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Governo empenhado em dar mais força ao turismo no interior com projetos concretos

Após auscultação e participação dos agentes locais e regionais, da academia e das empresas, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, que iniciou esta terça-feira um roteiro pelo interior do país, prometeu apresentar, em três meses, uma Agenda para o Turismo do Interior.

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Governo empenhado em dar mais força ao turismo no interior com projetos concretos

Após auscultação e participação dos agentes locais e regionais, da academia e das empresas, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, que iniciou esta terça-feira um roteiro pelo interior do país, prometeu apresentar, em três meses, uma Agenda para o Turismo do Interior.

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Numa declaração à imprensa, após o primeiro encontro sobre esta temática, que decorreu em Évora, Nuno Fazenda reconheceu que há um enorme potencial turístico por descobrir no interior, e afirmou que o Governo quer “ter mais interior nas políticas de turismo, sem prejuízo da importância estratégica que têm os destinos turísticos mais consolidados, como são os casos do Algarve, de Lisboa, da Madeira e também do Porto”.

Referindo que 90% da procura turística do continente se concentra no litoral, o governante, citado em comunicado do Ministério da Economia e Mar, disse que é preciso “desenvolver medidas para apoiar projetos públicos, privados, iniciativas e campanhas de promoção específicas”, para ter “mais turistas e mais mercados turísticos a visitar o interior”.

A ideia é auscultar e integrar contributos “dos atores locais e regionais, das empresas, das instituições de ensino superior sobre que projetos, que desafios, que prioridades” existem para o desenvolvimento do turismo na faixa interior do país, explicou. “É um roteiro para ouvir. É um roteiro de auscultação, de audição dos territórios, para puxarmos pelo interior, para desenvolvermos uma agenda estratégica para o turismo do interior”, insistiu, citado pela Lusa.

Após o processo de auscultação, é intenção do Governo apresentar esta agenda, em abril, traçou Nuno Fazenda, frisando que esta irá incluir “medidas e iniciativas que permitam afirmar o turismo do interior e dar força ao turismo do interior”.

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços realçou que é necessário promover “a coesão territorial”, para que Portugal possa ser “um país mais harmonioso do ponto de vista turístico” e sem que “nenhum território fique para trás”.

É por isso que em territórios como o Alentejo, a região Centro ou o Norte de Portugal, para a faixa do interior, “temos que ter medidas de apoio a projetos públicos que visem a valorização do nosso património, da nossa cultura, das nossas serras, mas também apoios diferenciados e positivos para o investimento privado e desenvolver ações de promoção específicas do interior”, sublinhou.

 

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Arrábida ganha protocolo com ICNF para desenvolver turismo de natureza

O protocolo que vai ser estabelecido com o ICNF prevê projetos de marcação, sinalização e manutenção de percursos pedestres, cicláveis e equestres, a par de estratégias de comunicação e de divulgação da Arrábida.

As Câmaras Municipais de Setúbal, Palmela e Sesimbra vão celebrar um protocolo com o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas para o desenvolvimento de projetos de turismo de natureza na Arrábida.

Num comunicado enviado à imprensa pela autarquia de Setúbal, que aprovou a colaboração esta quarta-feira, 19 de junho, em reunião pública, explica-se que este projeto visa “a dinamização concertada de ações associadas à conservação, valorização e usufruto sustentado dos recursos naturais no Parque Natural da Arrábida”.

“Projetos de marcação, sinalização e manutenção de percursos pedestres, cicláveis e equestres, a par de estratégias de comunicação e de divulgação, são iniciativas a desenvolver no âmbito deste protocolo de colaboração”, lê-se na informação divulgada.

Este protocolo enquadra-se na Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 e nos termos do Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida.

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EUA lideram receitas no turismo internacional em 2023

Segundo contas feitas pela UN Tourism, os EUA lideraram os ganhos obtidos pela atividade turística internacional, em 2023.

Contas feitas pela UN Tourism indicam que os EUA foram o país que mais receitas obteve da atividade turística internacional, em 2023, totalizando 175,9 mil milhões de dólares (cerca de 165 mil milhões de euros).

Este valor é quase o dobro alcançado pela Espanha, que no ano passado viu as receitas turísticas internacionais alcançarem 92 mil milhões de dólares (perto de 86 mil milhões de euros).

Já o Reino Unido deu um salto para o 3.º lugar, subindo do 5.º antes da pandemia, chegando, em 2023, aos 73,9 mil milhões de dólares (cerca de 69 mil milhões de euros).

O Top 10 deste barómetro da UN Tourism, relativamente às receitas do turismo internacional, é ainda composto pelos seguintes países: França (64 mil milhões de euros); Itália (52 mil milhões de euros); Emirados Árabes Unidos (49 mil milhões de euros); Turquia (46 mil milhões de euros); Austrália (43 mil milhões de euros); Canadá (37 mil milhões de euros); e Japão (36 mil milhões de euros).

Para este ano de 2024, o painel de avaliação e previsão da UN Tourism avança que 9% dos inquiridos indicam que as estimativas para o período de maio-agosto são “muito melhores” que em 2023, enquanto 53% dizem ser “melhores”, 29% apontam que será “igual”, 8% que será “pior”, e 1% que será “muito pior”.

Também nos fatores principais que pesam na recuperação do turismo internacional houve uma alteração face à análise em igual período do ano passado (maio 2023 vs maio 2024). Enquanto em 2023, o “ambiente económico” era apontando como principal fator (71%), seguido dos “custos de transporte e alojamento mais elevados” (62%) e o “conflito na Ucrânia” (31%), já neste ano de 2024, são os “custos de transporte e alojamento mais elevados” (60%) que mais preocupam os inquiridos, seguidos pelo “ambiente económico” (59%) e os “fenómenos climáticos extremos” (30%).

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Alentejo veio de “Corpo e Alma” a Lisboa para conquistar turistas da Área Metropolitana

“Alentejo de Corpo e Alma em Lisboa” é mote da ação de promoção que a região promove, no hotel Vila Galé Ópera, em parceria com este grupo hoteleiro: gastronomia, cultura, tradição, artesanato, turismo e negócios estarão em evidência até domingo, dia 23 de junho. Uma iniciativa a repetir ainda este ano, em Braga, bem como outras ações de promoção que envolverão outros grupos hoteleiros nacionais que estão a investir e a alargar o seu portefólio na região, disse o presidente da ERT do Alentejo, José Manuel Santos, num almoço com jornalistas, esta quinta-feira, no primeiro dia do evento.

O Alentejo veio a Lisboa de “Corpo e Alma”, numa iniciativa de promoção, respondendo a uma “provocação” do grupo Vila Galé, cadeia hoteleira que já possui seis unidades na região, e a caminho do sétimo.

“Uma iniciativa que foi proposta por um nosso parceiro muito relevante, o grupo Vila Galé, que felizmente para nós tem investido muito no Alentejo”, começou por afirmar o presidente da ERT Alentejo e Ribatejo, José Santos, num almoço com jornalistas, esta quinta-feira, no hotel Vila Galé Ópera, que marcou o início da ação que decorre até domingo, dia 23 de junho, realçando que “é importante para a região toda a capacidade financeira e de marketing do grupo, por isso não podíamos dizer que não a este convite”.

E o Alentejo aproveitou para promover a região cá dentro e, principalmente, tendo em conta que a Área Metropolitana de Lisboa “representa praticamente metade dos turistas do mercado nacional que nos visitam, ou seja, é aqui que estão as famílias, o segmento que mais nos procura, e utiliza a nossa hotelaria, os nossos restaurantes, que mais visita os nossos monumentos”, apontou José Santos.

O dirigente regional do Turismo fez questão de destacar que “estamos aqui nestes quatro dias, no Vila Galé Ópera, com a gastronomia, as tradições, com a cultura, o património, o artesanato, com momentos para continuarmos a mostrar aos portugueses que o Alentejo é a melhor região para passar férias”. E faz sentido, até porque, conforme lembrou, “o ano passado fomos a região portuguesa que mais cresceu no mercado interno. Relembro que a média de crescimento do país foi de 2,1% e nós crescemos 7,3%”, estimando que “este ano temos o desafio de continuar a crescer, vamos ver como é que o ano vai correr, mas até ao momento estamos sensivelmente com o mesmo número de dormidas de portugueses face a 2023”.

O presidente da ERT Alentejo e Ribatejo apresentou ainda outro exemplo aos jornalistas: “Se olharmos entre 2013 e 2023, a região que teve uma taxa de crescimento médio anual maior quer no alojamento, quer na procura, quer na oferta, foi o Alentejo, e isso significa muito como a região tem conseguido afirmar-se junto da procura portuguesa”.

Este evento, que decorre até domingo, é feito também de negócios, já que cerca de 18 empresas do Alentejo ligadas à oferta de animação turística, do incoming e do enoturismo, e 46 compradores da Área Metropolitana de Lisboa, entre DMC, agências de viagens e operadores turísticos que foram também mobilizados, recorrendo à base de dados do grupo Vila Galé, estiveram em reuniões individuais de negócios, na tarde de quinta-feira, gerando maior proximidade entre oferta e procura. Igualmente, no lobby da unidade do grupo Vila Galé em Lisboa estiveram alguns artesãos a trabalhar ao vivo, como a Olaria de Nisa e a confeção Capote’s Emotion, em Évora, que segundo avançou aos jornalistas, vai preparar a indumentária oficial dos técnicos do Turismo do Alentejo e Ribatejo que vão estar na próxima BTL, onde a região é o destino nacional convidado.

O dia de quinta-feira foi igualmente marcado por um jantar mais institucional, com a presença do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, outros parceiros de referência para a região, bem como alguns embaixadores do Turismo do Alentejo, também numa parceria com a Casa do Alentejo em Lisboa.

Sobre a Casa do Alentejo em Lisboa, José Manuel Santos afirmou que “queremos estreitar as relações com esta instituição não só na mobilização dos grupos da diáspora na zona da Grande Lisboa para estarem presentes nos nossos eventos, tanto aqui, até domingo, como na Feira Internacional do Artesanato onde, pela primeira vez o Turismo do Alentejo estará presente, de 29 de junho a 7 de julho, com stande e presença de 36 artesãos, quatro por cada um dos nove dias”. Acentuou, a propósito que, “sendo a FIA a maior Feira de Artesanato da Península Ibérica e a segunda maior da Europa, e sendo que o artesanato e a arte popular são uns dos principais argumentos de visita à região quer do Alentejo como do Ribatejo, não faria sentido nunca termos estado presentes”.

Aos lisboetas, o presidente do Turismo do Alentejo deixa o convite para “degustaram a magnífica gastronomia alentejana”, até domingo, no Vila Galé Ópera, através de jantares temáticos.

Representando o grupo Vila Galé, estiveram presentes no almoço com jornalistas, Pedro Ribeiro, diretor de Marketing e Vendas, e Porfírio Perdigão, diretor Regional de Operações no Alentejo.

Pedro Ribeiro realçou a importância do grupo hoteleiro fazer parte desta iniciativa “dada a nossa forte presença no Alentejo, onde somos a maior rede de hotéis. Temos seis unidades na região, três das quais em Beja, na Herdade de Santa Vitória, e ainda em Elvas, Alter do Chão e Évora. Além disso, também nos distinguimos pela forte aposta na gastronomia, privilegiando sempre os sabores regionais, porque acreditamos que dessa forma conseguimos enriquecer a experiência de quem nos visita e divulgamos o que é genuíno e realmente português”, sem esquecer a produção própria de vinhos e azeites no Alentejo.

Os sabores alentejanos estarão, assim, em destaque, no hotel Vila Galé Ópera, até domingo e ao jantar, acompanhados com cante alentejano, Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Esta iniciativa gastronómica, que integra o projeto “Alentejo de Corpo e Alma em Lisboa”, promovido pela Entidade Regional do Alentejo em parceria com a Vila Galé, conta com a colaboração dos chefs Romão Reis do Vila Galé Alentejo Vineyards, Alberto Muralhas do Vila Galé Collection Elvas e André Sousa do Vila Galé Ópera.

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Setúbal aprova criação de taxa turística municipal de 2€

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou a taxa municipal turística na modalidade de taxa de dormida, com o valor unitário de 2 euros., prevendo receitas anuais na ordem dos 400 mil euros.

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A Câmara de Setúbal aprovou, em reunião pública, o projeto de regulamento de criação da taxa municipal turística, a qual, com situações específicas de isenção previstas, pretende “fazer face ao aumento da despesa pública resultante da atividade e possibilitar o financiamento em novos serviços e infraestruturas de apoio ao turismo”.

A deliberação indica ainda que “o turismo, enquanto atividade humana, exerce pressão sobre os recursos e, por essa via, exige medidas que possam minimizar o seu impacto num momento em que as questões ambientais e de sustentabilidade dos territórios ganham terreno e importância em qualquer política de desenvolvimento integrado e sustentável”.

Nesta perspetiva, o projeto, que pondera as diferentes opções já adotadas nacional e internacionalmente sobre esta matéria, consagra uma taxa que incide sobre as dormidas em empreendimentos turísticos, estabelecimentos de alojamento local superior a dez camas e parques de campismo no município de Setúbal.

Assim, a taxa municipal turística institui-se na modalidade de taxa de dormida, com o valor unitário de 2 euros, cuja cobrança é devida por hóspede, com idade superior a 18 anos, e por noite, até a um máximo de cinco noites, independentemente de nacionalidade, local de residência e modalidade de reserva.

Ficam isentos hóspedes cuja estadia seja motivada por tratamentos médicos, estendendo-se a isenção a um acompanhante, ainda que o doente em causa não pernoite por questões de saúde, no respetivo estabelecimento, e que seja apresentado documento comprovativo de marcação ou prestação de serviços médicos.

Além disso, também hóspedes portadores de deficiência, ou seja, com qualquer incapacidade igual ou superior a 60 por cento, ficam igualmente isentos, assim como estudantes em formações especificas temporárias ou professores em formação/investigação (medida inédita no país e que pretende atrair ao concelho um nicho de mercado sobretudo em época baixa), devendo todos apresentar documentação comprovativo das referidas condições.

Ficam igualmente isentos profissionais de turismo que operem em Portugal, como guias, motoristas, monitores de animação turística, promotores turísticos, organizadores de eventos, profissionais de turismo municipais, corpos sociais e profissionais de entidades de turismo e de associações de turismo.

No comunicado da Câmara Municipal de Setúbal pode ler-se ainda que “a criação da taxa turística municipal é igualmente justificada pelo aumento considerável da atividade turística, que, no caso de dormidas, no concelho de Setúbal, de acordo com dados disponibilizados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, obteve em 2022 um total de 372.482 registos”.

A verificação de “um forte aumento da pressão em infraestruturas e equipamentos públicos, na via pública e no espaço urbano em geral do concelho”, aponta o documento, justifica a necessidade de reforçar substancialmente “o investimento e a despesa pública na prestação de serviços e utilidades inerentes à atividade turística”.

A Câmara Municipal de Setúbal espera uma receita anual de 400 mil euros, destinando-se a taxa municipal turística ao “financiamento de utilidades geradas pela realização de despesa pública, pelo município, com atividades e investimentos exclusivamente relacionados com a atividade turística, sendo devida em contrapartida da prestação concreta de serviços, tanto os atualmente disponíveis como os de futuro”.

A realização de obras de manutenção e qualificação urbanística, territorial, patrimonial e ambiental do espaço público, a par da criação de infraestruturas e polos de oferta turística, cultural, artística e de lazer dirigidos aos visitantes, no concelho em geral, mas com especial enfoque nas zonas turísticas de excelência, são também contempladas.

O documento, que vai agora ser apreciado pela Assembleia Municipal de Setúbal, começou a ser preparado no final do ano passado e foi submetido a audiência dos interessados constituídos no procedimento, a AHRESP, Associação Baía de Setúbal, Sistemas de Ar Livre e Moinho do Marco Unipessoal.

A elaboração do regulamento contou ainda com a colaboração direta de todas as unidades hoteleiras do concelho, as quais forneceram contributos significativos para o texto final, tendo sido realizadas duas reuniões informais e, numa outra fase, constituíram-se interessadas no procedimento de consulta, o que permitiu consolidar o documento em resultado das reais necessidades do alojamento turístico em Setúbal.

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9 em cada 10 espanhóis viajarão este verão, mas a gastar menos

Um estudo da Oney conclui que os espanhóis mantêm a vontade de viajar este verão, mas gastarão menos que no mesmo período de 2023.

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90% dos espanhóis admitem realizar uma viagem durante este verão, indicando 54% que optarão pela praia, quando 27% pretende viajar pela Europa, seguido de 23% que preferem a natureza. As conclusões são do estudo “Hábitos de consumo dos espanhóis: férias de verão”, levado a cabo pela Oney.

Em termos de duração das viagens, o estudo indica que a média para as férias é de 14 dias, sendo que 53% optarão por um período entre 15 e 31 dias, 28% entre sete e 14 dias e 9% não irão além de uma semana de férias.

Estes números contrastam com os do ano passado em que 81% dos espanhóis decidiu ficar no país, dividindo-se entre praia e destinos de natureza, enquanto 15% elegeu a Europa como destinos para as férias e 4% optou por viajar para fora da Europa.

Já no que se refere a gastos, o estudo da Oney revela que estes registarão uma baixa de 23% face ao mesmo período de 2023. Isto significa que, em vez dos 1.200 euros do verão de 2023, os espanhóis pretendem gastar somente 903 euros no verão de 2024.

A maior fatia das despesas irá para o alojamento (339 euros), seguindo-se o lazer (269 euros), transporte (165 euros) e outros gastos (130 euros), o que contrasta com os 463 euros em alojamento, 325 euros em lazer, 220 euros em transportes e 160 euros noutros gastos do verão de 2023.

Além disso, somente 27% dos espanhóis pretende aumentar os gastos nas férias de verão de 2024, comparado com os 34% de igual período de 2023.

Quando questionados sobre se irão recorrer a algum tipo de financiamento para pagar as suas férias, 21% dos espanhóis afirmam ter recorrido a este método em algum momento, dos quais 5% dizem fazê-lo regularmente. Neste verão de 2024, 15% dos espanhóis recorrerão a algum tipo de financiamento, uma percentagem que se mantém igual à do ano passado. 11% optarão pelo pagamento espaçado e 4% recorrerão a um empréstimo pessoal. Por idade, os jovens entre os 18 e os 24 anos são os que mais optam pelo pagamento a crédito (25%).

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Turismo académico internacional cresce 46% em Portugal em oito anos, mas com assimetrias regionais

O artigo científico da Universidade de Coimbra, publicado na revista Sustainability, indica um aumento aos turistas académicos internacionais entre os anos letivos 2013/2014 e 2019/2020, apontando, contudo, diferenças entre as várias regiões. O estudo conclui ainda que “o turismo académico internacional traz vantagens competitivas para os destinos, especialmente no que respeita à mitigação da sazonalidade, à sustentabilidade e à inovação”.

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O turismo académico internacional registou um crescimento de 46%, entre os anos letivos 2013/2014 e 2019/2020, revela um estudo da Universidade de Coimbra (UC). Em particular, entre os anos letivos 2013/2014 e 2019/2020. A investigação aponta, no entanto, a existência de assimetrias nos turistas académicos internacionais, que chegaram a Portugal para frequentar o ensino superior por períodos inferiores a um ano, penalizando as instituições de ensino superior mais afastadas dos grandes centros urbanos que receberam menos estudantes internacionais em mobilidade.

No artigo científico “Exploring Higher Education Mobility through the Lens of Academic Tourism: Portugal as a Study Case”, publicado na revista Sustainability, a equipa de investigação refere que “Portugal registou um crescimento notável”, fazendo notar que “atributos como a educação de qualidade, a segurança, o multiculturalismo, o custo de vida acessível ou as estabilidades políticas, económicas e sociais contribuíram para que Portugal testemunhasse um aumento de estudantes em mobilidade entre 2013 e 2020”, destaca a docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) e investigadora do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da UC, Cláudia Seabra.

Este aumento só foi travado pela pandemia, período durante o qual foi registada uma diminuição do número de estudantes internacionais em mobilidade no país, passando de 60.679 estudantes, no ano letivo 2019/2020, para 55.137 no ano seguinte (2020/2021). “Apesar deste decréscimo, parece-nos que o impacto desta diminuição pode ter sido menos grave do que o esperado”, refere a coordenadora do estudo e estudante de doutoramento da FLUC, Dina Amaro.

Apesar desta quebra, os “turistas académicos mostraram ser mais resilientes do que os turistas convencionais, informação que nos parece crucial para o planeamento e gestão dos destinos turísticos”, sublinha a coautora do artigo, docente da FLUC e investigadora do CEGOT, Ana Maria Caldeira. “Esta resiliência poderá estar possivelmente relacionada com o comprometimento deste tipo de turistas com as suas ambições pessoais no que respeita aos estudos, o que supera o impacto imediato da pandemia”, acrescenta.

As autoras reforçam ainda a importância desta dinâmica da mobilidade de estudantes para o turismo no país. “Apesar de representar uma pequena percentagem do total de turistas que visitam Portugal, a sua importância aumentou, especialmente devido à duração média das estadias dos estudantes, que é maior do que a dos turistas convencionais”.

“Não só frequentam cursos, como também visitam o país (sozinhos ou com familiares e amigos), contactam com residentes, aprendem a língua e a cultura, tendo, assim, um impacto positivo na diversidade cultural e sustentabilidade dos destinos”

A esta realidade acresce ainda que estes estudantes “não só frequentam cursos, como também visitam o país (sozinhos ou com familiares e amigos), contactam com residentes, aprendem a língua e a cultura, tendo, assim, um impacto positivo na diversidade cultural e sustentabilidade dos destinos”, realçam.

Esta investigação considerou como turistas académicos internacionais os “estudantes sem nacionalidade portuguesa que frequentaram cursos em Portugal durante um período de curta duração (menos de um ano), que são integrados na categoria de turistas”, contextualizam as investigadoras.

Para o efeito foram analisados dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) e do Instituto Nacional de Estatística (INE), nomeadamente informações sobre todos os estudantes matriculados nos vários cursos e ciclos de estudos oferecidos pelas instituições de ensino superior portuguesas.

“Os turistas académicos em Portugal (ou seja, os estudantes que estão no país por períodos inferiores a 12 meses) são predominantemente oriundos de outros países da Europa”, contextualiza a coordenadora do estudo.

Já os estudantes internacionais que passam mais de 12 meses em Portugal – por norma, para frequentar ciclos de estudos completos, ou seja, cursos de licenciatura, mestrado ou doutoramento – são maioritariamente oriundos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Por conta de a estadia ser mais prolongada, não integram a mesma categoria de análise. No entanto, o estudo revela que “entre os anos letivos 2013/2014 e 2019/2020 Portugal teve um aumento de 251% nos estudantes internacionais de ‘grau’”, destaca Cláudia Seabra.

Relativamente aos desafios que o turismo académico enfrenta e enfrentará, esta investigação chama a atenção para “o padrão de crescimento assimétrico pelo país, o que desafia a noção de desenvolvimento regional equilibrado”, refere Cláudia Seabra. Esta assimetria pode ser enfrentada “com medidas específicas empreendidas pelas Instituições de Ensino Superior (IES) e pelas autarquias. Por exemplo, incentivos como bolsas de estudo e descontos em alojamento podem atrair um número significativo de turistas académicos. Estratégias abrangentes para promover diversas regiões e cidades em Portugal, mostrando as suas características e atrações únicas, atrairão igualmente um público mais amplo”, revelam as investigadoras.

São também desafios a criação de estratégias para envolver os turistas académicos nas comunidades locais e destinos de forma a contribuírem para a sua sustentabilidade. “As IES desempenham um papel crucial na promoção da sustentabilidade dos destinos académicos, incentivando e adotando práticas sustentáveis entre os seus alunos, tais como a redução do consumo de energia, a minimização do desperdício e a implementação de medidas ecológicas nos campus”, refere Dina Amaro.

A estudante da FLUC acrescenta ainda que “as IES e as autarquias poderiam contribuir ainda mais, promovendo parcerias com comunidades locais para garantir que o turismo académico beneficie o destino, através do incentivo na colaboração em projetos comunitários, programas de intercâmbio cultural ou iniciativas de voluntariado; incentivar os estudantes a apoiar empresas, mercados e artesãos locais, promovendo produtos, serviços e experiências culturais locais. Isto, por sua vez, contribui para o desenvolvimento económico da comunidade anfitriã”.

“Do ponto de vista da gestão, o turismo académico internacional traz vantagens competitivas para os destinos, especialmente no que respeita à mitigação da sazonalidade, à sustentabilidade e à inovação, uma vez que traz aos países pessoas, na sua grande maioria jovens ou jovens adultos, com elevados níveis de formação, durante longos períodos. Por vezes, estes estudantes podem inclusive decidir pela sua integração no mercado de trabalho no nosso país em áreas estratégicas”, remata Cláudia Seabra.

Este estudo foi realizado no âmbito do Doutoramento em Turismo, Património e Território da Faculdade de Letras da UC, pela estudante Dina Amaro, primeira autora do artigo científico, e contou com a colaboração das docentes da FLUC e investigadoras do CEGOT, Ana Maria Caldeira e Cláudia Seabra.

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“Viseu Dão Lafões é onde apetece estar” este verão

Participar em eventos que mobilizam milhares de pessoas e convidá-las a visitar e conhecer o território, é a estratégia que a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões delineou para a campanha de verão 2024, apresentada publicamente esta quarta-feira, em Mangualde, e que tem como mote “Viseu Dão Lafões, é onde apetece estar!”.

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As principais apostas promocionais passam por uma presença inédita, com um stand próprio no NOS Alive, o maior festival de verão, em Algés, entre outras iniciativas que vão marcar os meses mais quentes na região. O NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés, foi visitado em 2022 por mais de 210 mil pessoas, entre os quais 20 mil estrangeiros, de 90 nacionalidades diferentes. A CIM vai aproveitar esta oportunidade para divulgar as ofertas da região junto de todos estes visitantes.

A apresentação da campanha, no Palácio dos Condes de Anadia, contou, entre outros, com a presença do presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas, do presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida, do presidente do Turismo Centro de Portugal, Raul Almeida, e do secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho.

Com a campanha de verão, inicia-se também a segunda edição do “Pé Ante Pé”, uma iniciativa promovida pela CIM Viseu Dão Lafões que visa valorizar e promover o turismo de natureza na região.

A iniciativa consiste na organização de 14 percursos pedestres, a realizar nos 14 municípios do território da Comunidade Intermunicipal. Desta forma, os participantes são incentivados a descobrir, gratuitamente, os recursos naturais, culturais e paisagísticos da região.

A edição de 2024 inicia-se com um percurso pela Grande Rota da Transumância, a 29 de junho, em Castro Daire, e termina a 17 de novembro, com uma caminhada pela GR48 Orla do Mondego, em Carregal do Sal. Todos os percursos serão divulgados através das plataformas digitais da CIM Viseu Dão Lafões e as inscrições deverão ser realizadas diretamente nos canais de comunicação dos municípios.

“As ações promocionais pensadas para a campanha de verão 2024 têm como eixo estratégico o objetivo de desafiar os visitantes nacionais e estrangeiros a explorarem a região de Viseu Dão Lafões, no coração de Portugal”, considera Nuno Martinho, que sublinha que “o nosso território tem uma oferta rica e uma herança histórica única, com vinhos de excelência e uma gastronomia distintiva. Desde a cidade jardim, à Rota dos Vinhos do Dão, ao Termalismo e aos percursos pedestres, Viseu Dão Lafões é onde apetece estar neste verão, como, também vão poder comprovar aqueles que se deslocarem ao NOS Alive”, disse.

Outra novidade da campanha é uma aplicação móvel que visa potenciar o website Visit Viseu Dão Lafões, uma das ferramentas de comunicação da CIM Viseu Dão Lafões.

A app, ainda em desenvolvimento, será 100% dedicada ao turista e à divulgação turística do território, com um acesso rápido e facilitado que incluirá toda a oferta turística presente no site, bem como algumas ações e eventos que sejam realizados no território pelos municípios. Desenhada com foco nas necessidades dos utilizadores, a app possibilitará aos utilizadores uma experiência de viagem conveniente e agradável.

Ainda no âmbito da ação, será realizada uma visita de jornalistas à região Viseu Dão Lafões, destinada a profissionais da área das viagens, para que conheçam e divulguem o território. Esta iniciativa irá abranger a exploração da Ecopista do Vouga e incluirá no seu programa a visita a quintas de enoturismo e experiências termais.

 

 

 

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Brasil recebe 3,2 milhões de turistas internacionais em cinco meses

O desempenho é o terceiro maior da série histórica, iniciada em 1995. Destaque para número de chilenos, que cresceu 46,3% de janeiro a maio. No período (de janeiro a maio de 2024) analisado pela Embratur, Ministério do Turismo (MTur) e da Polícia Federal (PF), chegaram ao Brasil 91.885 turistas provenientes de Portugal, um aumento de 16,5% face a 2023.

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De janeiro a maio deste ano, o Brasil recebeu 3.264.765 de turistas internacionais. O número no acumulado dos cinco primeiros meses cresceu 8,6% em comparação com o mesmo período de 2023, quando o registo de entradas foi de 3.005.505. O desempenho é o terceiro melhor da série histórica, iniciada em 1995, atrás apenas de 2017, com 3,3 milhões, e 2018, com 3,4 milhões, e representa um crescimento de 4,3% em relação ao mesmo intervalo de 2019, antes da pandemia de Covid-19, quando o registo de visitantes estrangeiros foi de 3.131.108.

Os dados são da Embratur, do Ministério do Turismo (MTur) e da Polícia Federal (PF) e têm como um dos principais destaques a chegada de turistas chilenos, que tiveram um salto de 46,3% no período.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, comemorou o crescimento do turismo internacional, realçando que “este início de ano tem-se mostrado muito positivo para o Brasil, tanto em entrada de turistas quanto de divisas”, avançando que “isso está a acontecer porque temos trabalhado para que o mundo inteiro saiba que o Brasil voltou, como costuma dizer o presidente Lula”.

O ministro do Turismo, Carlos Sabino, também demonstrou otimismo com o resultado. “Com esses números promissores, o Brasil reforça a imagem de estar no topo da lista de destinos mais desejados na América Latina, e a expectativa é que o setor continue a crescer nos próximos meses, principalmente com a realização de eventos importantes, como a reunião do G20 e o Rock in Rio”.

Os principais emissores de turistas para o Brasil nos primeiros cinco meses de 2024 foram a Argentina, com 1.132.872, os Estados Unidos, com 298.021, e o Chile, em terceiro lugar, com 294.485.

Em quarto lugar vem o Paraguai, com 243.479, e em quinto o Uruguai, com 210.915. Cinco países europeus complementam o top 10: França, com 97.207, Portugal, com 91.885, Alemanha, com 83.387, Reino Unido, com 74.181, e Itália, com 61.661.

Em relação ao aumento no número de visitantes, a França ficou em segundo lugar, com 32%. De janeiro a maio do ano passado, o país tinha registado 73,7 mil turistas no Brasil. E a Itália, terceiro, apresentou um crescimento de 21,7% no comparativo com 2023, quando 50,7 mil italianos desembarcaram por terras brasileiras. A Alemanha cresceu 18,2%, o Reino Unido, 17,4%, Portugal teve aumento de 16,5%, o Uruguai, de 12,9%, o Paraguai de 12,4%, e os Estados Unidos de 8,4%.

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Segurança e qualidade entre as prioridades dos viajantes long-haul para a Europa

O mais recente barómetro da European Travel Commission (ETC) dá conta que, apesar dos desafios, a Europa continua a ser o destino preferido para muitas pessoas que vivem fora do Velho Continente. E se os grupos etários mais jovens (18-24 e 34-49) e os viajantes com rendimentos elevados são os que se apresentam mais positivos, a segurança e a qualidade do destino são fatores essenciais, relegando o preço para segundo ou terceiros planos.

Victor Jorge

O entusiasmo pelas viagens está a aumentar nos principais mercados internacionais, com 59% dos inquiridos interessados em viagens ao estrangeiro no verão de 2024, correspondendo a um aumento de 9% em comparação com 2019. O apelo da Europa está a aumentar gradualmente, embora a um ritmo mais lento, devido a preocupações com a segurança e a acessibilidade dos preços. No entanto, a Europa continua a ser uma das principais escolhas de destino, com 41% dos inquiridos a planearem visitar este verão o Velho Continente, embora este número seja 4% inferior ao registado em 2019, revela o último Barómetro de Viagens de Longo Curso (LHTB), publicado pela European Travel Commission (ETC) e pela Eurail BV, com foco em mercados como a Austrália, Brasil, Canadá, China, Japão, Coreia do Sul e EUA, para os meses de maio a agosto de 2024.

Entre as principais conclusões da análise da ETC regista-se que a China e o Brasil demonstram a mais forte intenção de visitar a Europa este verão, com 62% e 52% dos viajantes a planearem uma viagem, respetivamente. Em ambos os países, este número é maioritariamente impulsionado por indivíduos de rendimentos mais elevados.

Os viajantes dos EUA e do Canadá demonstram uma abordagem mais cautelosa em relação às viagens à Europa, com um ligeiro aumento do interesse desde o ano passado para 40% e 42%, respetivamente.

A Austrália e a Coreia do Sul revelam um entusiasmo moderado, com um interesse de 37% e 35%, respetivamente.

Já o Japão mostra um interesse mais limitado, com 19%, uma vez que a recuperação das viagens neste mercado continua a ser lenta.

Em todos os mercados, os viajantes mais jovens (18-24 anos e 34-49 anos) e os que têm rendimentos mais elevados revelam uma maior preferência pelas viagens à Europa.

Miguel Sanz, presidente da ETC, Miguel Sanz, admite que “as tendências positivas que estamos a registar no comportamento das viagens são vantajosas para os viajantes e para os destinos. Estamos a assistir a um interesse crescente em estadias mais longas, permitindo aos turistas desenvolver uma ligação mais profunda com a cultura local e apoiar as empresas que tornam cada destino único”.

Além disso, o líder da ETC assinala que “a abertura às viagens fora de época constitui uma oportunidade de ouro para distribuir o turismo de forma mais homogénea ao longo do ano”, concluindo que “isto pode ajudar a reduzir a pressão social e ambiental dos períodos de ponta e apoiar melhor a economia dos visitantes dos destinos”.

Preço já não é prioridade
A segurança surgiu como o principal critério para os viajantes de longo curso quando escolhem um destino na Europa este verão. Quase metade (45%) dos inquiridos dá prioridade a destinos europeus considerados seguros, o que representa um aumento de 9% em comparação com o verão de 2022 e de 6% desde o verão de 2023. As infraestruturas turísticas de qualidade ocupam o segundo lugar (38%), seguidas de um ressurgimento de 7% no apelo dos marcos icónicos, de 29% no verão de 2023 para 36% no verão de 2024.

Incluído no inquérito pela primeira vez, “condições meteorológicas estáveis” é o principal fator para 31% dos inquiridos. A conveniência também desempenha um papel notável, com 20% dos viajantes a optarem por destinos que podem ser alcançados através de um voo direto e 20% a preferirem um destino com boas ligações ferroviárias a outros locais de interesse.

Embora a acessibilidade económica continue a ser uma consideração para 23% dos inquiridos, diminuiu em relação aos 32% do ano passado. Esta mudança indica que os viajantes se concentram cada vez mais na qualidade e na segurança, valorizando uma experiência de viagem tranquila em detrimento de limitações orçamentais rigorosas.

Europa, sim, mas mais países
67% dos viajantes de longo curso para a Europa estão a optar por itinerários com vários países. Para as viagens internacionais dentro da Europa, as companhias aéreas de serviço completo continuam a ser a escolha preferida de 51% dos inquiridos. Os passes de comboio surgem como a segunda opção mais popular (30%) devido à sua flexibilidade e rentabilidade na navegação por vários destinos. As companhias aéreas de baixo custo (29%) e os bilhetes de comboio simples/de ida e volta (24%) também são populares entre os viajantes preocupados com o orçamento.

Por outro lado, 21% dos inquiridos declararam planear uma visita aprofundada a um único país europeu. Para estas viagens domésticas, os bilhetes de comboio simples/de ida e volta são a escolha mais popular (32%), oferecendo uma forma conveniente e eficiente de viajar entre cidades em distâncias curtas a médias. Os viajantes que procuram mais liberdade e flexibilidade optam antes pelo aluguer de automóveis (29%).

Em geral, os viajantes demonstram uma mudança de prioridades, com um desejo crescente de experiências de viagem mais envolventes. Apesar da crescente popularidade dos orçamentos diários de gama média (100 a 200 euros) desde 2019 (+8%), há também um maior interesse em férias prolongadas. Embora as viagens de uma a duas semanas continuem a ser a escolha mais popular (57%), as escapadelas superiores a duas semanas aumentaram de 13% em 2019 para 21% em 2024.

Comportamentos responsáveis entram na agenda dos viajantes
Pela primeira vez, o inquérito também aprofundou a flexibilidade dos viajantes para explorar determinados comportamentos de viagem associados a uma maior sustentabilidade social e ambiental. Nomeadamente, 53% dos inquiridos afirmaram estar dispostos a viajar para a Europa durante os períodos de menos movimento, atraídos pelas potenciais poupanças de custos e pela oportunidade de conhecer mais de perto atrações emblemáticas.

No entanto, quando se trata de escolher destinos e experiências específicas, os viajantes dão frequentemente prioridade à familiaridade. 61% dos inquiridos preferem destinos com infra-estruturas bem desenvolvidas e atrações de renome. Embora a atração pelos locais mais populares continue a ser forte, 39% mostram interesse em explorar locais menos conhecidos em toda a Europa.

Uma preferência semelhante por novas experiências ou pela familiaridade pode ser observada na forma como os viajantes interagem com as empresas de turismo. Metade dos inquiridos quer apoiar os fornecedores locais, enquanto a outra metade prefere alojamentos, restaurantes e marcas comerciais familiares.

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Geoscope de Fajão afirma Aldeias do Xisto como destino para observar céu escuro

O Geoscope – Observatório Astronómico de Fajão, na Pampilhosa da Serra, que tem inauguração marcada para o próximo dia 27 de junho, afirma as Aldeias do Xisto como um destino ideal para observar o céu escuro. A cerimónia contará com a presença do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e do presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade.

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O projeto, composto por um ponto de observação e um quiosque pedagógico, terá ainda associado um calendário de animação com sessões de observação “Viagem à Luz das Estrelas”, astrofotografia e visitas guiadas.

O ponto de observação, localizado no alto da aldeia, é uma “dome” semi-esférica, em aço, com 7,5 metros de altura e 15 metros de diâmetro. Inspira-se numa ideia original de Buckminster Fuller, reinterpretada pelo designer João Nunes e desenhada pelo arquiteto José Leite. Perfeitamente integrada na Rede Natura 2000 e na Paisagem Protegida da Serra do Açor, destaca-se como um marco na natureza envolvente.

Com a abertura do Geoscope, projeto multidisciplinar, um ponto de convergência que une turismo, ciência, pedagogia e desenvolvimento territorial, inicia-se, assim, um novo capítulo no território das Aldeias do Xisto – Destino Turístico Starlight, um novo impulso centrado no usufruto e proteção do céu escuro.

Dar ênfase ao turismo astronómico, integrar a comunidade pedagógica e científica, preservar o céu noturno, a natureza e o lugar, além de situar o ser humano numa perspectiva ecológica e sustentável são os principais propósitos deste projeto.

A estrutura é constituída por uma Dome, um lugar de observação e de conhecimento sensorial, e um Quiosque, um espaço de receção e acolhimento, localizado no centro da aldeia, que integra conteúdos teóricos e práticos, com os seus modelos e realidade virtual. O projeto conta ainda com a orientação científica do astrónomo José Matos.

A instalação do Gescope – Observatório Astronómico de Fajão aprofunda aquilo que já é a proposta de valor central do projeto Aldeias do Xisto: a imersão e o contacto com a natureza, desta feita sob a abóbada celeste, e com as comunidades locais. O projeto foca-se no usufruto do céu escuro, de estímulo à captação de novos fluxos turísticos e desenvolvimento de novos produtos, de sensibilização para a proteção da paisagem e do céu escuro e de redução da poluição luminosa.

Refira-se que as excelentes condições de visibilidade, transparência e escuridão do céu e ainda a prontidão e a qualidade dos serviços turísticos valeram às Aldeias do Xisto a Certificação Destino Turístico Starlight, atribuída pela Fundação Starlight em 2019 e já renovada em 2024.

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