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Transportes mostram-se otimistas para 2023, apesar da guerra, inflação e incerteza

O setor dos transportes turísticos faz um balanço positivo de 2022, que acabou por ser um ano de regresso à normalidade e mostra-se entusiasmado quanto ao futuro, apesar dos muitos desafios que deverão marcar 2023, com destaque para os aumentos nos preços dos combustíveis, a que os transportes estão particularmente expostos.

Inês de Matos
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Transportes mostram-se otimistas para 2023, apesar da guerra, inflação e incerteza

O setor dos transportes turísticos faz um balanço positivo de 2022, que acabou por ser um ano de regresso à normalidade e mostra-se entusiasmado quanto ao futuro, apesar dos muitos desafios que deverão marcar 2023, com destaque para os aumentos nos preços dos combustíveis, a que os transportes estão particularmente expostos.

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Por vezes, muita coisa muda em muito pouco tempo e o ano de 2022 é a prova provada disso mesmo. Há um ano, a grande ameaça à atividade turística continuava a ser a COVID-19. A pandemia que parou o mundo em 2020 e restringiu as viagens um pouco por todo o lado no ano seguinte, continuava, no início do ano passado, a ser vista como o principal desafio que o setor do turismo precisava de ultrapassar para regressar à normalidade.

No entanto, menos de dois meses depois do arranque do ano, estalou uma guerra na Ucrânia, com a invasão da Rússia ao país vizinho, num evento a que a Europa não assistia havia mais de sete décadas e que veio, mais uma vez, destabilizar a economia e, consequentemente, as empresas do setor do turismo, com especial destaque para as que se dedicam aos transportes, que passaram a lidar, também em consequência da guerra, com aumentos quase diários nos preços dos combustíveis, entre outras subidas de custos ditadas pela escalada da inflação.

Além da pandemia, que ainda não está completamente ultrapassada, da guerra e consequente inflação, as empresas de transportes turísticos têm de lidar ainda com a escassez de recursos humanos, que surgiu durante a pandemia e se agravou com a guerra, num cenário repleto de incerteza que torna difícil traçar expectativas concretas para 2023.

A todos estes problemas, é preciso juntar ainda a escassez de viaturas disponíveis no rent-a-car, assim como os desafios inerentes à sustentabilidade que, este ano, promete voltar a estar na linha da frente enquanto uma das principais preocupações dos transportes.

Mais uma vez o setor foi posto à prova e respondeu de forma positiva, Paulo Geisler (RENA)

Ainda assim, o otimismo parece estar em alta, uma vez que os clientes mantêm a vontade de viajar e isso tem-se vindo a traduzir no aumento das faturações e da rentabilidade nas várias áreas dos transportes turísticos em Portugal. Saiba que balanço de 2022 e que expectativas para 2023 traça a aviação, os cruzeiros, o rent-a-car e os autocarros de turismo.

Aviação
Na aviação, 2022 acabou por ser um ano “desafiante”, diz ao Publituris Paulo Geisler, presidente da RENA, associação que representa as companhias aéreas que operam em Portugal. “Mais uma vez o setor foi posto à prova e respondeu de forma positiva”, diz o presidente da RENA, considerando que, apesar dos problemas que a aviação enfrentou em 2022, este setor “mais uma vez deu mostras de preparação e resiliência”.

De acordo com o responsável, 2022 acabou por ser um ano positivo, como mostram “os números globais do turismo” e que provam que este é já “um sector fundamental para a economia portuguesa”, considerando que também a “união dos diversos operadores” foi um dos aspetos mais positivos do ano que agora terminou.

Tal como a RENA, também a easyJet faz um balanço favorável de 2022, com José Lopes, country manager da companhia para Portugal, a explicar que o ano foi “bastante positivo” porque a easyJet fechou “este ano fiscal com o melhor resultado de sempre em Portugal” no número de passageiros transportados. No total, a easyJet chegou aos 7.431.928 passageiros nas 71 rotas que realiza de e para o país, valor que, segundo José Lopes, “ultrapassa os níveis de 2019 e que se traduz num crescimento de 174%”. “Estamos a viver agora o inverno mais movimentado da nossa história em Portugal e somos a primeira escolha de passageiros que viajam entre Portugal e França, Portugal e Suíça e Portugal e o Reino Unido”, acrescenta.

Somos a companhia de aviação que mais vai investir e crescer em Portugal em 2023, José Lopes (easyJet)

José Lopes destaca os 18 slots conseguidos no aeroporto de Lisboa como um dos momentos mais positivos de 2022, desde logo porque isso permitiu que a transportadora se tornasse na segunda maior operadora no aeroporto da capital. Com esses slots, a easyJet abriu várias rotas em Lisboa, num total de 33 no conjunto dos aeroportos onde opera, incluindo a primeira ligação para fora da Europa desde Portugal, com destino a Marraquexe, em Marrocos, e os voos para o Porto Santo, desde Lisboa e Porto, “acabando com o monopólio nessas rotas”.

O aumento de capacidade em várias rotas, a passagem para o terminal 1 do aeroporto da capital e o aumento dos aviões baseados em Portugal foram também, segundo José Lopes, momentos positivos para a easyJet em 2022.

As expetativas para 2023 também são positivas, com José Lopes a mostrar-se convicto de que o ano será “de forte investimento e crescimento de capacidade da easyJet em Portugal”. “Continuaremos a estimular o mercado, para que as pessoas voltem a voar e a conhecer mais destinos. Fazer isto num momento em que ainda estamos a sair da pandemia, adicionalmente ao impacto da guerra nos custos de energia e combustível, é um desafio”, diz José Lopes, que acredita que a relação qualidade/preço oferecida pela easyJet será valorizada. “Somos a companhia de aviação que mais vai investir e crescer em Portugal em 2023. Daqui a um ano, estaremos de novo aqui a falar de mais um ano com resultado recorde”, acredita o responsável, indicando que a companhia vai continuar a investir na sustentabilidade.

Tal como a easyJet, também a RENA se mostra otimista, ainda que Paulo Geisler prefira chamar-lhe “otimismo (moderado)”, uma vez que se prevê que exista, ao longo deste ano, algum “crescimento sustentado”. No entanto, diz o responsável, o “cenário macroeconómico e inflação vão desempenhar um papel importante” para a aviação em 2023, “a par da guerra na Ucrânia” e também da sustentabilidade. “A expectativa é que o setor do transporte continue a recuperar e que haja uma preocupação maior com sustentabilidade e incentivos para que o setor possa avançar rumo ao “Net-zero””, conclui o presidente da RENA.

Rent-a-car
No rent-a-car, o balanço de 2022 é igualmente positivo, com Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos, que representa 96% das empresas de rent-a-car em Portugal, a considerar que 2022 foi “um ano memorável”.

A performance das empresas de rent-a-car em foi foi excelente, Joaquim Robalo de Almeida (ARAC)

No rent-a-car, acrescenta, foram atingidos “valores recorde de rentabilidade”, o que leva a que se perspetive que, “também nesta atividade, 2022 seja o seu melhor ano de sempre”, com uma faturação a rondar os 800 milhões de euros.

Apesar da escassez de viaturas que se mantém, por culpa da crise dos semicondutores, e que levou a que a frota de pico em 2022 tenha ficado 32 mil viaturas abaixo do que acontecia em 2019, Joaquim Robalo de Almeida revela que a procura esteve em alta, traduzindo um aumento da rentabilidade. “Apesar da frota disponível para aluguer ter sido menor, se tivermos em atenção a subida de preços operada pela forte procura, ter-se-á registado um crescimento da faturação face a 2019, que assim gerou uma melhor rentabilidade”, explica, sublinhando que “a performance das empresas de rent-a-car em 2022 foi excelente” e o seu “desempenho foi dos melhores de sempre”. Contudo, o aumento da rentabilidade foi acompanhado pela subida da inflação, que se traduziu num crescimento generalizada dos custos, que “atingiram valores nunca antes vistos”, acrescenta.

A somar à inflação, no ano passado, o rent-a-car teve também de lidar com a falta de recursos humanos e com uma fiscalidade automóvel que é “das mais elevadas da Europa”, o que leva a que o rent-a-car em Portugal perca competitividade face a outros países europeus. Por isso, a ARAC volta a insistir na “redução dos impostos aplicáveis ao automóvel”, a exemplo do ISV e do IUC, mas também do IVA para os 13%.

Foi um ano muito bom para a marca e, felizmente, os pontos positivos sobrepõem-se aos negativos, Paulo Pinto (Europcar)

E se 2022 acabou por ser mais positivo do que se previa, Joaquim Robalo de Almeida espera que também o próximo ano “venha na sua continuidade”, apesar da urgência na construção do novo aeroporto de Lisboa e dos desejos que a ARAC gostaria de ver realizados: o fim da guerra na Ucrânia e a continuação do combate às alterações climáticas.

E também a Europcar, uma das principais empresas de rent-a-car em território nacional, diz que 2022 foi um “ano muito positivo”, com Paulo Pinto, Head of Portugal do Europcar Mobility Group (EMG), a explicar que o grupo solidificou a sua posição, até porque “houve alguma renovação da estrutura” em Portugal, a exemplo da nomeação do próprio como responsável pela operação no país. Em Portugal, merece também destaque a transformação da estação da Maia em ‘hub profissional’ e a abertura da estação em Vila Real, investimento que deu “início a uma ambiciosa estratégia de expansão, com grande foco no Norte do país”.

A nível global, 2022 fica marcado pela integração do EMG na Green Mobility Holding, que veio trazer à empresa “novas perspetivas e um ciclo de expansão e inovação”. “Fazer parte deste consórcio está a ser um grande impulso do ponto de vista financeiro, o que está a permitir acelerar os projetos tecnológicos”, explica Paulo Pinto.

Apesar de positivo, Paulo Pinto admite que 2022 foi um ano “com muita instabilidade”, com um primeiro trimestre marcado pela pandemia e o início de uma guerra na Europa, que deu origem a “uma subida da inflação que ainda não estagnou e se perspetiva como um fator negativo também em 2023”, sendo mesmo vista pela empresa como o “maior desafio” que se deverá colocar ao rent-a- car. “Tem impacto direto nos orçamentos das empresas e das famílias, condicionando em larga medida a atividade económica”, explica Paulo Pinto, prevendo que os “condicionamentos na produção automóvel” voltem a dar dores de cabeça.

Paulo Pinto diz que “a verdade é que, mesmo com estas condicionantes, este foi um ano “muito bom para a marca e, felizmente, os pontos positivos sobrepõem-se aos negativos”.

A Europcar diz que “vai continuar focada em manter a liderança em mobilidade sustentável”: “Impulsionada pela inovação, tecnologia, dados e colaboradores, com uma frota ajustada às necessidades, que será cada vez mais “verde”, 2023 vai ser um ano decisivo”, conclui.

Cruzeiros
Nos cruzeiros, o balanço de 2022 volta a ser positivo, com Marie-Caroline Laurent, diretora-geral da CLIA – Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros para a Europa, a explicar que “2022 foi um ano crucial de recuperação para a indústria” e que marcou o regresso a praticamente “100% de atividade”, o que demonstra a “força coletiva” dos cruzeiros.

Apesar da volatilidade da economia, podemos dizer que atingimos os objetivos a que nos tínhamos proposto, Eduardo Cabrita (MSC Cruzeiros)

Na CLIA, 2022 foi marcado pela sustentabilidade, pois, no início do ano, a associação estabeleceu o “compromisso de, até 2050, alcançar a meta de emissões carbónicas nulas” nas viagens de cruzeiros. A diretora da CLIA diz que a “indústria está a fazer progressos concretos para alcançar as suas ambições climáticas”, o que é visível pelo maior número de navios equipados para se ligarem à eletricidade em terra, enquanto “uma quantidade enorme de recursos está a ser investida” na viabilidade de combustíveis sustentáveis.

As preocupações com a sustentabilidade vão continuar a marcar este ano, com a responsável a explicar que as prioridades da associação para 2023 são a sustentabilidade e o envolvimento das comunidades. “Teremos de articular uma abordagem abrangente de sustentabilidade que mostre que estamos a tomar medidas práticas que já estão a fazer uma diferença real”, afirma, explicando, contudo, que estas ações “não se limitam aos navios”, pois estão a ser adotadas “práticas sustentáveis em terra para apoiar o turismo sustentável nos locais” visitados.

Além da sustentabilidade, a CLIA aponta como desafios as “incertezas relacionadas com a guerra” e “o preço da energia e a escassez de oferta” que, diz a responsável, “também podem afetar a capacidade de obter combustíveis alternativos”. Além disso, é preciso não esquecer que ainda há destinos com restrições devido à pandemia, nomeadamente na Ásia, o que leva a que as companhias tenham de trabalhar para garantir a “retoma segura” das operações.

Conseguimos estimular a antecipação do negócio a níveis ligeiramente superiores a 2019, Francisco Teixeira (Melair Cruzeiros)

Também as companhias se mostram satisfeitas com 2022 e confiantes para 2023. No caso da Melair, que representa em Portugal a Royal Caribbean International e a Celebrity Cruises, 2022 acabou por ser “bastante positivo, apesar das incertezas durante o primeiro trimestre”. Segundo Francisco Teixeira, director-geral da Melair, “a procura comportou-se muito bem”, o que levou a que toda a frota das companhias representadas pela empresa tenha regressado à operação. Além disso, acrescenta, a Melair conseguiu lançar para venda os cruzeiros para 2023 ainda no ano passado, “tendo já concretizado 37% do objetivo de negócio para este ano”. “Conseguimos estimular a antecipação do negócio, a níveis ligeiramente superiores a 2019”, revela.

O regresso da frota à operação foi, segundo o diretor-geral da Melair, o aspeto mais positivo para a empresa em 2022, enquanto o mais negativo foram as dificuldades de recrutamento.

E também a MSC Cruzeiros faz um balanço positivo, ainda que Eduardo Cabrita, diretor-geral da companhia para Portugal, diga que 2022 foi “desafiante” porque os primeiros meses foram de incerteza devido à pandemia e à guerra na Ucrânia. “Tivemos dois meses com uma incerteza tremenda, entre fevereiro e abril, ninguém sabia o que iria acontecer e o mundo parou perante esta atrocidade. Isso fez com que a inflação disparasse”, explica, revelando que só a partir de abril a companhia notou “algo muito mais positivo”. A partir daí, a MSC Cruzeiros viveu “três meses” de “vendas muito fortes e estimulantes para o verão”, que ditaram que 2022 tenha sido “um ano muito positivo”, praticamente em linha com 2019 nos passageiros.

Teremos de articular uma abordagem abrangente de sustentabilidade que mostre que estamos a tomar medidas práticas, Marie-Caroline Laurent (CLIA)

A ajudar ao balanço do ano, esteve ainda o lançamento do MSC World Europa, o primeiro navio da MSC Cruzeiros movido a GNL, que foi inaugurado em novembro, no Qatar, assim como os cruzeiros com partida e chegada a Lisboa que, pela primeira vez, a companhia promoveu no verão, entre junho e novembro, ao contrário do que acontecia noutros anos. “Apesar da volatilidade da economia, podemos dizer que atingimos os objetivos a que nos tínhamos proposto, agora está ainda mais consolidado e vamos para o segundo ano de cruzeiros em Lisboa, com este período de tempo”, explica Eduardo Cabrita, que espera que 2023 já seja um “ano bastante dinâmico e saudável” e “muito melhor que 2019”, até porque os recentes estudos da CLIA mostram que continua a existir predisposição para este tipo de viagem, já que 84% dos passageiros que já fizeram um cruzeiro querem voltar, enquanto 67% dos inquiridos que ainda não fizeram nenhum cruzeiro querem fazer, o que traduz aumentos face ao período pré-pandemia. “Estas são grandes notícias para o setor”, considera.

Quanto a desafios, para o responsável, a “economia mundial e a inflação continuam a ser dos aspetos mais difíceis de prever” e que podem afetar a dinâmica dos cruzeiros, ainda que acredite que vai ser possível “ultrapassar estes ventos menos favoráveis”, até porque, em maio, chega o MSC Euribia, o segundo navio a GNL da companhia.

Confiante está ainda a Melair, com Francisco Teixeira a revelar que “o objetivo para 2023 é voltar com as dinâmicas comerciais e marketing pré-pandemia, e conseguir elevar o volume de negócio face a 2019”, apesar de também a Melair estar preocupada com o impacto da guerra e do aumento das energias, entre outros desafios que podem “reduzir os fluxos da procura”.

Autocarros de turismo
Nos autocarros de turismo, o ano de 2022 começou com “um otimismo moderado”, diz Amaro Correia, diretor de Marketing e Comunicação da Iberobus, explicando que este sentimento levou a empresa a repensar a sua estratégia, ajustando o Plano de Marketing e de Negócios.

O responsável diz que a Iberobus apostou, em 2022, na formação interna e na oferta de experiências inesquecíveis nos seus autocarros, o que beneficiou a experiência do cliente.

O aumento exponencial dos combustíveis está a atingir o coração da empresa, Amaro Correia (Iberobus)

O ano ficou marcado pela certificação enquanto Biosphere Sustainable Life Style, que comprova que a empresa cumpre integralmente as práticas sustentáveis na indústria do turismo. “Foi uma aposta visionária e importante, até porque, cada vez é mais importante o turismo sustentável”, defende, considerando que 2022 foi ainda o ano da “reativação do mercado em força”, que existe “um forte potencial de crescimento para 2023” e para o “aumento do número de vendas efetivas”.

Como aspetos menos positivos, o responsável destaca os recursos humanos, que estão cada vez mais escassos, assim como a carga fiscal e o “aumento exponencial dos combustíveis”, que está a atingir o “coração da empresa”. Amaro Correia pede, por isso, que a tutela tome “soluções rápidas e sem dor”, sob pena de se alienarem, em pouco tempo, os ganhos de 2022.

Apesar de tudo, a Iberobus diz que as expectativas para 2023 são “positivas se a guerra acabar”, uma vez que, apesar da empresa já ter um aumento de 35% nas marcações prévias, em circuitos e viagens para 2023, as indefinições económicas ditadas pelo conflito armado são uma ameaça e trazem incerteza à gestão da empresa.

Para tomar o pulso ao mercado, a Iberobus vai participar na FITUR 2023, integrada no stand do Turismo do Porto e Norte de Portugal e, ao longo do ano, pretende apostar na inovação e tecnologia, assim como numa comunicação com “fluxos mais rápidos e simples” e num serviço “pós-venda útil e assertivo”, estratégias que visam “manter os clientes fidelizados”.

 

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Costa Cruzeiros divulga itinerários para 2023 e aposta em Portugal

A Costa Cruzeiros acaba de apresentar uma vasta oferta de itinerários para este ano que variam de minicruzeiros a cruzeiros de 120 dias, incluindo destinos com hotel, voos e transferes, e aposta ainda em Lisboa e Porto (Leixões) para embarque e desembarque em algumas das viagens. itinerários.

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Com uma frota de 12 navios, para 2023, a companhia propõe cruzeiros no Mediterrâneo Ocidental e Oriental, que atravessam vários países (Espanha, França, Itália, Grécia, Malta, Croácia, Montenegro, Israel e Egipto), além de programas para o Norte da Europa e para o Oriente (Emirados Árabes, Oman, Qatar e Dubai).

As Caraíbas são outra das fortes apostas da Costa Cruzeiros, incluindo destinos como Barbados, Martinica, Aruba, Jamaica, República Dominicana, Antilhas, Ilhas Turcas e Ilhas Virgens.

No programa que inclui o Mediterrâneo Ocidental, nos meses de outubro e novembro, o destaque vai para o cruzeiro de 11 dias, a bordo do Costa Fascinosa, com partida de Valencia e um itinerário que passa por Itália, França, Portugal e Gibraltar, fazendo escala no porto de Lisboa, com possibilidade de embarque.

Para celebrar o Dia de São Valentim a bordo, o Costa Smeralda tem partida e chegada a Barcelona, já no próximo dia 14 de fevereiro, num cruzeiro que passa pelas ilhas Baleares (Palma de Maiorca), Palermo, Roma, Savona e Marselha, que poderá ter a duração de 7 ou 8 dias. Este programa está disponível em várias datas (20 e 27 de fevereiro; 6, 13, 20 e 17 de março e 3 de Abril).

No período da Páscoa, o Costa Diadema, com partida de Barcelona, a 21 de abril, realiza um itinerário de 15 dias, que inclui escalas na Madeira e Lisboa, passando ainda por Marselha, Savona, Valencia, Lanzarote, Tenerife e Cádiz. Posteriormente, a partir de setembro e até novembro, o Costa Firenze proporciona um itinerário idêntico, com a mesma duração.

Em maio, a companhia destaca ainda o cruzeiro de 13 dias com escala no Porto (Leixões) e em Lisboa. Com partida de Barcelona e destino a Amesterdão, inclui visitas a cidades em Espanha, França e Alemanha, enquanto em junho e setembro, proporciona itinerários pelo Centro e Norte da Europa com a duração de 10 a 13 dias, e escalas em Portugal, que incluem vários outros destinos: Baleares, França, Países Baixos, Bélgica, Noruega e Dinamarca.

Outra dos destaques para este ano, nos meses junho, julho e agosto são os programas completos pela Grâ- Breatanha que incluem Irlanda, Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, França e Bélgica. Durante 15 dias, a bordo do Costa Favolosa, com partida de Amesterdão, o itinerário permite descobrir llugares como Edimburgo, Invergordon, Belfast ou Harwich-Londres.

A descoberta da Islândia, no verão, integra também os percursos de 15 dias, num programa de cruzeiro que passa igualmente pela Escócia, Alemanha e Holanda.

Outra das novidades para este ano é a descoberta da beleza ártica da Gronelândia, a bordo do Costa Favolosa.  Com partida de Amesterdão, em julho, este cruzeiro de 22 dias, inclui escalas em vários sítios na Gronelândia, bem como na Islândia, Escócia e Alemanha.

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17 chefs promovem a alta gastronomia ao bordo dos aviões e nos lounges da Air France

A companhia está empenhada em apresentar aos seus clientes a qualidade e a diversidade do património gastronómico francês de forma mais responsável, privilegiando os produtos frescos, locais e sazonais. Para tal, rodeou-se de 17 chefs consagrados.

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Por ocasião do “Bocuse d’Or 2023”, evento realizado entre 19 e 23 de janeiro e do qual foi parceira oficial, a Air France revelou o conjunto de chefs com os quais vai colaborar este ano. Dezassete talentos gastronómicos que valorizam a excelência francesa vão, desta forma, suceder-se ao longo dos próximos meses a bordo das cabines La Première e Business e nos lounges dos aeroportos para assinar pratos excecionais.

A companhia refere, em comunicado, estar “empenhada em apresentar aos seus clientes a qualidade e a diversidade do património gastronómico francês de forma mais responsável, privilegiando os produtos frescos, locais e sazonais e oferecendo sistematicamente uma opção vegetariana em todas as suas cabines de viagem”.

Para desenhar esses menus e rodear-se dos maiores chefes, a Air France conta com a expertise e o conhecimento da Servair, líder mundial da restauração aérea, e do seu Culinary Studio.

Este ano, nas partidas de Paris e a bordo das cabines de longo curso La Première e Business, os chefs estrelados franceses Arnaud Lallement, Régis Marcon, Anne-Sophie Pic, Emmanuel Renaut e Michel Roth vão suceder-se na criação de menus exclusivos para a Air France, juntando-se ainda Mauro Colagreco e Thierry Marx.

Com composições vegetarianas, carnes ou aves de origem francesa e peixe de pesca sustentável, todos os chefs estão empenhados em exibir os produtos locais das suas regiões e partilhar o respetivo património culinário e paixão.

Nas suites La Première, as mais exclusivas da companhia, os chefs pasteleiros Meilleur Ouvrier de France (MOF), Philippe Urraca e, pela primeira vez, Angelo Musa, aportarão um toque elegante e doce aos menus desta cabine digna dos grandes restaurantes.

A Air France continua também a renovar os menus assinados por grandes chefs franceses nos voos de longo curso que partem de aeroportos em todo o mundo. A companhia prossegue assim a sua colaboração com o chef triplamente estrelado Julien Royer nas cabines La Première e Business nas partidas de Singapura. Nas partidas da Ilha da Reunião, os menus da cabine Business são elaborados por Jofrane Dailly, um chef nascido neste departamento ultramarino francês que trabalha nas cozinhas do Diana Dea Lodge em Sainte-Anne.

Em 2023, a Air France também vai oferecer menus assinados pelo chef Olivier Perret nos voos com partida de todos os seus destinos canadianos (Montreal, Toronto, Quebeque e Vancouver). Para os menus da cabine Business, Perret vai focar-se na gastronomia francesa com ingredientes frescos. A Air France pretende continuar a desenvolver as parcerias com estes chefes de prestígio, nomeadamente nas partidas das Caraíbas francesas, dos Estados Unidos e do Japão.

Na sua rede de médio curso, na cabine Business, o chef corporate da Servair, François Adamski, MOF e Bocuse d’Or, assina os pratos do almoço ou do jantar servidos a bordo durante todo o ano.

Além disso, a Air France colabora com inúmeros chefs nos seus lounges dos aeroportos parisienses. Em Paris-Charles de Gaulle, Alain Ducasse e as suas equipas assinam os pratos da carta do lounge La Première da Air France. Nos outros salões situados no terminal 2 E (halls K, L e M), Ducasse Paris apresenta regularmente novos pratos para serem fruídos entre toda a oferta disponível. No lounge situado no terminal 2 F, François Adamski junta-se a outros chefs para criar menus originais e sazonais. Na senda de Chloé Charles, Amandine Chaignot vai colocar o seu talento ao serviço dos clientes da companhia. Em Paris-Orly, Guy Martin, que está habituado a assinar os menus servidos a bordo dos voos da Air France, é quem vai assinar pela primeira vez um prato a descobrir no lounge internacional de Orly 3. Finalmente, no lounge dos voos domésticos franceses em Orly 2, os clientes vão poder degustar os preparados criados pelo chef pasteleiro Philippe Urraca.

Uma restauração mais responsável
A partir de agora, em todos os seus voos a partir de Paris, a Air France está comprometida com a oferta de carnes, aves, laticínios e ovos 100% de origem francesa, assim como peixe de pesca sustentável, em todas as suas cabines e lounges nos aeroportos de Paris. A companhia oferece uma seleção de produtos frescos, locais e sazonais. Uma oferta vegetariana também está disponível em todas as cabines e os pratos quentes são sistematicamente rotulados Nutri-Score A ou B na Economy e na Premium Economy. Além disso, os menus para crianças e bebés propostos a bordo são elaborados apenas com produtos provenientes de agricultura biológica.

A Air France também está a investir na reciclagem e na eliminação de 90% do plástico descartável a bordo dos seus aviões até ao final de março de 2023. A bordo, continua a introduzir recipientes sem material plástico, como copos de cartão, bandejas de celulose, pratos e loiça de bagaço ou sacos de papel kraft “Bon Appétit”. Tanto em terra como em voo, a companhia presta especial atenção à separação seletiva e à reciclagem dos artigos de restauração. Além disso, de acordo com as normas francesas, fornece aos seus clientes fontes de água nos seus salões em França.

No âmbito da sua luta contra o desperdício alimentar, a Air France também oferece aos seus clientes nas cabines Business de longo curso a possibilidade de pré-selecionar o prato quente antes da viagem. Este serviço combina a garantia da escolha do cliente com um consumo mais justo a bordo.

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Governo italiano e Lufthansa iniciam negociações exclusivas relativamente à ITA Airways

Governo italiano e o Grupo Lufthansa entraram em negociações exclusivas para a venda/compra da ITA Airways. O negócio deverá estar finalizado até abril.

Victor Jorge

A Lufthansa e o Ministério das Finanças italiano assinaram uma declaração de intenções sobre a entrada do grupo alemão na ITA Airways, avança o site alemão airliners.de, iniciando, assim, negociações exclusivas entre o Governo italiano e o Grupo Lufthansa, relata o ministério.

O Tesouro assinou uma carta de intenções com a Lufthansa para vender uma participação minoritária, indicando a Lufthansa que “as partes iniciarão agora negociações sobre o desenho de uma possível participação”, tendo sido acordada a confidencialidade sobre os detalhes do conteúdo.

Segundo informações da Agência de Notícias Alemã, ainda não há valores específicos de compra no memorando de entendimento assinado pela Lufthansa, ministério e representantes da ITA, avançando que o negócio deve dar-se “por meio de um aumento de capital”.

A Lufthansa visava inicialmente uma participação minoritária, mas quer garantir opções para a aquisição das ações remanescentes ao entrar na empresa, tendo sido dados 60 dias úteis para as negociações exclusivas, para que um acordo final pudesse ser alcançado em abril, seguindo-se a revisão da Lei de Concorrência pela Comissão Europeia.

“As negociações podem estar concluídas até à Páscoa”, referiu fonte familiarizada com o processo à agência de notícias Reuters. De acordo com um decreto do Governo italiano, aprovado em dezembro, a Lufthansa deve concordar em fortalecer o hub Roma-Fiumicino e expandir os negócios de longo curso da ITA.

A Lufthansa anunciou na semana passada que inicialmente queria comprar uma participação minoritária na ITA com a opção de assumir a companhia aérea inteiramente sob certas condições. Segundo informações privilegiadas, trata-se de uma participação de cerca de 40%, pela qual a Lufthansa quer pagar 200 a 300 milhões de euros.

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Victor Jorge

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Marca Pullmantur deverá ser vendida ainda no primeiro trimestre

A administradora da falência – Data Concursal – pretende vender a marca Pullmantur, principal ativo da empresa de cruzeiros que faliu há três anos, ainda no decorrer do primeiro trimestre deste ano.

Publituris

As empresas interessadas podem apresentar propostas não vinculativas, a partir de 1 de fevereiro até ao dia 22 do mesmo mês, e vinculativas até ao dia 27.

Segundo notícia divulgada pelo jornal espanhol Hosteltur, que cita o Expansión, este anúncio consta da documentação judicial de falência da empresa, que tramita perante o Tribunal de Comércio nº 1 de Madrid, e entre as quais se encontra o plano de liquidação da empresa, que especifica que as ofertas devem em todo o caso ser superiores a 177 mil euros, em correspondência com o laudo de avaliação apresentado pela EY.

De acordo com as duas publicações espanholas, a marca Pullmantur, propriedade da Royal Caribbean e Springwater, é um dos poucos ativos da empresa que ficaram por liquidar no âmbito do processo de falência aberto há três anos, e acrescentam que, previsivelmente, a insígnia da companhia de cruzeiros acabará nas mãos de um dos seus concorrentes diretos, embora se desconhece qual.

A Pullmantur declarou voluntariamente falência em plena crise sanitária devido à pandemia de COVID-19 (oficialmente em junho de 2020), que obrigou à paragem total da sua atividade sem conseguir fazer face às despesas de manutenção. Por esse motivo, o administrador da falência pediu ao juiz que isentasse de responsabilidade o conselho de administração da companhia, por se tratar de uma falência fortuita.

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Autoridades britânicas alertam viajantes da UE para impactos da greve dos serviços de fronteiras no Reino Unido no dia 1 de fevereiro

O Reino Unido viverá no próximo dia 1 de fevereiro um dia de greve que, segundo as autoridades britânicas, impactará os aeroportos e portos.

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O equivalente ao Ministério da Administração Interna do Reino Unido e respetivo Controlo de Fronteiras alertaram os viajantes provenientes da união Europeia (UE) para tempos de espera prolongados nos aeroportos e portos britânicos devido à greve anunciada pelos serviços públicos do Reino Unido para dia 1 de fevereiro.

Mais de 100.000 membros do Public and Commercial Services Union (PCS), em ma9s de 123 empregadores, irão manifestar-se no primeiro dia de fevereiro, com impacto nos ministérios, museus, portos e aeroportos.

Segundo informação avançada pelo site SchengenVisaInfo.com, também os controlos de Calais, Dunkirk e Coquelles no norte de França serão afetados.

As autoridades britânicas já informaram que irão enviar militares, funcionários públicos e voluntários afetos ao Governo para auxiliar o Controlo de Fronteiras em todos os portos e aeroportos impactados pela greve, admitindo, no entanto, que os atrasos serão inevitáveis.

“Se viajar para o Reino Unido via qualquer ponto de entrada, deverá preparar-se para disrupções e obter informação antes da viagem”, refere as autoridades britânicas numa nota de imprensa, adiantando que a grave deverá durar até dia 2 de fevereiro de manhã.

De referir que os agentes de Controlo de Fronteiras não serão os únicos em greve no dia 1 de fevereiro, alastrando-se a greve a profissionais da ferrovia, escolas, universidades, entre outros.

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Aumento da procura faz Emirates adicionar mais dois voos para a Austrália

A Emirates voltará a operar, ao mesmo nível que estava antes da pandemia, para Sydney e Melbourne, aumentando para 63 os voos semanais para a Austrália.

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A Emirates vai aumentar a sua operação para duas grandes cidades australianas: Sydney e Melbourne. A companhia aérea também retomará os serviços para Christchurch, na Nova Zelândia, via Sydney.

A partir de 26 de março, Melbourne passará de dois para três voos diários via Singapura, e com um terceiro voo direto a retomar também em Sydney a partir de 1 de maio. O aumento da operação vem no seguimento do recente anúncio da companhia aérea sobre os dois voos diários para Brisbane, com início a partir de 1 de junho. “Este aumento aparece numa altura de muita procura por viagens aéreas e num período em que a companhia aérea reafirma o seu compromisso em aumentar os seus serviços de e para a Austrália”, refere a companhia, em comunicado.

Os dois voos irão operar num Boeing-777 de três classes, oferecendo aos passageiros lugares na Classe Económica, Executiva e Primeira Classe.

Até meados do ano, a Emirates estará a operar 63 voos semanais para a Austrália, com capacidade para transportar mais de 55.000 passageiros por semana de e para as suas principais cidades.

O terceiro voo recentemente retomado entre o Dubai e Melbourne significa que a Emirates está a fornecer uma nova opção de conectividade entre Singapura e Melbourne, para servir uma forte procura entre ambas as cidades.

A partir de 1 de maio de 2023, a Emirates acrescentará um terceiro voo diário entre o Dubai e Sydney, operado por um Boeing 777-300ER. O voo EK416 da Emirates partirá do Dubai às 21h30, chegando a Sydney às 17h20 do dia seguinte. O voo de regresso EK417, partirá de Sydney às 21h30, chegando ao Dubai às 04h30. A companhia aérea serve atualmente Sydney com dois voos diários e ambos os voos oferecem aos seus clientes a aclamada experiência Premium Economy.

A ligação Dubai a Melbourne, via Singapura, com início a 26 de março de 2023, será operada como EK404 utilizando um Boeing 777-300ER e partirá do Dubai às 21h15, chegando a Singapura às 08h50. O voo seguirá então para Melbourne, descolando às 10h25 de Singapura, chegando às 20h35 – hora local. O voo de regresso ao Dubai EK405 descola de Melbourne às 03h25, chegando a Singapura às 08h15. O voo parte então para o Dubai às 09h40, chegando às 13h00 – hora local.

A Emirates reiniciará, também, os serviços para Christchurch via Sydney a partir de 26 de março de 2023, e o voo A380 operará como EK412 e EK413.

O voo EK412 parte do Dubai às 10h15, chegando a Sydney às 07h00. O voo continuará, partindo de Sydney às 08h45, chegando a Christchurch às 13h50. O voo EK413 parte de Christchurch às 18h20, chegando a Sydney às 19h40. Por fim, o voo EK413 partirá para o Dubai às 21h45, chegando às 05h15 – hora local.

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Iberia alarga ao Belize a rede de destinos na América Central com acordo com TAG Airlines

Iberia e TAG Airlines assinaram um acordo que reforça a aposta da companhia aérea espanhola na América Latina.

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A Iberia e a TAG Airlines, companhia de bandeira da Guatemala, assinaram um acordo que permite a cada companhia comercializar bilhetes e voos entre si, com o objetivo de impulsionar a conectividade entre a Guatemala e a Europa.

Com este acordo, a Iberia incorpora o Belize como novo país da América Central ao mesmo tempo que poderá oferecer novos destinos no interior da Guatemala como a zona arqueológica de Tikal, Flores ou Puerto Barrios, entre outros.

Através desta parceria, os viajantes guatemaltecos, que têm com origem o país da América Central, poderão conectar-se com mais de 100 destinos na Europa.

Víctor Moneo, diretor de Alianças e Acordos Estratégicos da Iberia, refere que este acordo com a TAG Airlines “é um exemplo mais da aposta na América Latina, uma região que é chave para nós”. O responsável salienta ainda, em comunicado, que “na Guatemala incrementámos as nossas frequências de voos e já contamos com uma maior variedade de opções para os clientes que queiram viajar dentro do país e para a Europa”.

Recorde-se que na FITUR, realizada de 18 a 22 de janeiro, em Madrid, foi assinada uma Carta de Intenção com o Instituto Guatemalteco do Turismo (INGUAT), com o objetivo de um trabalho conjunto numa campanha de promoção turística para 2023.

200.000 lugares entre Guatemala e Espanha
A Iberia tem vindo a reforçar a sua posição na Guatemala, tendo aumentado, recentemente, as frequências de voo para sete, o que devolvo um voo diário à conectividade entre ambos os países.

Este aumento de capacidade, que começou a crescer em janeiro de 2023, pressupõe a recuperação total dos números que a Iberia possui antes da pandemia, permitindo à companhia espanhola aumentar para quase 200.000 os lugares entre Guatemala e Espanha ao longo deste ano.

A conectividade da Iberia com a América Latina é muito forte e volta a ser uma das apostas da companhia aérea espanhola em 2023. Com 18 destinos em 16 países e uma oferta de 260 voos semanais, a Iberia reconhece que esta região do mundo é central na sua estratégia corporativa.

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Nova plataforma cidadã defende Aeroporto de Beja como “complemento” ao de Lisboa

Uma nova plataforma cidadã constituída em prol do Aeroporto de Beja vai entregar um documento à comissão técnica independente sobre o novo aeroporto de Lisboa que defende a infraestrutura alentejana como “solução sustentável” para o país.

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“Nenhum alentejano diz que o Aeroporto de Beja é para substituir o de Lisboa”, mas que “tem condições para ser o complemento do Aeroporto de Lisboa, através da ferrovia”, salientou Manuel Valadas, da comissão dinamizadora da plataforma cidadã Sim ao Aeroporto Internacional de Beja.

A nova plataforma é apresentada publicamente esta sexta-feira, 27 de janeiro, na Casa do Alentejo, em Lisboa, às 11:30, e junta representantes de vários movimentos em defesa do Alentejo, tendo o apoio técnico de diversos especialistas.

Em comunicado, os promotores da iniciativa revelaram que vão elaborar um memorando estratégico para entregar à Comissão Técnica Independente que é responsável pela análise estratégica e multidisciplinar do novo aeroporto de Lisboa.

Este memorando, que vai ser entregue à comissão até final deste mês, será “sobre a necessidade de incluir a utilização do Aeroporto Internacional de Beja como a solução sustentável e resiliente” para “responder às necessidades aeroportuárias do país”.

Segundo Manuel Valadas, o objetivo da iniciativa “é criar condições para que o Aeroporto de Beja funcione”.

“E, neste documento que vamos entregar, dizemos como isso vai ser feito e o que é que pretendemos que isto represente para a região do Alentejo e para o país”, acrescentou.

Este responsável disse ainda que o Aeroporto de Beja deve ser “um elo de desenvolvimento estratégico para a região”, nomeadamente como “plataforma para os negócios, para as exportações, para as pessoas e para as empresas da região”.

Para tal, Manuel Valadas pediu também o “apoio das câmaras municipais da região, do tecido empresarial e, fundamentalmente, das pessoas”.

“Porque a cidadania tem de fazer o seu trabalho e o Alentejo tem de ser capaz de trabalhar em conjunto”, defendeu.

No comunicado, a plataforma deixou alguns dos argumentos em prol da utilização do aeroporto da cidade alentejana, nomeadamente o facto de se tratar de um equipamento já construído e “sem restrições de expansão”.

A infraestrutura está “preparada para tráfegos aéreos de passageiros e mercadorias, de médio e longo curso”, disse, acrescentando que está oficialmente reconhecida como um dos quatro aeroportos situados em Portugal continental e “tem a vantagem de reunir as condições de exploração imediata”.

O Aeroporto de Beja “possui condições geográficas e capacidade para servir diretamente uma ampla região do Alentejo e Espanha, como complementarmente os Aeroportos de Faro e Lisboa, face à sua eminente saturação”, elencou também a plataforma de cidadãos, entre outras vantagens enumeradas.

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Voos internos em Cabo Verde com aumento homólogo superior a 33% em dezembro

Os voos domésticos em Cabo Verde movimentaram quase 24.100 passageiros em dezembro, um aumento homólogo superior a 33%, segundo dados da Agência de Aviação Civil (AAC).

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De acordo com informação da agência que regula o setor em Cabo Verde, em dezembro registou-se um movimento global de 48.188 passageiros em voos domésticos, em embarques e desembarques, nos quatro aeroportos internacionais e três aeródromos do país. Como cada passageiro é contado no embarque e no desembarque (aeroportos diferentes), trata-se de um movimento equivalente a 24.094 passageiros em voos domésticos num mês.

Este movimento compara com os 36.073 passageiros em dezembro de 2021 (+33,6%), período ainda afetado pelas restrições impostas face à covid-19, e com o recorde (desde o início da pandemia) de quase 30.000 em agosto de 2022.

Em dezembro de 2019, antes da pandemia de covid-19, 71.425 passageiros foram transportados nos voos domésticos no arquipélago.

No mês passado foram contabilizados ainda 902 voos domésticos em Cabo Verde, contra os 707 em dezembro de 2021.

Os voos domésticos eram operados desde 17 de maio de 2021 apenas pela angolana BestFly, em regime de concessão emergencial de seis meses atribuída pelo Governo cabo-verdiano. A partir de 24 de outubro, a BestFly passou a operar apenas com a Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV, companhia que adquiriu em julho de 2021), terminando o regime de concessão emergencial.

O grupo angolano BestFly comprou há mais de um ano 70% do capital social da TICV aos espanhóis da Binter, ficando os restantes 30% com o Estado cabo-verdiano, e concentrou as ligações aéreas domésticas apenas na TICV, que não operava voos comerciais desde 16 de maio de 2021.

Em 2020, os voos domésticos em Cabo Verde, operados então apenas pela TICV, movimentaram cerca de 125 mil passageiros, menos 286 mil (-230%) face ao ano anterior, face às restrições impostas pela pandemia de covid-19, e em 2021 subiu para 143.876 passageiros.

Os passageiros das ligações aéreas domésticas em Cabo Verde atingiram em 2017 o recorde de quase 465 mil (movimento total de 929.595 embarques e desembarques), com mais de 10.200 voos.

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Prejuízos da Boeing aumentam 17,44 % em 2022

Com prejuízos há quatro anos, a subida de 7% na faturação, para mais de 66 mil milhões de dólares (cerca de 60 mil milhões de euros) não foi suficiente para a Boeing sair da zona vermelha nos que diz respeito aos prejuízos.

Victor Jorge

A Boeing anunciou que no exercício de 2022 aumentou os prejuízos em 17,44% para 4.935 milhões de dólares (cerca de 4.531 milhões de euros).

O construtor aeronáutico norte-americano mantém os prejuízos há quatro anos, primeiro com os problemas nos aviões 737 MAX, depois com a crise económica causada pela pandemia de covid-19, que ainda afeta a empresa, já que hesitou em aumentar a produção à espera que a cadeia de fornecimento estivesse estabilizada.

Em comunicado, a empresa revela que teve uma faturação anual acumulada de 66.608 milhões de dólares, mais 7% em relação a 2021.

O presidente executivo da Boeing, Dave Calhoun, considerou que 2022 foi um “ano importante” na recuperação da empresa.

“A procura em toda a nossa carteira é sólida e seguimos focados em impulsionar a estabilidade nas nossas operações e na cadeia de fornecimento para cumprir os nossos compromissos em 2023 e nos anos seguintes”, acrescentou.

A companhia está a produzir 31 aparelhos do modelo 737 por mês e conta aumentar essa produção para 50 unidades mensais em 2025 e 2026.

No quarto trimestre, o mais seguido pelos analistas de Wall Street, a companhia teve perdas de 634 milhões de dólares (581 milhões de euros), o que representa uma redução de 84,69% em relação ao mesmo período de 2021.

As receitas entre outubro e dezembro alcançaram 19.980 milhões de dólares, mais 35,06% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados não foram bem recebidos na bolsa e as ações da Boeing recuavam 2,35% nas operações eletrónicas antes da abertura de Wall Street.

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