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RENA critica “falta de planeamento” no encerramento do espaço aéreo no S. João

ANAC decidiu encerrar o espaço aéreo no Porto, na noite de S. João, por motivos de segurança.

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ANAC decidiu encerrar o espaço aéreo no Porto, na noite de S. João, por motivos de segurança.

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A RENA – Associação Representativa das Companhias Aéreas em Portugal veio esta sexta-feira, 16 de Junho, criticar a decisão da ANAC – Autoridade Nacional da Aviação Civil de encerrar o espaço aéreo no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, na noite de S. João por motivos de segurança, acusando a agência de “falta de planeamento e actuação atempada”.

Em comunicado, a RENA diz entender “que a segurança da operação aeroportuária é prioritária” mas critica o facto da decisão ter sido tomada “a meros 12 dias do evento”, numa reunião para a qual “não foram convocadas” as companhias aéreas que operam no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

“A decisão foi tomada em 12 de Junho de 2017, ou seja, a meros 12 dias do evento, quando é referido na própria acta da reunião que os factos que levaram a esta decisão são conhecidos desde 2015 e 2016”, destaca a RENA, considerando que “esta decisão mostra um completo desrespeito pela operação das companhias aéreas e pelos passageiros das mesmas, fruto da falta de planeamento e actuação atempada por parte da ANAC”.

Apesar das criticas, a RENA garante que as companhias afectadas “tudo farão para minimizar os transtornos que a decisão causará aos passageiros” e diz esperar que, no futuro, “estas decisões sejam tomadas com antecedência razoável e envolvendo as companhias no processo decisório”.

Recorde-se que a ANAC decidiu, por motivos de segurança, encerrar o espaço aéreo no terminal aeroportuário do Porto, uma interdição que vai vigorar na noite de S. João, entre as 21h45 de 23 de Junho e as 01h00 do dia 24, até uma altitude de 10.000 pés.

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PLAY comemora 1.º aniversário com 320 mil passageiros transportados

No espaço de um ano e em plena pandemia, a PLAY já transportou cerca de 320 mil passageiros e já voa para 26 destinos, incluindo a rota Lisboa-Reiquejavique.

A companhia aéreas islandesa PLAY está esta sexta-feira, 24 de junho, a comemorar o primeiro aniversário e congratula-se por, no espaço de um ano e em plena pandemia, ter já transportados cerca de 320 mil passageiros.

“A partir de hoje, 24 de junho, cerca de 320 000 pessoas terão voado com a PLAY, quase igual ao número de pessoas que vivem na Islândia. Estamos muito gratos pela grande resposta ao lançamento da PLAY nos diferentes mercados”, refere a companhia aérea, num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com a PLAY, apesar de desafiante, este primeiro ano ficou também marcado por vários sucesso desta companhia aérea que nasceu para “satisfazer a procura de viagens a preços acessíveis para a terra do fogo e do gelo, bem como de trazer mais opções de destinos de sol e praia e de férias na cidade aos islandeses”.

“Apenas dois meses após o lançamento, a PLAY solicitou uma licença de voo dos EUA. Os sonhos transatlânticos foram realizados em menos de um ano com a inauguração de serviços para Boston, Baltimore/Washington e Nova Iorque a partir do Reino Unido via Islândia”, destaca a transportadora.

Seis meses após o início das operações globais, a PLAY tinha já transportado cerca de 100 mil passageiros e aberto 21 rotas, num sucesso que se manteve nos meses seguintes e que, segundo a companhia aérea, se deverá manter também este verão.

“Agora, entramos na estação do Verão com um sólido fluxo de reservas e estamos ansiosos por reforçar ainda mais a nossa crescente rede de rotas e fator de ocupação”, afirma Birgir Jónsson, CEO da PLAY.

Atualmente, a PLAY voa para 26 destinos, e, entre maio e junho, abriu 12 novas rotas, incluindo Lisboa-Reiquejavique, e duplicou o número de empregados, que era de 150 há seis meses, para 300 este verão.

No acumulado de 2022, até maio, a PLAY transportou 148 882 passageiros, dos quais 56 601 apenas no mês de maio, o que, segundo a companhia aérea, representa “um aumento de 54% em relação a abril, como também se aproxima do número total de passageiros transportados no primeiro trimestre de 2022”.

 

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LATAM passa a abrir balcões de check-in 4 horas antes do voo

A LATAM Airlines informou que os balcões de check-in para os seus voos passaram a abrir quatro horas antes da partida, num procedimento que se vai manter durante toda a temporada de verão.

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De forma a garantir a melhor experiência possível de viagem, a LATAM Airlines veio esta quinta-feira, 23 de junho, informar que os balcões de check-in para os seus voos passaram a abrir quatro horas antes da partida, num procedimento que se vai manter durante toda a temporada de verão.

“Os passageiros estão a voltar devagar, mas com certeza, e esperamos para altos níveis de ocupação nos próximos meses, então, para garantir a melhor experiência de viagem possível aos nossos clientes durante o período de verão, gostaríamos de lembrar que os nossos balcões de check-in no aeroporto  estarão abertos quatro horas antes da hora de partida dos nossos voos”, refere a companhia, numa nota informativa enviada à imprensa e ao trade.

A LATAM pede aos agentes de viagens que informem os seus clientes, de forma a que eles cheguem ao aeroporto com tempo suficiente, o que é essencial para que os passageiros tenham uma melhor experiência de viagem.

A LATAM diz ainda que está a tentar evitar perturbações, motivo pelo qual pede a ajuda dos agentes de viagens para garantir que os passageiros recebem toda a informação necessária e têm a melhor experiência de viagem possível.

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easyJet torna-se parceira do programa Iris para reduzir emissões de carbono na aviação

A easyJet tornou-se na primeira companhia aérea parceira do Iris, um programa de gestão de tráfego aéreo que vai impulsionar os sistemas para minimizar atrasos nos voos, poupar combustível e reduzir o impacto ambiental das viagens.

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A easyJet tornou-se na primeira companhia aérea parceira do Iris, um programa de gestão de tráfego aéreo inovador que vai funcionar como impulsionador de sistemas para minimizar atrasos nos voos, poupar combustível e reduzir o impacto ambiental das viagens.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea explica que este programa é liderado pela Inmarsat, líder mundial em comunicações móveis por satélite globais, em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Airbus, afirmando-se como uma componente-chave para a “modernização e digitalização da indústria aeronáutica”.

“Até que as tecnologias de emissão de carbono zero estejam disponíveis, a companhia aérea permanece absolutamente concentrada na redução das suas atuais emissões de carbono na medida do possível, e programas como o Iris desempenham um papel importante neste sentido”, afirma a easyJet, que lembra o seu compromisso para a redução das emissões de carbono na aviação e o objetivo de chegar a zero emissões até 2050.

De acordo com a transportadora, este programa não só vai ajudar a easyJet “a continuar a operar as suas aeronaves da forma mais eficiente, alcançando mais melhorias de eficiência, como complementa assim também as iniciativas existentes, como o ajuste de táxis monomotores à chegada e à partida ou a utilização de informação meteorológica avançada e parcerias de eficiência de voo com as principais partes interessadas, como é o caso da Airbus, Collins Aerospace, NATS e Eurocontrol”.

Este programa também apoia a modernização do espaço aéreo, o que, segundo a easyJet, “é crucial para toda a indústria, uma vez que é a fonte mais atingível de reduções de carbono neste momento, tendo em conta que rotas de voo mais diretas conduzem a tempos de voo mais curtos”, até porque o Single European Sky declarou a ambição de conseguir uma poupança de 10% nas emissões de carbono da aviação europeia.

“O programa Iris está a preparar o caminho para uma gestão mais eficiente do tráfego aéreo, o que constitui um passo crucial para a indústria da aviação. Este traz múltiplos benefícios, desde ajudar-nos a alcançar os nossos objetivos ambientais através de uma maior redução das nossas emissões de carbono provenientes do voo, até proporcionar uma melhor experiência aos nossos passageiros. Estamos entusiasmados por sermos líderes neste espaço, estabelecendo o padrão para a indústria da aviação e esperamos ver mais companhias aéreas a seguirem o exemplo”, considera Hugh McConnellogue, Director of Airport Operations & Navigation da easyJet.

 

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IATA estima regresso à rentabilidade das companhias aéreas em 2023

A IATA estima que a indústria da aviação possa regressar à rentabilidade em 2023. Contudo, se as receitas aumentam, também os custos registam uma curva ascendente. Assim, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, mas ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Victor Jorge

A International Air Transport Association (IATA) procedeu a uma revisão das previsões para a indústria da aviação, estimando, agora, perdas na ordem dos 9,7 mil milhões de dólares (cerca de 9,2 mil milhões de euros), representando uma melhoria face aos 11,6 mil milhões de dólares avançados em outubro de 2021, correspondendo uma margem nas perdas líquidas de 1,2%.

Estes números representam, no entanto, uma melhoria assinalável às perdas de 137,7 mil milhões de dólares (-36% na margem líquida) de 2022, e de 42,1 mil milhões (-8,3% margem líquida) de 2021.

Desta forma, a IATA avança com a previsão de que a “rentabilidade global da indústria parece ser uma realidade em 2023”, esperando que a América do Norte possa “atingir lucros de 8,8 mil milhões de dólares” já em 2022.

“Os ganhos de eficiência e melhoria nos rendimentos estão a ajudar a reduzir as perdas, mesmo com um aumento dos custos relacionados com os colaboradores e combustível”, refere a IATA, em comunicado no final da assembleia geral anual realizada em Doha.

A entidade reconhece que “a forte procura reprimida, o levantamento das restrições de viagens na maioria dos mercados, o baixo desemprego na maioria dos países e o aumento das economias pessoais estão a alimentar um ressurgimento da procura”, avançando a IATA que” o número de passageiros atinja 83% dos níveis pré-pandemia em 2022”.

“As companhias aéreas são resilientes. As pessoas estão a voar em números cada vez maiores e os lucros estão no horizonte para 2023”, admite Willie Walsh, diretor-geral da IATA, salientando que este “é um momento de otimismo, mesmo que ainda existam desafios relacionados com custos, principalmente combustível, e algumas restrições persistentes em alguns mercados-chave”.

De acordo com as estimativas da IATA, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Já no que diz respeito aos voos a operar ao longo deste ano, as expectativas é de que cheguem aos 33,8 milhões, correspondendo a 86,9% dos níveis de 2019 quando se realizaram 38,9 milhões de voos.

No que toca às receitas provenientes dos passageiros, estas devem ser responsáveis por 498 mil milhões de dólares (cerca de 475 mil milhões de euros) das receitas globais da indústria, o que significa mais do dobro dos 239 mil milhões de dólares gerados em 2021.

A análise prevê ainda que o número de reservas de passageiros deve alcançar a 3,8 mil milhões, com a receita de passageiro por quilómetros (RPK) a crescer 97,6% em relação a 2021, atingindo 82,4% do tráfego de 2019. À medida que a procura aumenta com a flexibilização das restrições de viagens, a IATA espera que as receitas aumentem 5,6%.

Receitas aumentam, mas os custos também
Mas se as receitas aumentam, também os custos irão registar uma curva ascendente, estimando a IATA que possam atingir os 796 mil milhões de dólares (cerca de 758 mil milhões de euros), representando um aumento de 44% face a 2021.

Para tal, é imputado aos combustíveis um valor na ordem dos 192 mil milhões de dólares (cerca de 183 mil milhões de euros), em 2022, correspondendo a 24% dos custos totais (+19% face a 2021). Estas contas têm por base um preço médio do barril de Brent de 101 dólares (cerca de 97 euros) e de 125 dólares (cerca de 120 euros) para o jet fuel.

Globalmente, a IATA prevê que as companhias aéreas consumam 321 mil milhões de litros de combustível, em 2022, o que compara com os 359 mil milhões de litros de 2019.

De acordo com a IATA, “a guerra na Ucrânia mantém os preços do Brent em alta”, com o combustível a representar cerca de um quarto dos custos em 2022. “Uma característica particular do mercado de combustíveis deste ano é o alto spread entre os preços do petróleo bruto e do combustível de aviação”, destaca a IATA, salientando que esta diferença permanece “bem acima das normas históricas, principalmente devido a restrições de capacidade nas refinarias”.

Já quanto aos custos com pessoal, aparecendo em segundo lugar nos custos operacionais, o emprego direto deverá atingir os 2,7 milhões, correspondendo a uma subida de 4,3% face a 2021, “à medida que a indústria recupera do declínio significativo de 2022”.

A IATA considera que o tempo para recrutar, formar, proceder às verificações completas de segurança e realizar os processos necessários antes que o pessoal se encontre em condições de exercer quaisquer funções “representa um desafio para a indústria em 2022”, antevendo que, nalguns casos, ”estes atrasos no recrutamento poderão atuar como uma restrição à capacidade de uma companhia aérea atender às exigências e necessidades dos passageiros”.

Américas lideram recuperação
A IATA espera que a América do Norte continue a ser a região com “melhor desempenho” e a “única região a regressar aos resultados positivos em 2022”. Apoiado pelo grande mercado doméstico dos EUA e pela reabertura de mercados internacionais, incluindo o Atlântico Norte, o lucro líquido deverá atingir os 8,8 mil milhões de dólares, em 2022, estiando que a procura atinja 95% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 99,5%.

Na Europa, a guerra na Ucrânia continuará a perturbar os padrões de viagens no continente e entre a Europa e a Ásia-Pacífico. No entanto, não se espera que a guerra faça descarrilar a recuperação das viagens, com a região a aproximar-se dos lucros em 2022, com uma perda líquida prevista de 3,9 mil milhões de dólares. Já quando à procura, as previsões apontam para que atinja 82,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 90%.

Para as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico, as restrições de viagem duradouras (principalmente na China), juntamente com uma distribuição desigual de vacinas, viram a região atrasar-se na recuperação. À medida que as restrições diminuem, espera-se que a procura por viagens “aumente rapidamente”. Prevê-se que as perdas líquidas, em 2022, caiam para os 8,9 mil milhões de dólares, enquanto a procura atinja 73,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 81,5%.

Os volumes de tráfego na América Latina registaram uma recuperação robusta em 2021, apoiados pelos mercados domésticos e relativamente menos restrições de viagem em muitos países. As perspectivas financeiras para algumas companhias aéreas, no entanto, permanecem frágeis e a região deve registar um prejuízo líquido de 3,2 mil milhões de dólares este ano. Espera-se que a procura atinja 94,2% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 93,2%.

No Oriente Médio, a reabertura deste ano a rotas internacionais e voos de longa distância em particular será um impulso bem-vindo para muitos. Em toda a região, as perdas líquidas devem diminuir para 1,9 mil milhões de dólares em 2022, contra uma perda de 4,7 mil milhões no ano passado. Quanto à procura, espera-se que atinja 79,1% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 80,5%.

Finalmente, no continente africano, as taxas de vacinação mais baixas prejudicaram a recuperação das viagens aéreas da região até o momento. No entanto, é provável que alguma recuperação ocorra este ano, o que contribuirá para um melhor desempenho financeiro. Prevê-se que as perdas líquidas sejam de 700 milhões de dólares, em 2022, e que a procura atinja 72% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 75,2%.

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Finnair coloca avião A320 da DAT a operar rota de Lisboa no verão

A Finnair anunciou que, este verão, a rota Lisboa/Helsínquia vai ser operada por um avião A320 da DAT, companhia aérea dinamarquesa que assegura a operação entre julho e outubro.

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A Finnair anunciou que, este verão, a rota Lisboa/Helsínquia vai ser operada por um avião A320 da DAT, que assegura a operação entre julho e outubro, informou a companhia aérea finlandesa num comunicado enviado à imprensa.

“O equipamento e a tripulação destes voos pertencem à DAT mas os voos têm o conceito de serviço da Finnair”, lê-se no comunicado da companhia aérea, que explica que, além da rota para a capital portuguesa, o avião da DAT vai também operar as rotas da Finnair entre Helsínquia e Copenhaga, em junho, e Helsínquia e Oulu, também de julho a outubro.

Segundo a Finnair, companhia aérea que em Portugal é representada pela APG Portugal, “esta operação com a DAT permite cumprir o objetivo da Finnair de garantir operações estáveis e fiáveis no movimentado período de verão”.

A Finnair diz ainda que os passageiros com reserva para voos nestas rotas vão receber uma mensagem sobre a alteração, sendo que, caso pretendam alterar a sua reserva, devem contactar o serviço de apoio ao cliente da companhia aérea.

Recorde-se que a DAT é uma companhia aérea dinamarquesa que opera rotas regionais na Dinamarca, Noruega, Itália, Alemanha e Finlândia, providenciando também serviços charters e ACMI.

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Grupo SATA revela crescimento de 57% o ano passado

O grupo SATA registou, em 2021 uma receita consolidada de mais de 186 milhões de euros, o que se traduz num crescimento de 57,2% face ao ano anterior. Quando comparado o ano pré-pandémico de 2019, a quebra na receita registada situou-se em cerca de 47 milhões de euros.

Constituído pela SATA Air Açores, SATA Azores Airlines e SATA Gestão de Aeródromos, “as perspetivas para 2022 são de otimismo moderado. O número de passageiros e a receita continuam a registar um forte crescimento”.

O grupo aéreo refere que “este é um crescimento entusiasmante, quando comparado com o setor da aviação na globalidade e em face das circunstâncias, ainda bastante adversas, no ano”, uma vez que “continuou a ser marcado pela pandemia covid-19, com particular incidência no primeiro semestre, e as receitas no sector da aviação global continuaram sobre enorme pressão”. Em nota de imprensa, o grupo SATA anuncia que, em 2021, o crescimento dos custos operacionais consolidados foi limitado a +21,5%, “pressionados pelas medidas de combate à pandemia, por custos de restruturação e pela modernização de processos internos que gerarão poupanças futuras”.

Como consequência, “mesmo perante um clima de instabilidade permanente da procura e de um ambiente de mobilidade particularmente adverso”, o grupo fechou o ano com um EBITDA (Resultados Operacionais antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações) de 5,7 milhões de euros, positivo pela primeira vez nos últimos cinco anos.

O resultado líquido consolidado melhorou, no ano em análise, em mais de 30 milhões de euros para um valor de -57,4 milhões de euros. Apesar da melhoria substancial, os resultados líquidos continuam em terreno negativo.

No que diz respeito às companhias aéreas, a SATA Air Açores, apresentou um crescimento de lugares utilizados de 75% em relação ao ano anterior, tendo ficado apenas cerca de 17% abaixo de 2019. Este comportamento resultou num crescimento de Receitas correntes de 18,8%, beneficiando de uma maior resiliência do tráfego doméstico, potenciado pela introdução, em junho, da Tarifa Açores.

Por sua vez, a SATA Azores Airlines apresentou um forte crescimento de receitas correntes de 78,2%, resultado de um crescimento de tráfego de 113%, mais do dobro do ano anterior. O tráfego medido em receitas/passageiro/km ainda ficou 42,2% abaixo de 2019, mas “compara favoravelmente com a indústria global, que ficou 75,5% abaixo de 2019 (IATA)”, refere o grupo aéreo de origem açoriana.

“O crescimento significativo da receita na Azores Airlines muito acima da média da indústria, resulta de uma transformação comercial estruturante que inclui a contínua estabilização e promoção da rede, o trabalho próximo com parceiros, a alavancagem do destino Açores e melhores capacidades técnicas de gestão de receita”, destaca a nota de imprensa.

Luís Rodrigues, presidente do grupo SATA, citado no comunicado, caraterizou o ano de 2021 como “turbulento e animador, tendo em conta o elevado crescimento e início da recuperação pontuado pela instabilidade provocada pelas sucessivas vagas de covid-19 que o condicionaram, mas que não impediram a continuação do processo de transformação organizacional e empresarial que se encontra em curso”.

O gestor sublinha que o ano ficou igualmente marcado “pela interação com o acionista e a Comissão Europeia com vista à aprovação do Plano de Restruturação entregue em fevereiro, o que se veio a verificar no início de junho 2022”.

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IATA: Procura internacional acelera recuperação das viagens aéreas em abril

Em abril, a procura global por viagens aéreas aumentou 78,7%, apesar da guerra na Ucrânia e das restrições às viagens que continuam a existir na China, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

Inês de Matos

Em abril, a procura global por viagens aéreas aumentou 78,7% em relação a abril de 2021, principalmente devido à procura internacional, avança a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que diz que a procura retomou, no quarto mês do ano, a tendência de recuperação, apesar da guerra na Ucrânia e das restrições às viagens que continuam a existir na China.

Apesar da recuperação da procura internacional, a procura por viagens domésticas caiu 1,0% em abril, contrariando o aumento de 10,6% que tinha sido apurado no mês anterior, o que, explica a IATA, foi impulsionado “pelas contínuas restrições de viagens na China, onde o tráfego doméstico caiu 80,8%”.

Face a igual mês de 2019, o último ano antes da pandemia da COVID-19, o tráfego doméstico apresentou uma descida de 25,8%, acrescenta a IATA, num comunicado divulgado esta quinta-feira, 9 de junho.

Já a procura internacional aumentou 331,9% em abril, existindo várias regiões no mundo onde este indicador já ultrapassou os valores de 2019, como a Europa, Médio Oriente, América do Norte e América Central.

Apesar da forte subida registada na procura internacional em abril, a IATA diz que, em comparação com igual mês de 2019, continua a existir uma descida de 43,4%.

“Com o levantamento de muitas restrições nas fronteiras, estamos a assistir a um aumento há muito esperado nas reservas, à medida que as pessoas procuram compensar dois anos de oportunidades de viagem perdidas. Os dados de abril são motivo de otimismo em quase todos os mercados, exceto na China, que continua a restringir severamente as viagens”, congratula-se Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

Por regiões, o destaque vai para a Europa, que foi a região do mundo onde o tráfego internacional mais cresceu em abril, com uma subida de 480,0% face a abril de 2021, acima do crescimento de 434,3% que tinha sido apurado em março. Na Europa, a capacidade subiu 233,5%, enquanto o load factor aumentou 33,7 pontos percentuais, para 79,4%.

Na Ásia-Pacífico o crescimento foi igualmente assinalável, uma vez que, nesta região, o tráfego internacional aumentou 290,8% em abril, também acima do crescimento de 197,2% que tinha sido contabilizado em março. Já a capacidade subiu 88,6% e o load factor cresceu 34,6 pontos percentuais, chegando aos 66,8%, mantendo-se, contudo, como o mais baixo entre todas as regiões.

No Médio Oriente, abril também trouxe um forte crescimento do tráfego internacional, que subiu 265,0%, igualmente acima da subida de 252,7% que tinha sido registada em março. A capacidade aumentou ainda 101,0%, enquanto o load factor cresceu 32,2 pontos percentuais, para 71,7%.

Na América Latina, o tráfego internacional de abril subiu 263,2%, mais uma vez acima do crescimento de 241,2% apurado em março. Já a capacidade aumentou 189,1% e o load factor subiu 16,8 pontos percentuais, fixando-se nos 82,3%, o mais alto entre todas as regiões pelo 19.º mês consecutivo.

Na América do Norte, o aumento do tráfego internacional foi de 230,2% em abril, ligeiramente acima do crescimento de 227,9% que tinha sido apurado em março. Já a capacidade aumentou 98,5% e o load factor cresceu 31,6 pontos percentuais, para 79,3%.

Já África foi a região onde o tráfego internacional menos cresceu, subindo 116.2%, ainda assim acima do aumento de  93,3% que tinha sido contabilizado em março. Já a capacidade cresceu 65,7% e o load factor aumentou 15,7 pontos percentuais, para 67,3%.

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Inês de Matos

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Qatar Airways abre nova rota para Santorini e retoma voos para Mykonos

Companhia aérea do Qatar inaugurou terça-feira, 7 de junho, uma nova rota com três voos por semana para Santorini, retomou os voos para Mykonos e passou Atenas para dois voos diários.

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A Qatar Airways  iniciou esta terça-feira, 7 de junho, uma nova rota para Santorini e retomou os voos para Mykonos, operações que, segundo a companhia aérea, pretendem tornar mais fáceis as viagens dos turistas que pretendem viajar para as ilhas gregas.

De acordo com um comunicado da Qatar Airways, a rota para Santorini é operada três vezes por semana num avião A320, com 12 lugares em classe executiva e 132 em económica, e a inauguração dos voos foi assinalada com um menu especial a bordo, dedicado à gastronomia grega.

“O destino insular une-se a Atenas e Mykonos para se tornar na terceira porta de entrada grega a ser servida pela transportadora nacional do Estado do Qatar”, sublinha a companhia aérea no comunicado divulgado esta terça-feira.

Além da nova rota para Santorini, a Qatar Airways retomou ainda, a 3 de junho, os voos para Mykonos, outra das mais conhecidas ilhas gregas, que passa a contar com quatro voos por semana da Qatar Airways, enquanto os voos para Atenas passam a contar com duas frequências diárias.

“As ilhas gregas são um destino turístico líder e um mercado importante para a Qatar Airways. Há um grande interesse de toda a nossa rede por voos para Santorini, especificamente no segmento de lazer. Temos o compromisso de oferecer aos nossos passageiros o maior número possível de opções de conexão únicas e perfeitas”, explica Akbar Al Baker, CEO da Qatar Airways.

 

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Governo dos Açores diz que privatização da Azores Airlines “pode ser uma virtude”

Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, confirma que a Comissão Europeia exigiu a privatização de até 51% do capital da Azores Airlines para aprovar o plano de reestruturação da transportadora e as ajudas estatais.

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O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, considera que a privatização da Azores Airlines, a companhia internacional do grupo SATA, “pode ser uma virtude” e afirmou que a abertura de 51% da companhia aérea ao capital social privado “não é um problema”.

“A região pode sempre manter os 49%. Nessa matéria, até por razões doutrinárias, o nosso entendimento é que o capital social privado não é um problema. Pode ser uma virtude”, declarou José Manuel Bolieiro, numa conferência de imprensa em que esteve acompanhado pelos secretários regionais da Mobilidade e Finanças e pelo presidente do grupo SATA, Luís Rodrigues.

Segundo a Lusa, o presidente do executivo açoriano confirmou nesta conferência de imprensa que a Comissão Europeia colocou como “exigência” a privatização até 51% do capital social da Azores Airlines para aprovar o plano de reestruturação da transportadora e as ajudas conferidas à SATA pelo Estado português.

Sobre a exigência de alienação de 51% do capital social da companhia aérea, José Manuel Bolieiro afirmou ainda que, por enquanto, está “tudo em aberto e em progresso” e que o processo vai agora ser estudado.

“Vamos estudá-lo [o processo de privatização] e vamos fazê-lo com diálogo, com concertação e na melhor defesa dos interesses da SATA, da região, dos Açores e dos açorianos”, garantiu o presidente do Governo Regional dos Açores, considerando que, nesta fase, as questões sobre a alienação são “eventualmente intempestivas”.

José Manuel Bolieiro reiterou que “em caso algum vai existir um processo de despedimento coletivo”, lembrando que tal foi definido pela administração da empresa “desde a primeira hora” da elaboração do Plano de Reestruturação.

O governante regional falou ainda sobre a “paz social” que tem existido nas negociações internas no grupo SATA para a redução de despesas e lembrou que a “SATA está proibida de envolver-se em negócios ruinosos”, assim como a “região está proibida de entrar com dinheiro dos contribuintes para pagar negócios ruinosos”.

José Manuel Bolieiro rejeitou ainda que as ligações entre os Açores a diáspora na América do Norte sejam afetadas pela proibição da companhia aérea realizar rotas deficitárias, garantindo que “o negócio é que vai fundamentar a opção das rotas”.

“Parece que estamos a tomar decisões por via administrativa. É o negócio é que vai fundamentar a opção das rotas. O negócio tem de ser rentável. E o nosso compromisso, e o conhecimento que temos, é que na ligação com a diáspora o negócio é sustentável”, garantiu.

Recorde-se que a Comissão Europeia aprovou esta terça-feira, 7 de junho, a ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea SATA, de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo ‘remédios’ como uma reorganização da estrutura empresarial.

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Custos de combustível e valorização do dólar dificultam reestruturação da TAP

Apesar de admitir que existem obstáculos à reestruturação da TAP, Christine Ourmières-Widener mostra-se “cuidadosamente otimista” em relação ao futuro da companhia aérea nacional.

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A CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, admitiu esta terça-feira, 7 de junho, que o custo mais elevado do combustível e a valorização do dólar americano (USD) são obstáculos que tornam mais difícil a realização do plano de reestruturação da companhia aérea de bandeira nacional.

De acordo com a responsável, que foi ouvida na tarde desta terça-feira, 7 de junho, na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação da Assembleia da República, “os custos de combustível mais elevados e a valorização do USD são obstáculos que tornam mais difícil a realização do plano”.

Christine Ourmières-Widener especificou que os custos estimados com combustível são cerca de 300 milhões de euros superiores ao anteriormente previsto e 200 milhões superiores a 2019.

No entanto, a CEO da TAP reiterou que, apesar dos desafios, a sustentabilidade e sobrevivência da companhia aérea nacional são “absolutamente possíveis”, considerando que aquilo que a transportadora não pode fazer é “comprometer o futuro a longo prazo para resultados a curto prazo”.

“Estamos cuidadosamente otimistas”, acrescentou Christine Ourmières-Widener.

Recorde-se que, âmbito do plano de reestruturação de que a TAP está a ser alvo, a Comissão Europeia impôs, entre outras medidas, que a companhia aérea não pode pedir apoio financeiro adicional ao Governo durante os próximos 10 anos, fique limitada a uma frota de 99 aviões, liberte 18 faixas horárias (‘slots’) no aeroporto de Lisboa e que aliene ou feche ativos não essenciais.

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