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Reportagem: Uma outra face de Cabo Verde

Santo Antão, uma ilha cabo-verdiana desconhecida por muitos, mas com tanto para oferecer, não como um destino de praia, mas como um local onde reina a natureza e os sorrisos de quem lá vive. Desperte os seus cinco sentidos neste destino de sonho. Santo Antão. Uma ilha cabo-verdiana que, definitivamente, oferece um outro lado, para… Continue reading Reportagem: Uma outra face de Cabo Verde

Marta Barradas
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Reportagem: Uma outra face de Cabo Verde

Santo Antão, uma ilha cabo-verdiana desconhecida por muitos, mas com tanto para oferecer, não como um destino de praia, mas como um local onde reina a natureza e os sorrisos de quem lá vive. Desperte os seus cinco sentidos neste destino de sonho. Santo Antão. Uma ilha cabo-verdiana que, definitivamente, oferece um outro lado, para… Continue reading Reportagem: Uma outra face de Cabo Verde

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Santo Antão, uma ilha cabo-verdiana desconhecida por muitos, mas com tanto para oferecer, não como um destino de praia, mas como um local onde reina a natureza e os sorrisos de quem lá vive. Desperte os seus cinco sentidos neste destino de sonho.

DSC_0173Santo Antão. Uma ilha cabo-verdiana que, definitivamente, oferece um outro lado, para muitos desconhecido, daquilo que o país tem para oferecer ao nível de Turismo. Se pensa que, à margem do que existe em outras ilhas de Cabo Verde, aqui vai encontrar um destino de praia, desengane-se. Santo Antão é muito mais do que isso. Praias, não existem quase nenhuma, mas prepare-se, porque este é um destino que, decerto, o irá surpreender e suscitar uma experiência inesquecível. Saiba porquê.

É uma viagem de cerca de 45 minutos de ferry que separa a Ilha de São Vicente da Ilha de Santo Antão. Na verdade, esta é a única ligação existente para poder visitar esta ilha cabo-verdiana, uma viagem que apesar de atribulada, pelos ventos fortes e cruzados que se fazem sentir em alto mar, vale tanto a pena fazer. Aquando a chegada à Ribeira Grande, Porto Novo, a porta de entrada para a ilha, tanto de pessoas como de mercadorias, é perceptível a simpatia com que os visitantes são recebidos em Santo Antão, algo que também se assemelha às outras ilhas do país.

Ainda em relação às restantes ilhas cabo-verdianas, já reconhecidas no mercado e por tantos turistas pelo mundo fora, a diferença é, contudo, enorme, no que ao clima e à diversidade de paisagens concerne. Em termos de Turismo, por exemplo, a ilha cabo-verdiana difere de todas as outras, uma vez que pelas suas gigantes montanhas, torna-se mais propícia ao Turismo de Natureza e ao Turismo Ecológico. São diversas as actividades que este destino oferece aos praticantes de desporto, tanto em actividades aquáticas, com as práticas desportivas de diving e surf; como a nível terrestre, sendo ideal para amantes de caminhada e ‘trekking’.

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Ribeira Grande, Porto Novo, é a porta de entrada de visitantes e mercadorias neste destino.

No passado ano de 2009, foi inaugurada a nova estrada litoral Porto Novo-Janela, uma estrada asfaltada que dá acesso ao Paul e à Ribeira Grande, na costa nordeste da ilha. No entanto, é a Estrada da Corda a via mais procurada para quem pretende realizar actividades e caminhadas, por ser empedrada, pelo seu comprimento e pelo grau de dificuldade que oferece, tendo uma inclinação bastante elevada, o que motiva também os amantes de ‘hiking’, uma actividade que nada mais é do que ‘trekking’, diferenciando apenas o nível de dificuldade.

É do ponto mais alto da ilha, o Topo da Coroa, um vulcão inactivo, que é possível observar a grandeza do que a Mãe Natureza fez por esta ilha, uma paisagem digna de cortar a respiração a qualquer um. Mas a natureza não ficou por aqui, pela paisagem, foi muito mais além. Nesta ilha é possível encontrar dois ambientes e temperaturas diferentes. Sim, dois. A parte da ilha voltada a sudeste é árida, enquanto a zona nordeste recebe chuvas relativamente regulares e apresenta uma grande parte verdejante, onde se pode encontrar o maior número de população, que vivem sobretudo da prática da agricultura. A razão? O facto de Santo Antão ser dotado de montanhas tão elevadas que o vento e as chuvas são impedidos de passar para o outro lado, levando a que um lado apresente, também, um clima mais quente e seco, durante todo o ano.

A população de Santo Antão, como já referido anteriormente, vive sobretudo da agricultura. Aqui encontra-se facilmente plantações de batata doce, inhame, milho, mandioca ou cana de açúcar, produto essencial para a produção do grogue, a bebida tradicional deste destino, que também aqui é produzida. Esta aguardente típica é ainda, nos dias que correm, desenvolvida através dos métodos tradicionais, o que lhe confere um sabor forte, mas único.

Olhando para o mapa da Ilha de Santo Antão, são várias as referências que nos remetem para a influência portuguesa. Alguns dos nomes dos locais da ilha que nos lembram as ilhas portuguesas são diversos, tais como, Ribeira Grande, Ponta do Sol ou Paúl. Mas não são estas referências que fazem da ilha um local a não perder. Santo Antão é a terceira ilha mais habitada [das nove que são habitadas] de Cabo Verde e os principais locais com um maior número de população são a vila da Ribeira Grande, Porto Novo, que é a porta de entrada para quem vêm de barco através de São Vicente; e a Ponta do Sol, onde se localiza o aeródromo da ilha, mas que actualmente não está em funcionamento.

A época do ano que decorre entre o mês de Novembro ao de Abril é a mais forte a nível de taxa ocupação na hotelaria e no número de visitantes na ilha de Santo Antão. Neste destino, as unidades hoteleiras têm uma dimensão pequena, sendo na sua maioria hotéis boutique, de charme e de Turismo Rural, que se integram tão naturalmente na paisagem onde estão inseridas, tanto de montanha, como de mar, mas onde a paz e a serenidade se destacam em todas elas. Apesar de não ser um destino de praia, em Santo Antão o mar está sempre por perto, trazendo a quem por cá fica um estado de espírito comum a todas as ilhas do país: “Cabo Verde, No Stress”.

Se no início deste texto foi referido que este destino despertava todos os seus sentidos, explicamos agora porquê. Santo Antão desperta a visão, pelas paisagens naturais exuberantes rodeadas do mar que ostenta ao seu redor; o olfacto e o paladar, pelos aromas que a gastronomia típica, como é o caso do caldo de peixe, os legumes frescos e o grogue que aqui pode encontrar e experimentar; a audição, pela música cabo-verdiana, claro, mas também pelo som das ondas que rebentam na costa e que transmite uma sensação de tranquilidade; e o tacto, porque pode tocar e sentir aquilo que a Mãe Natureza de melhor pode fazer.

A AGITAÇÃO DE SÃO VICENTE

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São Vicente, uma ilha repleta de actividades culturais e musicais, onde reina uma agitação diária.

Aquando a chegada a São Vicente, a primeira característica do destino que é visível a qualquer um é a agitação que se faz sentir, ou não fosse ela a segunda ilha mais populosa de Cabo Verde. Só a cidade do Mindelo, o principal centro urbano desta ilha, conta com mais de 62 mil habitantes. Aqui, a população é caracteristicamente mais citadina, habituada a uma “confusão” que não se vê noutros destinos de praia deste país, como a Ilha do Sal e da Boavista, ou de Turismo da Natureza, como Santo Antão. Se em Santo Antão a principal actividade é a agricultura, pelas características naturais, São Vicente tem na pesca, no Turismo e no seu porto de mar ― o Porto Grande ― as suas principais fontes de receita.

Pelos mercados da cidade do Mindelo poderá encontrar vários produtos típicos locais, dos quais, de realçar, o peixe. É aqui também que pode descobrir um grande número de habitantes locais, ou não fosse a pesca e a venda do peixe o meio de sobrevivência de um grande número de pessoas.

Se pretende usufruir de um destino com praia, onde a animação e o contacto com a cultura local seja garantida, este é o sítio certo. Este é um destino com uma grande diversidade de actividades de diversão culturais, com música ao vivo um pouco por todo o lado e para todos os gostos. Mas a música, essa não muda, a morna faz parte da identidade cultural de São Vicente, um estilo musical que marcou a carreira de Cesária Évora. Durante o ano, poderá ainda encontrar períodos festivos que, decerto, não o irão defraudar. De destacar, o Carnaval, o Mindelact (Festival Internacional de Teatro) e o Fim de Ano.

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A Praia da Laginha, em São Vicente, apresenta águas azul turquesa de perder de vista.

Já no que diz respeito a praia, não pode perder a da Laginha. Imagine um mar com um azul tão intenso e uma areia tão branca e fina que parece uma imagem vindo directamente de um postal. É assim que defino a Praia da Laginha. Resta apenas ter sorte com a temperatura, pois Cabo Verde é, de natureza, um destino um pouco ventoso. Além deste local poderá ainda visitar a Baía das Gatas, uma piscina natural muito apreciada pelos visitantes deste destino, onde também decorre o Festival Internacional de Música da Baía das Gatas. Mas se for adepto de desportos aquáticos, então opte por São Pedro, perfeito para a prática de windsurf pelo vento que aqui se sente. Para terminar, escolha os caminhos que, de São Pedro, o levam ao farol e aqui desfrute de uma vista única.

Se por aqui passar, não deixe São Vicente sem visitar as diversas lojas e bancas de rua com artesanato local e para aconchegar o estômago, delicie-se com a tradicional cachupa. Quando se for despedir de São Vicente, então aí o conselho é outro, passe pelo Fortim do Rei, que oferece uma vista panorâmica da cidade e oiça ‘Sodade’ de Cesária Évora, porque vai, realmente, deixar saudades.

ANIMAÇÃO É NO SAL

O Sal é talvez uma das ilhas mais conhecidas e escolhidas pelos turistas que querem visitar o destino Cabo Verde, sendo também responsável pelo maior número de dormidas em todo o país. As principais razões para que assim seja são o clima ameno durante todo o ano que aqui se faz sentir, as suas praias paradisíacas, a possibilidade de actividades como a observação de animais marinhos e, acima de tudo, a simpatia dos que aqui vivem, fazendo deste um destino turístico ímpar. Apesar da sua população viver, na sua grande maioria, do sector do Turismo, esta é uma das menores ilhas habitadas de Cabo Verde, o que torna as visitas às principais atracções do destino muito simples e rápidas de fazer.

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As salinas permitem uma experiência memorável a quem entra nas águas deste local.

Um dos principais pontos turísticos deste destino são as suas salinas naturais, ou não fosse a sua designação Ilha do Sal. Esta é uma experiência que, com certeza, não vai querer perder. O grande teor de sal das águas permite que quem lá entre não consiga ir ao fundo, mas sim, boiar ao cimo da água. Deste local não parta também sem levar uma recordação, feita através do próprio sal marinho.

Para repousar, naturalmente, é na Praia de Santa Maria, que fica a poucos quilómetros do aeroporto. Além da maravilhosa praia já tão reconhecida, com as suas águas cristalinas e areal infindável, é aqui que se concentra a maior parte dos hotéis desta ilha, com uma inúmera oferta de grandes resorts, na sua maior com regime ‘all inclusive’. Por aqui pode optar por realizar diversas actividades ligadas ao mundo aquático, não ficando a viagem resumida a uma estadia de hotel. Poderá optar por um passeio de catamarã e, se tiver sorte, observar baleias ou golfinhos a bordo de um animado passeio. Nesta viagem há ainda a possibilidade da prática de ‘snorkling’ e encontrar a submersa estátua do Cristo Rei, que lá se encontra, dizem os locais, para protecção dos pescadores. Além desta opção, existe ainda o já conhecido Neptunus, uma embarcação que permite através do seu fundo panorâmico observar a vida marinha ao largo da praia, podendo encontrar várias espécies de peixes coloridos e outros animais marinhos. Entre os passeios deste barco é possível ainda observar dois navios náufragos, que pelos anos que lá se encontram agora usufruem de uma fauna inigualável.

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Buracona na Ilha do Sal

Outro dos pontos turísticos a não perder na Ilha do Sal é a Buracona, um conjunto de piscinas naturais envoltas em rochedo. Tal como o nome indica, aqui é possível observar um buraco na rocha que, no seu fundo, com águas azul turquesa e cristalinas naturais deste destino, dão origem ao chamado ‘olho azul’. Para os mais audazes e corajosos, poderá saltar das rochas para o mar, embora não o seja aconselhado fazer a quem não conhece bem este local.

Mas não ficamos por aqui. A ilha do Sal é também conhecida pela sua vida nocturna. Sendo um país bastante pacífico e seguro, bastante habituado aos turistas, no centro da Vila de Santa Maria poderá encontrar uma grande diversidade de animação, de onde se destacam os clubes de dança ao som do funaná, mas também de kizomba, que apesar de não ser tipicamente cabo-verdiano, é um estilo muito apreciado pelos locais e pelos visitantes. Por aqui, pode optar por um bar com música ao vivo, ou dançar pela noite dentro numa das discotecas da vila. No entanto, também os hotéis dispõem de variados programas de diversão, desde os mais novos até ao mais velhos. O ritmo emana por todo o lado na noite cabo-verdiana, não vá embora sem usufruir dele.

INFORMAÇÃO ÚTIL
Hotelaria de Santo Antão
Pode se encontrar uma diversificada oferta hoteleira na Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, não pelo grande número de hotéis que existem, mas pelos seus diferenciadores conceitos. As unidades, na sua larga maioria, tratam-se de hotéis pequenos, de charme, inseridos tanto num ambiente de montanha, como voltados para o mar. No entanto, a tranquilidade é semelhante em todos eles. Conheça três das ofertas hoteleiras existentes neste destino: O Santantao Art Resort, localizado em Porto Novo, o hotel dispões de 55 quartos standards (quartos twin/quartos de casal) 15 quartos superiores e três suites, na sua maioria com vista sobre o mar, uma piscina, restaurante e bar. Inserido numa paisagem de montanha, o Hotel Pedracin Village apresenta-se como um hotel de turismo rural. Com um total de 30 quartos e duas suites, todos com água aquecida por energia solar, piscina, bar e restaurante. O Hotel Paúl Mar é uma unidade situada frente ao mar, com um total de 19 quartos, todos eles com varanda com vista sobre o mar ou sobre o vale do Paúl.

Remodelações de hotéis
Sendo a Ilha do Sal a principal fonte de dormidas do destino Cabo Verde, as unidades hoteleiras sentem necessidade de melhorar as suas condições, de forma a corresponder às necessidades dos seus hóspedes. Fique a saber de alguns dos hotéis que vão apostar na sua remodelação este ano. O Hotel Oasis Belorizonte vai apostar na renovação dos espaços comuns como a piscina de água salgada, bar da piscina e recepção. Alguns dos bungalows do hotel foram já remodelados em 2014 mas, este ano, a unidade irá melhorar alguns dos seus quartos, dos quais 60 superiores e 10 comunicantes. Também o Crioula Club Hotel & Resort irá investir mais de um milhão de euros num projecto de remodelação. Há cerca de um ano e meio a unidade melhorou a totalidade de quartos ao nível da decoração e foram construídos um anfiteatro, bar e restaurante de raiz. Até ao final do mês de Maio, está prevista a inclusão de 20 novos quartos. Além disso, será ainda criado um novo espaço de spa com vista para o mar e com um espaço ‘lounge’, que deverá estar pronto até ao final de Julho/princípio de Agosto. Por fim, o ClubHotel Riu Funana e o ClubHotel Riu Garopa formam um resort que partilha instalações e actividades. Este ano, o Riu Garopa passará a chamar-se Riu Funana, enquanto o Riu Funana passará a designar-se Riu Palace. As remodelações da unidade passarão, essencialmente, pela decoração e pelos espaços de restauração.

Cesária Évora
Cesária Évora faleceu em 2011, mas por esta ilha permanece a sua memória, um pouco por toda a parte. A sua casa e a sua sepultura permanecem cuidadosamente mantidas, para que possam ser visitadas, conservando sempre a simplicidade que caracterizava a cantora cabo-verdiana. O seu nome é ainda relembrado no aeroporto desta ilha, que desde 2011, passou a designar-se Aeroporto Internacional Cesária Évora e a sua música ecoa um pouco por todo o lado nesta ilha. Mas esta é também “a casa” de vários outros artistas cabo-verdianos, como é o exemplo do Tito Paris, também cantor, e Jorge Barbosa, escritor.

* A jornalista viajou a convite da Solférias com o apoio da TAP

Sobre o autorMarta Barradas

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Turismo de Lisboa aumenta promoção e investe 6,1M€ em conjunto com privados

A ATL e as empresas associadas vão investir mais de 6,1 milhões de euros em cinco programas de promoção para este ano, montante que representa uma atualização face ao período pré-pandemia.

A Associação de Turismo de Lisboa (ATL) e as empresas associadas vão investir mais de 6,1 milhões de euros na promoção turística da capital com a expetativa de que seja possível retomar, este ano, cerca de 85% dos níveis turísticos de 2019, segundo Vitor Costa, diretor-geral da ATL.

“A expetativa é que possamos chegar ao fim deste ano com cerca de 85% dos níveis de 2019. Para já, a expetativa é otimista, conseguimos que viessem clientes, a hotelaria consegue ter boas taxas de ocupação e não se confirmou o receio de que houvesse uma degradação dos preços da hotelaria. Por isso, estamos otimistas mas também temos de ser realistas”, afirmou o responsável, durante a apresentação, esta quinta-feira, 23 de junho, dos programas de promoção para este ano.

Segundo Vitor Costa, a verba destinada a estes programas de promoção – cinco no total, incluindo os planos de comercialização e vendas das empresas nos mercados externos, plano de comercialização e vendas do mercado interno, apoio à captação de congressos, eventos corporativos e eventos associativos, programa de internacionalização de festivais e outros eventos culturais, e outras ações organizadas diretamente pela ATL – traz “alguma atualização” face ao investimento em promoção dos últimos anos, inclusive face a 2019.

“Há um reforço de uma candidatura ao Fundo de Desenvolvimento Turístico. Agora, não consigo dar exatamente a comparação, mas há um aumento, há um reforço da promoção”, afirmou Vitor Costa, revelando que, no caso dos planos de comercialização e vendas das empresas no mercados externos, a verba de cerca de três milhões de euros que está orçamentada “é muito superior a 2020 e 2021, em que não houve essa intervenção, e também é superior em relação a 2019”.

A verba de 6,1 milhões de euros é financiada pela própria ATL e pelas empresas associadas, sendo que, deste montante, cerca de três milhões de euros são para planos de comercialização e vendas das empresas no mercados externos, que contam já com a participação de 101 empresas, onde se inclui a participação em feiras internacionais e o lançamento de campanhas de promoção e vendas.

Já o plano de comercialização e vendas do mercado interno tem um financiamento de 392 milhões de euros e é dedicado ao polos turísticos a potenciar na capital e que estão definidos no plano estratégico da ATL, assim como de outros produtos transversais, contando já com a participação de 18 empresas, num total de 14 candidaturas aprovadas.

No que diz respeito à captação de congressos, eventos corporativos e eventos associativos, o montante disponível para promoção é de 510 mil euros e visa apoiar o aluguer de salas, espaços e venues para reuniões e congressos, registando-se 78 candidaturas aprovadas.

O programa de internacionalização de festivais e outros eventos culturais conta ainda com uma verba de 250 mil euros, neste caso, explicou Vitor Costa, para apoiar a captação de turistas internacionais para eventos e festivais como o Rock in Rio, NOS Alive, Kalorama e Jazz em Agosto.

Por último, há ainda cerca de dois milhões de euros para investir em ações diretamente organizadas pela ATL e onde se incluem eventos como feiras internacionais, workshops e webinares internacionais, roadshows, materiais promocionais e ainda na dinamização do portal visitlisboa.com.

“Em termos de promoção, estes programas são bastante eficazes porque estamos a trabalhar diretamente para as empresas e, consequentemente, para o destino”, considerou ainda Vitor Costa, durante a apresentação dos programas de promoção do Turismo de Lisboa para este ano.

Presente na apresentação esteve também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que é também o presidente da Direção da ATL, que afirmou a importância do turismo para a capital portuguesa.

“O Turismo é central para a nossa cidade e é central como prioridade para a Câmara Municipal de Lisboa e para todos aqui presentes, público e privado. Só todos juntos é que conseguiremos ter, realmente, o turismo que queremos”, afirmou Carlos Moedas.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que o turismo deve contribuir para os lisboetas e para atrair talento para a cidade, motivo pelo qual a promoção deve ser “sólida e consistente” que aquilo que se quer que venha a ser o turismo na capital.

 

Sobre o autorInês de Matos

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Moedas alerta para “efeito devastador” que filas no aeroporto de Lisboa podem ter no turismo

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que as longas filas nos aeroporto de Lisboa dão uma “má impressão” aos turistas que visitam a capital, o que pode ter “um efeito devastador” no turismo em Lisboa.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, alertou esta quinta-feira, 23 de junho, para o “efeito devastador” que as filas no aeroporto de Lisboa podem vir a ter no turismo e instou o governo a resolver “de uma vez por todas” a situação que se vive na infraestrutura.

“Se não resolvermos esta situação, todas estas apresentações, toda a promoção e conteúdos, quando as pessoas têm uma má impressão, isso tem um efeito devastador”, afirmou o autarca, durante a apresentação dos programas de promoção do Turismo de Lisboa.

De acordo com Carlos Moedas, “Lisboa está cada vez mais na moda”, como provam os recentes rakings que têm vindo a apontar a capital portuguesa como um dos melhores destinos para visitar, mas tudo por ir por água abaixo devido à “má imagem” com que os passageiros ficam quando têm de esperar horas para sair do aeroporto.

“Temos aqui uma oportunidade única nos próximos tempos, Lisboa está cada vez mais na moda, vemos isso pelos ranking internacionais e agora não podemos desalavancar e, por isso, não podemos, de uma vez por todas, dar esta má imagem que está a acontecer no aeroporto de Lisboa, em que aqueles que chegam de fora da europa ficam à espera durante horas”, acrescentou.

Carlos Moedas diz, contudo, saber que o Governo está a “trabalhar para resolver a situação”, mas pede rapidez, sob pena da situação no aeroporto se tornar comprometedora do trabalho que a autarquia, Turismo de Lisboa e empresas associadas têm vindo a fazer.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa não quis, no entanto, comentar as palavras do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que recentemente reconheceu que o aeroporto de Lisboa poderá vir a ter de recusar voos já no próximo ano, e passou a palavra a José Luís Arnaut, presidente-adjunto da Associação de Turismo de Lisboa, que apesar de reconhecer as limitações do aeroporto, defendeu que a infraestrutura ainda tem capacidade de crescimento, apesar das perturbações que têm existido.

“Acreditamos que Lisboa teria capacidade de crescer dentro das limitações objetivas que o aeroporto Humberto Delgado tem. Vamos ver como é que as coisas vão funcionar, o governo tem as suas ideias”, afirmou, considerando que, por enquanto, “é extemporâneo” tecer outras considerações sobre os problemas a que o aeroporto de Lisboa tem assistido.

José Luís Arnaut lembrou, contudo, que os problemas aeroportuários não são exclusivos de Portugal e que também grandes aeroportos na Europa, como o “de Amesterdão, Gatwick, Bruxelas e outros franceses”, têm vindo a sentir perturbações, em virtude dos “condicionamentos que resultam de toda a gestão do espaço aéreo europeu”.

“Os números do turismo são, de mês a mês, bastante positivos, vamos ver como vai continuar porque há contingências internacionais também, há um conjunto de limitações que podemos sofrer”, afirmou ainda o presidente-adjunto da ATL.

 

 

 

Sobre o autorInês de Matos

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Turismo Religioso e Fátima têm os olhos postos na Jornada Mundial da Juventude 2023 em Lisboa

Sem avançar números de potenciais participantes de jovens de todo o mundo, católicos ou anão, a Jornada Mundial da Juventude, que terá lugar em 2023 em Lisboa, e a “quase” certeza da visita do Papa Francisco a Fátima “antes”, ou “durante”, ou depois do evento, são vistos com entusiasmo.

O Bispo D. Américo Aguiar, presidente da Fundação Jornada Mundial da Juventude apresentou, na Conferência dos X Workshops Internacionais de Turismo Religioso, que decorre até esta sexta-feira em Fátima alguns pormenores sobre este evento, que decorrerá, em 2023, em Lisboa.

O hoteleiro Alexandre Marto Pereira fala em acima de 1,5 milhões de participantes, com impacto nacional e ibérico. O Reitor do Santuário de Fátima diz que é “uma oportunidade única” para o turismo religioso e para Fátima, uma vez que os que visitarem o local nessa ocasião, sentirão “o desejo de regressar a Fátima”, em outras ocasiões.

Se o Bispo D. Américo Aguiar, não se compromete com números de participantes, até porque as inscrições só abrem no final do verão deste ano, mas sempre dizendo que se espera que será o de maior dimensão realizado no país, deixa alguns recados ao setor do turismo.

A maioria, revelou, ficará alojada em Lisboa, Setúbal e Santarém, mas acredita que deverão espalhar-se um pouco por todo o país, em prés e pós tours, pela Península ibérica, e até por outros países europeus, pensando-se dos que chegam de “mercados mais improváveis”, ou seja, dos mais longínquos.

Uma boa oportunidade para todas as agências de viagens portuguesas e as DMC, uma vez que a organização da Jornada Mundial da Juventude, não celebrou nenhum contrato específico com estes profissionais e nem criou agências de viagens oficiais. Portanto, disse, “esses profissionais têm toda a abertura para fazer os seus negócios e organizar os seus grupos”.

As notícias não serão tão boas para a hotelaria tradicional, segundo o responsável, uma vez que grande parte utilizará casas de familiares, retiros, escolas ou pavilhões durante a jornada e estada no país. O que apela aos municípios é que proporcionem experiências únicas a estes jovens, futuros turistas para Portugal.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Governo destaca potencial do Turismo Inclusivo que “pode trazer muito retorno e crescimento económico ao país”.

Para a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, Portugal está a desperdiçar um mercado com grande potencial, até porque, na Europa, há 127 milhões de pessoas com incapacidades mas que viajam anualmente. 

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A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, considerou esta quinta-feira, 23 de junho, que o turismo inclusivo “pode trazer muito retorno e crescimento económico ao país”, pelo que o grande desafio está em fazer com que os empresários percebam o potencial deste segmento.

De acordo com a Lusa, que cita as palavras da governante no encerramento da conferência “Região de Coimbra: Destino Acessível”, na Lousã, Ana Sofia Antunes salientou que Portugal não pode “desperdiçar” este mercado.

“Estas pessoas não viajam sozinhas, só para se ter ideia do mercado que estamos a desperdiçar”, disse Ana Sofia Antunes, realçando que este segmento é aquele “que viaja mais, por mais tempo, tem mais condições económicas para gastar dinheiro e que volta e é mais fiel quando é bem tratado”.

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência lembrou ainda vários estudos que mostram que, na Europa, existem 127 milhões de pessoas com deficiências e incapacidades mas que anualmente viajam.

Ana Sofia Antunes lembrou também que o turismo inclusivo não se destina apenas a “pessoas em cadeira de rodas”, uma vez que este é um mercado que não se limita apenas às pessoas com deficiência, mas também aos que têm “incapacidades resultantes da idade, que vão querer viver mais com qualidade de vida”.

“O turismo é um setor que gera receitas e precisa de perceber que parte desse resultado deve ser investido na criação de condições de inclusão, porque isso é valor e vai trazer um retorno muito maior”, acrescentou a governante, lamentando, no entanto, que as acessibilidades físicas sejam “as mais difíceis de ver plenamente cumpridas e implementadas, porque são as mais caras”, ainda que já tenha sido possível “mobilizar muito dinheiro para isto”.

Ana Sofia Antunes recordou que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) mobilizou para cessibilidades físicas 50 milhões de euros e anunciou que estão abertas candidaturas para intervenções em habitações de pessoas com deficiência, sejam casa própria ou arrendadas, que permitam eliminar barreiras e permitam criar condições de fruição.

Na conferência que contou com a presença da governante, foram dados a conhecer os investimentos já realizados na região de Coimbra com vista à melhoria das acessibilidade e a tornar o destino mais inclusivo, com destaque para as ações do AccessTUR – Centro de Portugal, um projeto de promoção do turismo acessível e inclusão social, promovido pela Accessible Portugal, com o apoio da Turismo do Centro e das sete comunidades intermunicipais da região Centro.

A Lusa lembra, contudo, que, na área da CIM Região de Coimbra e a nível nacional, o município da Lousã é dos mais avançados no turismo acessível, com um caminho nesta área percorrido desde 2011, ao longo do qual foi criada uma provedoria municipal para as pessoas com incapacidade, um selo de turismo acessível e apostado em projetos turísticos acessíveis.

 

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Feira Internacional do Artesanato regressa à FIL entre 25 de junho e 3 de julho

A FIA 2022 – Feira Internacional do Artesanato arranca no próximo sábado, 25 de junho, trazendo até à FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, artesanato de mais de 30 países, num certame que decorre até 3 de julho.

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A FIA 2022 – Feira Internacional do Artesanato arranca no próximo sábado, 25 de junho, trazendo até à FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, artesanato de mais de 30 países, num certame que decorre até 3 de julho.

De acordo com a organização, nesta edição, a FIA vai ocupar três dos quatro pavilhões da FIL, sendo que no Pavilhão 1 vai estar representado o artesanato nacional, enquanto o Pavilhão 2 recebe os artesãos internacionais das mais diversas latitudes e o Pavilhão 3 será dedicado à restauração, com sabores típicos de todas as regiões do país.

Entre os destaques da feira, encontra-se o maior vestido de cortiça do mundo, uma pérola do artesanato, que tem uma extensão total de 17 metros e que vai estar em exposição no Pavilhão 1 da FIL.

Destaque merecem também as diferentes atividades incluídas no programa da FIA 2022, como workshops, conferências e trabalhos ao vivo, a exemplo da conferência sobre eco design e sustentabilidade aplicados ao calçado, que tem lugar a 27 de junho, pelas 15h30, com a participação da marca Marita Moreno.

Mas também há um vasto programa de workshops, seja sobre a renda de frioleira, que vai estar em destaque a 25 de junho, pelas 17h00, enquanto no dia 28 será a vez dos bordados das Caldas motivarem um workshop pelas 17h00 e os lenços de namorados do Minho outro, pelas 20h00. Além destes, há ainda um workshop sobre joalharia em cerâmica, ministrado por Carolina Andrade, no dia 1 de junho.

Presente no certame vai estar ainda a A.CERTIFICA, o único organismo em Portugal continental que certifica produções tradicionais artesanais e que vai levar até à FIL trabalhos ao vivo com filigrana portuguesa (25 e 27 de junho) e renda de bilros (28 de junho 3 de julho), estando ainda previstos vários momentos dedicados à promoção da certificação com nomes como o chef Hernâni Ermida e o apresentador Júlio Isidro.

Além das iniciativas relacionadas com o artesanato, a FIA 2022 vai também contar com uma vasta oferta gastronómica, com a participação de restaurantes regionais do Alentejo e do Norte de Portugal, assim como com uma zona tasquinhas regionais.

Este ano, a novidade é mesmo a área de vinhos, que vai contar com 10 produtores nacionais de nove regiões, concretamente Algarve, Alentejo, Bairrada, Beira Interior, Dão, Douro, Lisboa, Região dos Vinhos Verdes e Trás-os-Montes.

O pavilhão da restauração vai ter entrada gratuita entre as 12h30 e as 14h30, enquanto a entrada na feira tem um preço de oito euros, existindo também packs de três ou quatro bilhetes, cujos preços são de 18 e 20 euros, respetivamente.

O programa completo da FIA 2022 pode ser consultado online aqui.

 

 

 

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Beja reafirma que aeroporto é “uma excelente e útil alternativa” a Lisboa e Faro

Assembleia Municipal de Beja aprovou terça-feira, 21 de junho, uma moção em que defende que o aeroporto da cidade pode e deve ser utilizado, “em caso de necessidade e de sobrelotação” dos aeroportos de Lisboa e Faro.

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A Assembleia Municipal de Beja aprovou terça-feira, 21 de junho, uma moção em que defende que o aeroporto da cidade é “uma excelente e útil alternativa” aos aeroportos de Lisboa e Faro, “em caso de necessidade e de sobrelotação”, avança a Lusa.

De acordo com uma nota enviada à Lusa, a moção, que foi aprovada por unanimidade pelos eleitos das várias forças políticas, na mais recente reunião da Assembleia Municipal (AM) de Beja, lembra que “o Aeroporto de Beja encontra-se certificado pelo Instituto Nacional de Aviação Civil e é um dos quatro aeroportos portugueses que podem receber voos internacionais”, tanto de passageiros como de carga.

Por isso, defende a AM de Beja, “é urgente” rentabilizar esta infraestrutura aeroportuária, através do empreendimento do Alqueva, do Porto de Sines, do turismo, das fábricas de componentes aeronáuticos que a Embraer possuía em Évora e que, agora, são da espanhola Aernnova.

“Com vontade política de aposta nesta infraestrutura aeroportuária, seria até possível criar aqui uma Zona Franca com características fiscais especiais, onde se praticassem taxas alfandegárias reduzidas”, lê-se na nota enviada à Lusa.

Apesar de admitir que o aeroporto de Beja “dificilmente conseguirá ser um aeroporto complementar ao de Lisboa”, a AM de Beja considera que esta infraestrutura “pode ser, em caso de necessidade e de sobrelotação dos aeroportos de Lisboa e de Faro, uma excelente e útil alternativa”.

“A ação política local, nomeadamente através da Câmara Municipal de Beja, deve lutar e contribuir para a utilização regular do aeroporto”, sustenta a moção, onde se considera ainda que, devido ao potencial económico, o Alentejo “precisa do aeroporto como polo de desenvolvimento e valorização da região, pois, este possui espaço suficiente para uma plataforma logística de carga aérea, tendo um elevado potencial como zona industrial”.

A AM de Beja reclama também um maior investimento público, de forma a melhorar as acessibilidades, modernizar a ferrovia e a rodovia, assim como outros equipamentos e infraestruturas, de forma a fixar população e combater o isolamento.

“É importante que se aproveitem, desde já, os fundos estruturais estratégicos que Portugal vai receber”, acrescenta a nota da AM de Beja.

O documento vai agora ser enviado ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

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Revive lança novo concurso para concessão de imóvel histórico em Pinhel

A “Casa Grande” de Pinhel é o 27.º imóvel colocado a concurso no âmbito deste programa e vai ser concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de € 5.869,57.

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O Programa Revive vai lançar um novo concurso para concessão de uma casa nobre em Pinhel com vista à sua recuperação e utilização para fins turísticos, naquele que será o 27.º imóvel colocado a concurso no âmbito deste programa.

“O imóvel será concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de € 5.869,57”, adianta o Ministério da Economia e do Mar, num comunicado divulgado esta quarta-feira, 22 de junho, onde explica que este é um dos 16 imóveis integrados na segunda fase do programa REVIVE.

Este imóvel histórico, localizado junto à muralha de Pinhel, é conhecido como “Casa Grande” e pertenceu à família Antas e Menezes, que na época detinha a alcaidaria-mor da vila, também sido ocupado pelas tropas francesas, durante as Invasões Francesas.

Mais tarde, já no século XX, a Casa dos Condes de Pinhel tornou-se sede do Grémio da Lavoura e nos anos 1973-1974 a cooperativa agrícola cedeu o espaço à Câmara Municipal de Pinhel, altura em que o imóvel foi alvo de algumas obras de restauração, tornando-se na sede da autarquia. Atualmente, encontra-se desocupado e sem qualquer utilização.

Os interessados na concessão do imóvel têm um prazo de 120 dias para apresentação de propostas, sendo que, além da recuperação do imóvel, as propostas devem também promover a sua valorização turística, de forma a atrair turistas e gerar novas dinâmicas para a região.

Recorde-se que o Programa Revive foi lançado em 2016, com um lote inicial de 33 imóveis, tendo, em 2019, sido integrados mais 16 imóveis e, já em 2021, foram incluídos três novos imóveis de um terceiro lote que será anunciado até ao final do ano corrente. O programa integra, atualmente, um total de 52 imóveis, 23 deles situados em territórios de baixa densidade.

Até ao momento, já foi adjudicada a concessão de 19 destes imóveis, representando mais de 142,5 milhões de euros de investimento privado na recuperação de património público e rendas anuais a rondar os 2,5 milhões de euros.

 

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Sintra volta a cobrar taxa turística a partir de julho

Autarquia justifica a decisão com “o atual cenário de recuperação económica do turismo, com significativo aumento do número de turistas no concelho e na vila de Sintra”.

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As dormidas em estabelecimentos de alojamento no concelho de Sintra vão voltar a pagar uma taxa turística de um euro a partir de julho, avançou a autarquia, que revogou a isenção de taxa na última reunião do executivo municipal de Sintra, presidido por Basílio Horta (PS).

De acordo com a Lusa, a autarquia emitiu uma nota informativa, que é assinada por Basílio Horta e que explica que a revogação desta medida, que tem efeitos a partir de 01 de julho, “teve como fundamento o atual cenário de recuperação económica do turismo, com significativo aumento do número de turistas no concelho e na vila de Sintra”.

Recorde-se que a taxa turística cobrada em Sintra tinha sido suspensa em novembro de 2020, devido à pandemia da COVID-19, que levou a autarquia a decretar a isenção desta taxa, que foi criada em 2019 e é cobrada pelos empreendimentos turísticos e estabelecimentos de alojamento local aos respetivos hóspedes com estadia máxima de três noites seguidas.

As receitas desta taxa revertem para o “crescimento sustentável do turismo, qualidade ambiental e manutenção do património cultural do município”.

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Escola de Hotelaria e Turismo do Porto celebra aniversário com evento para profissionais do setor

Evento vai juntar várias centenas de profissionais do turismo, incluindo atuais e antigos alunos da EHTP, e dar continuidade às comemorações do 50.º aniversário da instituição de ensino, que foram interrompidas com a pandemia da COVID-19.

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A Escola de Hotelaria e Turismo do Porto (EHTP) vai realizar a 26 de junho, a partir das 18h00, o evento “Do You Remember”, que vai juntar várias centenas de profissionais do setor do turismo e dar continuidade às comemorações do 50.º aniversário da instituição de ensino, que foram interrompidas com a pandemia da COVID-19.

“Através da realização do “Do You Remember” – sunset cocktail, esta instituição, para além de celebrar a sua história, espera ainda demonstrar a vivacidade e a atratividade que o setor do turismo encerra, que apesar de prejudicado pela pandemia, aparece agora com redobrado ânimo tendo em conta as variadas oportunidades de emprego que se verificam em Portugal e no mundo”, refere a EHTP, em comunicado.

O evento vai, segundo Paulo Morais Vaz, diretor da EHTP, contar com a participação de “atuais e antigos alunos  numa perspetiva de partilha de experiências e networking pessoal e profissional”.

Dos vários participantes no evento “Do You Remember”, a EHTP destaca a presença de antigos alunos da EHTP que, “graças aos seus percursos profissionais, se tornaram figuras incontornáveis do turismo e da hotelaria a nível nacional e internacional”.

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Portugal é o 3.º destino mais seguro da Europa para visitar este verão

A qualidade das águas balneares e dos cuidados de saúde, bem como a reduzida taxa de criminalidade violenta foram os principais fatores que ditaram a classificação do país, segundo um estudo da Forbes Advisor.

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Portugal apresenta-se como o 3.º destino mais seguro da Europa para visitar no verão deste ano, de acordo com um estudo da Forbes Advisor, que aponta a qualidade das águas balneares e dos cuidados de saúde, bem como a reduzida taxa de criminalidade violenta como os principais fatores que ditam a classificação do país.

“A segurança pode ser um fator decisivo quando as pessoas pensam onde vão passar as suas férias e estes números mostram que existem diferenças consideráveis por toda a Europa quando medimos fatores como a qualidade das águas balneares ou os níveis de criminalidade”, sublinha a Forbes Advisor no comunicado divulgado.

Neste ranking, Portugal obteve uma classificação de 82,1 pontos entre 100 possíveis, sendo um dos países que ficaram classificados em sétimo lugar no que diz respeito à qualidade das águas balneares, enquanto ao nível da poluição atmosférica o país ficou em quarto lugar, com uma das mais baixas taxas de poluição entre os países analisados. Já a qualidade dos cuidados de saúde foi o parâmetro que mereceu menor classificação, ficando no 10.º lugar.

O ranking de países mais seguros da Forbes Advisor é, no entanto, liderado pela Suíça, que obteve uma classificação de 88,3 pontos, uma vez que, apurou o estudo, este é o país que tem os melhores cuidados de saúde entre os 29 países europeus analisados, seguido dos Países Baixos e da Dinamarca.

A Suíça tem também uma das menores poluições atmosféricas e uma baixa taxa de criminalidade, fatores que garantem ao país uma boa classificação neste ranking, ainda que a qualidade das águas balneares da Suíça tenha ficado em sexto lugar.

Já o segundo lugar foi atribuído à Eslovénia, que alcançou uma pontuação de 82,3 pontos, uma vez que o país apresenta uma das mais baixas taxas de criminalidade violenta, enquanto a poluição atmosférica, qualidade das águas balneares e cuidados de saúde também apresentaram um “bom desempenho”.

Além da Suíça, Eslovénia e Portugal, o ranking dos países mais seguros para férias neste verão é ainda composto pela Áustria (81,4 pontos), Alemanha (81,2 pontos), Espanha (78,8 pontos) e República Checa (76,6 pontos).

 

 

 

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