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“Turismo é o campeão da recuperação económica”

António Pires de Lima, ministro da Economia, enaltece a contribuição do sector no aumento da competitividade económica do País.

Raquel Relvas Neto
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“Turismo é o campeão da recuperação económica”

António Pires de Lima, ministro da Economia, enaltece a contribuição do sector no aumento da competitividade económica do País.

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Um dia depois de ter sido revelado o ranking do Índice Global de Competitividade elaborado pelo Fórum Económico Mundial, no qual Portugal subiu 15 posições fixando-se em 36º lugar, o ministro da Economia aproveitou para prestar homenagem a um dos sectores que mais tem contribuído para a recuperação económica, o Turismo.

No âmbito de uma visita que realizou a três empresas de animação turística com actividade na cidade de Lisboa – “BikeBarTours”, “Adapted&Senior Tours” e “Lisbon Segway Tours” – e à Taste of Lisboa, juntamente com Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo, António Pires de Lima explicou, aos jornalistas, que este “salto de competitividade do País” deve ser atribuído à “capacidade, e mérito dos portugueses, dos empresários, nomeadamente nesta vaga de empreendedorismo que tem gerado muitas empresas novas, creio que faz todo o sentido dar visibilidade, uma espécie de homenagem, ao sector do Turismo, porque tem sido o campeão desta recuperação económica”. “São muitos os sectores que estão a contribuir positivamente, mas o sector do Turismo tem marcado a diferença como é bem visível pelo crescimento superior a 11% verificado nos primeiros seis meses do ano e que estou em crer que vai ter continuidade no segundo semestre”, adiantou.

O executivo destacou que os destinos portugueses estão a tornar-se cada vez mais “interessantes” para quem visita, o que “justifica não só uma primeira visita para conhecer Lisboa, mas depois a repetição”. “Tem um papel fundamental neste movimento as empresas de animação turística que estão a aumentar de uma forma muito substancial em Portugal e, nomeadamente, aqui em Lisboa”.

O responsável fez referência ao trabalho realizado ao nível da simplificação do sector, como o novo Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos; o Regime Jurídico do Alojamento Local; a diminuição dos custos de contexto das agências de viagens; novo Regime que liberalizou a actividade de animação turística, que têm contribuído para reforçar e aumentar o nível de competitividade para o sector. “O sector do Turismo foi um dos sectores onde se tem tornado mais evidente este esforço de simplificação da vida dos empresários, de desburocratização”.

No que refere à animação turística, nos primeiros oito meses de 2014, o número de novas empresas, por exemplo, aumentou 28% em relação ao total de registos do ano passado. Este crescimento supõe uma média de criação de 57 empresas por mês desde que o novo Regime Nacional dos Agentes de Animação Turística (RNAAT).

“Este empreendedorismo ajuda a aumentar e a manter um círculo virtuoso do turismo português, hoje um verdadeiro campeão internacional. Estamos a crescer muito mais do que os países com quem competimos directamente na Europa do Sul, isto deve-se muito à excelência dos nossos destinos, dos empresários do sector, mas também ao trabalho que tem sido feito pelo Governo, pela Administração Pública no sentido de simplificar a vida dos empresários do sector, de diminuir os custos de contexto do sector”, concluiu.

 

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Bragança disponibiliza mais e melhor informação turística

Com as dormidas e proveitos de aposento a atingiram níveis recorde no concelho, no segundo trimestre, comparativamente com períodos homólogos, valores superiores aos registados antes da pandemia, na primavera de 2019, Bragança passa a disponibilizar mais e melhor informação turística.

O município de Bragança passou a disponibilizar, no website de turismo municipal, áudioguias em português, castelhano, francês e inglês, relativos a 34 pontos de interesse turístico do concelho, permitindo ao turista um acesso privilegiado e universal, através do uso dos smartphones ou tablets, a conteúdos informativos e descritivos do património cultural e religioso deste território.

Em conjunto com esta iniciativa, foram instalados novos totens de informação turística, substituindo os existentes, bem como sinalética direcional pedonal para o turista. Os novos totens, com uma nova e mais atrativa imagem, dispõem de informação em português e inglês, estando associado a cada um deles, um QRcode à aplicação Visit.Bragança, que permite o acesso a informação relacionada com o património a visitar – descrições, fotografias 360.º, vídeos e informação útil.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Governo cria Programa Festivais Acessíveis

Este programa visa distinguir “os festivais que apresentem condições de acessibilidade para todos os que tenham mobilidade condicionada, como pessoas com deficiência física ou sensorial, grávidas, crianças ou pessoas idosas”.

O Governo criou, através uma parceria entre o Turismo de Portugal I.P. e o Instituto Nacional de Reabilitação (INR), o Programa Festivais Acessíveis para distinguir “os festivais que apresentem condições de acessibilidade para todos os que tenham mobilidade condicionada, como pessoas com deficiência física ou sensorial, grávidas, crianças, pessoas idosas, entre outros”.

Este programa, que nasce através do Despacho Conjunto n.º 11448/2022 da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços e da Secretária de Estado da Inclusão, de 26 de setembro de 2022, contempla, ainda, “a atribuição anual do Prémio “Festival + Acessível”, ao evento mais acessível do conjunto dos festivais reconhecidos, em cada ano”.

O programa está aberto a candidaturas de entidades públicas ou privadas, assim como de organizadores de festivais nas tipologias previstas, devendo as candidaturas ser realizadas três meses antes do início do festival.

“As entidades interessadas em candidatar o seu festival devem consultar o regulamento constante do Despacho Conjunto n.º 11448/2022, assim como o Manual de Apoio que contém informação detalhada sobre o preenchimento do Formulário de Candidatura”, indica uma nota da Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços.

Toda a documentação para as candidaturas está disponível através do site do Turismo de Portugal, numa página dedicada exclusivamente a este Programa Festivais Acessíveis.

“Portugal é já hoje reconhecido, tanto por portugueses como estrangeiros, pela diversidade e qualidade da sua oferta de festivais, em todo o território e ao longo de todo o ano. Damos agora um passo deveras significativo no caminho da fruição destas experiências por todos, sem exceção. E este é também o papel do turismo e no qual estamos fortemente empenhados: construir um mundo mais justo, inclusivo e sustentável”, considera Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços

Este programa enquadra-se nos objetivos do Programa “All for All – Portuguese Tourism”, que visa contribuir para o incremento da oferta turística acessível, assim como para a promoção de Portugal como destino para todos, no âmbito do qual foram já apoiados 129 projetos visando a adaptação da oferta nas várias tipologias da cadeia turística, com destaque a melhoria das condições de acessibilidade física e comunicacional dos equipamentos culturais.

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Tailândia deixa de exigir certificado de vacinação a partir de 1 de outubro

Além de deixar de ser obrigatório apresentar o certificado de vacinação, os turistas internacionais deixam também de ter de apresentar um teste negativo para a COVID-19 à chegada à Tailândia.

A Tailândia vai deixar de exigir a apresentação do certificado de vacinação à COVID-19 ou do resultado negativo de um teste ATK aos viajantes internacionais a partir de 1 de outubro, informou a Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT) em comunicado.

Na informação divulgada, a TAT explica que a medida foi decidida depois do fim do  do Decreto de Emergência COVID-19, que deixa de vigorar a 30 de setembro, e  que deixa de classificar a COVID-19 como uma “uma doença transmissível perigosa”, passando a ser vista como “uma doença transmissível sob vigilância”.

Recorde-se que a Tailândia tem vindo gradualmente a reabrir para o turismo internacional desde julho de 2021 e, desde julho de 2022, deixou de ser necessário realizar o registo no Thailand Pass, passando apenas a ser necessário apresentar prova de vacinação ou um resultado negativo do teste ATK nas 72 horas anteriores à viagem.

Com o fim do Decreto de Emergência COVID-19, além de deixar de ser obrigatória a apresentação do certificado de vacinação, deixa também de ser necessário apresentar qualquer teste negativo para entrar no país.

Paralelamente, as autoridade tailandesas aprovaram também o alargamento do período de estada para 45 dias (a partir de 30 dias) para turistas de países/territórios com direito a isenção de visto, e para 30 dias (a partir de 15 dias) para os turistas elegíveis a visto de chegada (VOA), medida que entra igualmente em vigor a 1 de outubro e que se vai manter até 31 de março de 2023.

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Património da Universidade de Coimbra pode ser conhecido virtualmente

Os espaços emblemáticos da Universidade de Coimbra podem agora ser conhecidos através do UC Space of Knowledge, um inovador mundo virtual que pretende oferecer uma experiência a quem visita o património da instituição, integrado desde 2013 na lista do Património Mundial da Humanidade da Unesco.

Com o download gratuito deste módulo UC Space of Knowledge, integrado na aplicação UC One, que se encontra disponível na Apple Store e Play Store, os visitantes do património da Universidade de Coimbra podem percorrer online todos estes espaços ao mesmo tempo que os visitam fisicamente.

O UC Space of Knowledge disponibiliza audioguias em nove idiomas, incluindo a língua gestual portuguesa, com possibilidade de transcrição e legendas para uma experiência mais inclusiva, bem como um slideshow de imagens exclusivas dos vários espaços da Universidade de Coimbra.

Este mundo virtual oferece seis coleções de ficheiros sobre locais a visitar, com diferentes rotas turísticas, nomeadamente Capela de São Miguel, Rua Larga, Pátio das Escolas, Jardim Botânico e o Aqueduto de S. Sebastião, Palácio Real e a Biblioteca Joanina e Prisão Académica.

Estas coleções podem ser descarregadas e utilizadas posteriormente offline, ou seja, os visitantes que não tenham acesso à internet no momento da visita conseguem aceder na mesma a estes ficheiros, desde que os tenham descarregado previamente.

O UC Space of Knowledge estará acessível na bilheteira do Núcleo de Turismo (localizada no Colégio de Jesus) assim como nos próprios locais emblemáticos da UC, onde os visitantes poderão descarregar a aplicação através de um QR Code. Depois da sua instalação, o utilizador tem apenas de escolher um avatar para o representar no mundo virtual e dar início à aventura pelo património da Universidade de Coimbra.

 

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Distribuição

Icárion reforça oferta para o Japão até final de 2023

Porque as fronteiras do Japão já estão reabertas para portugueses, o operador turístico Icárion, acaba de anunciar o reforço da sua programação para este destino asiático, prolongando todos os circuitos até ao final de 2023.

Com propostas entre seis e 12 noites, desde o combinado mais simples de Quioto e Tóquio até programas mais enraizados na cultura japonesa, todos podem ser combinados com as várias praias da Tailândia (Krabi, Phuket e Koh Samui), Bali e Maldivas, indica o operador.

Francisca Ferreira, Product Manager, destaca a importância desta reabertura, para salientar que “o Japão sempre foi um destino bastante desejado pelo mercado português e mal foram anunciadas estas novas medidas, com maior liberdade para o viajante, notou-se logo a procura a aumentar”.

Assim, segundo a responsável, “faz todo o sentido a Icárion apostar numa programação vasta neste destino, com a opção de finalizar qualquer circuito com uma extensão às praias que já têm ligações aéreas”.

 

 

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Alojamento

Moneris lança Anuário do Turismo 2022 no dia mundial do setor

A publicação tem a chancela do Centro de Competências em Turismo da Moneris, que elabora o documento desde 2017, e conta com a participação da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

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A Moneris aproveita o Dia Mundial do Turismo, a 27 de setembro, para lançar a sua edição do Anuário do Turismo 2022. A publicação tem a chancela do Centro de Competências em Turismo da Moneris, que elabora o documento desde 2017.

Em comunicado, a Moneris explica que no anuário “são discutidas as múltiplas realidades do setor, o seu contributo e relevância para a economia das regiões, para o desenvolvimento do território e para a emergência de atividades económicas essenciais à competitividade das nossas terras”.

A edição deste ano conta com a participação da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques; dos presidentes das Regiões de Turismo de Portugal; do CFO do Grupo Pestana, Pedro Fino; do presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Hélder Martins, entre outros.

No Anuário do Turismo da Moneris é possível encontrar a análise dos principais indicadores do setor que, de acordo com esta entidade, “traduzem uma recuperação inegável em 2021”, com o crescimento do número de hóspedes, do número de dormidas, do RevPar, e do Total de Proveitos, em todas as regiões, “de forma muito significativa”.

Nas palavras da Secretária de Estado, Rita Marques, “as receitas do turismo continuam a crescer de forma expressiva, acima de 2019”, salientando ainda que as previsões apontam para valores superiores a 2019, já em 2022. Segundo a responsável política, “isto representa uma aceleração significativa das receitas do turismo, que deverão atingir, já em 2022, um valor próximo do que se previa para 2024 (+6,1%)”.

Apesar das perspetivas positivas, Carlos Rosa, partner e coordenador do Centro de Competências em Turismo da Moneris, refere que “a aprendizagem dos últimos dois anos tornou-nos conscientes de que existem variáveis exógenas que poderão, a qualquer momento, distorcer as previsões e obrigar a novas adaptações, como já aconteceu no passado”.

O anuário, de caráter público, já esta disponível e pode ser consultado no website da Moneris.

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Transportes

Qatar Airways vence prémios Skytrax e é a melhor companhia aérea do mundo

Além de companhia aérea do mundo, a Qatar Airways venceu também nas categorias de Melhor Classe Executiva do Mundo, Melhor Lounge de Classe Executiva do Mundo e Melhor Companhia Aérea do Oriente Médio.

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A Qatar Airways voltou a vencer os Skytrax World Airline Awards e foi considerada como a “Airlines of the Year”, voltando a ser eleita como a melhor companhia aérea do mundo pelo sétimo ano.

Os Skytrax World Airline Awards foram entregues na passada sexta-feira, 23 de setembro, numa cerimónia que decorreu em Londres e que voltou a premiar as companhias aéreas que mais se destacaram ao longo do ano.

Além do prémio de melhor companhia aérea do mundo, a Qatar Airways recebeu também os prémios de Melhor Classe Executiva do Mundo, Melhor Lounge de Classe Executiva do Mundo e Melhor Companhia Aérea do Oriente Médio.

Recorde-se que a Qatar Airways já tinha recebido o prémio de melhor companhia aérea do mundo em 2011, 2012, 2015, 2017, 2019 e 2021, voltando agora a somar mais uma distinção em 2022.

Tal como a companhia aérea do Qatar, também o aeroporto e hub principal da Qatar Airways, o Aeroporto Internacional de Hamad, foi eleito como o Melhor Aeroporto do Mundo 2022, levando para casa o prémio pelo segundo ano consecutivo.

“Ser nomeada a Melhor Companhia Aérea do Mundo sempre foi um objetivo quando a Qatar Airways foi criada, mas ganhar este prémio pela sétima vez e receber três prémios adicionais é uma prova de todo o trabalho duro dos nossos funcionários incríveis”, considera Akbar Al Baker, CEO da Qatar Airways.

Conhecidos como os Óscares da aviação, os prémios Skytrax são atribuídos anualmente com base na votação online dos passageiros aéreos. Na edição deste ano, cuja votação decorreu entre setembro de 2021 e agosto de 2022, participaram passageiros de mais de 100 nacionalidades, num total de 14,32 milhões de votos.

 

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Restauração

Turismo de Lisboa abre concurso para restaurante no Museu Tesouro Real

Com 572 m2, a concessão do restaurante Museu Tesouro Real será por um período de dez anos.

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A Associação Turismo de Lisboa (ATL) abriu o concurso para a concessão do espaço de restauração no Museu Tesouro Real, com 575 m2 de área.

Com uma vista sobre Lisboa e o rio Tejo que potencia a criação de um espaço com elegância e requinte, as candidaturas devem ser entregues até ao próximo dia 1 de novembro.

Localizado no quarto piso do Museu Tesouro Real/Palácio Nacional da Ajuda, no topo do Torreão Sul, o novo espaço tem acesso independente por elevador, com diferentes áreas, entre as quais receção, duas salas, duas copas e cozinha, bem como um lounge exterior e uma varanda panorâmica.

O conceito dos restaurantes candidatos deverá estar alinhado com o “posicionamento do Museu Tesouro Real, um espaço único onde, pela primeira vez e de forma permanente, é possível conhecer uma das mais raras e valiosas coleções de joias reais, compostas por insígnias e condecorações, moedas e peças de ourivesaria civil e religiosa”, refere o Turismo de Lisboa, em comunicado.

O museu está instalado numa das maiores caixas fortes do mundo, com três pisos, munida com sofisticados equipamentos de segurança e videovigilância, portas blindadas de cinco toneladas, vitrines com controlo de temperatura e humidade e vidros à prova de bala.

A concessão da exploração do estabelecimento é dada pelo prazo de dez anos, automaticamente renovável por períodos sucessivos de três anos.

O Caderno de Encargos e restante documentação de interesse para a candidatura podem ser requeridos via e-mail ([email protected]) ou levantados na sede da ATL, na Rua do Arsenal.

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31% dos portugueses admitem recorrer a suportes online para agendar e pagar as férias

Aumento o uso dos sites e plataformas de comércio online por parte dos portugueses para comprar viagens, planear férias e reservar alojamentos, revela uma análise da Marktest.

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O universo de portugueses que assume a intenção de comprar viagens ou reservar alojamentos para férias e fins-de-semanas em sites de e-commerce atingiu pela primeira vez os 31% no início deste ano, segundo dadas avançados pela Marktest.

O “Barómetro e-Commerce” assinala que “os sites e plataformas de comércio online são cada vez mais usados pelos portugueses para comprar viagens, planear férias e reservar alojamentos”.

A análise aos dados deste estudo da Marktest permite perceber também que a tendência de crescimento na preparação online das férias é ainda mais evidente entre os portugueses já habituados a comprar através de suportes digitais: entre a primeira vaga de 2021 do Barómetro e a primeira vaga de 2022, o universo de compradores que admite comprar férias online aumentou 7,7 pontos percentuais, para 50,8%.

No que respeita às plataformas relacionadas com férias a que os portugueses tinham recorrido nos 30 dias anteriores ao inquérito, a aplicação Booking liderava de forma destacada e registava um crescimento de 177 mil para 586 mil compradores entre a primeira vaga de 2021 e a primeira vaga de 2022 do Barómetro e-Commerce.

A alguma distância destes valores, com menos de 25 mil compradores em Portugal na primeira vaga de 2022, surgiam as plataformas digitais Airbnb, Odisseias, FlyTap e eDreams.

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Chegadas internacionais de turistas ficaram a 57% do período pré-pandemia no acumulado até julho

Apesar da recuperação de quase 60% dos níveis pré-pandemia até julho, a OMT está preocupada com o impacto da guerra e da inflação, que podem atrasar para 2024 ou mais a recuperação total do setor para níveis de 2019.

Inês de Matos

Nos primeiros sete meses de 2022, as chegadas internacionais de turistas praticamente triplicaram face a igual período do ano passado, num crescimento que chegou aos 172% e que, em comparação com igual período de 2019, o que, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), significa que o “setor recuperou quase 60% dos níveis pré-pandemia”.

Segundo o último Barómetro Mundial de Turismo, divulgado esta segunda-feira, 26 de setembro, pela OMT, esta recuperação “reflete a forte procura reprimida por viagens internacionais, bem como a flexibilização ou levantamento das restrições de viagem até ao momento”, uma vez que, a 19 de setembro, já existiam 86 países sem restrições relacionadas com a COVID-19.

“O turismo continua a recuperar de forma constante, mas continuam a existir vários desafios, desde geopolíticos a económicos. O setor está a trazer de volta esperança e oportunidades para as pessoas em todo o mundo. Agora também é a hora de repensar o turismo, para onde ele está indo e como isso impacta as pessoas e o planeta”, afirma Zurab Pololikashvili, secretário-geral da OMT.

Nos primeiros sete meses de 2022, a OMT estima que tenham sido mais de 474 milhões os turistas que realizaram viagens internacionais, número que compara com os 175 milhões contabilizados em igual período do ano passado, quando a COVID-19 e as restrições relacionadas com a doença eram ainda um entrave às viagens.

Apenas nos meses de junho e julho, foram contabilizadas 207 milhões de chegadas internacionais, número que, indica a OMT, representa mais do dobro do ano passado e 44% de todas as chegadas apuradas nos acumulado desde o início do ano.

“A Europa recebeu 309 milhões dessas chegadas, representando 65% do total”, destaca a OMT, sublinhando que a Europa e o Médio Oriente registaram a recuperação mais rápida no período em análise, com as chegadas a atingirem os 74% e 76% dos níveis de 2019, respetivamente.

No que diz respeito à Europa, a OMT refere ainda que, entre janeiro e julho, o território europeu recebeu três vezes mais chegadas internacionais do que tinha acontecido no ano passado, num crescimento de 190%, o que se justifica pelo facto dos resultados terem sido “impulsionados pela forte procura intra-regional e pelas viagens dos Estados Unidos”.

A OMT diz que a Europa viveu um “verão movimentado”, ficando apenas 21% e 16% abaixo de junho e julho de 2019, respetivamente, tendo as chegadas subido para 85% dos níveis de 2019 em julho.

“O levantamento das restrições de viagem num grande número de destinos também alimentou esses resultados”, acrescenta a OMT, revelando que 44 países na Europa já não tinham restrições relacionadas com a COVID-19, a 19 de setembro de 2022.

Já o Médio Oriente viu as chegadas internacionais aumentarem quase quatro vezes em relação ao ano anterior em janeiro-julho de 2022, num crescimento de 287%, tendo mesmo superado os níveis pré-pandemia em julho em 3%, o que se deveu aos resultados da Arábia Saudita, onde este indicador subiu 121% devido à peregrinação do Hajj.

No continente americano, as chegadas aumentaram 103% e no africano houve uma subida de 171% entre janeiro e julho, ficando a 65% e 60% dos níveis de 2019, respectivamente.

Já na Ásia-Pacífico houve um aumento de 165%, com as chegadas a subirem mais do dobro face aos primeiros sete meses de 2019, ainda que tenham permanecido 86% abaixo dos níveis de 2019, “pois algumas fronteiras permaneceram fechadas para viagens não essenciais”, segundo a OMT.

A OMT destaca que a recuperação do turismo também pode ser vista através do aumento dos gastos dos vários mercados, que tem vindo a subir, com destaque para a França, onde este indicador subiu para -12% em janeiro-julho de 2022 em comparação com 2019, enquanto os gastos da Alemanha subiram para -14%. Os gastos com turismo internacional ficaram em -23% na Itália e -26% nos Estados Unidos.

Tal como os gastos, também o tráfego aéreo internacional de passageiros está a subir e, entre janeiro e julho, aumentou 234%, ficando 45% abaixo dos níveis de 2019, o que traduz uma recuperação de cerca de 70% dos níveis de tráfego pré-pandemia em julho, indica a OMT, citando a IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo.

Guerra e inflação geram incerteza na recuperação

Apesar da recuperação dos vários indicadores, a OMT está preocupada com as ameaças à recuperação, a exemplo da escassez de funcionários que levou ao caos nos aeroportos, mas também da guerra na Ucrânia, que, segundo a organização, “representa um grande risco de queda”.

Além disso, “a combinação de taxas de juros crescentes em todas as principais economias, aumento dos preços de energia e alimentos e as perspectivas crescentes de uma recessão global, conforme indicado pelo Banco Mundial, são grandes ameaças à recuperação do turismo internacional até o final de 2022 e 2023”, refere a OMT.

A OMT diz mesmo que o seu último Índice de Confiança já reflete uma “perspectiva mais cautelosa” e que também as reservas mostram que existe preocupação com o futuro, uma vez que estão a mostrar “sinais de crescimento mais lento”.

“As perspectivas para o restante do ano são cautelosamente otimistas”, aponta a organização, revelando que existe um abrandamento dos níveis de confiança, uma vez que 47% dos indivíduos que compõem o Painel de Especialistas da OMT manifesta perspectivas positivas para o período entre setembro e dezembro de 2022, enquanto 24% não espera mudanças específicas e 28% considera que poderia ser pior.

Os especialistas da OMT mostram-se ainda confiantes em 2023, pois 65% acreditam num melhor desempenho do turismo do que em 2022, ainda que a incerteza económica tenha revertido as perspectivas de regresso aos níveis pré-pandemia no curto prazo.

“Cerca de 61% dos especialistas agora veem um potencial retorno das chegadas internacionais aos níveis de 2019 em 2024 ou mais tarde, enquanto aqueles que indicam um retorno aos níveis pré-pandemia em 2023 diminuíram (27%) em comparação com a pesquisa de maio (48%)”, indica a OMT.

A conjuntura económica continua a ser o principal motivo da incerteza, uma vez que a subida da inflação, assim como dos preços da energia têm levado ao aumento dos preços dos transportes e alojamento, “ao mesmo tempo que pressionam o poder de compra e a poupança dos consumidores”.

 

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