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Largo do Paço encerra ‘Rota das Estrelas’

O restaurante encerra última acção de 2013 com três noites de gastronomia, com a participação de 14 chefes.

Marta Barradas
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O restaurante encerra última acção de 2013 com três noites de gastronomia, com a participação de 14 chefes.

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O espaço, que recebeu uma estrela Michelin, encerra última acção da edição de 2013 com três noites de gastronomia, em que o chefe residente, Vítor Matos, conta também com a participação de 14 chefes nacionais e internacionais, 9 dos quais galardoados com o prémio Michelin.

Os três dias serão dedicados à gastronomia nacional e internacional, onde os produtos regionais terão maior protagonismo.

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Receitas da TAP, em 2022, podem ficar “melhor do que antecipado no plano de restruturação”, admite ministro das Finanças

Estando prevista uma injeção de [mais] 990 milhões de euros, para o próximo ano, o ministro das Finanças, João Leão, não descarta que a receita da TAP “até possa ficar melhor do que foi antecipado no plano de restruturação”..

O ministro das Finanças, João Leão, disse esta quarta-feira, 29 de dezembro, que o plano de reestruturação da TAP assentou num cenário conservador, mas admite que em 2022 as receitas da transportadora aérea possam ser melhores do que o antecipado.

“No programa de reestruturação da TAP, o cenário que foi criado para 2021 e 2022 era conservador e, portanto, as perspetivas que temos agora sobre a evolução da receita na empresa não diferem do que está no plano”, referiu o ministro das Finanças no final do Conselho de Ministros.

Essas projeções, disse ainda o ministro, estão “muito próximas” do valor final registado em 2021. Porém, em relação a 2022, João Leão não descarta que, apesar da evolução da pandemia e do impacto que está a ter no setor da aviação (com o cancelamento de voos), a receita da empresa “até possa ficar melhor do que foi antecipado no plano de restruturação”.

Já quanto ao impacto da evolução da pandemia e o aumento do número de contágios por via da variante Ómicron na operação da TAP pode levar a que haja necessidade de uma injeção adicional de dinheiro na transportadora, o ministro repetiu os valores que Bruxelas autorizou que sejam injetados.

Assim, ainda em relação a 2021, o que está previsto é uma injeção de 536 milhões de euros, que será realizada ainda esta semana.

“Para o próximo ano, o que está previsto são 990 milhões de euros, [o] que conclui a injeção de verbas até esse montante máximo autorizado pela Comissão Europeia”, precisou o ministro de Estado e das Finanças.

João Leão reiterou ainda que o montante máximo permitido que o Estado pode no próximo ano autorizar para injeção na TAP é de 990 milhões de euros e que estes “serão realizados em função do setor e dos resultados da empresa durante o próximo ano”.

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Hoteleira Selina e Boa Acquisition Corp fundem-se

Com acordo de fusão a Boa Acquisition Corp, empresa de aquisição para fins especiais de capital aberto, a marca hoteleira Selina vai estar cotada na Bolsa de Nova Iorque e pretende aumentar a expansão internacional.

A Selina, marca de hotéis direcionados para millennials e jovens da geração Z, e a Boa Acquisition Corp, empresa de aquisição para fins especiais de capital aberto, anunciaram a celebração de um acordo de fusão que resultará na cotação em bolsa da cadeia hoteleira.

A marca pretende crescer rapidamente para capitalizar numa oportunidade de mercado anual de cerca de 350 mil milhões de dólares. A transação avalia a empresa num capital social de, aproximadamente, 1.2 mil milhões de dólares, e deverá estar concluída no primeiro semestre de 2022, com a empresa a operar como “Selina Hospitality plc” e as suas ações a ser cotadas na bolsa de Nova Iorque com o símbolo “SLNA”.

A fusão representa 300 milhões de dólares em valor bruto recebido, incluindo 70 milhões provenientes de investimentos privados de líderes da bolsa de Nova Iorque.

Os rendimentos vão permitir à Selina aumentar a expansão internacional, investir em tecnologia própria e atrair e reter talento de alta qualidade, esperando alcançar um EBITDA positivo no primeiro trimestre de 2023 e gerar aproximadamente 1.2 mil milhões de dólares em receitas até 2025.

Lançada em 2015, a rede já deteve 134 propriedades desde a América do Norte e do Sul à Europa e Médio Oriente, das quais 83 estão a operar atualmente. Desde a sua criação, a marca tem expandido o seu alcance geográfico, ao apostar em tecnologia própria para identificar hotéis de baixo desempenho e transformá-los em hubs culturais, recorrendo a designers, artistas locais e fornecedores de produtos alimentares, e apresentando uma programação inspirada em experiências locais.

A marca de lifestyle Selina foi desenvolvida especificamente para millennials e jovens da geração Z que se encontram a viajar, um segmento que representa uma fatia de 350 mil milhões de dólares gastos por ano no setor das viagens, de acordo com as estimativas da Selina. Em fase de rápido crescimento, a marca hoteleira compreende 35.000 camas disponíveis em 23 países.

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“Todo o setor do turismo deu uma enorme lição à economia portuguesa”

Chegado o mês de dezembro, a região da Madeira entra na sua época alta, com o fim de ano a levar, normalmente, muitos viajantes à ilha. 2021 não será exceção, segundo Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira, que acredita, tal como indica a campanha mais recente, num fim de ano “À Madeirense”.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) dão conta que a Madeira apresentou, em outubro de 2021, dados equivalentes aos de 2019. O responsável pelo turismo e cultura da Região Autónoma, Eduardo Jesus, acredita que o cenário irá manter-se para o final do ano. Para 2022, admite que “não vale a pena entrar em histerismos e dramatismos” e que há que ter “muita racionalidade nas decisões”.

Que turismo teremos na Madeira neste Ano Novo?
Penso que vamos ter a continuação daquilo que tem sido o turismo durante este ano de 2021. Temos uma presença muito forte no mercado nacional, que passou a ser o mercado com maior expressão no turismo da Madeira. Temos uma operação muito forte com o Reino Unido, contávamos com uma operação igualmente forte com a Alemanha, mas percebemos rapidamente que não vai atingir os níveis que estávamos a aguardar. Depois, teremos ainda os outros mercados, muito dispersos, desde França, mercados de Leste que foram uma grande aposta e que chegaram a valer, no mês de agosto, cerca de 8% do nosso turismo, operações essas que continuaram, mas que se foram reduzindo.

No fundo, vamos ter um pouco de tudo o que temos tido até agora. Essa e a nossa expectativa.

A APM lançou também uma nova campanha promocional exclusiva para plataformas online em 17 mercados internacionais para um Natal e Fim de Ano “À Madeirense”. Que esperanças deposita nessa campanha e que números espera atingir?
Nós temos uma circunstância que mudou com esta nova realidade da pandemia. Começámos a registar as reservas muito mais em cima das viagens, o que faz com que não exista o tal planeamento tradicional de três ou seis meses. O que está a acontecer é que, no início de cada mês, temos uma expectativa do que será a ocupação durante esse mês e a verdade é que nalguns meses essa taxa cresceu mais de 50% até ao final desse mesmo mês. Isso significa que, nesta fase, é muito importante termos uma vaga de comunicação muito forte.

Sentimento de pretensa
E essa nova vaga é no digital?
Sim, tem de ser, porque é o canal que mais facilmente chega a mais pessoas e com maior cobertura, é mais impactante. Esta nova campanha “À Madeirense” sucede a uma que tivemos – “Eu sei onde” – e ainda outra que foi dirigida ao território nacional – “Portugal Tropical”. Isto são tudo momentos em que queremos relembrar e reafirmar o destino Madeira por vários atributos que estão, todos eles, em linha com as competências da nova marca que lançámos em abril.

Ou seja, apelar a uma diferenciação que o próprio destino tem, mas, ao mesmo tempo, a uma inclusão do viajante naquele espaço com um grande sentimento de pretensa.

Experiências, portanto?
Através das experiências e da experimentação, o visitante fica a fazer parte daquele território e mesmo que saia, no seu regresso, leva um pouco do território consigo. É um pouco este compromisso sentimental que andamos a comunicar e a explicar por via da experiência, da vivência no espaço.

E faz o turista regressar?
Exatamente, é a lógica da fidelização. Esse também é um dos objetivos. Esta campanha “À Madeirense” é quase o abrir da porta de cada madeirense para receber as pessoas e para que as pessoas possam se sentir como qualquer um dos locais.

No fundo, é uma campanha para tornar o visitante mais um dos nossos a viver com a mesma intensidade que vivemos este período de festa do Natal e Fim de Ano.

Esta ligação que concretizámos com os EUA virou a página das acessibilidades da Madeira e abre-nos uma possibilidade de trabalhar um mundo novo

Uma aposta nas Américas
De indiscutível importância foi terem ganho um voo direto dos EUA para o Funchal. Este é o primeiro passo para ter mais voos dos EUA para a Madeira?

Nós acreditamos que sim. Em 2020, com a aprovação do orçamento em 2019, já tínhamos alocado uma verba significativa para um mercado diversificado como os EUA e Canadá e o reforço do Brasil. Não foi possível por causa da pandemia, mas surgiu agora esta grande oportunidade.

Esta ligação que concretizámos agora, virou a página das acessibilidades da Madeira e abre-nos uma possibilidade de trabalhar um mundo novo.

Os EUA têm mais de 300 milhões de habitantes, pessoas com gostos muito variados, com apetências muito diferentes, mas onde temos alguns atributos que são bem-vindos como, por exemplo, o vinho Madeira. Só para ter uma ideia da importância desta ligação ao vinho Madeira, promovemos este voo também através dos distribuidores do vinho da Madeira nos EUA e chegámos a milhares e milhares de pessoas também por essa via, complementarmente a toda a companha que foi criada. Mas sim, acreditamos que é uma viragem.

A Madeira já teve uma operação com os EUA nos anos 1970, mas não era voo direto. A TAP tinha uma rota conhecida por “Rota Colombo” que saia dos EUA em direção a Lisboa e em Lisboa distribuía para a Madeira e para a Gran Canária.

E novos mercados emissores?
Estamos com uma aposta, assim que seja permitido na origem, muito grande no Brasil. Gostaríamos de ter uma ligação direta do Brasil, e temos, também, o mercado do Canadá.

Seria ter toda a América do Norte?
Sim, a América do Norte toda e na América do Sul, o Brasil é o que tem mais apetência. É um visitante que gosta da oferta portuguesa e da madeirense em particular. Por isso, para aquele lado do globo, estas constituem as nossas apostas.

No espaço europeu, com a operação que fechámos com a Ryanair, permite-nos acesso a países e cidades muito importantes e às quais não tínhamos ligação direta.

Ficámos muito órfãos das ligações diretas com a decisão da TAP de acabar com elas há alguns anos. Recordo, por exemplo, a ligação direta de Londres para a Madeira, desde 1975, que funcionou sem qualquer interrupção até 2015. Foram 40 anos a voar diretamente de Londres para a Madeira.

Terminar essa rota fez, naturalmente diferença. Com esta operação da Ryanair, vamos ter ligações de Marselha, Milão, Dublin, um conjunto de ligações que são reforçadamente importantes por serem diretas e ligações que ainda não são satisfeitas hoje. Ou seja, interessa-nos muito ter ligações que não canibalizem aquilo que já temos.

Michael O’Leary, CEO da Ryanair, admitiu recentemente que tinha mudado de ideias relativamente à Madeira. O que fez a Ryanair mudar de ideias quanto à Madeira?
Penso que acima de tudo foi um melhor conhecimento da Ryanair relativamente ao destino que, admito, não tenha sido o mais completo em 2016 quando se começou a falar neste processo. Depois houve uma convergência de interesses bastante grande, porque nessa altura (2016) o CEO da Ryanair alertava para as taxas aeroportuárias que se praticavam e praticam no aeroporto da Madeira.

E que continuam elevadas?
Sim, e que continuam, em nosso entender, demasiado altas e têm merecido a nossa parte uma luta sem tréguas para que sejam revistas. Aliás, todo o modelo que está subjacente à concessão dos aeroportos colocou as taxas da Madeira a convergir com as taxas de Lisboa, admitindo-se que iam descer quando o que está a acontecer é as taxas da capital estarem a subir e nós a convergir em alta em vez de convergir em baixa. Isso deita por terra todo o modelo económico da concessão no que diz respeito à Madeira.

Mas a verdade é que a conjugação de esforço, envolvendo o Turismo da Madeira, a Associação de Promoção, o Turismo de Portugal e a própria ANA, permitiu esbater esse efeito das taxas e julgo que se conseguiu um compromisso que foi ao encontro das preocupações de todos.

Há uma concorrência muito diferente, não diria desleal porque não se regem pelas mesmas leis, mas muito desigual por parte de determinados destinos que retiram fluxo turístico à Madeira e Portugal Continental

Do ar para o mar
Mas estamos a falar somente de quem chega à Madeira por via aérea. Há, contudo, um determinado número de turistas que chega por via marítima. Que importância têm os cruzeiros para a Madeira?

Sim, sem dúvida. Têm uma importância fulcral e representam cerca de 600 mil passageiros por ano para a Madeira.

Que expectativas tem relativamente a esse segmento, não só agora para o fim de ano, mas para 2022?
A Madeira tem uma posição estratégica nesta altura do ano, quase indispensável aos armadores que operam no Atlântico. Por isso, existem várias companhias a operar com modelos de exploração que envolvem triangulações com as Canárias, Açores, Norte de África ou sul da Europa. Existem uma série de combinações que permitem um conjunto diferente de operações.

O que digo é que a indústria ainda está refém da pressão pandémica. Tem-se evoluído imenso com vários esquemas de garantia de bem-estar aos passageiros, mas é uma indústria que está à procura de uma solução, embora já esteja organizada. Temos tido paquetes todos os dias na Madeira há dois meses.

E para este fim de ano?
Para este fim de ano temos já 10 paquetes confirmados. A indústria dos cruzeiros está a animar e encontrou no Funchal, por força das medidas implementadas, uma garantia de confiança para os seus passageiros e hoje todo o modelo adotado dá essa confiança. Mas diria que a solução ou as garantias estão mais na dependência da própria indústria do que do destino.

Cabeça vs coração
Teme mais medidas e restrições, que se feche mais?
Tivemos ao longo do tempo oportunidade de ouvir vários especialistas, vozes essas que devem ser amplificadas de forma significativa, porque deve ser a ciência a mandar nesta fase da pandemia e não qualquer outro tipo de decisão baseada no medo. O medo não é boa companhia.

Percebemos, claramente, que estamos a entrar numa fase muito diferente, a sair de uma pandemia para entrar numa endemia e isso significa, provavelmente, um acréscimo de infeções, porque também estamos a testar muito mais, mas que não significa necessariamente cuidados intensivos, mortes.

Este é um paradigma mental que tem de ser operado. Temos de saber viver com esta realidade que perdurará por mais alguns meses. Mas temos de olhar para tudo isto com alguma tranquilidade. Não vale a pena entrar em histerismos e dramatismos e, acima de tudo, repetir medidas de quase desespero, quando não há pressão sobre os cuidados intensivos e quando não há número de mortes que justifique essa mesma preocupação.

Diria que é preciso alguma calma e, acima de tudo, muita racionalidade nas decisões.

Regresso ao futuro
Passando do negativo para o positivo, o INE revelou que a Madeira foi uma das regiões que, em outubro, já apresentou dados equivalentes aos de 2019. Acredita na manutenção desses níveis?
Desde julho que estamos a ter uma performance muito positiva no setor turístico. É preciso não esquecer que a primeira parte do ano foi muito má. Por isso, não é o facto de estarmos bem neste momento que faz recuperar o ano.

Julho cresceu muito relativamente aos meses anteriores, mas em agosto batemos o recorde de proveitos do setor de qualquer mês de agosto da história do turismo na Madeira. Em setembro, voltámos a bater o recorde dos proveitos de alojamento de qualquer mês de setembro de que há memória na Madeira. Em outubro crescemos 5,8% face a 2019, tendo o mercado nacional crescido 78%.

Ou seja, tudo indica que esta consistência no crescimento nos dá confiança relativamente às decisões que tomámos e apostas que fizemos, à forma como estamos a comunicar e que poderá estar a fazer evoluir uma dinâmica que nos leve a acreditar que novembro e dezembro serão meses nesta linha e que vão ajudar, objetivamente, o cenário do turismo na Madeira.

A indústria dos cruzeiros está a animar e encontrou no Funchal (…) uma garantia de confiança para os seus passageiros

Isso anima-o para o próximo ano?
Sim, claramente, se bem que temos consciência que 2022, com a solução da endemia e alguma tranquilidade que daí virá, também os nossos concorrentes mais diretos acordarão. E são concorrentes com práticas que nós na União Europeia não estamos autorizados a praticar. Por isso há uma concorrência muito diferente, não diria desleal porque não se regem pelas mesmas leis, mas muito desigual por parte de determinados destinos que retiram fluxo turístico à Madeira e Portugal Continental. Praticamente pagam para ter turismo e isso vai ter consequências.

E como se combate? O que vai fazer a Madeira?
O que temos vindo fazer. Penso que o grande desafio que qualquer destino possui neste momento não é só a gestão tática que passou a ser o dia-a-dia, mas, acima de tudo, criar condições para que a dinâmica da atividade se possa projetar para a frente. E isso, no fundo, significa, boas parcerias com as acessibilidades, com as companhias, boas parcerias com os operadores que fazem a distribuição e um enorme reforço da notoriedade do destino junto daqueles que decidem individualmente.

Perante esta realidade, desafios, incertezas, uma estratégia é desenhada a quanto tempo?
Quando definimos uma estratégia temos sempre uma expectativa de cinco anos. Nessa estratégia definimos, fundamentalmente, a nossa visão estratégica e, acima de tudo, a assunção do que é o nosso posicionamento.

Devo dizer-lhe que estamos, neste momento, na discussão para 2022-2027, porque terminámos agora 2017-2021, e posso garantir-lhe que a nossa visão e o nosso posicionamento não se alteram rigorosamente nada em relação ao que pensámos anteriormente.

O fundamental é ter flexibilidade e adaptabilidade, é ter capacidade de reação ao dia. Montamos operações à semana que anteriormente demoravam seis meses a um ano, infletimos relativamente às apostas semana para semana, reforçamos orçamento rapidamente, apostamos e acreditamos em quem quer trabalhar connosco. É esta agilidade que tem de tomar conta do decisor.

Uma agilidade que não existia?
Penso que existia, estava era adormecida porque não era necessária. Todo o setor do turismo deu uma enorme lição à economia portuguesa na grande capacidade que teve de se adaptar a todos os momentos e oportunidades e agarrou-os muito bem. E foram muitos.

O setor do turismo resistiu porque acreditou sempre que essas decisões do dia-a-dia eram capazes de deixar alguma coisa. Esse natural inconformismo e essa saudável teimosia e querer vencer, foi o que mais caracterizou este setor e é determinante para os anos que aí vêm.

Sobre o autorVictor Jorge

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Operadores turísticos satisfeitos com procura para fim de ano

Os operadores turísticos, embora prudentes porque a pandemia não dá sinais de abrandamento em todo o mundo, estão satisfeitos com o nível de reservas para o fim de ano, quer para viagens internacionais, quer para as ilhas portuguesas, com o Funchal à cabeça. Mas também há procura para destinos no continente.

Ao contrário do ano anterior, em 2021 os principais operadores turísticos em Portugal uniram-se e decidiram oferecer ao mercado uma série de programas de viagem de fim de ano. O mercado respondeu de forma positiva e as reservas chegaram às agências de viagens, levando mesmo a que muitas partidas estivessem já esgotadas.

O próprio presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, referiu, recentemente, que os portugueses têm mantido as reservas das viagens para o fim de ano, apesar das dúvidas em relação ao que poderá acontecer num ou noutro destino, ao nível das restrições.

Alguns operadores turísticos com quem o Publituris falou – Exoticoonline, Solférias e Sonhando – mantiveram a tradicional operação charter que realizam nesta altura do ano, nomeadamente para Cabo Verde, Brasil, Funchal e Porto Santo, a Viajar Tours preferiu apenas bloquear lugares em voos regulares para destinos como o Dubai, Caraíbas ou Maldivas.

De um modo geral não há motivos para alarme, apesar das medidas recentemente impostas pelo Governo, apertando o controlo das entradas e saídas do país. Mas também é importante referir que o mercado ajustou a oferta aos níveis da procura, ou seja, não há operações loucas.

“Desmistificação” do Brasil
Segundo o CEO da Exoticoonline/ Destinos, em parceria com a Solférias e a Sonhando, o operador oferece para o fim de ano dois voos para o Brasil, Porto-Salvador e outro Lisboa-Natal-Salvador, ambos com partida a 26 de dezembro, com as vendas a correrem muito bem.

“Foi preciso que no congresso da APAVT um ex-vice-Primeiro Ministro viesse explicar que o Brasil não está tão mal”, Miguel Ferreira, Exoticoonline/Destinos

 

Miguel Ferreira considerou que a melhoria da situação pandémica no Brasil fez com que as vendas para o destino aumentassem. “Mas foi preciso que no congresso da APAVT um ex-vice-Primeiro Ministro viesse explicar que o Brasil não está tão mal como dizem as televisões portuguesas.

Desmistificou-se que o Brasil está, neste momento, com um nível de vacinação muito superior por exemplo aos Estados Unidos, inclusive acima da média da União Europeia, ou seja, as pessoas estão a perceber que o Brasil não é aquele país que se fala, como tivemos a oportunidade de comprovar por dados reais estatísticos. Ou seja, neste momento é um país seguro. Infelizmente, os casos vão sempre surgir.

Não conseguimos controlar uma pandemia, temos é que nos habituar viver comedidamente nesta fase”. O executivo lembrou ainda a operação para a Madeira, tanto de Lisboa como do Porto, também “com bom ritmo de venda”. Em voos regulares as atenções do operador vão para o Dubai e as Maldivas, destino agora comercializado num valor mais elevado em relação ao verão.

Por outro lado, a Destinos está com largas dezenas de ofertas de passagem de ano para o território continental.

Apesar de não estar ainda na posse de números finais, Miguel Ferreira considera que, de uma forma geral “estamos muito abaixo de 2017”. Em sua opinião, há dois fatores que ainda fazem as pessoas retraírem-se, um é a questão da segurança, e o outro é a mudança constante de regras que leva a uma falta de confiança por parte do consumidor”.

Com o fim de ano já arrumado, a Exoticoonline já está a olhar para as próximas temporadas, ou seja, a páscoa e verão. “Estou expectante. A Páscoa ainda vamos ver o caminho para depois definirmos o trajeto, e o verão espero que já haja alguma normalidade. É bom não esquecer que começámos a 13 de março de 2020 a pensar que íamos perder a Páscoa, mas que o verão seria bom, e acabámos por perder a Páscoa, o verão e o réveillon, ou seja, perdemos o ano. Achámos que era a Páscoa deste ano, não foi, o verão já estabilizou um pouco, o inverno agora está a subir, e o réveillon está nos níveis expectáveis, mas também o mercado ajustou a oferta aos níveis da procura”, sublinhou o CEO do operador.

Miguel Ferreira deu conta que se notam pedidos já para o primeiro semestre, não dentro dos volumes dos anos anteriores à pandemia. No entanto, uma coisa são os ‘bookings’, outra são as concretizações posterirores. Isto em relação aos destinos internacionais, porque o mercado doméstico já está a mexer bastante bem para o próximo verão”.

O sucesso de Cabo Verde …
Sónia Regateiro, COO da Solférias, está satisfeita com o desenrolar da procura da programação do operador turístico para a passagem de ano. “Apostámos em operações charter com outros parceiros, ou seja, quatro voos para o Funchal, dois de Lisboa e dois do Porto, Lisboa-Porto Santo, estamos envolvidos em seis voos para Cabo Verde, três de Lisboa e três do Porto, e dois para o Brasil – um Porto-Salvador e o Lisboa-Natal-Salvador”, esclareceu.

Além disso, para o fim de ano, a Solférias disponibiliza programação em voos regulares, através de bloqueios com a Emirates para o Dubai e as Maldivas, e allotments com a TAP para vários destinos.

Quando às reservas, Sónia Regateiro disse que já há “algumas operações esgotadas há bastante tempo, e outras com disponibilidade muito reduzida. Podemos dizer que as operações estão a ser um sucesso”.

“Se compararmos com 2019, nunca conseguimos programar tantos voos para Cabo Verde no réveillon como este ano, porque tivemos a vantagem de os outros mercados como a Alemanha e o Reino Unido não estarem a ocupar tantos quartos naquele país. Assim, conseguimos triplicar a operação habitual para aquele destino, passando de dois voos em 2019, para seis em 2021” destacou a COO da Solférias.

O operador turístico começou, no entanto, a preparar já a operação de verão. “Já lançámos a maior parte da programação. Está a faltar o Egito, destino onde vamos apostar no verão, tanto de Lisboa como do Porto para Hurghada. Ainda estamos pendentes em relação ao que vamos fazer com Saiidia, isto porque Marrocos é um destino que nos deixa com alguma ansiedade porque já vimos que são muito protecionistas e tomam atitude de fecho de fronteiras de um dia para o outro”.

Sónia Regateiro lembrou que “neste momento, o risco que está em cima dos operadores quando tomam a decisão de colocar uma operação charter é enorme, porque as companhias de seguros não assumem qualquer risco por fecho de fronteiras devido à pandemia. Por isso, se houver algum azar de fecho de fronteiras, quem tem que assumir o risco de reembolso e de repatriamento de todos os passageiros é o operador turístico, ou seja, todas as decisões têm que ser muito bem ponderadas”.

… e Timor-Leste
“A nossa oferta para o fim de ano é bastante vasta, temos quatro charters para a Madeira, dois de Lisboa e dois do Porto, um para o Porto Santo, dois para o Brasil, bem como com a TAP para Punta Cana e Cancun em que também tivemos vendas razoáveis”, disse José Manuel Antunes, diretor-geral da Sonhando, para realçar que “é uma oferta muito similar à que tivemos em 2019”.

O responsável garantiu que as reservas decorrem a bom ritmo, como apenas algumas disponibilidades neste momento.

“O Brasil está mais estabilizado e ajudou que o volume de reservas crescesse” sublinhou José Manuel Antunes, para realçar que “no Brasil temos um grande aliado que se chama Vila Galé, dai que 85% das nossas vendas sejam para as suas unidades de Touros, Salvador e Guarajuba. Portanto, essa parceria com o grupo hoteleiro é muito importante e leva-nos a ter uma grande confiança no produto”.

Apesar de não estar inserido na sua programação de fim de ano, o diretor-geral da Sonhando fez questão de destacar que os seus voos no dia 12 e 14 de dezembro entre Lisboa e Dili (Timor-Leste) foi um sucesso, tendo ultrapassado no dia 01 os 200 passageiros, mesmo “sem o apoio dos professores que foi fator essencial no início das operações. Isto quer dizer que já nos impusemos no mercado sem esse trampolim. E acrescentou que, “com estes números claro que vamos prosseguir no próximo ano com quatro operações, designadamente, em fevereiro, julho, setembro e dezembro”.

Sem charter, mas com ‘commitment’
A Viajar Tours centrou a sua oferta de passagem de ano “mais no Dubai e nas Caraíbas, basicamente com a Emirates, e alguns voos da TAP não só para as Caraíbas, mas também para o Funchal e Ponta Delgada, não entrando no produto charter, mas em commitments com companhias aéreas onde pudemos criar alguma diferenciação no mercado e onde tivemos um bom volume de reservas”, explicou o diretor comercial do operador turístico, Nuno Anjos.

Em relação a 2019, o responsável do operador turístico considerou que “é totalmente diferente em volume de passageiros, e também em operações charters em que tínhamos alavancado muita da nossa oferta. Este ano, por todas as circunstâncias existentes, não apostámos nesse tipo de operações”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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TAP, Portugália e Cateringpor em ‘situação económica difícil’ até 31 de dezembro de 2022

Em está desde janeiro deste ano, esta medida é considerada “instrumental” para o futuro da TAP e poderá ir até ao final do ano de 2024.

A renovação por mais um ano, até 31 de dezembro de 2022, da declaração da TAP, Portugália e Cateringpor em situação económica difícil foi publicada esta quarta-feira, 29 de dezembro, permitindo reduzir condições de trabalho e suspender instrumentos de regulamentação coletiva.

No diploma, o executivo argumenta que” o estatuto de empresa em situação económica difícil vai permitir à TAP manter postos de trabalho, que em outras circunstâncias deixariam de poder ser suportados, num contexto em que os concorrentes estão a implementar agressivos programas de restruturação e de redução de custos, preparando-se para um período de acrescida intensidade competitiva”.

A Resolução n.º 185/2021 do Conselho de Ministros publicada prolonga para 2022 a declaração das empresas em situação económica difícil, que está em vigor desde janeiro deste ano, considerando tratar-se de uma medida que, até ao final do ano de 2024, é instrumental para o futuro da TAP, contribuindo para a sua sobrevivência e sustentabilidade através de poupanças de custos e reduzindo as necessidades de caixa, bem como as necessidades de apoio à TAP por parte do Estado Português.

No diploma publicado em janeiro deste ano, que declarou as empresas em situação económica difícil, o executivo tinha determinado que a TAP, a Portugália e a Cateringpor iriam dar início, no primeiro trimestre de 2021, ao processo negocial para a revisão dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho, na sequência da apresentação das linhas gerais do plano de reestruturação aos sindicatos, adaptando aqueles instrumentos à nova realidade competitiva das empresas e do setor.

No diploma agora publicado, esta determinação é também prolongada, definindo agora que aquele processo negocial aconteça “durante o primeiro semestre de 2022”.

Recorde-se que recentemente, o ministro das Finanças, João Leão, anunciou uma injeção de cerca de 530 milhões de euros para a TAP, depois de Bruxelas ter dado ‘luz verde’ ao plano de reestruturação da transportadora.

Na mesma semana, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, esclareceu que os apoios à TAP vão atingir o limite de 3.200 milhões de euros, devido a valores já pagos e outros a aprovar.

Sobre o autorRenato Leite

Renato Leite

Managing Director da Global Blue em Portugal
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Hotéis NAU renovam selos de boas práticas

As 10 unidades do grupo NAU Hotels & Resorts renovam a distinção, pelo quinto ano consecutivo, com os selos We Share e We Care, promovidos no âmbito da iniciativa Hospes, programa corporativo de responsabilidade social e de sustentabilidade ambiental da AHP.

Pelo quinto ano consecutivo, as 10 unidades do grupo NAU Hotels & Resorts renovam a distinção com os selos We Share e We Care, promovidos no âmbito da iniciativa Hospes, programa corporativo de responsabilidade social e de sustentabilidade ambiental, respetivamente, da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

Refira-se que, nos prémios Hospes by AHP, foram atribuídos um total de 130 selos referentes a 2020: 30 hotéis receberam o selo We Share, correspondente à doação de equipamentos e bens, e 54 hotéis foram distinguidos pelo selo We Care por participarem em projetos de recolha de óleos usados, recolha e destruição de papel, reciclagem de têxteis e recolha de equipamentos elétricos. No entanto, apenas 29 unidades conquistaram ambos os selos, incluindo todas as 10 unidades do Grupo NAU.

A cerimónia de entrega dos selos decorreu num evento online em que participaram a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o presidente da AHP, Raul Martins e o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo.

Implementado em 2013, o programa Hospes by AHP visa contribuir e motivar o setor para um turismo cada vez mais responsável e sustentável, um compromisso assumido pela NAU Hotels & Resorts, conforme salienta o grupo hoteleiro em comunicado.

Sobre o autorPublituris

Publituris

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Madeira coloca estratégia para o turismo 2022-2027 em consulta pública

A Estratégia para o Turismo da Madeira para 2022-2027 foi desenvolvida pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP), em colaboração com a empresa Deloitte Business Consulting.

A Estratégia para o Turismo da Região Autónoma da Madeira para 2022-2027 pretende afirmar o arquipélago como um “destino turístico para todo o ano”, indicou hoje o Governo Regional, referindo que o documento segue agora para consulta pública.

“Em traços largos, a estratégia para 2022-2027 tem uma visão em linha com a da anterior (2017-2021), introduzindo a fusão experiencial entre o mar, a montanha e a cultural e revelando o destino não apenas como um “must visit” europeu, mas sim, global e com uma vasta oferta de experiências diferenciadas”, refere a Secretaria Regional do Turismo e Cultura, em comunicado.

Na apresentação do documento, no Funchal, Eduardo Jesus, secretário Regional do do Turismo e Cultura da Madeira, referiu que “é muito importante que todo este envolvimento resulte na perspetiva de que há uma identificação de cada um de nós nesta estratégia; e isso é importante porque, sendo o setor a parte fulcral deste processo, interessa que as ideias estejam alinhadas”.

A Estratégia para o Turismo da Madeira para 2022-2027 foi desenvolvida pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP), em colaboração com a empresa Deloitte Business Consulting.

“Pretende, acima de tudo, afirmar a região como um destino turístico para todo o ano, seguro, diferenciado pelo clima ameno, pelo acolhimento aos turistas e visitantes, pela autenticidade e diversidade, pela qualidade das experiências e pelo compromisso com a sustentabilidade económica social e ambiental”, sublinha a Secretaria Regional.

O documento agrega seis pilares estratégicos para o desenvolvimento turístico da região, nomeadamente natureza, turismo ativo e desportivo; mar e turismo náutico; saúde e bem-estar; património cultural; gastronomia e Vinho; estilo de vida e novas tendências; e sustentabilidade.

De acordo com a Deloitte Business Consulting, o arquipélago da Madeira apresenta oportunidades no desenvolvimento e fortalecimento do turismo em cada um dos seis pilares.

Foram também definidas seis orientações para a estratégia 2022-2027: reforçar a gestão do destino, melhorando o conhecimento e monitorizando a performance do setor; apostar na diversidade, diferenciação e estruturação da oferta turística; investir no aumento da notoriedade do destino; atrair, qualificar e valorizar os recursos humanos; fomentar o investimento e assegurar a sustentabilidade do destino em termos ambientais, económicos e sociais.

A Estratégia para o Turismo da Região Autónoma da Madeira para 2022-2027 estará disponível para consulta em breve no portal da Secretaria Regional de Turismo e Cultura.

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OMT faz balanço pouco positivo de 2021

A ameaça de milhões de empregos no setor do turismo foi a maior preocupação da OMT, que faz um balanço pouco positivo do ano de 2021. Mas acredita que nem tudo está perdido, apesar de novos desafios que se avizinham para 2022.

A Organização Mundial do Turismo (OMT) faz um balanço pouco positivo do ano que está prestes a terminar, e reafirma que a ameaça de milhões de empregos no setor, foi a mais preocupante.

A OMT afirma que 2021 foi difícil para os trabalhadores do setor ainda abalado pela pandemia. Em março de 2020, a maioria dos países fechou as fronteiras e alguns demoraram a reabrir. E até o momento, milhões de empregos continuam ameaçados.

Mas refere que, com a chegada da vacina e a promessa de mais pessoas inoculadas pelo mundo, espera-se que 2022 seja melhor. A agência aposta em inovação, ofertas de turismo mais sustentável e num recomeço com mais investimentos.

Em cooperação com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das medidas, recorde-se, foram os protocolos de viagem e passaportes sanitários colocados em ação principalmente nos países do Hemisfério Norte durante o verão de julho a setembro.

No entanto, a OMT congratula-se com a resiliência e determinação em manter as medidas para proteger viajantes e turistas, demonstrada pelo países-membros da União Europeia, e acredita que a Covid-19 evidenciou a importância do turismo para as economias e a sociedade e que, por isso, o setor tornou-se parte integral de planos de recuperação nacionais e internacionais.

Ainda assim, a estratégia da agência da ONU sobre inovação inclui mais de 12 mil empresas start-ups em 150 países. Ao todo foram mobilizados 83 milhões de dólares. São atualmente 300 parceiros corporativos a atuar em novas tecnologias para o turismo.

A OMT destaca ainda que, em todo o mundo, mais de 20 mil estudantes do turismo, de mais de 100 países estão a ser apoiados por programas e formação da instituição, em colaboração com as melhores escolas, que oferecem um total de 19 cursos nas mais diversas áreas do turismo.

Mas nem tudo está perdido. A OMT afirma que o recomeço do setor de turismo pós-pandemia não pode se dar sem investimentos verdes. A agência fechou uma parceria com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento para revitalizar a área. Até o momento, mais de 200 investidores integram a rede global de apoio a redes de hotéis em 50 países que procuram se tornar mais sustentáveis.

Desde a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP26, em Glasgow, em novembro, o setor tem recebido um maior número de promessas para reduzir pela metade até 2030 as emissões de dióxido de carbono, e também atingir a rede zero, de neutralidade em carbono, até 2050.

A OMT está a apostar ainda no turismo rural. O programa melhores aldeias turísticas foi lançado em 2021, em 44 localidades de 32 países, para promover o compromisso com a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável.

 

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Fim de ano: turistas portugueses recebidos em ambiente de festa na Bahia

Foi em ambiente de festa que foram recebidos os quase 1.500 turistas portugueses que foram passar as festividades do fim de ano na Bahia (Nordeste do Brasil).

Os turistas portugueses que optaram por passar as festas de fim de ano no Bahia, tanto em voos charters como nos regulares, foram recebidos em ambiente de festa no aeroporto de Salvador.

Segundo a imprensa local, a chegada de voos fretados e regulares no aeroporto de Salvador, no último domingo (26), que saíram de Lisboa e Porto, em Portugal, trouxeram 1.465 passageiros. Para o desembarque no Brasil, tiveram que apresentar a vacinação completa e o teste negativo para a Covid-19, realizado em até 72 horas antes do embarque.

Os turistas portugueses foram recebidos por uma equipa da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), com as tradicionais baianas e distribuição de fitinhas do Senhor do Bonfim. Os visitantes reagiram com simpatia e entusiasmo.

De acordo com os jornais daquele Estado do Nordeste do Brasil, os portugueses estão hospedados em vários pontos do litoral baiano, a maioria nas zonas turísticas como a Baía de Todos-os-Santos e Costa dos Coqueiros.

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PortoBay solidário

O PortoBay Hotels & Resorts e os seus hóspedes angariaram mais de 35 mil euros para a iniciativa Hope “Small Gestures Big Hopes”, que reverteu para sete instituições nas localidades onde a cadeia hoteleira se encontra em Portugal: Madeira, Lisboa, Porto e Algarve.

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O Grupo PortoBay Hotels & Resorts e os seus hóspedes angariaram mais de 35 mil euros para a iniciativa Hope “Small Gestures Big Hopes”, que reverteu para sete instituições nas localidades onde a cadeia hoteleira se encontra em Portugal: Madeira, Lisboa, Porto e Algarve.

A campanha HOPE, que vai na sua nona edição, decorre durante 12 meses, em todas as unidades do grupo PortoBay. Arranca sempre com um depósito inicial do grupo hoteleiro, ao qual são somadas as contribuições dos hóspedes. Desde 2012, ano do lançamento deste projeto, o HOPE já entregou mais de 473 mil euros.

A Associação de Paralisia Cerebral da Madeira – APCM, o Núcleo Regional da Madeira da Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Associação Humanitária de Solidariedade de Albufeira – AHSA (Algarve), o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil – CADIn (Lisboa), a Comunidade Vida e Paz (Lisboa), a Comunidade Sant Egidio (Lisboa), e a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (Porto), foram as instituições contempladas.

“Temos um enorme orgulho de continuar a promover a iniciativa Hope, mesmo com a conjuntura internacional que tanto tem marcado o turismo, é bom contar com a solidariedade dos nossos hospedes, sublinha António Trindade, CEO do Grupo PortoBay, para realçar que, em 2022, “contamos com o apoio de todos para alcançar o marco dos 500 mil euros doados em 10 anos”.

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