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Costa Cruzeiros com novo ‘pricing’ para Portugal

A Costa Cruzeiros passa a disponibilizar quatro tarifas distintas, nomeadamente Deluxe, Confort Premium, Confort Classic e Basic.

Inês de Matos
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Costa Cruzeiros com novo ‘pricing’ para Portugal

A Costa Cruzeiros passa a disponibilizar quatro tarifas distintas, nomeadamente Deluxe, Confort Premium, Confort Classic e Basic.

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A Costa Cruzeiros apresentou esta quarta-feira, 17 de Maio, o novo sistema de tarifas que passa a vigorar no mercado português, através do qual a companhia pretende chegar aos vários tipos de público, oferecendo aos passageiros a possibilidade de viajarem “com preços controlados logo à partida”, segundo Jorge Carreiras, director-geral da Line C, representante da Costa Cruzeiros em Portugal.

“É um pricing que já foi ensaiado por outros mercados e que vai ao encontro de uma necessidade do próprio público-alvo, que é, por um lado, ter à partida os custos controlados e, aqui, os preços têm uma evolução em crescendo”, explicou o responsável, durante a apresentação das novas tarifas, que decorreu no Hotel Mundial, em Lisboa.

Com este novo sistema de preços, a Costa Cruzeiros passa a disponibilizar quatro tarifas distintas, nomeadamente Deluxe, Confort Premium, Confort Classic e Basic, cujas diferenças se prendem essencialmente com o pacote de bebidas incluído, ainda que existam também diferenças ao nível dos camarotes.

“Temos vários patamares, entre o que não tem qualquer tipo de bebidas, que é o Basic, depois temos o Confort Classic que tem bebidas às refeições, o Confort Premium que tem o pacote de bebidas incluídas, não só às refeições, mas durante todo o cruzeiro e, depois, ainda temos a tarifa Deluxe, em que temos um pacote de bebidas Premium. Este pacote destina-se às categorias mais altas, nomeadamente às suites”, resumiu Jorge Carreira.

O novo sistema de preços já se encontra disponível desde o início deste mês de Maio e aplica-se a todos os cruzeiros da Costa para a temporada 2018, com excepção dos itinerários de Volta ao Mundo.

Com as novas tarifas, a Costa Cruzeiros espera incentivar as reservas antecipadas, uma vez que também a política de cancelamentos é alterada, passando a ser oferecida ao cliente a possibilidade de cancelar a reserva até 45 antes da partida, pagando uma penalização de apenas 50 euros, com excepção apenas da tarifa Basic.

“Essencialmente é isto, queremos reforçar os benefícios da reserva antecipada. O facto de penalizarmos pouco o cancelamento até 45 dias antes da partida, acaba por ser um conforto maior para essas pessoas”, acrescentou Jorge Carreiras.

 

 

Sobre o autorInês de Matos

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Publituris co-organiza conferência dedicada ao Enoturismo na BTL

O jornal Publituris co-organiza uma conferência dedicada ao universo do Enoturismo. Segmento cada vez mais importante na promoção de Portugal a nível internacional e vital na diferenciação que se quer para o destino, a conversa está marcada para dia 29 de fevereiro, na BTL, a partir das 16h30.

“Enoturismo – Um mundo de experiências” é o título da conferência que o jornal Publituris co-organiza em parceria com a Bolsa Turismo de Lisboa – BTL 2024, no próximo dia 29 de fevereiro, a partir das 16h30, no Auditório AVK.

Convidados para esta conferência estão Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; Pedro Valle Abrantes, Managing Partner da TryPor; Alexandra Leroy Maçanita, Events & Wine Tourism Manager da Fita Preta; Luís Santos, General Manager do Palácio Ludovice Wine Experience Hotel; e Ana Maria Lourenço, Public Relations do World of Wine (WoW).

Segundo dados do Turismo de Portugal, recolhidos no final de 2022, existem cerca de 458 unidades de Enoturismo, cujo concentração é maioritariamente no Norte, Centro e Alentejo.

A origem dos visitantes destas unidades é, na sua maioria, internacional (54,7%), com maior destaque para os EUA e o Brasil, que lideram o Top com uma quota de 19,2% e 16,1% respetivamente, seguidos dos mercados europeus do Reino Unido, Alemanha e França.

A UN Tourism (nova designação da OMT – Organização Mundial do Turismo) já identificou o Enoturismo como um pilar relevante para os países que possuem uma forte componente ligação ao universo do vinho, sendo este, também, um dos segmentos que o Turismo de Portugal tem vindo a promover interna, mas fundamentalmente, a nível externo.

Sobre o autorPublituris

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Travelplan promove Costa do Mar Negro para o verão

O operador turístico Travelplan está a promover no mercado um programa em voo especial direto para a Costa do Mar Negro, na Bulgária, à saída do Porto

Oito dias/sete noites com saídas da cidade do Porto às quartas-feiras, de 24 de julho a 4 de setembro, em voos especiais diretos, o operador turístico Travelplan está a promover a Costa do Mar Negro, na Bulgária, com preços desde 1.075 euros por pessoa, em alojamento duplo.

O preço de chamada tem a ver com alojamento no AluaSun Helios Beach, de três estrelas, em Obzor, em regime do tudo incluído. No entanto, o operador turístico sugere também unidades hoteleiras de quatro estrelas tanto em Obzor, em Sunny Beach como em Nessebar, todos na modalidade do tudo incluído, designadamente, Barceló Royal Beach, Sol Nessebar Bay & Mare Resort e Meliá Sunny Beach.

O valor do pacote inclui avião de ida e volta para Burgas, sete noites no regime indicado, transferes, seguro básico de viagem e taxas de aeroporto.

Refira-se que a costa búlgara no Mar Negro é muito atrativa pelas suas belas e longas praias de areia branca e cidades pitorescas como Varna e Burgas. É um destino ideal para se desligar da rotina e aproveitar as férias ao máximo.

Sobre o autorPublituris

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Distribuição

TUREP acaba de ganhar representação da Albania DMC Balcan Tour Operator em Portugal

A TUREP – Turismo Único Representações, dirigida por Luís Pinto, passa a representar, em Portugal, o operador DMC albanês – Albania DMC Balcan Tour Operator, que estará presente da BTL, de quarta a sexta-feira, no espaço 4B09, com o objetivo de manter encontros com operadores turísticos, agências de viagens DMC, de incentivos e de grupos, e dar a conhecer o destino.

O Albania DMC, que passa a ser representada no nosso país pela TUREP, é um operador especialista em serviços de MICE e lazer não só na Albânia como noutros países das Balcãs – Montenegro, Kosovo, Macedónia, Sérvia, Bósnia e Bulgária.

Refira-se que a TUREP – Turismo Único Representações, é uma empresa de representações turísticas de tour operadores, DMC, hotéis, centrais de reservas, destinos e organizações turísticas estrangeiras que desejam ampliar a sua presença e as suas operações no mercado de turismo emissor em Portugal e nos diversos países de língua portuguesa.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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Agências

Apostas da Airmet para 2024: Reforçar modelo de contratação e estar cada vez mais próxima das suas agências

Reforçar o modelo de contração, que começou a ensaiar em 2022, em que o rappel dos operadores é por agência de viagens e não por grupo, bem como estar cada vez mais próxima da sua rede com várias ações agendadas, são as grandes apostas da Airmet para 2024, ano em que prevê crescimento não só em lojas como em faturação, em busca da liderança em grupos de gestão em Portugal.

Luís Henriques, diretor geral da Airmet, revelou, esta sexta-feira, aos jornalistas, que 2023 foi “um ano entusiasmante” para as agências de viagens da rede de gestão. Embora sem contas ainda fechadas, já se sabe que ao nível dos seis fornecedores considerados premim que tinha, a rede cresceu 35%, tendo a subida ter sido ainda maior nos cinco operadores preferenciais. “2023 foi um ano muito bom para nós, como para todo o mercado. Sustentou a nossa estratégia e o nosso desejo e queremos continuá-lo este ano”, destacou, para avançar que “temos melhorado ao nível e fidelização e retenção de lojas”. E “a maioria foram entradas de agências novas”.

O responsável reforçou que “o aumento do preço médio, em cerca de 15% desde 2019, não tem inibido a compra, pelo contrário: a procura tem crescido todos os anos”, mas em 2024 “a dúvida é se todas as operações programadas vão ser todas efetivadas, até porque o problema das slots se vai manter”.

Ainda no ano passado houve uma grande aposta na capacitação das suas agências de viagens, tendo realizadas 90 horas de formação, das quais 60 certificadas, “cada vez mais uma aposta nossa”, seis “Momentos Airmet” para estar mais próxima possível da sua rede, em tecnologia cresceu em seis vertentes, melhorou a sua intranet e reforçou a equipa comercial, com Célia Castro a norte, Romeu Mendes do sul e com Sérgio Ramires, liderados por Suzana Fonseca, e Catarina Dias como assistente desta equipa.

Estar cada vez mais próxima das suas agências de viagens é mote desta rede, objetivo que é para manter em 2024, como visitas às lojas pelo menos quatro vezes por ano. O novo modelo de contratação, que começou a dar os seus primeiros passos, em 2022, e que permite uma maior rentabilidade às agências de viagens da rede, uma vez que o rappel é disponibilizado por agência e não por grupo, também cresceu, tendo passado de seis operadores premium para oito. São eles agora a Sonhando e Smytravel, W2M.Pro, Newblue, Icárion, Image Tours, Flexible Autos e Viagens Tempo.

No ano passado, os destinos mais vendidos, para além de Portugal, incluindo as ilhas e o Algarve, foram as Caraíbas (México, República Dominicana e Cuba) com a W2M, e Cabo Verde. Luís Henriques está seguro de que, “quanto maior a oferta para as Caraíbas, mais se vende”.

Em 2024, apesar do aumento do preço médio das viagens, que terá subido pelo menos 15%, dos conflitos armados e da instabilidade política, Luís Henriques afirma que “as vendas, a partir de meados de janeiro foram uma autêntica loucura, por isso “acreditamos que este ano será melhor do que 2023”, até porque a Airmet agora já conta com 419 agências de viagens ligadas ao grupo, contra 315 que tinha aquando da sua última convenção realizada em finais de março do ano passado, na Madeira.

Ao nível da formação, o objetivo é continuar com mais webinares, superar as 90 horas, promover pelo menos 12 famtrips exclusivas, ou seja, uma por mês, bem como capacitar também os gestores das agências de viagens, “um foco muito grande”, pois “achamos que faz muito sentido darmos mais ferramentas e formação aos gestores da nossa rede”, defendeu.

O grupo pretende ainda este ano reforçar e até aumentar o patamar do seu modelo de contratação, que até agora o rappel garantido é de 1% para vendas de produtos dos operadores turísticos premium, sem qualquer patamar mínimo de vendas. No entanto poderá chegar a 1,35%, consoante o volume de vendas de cada ponto de venda e não ao nível de toda a rede. Já em relação aos parceiros preferenciais, e à mesma com rappel de loja e não de grupo, requer-se um volume mínimo de vendas para a sua atribuição

“Permite maior rentabilidade da agência de viagens, que está cada vez mais madura, e ao mesmo tempo, clareza e transparência”, disse Luís Henriques, para acrescentar que “a panóplia destes oito parceiros é muito grande e com oferta abrangente” e este ano “identificámos alguns operadores específicos com produtos que não tínhamos, como a Sonhando, com charters de médio curso, e a Smytravel, com cruzeiros”.

Na proximidade com as agências de viagens que constituem este grupo de gestão, o responsável adiantou que, para além das ações de formação e, incluindo a convenção que terá lugar em finais de novembro, em princípio na ilha Terceira (Açores), estão previstas a participação em bloco na BTL, em fevereiro/março, reuniões nas quatro regiões do país, em abril, “Airmet sem fronteiras” com as famílias da rede, em maio, celebrações do aniversário em julho, segunda edição do campeonato de kart em setembro, “Airmet Summit, em outubro, para capacitação dos gestores das agências de viagens, e terminar com a festa de Natal Airmet.

Em termos de tecnologia, a sua plataforma “book&go”, em hotelaria apenas, vai ser mais abrangente a partir de abril, revelou ainda Luís Henriques, em conferência de imprensa.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Turismo

Obrigado, André Jordan

Faleceu esta sexta-feira, 9 de fevereiro, o empresário André Jordan. Ao longo dos 90 anos que esteve entre nós, ficou conhecido por ser o “Pai do Turismo” em Portugal. Em 2007 foi distinguido com o “Prémio Carreira” nos “Portugal Travel Awards” do Publituris, ano em que foi diretor convidado da edição 1.000 do jornal.

Publituris

Nasceu a 10 de setembro de 1933, em Lwów (antes Polónia e agora Ucrânia) de onde partiu para fugir ao regime Nazi que invadiria o país, em 1939, dando início à II Guerra Mundial.

Fundador, idealizador e promotor dos empreendimentos Quinta do Lago, Belas Clube de Campo, Vilamoura XXI, entre outros, foi considerado, em 2014, uma das 12 personalidades mais influentes no turismo a nível mundial.

Na última entrevista dada à PUBLITURIS HOTELARIA, em março de 2021, André Jordan afirmaria que “o país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o país”.

O PUBLITURIS presta homenagem a André Jordan, precisamente, com a republicação dessa última entrevista.

Até sempre e obrigado André Jordan!

“O país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o turismo”

O empresário André Jordan analisa a atual conjuntura e defende a promoção como medida urgente para a retoma do turismo nacional. A descida do IVA para 10% para todo o setor ou a criação de um Conselho Consultivo do Turismo também ficam em cima da mesa.

“Eu, que ando há muitos anos por aí, não me lembro de nenhuma situação assim em lugar nenhum”. O desabafo é feito por André Jordan, a propósito da atual conjuntura pandémica que amordaçou o turismo. Os muitos anos a que se refere, são 87 de uma vida feita de somas: de países, projetos, cargos, empresas, distinções e prémios. E de histórias que foram compiladas em 2019 num pesado livro de quase 800 páginas que exige ser segurado por duas mãos. “Uma viagem pela vida” foi reeditado no ano passado, porque, afinal, há sempre mais uma palavra a acrescentar, e as de André Jordan não se esgotam. E de entre tudo o que é, é também um exímio conversador. Discorre com facilidade pelos caminhos da memória e não há pergunta que não o faça revisitar uma história que o guia a outra e facilmente atracamos num destino longe da partida. Das suas quase nove décadas de vida, que começaram na Polónia, fazem parte mais de 30 cargos relevantes, cuidadosamente enumerados no seu currículo oficial. Desta longa lista, não consta o título informal pelo qual mais é conhecido: o de pai do turismo português. Deu vida à Quinta do Lago, ao Vilamoura XXI, a nove campos de golfe e ao Belas Clube de Campo. É neste último que se encontra na tarde desta conversa, realizada à distância e com os computadores a servirem de intermediários. Cenário diferente do vivido em 1974, ano em que deu a primeira entrevista em Portugal, ao Publituris, conduzida pelo seu fundador, o falecido jornalista Nuno Rocha.

Apesar das imposições tecnológicas, a sua companhia é acolhedora. “Estou olhando as janelas aqui à volta da minha sala e só vejo verde”, conta, com a melodia brasileira na voz, que nunca perdeu, orgulhoso do Belas Clube de Campo, no concelho de Sintra, que diz ser simbiose perfeita entre a vida urbana de Lisboa que está a dois passos e a tranquilidade da natureza.

A atualidade foi o tema de conversa. Apostar e aprimorar a promoção do país são estratégias urgentes. A baixa do IVA para todo o setor ou a criação de um Conselho Consultivo do Turismo foram outras ideias deixadas em cima da mesa. Isto porque, para salvar o turismo é preciso ouvir quem dele perceba, defende.

Que impacto terá a pandemia na forma como se faz turismo no mundo?
Também estou muito interessado em saber a resposta (risos). Estamos perante uma situação sem precedentes, em relação a um inimigo oculto. O turismo é a vítima inocente de todas as crises mundiais, é sempre o primeiro afetado. Penso que vai haver um surto de uma ilusão realista; vão aparecer muitas pessoas que querem viajar de repente e retomar a sua atividade turística. Mas mesmo que isto apareça com força, não significa que vá perdurar.

Teremos um ‘boom’ apenas momentâneo?
Uma explosão. Mas depois vai acalmar. Não há dúvida que muita gente está afetada economicamente e não vai ter meios para fazer turismo.

Acabou de ser aprovado o passaporte verde europeu. Considera que este é um instrumento fundamental para a retoma das viagens entre países?
Tudo o que for feito no sentido de haver um maior cuidado é importante. A existência deste passaporte faz uma certa pressão para as pessoas se vacinarem. Quem viaja sem passaporte será prejudicado na sua liberdade de movimento. Há dúvidas também sobre as vacinas, que ainda não têm um historial – não se sabe quanto tempo duram, qual o efeito que têm. É tudo um pouco duvidoso por enquanto. Por exemplo, esta situação em relação a uma das vacinas, que foi suspensa na Europa. E vem alguém dizer: ‘’Em Portugal está ótimo, ontem só morreram 90 pessoas” (risos). O ser humano passou a ser uma estatística.

Esta questão da AstraZeneca veio beliscar a confiança na vacinação…
Estou no grupo de risco. Tenho 87 anos e sou cardíaco. Estou à espera da Pfizer, porque não aceitaria que me dessem a AstraZeneca porque não é recomendada para pessoas velhas. Até agora não me chamaram.

Mas é também um cético nesta questão das vacinas.
A solução só chega no dia em que encontrarem uma cura. Claro que a vacinação pode prolongar o tempo de vida. Por exemplo, a poliomielite paralisava os membros inferiores e era uma verdadeira epidemia. Houve muita gente que passou a vida numa cadeira de rodas, como o presidente do Estados Unidos, Franklin Roosevelt. E a doença já foi completamente erradicada. Há algumas vacinas que acabaram com a doença.

Apelidou o Plano de Recuperação, desenhado pelo Professor António Costa e Silva, de tese académica. Qual é a sua opinião sobre as considerações relativas ao turismo apresentadas no documento?
Praticamente não há nada a respeito do turismo neste plano. Os economistas portugueses têm pena e vergonha que Portugal não seja a Alemanha, que não seja um país industrial a fabricar milhões de automóveis e de tecnologia. Somos um pequeno país e mais equilibrado do que se possa pensar; socialmente e até economicamente. Apesar de haver pobreza, não há miséria.

Que leitura faz da ação do governo relativamente ao turismo, neste último ano de pandemia? Os apoios têm sido ajustados?
Deram agora 300 milhões de euros para a área do turismo que é uma espécie de esmola. Não quero falar sobre este assunto, isto é uma situação pontual e as coisas têm de ser pagas e vão ser muito dificilmente pagas. Quando as moratórias acabarem vamos ver como é que isto fica. É preciso que o governo invista em promoção depois; agora, no auge da pandemia, não valia a pena.

Promoção e marketing
Sempre defendeu que a promoção do país é insuficiente.
A infraestrutura do turismo é muito boa, o que é fraco é o marketing e a promoção. Tem de haver uma promoção feita pelas empresas e não pelo governo, porque o governo não conhece o negócio do turístico. Quem o conhece é quem vive dele. Tivemos em Portugal um fenómeno económico muito interessante com números altos de turismo, mas rentabilidade quase inexistente. Isso criou uma ilusão. Dizermos que recebemos tantos milhões de turistas, mas depois o resultado desse movimento foi muito fraco porque sempre falhámos na promoção, sempre fizemos a promoção errada. Não criámos atrações para o turista com melhores meios económicos e não aproveitámos as potencialidades turísticas do país.

Proponho uma baixa do IVA para todo o setor turístico para 10% – para hotéis, restaurantes, rent-a-car, golfe etc. O país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o turismo. A não ser que não queira ter turismo. Há quem não queira.

O segmento do golfe pede que seja reposta a anterior taxa de 6% de IVA.
Sou mais a favor de haver uma baixa de IVA para todo setor turístico. E era preciso haver uma aceitação da importância do turismo para a economia do país. Grande parte do desenvolvimento dos Estados Unidos, por exemplo, é feita através do estímulo fiscal. Não só na indústria e no comércio, mas na cultura, educação, saúde… O instrumento para impulsionar o turismo é o IVA. Não é preciso o governo dar dinheiro, mas sim deixar o usar o dinheiro que o próprio turismo gera para a sua promoção e desenvolvimento. Sobre o golfe, acho que há uma grande necessidade de desenvolver o golfe nacional, com escolas, repartições públicas, militares… Não é caro e iria aumentar muito a sustentação do golfe a nível interno. Atualmente, isso não é possível.

Afirma que a responsabilidade da promoção do país cabe às empresas. Mas nos próximos tempos estarão fragilizadas e sem capital para fazer esta aposta…
Por isso é que proponho que possa ser utilizado metade do valor do IVA para programas de marketing e promoção. Aí não obriga o governo a aumentar a dívida e essa receita, aparentemente diminuída, vai voltar com o aumento do turismo. É preciso coragem para revalorizar o turismo. Se não o fizermos vamos ser destruídos pela guerra de preços.

É preciso olhar para o turismo com seriedade?
Há zonas simpáticas no interior do país e este turista e este mercado vão acabar por se encontrar. Precisamos de ter um determinado volume de receitas para que isso seja significativo para a economia do país, para o emprego e para criar empresas fortes. O turismo nunca foi levado realmente a sério, sempre foi uma coisa assim meio envergonhada. O turismo é serviçal, há esse complexo que não há, por exemplo, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França, na Itália e em Espanha, que investem pesadamente no turismo.

Acusou o Turismo de Portugal de estar mais preocupado com as estatísticas e não avaliar o verdadeiro impacto económico que o turismo representa. É uma estratégia que deve mudar?
Quando o Turismo de Portugal faz um filme de promoção com locais maravilhosos de Portugal, só há um problema: são todos inacessíveis, ninguém consegue chegar lá no alto da montanha ou na praia deserta num canto qualquer (risos). Isso é muito bonito mas o Turismo de Portugal deve promover Portugal e os empresários devem promover o produto.

Estes últimos anos de crescimento foram uma oportunidade desperdiçada, nesta ótica da promoção?
Concordo. Devíamos, nessa altura, ter feito um trabalho das empresas com o governo e ter promovido a qualidade do turismo, a qualidade do produto para atrair, na retoma, um cliente mais sofisticado e mais exigente. Portugal foi eleito – de verdade, não é naqueles prémios que não são bem independentes – como segundo melhor destino para viver no mundo. E temos de saber aproveitar, transformar isso numa campanha.

Preços
Para nos sabermos vender ao mercado certo? Até agora Portugal é conhecido por ser bom e barato.
As pessoas descobriram que a relação qualidade/preço em Portugal é imbatível. O Alojamento Local é um brinco; limpo, de boa qualidade, com móveis corretos, etc. Se for para a Áustria ou para Alemanha [o AL] é uma porcaria. Não há qualidade nem atração nenhuma. O português é muito caprichoso, gosta de fazer as coisas corretas, simpáticas e limpas.

É difícil comer mal e dormir mal em Portugal.
É impossível comer mal em Portugal a não ser nos hospitais (risos).

Falou do perigo de sermos destruídos pela guerra de preços.
Já tivemos isso em Portugal. Em várias épocas de crise a recuperação foi com a guerra de preços. Quando Adolfo Mesquita Nunes era secretário de Estado do Turismo, começaram a convidar a imprensa estrangeira para vir cá. Vieram todos. Deram a passagem e pagaram a hospedagem e veio o mundo inteiro, bons e maus. Há uns que disseram que escreviam para um jornaleco qualquer e vieram cá também (risos). Vi dezenas de publicações e nenhuma deixou de frisar o facto de Portugal ser barato. Isto foi muito prejudicial.

Como é que se começa a despir esta capa do preço baixo para atrair um segmento mais alto?
Precisamos de agências de marketing e de promoção de alta qualidade. Não se pode comprar publicidade ou marketing barato, porque o barato sai caro: eles não têm qualidade nem acesso aos meios, é dinheiro deitado fora. É preciso criar eventos de qualidade, de nível, a área desportiva é muito atraente, temos condições desportivas naturais para atrair ténis, golfe, caça, iatismo, etc. Criar eventos de participação. Porque eventos de assistência vai ser mais difícil; infelizmente o MICE vai ser difícil. As empresas descobriram que não precisam de fazer aqueles congressos que deslocam centenas de pessoas durante dois ou três dias. Este segmento vai sofrer muito. Por exemplo, numa prova de competição desportiva, todos os dias, nos vários países, estão ser comunicados, na comunicação social, os resultados. É uma forma de utilizar o próprio atleta e a sua presença para promover Portugal no país dele.

Os eventos são o único gatilho possível para elevar o segmento do turista que atraímos?
Temos de ir também pela cultura – já defendi a construção do Museu dos Descobrimentos várias vezes. Temos alguns museus contemporâneos muito bons. O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, é uma grande atração e que tem uma altíssima qualidade. Eventos musicais. E temos de contratar agências e pessoas que nos ajudem a pensar nesta promoção e que nos ajudem a perceber o que é que temos de fazer. Sou a favor da criação de um Conselho Consultivo de Promoção Turística que reúna pessoas não só ligadas ao turismo, mas também pessoas da aviação, do desporto, do comércio de luxo, que nos venham ajudar a pensar na promoção do turismo.

Pessoas de fora do país?
De dentro e de fora. Temos um português que foi presidente da Publicis Groupe, que é uma das maiores agências do mundo, e que é apaixonado pelo turismo. Nunca ninguém falou com ele. Há pessoas que têm muito a contribuir, a nível de criatividade, e não só,e que não são convocadas nem ouvidas.

Potencial e crescimento
Defendeu, em tempos, a criação de um Ministério do Turismo. Mantém esta opinião?
Um Ministério do Turismo iria ajudar, principalmente, porque transmitiria aos outros ministérios a visão e o interesse do turismo, que eles não têm. Basta ver como o professor António Costa e Silva ignorou o turismo, por que não sabe o que é o turismo. Essa coisa do turismo de qualidade é uma coisa que ainda ninguém percebeu.

As Secretarias de Estado não se têm sabido posicionar?
Não vou dizer que não têm estado à altura, mas não há uma estratégia e não há apoio de verdadeiros profissionais de marketing, de promoção e de hotelaria. Por isso é que defendo a criação deste Conselho. Seria útil à própria Secretaria de Estado, teria o apoio de um grupo especializado. É preciso lembrar uma coisa: o turismo é um negócio de grande importância para o país e temos de o tratar desta forma.

Depois da última crise, o setor cresceu exponencialmente. Que diferenças assinala entre a conjuntura atual e esta última crise?
São duas crises completamente diferentes. A anterior foi uma crise económica e financeira, não parou o turismo – diminuiu, mas não parou. Esta paralisou o turismo por imposição dos próprios governos. Eu, que ando há muitos anos por aí, não me lembro de nenhuma situação assim em lugar nenhum. Portugal tem todas as condições para ser bom, mas tem de aspirar a outro nível. Não sou contra o turismo barato, mas não é economicamente viável.

Dispomos de oferta hoteleira para este segmento mais alto?
Absolutamente. Portugal não quer sheiks árabes. Não precisamos de bilionários que querem suites de mil metros quadrados. Um piloto de uma grande companhia aérea, um médico de sucesso, um engenheiro. Esse é o nosso turista, de boa situação financeira. E que gosta de Portugal porque é discreto e sóbrio, que tem bom clima. Para este mercado os hotéis são absolutamente aceitáveis, têm bom serviço, têm conforto. Não têm é torneiras de ouro e essas coisas. Nós temos a infraestrutura.

Vê a Comporta como um possível destino para este segmento?
Não conheço a estratégia, não posso opinar. A Comporta já não é uma zona com potencial, é hoje uma empresa e um negócio que tem os seus parâmetros, que desconheço. Mas penso que é uma zona muito atraente e que tem uma promoção muito longa, que durou muitos anos, com personalidades como o Christian Louboutin que pouco a pouco foi atraindo uma clientela para a Comporta. A Comporta tem o seu futuro, com certeza. Mas não posso opinar sobre o ‘business plan’, não conheço.

Que outros destinos têm potencial?
Como empresa e grupo, estamos dedicados a um conceito que demorou a atingir a maturidade. O Belas Clube de Campo é uma combinação do urbano com a natureza. Agora com a pandemia o mercado vem mais ao nosso encontro. O Alentejo e o Ribatejo, têm futuro, bem como Almada.

Ainda ninguém olhou para a margem sul de Lisboa com olhos de ver?
Almada tem um projeto do arquiteto Fonseca Ferreira que salvou Lisboa, porque a cidade estava no caminho para ser ocupada de uma forma selvagem. Ele fez um masterplan para Almada, dos antigos estaleiros com uma grande marina, muito atraente. Mas não chegou ainda o momento. Para já, a prioridade é potenciar a mudança das empresas e dos empresários para Portugal, e é preciso compatibilizar a habitação de nível com a habitação subsidiada para os trabalhadores e para as pessoas que não têm capacidade para pagar.

No Algarve, por exemplo. Não há habitação para os trabalhadores.
Não há margem de lucro suficiente para construir habitação para os trabalhadores, não compensa. Tem de ser algo subsidiado pelo governo, tem de haver um acordo entre o setor privado e o setor público de gerar habitação para as classes trabalhadoras.

O turismo residencial é outro dos eixos que defende para o futuro do setor. Como vê as novas regras aprovadas sobre os ‘golden visa’, que visam migrar o investimento imobiliário para o interior e ilhas?
(risos) Isso parte do princípio que as pessoas vêm para Portugal para se esconder. Eles não vêm para se esconder, vêm para viver numa comunidade compatível com o seu estilo de vida. Haverá um ou outro que vai para o interior, mas a maioria não irá. Isso vai acabar com os vistos dourados e é uma falha.

O Porto tem sido o destino com maior crescimento nos últimos anos. Como olha para este crescimento?
O Porto foi muito prejudicado até existir a autoestrada. Quando cheguei a Portugal, era muito complicado ir para o Porto, a estrada era muito má. O Porto tem tido um desenvolvimento muito positivo. A Casa da Música e Serralves são duas peças muito importantes. Nos últimos 10 a 15 anos tem tido um desenvolvimento muito elegante e interessante.

Aeroporto e TAP
Qual a sua opinião relativamente à construção do novo aeroporto complementar à Portela?
Não sou especialista, apesar de já ter sido administrador de uma companhia aérea na Argentina. Desde 1972, quando o governo emitiu um concurso para o projeto de um aeroporto em Rio Frio, tem-se discutido o novo aeroporto de Lisboa. Há 50 anos que andamos nisto. Quanto à necessidade de um novo aeroporto, também não sou especialista. Quando viajo vejo que há muitas horas mortas nas chegadas e nas partidas de Lisboa. A meio da tarde, entre a hora de almoço e o final da tarde não se vê um avião a chegar ou a sair. Não acho muito saudável ter um aeroporto a poluir o centro da cidade. Já morei mais do que uma vez em lugares onde quase que se podia tocar no avião. Tem de haver um consenso sobre a localização. Aonde? Também não sei dizer.

Nem o Montijo nem Alcochete seriam soluções viáveis?
Não sei. Claro que há uma vantagem comercial grande em ter o aeroporto perto da cidade, em pouco tempo chega-se ao hotel. Não é a melhor solução do ponto de vista da saúde e do ambiente.  Também não seria bom para o turismo se o aeroporto fosse muito longe, como em Alcochete, acho um bocado longe.

Então é mais favorável ao Montijo?
Se me convocassem para opinar, teria de estudar o assunto. Em Portugal temos um problema: falta de conhecimento e excesso de opinião. Se o turismo for prejudicado pela falta de possibilidade de viajar para Lisboa isso é muito preocupante.

Como vê a atual situação da TAP?
Não há dúvida de que a TAP é um retrato bastante interessante daquilo que é Portugal e os portugueses. A TAP tem comissárias de bordo veteranas, que eu conheço. É sempre uma situação engraçada, quando chego ao avião sou recebido com beijinhos. A TAP é um objeto de afeto e de carinho dos portugueses, até porque é uma excelente companhia em termos de segurança e de serviço – sobre o conforto, já não vou tão longe (risos). Sempre foi uma boa companhia. Da parte da população há uma visão um bocado emocional sobre a TAP. Não sei avaliar qual é o interesse nacional do ponto de vista do governo em ter uma companhia própria. O hub de Lisboa foi muito importante para o surto do turismo e principalmente em relação ao Brasil. O facto de ter sido gerida por uma administração brasileira permitiu que fossem criadas muitas ligações que trouxeram brasileiros a Lisboa. Isto foi tudo muito útil. Agora, se se justifica o investimento? Não sei dizer.

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Nortravel dá a conhecer programação de 2024 num ciclo de formação entre 19 e 22 de fevereiro

A Nortravel vai promover, entre 19 e 22 de fevereiro, um ciclo de formação que vai passar por Braga, Porto, Coimbra, Leiria e Lisboa, durante o qual o operador turístico vai dar a conhecer a sua programação para 2024.

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A Nortravel vai promover, entre 19 e 22 de fevereiro, um ciclo de formação que vai passar por Braga, Porto, Coimbra, Leiria e Lisboa, durante o qual o operador turístico vai dar a conhecer a sua programação para 2024.

De acordo com um comunicado enviado pela Nortravel à imprensa, nas cidades de Lisboa e Porto, o ciclo de formação vai contar com duas sessões, uma da parte da manhã e com pequeno-almoço incluído, e outra ao final da tarde, que contempla cocktail.

O ciclo de formação da Nortravel arranca no dia 19 de fevereiro, em Braga, com a sessão a decorrer no Hotel Meliá Braga, entre as 17h45 e as 20h00,  enquanto no dia seguinte, 20 de fevereiro, há duas formações no Porto, ambas no Hotel Vila Galé Porto. No Porto, a sessão da manhã decorre entre as 08h45 e as 11h00, enquanto da parte da tarde tem início pelas 17h45, encerrando pelas 20h00.

No dia 21 de fevereiro, a formação da Nortravel tem lugar em Coimbra, no Hotel Vila Galé Coimbra, decorrendo entre as 08h45 e as 11h00, enquanto da parte da tarde muda-se para Leiria, onde acontece entre as 17h45 e as 20h00, no Hotel Tryp Leiria.

Lisboa encerra o ciclo de formação da Nortravel e inclui duas sessões no dia 22 de fevereiro, a primeira entre as 08h45 e as 11h00, enquanto a segundo tem lugar das 17h45 às 20h00, ambas no VIP Executive Art’s Hotel.

Todas as sessões de formação promovidas pela Nortravel contam com pequeno-almoço ou cocktail, consoante decorram da parte da manhã ou ao final da tarde, e incluem ainda um momento de apresentação da programação de 2024.

No comunicado enviado à imprensa, o operador turístico alerta que as “inscrições são obrigatórias e os lugares limitados”, sendo aceite um máximo de dois participantes por agência.

As inscrições podem ser realizadas aqui.

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Destinos

Brasil recebeu 182 mil turistas portugueses em 2023

No ano passado, o número de turistas portugueses que visitou o Brasil aumentou 21% face ao ano anterior, colocando Portugal na sétima posição entre os principais mercados externos emissores de turistas para o Brasil, segundo Marcelo Freixo, presidente da Embratur.

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No ano passado, o Brasil recebeu 182 mil turistas portugueses, número que traduz um aumento de 21% face ao ano passado, segundo Marcelo Freixo, presidente da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional de Turismo.

De acordo com declarações do responsável à Lusa, Portugal foi o sétimo mercado emissor de turistas para o Brasil no ano passado, depois da Argentina (1,9 milhões de visitantes), Estados Unidos (668 mil), Chile (458,5 mil), Paraguai (424,5 mil), Uruguai (334,7 mil) e França (187,5 mil).

Os turistas internacionais foram responsáveis por receitas de 6,42 mil milhões de euros no Brasil, o que representa um novo recorde para o país e um crescimento anual de 41%, ficando este valor 1,5% acima do registado em 2014, ano em que o Brasil recebeu o Campeonato do Mundo de Futebol e que tinha sido o mais elevado registado na história do turismo brasileiro.

“Conseguimos um número muito surpreendente, até para nós mesmos”, sublinhou Marcelo Freixo, considerando que a entrada de Lula da Silva na presidência foi um dos fatores determinantes para os valores recordes.

De acordo com Marcelo Freixo, a nova conjuntura política no Brasil “foi muito favorável” para o trabalho da Embratur, pois representou o regresso do “Brasil da democracia, da sustentabilidade, o Brasil da cultura”.

“Era o Brasil que o mundo sentia saudade”, acrescentou o presidente da Embratur.

Recorde-se que o Brasil pretende chegar aos 10 milhões de turistas estrangeiros em quatro anos, depois de em 2023 ter acolhido quase seis milhões, mais 62,7% do que o registado em 2022.

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Hotelaria

Pestana abre 4.º hotel nos EUA

O maior grupo hoteleiro multinacional de origem portuguesa reforça a sua aposta nos EUA, mercado onde está presente há mais de uma década. Depois de Nova Iorque, onde conta com dois hotéis) e Miami, é a vez de Orlando (Flórida) receber mais um Pestana.

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O Pestana Hotel Group vai expandir a sua operação a mais uma cidade nos EUA. Depois de ter inaugurado, em 2013, o seu primeiro hotel em Miami, na zona de South Beach, com o Pestana Miami South Beach, um boutique hotel art déco, em 2020 foi a vez de abrir o Pestana Park Avenue, localizado no coração de Manhattan, nas proximidades do Empire State Building. No ano seguinte, em 2021, o grupo alcançou um marco significativo com a abertura do Pestana CR7 Times Square, que se tornou o hotel número 100 da cadeia hoteleira do Pestana Hotel Group.

Agora, o Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista, torna-se o 4.º hotel do grupo nos EUA, reforçando a presença do Pestana Hotel Group no continente americano, tornando-se na 109.ª unidade da cadeia hoteleira.

Com a aquisição desta nova unidade hoteleira em Lake Buena Vista, uma das zonas mais prestigiadas de Orlando, o Pestana Hotel Group reforça a sua presença nos EUA, aumentando para 500 o número total de quartos do grupo no mercado norte-americano.

José Roquette, Chief Development Officer (CDO) do Pestana Hotel Group destaca que “a abertura do Pestana Orlando Suites é mais um passo significativo na nossa estratégia de diversificação geográfica”.

Considerando que o mercado norte-americano “continua a ser um pilar estratégico para o Pestana Hotel Group”, José Roquette salienta que esta nova aquisição “é um reflexo vivo da nossa estratégia asset right, que se concentra em manter a propriedade dos ativos nos mercados com maior potencial reconhecido”, acrescentando ainda que “esta expansão não só reforça a presença global do Pestana Hotel Group, mas destaca o nosso crescimento contínuo e sustentado, que nos leva a estar hoje presentes em 16 países”.

O hotel Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista fica localizado a cerca de 15 minutos dos principais parques temáticos da Walt Disney World, da Universal Studios e do Sea World, bem como do importante Centros de Convenções de Orlando, um dos maiores dos EUA, mas também muito próximo dos melhores outlets, com inúmeras lojas e restaurantes.

O novo Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista oferece 127 suites com mais de 40 m2, vocacionado para viagens em família, constituindo, também, tendo em conta a sua localização privilegiada, próxima do Centro de Convenções, uma opção para viagens de negócios.

O hotel dispõe de várias comodidades incluindo restaurante, bar, jardim, piscina exterior, ginásio, business center e estacionamento.

Orlando é um dos destinos turísticos mais procurados nos EUA, depois de Nova Iorque e Las Vegas, sendo um dos destinos mais populares do mundo. Prevê-se que em 2025 possa vir a receber 100 milhões de visitantes, com a abertura do novo parque temático da Universal Studios, o “Epic Universe”, que será o maior parque da marca nos EUA. Além de ser um forte polo de turismo de lazer, Orlando destaca-se também como um dos principais destinos de congressos dos EUA.

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Aviação

Governo italiano prepara-se para procurar alternativa à Lufthansa para a ITA Airways

O Governo italiano está a preparar um plano alternativo para o caso de a aquisição da ITA Airways pela Lufthansa fracassar. Para o efeito, a primeira-ministra Meloni parece querer recorrer a um velho conhecido na corrida à companhia aérea.

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O Governo italiano, liderado pela primeira-ministra Geórgia Meloni, está a preparar um plano B caso a aquisição da ITA Airways pela Lufthansa não seja aprovada. De acordo com o jornal “La Repubblica”, Meloni reuniu-se na semana passada com a companhia de cruzeiros MSC.

Na reunião com Gianluigi Aponte, o armador e fundador da MSC garantiu que reconsideraria a aquisição da ITA Airways se os planos de aquisição por parte do grupo alemão falhassem.

A razão das preocupações de Meloni prendem-se com os organismos de controlo anti-trust da União Europeia (UE) iniciaram uma análise mais aprofundada da oferta da Lufthansa. As medidas de correção propostas pela Lufthansa não foram, por conseguinte, suficientes para dissipar as preocupações em matéria de concorrência. Os observadores da concorrência da UE consideraram que a aquisição poderia restringir a concorrência no mercado dos voos de passageiros em várias rotas de curto e longo curso.

A Itália receia agora que as concessões para a planeada aquisição da Lufthansa possam ser demasiado grandes e pouco atrativas.

A MSC não é alheia à corrida ao concurso para a ITA Airways. Inicialmente, a Lufthansa pretendia adquirir a companhia aérea italiana em dificuldades juntamente com a MSC. Contudo, a empresa de cruzeiros tinha anteriormente retirado a sua proposta de aquisição conjunta da ITA Airways e da Lufthansa.

De referir que a MSC tem vindo a tentar entrar no mercado da aviação comercial há já algum tempo.

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Os Especialistas acreditam num bom 2024 tendo em conta as reservas antecipadas no início do ano

Os organizadores de Os Especialistas acreditam que as empresas que constituem este grupo de viagens e turismo vão ter um bom ano, tendo em conta que “estas primeiras semanas do ano revelaram-se, em termos de reservas antecipadas, bastante boas”.

Com “casa cheia”, desde o dia 5 de fevereiro no Porto, tendo depois passado por Braga, Coimbra e Lisboa, para terminar esta sexta-feira em Albufeira (Algarve), Os Especialistas fazem um balanço positivo da edição de 2024 do seu roadshow anual.

Miguel Jesus, um dos organizadores de Os Especialistas, e diretor-geral do operador turístico Image Tours, disse aos jornalistas, à margem da sessão que teve lugar esta quinta-feira, em Lisboa que “nos últimos anos tem sido este o mote, temos tido casa cheia em todos os locais. Em apenas uma semana as inscrições esgotaram tanto no Porto, Braga, Coimbra e Lisboa, exceto o Algarve, que pela sua dimensão, não aconteceu, mas de qualquer forma, temos para esta sexta-feira 62 agências de viagens confirmadas, o que não é mau para a zona que é”.

Segundo a organização, da qual faz também parte Artur Sousa, diretor geral da ATR, o roadshow anual de Os Especialistas “é um evento em que o agente de viagens procura não faltar e segue um pouco o nosso lema que é “Soluções para agentes de viagens”, e vem ao nosso encontro para saber as novidades um pouco em todas as áreas das viagens, querem saber como está o mercado e o que temos de novo para este ano”.

O pulso do mercado começa-se a sentir no início do ano. Assim, Miguel Jesus revelou que, neste momento, as empresas que constituem Os Especialistas “estão bastante otimistas porque, estas primeiras semanas do ano revelaram-se, em termos de reservas antecipadas, bastante boa”, acentuando que “costumo dizer que a 31 de dezembro ninguém quer ouvir falar de férias, mas a partir de 1 de janeiro toda a gente quer marcar as suas viagens, então começam também as campanhas que animam o mercado, e estamos a sentir bastante procura”.

Apesar do também diretor do operador turístico Image Tours, especializado no médio e extremo Oriente sentir alguma retração de vendas neste início do ano para os seus destinos estrelas como a Turquia, o Egito, sem falar da Jordânia ou Israel, mas que, em contrapartida está a crescer em termos da Grécia, e a Turquia está a recuperar nas últimas semanas, “pelo feedback que temos dos nossos parceiros de Os Especialistas, sentimos que toda a gente está a trabalhar bem”, dando como exemplo, as Caraíbas e os circuitos. As operações que a Image Tours tem para a Páscoa, na Turquia já estão quase completas de Lisboa e do Porto, e “isso são bons sinais”.

Assim, no conjunto de parceiros que formam Os Especialistas “há um grande otimismo em relação ao ano de 2024”. Miguel Jesus avançou ainda que “falando com o nosso parceiro, o consolidador Magnet, verificamos um crescimento a nível de emissões, e isso são bons sinais”.

Este ano, Os Especialistas passaram a contar com um novo parceiro, a Amadeus, lembrando que, em tempos, contaram com a Travelport. Para a organização “é isso, no fundo, que queremos, desde seguros a consolidador, passando pelo GDS, operadores turísticos, companhias aéreas e de cruzeiros e destinos internacionais, para que, quando o agente de viagens se desloca ao nosso roadshow saiba que vai encontrar soluções para alguns dos seus problemas”.

Miguel Jesus garantiu que este grupo é para continuar e o modelo do seu contacto com os agentes de viagens em Portugal é para manter, mas “queremos melhorar, inovar e trazer coisas novas, mas aquilo que temos feito nos últimos anos é aquela que funciona para os nossos parceiros”, para avançar que, enquanto expositores, conseguimos passar a mensagem no workshop e, para o agente de viagens, o facto de sermos apenas 15 empresas, há a possibilidade de falar com cada um dos fornecedores”.

Os parceiros de Os Especialistas, para além do roadshow anual, juntam-se várias vezes ao ano em reuniões para discutirem e trocarem opiniões, bem como para analisarem a evolução do mercado. “A organização é nossa, mas não somos nós que decidimos tudo”, apontaram.

A principal regra de Os Especialistas é que não haja concorrência entre os parceiros e, segundo a organização, não aumentar o número porque “queremos dar ao agente de viagens possibilidade e tempo para falar com todos. Se tivermos muitos parceiros isso não vai acontecer e nós não vamos conseguir passar as nossas mensagens”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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