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Algarve com 44 nomeações para a gala europeia dos WTA

Entre as nomeações, o Algarve volta a concorrer a Melhor Destino de Praia da Europa e, este ano, estreia-se também como candidato ao prémio de Melhor Destino Turístico Sustentável da Europa 2023. Além destas, o destino conta ainda com 42 nomeações relativas ao alojamento turístico.

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Entre as nomeações, o Algarve volta a concorrer a Melhor Destino de Praia da Europa e, este ano, estreia-se também como candidato ao prémio de Melhor Destino Turístico Sustentável da Europa 2023. Além destas, o destino conta ainda com 42 nomeações relativas ao alojamento turístico.

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O Algarve volta a estar em destaque nas nomeações para a gala europeia dos World Travel Awards (WTA), que vai ter lugar em Batumi, na Geórgia, no dia 30 de setembro, e na qual a principal região turística portuguesa conta com 44 nomeações.

Entre as nomeações, o Algarve volta a concorrer a Melhor Destino de Praia da Europa, prémio que a região já arrecadou nove vezes, ainda que a principal novidades seja a nomeação da região para Melhor Destino Turístico Sustentável da Europa 2023, categoria que se estreia nestes prémios que distinguem a excelência setor das viagens e turismo.

Além destas duas nomeações, o Algarve está ainda na corrida com outras 42  nomeações relativas ao alojamento turístico e onde se incluem categorias como Melhor Hotel de Praia, Melhor Resort de Praia, Melhor Resort Familiar, Melhor Resort Lifestyle ou Melhor Resort de Lazer da Europa.

“O turismo no Algarve é hoje um setor muito mais comprometido com o desenvolvimento sustentável e estas nomeações resultam da consciencialização de todos sobre a necessidade de implementar boas práticas e alterar comportamentos para fazer do turismo uma atividade económica viável a longo prazo”, refere João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, considerando que as nomeações relativas à hotelaria vêm afirmar o Algarve como um destino “mais qualificado e cosmopolita face aos seus principais concorrentes internacionais”.

Na categoria de Melhor Destino Turístico Sustentável da Europa 2023, o Algarve enfrenta a concorrência de destinos como a Madeira, mas também Baden-Württemberg (Alemanha), Dubrovnik (Croácia), Edimburgo (Escócia), Maiorca (Espanha), Pembrokeshire (País de Gales) e a Região de Ática (Grécia).

Já na corrida a Melhor Destino de Praia da Europa 2023, os concorrentes do Algarve são a Ilha de Porto Santo (Madeira), Cannes (França), Corfu e Costa Navarino (Grécia), Maiorca e Marbella (Espanha) e a Sardenha (Itália).

A votação para a gala europeia dos WTA decorre até 20 de agosto e é aberta tanto a viajantes e público em geral como a profissionais das viagens e turismo, sendo o vencedor anunciado no final de setembro, durante uma gala a decorrer em Batumi, na Geórgia.

A votação está disponível aqui.

 

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Açores: Berta Cabral defende investimento na qualificação dos recursos humanos no turismo

Berta Cabral, secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores, defende como fundamental o investimento na qualificação dos recursos humanos, na melhoria contínua dos serviços e na inovação dos produtos atuais e das práticas de gestão, bem como na criação de novos produtos, permitindo que as infraestruturas também se atualizem e evoluam face às necessidades do setor do turismo.

A secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores, Berta Cabral, reconheceu o papel da Universidade dos Açores na formação de profissionais do turismo “É uma riqueza de conhecimento imensa, que temos o dever de aproveitar e alavancar para o desenvolvimento dos Açores como destino turístico de nível superior”, disse, falando no seminário “Excelência e Sustentabilidade no Turismo – Criando experiências, superando expetativas”, realizado naquela instituição universitária.

Na ocasião, forme avança nota publicada no site oficial do Governo açoriano, Berta Cabral recordou que o Plano Estratégico e de Marketing para o Turismo dos Açores (PEMTA 2030) conduz a região “para novos patamares de excelência”.

E justificou: “De forma consciente e estrategicamente desafiadora, definimos a sustentabilidade como o pilar central, procurando responder a quatro grandes objetivos: consolidar internacionalmente os Açores enquanto destino sustentável; reduzir a sazonalidade e distribuir os fluxos pelo território; elevar os padrões de qualidade e gerar mais valor; alavancar a notoriedade junto do consumidor final”.

“Este plano não visa apenas atrair visitantes, pois incorpora também a missão de afirmar o turismo dos Açores pela qualidade e pela diferenciação”, acentuou, para realçar que “há muito tempo que no turismo já não basta ter um bom produto ou um bom serviço. O turismo é, cada vez mais, feito de vivências e emoções, de interações com significado e de momentos de imersividade e abstração”, sustentou ainda.

Na prática, referiu a governante, o turismo “é feito de experiências tendencialmente memoráveis, que rompem com a rotina diária, mas que colocam o turista perante uma avaliação face às suas expetativas, fantasias e idealizações. A capacidade de responder assertivamente a este novo paradigma é o segredo do sucesso dos melhores destinos do mundo”.

Reconheceu que “temos sabido acompanhar essa tendência nos Açores, construindo, de forma consistente, uma proposta de valor coerente e uma imagem externa adequada à tipologia e à qualidade da nossa oferta turística”. Um facto que se comprova com os números do desempenho turístico dos últimos anos, que dão conta de que os Açores têm vindo sucessivamente a bater recordes e de forma sustentável”, disse.

Refira-se que o último ano foi, de acordo com o governo regional, o melhor de sempre para o turismo açoriano, com mais de 3,8 milhões de dormidas e uma receita recorde na hotelaria de cerca 158 milhões de euros, e com crescimentos de 14,4% nas dormidas e de 23% nos proveitos da hotelaria relativamente a 2022 – comparando com 2019, assiste-se a um aumento de quase 30% nas dormidas e mais de 50% nos proveitos.

Assim, a governante adiantou que estes indicadores revelam “a elevação da qualidade e da sustentabilidade do destino Açores, uma vez que o crescimento em receitas foi muito superior ao crescimento em dormidas, significando que um crescimento mais em valor do que em quantidade”.

No entanto, Berta Cabral sublinhou ser elevada “a responsabilidade conjunta de continuar a desenvolver proativamente a oferta turística, trabalhando para elevar a estruturação, a qualidade e a consistência da experiência e dos serviços à disposição dos turistas”.

A secretária regional defendeu como fundamental o investimento na qualificação dos recursos humanos, na melhoria contínua dos serviços e na inovação dos produtos atuais e das práticas de gestão, bem como na criação de novos produtos, permitindo que as infraestruturas também se atualizem e evoluam face às necessidades do setor, tendo evidenciado que “estamos muito empenhados nesta matriz de pensamento, procurando potenciar os melhores recursos à nossa disposição para criar cada vez melhores experiências para os nossos visitantes”, para avançar que “temos, neste aspeto, um rumo claro onde a nossa natureza – em terra ou em mar – e a nossa natureza humana se destacam como pedras angulares da nossa estratégia de valorização do território”.

Destacando o turismo de natureza como produto prioritário, alicerçado em recursos naturais inigualáveis, Berta Cabral também disse, ainda segundo a notícia que “o turismo cultural assume cada vez mais maior protagonismo, reforçando o papel da natureza humana e da genuinidade na valorização dos Açores enquanto destino turístico de eleição”.

“Estamos a preservar as nossas tradições e história, mas sobretudo a reconhecer as nossas comunidades, valores, costumes e vivências. O turismo só é bom enquanto for bom para quem nos visita e, acima de tudo, para quem cá vive”, acrescentou Berta Cabral.

A secretária da tutela defendeu a necessidade de se “ponderar, de forma construtiva, novas políticas de desenvolvimento turístico”, sendo inevitável olhar a tecnologia como mecanismo de gestão e de apoio a esta decisão, mas “vital interpretar de forma crítica os sinais do mercado e do território no que concerne ao desenvolvimento da oferta de restauração, de alojamento e de tantos outros serviços de suporte”.

 

 

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“Dias abertos” para enoturismo na Quinta da Fonte Souto

Atividades gratuitas regressam ao centro de visitas da Quinta da Fonte Souto, no Alentejo, com visitas guiadas, passeios na vinha e prova de vinhos.

A Quinta da Fonte Souto, está a promover “Dias Abertos”, uma oportunidade de os visitantes ficarem a conhecer o espaço de forma gratuita. Localizada na sub-região de Portalegre, a propriedade – a primeira da família Symington fora da zona norte do país –, desenvolveu um programa especial para os que quiserem aproveitar de forma diferente o próximo dia 23 de maio (feriado municipal em Portalegre) e o feriado de 10 de junho.

O programa dos “Dias Abertos” começa com uma visita guiada pela propriedade, onde os visitantes poderão conhecer o terroir da região e os vinhos ali produzidos pela família Symington. A adega e a antiga cozinha da Quinta da Fonte Souto são também local de passagem da visita, conduzida por um guia que dará a conhecer a história e os “segredos” da produção de vinhos que ali acontece. Na sala de provas, onde termina a atividade, os visitantes têm a oportunidade de provar o vinho Quinta da Fonte Souto Rosé. A aquisição de uma prova com mais referências vínicas da Symington está também disponível, com a Prova Clássica (22 euros) ou a Prova Premium (35 euros), assim como outras opções de vinho a copo.

Para aproveitar o bom tempo, o contacto com a natureza está assegurado com a oferta de um passeio na vinha, uma sugestão do centro de visitas que pode ser usufruída a pé ou de bicicleta, tendo como cenário a paisagem da serra de São Mamede, marcada pelos castanheiros e água abundante. Na propriedade é possível encontrar diversos percursos, que variam no grau de dificuldade e tempo requerido para os realizar, garantindo que cada visitante possa adaptar a experiência às suas preferências.

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Região de Lisboa reeleita para a presidência da AG da Rota de Vinhos da Península de Setúbal

A Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) acaba de ser reeleita para a Presidência da Assembleia Geral (AG) da Rota de Vinhos da Península de Setúbal no mandato de 2024-2026.

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Na reunião eleitoral foram debatidas várias estratégias para a promoção do Enoturismo na Península de Setúbal e aprovada a adesão de mais associados à Rota de Vinhos, que conta atualmente com 50 membros.

“O enoturismo é um produto muito relevante para a Região de Lisboa e, em particular, para o Polo Turístico da Arrábida”, reconheceu Carla Salsinha, presidente da ERT-TL”, para acrescentar que a Rota de Vinhos da Península de Setúbal conta com 24 adegas associadas que, do ponto de vista da oferta turística, “confere uma identidade e diversidade de ofertas a Palmela, Azeitão, Fernando Pó, Pegões e ao espaço rural da Península de Setúbal”.

A Casa Mãe da Rota de Vinhos, localizada no Centro Histórico de Palmela, disponibiliza toda a informação sobre a Rota de Vinhos da Península de Setúbal e permiti agendar visitas às adegas. Em 2023, recebeu cerca de 55.000 visitantes, uma afirmação do impacto do enoturismo na Região de Lisboa.

 

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Turismo do Algarve, Município de Lagoa e APECATE esclarecem sobre navegação nas Grutas de Benagil

É já no próximo dia 21 de maio que o Turismo do Algarve, o Município de Lagoa e a APECATE promovem uma sessão de esclarecimento pública sobre o projeto “Edital – Instrução de Navegação em Área Marítima referente às Grutas de Benagil”.

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O Turismo do Algarve, o Município de Lagoa e a Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) vão promover uma sessão de esclarecimento pública sobre o projeto “Edital – Instrução de Navegação em Área Marítima referente às Grutas de Benagil”, dirigida às empresas marítimo-turísticas.

O evento decorrerá na próxima terça-feira, 21 de maio, às 20h00, em Lagoa e contará com a participação do Comandante do Porto de Portimão, Eduardo Luís Pousadas Godinho, com quem o setor poderá abordar e esclarecer as novas regras definidas no edital.

O objetivo principal deste edital é assegurar que a navegação, especialmente nas proximidades e acesso às Grutas de Benagil, seja realizada em condições seguras, protegendo visitantes, operadores marítimo-turísticos, a navegação geral na área e o meio ambiente.

A sessão é aberta às empresas marítimo-turísticas registadas no Registo Nacional dos Agentes de Animação Turística (RNAAT), mediante inscrição prévia.

Recorde-se que as Grutas de Benagil são uma das atrações turísticas mais visitadas na região do Algarve, conhecidas pela sua beleza natural e relevância ambiental.

Baseando-se nas recomendações do grupo de trabalho “Grutas de Benagil”, reconhece-se a necessidade urgente de regulamentar as visitas às grutas devido ao elevado número de visitantes e ocorrências. As recomendações indicam a urgência de implementar medidas de gestão prioritárias em 2024, através da publicação de um edital.

Em resposta a estas recomendações, foi elaborado o projeto de Edital/Instrução de Navegação, atualmente em fase de consulta pública até dia 10 de junho, visando recolher opiniões e contributos. Após este período, será feita a avaliação e ponderação das sugestões recebidas, com possíveis ajustamentos ao projeto.

“Esta iniciativa representa um passo significativo na promoção de uma navegação mais segura e sustentável naquela área através de processos de diálogo construtivos e informativos”, referem os organizadores desta sessão em comunicado.

 

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75% dos europeus preveem viajar de maio a outubro

Os dados da European Travel Commission são otimistas para este verão, antevendo que 75% dos europeus têm nos seus planos viajar. Portugal capta mais novos visitantes dos que repetentes.

Victor Jorge

De acordo com o último relatório da European Travel Commission (ETC), “Monitoring Sentiment for Intra-European Travel”, a intenção de viajar entre maio e outubro de 2024 entre os europeus inquiridos atingiu 75%, representando um aumento de 3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

37% dos inquiridos tencionam embarcar numa única viagem e 57% estão a preparar-se para duas ou mais escapadelas durante este período. Os destinos no Sul da Europa são preferidos por 43% dos viajantes, com Itália e Espanha no topo da lista.

De resto, é a Itália que lidera as preferências entre os viajantes europeus, com 8,4%, seguindo-se a Espanha (8,1%), França (7,1%) e Grécia (6,3%), perfazendo este Top quatro praticamente 30% das preferências dos turistas europeus.

Portugal aparece em 6.º lugar, com uma 4,4%, ainda atrás da Alemanha (5,4%), mas à frente de destinos como a Croácia (4,2%), Áustria (3,4%), Reino Unido (3,3%) e Turquia (3%), países que compõem este Top 10.

Já quando se analisa a repetição da viagem, Portugal aparece destacado como um dos destinos que capta mais visitantes novos (24%), ficando somente atrás da Grécia (27%) e à frente de Espanha (16%) ou Itália (18%). Por sua vez, quando se analisa a repetição da viagem, Portugal não tem o mesmo destaque, aparecendo com 12%, ou seja, na 9.ª posição entre os 10 destinos analisados. Espanha, Grécia e França são os destinos que mais repetem as visitas, com “nuestros hermanos” a registarem uma taxa de repetição de 20%, enquanto os outros dois destinos assinalam, ambos, uma taxa de 17%.

Com o tráfego aéreo europeu agora próximo dos níveis pré-pandémicos, a intenção de voar para os locais de férias atingiu os 55%, um aumento de 5% em comparação com o mesmo período do ano passado. Entretanto, 28% dos viajantes planeiam chegar aos seus destinos de carro e 13% optam por viagens mais ecológicas de comboio ou autocarro.

Europeus decididos a viajar na primavera e no verão
“Apesar das preocupações com a segurança e dos constrangimentos financeiros, os europeus estão a dar mostras de uma resiliência notável quando se trata de viajar nesta época de verão” aponta a ETC. Assim, o entusiasmo pelas viagens é transversal a todas as faixas etárias acima dos 25 anos, chegando a atingir 81% entre os viajantes mais maduros (com mais de 55 anos).

Esta determinação, associada ao desejo de garantir férias a um preço mais favorável, conduz a reservas antecipadas. Cerca de 52% dos viajantes europeus (incluindo 56% dos que têm entre 18 e 24 anos) já reservaram total ou parcialmente as suas próximas viagens.

A duração de viagem mais popular é de quatro a seis noites, preferida por 36% dos inquiridos. Segue-se a duração de sete a nove noites (26%) e mais de dez noites (21%). Os orçamentos de viagem mantiveram-se consistentes em comparação com o ano anterior, com 42% dos inquiridos a planearem gastar até 1.000 euros por pessoa na sua próxima viagem, cobrindo os custos de alojamento e transporte.

Segurança é crucial na escolha de um destino
No meio de tensões geopolíticas, fenómenos climáticos extremos e incertezas económicas, a prioridade à segurança tornou-se primordial na tomada de decisões dos viajantes. Sentir-se seguro é o critério número um na seleção de um destino (16%), seguido de um clima agradável (13%), pechinchas e ofertas atrativas (11%), comunidades locais amigáveis (9%) e custo de vida mais baixo no destino (8%).

Apesar do forte desejo de viajar, 22% dos europeus estão preocupados com o aumento das despesas de viagem e 17% estão preocupados com as finanças pessoais no atual clima económico. Além disso, as tensões geopolíticas, como o conflito na Ucrânia e a agitação no Médio Oriente, estão a aumentar as ansiedades, com 12% e 10%, respetivamente, a manifestarem inquietação. As perturbações nas opções de transporte (10%), a sobrelotação (9%) e os fenómenos meteorológicos extremos (8%) são outras fontes importantes de preocupação.

Natureza e gastronomia local no topo das preferências
Uma percentagem significativa de viajantes europeus está a preparar-se para viagens intra-regionais durante maio-junho (34%) e julho-agosto (44%). Além disso, 17% planeiam viajar em setembro e outubro. As viagens de lazer estão a aumentar, com 74% a manifestarem o desejo de se divertirem – um aumento de 5% em relação ao ano passado.

Itália e Espanha encabeçam a lista dos destinos de verão deste ano, captando cada uma 8% do interesse dos inquiridos, seguidas de perto pela França (7%), Grécia (6%) e Alemanha (5%).

Este alinhamento reflete o desejo dos europeus por viagens de sol e praia (20%) e férias na cidade (16%), que surgiram como os tipos de férias mais populares para os meses seguintes. Os viajantes europeus referem a beleza paisagística (19%) como a sua experiência de férias preferida, seguida da gastronomia local (17%), do contacto com as culturas locais (15%) e da admiração de monumentos famosos (15%).

As ferramentas digitais mais importantes para o planeamento de viagens são os motores de pesquisa (23%), os sítios web de viagens (21%) e os mapas online (16%). Apesar disso, a percentagem de europeus que utilizam ferramentas de IA e aplicações baseadas em IA para o planeamento de viagens é atualmente de apenas 4%.

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Rio Grande do Sul apela aos turistas que não desmarquem, mas reagendem as suas viagens à região

Perante a situação de calamidade climática que atinge o Rio Grande do Sul, o Ministério brasileiro do Turismo (MTur) apela aos turistas que tinham viagem programada para a região, que não desmarquem, mas reagendem para uma data posterior.

Para regulamentar os pacotes turísticos já vendidos para o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, o Ministério do Turismo está a elaborar uma Medida Provisória no sentido de assegurar todos os direitos dos consumidores e, assim, garantir no futuro uma viagem segura e tranquila àqueles que desejam conhecer as belezas da região. Este apelo de remarcação das viagens surge como parte de uma campanha que visa minimizar os impactos causados pelas chuvas no estado. Entidades como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) estão a trabalhar em torno desta campanha.

A ação do governo brasileiro visa preservar a imagem turística do Estado, promovendo uma experiência positiva e segura para todos os visitantes. Portanto, o apelo é para que os turistas com viagens programadas para o Rio Grande do Sul entrem em contato com as agências de viagens ou companhias aéreas para reagendar os seus planos.

A imprensa brasileira avança que, nos esforços para ajudar o setor turístico gaúcho, para quando for possível reconstruir os seus atrativos, o MTur vai libertar uma verba de 100 milhões de reais através o Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que visam conceder financiamentos a empreendedores turísticos privados afetados pelas fortes chuvas.

Este apoio do MTur envolve uma série de benefícios, como a suspensão, por até seis meses, do pagamento do crédito. Permite realizar obras e adquirir equipamentos. Podem aceder a esta linha restaurantes, cafés, bares e similares; centros ou locais destinados a convenções, feiras e exposições e similares; parques temáticos e empreendimentos dotados de equipamentos de entretenimento e lazer; marinas e empreendimentos de apoio ao turismo náutico ou à pesca desportiva.

Entretanto, o Turismo em Gramado estima um prejuízo superior a 100 milhões de reais só em maio a um setor que representa 86% da economia da cidade na Serra do Rio Grande do Sul.

Com o Aeroporto Salgado Filho fechado em Porto Alegre, pelo menos até final deste mês, e as principais estradas bloqueadas, a cidade de Gramado regista uma queda drástica de turistas e as ruas estão praticamente vazias, conforme relato da reportagem da RBS TV.

“Os números realmente são muito maus face ao que tínhamos projetado. O turismo apresentava bons resultados e o maio é um mês muito bom, o outono aqui é muito bonito. Tivemos uma redução muito significativa. Temos uma média de ocupação apenas dos 12%, enquanto o ano passado, por esta altura era pelo menos de 60%”. explica Ricardo Reginato, secretário do Turismo de Gramado, citado pelos jornais locais.

Os impactos no turismo em outras localidades ainda não foram contabilizados, mas já se teme por demissões devido à baixa de turistas e por um caminho demorado até a reconstrução do estado.

Entretanto, os turistas que estavam nas cidades quando as chuvas iniciaram, no fim de abril, conseguiram regressar aos seus locais de origem.

A expectativa é de que algumas operações possam ser recuperadas a partir de junho, a tempo de aproveitar a temporada de inverno, e também com a remarcação de alguns eventos.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apenas as redes de hotéis e outros alojamentos do estado empregam diretamente mais de 18 mil pessoas, sem contar o restante da cadeia de turismo e os trabalhadores informais.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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Portugal totaliza 59 praias Zero Poluição

A associação ambientalista ZERO reconheceu 59 praias Zero Poluição em 31 concelhos do continente e ilhas da Madeira e Açores, mais cinco praias que em 2023 e, pela primeira vez, duas águas balneares interiores.

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Em comunicado, a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável revela que o objetivo alcançado este ano “é verdadeiramente aquilo que à escala europeia se deseja no quadro do Pacto Ecológico Europeu, em particular no âmbito do Plano de Ação para a Poluição Zero”.

Os Açores têm 21 praias Zero Poluição, 36% do total, apresentando-se os concelhos de São Roque do Pico, nos Açores, e Vila do Bispo, no continente, com o maior numero de praias – quatro – reconhecidas.

Alcobaça, Aljezur, Faro, Lajes do Pico, Odemira, Porto Santo, Sesimbra, Tavira e Vila do Porto (Santa Maria, Açores) com três, estão também entre os concelhos líderes em número de praias Zero Poluição, de acordo com a associação.

Este ano, as praias Zero Poluição representam 9% do total das 664 águas balneares existentes, um aumento de 1%, ou seja, mais cinco praias em relação às 54 classificadas em 2023.

Todas as praias consideradas o ano passado como praias Zero Poluição estão classificadas, ao abrigo da legislação, como praias com qualidade da água “excelente”, no entanto, a ZERO alerta que “na maioria das vezes, à custa de uma única análise onde foi detetada a presença de microrganismos, mesmo que muito longe do valor-limite, deixaram de poder ser consideradas praias Zero Poluição”.

Pela positiva, a associação ambientalista destaca o facto de este ano haver na Região Autónoma dos Açores 21 Praias Zero Poluição, mais de um terço do total (36%).

“Um outro aspeto relevante é haver pela primeira vez duas praias interiores classificadas como praias Zero Poluição — Santa Clara, em Odemira, e Devesa, no Sabugal”, lê-se na nota.

Nove municípios – Calheta, Lajes do Pico, Leiria, Machico, Pombal, Ponta Delgada, Povoação, Sabugal e Santa Cruz da Graciosa – passaram também a fazer parte dos concelhos com, pelo menos, uma praia Zero Poluição.

De acordo com a associação ambientalista, pela negativa, há o destaque do concelho de Albufeira que, “apesar de ter vinte cinco praias que deverão ver validadas com uma classificação excelente” em termos de qualidade da água, teve as suas seis praias Zero Poluição de 2023 retiradas da lista este ano devido a, “pelo menos, uma análise em cada uma dessas praias que tiveram um valor superior extremamente baixo, mas superior a zero”.

Em termos de balanço, saíram da lista do ano passado 19 praias e entraram 24 novas, revela a ZERO.

Os concelhos de Albufeira, Mafra, Óbidos, Torres Vedras e Vila Real de Santo António deixaram de estar representados.

Uma praia Zero Poluição é aquela em que não foi detetada qualquer contaminação microbiológica nas análises efetuadas às águas balneares ao longo das três últimas épocas balneares.

Os ambientalistas salientam ser “extremamente difícil” conseguir um registo incólume ao longo de três anos nas zonas balneares interiores, “muito mais suscetíveis à poluição microbiológica”.

“À exceção de duas praias interiores, todas as restantes praias são costeiras. Este facto é um indicador do muito que ainda há a fazer para garantir uma boa qualidade da água dos rios e ribeiras em Portugal, o que requer esforços adicionais ao nível do saneamento urbano e das empresas”, refere a associação.

Uma praia Zero Poluição é assim denominada a partir de dados da Agência Portuguesa do Ambiente, em que são identificadas as praias que, ao longo das três últimas épocas balneares (no caso, 2021, 2022 e 2023), não só tiveram sempre classificação “Excelente” como apresentaram valores zero ou inferiores ao limite de deteção em todas as análises efetuadas aos dois parâmetros microbiológicos controlados e previstos na legislação (Escherichia coli e Enterococos intestinais).

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30 anos de democracia sul-africana e potencial ilimitado de África marcam arranque da Africa’s Travel Indaba 2024

A Africa’s Travel Indaba arrancou esta terça-feira, 14 de maio, em Durban, assinalando os 30 anos da democracia sul-africana e invocando o potencial ilimitado que o continente africano oferece ao turismo, sob o tema “Unlimited Africa”.

Inês de Matos

A ministra do Turismo da África do Sul, Patricia De Lille, inaugurou esta terça-feira, 14 de maio, a edição de 2024 da Africa’s Travel Indaba, uma das maiores feiras de turismo africanas e que este ano celebra os 30 anos da democracia sul-africana, assim como o potencial ilimitado que o continente africano oferece ao turismo, sob o tema “Unlimited Africa”.

A governante sul-africana, que começou por elogiar a cidade de Durban, em cujo Centro Internacional de Convenções Inkosi Albert Luthuli decorre mais uma edição da feira, lembrou que esta edição da Africa’s Travel Indaba acontece “num ano em que a África do Sul celebra 30 anos de liberdade e democracia”.

“Em todo o nosso belo país há muitas viagens ao longo da história que podemos fazer e precisamos que essas viagens sejam comercializadas de forma mais agressiva junto dos nossos visitantes, especialmente neste momento em que celebramos 30 anos de democracia”, afirmou Patricia De Lille, depois de nomear alguns dos locais de interesse turístico associados à luta contra o Apartheid que podem ser visitados por todo o país.

Segundo a governante, que pretende diversificar a oferta turística sul-africana, o turismo ligado à luta contra o Apartheid vem apenas demonstrar que, na África do Sul, as “possibilidades são ilimitadas” para o setor do turismo.

Tal como a África do Sul, também o continente africano tem, segundo Patricia De Lille, um vasto potencial turístico, algo que fica refletido no tema escolhido, este ano, para a feira de turismo de Durban, “Unlimited Africa”.

“O nosso potencial é ilimitado porque o nosso continente possui diversas paisagens, culturas e experiências que oferecem possibilidades ilimitadas de exploração e crescimento”, acrescentou a ministra do Turismo da África do Sul.

O potencial turístico africano volta a estar, este ano, em exposição na Africa’s Travel Indaba, que conta com a participação de 26 países africanos, incluindo a estreia do Burkina Faso, Eritreia e Guiné, numa lista de participantes ainda composta por Angola, Botswana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Essuatíni, Etiópia, Gana, Quénia, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Mauritânia, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Ruanda, Senegal, África do Sul, Tanzânia, Togo, Uganda, Zanzibar e Zimbabué.

“Estes países representam um total de 344 produtos que serão apresentados, o que representa um aumento de 14% em comparação com os 301 produtos do ano passado”, congratulou-se ainda a governante.

A Africa’s Travel Indaba pretende ainda afirmar-se como um espaço de negócio e, este ano, conta com a participação de 1.200 expositores e 1.100 buyers provenientes de 55 países, incluindo dois de Portugal –  a Pinto Lopes Viagens e a Quadrante – o que, segundo Patricia De Lille, prova que esta é uma “feira verdadeiramente global”.

“Estamos confiantes de que a Africa’s Travel Indaba continuará a ser um ambiente fértil para fechar negócios que promovam parcerias e impulsionem o crescimento”, afirmou ainda a governante.

A Africa’s Travel Indaba 2024 decorre até quinta-feira, 16 de maio, em Durban.

*O Publituris viajou a convite do Turismo da África do Sul.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

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“Melhores Aldeias Turísticas” 2024 da UN Tourism recebe mais de 260 candidaturas

A 4.ª edição das “Melhores Aldeias Turísticas” da UN Tourism recebeu um número recorde de candidaturas.

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Mais de 260 aldeias de mais de 60 países, representando as cinco regiões do mundo candidataram-se à edição de 2024 das “Melhores Aldeias Turísticas” da UN Tourism 2024, correspondendo ao maior volume de candidaturas jamais recebido nas últimas quatro edições.

As candidaturas para a 4.ª edição das “Melhores Aldeias Turísticas” encerraram a 8 de maio. “Com base no sucesso das edições anteriores, a iniciativa deste ano voltará a inspirar as comunidades de todo o mundo a aproveitarem o poder do turismo como motor do desenvolvimento rural e do bem-estar”, salienta a organização.

Os Estados-Membros da UN Tourism foram convidados a apresentar um máximo de oito aldeias candidatas através das suas Entidades Nacionais de Turismo.

Tal como nas edições anteriores, as aldeias serão avaliadas por um Conselho Consultivo externo independente em domínios de avaliação como: Recursos culturais e naturais; Promoção e conservação dos recursos culturais; Sustentabilidade Económica; Sustentabilidade Social; Sustentabilidade ambiental; Desenvolvimento do turismo e integração da cadeia de valor; Governação e Priorização do Turismo; Infra-estruturas e conectividade; Saúde, segurança e proteção.

Os nomes das aldeias candidatas ainda não foram divulgados, sendo que as aldeias reconhecidas como as “Melhores Aldeias Turísticas”, bem como as selecionadas para participar no programa de atualização (Upgrade) serão anuncias no quarto trimestre deste ano.

Na edição de 2023, foram quatro as aldeias premiadas: Ericeira, Manteigas, Sortelha e Vila da Madalena, com Vila de Frades a ser selecionada para o “Upgrade Programme”.

Esta rede da UN Tourism inclui 129 aldeias reconhecidas como “Melhores Aldeias Turísticas” e 57 que participam ativamente no “Upgrade Programme”, representando 55 países, considerando a organização que se trata de “um agrupamento global único de comunidades locais que serve de plataforma para a partilha de experiências, o aumento do conhecimento e a promoção de parcerias para impulsionar o desenvolvimento rural através do turismo”.

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Portugal regista 13,5 milhões de dormidas e 5,6 milhões de hóspedes no 1.º trimestre

Os números da atividade turística, em Portugal, continuam a subir. Prova disso são os números de março e dos primeiros três meses de 2024.

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No terceiro mês de 2024, Portugal registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,7 milhões de dormidas, gerando 405,8 milhões de euros de proveitos totais e 303,3 milhões de euros de proveitos de aposento. Isto equivale dizer que nos hóspedes a evolução, face a igual período de 2023, foi de 12,2%, enquanto nas dormidas foi de +12,8%. Já nos proveitos totais e nos aposentos, as subidas foram de 20,1% e 21,1%, respetivamente.

Considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para 2,4 milhões de hóspedes e 6,1 milhões de dormidas, em março, correspondendo a crescimentos de 12,2% e 12,9%, respetivamente. As dormidas de residentes aumentaram 10,9% e as de não residentes cresceram 13,8%.

De acordo com os dados do INE, “estes resultados foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que este ano se repartiu entre março e abril, enquanto no ano anterior se concentrou apenas em abril”.

No 1º trimestre de 2024, as dormidas atingiram 13,5 milhões e registaram um crescimento de 7,1% (+3,9% nos residentes e +8,7% nos não residentes), a que corresponderam aumentos de 15% nos proveitos totais e de 15,2% nos de aposento.

Nestes primeiros três meses, os proveitos totais atingiram 912,7 milhões de euros e os relativos a aposento ascenderam a 670,5 milhões de euros.

Lisboa lidera e Lagoa destaca-se
Do total de 5,7 milhões de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico, 61,7% concentraram-se nos 10 municípios com maior número de dormidas em março.

O município de Lisboa concentrou 23,2% do total de dormidas, atingindo 1,3 milhões (+8,8%, após +8,2% em fevereiro), com o contributo das dormidas de não residentes (+11,1%), dado que as dormidas de residentes decresceram 3,4%. Este município concentrou 27,9% do total de dormidas de não residentes em março.

O Funchal foi o segundo município em que se registaram mais dormidas (515,3 mil dormidas, peso de 9%), tendo sido, entre os principais, o que registou um crescimento mais modesto (+2,8%, após +4,4% em fevereiro). Para este crescimento, contribuíram as dormidas de não residentes (+6,2%), dado que as dormidas de residentes diminuíram 14,7%.

No Porto, as dormidas totalizaram 486 mil (8,5% do total), acelerando para um crescimento de 14,6% (+1,2% nos residentes e +17,5% nos não residentes).

Considerando os 10 municípios com maior número de dormidas em março, em todos eles as dormidas de não residentes superaram as dos residentes.

Lagoa destacou-se entre os 10 principais municípios, apresentando um crescimento de 45,6%, com contributos expressivos das dormidas de residentes (+35,8%) e de não residentes (+47,5%). O município de Portimão registou um crescimento de 19,8%, apresentando evoluções das dormidas de residentes e de não residentes superiores à média nacional (+14,1% e +21,3%, respetivamente).

Neste grupo, há ainda a registar decréscimos nas dormidas de residentes em Ponta Delgada (-5,8%) e Cascais (-3,2%). Em sentido contrário, Albufeira destacou-se pelo crescimento expressivo das dormidas de residentes (+37,4%).

A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (36% dos proveitos totais e 38,2% dos proveitos de aposento), seguida do Algarve (18,4% e 17,1%, respetivamente) e do Norte (15,8% e 16,2%, pela mesma ordem).

Todas as regiões registaram crescimentos nos proveitos, com os maiores aumentos a ocorrerem no Centro (+37,4% nos proveitos totais e +34,8% nos de aposento), no Alentejo (+33% e +32,2%, respetivamente) e no Oeste e Vale do Tejo (+28,9% e +30,4%, pela mesma ordem).

Em março, registaram-se crescimentos dos proveitos nos três segmentos de alojamento. Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento (pesos de 87,3% e 85,4% no total do alojamento turístico, respetivamente) aumentaram 19,3% e 20,5%, pela mesma ordem.

Nos estabelecimentos de alojamento local, registaram-se aumentos de 21,1% nos proveitos totais e 19,2% nos proveitos de aposento (quotas de 9,3% e 11,1%, respetivamente).

No turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,4% nos proveitos totais e de 3,5% nos de aposento), os aumentos foram mais expressivos, atingindo 39,0% e 45,7%, respetivamente.

RevPAR em alta
No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 50,1 euros em março, registando um aumento de 15,2% face ao mesmo mês de 2023 (+4,7% em fevereiro).

Os valores de RevPAR mais elevados foram registados na Grande Lisboa (90,6 euros) e na RA Madeira (71,9 euros), tendo os maiores crescimentos ocorrido no Centro (+28,3%), no Alentejo (+26,4%) e no Oeste e Vale do Tejo (+23,1%).

Em março, este indicador cresceu 16,9% na hotelaria (+5,7% em fevereiro) e 32,2% no turismo no espaço rural e de habitação (+8,7% em fevereiro). No alojamento local, registou-se um crescimento mais modesto, de 5,1% (-1,0% em fevereiro).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 96,9 euros (+11,7%, acelerando 5,6 pontos percentuais (p.p.) face a fevereiro).

A Grande Lisboa destacou-se com o valor mais elevado de ADR (129,5 euros), seguida pela RA Madeira (97,1 euros). Todas as regiões registaram crescimentos neste indicador, com os maiores aumentos a ocorrerem na Península de Setúbal (+16,6 %), no Centro (+15,6%) e no Algarve (+15,4%).

Em março, o ADR cresceu 12,6% na hotelaria (+6,6% em fevereiro), 5,3% no alojamento local (+2,0% em fevereiro) e 14,7% no turismo no espaço rural e de habitação (+9,2% em fevereiro).

No 1º trimestre de 2024, o RevPAR atingiu 39,8 euros (+9,0%) e o ADR 89,1 euros (+8,9%). Os valores de ADR mais elevados no 1º trimestre verificaram-se na AM Lisboa (116,1 euros) e na RA Madeira (89,8 euros). Os maiores aumentos registaram-se no Algarve (+13,6%), na Península de Setúbal (+11,2%) e no Centro (+10,1%).

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