Edição digital
Assine já
PUB
Transportes

TAP: Governo não abdica “da salvaguarda do valor estratégico da companhia nem da manutenção do hub em Lisboa”

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, garante que, na privatização da TAP, o governo tem duas exigências e não vai abdicar “da salvaguarda do valor estratégico da companhia nem da manutenção do hub em Lisboa”.

Publituris
Transportes

TAP: Governo não abdica “da salvaguarda do valor estratégico da companhia nem da manutenção do hub em Lisboa”

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, garante que, na privatização da TAP, o governo tem duas exigências e não vai abdicar “da salvaguarda do valor estratégico da companhia nem da manutenção do hub em Lisboa”.

Publituris
Sobre o autor
Publituris
Artigos relacionados
Unlock Boutique Hotels comemora 8 anos com nova Central de Reservas
Hotelaria
SPAC fica sem direção e vai para novas eleições
Aviação
Albufeira tem nova estratégia de desenvolvimento, promoção e captação de novos turistas
Destinos
A partir de 29 de junho: Vai ser possível viajar em Classe Business nos programas da Jolidey
Distribuição
Bestfly diz estar a trabalhar para “assegurar o bom funcionamento da ligação entre ilhas em Cabo Verde”
Aviação
ESHTE apoia criação de escola de Turismo na Guiné-Bissau
Emprego e Formação
Valência limita grupos turísticos entre 20 e 25 pessoas
Destinos
Programa de Governo destaca 12 pontos para o Turismo
Turismo
Porto de Setúbal reforça aposta nos cruzeiros e participa na Seatrade Cruise Global
Destinos
Coimbra acolhe 2.ª edição da Feira de Emprego do Centro
Emprego e Formação

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, garante que, na privatização da TAP, o governo tem duas exigências e não vai abdicar “da salvaguarda do valor estratégico da companhia nem da manutenção do hub em Lisboa”.

“O governo está a preparar a abertura do capital da empresa mas podemos, desde já, adiantar o que não vamos abdicar nesta operação. Não vamos abdicar da salvaguarda do valor estratégico da companhia nem da manutenção do hub em Lisboa”, afirmou João Galamba, durante uma audição regimental no Parlamento.

De acordo com declarações do governante esta quarta-feira, 22 de março, o governo está a preparar a “abertura do capital da empresa”, mas não vai avançar com a venda da transportadora de bandeira nacional sem estes “pontos de partida”.

“Não temos ponto de chegada apenas definido pelo encaixe financeiro. Temos a certeza de que esta é uma empresa com viabilidade, sustentável e não foi esse o fundamento da intervenção pública na companhia”, adiantou na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, citado pelo Diário de Notícias.

Em relação à manutenção de uma participação publica na companhia aérea, João Galamba garantiu ainda que “o valor estratégico da TAP” não está aliado “a percentagens” e as “companhias têm futuro integradas em grandes grupos de aviação”.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados
Unlock Boutique Hotels comemora 8 anos com nova Central de Reservas
Hotelaria
SPAC fica sem direção e vai para novas eleições
Aviação
Albufeira tem nova estratégia de desenvolvimento, promoção e captação de novos turistas
Destinos
A partir de 29 de junho: Vai ser possível viajar em Classe Business nos programas da Jolidey
Distribuição
Bestfly diz estar a trabalhar para “assegurar o bom funcionamento da ligação entre ilhas em Cabo Verde”
Aviação
ESHTE apoia criação de escola de Turismo na Guiné-Bissau
Emprego e Formação
Valência limita grupos turísticos entre 20 e 25 pessoas
Destinos
Programa de Governo destaca 12 pontos para o Turismo
Turismo
Porto de Setúbal reforça aposta nos cruzeiros e participa na Seatrade Cruise Global
Destinos
Coimbra acolhe 2.ª edição da Feira de Emprego do Centro
Emprego e Formação
PUB
Aviação

SPAC fica sem direção e vai para novas eleições

Tiago Faria Lopes, atual presidente da direção do SPAC, deverá candidatar-se novamente à liderança da estrutura sindical, cujo atual mandato terminava em novembro.

A direção do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) caiu na sequência da demissão de dois membros, o que vai levar a novas eleições na estrutura sindical, avança o Expresso.

Tiago Faria Lopes, atual presidente da direção do SPAC, deverá candidatar-se novamente à liderança da estrutura sindical, apurou o Expresso, que lembra que o mandato desta direção terminava em novembro.

João Lira Abreu e Nuno Vaz foram os elementos da direção do SPAC que se demitiram.

O Expresso diz que, nos últimos dias, houve a informação de que existia desconforto na direção no SPAC devido à recente Assembleia Geral, onde foi aprovada por uma escassa maioria a suspensão dos aumentos salariais em 2024, uma vez que os custos com trabalhadores quase duplicaram de 2022 para 2023.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

Bestfly diz estar a trabalhar para “assegurar o bom funcionamento da ligação entre ilhas em Cabo Verde”

A Bestfly, que controla o capital social da TICV – Transportes Interilhas de Cabo Verde, garante que a venda de bilhetes foi “suspensa temporariamente” como medida preventiva face à indisponibilidade de dois aviões ATR 72-600 e garante estar a trabalhar para “assegurar o bom funcionamento da ligação entre ilhas em Cabo Verde”.

A Bestfly veio esta terça-feira, 9 de abril, esclarecer que a venda de bilhetes da TICV – Transportes Interilhas de Cabo Verde foi “suspensa temporariamente no dia 4 de março de 2024 como medida preventiva face à indisponibilidade dos dois aviões ATR 72-600” e garante que está a trabalhar para “assegurar o bom funcionamento da ligação entre ilhas em Cabo Verde”.

Num nota enviada à imprensa, a empresa de aviação nega a notícia avançada pela Lusa e que dava conta que a transportadora aérea tinha suspendido as ligações entre as ilhas cabo-verdianas e sem previsões de regresso, tendo a venda de bilhetes sido igualmente suspensa.

Agora, a Bestfly, que controla o capital social da TICV, que é a companhia aérea que está a operar voos entre as várias ilhas do arquipélago, veio esclarecer que a “venda de bilhetes foi suspensa temporariamente no dia 4 de março de 2024 como medida preventiva face à indisponibilidade dos dois aviões ATR 72-600, que executavam a ligação inter-ilhas e que foram submetidos aos normais procedimentos de manutenção a que estão obrigados”.

“É, por isso, falso que esta suspensão tenha sido realizada “sem previsões de regresso”, lê-se na nota informativa divulgada, na qual a Bestfly explica ainda que esta suspensão foi uma “ação responsável da TICV e de caráter temporário, com efeito até entrar em vigor a solução para regularizar a ligação inter-ilhas”.

A empresa acrescenta que esta suspensão “constituiu uma medida tomada proativamente pela TICV, de acordo com o seu dever de não comercialização de bilhetes neste cenário transitório e de proteção dos passageiros com bilhetes adquiridos previamente”.

A Bestfly diz, por isso, que “continua comprometida com a prestação de um bom serviço inter-ilhas em Cabo Verde, tendo com esta decisão assumido a responsabilidade de preservar, acima de tudo, o interesse dos seus passageiros”.

A Bestfly aproveita também para revelar que, a 8 de abril de 2024, foram iniciados “os procedimentos de envio para Cabo Verde de uma aeronave contratualizada pela TICV para assegurar a manutenção da ligação inter-ilhas no arquipélago, cuja entrada foi autorizada pela Agência de Aviação Civil”.

Este aparelho, acrescenta a informação divulgada, é um “Bombardier Dash 8 Q300, com capacidade para transportar 50 passageiros”, que estava na África do Sul e que deverá ter chegado esta quarta-feira, 10 de abril, a Cabo Verde.

“Estando concluída a mobilização da aeronave para Cabo Verde, a operação da TICV será regularizada com brevidade. Esta aeronave ficará ao serviço da TICV até à entrada em linha dos ATR 72-600 que se encontram em manutenção”, lê-se ainda no comunicado enviado à imprensa.

Nuno Pereira, CEO da BestFly World Wide, garante que a empresa vai continuar a “trabalhar no sentido de assegurar o bom funcionamento da ligação entre ilhas em Cabo Verde”, até porque está ciente da importância deste serviço para a coesão territorial e social do arquipélago.

“Desempenhamos esta missão com um grande sentido de responsabilidade. Procurámos agir de forma responsável e proativa para evitar a aquisição de bilhetes neste momento de transição, antes da chegada de uma nova aeronave que irá repor o funcionamento da conectividade inter-ilhas”, garante o responsável.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Porto de Setúbal reforça aposta nos cruzeiros e participa na Seatrade Cruise Global

O Porto de Setúbal explica que esta participação se insere no reforço da aposta na indústria dos cruzeiros, uma vez que a infraestrutura se pretende posicionar “como porto vocacionado para receber pequenos navios de cruzeiros, inseridos em rotas europeias”.

O Porto de Setúbal está a participar na Seatrade Cruise Global, o maior evento mundial da indústria de cruzeiros, que se encontra a decorrer em Miami, EUA, até esta quinta-feira, 11 de abril.

Num comunicado enviado à imprensa, o Porto de Setúbal explica que esta participação se insere no reforço da aposta na indústria dos cruzeiros, uma vez que a infraestrutura se pretende posicionar “como porto vocacionado para receber pequenos navios de cruzeiros, inseridos em rotas europeias”.

A aposta neste tipo de cruzeiros, acrescenta o Porto de Setúbal, “permitirá desenvolver a região e potenciar sinergias com outras áreas económicas, tais como o turismo, a marítimo-turística, a pesca e a aquicultura”.

“A aposta na atividade de cruzeiros justifica-se pela procura crescente do porto por parte dos operadores e pelo interesse que manifestam em incluí-lo nos seus itinerários. Para além das experiências com escalas anteriores, uma 2019 e outra em 2021, estão já previstas quatro para 2024. Estima-se que, em poucos anos, seja alcançada uma “velocidade de cruzeiro” de quarenta navios por ano”, afirma António Caracol, vogal do Conselho de Administração da APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.

Recorde-se que, atualmente, a APSS está a ultimar o projeto para um edifício modular, de apoio à atividade de cruzeiros, a construir em zona portuária, junto à Doca dos Pescadores, cujo desenho e requisitos têm vindo a ser articulados com as entidades que efetuam o controlo operacional e têm envolvimento nas escalas, concretamente com a Autoridade Aduaneira, a GNR e Capitania / Polícia Marítima.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

MSC Cruzeiros anuncia início da construção do MSC World Asia

O MSC World Asia será o terceiro navio da “World Class” da MSC Cruzeiros, que deverá ser entregue à companhia de cruzeiros em 2026. Em abril do próximo ano, chega ainda o MSC World America, o segundo desta classe, cuja cerimónia de ‘float out’ já foi realizada.

A MSC Cruzeiros e os estaleiros Chantiers de l’Atlantique anunciaram esta quarta-feira, 10 de abril, o início da construção do MSC World Asia, o terceiro navio da “World Class” da companhia de cruzeiros, que deverá ser entregue em 2026.

O anuncio foi feito durante a Seatrade Cruise Global, em Miami, durante a qual a MSC Cruzeiros realizou também o  float out do MSC World America, o segundo navio desta classe, que vai ser batizado em Miami, a 9 de abril de 2025.

“O nome segue o formato dos navios de “World Class” que homenageiam os diferentes continentes, simbolizando a natureza global da MSC Cruzeiros e, embora os detalhes de onde o navio irá operar ainda não tenham sido revelados, o MSC World Asia contará com toques de design exclusivos, experiências e características inspiradas neste incrível continente”, começa por indica a companhia de cruzeiros.

Tal como o MSC World Europa e o MSC World America, também o terceiro navio desta classe vai ser movido a GNL, um tipo de combustível mais sustentável e que continua a ser visto como o “caminho para a descarbonização marítima”, entre outras inovações que permitem um menor impacto ambiental, a exemplo da ligação à rede elétrica em terra.

Além do nome do terceiro navio da “World Class”, a MSC Cruzeiros realizou também a cerimónia de float out do MSC World America, que decorreu no estaleiro de Saint-Nazaire em França e que assinala a entrada na fase final de construção deste navio.

“O navio ultramoderno entra na sua fase final de construção, pronto para ser oficialmente nomeado no dia 9 de abril de 2025 no novo e moderno terminal da MSC Cruzeiros em PortMiami, com uma viagem de celebração para a Ocean Cay MSC Marine Reserve”, indica ainda a MSC Cruzeiros.

De acordo com a MSC Cruzeiros, este navio “promete um novo mundo de cruzeiros com uma série de novos recursos enriquecedores e envolventes, especialmente concebidos para todos os segmentos do mercado de cruzeiros norte-americano, desde jovens casais até famílias multigeracionais”.

“O MSC World America é mais um exemplo da incrível parceria profissional entre nós e os Chantiers de l’Atlantique, com quem concebemos cinco protótipos distintos e inovadores-sendo o mais recente a inovadora plataforma “World Class”. Em cada navio, esforçamo-nos por melhorar e aperfeiçoar não apenas a tecnologia ambiental, mas também os novos recursos que enriquecem a experiência do passageiro”, refere Pierfrancesco Vago, Executive Chairman da MSC Cruises.

Além das preocupações ambientais, os navios da “World Class” da MSC Cruzeiros contam com uma silhueta distinta, que exibe uma “proma de prumo exclusiva que se eleva verticalmente a partir da linha da água com uma elegante popa em forma de Y que se abre para uma impressionante promenade”.

“Estes navios são uma metrópole urbana ultramoderna no mar, oferecendo um mundo de experiências diferentes- abrangendo 22 decks, com mais de 2.600 camarotes e suítes, oferecendo mais de 40.000 metros quadrados de espaço público e apresentando o maior Yacht Club da MSC Cruzeiros até hoje. O exclusivo conceito “navio dentro de um navio” oferece níveis de conforto incomparáveis, com generosos espaços públicos que incluem um lounge e restaurantes privativos, camarotes elegantes e áreas externas com um solário que se estende por dois decks com vistas panorâmicas para o oceano”, refere ainda a MSC Cruzeiros.

 

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

Azul retoma voos para o Acre e passa a voar para todas as capitais brasileiras

Com a abertura de dois voos diários para Rio Branco, no estado brasileiro do Acre, a 4 de outubro, a Azul passa a voar para todas as 27 capitais brasileiras.

A Azul – Linhas Aéreas do Brasil vai retomar, a 4 de outubro, os voos para Rio Branco, no estado brasileiro do Acre, passando a ligar todas as 27 capitais brasileiras, informou a companhia aérea, em comunicado.

A operação para o Acre, indica a companhia aérea, vai contar com dois voos por dia, ligando a capital acreana com Rondônia e Minas Gerais, sendo a única rota direta do Acre com a região Sudeste.

“Os voos serão operados por aeronaves Airbus A320, com capacidade para 174 Clientes, o que aumentará em 50% a oferta de assentos no aeroporto de Rio Branco”, revela a Azul, explicando que “os dois voos vão conectar as três capitais, Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Belo Horizonte (MG)”.

De acordo com a transportadora, o primeiro voo sai às 08h45 de Belo Horizonte e chega em Rio Branco às 11h00, depois segue em direção a Porto Velho, pousando às 13h55, e retornando para a capital mineira às 14h40 com chegada prevista às 19h05.

Já o segundo voo parte às 21h40 de Belo Horizonte e chega em Porto Velho às 0h05, pousando em Rio Branco às 01h00, retornando para a capital mineira às 01h45 com chegada prevista às 07h40.

“Esta retoma é um marco muito importante para a Azul, pois operar em todas as capitais vai ao encontro da proposta da empresa de conectar o Brasil com os brasileiros. Isso é especialmente importante num país de dimensões continentais, em que o transporte regional que fazemos assume um protagonismo maior”, refere Fábio Campos, vice-presidente Institucional da Azul.

Os voos da Azul para o Acre permitem também conexão com outros 54 destinos no Brasil, como Brasília, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo, além de voos internacionais como Fort Lauderdale e Orlando, nos Estados Unidos, e Curaçao no caribe, através do BH Airport, o hub da Azul em Belo Horizonte.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

easyJet recebe mais um avião A321neo

A easyJet recebeu esta terça-feira, 9 de abril, mais um aparelho A321neo, o 400.º a juntar-se à frota da companhia aérea low cost e cujo primeiro voo foi realizado com uma mistura com 5% de Combustível de Aviação Sustentável (SAF).

Publituris

A easyJet recebeu esta terça-feira, 9 de abril, mais um avião A321neo, o 400.º a juntar-se à frota da companhia aérea low cost e cuja entrega foi assinalada com uma cerimónia na fábrica da Airbus em Hamburgo, na Alemanha.

“A mais nova aquisição à frota apresenta um design de pintura especial, com o número 400 composto por aviões em miniatura”, refere a easyJet, explicando que também o primeiro voo deste novo avião foi especial.

Este primeiro voo do novo avião da easyJet, que decorreu esta terça-feira e ligou Hamburgo-Finkenwerder ao hangar de manutenção da easyJet em Berlim/Brandemburgo, foi alimentado “com 5% de Combustível de Aviação Sustentável (SAF), marcando a primeira utilização de SAF num serviço easyJet na Alemanha”.

“À medida que continuamos o nosso programa de renovação da frota com aeronaves mais eficientes em termos de consumo de combustível e mais silenciosas da família A320neo, estamos orgulhosos de continuar a trabalhar com a Airbus e a CFM, que têm uma abordagem persistente ao nível da produção e sustentabilidade e continuam a ser parceiros fiáveis da easyJet”, congratula-se David Morgan, Diretor de Operações da easyJet, citado no comunicado divulgado pela companhia aérea.

Recorde-se que o primeiro avião Airbus A320 foi entregue à easyJet há 20 anos e, desde então, a companhia aérea tornou-se num dos maiores operadores destes aparelhos, contando, atualmente, com mais de 330 destas aeronaves ao serviço.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Foto: Frame It

Transportes

Teresa Gonçalves demite-se da presidência da SATA

A presidente da companhia aérea açoriana SATA, Teresa Gonçalves, demitiu-se do cargo por “motivos pessoais”, anunciou o Governo Regional.

Publituris

No cargo desde abril de 2023, após a saída de Luís Rodrigues para a liderança da TAP,  Teresa Gonçalves apresentou a demissão, indicando o Governo Regional dos Açores que a presidente da SATA (grupo que inclui a SATA Air Açores e a Azores Airlines) alegou “motivos pessoas”.

Em entrevista ao jornal Publituris, publicada na edição de 29 de março, Teresa Gonçalves fazia um balanço “muito positivo”, referindo que “conseguimos implementar coisas muito giras e trabalhar internamente com os nossos trabalhadores, dando-lhes formação e criando condições para eles se sentirem bem no trabalho e dar a conhecer a SATA, ou seja, pôr a SATA no mundo”.

Na altura, a ainda CEO da SATA salientava que havia muito trabalho para “dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte, nomeadamente em Boston e em Nova Iorque, mas também em Toronto, no Canadá. Portanto, fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado, que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior”.

Leia a última entrevista dada pela CEO do grupo SATA, Teresa Gonçalves, ao Publituris.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Foto: Frame It

Transportes

“Temos trabalhado muito para dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte”

Há um ano à frente da SATA, Teresa Gonçalves, presidente do grupo de aviação açoriano, falou com o Publituris sobre a mudança de estratégia, que já está a permitir resultados históricos, nomeadamente nos mercados da América do Norte. As novas rotas e os processos de reestruturação e privatização também foram temas nesta conversa.

Inês de Matos

Em 2023, as duas companhias aéreas do Grupo SATA – Azores Airlines e SATA Air Açores – transportaram 2,4 milhões de passageiros, número histórico que, segundo Teresa Gonçalves, presidente do grupo de aviação açoriano, se deve ao crescimento do turismo nos Açores, mas principalmente a uma mudança de estratégia que tem permitido “pôr a SATA no mundo”, principalmente em mercados como o da América do Norte, onde a Azores Airlines, a companhia aérea que realiza os voos para fora dos Açores, tem vindo a reforçar a capacidade e a atrair passageiros.

Apesar desta entrevista ter sido realizada nos primeiros dias de março, quando os resultados financeiros do grupo de aviação ainda não tinham sido publicados, Teresa Gonçalves mostra-se otimista e esperava que eles evidenciassem “uma tendência muito positiva”.

Tudo isto leva Teresa Gonçalves a fazer um balanço positivo do seu primeiro ano à frente da SATA, cujo processo de privatização continua parado e sem perspetivas de retoma.

É CEO da SATA há cerca de um ano. Qual é o balanço que faz destes primeiros meses à frente deste grupo de aviação açoriano?
O balanço é muito positivo, costumo dizer que já estava na SATA antes, era administradora com o pelouro financeiro, tinha a meu cargo dossiers muito importantes, como o da reestruturação e submissão do plano à Comissão Europeia.  Portanto, na verdade sempre estive muito envolvida e já tinha um papel muito importante em termos dos grandes dossiers.

Faço um balanço muito positivo porque conseguimos implementar coisas muito giras e trabalhar internamente com os nossos trabalhadores, dando-lhes formação e criando condições para eles se sentirem bem no trabalho e dar a conhecer a SATA, ou seja, pôr a SATA no mundo.

Portanto, o balanço deste primeiro ano é muito positivo.

Fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado [América do Norte], que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior

Ao longo destes meses, quais foram os momentos mais desafiantes que identifica e porquê?
Os desafios passam sempre pela relação com as pessoas, todas as questões relacionadas com pessoas são sempre um grande desafio e as negociações com sindicatos são muito desafiantes, mas foi também um grande desafio ir para outras geografias, como a América do Norte, e mostrar que existimos, dar-nos a conhecer e falar com os destinos, com os turismos, com os governos e com as autoridades locais para eles saberem que a SATA existe. Isso também foi um grande desafio.

Resultados 2023
Em 2023, as companhias aéreas do Grupo SATA tiveram resultados operacionais positivos, com 2,4 milhões de passageiros transportados, de tal forma que 2023 se tornou no melhor ano de sempre para o grupo. Já se sente responsável por estes resultados?

Claro, claro que sinto, sem dúvida. Este é o resultado de tudo o que temos feito e é o resultado de termos agarrado a oportunidade e termos ido à América do Norte dar a conhecer a SATA. Temos trabalhado muito para dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte, nomeadamente em Boston e em Nova Iorque, mas também em Toronto, no Canadá. Portanto, fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado, que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior.

Este é o resultado disso, é o resultado de termos estado mais ativos no mercado, de termos mostrado que existimos e termos uma série de iniciativas com várias entidades.

No Porto, também aconteceu isso, começámos a dinamizar mais ações com as autoridades locais, com um papel mais interventivo e que permitiu criar novas rotas.

Por isso, sim, sem dúvida que já me sinto responsável por estes resultados.

Quais foram as rotas da Azores Airlines ou da SATA Air Açores que, no ano passado, apresentaram resultados mais positivos?
As rotas da América do Norte têm um papel muito expressivo e são rotas muito importantes. Vemos que a SATA estava muito vocacionada para servir a diáspora e uma das coisas de que nos podemos congratular é que, hoje, efetivamente, servimos a diáspora mas servimos também o mercado turístico e esse está a crescer muito. As pessoas já sabem que podem vir, via Açores, para se ligarem ao mundo, seja à Europa ou a África, através de Cabo Verde.

A rota de Cabo Verde também é muito importante e expressiva no nosso mercado de rotas, é importante porque temos esta ligação da América do Norte a Cabo Verde que está sempre muito concorrida e, portanto, claramente estas são as rotas mais importantes.

O turismo nos Açores tem vindo a crescer e a atingir bons resultados. Esse aumento da procura turística pelos Açores também ajuda a explicar os bons resultados da SATA?
Sem dúvida, os Açores são um destino muito importante e que está a ganhar uma preponderância muito especial e isso já tinha acontecido na pandemia, quando os Açores começaram a ser um destino de fuga para quem queria sair, ter paz e ar livre, sem preocupações.

Os Açores são um destino sustentável, que tem ganho constantemente prémios de destino sustentável, de melhor destino aventura ou melhor destino de outra coisa qualquer.

Portanto, tem havido essa aposta e nós temos a sorte de estarmos nos Açores e de conseguirmos conciliar, não só o destino sustentável, mas por outro lado toda a Europa. Podemos levar as pessoas, através da Europa, para todo o mundo. Quase que permite visitar um destino maravilha como os Açores e depois seguir para qualquer parte do mundo.

Hoje, efetivamente, servimos a diáspora mas servimos também o mercado turístico e esse está a crescer muito

Além dos resultados operacionais, também os financeiros têm vindo a melhorar. Qual é a sua expetativa em relação aos resultados de 2023?
Tenho uma ideia muito clara, mas ainda não posso falar sobre os resultados, mas claramente temos uma tendência muito positiva, o que é muito bom. [Esta entrevista foi realizada poucos dias antes dos resultados financeiros do Grupo SATA serem conhecidos e que vieram mostrar que, apesar de uma melhoria de 8,1 milhões de euros face ao resultado negativo de 32,4 milhões de euros do ano anterior, a Azores Airlines ainda apresentou, no ano passado, um prejuízo de 24,3 milhões de euros].

Reestruturação e privatização
A SATA está, atualmente, em processo de reestruturação ditado pela Comissão Europeia. Qual foi o impacto desta reestruturação no regresso da SATA aos bons resultados?
Sem dúvida que a reestruturação foi positiva. Quando cheguei à SATA, a SATA estava muito debilitada em termos operacionais e financeiros, por isso é que recorremos a um processo de auxílio de Estado junto da Comissão Europeia e foi também por isso que apresentámos um plano de reestruturação para reestruturar o grupo como um todo.

Obviamente que houve aqui um trabalho muito grande e, hoje, podemos dizer que temos uma operação consistente e que temos um produto que é bom para o passageiros, que tem qualidade e o plano de reestruturação permitiu-nos olhar para os mercados onde estávamos e consolidar a nossa presença nesses mercados e, depois, financeiramente também permitiu começar a ter um rumo e a caminhar para o ‘verde’ para podermos ter capacidade de crescer e de avançar para outras rotas e rotas novas, como lançámos agora recentemente.

Foi essa mudança de estratégia, de tentar atrair também os turistas desses mercados, que ditou este caminho de sucesso em que a SATA se encontra?
Foi fundamental porque continuamos a servir a nossa comunidade, e temos isso na nossa missão e nos nossos valores – trazer os açorianos para casa e levar os açorianos para o mundo – mas claramente que era também importante ir buscar todo o outro mercado, que tem um potencial enorme. O mercado norte-americano tem um potencial fora de série, ainda agora estivemos na Califórnia e vimos a dimensão daquele mercado que não acaba, que tem tanto potencial e muito poder de compra.

Portanto, quando fizemos esta viragem e começámos a focar-nos em divulgar a SATA enquanto companhia aérea que leva os turistas para um destino muito bom, sustentável e que até lhes dá a possibilidade de irem para qualquer parte do mundo, na Europa, América ou África, claramente que se abriu um leque de oportunidades que não estavam devidamente exploradas.

A Azores Airlines também está em processo de privatização, que foi parado devido à instabilidade política regional. Já há alguma previsão de quando poderá o processo ser retomado?
Não, a única coisa que sabemos é que o Governo vai assumir funções na próxima semana [4 de março] mas não sabemos mais nada sobre a privatização.

O júri do concurso para a privatização da companhia aérea tinha, no entanto, escolhido a proposta do consórcio Newtour/MS Aviation. O que pensa a administração da SATA da proposta deste consórcio, que conta com a participação de um grande grupo de turismo dos Açores?
Não faço a mínima ideia, temos um processo muito bem montado, com um júri que esteve a analisar todas as propostas, esteve a ver todo o processo e as propostas que foram apresentadas e a SATA, neste momento, está num caminho paralelo. Agora, que o processo foi suspenso, ainda não tivemos acesso ao relatório final, nem outras conclusões e, portanto, neste momento, não me consigo pronunciar.

Sem dúvida que a reestruturação foi positiva. Quando cheguei à SATA, a SATA estava muito debilitada em termos operacionais e financeiros

Vai continuar a liderar a SATA depois da privatização?
Costumo dizer que vou fazendo as coisas no momento em que estou e, neste momento, estou focada em continuar e consolidar a estratégia da SATA e em levar a SATA a todo o mundo, para dar a conhecer a companhia aérea e os Açores. Portanto, é algo em que não penso, que não me preocupa neste momento.

2024
Para o verão de 2024, a SATA conta com várias novidades ao nível de novas rotas. Qual é a expectativa, nomeadamente, para as novas rotas de Londres e Milão, mas também para a rota de Montreal, que até vai começar mais cedo do que estava previsto?
Vamos ter uma série de novidades. Temos Milão, Londres e Faro desde Ponta Delgada, e a expetativa é a melhor.

No caso de Faro, por exemplo, começámos com duas frequências e aumentámos para a terceira ao final de três semana. Portanto, Faro está a correr muito bem.

Milão é uma rota muito apetecível e que tem muita ligação com a América do Norte. Analisámos o potencial destas rotas, até mesmo com o tráfego de ligação e são rotas que, pelo que estamos a ver, estão a correr muito bem.

Montreal é uma rota que já tínhamos, este ano, o que acontece é que vamos iniciá-la dois meses antes. Vamos ter uma frequência de abril a final de maio e, depois, a partir de junho temos quatro frequências, ou seja, uma frequência a mais do que no ano passado e com a vantagem de que vamos fazer a rota à noite e, portanto, quando as pessoas chegam já têm ligação para a Europa e para todas as ilhas dos Açores.

Por outro lado, vamos ter também o Porto com ligação direta à América do Norte, o que é uma novidade porque a rota era sempre via Ponta Delgada e, agora, vai haver uma ligação direta, o que é bastante bom para os passageiros do Porto.

Falou sobre Faro mas queria saber porque decidiu a SATA apostar em Faro, foi com o objetivo de proporcionar um destino de lazer aos açorianos?
É um misto. A SATA em tempos já tinha voado para Faro, antes de eu chegar à companhia aérea, mas depois a rota foi descontinuada. O que acontece é que os açorianos têm uma grande apetência por Faro mas os norte-americanos também e, portanto, vemos isto sempre pelo lado de como conseguimos conjugar os destinos para onde voamos com os destinos que queremos ligar.

Claro que também vamos ter pessoas do Algarve a viajar para os Açores porque se torna mais fácil chegar aos Açores.

O plano de reestruturação permitiu-nos olhar para os mercados onde estávamos e consolidar a nossa presença

Também a operação intra-regional entre a Madeira e os Açores tem vindo a ser reforçada, assim como as ligações desde a Madeira à América do Norte. Qual é o balanço que a SATA faz desta operação na Madeira e qual é a possibilidade de ela vir a aumentar ainda mais no futuro?
Fazemos um balanço bastante positivo, temos trabalhado em conjunto com o Turismo da Madeira para promover e dinamizar estas rotas e o objetivo é continuarmos a trabalhar com eles para vermos ângulos que possamos explorar para dinamizar estas rotas.

Desafios para 2024
Apesar da aviação, de uma forma global, estar a registar resultados positivos, há no mundo vários desafios que podem impactar negativamente o transporte aéreo. Qual é a opinião da SATA sobre as perspetivas mundiais, será possível continuar a crescer apesar de tantos desafios?
Desde a COVID-19 que nunca mais nada foi igual. Isto é um facto e, por outro lado, temo-nos deparado muito com questões muito ligadas com a falta de capacidade de recursos humanos em geral. É um problema geral que afeta também muito o mundo da aviação e todas as entidades que trabalham na nossa cadeia de valor e isso vê-se quando os aviões começam a atrasar porque vão para manutenção mas não há capacidade de resposta e atrasam meses. Isto tem impacto na operação e temos de alugar aviões para garantir a qualidade do serviço e para garantir que os passageiros ficam com o serviço assegurado. Portanto, isto tem impacto.

Depois, tivemos, em fevereiro de 2022, a guerra da Ucrânia que, parecendo que não, fez os combustíveis disparar e, apesar de, em 2023, termos reparado que houve aqui um decréscimo no preço e de ser expectável que este decréscimo se mantenha em 2024, apesar de não ser muito significativo, o facto é que estamos em níveis onde nunca tínhamos estado.

Portanto, houve aqui, claramente, um salto muito grande e não sei se, algum dia, vamos voltar aos níveis anteriores.

Isto, claramente, tem um custo muito grande que não podemos passar completamente para o passageiro ou seria insustentável.

Mas há mais desafios. Tivemos, por exemplo, uma subida de taxas de juro muito elevada para compensar a taxa de inflação e tudo isto impacta a SATA e os nossos fornecedores. Estamos no fim da cadeia de valor e todos os nossos fornecedores vão tentando incorporar nos seus preços e contratos estes impactos, que eles próprios também sofrem, mas nós, enquanto companhia de aviação e que está no final da cadeia, também não podemos dizer que vamos refletir tudo no preço do bilhete do passageiros ou então qualquer dia deparamo-nos com a situação de que só viajam os ricos. Seria voltar outra vez a uma época em que a aviação era um produto de luxo.

Depois, também acho que temos grandes desafios ao nível da sustentabilidade e isso é pouco falado mas, efetivamente, as companhias de aviação – porque não é só a SATA, são todas – vão ter grandes desafios, nomeadamente na adoção dos combustíveis sustentáveis. A partir de 2025, está imposta pela Comissão Europeia a adoção mínima de 2% e, ao longo dos anos, será aumentada a percentagem de SAF – Combustíveis Sustentáveis para a Aviação que os aviões têm de usar mas o problema é que não há SAF disponível e o que existe é muito caro. Portanto, se não houver aqui um trabalho muito bem feito, com os governos e outras entidades para assegurar que o SAF vai estar disponível e é viável, vemos isto como uma preocupação para a aviação.

[O aeroporto de Lisboa] é algo que esperamos que esteja resolvido em breve, mas não opinamos relativamente ao local, apenas queremos é que seja resolvido, da forma que for melhor para todos mas, acima de tudo, para garantir níveis de pontualidade

A sustentabilidade é, realmente, um desafio para a aviação, atualmente. O que é que a SATA tem vindo a fazer neste âmbito, já há, por exemplo, uma política de sustentabilidade definida?
Em termos de sustentabilidade, a SATA tem feito um trabalho muito grande. Temos três pilares de sustentabilidade e é preciso não esquecer que, quando falamos em sustentabilidade, ela envolve três áreas: a sustentabilidade ambiental, social e a governança.

A SATA tem trabalhado muito e temos uma política de sustentabilidade e, em termos ambientais, temos feito muito trabalho com a IATA e aderido a uma série de iniciativas e certificações para garantir que estamos de acordo com tudo aquilo que é definido pela indústria e melhores práticas, e fizemos a renovação da frota para aviões que poupam combustível. Os nossos aviões, hoje em dia, poupam cerca de 20% do combustível face aos que tínhamos, emitem menos ruído em termos de motores e, portanto, são também melhores para as comunidades locais, e temos ainda apostado em veículos elétricos no aeroporto, bem como em práticas sustentáveis nos nossos escritórios.

Na parte da governança, que para nós é o pilar de tudo, fizemos questão de criar uma área só focada nesta temática porque é daqui que vão sair todas as políticas, regulamentos e todas as formas de trabalhar.

Temos de ter os nossos alicerces bem construídos para podermos trabalhar e acho que fizemos isto da melhor maneira e conseguimos ter, hoje, uma empresa muito bem estruturada e organizada, com tudo muito bem definido.

Depois, temos ainda a parte social, porque olhamos não só para dentro, ou seja, para os nossos trabalhadores, como para a nossa comunidade. E temos feito muita coisa porque a nossa preocupação são as pessoas e achamos que devemos investir em formação e sugeri que se montasse um programa de formação, denominado “12 meses, 12 formações”, mas acabou por ser “12 meses, 15 formações”. Estamos a dar formação em várias áreas, muitas vezes até em áreas da vida comum, explicando o que é, por exemplo, uma taxa de inflação, que impacto tem nas taxas de juro. O objetivo é dar às pessoas formação básica e, por isso, montámos este programa, que tem tido adesão.

E montámos também um programa de saúde mental, que também tem tido muita adesão. No início, achámos que poderia haver alguma relutância das pessoas, mas tem tido muita adesão e, por isso, vamos continuar este programa.

Temos, de facto, uma série de iniciativas e temos uma muito gira e que impacta a comunidade onde vivemos, que é um programa que inclui uma aplicação que calcula os nosso passos diários, que são depois convertidos em milhas, que são doadas a instituições nos Açores, que podem assim voar ou proporcionar experiências.

Portanto, temos tentado desenvolver uma série de iniciativas e, acima de tudo, promover um equilíbrio muito grande entre o trabalho e a vida pessoal, para que as pessoas se sintam bem a trabalhar. E acho que estamos no bom caminho em termos de sustentabilidade.

Desafio vai continuar também a ser o aeroporto de Lisboa, uma vez que continuam a existir muitas dúvidas sobre a escolha da nova infraestrutura. No caso da SATA, há alguma preferência sobre a localização ou sobre o tipo de infraestrutura?
O aeroporto de Lisboa, efetivamente, tem alguns constrangimentos, temos trabalhado muito com a ANA – Aeroportos de Portugal porque operamos em Lisboa com constrangimentos mas em Ponta Delgada também temos bastantes desafios e a ANA tem sido um parceiro da SATA na tentativa de encontrar soluções, uma vez que nas ilhas ainda é mais complicado lidar com os problemas aeroportuários.

Efetivamente, o aeroporto de Lisboa tem estas condicionantes todas, que todas as companhias aéreas estão a sofrer e que impactam os nossos voos, porque há atrasos que, depois, se refletem nos restantes voos. Mas temos conseguido minimizar o atraso que esteve na origem.

É algo que esperamos que esteja resolvido em breve, mas não opinamos relativamente ao local, apenas queremos é que seja resolvido, da forma que for melhor para todos mas, acima de tudo, para garantir níveis de pontualidade porque os passageiros esperam isso quando começam as suas viagens.

Se tivesse que formular um desejo para o que falta do seu mandato na SATA, o que é que desejaria?
Era que continuássemos no bom trabalho que temos feito, continuarmos a pôr a SATA no mundo porque a SATA é muito pequenina, estava ali no meio do Atlântico e era desconhecida mas, a pouco e pouco, temos conseguido inverter isso. Portanto, o que desejo é que continuemos a fazer o trabalho que temos feito, que penso que é um excelente trabalho.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Aviação

Turkish Airlines fecha 2023 com recorde de 83,4 milhões de passageiros transportados

A Turkish Airlines fechou 2023 com 83,4 milhões de passageiros, registando aumentos de passageiros transportados tanto a nível doméstico como internacional

Publituris

A Turkish Airlines fechou 2023 com um recorde de 83,4 milhões de passageiros transportados, número que traduz fortes aumentos tanto a nível doméstico como internacional, segundo um comunicado da transportadora aérea de bandeira da Turquia.

Na informação divulgada, a Turkish Airlines indica que, a nível doméstico, transportou mais de 30 milhões de passageiros, num aumento de capacidade de 23,5% face a 2022, enquanto a nível internacional foram transportados 53 milhões de passageiros, o que corresponde a um aumento de 14% e que resulta de um acréscimo de capacidade de 16% face ao ano anterior.

A Turkish Airlines destaca ainda o bom comportamento dos mercados europeus que contam com comunidades turcas residentes e onde o número de passageiros cresceu 20% em 2023.

A companhia aérea da Turquia refere ainda que, desde 2019, já realizou um aumento de 27% na capacidade oferecida a nível internacional, o que traduz uma subida muito superior à média das companhias aéreas internacionais, onde este indicador continua ainda 12% abaixo do período pré-pandemia.

“Além disso, como resultado dos investimentos do nosso país em infraestruturas de aviação, o Aeroporto de Istambul emergiu como o principal aeroporto europeu em termos de número diário de voos”, destaca ainda a Turkish Airlines, que está baseada na maior cidade da Turquia.

A Turkish Airlines lembra ainda que está também a expandir a sua frota e que tem o objetivo de chegar aos 800 aparelhos até 2033, quando a transportadora aérea assinala o seu 100.º aniversário, motivo pelo qual, em 2023, a companhia aérea aumentou o seu número de aeronaves em 12%, para 440, “apesar dos desafios globais na aquisição de aeronaves e dos estrangulamentos na sua produção”.

 

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Norwegian Epic e Norwegian Getaway no porto de Civitavecchia (Roma)

Transportes

Companhias da Norwegian Cruise Line Holdings ganham oito novos navios até 2036

Norwegian Cruise Line, Oceania Cruises e Regent Seven Seas Cruises são as companhias que vão receber os novos navios, que vão ser construídos nos estaleiros italianos de Fincantieri e cuja chegada começa já em 2025.

Publituris

As companhias de cruzeiros da Norwegian Cruise Line Holdings vão assistir a uma “expansão sem precedentes” das suas frotas, uma vez que vão ganhar oito novos navios até 2026, avança a publicação britânica Travel Weekly.

Norwegian Cruise Line, Oceania Cruises e Regent Seven Seas Cruises são as companhias que vão receber os novos navios, que vão ser construídos nos estaleiros italianos de Fincantieri e cuja chegada começa já em 2025.

“Este pedido estratégico de novos navios para todas as nossas três marcas proporciona a introdução constante de navios de última geração na nossa frota e solidifica o nosso crescimento a longo prazo”, afirma Harry Sommer, presidente executivo da Norwegian Cruise Line Holdings.

De acordo com a Travel Weekly, a Norwegian Cruise Line vai receber quatro novos navios de 200 mil toneladas e capacidade para transportar quase cinco mil passageiros, que devem chegar em 2030, 2032, 2034 e 2036, mas que estão ainda dependentes de financiamento.

Os novos navios, acrescenta a Travel Weekly, vão ser entregues após a chegada dos quatro novos navios da classe Prima-Plus que a Norwegian Cruise Line está a aguardar e cujas entregas vão decorrer entre 2025 e 2028.

Para a Oceania Cruises estão ainda previstos dois novos navios de 86.000 toneladas e que vão ter capacidade para transportar 1.450 passageiros, que vão chegar entre 2027 e 2029, após a entrega do último navio da classe Allura, em 2025.

A Regent Seven Seas Cruises vai receber ainda dois navios de 77 mil toneladas, cada um com capacidade para 850 passageiros e que têm entrega prevista em 2026 e em 2029.

A Travel Weekly diz que a Norwegian Cruise Line Holdings remete mais “detalhes sobre comodidades, cabines, restaurantes, entretenimento, eficiência, sustentabilidade e outros recursos dos navios” para os “próximos meses”.

Por enquanto, não se sabe quanto vão custar estes oito novos navios, mas a Norwegian Cruise Line Holdings indicou que obteve financiamento de crédito com condições favoráveis para financiar 80% do preço do contrato de cada um dos dois navios da Oceania Cruises e da Regent Seven Seas Cruises, ainda que esse financiamento esteja sujeito a certas condições.

Além da encomenda de oito novos navios, a Norwegian Cruise Line Holdings anunciou ainda a construção de um cais para vários navios na Great Stirrup Cay, a ilha privada do grupo nas Bahamas, que vai custar 150 milhões de dólares e deverá estar concluído em 2025.

“Estamos igualmente entusiasmados com a adição de um novo cais em Great Stirrup Cay para apoiar o nosso aumento de capacidade nas Caraíbas e a escala de vários navios na ilha, melhorando a experiência dos nossos hóspedes e proporcionando acesso contínuo e confiável à nossa ilha privada durante todo o ano”, acrescenta Harry Sommer.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.