatória é ao centro histórico de Havana, conhecida como Havana Velha. Diz quem já cá esteve, que a recuperação dos edifícios é bastante notória, para a qual contribuiu a declaração de Património Mundial da UNESCO, em 1982, e mais tarde, em 2015, a eleição como uma das 7 cidades Maravilhas do Mundo na categoria de Cidades. Havana tem um certo ar decadente, mas, ao mesmo tempo, atraente, vibrante e sedutor, que nos faz querer conhecer mais e embrenharmo-nos pelas ruas ao som da salsa. O casco velho alberga praças, museus e cafés, deambular pelas ruas é uma viagem no tempo com os seus edifícios coloni ais. Os pontos principais são a praça San Francisco de Assis, onde se encontra a Igreja de São Francisco de Assis, agora transformada em museu e local onde se fazem espectáculos de música clássica, a Praça Velha, a Catedral e a Praça das Armas, todos a um distância a pé entre eles. Entre uma e outra praça, paragem para conhecer o café frequentado por Eça de Queirós na Calle de los Mercaderes e o Hotel Ambos os Mundos onde viveu o escritor Ernest Hemingway na década de 1930. O melhor é subir ao terraço do hotel para apreciar a vista, pedir um mojito ou uma cubata (o mesmo que uma cuba libre) e usufruir do ambiente. Ou se preferir, o famoso bar La Bodeguita del Médio é um dos pontos mais turísticos de Havana Velha. E porque estamos a falar de bares, porque não experimentar um Daikiri, no bar frequentado por Ernest Hemingway, o Floridita. Nesta viagem, o tempo foi curto para conhecer Havana, mas ainda houve possibilidade de conhecer a Praça da Revolução, um dos cartões-de-visita da cidade, imortalizada nas fotos tiradas à imagem de Che Guevara estampada no edifício do Ministério do Interior.

O povo cubano é hospitaleiro e festivo.

E como há clichés que valem a pena, uma das formas de conhecer Havana em grande  estilo é comprar um tour num dos carros clássicos de Cuba. Há de várias marcas e cores: Chevrolet, Buick, Ford, Dodge, Cadillac, entre outros. Os tours, na sua maioria, percorrem as principais atracções turísticas da cidade, como o Bairro Chino, Hotel Nacional, o Castillo del Moro  e o Malécon Habanero (passeio marítimo).

Trinidad, a bonita
Deixámos Havana para trás e o próximo destino é Trinidad, com paragem em Cienfuegos. Espera-nos, pelo menos, uma manhã de viagem. E é tempo de falar de Cuba com Jorge, o nosso guia, e fazer as perguntas que temos na cabeça. Como vivem os cubanos? O que pensam do novo presidente e quais as suas expectativas? Jorge vai respondendo a todas as inquietações de quem acompanha à distância a história do país. Insiste que Cuba vive num regime socialista, iniciado por Fidel Castro, continuado pelo irmão, Raul, e o que se espera agora de Miguel Díaz-Canel, o novo presidente, é que melhore as condições de vida do povo cubano. O acesso gratuito à educação e à saúde são as bandeiras do país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do mundo e cujo salário médio é de 600 pesos cubanos (20 euros). Sobre o Turismo, ficamos a saber que, em algumas empresas, 1% das gorjetas reverte para outras actividades não directamente relacionadas com a actividade turística, numa espécie de “uma mão lava a outra”.

O Palácio de Valle, em Cienfuegos

Chegados a Cienfuegos, encontrámos uma localidade costeira de casas senhoriais e apalaçadas, onde se destaca a baía e a marina, naquilo que podia ser uma Saint Tropéz cubana, já que foi fundada por franceses. Mas não, é conhecida como a Pérola do Sul. Cienfuegos é uma cidade diferente de todas as outras, já que apresenta uma topografia rectilínea. A cidade tem um centro histórico, também ele declarado património da UNESCO, em 2005. Aconselha-se a visita ao Palácio de Valle, com uma construção de estilo ecléctico que data dos fins do século XIX, sendo um símbolo da cidade. No palácio funcionam restaurante e bar. Vale a pena, pelo menos, subir ao terraço para apreciar a vista sobre a baía e beber um mojito.

Cienfuegos fica a 80 quilómetros de Trinidad, a próxima paragem, o que significa mais ou menos hora e meia de viagem. É preciso contar com todo o tipo de estradas e veículos, daí que circular em Cuba não seja comparável ao que estamos habituados e as distâncias levem mais tempo. Chegámos pelas 17h a Trinidad e o primeiro impacto não é o melhor. Se Havana parece parada no tempo, o que dizer de Trinidad? Trinidad não é daqueles casos de amor à primeira vista. Mas depois de conhecer, apaixonamo-nos. O autocarro deixa-nos o mais perto possível do centro histórico, mas ainda é preciso percorrer a pé algumas dezenas de metros até à praça central. Considerada a cidade museu de Cuba, Trinidad conserva a magia colonial da época e nem faltam as carroças puxadas por cavalos. Ruas empedradas, casas coloniais, com varandas e janelas generosas. Os cubanos resguardam-se do calor, mas as portas e as janelas protegidas com grades deixam-nos espreitar o seu interior. Recebem-nos com sorrisos e nem os turistas perturbam as suas rotinas. Uma mãe amamenta o filho à janela indiferente ao que se passa na rua.

Trinidad é considerada a cidade museu de Cuba.

À medida que nos aproximamos do centro, os edifícios estão mais cuidados e recuperados e começamos a perceber o charme desta cidade que não dá tudo logo à primeira vista. Passamos por várias casas que ostentam o símbolo de casas privadas que podem ser arrendadas, uma forma muito comum de alojamento na cidade. Trinidad foi fundada no século XVI e declarada Património da Unesco em 1988. Na praça central estão as principais atracções da cidade, como a igreja de La Santissima Trinidad e alguns museus, entre os quais o da Arquitectura. A poucos metros da praça, encontra-se a escadaria que nos leva à Casa da Música. Vários bares e esplanadas ladeiam o espaço. Ainda são 17h, mas fica a promessa que regressamos à noite onde o ambiente se faz ao som da salsa. Em Trinidad não se pode deixar de ir ao bar La Canchancharra e provar a bebida com o mesmo nome, feita à base de água ardente, mel, limão e gelo. A música é uma constante em Cuba, por todo o lado e a toda a hora, está para os cubanos, como o futebol para os brasileiros, como se tratasse de algo genético. Aliás, a música e a salsa. Os cubanos parecem ter nascido para dançar. E o primeiro contacto “a sério” com a salsa ocorreu na Casa da Música de Trinidad. Alguns de nós saltaram para a pista, onde nativos e turistas se misturam numa lógica de que a dança e a música aproximam as pessoas. 

Os Cayos

Nas águas cristalinas de Cayo Coco é possível mergulhar desde o barco ou fazer snorkeling

No dia seguinte, é tempo de despedida de Trinidad em direcção a Cayo Coco e Cayo Guillermo, ilhas tropicais localizadas no arquipélago de Jardines del Rey, ao largo do centro de Cuba. Conhecida pelas praias de areia branca e pelos recifes de coral, a costa norte está repleta de resorts com o regime de tudo incluído. Os Cayos estão unidos à ilha de Cuba através de uma estrada com 17 quilómetros de distância construída sobre o mar. Cayo Coco tem um aeroporto internacional, através do qual chegam a maior parte dos turistas que vão ficar alojados nos diversos resorts. Este destino foi um dos afectados pelo furacão Irma em Setembro do ano passado, e que obrigou inclusive ao cancelamento das operações da Sonhando para o destino. Quase um ano depois, os sinais da passagem do furacão pelos hotéis quase não se percebem. As unidades fizeram um trabalho extraordinário, num tempo recorde (apenas 62 dias) na recuperação das infraestruturas para voltarem rapidamente a receber hóspedes. O mesmo não se pode dizer da fauna e da flora. Para quem nunca visitou os cayos, talvez o choque não seja tão grande, no entanto é perceptível que a natureza foi madrasta. As árvores estão despidas, e flamingos, nem vê-los. De resto, as praias preservam a sua beleza natural. Além dos resorts, é possível fazer outras actividades no destino, conhecido para a prática de mergulho e de outros desportos náuticos ou passeios de barco.

Santa Clara e Varadero

Antes do destino final, Varadero, paragem em Santa Clara, que, à semelhança das outras cidades cubanas, tem uma praça central que concentra os principais edifícios e de diferentes períodos arquitectónicos. Mas a principal atracção de Santa Clara é o mausoléu do argentino Ché Guevara. O mausoléu de Che Guevara foi inaugurado em Outubro de 1997 quando chegaram a Cuba os restos mortais do guerrilheiro, 30 anos após sua morte na Bolívia e já foi visitado por mais de 4,5 milhões de pessoas. Ernesto Guevara nasceu em 14 de Junho de 1928, em Rosário, na Argentina. Filho de uma família de classe média alta, formou-se em Medicina na Universidade de Buenos Aires, em 1953. Juntamente com Fidel Castro, foi um dos ideólogos e comandantes que lideraram a Revolução Cubana, entre 1953-1959, que levou à queda do regime do general Fulgencio Batista. Santa Clara ficou para sempre ligado à história do comandante Che. A tomada da cidade em 1958 sob o comando de Guevara forçou a derrota de Fulgencio.

O mausoléu de Che Guevara já foi visitado por milhões de pessoas.

A viagem continua para Varadero. Situada numa península, de Hicacos, é o principal destino de sol e praia de Cuba. Varadero tem uma extensão de mais de 20 quilómetros de praia de areia branca e águas azul-turquesa, que além de calmas, têm temperaturas que rondam os 25°C, ideal para mergulhos e actividades aquáticas. Há também hotéis para todos os gostos (ver caixa). Varadero tem outros atractivos para oferecer além de umas férias de sol e praia. Há restaurantes de praia e várias actividades e festas organizadas diariamente pelos hotéis. Para os amantes da natureza, a norte de Varadero fica localizado o único parque submarino do país: Cayo Piedras del Norte, ideal para a prática de mergulho e snorkeling. Para aqueles que querem combinar sol com a história, nos arredores de Varadero podem visitar-se as cidades de Cárdenas, Matanzas e a Península de Zapata.

O plano de viagem era ambicioso, é preciso dizê-lo, condensar cinco destinos numa só uma viagem era uma tarefa difícil, mas, no final, a compensação, Varadero é um destino de sonho para relaxar.

* A jornalista viajou a convite da Sonhando


Como ir?

A operação charter da Sonhando, Solférias e iTravel para Varadero já começou no passado dia 2 de Junho e prolonga-se até 6 de Outubro, última data de partida. No caso de Varadero, às saídas são ao sábado e os voos operados pela Orbest. Para que o cliente não se surpreenda com o serviço que vai encontrar a bordo, nem sempre correspondente aos voos regulares, há serviços especiais que podem ser comprados antes da viagem. Por exemplo, por mais 89 euros é possível comprar o pacote Turista + que inclui assentos com mais espaço (primeiras filas e saídas de emergência), refeições premium, toalhitas refrescantes e auriculares, entre outros. Já a operação para Cayo Coco começou no dia 9 de Julho, e prolonga-se até 10 de Setembro, em voos operados às segundas-feiras pela EuroAtlantic, companhia aérea accionista da Sonhando. A companhia dispõe de classe executiva, o que é pouco habitual nos voos charter para Cuba durante o período do Verão. No conjunto, os operadores têm cinco mil lugares para venderem no período de Verão para Cuba. A programação dispõe ainda do circuito ‘Cuba Colonial’ (inclui Cayo Coco, Santa Clara, Trinidad e Havana); o combinado Havana e Varadero; e, desde o ano passado, que a operação para Cuba no Verão tem a parceria da MSC para a oferta de cruzeiros. Este ano estão disponíveis dois itinerários operados pelo navio MSC Armonia: Cuba e o Melhor do Mar das Caraíbas (inclui Havana, Montego Bay, George Town, Cozumel e Havana) e Os Trópicos entre Pirâmides e Fortalezas (inclui Havana, Belize, Ilha de Roatan, Costa Maya, Cozumel e Havana). Os preços incluem os voos para Varadero, transfers entre o aeroporto de Varadero e o porto de Havana e seguro de assistência de viagem. José Manuel Antunes, director-geral do operador Sonhando, é um apaixonado por Cuba. Contra todas as expectativas, retomou em 2014 os charters para Cayo Coco, que assumiu como uma paixão pessoal. “Tem sido um sucesso”, afirma. Sobre Cuba, José Manuel Antunes defende que é o melhor destino das Caraíbas, pela qualidade da praia, do mar e das pessoas. Desde que a operação se iniciou até agora, já vieram 9 mil passageiros e as reclamações são residuais. “As pessoas podem confiar no destino e há muitos repetentes sobretudo no segmento alto, porque as pessoas vêm e gostam”.

Onde Ficar?
A operação da Sonhando para Cuba está concentrada maioritariamente em três cadeias hoteleiras. São elas a Iberostar, Melia e Grand Memories. Mas também dispõe na sua programação da oferta do único hotel português no país, o Pestana Cayo Coco, e outros hotéis como o Royalton Hicacos Varadero.

Nesta viagem, visitámos diversos hotéis que estão na programação do operador. Em Havana, o grupo ficou hospedado no Iberostar Parque Central, hotel com uma arquitectura colonial e uma localização central junto ao Capitólio. Em alternativa, o Melia Havana ou o Melia Cohiba, que apesar de não serem tão centrais, dispõem de transporte regular para o centro da cidade. Alguns hotéis que visitámos, como é o caso do Cohiba (Havana) ou do Memories Varadero, encontram-se em remodelação, pelo que o melhor será confirmar se o cliente fica num quarto já remodelado. Em Cayo Coco, as opções também são variadas. Como já referido, o destino foi afectado pelo furacão Irma no ano passado, mas as unidades já se encontram recuperadas. O Melia Cayo Coco, com os seus bungalows sobre a lagoa natural de água salgada, foi um dos mais afectados, mas está recuperado. É uma unidade só para adultos. Já o Melia Jardines Del Rey (na foto) é para adultos e crianças. Tem uma arquitectura contemporânea, um ambiente moderno e muito confortável. Indicados para as famílias, os hotéis Pullman Cayo Coco e o Pestana Cayo Coco são também uma boa opção de alojamento. O Pullman dispõe de duas opções: o hotel onde estão a maioria dos quartos e uma secção apenas para adultos: o The Collection By Pullman constituída por junior suites, suites e private golden villa. Em Cayo Guillermo, o Meliá Cayo Guillermo é uma boa opção, o espaço exterior, assim como a praia e os seus passadiços sobre o mar criam um ambiente bastante agradável.

Melia Jardines Del Rey

Em Varadero, a estadia no Iberostar Varadero é bastante recomendável. É uma unidade de cinco estrelas capaz de satisfazer os clientes mais exigentes, sejam famílias ou casais. Os quartos têm áreas generosas e são confortáveis e a oferta de F&B é boa, assim como a praia. Com um estilo completamente diferente, apresenta-se o novo Iberostar Bella Vista Varadero. Enquanto o primeiro é mais clássico, o segundo é moderno e recente (tem pouco mais de um ano). Uma boa opção para férias em família.

O Paradisus Varadero é o único da marca premium de resorts da Melia indicado para famílias, dispondo de um serviço família.

O Royalton Hicacos é só para adultos e distingue-se pelo serviço de mordomo para todos os clientes e os altos standards de F&B. O Melia Marina Varadero é também uma boa opção de estadia. Sendo um resort com marina, surpreende pelo seu fácil acesso à praia.

Dicas

Em Cuba, existem duas moedas: os pesos cubanos (CUP) e os pesos (CUC). Os primeiros só são usados pelos habitantes. O Cuc é a moeda usado no turismo. A internet nos hotéis é disponibilizada através da compra de cartões que custam 1 Cuc e têm a duração de 60 minutos (podem ser usados em qualquer hotel ou espaço), desde que haja rede. Na hora de fazer a mala, não deve esquecer o repelente, e colocar na bagagem uma roupa um pouco mais formal para os jantares.

Fam trip

 No total foram 25 os elementos que viajaram a convite da Sonhando e da Soférias para Cuba. Um grupo grande, mas que esteve sempre bastante animado. Adriano Portugal (Orbita), Ana Luísa Luz (Sonhando), Ana Rita Lopes, (Viagens Abreu), Ana Rita Queiroz (Multidestinos), Ana Silva (By Travel), Carina Monteiro (Publituris), Carlos Carreira (Viagens Carreira), Custódia Carvalho (Top Atlântico Leiria), Dalila Silva (Viagens Abreu), Emília Parra (Geostar), Fernando Santos (Mercado das Viagens São João da Madeira), Joana Lopes (Rivieratur), João Real (Avic), José Luís Elias (Turisver), José Manuel Antunes (Sonhando), José Marques da Costa (Sonhando) Katy Lourenço (Sonhando), Magda Silva (By Travel), Maria João Elisário (Best Travel), Paula Moreira (Optimatours), Paulo Cordeiro, (Açoribérica), Rómulo Gonçalves (Clubtour), Rosário Santos (Solférias), Vânia Ferreira (Navitur) e Vera Caeiro (Em Viagem Évora).


Sobre o autorCarina Monteiro

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Grupo Minor acredita no “grande salto” que Portugal deverá registar na procura turística

Para o CEO do grupo que detém, em Portugal, os hotéis Tivoli, o nosso país “é um grande destino”, admitindo que Portugal está a “abrir caminho” na recuperação turística e deverá registar um “grande salto” na procura.

Emmanuel Dillip Rajakarier, presidente executivo do grupo tailandês Minor, admitiu, durante a realização da conferência The Resort and Residential Hospitality Forum, em Vilamoura, que Portugal está a “abrir caminho” na recuperação turística e deverá registar um “grande salto” na procura, apontando o levantamento das restrições e a ampla cobertura vacinal contra a COVID-19 como principais razões.

“Há países que estão muito à frente de outros [na recuperação do turismo], sobretudo por causa da vacinação. E nos países onde a vacinação foi acelerada, como Espanha e Portugal, vemos os negócios a regressar fortemente”, disse Emmanuel Dillip Rajakarier à agência Lusa.

Para o responsável do grupo que em 2016 comprou 14 hotéis da marca Tivoli em Portugal, “o alívio das restrições tem tornado mais fáceis as viagens turísticas para a Europa, face a outras regiões do mundo”.

“Tem sido mais fácil para os turistas virem para a Europa e nesses países [onde há alívio de restrições] haverá um grande salto na procura nos próximos meses. Nos países que ainda têm restrições será mais lento”, enfatizou.

Sul da Europa no bom caminho
Segundo Dillip Rajakarier, a maior parte dos hotéis do grupo Minor no sul da Europa “está a ir muito bem”, no norte europeu a recuperação está a ser “um pouco mais lenta”, e na América do Sul está a acontecer “ainda mais devagar devido à [pouca] vacinação e ao número de casos”.

“Estamos muito otimistas em relação a Portugal, é um grande destino. Os outros países até podem ter os mesmos atrativos, mas acho que Portugal é muito avançado, tendo em conta a sua reduzida dimensão”, sublinhou.

Segundo o presidente executivo do grupo Minor, a intervenção dos organismos públicos no apoio à retoma do setor turístico em Portugal e o facto de os portugueses terem “abraçado” o processo de vacinação fazem com que o país esteja “a abrir caminho” em termos de recuperação.

“O que é único e positivo em Portugal é que os portugueses abraçaram realmente o conceito de vacinação, ao contrário de outros países em que, mesmo com altas taxas de vacinação, não vemos as pessoas com esta ligação” ao processo vacinal, frisou.

Para Dillip Rajakarier, o foco agora deve ser o ano de 2022, para que se tentem alcançar níveis de crescimento superiores a 2019, tendo em conta que “os hotéis têm de pensar em como lidar com os novos hábitos dos consumidores”.

Nos últimos dois anos, notou, não só o panorama económico se alterou – com a subida da inflação, dos custos das operações ou da energia, por exemplo -, como surgiram novos segmentos de mercado e novos mercados.

Nascimento de um novo segmento
Segundo Rajakarier, a pandemia de COVID-19 fez nascer um novo segmento de mercado – o Visiting Friends, Family and Relatives (VFFR) -, que na tradução em português significa visitar amigos, família e parentes.

“É algo novo que surgiu com a pandemia porque durante dois anos não estivemos autorizados a ver os nossos pais, a nossa família, às vezes até mesmo os nossos filhos, por causa do distanciamento social”, explicou.

Atualmente, é notório que “as pessoas querem ligar-se aos amigos e família e há muitas viagens em torno disso, mas também viagens geracionais: os avós quererem viajar com os filhos, e até com os netos, o que está a criar um novo segmento”, apontou.

*Lusa

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KLM anuncia voos para 162 destinos e reforço de oferta em Portugal no inverno

Em Portugal, a KLM vai disponibilizar, este inverno, 12 voos semanais entre Lisboa e Amesterdão e 14 voos semanais entre o Porto e Amesterdão, o que traduz um aumento de 17% face ao inverno de 2019.

A KLM vai disponibilizar, este inverno, voos para um total de 162 destinos, 72 dos quais intercontinentais e 90 na Europa, num reforço da oferta que também abrange Portugal e que, segundo a companhia aérea dos Países Baixos, é possível graças ao alivio de "mais e mais restrições de viagem".

"O novo programa de inverno da KLM entra em vigor a 31 de outubro e é válido até 26 de março de 2022. À medida que vão sendo aliviadas mais e mais restrições de viagem, a KLM vai ser capaz de aumentar a sua capacidade novamente este inverno e, assim, planeia operar voos diretos de Amesterdão para 162 destinos, 72 intercontinentais e 90 na Europa", refere a KLM, num comunicado divulgado esta terça-feira, 26 de outubro

Em Portugal, a KLM vai disponibilizar, este inverno, 12 voos semanais entre Lisboa e Amesterdão e 14 voos semanais entre o Porto e Amesterdão, o que traduz "um aumento de +17% na oferta no inverno de 2021 face à oferta pré-pandemia em período idêntico de 2019".

"Esta oferta é complementada pela da sua parceira francesa, a Air France, que oferece rotas entre Paris-CDG e 3 aeroportos portugueses (Lisboa, Porto e Faro, agora também no inverno)", indica ainda a KLM.

Além de Portugal, a KLM conta também reforçar a oferta na Europa para "responder ao forte aumento da procura por viagens de lazer e negócios", motivo pelo qual vai manter no inverno os voos para Zagreb e Poznam, que foram lançados no verão e em relação aos quais a companhia aérea faz um balanço positivo.

"Com este acréscimo, o número de destinos europeus servidos pela KLM vai ultrapassar o do inverno de 2019", destaca a KLM, explicando que está a "operar com cerca de 84% da sua capacidade na rede europeia", uma vez que, "em muitos casos, o número de voos para destinos europeus ainda está um pouco abaixo dos números pré-COVID-19".

"Mesmo assim, a companhia aérea está a servir, uma vez mais, as principais cidades da Europa, incluindo Berlim, Londres, Munique e Paris, pelo menos cinco vezes por dia. Isso torna o programa de inverno da KLM, com mais voos do que no verão, atrativo para um número crescente de passageiros executivos europeus. Ao aumentar o número de voos na Europa, a KLM vai ser, uma vez mais, capaz de conectar muitos locais europeus através de Amesterdão-Schiphol", explica a transportadora.

A nível intercontinental, a KLM diz que já retomou "os serviços operacionais para quase toda a sua rede pré-COVID (à exceção de um destino)" e explica que "os voos intercontinentais vão operar com cerca de 75% da capacidade este inverno face ao inverno de 2019".

Entre os destaques da KLM para o inverno a nível intercontinental encontram-se os EUA, que voltam a permitir a entrada de visitantes internacionais vacinados contra a COVID-19 a 8 de novembro e onde a KLM conta expandir a sua capacidade para vários destinos.

"O número de frequências para Atlanta, por exemplo, quase que duplica para 12 voos/semana, e haverá 11 voos semanais para Nova Iorque-JFK este inverno. A KLM servirá ainda Las Vegas e Miami este inverno, ambos três vezes/semana. O serviço de Mineápolis, retomado no verão, também continua no inverno com três voos semanais", revela a companhia aérea.

Além dos EUA, a KLM vai também aumentar a oferta para as Caraíbas, uma vez que, indica a companhia, tem vindo a notar, desde o verão, "um forte aumento da procura por viagens para a parte caribenha do Reino dos Países Baixos".

Neste sentido, a KLM vai duplicar o número de voos para Curaçao, para 14 voos por semana, e aumentar a capacidade diária na rota para Aruba e Bonaire, com a introdução de um Boeing 777-300ER, o seu maior avião de passageiros, sendo que, para responder à procura prevista para as férias de Natal, está ainda a planear três voos semanais adicionais, elevando o número total de voos semanais para Aruba e Bonaire para dez até ao final do ano.

Na América do Sul, onde a KLM diz que também está a sentir "sinais de recuperação", vao existir quatro voos semanais para San José e Libéria, na Costa Rica, (face aos dois o inverno passado) e voos diários para a Cidade do Panamá, enquanto a rota para Paramaribo (Suriname) vai aumentar para quatro voos semanais, quando no inverno passado apenas existia um voo por semana devido às restrições associadas à pandemia.

Já o serviço regular mais longo da rede da KLM, sem escalas a partir de Amesterdão para Santiago do Chile, prossegue este inverno com três voos semanais.

No inverno, a KLM vai ainda abrir voos para Mombaça, Cancún, Port of Spain e Bridgetown, com os voos para Cancun a começarem a 2 de novembro, com cinco ligações por semana, durante o período de Natal, o que vai elevar para 12 o número total de voos semanais da KLM para o México.

Já o primeiro voo (combinado) para Port of Spain, em Trinidad e Tobago, e Bridgetown, em Barbados, descolou a 16 de outubro e vai operar três vezes por semana, enquanto o serviço programado para Mombaça, no Quénia, deverá arrancar no início de dezembro, estando a KLM atualmente em processo de obtenção das licenças de voo necessárias junto das autoridades quenianas.

A rede asiática da companhia aérea, por outro lado, continua "dificultada pelas restrições de viagens" e regista, por isso, uma procura "inferior à de outras regiões", ainda que o transporte de carga de/para a Ásia continue em alta, o que permite à KLM "continuar a servir muitos de seus destinos este inverno".

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Artistas mundiais convidados para criar design do casco do MSC Euribia

O MSC Euribia funcionará como uma tela gigante flutuante para expressar a importância do respeito pelo meio ambiente.

A MSC Cruzeiros está a dar aos artistas e designers de todo o mundo a possibilidade de transformar o casco do MSC Euribia numa tela flutuante gigante para expressar a importância do respeito pelo meio ambiente.

O navio, o mais avançado do ponto de vista ambiental da frota da MSC Cruzeiros até à data, tem o nome da antiga deusa Eurybia, e está à disposição de artistas de todo o mundo para criar uma obra de arte única inspirada no mar e no seu importante ecossistema marinho, que será apresentada como um design permanente em todo o casco do navio, enquanto este navega pelos oceanos do mundo.

O concurso de design, que se inicia no Dia Internacional do Artista, terá as inscrições avaliadas por um painel de júris internacional, incluindo o artista de areia Jben, o arquitecto Martin Francis e Pierfrancesco Vago, Executive Chairman da Divisão de Cruzeiros do MSC Group.

Se somente um artista virá a sua obra exibida no casco do navio, como uma galeria de vela ao ar livre, outros cinco finalistas, terão os seus projetos expostos numa exposição a bordo do MSC Euribia, onde os hóspedes verão a sua arte e a sua importante mensagem para os próximos anos.

O MSC Euribia entrará ao serviço em 2023 e tornar-se-á no segundo navio movido a LNG da frota da MSC Cruzeiros, frisando a MSC que “o LNG desempenha um papel fundamental no percurso em direção à mitigação das alterações climáticas e os motores do MSC Euribia têm o potencial para reduzir as emissões de gases com efeito estufa em até 21% comparativamente com os combustíveis padrão, ao mesmo tempo que eliminam virtualmente outras emissões atmosféricas”.

De resto, a MSC Cruzeiros está comprometida em abastecer pelo menos três navios a LNG, o que representa um investimento total superior a 3 mil milhões de euros.

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Thomas Ahlers é o novo “General Manager Sales” do Lufthansa Group em Portugal

Há 18 anos no Lufthansa Group, Thomas Ahlers assume a direção-geral de Vendas em Portugal, depois de ter sido responsável por várias áreas de negócio nos EUA, Alemanha e China.

Thomas Ahlers será, a partir do próximo dia 1 de novembro, o novo diretor-geral de Vendas em Portugal do Lufthansa Group, ficando responsável pela atividade comercial e vendas de todas as transportadoras aéreas do grupo (Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings e SWISS) que operam no mercado português.

O recém-nomeado responsável pela operação no nosso país, irá reportar a Julia Hillenbrand, diretora-geral de Vendas para a Europa Ocidental do Lufthansa Group com sede em Madrid.

Thomas Ahlers (46 anos) traz consigo uma experiência de vários anos em managment de companhias aéreas. Começou sua carreira no Lufthansa Group em 2003, em Los Angeles, e desde então ocupou várias funções executivas no Lufthansa Group e no Miles & More em Nova Iorque, Frankfurt e Xangai.

Algumas das áreas nas quais ganhou experiência incluem Direção de Vendas, Desenvolvimento de Negócios, Marketing, Servicing e Project Management. Também atuou como assistente dos membros do Conselho de Vendas e Marketing durante cinco anos.

Na sua mais recente posição internacional, chefiou a equipa responsável pelos produtos de vendas e programas do Lufthansa Group para a Grande China em Xangai.

Thomas Ahlers sucede a Patrick Borg Hedley, que ocupou o mesmo cargo a partir de Lisboa por cinco anos até a sua recente contratação para Helsínquia como General Sales Manager da Finlândia e Bálticos do Lufthansa Group.

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Análise

Próxima assembleia da OMT centrada na inovação, educação e retoma do turismo

No final de novembro, a OMT reunirá, em Madrid, para a 24.ª Assembleia-geral. Os temas são diversos e entre eles está o local da próxima reunião, à qual Portugal concorre.

A próxima Assembleia-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT) dará ênfase particular à importância da inovação, educação e desenvolvimento rural, bem como ao papel do turismo no crescimento inclusivo, tema do Dia Mundial do Turismo de 2021.

Na reunião magna da OMT, que se realizará pela 24.ª vez, de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2021, em Madrid, Espanha, a Assembleia-geral da OMT servirá para os Estados-membros aprovarem os programas de trabalho e orçamento para o próximo biénio (2022-2023).

Além disso, será apresentado aos delegados internacionais o Código para a Proteção de Turistas, um instrumento legal de referência criado para restaurar a confiança nas viagens internacionais.

Outros pontos importantes na agenda da Assembleia-geral incluem as reformas propostas para o Quadro Legal dos Membros Afiliados da OMT, a final da Liga dos Estudantes da OMT e a nomeação do secretário-geral da OMT para o período 2022-2025.

A Assembleia Geral também anunciará os vencedores do concurso “Best Tourism Villages” da OMT.

Paralelamente, e em linha com a ênfase cada vez maior da OMT nas comunicações digitais e na narrativa visual, os vencedores do Concurso de Vídeo de Turismo da OMT 2021, que visa reconhecer vídeos promocionais dos Estados-membros e Membros Afiliados que destacam a resiliência do setor e suas contribuições para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, (ODS) também será anunciado em Madrid.

Reiniciar o turismo juntos
A 24.ª Assembleia-geral da OMT servirá, igualmente, para o secretário-geral apresentar o seu relatório sobre a implementação do Programa de Trabalho da OMT, ações e novas iniciativas implementadas desde a última reunião em 2019. A agenda inclui a seleção dos membros do Conselho Executivo da OMT para 2022, o Comité Mundial de Ética do Turismo, para além de escolher o local e as datas da próxima sessão da Assembleia-geral, estando o Egipto, Portugal e o Uzbequistão dispostos a apresentar propostas.

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Uma aposta literária do Turismo de Portugal

Com um investimento total de 840 mil euros, o Turismo de Portugal pretende colocar Portugal no mapa dos destinos literários.

O Turismo de Portugal alargou a oferta formativa da sua rede de Escolas com um novo Curso Executivo de Turismo Literário, cuja primeira edição, em formato online, decorre a partir da Escola do Oeste, fruto da ligação a Óbidos – Cidade Criativa da Literatura (UNESCO) e promotora do FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos.

O Curso Executivo de Turismo Literário destina-se aos profissionais do setor do turismo e da cultura, nomeadamente, os que exercem atividade em informação turística, agentes de animação turística, operadores e agentes de viagem, colaboradores de Casas de Escritores ou Centros Interpretativos, produtores de eventos, profissionais de entidades públicas ou privadas com oferta de serviços relacionados com o turismo literário.

A formação, com início a 23 de novembro, permite aos formandos optarem por um ou vários módulos, específicos, não obrigando à participação na totalidade do curso. O objetivo é atrair novos profissionais para o turismo, dotar as empresas com maior capacidade para gerir projetos de Turismo Literário, bem como de captar e reter talento, e ainda, de desenvolver novas competências nos profissionais de turismo e nos agentes culturais.

A iniciativa insere-se no Programa de Ação para o Turismo Literário, que pretende contribuir para a competitividade do destino Portugal e das suas regiões, tornando as empresas mais robustas, os profissionais mais preparados e a experiência turística mais atrativa. “Tendo em conta o potencial de desenvolvimento do Turismo Literário em Portugal, prevê-se um impacto direto no reforço da coesão territorial, na promoção do turismo ao longo de todo o ano e no desenvolvimento de novos motivos de visita que proporcionem experiências inovadoras”, salientou secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, durante a apresentação do curso no âmbito da realização do Festival FOLIO.

Para além desta iniciativa relacionada com a formação de ativos, encontram-se em execução cerca de 10 projetos, em todo o território nacional, apoiados diretamente pelo Turismo de Portugal e que irão contribuir para a qualificação da oferta existente, num investimento total de 840 mil euros.

“Com o Programa de Ação para o Turismo Literário pretende-se colocar Portugal no mapa dos destinos literários, valorizar e promover a oferta de Turismo Literário e enaltecer a língua portuguesa e os seus escritores, em diálogo com o território”, conclui o Turismo de Portugal em comunicado.

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EUA prolongam regras para cruzeiros

As mais recentes variantes da COVID-19 fazem o CDC norte-americano não levantar por completo as regras para os cruzeiros, estendendo-as até 15 de janeiro de 2022.

A CDC (Center for Disease Control and Prevention), autoridade sanitária dos EUA, anunciou a extensão, por mais quase três meses, das regras que os navios de cruzeiro devem seguir para navegar durante a pandemia.

Apesar de afirmar que a extensão faz apenas "pequenas modificações" nas regras já em vigor, o certo é que as restrições serão prolongadas até, pelo menos, 15 de janeiro de 2022.

A agência admite que, após 15 de janeiro, possa passar para um programa voluntário para as empresas de cruzeiros para detetar e controlar a disseminação da COVID-19 nos seus navios.

Esta decisão deve-se ao aumento de casos de variantes mais infeciosas como é o caso da Delta, com alguns responsáveis da indústria de cruzeiros a reclamarem que o Governo adotou uma postura muito mais dura contra os cruzeiros - fechando-os inteiramente no ano passado - do que em relação às companhias aéreas e outras partes da indústria de viagens.

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Levantamento de restrições faz disparar voos para os EUA

Às primeira informações sobre o levantamento das restrições, a ForwardKeys denota um crescimento nas reservas para os EUA. Para o Natal, há expectativas de um crescimento ainda maior.

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Uma recente análise da ForwardKeys revela que as reservas de voos, para o mês de novembro, para os EUA dispararam após dois anúncios de que o destino seria reaberto para viajantes estrangeiros vacinados, depois de, em meados de outubro, as reservas semanais ultrapassarem 70% dos níveis pré-pandêmicos.

O primeiro anúncio foi feito no dia 20 de setembro, quando a Casa Branca informou que visitantes do Reino Unido, Irlanda, dos 26 países Schengen, China, Índia, África do Sul, Irã e Brasil teriam autorização para entrar nos EUA, sem estarem sujeitos a quarentena, desde que totalmente vacinados. Isso causou uma reação imediata, com as reservas semanais do Reino Unido a aumentar 83%, do Brasil a crescer 71% e da UE a dispararem 185%.

O segundo anúncio foi feito em 15 de outubro, quando o secretário de imprensa assistente do presidente dos Estados Unidos, Kevin Munoz, apontou o dia 8 de novembro em que as restrições seriam aliviadas. A partir daí, as reservas semanais subiram ainda mais, aumentando 15% no Reino Unido, 26% na UE e 100% no Brasil.

“Ao analisar a distribuição de reservas confirmadas, para chegada em novembro e dezembro, desses três mercados de origem (Brasil, UE e Reino Unido), houve dois picos evidentes”, refere a análise da ForwardKeys. O primeiro pico foi para viagens imediatamente após o alívio das restrições durante a semana com início em 8 de novembro, atingindo 15% das reservas. O segundo pico foi durante o Natal, atingindo 16% das reservas durante a semana do Natal e 14% na semana anterior.

Juan Gómez, Head of Market Intelligence da ForwardKeys, adianta, em nota de imprensa, que “estes dados demonstram, mais uma vez, a enorme procura reprimida por viagens. Assim que as pessoas souberam que teriam permissão para visitar os EUA novamente, reservaram e um número substancial reservou viagens para assim que fosse possível voar para os EUA”.

O responsável da ForwardKeys faz ainda notar que “as reservas aumentaram ainda mais depois de ser indicada uma data específica”, admitindo que “isso não é totalmente surpreendente por duas razões: primeiro, a certeza de uma data específica inspira confiança, e, em segundo lugar, aqueles que queriam viajar antes do final de novembro não podiam se dar ao luxo de fazer um compromisso até que tivessem certeza de que poderiam viajar quando quisessem”.

Gómez conclui que “nas próximas semanas, veremos um aumento acentuado nas reservas para os EUA no período de Natal”.

 

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Norwegian elimina restrições temporárias no programa CashPoints

Com o aumento do número de viajantes nos últimos meses e uma tendência positiva nas futuras reservas, a Norwegian reabriu o programa CashPoints no seu formato original.

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A Norwegian anunciou, recentemente, a eliminação de todas as restrições temporárias ao uso de CashPoints (pontos de Reward da Norwegian, programa de fidelidade da empresa), a partir de segunda-feira, 1 de novembro. A empresa já havia anunciado que as restrições temporárias iriam acabar quando o mercado melhorasse. “Agora, e devido ao aumento do número de viajantes nos últimos meses e uma tendência positiva nas futuras reservas, é hora de reabrir o programa no seu formato original”, refere a empresa em nota de imprensa.

“Sempre dissemos que restauraríamos o nosso programa de fidelidade nos termos originais quando o mercado e a procura melhorassem. Os nossos membros Norwegian Reward podem reutilizar todos os seus pontos ganhos quando reservarem a sua próxima viagem connosco”, adianta Geir Karlsen, CEO norueguês.

O Norwegian Reward foi reconhecido e premiado - em várias ocasiões - como o melhor programa de benefícios internacionalmente, devido aos seus termos simples e claros e à facilidade com que os membros podem ganhar e usar pontos. Existem atualmente 9,2 milhões de membros no Norwegian Reward.

“Com uma tendência positiva contínua no número de passageiros nas nossas rotas na Noruega e na Europa, estamos a reabrir o nosso programa de fidelidade no formato original”, destaca Karlsen.

Assim, a partir de segunda-feira, 1 de novembro, os saldos de CashPoints ganhos pelos membros do Norwegian Reward podem ser resgatados integralmente na compra de voos. No Norwegian Reward, um CashPoint é o mesmo que uma coroa norueguesa e não há restrições quanto ao número de lugares disponíveis por voo para aqueles que desejam usar os pontos adquiridos.

A Norwegian estendeu ainda e automaticamente a validade de todos os CashPoints que expiraram em 2021 até 31 de dezembro de 2022.

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Aviação

“Ainda levará um tempo para colocarmos o Brasil no mapa dos destinos turísticos dos europeus”, admite a TAP

Num webinar que debateu os “Desafios do pós-COVID”, no painel da aviação ficou patente a recuperação que o setor está a registar. A tecnologia ou digitalização foi outro dos aspetos destacados como essenciais para o futuro do setor.

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*texto de Beatriz Teizen

A pandemia da COVID-19 ainda não acabou, mas, depois de quase dois anos, o setor de turismo vê uma melhoria, com a retoma das viagens e a reabertura das fronteiras. “Quais são os desafios pós-covid?”. “Quais as mudanças que se esperam na indústria, com foco na aviação e distribuição Estes foram os temas principais abordados no seminário luso-brasileiro, promovido pela Airmet Brasil e Portugal, que teve no Panrotas Brasil e Publituris os media partners e moderadores.

“Os últimos meses foram um calvário, mas agora estamos na tal retoma. Fomos semanalmente monitorizando o ‘mindset’ dos viajantes, país a país, à medida que os destinos reabriam, para irmos repondo as nossas operações. A TAP vai operar 80% neste inverno, em relação a 2019, estando previstas, para as rotas no Brasil, 51 frequências desde Portugal”, revelou Paula Canada, diretora de marketing e vendas da TAP Air Portugal.

A responsável da companhia aérea nacional referiu ainda que “o tráfego está a responder muito bem, temos muita procura reprimida e houve uma procura enorme de viagens. Em setembro, tivemos um aumento de 70% nas vendas a partir do Brasil. Mas, na Europa, ainda levará um tempo para colocarmos o Brasil no mapa dos destinos turísticos dos europeus”. “Neste momento, não é o destino mais procurado para férias”, salientou Paula Canada.

A executiva também tocou no ponto em relação ao planeamento das viagens que, devido ao ambiente de muitas incertezas, “os passageiros compram os bilhetes com um ou dois meses de antecedência”, admitindo que “esta foi uma das maiores alterações no hábito do consumidor de viagens aéreas”.

Recuperação brasileira
Ao nível das companhias aéreas brasileiras, estas estão a superar, aos poucos, a maior crise da história da aviação mundial. A Azul, por exemplo, voltou recentemente a um equilíbrio nas suas operações domésticas, mas ainda enfrenta um grande desafio no internacional, enquanto as viagens nacionais regressaram, depois de muito tempo e algumas idas e vindas, adiantando Marcelo Bento, diretor de Relações Institucionais da área, que, depois da temporada de janeiro de 2021 ter sido “foi bastante boa, tivemos a segunda vaga em março, que nos pegou em cheio”. Certo é que de agosto em diante, “estamos a recuperar muito forte e rapidamente”, pelo que, em outubro, “estamos a voar a 106% da nossa capacidade em lugares domésticos relativamente ao período pré-pandemia”. Marcelo Bento admite, mesmo que, na época alta, “teremos 120% dos lugares”, o que será “a maior temporada de verão da história da Azul”.

Segundo Bento, o tráfego é predominantemente de lazer, ou para pequenos negócios, além da indústria pesada”, destacando ainda que “os centros financeiros, consultorias, bancos e grandes empresas, que são os que mais remuneram, ainda não voltaram a viajar”.

Quanto ao internacional, o executivo diz que a companhia ainda está muito “cautelosa”. Nunca parámos de operar em Portugal e EUA”, embora reconheça que a operação era “bem reduzida”. Antes da pandemia, eram três voos diários entre Brasil e Portugal, agora estão com cinco por semana, passando a sete em breve”. Ou seja, “ainda há um déficit muito grande”.

Além disso, há também a questão do modelo híbrido e do crescimento significativo do bleisure, que veio para ficar. Sem contar a explosão de interesse dos próprios brasileiros de conhecer o Brasil, de buscar produtos diferentes, exclusivos, culturais e muita experiência. “Tendência que veio para ficar e que levará os agentes de viagens a terem de se especializar ainda mais”.

Tecnologia e customização
Essencial mais do que nunca, as empresas precisaram de adaptar-se e adotar todas as tecnologias necessárias para sobreviver à crise. Transformação digital foi a chave e o setor do turismo foi, inclusivamente, o que mais se adaptou no período da pandemia.

“Foram várias as tendências que sugiram e as companhias aéreas e outros players do setor precisaram de se transformar para atender às novas necessidades do cliente. Focar em digitalização, modernização, trazer sistemas para a nuvem, além de outros investimentos, foi essencial”, destacou o presidente de Travel Channels da Amadeus, Decius Valmorbida.

O responsável da Amadeus focou ainda a importância da “personalização das viagens”, de se conseguir “vender mais em cada viagem, diferenciar o produto e trazer o consumidor para pagar um pouco mais”. De acordo com Valmorbida, estes fatores tornam-se “uma urgência na retoma e isso envolve empresas de tecnologia, de distribuição e aéreas” No fundo, “é focar menos em volume e mais em como vender melhor”.

Valorização do agente de viagens
“Durante este período de pandemia, os vendedores on-line, os OTA e as próprias companhias aéreas tiveram grandes problemas de atendimento aos clientes. Por isso, no nosso segmento, teremos de repensar muito essa questão, já que diversos consumidores tiveram experiências negativas com as plataformas e não tiveram suporte, começou por referir o diretor da Flytour Gapnet, Rui Alves, no início da sua intervenção.

Como consequência, isto levou o viajante a ter “uma postura refratária em relação às vendas on-line, passando a procurar muito mais informação e controlo da sua viagem”, admitiu Rui Alves.

Isto leva o responsável da Flytour a destacar o “papel consultivo” do agente de viagens, considerando-o “imprescindível para que os passageiros voltem a viajar com segurança. Diante disso, as consolidadoras atuaram muito como “um verdadeiro para-raios no atendimento”, passando a ser vistas como “um suporte para as companhias aéreas, aumentando o seu papel de promotor”. Por isso, “a importância do agente de viagens remete ao fortalecimento do consolidador”, afirmou.

Para Alves, o agente tem de procurar “aumentar o acesso à tecnologia” e os consolidadores têm um “papel importante nesse apoio aos profissionais que não conseguem ter acesso a recursos tecnológicos próprios”.

Além disso, considera, “o on-line continua a ser importante como elemento de informações”, embora reconheça que “os agentes precisarão ter presença tanto no on-line, quanto no off-line”.

Por isso, e finalizando, Rui Alves acredita que o agente que “não tiver uma presença omnichannel terá mais dificuldade para atuar do que aqueles que estão preparados”, sendo certo que “as complementaridades se valorizam agora nesse momento”.

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