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Turismo

Estoril-Sol com concessão da zona de jogo do Estoril até final de 2037

A Estoril-Sol acaba de assinar um contrato com o Estado português para a concessão do exclusivo da exploração de jogos de fortuna ou azar na zona de jogo do Estoril até 31 de dezembro de 2037.

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Numa breve nota divulgada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Estoril-Sol, SGPS, S.A., informa que, esta segunda-feira dia 30 de janeiro de 2023, “foi assinado entre o Estado português e a Estoril Sol (III) – Turismo, Animação e Jogo S.A., empresa sua subsidiária, o contrato de concessão do exclusivo da exploração de jogos de

fortuna ou azar na zona de jogo do Estoril”.

A mesma nota dá ainda conta que “a concessão da zona de jogo do Estoril inicia-se na data da celebração do contrato e termina a 31 (trinta e um) de dezembro do 15º (décimo quinto) ano posterior ao início da exploração de jogos de fortuna ou azar, isto é, 31 de dezembro de 2037”.

 

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Turismo

Booking.com e TAP com melhor reputação em 2024

Numa escala de 100 pontos, entre mais de 2.000 marcas auditadas (associadas a mais de 70 setores de atividade) pela OnStrategy, nos setores das “Viagens e Lazer”, Booking.com e TAP lideram.

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Todos os anos a consultora OnStrategy apresenta os resultados do estudo de “Reputação de Marca” em Portugal.

Referente ao ano consolidado de 2023, em conformidade com a certificação das normas ISO20671 (avaliação de estratégia e força) e ISO10668 (avaliação financeira), consolidando a informação referente à dimensão emocional de reputação (Relevância, Consideração, Confiança, Admiração, Intenção de Compra, Preferência, Recomendação e Defesa), em “Travel&Leisure”, a liderança pertence à Booking.com, com uma pontuação de 73,1. Em segundo lugar, com a mesma pontuação (71,8) surge o Pestana e as Pousadas de Portugal.

Fazem ainda parte deste ranking: Sheraton, Vila Galé, viagns Abreu, VIP, Ritz Carlton, Top Atlântico e Marriott.

Já nas “Companhias Aéreas”, o primeiro lugar ficou reservado para a TAP, com 72,9 pontos, seguindo-se a Emirates (72,8) e British Airways (71,7).

Neste ranking aparecem ainda: Lufthansa, Air France, Sata, KLM, Iberia, Ryanair e easyJet.

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Luís Montenegro: “Aeroporto, vamos avançar mesmo”, “TAP vamos privatizar a 100%” e no Alojamento Local “ataque desferido será revertido”

No almoço-debate organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP) com o líder da Aliança Democrática e presidente do PSD, Luís Montenegro deixou algumas certezas sobre a TAP e Alojamento Local e manteve algumas incertezas, nomeadamente, sobre o aeroporto.

Victor Jorge

Depois do almoço-debate, organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP) com o secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, foi a vez do líder da Aliança Democrática e presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, esclarecer alguns temas que preocupam o setor do turismo.

Na questão da TAP Air Portugal, Luís Montenegro começou logo por dizer que iria “poupar pormenores” sobre uma eventual decisão, afirmando que, em 2015, aquando da saída do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, o PSD deixou uma solução: “Portela + Montijo”.

“Foi o Governo de António Costa, que não executou aquilo que o anterior Governo tinha deixado. E porque não executou? Porque dentro da coligação, que tinha com o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda, não teve o apoio que era necessário para ultrapassar um problema legal, que era o parecer vinculativo das Câmaras Municipais, nomeadamente, aquelas que eram do Partido Comunista”.

Recordando que o anterior líder do PSD, Rui Rio comprometeu-se a “ajudar”, na condição de fazer uma avaliação ambiental estratégica. Ora, Luís Montenegro recordou o estudo comparativo de três soluções que foi colocado em cima da mesa, salientando que “foi até lançado um concurso público internacional. Demorou dois anos até ser decidido. E quando foi decidido, foi decidido mesmo. Houve uma adjudicação” E o líder da AD lançou a questão “se o se o Estado português não vai mesmo ter de pagar uma indemnização ao consórcio vencedor desse concurso público internacional, que acabou por não ser executado”.

O líder da AD lembrou, igualmente, que depois de António Costa assumir funções à frente do Governo, “foi-me perguntado se eu estava disponível para consensualizar a decisão. Disse que sim e nas circunstâncias políticas mais difíceis. Das primeiras coisas que fiz enquanto presidente do PSD foi colocar-me ao lado do Governo e do Partido Socialista para resolver um problema estrutural e estratégico do e para o país estratégico do país. Esse crédito, podem dar as voltas que quiserem, mas não me podem tirar”, afirmou.

Ainda sobre o tema aeroporto, Luís Montenegro não fez esquecer que, “se nós não tivéssemos chegado a acordo sobre a metodologia para fazer a avaliação ambiental estratégica, que é aquilo que a Comissão Técnica Independente está a fazer, não havia condições para decidir”, fazendo ainda lembrar “a decisão imatura e irresponsável de Pedro Nuno Santos contra a vontade do primeiro-ministro, sem ouvir o Governo que depois mereceu uma desautorização em público”.

“Essa decisão era uma decisão que ia lançar uma avaliação. Não era uma decisão definitiva. Era uma decisão para lançar um processo de avaliação”.

Dirigindo-se diretamente aos agentes do setor do turismo que marcaram presença na sala, o líder da AD disse perceber que “estão exaustos nesta matéria. Eu sei que querem uma decisão, seja lá ela qual for, mas eu tenho de ser honesto. Nós só vamos poder decidir agora porque lá atrás fizemos a definição desta metodologia”, admitiu.

Sobre uma decisão, o líder da AD reconheceu que “é uma decisão difícil. E o meu compromisso é, no início do Governo, pegarmos no resultado final [da CTI] que ainda não nos foi entregue e decidir. Nós vamos decidir. Vamos tentar consensualizar. O Partido Socialista será, na altura, o maior partido da oposição. Se conseguirmos o consenso, tanto melhor. Se não conseguirmos, nós avançaremos, avançaremos mesmo”.

Na questão do aeroporto, não do novo, mas do atual Aeroporto Humberto Delgado (AHD), Luís Montenegro assinalou que “decidimos colocar uma condição ao Partido Socialista e ao Governo: que fossem feitas as obras que estão associadas ao contrato de concessão no AHD”. E o líder da AD fez questão de destacar que “nós não rompemos o acordo. Podíamos tê lo feito e tínhamos razões para isso, por uma questão de responsabilidade nacional. Nós fomos deixando o tempo passar. Mas a verdade é uma. A verdade é que o Governo e em particular aquele que tutelou esta área, que é hoje candidato a primeiro-ministro pelo Partido Socialista, foram complacentes com a ANA e com as responsabilidades contratuais da ANA”.

Acusando o Governo do PS de “complacência”, Luís Montenegro acusou o Governo de António Costa de “não tiveram a coragem nem capacidade de enfrentar uma concessionária que tem a obrigação de fazer as obras. Não tiveram a coragem de exigir a um operador, que tira partido de uma das operações mais rentáveis da Europa em termos de gestão aeroportuária, que acabassem com aquilo que é um dos piores desempenhos do ponto de vista qualitativo num aeroporto na Europa”.

Por isso, Luís Montenegro considera que “a ANA está em falta e o Governo está em falta com o país., porque não obrigou a ANA a cumprir aquilo a que estava obrigada fazer”.

Ainda neste capítulo, o candidato a primeiro-ministro pela AD lembrou que a situação está “um bocadinho mais direcionada, porque houve uma resolução no dia 28 de Dezembro, assinada pelo atual ministro das Infraestruturas, António Costa e, no final do ano de 2023, já depois de se ter demitido, já depois de eleições marcadas, foi corrigido o tiro da incapacidade e da incompetência dos seus ministros das Infraestruturas”.

Assim, admite que, “vamos ser exigentes com a concessionária para que as obras no AHD sejam feitas para, pelo menos, amenizar aquilo que é hoje um mau cartão de visita que temos e que passam pelas condições de acolhimento dos turistas na atual infraestrutura”.

A favor da privatização da TAP
Quanto à questão da TAP, Luís Montenegro foi mais direto e assumiu ser “favorável a uma privatização de 100% do capital da TAP”. Contudo, afirmou que será preciso “salvaguarda o interesse estratégico português”, sendo que a venda “terá de integrar cláusulas que obriguem à manutenção do ‘hub’ em Lisboa, dentro daquilo que são os critérios estratégicos para o nosso país”.

“Aquilo que aconteceu na TAP foi mais um exemplo da incompetência e da incapacidade”, considerando ainda que o que aconteceu nos últimos anos com a TAP foi “uma tragédia, um crime económico e político. Nós tínhamos uma privatização decidida, estava em curso. Ela foi adulterada, modificada, arranjou-se aquela situação absolutamente invulgar e única no mundo, que é uma companhia aérea ser detida 50% do Estado e 50% por entidades privadas. E depois nas dificuldades, porque se retiraram os riscos no privado e se reintegrarem na esfera pública, fez-se uma nacionalização completa, injetando mais de 3200 milhões de euros. Para quê? Para agora se voltar a 2016 e decidir, mais coisa menos coisa, exatamente o mesmo”.

Para o futuro fica, assim, a ideia de que “aquilo que faço agora é salvaguardar o interesse público, privatizando a companhia, recuperando pelo menos a parte possível do capital que foi lá injetado, esperando que doravante possamos ter o interesse estratégico do país assegurado e uma companhia que seja capaz de ter uma gestão eficiente, que não recoloque Portugal nesta contingência de gastar o dinheiro dos contribuintes que tanta falta faz para salvar a sua subsistência”.

Alojamento Local: reverter situação
Como uma sala composta por alguns hoteleiros do país, Luís Montenegro deixou a certeza de que “o ataque foi desferido a um segmento especial, que é o Alojamento Local (AL), será revertido”, considerando que o AL é “indutor de maior capacidade de resposta turística na oferta do país”, bem como “a forma correta de combater a economia informal”.

Para Luís Montenegro, terão de ser “as Câmaras Municipais de forma descentralizada, próxima, conhecedoras da realidade local, a ter uma palavra a dizer relativamente à estratégia a seguir localmente, respeitando, ainda assim, aquilo que são os direitos adquiridos por pessoas que muitas delas, talvez a maior parte, apostaram as suas poupanças”.

Noutro ponto invocado pelo presidente da CTP, Francisco Calheiros, Luís Montenegro respondeu que “acho que vamos assegurar a estabilidade”, reconhecendo que “a AD, neste momento, é, objetivamente, a força política candidata a estas eleições que tem as melhores condições para oferecer a estabilidade”.

E se a vitória parece “certa” para o líder da AD acha mesmo que “um cenário de uma maioria mais robusta tem de ser equacionado. Não é fácil de obter, mas não está longe”.

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Startups convidadas a candidatarem-se ao Tourism Advance

Fábrica de Startups e Turismo de Portugal convidam startups a candidatarem-se ao Tourism Advance, programa nacional de inovação aberta.

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A Fábrica de Startups, com o apoio do Turismo de Portugal, lança novo programa de inovação aberta, Tourism Advance, que desafia empresas do turismo e startups a unirem forças para impulsionar a inovação e a competitividade no sector.

Os startups devem ter, pelo menos, um produto, serviço ou solução que contribua para a resolução de um dos macro desafios apresentados pelas empresas parceiras.

O programa Tourism Advance oferece uma plataforma única para empresas do setor do turismo e startups colaborarem, partilharem ideias e desenvolverem soluções inovadoras que impulsionem a competitividade e a sustentabilidade do sector.

O objetivo é que as startups respondam aos desafios lançados pelas empresas e trabalhem no desenvolvimento de projetos-piloto. Ao reunir o conhecimento e a experiência das empresas estabelecidas com a agilidade, a criatividade e inovação das startups, o Tourism Advance promete ser um catalisador da modernização, desenvolvimento e crescimento do setor do turismo em Portugal.

As candidaturas estão abertas até ao dia 23 de fevereiro de 2024 e podem ser feitas através do website oficial do programa em tourismadvance.pt.

O Tourism Advance arranca já com algumas empresas associadas como a Carris Tur, Dig-in (antiga Zomato), Galo Resort Hotels, Grande Hotel do Luso e Parques de Sintra, entre outros. De entre os desafios propostos pelas empresas podemos encontrar a automatização de processos, melhoria da relação com o cliente, sustentabilidade, contratação, gestão e retenção de recursos humanos, e melhoria da experiência do cliente.

“Esta é uma oportunidade valiosa para que as startups expandam o seu portfólio de clientes e testem novos produtos e serviços em estreita ligação com o mercado real, que tem desafios muito concretos e precisa de soluções inovadoras e novos talentos para os colmatar”, refere António Lucena de Faria, CEO da Fábrica de Startups.

Para Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, “a inovação no turismo deve ser uma atitude, não só dos empreendedores que se desafiam a encontrar soluções disruptivas, mas também de um setor mais próximo, disponível e aberto para conhecer e testar essas soluções. Ao apoiar o Tourism Advance – um dos programas de inovação aberta no âmbito do Programa FIT 2.0 – Fostering Innovation in Tourism – o Turismo de Portugal estimula e consolida a ligação com o ecossistema de inovação, criando as condições para que o futuro do setor assente em empresas cada vez mais sustentáveis, competitivas e inovadoras.”

De referir que, para além do Tourism Advance, o Turismo de Portugal tem vindo a apoiar a Fábrica de Startups no desenvolvimento de outros programas de aceleração e open innovation (da Fábrica de Startups), como o Discoveries, o Tourism Explorers, o Tourism Co-Lab e o Tourism AdVenture, onde já passaram +580 startups e +2200 empreendedores.

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Viagens e consumo superam níveis de 2019 no Ano Novo Lunar na China

A China registou 474 milhões de viagens e gastos turísticos de 632,7 mil milhões de yuans (81,6 mil milhões de euros) durante as férias do Ano Novo Lunar, acima dos níveis de 2019.

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O Ministério da Cultura e Turismo chinês revelou que as viagens realizadas durante a chamada ‘semana dourada’ de oito dias, terminada no sábado, subiram 34,3% em termos homólogos e 19% em relação a 2019.

Esta foi a primeira vez desde o fim da política ‘zero covid, em dezembro de 2022, e depois quase três anos de rigorosas restrições, que as viagens na China durante o Ano Novo Lunar excederam os níveis pré-pandemia.

Já os gastos com o turismo aumentaram 47,3% em termos homólogos e 7,7% em comparação com o último ano antes do início da pandemia de covid-19, disse o Ministério.

Entre os destinos mais populares estiveram a província de Yunnan e a ilha de Hainão, no sul, ou a cidade de Harbin, no nordeste do país, onde as reservas aumentaram 40% graças ao popular festival de esculturas de gelo.

“O mercado do turismo está vibrante e o consumo durante as férias aumentou. Impulsionado por políticas favoráveis, como a isenção mútua de vistos ou a retoma das rotas aéreas, o turismo (…) também acelerou a recuperação”, indicou.

O Ministério acrescentou que os chineses realizaram cerca de 3,6 milhões de viagens ao estrangeiro durante as férias, enquanto a China continental recebeu cerca de 3,23 milhões de visitantes.

No entanto, de acordo com o portal financeiro Yicai, os voos internacionais recuperaram apenas 69% do nível pré-pandemia durante as férias.

Por outro lado, a agência de viagens Trip.com destacou que os principais destinos estrangeiros, que incluem Singapura, Tailândia e Malásia, registaram um crescimento superior a 30% nas reservas feitas por chineses.

O período do Ano Novo Lunar, o maior movimento de massas do mundo, é a principal festa tradicional das famílias chinesas e acontece em janeiro ou fevereiro, consoante o calendário lunar. Este ano, o primeiro dia do ano celebrou-se a 10 de fevereiro.

Depois de um Ano Novo Lunar de 2022 marcado por uma enorme vaga de covid-19, havia uma “considerável procura reprimida” em termos de consumo, disse Ting Lu, um analista do banco Nomura.

Além disso, os feriados duraram oito dias este ano, contra sete em 2019, o que favorece a comparação. Isto “contribuiu para mais viagens”, sublinhou o banco de investimento Goldman Sachs.

Mais de um milhão de chineses visitou Macau na semana do Ano Novo Lunar, entre 10 de fevereiro e sábado, de acordo com dados publicados pela Direção dos Serviços de Turismo (DST) do território.

A recuperação do consumo e do turismo acontece numa altura em que a segunda maior economia do mundo tem sido penalizada por uma crise imobiliária sem precedentes e o elevado desemprego entre os jovens.

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Nova Edição: Uma última homenagem a André Jordan, a reta final na votação para os Portugal Trade Awards, Tiger Team e autocarros de turismo

A edição de 16 de fevereiro do jornal PUBLITURIS faz capa com André Jordan, falecido no dia 9 de fevereiro. O PUBLITURIS presta, assim, uma homenagem a quem foi apelidado durante anos como “Pai do Turismo” em Portugal. “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”, Tiger Team e um dossier sobre Autocarros de Turismo preenchem o resto da edição.

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A segunda e última edição de fevereiro de 2024 do jornal PUBLITURIS faz uma homenagem a André Jordan. Empresário, empreendedor, “Pai do Turismo” em Portugal, “Senhor Quinta do Lago”, Senhor Belas Clube de Campo”, André Jordan marcou, indiscutivelmente, o setor do turismo no nosso país.

Nesta edição republicamos uma das primeiras entrevistas dadas por André Jordan em Portugal e ao jornal PUBLITURIS. Foi na edição de 15 de outubro de 1974 que Nuno Rocha, fundador e na altura diretor do jornal, entrevistou André Jordan. O foco da entrevista está, sobretudo, no Algarve, mas o que André Jordan referiu há quase 50 anos sobre a região, não só é válido para o Algarve como para todo o país.

Lá estão temas como o Aeroporto de Lisboa, um “Turbotrain”, a necessidade de se apostar em infraestruturas, o emprego, a inflação, incentivos fiscais, desenvolvimento social, tráfego aéreo, poluição, a cultura, o golfe [claro], atração de investimento estrangeiro, etc..

Recordo, a data da entrevista que republicamos é de 1974!

Além desta homenagem que o jornal PUBLITURIS presta a André Jordan, recordamos os nomeados para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”, cujas votações terminam neste dia 16 de fevereiro de 2024.

Ainda poderá votar até ao final do dia em https://premios.publituris.pt/trade/2024/

No “Meeting Industry”, fomos conversar com João Moita, Managing Partner da Tiger Team, DMC que está no mercado desde janeiro de 2023. João Moita reclama infraestruturas de raiz em Lisboa para servir o segmento onde a empresa se posiciona, o MICE, designadamente, um centro de congressos, hotéis de grandes dimensões e um parque de diversões, sem falar da falta de decisão sobre um novo aeroporto. De resto, admite que Portugal tem boa reputação no panorama internacional para este segmento.

O “Dossier” desta edição é dedicado aos Autocarros de Turismo. Depois de um ano positivo em 2023, as empresas de autocarros de turismo e passageiros mostram-se confiantes de que também 2024 venha a ser um ano de sucesso e, apesar dos desafios que continuam a existir, há novidades para apresentar ao mercado.

Numa edição que junta o “Check-in” com o Pulse Report da guestcentric, as opiniões pertencem a Francisco Jaime Quesado (economista e gestor) e Amaro F. Correia (docente na Atlântico Business School.

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 430

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Publituris co-organiza conferência dedicada ao Enoturismo na BTL

O jornal Publituris co-organiza uma conferência dedicada ao universo do Enoturismo. Segmento cada vez mais importante na promoção de Portugal a nível internacional e vital na diferenciação que se quer para o destino, a conversa está marcada para dia 29 de fevereiro, na BTL, a partir das 16h30.

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“Enoturismo – Um mundo de experiências” é o título da conferência que o jornal Publituris co-organiza em parceria com a Bolsa Turismo de Lisboa – BTL 2024, no próximo dia 29 de fevereiro, a partir das 16h30, no Auditório AVK.

Convidados para esta conferência estão Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; Pedro Valle Abrantes, Managing Partner da TryPor; Alexandra Leroy Maçanita, Events & Wine Tourism Manager da Fita Preta; Luís Santos, General Manager do Palácio Ludovice Wine Experience Hotel; e Ana Maria Lourenço, Public Relations do World of Wine (WoW).

Segundo dados do Turismo de Portugal, recolhidos no final de 2022, existem cerca de 458 unidades de Enoturismo, cujo concentração é maioritariamente no Norte, Centro e Alentejo.

A origem dos visitantes destas unidades é, na sua maioria, internacional (54,7%), com maior destaque para os EUA e o Brasil, que lideram o Top com uma quota de 19,2% e 16,1% respetivamente, seguidos dos mercados europeus do Reino Unido, Alemanha e França.

A UN Tourism (nova designação da OMT – Organização Mundial do Turismo) já identificou o Enoturismo como um pilar relevante para os países que possuem uma forte componente ligação ao universo do vinho, sendo este, também, um dos segmentos que o Turismo de Portugal tem vindo a promover interna, mas fundamentalmente, a nível externo.

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Obrigado, André Jordan

Faleceu esta sexta-feira, 9 de fevereiro, o empresário André Jordan. Ao longo dos 90 anos que esteve entre nós, ficou conhecido por ser o “Pai do Turismo” em Portugal. Em 2007 foi distinguido com o “Prémio Carreira” nos “Portugal Travel Awards” do Publituris, ano em que foi diretor convidado da edição 1.000 do jornal.

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Nasceu a 10 de setembro de 1933, em Lwów (antes Polónia e agora Ucrânia) de onde partiu para fugir ao regime Nazi que invadiria o país, em 1939, dando início à II Guerra Mundial.

Fundador, idealizador e promotor dos empreendimentos Quinta do Lago, Belas Clube de Campo, Vilamoura XXI, entre outros, foi considerado, em 2014, uma das 12 personalidades mais influentes no turismo a nível mundial.

Na última entrevista dada à PUBLITURIS HOTELARIA, em março de 2021, André Jordan afirmaria que “o país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o país”.

O PUBLITURIS presta homenagem a André Jordan, precisamente, com a republicação dessa última entrevista.

Até sempre e obrigado André Jordan!

“O país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o turismo”

O empresário André Jordan analisa a atual conjuntura e defende a promoção como medida urgente para a retoma do turismo nacional. A descida do IVA para 10% para todo o setor ou a criação de um Conselho Consultivo do Turismo também ficam em cima da mesa.

“Eu, que ando há muitos anos por aí, não me lembro de nenhuma situação assim em lugar nenhum”. O desabafo é feito por André Jordan, a propósito da atual conjuntura pandémica que amordaçou o turismo. Os muitos anos a que se refere, são 87 de uma vida feita de somas: de países, projetos, cargos, empresas, distinções e prémios. E de histórias que foram compiladas em 2019 num pesado livro de quase 800 páginas que exige ser segurado por duas mãos. “Uma viagem pela vida” foi reeditado no ano passado, porque, afinal, há sempre mais uma palavra a acrescentar, e as de André Jordan não se esgotam. E de entre tudo o que é, é também um exímio conversador. Discorre com facilidade pelos caminhos da memória e não há pergunta que não o faça revisitar uma história que o guia a outra e facilmente atracamos num destino longe da partida. Das suas quase nove décadas de vida, que começaram na Polónia, fazem parte mais de 30 cargos relevantes, cuidadosamente enumerados no seu currículo oficial. Desta longa lista, não consta o título informal pelo qual mais é conhecido: o de pai do turismo português. Deu vida à Quinta do Lago, ao Vilamoura XXI, a nove campos de golfe e ao Belas Clube de Campo. É neste último que se encontra na tarde desta conversa, realizada à distância e com os computadores a servirem de intermediários. Cenário diferente do vivido em 1974, ano em que deu a primeira entrevista em Portugal, ao Publituris, conduzida pelo seu fundador, o falecido jornalista Nuno Rocha.

Apesar das imposições tecnológicas, a sua companhia é acolhedora. “Estou olhando as janelas aqui à volta da minha sala e só vejo verde”, conta, com a melodia brasileira na voz, que nunca perdeu, orgulhoso do Belas Clube de Campo, no concelho de Sintra, que diz ser simbiose perfeita entre a vida urbana de Lisboa que está a dois passos e a tranquilidade da natureza.

A atualidade foi o tema de conversa. Apostar e aprimorar a promoção do país são estratégias urgentes. A baixa do IVA para todo o setor ou a criação de um Conselho Consultivo do Turismo foram outras ideias deixadas em cima da mesa. Isto porque, para salvar o turismo é preciso ouvir quem dele perceba, defende.

Que impacto terá a pandemia na forma como se faz turismo no mundo?
Também estou muito interessado em saber a resposta (risos). Estamos perante uma situação sem precedentes, em relação a um inimigo oculto. O turismo é a vítima inocente de todas as crises mundiais, é sempre o primeiro afetado. Penso que vai haver um surto de uma ilusão realista; vão aparecer muitas pessoas que querem viajar de repente e retomar a sua atividade turística. Mas mesmo que isto apareça com força, não significa que vá perdurar.

Teremos um ‘boom’ apenas momentâneo?
Uma explosão. Mas depois vai acalmar. Não há dúvida que muita gente está afetada economicamente e não vai ter meios para fazer turismo.

Acabou de ser aprovado o passaporte verde europeu. Considera que este é um instrumento fundamental para a retoma das viagens entre países?
Tudo o que for feito no sentido de haver um maior cuidado é importante. A existência deste passaporte faz uma certa pressão para as pessoas se vacinarem. Quem viaja sem passaporte será prejudicado na sua liberdade de movimento. Há dúvidas também sobre as vacinas, que ainda não têm um historial – não se sabe quanto tempo duram, qual o efeito que têm. É tudo um pouco duvidoso por enquanto. Por exemplo, esta situação em relação a uma das vacinas, que foi suspensa na Europa. E vem alguém dizer: ‘’Em Portugal está ótimo, ontem só morreram 90 pessoas” (risos). O ser humano passou a ser uma estatística.

Esta questão da AstraZeneca veio beliscar a confiança na vacinação…
Estou no grupo de risco. Tenho 87 anos e sou cardíaco. Estou à espera da Pfizer, porque não aceitaria que me dessem a AstraZeneca porque não é recomendada para pessoas velhas. Até agora não me chamaram.

Mas é também um cético nesta questão das vacinas.
A solução só chega no dia em que encontrarem uma cura. Claro que a vacinação pode prolongar o tempo de vida. Por exemplo, a poliomielite paralisava os membros inferiores e era uma verdadeira epidemia. Houve muita gente que passou a vida numa cadeira de rodas, como o presidente do Estados Unidos, Franklin Roosevelt. E a doença já foi completamente erradicada. Há algumas vacinas que acabaram com a doença.

Apelidou o Plano de Recuperação, desenhado pelo Professor António Costa e Silva, de tese académica. Qual é a sua opinião sobre as considerações relativas ao turismo apresentadas no documento?
Praticamente não há nada a respeito do turismo neste plano. Os economistas portugueses têm pena e vergonha que Portugal não seja a Alemanha, que não seja um país industrial a fabricar milhões de automóveis e de tecnologia. Somos um pequeno país e mais equilibrado do que se possa pensar; socialmente e até economicamente. Apesar de haver pobreza, não há miséria.

Que leitura faz da ação do governo relativamente ao turismo, neste último ano de pandemia? Os apoios têm sido ajustados?
Deram agora 300 milhões de euros para a área do turismo que é uma espécie de esmola. Não quero falar sobre este assunto, isto é uma situação pontual e as coisas têm de ser pagas e vão ser muito dificilmente pagas. Quando as moratórias acabarem vamos ver como é que isto fica. É preciso que o governo invista em promoção depois; agora, no auge da pandemia, não valia a pena.

Promoção e marketing
Sempre defendeu que a promoção do país é insuficiente.
A infraestrutura do turismo é muito boa, o que é fraco é o marketing e a promoção. Tem de haver uma promoção feita pelas empresas e não pelo governo, porque o governo não conhece o negócio do turístico. Quem o conhece é quem vive dele. Tivemos em Portugal um fenómeno económico muito interessante com números altos de turismo, mas rentabilidade quase inexistente. Isso criou uma ilusão. Dizermos que recebemos tantos milhões de turistas, mas depois o resultado desse movimento foi muito fraco porque sempre falhámos na promoção, sempre fizemos a promoção errada. Não criámos atrações para o turista com melhores meios económicos e não aproveitámos as potencialidades turísticas do país.

Proponho uma baixa do IVA para todo o setor turístico para 10% – para hotéis, restaurantes, rent-a-car, golfe etc. O país tem de ter a coragem de fazer alguma coisa que salve e consolide o turismo. A não ser que não queira ter turismo. Há quem não queira.

O segmento do golfe pede que seja reposta a anterior taxa de 6% de IVA.
Sou mais a favor de haver uma baixa de IVA para todo setor turístico. E era preciso haver uma aceitação da importância do turismo para a economia do país. Grande parte do desenvolvimento dos Estados Unidos, por exemplo, é feita através do estímulo fiscal. Não só na indústria e no comércio, mas na cultura, educação, saúde… O instrumento para impulsionar o turismo é o IVA. Não é preciso o governo dar dinheiro, mas sim deixar o usar o dinheiro que o próprio turismo gera para a sua promoção e desenvolvimento. Sobre o golfe, acho que há uma grande necessidade de desenvolver o golfe nacional, com escolas, repartições públicas, militares… Não é caro e iria aumentar muito a sustentação do golfe a nível interno. Atualmente, isso não é possível.

Afirma que a responsabilidade da promoção do país cabe às empresas. Mas nos próximos tempos estarão fragilizadas e sem capital para fazer esta aposta…
Por isso é que proponho que possa ser utilizado metade do valor do IVA para programas de marketing e promoção. Aí não obriga o governo a aumentar a dívida e essa receita, aparentemente diminuída, vai voltar com o aumento do turismo. É preciso coragem para revalorizar o turismo. Se não o fizermos vamos ser destruídos pela guerra de preços.

É preciso olhar para o turismo com seriedade?
Há zonas simpáticas no interior do país e este turista e este mercado vão acabar por se encontrar. Precisamos de ter um determinado volume de receitas para que isso seja significativo para a economia do país, para o emprego e para criar empresas fortes. O turismo nunca foi levado realmente a sério, sempre foi uma coisa assim meio envergonhada. O turismo é serviçal, há esse complexo que não há, por exemplo, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França, na Itália e em Espanha, que investem pesadamente no turismo.

Acusou o Turismo de Portugal de estar mais preocupado com as estatísticas e não avaliar o verdadeiro impacto económico que o turismo representa. É uma estratégia que deve mudar?
Quando o Turismo de Portugal faz um filme de promoção com locais maravilhosos de Portugal, só há um problema: são todos inacessíveis, ninguém consegue chegar lá no alto da montanha ou na praia deserta num canto qualquer (risos). Isso é muito bonito mas o Turismo de Portugal deve promover Portugal e os empresários devem promover o produto.

Estes últimos anos de crescimento foram uma oportunidade desperdiçada, nesta ótica da promoção?
Concordo. Devíamos, nessa altura, ter feito um trabalho das empresas com o governo e ter promovido a qualidade do turismo, a qualidade do produto para atrair, na retoma, um cliente mais sofisticado e mais exigente. Portugal foi eleito – de verdade, não é naqueles prémios que não são bem independentes – como segundo melhor destino para viver no mundo. E temos de saber aproveitar, transformar isso numa campanha.

Preços
Para nos sabermos vender ao mercado certo? Até agora Portugal é conhecido por ser bom e barato.
As pessoas descobriram que a relação qualidade/preço em Portugal é imbatível. O Alojamento Local é um brinco; limpo, de boa qualidade, com móveis corretos, etc. Se for para a Áustria ou para Alemanha [o AL] é uma porcaria. Não há qualidade nem atração nenhuma. O português é muito caprichoso, gosta de fazer as coisas corretas, simpáticas e limpas.

É difícil comer mal e dormir mal em Portugal.
É impossível comer mal em Portugal a não ser nos hospitais (risos).

Falou do perigo de sermos destruídos pela guerra de preços.
Já tivemos isso em Portugal. Em várias épocas de crise a recuperação foi com a guerra de preços. Quando Adolfo Mesquita Nunes era secretário de Estado do Turismo, começaram a convidar a imprensa estrangeira para vir cá. Vieram todos. Deram a passagem e pagaram a hospedagem e veio o mundo inteiro, bons e maus. Há uns que disseram que escreviam para um jornaleco qualquer e vieram cá também (risos). Vi dezenas de publicações e nenhuma deixou de frisar o facto de Portugal ser barato. Isto foi muito prejudicial.

Como é que se começa a despir esta capa do preço baixo para atrair um segmento mais alto?
Precisamos de agências de marketing e de promoção de alta qualidade. Não se pode comprar publicidade ou marketing barato, porque o barato sai caro: eles não têm qualidade nem acesso aos meios, é dinheiro deitado fora. É preciso criar eventos de qualidade, de nível, a área desportiva é muito atraente, temos condições desportivas naturais para atrair ténis, golfe, caça, iatismo, etc. Criar eventos de participação. Porque eventos de assistência vai ser mais difícil; infelizmente o MICE vai ser difícil. As empresas descobriram que não precisam de fazer aqueles congressos que deslocam centenas de pessoas durante dois ou três dias. Este segmento vai sofrer muito. Por exemplo, numa prova de competição desportiva, todos os dias, nos vários países, estão ser comunicados, na comunicação social, os resultados. É uma forma de utilizar o próprio atleta e a sua presença para promover Portugal no país dele.

Os eventos são o único gatilho possível para elevar o segmento do turista que atraímos?
Temos de ir também pela cultura – já defendi a construção do Museu dos Descobrimentos várias vezes. Temos alguns museus contemporâneos muito bons. O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, é uma grande atração e que tem uma altíssima qualidade. Eventos musicais. E temos de contratar agências e pessoas que nos ajudem a pensar nesta promoção e que nos ajudem a perceber o que é que temos de fazer. Sou a favor da criação de um Conselho Consultivo de Promoção Turística que reúna pessoas não só ligadas ao turismo, mas também pessoas da aviação, do desporto, do comércio de luxo, que nos venham ajudar a pensar na promoção do turismo.

Pessoas de fora do país?
De dentro e de fora. Temos um português que foi presidente da Publicis Groupe, que é uma das maiores agências do mundo, e que é apaixonado pelo turismo. Nunca ninguém falou com ele. Há pessoas que têm muito a contribuir, a nível de criatividade, e não só,e que não são convocadas nem ouvidas.

Potencial e crescimento
Defendeu, em tempos, a criação de um Ministério do Turismo. Mantém esta opinião?
Um Ministério do Turismo iria ajudar, principalmente, porque transmitiria aos outros ministérios a visão e o interesse do turismo, que eles não têm. Basta ver como o professor António Costa e Silva ignorou o turismo, por que não sabe o que é o turismo. Essa coisa do turismo de qualidade é uma coisa que ainda ninguém percebeu.

As Secretarias de Estado não se têm sabido posicionar?
Não vou dizer que não têm estado à altura, mas não há uma estratégia e não há apoio de verdadeiros profissionais de marketing, de promoção e de hotelaria. Por isso é que defendo a criação deste Conselho. Seria útil à própria Secretaria de Estado, teria o apoio de um grupo especializado. É preciso lembrar uma coisa: o turismo é um negócio de grande importância para o país e temos de o tratar desta forma.

Depois da última crise, o setor cresceu exponencialmente. Que diferenças assinala entre a conjuntura atual e esta última crise?
São duas crises completamente diferentes. A anterior foi uma crise económica e financeira, não parou o turismo – diminuiu, mas não parou. Esta paralisou o turismo por imposição dos próprios governos. Eu, que ando há muitos anos por aí, não me lembro de nenhuma situação assim em lugar nenhum. Portugal tem todas as condições para ser bom, mas tem de aspirar a outro nível. Não sou contra o turismo barato, mas não é economicamente viável.

Dispomos de oferta hoteleira para este segmento mais alto?
Absolutamente. Portugal não quer sheiks árabes. Não precisamos de bilionários que querem suites de mil metros quadrados. Um piloto de uma grande companhia aérea, um médico de sucesso, um engenheiro. Esse é o nosso turista, de boa situação financeira. E que gosta de Portugal porque é discreto e sóbrio, que tem bom clima. Para este mercado os hotéis são absolutamente aceitáveis, têm bom serviço, têm conforto. Não têm é torneiras de ouro e essas coisas. Nós temos a infraestrutura.

Vê a Comporta como um possível destino para este segmento?
Não conheço a estratégia, não posso opinar. A Comporta já não é uma zona com potencial, é hoje uma empresa e um negócio que tem os seus parâmetros, que desconheço. Mas penso que é uma zona muito atraente e que tem uma promoção muito longa, que durou muitos anos, com personalidades como o Christian Louboutin que pouco a pouco foi atraindo uma clientela para a Comporta. A Comporta tem o seu futuro, com certeza. Mas não posso opinar sobre o ‘business plan’, não conheço.

Que outros destinos têm potencial?
Como empresa e grupo, estamos dedicados a um conceito que demorou a atingir a maturidade. O Belas Clube de Campo é uma combinação do urbano com a natureza. Agora com a pandemia o mercado vem mais ao nosso encontro. O Alentejo e o Ribatejo, têm futuro, bem como Almada.

Ainda ninguém olhou para a margem sul de Lisboa com olhos de ver?
Almada tem um projeto do arquiteto Fonseca Ferreira que salvou Lisboa, porque a cidade estava no caminho para ser ocupada de uma forma selvagem. Ele fez um masterplan para Almada, dos antigos estaleiros com uma grande marina, muito atraente. Mas não chegou ainda o momento. Para já, a prioridade é potenciar a mudança das empresas e dos empresários para Portugal, e é preciso compatibilizar a habitação de nível com a habitação subsidiada para os trabalhadores e para as pessoas que não têm capacidade para pagar.

No Algarve, por exemplo. Não há habitação para os trabalhadores.
Não há margem de lucro suficiente para construir habitação para os trabalhadores, não compensa. Tem de ser algo subsidiado pelo governo, tem de haver um acordo entre o setor privado e o setor público de gerar habitação para as classes trabalhadoras.

O turismo residencial é outro dos eixos que defende para o futuro do setor. Como vê as novas regras aprovadas sobre os ‘golden visa’, que visam migrar o investimento imobiliário para o interior e ilhas?
(risos) Isso parte do princípio que as pessoas vêm para Portugal para se esconder. Eles não vêm para se esconder, vêm para viver numa comunidade compatível com o seu estilo de vida. Haverá um ou outro que vai para o interior, mas a maioria não irá. Isso vai acabar com os vistos dourados e é uma falha.

O Porto tem sido o destino com maior crescimento nos últimos anos. Como olha para este crescimento?
O Porto foi muito prejudicado até existir a autoestrada. Quando cheguei a Portugal, era muito complicado ir para o Porto, a estrada era muito má. O Porto tem tido um desenvolvimento muito positivo. A Casa da Música e Serralves são duas peças muito importantes. Nos últimos 10 a 15 anos tem tido um desenvolvimento muito elegante e interessante.

Aeroporto e TAP
Qual a sua opinião relativamente à construção do novo aeroporto complementar à Portela?
Não sou especialista, apesar de já ter sido administrador de uma companhia aérea na Argentina. Desde 1972, quando o governo emitiu um concurso para o projeto de um aeroporto em Rio Frio, tem-se discutido o novo aeroporto de Lisboa. Há 50 anos que andamos nisto. Quanto à necessidade de um novo aeroporto, também não sou especialista. Quando viajo vejo que há muitas horas mortas nas chegadas e nas partidas de Lisboa. A meio da tarde, entre a hora de almoço e o final da tarde não se vê um avião a chegar ou a sair. Não acho muito saudável ter um aeroporto a poluir o centro da cidade. Já morei mais do que uma vez em lugares onde quase que se podia tocar no avião. Tem de haver um consenso sobre a localização. Aonde? Também não sei dizer.

Nem o Montijo nem Alcochete seriam soluções viáveis?
Não sei. Claro que há uma vantagem comercial grande em ter o aeroporto perto da cidade, em pouco tempo chega-se ao hotel. Não é a melhor solução do ponto de vista da saúde e do ambiente.  Também não seria bom para o turismo se o aeroporto fosse muito longe, como em Alcochete, acho um bocado longe.

Então é mais favorável ao Montijo?
Se me convocassem para opinar, teria de estudar o assunto. Em Portugal temos um problema: falta de conhecimento e excesso de opinião. Se o turismo for prejudicado pela falta de possibilidade de viajar para Lisboa isso é muito preocupante.

Como vê a atual situação da TAP?
Não há dúvida de que a TAP é um retrato bastante interessante daquilo que é Portugal e os portugueses. A TAP tem comissárias de bordo veteranas, que eu conheço. É sempre uma situação engraçada, quando chego ao avião sou recebido com beijinhos. A TAP é um objeto de afeto e de carinho dos portugueses, até porque é uma excelente companhia em termos de segurança e de serviço – sobre o conforto, já não vou tão longe (risos). Sempre foi uma boa companhia. Da parte da população há uma visão um bocado emocional sobre a TAP. Não sei avaliar qual é o interesse nacional do ponto de vista do governo em ter uma companhia própria. O hub de Lisboa foi muito importante para o surto do turismo e principalmente em relação ao Brasil. O facto de ter sido gerida por uma administração brasileira permitiu que fossem criadas muitas ligações que trouxeram brasileiros a Lisboa. Isto foi tudo muito útil. Agora, se se justifica o investimento? Não sei dizer.

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TCP abre inscrições para os prémios que distinguem melhores ideias e teses académicas em turismo

Até 15 de março, é possível candidatar-se ao IX Concurso de Empreendedorismo Turístico e ao VIII Concurso de Teses Académicas promovidos pelo Turismo Centro de Portugal (TCP).

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O Turismo Centro de Portugal volta a lançar este ano os seus dois concursos: a nona edição do Prémio José Manuel Alves – Concurso de Empreendedorismo Turístico e a oitava edição do Concurso de Teses Académicas, no âmbito da sua contínua aposta na deteção e apoio às melhores ideias de negócio turístico geradas na região e na valorização do conhecimento científico produzido sobre a atividade turística. O prazo para a submissão das candidaturas, em ambos os concursos, é 15 de março de 2024.

Com oito edições já realizadas, o prémio de empreendedorismo turístico é o mais antigo do país, tendo recebido um total de 378 candidaturas, distinguido 64 projetos e premiado 23.

Ao vencedor é atribuído o Prémio José Manuel Alves, em homenagem ao percurso do ex-presidente da Região de Turismo do Centro, que esteve na génese da criação do gabinete de apoio ao investimento turístico na região.

O objetivo deste concurso é contribuir para a materialização de boas ideias para o setor, pelo que são apenas elegíveis projetos que ainda não tenham iniciado a atividade turística. Os projetos podem inserir-se nas seguintes áreas: Alojamento turístico (incluindo empreendimentos turísticos e alojamento local); Agências de viagens e turismo/operadores turísticos; Estabelecimentos de restauração e de bebidas; Aluguer de veículos automóveis sem condutor; Atividades de animação turística; Projetos de base tecnológica associados ao setor do Turismo; Outras tipologias, desde que comprovadamente relacionadas com a atividade turística.

No Prémio José Manuel Alves, há um acompanhamento contínuo da totalidade dos projetos participantes, que se prolonga por todas as fases de crescimento destes empreendimentos. 08

Por sua vez, o concurso de teses de Mestrado e de Doutoramento é promovido desde 2017 e tem como objetivo valorizar o conhecimento gerado no seio da comunidade científica sobre a atividade turística e aproximá-lo das empresas do setor do Turismo e de todos os interessados em desenvolver projetos de empreendedorismo turístico.

O concurso tem duas categorias, uma dedicada às teses de Mestrado e outra dedicada às teses de Doutoramento. Na categoria Mestrado, podem concorrer todas as dissertações, relatórios de estágio e projetos com vista à obtenção do grau de Mestre já avaliadas e, na categoria Doutoramento, dissertações já defendidas e avaliadas, cujo tema incida sobre o setor do turismo, preferencialmente na região Centro – seja em exclusivo ou englobada num estudo de âmbito nacional.

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Turismo terá a “centralidade que o setor ganhou por direito próprio”, diz Pedro Nuno Santos

No almoço-debate, promovido pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Pedro Nuno Santos garantiu que o turismo “não pode ser ignorado” e “fazer de conta que é mais alguma coisa”. Por isso, “terá a centralidade que ganhou por direito próprio”.

Victor Jorge

O secretário-geral do Partido Socialista (PS) e candidato a primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, deixou esta terça-feira, 6 de fevereiro, durante o almoço-debate, promovido pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que, “apesar de não revelar a composição do próximo Governo”, que “não vale a pena olharmos para a economia e para os setores todos da mesma maneira, porque eles não têm todos o mesmo contributo para a riqueza nacional e para as exportações”, destacando o “óbvio peso do turismo na nossa economia”.

“São cerca de 16% do PIB, um setor que tem um peso significativo nas nossas exportações, na criação de riqueza e, portanto, para a criação de emprego”. Por isso, justificou que, “pelo peso que tem na vida coletiva dos portugueses, terá, obviamente, uma atenção especial”.

Contudo, Pedro Nuno Santos não se quis comprometer com um pedido de Francisco Calheiros, presidente da CTP, quando referiu que “está na hora de sentar o turismo no Conselho de Ministros”.

Respondendo, Pedro Nuno Santos garantiu, contudo, que o turismo “tem uma centralidade na economia portuguesa” e que “não dá para ser ignorado e para ser misturada, para fazer de conta que é mais alguma coisa. Não é mais alguma coisa, não é mais um setor”. Por isso, assinalou que o turismo “terá a centralidade que o setor ganhou por direito próprio”, mas que o Estado “tem um papel importante”, tal como as “políticas públicas que têm de continuar a estar ao vosso lado”.

Quanto ao futuro, Pedro Nuno Santos garantiu que, caso seja Governo, o Estado “não quer, não vai atrapalhar e quer que o setor de turismo possa continuar a desenvolver”.

No final do almoço-debate não foi possível à imprensa ouvir as questões colocadas pelos agentes do setor do turismo presentes ao candidato do PS a primeiro-ministro nem as respostas dadas por Pedro Nuno Santos.

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Pedro Nuno Santos garante “não perder um segundo” relativamente ao aeroporto

O secretário-geral do Partido Socialista e candidato a primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, garantiu, no almoço-debate, organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que “à primeira oportunidade, não vou perder mais um segundo” relativamente à decisão para o novo aeroporto.

Victor Jorge

Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista (PS) e candidato a primeiro-ministro de Portugal, deixou a certeza de que, a ser eleito líder do próximo Governo, saído das eleições de 10 de março, que “o país não pode mais dar-se ao luxo de desperdiçar a vinda de turistas”, uma vez que “não somos propriamente um país rico que se pode dar ao luxo de desperdiçar aquilo em que tem vantagens. E nós temos vantagens claras no nosso posicionamento geográfico em fazer a ligação entre o Atlântico e a Europa. Nós temos feito isso, mas temos feito isso numa condição altamente precária”, admitiu o candidato do PS a primeiro-ministro no primeiro almoço-debate organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), e que no dia 15 de fevereiro terá Luís Montenegro, líder do Partido Social Democrata, como convidado.

“É com a certeza de que, à primeira oportunidade, não vou perder nem mais um segundo”, frisou Pedro Nuno Santos (PNS) no que diz respeito a uma decisão relativamente à localização e construção do novo aeroporto para Lisboa.

“É que são décadas desperdiçadas e que apenas traduzem esta cultura nacional que temos, a incapacidade de conseguir decidir uma localização para o novo aeroporto”. Uma incapacidade que, segundo PNS, “custou ao país, ao longo de décadas, milhares de milhões de euros, porque o contador que a CTP colocou na 2.ª Circular, quando foi colocado, não contabiliza o que já se perdeu”.

“Temos um aeroporto com uma pista esgotada, sem as melhores condições para receber os nossos turistas”, admitiu PNS, considerando que, “quantos dos nossos turistas que ainda não saíram do aeroporto já estão a dizer mal da cidade de Lisboa e do país? O aeroporto é o primeiro contacto com o território, o primeiro contacto com o país”. “E não é só uma má experiência, como todos os anos negamos a possibilidade de milhares de pessoas visitarem o nosso país”.

Por isso, Pedro Nuno Santos também colocou as suas perguntas e questionou “como chegamos até aqui. Como é que não somos ainda mais desenvolvidos e não somos aquilo que poderíamos ser?”, considerando que esta questão está espelhada na “dificuldade em tomarmos decisões como nesta matéria do aeroporto”.

Para Pedro Nuno Santos, de resto, nenhuma localização a ser escolhida terá apoio maioritário. “Não vai haver consenso quanto à localização, mas não podemos estar indefinidamente a arrastar os pés, a adiar. São 50 anos. Os primeiros estudos são de 1972. Já passaram 50 anos, já se estudaram cerca de 19 localizações. O que é que Portugal está à espera?.”

E a decisão sobre o novo aeroporto tem, para o secretário-geral do PS duas razões. Uma delas é “prática. Precisamos de avançar o quanto antes”.

A segunda é “simbólica”, porque é ”passar uma mensagem clara ao país de que o país tem de avançar, não pode estar a arrastar, não pode estar parado, não pode ter medo”.

Por isso, “decidir é para mim tão importante quanto a necessidade prática de ter o aeroporto. É passar uma mensagem para o país de que nós, de facto, não podemos continuar a adiar decisões”, frisou Pedro Nuno Santos para “concluir o capítulo” aeroporto.

O segundo tema, como não podia deixar de ser, foi a TAP Air Portugal. Neste caso em particular, Pedro Nuno Santos admitiu que “foi um processo difícil” e que será “uma mochila que carrego e carregarei para o resto da minha vida”, fazendo referência a uma empresa que “estava no chão, com capitais próprios negativos, falida. Portanto, já tinha problemas antes da pandemia e nós decidimos. O governo decidiu e participei na decisão de intervencionar a empresa, com muito gosto”, disse Pedro Nuno Santos.

Reconhecendo que o processo “teve erros, teve falhas”, o secretário-geral do PS reforçou a ideia de que a empresa, na altura, “tinha cerca de 500 milhões de euros de capitais próprios negativos, que não tinha atividade, que já dava prejuízo antes da pandemia de 100 milhões de euros por ano”.

“Pegámos na empresa, decidimos intervencioná-la, fizemos um plano de reestruturação, fomos negociar a Bruxelas, numa negociação muito difícil e toda a gente em Portugal dizia que íamos sair de lá com uma TAPzinha”.

A história contada por PNS aponta para um “plano de reestruturação aprovado, a contratação de uma administração que pôs a empresa a funcionar e a dar dinheiro. Uma empresa cronicamente deficitária que nos primeiros nove meses do ano 2023 deu 200 milhões de euros de lucro”, destacou Pedro Nuno Santos. “E ao fim deste tempo todo, continua a ser um tema usado contra mim”, rematou ainda, referindo que “pusemos a empresa a servir a economia nacional e a dar dinheiro”.

Pedro Nuno Santos recordou ainda que a TAP não foi a única companhia aérea em Portugal resgatada. “Mas só esta é que atraiu atenção e só os políticos que decidiram intervencionar a empresa é que são criticados politicamente. Mas temos outra companhia aérea que foi alvo de intervenção pública, a SATA. E já agora, não foi por um Governo do PS, foi por um Governo PSD CDS-PP, apoiado pela Iniciativa Liberal e pelo Chega”.

“Eu defenderia a intervenção na SATA. Só que é este dualismo, esta incoerência que caracteriza a política em Portugal, infelizmente, que nos impede de olhar para os temas como eles devem ser olhados”.

Ainda no capítulo SATA, PNS recordou que a intervenção na companhia açoriana “correspondeu a 10% do PIB regional dos Açores. A intervenção na TAP pesou 1,5% para o Continente. Para percebermos a dimensão da intervenção que foi feita na SATA nos Açores, do qual ninguém se queixa, da qual ninguém diz nada”.

Pedro Nuno Santos também lembrou que, no caso da TAP, “estamos a falar de uma empresa que irá chegar aos quatro mil milhões de euros de faturação, em 2023. É disso que estamos a falar. Uma empresa que exporta como praticamente mais nenhuma em Portugal, uma empresa que contrata a mais de 1.000 empresas nacionais, cerca de 1.300 milhões de euros por ano”.

Além da questão aérea, Pedro Nuno Santos também fez referência ao trabalho feito na ferrovia, considerando-a “um instrumento muito importante também para o turismo. A ferrovia tem um potencial brutal que permite ao setor do turismo expandir-se pelo território, apresentar mais território aos turistas”, reconhecendo que “esse é um trabalho que ainda está por explorar no próprio setor turístico nacional”, já que “o turismo ferroviário é um turismo de alto valor acrescentado”.

No final do almoço-debate não foi possível à imprensa ouvir as questões colocadas pelos agentes do setor do turismo presentes ao candidato do PS a primeiro-ministro nem as respostas dadas por Pedro Nuno Santos.

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