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‘Experimentar gastronomia’ é a actividade mais popular no Porto e Norte

Estudo do IPDT revela que a quase totalidade dos turistas estrangeiros refere a gastronomia como um dos principais atractivos da região.

Tiago da Cunha Esteves
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‘Experimentar gastronomia’ é a actividade mais popular no Porto e Norte

Estudo do IPDT revela que a quase totalidade dos turistas estrangeiros refere a gastronomia como um dos principais atractivos da região.

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No ano passado, 83,7% dos turistas disse que ‘experimentar gastronomia’ foi a actividade mais praticada na região, um aumento de 4,7% em relação a 2011.

A compra de artesanato (38,9%) também aumentou entre o ano passado e 2011, ano em que foi apontada por 25,9% dos entrevistados.

Em 2012, 48,5% dos turistas estrangeiros que visitaram o Porto e Norte de Portugal ficou satisfeito com a experiência, enquanto 28,8% referiu que vai recomendar o destino.

40,1% dos inquiridos disse também que visita a região duas a três vezes por ano, mais 3,1% em comparação com 2011.

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III Congresso da ADHP Júnior debate ‘O Estagiário – Informar e Dignificar’

A Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal Júnior reúne esta quinta-feira o seu III Congresso em Lisboa com o tema “O Estagiário – Informar e Dignificar”. 

A Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal Júnior reúne esta quinta-feira o seu III Congresso no Instituto Técnico Superior de Educação e Ciências com o tema “O Estagiário – Informar e Dignificar”.  

A associação pretende analisar o papel do estagiário e os desafios que enfrenta no mercado de trabalho, refletir e tirar conclusões sobre a visão das empresas, dos recém-licenciados e dos alunos em relação aos desafios inerentes à profissão, assim como analisar o impacto positivo que os estagiários têm nas empresas. 

Leonardo Simões, da Secção Júnior da ADHP, refere que “pretendemos fazer um balanço entre as expetativas que os jovens recém-licenciados e o próprio corpo estudantil tem da entrada no mercado de trabalho face à visão dos profissionais do setor, com base nos desafios que o mercado enfrenta na atualidade” 

Temáticas como ‘O Estágio’, ‘A Procura e a Oferta’, ‘Será o Futuro uma Roleta Russa?’ ‘Coaching Pessoal e de Equipa’ constituem os quatro painéis em debate. Antes da sessão de encerramento, terá lugar ainda uma mesa redonda: ‘Depois do Estágio…’ 

 

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Programa Best 2.0 arranca a 30 de novembro

Programa Best, que nesta edição adquire a designação de Best 2.0, regressa a 30 de novembro, com sessões formativas online para as empresas do setor, que vão decorrer até junho do próximo ano.

O programa BEST está de volta numa nova edição em que adquire a designação de Best 2.0, voltando a disponibilizar formação gratuita para as empresas do setor do turismo, cujas sessões arrancam a 30 de novembro, em formato online, através da Academia Digital do Turismo de Portugal.

De acordo com um comunicado do Turismo de Portugal, nesta edição, que será a quarta, o Programa Best vai abordar temas como Gestão & Estratégia, Finanças, Sustentabilidade, Liderança, Inovação, Empreendedorismo, Digital & Tecnologia, Marketing e Serviço.

“Até junho de 2022 estão previstas 100 ações de capacitação que vão dotar os participantes de conhecimentos, técnicas e ferramentas que lhes permitam, de forma simples e prática, elevar os seus níveis de inovação, análise financeira, eficiência e produtividade e reforçar proactivamente a resiliência e a sustentabilidade competitiva das suas organizações no atual contexto de elevado dinamismo”, indica o Turismo de Portugal, no comunicado divulgado.

O programa apresenta, no entanto, algumas novidades, uma vez que, segundo o Turismo de Portugal, o “ciclo formativo prevê não só a participação ativa de parceiros da área financeira e empresarial que partilharão soluções e abordagens a novos desafios, mas também o aprofundamento da vertente associada à temática da sustentabilidade, incentivando as empresas a incorporar os fatores ESG – Environmental, Social and Governance – nas suas estratégias de negócio”.

Neste ponto da sustentabilidade, o Best 2.0 está alinhado, segundo a informação divulgada, “com o Programa Empresas Turismo 360, recentemente divulgado pelo Turismo de Portugal”, que visa incentivar as boas práticas de sustentabilidade nas empresas do turismo nacional.

Segundo Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, este enfoque do Best 2.0 é “fundamental”, uma vez que “todos os agentes do setor têm de encontrar o equilíbrio entre as prioridades económicas, os fatores sociais e ambientais, bem como valorizar a informação não financeira das empresas, entender o seu impacto na estratégia das mesmas e na sua capacidade de criar valor”.

O Programa BEST foi desenvolvido pelo Turismo de Portugal, em parceria com a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e as associações do setor, com o objetivo de promover o desenvolvimento das competências estratégicas e de gestão competitiva das empresas turísticas e incentivar a sua preparação relativamente aos atuais desafios e tendências do mercado global.

Desde a sua criação, o Programa Best já permitiu a realização de mais de 400 ações e a formação de mais de 50 mil profissionais do setor. Nesta nova edição, as sessões formativas decorrem online e em direto, através da Academia Digital do Turismo de Portugal, com participação livre, embora sujeita a inscrição.

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“Não queremos ser como outros destinos. Somos Yucatan”

A poucos dias do início da maior feira turística da América Latina, o Publituris falou com, Michelle Fridman, ministra do Turismo de Yucatan, Estado mexicano conhecido pelas praias do Golfo do México e ruínas Maias. Apelidando Yucatan de “clássico renovado”, além da cultura, tradição e história, a sustentabilidade é o eixo central desta “nova opção turística”.

Foi a primeira vez que Yucatan recebeu a mais importante feira do turismo da América Latina. A realização do Tianguis Turístico estava marcada para 2020, mas como em tantos outros eventos, a pandemia fez o favor de adiá-lo. Mas Yucatan tem muito mais para oferecer. Desde logo, foi aqui que caiu o “pedragulho” que dizimou a era dos dinossauros, que nasceu a cultura Maia e onde não falta cultura, tradições e história. Os investidores são bem-vindos a Yucatan, desde que o respeito pela sustentabilidade – em toda a ordem – esteja garantida.

O que é que Yucatan tem para oferecer de novo ou renovado agora que caminhamos para uma retoma gradual?
Yucatan é a fronteira entre o Golfo do México e as Caraíbas e é, precisamente, isso que torna este Estado tão único. Estamos no coração da Península de Yucatan e isso, por vezes, pode ser confuso para os que julgam que Yucatan é Cancún. Mas não é.

Yucatan está virada para Norte e é, precisamente, aí que as águas das Caraíbas se misturam com as águas do Golfo do México.

Começo por uma aula de história e de geografia. Há 66 milhões de anos quando a “grande rocha” caiu na Terra e extinguiu os dinossauros, isso aconteceu em Yucatan. Por isso, imagine a história que não passou por este local.

A cultura Maia, uma cultura viva que está entre os residentes e população de Yucatan, está cá há milhares de anos.

Fruto desta longa história, temos recebido muitas outras culturas, europeias, inclusive, já que durante muitos anos Yucatan esteve mais ligado à Europa do que ao resto do México.

E perguntar-me-á porquê? Pois temos um porto, que é o porto de Sisal que dá o nome ao sisal com o qual fabricamos cordas, tapetes e outros materiais que levaram, durante muitos anos, os navios a atracarem em Yucatan para levarem o sisal para a Europa.

Quando vinham para cá, esses navios traziam muita da cultura europeia e daí dizer que, durante muito tempo, a influência europeia foi maior e mais sentida do que a mexicana. Além disso, temos imensas influências europeias na nossa arquitetura, gastronomia, o que me leva a dizer que Yucatan é uma mistura, um blend de diversas culturas e de muitas histórias.

O que têm, então, para oferecer é essa história?
Sim, mas não só. Temos uma natureza ímpar e temos tido muito cuidado em preservá-la e desenvolver um destino sustentável, agora que essa preocupação está muito na moda, mas que aqui tem sido uma prática já com muitos e muitos anos.

Este é um local onde é possível encontrar milhares, senão milhões de flamingos nas nossas praias, existe, devido ao impacto do meteorito há milhões de anos, um sistema de cavernas – “Cenotas” – que fazem as maravilhas de quem pretende descobrir coisas novas e ter experiências únicas. E em Yucatan temos cerca de 3.600 destas “Cenotas” que são piscinas subterrâneas. É uma das maravilhas que pode ser explorada para nadar, mergulhar ou simplesmente contemplar.

E aqui é possível, também, encontrar vestígios dos Maias e tudo o que liga a essa cultura.

Esses são os locais preferidos entre os europeus, já que é conhecido o gosto e interesse dos europeus por história. Além disso, uma das novas maravilhas do mundo – Chichén Itzá -está em Yucatan. Mas além de Chichén Itzá, que o local mais conhecido, temos mais 18 locais como este que são tão ou mais fabulosos que esta maravilha do mundo.

Mas existem milhares de outros locais arqueológicos abertos ao público que faz de Yucatan um destino único a conhecer e a descobrir. Por isso, imagine a história que existe para descobrir em Yucanta.

Novas experiências para um destino com história
Yucatan não é, então, um novo destino para o mundo. Existem novas experiências e segredos para serem descobertos e explorados?
Não sendo um destino novo, é um destino surpreendente e que poucos conhecem. Yucatan é um clássico renovado.

Yucatan, tal como muitos destinos europeus está muito ligado às tradições, à cultura, passado, história. Por isso, quem nos visita, encontrará essa história, cultura e tradições.

Ao mesmo tempo, podemos afirmar que se trata de um novo destino, porque não existe muita gente a conhecer Yucatan. Muitos turistas ficam confusos ou confundem Yucatan e Cancún. Além disso, temos desenvolvido novos produtos e ofertas turísticas.

Quais?
Experiências que existem há vários anos, mas que não eram exploradas e divulgadas. Tivemos que renová-las e criámos novos produtos e ofertas em torno dessas histórias e tradições. Em 2019, o Ministério do Turismo de Yucatan desenvolvemos mais de uma centena de novas experiências. Isso permitiu-nos criar uma campanha que designámos de “365 dias em Yucatan”. Com essa campanha, lançámos todos os dias uma nova experiência. Isso mostra que poderá viver um ano inteiro em Yucatan e ser surpreendido todos os dias com uma nova experiência.

Essa campanha foi lançada em 2019. No início de 2020, fomos confrontados com um vírus que levou o mundo a fechar. Como é que a pandemia impactou a região de Yucatan e todas essas novas experiências?
Bem, a pandemia impactou todos os destinos do mundo. Mas deixe-me contar-lhe algo de bom em toda essa história: Yucatan foi “Covid-friendly” mesmo antes da COVID aparecer.

Yucatan não é um destino de turismo massivo. Não irá encontrar locais com grandes resorts, com milhares de turistas. Yucatan é um destino com áreas e espaços abertos, um destino muito individual, com uma grande preocupação no que toca à sustentabilidade.

Por isso, encontrará muitos locais onde poderá usufruir verdadeiramente do turismo e não ser “invadido” por turistas e sentir-se inseguro.

Mas reconhece que o México não tem fama de ser o destino mais seguro do mundo?
Mas posso dizer-lhe que Yucatan é um dos destinos mais seguros não só do México, mas do mundo. Os nossos níveis de segurança são comparáveis aos da Suécia. E não somos nós que o dizemos, mas entidades internacionais.

Além dessa segurança, somos, igualmente, conhecidos pelo nosso nível de bio-segurança, já que implementamos, assim que a pandemia foi conhecida, um programa de certificação com standards internacionais e implementamo-lo em toda a cadeia de fornecimento.

Isso quando?
Em maio de 2020. Esses protocolos foram implementados no nosso aeroporto, serviços de transporte, hotéis, restaurantes, museus, locais arqueológicos, comunidades.

E como é que isso foi visto do lado do turista?
Muito bem. Fomos reconhecidos por muitas instituições, entidades, cruzeiros, como um destino muito seguro. Como exemplo, Yucatan foi dos primeiros destinos para o qual os cruzeiros planearam as suas rotas.

E qual foi a quebra registada no turismo em Yucatan?
A quebra registada foi 50 a 55%. Yucatan foi dos locais onde o Governo implementou regras sanitárias mais restritas. Durante quatro meses, todos os hotéis, restaurantes, todo o universo ligado ao turismo fechou. A taxa de ocupação dos nossos hotéis foi de zero e foi impossível competir com qualquer outro destino no mundo.

Por isso, tivemos de reconstruir praticamente do nada, estamos crescer. Naturalmente ainda não estamos ao nível de 2019, já que foi um ano recorde para Yucatan, mas estamos a recuperar.

Ligação ao resto do mundo
Mas o que estão a fazer e que planos estão previstos para atingir esses níveis de 2019 o mais rapidamente possível?
Assim que a pandemia nos atingiu, desenvolvemos um plano de recuperação com quatro fases. A primeira cuidar da saúde; a segunda, dar as ferramentas à indústria do turismo para que pudesse sobreviver estes tempos difíceis, com diversos programas de apoios e incentivos; em terceiro lugar, a retoma do turismo enquanto a COVID-19 ainda permanece entre nós, ou seja, conseguir reabrir algumas atividades, sem colocar em risco a saúde dos locais e dos turistas. Finalmente e em quarto lugar, a recuperação do mercado. Neste último ponto, temos estado a trabalhar em grande colaboração com as companhias aéreas para recuperar a nossa conetividade, sabendo que o nosso budget não é o mesmo dos grandes destinos turísticos.

Chichén Itzá é uma das grandes atrações de Yucatan, mas não a única

Por isso, tivemos de otimizar esse orçamento, de modo a atingir os mercados principais e de maior importância para nós.

Começamos em setembro e 2020 com o turismo local, o chamado “staycation” e foi aí que surgiu a tal campanha das 365 experiências em Yucatan. Quisemos dizer, também, aos locais que não era preciso viajar para longe para ter e viver experiências únicas e diferentes.

Mas como destino internacional, Yucatan não sobrevive somente do turismo local. Por isso, quais as companhias aéreas que têm a voar para Yucatan?
Naturalmente que os mercados internacionais são importantíssimos para nós. O nosso aeroporto principal, localizado na nossa capital, Mérida, é uma unidade muito bem conectada a nível nacional e internacional com a América do Norte. Temos voos com Miami, Houston, Dallas, Toronto, San Diego e Oakland.

Claro que não somos Cancún onde está localizado o aeroporto com melhores ligações no México. Mas está localizado somente a 30 minutos da nossa fronteira [estadual].

Portanto, temos imensos turistas que voam até Cancún e que depois vêm visitar-nos.

Mas sentem que existem os turistas que visitam Cancún com o propósito de sol e mar e outros que voam até Cancún para depois apanhar outro voo ou ir de carro para visitar Yucatan e fazer outro tipo de turismo?
Sim claramente. São mercados completamente distintos. Não temos muito interesse naquele tipo de turistas norte-americano que só nos visitam nas épocas de férias da Páscoa ou outros feriados e que vão para Cancún para as festas na praia.

Não é esse o tipo turista que queremos captar e também não temos muito para oferecer a esse tipo de turista. Não somos um destino do “tudo incluído”, somos o oposto. O turista que nos interessa é aquele que tem interesse na história, cultura, tradições, experiências e gastronomia.

Isso não quer dizer que o turista que visita Cancún não nos interessa, mas terá de vir com outro espírito para Yucatan, já que a nossa oferta é completamente diferente.

O nosso objetivo é mostrar aos mercados emissores que somos uma nova opção.

Mas qual a origem de quem vos visita e como caracterizaria esse turista?
O nosso mercado principal são os EUA e depois Canadá. Da Europa, os principais mercados emissores são Espanha, Alemanha, Itália, UK e França.

E Portugal, tem números?
Não é um número representativo, ainda, mas esperamos inverter esta situação.

E qual é a vossa estratégia para o mercado português?
Temos uma estratégia de promoção que está assente em quatro eixos: o primeiro, B2B, o trade marketing e daí estarmos presente em diversas feiras. A par disso, fomos anfitriões da 45.ª edição da Tianguis Turístico 2021, a principal feira de turismo do México e, provavelmente, na América Latina. Esse evento – realizado de 16 a 19 de novembro – terá um impacto fortíssimo na nossa estratégia.

O Tianguis Turístico 2021 marcará a retoma do turismo no México.

Voltando aos quatro eixos, em segundo lugar temos as campanhas B2C, muito importantes, mas cujo investimento foi reduzido, já que o Governo Federal decidiu cortar o orçamento de promoção para o turismo. Por isso, com o orçamento reduzido, a nossa estratégia tem passado por apostar em campanhas digitais, em mercados que estão a encher aviões que voam para Yucatan.

Neste momento, como disse, o nosso foco está em aumentar a nossa conectividade, porque sem ela, não temos meios para recuperar. Depois temos as relações públicas, através dos nossos conteúdos.

Sem sustentabilidade não há Yucatan
Focou diversas vezes a importância da história, cultura, tradição, gastronomia, conectividade, mas por várias vezes apontou a sustentabilidade como eixo fundamental. Que estratégia possui Yucatan neste capítulo?
De todos esses termos que apontei, o mais importante é sustentabilidade. Sem ela, não teremos todas as outras. Desde o início desta administração que temos vindo a trabalhar no desenvolvimento de um destino sustentável.

Mas chamo a atenção para o facto de, quando falamos em sustentabilidade, não quer dizer que falemos somente do ambiente. Sustentabilidade vai muito além do ambiente. Temos estado a trabalhar numa sustentabilidade inclusiva, descentralizando os nossos produtos, oferta, investimentos, infraestruturas e conectividade.

Não se trata somente de levar turistas para os locais mais conhecidos como Chichén Itzá, mas levar turistas a todos os pontos do nosso Estado. A sustentabilidade aplica-se a tudo.

Existem milhares de “Cenotes” em Yucatan, com águas cristalinas

E como é que inclui em toda essa estratégia e políticas de sustentabilidade a comunidade local?
Isso é um dos pontos essenciais em qualquer política de sustentabilidade. Não ligar a comunidade local a essa estratégia não é mais viável.

Compreendemos que a nossa riqueza está na nossa história, tradições, cultura, e isso só é possível com proximidade e ligação com a comunidade local.

Por isso, quando recebo grandes investidores que querem construir um grande resort para 1.000 ou 1.200 pessoas, a resposta que dou é que o investimento é bem-vindo a Yucatan, mas esse investimento não e para um destino como Yucatan.

Queremos pequenos hotéis boutique ou resorts, que cuidem do nosso ambiente, das nossas pessoas, que sejam construídos com materiais locais e não com produtos exclusivamente importados, que empregue locais, onde a gastronomia que é servida seja produzida com ingredientes locais.

Isso é algo que encontra em Yucatan e que não prescindimos. É esse o tipo de turismo que queremos continuar a ter, acrescentando valor, mas sem perder a nossa autenticidade.

Já trabalhei em diversos locais e destinos turísticos e posso garantir-lhe que não há nenhum destino no continente que mostre mais orgulho relativamente à herança como Yucatan.

Mas focou investimentos. Para Yucatan ser um destino sustentável, não só ambiental, mas financeira e economicamente, precisa desse investimento. Como atrai esse investimento, colocando-lhe, desde logo, essas barreiras?
Não são barreiras. São eixos básicos para que não se desvirtue o que é Yucatan. Nós temos a nossa história, cultura, tradição, arqueologia, gastronomia, as nossas gentes e com que tudo isto que queremos ser um destino turístico. Não queremos ser um destino turístico que ofereça o mesmo que tantos outros oferecem. Temos de nos diferenciar. E não é por ter resorts com 1.000 ou 1.200 quartos que o iremos fazer. Por outras palavras, nós sabemos que tipo de investimento queremos para Yucatan.

Posso dizer-lhe que de 2019 até hoje recebemos perto de mil milhões de dólares de investimento para o turismo em Yucatan e há grandes grupos hoteleiros a chegar e a construir em Yucatan. Nós temos os Hilton, os Intercontinental e os Marriott. A questão é que esses grupos compreendem que não devem construir e fazer o que fazem noutros destinos.

Por isso, estão a construir de acordo com o que está estabelecido para Yucatan, conservando o ambiente, os locais – pessoas e produtos – e manter o investimento sustentável.

Não vale a pena conseguir investimentos ou investidores que não promovam o emprego junto da população de Yucatan ou que não incentive o consumo e produção de produtos locais.

Esse não é o novo turismo. Esse turismo de massas, sem respeito pelo ambiente, pessoas e produtos locais, sem qualquer preocupação com o ambiente, esse turismo já não existe, ou melhor, existe, mas pertence ao passado. Ninguém quer fazer turismo, viajar para esses locais.

Como como definiria esse “novo turismo” ou “novo turista”?
Yucatan é para o novo turista. Esse novo turista procura novas e experiências autênticas, experiências individualizadas e distintas, preocupa-se em fazer tudo isto de forma sustentável.

E Yucatan oferece tudo isso. Não consigo, sinceramente, encontrar um destino mais autêntico, mais distintivo e diferenciado que Yucatan. Não queremos ser como outros destinos. Somos Yucatan.

E conseguiremos ter turistas, conseguiremos ter mais turistas, conseguiremos captar mais investimento e investidores, tal como o fizemos em 2019, sem prescindir de ser autênticos e preservar as nossas tradições e os nossos recursos culturais, ambientes e pessoas.

Mas quando fala em história, cultura, tradição, olhamos para o passado. Olhando para o futuro, o que é que Yucatan tem para oferecer de novo?
Eu gosto de ver ou chamar Yucatan como um “clássico contemporâneo”. Isso é algo que é possível ver na Europa. A Europa é história, cultura, tem milhares de anos. Isso não quer dizer que não é nova, que não tem nada de novo para oferecer. Pode ir a Roma, Paris e encontrará centenas, senão milhares de anos de história. Mas também encontrará novos restaurantes, novos hotéis, novas experiências, novos museus, novos teatros. Isso aconteceu em Yucatan. Temos a história, mas, por exemplo, o programa das aldeias Maias é completamente novo.

O programa não acontece em locais novos, uma vez que as aldeias Maias estão lá há milhares de anos, mas o programa, as experiências que proporcionamos são novas.

Por isso, sim, mantemos a nossa tradição, história, cultura, mas conseguimos renová-la e apresentar novas experiências.

Realiza-se agora o Tianguis Turístico 2021. Que importância tem este evento para Yucatan enquanto destino turístico?
É muito importante. É a primeiro vez que este evento é organizado em Yucatan. O evento foi-nos atribuído em 2019 para ser realizado em 2020 e esforçamo-nos tanto para ter o melhor evento possível no ano passado e só 10 dias antes da inauguração, com os dados a mostrarem que iríamos quebrar todos os recordes, o evento foi cancelado e adiado por causa da pandemia.

Precisámos de reinventar o Tianguis depois da COVID-19. Não poderíamos realizar um evento como se fazia numa realidade pré-COVID. O mundo mudou e o evento terá de acompanhar essa mudança.

Este será o primeiro Tianguis depois da COVID e encaramos o evento como o “renascer do turismo” no México, como oportunidade para reiniciar a indústria do turismo no país.

Trata-se de uma reconstrução ou transformação do turismo?
Penso que seja ambas. Acho que o termo correto até será “renascimento”, porque é, efetivamente, disso que se trata. Não quer dizer que se olhe para certas coisas do passado e não se transponham para o futuro, mas penso que o turismo, como um todo, renascerá para melhor.

2019 foi o melhor ano para Yucatan. Quantos turistas receberam?
3,2 milhões de turistas.

Quando espera voltar a esses números?
Estamos a trabalhar para atingi-los no final de 2022 ou início de 2023.

E o que é que aprendeu desta pandemia?
Penso que durante esta pandemia se aprendeu muito. Fundamentalmente, dar o valor correto ao setor do turismo, até porque a maioria das pessoas de fora deste setor não compreende quão importante é o turismo.

Depois, compreendemos, finalmente, a importância de sermos sustentáveis e tomámos consciência da urgência em renovar constantemente a nossa indústria, o turismo.

A era digital, por exemplo, não nos atingiu por causa da pandemia, já nos persegue há anos, mas não olhávamos para ela como algo que tinha de ser feito, aproveitado, utilizado e explorado.

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CEO do Trivago admite que regresso do turismo para níveis pré-pandemia só em 2024

Antevendo que em meados de 2022 a situação se normalize entre países com bons níveis de vacinação, o CEO do Trivago, admite que a recuperação total só acontecerá lá mais para 2024.

Numa entrevista à consultora McKinsey & Company, Axel Hefer, CEO do Trivago, motor de busca e comparador de preço de hotéis, admite que as receitas no setor do turismo só em 2024 deverão atingir níveis pré-pandemia.

A consultora refere que, embora os efeitos de longo prazo possam parecer esmagadores, “os líderes do setor estão a descobrir que muitas lições da crise da COVID-19 podem ajudar as empresas do turismo e viagens a voltar mais fortes do que eram antes da pandemia”.

“Vimos uma grande mudança para viagens domésticas e para países vizinhos”, diz Hefer, reconhecendo que se trata de “uma mudança e um afastamento das viagens continentais e intercontinentais”. “Essa mudança foi impulsionada predominantemente pelas restrições em vigor e pela incerteza das viagens. Os viajantes querem saber que, chegados a um local, poderão voltar para casa e não ficar presos devido às restrições de viagem que mudam rapidamente”, salienta ainda o CEO do Trivago.

Afirmando-se “menos otimista” relativamente às viagens intercontinentais de longa distância, mesmo a longo prazo, Hefer assinala que “quanto mais longe de casa se viaja, mais incerteza existe”. Excluindo quaisquer novas variantes, a esperança de Hefer é que “em meados de 2022, as medidas se normalizem entre os países à medida que os níveis de vacinação aumentam na maioria dos principais mercados e os viajantes se acostumam com algum nível de restrições e as considerem aceitáveis”. Mas recuperar a confiança que existia antes da pandemia “pode levar anos a reconstruir”, admite o responsável do Trivago.

Quanto às implicações para as agências de viagens no meio de tanta incerteza e à mudança no comportamento do consumidor, Axel Hefer diz que a pandemia “abriu nossos olhos para algumas coisas. Mostrou-nos, efetivamente, que o mercado de viagens pode sofrer mudanças abruptas, passando de um grande crescimento a nenhuma atividade em questão de dias”.

A primeira implicação para as operações das agências de viagens apontada por Hefer é ao nível dos “custos variáveis” que diz serem “muito caros”. “Quanto mais fixa for a estrutura de custos da empresa e quanto mais ativos existirem, mais difícil será lidar com esse tipo de volatilidade”, refere o executivo. “Se estivermos a olhar para um futuro com diversas vagas frequentes de pandemias semelhantes à crise da COVID-19, a maioria das empresas precisará ajustar a sua estrutura de custos”, salienta.

O outro grande desafio assinalado por Hefer, foi “o reembolso. Muitos agentes que haviam recebido pagamentos antecipados viram-se obrigados a reembolsar valores muito rapidamente”, destacando que “esse tipo de impacto no fluxo de caixa de uma empresa é um desafio enorme”.

Por último, os “ativos”. “Mover todos para uma configuração de trabalho completamente nova, enquanto eram atingidos por uma vaga de reembolsos que precisavam ser processados operacionalmente e, em seguida, financiados, foi a tempestade perfeita”, conclui.

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COVID-19: ECDC adverte para época festiva de final de ano

Depois da Organização Mundial da Saúde ter chamada à atenção para a possibilidade da COVID-19 poder provocar mais 700.000 mortes na Europa até à primavera, agora é o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) alertar para os riscos da época festiva próxima.

O Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) alertou, recentemente, para a possibilidade de, em dezembro e janeiro, a União Europeia (UE) encontrar-se numa situação de “risco muito elevado” da pandemia COVID-19 devido à baixa taxa de vacinação.

“Sem alterações nas taxas de contacto em relação aos níveis atuais, estimamos que os países com o nível mais elevado de cobertura vacinal de mais de 80% estão em ‘risco acrescido’, enquanto os com os níveis de cobertura vacinal inferiores a 80% estão em ‘alto risco’”, adverte o mais recente cenário traçado pela diretora do ECDC, Andrea Ammon.

A entidade salienta, no site, que os cenários de modelização do ECDC “indicam que o peso potencial da doença na UE/EEE [Espaço Económico Europeu] a partir da variante Delta será muito elevado em dezembro e janeiro, a menos que sejam agora aplicadas medidas de saúde pública em combinação com esforços contínuos para aumentar a administração de vacinas na população total”.

O ECDC apela a um reforço na vacinação contra a COVID-19 em todo o espaço comunitário, salientando que na UE/EEE as taxas são de 65,4% da população total vacinada e de 76,5% da população adulta, destacando ainda a necessidade de uma dose de reforço a todos os adultos, com prioridade aos maiores de 40 anos.

O ECDC reitera ainda os apelos para um reforço das medidas não médicas, como o uso de máscara e a limitação dos contactos sociais.

“A situação epidemiológica atual é, em grande parte, impulsionada pela elevada transmissibilidade da variante Delta [do coronavírus SARS-CoV-2], que contraria a redução da transmissão conseguida pela vacinação na UE/EEE”, indica o relatório de avaliação de risco.

Recorde-se que na terça-feira, 23 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a COVID-19 poderá provocar mais cerca de 700.000 mortes na Europa até à primavera se a tendência atual de contágios continuar.

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Turismo de Portugal lança projeto Formação + Próxima

Formação + Próxima, um projeto desenvolvido pelas Escolas do Turismo de Portugal, é apresentado oficialmente hoje, em Amarante.

Formação + Próxima, um projeto desenvolvido pelas Escolas do Turismo de Portugal, é apresentado oficialmente hoje, às 16h00, no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante. 

A sessão, que será transmitida em streaming no canal de YouTube do Turismo de Portugal, contará com a participação da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques. 

A medida, inscrita no Plano “Reativar o Turismo. Construir o Futuro”, visa capacitar, massivamente e de forma gratuita, os colaboradores do setor do turismo, em parceria com as autarquias, enquanto agentes mais próximos das realidades locais e mobilizadores da mudança estratégica que se pretende alcançar no território em que se inserem. 

Este projeto tem como objetivo descentralizar a formação do espaço físico das Escolas do Turismo de Portugal e adaptá-la às necessidades de cada autarquia, por todo o território nacional, à diversidade das empresas do setor e extensível a toda a cadeia de valor do turismo. 

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“Prime” da eDreams ODIGEO alcança 2 milhões de membros

Tendo triplicado o número de membro em apenas num ano, a companhia prevê atingir os 7,5 milhões de subscritores até 2025.

O Prime, serviço de subscrição de viagens da eDreams ODIGEO, alcançou dois milhões de membros, tendo percorrido mais de 16 milhões de quilómetros e visitado 215 países em todo o mundo.

O Prime é um serviço exclusivo e personalizado que oferece aos subscritores acesso a voos, hotéis e aluguer de viaturas, “permitindo-lhes beneficiar das opções de viagem mais flexíveis, convenientes e acessíveis, ao mesmo tempo que conseguem poupanças significativas”, refere a empresa em comunicado.

“À medida que a procura por viagens de lazer continua a recuperar solidamente, o serviço registou também um grande aumento da sua procura”, reconhece a companhia de viagens online, adiantando que o número de novos membros “praticamente triplicou em apenas um ano”, salientando, ainda que “o desempenho e crescimento do Prime provam que o modelo de subscrição é cada vez mais atrativo para os viajantes de todo o mundo”.

Com base no crescimento do Prime, a empresa prevê alcançar “7,5 milhões de membros até ao ano fiscal de 2025”.

Quase dois quintos (39%) das reservas de voos realizadas com as marcas de agências de viagens da eDreams ODIGEO (eDreams, Opodo e GO Voyages) são efetuadas por membros Prime, sendo que os subscritores têm 2-3 vezes maior probabilidade de reservar viagens adicionais do que os clientes que não são membros Prime, indica a companhia. O serviço provou ser “popular em todos os perfis e grupos etários de viajantes, e mais notavelmente na faixa etária dos 18 aos 35 anos”.

Dana Dunne, CEO da eDreams ODIGEO, salienta que “a abordagem impulsionada pela tecnologia e a nossa escala inigualável em termos de voos, sendo o fornecedor número 2 a nível global, ajudaram-nos a estimular o sucesso do Prime”.

No que diz respeito aos serviços de subscrição, destaca que “são muito populares noutras áreas das nossas vidas, mas o Prime é o primeiro serviço de subscrição de viagens do mundo, oferecendo soluções de viagem mais personalizadas, flexíveis e o mais adaptadas possível às necessidades individuais dos nossos membros. O programa ajudou-nos a aprofundar a nossa relação com os nossos clientes e a compreender melhor as suas expectativas crescentes no que toca à relação qualidade-preço, à escolha e à conveniência na reserva das suas férias”.

Dana Dunne, admite que, “à medida que a procura dos consumidores por viagens continua a evoluir no mundo pós-pandemia, acreditamos que nossa abordagem estratégica e os nossos produtos vão permitir-nos continuar na vanguarda do futuro das viagens”.

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Revive Natureza: Concursos para exploração de seis imóveis receberam 45 candidaturas

A Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel, foram os imóveis que reuniram o maior número de propostas, com 17 e 12 candidaturas, respetivamente.

Os concursos para atribuição de direitos de exploração de seis imóveis no âmbito do Revive Natureza, que foram lançados em junho e encerraram a 19 de novembro, receberam um total de 45 candidaturas, que vão agora ser analisadas “com vista à sua adjudicação”, informou o Gabinete do Ministro de Estado da Economia e Transição Digital em comunicado.

De acordo com a informação divulgada, “foram apresentadas propostas a todos os imóveis”, mas os que registaram maior procura foram a Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel, bem como o Antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo, em Vila Velha de Rodão, com 17, 12 e oito candidaturas, respetivamente.

Além destes, estava ainda a concurso a exploração da Casa Florestal de Sul, em Coimbra, que recebeu duas propostas, a antiga Sede da Administração Florestal na Figueira da Foz, que obteve cinco candidaturas, e o Edifício Florestal da Abrigada, em Lisboa, para o qual foi apresentada uma proposta.

O Gabinete do Ministro de Estado, Economia e da Transição Digital explica ainda que “o Fundo Revive Natureza poderá vir a conceder financiamento às entidades a quem for atribuído o direito de exploração dos imóveis, criando-se, assim, as melhores condições para a concretização dos respetivos investimentos”.

Criado em 2019, o Programa Revive Natureza  tem como objetivos recuperar os imóveis, criar emprego local e dinamizar as economias locais, através das redes de oferta e valorização dos produtos endógenos, constituindo-se como mais um instrumento de concretização dos eixos estratégicos da Estratégia de Turismo 2027, nomeadamente a valorização do território nacional.

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Óbidos estuda projetos para levar turismo para fora das muralhas

A construção de uma ponte suspensa e passadiços entre a aldeia de Sobral da Lagoa e a de Amoreira, bem como a reabilitação do Aqueduto da Usseira, são alguns dos projetos que o município pretende desenvolver.

O presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel, revelou que a autarquia está a estudas vários projetos turísticos com o objetivo de “abrir Óbidos para fora das muralhas” e que privilegiam as freguesias e localidades do município, a exemplo dos projetos que contemplam a construção de uma ponte suspensa e passadiços.

De acordo com informação revelada pelo autarca, durante uma visita do presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, a Óbidos, o objetivo “é abrir Óbidos para fora das muralhas, tendo sempre as muralhas como âncora de desenvolvimento económico e cultural”.

Entre os projetos que estão a ser estudados pela autarquia, Filipe Daniel destaca os que vão “privilegiar as freguesias e localidades” do município de Óbidos, como o que visa a construção de uma “ponte suspensa e passadiços entre a aldeia de Sobral da Lagoa e à aldeia de Amoreira”, assim como a reabilitação do Aqueduto da Usseira, num projeto que pretende “retratar a vinda da água da freguesia da Usseira para Óbidos”.

Segundo o autarca, Óbidos é “um território com uma oferta diversificada e um posicionamento geográfico favorável”, que quer continuar a surpreender os visitantes, mas agora “numa perspetiva de inovação e de criatividade”.

Para Pedro Machado, os projetos anunciados pela autarquia mostram que, apesar de Óbidos “ter uma marca consagrada e bem construída nos últimos anos”, pretende agora “abraçar novos desafios”.

“Percebemos que há a intenção de promover um turismo cada vez mais ativo, um turismo de natureza e desportivo, mas também de lazer, saúde e bem-estar. Queremos aproveitar o quadro comunitário que agora se inicia e encontrar os instrumentos financeiros que possam mitigar o esforço que a Câmara vai ter de fazer neste âmbito”, destacou Pedro Machado.

A visita de Pedro Machado a Óbidos surgiu a convite do novo executivo camarário e teve como principal objetivo “conhecer de forma detalhada alguns projetos na área do Turismo previstos para o território”, indica o Turismo Centro de Portugal, em comunicado.

Além do autarca de Óbidos e do presidente do Turismo Centro de Portugal, a visita foi ainda acompanhada pelos vereadores Telmo Félix, Ana Margarida Reis e José Pereira, e passou por locais onde está previsto o desenvolvimento de alguns destes novos projetos turísticos, como a Albufeira do Arnoia, no Convento de São Miguel, a Lagoa de Óbidos e a aldeia de Sobral da Lagoa.

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Cascade Wellness Resort já tem propostas para a época festiva

Já estão disponíveis as propostas de Natal e réveillon no Cascade Wellness Resort, unidade hoteleira de 5 estrelas em Lagos (Algarve).

Já estão disponíveis as propostas de Natal e réveillon no Cascade Wellness Resort, unidade hoteleira de 5 estrelas em Lagos (Algarve), com várias opções de programas. 

A Christmas to Remember é o mote para os dois pacotes de Natal, um que a partir de 548€, inclui alojamento em quarto, suite, apartamento ou vila, com pequeno-almoço, jantar de Natal buffet no Restaurante Mundi com música ao vivo, show cooking e ainda brunch buffet no dia 25 de dezembro (bebidas incluídas).  

A opção do pacote A Christmas to Remember no Restaurante Senses, disponível a partir de 592€, inclui alojamento em quarto, suite, apartamento ou vila, e pequeno-almoço, jantar de Natal com Menu de degustação (de 5 pratos), wine pairing e brunch de Natal (bebidas incluídas). 

Para o réveillon também existem duas opções de programa, e desta vez o tema é The Glam Boat, a preços que variam desde os 799€ aos 879€.  Em ambas as opções, na noite de 31 de dezembro as crianças contam com um réveillon só seu, com jantar e entretenimento infantil disponível na sala das crianças. 

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