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TAP promove Cyber Weekend

Campanha da TAP oferece vantagens no Miles&Go.

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Durante o próximo fim-de-semana, a TAP vai duplicar os descontos associados ao Miles&Go, oferta que se insere no Cyber Weekend, campanha lançada a propósito da Black Friday, mas que se estende até segunda-feira, 27 de Novembro.

Em nota à imprensa, a TAP explica que esta campanha entra em vigor esta sexta-feira, 24 de Novembro, mantendo-se até segunda, dia 27, e inclui também vantagens para os clientes da companhia que ainda não tenham realizado a sua adesão ao programa de fidelização, mas que decidam fazê-lo durante o fim-de-semana.

“Com o Miles&Go, o passageiro já usufruía de um conjunto de descontos efectivos no preço dos bilhetes, em troca de milhas acumuladas, mas durante este fim-de-semana – Cyber Weekend – pode beneficiar em dobro de todas as vantagens oferecidas”, destaca a TAP na informação enviada à imprensa.

Em troca de 200 milhas, os clientes do programa de fidelização Victoria podem usufruir de um desconto de 20 euros numa viagem de ida e volta ou, caso utilizem apenas um percurso, 100 milhas dão direito a um desconto de 10 euros. A oferta aplica-se também a famílias.

Além dos descontos em troca de milhas, a TAP vai permitir também que os clientes que ainda não tenham crédito suficiente acumulado usufruam de um adiantamento das milhas que serão acumuladas na viagem que for reservada, sendo o saldo de milhas acertado após a realização da viagem.

O Miles&Go é o produto do programa de fidelização Victoria que permite aos clientes da companhia aérea de bandeira nacional descontar milhas para reduzir o valor pago pelas viagens. A opção de descontos Miles&GO está disponível exclusivamente na compra de bilhetes online, através do site www.flytap.com, para os clientes Victoria com registo activo no momento da reserva.

Todas as informações sobre as vantagens do programa Victoria e da campanha Miles&Go encontram-se disponibilizadas no website da TAP Air Portugal e podem ser consultadas em www.flytap.com/pt-pt/victoria/miles-go.

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Aprovação do plano de reestruturação da TAP atesta “confiança no futuro” da empresa, diz PM

Líder do executivo congratula-se com a aprovação do plano de reestruturação da TAP pela Comissão Europeia e reforça que a companhia aérea é uma “empresa determinante para a economia nacional”.

O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta terça-feira, 21 de dezembro, que a aprovação pela Comissão Europeia do plano de reestruturação da TAP vem atestar a “confiança no futuro” da empresa, que se pretende tornar mais sustentável e competitiva.

“A aprovação do plano de reestruturação pela Comissão Europeia atesta a confiança no futuro da nossa companhia de bandeira. A estratégia de reforço da sustentabilidade e competitividade da empresa já está em marcha e será também determinante para a recuperação da nossa economia”, considerou o líder do executivo, numa publicação no Twitter, segundo a Lusa.

Na declaração publicada na rede social, António Costa advoga que está em construção “um futuro mais sólido para a empresa, para os seus trabalhadores e para o país”, uma vez que a TAP é uma “empresa determinante para a economia nacional”, que assegura “a ligação às comunidades e aos países de língua portuguesa, a continuidade territorial com os Açores e Madeira, e afirmou Lisboa como hub transatlântico”.

Recorde-se que a Comissão Europeia aprovou esta terça-feira, 21 de dezembro, o plano de reestruturação da companhia aérea de bandeira nacional, assim como a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, impondo, porém, algumas condições, como a venda de três empresas e de aviões, além da disponibilização de até 18 ‘slots’ por dia no aeroporto de Lisboa.

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INE: Aeroportos nacionais tiveram a maior aproximação aos números pré-pandemia em outubro

Em outubro, os aeroportos nacionais receberam cerca de quatro milhões de passageiros e 15,8 mil aeronaves em voos comerciais, números que continuam a indicar descidas mas já mais perto dos valores de 2019.

Inês de Matos

No passado mês de outubro, os aeroportos nacionais receberam cerca de quatro milhões de passageiros e 15,8 mil aeronaves em voos comerciais, números que indicam descidas de 27,2% e 21,4% face a igual mês de 2019, respetivamente, naquele que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que outubro foi o mês com maior aproximação aos números pré-pandemia.

De acordo com os dados revelados pelo INE esta terça-feira, 21 de dezembro, apesar de continuarem a traduzir uma quebra face a igual período de 2019, antes da chegada da pandemia, os aeroportos nacionais têm vindo a recuperar tráfego e, face a outubro de 2020, existem já crescimentos de 180,6% no número de passageiros e de 63,2% no total de aviões aterrados nos aeroportos nacionais.

Do total de passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em outubro, 80,2%
corresponderam a tráfego internacional, indica o INE, que recorda que, em igual período do ano passado, os passageiros internacionais eram 74,9% do total, e chegaram a território nacional provenientes essencialmente de aeroportos europeus (72,0%).

Já no que respeita aos passageiros embarcados em Portugal, houve também 80,2% de tráfego internacional, quando em igual período do ano passado o tráfego internacional não ia além dos 76,2%, sendo que 72,1% também tiveram como destino aeroportos europeus.

Já no acumulado até outubro, período em que os aeroportos nacionais receberam cerca de 19,8 milhões de passageiros, o INE diz que se verificou uma “inversão da tendência”, uma vez que tanto o número de passageiros como de aeronaves aterradas em território nacional cresceram, numa tendência que se acentuou a partir de maio.

“A partir da segunda quinzena de maio, verificou-se um crescimento mais acentuado, tendo-se mantido uma tendência de crescimento nos meses seguintes. Apesar de no mês de setembro de 2021 se ter verificado uma ligeira redução face ao mês anterior, em outubro assistiu-se a um crescimento, tendo-se registado o desembarque médio diário de 64 mil passageiros no conjunto dos aeroportos nacionais (59 mil em setembro). Este valor representou o triplo do registado no mês homólogo de 2020 e aproximou-se do nível observado em outubro de 2019 (86 mil)”, indica o INE.

De janeiro a outubro, , o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 18,6% face ao período homólogo do ano anterior, quando se tinha verificado uma quebra de 68,0%, ainda que, face ao mesmo período de 2019, este número continue a traduzir uma redução de 62,1%.

Por aeroportos, foi em Lisboa que se registou o maior movimento de passageiros, concentrando, entre janeiro e outubro, 45,2% do total de passageiros (8,9 milhões) e registou um aumento de 6,8%, seguindo-se Faro, onde houve um aumento de 35,5% no movimento de passageiros neste período, atingindo os 2,8 milhões de passageiro, número que, segundo o INE, está ainda “muito distante do registado no mesmo período em 2019 (8,4 milhões de passageiros, -66,4%)”.

Já o principal país de origem e destinos dos passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais até outubro foi França, “registando crescimentos de 13,2% no número de passageiros desembarcados e 10,9% no número de passageiros embarcados, relativamente ao mesmo período de 2020”, segundo o INE.

Além de França, também o Reino Unido, Alemanha e Espanha estão entre os principais países de origem e destinos dos passageiros que, entre janeiro e outubro, passaram pelo aeroportos nacionais.

Por outro lado, o maior crescimento ao nível dos passageiros embarcados e desembarcados foi para a Suíça, que registou crescimentos de 25,6% e 20,9%, respetivamente, ocupando a quinta posição deste ranking.

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Qatar Airways processa Airbus por degradação da superficie e pintura dos A350

No início de novembro, a companhia aérea do Qatar já tinha anunciado a paragem de 19 aparelhos A350, devido a problemas de degradação na fuselagem, nomeadamente debaixo da tinta.

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A Qatar Airways processou judicialmente a Airbus devido a uma série de problemas na fuselagem de vários dos aparelhos A350XWB da frota da companhia aérea de bandeira do Qatar, numa ação que deu entrada nos tribunais ingleses, confirmou esta terça-feira, 21 de dezembro, o fabricante aeronáutico europeu.

De acordo com a Airbus, a ação judicial é referente à disputa entre as duas empresas relativamente a problemas na fuselagem dos aparelhos, que segundo a Qatar Airways apresenta uma degradação da superfície e da pintura, o que levou mesmo à paragem de 19 destes aparelhos da Qatar Airways.

“A Airbus recebeu uma ação judicial formal nos tribunais ingleses movida pela Qatar Airways, relacionada com a disputa sobre a degradação da superfície e pintura de algumas aeronaves A350XWB da Qatar Airways”, confirma a Airbus num comunicado enviado à imprensa, onde o fabricante aeronáutico europeu diz também que está a analisar o conteúdo desta ação judicial, garantindo que pretende “defender vigorosamente sua posição”.

Recorde-se que, já no início de outubro, a Qatar Airways tinha anunciado problemas com 19 aparelhos A350, que apresentavam uma degradação da fuselagem, nomeadamente debaixo da tinta, o que tinha mesmo levado à paragem destes aviões e ao regresso do A380, o maior avião comercial do mundo, para permitir que a companhia aérea desse resposta ao crescimento da procura no pico do inverno.

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Azul já inaugurou rota inédita que liga São Paulo a Fernando de Noronha

Operação da Azul entre o aeroporto de São Paulo-Congonhas e a ilha de Fernando de Noronha conta com voos diários, naquela que é a primeira vez que existem voos diretos entre os dois destinos.

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A Azul inaugurou esta segunda-feira, 20 de dezembro, uma nova rota que liga o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, à ilha de Fernando de Noronha, numa operação regular e direta, cujos voos decorrem diariamente.

“A operação é um marco não só para a companhia, mas para todo o setor de aviação pois, pela primeira vez, o arquipélago contará com voos diretos para a capital paulista, operados de forma diária e regular”, destaca a companhia aérea brasileira em comunicado.

Segundo a Azul, a nova rota entre Congonhas e Fernando de Noronha é operada num avião Embraer E2, o maior avião comercial fabricado no Brasil e que, segundo a companhia aérea, é um dos “únicos modelos capazes de realizar essa operação com voos diretos”.

“A ilha de Fernando de Noronha é um dos lugares mais paradisíacos e desejados por viajantes do Brasil e do mundo. Estamos muito animados com o lançamento desse voo, já que tornará a ligação entre a maior metrópole do país e Fernando de Noronha muito mais rápida, confortável e conveniente, atendendo também Clientes com conexões de outras cidades”, refere Vitor Silva, gerente de Planeamento de Malha da Azul.

Os voos partem de São Paulo-Congonhas diariamente pelas 08h35 e chegam a Fernando de Noronha às 13h35, enquanto em sentido contrário a partida está marcada para as 14h35, chegando ao aeroporto da capital paulista às 17h35.

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Cadeia de abastecimento impacta entrega dos novos Airbus

Os constrangimentos da cadeia de abastecimento têm vindo a criar diversas dificuldades nas mais variadas indústrias. Na aviação, a Airbus já admite que as entregas de vários modelos de aviões só acontecerá em 2024 ou mesmo 2025.

Victor Jorge

Segundo a imprensa internacional, existem companhias aéreas que poderão ter de esperar até 2025 para receber as suas encomendas devido a constrangimentos na cadeia de abastecimento.

“Gostava de ter mais aviões para vender. Há constrangimentos na cadeia de abastecimento dos componentes que são mais desejados. Nos aviões de fuselagem estreita isso afeta os A320, A321 e também o A220”, explicou revelou Christian Scherer, diretor comercial da Airbus ao Financial Times.

Apesar das preocupações com a disseminação da nova variante Ómicron, a procura estava a ser impulsionada, fundamentalmente, pela necessidade de aeronaves mais eficientes em termos de combustível, salientou o executivo da companhia franco-germânica.

De referir que, ainda recentemente, a Airbus garantiu dois pedidos significativos, incluindo um acordo com a Air France-KLM para 100 unidades dos A320neo e A321neos, com as primeiras entregas a estarem previstas para o segundo semestre de 2023.

“Geralmente, tem havido uma perceção pela comunidade da aviação, em geral, de que quando as pessoas podem viajar, viajarão e o farão quase como vingança”, descreveu o executivo alemão da Airbus.

De resto, Scherer destaca que “a crise da COVID acelerou a compreensão de que a transição para uma tecnologia de combustível mais eficiente é inevitável”, disse, concluindo que “apenas 13% por cento da frota comercial global de hoje é de última geração”.

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easyJet já voa entre o Porto e Milão

Voos da easyJet entre o Porto e Milão decorrem quatro vezes por semana, aos domingos, segundas, quartas e sextas-feiras, passando a voos diários em finais de fevereiro.

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A easyJet inaugurou esta sexta-feira, 17 de dezembro, uma nova rota entre o Porto e Milão, em Itália, operação que conta com quatro voos por semana e que passa a ligações diárias a partir de final de fevereiro, e que vem reforçar a posição da easyJet no aeroporto portuense.

“Com esta nova rota, a easyJet reforça a sua posição como companhia #2 no aeroporto Francisco Sá Carneiro”, destaca a transportadora, que disponibiliza preços a partir de 15 euros nestas ligações, que decorrem aos domingos, segundas, quartas e sextas-feiras.

Os voos são operados em aviões A320, gozam de flexibilidade com alteração gratuita até duas horas antes da partida e estão disponíveis para reserva através do site da companhia aérea, em www.easyjet.com.

 

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Transavia abre rota entre o Porto e Ponta Delgada na primavera de 2022

Companhia aérea low cost do Grupo Air France-KLM vai realizar até dois voos por semana entre o Porto e Ponta Delgada, Açores, a partir de 27 de março de 2022.

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A Transavia vai abrir uma nova rota entre o Porto e Ponta Delgada a 27 de março de 2022, numa operação sazonal que apresenta preços a partir de 30 euros para voos de ida e que vai contar com até dois voos por semana, segundo comunicado da companhia aérea low cost do grupo Air France-KLM.

No comunicado divulgado, a Transavia realça que esta rota entre o Ponto e Ponta Delgada é a terceira que as companhias aéreas do Grupo Air France -KLM anunciam para a capital açoriana, todas com abertura prevista para o próximo ano.

“Depois de Ponta Delgada – Paris-Orly e Ponta Delgada – Amesterdão-Schiphol, é para nós um grande prazer anunciar a abertura de uma nova rota doméstica no mercado português, desta vez a ligação Porto – Ponta Delgada. Após um período bastante disruptivo, a Transavia tem envidado todos os esforços na reorganização da sua operação, no reforço da sua frota e na retoma da sua atividade de forma gradual – para oferecer cada vez mais opções de viagens a pequenos preços”, explica Nicolas Hénin, Chief Commercial Officer da Transavia France.

De acordo com o responsável, Portugal é um “mercado histórico e estratégico” para a operação global do Grupo Air France-KLM e “um dos melhores exemplos” da recuperação turística, nomeadamente no que diz respeito aos turistas de lazer, que se espera que continue até aos verão de 2022.

A rota entre o Porto e Ponta Delgada vai contar com até dois voos por semana, às quartas-feiras e domingos, e os bilhetes já podem ser reservados através do site da companhia aérea, em www.transavia.com.

Além da nova rota, a Transavia anuncia ainda um reforço da capacidade para o verão nas rotas Porto-Paris Orly e Lisboa-Paris, que passam a contar com até 53 voos/semana (ou até 8 voos diários), no caso do Porto, e até 5 voos diários, em Lisboa.

A Transavia refere, no entanto, que “o programa de voos mantém-se em constante evolução e continua sujeito às condições sanitárias e às restrições impostas pelas autoridades dos países em causa”.

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EasyJet volta a criticar multas por ausência de teste negativo e alerta que já há companhias a ameaçar cancelar operação

Diretor geral da easyJet em Portugal, José Lopes, considera que as palavras do primeiro-ministro sobre as multas às companhias aéreas que transportem passageiros para Portugal sem teste negativo à COVID-19 “foram injustas e não estão corretas”.

Inês de Matos

O diretor geral da easyJet em Portugal, José Lopes, considerou esta quarta-feira, numa conferência de imprensa no Funchal, Madeira, que as palavras do primeiro-ministro, António Costa, sobre o aumento das multas previstas para as companhias aéreas que transportem passageiros para Portugal sem um teste negativo à COVID-19, “foram injustas e não estão corretas” e revelou que já há companhias aéreas a ameaçar retirar a operação do país.

“Algumas companhias estrangeiras escreveram ao Governo a dizer que estão a pensar cancelar, por exemplo, a operação em Faro. O Governo está a pedir às companhias que o substituam, deviam tratar as pessoas de forma positiva e com consciência. É isso que vamos continuar a fazer para que a normalidade possa retomar dentro do parâmetro da responsabilidade”, afirmou o responsável.

Para José Lopes, o primeiro-ministro estava “nitidamente mal informado” quando fez “declarações muito duras” sobre as companhias aéreas, que apelidou de irresponsáveis quando, a 25 de novembro, anunciou o regresso do estado de calamidade, assim como o aumento das multas para as companhias que transportem passageiros para Portugal sem um teste negativo à COVID-19.

“Julgo que, nitidamente mal informado, o primeiro-ministro fez declarações muito duras sobre a indústria da aviação que foram injustas e não estão corretas”, considerou José Lopes, que estranha mesmo o facto de ter sido o único player da aviação a falar publicamente sobre o tema, enquanto outros responsáveis de companhias aéreas se mantiveram em silêncio.

Segundo o responsável, as companhias aéreas têm “vindo a fazer um trabalho enorme”, em substituição do Estado, e defende que o problema não passa por qualquer irresponsabilidade das transportadoras, mas sim pelo facto de haver “certificados falsos a circular”.

“A easyJet contacta os seus passageiros para saber se têm o Passenger Location, se as pessoas têm testes, se estão vacinadas. Uma das coisas que alertámos é que há bastantes casos em que há certificados falsos a circular. As pessoas, depois, dizem que não foram controladas porque não podemos ficar com a cópia do documento que o passageiros apresentou”, resumiu.

Por enquanto, a easyJet ainda não teve de pagar qualquer multa, uma vez que, explicou José Lopes, sempre que é detetado um passageiro sem teste negativo à COVID-19, é levantado um processo de auto que segue para a autoridade nacional e ao qual a companhia pode, depois, apresentar a sua versão.

Apesar de ainda não ter sido obrigada a pagar qualquer coima por transportar passageiros sem teste negativo, José Lopes criticou também o valor das multas, considerando que as que existiam antes desta subida “já eram elevadas” mas “agora foram multiplicadas por 10”, o que “inviabiliza e tem um impacto brutal” nas companhias aéreas.

Recorde-se que, a 25 de novembro, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros que decidiu o regresso do estado de calamidade e de novas restrições, o primeiro-ministro anunciou também um agravamento das multas para as companhias aéreas que transportem para Portugal passageiros sem teste negativo à COVID-19, que vão agora dos 20 aos 40 mil euros, sendo que, no limite, as transportadoras aéreas podem mesmo perder a licença de voo para Portugal.

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easyJet anuncia aumento de 8% face à capacidade pré-pandemia para 2022

Companhia aérea low cost apresentou esta quarta-feira, 15 de dezembro, na Madeira, os seus planos para 2022, considerando que este já deverá ser “um ano positivo e de retoma”.

Inês de Matos

A easyJet conta operar, no próximo ano, mais 8% da capacidade que disponibilizava antes da chegada da COVID-19, o que representa um aumento de 117% face à capacidade que a companhia aérea disponibilizou este ano, revelou esta quarta-feira, 15 de dezembro, José Lopes, diretor geral da easyJet em Portugal.

“Em 2022, no que diz respeito a Portugal, esperamos operar mais 8% da capacidade que tínhamos antes da pandemia, em 2019, e isso é algo que nos orgulha bastante. Pode parecer pouco apresentar números de crescimento de 8% relativamente ao período pré-pandemia mas, se olharmos para aquilo que operamos no ano passado [o ano fiscal da easyJet terminou em setembro], estamos a falar num aumento de 117% da capacidade comparativamente com aquilo que operámos em 2021”, revelou o responsável, durante uma conferência de imprensa na Madeira.

De acordo com José Lopes, este crescimento de 8% representa “mais do dobro” face à capacidade disponibilizada este ano e significa “um esforço enorme” para a easyJet, mas que deverá ajudar a companhia aérea a consolidar a sua posição no mercado nacional e a crescer em contraciclo com a realidade atual da indústria da aviação.

José Lopes explicou que a companhia aérea estima, a nível global, “voar cerca de 74%” da capacidade pré-pandemia no terceiro trimestre e mostra-se confiante que “a capacidade do quarto trimestre se aproxime dos níveis de 2019”, até porque o período entre o Natal e o Fim de Ano costuma ser forte em procura, como se tem registado este ano, com o responsável a indicar que esse aumento de procura abrange também as viagens de negócios.

“Temos dados interessantes dos últimos seis meses e creio que ajudam a comprovar isso”, acrescentou o responsável, revelando que, nesse período, a easyJet cresceu 46% na Madeira face a igual período de 2019, ainda que o aeroporto do Funchal tenha perdido 16% de tráfego nesses seis meses, enquanto no Porto a companhia aérea low cost registou uma subida de 9%, num período em que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro assistiu a uma descida de 40% no tráfego.

Já no aeroporto de Lisboa, onde a questão da falta de liberalização dos slots continua a ser um problema para a easyJet, José Lopes revela que a companhia aérea também regista “uma performance superior à média do mercado”.

“É este o nosso compromisso para 2022, vamos ter mais de oito milhões de lugares à venda e esperamos que, em breve, possamos ter novas surpresas, caso se venha a concretizar a liberalização de slots em Lisboa e, se isso, acontecer, vamos adicionar ainda mais capacidade do que estamos agora a anunciar”, rematou.

O diretor geral da easyJet em Portugal espera que, ao nível de restrições adotadas para conter a pandemia, 2022 também seja um ano melhor do que foi 2021 e revela que os dados que a companhia aérea possui assim o indicam.

“Com os dados que temos, pensamos e perspetivamos que o próximo ano será mais positivo do que aquele que passou. É verdade que há novas variantes que parecem ser mais perigosas em termos de contágios mas com um impacto hospitalar não tão massivo, o que nos permite ter confiança que o transporte aéreo é seguro e que o ambiente dentro do avião é o mais seguro possível”, explicou, acrescentando que, apesar das novas variantes, a easyJet acredita que “2022 vai ser um ano positivo e de retoma”.

Ano histórico na Madeira

A conferência de imprensa em que a easyJet deu a conhecer as suas expetativas para 2022 aconteceu no Mercado dos Lavradores, no Funchal, Madeira, e contou com a presença de Pedro Calado, presidente da Câmara Municipal do Funchal, bem como de Eduardo Jesus, secretário regional de Turismo e Cultura da Madeira.

Durante o evento, José Lopes explicou que a companhia aérea decidiu fazer este evento na região autónoma porque este foi um “ano histórico” para a easyJet na Madeira, que se tornou na primeira companhia aérea na região, ultrapassando a TAP, tendo mesmo registado um crescimento de 46% nos últimos seis meses, face a 2019.

“Voar 46% mais que em 2019 é um grande feito e uma prova de que a easyJet acredita no mercado da Madeira e que mostra que a pandemia acabou por se transformar numa oportunidade”, considerou, revelando que a easyJet passou a liderar na rota Porto-Funchal, onde era terceira antes da pandemia, contando agora com uma quota de mercado de 42%, enquanto nas ligações entre Lisboa e o Funchal é segunda e assim deverá continuar mesmo com a abertura de uma nova base da Ryanair na Madeira.

A Madeira, acrescentou ainda o diretor geral da easyJet em Portugal, é também um dos destinos mais procurados na easyJet Holiday, que disponibiliza mais de 300 hotéis, “muitos também na Região Autónoma da Madeira.

“Portugal é um dos destino mais procurados na easyJet Holidays, essencialmente por britânicos. Faro é o destino número um, mas a madeira tem evidenciado um grande crescimento”, revelou o responsável, que passou ainda em revista as conquistas da easyJet em Portugal durante 2021, com destaque para a abertura de uma nova base em Faro e para a abertura de novas rotas.

 

 

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Pilotos avaliam SATA/Azores Airlines como a melhor companhia aérea portuguesa para trabalhar

Companhia aérea açoriana obteve 93 pontos em 100 possíveis no inquérito da European Cockpit Association (ECA), que pretendeu apurar qual é, para os pilotos, a melhor companhia aérea da Europa para trabalhar.

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A SATA/Azores Airlines é a melhor companhia aérea portuguesa no que toca às condições laborais oferecidas aos pilotos, profissionais que atribuíram à transportadora açoriana uma classificação de 93 pontos em 100 possíveis, no mais recente inquérito da European Cockpit Association (ECA).

O inquérito, que contou com a participação de 5751 pilotos de 136 companhias aéreas europeias, procurou apurar qual é, para os pilotos, a melhor companhia aérea da Europa para trabalhar, desafiando estes profissionais a classificarem as transportadoras segundo uma série de critérios e até uma pontuação máxima de 100 pontos.

De acordo com a SkyExpert, empresa portuguesa de consultoria especializada em transporte aéreo e aeroportos, que analisou os resultados deste inquérito, os resultados desta pesquisa assumem “particular relevância após quase dois anos duros para o setor e para estes profissionais”, que ficaram marcados por “despedimentos, redução do período de trabalho e de salários, incerteza quanto ao futuro e à formação de novos profissionais”.

“Passámos rapidamente de um período em que havia falta destes profissionais antes da
pandemia para um momento de enorme incerteza e em que há um claro excesso de pilotos no mercado, sem esquecer que vários cursos de formação foram interrompidos ou cancelados”, refere Pedro Castro, fundador e diretor da SkyExpert, considerando que as companhias que lideram este ranking “souberam, apesar de tudo, manter o diálogo e a preocupação com os seus pilotos”.

A SATA/Azores Airlines foi a companhia aérea portuguesa que reuniu melhor avaliação, ainda que na lista também apareça a TAP, que se encontra no meio da tabela, assim como a White Airways, a EuroAtlantic e a HiFly, ainda que cada uma destas três transportadoras nacionais reúna menos de 50 pontos.

Já a Air France lidera o ranking, com um total de 98 pontos, seguindo-se a companhia aérea de carga Martinair e a companhia aérea alemã Condor, que ficou na terceira posição. No extremo oposto, encontra-se a Olympus Airways, companhia aérea charter da Grécia, que ocupa a última posição.

O inquérito da ECA visou apurar a opinião dos pilotos sobre as condições laborais oferecidas pelas companhias aéreas europeias, incluindo aspetos como a relação com os sindicatos, acordos de empresa, contratos de trabalho, condições de recrutamento, cultura de empresa e o chamado “work-life-balance” promovido.

O ranking completo resultante do inquérito da ECA pode ser consultado online aqui.

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