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ITB Ásia abre inscrições para programa de ‘hosted buyers’

Este ano, a feira terá mais dois andares inteiramente dedicados aos expositores.

Tiago da Cunha Esteves
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ITB Ásia abre inscrições para programa de ‘hosted buyers’

Este ano, a feira terá mais dois andares inteiramente dedicados aos expositores.

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A ITB Ásia abriu o período de inscrições para o seu programa de ‘hosted buyers’, que podem ser feitas aqui. O evento vai decorrer no Centro de Convenções Suntec Singapura, de 23 a 25 de Outubro.

A Messe Berlim (Singapura) informa que as inscrições terminam a 1 de Agosto, sendo que quem se inscrever antes de 30 de Abril terá um desconto de 50%.

Aquela que será a sexta edição desta feira “será melhor e maior” do que a edição do ano passado, com a área de exposição a aumentar. Este ano, a organização prevê a abertura de mais dois andares inteiramente dedicados aos expositores.

No ano passado, 85% dos compradores que participaram na feira disse que ficaram “satisfeitos” com a qualidade e quantidade de reuniões. Por outro lado, 95% referiu que pretendia voltar na próxima edição.

Em 2012, a ITB Ásia acolheu mais de 8.500 participantes, um aumento de 12% em relação a 2011.

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MSC Cruzeiros adiciona segundo navio à Volta ao Mundo de 2023

Companhia de cruzeiros cancelou o itinerário de Volta ao Mundo de 2022 devido às restrições que ainda existem em vários portos, mas decidiu colocar um segundo navio a realizar o itinerário no ano seguinte.

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A MSC Cruzeiros anunciou que o itinerário de Volta ao Mundo de 2023 vai também ser realizado pelo MSC Magnifica, que se vai juntar ao MSC Poesia, naquela que será a primeira vez na história da indústria que “dois navios vão receber mais de 5.000 passageiros numa viagem à volta do mundo”.

Com partida simultânea de Génova, Itália, a 4 de janeiro de 2023, os navios vão, no entanto, realizar itinerários distintos, com a MSC Cruzeiros  a explicar que o MSC Magnifica vai realizar o mesmo itinerário que deveria ser realizado pelo MSC Poesia para o MSC World Cruise 2022, que foi cancelado devido às restrições que ainda existem em vários portos devido à COVID-19.

“Infelizmente não tivemos escolha a não ser cancelar o MSC World Cruise 2022, mas sabemos que um cruzeiro pelo mundo é realmente a viagem de uma vida para muitas pessoas e, por isso, foi importante para nós oferecer a melhor solução possível para os nossos fieis passageiros. O cruzeiro Volta ao Mundo a bordo do MSC Poesia em 2023 já estava esgotado e por isso trabalhámos para alterar a programação do MSC Magnifica, um popular navio de cruzeiro volta ao mundo, para que possamos oferecer o mesmo itinerário de 2022″, refere Gianni Onorato, CEO da MSC Cruzeiros.

As vendas do World Cruise 2023 do MSC Magnifica já estão abertas, com a companhia de cruzeiros a garantir que os “passageiros com reservas no World Cruise 2022 serão contactados em breve e terão prioridade na nova proteção das suas reservas existentes para o MSC Magnifica”.

Já para os passageiros que mudarem a sua reserva para 2023,  a companhia de cruzeiros oferece, “como uma medida de gratidão pela fidelidade”, a reserva de um cruzeiro de cortesia entre janeiro e maio de 2022. 

O MSC Poesia e o MSC Magnifica vão partir em simultâneo para o itinerário de Volta ao Mundo em 2023, com embarque em Génova, Itália (4 de janeiro), Marselha, França (6 de janeiro) e Barcelona, Espanha (7 de janeiro).

“Assim que cruzarem o Mar Mediterrâneo, os navios vão separar-se no Oceano Atlântico. O MSC Magnifica irá circunavegar a América do Sul, cruzar o Oceano Pacífico Sul e depois para o Oceano Índico, o Mar da Arábia, o Mar Vermelho e, em seguida, através do espetacular Canal de Suez de volta ao Mar Mediterrâneo”, explica a MSC Cruzeiros, revelando que o MSC Poesia vai passar pelo Canal do Panamá e percorrer a costa oeste da América Central e do Norte, enquanto se dirige para o Oceano Pacífico, seguindo-se um período prolongado na Ásia, a partir de onde retorna ao Mediterrâneo, pelo Canal de Suez.

Já o MSC Magnifica vai visitar 43 em 24 países, numa viagem de 117 dias que oferece nove prolongados pernoitas e que cruza o equador por duas vezes e que inclui escalas em Lisboa, Funchal, Mindelo (Cabo Verde), Rio de Janeiro (Brasil), Buenos Aires e Ushuaia (Argentina), Taiti, Polinésia Francesa e Ilhas Cook, bem como Auckland, Napier, Wellington, Sydney (Austália e Nova Zelândia).

Na Ásia, o itinerário inclui também a Nova Caledónia, Alotau  e Papua Nova Guiné, bem como a ilha de Lombok (Indonésia), Singapura e Port Klang (Malásia), Colombo e Sri Lanka, assim como Mumbai (Índia), antes de chegar a Salalah, Omã e Aqaba, no Médio Oriente.

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Brasil mostra na Expo Dubai que está pronto a receber visitantes internacionais

A Embratur quer afirmar o Brasil como um destino turístico mundial e está a aproveitar a Expo Dubai 2020, que decorre até março de 2022, para promover as atrações e destinos brasileiros.

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A Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo está presente na Expo Dubai 2020 com o objetivo de mostrar que “o Brasil está pronto para receber visitantes internacionais”, numa estratégia que visa também “o posicionamento do Brasil enquanto destino turístico mundial”.

“A presença da Embratur na Expo Dubai 2020 tem como objetivo reforçar que o Brasil está pronto para receber visitantes internacionais. A nossa cultura diversa e as infinitas belezas naturais ao longo de todo o território brasileiro, com 66% de vegetação nativa protegida, praias, parques, ilhas e sem desastres naturais em nenhuma época do ano, são a garantia de encantamento e de vontade de visitar o Brasil”, refere Carlos Brito, presidente da Embratur, citado num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com o responsável, a participação na Expo Dubai 2020 reveste-se de uma ainda maior importância pela altura em que decorre o certame, uma vez que a recuperação da aviação comercial já está em marcha e os voos internacionais já estão de regresso ao Brasil.

“A divulgação do nosso país no exterior é ainda mais necessária, num momento em que aumenta a vacinação e se retomam gradualmente as viagens. O mundo merece e precisa de conhecer o nosso turismo”, acrescenta Carlos Brito.

O pavilhão do Brasil na Expo Dubai 2020 fica localizado na entrada do Distrito da Sustentabilidade e, segundo o comunicado da Embratur, esse é o principal mote que orienta o pavilhão do país, que apresenta o tema “Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável”, com o objetivo de ligar “a natureza às pessoas e ao amanhã”.

No pavilhão do Brasil vão também decorrer diversas iniciativas, como manifestações culturais, uma exposição com imagens e artesanato, e ainda música e dança típicas de todas as regiões do país.

“Além disso, a Agência prepara também ações de experiência de marca para aumentar a interação com os visitantes, distribuindo também materiais promocionais”, refere ainda a Embratur.

A Expo 2020 Dubai, que foi adiada durante um ano em função da pandemia de COVID-19, decorre até final de março de 2022 e conta com a participação de 190 países, estimando-se que, ao longo dos seis meses de atividades, visitam a exposição cerca de 25 milhões de pessoas.

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Campanha de verão de Lagos soma 2,5 milhões de visualizações

Campanha lançada pela Câmara Municipal de Lagos foi promovida em Portugal e Espanha através das redes sociais, assim como em França, Reino Unido, Alemanha, República Checa, Lituânia, Polónia e Suécia.

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A campanha promocional lançada pela Câmara Municipal de Lagos para promover o destino neste verão e que contou com a participação do ator e blogger João Cajuda, soma já mais de 2,5 milhões de visualizações, o que leva a autarquia a fazer um balanço positivo desta campanha, que terá contribuído para que a hotelaria da cidade tenha registado uma taxa de ocupação média próxima dos valores de 2019.

Num comunicado enviado à imprensa, a autarquia de Lagos, no Algarve, explica que o filme promocional desta campanha foi promovido em Portugal e Espanha através do Facebook e Instagram, assim como em França, Reino Unido, Alemanha, República Checa, Lituânia, Polónia e Suécia, e, ao longo de 40 dias, foram contabilizadas 2,5 milhões de visualizações.

“Paralelamente, a campanha teve declinação offline em toda a região e envolveu mais três influenciadores, que amplificaram ainda mais o conceito e que, em conjunto, geraram mais de 100 mil likes, 1.500 comentários e 100 mil reencaminhamentos de stories. Tudo isto para além do impacto mediático gerado pela publicação de dezenas de notícias nos media portugueses. Os números do impacto no turismo estão a ser fechados, mas estima-se que a taxa de ocupação média se tenha aproximado dos valores de 2019″, explica a autarquia.

Denominada ‘Where Are You João?’, a campanha de verão de Lagos, começa com João Cajuda a explorar vários destinos internacionais até chegar a Lagos, que é apresentado como um destino de eleição onde ninguém pode faltar.

O vídeo da campanha está disponível online para visualização através do Vimeo, pelo link https://vimeo.com/578531762.

 

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Presidente da ANAC diz que é “urgente” encontrar solução para expansão aeroportuária de Lisboa

Para o presidente da ANAC, uma das questões “fundamentais” a analisar, está relacionada com a “capacidade e as características” que esta infraestrutura precisará de incorporar para “acomodar” os requisitos de toda uma nova geração de aeronaves.

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O presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Luis Ribeiro, alertou, durante o Portugal Air Summit, que é “urgente” fechar uma solução para a expansão aeroportuária da região de Lisboa, sublinhando que este projeto “não pode mais” ser adiado.

“É urgente fechar uma solução para a expansão aeroportuária da região de Lisboa. Este projeto de envergadura nacional é estruturante para o país e não pode mais ser adiado”, admitiu.

O presidente da ANAC garantiu que a autoridade “contribuirá” com a sua “experiência e conhecimento técnico” nas discussões que possam surgir sobre este projeto, “assumindo as suas responsabilidades enquanto entidade reguladora”.

Na opinião de Luís Ribeiro, uma das questões “fundamentais” que deverá ser “analisada” está relacionada com a “capacidade e as características” que esta infraestrutura precisará de incorporar para “acomodar” os requisitos de toda uma nova geração de aeronaves movidas a hidrogénio ou a combustíveis verdes que, “previsivelmente”, entrarão ao serviço durante a próxima década.

Recorde-se que em cima da mesa estão três hipóteses: aeroporto Humberto Delgado (principal), com o aeroporto do Montijo (complementar); aeroporto do Montijo (principal), com o aeroporto Humberto Delgado (complementar) e uma infraestrutura localizada no Campo de Tiro de Alcochete.

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Servivuelo integra NDC através do API do Amadeus

O consolidador continuará a colaborar com o Amadeus no seu programa NDC e será pioneiro na implementação desta norma no seu canal online através da API de Viagens Amadeus.

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Amadeus e Servivuelo renovaram e alargaram a sua colaboração, com o principal consolidador aéreo espanhol a implementar, no seu canal online, o NDC através do API do Amadeus, com o acordo a incluir a implementação do Amadeus B2B Wallet para agilizar os pagamentos.

O Amadeus Travel API é uma solução, com tecnologia NDC, que oferece conteúdos mais especializados, proporcionando à Servivuelo “acesso ao extenso conteúdo de viagem do Amadeus com uma das mais completas ofertas de serviços complementares, melhorando a experiência de viagem e a autonomia dos seus clientes através do seu canal online”.

Já o Amadeus B2B Wallet irá beneficiar o consolidador aéreo com um fluxo de pagamento mais fluido e abrangente.

Jorge Zamora, CEO e fundador da Servivuelo, refere, em comunicado, que “a renovação deste acordo significa continuar na vanguarda do desenvolvimento tecnológico do setor”, salientando ainda que “ser pioneiros na implementação do NDC irá reforçar o nosso compromisso com as agências de viagens, para lhes fornecer as melhores ferramentas e tornar o seu trabalho mais fácil e mais eficiente”.

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Turismo espacial e subaquático: Da promessa à realidade em dois anos

A Les Roches Marbella voltou a ser palco, entre 22 e 24 de setembro, do debate sobre o turismo espacial e subaquático, dois produtos que passaram de promessa a realidade em apenas dois anos e que prometem revolucionar o futuro do turismo.

Inês de Matos

A Les Roches Marbella voltou a ser palco, entre 22 e 24 de setembro, do debate sobre o turismo espacial e subaquático, dois produtos que passaram de promessa a realidade em apenas dois anos e que prometem revolucionar o futuro do turismo.

Há dois anos, quando a Les Roches Marbella organizou a primeira edição da SUTUS – Space & Underwater Tourism Universal Summit, a cimeira dedicada ao turismo espacial e subaquático, tanto o espaço como o fundo do mar continuavam a ser mundos inexplorados e praticamente inacessíveis. Hoje, dois anos depois e com uma pandemia pelo meio, muita coisa mudou e aquilo que era apenas uma promessa, é agora uma realidade, como foi possível comprovar na mais recente edição desta cimeira, que voltou a decorrer nas instalações da Les Roches Marbella, em Espanha, entre 22 e 24 de setembro, e que reuniu, mais uma vez, cientistas, especialistas e representantes de empresas que estão a tornar possível fazer do espaço e do fundo do mar os próximos grandes destinos turísticos.
É que, nos dois anos que mediaram a primeira e segunda edição da SUTUS, os voos espaciais com fins turísticos tornaram-se uma realidade, com o início das viagens privadas da Virgin Galactic, Blue Origin e Space X, enquanto a oferta de submarinos para passeios ao fundo do mar conheceu um crescimento sem precedentes.
Ao Publituris, Carlos Diaz de La Lastra, diretor-geral da Les Roches Marbella, explicou que, mais que os avanços dos dois últimos anos, a segunda edição da SUTUS pretendeu mostrar que, além das empresas mais mediáticas, há muito trabalho a ser feito para tornar o espaço e o fundo do mar nas novas fronteiras do turismo, como indica o tema da cimeira “Turismo além das fronteiras naturais”. “O nosso compromisso com a SUTUS era fazer o encontro mais importante de turismo espacial em Espanha. Isso não estava relacionado com o momento da indústria, mas porque queríamos debater as duas facetas do turismo que nos faltavam explorar e que tinham de fazer uma evolução”, resumiu o responsável, explicando que “as pessoas apenas conhecem esses dois ou três projetos que já são realidade – a Space X, a Blue Origin e a Virgin Galactic. Mas, a verdade é que é mais provável que tenhamos a oportunidade de ir ao espaço ou ao fundo do mar com outros projetos mais económicos “.
A segunda edição da SUTUS contou com a participação de 26 empresas e das principais agências espaciais internacionais, como a russa, a americana, a europeia, a chinesa, a indiana ou a japonesa, uma vez que, acrescentou o responsável, o objetivo era ter, nesta edição, “representado todo o leque de projetos que existem nestas áreas e mais agências espaciais”, de forma a fazer da SUTUS “a melhor montra para as empresas que também têm projetos espaciais e subaquáticos mas não são tão conhecidas”.

Muito mais que uma moda

”” Simon Jenner, Axiom Space

Se há dois anos o turismo espacial era apenas uma promessa, atualmente já é possível viajar até ao espaço por motivos de lazer, uma vez que, em julho, o milionário britânico que é dono da Virgin Galactic, Richard Branson, inaugurou as viagens espaciais com fins turísticos. Em poucos dias, também Jeff Bezos, da Blue Origin, viajou até à órbita da terra e, mais recentemente, foi a vez da empresa de Elon Musk, a Space X, se lançar nas viagens espaciais com astronautas privados. Estava dado o pontapé de saída na corrida a um tipo de turismo que, até há poucos meses, não passava de uma miragem, mas que tem tudo para mudar para sempre o conceito de turismo que conhecemos, até porque a oferta tem vindo a crescer e conta, hoje, com muitos outros intervenientes, alguns dos quais marcaram presença na SUTUS 2021 que, decorreu em formato híbrido, com debate presencial no primeiro dia e online a 23 e 24 de setembro.
Logo no dia inaugural, no qual o Publituris esteve presente, ficou bem patente que o turismo espacial está a crescer, assim como a procura que, segundo Simon Jenner, Spaceflight Business Development da Axiom Space – empresa que está a construir a nova Estação Espacial Internacional, que deverá estar operacional em 2028, e que se prepara para entrar também na corrida aos voos privados ao espaço, tendo já a primeira missão à atual Estação Espacial Internacional agendada para janeiro do próximo ano-, “está a aumentar e há muitas pessoas interessadas”.
Para Simon Jenner, o turismo espacial é mais do que uma moda e os últimos desenvolvimentos vieram provar que é possível tornar o espaço no próximogrande destino turístico. “O turismo espacial não é uma moda. Se é uma moda, é uma moda que está a crescer. Há muitas décadas que se está a trabalhar para tornar possíveis os voos espaciais privados e, agora, estamos a atingir um ponto de inflexão”, congratulou-se o responsável ao Publituris, mostrando-se convencido de que o turismo espacial “é algo que veio para ficar”.
Além do exemplo da Axiom Space, também Bernard Foing, diretor do projeto “Euro Moon Mars”, da Agência Espacial Europeia, marcou presença no primeiro dia da SUTUS 2021 e deu conta dos mais recentes desenvolvimentos no projeto “Moon Village”, que pretende colonizar a lua. No mesmo projeto, está envolvido também Marc Heemskerk, que apresentou os habitats lunares ‘Chill-Ice’, que estão a ser criados para tornar possível a colonização da lua e, quem sabe, também de Marte, numa experiência que será fundamental para desenvolver o conceito de turismo espacial, mas que, segundo o responsável, apresenta ainda lacunas, nomeadamente ao nível do conforto. “Se queremos fazer crescer o turismo espacial, temos de aumentar o conforto destes habitats”, afirmou, comparando os habitats atuais a laboratórios científicos.

Obstáculos ao turismo espacial

”” Marc Heemskerk, habitats Chill-Ice

Tal como Marc Heemskerk, também Simon Jenner concorda que o conforto é um dos obstáculos que se colocam ao turismo espacial e dá o exemplo da atual Estação Espacial Internacional, que “é perfeita enquanto laboratório, mas não é um lugar incrível para dormir”. “Estamos a construir uma estação espacial para ser confortável”, sublinhou, explicando que os módulos habitacionais da nova estação espacial foram projetados pelo designer Philippe Starck e vão oferecer todo o “conforto e luxo”, além de contarem todos com janelas com vista para a Terra, já que a imagem do planeta visto do espaço é, a par da ausência de gravidade, uma das principais atrações das viagens espaciais.
O conforto é, tal como o preço, um dos obstáculos que se colocam ao turismo espacial, mas, tal como a questão do conforto já está a ser trabalhada, também a descida do preço será uma questão de tempo, com Simon Jenner a explicar que, “como em qualquer outro produto tecnológico, como os telemóveis, por exemplo, o arranque é sempre dispendioso”, mas espera-se que o preço venha descer à medida que aumente a oferta. “Precisamos de desenvolver mais a tecnologia e precisamos de maior concorrência ao nível do lançamento dos foguetões para reduzir os custos”, indicou, defendendo, no entanto, que uma viagem espacial nunca será tão barata quanto uma viagem de avião, ainda que o preço possa descer ao ponto de atrair muito mais interessados. Em quantas décadas poderá isso acontecer? Isso é que “é mais complicado de adivinhar”, disse, sublinhando, no entanto, que será tudo uma questão de tempo e que, há 12 meses, por exemplo, ninguém esperava que, hoje, as viagens espaciais já fossem uma realidade.
No que diz respeito à Axiom Space, Simon Jenner garante que, se a procura continuar a crescer, a empresa vai aumentar o número de missões – atualmente estão previstas duas por ano a partir de 2022 – ainda que isso também esteja dependente da possibilidade de acoplar na Estação Espacial Internacional, o que está limitado com as atuais instalações, mas que deverá mudar com o lançamento da estação da Axiom Space, em 2028.

Democratizar o fundo dos oceanos

”” Scott Waters, Pisces VI

Se a parte da manhã do primeiro dia da SUTUS 2021 foi dedicada ao espaço, na parte da tarde mergulhámos no que de mais inovador se está a fazer para levar turistas a conhecer os cerca de 70% da Terra que ainda são desconhecidos e que ficam no fundo dos oceanos.
Scott Waters, project manager do submarino Pisces VI, que já tinha participado na primeira edição da SUTUS, em 2019, regressou a Marbella para dar conta dos novos projetos em que o submarino está envolvido. É que, a par do turismo espacial e apesar de ser menos mediático, também o turismo subaquático tem conhecido um grande desenvolvimento, com o surgimento de veículos subaquáticos com diferentes capacidades e capazes de mergulhar a cada vez maiores profundidades, como é o caso do Pisces VI, que pode descer até aos dois mil metros de profundidade e tem capacidade para quatro passageiros.
E se, há dois anos, Scott Waters dizia que a procura turística era ainda residual, uma vez que estes submarinos continuavam a ser procurados por motivos científicos, a realidade é que também nesta área a motivação turística está a aumentar, de tal forma que o próprio Scott Waters se mudou para as Canárias e está atualmente envolvido numa série de projetos que visam levar turistas a conhecer o fundo do oceano. “Estamos a trabalhar em alguns projetos interessantes nas Canárias. Espero que, no próximo ano, tenha mais novidades, mas posso dizer que vai ser possível conhecer melhor a nossa história”, adiantou o responsável, explicando que as Canárias, por ser um arquipélago de origem vulcânica, contam com atrações que fazem destas ilhas um autêntico ‘hotspot’ subaquático.
Além das Canárias, os submarinos da Pisces têm várias missões agendadas até 2023, incluindo Mar Vermelho, Peru e Antártica, com preços que variam entre os dois e os seis mil euros. “O turismo espacial e subaquático continua a ser caro”, lamentou o responsável.
Além da Pisces, várias outras empresas estão a trabalhar para levar turistas a conhecer o fundo dos oceanos, como a Triton Submarines, que conta com 23 submarinos e está a construir veículos de maiores dimensões, até 60 pessoas, que prometem democratizar as viagens subaquáticas. “Este tipo de oferta vai revolucionar o turismo e a nossa forma de nos relacionarmos com o oceano”, explicou ao Publituris Héctor Salvador, operations director da Triton Submarines e que foi um dos primeiros humanos a ir até ao fundo da fossa das Marianas, em abril. De acordo com o responsável, a oferta “está a crescer”, de tal forma que já “se começa a perceber o potencial do turismo subaquático”. “Muitos países têm um grande potencial. A história marítima de Portugal e Espanha, por exemplo, é vasta e tem navios espalhados por todo o mundo, há também recifes de coral e criaturas marinhas que as pessoas querem ver. Por enquanto, isto está a ser apenas explorado à superfície, mas, quando as pessoas mergulharem e se derem conta do que podem ver, vai haver uma maior aposta neste turismo, sobretudo nas regiões que não têm outros atrativos”, defendeu.

Potencial e vantagens do turismo subaquático

”” Héctor Salvador, Triton Submarines

Com o crescimento da oferta, também a procura turística tem aumentado, com Héctor Salvador a explicar que, a cada ano, “a maior percentagem vem de clientes privados, para uso privado ou charter de megayachts”, ainda que, recentemente, se tenha notado que “está a começar a existir também procura por submarinos 100% turísticos, de maiores dimensões e com mais de 20 passageiros”. Segundo o responsável, estes submarinos registam procura por parte de hotéis de luxo, que olham para estes veículos como forma de oferecer um produto diferenciado. “Penso que isto vai ser um elemento muito atrativo para os hotéis que queiram oferecer uma experiência única aos clientes, algo que mais ninguém oferece”, indicou, revelando que a Triton Submarines já entregou o primeiros destes submarinos maiores a um complexo hoteleiro no sudeste asiático, que “viu no submarino um elemento diferenciador para vencer a concorrência”, uma vez que “apenas os hóspedes desse hotel têm a oportunidade de fazer uma viagem de submarino e ter esta experiência”.
Além de única, Héctor Salvador espera que os turistas que visitam o fundo do mar tenham também uma experiência pedagógica, já que este tipo de turismo permite “educar as próximas gerações sobre a importância do oceano”. “Espero que esta seja uma experiência educativa e que as pessoas deixem de ter aquários e passem a viajar de submarino para ver a vida marinha no seu habitat e tenham consciência de todo o ecossistema. Quando mergulhamos, é espetacular ver como numa rocha vivem 20 espécies de peixes, como se relacionam e o equilíbrio que existe. Só assim percebemos o frágil que é esse equilíbrio e como o ser humano, por desconhecimento, o está a destruir”, indicou.
Outra vantagem do turismo subaquático é a geração de riqueza para as comunidades locais, algo em que este produto se diferencia do turismo espacial, uma vez que, explicou o responsável, o turismo subaquático “é capaz de gerar riqueza local para as comunidades, enquanto o turismo espacial só tem cinco pontos de lançamento em todo o mundo”.
O principal problema continua, tal como nas viagens ao espaço, a ser o preço, ainda que, também nesta área, esteja em curso uma democratização do acesso ao fundo do mar. “Tudo é uma questão de exclusividade e quanto mais oferta houver, mais acessível se vai tornar este tipo de turismo”, disse, explicando que tudo depende do tipo de mergulho, porque “baixar a pouca profundidade, num submarino de 24 ou 60 lugares, é muito acessível”, enquanto um mergulho à fossa das Marianas, a 10 mil metros de profundidade, tem preços mais elevados. “Estamos a falar de preços de 50 ou 60 euros para viagens de uma hora, o que é comparável a muitas das experiências turísticas que podemos ter atualmente”, exemplificou, considerando que “as operações costeiras, a pouca profundidade e com um grande número de passageiros, é algo que será muito acessível”.
Para convencer os mais receosos, Héctor Salvador garante que “o submarino é o meio de transporte mais seguro que existe” e realça que esta é uma “experiência que transforma qualquer pessoa”, porque ninguém resiste aos encantos que o fundo do mar esconde.

Balanço positivo deverá ditar continuidade da SUTUS
No final do primeiro dia da SUTUS 2021, Carlos Diaz de La Lastra mostrava-se satisfeito com a organização da segunda edição da cimeira dedicada ao turismo espacial e subaquático e, apesar da pandemia da COVID-19 – que levou a que esta edição estivesse em dúvida até seis meses antes da sua realização – ter reduzido a assistência presencial do evento, o balanço foi claramente positivo. “Há seis meses não sabíamos se conseguíamos fazer a SUTUS. Nessa altura, era impossível fazer esta edição, porque não poderíamos ter aqui pessoas da NASA ou de outras agências e nacionalidades, mas decidimos ser valentes e tentar. E tivemos muita sorte porque nos últimos meses a situação melhorou muito e estamos muito contentes por estamos aqui”, admitiu o responsável.
Por isso, acrescentou em declarações ao Publituris, a Les Roches Marbella está já a ponderar a realização da terceira edição. “Ainda estamos a pensar nisso, mas aquilo que queremos é ter, a cada ano, uma edição da SUTUS”, admitiu, explicando que, apesar da continuidade não estar decidida, a organização pretende apostar na “diversidade” e ter “toda a área representada” na próxima edição. “Ainda há muito por explorar e muito para mostrar sobre o que se está a fazer nestas fronteiras do turismo”, acrescentou.

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Governo “dá” mais 2 mil milhões de euros à TAP em 2021 e 2022

Estes quase dois mil milhões de euros deverão fazer com que, o próximo ano, “seja o último ano em que o Estado português injeta dinheiro na TAP”, admite o Governo

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tagsTAP

O Governo vai injetar 1.988 milhões de euros na TAP em 2021 e 2022, segundo o relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado para 2022, mantendo os 990 milhões de euros previstos para o ano”.

O relatório indica que este ano “foi ainda concedida à TAP, ao abrigo das normas comunitárias especialmente desenhadas para o contexto pandémico, uma compensação por danos COVID referentes ao período de março a junho de 2020, no valor de 462 milhões de euros, compensação que foi atribuída sob a forma de capital”.

No documento, o executivo lembra ainda que “foram submetidas à Comissão Europeia duas notificações adicionais para Compensação por danos COVID – uma referente ao segundo semestre de 2020, outra referente ao primeiro semestre de 2021”.

“Tal como já anunciado, espera-se que, com a aprovação do Plano de Reestruturação por parte da Comissão Europeia, a ajuda à TAP em 2021 totalize os 998 milhões de euros”, já incluindo o montante das compensações por danos COVID, de acordo com o documento.

Além disso, segundo a proposta, “é previsto no Plano de Reestruturação apresentado à Comissão Europeia, no seu cenário central, que 2022 seja o último ano em que o Estado português injeta dinheiro na TAP, no valor de 990 milhões de euros”.

O Governo acredita que “a TAP ficará, assim, devidamente capitalizada para poder prosseguir a sua atividade, contribuindo fortemente para a economia portuguesa”.

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Vilamoura recebe especialista mundiais para debater o futuro do lazer e do turismo

Durante três dias, Vilamoura será o centro do debate mundial sobre o o futuro do lazer e do turismo.

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Vilamoura receberá, nos próximos dias 25 a 27 de outubro, a edição de 2021 da conferência ‘The Resort and Residential Hospitality Forum’ (R&R) dedicada ao investimento em resorts, reunindo especialistas internacionais em investimentos na área da hospitalidade e do lazer.

A R&R, que se realiza no Tivoli Marina Vilamoura Resort, no Algarve, integra o International Hospitality Investment Forum (IHIF) e atrai um público sénior de investidores, promotores e operadores líderes no setor de hospitalidade e de lazer, diferenciando-se o evento pelo “poder de decisão do seu público e a oportunidade na criação de novas conexões e parcerias que podem transformar negócios”, refere a organização.

O tema da conferência deste ano ‘Lazer suporta a retoma’ é uma prova da resiliência e adaptabilidade demonstrada por esta indústria. “As mudanças sistémicas no investimento em hospitalidade e lazer continuam a alavancar a indústria, com linhas cada vez mais ténues entre a vida pessoal e profissional, exigindo inovação em todos os aspetos, de forma que se possa trabalhar remotamente ao mesmo tempo que se pode viver fora dos grandes centros urbanos, aproveitando todo o tipo de infraestruturas e tecnologias que os resorts colocam à disposição dos seus residentes, adianta ainda o comunicado.

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Hotel Quinta das Lágrimas celebra 25.º aniversário com descontos em estadias

A tarifa com o desconto especial de 25% é válida para estadias até 23 de dezembro de 2022 e as reservas devem ser realizadas até ao próximo dia 25 de outubro, no site do hotel.

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O Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, está a celebrar 25 anos de atividade, aniversário que vai ser assinalado com descontos exclusivos nas estadias, que podem chegar a 25% e que se aplicam a reservas realizadas até 25 de outubro.

Num comunicado enviado à imprensa, o Hotel Quinta das Lágrimas revela que esta campanha de descontos, que é válida para estadias até final de 2022, é apenas o início das celebrações de aniversário da unidade, uma vez que, ao longo do ano, estão previstas várias iniciativas no âmbito do aniversário.

“A campanha Especial 25º Aniversário marca o arranque das celebrações de um dos mais icónicos hotéis do país, célebre pela conotação à eterna história de amor de D. Pedro e D. Inês de Castro e pela própria história do edifício, emblemático na cidade de Coimbra. Esta campanha de descontos para reservas de estadias é de resto apenas uma das iniciativas que ao longo do ano serão promovidas para comemorar os 25 anos do hotel”, lê-se na informação enviada à imprensa.

A tarifa com o desconto especial de 25% é válida para estadias até 23 de Dezembro de 2022, exceto datas festivas, vésperas de feriado e feriados, e está limitada a dois quartos por noite. As reservas devem ser realizadas até 25 de outubro, através do website oficial do hotel, em https://www.quintadaslagrimas.pt/pt/.

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Resorts valorizam e aumentam vendas em 30% no 1.º semestre de 2021

Resorts reforçam trajetória de valorização com expectativas positivas sobre evolução de preço e vendas.

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Com o mercado de resorts em Portugal muito exposto à procura britânica, o processo do “Brexit” fez com que os preços passassem de uma valorização de 11% para uma queda de 10%, queda essa reforçada pela chegada da pandemia, colocando novo travão nos preços, agravando a contração homóloga para 13% no 1.º semestre de 2020, indica o Índice de Preços de Resorts (SIR-Resorts), criado pela Confidencial Imobiliário em parceria com a Associação Portuguesa de Resorts (APR)e com o apoio do Turismo de Portugal.

Já na segunda metade do ano passado, o mesmo índice mostra que este mercado voltou a valorizar, registando-se uma subida homóloga de 5,3%, entretanto confirmada, também, no 1.º semestre deste ano de 2021.

No que toca a esta nova valorização, o inquérito de confiança Resort Market Survey mostra que “as expetativas combinadas quanto à evolução dos preços e das vendas atingiu neste semestre os 46 pontos percentuais (pp, calculados via saldo de respostas extremas), em forte recuperação face aos 21 pp registados no período anterior e apenas superado pelos 55 pp registados há três anos, em 2018”, refere o comunicado da APR.

Britânicos perdem expressão nas aquisições
Certo parece ser também o facto de esta valorização ter “animado os operadores ativos neste mercado, cujos níveis de confiança não só regressaram a patamares pré-Covid como estão mesmo nivelados com os momentos em que o Brexit levantou menor incerteza, diz ainda a APR.

Segundo Pedro Fontaínhas, diretor-executivo da Associação Portuguesa de Resorts, “o mercado parece ter ganho confiança e acreditar na possibilidade de valorização. O mesmo se passa quanto à evolução das vendas, cujas expectativas estão agora em níveis bastante robustos, quando há um ano imperava o sentimento de que os preços iriam descer e a confiança de que as vendas iam crescer era bastante ténue”.

Certa parece ser, igualmente, a menor expressão dos compradores oriundos do Reino Unido que, apesar de se manterem como principal fonte de procura internacional para os resorts no eixo Albufeira-Loulé, com uma quota de 44% das aquisições por estrangeiros no 1.º semestre do ano, está longe dos 56% do semestre anterior.

De acordo com o relatório da APR observou-se ainda uma diluição da quota por um maior número de nacionalidades ativas na compra deste tipo de habitação na referida localização. Assim, em vez das 9 nacionalidades do 2.º semestre de 2020, nos primeiros seis meses deste ano, esse número subiu para 11, evidenciando a entrada de compradores russos no mercado, que passaram a agregar 4% das vendas internacionais.

Por outro lado, verificou-se um maior dinamismo de mercados já presentes, como o mercado francês, que passou de uma quota de 2% para 8% das compras pelos estrangeiros, e o mercado dos Países Baixos, de 10% para 15%.

Vendas aumentam 30%
No primeiro semestre de 2021, as vendas de habitação em resort aumentaram mais de 30% face ao semestre anterior no total do mercado nacional, indica o relatório da APR, evidenciando, ainda, uma tendência que foi “transversal a todas as regiões, mas que foi especialmente sentida no eixo de Albufeira-Loulé”, mercado que agregou 45% das transações registadas no SIR-Resorts. O preço médio de venda deste tipo de habitação atingiu os 3.928€/m2, superando os 4.450€/m2 no já referido eixo Albufeira-Loulé.

João Richard Costa, diretor comercial e de marketing do Ombria Resort, no Barrocal Algarvio, admite que “os principais fatores de sucesso das vendas têm sido a nossa localização no interior do Algarve e a aposta na criação de um empreendimento cujo foco é a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente. Talvez em parte devido à pandemia, temos constatado uma crescente procura por imóveis com grandes áreas e fácil acesso a espaços verdes ou com uma estreita ligação à natureza que os rodeia, que é o caso no Ombria Resort.”

O mesmo diz Pedro Rebelo Pinto, de West Cliffs, na Costa de Prata, que afirma notar-se “alguma pressão da procura por parte de clientes do Norte da Europa, sobretudo por produto acabado, pronto a habitar ou a desfrutar em parte do ano”.

Já Cristina Santos, da Engel & Völkers de Albufeira, diz que “o Algarve mantem uma procura positiva, embora, devido aos constrangimentos das viagens, verificou-se uma desaceleração o que contribuiu para uma estabilidade nos preços de mercado”. A responsável salienta, contudo, que devido, “ao progressivo levantamento das restrições e mantendo-se a procura pelo Algarve os preços tenderão a apresentar uma ligeira subida”.

Já na zona da Comporta, e segundo Isabel Duarte, da Herdade da Comporta – Atividades Agro Silvícolas e Turísticas, S.A., “os períodos de confinamento motivaram uma procura pelos destinos rurais e com pouca densidade populacional e de construção, onde as pessoas se sentem mais seguras e livres.

O diretor-executivo da APR reforça ainda que “a expetativa até ao final do ano é muito positiva, o que apenas confirma a qualidade da oferta e a abundância da procura neste segmento do imobiliário residencial.”

Eixo Albufeira-Loulé sustenta oferta com preços mais altos
A habitação em resort apresentou, no 1.º semestre de 2021, um valor médio de oferta de 4.442€/m2, atingindo os 8.058€/m2 na gama mais elevada do mercado. Tais valores refletem, sobretudo, o nível de preços no principal mercado de resorts, nomeadamente o eixo Albufeira-Loulé, onde se regista um valor médio de 5.266€/m2, que atinge os 9.274€/m2 na gama alta.

Em termos médios, no 1.º semestre, nesta região o valor pedido fica 30% a 60% acima da oferta registada em qualquer um dos outros três destinos de resorts delimitados no SIR-Resorts. O maior contraste (+58%) é com a região do Barlavento do Algarve. O menor diferencial é observado face à Costa Atlântica, onde os valores médios atingiram os 4.093€/m2 nos primeiros seis meses do ano.

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