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Turismo no Mediterrâneo discute-se em Djerba

A 6ª Conferência Internacional sobre Gestão de Destinos começa esta segunda-feira, em Djerba, Tunísia.

Tiago da Cunha Esteves
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Turismo no Mediterrâneo discute-se em Djerba

A 6ª Conferência Internacional sobre Gestão de Destinos começa esta segunda-feira, em Djerba, Tunísia.

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Sob o tema “O Futuro do Turismo no Mediterrâneo”, a conferência pretende criar, ao longo de dois dias, uma plataforma de diálogo para os destinos do Mediterrâneo, explorando potencialidades que possam ser aproveitadas para aumentar a competitividade turística na região.

A OMT lembra que o Mediterrâneo é uma das regiões turísticas mais importantes do mundo, representando mais de um terço das receitas turísticas mundiais e metade das chegadas de turistas internacionais.

*O Publituris vai acompanhar esta conferência em Djerba, a convite do Turismo da Tunísia

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“Em 2022 seremos maiores que a TAP”, garante CEO da Ryanair

Mais uma vez critico da atuação do Governo português relativamente à TAP, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, destaca que a companhia nacional poderá “facilmente” desbloquear 250 ‘slots’ por semana no aeroporto de Lisboa.

Em mais uma visita a Portugal, Michael O’Leary, CEO do grupo Ryanair, deixou, não um recado, mas uma certeza: “Em 2022 seremos maiores que a TAP”.

O responsável pela companhia low cost irlandesa voltou a criticar a política do Governo português relativamente à TAP, demonstrando que “a Ryanair irá crescer mais do que a TAP sem desperdiçar 3,2 mil milhões de euros”. Munido dos slides de apresentação, O’Leary anunciou a maior programação de verão para Portugal para 2022, com 17 novas rotas, totalizando, assim, 170 rotas a partir de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Funchal, a mais recente e 5.ª base da companhia no nosso país.

Assinalando que a Ryanair possui as tarifas “mais baixas da Europa”, O’Leary assinalou que, em 2022, voará para 170 destinos a partir dos aeroportos nacionais, enquanto a TAP voará para 65. Certo é que as estimativas do responsável irlandês apontam para que a companhia consiga transportar mais de 13 milhões de passageiros, “enquanto a TAP, com os mais de três mil milhões de euros recebidos pelo Estado português, não irá além dos 11 milhões”.

Para Portugal, O’Leary anunciou ainda mais 28 aeronaves, num investimento de 2,8 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 2,5 mil milhões de euros, criando, assim, segundo o mesmo, mais 1.000 empregos diretos e 9.000 indiretos.

Afirmando que a Ryanair “cria empregos, enquanto a TAP reduz e que “lidera o turismo e a recuperação económica”, O’Leary afirmou ainda que a companhia irlandesa não cresce mais, “porque o novo aeroporto ainda não existe”.

A crítica maior do CEO da Ryanair foi, contudo, direcionada ao “desperdício” dos ‘slots’ desaproveitados pelas companhias aéreas concorrentes da TAP, salientando que “essa acumulação de ‘slots por parte da TAO bloqueia a recuperação do turismo” em Portugal.

Esse bloqueio dos ‘slots levou,m segundo o’Leary ao cancelamento de mais de 700 voos por parte da Ryanair, “o que significa menos 130.000 passageiros e turistas para o país”.

“A TAP sabe que nunca irá utilizar esses ‘slots’, mas não os desbloqueia”, acusa o CEO da Ryanair, adiantando ainda que, “quando a TAP liberta os ‘slots’, fá-lo em cima da hora, de modo a que mais nenhuma companhia possa utilizar”, apelando ao Governo e entidades regulatórias que “atuam”.

Contabilizando o número de ‘slots’ que a TAP poderia libertar, O’Leary afirmou que a companhia portuguesa poderia “facilmente desbloquear 250 ‘slots’ por semana, até porque mesmo esse número [250] ficará abaixo dos ‘slots’ desperdiçados semanalmente”.

Garantindo que irá diminuir “drasticamente” os preços dos voos da Madeira para Lisboa e Porto, O’Leary mostrou-se “preocupado” com a nova variante do coronavírus (Omicron), criticando os governantes europeus por “avançarem de imediato para as restrições e proibições”. “Não cancelámos voos e iremos cumprir com todas as diretrizes que sejam postas em práticas pelas autoridades de saúde e segurança dos diversos países”, deixando a certeza que “iremos cumpri-las”, destacando ainda “não ver razão para que passageiros com certificado e testes negativos não possam voar”.

Quanto ao novo Governo a sair das eleições de 30 de janeiro de 2022, o CEO da Ryanair não quis tecer qualquer comentário, afirmando que “sou um simples irlandês que não se quer meter na política portuguesa”.

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“Temos de ter a noção de que teremos de ser muito eficazes”

Analista, consultor, ex-governante, Paulo Portas estará no Congresso da APAVT para indicar alguns caminhos passados e futuros. As incertezas são grandes e conhecem atualizações constantes e nesta entrevista, feita antes de conhecidas as “novidades” da variante Omicron, Paulo Portas admite que “o mundo que gira à volta do turismo é enorme”, não percebendo “por que razão devemos dar um pontapé naquilo que nos ajuda a criar riqueza”.

Muito se tem falado na recuperação ou retoma do setor do turismo, da importância do mesmo para a economia do nosso país e o que se pode, deve e tem de fazer. Em entrevista, Paulo Portas, ex-vice-Primeiro-Ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, jurista e empresário, dá a sua visão (crítica) relativamente a diversos temas. A começar pelo aeroporto e pelas “injustiças” cometidas contra o setor privado. Tudo isto em entrevista no âmbito do 46. Congresso da APAVT e antes de conhecidas as mais recentes novidades relacionadas à nova variante da COVID-19.

O título da sua intervenção no 46.º Congresso da APAVT é “Recuperação pós-Covid: tendências globais, europeias e nacionais – As questões do crescimento, as incertezas da retoma e o futuro da economia”. Já estamos em recuperação? E que incertezas existem ou poderão existir relativamente a essa mesma retoma no turismo?
Se compararmos 2021, como provavelmente vai terminar, com 2020, obviamente que estamos a recuperar e, felizmente, com bastante força e sustentação. É preciso termos a noção de que em 2020, o ano mais trágico de todos os pontos de vista, as dormidas, em Portugal, caíram, em hotéis, 65% face a um ano normal. Em Alojamento Local, a quebra foi de cerca 59% e mesmo em espaço rural, mais protegido, o decréscimo rondou os 35%. Por isso, comparando com 2020 estamos substancialmente melhores.

Se compararmos com o último ano normal das nossas vidas – 2019 – ainda não chegámos ao nível em que podemos dizer que recuperámos o ponto de partida.

Mas 2019 foi um ano recorde. Será que podemos bater recorde atrás de recorde?
Foi. Aliás, Portugal foi, sucessivamente, batendo recordes. 2019 é o último ano com o qual nos podemos e devemos comparar e não sou favorável a comparações deliberadamente pessimistas, porque acho que nós, como país, como setor privado, devemos ter ambição e essa é, sem dúvida, superar os anos melhores.

A verdade é que se olharmos para um bom indicador, que não é completo, mas que é bastante interessante, o tráfego dos aeroportos portugueses, fechará, tudo indica, o ano 2021 com um contributo bastante assinalável do último trimestre, portanto de outubro a dezembro, a correr manifestamente bem, fecharemos o ano entre 70 a 80% do nível de 2019.

É preciso ter a noção de que as projeções para o próximo ano, que poderíamos pensar como o ano da aterragem normal e definitiva, não são tanto assim porque apontam, se formos pessimistas, para cerca de pouco mais de 70% do nível de 2019 ou num cenário mais otimista um pouco mais de 80%. Isto porque há incertezas associadas a esta fase a que chamo transformação da pandemia em endemia. Ou seja, nós temos incertezas ainda do lado da saúde publica, porque temos incertezas relativamente à possibilidade de existência de variantes e ao peso que têm no bloqueio da sociedade no nível da não vacinação deliberada que, felizmente em Portugal, é relativamente baixo, mas que em vários países europeus, para não falar dos EUA, é altíssimo.

Quando uma parte da sociedade recusa a solução que a ciência lhe oferece para voltarmos a ter uma vida normal, isso impede os mercados e as administrações de funcionarem completamente abertos.

Temos visto países a aumentarem o número de casos, regresso de confinamentos e taxas de vacinação abaixo dos 30%.
Essa realidade é desastrosa. Todos os países europeus com menos incidência de vacinação estão a Leste. Não são todos, mas alguns são especialmente críticos. A permeabilidade dos sistemas ao negacionismo e às teorias de conspiração, esta gente que se dedica a inventar e não a trabalhar que é como estão as democracias na Europa, isso tem consequências económicas.

Em geral, devo dizer, uso sempre o conceito de assimetria para explicar as consequências económicas da pandemia. Esta pandemia é mundial, global, mas não é assimétrica. É preciso fazer esta distinção subtil, porque é muito importante. O mundo nunca esteve aberto ao mesmo tempo em todo o lado e o mundo nunca esteve fechado ao mesmo tempo em todo o lado. Isto tem consequências económicas enormes.

E mesmo atualmente ainda estamos longe dessa assimetria, 20 meses depois do início desta pandemia.
Sim, veja-se o Reino Unido e outros países europeus, a Ásia. A diferença entre a pandemia e a endemia é que na pandemia o vírus controla-nos a nós, na endemia somos nós que controlamos o vírus.

Numa, estamos sempre a fazer face ao desconhecido, na outra, habituamo-nos a gerir esta dificuldade.

O peso do turismo
Encontrei um comentário que fez a 11 de abril de 2020 [no espaço semanal na televisão] relativamente ao setor do turismo e à chamada de atenção que fez ao peso que o mesmo tinha na economia nacional. 1 em cada 5 euros que Portugal encaixava vindo do estrangeiro vinha do turismo. 20 meses depois, que turismo temos e, fundamentalmente, que turismo teremos no futuro em Portugal em termos de importância económica?
Sim, o turismo representa cerca de 20% das exportações portuguesas. É um quinto de uma economia que acelerou bastante a sua componente exportadora, felizmente, em tempos muito difíceis. Nem sempre as pessoas têm a noção de que economicamente, o turismo aparece na coluna das exportações. Parece importação de pessoas, mas é exportação de serviços.

Lembro-me do presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, referir, em março de 2020, que se tratava de salvar a Páscoa, em maio era salvar o verão, em outubro o Natal e o Ano-Novo, e por aí adiante. E estamos em finais de novembro de 2021 a pensar salvar 2022. Conseguiremos salvar o turismo em Portugal em 2022, apesar do que está a acontecer por esse mundo fora (novo aumento de casos, aumento dos combustíveis, instabilidades económicas, etc.)?
O turismo tem um peso especialmente relevante em países como Portugal, Espanha, Grécia, Itália, entre outros, na formação do PIB e no valor acrescentado da economia.

Tudo o que está à volta do turismo representa cerca de 20% das nossas exportações, a procura turística representa cerca de 15% do PIB e o turismo, em si mesmo, no último ano com estatísticas normais, representou quase 9% do valor acrescentado da nossa economia.

Outro “pequeno pormaior”, o turismo, entre 2018 e 2019, representava quase 450 mil empregos. É muita gente, muitas famílias, muitos jovens dependentes da atividade turística.

E quando digo atividade turística, volto à sua pergunta, sempre me pareceu óbvio que numa pandemia com esta intensidade, os setores que seriam mais afetados no tempo, ou seja, mais impactados direta e persistentemente, seriam todos aqueles que tivessem uma relação com a ideia de multidão.

Até as pessoas ganharem confiança para entrar num avião ou estarem junto com dezenas, senão milhares, num aeroporto, num hotel onde existem centenas de quartos, estarem em congressos e conferências com muitos participantes, isso depende de uma palavra que atualmente vale ouro: confiança.

Sempre me pareceu que pelo facto de em Portugal o turismo ter um peso especificamente mais forte …

Demasiado forte?
Não, acho que Portugal não tem de limitar as suas capacidades naturais nem as suas capacidades se recursos humanos.

Mas houve quem afirmasse que o turismo teria peso a mais na nossa economia.
Sim, houve. E não foi há demasiado tempo que ouvíamos meios bem-pensantes dizerem, às vezes com desdém, que havia turistas a mais. Recordo que em 2020 tivemos o custo de ter turistas a menos. De maneira que as pessoas, eventualmente, possam fazer agora uma avaliação mais justa.

Portugal tem enormes qualidades naturais, tem muito boas qualidades de recursos humanos, é um país comparativamente seguro, um país hospitaleiro, um país com um acesso e facilidade no uso das línguas estrangeiras mais natural do que outros, é um país que foi sabendo, sobretudo ao longo dos últimos 10 anos, construir uma marca do ponto de vista internacional, um país muito premiado do ponto de vista turístico. Por isso, por que razão devemos dar um pontapé naquilo que nos ajuda a criar riqueza e a superar níveis de desenvolvimento que são inferiores aos desejados?

Outros iriam agradecer?
Claro, tudo o que rejeitarmos, outros aproveitarão. Mas é preciso ter atenção que relativamente a 2022 há ainda alguns pontos de interrogação.

Para ser justo, mais uma vez, sabemos mais hoje sobre a pandemia do que sabíamos há um ano. Mas ainda não sabemos tudo. Um dos fatores que é ainda incerto tem a ver com a existência de variantes, embora a história das pandemias aponte para um número de vagas, cujos critérios de classificação vão variando, mas que durou mais ou menos o tempo que esta durou …

Influências externas
Já está a falar no passado?
Falo no sentido que estamos a fazer uma transição para a endemia. O facto de a pandemia passar a ser endemia não quer dizer que o vírus tenha desaparecido, quer apenas dizer que o sabemos controlar.

Por outro, existe uma assimetria económica por causa daquele princípio de que o mundo não está todo aberto ao mesmo tempo e não está fechado todo ao mesmo tempo.

Estamos a viver um conjunto de fatores que refletem alguma incerteza sobre o ano de 2022.

Os preços estão a subir e não é só o preço no supermercado. Tudo o que dependa dos preços da energia ou dos combustíveis, obviamente, vai refletir-se no desajustamento entre a oferta e a procura a que o mundo está a assistir.

Até as próprias cadeias de fornecimento e/ou de logística contribuem para isso?
Exato, as cadeias de fornecimento estão interrompidas em muitos casos e os prazos de entrega estão, às vezes, duplicados e os custos anormalmente altos.

Sabemos que não é um fenómeno definitivo, mas, em 2022, ainda teremos que conviver com o impacto destes fatores nas condições da oferta turística.

Na altura, defendia, igualmente, uma cooperação ou aliança entre Estado e setor privado, admitindo ser “determinante” no turismo, bem como “uma estratégia agressiva em termos internacionais”.
Não pode ser de outra maneira. Nós somos uma economia relativamente pequena, muito dependente, como é evidente, das conjunturas externas. É a única maneira de nos desenvolvermos. Não nos podemos fechar. Se nos fecharmos empobrecemos.

Em circunstâncias excecionais valem de muito pouco as receitas de manual, porque elas não são feitas para circunstâncias excecionais.

Para mim o turismo pode começar na fronteira terrestre ou na marítima, mas quando vemos a quantidade de turistas a chegar ao aeroporto, as agências de viagens, as reservas para os hotéis, os rent-a-car, os guias, a restauração que é beneficiária líquida da atividade turística. Ou seja, o mundo que gira à volta do turismo é enorme. Todo ele depende da restauração da confiança quanto à ideia de que se pode estar com mais gente num determinado local. Isso vai avançando.

Há sinais da recuperação do chamado turismo de convenções ou conferências onde sempre achei que Portugal poderia ser competitivo se fizesse o seu trabalho de casa.

Mas há um ponto de interrogação sobre um segmento muito importante: o turismo de negócios.

A pandemia gerou ou não gerou uma alteração estrutural no comportamento das empresas e quadros relativamente a viagens curtas? Portugal tem uma dependência do turismo corporativo mais elevada do que a média europeia. Aí, acho que os sinais de recuperação são mais tímidos. Alguma alteração veio para ficar.

A chamada digitalização ou transformação digital do trabalho?
É um problema de economia de meios, de poupança por parte das empresas. Os quadros poupam tempo e algumas coisas que antes eram feitas presencialmente e com uma viagem, hoje em dia serão menos feitas dessa maneira. Parece-me que alguma alteração estrutural veio para ficar. Há quem diga 20%, há quem diga que é 40%, ninguém sabe.

Mas volto a frisar que o turismo de convenções e conferências é uma das oportunidades absolutamente extraordinárias para um país que tem sol até ao fim de outubro.

O presidente do Turismo de Portugal Luís Araújo, sempre disse que era preciso manter os motores a trabalhar para que, quando fosse dado o tiro de partida, Portugal pudesse estar na linha da frente. Pergunto-lhe se Portugal está, de facto, na linha da frente comparando com os seus mais diretos concorrentes (Espanha, Itália, Grécia, Croácia, França)?
Portugal, sendo um caso genericamente semelhante a todos esses países que citou, tem circunstâncias absolutamente singulares. Os países são o que são e devem desenvolver o seu melhor. Ninguém é competitivo em todos os critérios, mas onde queremos ser competitivos, temos de ter a ambição de estar nos três primeiros da Europa.

Há muitos critérios de competitividade, mas nenhum país vai ser competitivo em todos. Mas se nós, naqueles em que queremos ser competitivos, tivermos a ambição de ser o 1.º, 2.º ou 3.º, tenho a certeza de que o modo de progresso é maior.

É mais fácil dizer no setor público que se liga a chave, do que no setor privado. Uma parte desse setor privado colapsou.

Se conseguirmos vencer as incertezas, se não tivermos hesitações quanto à 3.ª dose da vacinação, conseguiremos. Estamos a achegar ao inverno, período que já nos pregou partidas no passado, e estamos a atrasar-nos na 3.ª dose. Esta está a ser dada somente a pessoas com mais de 65 anos. Ora, a força de trabalho essencial do país está abaixo dessa idade. Temos de nos despachar nessa matéria, ser muito profissionais e, com toda a franqueza, não podemos dar um centímetro de espaço aos negacionismos e teorias da conspiração. Essa gente dá cabo das economias.

Mas disse que parte do setor privado colapsou. Pergunto, voltará a erguer-se?
Uma das grandes vantagens da economia de mercado é que nada se perde, tudo se transforma. De facto, há quem fique para trás, mas nascem outros projetos. Muitas empresas aproveitaram para fazer reestruturações, olharam para o seu modo de funcionar e tentaram melhorá-lo. O setor privado é, neste aspeto, muito mais ágil do que as administrações do Estado.

Gostaria, por exemplo, que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) fosse muito mais orientado para o setor privado, pela simples razão, e não por um critério ideológico, que 80% do emprego e da riqueza criada em Portugal é pelo setor privado.

As (várias) incertezas
Acresce-se a incerteza política que em nada vem ajudar?
Temos um Governo que está em plenitude de funções. Não ponham na cabeça que o Governo caiu ou que está em gestão. Nem caiu, nem está em gestão.

Não é boa ideia para o país defender que o Governo não pode fazer nada, porque senão perdemos um trimestre, pelo menos. E um trimestre tem valor económico.

Como não temos riqueza para perder, não nos podemos dar ao luxo de perder um trimestre ou dois.

Acho que é preciso encontrar um equilíbrio entre o que o Governo deve poder fazer, porque está em funções, e aquilo que não é aconselhável que faça por, não sendo um Governo de gestão, ser em todo o caso um Governo que transita para um futuro Executivo seja ele qual for.

Mas não se deve nem pode defender que a Administração fique parada.

Não nos podemos esquecer que o PRR tem um prazo de execução curto e não podemos andar a deitar trimestres ou semestres pela janela ou que não o executamos em tempo. Não há tempo para prolongamento.

E é preciso não esquecer que isto acontece uma vez, não há segundas nem terceiras hipóteses, não há nenhum tesouro europeu. Apesar das dificuldades próprias do sistema político democrático, temos de ter a noção de que teremos de ser muito eficazes.

Quando falamos de turismo, 2020 e 2021 teve no turismo interno um eixo essencial.
Sim, de facto, ganhámos alguma intensidade no mercado ou turismo interno e eventualmente, alguma dela, não toda, perdure. Não toda, mas alguma.

E temos os mercados de proximidade que, ao contrário, dos transatlânticos assumem uma importância nos tempos mais próximos?
Sabemos, atualmente, do que dependemos. Isso não tem ciência. Se porventura, houvesse uma circunstância em que Reino Unido, Espanha, Alemanha, França estivessem fechados ao mesmo tempo, seria dramático.

Sabemos todos que dependemos desses mercados e que é preciso um esforço enorme para diversificar. Sabemos onde podemos crescer. Onde é? Em mercados que estão a crescer sustentadamente acima do crescimento global e que está a criar novas classes médias.

Incertezas TAP e aeroporto
É impossível falar em turismo, ou melhor, crescimento do turismo em Portugal sem abordar certas e determinadas infraestruturas como, por exemplo, o novo aeroporto para a área de Lisboa?
Não consigo entender a hesitação sobre o novo aeroporto. Sou favorável, como sempre fui, por economia de meios e porque a nossa divida é o que é, à solução Portela +1 e não consigo entender a exaustão de tempo que tudo isto tem demorado.

Naturalmente que agora haverá argumentos para o conforto, com a justificação de que só iremos recuperar em 2023 ou 2024.

Mas o aeroporto não se constrói em um ou dois anos?
Mesmo por isso, não podemos esperar. Sendo evidente que a Portela já estava a atingir um ponto de limite. Pode fazer obras, aumenta-se esse limite …

Há quem diga que esse limite já foi atingido em 2019?
Com as obras aumentaria, porque é sobretudo um problema de espaço para os aviões.

Não temos recursos para fazer um completamente novo, porque isso é muitíssimo mais caro.

Quando fala de novo, refere-se a Alcochete?
Seja o que for, um completamente novo, de raiz. A nossa dívida é quase 135% do PIB e é preciso que tenhamos a noção de que este problema virá ter connosco.

Basta que se verifique uma alteração na economia internacional, tendencial, que já se começa a notar, com os juros a não ficarem a zero nem neutrais.

Sou muito pragmático: preciso de mais infraestrutura aeroportuária? Sim! Tenho capacidade para fazer um aeroporto de raiz, novo? Gostaria de ter, mas não tenho! Há uma hipótese de o fazer? Sim! Então porque não começa?

Acho que o raciocínio é tão lógico que faz confusão.

Acredita nas datas avançadas pelo ‘chairman’ da ANA no Dia Mundial do Turismo ao dizer que teremos aeroporto em 2035 ou 2040?
Isso é estrita responsabilidade do decisor político. Ora decide-se, ora não se decide, ora são os ambientalistas, ora são os municípios, ora são os lobbies, ora são as pressões para que se construa noutro lado e com outros meios.

Sabe que há coisas que são difíceis de decidir, agora a equação é tão evidente: preciso, não tenho meios para fazer um completamente novo, tenho uma hipótese de fazer um que é complementar, era por aí que ia.

Fico baralhado com tudo isto, porque já sou pela solução Portela +1 há muitos anos. Este debate não começou ontem e é evidente que os atrasos têm como consequência aumentar a pressão para um aeroporto completamente novo.

Que vai adiar ainda mais a sua conclusão?
E, sobretudo, olhem para os custos. Somos a 3.ª maior dívida da UE.

Falar de turismo também é falar da TAP. Como vê a solução para a companhia nacional?
Há muitas coisas para além da TAP. O que me preocupa mais no caso do ano turístico que aí vem são os preços.

A aproximação que tenho da realidade é que, por exemplo, em viagens de curta duração de negócios, o preço está a duplicar.

Pessoas vs digital
E saída do capital humano do setor do turismo. Em sua opinião, quem saiu, irá regressar ao setor?
Ainda não voltou toda a gente. O turismo é um setor que em condições normais é crescente. Isto depende muito da resiliência das empresas e também da estabilidade e do prolongamento dos programas de apoio.

Sempre achei que os programas de apoio para o setor do turismo deveriam ser muito mais prolongados que para os outros setores.

A radicalidade do impacto é completamente diferente. Imagine-se o ano económico de um hotel que perde 2/3 dos clientes? O que é que isso significa em termos de recursos humanos, custos de manutenção, etc..

Há dois temas reforçados com a pandemia: sustentabilidade e digitalização. Portugal tem capacidade para se tornar num destino turístico interessante do ponto de vista sustentável aos olhos do turista internacional?
Acho que está entre os que demonstram maior capacidade. Sabe que desconfio muito da retórica dos grupos de protesto. O problema essencial da descarbonização não está na Europa. Saibamos olhar para os dados e em vez de convocar manifestações a protestar contra os europeus, talvez fosse mais útil, interessante e mais verdadeiro protestar com quem tem realmente responsabilidades muito sérias no agravamento na questão do carbono. E onde é que estão essas responsabilidades? Estão essencialmente na China, Índia, em parte ainda nos EUA, embora com melhorias.

Falamos do clima, protestar contra todos e culpar aqueles que mais se esforçaram para melhorar as coisas não me parece razoável. Ora, Portugal está na Europa, é um país que se soubermos proteger o nosso património, se soubermos proteger a nossa memória e a nossa história, se formos muito profissionais na formação dos quadros e dos colaboradores, se toda a gente quiser fazer mais e melhor o seu trabalho, teremos tudo para vencer.

No que diz respeito à digitalização, o maior problema está na Administração Pública. Se se vai investir milhares de milhões de euros na digitalização da Administração Pública, gostaria de ter resposta a uma questão que nunca ouvi ser levantada: e quantos processos é que isso simplificará para o cidadão que é cliente? E quantas pessoas serão necessárias?

A digitalização da Administração Pública é uma verdadeira transformação ou é um upgrade informático? E se é uma verdadeira transformação, têm de me dizer quanto tempo é que isso vai poupar?

O setor das agências de viagens foi um dos mais afetados dentro do todo do turismo?
Sobretudo, porque hoje em dia tem uma concorrência chamada digital.

Que caminho é que este setor terá de tomar?
Terá de ser um caminho paralelo à retoma ou recuperação como um todo, com as suas limitações e vantagens.

Penso que, no final da etapa da transição da pandemia em endemia, as pessoas voltarão a viajar e precisam do turismo. É evidente que algumas empresas terão ficado pelo caminho, outras reestruturaram-se, enfrentam hoje em dia um instrumento poderoso do ponto de vista de concorrência que são as reservas digitais, autónomas do sistema. Mas têm, a meu ver, um ‘plus’ na relação de confiança que não existe noutras alternativas.

É uma questão de confiança e personalização do serviço?
Continuo a reservar as minhas viagens por agência. Sabe porquê? Porque confio nas pessoas, não sei se confio no algoritmo.

E do lado do consumidor, houve ou registar-se-á uma alteração muito profunda?
Depende. O consumidor escolherá sempre a solução que lhe seja mais económica e favorável.

Como as viagens implicam muitas coisas ao mesmo tempo, sobretudo há que não ter surpresas e ter solução para as resolver. E nisso, as agências dão garantias.

Que Portugal teremos a nível turístico no final desta pandemia?
Os dados apontam para uma recuperação em 2023, mas esses dados são voláteis. Gostaria que 2022 já fosse um ano de recuperação completa face a 2019. Provavelmente haverá um défice, mas também é preciso dizer que 2021 teve mais recuperação do que muitos estimavam, sobretudo por causa do último trimestre.

É sempre um problema de expectativas. A transição de uma pandemia para endemia é, em si mesmo, um triunfo. Sei que há muitos críticos do capitalismo, da economia de mercado, dos privados. Mas coloco a seguinte questão: quem é que chegou às vacinas? Foi ou não a indústria privada em conjunto com a ciência pública e privada? Talvez sermos um pouco mais justos também ajudaria.

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Penina Hotel & Golf Resort é ouro na área dos incentivos

Na edição de 2021 dos World Mice Award, que decorreram domingo, o Penina Hotel & Golf Resort foi reconhecido como o melhor hotel em Portugal na área dos incentivos.

O Penina Hotel & Golf Resort, no Algarve, foi distinguido com o prémio de melhor hotel no país na área dos incentivos, na edição de 2021 dos World Mice Awards. 

Trata-se de um evento anual que se destina a premiar, celebrar e reconhecer a excelência na área de MICE (reuniões, incentivos, conferências e exposições), e que visa contribuir para o crescimento, inovação e melhores práticas numa escala global neste segmento específico. 

A unidade de 5 estrelas foi reconhecida pelas suas caraterísticas e beleza, mas também pela capacidade de garantir a qualidade dos incentivos ir mais além e proporcionar a realização de eventos originais em espaços diferentes como é o caso dos eventos na praia, clínicas de golfe, cooking classes entre outros. 

O diretor Regional de Vendas da JJW Portugal, Pedro García e Costa, realçou o grande crescimento que o hotel tem sentido no segmento de incentivos “com as empresas a mostrarem a necessidade de fazer eventos diferentes, juntando equipas que estiveram a trabalhar de casa durante os meses da pandemia” 

O responsável disse ainda que a unidade algarvia já fez alguns eventos neste último trimestre e tem um primeiro semestre que já mostra sinais de retoma, com volume de reservas, neste segmento, a ficar muito próximo do de 2019. 

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Rota Vicentina promove curso para guias turísticos locais

A Associação Rota Vicentina vai promover uma formação que pretende capacitar guias turísticos para a região da Costa Alentejana e Vicentina.

A Associação Rota Vicentina vai promover, no início do próximo ano, uma formação que pretende capacitar guias turísticos para a região da Costa Alentejana e Vicentina.

A iniciativa “Turismo Responsável na Rota Vicentina: Curso para Guias Locais”, inspirada no manual de boas práticas sobre a identidade do território, nasceu, segundo a Associação, da vontade de qualificar, em especial os mais jovens, para a criação de uma oferta local de serviços de guia que propicie experiências turísticas mais responsáveis, de maior proximidade com as comunidades, de absorção dos valores culturais distintivos da região e com pegadas ambientais reduzidas.

A participação nesta formação é gratuita, terá a duração de 12 dias, e vai decorrer dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2022, contando com sessões presenciais e online, bem como várias saídas de campo, totalizando 77 horas dedicadas à interpretação e valorização do Património Cultural e Natural da Costa Alentejana e Vicentina. Existem apenas 10 vagas e as inscrições decorrem até ao fim do ano, no site oficial da Rota Vicentina. 

O guia terá a oportunidade de apresentar, no final do curso, um programa turístico desenhado por si na 2ª edição Semana ID, evento promovido pela Associação na primavera de 2022.

 

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Solférias reforça Tunísia com várias operações especiais

A Solférias reforça a sua aposta no destino Tunísia com diversas operações especiais programadas para o próximo ano, nomeadamente para Djerba e Monastir.

A Solférias reforça a sua aposta no destino Tunísia com diversas operações especiais programadas para o próximo ano, nomeadamente para Djerba e Monastir, com partidas não só de Lisboa como do Porto. 

Assim, e em colaboração com alguns dos seus parceiros, o operador turístico disponibiliza desde já a sua oferta para 2022 em voos Nouvelair, para duas datas tradicionalmente chave nas deslocações de férias dos portugueses, que são a Páscoa e verão. 

A preços desde 591 euros por pessoa em quarto duplo e em regime de meia pensão, a operação especial Páscoa do próximo ano inclui duas partidas de Lisboa aos sábados, nos dias 02 e 09 de abril, para Djerba. 

A operação especial verão 2022 para Djerba inclui voos de Lisboa e do Porto, com saídas aos sábados, de 04 de junho a 10 de setembro (última partida). O pacote tem o valor desde 591 euros por pessoa em quarto duplo e modalidade do tudo incluído. Igualmente, para as férias de verão em Monastir, a Solférias vai realizar saídas de Lisboa e do Porto, todas as segundas-feiras, com a operação a decorrer entre 3 de junho a 05 de setembro (última partida), com preços a partir de 540 euros por pessoa em regime do tudo incluído 

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Destinos

Embratur quer atrair mais turistas para o interior do Brasil

A Embratur está a promover novos destinos e atrações culturais, históricas e naturais mais acessíveis do interior do Brasil com o objetivo de atrair mais turistas. 

A Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo está a promover novos destinos e atrações culturais, históricas e naturais mais acessíveis do interior do Brasil com o objetivo de atrair mais turistas.

“O interior do Brasil está repleto de destinos bonitos, cheios de natureza e de paz – elementos que sabemos que os turistas têm procurado mais, muito em parte devido à pandemia”, explica Carlos Brito, presidente da Embratur, para destacar que “nestes destinos, que acabam sempre por ser mais económicos e acessíveis financeiramente, é possível receber famílias, casais e turistas vindos de todo o mundo”. 

A Embratur reuniu, assim, cinco sugestões de destinos, roteiros, atividades e atrações turísticas, com informação útil, que se podem descobrir no interior do território brasileiro, nomeadamente no Estado de Minas Gerais, como Inhotim, com o seu museu de arte contemporânea e Jardim Botânico; a Estada Real, a maior rota turística do Brasil, com os mais de 1.600km de extensão; e as cidades de Ouro Preto, Diamantina e Congonhas. 

 

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Alojamento

Revive: Consórcio AGNT ganha concessão da Casa do Outeiro

O consórcio AGNT ganhou a concessão para a reabilitação e exploração turística da Casa do Outeiro, em Paredes de Coura, cujo contrato foi assinado na semana passada.   

O consórcio AGNT – Gestão e Mediação, Lda. – ganhou a concessão, válida por um período de 50 anos, para a reabilitação e exploração turística da Casa do Outeiro, em Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, cujo contrato foi assinado na semana passada.   

A cerimónia contou com a presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, do presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vítor Paulo Pereira, e do representante do consórcio vencedor, Marcelo Murta. 

O investidor privado prevê aplicar cerca de três milhões de euros num espaço que inclui alojamento e componente cultural, com início de exploração previsto para 2023. O concessionário obriga-se, ainda, a pagar ao Estado uma renda anual de 19.801 euros pela concessão. 

O projeto é para construir no local uma pousada diferente de todas as outras. “Nós temos referido uma pousada rural de alto padrão, mas que não se limite somente ao alojamento. Queremos que tenha também uma dinamização do espaço envolvente. Queremos ser um espaço que seja próximo à agenda cultural do concelho”, disse Marcelo Murta, representante do consórcio, que justificou o interesse na Casa do Outeiro com a proximidade a Espanha, ao Caminho de Santiago de Compostela e ao Parque Nacional da Peneda-Gerês.  

Este solar, enquadrado em meio rural, em Agualonga, é uma construção de tipologia seiscentista, ladeada de capela, e que combina modelos de raízes erudita e popular, em que sobressaem os cunhais, cimalhas, molduras e ornamentos em granito. 

Apresentando um amplo corpo de construção de diferentes épocas, a sua arquitetura vagueia pelo maneirismo, pelo barroco, e numa fase mais tardia, pelas linhas simples e direitas de finais do século XIX. 

Revive em velocidade de cruzeiro

O Programa Revive foi lançado em 2016/2017 com 33 imóveis, tendo sido integrados 16 novos imóveis numa segunda fase do programa em 2019 e, em junho de 2021, foram integrados dois novos imóveis de um terceiro lote que deverá ser totalmente anunciado em breve. 

De acordo com comunicação do Turismo de Portugal, até ao momento foram lançados concursos para a concessão de 24 imóveis no Revive, tendo sido adjudicadas 20 concessões, que representam um investimento total estimado em cerca de 149,5 milhões de euros e rendas anuais na ordem dos 2,5 milhões de euros. 

Dois dos imóveis concessionados estão já recuperados e em exploração como unidades hoteleiras (Convento de S. Paulo, em Elvas e Coudelaria de Alter, em Alter do Chão), encontrando-se vários outros projetos em processo de licenciamento ou execução de obra. 

Atualmente, está a decorrer o concurso para concessão do Hotel Turismo da Guarda, prevendo-se que seja relançado em breve o concurso para concessão do Colégio de S. Fiel, em Castelo Branco, e lançados novos concursos para concessão dos Fortes de S. João da Cadaveira e de S. Pedro, em Cascais. 

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, citada pelo comunicado, salienta que “estes números são evidências bem claras, não só do grande interesse por parte dos privados na recuperação e valorização destes imóveis localizados em espaços únicos que dispõem de um elevado potencial de atração turística, mas também da confiança dos agentes na estratégia que estamos a seguir, bem como no futuro do setor, crucial para o desenvolvimento económico e social do país”. 

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Destinos

OMS diz que risco global da Ómicron é “muito alto” e Japão fecha

A nova variante da COVID-19 está sob escrutínio de todas as entidades mundiais. Para a OMS, esta nova variante possui um risco “muito alto”. Entretanto, o Japão é dos mais recentes a fechar fronteiras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou este domingo, 28 de novembro, que o risco global representado pela nova variante Ómicron do coronavírus é “muito alto”.

Num relatório sobre esta nova variante do SARS-CoV-2, a OMS admite que “pode haver novas vagas de COVID-19 com consequências graves, dependendo de muitos fatores, como os locais onde essas ondas ocorrem”, acrescenta.

Neste momento, a OMS refere estar a coordenar um grande número de investigadores “para conhecer melhor o Omicron”, indicando que os estudos atualmente em andamento, em breve, “incluirão avaliações de transmissibilidade, gravidade da infeção (incluindo sintomas), desempenho de vacinas e testes de diagnóstico e eficácia dos tratamentos”.

O Japão foi um dos mais recentes países a anunciar que vai fechar as fronteiras a todos os visitantes estrangeiros devido à variante Omicron da COVID-19, três semanas após ter flexibilizado algumas restrições para permitir a entrada de viajantes de negócios e estudantes.

“Proibiremos todas as (novas) entradas de estrangeiros de todo o mundo a partir de 30 de novembro”, disse o primeiro-ministro nipónico, Fumio Kishida.

Relativamente aos japoneses que regressam de nove países da África Austral e de países onde foram relatadas infeções com a nova variante terão de ser submetidos a “medidas rigorosas de isolamento de acordo com os riscos”, disse Kishida.

O Japão, que tem tido restrições fronteiriças desde o início da pandemia, facilitou as medidas para viajantes de negócios, estudantes e estagiários estrangeiros no início de novembro, mas continua fechado aos turistas.

O governo japonês anunciou na sexta-feira que iria prolongar a quarentena hoteleira para dez dias para os visitantes do Botswana, Eswatini, Lesoto, Namíbia, África do Sul e Zimbabué que chegassem ao Japão, estendendo a medida agora a visitantes que chegavam do Malawi, Moçambique e Zâmbia.

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Emprego e Formação

Les Roches e Glion procuram jovens portugueses interessados em formação internacional

As escolas de Hospitality Management – Glion e Les Roches promovem, em Lisboa e Cascais, encontros personalizados para jovens interessados em formação internacional. 

As escolas de Hospitality Management – Glion e Les Roches promovem, em Lisboa e Cascais, encontros personalizados para jovens interessados em formação internacional. 

Estes encontros one-to-one têm como objetivo apresentar as várias ofertas formativas assim como o panorama dos serviços destas instituições e a vida no campus, de forma que os jovens portugueses que pretendem dar continuidade internacional ao seu percurso académico fiquem com um conhecimento mais aprofundado destas escolas. 

As sessões decorrem nos dias 02 e 03 entre as 14h00 e as 18h00 no Hotel Cascais Miragem, e nos dias 06 e 07, no mesmo horário, no Hotel Ritz em Lisboa.

 Os encontros individuais, onde os potenciais candidatos podem obter todas as informações necessárias sobre o funcionamento das escolas, o método de ensino, as oportunidades de carreira e também esclarecer eventuais dúvidas. têm a duração de aproximadamente uma hora e devem ser agendados através do e-mail [email protected]

A Glion e a Les Roches procuram em Portugal alunos com um perfil internacional, que gostem de viajar, tenham bom nível de Inglês e interesse pela indústria hoteleira e os seus desafios atuais. Os processos de admissão já estão a decorrer e há vagas disponíveis nos vários campus da Suíça, Espanha e China. 

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Destinos

El Corte Inglés cria espaço para clientes turistas para devolução imediata do ‘Tax Free’

O “Tax Free Lounge” do El Corte Inglés possui uma máquina de reembolso da Global Blue para que o cliente com acesso a “tax free” possa aceder antecipadamente ao IVA das suas compras, de forma mais rápida e cómoda, evitando este processo no aeroporto..

O El Corte Inglés inaugurou recentemente um novíssimo espaço “International Desk” nos Grandes Armazéns de Lisboa, com serviço premium personalizado e cuja principal novidade é a possibilidade de os turistas receberem de imediato a devolução do IVA após as suas compras.

No “Tax Free Lounge”, existe uma máquina de reembolso da Global Blue para que o cliente com acesso a “tax free” possa aceder antecipadamente ao IVA das suas compras, de forma mais rápida e cómoda, evitando este processo no aeroporto.

Esta máquina permite o reembolso imediato de qualquer compra feita no El Corte Inglés ou noutro estabelecimento comercial em Portugal, podendo ser efetuado em dinheiro, cartão de crédito ou Alipay, sendo valido apenas para quem pretender sair da União Europeia, a partir de Portugal, num prazo máximo de 21 dias após as suas compras.

Apesar da devolução antecipada do IVA, o El Corte Inglés informa que “o cliente necessita à mesma de obter a validação do ‘Tax Free’ junto da alfândega no aeroporto”.

Este novo espaço, com gabinetes privados, dispõe de equipas multilíngues para um atendimento personalizado a clientes estrangeiros e ainda serviço de “Personal Shopper” para acompanhar os turistas nas suas compras.

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