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Viagem ao mundo da operação turística | Parte I

O Publituris reuniu quatro operadores turísticos portugueses e o director de vendas da TAP para Portugal, Paulo Henrique Salles Cunha, para discutir o estado do sector no País. Falou-se de concorrência e transparência entre operador e o canal de distribuição e da relação comercial com a companhia aérea de bandeira.

Carina Monteiro
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Viagem ao mundo da operação turística | Parte I

O Publituris reuniu quatro operadores turísticos portugueses e o director de vendas da TAP para Portugal, Paulo Henrique Salles Cunha, para discutir o estado do sector no País. Falou-se de concorrência e transparência entre operador e o canal de distribuição e da relação comercial com a companhia aérea de bandeira.

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Incerteza provocada pela pandemia obriga a maior prudência na operação
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Novas necessidades nas viagens potenciam procura pelas agências de viagens
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O Publituris reuniu quatro operadores turísticos portugueses e o director de vendas da TAP para Portugal, Paulo Henrique Salles Cunha, para discutir o estado do sector no País. Falou-se de concorrência e transparência entre operador e o canal de distribuição e da relação comercial com a companhia aérea de bandeira.

A premissa era esta: discutir o futuro da distribuição em Portugal com os operadores turísticos e com o seu parceiro comercial mais importante, a TAP. Mas antes disso, a conversa iniciou-se com as conclusões do inquérito feito pelo Publituris em Maio deste ano. Trouxemos para a mesa algumas conclusões. Na altura, mais de metade dos 16 operadores que responderam ao inquérito afirmou que existem operadores a mais. Nuno Mateus, director-geral da Solférias, é o primeiro a comentar. Para o responsável, “não há operadores a mais”, mas reconhece que o mercado “não tem a dimensão que todos gostaríamos que tivesse”. “Tem de haver um equilíbrio entre a oferta e a procura. Quando se começa uma empresa de raíz, temos de tentar ser diferentes, para que possamos conquistar cada um de nós a sua quota de mercado”, defende.
Por outro lado, o responsável da Solférias introduz um novo elemento na discussão. “Tendo em conta que o alvará português é o mesmo para operadores e agências de viagens, a grande maioria das agências de viagens também faz a sua programação. Se funcionássemos como em alguns países, em que a agência só vende ao retalho e o operador só vende à agência, penso que não teríamos operadores a mais. Aliás, era um número até relativamente equilibrado. O problema, neste momento, é que os operadores vendem às agências e as agências vendem ao público e programam”, alerta.
Questionado se devia haver uma revisão da lei, Nuno Mateus não acredita que seja possível. “Mas se me perguntam se gostava que houvesse uma revisão, claro que sim”, responde.
José Manuel Antunes, director-geral do operador Sonhando é peremptório ao afirmar que existem operadores a mais. “Há operadores a mais. Aliás, quando se formou o capítulo dos operadores na APAVT, fiquei espantado, porque descobri que eram o triplo daqueles que sabia que existiam”, afirma. No entanto, ressalva, “operadores a sério em Portugal, com esta prática, função e dimensão, existem uns oito ou nove”.
O responsável da Sonhando recorda que, até aos anos 80, a lei dividia “claramente” o que eram operadores e não operadores. Na altura, José Manuel Antunes era director-geral do operador turístico Club Vip. Afirma que o operador mantinha “sempre a fidelidade de vender directamente e exclusivamente às agências de viagens”. “Nós e a Mapa Mundo, mas havia um operador, que era o nosso maior concorrente, que não tinha essa prática, que era o Club 1840. Na altura, na discussão pública da lei opusemo-nos”, conta. “É lamentável, porque agora estamos a assistir a um novo ataque de alguns operadores turísticos espanhóis, nomeadamente o Grupo Barceló, que já está a vender directamente ao público, através da Jolidey (…). Os operadores que conservam esta política de vender  apenas aos agentes, e somos alguns, não muitos, deparamo-nos com essa dificuldade”, defende.
O director-geral da Exoticoonline, Miguel Ferreira, fala novamente em dimensão para justificar a presença de operadores a mais no mercado. “Se há ou não demasiados operadores, tudo depende da dimensão do mercado. Se olharmos para o nosso mercado: temos um milhão de viajantes, é óbvio que temos muitas agências e muito operadores, comparativamente a outros mercados”, refere. Relativamente à lei que permite que agências e operadores tenham o mesmo alvará, o responsável concorda que, à semelhança do que acontece noutros países, deveria existir o alvará de operador e o alvará de agência. “O operador se vender uma viagem a um amigo, por exemplo, é crucificado, mas quando a agência faz o papel do operador e concorre com o operador, já não é crucificada, ou seja, há dois pesos e duas medidas, dependendo do ponto de vista de cada um. O que leva a crer que os operadores, não é o nosso caso, abram agências de viagens encapotadas ou comprem redes de agências para depois poder escoar o seu produto”, refere. “É verdade que os espanhóis estão a fazê-lo, mas se calhar há portugueses que já o fazem e ninguém sabe”, questiona.
O director de operações da Soltrópico, Fernando Bandrés, começa por fazer uma ressalva. “A Soltrópico tem uma rede de agências de viagens no grupo e eu venho de um operador espanhol que tinha agências de viagens próprias”. O director de operações considera que em algumas empresas com dimensão, devido ao facto de quererem estar em ambos os lados do negócio, “vamos ter que lidar sempre com estruturas com presença no sector grossista e no retalho”. “A diferença está no respeito que essas empresas têm tanto pelo canal de distribuição, como pela parte da operação turística. Nos 18 anos que estive na Globalia em Portugal, apesar de termos a rede Halcon, nunca tiveram condições preferenciais face ao resto do mercado. Encontrei essa mesma política no grupo Newtour. Apesar de estarmos inseridos num grupo, cada um de nós tem os seus objectivos”, constata.
Fernando Bandrés concorda que “a nível de alvará, deveria haver uma distinção entre operadores e retalho”. Miguel Ferreira acrescenta ainda que, se há uma agência que faz o trabalho do operador turístico, “é preciso ver que seguro de responsabilidade civil essa agência tem, porque se acontece um problema, como é que os clientes estão seguros”, questiona.

(continua)

*Artigo publicado no jornal Publituris (edição 1356, de 24 de Novembro de 2018)

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Meeting Forums do Publituris contam já com 22 ’buyers’ internacionais

A 7.ª edição dos Meeting Forums do jornal Publituris, que decorre de 21 a 23 de junho, no Vila Galé Sintra Resort Hotel Conference & Spa, em Sintra, conta já com a confirmação de 22 ‘buyers’ internacionais e 18 ‘suppliers’ nacionais.

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O jornal Publituris vai realizar a 7.ª edição dos Meeting Forums, de 21 a 23 de junho de 2022, em Sintra, no Vila Galé Sintra Resort Hotel Conference & Spa, contando já com a confirmação de 22 buyers internacionais e 18 suppliers nacionais.

Esta edição dos Meeting Forums, em co-organização com o Turismo de Portugal, conta com a TAP como companhia aérea oficial, e a PHC Hotels, YVU Produções, Tivoli Oriente, Associação Turismo de Sintra e Hotéis Vila Galé como parceiros.

No evento marcarão presença buyers dos mercados identificados como estrategicamente importantes para o mercado português.

Os buyers internacionais confirmados até agora são:

  • CCMG – Congress Consulting Management Group – Dinamarca
  • HBC Luxury Mice – Frankfurt (Alemanha)
  • Immens-Events – Munique (Alemanha)
  • Komp-Idee Marketing & Event – Estugarda (Alemanha)
  • Corporate Travel Agency s.r.o. – Praga (Rep. Checa)
  • Nyhavn Erhverv (Groups, Events & Incentives) – Dinamarca
  • Vice-versa – Dinamarca
  • Dan Tours – Ontario (Canadá)
  • Voyages Vision Travel – Virtuoso Member – Montreal (Canadá)
  • Goway Travel – Toronto (Canadá)
  • New Wave Travel – Toronto (Canadá)
  • The Travel Agent Next Door – Toronto (Canadá)
  • Exotik Journeys Travelbrands – Montreal (Canadá)
  • Windrose – Berlim (Alemanha)
  • Zitango Travel – Miami (EUA)
  • CVC Viagens – Brasil
  • Oner Travel – Brasil
  • Crescent Associates – Reino Unido
  • Davington Events – Reino Unido
  • Mapa Mundo – Espanha
  • Special Tours (Grupo Avoris) – Espanha
  • Grupo CDV – Espanha

Os suppliers nacionais confirmados até esta data são:

  • Hotel Cascais Miragem
  • Hotel Palácio Estoril
  • Grupo Nau
  • Hotéis Olissippo
  • Pestana Hotels & Resorts
  • Go Health Portugal
  • EcorkHotel Évora
  • The Editory Hotels
  • PHC Hotels
  • Domitur DMC
  • Bensaude Hotels Collection
  • Around Portugal DMC
  • Azoris Hotels & Leisure
  • Vila Galé Hotéis
  • Liberty International DMC
  • Voqin
  • Picos de Aventura
  • Minor Hotels

Para além do programa de reuniões, haverá também um programa social que inclui cocktail, almoços, jantares exclusivos, animação e um programa de atividades que promovem o networking entre os diversos participantes.

Para mais informações contactar Lídia Luís: [email protected] / Telm.: +351 913 256 261

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Centro e Porto e Norte de Portugal juntam-se aos Observatórios Regionais de Turismo Sustentável

O Observatório para o Turismo Sustentável do Centro de Portugal e o Observatório para o Turismo Sustentável do Porto e Norte juntam-se ao Observatório do Turismo Sustentável do Alentejo (ASTO), dos Açores e o Observatório Regional para o Turismo Sustentável do Algarve (AlgSTO).

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O Observatório para o Turismo Sustentável do Centro de Portugal e o Observatório para o Turismo Sustentável do Porto e Norte foram recentemente lançados através da formalização dos respetivos protocolos entre as entidades envolvidas.

Ambos os observatórios pretendem ser reconhecidos pela Organização Mundial do Turismo (OMT) enquanto membros da sua Rede Internacional de Observatórios de Turismo Sustentável (INSTO), consolidando assim a posição de Portugal como líder da monitorização da sustentabilidade dos destinos. Atualmente Portugal tem três observatórios a funcionar na rede nacional: o Observatório do Turismo Sustentável do Alentejo (ASTO), o Observatório de Turismo dos Açores e o Observatório Regional para o Turismo Sustentável do Algarve (AlgSTO), todos pertencentes à rede internacional da OMT (INSTO).

De referir que o Turismo de Portugal tem vindo a trabalhar com as entidades regionais para a criação de observatórios de sustentabilidade nas diversas regiões, dando prossecução aos objetivos definidos na Estratégia Turismo 2027 que preconiza que o destino Portugal se deve posicionar como um dos mais competitivos e sustentáveis do Mundo. O objetivo, segundo a entidade, é “obter um conhecimento aprofundado dos impactes da atividade no território e uma maior eficiência no planeamento e gestão dos destinos”.

Enquanto autoridade turística nacional e responsável pela implementação do Plano “Reativar o Turismo |Construir o Futuro”, o Turismo de Portugal tem vindo a desenvolver uma série de iniciativas para afirmar o turismo como hub para o desenvolvimento de todo o território, desencadeando ações e iniciativas várias, e estabelecendo metas específicas de sustentabilidade, nomeadamente através do recentemente lançado Plano Turismo +Sustentável 20-23.

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Nova edição: Sustentabilidade, Go4Travel, Visit Valencia e SAP Concur

A nova edição do Publituris faz capa com um tema que não é novidade: sustentabilidade. Além das novidades das várias áreas do setor do turismo, trazemos, também, uma entrevista a Naut Kusters, diretor da ECEAT, e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, sobre o mesmo tema. Além disso, a estratégia da Go4Travel conhecida no “Summit4Travel”, Visit Valencia e a nova solução SAP Concur para o segmento das viagens.

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A nova edição do Publituris faz capa com um tema que não é propriamente novidade, mas que, com a pandemia da COVID-19 e as novas tendências passou a ouvir falar-se cada vez mais de sustentabilidade no setor do turismo.

Além de ficar a saber o que várias áreas do setor estão a fazer para se tornarem mais sustentáveis, o Publituris entrevistou Naut Kusters, diretor da ECEAT, a propósito do projeto SUSTOUR, que admitiu que “a tendência é muito clara no sentido da sustentabilidade.

Também Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), salienta que “as agências e os operadores turísticos têm um papel preponderante na promoção da sustentabilidade no setor do turismo”.

O Publituris viajou até à Madeira para marcar presença na Convenção da Go4Travel. Na sessão de abertura da “Summit4Travel 2022”, João Matias, presidente do Conselho de Administração da Go4Travel, apontou que o agrupamento de agências de viagens está com uma agenda “bem carregada”.

Capital Mundial do Design e Capital Europeia do Turismo Inteligente, em 2022, Valência acredita no potencial do mercado português, motivos pela qual o Visit Valência tem prevista uma série de atividades de promoção em Portugal.

Admitindo que o mercado português “não é muito relevante”, Ángel Pérez, Brand & Markets Director do Visit Valencia, disse ao Publituris “acreditar que existe um grande potencial com a excelente conectividade aérea que existe no momento”.

Na “Tecnologia”, João Carvalho dá a conhecer as mais-valias da nova solução SAP Concur. O responsável revela que “as empresas estão cada vez mais interessadas em soluções que ajudem os gestores de viagens e os responsáveis de recursos humanos a avaliar e gerir o risco das viagens”, sendo essencial “desburocratizar cada vez mais os processos empresariais, tendo em conta o impacto ambiental das deslocações”.

Além do “Check-in”, as opiniões são de Carlos Torres (ESHTE), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), António Abrantes (ISCE) e Amaro Correia (Atlântico Business School).

Boas leituras”!

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Edição Digital: Sustentabilidade, Go4Travel, Visit Valencia e SAP Concur

A nova edição do Publituris faz capa com a sustentabilidade. Apesar de não se tratar de um tema novo, a verdade é, que com a pandemia da COVID-19 e as novas tendências, passou-se a ouvir falar cada vez mais de sustentabilidade no setor do turismo. Além disso, há a reportagem sobre a Convenção da Go4Travel, a aposta de Valência em Portugal e as novidades da SAP Concur para as viagens.

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A nova edição do Publituris faz capa com um tema que não é propriamente novidade, mas que, com a pandemia da COVID-19 e as novas tendências passou a ouvir falar-se cada vez mais de sustentabilidade no setor do turismo.

Além de ficar a saber o que várias áreas do setor estão a fazer para se tornarem mais sustentáveis, o Publituris entrevistou Naut Kusters, diretor da ECEAT, a propósito do projeto SUSTOUR, que admitiu que “a tendência é muito clara no sentido da sustentabilidade.

Também Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), salienta que “as agências e os operadores turísticos têm um papel preponderante na promoção da sustentabilidade no setor do turismo”.

O Publituris viajou até à Madeira para marcar presença na Convenção da Go4Travel. Na sessão de abertura da “Summit4Travel 2022”, João Matias, presidente do Conselho de Administração da Go4Travel, apontou que o agrupamento de agências de viagens está com uma agenda “bem carregada”.

Capital Mundial do Design e Capital Europeia do Turismo Inteligente, em 2022, Valência acredita no potencial do mercado português, motivos pela qual o Visit Valência tem prevista uma série de atividades de promoção em Portugal.

Admitindo que o mercado português “não é muito relevante”, Ángel Pérez, Brand & Markets Director do Visit Valencia, disse ao Publituris “acreditar que existe um grande potencial com a excelente conectividade aérea que existe no momento”.

Na “Tecnologia”, João Carvalho dá a conhecer as mais-valias da nova solução SAP Concur. O responsável revela que “as empresas estão cada vez mais interessadas em soluções que ajudem os gestores de viagens e os responsáveis de recursos humanos a avaliar e gerir o risco das viagens”, sendo essencial “desburocratizar cada vez mais os processos empresariais, tendo em conta o impacto ambiental das deslocações”.

Além do “Check-in”, as opiniões são de Carlos Torres (ESHTE), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), António Abrantes (ISCE) e Amaro Correia (Atlântico Business School).

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Turismo de Portugal diz desenvolver trabalho no sentido de “reforçar as ligações das companhias aéreas para todos os aeroportos nacionais”

Depois das notícias que vieram a público, o Turismo de Portugal diz, em comunicado, que é “indiscutível que a TAP desempenha um papel crucial na conectividade e acessibilidade ao Destino Portugal”.

Victor Jorge

O Turismo de Portugal (TdP) salientou esta quinta-feira, em comunicado, “tem desenvolvido um importante trabalho em estreita colaboração com todos os players do setor, desde cada uma das Associações e Entidades Regionais de Promoção Turística até aos inúmeros empresários e diversas associações que representam o turismo nacional”.

“O Turismo de Portugal tem como missão promover Portugal como destino turístico, apoiar o desenvolvimento das infraestruturas turísticas e o investimento no setor”, lê-se no comunicado emitido após o Jornal de Notícia ter noticiado que o presidente do Turismo de Portugal tinha “incentivado agentes da região Norte a apostar na Ibéria como parceiro estratégico e em Madrid enquanto aeroporto de ligação internacional, em vez de esperarem pela TAP”.

“Sendo a conectividade aérea uma importante parte desta equação, tem sido desenvolvido um trabalho, sobretudo no pós-pandemia, no sentido de reforçar as ligações das companhias aéreas para todos os aeroportos nacionais, atrair novas companhias áreas – uma vez que asseguram as ligações de novos mercados ou mercados já existentes aos aeroportos nacionais– e colaborar nos programas de venda e distribuição das companhias nesses mesmos mercados (como os programas STOPOVER)”, refere-se no comunicado.

A entidade tutelada pelo Ministério da Economia e do Mar, sublinha ainda que “a TAP, enquanto companhia aérea nacional, é não só essencial para o setor em todo o território nacional como um parceiro estratégico do Turismo de Portugal, implementando parcerias e iniciativas conjuntas sempre que tal se afigurou necessário e pertinente para dinamizar o turismo nacional”.

O TdP reconhece ainda que “há ainda muito trabalho a fazer no longo caminho que percorremos juntos, sendo indiscutível que a TAP desempenha um papel crucial na conectividade e acessibilidade ao Destino Portugal”.

Depois da Iberia ter incluído, recentemente, os destinos de Porto e Lisboa no seu programa, o TdP salienta que “tem sido desenvolvido um trabalho no sentido de tornar ainda mais atrativos estes destinos para os passageiros que fazem ligação em Espanha”, destacando, ainda que “o mesmo se passa com o programa STOPOVER da TAP com quem o Turismo de Portugal tem trabalhado no sentido de aumentar a sua atratividade e impacte para todos os aeroportos nacionais”, conclui o comunicado.

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Interesse por viagens longo curso melhora, mas lentamente, revela barómetro da ETC

O mais recente barómetro da European Travel Commission revela que o interesse pelas viagens de longo curso melhorou na globalidade, mas mantém-se ainda abaixo dos níveis pré-pandémicos. Dos mercados inquiridos, só o Brasil mostra crescimentos de assinalar.

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De acordo com o barómetro de viagens longo curso (Long-Haul Travel Barometer 2/2022) da European Travel Commission (ETC), o interesse por viagens para a Europa provenientes de vários mercados de origem permanece abaixo dos níveis pré-pandemia, embora reconheça que “melhorou um pouco em comparação com um ano atrás”.

No documento, que analisa o sentimento dos viajantes para o verão de 2022 (maio-agosto), e que observou as intenções e viagem de seis mercados emissores – Brasil, Canadá, China, Japão, Rússia e EUA -, embora o conflito na Ucrânia tenha criado novos desafios para o setor das viagens europeu, o barómetro da ETC indica que o conflito “parece ter tido um impacto limitado no sentimento na maioria dos mercados de origem de longa distância”, exceto na China e na Rússia, com a maioria dos entrevistados (76%) afirmando que o conflito não afetou sua intenção de viagem.

Os resultados mostram que as preocupações com a COVID-19, os custos relacionados a viagens e a falta de conexões de viagem convenientes são os principais impedimentos para viagens de longa distância neste verão.

Luís Araújo, presidente da ETC, refere que, “o sentimento de viagens longo curso está a melhorar gradualmente, à medida que o mundo continua a recuperar da pandemia”, reconhecendo, contudo, “a um ritmo lento”.

“É animador que o conflito em curso na Ucrânia não se tenha tornado outro impedimento para viagens internacionais para a Europa”, refere Luís Araújo no comunicado da ETC. O presidente da entidade europeia salienta ainda que “a Europa continua a ser um destino de viagem seguro e atraente. No entanto, as consequências do conflito, como o aumento do custo de vida e os custos relacionados com as viagens, estão a dificultar a recuperação do setor”. Por isso reconhecer que, “promover a Europa nos mercados externos e restaurar a mobilidade internacional será crucial para a recuperação do setor em 2022”.

Os mais impactados
Devido ao conflito na Ucrânia e consequentes sanções aplicadas à Rússia, o número de turistas russos com interesse em visitar a Europa atingiu o valor mais baixo (78 pontos), correspondendo a um valor significativamente menor do que o sentimento expresso durante a primeira vaga da COVID-19 (87 pontos em maio-agosto de 2020), quando a maioria dos países europeus se encontrava em bloqueios rigorosos.

No curto prazo, refere o relatório da ETC, “mais da metade dos russos inquiridos (60%) não planeia viajar para fora da Comunidade de Estados Independentes (CEI)”. Entre os poucos russos (20%) que têm planos para viajar, mas não para a Europa, 9% afirmaram que a situação atual impactou negativamente o interesse em visitar a Europa nos próximos meses, enquanto 7% ainda consideram a região um destino atraente e adoraria visitá-lo no futuro.

O conflito em curso na Ucrânia também dissuadiu os chineses (19%) de visitar a Europa. No entanto, a guerra não é a principal preocupação dos viajantes chineses avessos ao risco. Surtos recentes da Ómicron e a abordagem estrita de COVID-zero estão a dificultar as viagens outbound (30%). Ainda assim, o sentimento para visitar a Europa aumentou ligeiramente (+6 pontos) em comparação com o verão passado. Esse número deve melhorar ainda mais no final do ano, quando se espera que a China remova as restrições às viagens internacionais. “O apelo das cidades europeias fortaleceu-se entre os residentes chineses em comparação com os números de 2021, com um aumento notável no interesse para explorar vários tipos de destinos europeus (por exemplo, costeiros, metropolitanos, rurais, etc.)”, refere o barómetro da ETC.

Turistas americanos mantêm interessa, mas …
Já do outro lado do Atlântico, o sentimento para viajar nos EUA manteve-se estável no verão passado (109 pontos), embora o interesse por visitar a Europa tenha registado um ligeiro recuo (93 pontos). De acordo com os resultados da análise, esta tendência prende-se, sobretudo, “com a preocupação com o impacto da inflação nas finanças pessoais e com o aumento das despesas de deslocação”.

Junho e agosto serão, provavelmente, “os meses mais populares para os americanos que planeiam férias na Europa”, reconhece a ETC. No entanto, mais de metade dos americanos que declararam a intenção de viajar para a Europa durante a temporada de verão ainda não reservaram as suas passagens aéreas, sugerindo que “as reservas de última hora serão um fator de destaque nesse mercado devido à incerteza económica e geopolítica”.

Os canadianos mostram uma hesitação semelhante relativamente à época para viajar para a Europa, verificando-se que somente 30% reservam bilhetes para o verão de 2022.

O interesse por parte dos inquiridos no Canadá aponta para destinos costeiros e metropolitanos com França, Itália e Reino Unido como os países mais populares para visitar.

Brasil mais otimista
No Brasil parece existir uma atitude “mais otimista em relação a viagens de longa distância para a Europa (101 pontos)”. A retoma dos voos para destinos europeus populares influenciou positivamente o sentimento de viagem, com 1 em cada 2 brasileiros a preparar-se para visitar a Europa nos próximos quatro meses.

45% já reservaram os seus bilhetes de avião, sendo julho e agosto os meses de férias mais populares. Os brasileiros preferem destinos localizados no litoral, assim como viagens para as montanhas, com o comboio a constituir o serviço de transporte preferido para passear pelo continente.

Japão continua em baixa
Apesar de um aumento marginal, o entusiasmo japonês por viagens de longa distância permanece baixo (79 pontos), apesar do interesse por visitar a Europa ser um pouco maior (93), mas apenas 14% dos inquiridos planeiam fazer uma viagem à região no verão de 2022.

41% dos japoneses inquiridos salientaram as más conexões entre a Europa e o Japão como o principal motivo para não visitar o continente, realidade esperada após o cancelamento recente de muitos voos entre os dois destinos devido a preocupações sobre o uso do espaço aéreo russo com a guerra na Ucrânia.

O barómetro da ETC destaca, contudo, que, para aqueles que desejam fazer viagens mais longas para chegar à Europa, Itália, França, Alemanha e Reino Unido continuam a ser os destinos mais atraentes.

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Ryanair espera “ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”

Numa conferência de imprensa em Lisboa, Michael O’Leary, CEO da Ryanair, revelou que a companhia aérea está a lutar com a easyJet pelos slots libertados pela TAP, mostrando-se confiante será possível “ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”

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A Ryanair espera ficar com todos os 18 slots abandonados pela TAP e que vão ser distribuídos até final de junho, com Michael O’Leary, CEO da companhia aérea, a revelar que, além da Ryanair, também a easyJet está na luta por estas faixas horárias no aeroporto de Lisboa.

“As licitações para os slots fecharam há cerca de três semanas. Ryanair e easyJet estão a lutar pelos slots”, adiantou o responsável esta quarta-feira, durante uma conferência de imprensa em Lisboa, onde se mostrou confiante de que a companhia aérea vai conseguir alcançar este objetivo.

De acordo com a Lusa, que cita as declarações do responsável, a Ryanair espera ter vantagem sobre a easyJet na atribuição dos slots e apresentou mesmo o argumento de que a easyJet “cobra tarifas muito mais altas do que a Ryanair” e reduziu os seus voos em Lisboa, Faro e Porto.

“Esperamos ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”, sublinhou o responsável, explicando que, com essas faixas horárias, a Ryanair poderá “colocar mais três aeronaves em Lisboa no inverno”.

Segundo Michael O’Leary, se ganhar os 18 slots que estavam a concurso no aeroporto de Lisboa, a Ryanair pode aumentar para 10 o número de aeronaves no aeroporto da capital no próximo inverno e sete no verão seguinte.

“Somos a única companhia aérea que demonstrou um compromisso com Portugal para utilizar todos os nossos aviões durante todo o ano”, vincou ainda o responsável da Ryanair na conferência de imprensa.

Michael O’Leary acredita, no entanto, que a TAP vai ser obrigada a abandonar mais slots no aeroporto de Lisboa quando a situação voltar ao normal e a procura por viagens aéreas regressar, garantindo que a Ryanair vai querer igualmente ficar com essas faixas horárias.

“A TAP vai perder mais ‘slots’ e nós vamos querer esses ‘slots’ e crescer mais aqui na Portela, além de Madeira, Porto e Faro”, acrescentou, reivindicando que a Ryanair já é a companhia aérea “número um” em Portugal, uma vez que estima transportar mais de 13 milhões de passageiros de e para Portugal em 2022, ultrapassando a TAP.

A Ryanair prevê também, para este ano, um regresso ao lucro, com o CEO da companhia aérea a mostrar-se “muito esperançoso” num crescimento ao nível dos resultados, ainda que não queira, por enquanto, avançar números concretos.

“Estamos muito esperançosos que neste ano tenhamos lucro, mas não sabemos quanto, ainda. Ainda há muita incerteza quanto à covid-19 e à Ucrânia”, referiu, apontando, contudo, uma para uma recuperação do lucro pré-pandemia – 1.002 milhões de euros no ano fiscal que terminou em março de 2020.

A Lusa recorda que o concurso para atribuição dos 18 slots que foram abandonados pela TAP na sequência da aprovação do plano de reestruturação da companhia aérea pela Comissão Europeia arrancou no final de fevereiro e a data final para apresentação de propostas terminou a 12 de maio, sendo esperada uma decisão para junho. Já o acordo de transferência das faixas horárias deverá ser assinado a 25 de julho e o arranque da operação está previsto para 30 de outubro.

 

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Portugal é o 9.º destino mais procurado na Europa, diz estudo da Mastercard

Portugal é o 9.º destino mais procurado da Europa, num ranking liderado pelo Reino Unido e Espanha, segundo o estudo do Mastercard Economics Institute.

Victor Jorge

As reservas de voos de lazer e negócios já ultrapassam os níveis pré-pandemia, de acordo com um novo estudo do Mastercard Economics Institute. As compras de viagens em cruzeiros, de transportes expresso de passageiros e de bilhetes de comboios também apresentaram uma procura acentuada este ano.

O estudo Travel 2022: Trends and Transitions oferece uma visão global do estado atual das viagens em 37 mercados com base numa análise exaustiva de dados públicos e dos dados anonimizados das vendas agregadas registadas na rede Mastercard.

De acordo com o estudo, até ao final de abril, as reservas de voos de lazer superaram os níveis de 2019 em 25%, com as reservas de voos de lazer de curta e média distância a crescerem 25% e 27%, respetivamente. As reservas de voos de negócios também ultrapassaram, pela primeira vez em março, os níveis pré-pandemia apresentando uma trajetória de crescimento na ordem dos dois dígitos durante o mês em abril. O regresso ao trabalho foi um dos fatores que contribuiu para este crescimento.

O estudo indica, também, que os níveis recentes de despesas apontam para o crescimento das viagens em grupo. As despesas com cruzeiros aumentaram 62 pontos percentuais desde janeiro ao final de abril, embora permaneçam abaixo dos níveis de 2019. Já as despesas com transportes expresso de passageiros regressaram aos níveis pré-pandemia, embora as despesas com viagens de comboio permaneçam ainda 7% abaixo comparativamente com esse período. Também as despesas com portagens e aluguer de carros continuaram a crescer, quase 19% e 12%, respetivamente, demonstrando que as viagens de carro continuam a ser uma opção preferida por muitos.

Já os viajantes preferem gastar mais em experiências do que em compras, concluindo-se que os turistas internacionais têm vindo a gastar mais em experiências do que em compras no destino. As despesas com experiências cresceram 34% face a 2019 e as áreas com maiores aumentos foram os bares e as discotecas (72%), os parques de diversões, os museus, concertos e outras atividades recreativas (35%). Este tipo de despesas cresceu 60% em Singapura e cerca de 23% nos EUA.

Certo é que o levantamento de restrições reequilibra o mapa do turismo para 2022. A oferta e a conveniência das viagens têm sido fatores determinante na escolha dos destinos de viagem, embora o levantamento de restrições este ano em muitos destinos tenha conduzido a um regresso ao ponto de partida em grande parte do mundo, à exceção de algumas partes da Ásia- Pacífico. O resultado é que os Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha e Holanda são agora os principais destinos para turistas em todo o mundo.

“Como acontece em qualquer voo, o regresso às viagens enfrentou ventos contrários e a favor. Neste ‘Grande Reequilíbrio’ que está a acontecer em todo o mundo, este tipo de movimentações é fundamental para o regresso à vida pré-pandemia”, afirma Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute. “A resiliência que os consumidores têm tido para voltarem ao ‘normal’ e para recuperarem do tempo perdido deixa-nos otimistas de que a recuperação continuará a sua trajetória, mesmo que existam solavancos ao longo do caminho.”

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Tráfego aéreo entre EUA e Europa aumenta 1.003% em abril de 2022 face a 2021

O mês de abril registou um assinalável aumento dos voos entre os EUA e a Europa. No total, voaram 4,29 milhões de pessoas entre os dois destinos, correspondendo a um crescimento superior a 1.000% face a igual mês de 2021.

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O tráfego aéreo dos EUA de e para a Europa atingiu o pico de 4,29 milhões de passageiros, representando um aumento de 1.003% em relação a abril de 2021, revelou o National Travel and Tourism Office (NTTO).

Em comunicado, a NTTO revela os principais países para onde os americanos viajaram no mês de abril de 2022, aparecendo o México em primeiro lugar (3,09 milhões), seguido do Canadá (1,68 milhão), Reino Unido (1,19 milhão), República Dominicana (793.000) e Alemanha (653.000).

Os dados da Statista revelam, por sua vez, que o número de viagens de saída dos Estados Unidos para a Europa, em 2020, foi de 2,32 milhões para a Europa Ocidental seguida pelo Norte da Europa com 2,03 milhões de viagens, enquanto os destinos do sul da Europa e do Mediterrâneo contaram com cerca de 1,66 milhão de voos operados. Além disso, a Europa Central e Oriental registaram o menor número de viagens operadas, cerca de 620.000.

Por outro lado, o número de visitantes aos Estados Unidos provenientes dos países da Europa Ocidental atingiu o pico de 14,56 milhões antes do início da pandemia. Em 2020, esse número caiu 85%, atingindo somente os 2,22 milhões, para cair ainda mais para 1,7 milhão, em 2021.

No ano passado, o número de europeus ocidentais que viajaram viajando para a UE caiu 23,4% em comparação com 2020 e 88,3% em relação aos níveis pré-pandemia.

O maior recorde de visitas de europeus aos Estados Unidos na última década foi registado em 2015, com um total de 14,8 milhões de visitantes, conforme revelam os dados da Statista.

Os dados da NTTO mostram ainda que as chegadas e partidas de passageiros internacionais atingiram quase a 15,5 milhões, em abril de 2022, representando um aumento de 167% em relação ao período correspondente de 2021. No entanto, os dados indicam que o número de passageiros atingiu 73% dos níveis pré-pandémicos.

Os principais aeroportos a operar voos internacionais foram Nova Iorque (JFK) com 2,15 milhões de chegadas e partidas, seguido por Miami (MIA) com 1,77 milhão, Los Angeles (LAX) com 1,27 milhão, Newark (EWR) com 1,03 milhão e Chicago (ORD) com 860.000.

Além disso, os aeroportos estrangeiros mais frequentados pelos norte-americanos foram Cancun (CUN) com 1,1 milhão, London Heathrow (LHR) com 1,06 milhão, Toronto (YYZ) com 738.000, e Cidade do México (MEX) com 606.000 e Paris (CDG) com 581.000.

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SEF reforça dispositivos nos aeroportos durante o verão

Reforço visa “fazer face ao previsível aumento exponencial do desembarque de passageiros no período do verão, que coincide com a realização da 2.ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas em Portugal”.

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O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou que vai reforçar, a partir de hoje e até 31 de outubro, o seu dispositivo nos aeroportos nacionais, usando meios próprios e o apoio da PSP para aumentar a capacidade de controlo das fronteiras.

De acordo com a Lusa, que cita um comunicado do SEF, o apoio da PSP foi pedido para “fazer face ao previsível aumento exponencial do desembarque de passageiros no período do verão, que coincide com a realização da 2.ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas em Portugal”.

“É, assim, essencial reforçar a capacidade do SEF no controlo das fronteiras externas da União Europeia, garantindo a segurança do Espaço Schengen e promovendo a desejada fluidez no processamento dos passageiros que entram e saem do país através das fronteiras aéreas”, adianta o comunicado.

O apoio operacional da PSP ao SEF será “assegurado por agentes habilitados com formação ministrada por formadores do SEF, no quadro do processo de reestruturação em curso”, que prevê a extinção do SEF e a distribuição de competências e efetivos pela PSP, GNR, Polícia Judiciária, Instituto de Registos e Notariado e por um novo organismo a ser criado, a Agência Portuguesa para as Migrações e Asilo (APMA).

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