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Índia prepara-se para a final mundial dos ‘Óscares’ do turismo

O Algarve ‘arrisca-se’ a ser eleito ‘melhor destino de praia do mundo’ e Portugal ‘melhor destino de golfe’.

Tiago da Cunha Esteves
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Índia prepara-se para a final mundial dos ‘Óscares’ do turismo

O Algarve ‘arrisca-se’ a ser eleito ‘melhor destino de praia do mundo’ e Portugal ‘melhor destino de golfe’.

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Este evento marca o culminar de uma série de galas regionais que percorreram o mundo e que passaram também por Portugal, nomeadamente, pelo Algarve, que acolheu a cerimónia dedicada à Europa, em Outubro.

A gala final vai ter lugar na Índia, “país que duplicou o número de turistas estrangeiros em menos de uma década”, destaca a organização.

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Consumidores podem reclamar reembolso de vales não usados em agências de viagens

As agências de viagens têm 14 dias para reembolsar os vales não usados até 30 de setembro de 2020, devido à pandemia.

Os consumidores podem reclamar, a partir do início deste ano, o reembolso de vales não usados em agências de viagens que se referem às não realizadas até 30 de setembro de 2020, devido à pandemia, tendo as empresas 14 dias para devolver o dinheiro.

De acordo com o diploma que estabelece estas medidas, publicado em Diário da República, e citado pelo Turismo de Portugal, “o cancelamento, em consequência da pandemia de COVID-19, de viagens organizadas por agências de viagens e turismo cuja data de realização deveria ter ocorrido entre 13 de março de 2020 e 30 de setembro de 2020” gerou “a emissão de vales a utilizar pelos viajantes até 31 de dezembro de 2021” e “o direito dos viajantes verem as viagens reagendadas para data ulterior, até ao dia 31 de dezembro de 2021”.

“Caso não seja utilizado até 31 de dezembro de 2021, o hóspede tem direito ao reembolso, a efetuar no prazo de 14 dias”, lê-se no texto do decreto-lei.

Além disso, caso o reagendamento previsto “não seja efetuado até 31 de dezembro de 2021, por falta de acordo entre o empreendimento turístico ou o estabelecimento de alojamento local e o hóspede, este tem o direito de ser reembolsado da quantia que haja pago aquando do cancelamento da reserva, a efetuar no prazo de 14 dias” e “caso o reagendamento seja feito para data em que a tarifa aplicável esteja abaixo do valor da reserva inicial, a diferença deve ser usada noutros serviços do empreendimento turístico ou do estabelecimento de alojamento local, não sendo devolvida ao hóspede se este não a utilizar”, lê-se no texto do diploma.

Estas disposições aplicam-se “às reservas de serviços de alojamento em empreendimentos turísticos e em estabelecimentos de alojamento local situados em Portugal, com ou sem serviços complementares, efetuadas através de agências de viagens e turismo” que não sejam reembolsáveis logo à partida.

O Turismo de Portugal, por sua vez, indica que “os viajantes/consumidores abrangidos pelo disposto no art. 3.º do Decreto-Lei n.º 17/2020, de 23 de abril, interessados em obter a satisfação de créditos resultantes da não realização, até 31 de dezembro de 2021, das viagens que deveriam ter ocorrido até 31.12.2021 ou do não reembolso dos vales de que sejam portadores, podem requerer” a intervenção de uma comissão arbitral “para eventual acionamento do Fundo de Garantia de Viagens e Turismo (FGVT)”.

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Restauração

TheFork tem nova ferramenta para apoiar restaurantes no combate ao no-show

O TheFork, app de reservas online de restaurantes, surge agora com uma nova ferramenta estratégica para uma boa gestão das reservas, especialmente neste momento em que o no-show tem crescido significativamente neste setor.

O TheFork, app de reservas online de restaurantes, surge agora com uma nova ferramenta estratégica para uma boa gestão das reservas, especialmente neste momento em que o no-show tem crescido significativamente, tornando-se numa das principais preocupações para este negócio.

Refira-se que, o no-show (quando um cliente reserva e não comparece) acarreta perdas significativas para os restaurantes, desde o desperdício de comida até às graves perdas económicas.

Este fenómeno é uma das grandes preocupações da área da restauração, um dos setores mais afetados pela Covid-19), tendo-se intensificado neste período de pandemia, sendo que os países mais afetados na Europa são Espanha e Portugal, seguidos de França.

O pedido do cartão de crédito como garantia, a notificação de cobrança se a reserva for cancelada com menos de 24 horas de antecedência, a dupla confirmação (sms, email) ou o índice de fiabilidade, que permite ao gestor da restauração conhecer a história de no-shows do cliente, são algumas das medidas que o TheFork utiliza para combater o fenómeno.

Em Portugal desde 2015, esta ferramenta do TheFork, vai igualmente apoiar a restauração no nosso país.

Presente em 12 países e com mais de 60.000 restaurantes, a aplicação conta com mais de vinte milhões de visitas mensais e mais de trinta milhões de descarregamentos, sendo um dos principais responsáveis pela transformação das reservas num processo extremamente facilitado e rápido.

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As mais lidas no online do Publituris em 2021

Conheça as notícias publicadas no online pelo Publituris que mais curiosidade despertaram entre os leitores ao longo de 2021.

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Alto Minho renova Carta Europeia de destino sustentável

A Federação Europeia de Parques Nacionais e Naturais renovou a certificação da Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) do Alto Minho.

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A renovação da certificação da Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) do Alto Minho acaba de ser aprovada pela Comissão de Avaliação da Federação Europeia de Parques Nacionais e Naturais – Federação Europarc.

A iniciativa, promovida pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), ao abrigo do projeto “Aldeias do Alto Minho – Walking & Cycling” é apoiada pelo Turismo de Portugal, no âmbito da Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior.

Este reconhecimento resultou de um trabalho de parceria com vários atores locais, quer públicos, quer privados, que culminou com a apresentação pública do dossier de reavaliação da Carta Europeia de Turismo Sustentável do Alto Minho, com especial enfoque para a Estratégia de Desenvolvimento Turístico Sustentável e para o Plano de Ação para o período 2021-2024.

Em nota enviada à imprensa, o município de Arcos de Valdevez, numa estreita parceria com a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), tem investido no reforço do posicionamento do território como destino turístico sustentável, com mais valias para a economia, a sociedade, a cultura e o ambiente.

Submetido em maio deste ano, o processo de reavaliação da Carta Europeia de Turismo Sustentável do Alto Minho foi analisado por um comité de avaliação, tendo o território sido alvo de uma visita por parte de um auditor da Federação Europarc, que recomendou que fosse renovada a atribuição ao Alto Minho deste certificado.

A entrega do galardão europeu decorrerá a 03 de maio de 2022, aquando da Conferência Europarc, que terá lugar no Parque Nacional Neusiedler See – Seewinkel, na Áustria.

De referir que o plano de ação para o período 2021-2024, em matéria de turismo sustentável, assenta em cinco produtos estratégicos para o território do Alto Minho (gastronomia e vinhos; património, identidade cultural e e4ventos eco; Alto Minho Greenways; caminhos de Santiago e Alto Minho Blueways e oferta náutica), e integra 33 ações a serem concretizadas neste período, mobilizando 18 promotores, entre entidades públicas, privadas e organizações não governamentais de ambiente, num orçamento global de 7,4 milhões de euros, dos quais 68% são investimento público, sendo os restantes 32% investimento privado.

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Transportes

Governo injeta 536 milhões na TAP através de aumento de capital

Com esta injeção de 536 milhões de euros, o capital da companhia é reforçado em 1.736 milhões, depois dos 1.200 milhões já aplicados e convertidos em capital.

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O Governo injetou 536 milhões de euros na TAP S.A., através de um aumento de capital, admitindo que, ao longo de 2022, poderão ser “feitas novas injeções de capital” na companhia, segundo um comunicado do Ministério das Finanças.

O Ministério liderado por João Leão detalha que “o valor corresponde aos limites autorizados pela Comissão Europeia de 178,4 milhões de euros, no âmbito das compensações COVID e de 357,6 milhões de euros previsto no Plano de Reestruturação para 2021, tendo em atenção a necessidade de compensar a empresa pela perda resultante do cancelamento da dívida da TAP SGPS”.

Além disso, foram “convertidos em capital os 1.200 milhões de euros de empréstimo à TAP concedido em 2020 relacionados com a despesa de emergência de 2020”, adiantou o Governo, totalizando, assim, 1.736 milhões de euros.

O Ministério das Finanças indicou ainda que “ao longo do ano de 2022, em função da evolução global do setor e do desempenho da companhia, nomeadamente dos indicadores previstos no plano de restruturação, poderão ser feitas novas injeções de capital, respeitando o limite máximo autorizado pela Comissão Europeia e de acordo com o Plano de Reestruturação para 2022”.

De resto, o ministro das Finanças, João Leão, já tinha avançado que em relação a 2021, o que estava previsto era uma injeção de 536 milhões de euros, a realizar ainda durante a semana.

“Para o próximo ano, o que está previsto são 990 milhões de euros, [o] que conclui a injeção de verbas até esse montante máximo autorizado pela Comissão Europeia”, precisou o governante, no final do Conselho de Ministros.

João Leão reiterou ainda que o montante máximo permitido que o Estado pode no próximo ano autorizar para injeção na TAP é de 990 milhões de euros e que estes “serão realizados em função do setor e dos resultados da empresa durante o próximo ano”.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, esclareceu no dia 21 de dezembro que os apoios à TAP atingirão o limite de 3.200 milhões de euros, devido a valores já pagos e a outros que ainda irão ser aprovados.

“O auxílio de Estado autorizado pela Comissão Europeia aproxima-se dos 3.200 milhões de euros”, esclareceu o ministro em conferência de imprensa realizada em Lisboa, depois da Comissão Europeia ter aprovado o plano de reestruturação da TAP.

O ministro afirmou que a intervenção na TAP “é feita em duas modalidades: uma ao nível da reestruturação e outra no quadro da compensação COVID”.

Na parte da reestruturação incluem-se os 2.550 milhões de euros anunciados pela Comissão Europeia, nos quais se incluem “1.200 milhões de euros que já foram injetados na TAP”.

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Transportes

TAP anuncia reforço de voos, mas não os coloca em sistema, alerta SkyExpert

Para a empresa de consultoria especializada em transporte aéreo, aeroportos e turismo, os novos voos da TAP do Porto para o verão 2022 não estão em sistema e os que estão, apresentam tarifas 50% mais caras se o destino for o Porto.

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Depois do anúncio da TAP relativamente a um reforço das ligações entre o Porto e o Brasil, mais concretamente, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, e entre Porto e Lisboa, a SkyExpert analisou esta “novidade” e verificou que nenhum desses voos se encontra disponível nos sistemas para venda, nem mesmo no site da TAP.

A companhia aérea nacional informou que acrescentará, a partir do próximo verão, dois voos semanais do Porto para o Brasil e mais dois voos diários do Porto para Lisboa, tendo a empresa de consultoria especializada em transporte aéreo, aeroportos e turismo verificado que nenhum desses voos se encontra disponível nos sistemas para venda, nem mesmo no site da TAP.

“É uma situação muito rara: com exceção de rotas sujeitas a aprovação governamental, as companhias aéreas anunciam rotas quando as mesmas já estão em sistema e é possível reservar. No caso de aumento de frequências, isso ainda é mais evidente”, afirma Pedro Castro, fundador e diretor da SkyExpert, em nota de imprensa enviada ao Publituris. “Atualmente nenhuma das frequências adicionais comunicadas à partida do Porto estão em sistema…porquê?” No entender de Pedro Castro estas situações acontecem quando as “companhias pretendem fazer uma campanha de comunicação, quando não têm certeza do horário, da disponibilidade de equipamento, etc., mas sacrificam essa parte por questões mediáticas”.

Para a SkyExpert, o ponto fulcral continua a ser a “data fatídica” de novembro de 2022: nessa altura, a TAP terá de abdicar obrigatoriamente 18 ‘slots’ – faixas horárias de aterragem e descolagem sem as quais não existem voos – no aeroporto de Lisboa. Nessa altura também, as regras europeias sobre os ‘slots’ passarão a vigorar na sua plenitude, ou seja, a TAP poderá apenas guardar aqueles ‘slots’ que efetivamente usar.

Com a frota reduzida de 108 aviões para 94 (menos 12%), “a TAP não terá frota suficiente para manter os ‘slots’ que tem e que quer proteger em Lisboa”, vaticina Pedro Castro, “e vai ter de ir buscar os aviões fora da base para cumprir essa missão. Isso vai esvaziar o Porto da TAP.”

“Neste momento, é provável que a TAP já saiba que voos irá operar do Porto em novembro de 2022, mas será muito difícil obter qualquer informação a este respeito porque a TAP não quererá abrir o jogo à concorrência e apenas abdicará dos ‘slots’ à última hora”, refere ainda a nota.

Para Pedro Castro, as declarações de “querer trazer mais turistas para a ‘Invicta’” não encontram aplicação prática. Nos destinos intercontinentais, a tarifa aérea continua a ter um papel preponderante na decisão sobre o destino e, nesse aspeto, a consultora frisa que “as tarifas da TAP continuam a privilegiar quem apenas usa o Porto como aeroporto de transferência para seguir viagem para Londres ou para Paris e, por isso, entre 50 a 70% dos passageiros que a TAP transportar nas rotas do Brasil-Porto continuarão viagem para outros destinos sem qualquer contributo para a economia do Norte”.

Quem, de facto” quiser viajar para o Porto/Norte e para quem o preço será um critério mais importante, fá-lo-á com outras companhias aéreas e com escala noutros aeroportos”, remata Pedro Castro.

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Transportes

TAP reforça voos para o Brasil a partir do Porto

A TAP passará a voar três vezes por semana para São Paulo e duas vezes por semana para o Rio de Janeiro. Já a ligação entre a “Invicta” e Lisboa passará a ter um total de 10 voos semanais.

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A TAP vai reforçar, no próximo verão, a sua oferta de voos intercontinentais com partida do Porto para São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil. O reforço dar-se-á com mais um voo por semana para cada um destes destinos. Além do aumento nos voos intercontinentais para o Brasil, a TAP anuncia, igualmente, um reforço da Ponte Aérea entre o Porto e Lisboa com mais dois voos diários.

Deste modo, o Porto vai ter três voos semanais para São Paulo e passa a ter dois voos por semana para o Rio de Janeiro, o que contribuirá para um crescimento do número de turistas provenientes do Brasil que vão visitar a “Invicta”.

Já relativamente à Ponte Aérea que liga o Porto e Lisboa, a TAP passará a ligar as duas cidades com um toral de 10 voos por dia, o que permite a otimização das ligações a todos os destinos operados pela companhia no seu ‘hub’ de Lisboa.

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10 tendências das viagens para 2022

O IPDT – Turismo e Consultoria reuniu, para a edição 65.ª edição do Barómetro do Turismo IPDT, um conjunto de 10 tendências que vão impactar o setor das viagens em 2022.

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Após um ano de 2021 onde os avanços e recuos da atividade turística foram constantes, motivados pelo surgimento de novas variantes da COVID-19, as empresas e os destinos encaram a vacinação da população mundial – dinamizada este ano – como uma importante alavanca para que o setor das viagens possa retomar a normalidade.

2022 é, pois, apontado, pela maioria dos organismos da especialidade, como o ano da retoma do turismo internacional. É expectável que os resultados de 2022 ainda não alcancem os números pré-pandemia, mas dever-se-á sentir um crescimento relevante face a 2021.

O IPDT – Turismo e Consultoria reuniu um conjunto de 10 tendências que irão impactar o setor do turismo e das viagens em 2022. Conheça-as aqui:

TENDÊNCIA 1
Testes à COVID-19 integram a check-list da viagem
Os turistas vão estar mais predispostos à realização de testes à COVID-19 para poder viajar e/ou fruir de experiências e atividades de forma mais livre e segura. Testes PCR, antigénio ou autotestes vão fazer parte da check-list do viajante, estando este mais disponível para os efetuar com frequência. Para o turista, o teste será considerado um elemento rotineiro para que possa fruir na plenitude da viagem.

Sobretudo quando o turista integra grupos com outros agregados familiares (que desconhece), a testagem no início da viagem/atividade deverá ser um requisito valorizado pelos participantes. Esta prática poderá ser ainda mais valorizada nos momentos das refeições quando, por norma, se encontram mais expostos.

TENDÊNCIA 2
Gestão da pandemia determina o destino
No primeiro trimestre 2021, o mundo viveu um dos momentos mais marcantes da sua história, com imagens de hospitais lotados com filas de ambulâncias à entrada, motivado por um elevado número de casos de COVID-19. A forma como os países souberam, ao longo destes últimos 2 anos, gerir a crise sanitária, garantindo a segurança das pessoas – residentes e visitantes, é muito decisiva para o processo de escolha do próximo destino de férias.

O sucesso do processo de vacinação em Portugal – que foi notícia em todo o mundo – é um elemento crucial para posicionar, hoje, o nosso país no top of mind dos consumidores, reconhecendo-o como um destino seguro. Num momento em que o turismo internacional retoma a sua atividade de forma gradual, mas em que as dúvidas quanto às novas variantes são muitas, a forma como o destino gere (e geriu) a pandemia é um fator chave para a decisão do turista.

TENDÊNCIA 3
Continuar à descoberta do próprio país
Esta é uma tendência que veio para ficar. Um dos pontos positivos da pandemia, que permitiu dar a conhecer aos turistas tesouros – até então – pouco explorados.

Em 2022 o número de viagens internacionais deverá aumentar, contudo os turistas vão continuar a optar por realizar mais viagens pelo país, de forma a descobri-lo, quer de carro, de mota, ou autocaravana. As escapadinhas de 2/3 dias devem ser mais frequentes ao longo do ano.

Um elemento a considerar pelas empresas do turismo são os 10 fins de semana prolongados e/ou com possibilidade de ponte que o ano de 2022 terá.

TENDÊNCIA 4
Viagens internacionais mais planeadas
Enquanto no passado muitas viagens internacionais eram marcadas de forma espontânea, por vezes aproveitando promoções last minute, em 2022 esse impulso deve ser substituído por um processo de maior planeamento da viagem, considerando outros elementos como o processo de entrada no país ou o procedimento a adotar na eventualidade de testar positivo à COVID-19 no destino. Além do tradicional roteiro de visita, o turista deve munir-se de um conjunto amplo de informação (ex: contactos das embaixadas ou hospitais), antes de marcar a viagem.

O turista deverá, contudo, manter o lead time da reserva mais próximo da data da partida, porém quando fizer a reserva já terá feito o planeamento mais detalhado da viagem.

Os seguros de viagem devem ser – cada vez mais – uma opção válida para os turistas, que encontram nesse mecanismo um fator adicional de segurança.

TENDÊNCIA 5
‘Friendscation’
Os últimos dois anos privaram-nos do contacto e dos momentos em família e com amigos. Em 2022, as viagens entre amigos ou em família deverão ser uma tendência a considerar pelos destinos e empresas turísticas. Estes momentos pretendem aproximar os laços familiares e/ou de amizade, pelo que as atividades procuradas podem assumir diferentes tipologias desde mais aventureiras na natureza, a momentos culturais, dependendo do grupo em questão.

Ainda assim, as atividades na natureza que promovam a adrenalina devem ser muito procuradas pelos turistas em 2022, nomeadamente pelos grupos de amigos.

Para muitos esta será a primeira viagem pós-pandemia, pelo que as expectativas serão elevadas: assim – sempre que possível – a personalização da experiência deverá ser considerada, de forma a elevar o grau de satisfação do grupo.

TENDÊNCIA 6
É tempo para as GOAT
Uma das tendências de 2022 deverão ser, mesmo, as GOAT – “Greatest of All Trips”.

Se por um lado, as restrições de viagens que sentimos nestes últimos 2 anos, despertaram a vontade de viajar e “concretizar sonhos”, por outro as poupanças familiares – em muitos agregados – aumentaram fruto do menor consumo, fatores que proporcionam uma maior abertura para a realização das GOAT.

Os influencers digitais têm um papel cada vez mais determinante nas viagens. São cada vez mais o número de influencers que organizam, comercializam viagens e acompanham-nas, proporcionando uma experiência de maior proximidade com os seus seguidores. Muitas dessas viagens são, efetivamente, para “destinos de sonho”. Muitas GOAT, sobretudo as realizadas pelos Millennials, devem ser realizadas com o acompanhamento de influencers.

TENDÊNCIA 7
“Beautification trips”
Viajar para realizar tratamentos de beleza especializados, é uma tendência em evolução para homens e mulheres, de todas as idades, sendo que o número de pessoas que procuram tratamentos de estética (harmonização facial e ‘beautificação’) tem crescido consideravelmente em todo o mundo.

Os turistas viajam para vários países à procura de cirurgias estéticas e tratamentos de beleza. Da rinoplastia e lipoaspiração, a Botox e preenchedores, os destinos e as empresas de saúde e beleza podem aproveitar estas tendências, oferecendo, a um mercado alargado, alternativas muito mais convenientes, seguras e eventualmente mais económicas, para procedimentos de beleza fora do seu país de residência.

Esta tendência justifica-se por várias razões – procura de melhor qualidade, tratamentos não cobertos por seguros, períodos de espera mais curtos, a atração por conhecer um lugar novo e, eventualmente preços mais baixos.

Além disto, quem não deseja voltar de férias rejuvenescido? Uma promessa e uma aposta a não descurar por parte de empresas e destinos.

TENDÊNCIA 8
Viajar com comportamento sustentável
Embora seja um tema sempre presente nos artigos de tendências de viagens, a verdade é que o turista procurará – com mais frequência – viajar de forma responsável, assegurando que a sua viagem tem um impacto ambiental reduzido, privilegiando empresas e destinos que tenham essa atitude incutida e que a demonstrem de forma transparente.

A COP26 foi um momento que impactou a sociedade a nível mundial, sobretudo pela mensagem transmitida: é o momento de implementar medidas concretas, de passar do papel à ação. Como tal, também o turista irá estar mais atento aos comportamentos das empresas e dos destinos. Não basta promover-se como “sustentável”, é crucial que as ações sejam visíveis, e o turista irá validar essa mensagem durante a sua experiência.

Outro tema em crescimento, é a compensação da pegada carbónica. Os turistas procuram optar por atividades e serviços que possibilitem diminuir o impacto da sua viagem, bem como encontrar formas que permitam compensar a sua pegada carbónica (ex: incentivo à plantação de árvores).

TENDÊNCIA 9
Mapa e Telemóvel: check! Estamos preparados para a viagem
Longe vão os tempos em que os turistas viajavam com várias malas, mapas, bilhetes, fotocopias de reservas de alojamento, máquinas fotográficas, GPS… O turista viaja mais “leve” e com menos coisas, uma vez que o seu telemóvel reúne todas as informações e as ferramentas necessárias para a viagem.

O telemóvel é, pois, a principal ferramenta da viagem do turista, que o utiliza para orientar nos destinos, captar fotografias, partilhar a sua experiência nos canais digitais, comprar bilhetes, ler ementas, traduzir informação turística, procurar sugestões de visita no destino e – naturalmente – comunicar. É a partir do telemóvel que a experiência do turista se desenvolve. Assim, é crucial que os destinos e as empresas considerem este comportamento e se adaptem a ele (ex: o turista precisa sempre de bateria, rede e internet no telemóvel).

Outro elemento a considerar é a maior procura por processos automáticos. Sobretudo nos destinos mais urbanos, o turista vai valorizar a presença destes procedimentos que permitem diminuir o tempo de espera (ex: em filas para a compra de bilhetes; ou check-in no alojamento) e lhes assegure mais tempo livre para descobrir o destino.

TENDÊNCIA 10
A afirmação das criptomoedas no turismo
As criptomoedas são solução para cada vez mais pessoas. Se em tempos a dúvida pairava quanto à sua utilização e segurança, essas preocupações parecem já dissipadas e a sociedade está mais atenta a estes movimentos. As transações e os pagamentos com moedas virtuais são mais frequentes e são já várias as empresas do setor do turismo (sobretudo alojamento) que aceitam pagamentos desta forma.

O expectável é que as transações em criptomoedas se tornem cada vez mais regulares e um meio de pagamento rotineiro nos próximos anos.

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Operadores turísticos satisfeitos com procura para fim de ano

Os operadores turísticos, embora prudentes porque a pandemia não dá sinais de abrandamento em todo o mundo, estão satisfeitos com o nível de reservas para o fim de ano, quer para viagens internacionais, quer para as ilhas portuguesas, com o Funchal à cabeça. Mas também há procura para destinos no continente.

Ao contrário do ano anterior, em 2021 os principais operadores turísticos em Portugal uniram-se e decidiram oferecer ao mercado uma série de programas de viagem de fim de ano. O mercado respondeu de forma positiva e as reservas chegaram às agências de viagens, levando mesmo a que muitas partidas estivessem já esgotadas.

O próprio presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, referiu, recentemente, que os portugueses têm mantido as reservas das viagens para o fim de ano, apesar das dúvidas em relação ao que poderá acontecer num ou noutro destino, ao nível das restrições.

Alguns operadores turísticos com quem o Publituris falou – Exoticoonline, Solférias e Sonhando – mantiveram a tradicional operação charter que realizam nesta altura do ano, nomeadamente para Cabo Verde, Brasil, Funchal e Porto Santo, a Viajar Tours preferiu apenas bloquear lugares em voos regulares para destinos como o Dubai, Caraíbas ou Maldivas.

De um modo geral não há motivos para alarme, apesar das medidas recentemente impostas pelo Governo, apertando o controlo das entradas e saídas do país. Mas também é importante referir que o mercado ajustou a oferta aos níveis da procura, ou seja, não há operações loucas.

“Desmistificação” do Brasil
Segundo o CEO da Exoticoonline/ Destinos, em parceria com a Solférias e a Sonhando, o operador oferece para o fim de ano dois voos para o Brasil, Porto-Salvador e outro Lisboa-Natal-Salvador, ambos com partida a 26 de dezembro, com as vendas a correrem muito bem.

“Foi preciso que no congresso da APAVT um ex-vice-Primeiro Ministro viesse explicar que o Brasil não está tão mal”, Miguel Ferreira, Exoticoonline/Destinos

 

Miguel Ferreira considerou que a melhoria da situação pandémica no Brasil fez com que as vendas para o destino aumentassem. “Mas foi preciso que no congresso da APAVT um ex-vice-Primeiro Ministro viesse explicar que o Brasil não está tão mal como dizem as televisões portuguesas.

Desmistificou-se que o Brasil está, neste momento, com um nível de vacinação muito superior por exemplo aos Estados Unidos, inclusive acima da média da União Europeia, ou seja, as pessoas estão a perceber que o Brasil não é aquele país que se fala, como tivemos a oportunidade de comprovar por dados reais estatísticos. Ou seja, neste momento é um país seguro. Infelizmente, os casos vão sempre surgir.

Não conseguimos controlar uma pandemia, temos é que nos habituar viver comedidamente nesta fase”. O executivo lembrou ainda a operação para a Madeira, tanto de Lisboa como do Porto, também “com bom ritmo de venda”. Em voos regulares as atenções do operador vão para o Dubai e as Maldivas, destino agora comercializado num valor mais elevado em relação ao verão.

Por outro lado, a Destinos está com largas dezenas de ofertas de passagem de ano para o território continental.

Apesar de não estar ainda na posse de números finais, Miguel Ferreira considera que, de uma forma geral “estamos muito abaixo de 2017”. Em sua opinião, há dois fatores que ainda fazem as pessoas retraírem-se, um é a questão da segurança, e o outro é a mudança constante de regras que leva a uma falta de confiança por parte do consumidor”.

Com o fim de ano já arrumado, a Exoticoonline já está a olhar para as próximas temporadas, ou seja, a páscoa e verão. “Estou expectante. A Páscoa ainda vamos ver o caminho para depois definirmos o trajeto, e o verão espero que já haja alguma normalidade. É bom não esquecer que começámos a 13 de março de 2020 a pensar que íamos perder a Páscoa, mas que o verão seria bom, e acabámos por perder a Páscoa, o verão e o réveillon, ou seja, perdemos o ano. Achámos que era a Páscoa deste ano, não foi, o verão já estabilizou um pouco, o inverno agora está a subir, e o réveillon está nos níveis expectáveis, mas também o mercado ajustou a oferta aos níveis da procura”, sublinhou o CEO do operador.

Miguel Ferreira deu conta que se notam pedidos já para o primeiro semestre, não dentro dos volumes dos anos anteriores à pandemia. No entanto, uma coisa são os ‘bookings’, outra são as concretizações posterirores. Isto em relação aos destinos internacionais, porque o mercado doméstico já está a mexer bastante bem para o próximo verão”.

O sucesso de Cabo Verde …
Sónia Regateiro, COO da Solférias, está satisfeita com o desenrolar da procura da programação do operador turístico para a passagem de ano. “Apostámos em operações charter com outros parceiros, ou seja, quatro voos para o Funchal, dois de Lisboa e dois do Porto, Lisboa-Porto Santo, estamos envolvidos em seis voos para Cabo Verde, três de Lisboa e três do Porto, e dois para o Brasil – um Porto-Salvador e o Lisboa-Natal-Salvador”, esclareceu.

Além disso, para o fim de ano, a Solférias disponibiliza programação em voos regulares, através de bloqueios com a Emirates para o Dubai e as Maldivas, e allotments com a TAP para vários destinos.

Quando às reservas, Sónia Regateiro disse que já há “algumas operações esgotadas há bastante tempo, e outras com disponibilidade muito reduzida. Podemos dizer que as operações estão a ser um sucesso”.

“Se compararmos com 2019, nunca conseguimos programar tantos voos para Cabo Verde no réveillon como este ano, porque tivemos a vantagem de os outros mercados como a Alemanha e o Reino Unido não estarem a ocupar tantos quartos naquele país. Assim, conseguimos triplicar a operação habitual para aquele destino, passando de dois voos em 2019, para seis em 2021” destacou a COO da Solférias.

O operador turístico começou, no entanto, a preparar já a operação de verão. “Já lançámos a maior parte da programação. Está a faltar o Egito, destino onde vamos apostar no verão, tanto de Lisboa como do Porto para Hurghada. Ainda estamos pendentes em relação ao que vamos fazer com Saiidia, isto porque Marrocos é um destino que nos deixa com alguma ansiedade porque já vimos que são muito protecionistas e tomam atitude de fecho de fronteiras de um dia para o outro”.

Sónia Regateiro lembrou que “neste momento, o risco que está em cima dos operadores quando tomam a decisão de colocar uma operação charter é enorme, porque as companhias de seguros não assumem qualquer risco por fecho de fronteiras devido à pandemia. Por isso, se houver algum azar de fecho de fronteiras, quem tem que assumir o risco de reembolso e de repatriamento de todos os passageiros é o operador turístico, ou seja, todas as decisões têm que ser muito bem ponderadas”.

… e Timor-Leste
“A nossa oferta para o fim de ano é bastante vasta, temos quatro charters para a Madeira, dois de Lisboa e dois do Porto, um para o Porto Santo, dois para o Brasil, bem como com a TAP para Punta Cana e Cancun em que também tivemos vendas razoáveis”, disse José Manuel Antunes, diretor-geral da Sonhando, para realçar que “é uma oferta muito similar à que tivemos em 2019”.

O responsável garantiu que as reservas decorrem a bom ritmo, como apenas algumas disponibilidades neste momento.

“O Brasil está mais estabilizado e ajudou que o volume de reservas crescesse” sublinhou José Manuel Antunes, para realçar que “no Brasil temos um grande aliado que se chama Vila Galé, dai que 85% das nossas vendas sejam para as suas unidades de Touros, Salvador e Guarajuba. Portanto, essa parceria com o grupo hoteleiro é muito importante e leva-nos a ter uma grande confiança no produto”.

Apesar de não estar inserido na sua programação de fim de ano, o diretor-geral da Sonhando fez questão de destacar que os seus voos no dia 12 e 14 de dezembro entre Lisboa e Dili (Timor-Leste) foi um sucesso, tendo ultrapassado no dia 01 os 200 passageiros, mesmo “sem o apoio dos professores que foi fator essencial no início das operações. Isto quer dizer que já nos impusemos no mercado sem esse trampolim. E acrescentou que, “com estes números claro que vamos prosseguir no próximo ano com quatro operações, designadamente, em fevereiro, julho, setembro e dezembro”.

Sem charter, mas com ‘commitment’
A Viajar Tours centrou a sua oferta de passagem de ano “mais no Dubai e nas Caraíbas, basicamente com a Emirates, e alguns voos da TAP não só para as Caraíbas, mas também para o Funchal e Ponta Delgada, não entrando no produto charter, mas em commitments com companhias aéreas onde pudemos criar alguma diferenciação no mercado e onde tivemos um bom volume de reservas”, explicou o diretor comercial do operador turístico, Nuno Anjos.

Em relação a 2019, o responsável do operador turístico considerou que “é totalmente diferente em volume de passageiros, e também em operações charters em que tínhamos alavancado muita da nossa oferta. Este ano, por todas as circunstâncias existentes, não apostámos nesse tipo de operações”.

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Receitas da TAP, em 2022, podem ficar “melhor do que antecipado no plano de restruturação”, admite ministro das Finanças

Estando prevista uma injeção de [mais] 990 milhões de euros, para o próximo ano, o ministro das Finanças, João Leão, não descarta que a receita da TAP “até possa ficar melhor do que foi antecipado no plano de restruturação”..

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O ministro das Finanças, João Leão, disse esta quarta-feira, 29 de dezembro, que o plano de reestruturação da TAP assentou num cenário conservador, mas admite que em 2022 as receitas da transportadora aérea possam ser melhores do que o antecipado.

“No programa de reestruturação da TAP, o cenário que foi criado para 2021 e 2022 era conservador e, portanto, as perspetivas que temos agora sobre a evolução da receita na empresa não diferem do que está no plano”, referiu o ministro das Finanças no final do Conselho de Ministros.

Essas projeções, disse ainda o ministro, estão “muito próximas” do valor final registado em 2021. Porém, em relação a 2022, João Leão não descarta que, apesar da evolução da pandemia e do impacto que está a ter no setor da aviação (com o cancelamento de voos), a receita da empresa “até possa ficar melhor do que foi antecipado no plano de restruturação”.

Já quanto ao impacto da evolução da pandemia e o aumento do número de contágios por via da variante Ómicron na operação da TAP pode levar a que haja necessidade de uma injeção adicional de dinheiro na transportadora, o ministro repetiu os valores que Bruxelas autorizou que sejam injetados.

Assim, ainda em relação a 2021, o que está previsto é uma injeção de 536 milhões de euros, que será realizada ainda esta semana.

“Para o próximo ano, o que está previsto são 990 milhões de euros, [o] que conclui a injeção de verbas até esse montante máximo autorizado pela Comissão Europeia”, precisou o ministro de Estado e das Finanças.

João Leão reiterou ainda que o montante máximo permitido que o Estado pode no próximo ano autorizar para injeção na TAP é de 990 milhões de euros e que estes “serão realizados em função do setor e dos resultados da empresa durante o próximo ano”.

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