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Portugal duplica participação na Arabian Travel Market

Portugal conta com um stand de 150 metros quadrados, o dobro da área com que o país se fez representar no certame do ano passado.

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Portugal duplica participação na Arabian Travel Market

Portugal conta com um stand de 150 metros quadrados, o dobro da área com que o país se fez representar no certame do ano passado.

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Portugal volta a estar presente na Arabian Travel Market, que arrancou esta segunda-feira, 24 de Abril, e decorre até sexta-feira, 28 de Abril, nos Emirados Árabes Unidos, contando, este ano, com um stand de 150 metros quadrados, o dobro da área com que o país se fez representar no certame do ano passado.

Além do Turismo de Portugal (TP), o stand nacional vai contar também com a participação da Associação Regional de Promoção Turística do Algarve (ARPT Algarve), bem como de 11 empresas e quatro startups, ao abrigo do Projecto de Internacionalização de startups.

“O Turismo de Portugal está fortemente empenhado em chegar aos principais “players” do Médio Oriente, através de uma abordagem global que permita conhecer o destino Portugal (canais de distribuição, produto, serviços) e estimular também a criação de uma sólida cultura de empreendedorismo e inovação no sector. É, aliás, essa a perspectiva deste Programa de Internacionalização de Startups”, explica Luís Araújo, presidente do TP.

Recorde-se que o TP começou a participar nos certames internacionais conjuntamente com empresas e startups em 2015, registando, a cada ano, um “aumento das inscrições das empresas portuguesas”, refere o instituto em nota à imprensa.

No que diz respeito ao Projeto de Internacionalização de startups, o objetivo passa por reforçar nos mercados internacionais o potencial que Portugal detém na perspetiva de estímulo e apoio ao surgimento deste tipo de empresas, de forma a dinamizar a inovação e o empreendedorismo.

A Arabia Travel Market é um dos principais certames dedicados ao turismo na região do Médio Oriente, decorrendo no Dubai International Convention and Exhibition Centre (DICEC), no Dubai, Emirados Árabes Unidos.

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Duas praias da Sardenha terão acesso limitado no verão

Duas praias da ilha da Sardenha, em Itália, terão acesso limitado durante o verão para conter os danos provocados pelo turismo de massa.

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Entre 15 de junho e 15 de setembro, as praias de Cala Brandinchi e Lu Impostu, em San Teodoro, poderão receber no máximo 1.447 e 3.352 pessoas por dia, respetivamente, de acordo com informação divulgada pela ANSA (Agência Italiana de Notícias).

Uma experiência deste tipo já havia sido feito no verão de 2022, e agora o município de San Teodoro decidiu ampliar a iniciativa. A cidade também disponibilizou um site e um aplicativo para os turistas reservarem o acesso às praias.

A mesma notícia indica ainda que os hóspedes de hotéis em San Teodoro pagarão um euro por pessoa, enquanto banhistas de fora pagarão dois euros. O acesso será gratuito, embora limitado, para moradores, crianças com menos de 12 anos e indivíduos com deficiência.

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Vê Portugal: Mexer ou não no “edifício” do turismo em Portugal?

No segundo dia do “Vê Portugal”, iniciativa organizada pela Turismo do Centro de Portugal, o painel “Turismo Interno – Desafios para Portugal”, teve como tema central a melhoria (ou não) da estrutura do turismo em Portugal, contando com a participação de Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, e quatro presidentes de regiões de turismo – Pedro Machado, do Centro de Portugal; Luís Pedro Martins, do Porto e Norte de Portugal; Vítor Silva, do Alentejo; e João Fernandes, do Algarve.

Victor Jorge

A começar Luís Araújo salientou que o modelo existente funciona e tem dado provas. “A promoção turística do país precisa de estruturas flexíveis, em colaboração estreita entre si, que deem resposta às necessidades dos visitantes. É esse modelo que existe e que tem alcançado resultados muito positivos”, afirmou.

Para Luís Pedro Martins, “o setor do turismo tem conseguido prosseguir o trabalho realizado sem grandes roturas e com estabilidade”, frisando que o setor “esteve sempre à frente em todos os âmbitos”. Recordando que “o turismo foi o setor que começou a regionalização, em 2013”, Luís Pedro Martins referiu que “passada uma década, é altura de fazer alterações. As regiões estão próximas das empresas e, devido a essa proximidade, podem fazer algum do trabalho feito pelo Turismo de Portugal”, salientando que “é preciso focar”.

Fazendo referência à “grande marca que temos” [Portugal], Luís Pedro Martins destacou que “a pandemia trouxe um novo olhar para o Interior”, frisando que os valores referentes ao turismo no interior de Portugal não estão a descer, estão a crescer”. Por isso, disse, “há que distribuir melhor o turismo por todo o território”, destacando a necessidade de apostar na valorização e segmentação do turismo para áreas como o religioso, enoturismo ou termalismo, entre outros.

Por parte do Alentejo, Vítor Silva considerou que não é necessário mexer no modelo atual. “Este modelo provou que funciona e introduzir alterações pode ser um tiro no pé. Somos o setor económico mais invejado e, com poucos meios, conseguimos fazer crescer as marcas regionais”: Por isso, considera que “o modelo funciona, não é preciso mexer”.

Para o ainda presidente da ERT do Alentejo, “a grande marca é Portugal”, existindo, depois, “a necessidade de apostar nas submarcas”, ou seja, nas regiões. “Com poucos meios conseguimos levar a marca ‘Portugal’ e as regiões a muito lado”, considerando que “temos o que nos une, mas também o que nos diferencia”. Assim, Vítor Silva concluiu que, “o que não é preciso fazer, é por rédeas nas ERT”, frisando que “a estratégia deve estar alinhada com o Turismo de Portugal e ter ideais para desenvolver as nossas regiões”.

João Fernandes reconheceu também que “o modelo está bem conseguido e tem dado cartas”, lembrando que “o Turismo de Portugal é uma referência a nível internacional”. No entanto, reconheceu que “é preciso reforçar as competências nas ERT, num processo de melhoria contínua” e, acima de tudo, é preciso “reforçar o financiamento das ERT, que precisa de mais recursos”.

Lembrando que o turismo em Portugal tem estado, em certos aspetos, “à frente das tendências”, João Fernando frisou que “temos relatórios de sustentabilidade desde 2008”, destacando ao mesmo tempo que “temos uma arquitetura de promoção bem conseguida”.

No campo de atuação das ERT, o presidente da ERT do Algarve, que também está de saída, destacou o facto de existirem questões onde as entidades devem ter uma palavra a dizer. “O licenciamento é uma das pechas no atual modelo, já que não se justifica que nos licenciamentos das unidades hoteleiras, por exemplo, as ERT não estão incluídas”.

Por isso, disse, “é preciso redefinir alguns espaços de atuação”.

A terminar o painel, Pedro Machado reforçou a ideia de que “o edifício do turismo responde, mas precisa de melhoramentos. “A Lei 2013 resolveu vários problemas, como a proliferação de entidades de turismo, que provocava descontinuidade territorial de produtos. Mas, entretanto, o mundo mudou. Os visitantes têm hoje prioridades diferentes, pelo que há alterações que devem ser feitas agora no reforço das competências das ERT”. Assim, “estamos bem, mas podemos melhorar”.

Destacando a “segurança, a boa perceção de saúde e a hospitalidade” em Portugal, Pedro Machado frisou que “estes aspetos não podem ser descurados”, frisando ainda que “as novas gerações estão a moldar o futuro. Há alterações que têm de ser feitas enquanto surfamos a onda”.

Quanto ao novo modelo, com a redefinição do papel das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), Pedro Machado salientou que passar o turismo para a esfera destes organismos seria “um erro, não seria desconcentrar, seria concentrar no Estado”.

No final, o presidente da Turismo do Centro de Portugal concluiu ainda que “é preciso rever o modelo de financiamento das ERT. Para um setor que gera mais de 20 mil milhões de euros em receitas por ano, tem de haver uma alteração no modelo de financiamento”.

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Vê Portugal: A aposta do turismo para o futuro

No painel dedicado aos desafios do turismo, onde estiveram Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, e quatro presidentes de regiões de turismo – Pedro Machado, do Centro de Portugal; Luís Pedro Martins, do Porto e Norte de Portugal; Vítor Silva, do Alentejo; e João Fernandes, do Algarve, o debate, no decorrer do Vê Portugal, focou-se na oferta futura do destino Portugal.

Victor Jorge

Que futuro desenhar para o turismo em Portugal? Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, referiu que “a estratégia são as receitas. É bom ter mais hóspedes e mais dormidas, mas as receitas são essenciais”, considerando que “estamos a fazer mais com menos”.

No que toca ao Interior, o presidente do Turismo de Portugal considera que “temos de oferecer território, criar conteúdos para as pessoas escolherem o produto, uma vez que há uma série de produtos que tocam todo o território”.

Luís Araújo destacou, assim, o facto de existirem produtos que beneficiam do crescimento do turismo, dando como exemplo as exportações dos vinhos dos portugueses que, graças à evolução do turismo, “têm vindo a registar aumentos consideráveis nas vendas para o exterior”.

Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) fez referência ao facto de o setor do turismo “provar que existe pensamento estratégico“. O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal frisou a “aposta turística” que se limitava à cidade do Porto e que, fruto da mudança de paradigma devido aos mercados externos, se verifica que “quem nos visita quer sair das cidades”.

Daí apontar a conectividade como eixo essencial nesta diversificação da oferta, dando como exemplo o crescimento de mercados como os EUA – que passaram de 6.º para 3.º mercado na região – ao passo que o Brasil passou de 3.º para 5.º, o que para o presidente da TPNP revela a “irrelevância da TAP para a região”.

Contudo, Luís Pedro Martins colocou o tónico na importância na ferrovia que “daria uma ajuda grande para a afirmação da região, principalmente, na relação transfronteiriça.

Concluindo, Luís Pedro Martins destacou a importância de três vetores a ter em atenção para o setor do turismo: “exportações, quem queremos receber e a diáspora portuguesa”.

Já Vítor Silva, presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, salientou para o ponto de o turismo “não conseguir crescer indefinidamente”, admitindo que “existem destinos onde o turismo deixou de ser sustentável para ser predatório”. Daí considerar que o “turista não pode ser só vista como sujeito passivo”, querendo que este passe a “sujeito ativo”.

Com João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve (RTA), a considerar que é preciso “relativizar a ‘turismofobia’ existente em Portugal”, dando como exemplo um estudo feito pela RTA na região que aponta para o facto de no Algarve se ter concluído que esta não existe, Pedro Machado, salientou que o desafio é “receber turistas que não querem ser rotulados de turistas”, concluindo que a indústria do turismo é “das indústrias mais democráticas que existem”, frisando o propósito e relevância do setor para Portugal”.

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Coimbra assegura que taxa turística vai melhorar condições dos turistas que visitam a cidade

A receita da taxa municipal turística, em vigor desde abril, em Coimbra, vai ser aplicada na melhoria das condições de acolhimento e atratividade a quem visita a cidade, assegurou o vice-presidente da autarquia, Francisco Veiga.

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O vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Veiga, assumiu, durante a sessão de apresentação da ferramenta informática que gere a cobrança da taxa municipal turística, e que entra em funcionamento esta quinta-feira, 1 de junho, o compromisso do município de o valor cobrado por essa taxa “reverta para a melhoria, a implementação e a atratividade daquilo que é o turismo na cidade. A receita da taxa turística deve reverter para a melhoria das condições do turista que nos visita”, segundo notícia da Lusa destacada na página oficial da autarquia

Francisco Veiga disse aos proprietários de empreendimentos turísticos, estabelecimentos de alojamento local e outras entidades do setor, que lhes cabe exigir ao município de Coimbra que crie melhores condições para que o turista permaneça mais do que 1,2 noites em média na cidade.

Na ocasião, o vereador Miguel Fonseca, que tem a seu cargo as Finanças, informou, de acordo com a mesma notícia, que Coimbra foi o 13º município do país a implementar esta taxa, com o valor de um euro por dormida, num máximo de três dormidas, para realçar que “o nosso regulamento tem o maior número de exceções a nível nacional, fomos os mais generosos nas isenções ou reduções”.

A taxa municipal turística de Coimbra entrou em vigor em 5 de abril, sendo de um euro por pessoa e por dormida, cobrada em todos os empreendimentos turísticos e estabelecimentos de alojamento local situados na área geográfica do município, até um máximo de três noites seguidas, por pessoa e por estadia. A taxa incide sobre hóspedes com idade igual ou superior a 16 anos, sendo aplicada apenas entre os meses de março e de outubro. A mesma não se aplica a hóspedes cuja estadia seja motivada por tratamento médico, estendendo-se a um acompanhante, desde que seja apresentado documento comprovativo de marcação/prestação de serviços médicos ou documento equivalente. A mesma isenção é aplicada a hóspedes com incapacidade igual ou superior a 60%, desde que apresentem documento comprovativo dessa condição, extensível a um acompanhante; e a hóspedes que se encontrem alojados por indicação da Segurança Social, consequência de situações sociais graves ou na sequência de realojamentos provocados por catástrofes e intempéries declaradas. A isenção também se aplica a estudantes nacionais e estrangeiros que ingressem no ensino superior em Coimbra, bem como bolseiros de investigação que utilizem empreendimentos turísticos e estabelecimentos de alojamento local no início de cada ano letivo, até ao máximo de 60 dias seguidos.

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INE: Hóspedes e dormidas crescem em abril com destaque para o Canadá

Segundo o INE, o destaque, em abril, foi para a subida registada pelo mercado canadiano, cujas dormidas aumentaram 89,5%, o maior crescimento entre os 17 principais mercados externos.

Inês de Matos

O setor do alojamento turístico nacional registou, em abril, 2,7 milhões de hóspedes e 6,8 milhões de dormidas, crescimentos de 16,5% e 13,8% face a mês homólogo de 2022 e de 17,5% e 14,3% face a abril de 2019, com destaque para os mercados externos e, particularmente, para o Canadá, que registou o maior crescimento, segundo os dados revelados esta quarta-feira, 31 de maio, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados revelados pelo INE mostram que, em abril, o mercado interno contribuiu com 2,0 milhões de dormidas, num crescimento de 7,3% face ao quarto mês de 2022 e de 21,1% em comparação com o mesmo mês de 2019, enquanto os mercados externos foram responsáveis por 4,8 milhões de dormidas, num aumento de 16,8% face a abril do ano passado e de 11,6% em comparação com o mesmo mês de 2019.

Face a 2019, as dormidas aumentaram em todas as categorias, com destaque para o alojamento local, que representaram 14,1% do total e cujas unidades registaram um aumento de 18,6% face a abril do ano passado e 14,0% em comparação com o mesmo mês de 2019.

Na hotelaria, cujas dormidas representaram 82,3% do total, houve ainda um aumento de 12,9% e de 13,0% face a abril de 2019, enquanto as unidades de turismo no espaço rural e de habitação, cuja quota foi de 3,6%, aumentaram 17,3% face ao mesmo mês do ano passado e 55,3% comparativamente a abril de 2019.

Por mercados externos, o destaque, em abril, foi para o crescimento registado pelo mercado canadiano, cujas dormidas aumentaram 89,5%, o maior crescimento entre os 17 principais mercados externos.

Tal como o mercado canadiano, também o dos EUA apresentou um forte crescimento em abril, apresentando um aumento que chegou aos 54,2% face a abril do ano passado.

Em abril, apenas a Finlândia, a Bélgica, a Dinamarca e os Países Baixos registaram decréscimos nas dormidas em comparação com igual mês do ano passado, com descidas de -11,5%, -5,9%, -2,0% e -0,4%, respetivamente.

Ainda assim, o mercado britânico voltou a ser o mais representativo, representando 18,1% do total de dormidas estrangeiras e com um crescimento de 9,6% face a abril de 2019. Já o mercado espanhol, cuja quota foi de 11,9% em abril, aumentou 2,3%, enquanto o mercado alemão, que representou 11,4% do total, foi dos poucos a apresentar uma redução, caindo 2,1% face a abril de 2019.

Comparando com abril de 2019, destacam-se os crescimentos dos mercados norte americano (+80,5%), irlandês (+59,7%) e polaco (+57,6%), enquanto os maiores decréscimos observaram-se nas dormidas de hóspedes suecos (-26,0%),
dinamarqueses (-15,3%) e brasileiros (-13,2%).

As dormidas de residentes, por sua vez, aumentaram em todas as regiões do país, com destaque para a RA Madeira, onde o aumento foi de 105,4%, enquanto as dormidas dos não residentes, que também aumentaram em todas as regiões nacionais, registaram o crescimento mais tímido no Algarve, subindo apenas 1,7%.

Em abril, as unidades de alojamento turístico nacionais registaram uma taxa de ocupação-cama de 50,8%, o que traduz um aumento de 3,3 pontos percentuais face ao mesmo mês do ano passado, enquanto a taxa líquida de ocupação-quarto, que se situou nos 59,8%, apresentou uma subida de 3,9 pontos percentuais. Face a abril de 2019, registaram-se crescimentos de 2,6 e 3,8 pontos percentuais, respetivamente.

No acumulado dos primeiros quatro meses de 2023, as dormidas aumentaram já 30,0%, crescendo 16,7% nos residentes e 37,1% nos não residentes face ao mesmo período do ano passado, enquanto, numa comparação com 2019, o crescimento das dormidas é de 14,2%, incluindo um aumento de 19,9% nos residentes e de 11,8% nos não residentes.

O INE revela ainda que, em abril, 19,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, percentagem que compara com os 29,4% apurados no mês anterior de março.

 

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ATA assinala 20 anos da Ryanair em Faro e diz que companhia aérea “transformou o Algarve”

A Associação de Turismo do Algarve (ATA) considera que a Ryanair, que há 20 iniciou operações em Faro, “transformou o Algarve”, pois o arranque da operação democratizou o acesso à região e contribuiu para duplicar o número de hóspedes no Algarve.

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A Associação de Turismo do Algarve (ATA) considera que a Ryanair, que há 20 iniciou operações em Faro, “transformou o Algarve”, uma vez que o arranque da operação da companhia aérea low cost democratizou o acesso à região e contribuiu para duplicar o número de hóspedes no Algarve.

“Há um crescimento superior a 95% e o crescimento dos proveitos totais aumentou 200%. Triplicou, portanto. Significa que há esta presunção que a Ryanair é para o turista ‘low cost’ [turista que gasta menos], mas nem sempre. O mais importante é garantir acessibilidade, e quando há, é para todos os bolsos”, afirmou Daniel Alexandre do Adro, vice-presidente da ATA, à margem de uma conferência de imprensa que assinalou as duas décadas de operação da Ryanair em Faro.

Daniel Alexandre do Adro defendeu que a Ryanair contribuiu para que tivesse havido uma alteração da dinâmica em relação ao turismo no Algarve, não só pelo aumento do número de turistas, como pela percepção do valor do destino.

Há 20 anos, o arranque da operação da Ryanair, que começou com ligações aéreas entre Faro e Dublin, numa rota que, segundo a Lusa, conta atualmente com 56 voos por semana, foi também importante para chamar a atenção de outras companhia aéreas para a região, num efeito de arrasto que, de acordo com o responsável, contribuiu para que se tornasse mais fácil atrair outras transportadoras para o aeroporto algarvio.

“Houve mais companhias aéreas olhar para nós, como a easyJet e outras. É um efeito de arrasto, quando já temos alguém a apostar na região, depois é mais fácil trazer mais”, explicou Daniel Alexandre do Adro, sublinhando que a Ryanair contribuiu para reforçar a presença do Algarve nos mercados tradicionais e noutros.

O vice-presidente da ATA considera, contudo, que o turismo algarvio tem ainda espaço para crescer, como tem sido visível pelas taxas de ocupação que a região apresenta, com Daniel Alexandre do Adro e realçar que o excesso de turismo “ainda não é um drama para se discutir” no Algarve.

“Sem dúvida que ainda há margem para crescimento. A questão é que nós vemos uma ligação aérea e isso não significa uma repercussão direta no número de turistas. Alguém que tem uma facilidade de aceder cá, pode vir passar fins de semana e isso já é um perfil diferente de quem vem passar as férias de verão”, acrescentou.

Recorde-se que a Ryanair vai, este verão, contar com a maior operação de sempre no aeroporto de Faro, num total de 47 rotas, oito das quais novas, e 10 aviões baseados no Algarve, sendo que, este ano, a companhia espera alcançar um total de 3,5 milhões de passageiros no aeroporto de Faro.

 

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Pedro Machado considera que “Interior está e continuará a estar numa senda do crescimento”

No arranque do “Vê Portugal” – 9.º Fórum do Turismo Interno, que decorre na Covilhã, até dia 31 de maio, o presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado, deixou clara a importância do turismo no interior, mercado que “cresceu e continuará na senda do crescimento”.

Victor Jorge

Os números referentes ao turismo interno, somente na região do Centro de Portugal, falam por si: mais 4,411 milhões de dormidas, em 2022. 4,016 milhões de dormida, em 2019. 2,422 milhões de dormidas, em 2013”. Estes foram os números apresentados por Pedro Machado, presidente da região do Turismo do Centro de Portugal, no arranque do “Vê Portugal” – 9.º Fórum do Turismo Interno, que decorre na Covilhã.

Por isso, frisou Pedro Machado, “é algo que vale a pena destacar e valorizar, já que cresce de forma consistente”, admitindo que o turismo interno “continua e continuará a estar numa senda de crescimento”, salientando o papel das Entidades Regionais de Turismo (ERT) na estruturação do produto turístico, o que, segundo o presidente da Turismo do Centro, “permite oferecer uma palete de produtos diferenciadores tanto a nível interno, como externo”.

“Durante dois anos críticos para o país e para o mundo, o turismo interno foi responsável por mitigar e almofadar perdas e, sobretudo, fluxos, e que, em 2023, continua a crescer”, disse Pedro Machado, salientando que, “este mercado interno é um mercado que, pelos números, justifica mais do que a atenção que estamos a dar e que nos coloca como um dos países/destinos mais atrativos a nível mundial”.

Também a promoção turística integrada foi destacada por Pedro Machado, frisando a necessidade, tanto interna como externamente, não se “correr o risco de espartilhar a promoção turística em Portugal, nem fragmentar territórios e produtos”.

Além disso, o presidente da Turismo do Centro de Portugal salientou igualmente, a “capacitação e valorização dos nossos agentes”, bem como a “monitorização do conhecimento para que os dados sejam instrumentos poderosos para podermos cumprir bem as nossas tarefas”.

Dirigindo-se ao secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Nuno Fazenda, que marcou presença no arranque dos trabalhos do fórum, Pedro Machado evidenciou o trabalho das ERT como “instituições reconhecidas nos territórios”. Contudo, disse Pedro Machado, “podemos e devemos acrescentar valor e juntar novas competências às ERT”, fazendo referência à “capacidade de trabalhar mais de perto no processo de formação, qualificação e capacitação dos agentes económicos”, acrescentando que as ERT poderá funcionar como “organismos intermédios à semelhança de outros organismos que possuem instrumentos financeiros capazes de consolidar o seu modelo de funcionamento e podermos responder áquilo que é uma das nossas caraterísticas: a proximidade com os agentes, com os territórios e, nalguns casos, com os micro e nano-territórios espalhados por todo o país”.

Por isso, frisou, “numa indústria que gere mais de 20 mil milhões de euros por ano, é necessário revermos o modelo de financiamento”

Quanto ao futuro e às novas tendências, como a sustentabilidade e descarbonização, Pedro Machado deixou claro que “já não se tratam de novas tendências, mas sim de uma condição se quisermos ser competitivos e atrativos, se nos quisermos posicionar nos mercados, principalmente, nos internacionais. Hoje sabemos que as novas gerações fazem disto condição para eleger um destino. Se, atualmente, mais de 50% dos viajantes em todo o mundo estão disponíveis para alterar o seu destino de férias em função de uma experiência turística que permita contribuir para a diminuição da pegada, não podemos passar ao lado destas evidências”.

Pedro Machado concluiu ainda que, se todas se a sustentabilidade, a descarbonização, o big data são tendências, “também o aumento de viagens para cidades secundárias e regiões de baixa densidade são uma tendência”, o que, segundo o mesmo, “cada vez mais consumidores estão disponíveis para viajar para cidades, vilas, territórios com as características daquilo que é a nossa oferta turística e preparar o futuro que está aí”.

Já o SETCS, Nuno Fazenda, destacou o facto de um terço da procura turística estar já no turismo interno, frisando que “é preciso fazer mais pelo turismo e trazer o turismo para o interior” e que “temos de puxar pelo turismo do interior”.

Assim, concluiu, “começamos por fazer o trabalho não no gabinete, em Lisboa, mais sim a partir das regiões, no terreno”, frisando as diversas linhas de apoio lançadas, nomeadamente, a linha dedicada à internacionalização, com a qual “queremos ajudar as empresas internacionalizarem-se em feiras, convidar agentes, para dinamizar o turismo no interior”.

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Tiqets atinge 30 milhões de bilhetes vendidos

A plataforma online de venda de bilhetes para museus e atrações turísticas Tiqets, acaba de atingir o marco dos 30 milhões de bilhetes.

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Fundada em 2014, a Tiqets pretende proporcionar aos viajantes do mundo inteiro mais formas de cultura, disponibilizando bilhetes para locais selecionados sob uma rigorosa curadoria no sentido de oferecer as melhores experiências possíveis nos melhores museus e atrações.

A empresa anunciou que registou um crescimento notável nos últimos anos, duplicando os seus números em 2022 em comparação com 2019. Esta trajetória ascendente tem continuado em 2023, sem sinais de abrandamento, uma subida que se deve ao compromisso da plataforma em fornecer aos viajantes um acesso fácil e conveniente aos museus e atrações mais populares do mundo.

Para além de oferecer uma experiência de reserva cómoda e conveniente, tanto para excursões antecipadas como para as de última hora, com bilhetes 100% virtuais, a Tiqets oferece aos viajantes a oportunidade de agregar uma série de experiências em pacotes ou em combinações de bilhetes adaptados às necessidades de cada consumidor.

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Lisboa no Top 10 de viagens de espanhóis este verão

Uma análise feita recentemente pelo motor de pesquisa de voos e hotéis Jetcost revela que Lisboa está em nono lugar nas preferências de viagens dos espanhóis este verão nas cidades europeias Europa, depois de Paris, Roma, Londres, Atenas, Amsterdão, Malta, Milão e Berlim, apenas à frente de Bruxelas.

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Apesar do aumento dos preços e da situação económica, 83% dos espanhóis pretendem aproveitar alguns dias de férias este verão. Destinos nacionais, hospedar-se em hotéis e viagens em família são as opções preferidas, enquanto 32% planeiam viajar por no máximo cinco dias, 27%, uma semana, e 25%, entre oito e 15 dias. No entanto, 8% espera para decidir à última hora, em função dos rendimentos que tenha. Acrescenta ainda que 9% não pretendem viajar para lado nenhum.

A pesquisa da Jetcost indica que o julho (40%) substituiu o agosto (35%) como o mês favorito para sair de férias. Da mesma forma, junho tem cada vez mais seguidores, 14% viajarão nesse mês, enquanto 10% esperarão até setembro. Em termos de gastos, a média por pessoa é de 1.085 euros.

Estando no topo das preferências os destinos nacionais, em relação ao meio de transporte, o carro particular se posiciona como a opção preferida de 62% dos espanhóis, seguidos do avião (23%), autocarro (7%) e comboio (5%). Os destinos de sol e areia são os favoritos (61%), de acordo com o estudo da Jetcost. Em relação às viagens internacionais, a Europa continua no topo das preferências.

Os destinos de longo curso mais pesquisados para este verão são Bali, Banguecoque, Nova Iorque, Havana, Tóquio, Buenos Aires, Istambul, Miami, Santo Domingo e Cancun.

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Ryanair/Açores: Presidente da APAVT espera que conetividade aérea da região possa ser sempre cada vez melhor

Face a notícias veiculadas pelos órgãos de comunicação dos Açores que dão conta que a Ryanair poderá abandonar a operação na região, já próximo horário de Inverno IATA, o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, que afirma não conhecer o processo, acredita que “se trata de negociações normais entre um destino turístico e uma companhia aérea”, esperando, por isso, que a conetividade aérea dos Açores não seja beliscada.

“Não vejo grandes razões para ser pessimista, mas como não conheço o processo, temos de aguardar, esperando que a conectividade aérea dos Açores com o mercado português e com outros mercados emissores europeus possa sempre ser cada vez melhor e não ser pior que em anos anteriores”, defendeu Pedro Costa Ferreira, que liderou uma delegação da direção da APAVT, numa viagem de imprensa que a Associação Portuguesa das Agências de Viagens promoveu no fim de semana passado às ilhas açorianas da Terceira e Graciosa, na qual o Publituris participou.

Notícias de que a Ryanair estaria a ponderar deixar de voar para os Açores, vontade que terá sido comunicada à VisitAzores, tem também “causado alguma apreensão junto dos cerca de 70 colaboradores” que trabalham a partir da base da empresa em Ponta Delgada, avisados que “a mesma iria ser encerrada no inverno próximo”.

No entanto, o Governo Regional dos Açores Governo confirma que mantém conversações com Ryanair para garantir operação nas ilhas de São Miguel e Terceira, que tiveram início em março de 2015, com voos para Lisboa, Porto e Londres.

Berta Cabral, secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em declarações aos jornalistas, adiantou que os motivos que estarão na origem desta decisão predem-se com “as dificuldades acrescidas” que a Ryanair, “tal todas as companhias aéreas”, tem tido “decorrente da conjuntura internacional”, à qual acrescem novos custos.

As notícias indicam ainda que o Turismo de Portugal chegou a pagar à Ryanair cerca de 1,5 milhões de euros pela operação na ilha Terceira, querendo a companhia um aumento desta verba.

A secretária regional adianta ainda que é da vontade do Governo Regional que a companhia aérea continue a voar para os Açores, mesmo que exista já “uma grande conectividade” entre o arquipélago e o resto do mundo através das cerca de duas dezenas de companhias que voam para as ilhas açorianas neste momento, incluindo a operação da SATA Internacional e da TAP.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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