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Desafios de toda a África em debate

A Africa’s Travel Indaba, uma das maiores feiras de turismo da África do Sul, levou a debate alguns dos principais desafios que impedem o crescimento turístico do país e de todo o continente africano: os vistos turísticos e a reduzida oferta de voos. No final, ficou a certeza de que é preciso fazer mais para resolver problemas antigos, que tardam em conhecer solução.

Inês de Matos
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Desafios de toda a África em debate

A Africa’s Travel Indaba, uma das maiores feiras de turismo da África do Sul, levou a debate alguns dos principais desafios que impedem o crescimento turístico do país e de todo o continente africano: os vistos turísticos e a reduzida oferta de voos. No final, ficou a certeza de que é preciso fazer mais para resolver problemas antigos, que tardam em conhecer solução.

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No cargo de ministra do Turismo da África do Sul desde março, foi com uma conversa com Patricia De Lille que Richard Quest, o conhecido jornalista da CNN, abriu o debate sobre o futuro do turismo africano, na última edição da Africa’s Travel Indaba, uma das maiores feiras de turismo da África do Sul, que decorreu em Durban.

Por isso, ninguém se admirou que o debate tenha começado pelos problemas que dizem respeito ao turismo sul-africano, aos quais Patricia De Lille garante estar a dar resposta, começando por mudar os protagonistas mas também a estratégia que tem guiado o turismo do país. “Aceitei ser ministra do turismo porque é uma oportunidade para limpar o turismo sul-africano. E isso é exatamente o que está a ser feito”, garantiu a governante, que chegou ao cargo depois de um escândalo que envolvia o investimento por parte do Turismo da África do Sul de muitos milhões de dólares no patrocínio de um clube de futebol inglês, num negócio que enraiveceu o país, ainda a braços com a recuperação pós-Covid e que cronicamente se queixa da falta de verbas para promoção.

Depois de anos a ganhar credibilidade como autarca da Cidade do Cabo, Patricia De Lille foi escolhida para pôr ordem na casa e levar o turismo sul-africano a um patamar superior. Para isso, pede a colaboração do setor privado e garante que está a trabalhar para resolver alguns dos seus problemas, como a atribuição de licenças. “Há muitos operadores turísticos que precisam de licenças para operar mas o governo demora uma eternidade para lhes conceder essas licenças. Isso é algo que já desbloqueámos”, garantiu.

Este é um país lindo, é um continente lindo, mas o mundo não sabe nada sobre nós, somos nós que temos de ir lá fora vender este país e este continente”, Patricia De Lille, ministra do Turismo da África do Sul

Por enquanto, Patricia De Lille diz estar concentrada na recuperação económica e turística da África do Sul, país que foi fortemente afetado pela COVID-19, mas mostra-se ambiciosa e diz que pretende “elevar o perfil” do turismo sul-africano, assim como o seu orçamento. “Este é um país lindo, é um continente lindo, mas o mundo não sabe nada sobre nós, somos nós que temos de ir lá fora vender este país e este continente”, acrescentou, defendendo a necessidade de “aumentar o reconhecimento da marca” turística sul-africana.

Vistos continuam a ser problema
O aumento de notoriedade da marca turística da África do Sul é, por isso, uma das prioridades da ministra, mas não é a única, uma vez que, segundo a governante, o presidente sul-africano também traçou a agilização de vistos turísticos como uma das prioridades para o mandato de Patricia De Lille. “Muitos países já estão cobertos pelo e-visa, em que o turista pode pedir o visto desde o conforto da sua casa. Estou a instar todos os países africanos para que cheguem a uma visão homogénea no regime dos vistos para que os africanos se possam movimentar livremente por todo o continente”, explicou a governante, revelando que está a trabalhar com todo o governo sul-africano e com 20 outros países africanos para tornar realidade esta intenção. “Acredito que se as pessoas se puderem candidatar online, tudo vai ser mais rápido”, afirmou Patricia De Lille, defendendo ainda o reforço dos recursos humanos para processar os pedidos, uma vez que, atualmente, “essa verificação demora demasiado”.

A questão dos vistos é, aliás, um problema comum a praticamente todo o continente africano, como ficou patente no debate que se gerou de seguida e que contou também com a participação de George Mothema, CEO of the Board of Airlines Representatives of Southern Africa; Blacky Komani, Chair of the Tourism Council of South Africa; e Elcia Grandcourt, Regional Director da Organização Mundial do Turismo (OMT).

Depois das respostas de Patricia De Lille, Richard Quest quis saber porque não adota a África do Sul, assim como o continente africano, um sistema que facilite a atribuição de vistos a quem já possua outros tipos de vistos, como o ESTA, nos EUA, ou o visto não Shengen, na União Europeia, aproveitando o facto da verificação de segurança já ter sido realizada para acelerar o processo. “Tenho de concordar consigo, se quem já tem esses vistos já foi verificado, porque precisa de outro visto para vir à África do Sul?”, questionou Blacky Komani, que acredita, no entanto, que a ministra sul-africana vai ser capaz de levar o processo a bom-porto.

Opinião idêntica manifestou George Mothema, que defendeu que esta é uma das principais razões que levam as companhias aéreas a hesitar em voar para África. “As companhias não querem voar para cá por isso. Poderiam ter muito mais passageiros mas não têm porque as pessoas não têm acesso aos vistos”, denunciou, concordando que o principal travão ao avanço da medida continua a residir nas preocupações de segurança dos vários países, num ponto que foi ainda reforçado por Elcia Grandcourt, que sugere, no entanto, que os países mais atrasados olhem para o que os outros estão a fazer. “Há países que não exigem visto e, por isso, se olharmos para o que está a ser feito em todo o continente, podemos ter uma ideia do que está a funcionar ou não. Não precisamos de inventar novamente a roda, mas temos de avançar e facilitar, envolvendo os diferentes ministérios e partes interessadas”, afirmou.

As companhias não querem voar para cá por isso. Poderiam ter muito mais passageiros mas não têm porque as pessoas não têm acesso aos vistos”, George Mothema, Board of Airlines Representatives of Southern Africa

Voos e o sonho adiado do mercado único africano
Apesar da demora na atribuição de vistos ser um problema que continua a atrasar o desenvolvimento turístico da África do Sul e do continente africano, este debate mostrou que este está longe de ser o único, já que África continua a ser uma das regiões do mundo com menor oferta de voos e onde o mercado único de aviação continua a ser uma miragem.

“Continuamos a falar da criação de um mercado africano único de aviação, mas precisamos avançar nessa questão, que data de 1998 ou 1999”, denunciou George Mothema.

De acordo com o responsável, há muito que as companhias aéreas africanas colaboram com a ICAO – Organização Internacional da Aviação Civil nesta questão, o que tem dado poucos mas alguns frutos. “África está a dar passos rumo a esse caminho, ainda ontem o ministro de Moçambique disse que o país já avançou para os vistos online. Portanto, lentamente, estamos a ver que os países começam a perceber a importância de se abrirem e de facilitarem a entrada de visitantes, é isso que ajuda ao desenvolvimento do turismo”, lembrou, explicando que também a OMT “está a tomar as rédeas desta questão e a liderar os passos necessários para implementar esse mercado único em África”.

Richard Quest lembrou também que tem sido essa falta de colaboração entre os vários países africanos que tem impedido a criação de um céu aberto em África e de uma companhia aérea pan-africana, capaz de voar para todo o continente, numa opinião partilhada por George Mothema, que defende que é necessário “continuar a trabalhar afincadamente para abrir os céus em África”, até porque, acrescentou Patricia De Lille, não é fácil lidar com a fragmentação que ainda existe. “Temos de lidar com a fragmentação, até na África do Sul temos províncias a fazer coisas diferentes”, lamentou a governante, que acredita, no entanto, no potencial do continente africano. “África é um mercado em crescimento e uma companhia aérea olha para o crescimento antes de decidir começar a voar para um destino”, lembrou, defendendo que é preciso “convencer as companhias a voar” para os países africanos.

Temos de olhar de forma diferente para cada país, porque cada um tem diferentes níveis de desenvolvimento. Não podemos comparar a África do Sul com países que ainda estão no início do seu desenvolvimento turístico”, Elcia Grandcourt, OMT

E o protecionismo? Para Richard Quest este é um dos problemas que levam a que as companhias hesitem em voar para África, uma vez que a “primeira coisa em que os países pensam é em proteger o seu próprio mercado”. “Tem razão, por isso concordei consigo quando disse que não estamos a dar um tiro no pé, estamos a dar tiros nos dois pés. Precisamos de olhar para estes problemas que infligimos a nós próprios e corrigi-los para nos podermos mostrar ao resto do mundo”, admitiu a ministra.

Mais critico mostrou-se George Mothema, para quem o protecionismo que existem em África “limita o número de companhias aéreas e dita preços mais altos”. “Essa é uma das razões pelas quais defendemos a abertura dos céus em África, também para garantir que existe uma competição saudável e que mais companhias entram no mercado, o que vai criar preços mais convidativos”, explicou, defendendo que “o céu aberto deve ser uma realidade porque vai permitir que as companhias aéreas entrem e participem no mercado africano”.

Richard Quest quis, depois, saber se os participantes concordariam com a criação de um mercado único africano semelhante ao europeu, em que as companhias aéreas podem realizar voos entre os vários países, numa ideia com a qual George Mothema, enquanto representante das companhias aéreas que operam na África do Sul, disse estar “totalmente de acordo”.

Já Blacky Komani preferiu abordar a perspetiva dos consumidores, defendendo que é preciso encontrar um modelo que sirva as necessidades dos consumidores, o que, segundo Richard Quest, não serve de desculpa, uma vez que, se as decisões tivessem em conta as necessidades dos consumidores, a questão do mercado único africano já teria sido resolvida.

Como resolver a discórdia que existe?
Os problemas são muitos e variados, mas há atores que têm força para impulsionar a sua resolução, a exemplo da OMT. Por isso, o moderador deste debate perguntou, de seguida, a Elcia Grandcourt que papel pode este órgão das Nações Unidas desempenhar para que se encontrem soluções. “O nosso papel enquanto OMT é pressionar e encorajar a sua resolução, mas, ao mesmo tempo, continuamos a ver que é necessário trabalhar com estes países nas suas estratégias, este é o tipo de apoio que podemos trazer”, explicou a responsável, defendendo ainda o envolvimento da União Africana como forma de acelerar a resolução destas questões, apesar de considerar que o grande problema se encontra no facto de os países africanos estarem em diferentes níveis de desenvolvimento turístico. “Temos de olhar de forma diferente para cada país, porque cada um tem diferentes níveis de desenvolvimento. Não podemos comparar a África do Sul com países que ainda estão no início do seu desenvolvimento turístico”, lembrou Elcia Grandcourt.

Se quem já tem esses vistos [ESTA ou não Schengen] já foi verificado, porque precisa de outro visto para vir à África do Sul?”, Blacky Komani, Tourism Council of South Africa

Certo, mas também não é preciso seguir o ritmo do mais lento, acrescentou Richard Quest, num comentário que mereceu a concordância do painel, a exemplo de George Mothema, que pediu liberdade para que as “companhias aéreas possam chegar a um determinado destino e realizar conexões para outros destinos”.

Já Patricia De Lille lembrou que apesar de lentos, a África do Sul tem feito progressos na atração das companhias aéreas, como prova a operação da United Airlines que permitiu levar diretamente Richard Quest dos EUA até à Africa do Sul. “Precisamos reconhecer o progresso que já fizemos. O Richard pôde voar para a África do Sul diretamente dos EUA, com a United Airlines. Isso é progresso que alcançámos nos últimos 20 anos. Atualmente, é possível voar desde 50 destinos diretamente para a África do Sul, para a Cidade do Cabo e Joanesburgo. Nos últimos cinco anos, temos voos diretos, portanto, temos progresso e isso permite que os passageiros tenham ligações mais convenientes”, explicou, considerando, por isso, que “há uma melhoria” na oferta.

Mas a governante diz também ser “a primeira a reconhecer que é preciso fazer mais para crescer” e, por isso, comprometeu-se a continuar a trabalhar para que, na próxima Africa’s Travel Indaba seja possível apresentar boas notícias. “Quando voltarmos para a próxima Indaba, é importante mostrar o que alcançámos e os problemas que conseguimos resolver”, disse, considerando que o país tem “negligenciado o setor do turismo” mas que isso está a mudar, uma vez que este setor traz oportunidades não apenas para as grandes cidades, mas também para as pequenas localidades e regiões mais desconhecidas da África do Sul. “Há muitas oportunidades para o mercado doméstico mas também para o internacional. Temos destinos e alojamentos fantásticos mas que continuam à espera da chegada dos turistas”, concluiu.

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Etihad Airways reforça ligações para Lisboa a partir de outubro

Entre 27 de outubro de 2024 a 29 de março de 2025, a Etihad Airways vai operar mais dois voos por semana entre Lisboa e Abu Dhabi, passando a um total de seis ligações semanais.

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A Etihad Airways vai passar a contar com seis voos por semana na rota Abu Dhabi – Lisboa, num reforço que, segundo a companhia aérea, vai vigorar entre 27 de outubro de 2024 a 29 de março de 2025.

Numa nota informativa enviada à imprensa, a Etihad Airways adianta que os novos voos vão ser operados às segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domingos, num aparelho Boeing 789-9 Dreamliner.

“Temos o prazer de anunciar que iremos aumentar a frequência na rota Abu Dhabi – Lisboa para seis voos semanais”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea.

As novas ligações partem de Lisboa pelas 08h35 e chegam a Abu Dhabi às 19h45, enquanto o regresso à capital portuguesa está previsto para as 02h35, chegando a Lisboa às 07h15.

Os novos voos da Etihad Airways vão estar disponíveis para aquisição nos GDS a partir da próxima quinta-feira, 20 de junho.

 

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Azores Airlines já inaugurou voos entre EUA, Canadá e Porto

Todas as operações contam com um voo por semana em cada sentido, contribuindo para aproximar o Porto dos EUA e do Canadá.

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A Azores Airlines já inaugurou os novos voos diretos entre Nova Iorque, Boston, Toronto e a cidade do Porto, operações que contam com um voo por semana em cada sentido e que, segundo o Grupo SATA, vêm aproximar o Porto dos EUA e do Canadá.

“Esta operação aérea direta vem reforçar a oferta de voos à partida do Porto e da América do Norte, destinos para os quais a Azores Airlines já voa há mais de duas décadas e onde tem crescido consistentemente. Cremos que a cidade do Porto e a toda a Região Norte, têm argumentos singularmente atrativos para o segmento turístico, mas igualmente importantes para o segmento business ou, ainda, o segmento friends&relatives”, salienta Graça Silva, diretora de Vendas, marketing e comunicação do Grupo SATA.

As partidas de Nova Iorque decorrem aos domingos, enquanto o voo de regresso aos EUA acontece às quintas-feiras, sendo que, no caso das partidas de Boston as saídas são às quartas-feiras, com o regresso a decorrer na terça-feira. Já as partidas para Toronto têm lugar aos sábados, com regresso na sexta-feira.

“Com esta operação direta promovida pela Azores Airlines, a Região Norte e, em particular, a cidade do Porto, estão agora mais perto das icónicas cidades de Boston, Nova Iorque e Toronto, importantes centros de negócio e de confluência de tráfego”, considera a companhia aérea do Grupo SATA.

Além destes voos para a América do Norte, a Azores Airlines lembra que oferece também 24 ligações semanais entre o Porto e os Açores (Ponta Delgada e Terceira), que permitem ligação para Boston, Nova Iorque, Cabo Verde (Praia), Toronto e Montreal, via Ponta Delgada.

 

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Costa Cruzeiros já usa energia elétrica no porto de Kiel

O Costa Diadema foi o primeiro navio da Costa Cruzeiros a usar este tipo de ligação em Kiel, Alemanha, o que aconteceu pela primeira vez no passado dia 7 de junho.

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A Costa Cruzeiros já está a usar a ligação elétrica em terra no porto de Kiel, na Alemanha, tendo o Costa Diadema sido o primeiro navio da companhia de cruzeiros a usar este tipo de ligação, no passado dia 7 de junho, informou a Costa Cruzeiros.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia de cruzeiros explica que a ligação à energia elétrica aconteceu no terminal de cruzeiros de Ostuferhafen, em Kiel, Alemanha, depois dos testes de integração realizados nas últimas semanas terem sido concluídos.

“O Costa Diadema conseguiu ser totalmente alimentado a partir do sistema de energia em terra do terminal de cruzeiros de Ostuferhafen, que forneceu a energia necessária para todos os serviços e necessidades a bordo enquanto este esteve atracado. Desta forma, o navio pôde desligar os seus motores, eliminando as emissões diretas para a atmosfera”, explica a Costa Cruzeiros.

O navio vai continuar a ligar-se à eletricidade em terra ao longo de todo o verão, o que inclui um total de 16 escalas em Kiel, porto que está incluído num itinerário para visitar os fiordes da Noruega e que vai ser realizado até 19 de setembro.

“A estreia da energia elétrica em terra na nossa frota é mais um passo no nosso caminho para a descarbonização. Este importante resultado para a Costa foi alcançado graças à cooperação com o Porto de Kiel. Estamos totalmente empenhados em melhorar continuamente o desempenho ambiental dos nossos navios, tanto quando navegam como quando estão atracados”, congratula-se Mario Zanetti, presidente da Costa Cruzeiros.

Recorde-se que a Costa Cruzeiros tem o objetivo de contar com uma frota com zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa até 2050, motivo pelo qual está a trabalhar para melhorar a sua eficiência energética.

 

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Rede Expressos vai reforçar ligações europeias diretas ao Algarve

É já a partir do próximo mês de julho que a Rede Expressos vais disponibilizar ligações diretas de Rennes, Nantes, Bruxelas e Zurique ao Algarve. O operador decidiu também incluir carreiras gratuitas na rede regional VAMUS a todos os portadores de bilhetes Expresso com destino e origem no Algarve.

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O Algarve é uma região turística que gera grandes fluxos de pessoas durante o verão pelo que a Rede Expressos decidiu avançar com novas ligações regulares entre a região e várias cidades europeias, designadamente Rennes, Nantes, Bruxelas e Zurique, com início a 2 de julho.

Tendo em atenção os muitos passageiros que se deslocam para a região algarvia, a Rede Expressos decidiu, ainda, manter uma campanha promocional de tarifas a 3,95 euros e permitir que os detentores de bilhetes Expresso possam também viajar gratuitamente na rede regional VAMUS Algarve, de forma a melhorarem a sua mobilidade local durante o período de férias.

Os novos destinos da Rede Expressos com origem e destino o Algarve serão realizados três vezes por semana, em ambos os sentidos, sendo Nantes, Zurique e Bruxelas diurnos e Rennes noturno. As paragens no Algarve cobrem as cidades de Lagos, Portimão, Albufeira, Faro e Faro Aeroporto bem como Tavira.

Refira-se que a Rede Expressos já proporcionava serviços diretos, a partir de 49 euros, de e para o Algarve com as cidades espanholas de Madrid, Barcelona e Córdoba, bem como a Lyon e Suíça.

O transporte de passageiros por autocarro para Espanha e França tem vindo a aumentar significativamente, com a Rede Expressos a anunciar aumentos superiores a 20% entre março e maio, comparativamente com o período homólogo do ano passado. As previsões para o verão apontam já para um aumento de mais de 50% dos passageiros, bem como reforço de 39% dos serviços internacionais.

 

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Bolieiro contra taxa turística regional

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, que recebeu em audiência, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), Mário Fortuna, manifestou a sua oposição à implementação de uma taxa turística regional.

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Após reflexão conjunta com a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), a Associação da Hotelaria Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e a Associação de Alojamento Local dos Açores (ALA), o Presidente do Governo Regional dos Açores, manifestou a sua oposição à implementação de uma taxa turística regional.

No encontro que manteve com o presidente da CCIPD, José Manuel Bolieiro sublinhou ainda a importância de manter a competência nos municípios da criação de taxas turísticas, considerando que esta matéria deve ser concretizada pelo poder local e alinhada com a competitividade territorial, avança notícia publicada na página oficial do Governo Regional.

“Esta matéria deve ser concretizada por via do poder local e da competitividade territorial. O Governo dos Açores é claro e objetivo, não considera oportuno nem adequado a criação de uma taxa turística regional”, frisa José Manuel Bolieiro, de acordo com a mesma notícia.

O Presidente do Governo reafirmou ainda o compromisso de trabalhar em conjunto com as entidades representativas do setor turístico e económico para promover o desenvolvimento sustentável dos Açores, sem onerar os visitantes ou comprometer a competitividade do destino.

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Azores Stopover eleito um dos melhores para este verão

O Stopover da Azores Airlines, denominado “Azores Stopover”, foi eleito como um dos 10 programas stopover a não perder este verão pela publicação internacional Business Traveler.

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O Stopover da Azores Airlines, denominado “Azores Stopover”, foi eleito como um dos 10 programas stopover a não perder este verão pela publicação internacional Business Traveler, informou o Grupo SATA, em comunicado.

Segundo a companhia aérea do grupo de aviação açoriano que realiza voos internacionais, este programa “oferece a possibilidade de incluir, na ida, na volta ou em ambos os sentidos de uma viagem entre a América do Norte e a Europa ou entre a Europa e a América do Norte, uma paragem intermédia até sete dias no arquipélago dos Açores, antes de prosseguir até ao destino final”.

“O programa “Azores Stopover” é potenciado pela localização estratégica da Azores Airlines entre a América do Norte e o continente Europeu, oferecendo aos nossos passageiros a possibilidade de conhecer este local mágico e absolutamente imperdível, que são os Açores, entre o seu ponto de partida e o seu ponto de chegada”, destaca Graça Silva, diretora de Vendas, Marketing e Comunicação do Grupo SATA.

Além do Stopover da Azores Airlines, a publicação considerou que também os programas semelhantes das companhia aéreas Copa Airlines (Panamá), Icelandair (Islândia), Turkish Airlines (Turquia), Ethiad Airways (Emirados Árabes Unidos), Iberia (Espanha), TAP Air Portugal, Japan Airlines (Japão), Singapore Airlines (Singapura) e Fiji Airways (Fiji) estão entre os melhores para este verão.

Recorde-se que a Business Traveler é uma publicação norte-americana disponibilizada em mais de 90 aeroportos dos EUA e divulgada na ReachTV, a maior estação de televisão aeroportuária a ser emitida em portas de embarque, bares e restaurantes de aeroportos, principais lounges de companhias aéreas, bem como em 400.000 quartos de hotel.

Mais informações sobre o Azores Stopover podem ser consultadas aqui.

 

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Living Tours lança experiências personalizadas em Portugal e Espanha

As experiências exclusivas da Living Tours para viajantes que procuram descobrir Portugal e Espanha são garantidas pela Living Private Tours, uma das mais recentes áreas de negócio especializadas do grupo.

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A Living Tours anunciou o lançamento de experiências de viagens personalizadas e exclusivas para viajantes que procuram descobrir Portugal e Espanha de uma forma mais próxima e que são garantidas pela Living Private Tours, uma das mais recentes áreas de negócio especializadas do grupo.

“O investimento no segmento de experiências privadas resulta da cada vez mais exigente procura de mercado que coloca como prioridade a imersão completa na cultura e na história de cada destino. Em resposta, apresentámos uma solução que combina o conhecimento local com serviços de alta qualidade para criar itinerários selecionados e à medida das preferências individuais de cada cliente”, explica Rui Terroso, CEO e fundador da Living Tours.

Estas experiências personalizadas incluem desde passeios privados a experiências gastronómicas e procuram também promover o turismo sustentável e responsável de cada região.

A Living Tours explica que a experiência tailor-made está sobretudo voltada para os grandes pontos de atração turística nacionais, nomeadamente Porto, Região do Douro e Lisboa, ainda que esteja também disponível um pouco por todo o país.

A Norte, acrescenta a Living Tours, a proposta passa pela ligação à gastronomia e ao vinho com propostas que percorrem restaurantes com estrela Michelin e as paisagens das regiões de Peso da Régua, Pinhão e Sabrosa, enquanto a partir da capital portuguesa estão reservadas experiências ligadas à História e arquitetura, com passagens por Sintra, Cascais ou Óbidos, e até experiências a cavalo na Arrábida ou Comporta.

Em território espanhol, a Living Tours propõe ainda uma tríade de destinos, concretamente Barcelona, Madrid e Sevilha, onde existem opções para mergulhar na cultura e nos centros históricos de cada cidade durante um dia completo, seja a pé, de bicicleta ou com complemento de um cruzeiro.

Todo o portfólio de experiências da Living Tours pode ser consultado aqui, enquanto para a criação de itinerários customizados adicionais, está disponível o e-mail [email protected] ou o número de telefone +351 968 865 200.

 

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Comboio Histórico do Douro realiza 51 viagens entre junho e outubro

Na temporada 2024, ou seja, de junho a outubro, o Comboio Histórico do Douro vai realizar 51 viagens. A primeira aconteceu no sábado, dia 15 de junho, entre as estações da Régua e do Tua (ida e volta).

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Trata-se de uma autêntica viagem no tempo com vista para a icónica paisagem do Douro, Património Mundial da UNESCO, num comboio da CP composto por uma locomotiva a vapor de 1925 e por cinco carruagens históricas construídas entre 1908 e 1934, que percorre os 36 quilómetros de distância entre as estações da Régua e do Tua (ida e volta, com paragem no Pinhão).

Nesta temporada 2024, e face ao crescente interesse e procura por esta experiência diferente e histórica, a CP – Comboios de Portugal decidiu aumentar o número de viagens realizadas. Ao todo, está prevista a realização de 51 circulações, entre os meses de junho e outubro, às quartas-feiras, sábados, domingos e também no feriado de 15 de agosto. A primeira viagem aconteceu a 15 de junho e a última será a 27 de outubro.

O Comboio Histórico do Douro, mais do que passageiros, transporta história, cultura e emoções, apostando no envolvimento da região, numa parceria com as autarquias de Alijó, Carrazeda de Ansiães e Peso da Régua, que pretende valorizar este território, promover os produtos locais e enriquecer o serviço de turismo ferroviário, tornando as viagens ainda mais atrativas, indica a CP em nota de imprensa.

O programa arranca na Régua, 30 minutos antes da partida, contando com uma oferta de um cálice de vinho do Porto – “Porto Ferreira”, águas e rebuçados da Régua, entre outros. Em cada viagem haverá animação regional a bordo, assim como doces típicos da região.

Haverá ainda, quer na ida quer no regresso, uma paragem na estação do Pinhão, onde os participantes têm a oportunidade de assistir ao abastecimento de água à locomotiva a vapor e podem também admirar os famosos painéis de azulejos que decoram as paredes da estação, assim como visitar uma “Wine House” e adquirir produtos típicos da região. Na estação do Tua, enquanto a locomotiva a vapor faz as manobras de inversão, há tempo para relaxar, admirar a paisagem e visitar o local.

Com lotação para 254 passageiros, a partida da Régua é às 15h30 com chegada ao Tua às 16h40 (com paragem no Pinhão). No regresso deixa o Tua às 17h08 para chegar à estação da Régua às 18h26 (com paragem no Pinhão). Os adultos pagam 54 euros e as crianças 28 euros. Há preços especiais para grupos.

 

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II Roadshow Iberostar decorre entre 25 e 27 de junho e espera 450 participantes

A iniciativa arranca em Lisboa, no dia 25 de junho, e segue para Coimbra no dia seguinte, 26 de junho, enquanto a cidade do Porto recebe o roadshow no dia 27 de junho. A Iberostar Hotels & Resorts espera a participação de 450 agentes de viagens no conjunto das três cidades.

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A Iberostar Hotels & Resorts anunciou que o II Roadshow Iberostar, evento dedicado aos agentes de viagens, vai decorrer entre 25 e 27 de junho, pelas 19h00, passando por Lisboa, Coimbra e Porto.

Numa nota informativa enviada à imprensa, a Iberostar Hotels & Resorts explica que “o evento é composto por uma formação em estilo reuniões rápidas, seguida de um jantar e sorteio de fantásticas estadias”, sendo esperada a participação de 450 agentes de viagens no conjunto das três cidades.

“Este será o momento ideal para conhecer as novidades do Grupo Iberostar, para interagir com outros profissionais do setor e explorar novas oportunidades de negócios para todos os presentes”, indica o grupo, revelando que o roadshow vai contar com a presença de responsáveis da Iberostar em representação de oito destinos, bem como de representantes do operador turístico Newblue.
A iniciativa arranca em Lisboa, no dia 25 de junho, e segue para Coimbra no dia seguinte, 26 de junho, enquanto a cidade do Porto recebe o roadshow no dia 27 de junho, encerrando o evento.
Na informação divulgada, a Iberostar Hotels & Resorts indica que o roadshow está “esgotado em todas as cidades”, motivo pelo qual foi aberta uma formação que vai ter lugar no Porto e para a qual ainda existem vagas para interessados. A iniciativa decorre no dia 27 de junho, pelas 10h00.
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Mercado das Viagens termina ciclo de 15 formações técnicas

A rede Mercado das Viagens acaba de terminar um ciclo de 15 formações técnicas às agências de viagens suas associadas.

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Continuando a apostar nas suas formações em formato webinar, a rede Mercado das Viagens mantém o compromisso para com toda a sua rede e parceiros.

Assim, nesta fase, participaram 15 fornecedores, incluindo operadores turísticos com produtos mais específicos, centrais de reservas hoteleiras, companhias de cruzeiros, rent-a-car, destinos exóticos e gestão.

 

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