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Pestana quer mais 3 Pousadas de Portugal

Novo plano complementar de expansão apresentado à ENATUR prevê concessão até 2028.

Patricia Afonso
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Pestana quer mais 3 Pousadas de Portugal

Novo plano complementar de expansão apresentado à ENATUR prevê concessão até 2028.

Patricia Afonso
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O Grupo Pestana apresentou um novo plano complementar de expansão das Pousadas de Portugal à Enatur para renovação do contrato de concessão em mais cinco anos, de 2023, término do actual, até 2028.

Luís Castanheira Lopes, presidente das Pousadas de Portugal, explicou aos jornalistas, à margem da inauguração do primeiro pólo da Pousada da Vila de Óbidos, que “no âmbito do contrato que temos com a Enatur, podíamos fazer um plano de expansão complementar. Fizemos, cumprimos e propusemos à Enatur fazer um novo plano de expansão complementar. Estamos a aguardar que nos diga se autoriza ou não. A nossa proposta é ficar até 2028, mas a Enatur ainda não se pronunciou”.

“O contrato neste momento está em 2023. Tínhamos 15 anos de contrato, que terminaria a 31 de Dezembro de 2018, que é o ano em que estamos, mas se fizéssemos um plano de expansão – que fizemos -, teríamos direito a mais cinco anos. Já fizemos e, neste momento, [o contrato] termina a 31 de Dezembro de 2023. Como gostávamos de continuar a fazer Pousadas, estamos a tentar fazer um novo plano articulado com a Enatur, além do [plano de expansão] internacional (ler mais aqui)”, acrescentou Castanheira Lopes, indicando que foi proposto “um segundo plano igual ao que já cumprimos, três Pousadas em Portugal, que ainda não estão projectadas, estão dependestes das condições”, revelou o responsável, indicando, porém, que “está muita coisa pensada e estudada, mas não temos localizações”.

Ainda nível nacional, as obras da Pousada de Vila Real de Santo António – incluída no primeiro plano de expansão – vão ter início nos próximos meses e o estabelecimento deverá abrir portas para o Verão do próximo ano.

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Illuminated hotel sign taken at night

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Hotelaria vive “efeito pêndulo” no pós-pandemia e atinge níveis sem precedentes de preços

De acordo com a mais recente análise das tendências de preços dos hotéis em Portugal da BEONx, depois de uma descida de 17,8% no ADR em 2020, o setor “não só recuperou, como experimentou um efeito de pêndulo, atingindo níveis sem precedentes”.

Após um período sem precedentes marcado pela pandemia, em que a hotelaria assistiu a descidas dramáticas, os preços dos hotéis estão a subir, graças a um “efeito pêndulo” que, neste período pós-pandemia, tem levado o ADR dos hotéis nacionais para níveis sem precedentes, apurou um estudo da BEONx, fornecedor de sistemas de gestão de receitas hoteleiras.

De acordo com a mais recente análise das tendências de preços dos hotéis em Portugal da BEONx, depois de um descida de 17,8% no ADR em 2020, o setor “não só recuperou, como experimentou um efeito de pêndulo, atingindo níveis sem precedentes”.

O estudo da BEONx mostra que o ADR registou um crescimento notável de 42% de 2021 a 2023, com variações regionais distintas, sendo que o Norte, a zona de Lisboa e o Algarve registaram os maiores aumentos neste indicador.

“Os valores da ADR ultrapassaram os níveis pré-pandémicos em 2022, alinhando-se com o pico do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal. Como a economia de Portugal depende fortemente do turismo, o aumento da procura levou à inflação, com impacto nos custos do setor hoteleiro”, lê-se num comunicado enviado à imprensa pelo fornecedor de sistemas de gestão de receitas hoteleiras.

A BEONx considera que o ressurgimento do turismo após a pandemia pode ser atribuído à procura reprimida, o que se deve também aos esforços dos hotéis para recuperar das perdas de receitas.

“Na BEONx, estamos empenhados numa análise profunda e na compreensão da dinâmica do mercado hoteleiro. O ‘Efeito Pêndulo’ a que temos assistido nos preços dos hotéis em Portugal, que apresentamos na BTL, tem sido um fenómeno único e desafiante. Como líder em soluções tecnológicas, reconhecemos a importância de nos adaptarmos a estas mudanças para fornecer ferramentas eficientes ao setor”, refere Álvaro Ponte, VP de Dados da BEONx.

Recorde-se que, em 2022, Portugal recebeu 1,27 milhões de hóspedes, aproximando-se dos níveis pré-pandémicos de 1,37 milhões de hóspedes contabilizados em 2019.

 

 

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Turismo do Porto e Norte de Portugal defende que “Turismo merece ter um ministério”

Luís Pedro Martins tomou esta segunda-feira, 26 de fevereiro, posse como presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal para mais um mandato de cinco anos.

O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, reclamou esta segunda-feira, 26 de fevereiro, a criação de um Ministério do Turismo, reivindicação que marcou a tomada de posse do responsável para um novo mandato de cinco anos à frente da Entidade Regional de Turismo.

“O Turismo merece ter um ministério e não uma simples Secretaria de Estado a funcionar em partilha com outros setores”, defendeu Luís Pedro Martins, durante a cerimónia de tomada de posse, que decorreu no Castelo de Santiago da Barra, em Viana do Castelo.

Durante a sua intervenção, o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal lembrou a importância económica do setor, que no ano passado foi responsável por 25 mil milhões de euros de receitas, montante que torna este setor numa “verdadeira alavanca económica do país”.

Mas a intervenção de Luís Pedro Martins ficou ainda marcada pelo tema do orçamento das entidades regionais de turismo e das cativações a que são sujeitos, com o responsável a denunciar que, no caso do Turismo do Porto e Norte de Portugal, as cativações representam cerca de “90 por cento do orçamento”.

“É um grande constrangimento com que se debatem as entidades regionais do turismo, à semelhança do que acontece com a necessidade de autorização prévia para contratar serviços especializados, o que torna a gestão burocrática, penosa e morosa”, sustentou Luís Pedro Martins.

Por isso, o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal considerou que o financiamento das entidades regionais de turismo representa outro desafio, uma vez que os destinos concorrentes de Portugal têm orçamentos reforçados, enquanto estas entidades “trabalham com os mesmos orçamentos há demasiados anos, só que, entretanto, o mundo mudou”.

O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal pediu ainda maior equidade entre regiões, nomeadamente no que diz respeito ao apoio dado aos eventos, quer sejam de dimensão internacional, nacional ou regional.

“Não podemos usar as mesmas métricas entre territórios distintos e onde o acesso, por exemplo, a patrocinadores é desigual”, defendeu, pedindo ao próximo Governo que torne realidade “projetos estruturantes, como a Linha do Douro”.

Luís Pedro Martins lembrou ainda o bom desempenho turístico do Porto e Norte de Portugal no ano passado, que permitiu alcançar 13 milhões e 300 mil dormidas, naquele que foi o maior crescimento nacional, enquanto os proveitos da hotelaria tiveram uma subida de 48 por cento, fixando-se num valor a rondar os 950 milhões de euros.

“Conseguimos ter mais turismo, mas também melhor turismo e não tenham dúvidas que este é o setor que alavanca o País, que cria riqueza para os territórios”, congratulou-se Luís Pedro Martins.

O discurso de tomada de posse de Luís Pedro Martins abordou ainda a temática da sustentabilidade, com o responsável a lembrar que a certificação do destino está no horizonte do Turismo do Porto e Norte de Portugal e que está também em marcha um “programa para incentivar práticas de sustentabilidade nas empresas do setor, com vista à sua certificação e, num segundo momento, certificar a própria região, em parceria com a Global Sustainable Tourism Council, a entidade mundial que atribui certificados de sustentabilidade no setor”.

Recorde-se que Luís Pedro Martins foi reeleito presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal a 2 de fevereiro, num ato eleitoral que apenas contou com a lista encabeçada pelo responsável e que obteve 54 votos a favor, não tendo havido votos brancos ou nulos.

Além de Luís Pedro Martins, a Comissão Executiva do Turismo do Porto e Norte de Portugal é ainda composta por Cancela Moura (vice-presidente), Vítor Paulo Pereira, Manuel Tibo e Pedro Mesquita Sousa.

Já a Mesa da Assembleia Geral é presidida por João Manuel Esteves e o novo Conselho de Marketing é encabeçado pela Associação de Turismo do Porto, fazendo também parte do órgão a Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, a Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo, a Porto Business School, a Alfândega do Porto e as câmaras municipais de Macedo de Cavaleiros e do Peso da Régua.

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Ourém está a ultimar o seu Plano Estratégico de Turismo, anunciou o presidente da autarquia

Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém, anunciou que o município está a auscultar e a produzir um Plano Estratégico de Turismo, que será apresentado nos próximos dias. O autarca usava da palavra na sessão de abertura dos XI Workshops Internacional do Turismo Religioso, que decorreu em Fátima.

Nos últimos anos, segundo o autarca, “dinamizámos a rede internacional da Associação Internacional Shrines Of Europe, sob a presidência do município de Ourém, concretizámos a requalificação do Teatro Municipal de Ourém, do Castelo e do Paço dos Condes na Vila Medieval, ampliámos e melhorámos as condições na Praia Fluvial do Agroal, requalificámos a Aldeia de Aljustrel e reforçámos a nossa participação na Associação que gere o Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios, visando a fruição e qualificação dos nossos recursos turísticos”, para acrescentar que, todas estas ações “têm já resultados muito interessantes, com a visita de milhares de pessoas ao Castelo de Ourém, com o Teatro Municipal de Ourém a disponibilizar um Programa Cultural de excelência, granjeando reconhecimento e público à escala local, regional e nacional”.

Ao mesmo tempo que Ourém obtém estes resultados e face à atratividade de Fátima nos domínios espirituais, culturais e humanos, “estamos convictos da importância de um conjunto de outros recursos diferenciadores que existem no concelho de Ourém” apontou ainda o presidente da Câmara Municipal.

Sublinhou, por outro lado, que “a congregação do turismo religioso, com o turismo cultural, patrimonial, natural, gastronómico, desportivo e de negócios, exige o desenvolvimento de um planeamento estratégico concertado, que propicie experiências turísticas ímpares, visando, simultaneamente, o aumento da procura, um crescimento mais acelerado e o prolongamento da atividade para todos os meses do ano”.

É nesse sentido que Luís Miguel Albuquerque anunciou que Ourém está a auscultar e a produzir um Plano Estratégico de Turismo para o concelho, que será apresentado nos próximos dias.

Este plano estará orientado em torno de três eixos estratégicos com as respetivas ações de atuação: Valorização do património histórico-cultural e do património natural, através de uma oferta turística estruturada e sustentável, que responda e amplie a procura; Qualificação da oferta turística através da economia, numa rede de conectividades entre os diversos agentes locais que fomente o empreendedorismo e a inovação; Promoção da notoriedade do concelho de Ourém nos mercados internacionais enquanto destino para visitar, investir e viver, e no mercado interno, enquanto território composto por oferta turística rica e variada.

Entretanto, visando a qualificação e a diversificação da oferta turística, o presidente da autarquia disse que “iremos implementar um conjunto de políticas concertadas, que identifiquem as dificuldades e as potencialidades, que elenquem as oportunidades, os recursos, os parceiros e que definam as metodologias para a sua concretização.

Porém, advertiu: “Não serão somente os planos, que permitirão implementar com sucesso este desafio turístico, económico e social para o concelho e para a região”. O reconhecimento do valor do turismo no concelho e na região “exigem, da parte do governo, investimentos e construção de infraestruturas estruturais”.

Neste caso, a eventual construção do futuro aeroporto em Santarém, assume-se, segundo Luís Miguel Albuquerque “como uma oportunidade de dinamização da atividade económica, social e turística para Fátima e para o Centro do país. Desejamos que os decisores políticos governativos olhem para o país, como um todo, complementar, capaz de gerar novas centralidades, criação de emprego e valorização dos ativos estratégicos”.

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Câmara Municipal do Porto estuda aumento da taxa turística

Depois de um estudo encomendado pela autarquia ter recomendado o aumento da taxa turística, a Câmara Municipal do Porto deverá agora decidir se sobe o valor cobrado aos turistas por cada noite passada na cidade.

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A taxa turística cobrada aos turistas que pernoitam no Porto deve vir a ser aumentada, avança o Porto Canal, que diz que a conclusão parte de um estudo encomendado pela autarquia que aponta para uma subida para três euros por noite em estabelecimentos do Centro Histórico da cidade e para 2,5 euros nas restantes freguesias portuenses.

O estudo, que foi dirigido por José Alberto Rio Fernandes, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, apurou que, no Porto, por cada um portuense há, atualmente, nove turistas, num rácio que posiciona a Invicta entre as cidades europeias que apresentam um valor mais elevado, mas onde a taxa turística fica entre as mais baixas comparativamente a cidades como Dubrovnik, Veneza, Bruges ou Florença, onde esse rácio é igualmente elevado.

Desta forma, a equipa que procedeu à realização do estudo sugere um aumento da taxa turística, a fixar nos três euros por noite para alojamentos da União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Miragaia, Sé, São Nicolau e Vitória e nos 2,5 euros por noite nas demais freguesias.

“Como parte das recomendações internacionais e da alteração das Grandes Opções do Plano, a proposta sugere manter o modelo de cálculo, adaptando-o às novas orientações, resultando numa taxa de 2,81 euros para 2023”, pode ler-se no documento apresentado esta segunda-feira por Rio Fernandes.

O eventual aumento da taxa turística será, no entanto, da responsabilidade da Câmara Municipal do Porto, esperando-se que o tema venha a merecer apreciação na reunião do executivo desta segunda-feira, onde José Alberto Rio Fernandes também deverá marcar presença.

Recorde-se que o valor da taxa atual foi fixado em 2016 e é calculado em função das despesas municipais com serviços utilizados pelos turistas, como transportes e limpeza urbana, tendo a cobrança deste imposto representado, na primeira metade de 2023, mais de sete milhões de euros.

 

 

 

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Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe

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São Tomé e Príncipe com recorde de visitantes em 2023 e portugueses na liderança

Em 2023, São Tomé e Príncipe recebeu 35.817 turistas internacionais, ranking que foi liderado por Portugal, que contabilizou 16.469 turistas, o que representou 46% do total.

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No ano passado, São Tomé e Príncipe recebeu um total de 35.817 visitantes internacionais, número que representa um novo recorde no país e que mostra que Portugal continua a ser o principal mercado emissor de turistas, representando cerca de 50% do total de turistas internacionais.

De acordo com a Lusa, que cita a Direção do Turismo e Hotelaria de São Tomé e Príncipe, este foi o número mais elevado de turistas que o país insular recebeu na história, cujo anterior recorde datava de 2019.

“Para nós, o ano 2023 é o nosso topo, é o ano que nós conseguimos atingir concretamente 35.817 turistas, número que nós nunca atingimos na história do Turismo em São Tomé e Príncipe”, disse à Lusa a diretora do Desenvolvimento Turístico de São Tomé e Príncipe, Magda Lopes.

A responsável indicou ainda que, no ano passado, Portugal se posicionou como o principal país emissor de turistas para São Tomé, contabilizando 16.469 turistas, o que representa 46% do total de turistas internacionais recebidos no destino.

Já a Alemanha, com 2.408 turistas, representou 7% dos turistas recebidos por São Tomé e Príncipe, seguindo-se os Estados Unidos da América com 2.328 turistas e uma representação também de 7%, bem como a França com 1.896 turistas e que representou 5% do total, e ainda Angola, com 1.298 turistas, representando 4% dos turistas que São Tomé e Príncipe recebeu no ano passado.

Magda Lopes revelou ainda que a maioria dos visitantes  deslocou-se ao arquipélago por motivos de serviço, férias ou turismo, sendo que 32.694 pessoas entraram pela via aérea, enquanto 2.123 pela via marítima, sobretudo em três navios de cruzeiro que passaram pelo arquipélago.

“Nós podemos notar que há um determinado momento, um dia ou dois, em que há um fluxo grande de turistas circulando na nossa capital”, congratulou-se ainda Madga Lopes.

 

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ACISO reclama maior atenção ao Turismo Religioso

Em jeito de balanço dos XI Workshops Internacional de Turismo Religioso, que decorreram em Fátima e na Guarda, a presidente da ACISO, Purificação Reis, reclama, em declarações ao Publituris, uma maior atenção ao Turismo Religioso, isto porque, “esta riqueza enorme, esta marca mundialmente conhecida, que é Fátima, e todo o património religioso que existe pelo país, bem como celebrações religiosas bastante importantes, são pouco valorizados”.

“Enquanto noutros países, e nomeadamente, os vizinhos, todo o património religioso é valorizado para a promoção, Portugal, com esta riqueza enorme, com esta marca mundialmente conhecida, que é Fátima, além de todo o outro património religioso que existe pelo país e de celebrações religiosas bastante importantes, o Turismo Religioso ainda é pouco valorizado” declarou ao Publituris a presidente da ACISO, Purificação Reis, em jeito de balanço dos XI Workshops do Turismo Religioso (IWRT) que decorreram em Fátima e na Guarda, e que coincidiram, este ano, com a realização da XX Congresso Internacional do Turismo Religioso e Sustentável (CITRys), promovido pela Fundação São José de Ciências Humanas e Religiosas.

A ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, entidade que organiza este evento, segundo a sua presidente, “correspondeu às expectativas que tínhamos”, porque permitiu “um enriquecimento global, para além de mais de cinco mil reuniões de contactos de negócios, só em Fátima, estabelecidas entre os operadores turísticos internacionais, de quase 40 países, que convidamos a virem a este evento, e os empresários que se escreveram para reunir com eles”. Destes 131 buyers convidados, cerca de 80 terão seguido para a Guarda, para se reunir com suppliers que se inscreveram para o Workshop de Turismo de Herança Judaica.

Purificação Reis salientou que, simultaneamente às reuniões B2B que decorreram em Fátima “houve um cem número de oradores que debateram temas da atualidade, com intervenções muito interessantes, que nos levam todos a refletir sobre os novos caminhos, tema do workshop e do congresso que era “Traçando novos caminhos”.

Segundo disse, “refletimos nas áreas das novas tecnologias, da Inteligência Artificial, da sustentabilidade, da comunicação do Turismo Religioso, que tem as suas especificidades”, ou seja, “refletimos sobre os caminhos que deverão ser traçados, para onde vamos, e de que forma”, em relação do Turismo Religioso.

Purificação Reis realçou que “foram deixados, na sessão de abertura destes workshops, alguns alertas ao Governo e outras instituições sobre esta matéria”, especificando que “temos outros países a “fabricarem” produtos de turismo religioso com base em aspetos de muito menor importância, e nós não valorizarmos suficientemente toda esta riqueza que temos, portanto, está aqui uma questão de pouca valorização”.

Sobre o facto da ACISO ter juntado os dois eventos, a sua presidente referiu ao Publituris, que “foi uma boa parceria, nós já temos sido convidados a participar neste congresso que é itinerante, já estivemos presentes em alguns deles como convidados, e havia alguma vontade que se realizasse em Fátima, por todo o simbolismo que Fátima e Portugal representam neste segmento”.

Reconheceu que “foi um trabalho acrescido, pois tivemos de organizar dois eventos e não só um, mas enriqueceu a jornada porque, foram dois dias a debater temas sobre o turismo religioso com oradores e investigadores nesta área que nos deram apports muito interessantes de assuntos que nos levam a refletir sobre novas abordagens e novas perspectivas que são bastante importantes para quem trabalha nesta área e para quem tem a seu cargo atividades na promoção do turismo religioso, bem como da forma como o devemos comercializar, promover”.

Na opinião da dirigente associativa, “foram dois dias de enriquecimento e de aquisição de conhecimento, até porque estamos sempre a aprender com novas abordagens e novas perspectivas, por isso, diria, foi muito positivo”.

Este projeto é para continuar, assegurou Purificação Reis, e explicou: “A ACISO é uma associação de âmbito territorial e que tem um território diferente de todos os outros, ou seja, muito marcado pelo Turismo Religioso, porque tem Fátima no seu seio, onde muitos dos nossos associados são da área do turismo”.

Portanto, “como associação empresarial, cuja missão é dar suporte aos seus associados, e havendo muitas empresas turísticas aqui sediadas que são familiares e de pequena dimensão que, sem a nossa ajuda, não teriam condições de promover os seus serviços e os seus produtos lá fora, porque essa promoção está apenas acessível aos grandes grupos, trazemos aqui e promovemos a democratização do acesso à promoção junto dos mercados internacionais, para que possamos mostrar o que temos no território, e que as nossas empresas turísticas possam divulgar os seus produtos e serviços junto dos grandes compradores internacionais em matéria de Turismo Religioso”.

Este ativo da ACISO, que tem assumido um papel de facilitador, “é para manter”, assumiu a sua presidente, como garantiu que este Workshop Internacional sobre o Turismo Religioso, em Fátima, “é para continuar”, tendo em conta os resultados que tem produzido ao longo dos anos.

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Portugal entre os destinos com melhor performance em 2023, dizem dados da UN Tourism

O Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas monitoriza regularmente as tendências do turismo a curto prazo para fornecer às partes interessadas do turismo mundial uma análise atualizada do turismo internacional. Neste barómetro que analisa as melhores performances dos destinos, Portugal aparece em destaque.

Victor Jorge

Publicado quatro vezes por ano, incluindo uma análise dos dados mais recentes sobre destinos turísticos (inbound) e mercados de origem (outbound), Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas (UN Tourism) coloca as Ilhas Turcas e Caicos com a melhor performance no ano 2023 face a 2019, com um crescimento de 127%.

Neste barómetro, Portugal aparece destacado com um crescimento de 11%, sendo que na região da Europa, somente Albânia (+53%), Andorra (+31%), Lichtenstein (+16%) e Sérvia (+15%) aparecem à frente de Portugal.

O barómetro estima que 1286 milhões de turistas internacionais (dormidas) foram registados em todo o mundo em 2023, um aumento de 34% em relação a 2022, correspondendo a mais 325 milhões.

Segundo as contas, o turismo internacional recuperou 88% dos níveis pré-pandémicos em 2023, apoiado por uma forte procura reprimida.

O Médio Oriente liderou a recuperação por regiões em termos relativos, sendo a única região a superar os níveis pré-pandémicos com chegadas 22% acima de 2019.

A Europa atingiu 94% dos níveis pré-pandémicos em 2023, enquanto a África recuperou 96% e as Américas 90%.

A Ásia e o Pacífico atingiram 65% dos níveis pré-pandémicos, com uma recuperação gradual desde o início de 2023.

Quatro sub-regiões: Norte de África, América Central (ambas +5%), Europa do Sul Mediterrânica e Caraíbas (ambas +1%) excederam os níveis pré-pandémicos em 2023.

Já as receitas totais das exportações do turismo (incluindo o transporte de passageiros) estão estimadas em 1,6 biliões de dólares em 2023 (cerca de 1,48 biliões de euros), quase 95% dos 1,7 biliões de dólares (1,57 biliões de euros) registados em 2019.

As estimativas preliminares do Produto Interno Bruto Direto do Turismo (PIBDT) apontam para 3,3 biliões de USD em 2023 (pouco mais de 3 biliões de euros), ou seja, 3% do PIB mundial, o mesmo nível de 2019, impulsionado pelas viagens nacionais e internacionais.

“Após uma forte recuperação em 2023, espera-se que o turismo internacional recupere totalmente os níveis pré-pandémicos em 2024, com estimativas iniciais que apontam para um crescimento de 2 % acima dos níveis de 2019 nas chegadas de turistas internacionais”, refere a UN Tourism.

As perspetivas positivas para o setor estão refletidas no último inquérito do Índice de Confiança do Turismo da ONU, com 67 % dos profissionais do turismo a indicarem perspetivas melhores ou muito melhores para 2024 em comparação com 2023.

“Espera-se que o desencadeamento da restante procura reprimida, o aumento da conectividade aérea e uma recuperação mais forte dos mercados e destinos asiáticos sustentem uma recuperação total até ao final de 2024”, admite o relatório da UN Tourism.

Os desafios económicos e geopolíticos continuam a representar desafios significativos para a recuperação sustentada do turismo internacional e dos níveis de confiança.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Aviação

ANA tem 30 dias para começar a negociar qualidade do serviço nos aeroportos

A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) determinou à ANA – Aeroportos de Portugal que inicie, no prazo de 30 dias, um processo negocial de modo a ajustar os níveis de qualidade de serviço nos aeroportos.

Victor Jorge

Depois de uma consulta anual por parte da ANA e, tendo em conta “o teor dos comentários produzidos pelos utilizadores [transportadoras aéreas e empresas de ‘handling’]”, e as respostas ou posição da concessionária, a ANAC concluiu que é necessário rever “o acordo assinado em 2014/2015 entre a ANA e os utilizadores”.

Segundo a entidade reguladora, “a ANA tem apresentado situações de incumprimento sistemático, em alguns dos indicadores sujeitos a RQSA [Regime de Qualidade de Serviço Aeroportuário], em particular no que diz respeito aos indicadores de entrega da primeira bagagem, à chegada nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, e na entrega da última bagagem no aeroporto de Lisboa”, lê-se no comunicado da ANAC.

Além disso, “no âmbito das auditorias realizadas ao sistema de gestão de bagagem nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, a ANAC tem vindo a identificar oportunidades de melhoria nas infraestruturas”.

Segundo a ANAC, “a avaliação da qualidade do serviço por parte dos passageiros, tem-se vindo consecutivamente a deteriorar (numa base homóloga)” e os “números de reclamações de passageiros têm vindo a ser mais expressivos”.

O regulador disse ainda que “os aumentos de taxas verificados não têm sido acompanhados de revisões em alta dos níveis de qualidade de serviço, demonstrando um desajuste entre os níveis das taxas aplicadas e a qualidade do serviço prestado”.

Por tudo isto, a “ANAC determinou à ANA que, no prazo de 30 dias, inicie um processo negocial com os utilizadores dos aeroportos nacionais de modo a ajustar os níveis de qualidade de serviço nos mesmos, à atual realidade”.

A ANA “remeteu à ANAC, em 27 de dezembro de 2023, a decisão final do processo de consulta sobre os níveis mínimos de serviço associados aos indicadores do Regime de Qualidade de Serviço Aeroportuário (RQSA), para vigorar a partir de 1 de abril de 2024”, explicou o regulador.

Este processo, anual, passa por uma consulta por parte da concessionária “aos utilizadores dos aeroportos abrangidos pelo RQSA no sentido de acordarem os níveis mínimos de serviço para cada um dos indicadores definidos” no contrato de concessão.

“A métrica final do RQSA foi aprovada pelas transportadoras aéreas representativas de 65% do tráfego de passageiros servidos nos aeroportos abrangidos pelo RQSA, em 2015, na sequência de negociações com a ANA”, lembrou.

De acordo com o regulador, a decisão da concessionária “respeitante ao RQSA, a vigorar a partir de 01 de abril de 2024, preconiza a manutenção da métrica, bem como dos níveis mínimos de serviço de 2023”, sendo que a ANA fundamenta a sua decisão final referindo que os atuais níveis de serviço e respetiva métrica “são adequados para assegurar uma correta representatividade e monitorização dos processos e garantem um bom nível de serviço às companhias aéreas e passageiros”, referiu a ANAC.

“O Decreto-Lei n.º 254/2012 estabelece claramente que os níveis de serviço aeroportuários devem estar relacionados com o nível das taxas praticado”, garantiu a ANAC, indicando que o “acordo alcançado entre a ANA e os utilizadores em 2014 e 2015 não tem caráter vitalício, devendo o mesmo ser alterado, de modo a refletir as alterações ocorridas, ao longo do tempo, nos aeroportos explorados pela ANA, especialmente no que tange às alterações inerentes à estrutura tarifária aplicável e vigente, e aos aumentos de tráfego e de passageiros”.

Por fim, o “regime legal vigente prevê que a ANA deve promover negociações com os utilizadores, devendo atender ao sistema e à estrutura tarifária aplicável, bem como ao nível de serviço a que os utilizadores têm direito como contrapartida das taxas”, disse o regulador, fundamentando a sua decisão.

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Victor Jorge

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A posição da DECO sobre a proposta de revisão da Diretiva das Viagens

A Diretiva das viagens, em vigor desde 2018, revelou falhas na resposta em episódios críticos como a pandemia Covid 19 e a insolvência de grandes operadores. Agora, a Comissão apresentou uma proposta de alteração e a DECO salienta o que deve ser modificado para garantir a proteção dos consumidores.

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A Diretiva (UE) 2015/2302 relativa às viagens organizadas e aos serviços de viagem conexos (Diretiva 2015/2302), propunha-se, atendendo à evolução do mercado, e ao regime consagrado pela Diretiva 90/314/CEE, adaptar o âmbito de proteção em matéria de viagens organizadas aos consumidores, atendendo à evolução registada, aumentando a transparência e reforçando a segurança jurídica de viajantes e operadores, tendo presente que os serviços de viagem cada vez mais são propostos e contratados nos canais digitais e não se limitam a combinações sob a forma de viagens pré-organizadas tradicionais, sendo muitas vezes combinados de forma personalizada.

A Diretiva 2015/2302 revela-se um importante instrumento de proteção dos consumidores, desde logo, face às regras relativas à proteção em caso de insolvência de um operador turístico. Com efeito, e embora lhe possam ser atribuídas um conjunto significativo de lacunas, estabelece um importante conjunto de direitos para os viajantes e define os termos em que os operadores devem ser responsabilizados e em que termos podem ou não alterar as condições contratadas, no quadro da dinâmica subjacente a este mercado.

No entanto, a Diretiva assentou num conjunto de definições extremamente complexo e em algumas regras que se revelaram pouco claras, situações que têm trazido dificuldades na sua aplicação prática.

Por outro lado, a opção de focar a proteção financeira dos viajantes conferida pela Diretiva apenas na insolvência, a opção de deixar de fora do seu âmbito a contratação de serviços avulsos, e a ausência de regras prescrevendo um regime de responsabilidade pelo cumprimento do contrato no que respeita aos serviços conexos limitam o quadro de proteção aos viajantes resultantes da Diretiva e, deveriam, no entendimento da DECO, ser alguns dos pontos de partida para a sua alteração. Lamentavelmente o caminho traçado pela Comissão foi distinto, mantendo de fora a contratação de serviço avulsos e regras contratuais para os serviços conexos, e embora a Proposta de alteração da Diretiva aborde a necessidade de clarificação de conceitos chave como o de viagens organizadas e de serviços conexos, e de determinadas regras relacionadas com a possibilidade de rescisão do contrato pelo viajante em caso de circunstâncias extraordinárias, e ainda, acerca do âmbito da proteção contra a insolvência, a verdade é que, fica, assim, aquém do que a DECO consideraria necessário.

Acresce que, a Proposta de alteração da Diretiva nada acrescenta ou revê em termos de disposições que visem garantir o seu cumprimento e dissuadir infrações, designadamente em termos de sanções, cuja harmonização baseada numa percentagem do volume de negócios anual do profissional ao nível da UE se considera recomendável.

Conheça a posição detalhada da DECO sobre as diferentes alterações apresentadas e o que, no entendimento da Associação, deve, ainda, ser alterado.

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Etihad Airways adiciona frequência à rota Abu Dhabi-Lisboa

A nova frequência começa a ser operada a 3 de abril e mantém-se até 23 de maio, aumentando o número de voos da Etihad Airways entre Lisboa e Abu Dhabi para cinco ligações aéreas por semana.

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A Etihad Airways vai adicionar uma frequência à rota entre Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Lisboa, que passa a contar com um total de cinco voos por semana, informou a companhia aérea, em comunicado.

A nova frequência começa a ser operada a 3 de abril e mantém-se até 23 de maio, partindo de Lisboa às 09h05 para chegar a Abu Dhabi às 19h45, enquanto em sentido contrário a partida da capital dos Emirados Árabes Unidos decorre pelas 02h35, chegando a Lisboa às 07h40.

Com a introdução desta nova frequência, que vai ser operada às quartas-feiras, a Etihad Airways passa a contar com voos entre Lisboa e Abu Dhabi às terças, quartas, quintas, sábados e domingos.

 

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