Assine já
Alojamento

NAU Hotels & Resorts é a nova marca hoteleira

A marca hoteleira, que vai gerir dez empreendimentos turísticos detidos pela ECS Capital, pretende contribuir para “o incremento de capacidade e qualidade turística em Portugal”, garante Fernando Esmeraldo, presidente da ECS Capital.

Raquel Relvas Neto
Alojamento

NAU Hotels & Resorts é a nova marca hoteleira

A marca hoteleira, que vai gerir dez empreendimentos turísticos detidos pela ECS Capital, pretende contribuir para “o incremento de capacidade e qualidade turística em Portugal”, garante Fernando Esmeraldo, presidente da ECS Capital.

Sobre o autor
Raquel Relvas Neto
Artigos relacionados
Primeiro novo hotel concebido pela NAU Hotels & Resorts abre dia 20
Alojamento
Herdade dos Salgados com posto de enfermagem
Alojamento
Grupo NAU volta a associar-se ao Vogue Fashion Night Out
Alojamento
Salgados Palace recebe lançamento da Volkswagen
Alojamento

A nova marca hoteleira integra inicialmente dez hotéis, três campos de golfe, vários restaurantes e um centro de congressos no Algarve com mais de 1600 lugares. O conjunto de activos inclui os hotéis da extinta CS Hotels & Resorts, são eles: São Rafael Atlântico, São Rafael Suites, Salgados Palace, Salgados Palm Village, Salgado Dunas Suites, Salgados Vila das Lagos, Morgado Golf & Country Club, Lago Montargil & Villas, Vintage House Lisboa e Vintage House Douro. A estes acrescem os campos de golfe Salgados Golf Course, Morgado Golf Course e Alámos Golf Course.

No total, são 1300 unidades de alojamento, com cerca de 3300 camas e 800 colaboradores em termos médios ao longo do ano.

Fernando Esmeraldo – ECS Capital

Fernando Esmeraldo, presidente da ECS Capital, em conferência de imprensa, explicou que os “diferentes fundos que gerimos têm, neste momento, cerca de 20 empreendimentos turísticos e são responsáveis por cerca de 1500 postos de trabalho permanentes e directos e temos uma presença nacional.” “Neste sector, estamos sempre atentos a soluções que criem mais valor aos nossos ‘stake holders’. Temos que ter, dentro dos diferentes modelos de gestão, um elemento de gestão hoteleira com escala para podermos, em algumas circunstâncias, utilizá-lo. Assim, com o lançamento deste operador, pensamos que podemos contribuir para o incremento de capacidade e qualidade turística em Portugal”.

“Também gostaríamos de ser um parceiro para o que é a promoção e o desenvolvimento do turismo com organizações e outros operadores”, reforçou o responsável da ECS Capital.

Por sua vez, Pedro Almeida, presidente do Conselho de Administração da NAU Hotels & Resorts, explicou que “a ECS enquanto sociedade gestora e assessora de fundos de investimento tem assumido um importante papel de consolidar economicamente activos com estruturas financeiras desajustadas, mantendo-as a funcionar, gerando valor e criando postos de trabalho”. A NAU Hotels & Resort “agrega alguns desses activos no quadro de uma gestão integrada de criação de mais valor. Nasce, assim, um novo operador hoteleiro em Portugal, (…) que se posiciona no segmento de oferta superior nacional. A NAU Hotels & Resorts junta a estes activos hoteleiros competências técnicas e tecnológicas de investimentos que fez e capacidade de gestão que, combinadas com as excelentes condições características do nosso País apresenta, pode ser um parceiro muito importante na afirmação do turismo em Portugal”.

Além da formação técnica e comportamental das suas equipas, foram criados dois instrumentos para a estruturação e enquadramento base da marca: ‘brand standard manual’ e um ‘hotel operations procedures’. Segundo Pedro Almeida, a marca vai diferenciar-se “pelo enfoque no cliente e no compromisso do total cumprimentos dos níveis de serviço pré-estabelecidos”, uma tarefa que está presente sob a assinatura ‘Leading Guest Happiness’.

Em 2015, Pedro Almeida indicou que a marca integrará uma nova unidade hoteleira de cinco estrelas com 60 quartos, um projecto que já fazia parte dos planos de expansão do Grupo CS, em Belém, no antigo Palácio do Governador. Este boutique hotel resultará de um investimento de cinco milhões de euros e será complementado por um spa, restaurante e uma sala de eventos.

Os dez empreendimentos actuais devem finalizar o ano de 2014 com um volume de negócios na ordem dos 32 milhões de euros, mas para o próximo ano, Pedro Almeida perspectiva um crescimento de 15% no próximo ano.

José Silva Pais, Mário Ferreira, Pedro Almeida e Carlos Costa.

A NAU Hotels & Resorts conta com um conselho de administração composto por administradores não-executivos propostos pela ECS Capital – Pedro Almeida, Gracinda Raposo e Gonçalo Batalha – e por uma Comissão Executiva, constituída por Mário Ferreira, José Silva Pais e Carlos Costa.

 

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

Raquel Relvas Neto

Mais artigos
Artigos relacionados
Transportes

easyJet mantém resultados no negativo, mas aponta recuperação total para final de 2022

Com resultados ainda no vermelho no ano fiscal de 2021, terminado em setembro, a easyJet aponta para estar a níveis pré-pandémicos no 4.º trimestre de 2022.

Publituris

A easyJet obteve, no exercício fiscal de 2021, terminado em setembro, receitas de 1.458 milhões de libras (cerca de 1.725 milhões de euros), comparando com os 3.000 mil milhões de libras (cerca de 3.540 mil milhões de euros) do exercício transato de 2020, correspondendo a um decréscimo de 52%.

No que toca aos lucros, a companhia aérea anuncia, no comunicado ao mercado, que obteve prejuízos de 858 milhões de libras (ligeiramente acima de mil milhões de euros), após contabilizar perdas de 1.079 milhões de libras (1.270 milhões de euros) no ano anterior.

Ao comentar os resultados, Johan Lundgren, CEO da easyJet, admite que a companhia está a passar pela pandemia com “força renovada”, tendo “transformado o negócio ao otimizar a rede e flexibilidade, proporcionando uma economia significativa de custos”.

Depois de apresentados os números referentes ao ano fiscal de 2021, pode ler-se no comunicado que a companhia vê “um início encorajador para este ano [2022]”, destacando a “forte procura para os períodos de pico de férias de inverno, juntamente com o aumento da procura de verão”, admitindo que a capacidade no último trimestre de 2022, ou seja, de julho a setembro do próximo ano, “esteja perto dos níveis do ano fiscal de 2019”.

“Com planos ambiciosos de crescimento, estamos a expandir as nossas posições de liderança em bases importantes como Gatwick e Milão com ‘slots’ e aeronaves adicionais este ano e com 118 aeronaves encomendadas com uma compra adicional de 59 opções e direitos confirmados para continuar a desenvolver nos próximos anos”, diz Lundgren, vendo uma “oportunidade para a easyJet conquistar clientes e quota no mercado” aos rivais neste período.

Quanto à nova variante da COVID-19, Ómicron, a companhia refere no comunicado que, “é muito cedo para dizer que impacto a variante terá nas viagens na Europa e as consequências que quaisquer restrições de curto prazo possam ter”.

“Continuamos a ver os bons níveis das novas reservas para a segunda metade do ano e continuamos a esperar que o quarto trimestre de 2021-2022 mostre um regresso aos níveis próximos da pré-pandemia em termos de capacidade, já que as pessoas optam por fazer as suas esperadas férias de verão”, refere a companhia no comunicado.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Mudanças na Lufthansa Portugal: sai Patrick, entra Thomas

Aós cinco anos a liderar o departamento de vendas em Portugal, Patrick Borg Hedley dá o lugar a Thomas Ahlers.

Victor Jorge

A Lufthansa renovou a sua estrutura diretiva de vendas em Portugal, com a saída de Patrick Borg Hedley, há cinco anos à frente do departamento de vendas no nosso país e que “viaja” para a Finlândia para ficar à frente dos destinos da companhia no país escandinavo, mas também com a supervisão do mercado belga.

Para substituir Patrick Borg Hedley, a Lufthansa nomeou Thomas Ahlers como general manager of sales depois de ter passado por Nova Iorque, Xangai ou Frankfurt, entre outros mercados.

Na apresentação do novo executivo do grupo Lufthansa em Portugal, Julia Hillenbrand, diretora-geral do grupo para a Europa Ocidental, teve a oportunidade de agradecer o trabalho realizado por Patrick Borg Hedley, destacando os desafios que foram colocados à companhia ao longo deste período, admitindo que “a indústria da aviação foi a primeira a entrar na crise e, provavelmente, será última a sair”. Contudo, a executiva, baseada em Madrid (Espanha) mostrou-se “otimista quanto ao futuro”, revelando que 55% da frota “está no ar” e a voar para 80% dos destinos comparativamente a 2019.

Patrick Borg Hedley referiu, por sua vez, que os cinco anos que passou em Portugal foram “gratificantes”, destacando o aumento do número de passageiros transportados, tendo passado de 1,6 milhões, em 2016, para 2,4 milhões, em 2021.

Salientando que a companhia está no nosso país há 66 anos, o anterior diretor de vendas no nosso país fez ainda referência às novas rotas introduzidas pela Lufthansa, admitindo que, para tal, “é preciso conhecer a procura”. Assim, depois de várias rotas que passaram a ligar a Madeira a cidades alemãs, nomeadamente, Munique e Frankfurt, Borg Hedley destacou as rotas abertas recentemente com os Açores, a partir de Ponta Delgada e que passaram a ligar a ilha a Genebra, Frankfurt.

Embora os tempos sejam de alguma incerteza, Julia Hillenbrand fez ainda referência aos 80.000 lugares adicionais e 440 voos extra para a época de Natal e Ano Novo que o grupo alemão anunciou no início de novembro.

Do lado de quem acaba de chegar, ou seja, Thomas Ahlers, a promessa é a de “continuar” o trabalho feito pelo seu antecessor, destacando a “flexibilidade e adaptabilidade” como “pilares de atuação para os tempos desafiantes que vivemos”, destacando o processo de vacinação desenvolvido em Portugal que contribui para um “clima de confiança”.

De resto, o novo diretor-geral de Vendas em Portugal do Lufthansa Group, responsável pela atividade comercial e vendas de todas as transportadoras aéreas do grupo (Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings e SWISS) que operam no mercado português, admitiu que, nestes tempos, “as pessoas passaram a procurar mais destinos de proximidade e de lazer”, evidenciando a importância de Lisboa e Porto (responsável por 80% da operação da companhia no nosso país). “Creio que os destinos que envolvam voos de longa distância vão demorar mais a recuperar” e, por isso, “a operação em Portugal será muito importante”, estimando Ahlers um crescimento de “duplo dígito para este inverno”.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Distribuição

ASGAVT considera “inadmissível” o atraso nos apoios ao turismo

A ASGAVT– Associação de Sócios Gerentes das Agências de Viagens e Turismo, considera “inadmissível” o atraso nos apoios ao turismo, atividade económica mais afetada por esta pandemia.

Publituris

A ASGAVT– Associação de Sócios Gerentes das Agências de Viagens e Turismo, considera “inadmissível” o atraso nos apoios ao turismo, atividade económica mais afetada por esta pandemia, “situação que esta a causar graves constrangimentos em todo o setor”.

Em comunicado de imprensa, a associação refere que “os fundos de apoio à tesouraria do Turismo de Portugal, que anteriormente eram de rápida aprovação e liquidação neste momento estão pendentes a meses as suas validações e posteriores liquidações”, enquanto “o IAPMEI, esta a demorar cerca de um mês a analisar os processos, que pela sua simplicidade deveriam ser analisados em dias”.

Diz ainda o mesmo comunicado que “a inoperância desta entidade (IAPMEI), faz com que tenhamos empresas com projetos aprovados e contratos assinados a aguardar há mais de 15 dias pela validação e libertação dos fundos”.

A ASGAVT lembra que “este ano o pico de época do inverno acabou por se tornar numa angústia para nos e para os nossos clientes. O Carnaval despareceu tal como metade das férias da Páscoa. Para o Natal já foram decretadas mais restrições. O aperto no controlo fronteiriço aliado as restantes restrições, que apesar de serem consideradas essenciais para a nossa proteção, acabaram com as já poucas reservas que íamos tendo. O receio de não poder concretizar as reservas já efetuadas, fez com que esta manhã se iniciasse um pedido massivo de cancelamentos”.

Assim, “resta-nos mais uma vez solicitar ao nosso governo que olhe para nosso sector com responsabilidade e de uma forma assertiva e rápida, correndo o risco, de caso não faça, criar uma onda de falências e desemprego nunca antes visto neste setor. Mais uma vez não seremos encerrados por decreto mas o decreto vai ditar a nossa impossibilidade de trabalhar, destaca a ASGAVT na sua nota.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

‘Guia Algarve’ de dezembro repleto de propostas

O ‘Guia Algarve’ de dezembro apresenta um conjunto de propostas para quem visita ou reside na região, que passa por mercados, feiras, música, exposições e muitas outras atividades.

Publituris

O ‘Guia Algarve’ de dezembro apresenta um conjunto de propostas para quem visita ou reside na região, que passa por mercados, feiras, música, exposições e muitas outras atividades, para todos os gostos e idades.

Estes e outros eventos estão reunidos no guia mensal de eventos editado pela Região de Turismo do Algarve, uma publicação bilingue (português e inglês), com uma tiragem de 35 mil exemplares e distribuição gratuita nos hotéis, agências de viagens, postos de turismo, aeroporto de Faro, rent-a-cars e campos de golfe da região.

Para quem já está à procura de presentes de Natal, pode escolher o comércio tradicional, optando pelas dezenas de feiras e mercados que vão percorrer os vários concelhos do Algarve.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Presidente do Governo Regional defende reforço de mecanismos de informação junto de turistas que visitam os Açores

Na sessão de encerramento do primeiro VisitAzores Tourism Forum, o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, valorizou o facto da região ser “uma referência cada vez mais relevante no contexto planetário”.

Publituris

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu esta segunda-feira, 29 de novembro, o reforço pela Região de mecanismos de informação, nomeadamente digital, junto dos turistas que visitam as nove ilhas, garantindo-se dessa forma momentos “não apenas de lazer, mas também de elevação cultural”.

“Temos, efetivamente, tanto para oferecer em termos de informação em todas as áreas: natureza, património edificado, património identitário, condições inatas da nossa existência e surgimento planetário, a nossa posição geoestratégica, a relação com as novas economias como o mar, o espaço”, enumerou José Manuel Bolieiro, na sessão de encerramento do primeiro VisitAzores Tourism Forum, evento que cruzou as tendências do ‘marketing’ territorial com os novos caminhos do setor do turismo.

“Enquanto destino, somos uma referência cada vez mais relevante no contexto planetário, fruto da especial sensibilidade que o turismo, pela sustentabilidade, cala fundo nas opções de tantos dos nossos visitantes”, valorizou José Manuel Bolieiro.

O governante falava no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, reafirmando “a confiança que o Governo tem neste potencial da capacidade instalada e daqueles que podem alargar essa capacidade com novos investimentos”.

Para contrariar uma eventual “contemplação ignorante” do que as nove ilhas têm para oferecer, o presidente do Governo defende um reforço da informação, nomeadamente de base científica, junto dos turistas.

“Precisamos urgentemente de encontrar soluções multilingue para encontrar apoio científico”, sublinhou, antes de valorizar o trabalho dos diferentes centros de interpretação neste campo.

A “experiência” do visitante deve ser prosseguida pela Região de modo a “elevar a experiência turística” de quem se desloca em lazer aos Açores, concretizou José Manuel Bolieiro, que se mostrou confiante nos indicadores económicos da Região neste campo e a preparação desenvolvida para o período pós-pandemia.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Número de hóspedes e dormidas crescem a três dígitos em outubro no alojamento turístico

O mês de outubro foi bastante positivo para o alojamento local, com os dados a mostram crescimentos de 115,5% nos hóspedes e 139% nas dormidas. Comparado com o mesmo mês de 2019, as quebras mantêm-se.

Victor Jorge

O setor do alojamento turístico registou 2,1 milhões de hóspedes e 5,5 milhões de dormidas em outubro de 2021, correspondendo a aumentos de 115,5% e 139%, respetivamente, depois de, em setembro, ter registado evoluções de 52,3% e 58,5%, pela mesma ordem), revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira, 30 de novembro.

Quando comparados os números de outubro de 2021 com os do mesmo mês de 2019, a análise mostra que os níveis atingidos foram inferiores aos observados em igual período pré-pandémico, indicando o INE quebras no número de hóspedes e de dormida de 14,6% e 13,5%, respetivamente.

Em outubro, o mercado interno contribuiu com 2 milhões de dormidas e aumentou 65,4%, continuando a superar os níveis do período homólogo de 2019 (+28,2%). As dormidas de não residentes, por sua vez, totalizaram 3,5 milhões, o valor mais elevado desde outubro de 2019, tendo triplicado face a outubro de 2020 (+216,6%), mas decresceram 26,7% face a outubro de 2019.

Os dados do INE destacam um aumento das dormidas em todas as regiões, comparando outubro de 2021 com o mesmo mês de 2020. Já numa comparação com o mês de outubro, mas de 2019, os dados evidenciam crescimentos no Alentejo (+14,9%) e Madeira (+3,9%), enquanto as restantes regiões registaram decréscimos.

No acumulado do ano, ou seja, nos primeiros dez meses de 2021 face a igual período de 2020, as dormidas aumentaram 31% (+31,9% nos residentes e +30% nos não residentes), mas decresceram 49,9% (-11% nos residentes e -66,3% nos não residentes) quando comparado com o mesmo período de 2019.

Finalmente, o INE revela, também, que neste mês de outubro, 24,2% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, contra os 20,5% de setembro.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Destinos

Belas Clube de Campo lança soluções Golden Visa Ready

O Belas Clube de Campo lançou um conjunto de soluções Golden Visa Ready com possibilidade de escritura imediata, na sequência das alterações à atribuição dos Vistos Gold em Portugal, anunciadas para 2022.

Publituris

O Belas Clube de Campo lançou um conjunto de soluções Golden Visa Ready – apartamentos e lotes para construção de moradias, com possibilidade de escritura imediata.

A decisão do Belas Clube de Campo vem na sequência das alterações à atribuição dos Vistos Gold em Portugal, anunciadas para 2022, que têm originado uma elevada procura para compra de imóveis, por parte de investidores nacionais e internacionais.

De acordo com Gilberto Jordan, presidente Conselho de Administração da Planbelas “queremos continuar a contribuir para a captação de investimento internacional em Portugal e, para isso, desenvolvemos esta estratégia, que visa assegurar as melhores condições aos compradores que queiram investir em imobiliário até ao final deste ano”.

Em nota de imprensa, o empreendimento imobiliário-turístico destaca que dos cerca de seis mil milhões de euros investidos para obter uma autorização de residência, 90,4% foram para a compra de imóveis. No Belas Clube de Campo, 60% das vendas no Lisbon Green Valley são feitas junto do mercado estrangeiro, dos quais 30% com recurso ao Golden Visa. As nacionalidades que mais têm procurado esta modalidade são o Brasil e o Reino Unido, contando já com mais de 30 nacionalidades residentes.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

Hotel Eurostars Aliados inaugurado

O Hotel Eurostars Aliados, unidade de 5 estrelas na cidade do Porto, que abriu portas no passado mês de maio, acaba de ser inaugurado oficialmente.

Publituris

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, e o presidente do Grupo Hotusa, Amancio López Seijas acabam de inaugurar oficialmente o Hotel Eurostars Aliados, unidade de 5 estrelas na Invicta, que abriu portas no passado mês de maio.

Situado na Avenida dos Aliados, o hotel oferece 149 quartos em instalações tematizadas em torno de quatro dos principais atrativos da cidade: a arquitetura, as suas pontes, o rio e o vinho.

Trata-se do primeiro hotel de 5 estrelas da Eurostars Hotel Company, área hoteleira do Grupo Hotusa, na cidade do Porto. História e vanguarda estão juntos neste luxuoso estabelecimento construído num edifício modernista que brilha em perfeita consonância com o estilo que caracteriza o centro da cidade.

A unidade hoteleira dispõe ainda de uma ampla oferta de serviços, entre os quais se destaca o seu restaurante, com uma seleção de pratos tanto da tradição local como da culinária de vanguarda, um ginásio totalmente equipado, moderna e completa zona de Spa dotada de sauna, banho turco, fonte de gelo, duche de sensações, sala de massagens e vitality Pool, bem como quatro salões concebidos para a organização de eventos e celebrações tanto de índole profissional como pessoal.

Na ocasião, o presidente do Grupo Hotusa reforçou a importância de Portugal, que é, depois de Espanha, o mercado com maior implantação da Eurostars Hotel Company. A companhia administra atualmente um total de 21 estabelecimentos e aproximadamente 2000 quartos.

Além do Eurostars Aliados, de 5 estrelas, a área hoteleira do Grupo Hotusa já explora na cidade do Porto um total de sete estabelecimentos: o Eurostars Das Artes, o Eurostars Porto, o Eurostars Heroismo, o Eurostars Porto Douro, o Eurostars Porto Centro, o Exe Almada Portoe e o Eurostars Matosinhos, todos de 4 estrelas.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

“Em 2022 seremos maiores que a TAP”, garante CEO da Ryanair

Mais uma vez critico da atuação do Governo português relativamente à TAP, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, destaca que a companhia nacional poderá “facilmente” desbloquear 250 ‘slots’ por semana no aeroporto de Lisboa.

Victor Jorge

Em mais uma visita a Portugal, Michael O’Leary, CEO do grupo Ryanair, deixou, não um recado, mas uma certeza: “Em 2022 seremos maiores que a TAP”.

O responsável pela companhia low cost irlandesa voltou a criticar a política do Governo português relativamente à TAP, demonstrando que “a Ryanair irá crescer mais do que a TAP sem desperdiçar 3,2 mil milhões de euros”. Munido dos slides de apresentação, O’Leary anunciou a maior programação de verão para Portugal para 2022, com 17 novas rotas, totalizando, assim, 170 rotas a partir de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Funchal, a mais recente e 5.ª base da companhia no nosso país.

Assinalando que a Ryanair possui as tarifas “mais baixas da Europa”, O’Leary assinalou que, em 2022, voará para 170 destinos a partir dos aeroportos nacionais, enquanto a TAP voará para 65. Certo é que as estimativas do responsável irlandês apontam para que a companhia consiga transportar mais de 13 milhões de passageiros, “enquanto a TAP, com os mais de três mil milhões de euros recebidos pelo Estado português, não irá além dos 11 milhões”.

Para Portugal, O’Leary anunciou ainda mais 28 aeronaves, num investimento de 2,8 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 2,5 mil milhões de euros, criando, assim, segundo o mesmo, mais 1.000 empregos diretos e 9.000 indiretos.

Afirmando que a Ryanair “cria empregos, enquanto a TAP reduz e que “lidera o turismo e a recuperação económica”, O’Leary afirmou ainda que a companhia irlandesa não cresce mais, “porque o novo aeroporto ainda não existe”.

A crítica maior do CEO da Ryanair foi, contudo, direcionada ao “desperdício” dos ‘slots’ desaproveitados pelas companhias aéreas concorrentes da TAP, salientando que “essa acumulação de ‘slots por parte da TAO bloqueia a recuperação do turismo” em Portugal.

Esse bloqueio dos ‘slots levou,m segundo o’Leary ao cancelamento de mais de 700 voos por parte da Ryanair, “o que significa menos 130.000 passageiros e turistas para o país”.

“A TAP sabe que nunca irá utilizar esses ‘slots’, mas não os desbloqueia”, acusa o CEO da Ryanair, adiantando ainda que, “quando a TAP liberta os ‘slots’, fá-lo em cima da hora, de modo a que mais nenhuma companhia possa utilizar”, apelando ao Governo e entidades regulatórias que “atuam”.

Contabilizando o número de ‘slots’ que a TAP poderia libertar, O’Leary afirmou que a companhia portuguesa poderia “facilmente desbloquear 250 ‘slots’ por semana, até porque mesmo esse número [250] ficará abaixo dos ‘slots’ desperdiçados semanalmente”.

Garantindo que irá diminuir “drasticamente” os preços dos voos da Madeira para Lisboa e Porto, O’Leary mostrou-se “preocupado” com a nova variante do coronavírus (Omicron), criticando os governantes europeus por “avançarem de imediato para as restrições e proibições”. “Não cancelámos voos e iremos cumprir com todas as diretrizes que sejam postas em práticas pelas autoridades de saúde e segurança dos diversos países”, deixando a certeza que “iremos cumpri-las”, destacando ainda “não ver razão para que passageiros com certificado e testes negativos não possam voar”.

Quanto ao novo Governo a sair das eleições de 30 de janeiro de 2022, o CEO da Ryanair não quis tecer qualquer comentário, afirmando que “sou um simples irlandês que não se quer meter na política portuguesa”.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Sem categoria

“Temos de ter a noção de que teremos de ser muito eficazes”

Analista, consultor, ex-governante, Paulo Portas estará no Congresso da APAVT para indicar alguns caminhos passados e futuros. As incertezas são grandes e conhecem atualizações constantes e nesta entrevista, feita antes de conhecidas as “novidades” da variante Omicron, Paulo Portas admite que “o mundo que gira à volta do turismo é enorme”, não percebendo “por que razão devemos dar um pontapé naquilo que nos ajuda a criar riqueza”.

Victor Jorge

Muito se tem falado na recuperação ou retoma do setor do turismo, da importância do mesmo para a economia do nosso país e o que se pode, deve e tem de fazer. Em entrevista, Paulo Portas, ex-vice-Primeiro-Ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, jurista e empresário, dá a sua visão (crítica) relativamente a diversos temas. A começar pelo aeroporto e pelas “injustiças” cometidas contra o setor privado. Tudo isto em entrevista no âmbito do 46. Congresso da APAVT e antes de conhecidas as mais recentes novidades relacionadas à nova variante da COVID-19.

O título da sua intervenção no 46.º Congresso da APAVT é “Recuperação pós-Covid: tendências globais, europeias e nacionais – As questões do crescimento, as incertezas da retoma e o futuro da economia”. Já estamos em recuperação? E que incertezas existem ou poderão existir relativamente a essa mesma retoma no turismo?
Se compararmos 2021, como provavelmente vai terminar, com 2020, obviamente que estamos a recuperar e, felizmente, com bastante força e sustentação. É preciso termos a noção de que em 2020, o ano mais trágico de todos os pontos de vista, as dormidas, em Portugal, caíram, em hotéis, 65% face a um ano normal. Em Alojamento Local, a quebra foi de cerca 59% e mesmo em espaço rural, mais protegido, o decréscimo rondou os 35%. Por isso, comparando com 2020 estamos substancialmente melhores.

Se compararmos com o último ano normal das nossas vidas – 2019 – ainda não chegámos ao nível em que podemos dizer que recuperámos o ponto de partida.

Mas 2019 foi um ano recorde. Será que podemos bater recorde atrás de recorde?
Foi. Aliás, Portugal foi, sucessivamente, batendo recordes. 2019 é o último ano com o qual nos podemos e devemos comparar e não sou favorável a comparações deliberadamente pessimistas, porque acho que nós, como país, como setor privado, devemos ter ambição e essa é, sem dúvida, superar os anos melhores.

A verdade é que se olharmos para um bom indicador, que não é completo, mas que é bastante interessante, o tráfego dos aeroportos portugueses, fechará, tudo indica, o ano 2021 com um contributo bastante assinalável do último trimestre, portanto de outubro a dezembro, a correr manifestamente bem, fecharemos o ano entre 70 a 80% do nível de 2019.

É preciso ter a noção de que as projeções para o próximo ano, que poderíamos pensar como o ano da aterragem normal e definitiva, não são tanto assim porque apontam, se formos pessimistas, para cerca de pouco mais de 70% do nível de 2019 ou num cenário mais otimista um pouco mais de 80%. Isto porque há incertezas associadas a esta fase a que chamo transformação da pandemia em endemia. Ou seja, nós temos incertezas ainda do lado da saúde publica, porque temos incertezas relativamente à possibilidade de existência de variantes e ao peso que têm no bloqueio da sociedade no nível da não vacinação deliberada que, felizmente em Portugal, é relativamente baixo, mas que em vários países europeus, para não falar dos EUA, é altíssimo.

Quando uma parte da sociedade recusa a solução que a ciência lhe oferece para voltarmos a ter uma vida normal, isso impede os mercados e as administrações de funcionarem completamente abertos.

Temos visto países a aumentarem o número de casos, regresso de confinamentos e taxas de vacinação abaixo dos 30%.
Essa realidade é desastrosa. Todos os países europeus com menos incidência de vacinação estão a Leste. Não são todos, mas alguns são especialmente críticos. A permeabilidade dos sistemas ao negacionismo e às teorias de conspiração, esta gente que se dedica a inventar e não a trabalhar que é como estão as democracias na Europa, isso tem consequências económicas.

Em geral, devo dizer, uso sempre o conceito de assimetria para explicar as consequências económicas da pandemia. Esta pandemia é mundial, global, mas não é assimétrica. É preciso fazer esta distinção subtil, porque é muito importante. O mundo nunca esteve aberto ao mesmo tempo em todo o lado e o mundo nunca esteve fechado ao mesmo tempo em todo o lado. Isto tem consequências económicas enormes.

E mesmo atualmente ainda estamos longe dessa assimetria, 20 meses depois do início desta pandemia.
Sim, veja-se o Reino Unido e outros países europeus, a Ásia. A diferença entre a pandemia e a endemia é que na pandemia o vírus controla-nos a nós, na endemia somos nós que controlamos o vírus.

Numa, estamos sempre a fazer face ao desconhecido, na outra, habituamo-nos a gerir esta dificuldade.

O peso do turismo
Encontrei um comentário que fez a 11 de abril de 2020 [no espaço semanal na televisão] relativamente ao setor do turismo e à chamada de atenção que fez ao peso que o mesmo tinha na economia nacional. 1 em cada 5 euros que Portugal encaixava vindo do estrangeiro vinha do turismo. 20 meses depois, que turismo temos e, fundamentalmente, que turismo teremos no futuro em Portugal em termos de importância económica?
Sim, o turismo representa cerca de 20% das exportações portuguesas. É um quinto de uma economia que acelerou bastante a sua componente exportadora, felizmente, em tempos muito difíceis. Nem sempre as pessoas têm a noção de que economicamente, o turismo aparece na coluna das exportações. Parece importação de pessoas, mas é exportação de serviços.

Lembro-me do presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, referir, em março de 2020, que se tratava de salvar a Páscoa, em maio era salvar o verão, em outubro o Natal e o Ano-Novo, e por aí adiante. E estamos em finais de novembro de 2021 a pensar salvar 2022. Conseguiremos salvar o turismo em Portugal em 2022, apesar do que está a acontecer por esse mundo fora (novo aumento de casos, aumento dos combustíveis, instabilidades económicas, etc.)?
O turismo tem um peso especialmente relevante em países como Portugal, Espanha, Grécia, Itália, entre outros, na formação do PIB e no valor acrescentado da economia.

Tudo o que está à volta do turismo representa cerca de 20% das nossas exportações, a procura turística representa cerca de 15% do PIB e o turismo, em si mesmo, no último ano com estatísticas normais, representou quase 9% do valor acrescentado da nossa economia.

Outro “pequeno pormaior”, o turismo, entre 2018 e 2019, representava quase 450 mil empregos. É muita gente, muitas famílias, muitos jovens dependentes da atividade turística.

E quando digo atividade turística, volto à sua pergunta, sempre me pareceu óbvio que numa pandemia com esta intensidade, os setores que seriam mais afetados no tempo, ou seja, mais impactados direta e persistentemente, seriam todos aqueles que tivessem uma relação com a ideia de multidão.

Até as pessoas ganharem confiança para entrar num avião ou estarem junto com dezenas, senão milhares, num aeroporto, num hotel onde existem centenas de quartos, estarem em congressos e conferências com muitos participantes, isso depende de uma palavra que atualmente vale ouro: confiança.

Sempre me pareceu que pelo facto de em Portugal o turismo ter um peso especificamente mais forte …

Demasiado forte?
Não, acho que Portugal não tem de limitar as suas capacidades naturais nem as suas capacidades se recursos humanos.

Mas houve quem afirmasse que o turismo teria peso a mais na nossa economia.
Sim, houve. E não foi há demasiado tempo que ouvíamos meios bem-pensantes dizerem, às vezes com desdém, que havia turistas a mais. Recordo que em 2020 tivemos o custo de ter turistas a menos. De maneira que as pessoas, eventualmente, possam fazer agora uma avaliação mais justa.

Portugal tem enormes qualidades naturais, tem muito boas qualidades de recursos humanos, é um país comparativamente seguro, um país hospitaleiro, um país com um acesso e facilidade no uso das línguas estrangeiras mais natural do que outros, é um país que foi sabendo, sobretudo ao longo dos últimos 10 anos, construir uma marca do ponto de vista internacional, um país muito premiado do ponto de vista turístico. Por isso, por que razão devemos dar um pontapé naquilo que nos ajuda a criar riqueza e a superar níveis de desenvolvimento que são inferiores aos desejados?

Outros iriam agradecer?
Claro, tudo o que rejeitarmos, outros aproveitarão. Mas é preciso ter atenção que relativamente a 2022 há ainda alguns pontos de interrogação.

Para ser justo, mais uma vez, sabemos mais hoje sobre a pandemia do que sabíamos há um ano. Mas ainda não sabemos tudo. Um dos fatores que é ainda incerto tem a ver com a existência de variantes, embora a história das pandemias aponte para um número de vagas, cujos critérios de classificação vão variando, mas que durou mais ou menos o tempo que esta durou …

Influências externas
Já está a falar no passado?
Falo no sentido que estamos a fazer uma transição para a endemia. O facto de a pandemia passar a ser endemia não quer dizer que o vírus tenha desaparecido, quer apenas dizer que o sabemos controlar.

Por outro, existe uma assimetria económica por causa daquele princípio de que o mundo não está todo aberto ao mesmo tempo e não está fechado todo ao mesmo tempo.

Estamos a viver um conjunto de fatores que refletem alguma incerteza sobre o ano de 2022.

Os preços estão a subir e não é só o preço no supermercado. Tudo o que dependa dos preços da energia ou dos combustíveis, obviamente, vai refletir-se no desajustamento entre a oferta e a procura a que o mundo está a assistir.

Até as próprias cadeias de fornecimento e/ou de logística contribuem para isso?
Exato, as cadeias de fornecimento estão interrompidas em muitos casos e os prazos de entrega estão, às vezes, duplicados e os custos anormalmente altos.

Sabemos que não é um fenómeno definitivo, mas, em 2022, ainda teremos que conviver com o impacto destes fatores nas condições da oferta turística.

Na altura, defendia, igualmente, uma cooperação ou aliança entre Estado e setor privado, admitindo ser “determinante” no turismo, bem como “uma estratégia agressiva em termos internacionais”.
Não pode ser de outra maneira. Nós somos uma economia relativamente pequena, muito dependente, como é evidente, das conjunturas externas. É a única maneira de nos desenvolvermos. Não nos podemos fechar. Se nos fecharmos empobrecemos.

Em circunstâncias excecionais valem de muito pouco as receitas de manual, porque elas não são feitas para circunstâncias excecionais.

Para mim o turismo pode começar na fronteira terrestre ou na marítima, mas quando vemos a quantidade de turistas a chegar ao aeroporto, as agências de viagens, as reservas para os hotéis, os rent-a-car, os guias, a restauração que é beneficiária líquida da atividade turística. Ou seja, o mundo que gira à volta do turismo é enorme. Todo ele depende da restauração da confiança quanto à ideia de que se pode estar com mais gente num determinado local. Isso vai avançando.

Há sinais da recuperação do chamado turismo de convenções ou conferências onde sempre achei que Portugal poderia ser competitivo se fizesse o seu trabalho de casa.

Mas há um ponto de interrogação sobre um segmento muito importante: o turismo de negócios.

A pandemia gerou ou não gerou uma alteração estrutural no comportamento das empresas e quadros relativamente a viagens curtas? Portugal tem uma dependência do turismo corporativo mais elevada do que a média europeia. Aí, acho que os sinais de recuperação são mais tímidos. Alguma alteração veio para ficar.

A chamada digitalização ou transformação digital do trabalho?
É um problema de economia de meios, de poupança por parte das empresas. Os quadros poupam tempo e algumas coisas que antes eram feitas presencialmente e com uma viagem, hoje em dia serão menos feitas dessa maneira. Parece-me que alguma alteração estrutural veio para ficar. Há quem diga 20%, há quem diga que é 40%, ninguém sabe.

Mas volto a frisar que o turismo de convenções e conferências é uma das oportunidades absolutamente extraordinárias para um país que tem sol até ao fim de outubro.

O presidente do Turismo de Portugal Luís Araújo, sempre disse que era preciso manter os motores a trabalhar para que, quando fosse dado o tiro de partida, Portugal pudesse estar na linha da frente. Pergunto-lhe se Portugal está, de facto, na linha da frente comparando com os seus mais diretos concorrentes (Espanha, Itália, Grécia, Croácia, França)?
Portugal, sendo um caso genericamente semelhante a todos esses países que citou, tem circunstâncias absolutamente singulares. Os países são o que são e devem desenvolver o seu melhor. Ninguém é competitivo em todos os critérios, mas onde queremos ser competitivos, temos de ter a ambição de estar nos três primeiros da Europa.

Há muitos critérios de competitividade, mas nenhum país vai ser competitivo em todos. Mas se nós, naqueles em que queremos ser competitivos, tivermos a ambição de ser o 1.º, 2.º ou 3.º, tenho a certeza de que o modo de progresso é maior.

É mais fácil dizer no setor público que se liga a chave, do que no setor privado. Uma parte desse setor privado colapsou.

Se conseguirmos vencer as incertezas, se não tivermos hesitações quanto à 3.ª dose da vacinação, conseguiremos. Estamos a achegar ao inverno, período que já nos pregou partidas no passado, e estamos a atrasar-nos na 3.ª dose. Esta está a ser dada somente a pessoas com mais de 65 anos. Ora, a força de trabalho essencial do país está abaixo dessa idade. Temos de nos despachar nessa matéria, ser muito profissionais e, com toda a franqueza, não podemos dar um centímetro de espaço aos negacionismos e teorias da conspiração. Essa gente dá cabo das economias.

Mas disse que parte do setor privado colapsou. Pergunto, voltará a erguer-se?
Uma das grandes vantagens da economia de mercado é que nada se perde, tudo se transforma. De facto, há quem fique para trás, mas nascem outros projetos. Muitas empresas aproveitaram para fazer reestruturações, olharam para o seu modo de funcionar e tentaram melhorá-lo. O setor privado é, neste aspeto, muito mais ágil do que as administrações do Estado.

Gostaria, por exemplo, que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) fosse muito mais orientado para o setor privado, pela simples razão, e não por um critério ideológico, que 80% do emprego e da riqueza criada em Portugal é pelo setor privado.

As (várias) incertezas
Acresce-se a incerteza política que em nada vem ajudar?
Temos um Governo que está em plenitude de funções. Não ponham na cabeça que o Governo caiu ou que está em gestão. Nem caiu, nem está em gestão.

Não é boa ideia para o país defender que o Governo não pode fazer nada, porque senão perdemos um trimestre, pelo menos. E um trimestre tem valor económico.

Como não temos riqueza para perder, não nos podemos dar ao luxo de perder um trimestre ou dois.

Acho que é preciso encontrar um equilíbrio entre o que o Governo deve poder fazer, porque está em funções, e aquilo que não é aconselhável que faça por, não sendo um Governo de gestão, ser em todo o caso um Governo que transita para um futuro Executivo seja ele qual for.

Mas não se deve nem pode defender que a Administração fique parada.

Não nos podemos esquecer que o PRR tem um prazo de execução curto e não podemos andar a deitar trimestres ou semestres pela janela ou que não o executamos em tempo. Não há tempo para prolongamento.

E é preciso não esquecer que isto acontece uma vez, não há segundas nem terceiras hipóteses, não há nenhum tesouro europeu. Apesar das dificuldades próprias do sistema político democrático, temos de ter a noção de que teremos de ser muito eficazes.

Quando falamos de turismo, 2020 e 2021 teve no turismo interno um eixo essencial.
Sim, de facto, ganhámos alguma intensidade no mercado ou turismo interno e eventualmente, alguma dela, não toda, perdure. Não toda, mas alguma.

E temos os mercados de proximidade que, ao contrário, dos transatlânticos assumem uma importância nos tempos mais próximos?
Sabemos, atualmente, do que dependemos. Isso não tem ciência. Se porventura, houvesse uma circunstância em que Reino Unido, Espanha, Alemanha, França estivessem fechados ao mesmo tempo, seria dramático.

Sabemos todos que dependemos desses mercados e que é preciso um esforço enorme para diversificar. Sabemos onde podemos crescer. Onde é? Em mercados que estão a crescer sustentadamente acima do crescimento global e que está a criar novas classes médias.

Incertezas TAP e aeroporto
É impossível falar em turismo, ou melhor, crescimento do turismo em Portugal sem abordar certas e determinadas infraestruturas como, por exemplo, o novo aeroporto para a área de Lisboa?
Não consigo entender a hesitação sobre o novo aeroporto. Sou favorável, como sempre fui, por economia de meios e porque a nossa divida é o que é, à solução Portela +1 e não consigo entender a exaustão de tempo que tudo isto tem demorado.

Naturalmente que agora haverá argumentos para o conforto, com a justificação de que só iremos recuperar em 2023 ou 2024.

Mas o aeroporto não se constrói em um ou dois anos?
Mesmo por isso, não podemos esperar. Sendo evidente que a Portela já estava a atingir um ponto de limite. Pode fazer obras, aumenta-se esse limite …

Há quem diga que esse limite já foi atingido em 2019?
Com as obras aumentaria, porque é sobretudo um problema de espaço para os aviões.

Não temos recursos para fazer um completamente novo, porque isso é muitíssimo mais caro.

Quando fala de novo, refere-se a Alcochete?
Seja o que for, um completamente novo, de raiz. A nossa dívida é quase 135% do PIB e é preciso que tenhamos a noção de que este problema virá ter connosco.

Basta que se verifique uma alteração na economia internacional, tendencial, que já se começa a notar, com os juros a não ficarem a zero nem neutrais.

Sou muito pragmático: preciso de mais infraestrutura aeroportuária? Sim! Tenho capacidade para fazer um aeroporto de raiz, novo? Gostaria de ter, mas não tenho! Há uma hipótese de o fazer? Sim! Então porque não começa?

Acho que o raciocínio é tão lógico que faz confusão.

Acredita nas datas avançadas pelo ‘chairman’ da ANA no Dia Mundial do Turismo ao dizer que teremos aeroporto em 2035 ou 2040?
Isso é estrita responsabilidade do decisor político. Ora decide-se, ora não se decide, ora são os ambientalistas, ora são os municípios, ora são os lobbies, ora são as pressões para que se construa noutro lado e com outros meios.

Sabe que há coisas que são difíceis de decidir, agora a equação é tão evidente: preciso, não tenho meios para fazer um completamente novo, tenho uma hipótese de fazer um que é complementar, era por aí que ia.

Fico baralhado com tudo isto, porque já sou pela solução Portela +1 há muitos anos. Este debate não começou ontem e é evidente que os atrasos têm como consequência aumentar a pressão para um aeroporto completamente novo.

Que vai adiar ainda mais a sua conclusão?
E, sobretudo, olhem para os custos. Somos a 3.ª maior dívida da UE.

Falar de turismo também é falar da TAP. Como vê a solução para a companhia nacional?
Há muitas coisas para além da TAP. O que me preocupa mais no caso do ano turístico que aí vem são os preços.

A aproximação que tenho da realidade é que, por exemplo, em viagens de curta duração de negócios, o preço está a duplicar.

Pessoas vs digital
E saída do capital humano do setor do turismo. Em sua opinião, quem saiu, irá regressar ao setor?
Ainda não voltou toda a gente. O turismo é um setor que em condições normais é crescente. Isto depende muito da resiliência das empresas e também da estabilidade e do prolongamento dos programas de apoio.

Sempre achei que os programas de apoio para o setor do turismo deveriam ser muito mais prolongados que para os outros setores.

A radicalidade do impacto é completamente diferente. Imagine-se o ano económico de um hotel que perde 2/3 dos clientes? O que é que isso significa em termos de recursos humanos, custos de manutenção, etc..

Há dois temas reforçados com a pandemia: sustentabilidade e digitalização. Portugal tem capacidade para se tornar num destino turístico interessante do ponto de vista sustentável aos olhos do turista internacional?
Acho que está entre os que demonstram maior capacidade. Sabe que desconfio muito da retórica dos grupos de protesto. O problema essencial da descarbonização não está na Europa. Saibamos olhar para os dados e em vez de convocar manifestações a protestar contra os europeus, talvez fosse mais útil, interessante e mais verdadeiro protestar com quem tem realmente responsabilidades muito sérias no agravamento na questão do carbono. E onde é que estão essas responsabilidades? Estão essencialmente na China, Índia, em parte ainda nos EUA, embora com melhorias.

Falamos do clima, protestar contra todos e culpar aqueles que mais se esforçaram para melhorar as coisas não me parece razoável. Ora, Portugal está na Europa, é um país que se soubermos proteger o nosso património, se soubermos proteger a nossa memória e a nossa história, se formos muito profissionais na formação dos quadros e dos colaboradores, se toda a gente quiser fazer mais e melhor o seu trabalho, teremos tudo para vencer.

No que diz respeito à digitalização, o maior problema está na Administração Pública. Se se vai investir milhares de milhões de euros na digitalização da Administração Pública, gostaria de ter resposta a uma questão que nunca ouvi ser levantada: e quantos processos é que isso simplificará para o cidadão que é cliente? E quantas pessoas serão necessárias?

A digitalização da Administração Pública é uma verdadeira transformação ou é um upgrade informático? E se é uma verdadeira transformação, têm de me dizer quanto tempo é que isso vai poupar?

O setor das agências de viagens foi um dos mais afetados dentro do todo do turismo?
Sobretudo, porque hoje em dia tem uma concorrência chamada digital.

Que caminho é que este setor terá de tomar?
Terá de ser um caminho paralelo à retoma ou recuperação como um todo, com as suas limitações e vantagens.

Penso que, no final da etapa da transição da pandemia em endemia, as pessoas voltarão a viajar e precisam do turismo. É evidente que algumas empresas terão ficado pelo caminho, outras reestruturaram-se, enfrentam hoje em dia um instrumento poderoso do ponto de vista de concorrência que são as reservas digitais, autónomas do sistema. Mas têm, a meu ver, um ‘plus’ na relação de confiança que não existe noutras alternativas.

É uma questão de confiança e personalização do serviço?
Continuo a reservar as minhas viagens por agência. Sabe porquê? Porque confio nas pessoas, não sei se confio no algoritmo.

E do lado do consumidor, houve ou registar-se-á uma alteração muito profunda?
Depende. O consumidor escolherá sempre a solução que lhe seja mais económica e favorável.

Como as viagens implicam muitas coisas ao mesmo tempo, sobretudo há que não ter surpresas e ter solução para as resolver. E nisso, as agências dão garantias.

Que Portugal teremos a nível turístico no final desta pandemia?
Os dados apontam para uma recuperação em 2023, mas esses dados são voláteis. Gostaria que 2022 já fosse um ano de recuperação completa face a 2019. Provavelmente haverá um défice, mas também é preciso dizer que 2021 teve mais recuperação do que muitos estimavam, sobretudo por causa do último trimestre.

É sempre um problema de expectativas. A transição de uma pandemia para endemia é, em si mesmo, um triunfo. Sei que há muitos críticos do capitalismo, da economia de mercado, dos privados. Mas coloco a seguinte questão: quem é que chegou às vacinas? Foi ou não a indústria privada em conjunto com a ciência pública e privada? Talvez sermos um pouco mais justos também ajudaria.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos

Toda a informação sobre o sector do turismo, à distância de um clique.

Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias do Turismo. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.