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Alojamento turístico cresce acima de 2019 em hóspedes e dormidas em julho

As unidades de alojamento turístico contabilizaram 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas, valores que traduzem subidas de 6,3% e 4,8% face a julho de 2019, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Inês de Matos
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Alojamento turístico cresce acima de 2019 em hóspedes e dormidas em julho

As unidades de alojamento turístico contabilizaram 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas, valores que traduzem subidas de 6,3% e 4,8% face a julho de 2019, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Em julho, as unidades de alojamento turístico nacionais contabilizaram 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas, valores que traduzem subidas de 6,3% e 4,8% face a igual mês de 2019, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A estimativa rápida do INE relativamente ao desempenho do alojamento turístico em julho mostra também que a tendência de crescimento é ainda mais acentuada na comparação com julho do ano passado, já que traduz um aumento de 85,4% no número de hóspedes e de 90,1% nas dormidas.

O INE destaca também o papel dos mercados externos, que totalizaram 5,7 milhões de dormidas em julho, representando 66,3% do total de dormidas, o que corresponde a uma subida de 205,2% face a mês homólogo de 2021, igualando os níveis de 2019.

Nos mercados externos, cujas dormidas dos principais 17 mercados representaram 87,6% do total das dormidas dos não residentes, o INE sublinha o contributo do mercado norte-americano, que registou uma quota de 7,6% em julho, continuando “a destacar-se, com um crescimento de 35,9%” face a igual mês de 2019.

Já o mercado britânico, que representou 19,0% do total das dormidas de não residentes em julho, apresentou um aumento de 1,0% relativamente a julho de 2019, enquanto o espanhol, cujas dormidas representaram 12,6% do total, viu as dormidas subir 2,3%. Contrariamente, no mercado alemão, que apresentou dormidas que representaram 9,4% do total, houve uma descida 4,7% face a julho de 2019.

O INE diz ainda que, em julho, registaram-se também crescimentos assinaláveis nos mercados mercados checo (+63,0%), romeno (+30,7%) e dinamarquês (+18,7%), enquanto as maiores diminuições verificaram-se nos mercados brasileiro (-26,2%) e sueco (-9,5%).

Já o mercado interno contabilizou 2,9 milhões de dormidas, o que traduz um aumento de 9,1% face a julho de 2021 e de 15,8% face ao mesmo mês de 2019, o último ano antes da chegada da pandemia da COVID-19.

No sétimo mês do ano, houve aumentos de dormidas em todas as regiões do país, com exceção do Algarve, que apresentou uma descida de 4,5% neste indicador,  ainda que a principal região turística portuguesa tenha concentrado a maioria das dormidas, com uma quota de 33,1%.

“Os aumentos mais expressivos ocorreram na RA Madeira (+21,0%), Norte (+14,9%) e Centro (+10,6%). Relativamente às dormidas de residentes, registaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a RA Madeira (+78,6%), Centro (+22,4%), Norte (+21,2%), AM Lisboa (+12,7%) e Alentejo (+12,6%). As dormidas de não residentes aumentaram no Norte (+11,3%), RA Madeira (+11,1%), AM Lisboa (+2,8%) e RA Açores (+0,2%), tendo-se observado as maiores diminuições no Algarve (-8,3%) e Alentejo (-7,4%)”, acrescenta o INE.

Os dados do INE permitem também perceber que as unidades de hotelaria foram as preferidas, já que representaram 81,7% do total de dormidas, depois de um aumento de 94,3% face a igual mês do ano passado. Face a julho de 2019, as dormidas na hotelaria cresceram 4,6%.

Já os estabelecimentos de alojamento local, que representaram 14,0% do total de dormidas, viram este indicador crescer 91,6% face ao mesmo mês do ano passado, ainda que, em comparação com 2019, se tenha registado uma quebra de 0,8%.

A subir estiveram ainda as dormidas nas unidades de turismo no espaço rural e de habitação, que representaram 4,3% do total, onde este indicador aumentou 32,5% face a julho de 2021 e 35,7% face a julho de 2019.

Quanto à estada média, em julho, este indicador fixou-se nas 2,85 noites, depois de um aumento de 2,5%, com destaque para a estada média dos não residentes, que foi de 3,15 noites, crescendo 0,2%. Nos residentes, a estada média chegou às 2,40 noites, evidenciando uma descida de 6,6%.

A Madeira e o Algarve foram as regiões do país que atingiram uma estada média mais elevada, situando-se nas 4,92 e 4,28 noites, respetivamente.

No acumulado até julho, as dormidas aumentaram 194,3%, depois de um crescimento de 58,5% nos residentes e de 406,2% nos não residentes, ainda que, face a 2019, se registe ainda uma quebra de 4,4%, graças à descida de 9,4% nas dormidas de não residentes, uma vez que as dormidas dos residentes subiram 7,8%.

O INE diz ainda que, em julho, 12,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, valor que fica significativamente abaixo dos 22,1% de estabelecimentos que estavam encerrados em julho de 2021.

 

 

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Receitas turísticas de julho sobem 23,6% face ao período pré-pandemia

Segundo o Banco de Portugal, em julho, as receitas turísticas somaram 2.822,77 milhões de euros, 23,6% acima de igual mês de 2019, que tinha sido o melhor ano de sempre para o turismo nacional. E também há boas notícias no acumulado do ano.

Inês de Matos

Em julho, as receitas provenientes da atividade turística somaram 2.822,77 milhões de euros, valor que já ficou 23,6% acima de igual mês de 2019, o último ano antes da pandemia e que tinha sido o melhor ano turístico de sempre em Portugal, segundo dados divulgados esta terça-feira, 20 de setembro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que, face a julho de 2019, os valores das receitas da atividade turística, que se encontram pelos gastos do turistas estrangeiros em Portugal, subiram 539,21 milhões de euros face ao mesmo mês do período pré-pandemia, sendo mesmo, de acordo com o comunicado do BdP que acompanha os números, “os mais elevados num mês de julho em toda a série”.

Em comparação com o ano passado, as notícias continuam a ser positivas, uma vez que as receitas turísticas subiram 1.669,42 milhões de euros face ao montante de 1.153,35 que tinha sido apurado em julho do ano passado, o que traduz um crescimento de 144,7%.

No que diz respeito às importações do turismo, que se encontram pelos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, também houve um crescimento, uma vez que o montante de 700,93 milhões de euros apurados em julho deste ano ficou 57,1% acima dos 446,17 milhões de euros de igual mês de 2021 e 16,4% acima dos 602,07 milhões de euros de julho de 2019.

As boas notícias prolongam-se também ao saldo da rúbrica Viagens e Turismo, que somou 2.121,84 milhões de euros no passado mês de julho, valor que ficou 200% acima dos 707,18 milhões de euros apurados em julho de 2021. Face ao mesmo mês de 2019, quando este indicador tinha somado 1.681,49 milhões de euros, o saldo cresceu 26,1%.

Acumulado até julho também sobe

No acumulado de janeiro a julho, as receitas turísticas somam já 10.681 milhões de euros, valor que ficou 10,3% acima dos 9.679,79 milhões de euros apurados em igual período de 2019.

No que diz respeito às importações do setor do turismo, o montante já chega aos 2.947,34 milhões de euros, o que também traduz um crescimento de 2,5% face aos 2.874,92 milhões de euros do acumulado de janeiro a julho de 2019.

No saldo, voltam igualmente a existir boas notícias, uma vez que também neste indicador houve uma subida, passando de um montante de 6.805,52 milhões de euros entre janeiro e julho de 2019 para 7733,67 milhões de euros em igual período deste ano, o que traduz um aumento de 13,6%.

 

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Espanha volta atrás e relaxa restrições relacionadas com a COVID-19

A Espanha mudou de opinião e decidiu relaxar os requisitos de entrada no país relacionados com a COVID-19, decisão que foi anunciada poucos dias depois do país ter alargado até 15 de novembro as restrições relacionadas com a doença.

Inês de Matos

A Espanha mudou de opinião e decidiu relaxar os requisitos de entrada no país relacionados com a COVID-19, deixando de exigir o preenchimento de um formulário online e a apresentação do respetivo código na chegada a território espanhol, numa decisão que foi anunciada poucos dias depois do país ter alargado até 15 de novembro as restrições relacionadas com a doença.

“Não será mais necessário preencher o formulário de controlo de saúde para viajar para Espanha nem apresentar o código QR SpTH (Spain Travel Health) no embarque ou no aeroporto de chegada”, anunciou o Ministério da Saúde espanhol, num comunicado divulgado esta segunda-feira, 19 de setembro.

O portal SpTH, assim como as aplicações móveis de saúde, já deixaram inclusive de estar operacionais esta terça-feira, 20 de setembro, apesar de ainda existirem dúvidas quanto aos procedimentos que passam a ser adotados, não sendo, por exemplo, claro se os passageiros têm de apresentar prova de vacinação ou recuperação da doença à chegada.

O certo é que ainda na semana passada, as autoridades espanholas tinham anunciado um prolongamento das restrições de entrada em território espanhol até 15 de novembro, mantendo a necessidade de os passageiros não vacinados apresentarem um teste negativo ou prova de recuperação da doença há mais de seis meses.

A Espanha era até aqui um dos poucos países europeus que ainda mantinham a necessidade de apresentar teste negativo ou prova de recuperação na chegada a território espanhol, além do preenchimento do formulário de saúde, requisitos que começam agora a ser retirados.

Tal como a Espanha, também os Países Baixos têm vindo a abolir várias medidas adotadas na sequência da COVID-19 e, no passado sábado, 17 de setembro, anunciou mesmo o fim de todas as regras e restrições.

“A decisão do governo significa que, a partir de 17 de setembro de 2022, nenhuma restrição ou exigência relacionada com a COVID-19 se aplica a viajantes que entrem nos Países Baixos, incluindo os provenientes de países fora da UE/área Schengen”, indicou o executivo neerlandês em comunicado.

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Beijing Capital Airlines passa a voar duas vezes por semana entre Portugal e a China

De acordo com a Lusa, a operação da Beijing Capital Airlines entre Lisboa e Hangzhou passa a contar com dois voos por semana, às quartas-feiras e sábados, ainda este mês.

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A Beijing Capital Airlines vai aumentar para dois voos por semana as ligações aéreas entre Portugal e a China já a partir desde mês, avança a Lusa, que cita fonte da companhia aérea chinesa.

De acordo com a informação avançada, além do voo que decorre aos sábados, a operação da Beijing Capital Airlines vai passar a contar também com um voo às quartas-feiras, ligando a capital portuguesa a Hangzhou, a capital da província de Zhejiang.

A Lusa recorda que os voos da Beijing Capital Airlines entre Portugal e a China tinham como destino a cidade de Xi’an, no entanto, autoridades de Xian suspenderam a ligação com Lisboa em 25 de dezembro de 2021, numa altura em que a cidade enfrentava um surto de covid-19, e só retomaram o voo em 12 de junho passado.

Por isso, a companhia aérea optou por trocar o destino do voo, que passou a ligar a capital portuguesa a Hangzhou, ainda que também estes voos tenham estado suspensos devido à COVID-19, uma vez que os voos para a China estão sujeitos à política ‘circuit breaker’ (interruptor, em português), em que quando são detetados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por uma semana. Caso haja dez ou mais casos, a ligação é suspensa por duas semanas.

A Lusa diz também que, devido à COVID-19 e à redução do número de voos para este país asiático, os preços das ligações aéreas entre Lisboa e Hangzhou dispararam e, atualmente, o preço de um voo de ida chega quase aos 3000 euros.

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Distribuição

Trade britânico pede mais apoios para sobreviver à crise dos preços

A ABTA, a AITO e o The Travel Network Group consideram que a crise gerada pela inflação e aumento dos preços pode ser “a gota de água” para muitas empresas do setor, que ainda estão a viver momentos difíceis devido à COVID-19.

Inês de Matos

As associações britânicas ligadas ao turismo consideram que o apoio decretado pelas autoridades do Reino Unido para ajudar o setor do turismo a ultrapassar a crise do aumento dos preços é “dececionante”, uma vez que apenas está em vigor durante a época baixa e não é suficiente para cobrir as necessidades das empresas, depois de dois anos de pandemia.

“Os nossos membros estão a entrar na crise dos preços depois de dois dos piores anos da história do setor, com pequenas e médias empresas a estarem particularmente vulneráveis”, afirmou Mark Tanzer, presidente executivo da ABTA – Associação Britânica das Agências de Viagens, citado pela publicação britânica Travel Weekly.

A ABTA é um das associações britânicas do setor do turismo que têm vindo a solicitar às autoridades do Reino Unido um alargamento dos apoios concedidos às empresas para fazer face à crise gerada pela inflação e consequente aumento dos preços, que no Reino Unido consiste na limitação dos preços da energia por um período de seis meses para as empresas.

Além da ABTA, também a AITO – Associação dos Operadores Turísticos Independentes e o The Travel Network Group têm avisado as autoridades britânicas que é necessário aumentar os apoios para que “não se cometam os mesmos erros novamente”, uma vez que a crise da COVID-19 já deixou as empresas do setor numa situação difícil.

As associações turísticas querem, nomeadamente, que este apoio seja prolongado por um maior período de tempo, que não abranja apenas os seis meses correspondentes à época baixa do turismo britânico.

Segundo a Travel Weekly, Mark Tanzer quer também que o governo britânico procure “outras formas” de ajudar as empresas, a exemplo de um prazo mais alargado para o pagamento de taxas e impostos, mas também um acordo com a banca que permita igualmente um período mais dilatado para o pagamento dos créditos contraídos devido à COVID-19.

Na AITO, a opinião é semelhante e, segundo Martyn Sumners, diretor executivo da associação, apesar das medidas já apresmentadas representarem “um passo positivo”, os seis meses de limitação dos preços da energia são “um período muito curto para fornecer ajuda real”.

“Este setor foi o mais atingido na pandemia, de acordo com o Centro de Estatísticas Nacionais, e teve uma retoma difícil devido aos problemas com cancelamentos de voos e falta de funcionários nos aeroportos”, defende Martyn Sumners.

O responsável da AITO lembra que “nem todas as empresas beneficiaram dos subsídios na pandemia”, o que leva a associação a pedir que não se cometam os mesmo erros da época da COVID-19 e que o apoio agora concedido vá além dos seis meses inicialmente previstos.

Já o Travel Network Group considera que a falta de informação sobre os apoios disponíveis, assim como o prazo de seis meses, “são extremamente preocupantes”, uma vez que, alerta o grupo de viagens britânico, esta crise pode ser a “gota de água” para muitas empresas.

“O plano não delineou apoios específicos para as empresas, que têm uma ameaça crescente de ruína financeira durante esta crise”, acrescenta Gary Lewis, responsável executivo do Travel Network Group, considerando que “a ideia de negociar contratos de longo prazo com fornecedores de energia é muito bem-vinda, mas apenas se isso permitir que as contas voltem a níveis razoáveis”.

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Nova Edição: O verão no Algarve, Minas Gerais, ProColombia, OMT e Surf

A segunda edição do mês de setembro do Publituris faz capa com o verão no Algarve. Além disso, pode contar, igualmente, com uma entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira, a estratégia da ProColombia, os desafios da OMT e um especial dedicado ao surf.

Publituris

A segunda edição do mês de setembro do Publituris faz capa com o Algarve. Com o verão a fechar portas, o Publituris foi perceber como correu este período tão importante para o turismo em Portugal e, especialmente, para a região do Algarve. As expectativas eram altas e ao que nos confirmaram pode mesmo falar-se de um “regresso ao passado”.

Além de ouvir os agentes do setor da hotelaria no Algarve, entrevistámos, igualmente, João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, e Helder Martins, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Nesta edição trazemos, igualmente, uma entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira faz uma radiografia dos atrativos culturais e patrimoniais que ligam Portugal ao Estado brasileiro, salientando que “Minas Gerais não é só um destino para visitar, como também é um destino seguro para o investimento estrangeiro”.

Para ultrapassar os efeitos da pandemia, a Colômbia desenhou um plano de recuperação, que passa por liderar a reabertura da conetividade; promover o destino numa perspetiva de regiões turísticas; consolidar a sua posição como um centro internacional para eventos; posicionar o país como destino número um em termos de sustentabilidade; continuar com a transição do sistema de comercialização B2C; e apoiar a promoção de projetos de infraestruturas turísticas.

Inovação, educação, investimento e sustentabilidade são os grandes desafios da Organização Mundial do Turismo (OMT) para o futuro. Natalia Bayona, diretora de Inovação da OMT, destaca o papel das soluções digitais, referindo que a realidade aumentada ou a realidade virtual devem ser colocadas ao serviço do turismo.

Recordamos, igualmente, os nomeados para os Publituris Portugal Travel Awards 2022. São 104 nomeados em 15 categorias que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está decorre até dia 7 de outubro.

No “Especial” apanhámos a onda do surf. Uma década depois do mundo ter descoberto as ondas grandes da Nazaré, o surf tornou-se num importante produto turístico que veio tornar mais ‘cool’ a imagem turística de Portugal e contribuir para diminuir a sazonalidade. Tal como no futebol há um antes e depois de Cristiano Ronaldo, também no turismo muita coisa mudou com o surf, que se tornou num verdadeiro ponta-de-lança capaz de promover o destino como nenhum outro além-fronteiras.

Além do Pulse Report do mês de agosto, numa parceria com a GuestCentric, as opiniões pertencem a Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP; Pablo Rueda, Sales & Partnerships Director da Selligent Iberia; Manuel Carvalho e Sousa, docente do ISAG; António Paquete, economista e consultor de empresas; e Eunice Duarte, professora no ISG.

Boas leituras!

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Moedas não prescinde de um lugar na negociação do novo aeroporto

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, avisou que não prescinde de um lugar à mesa das negociações sobre o novo aeroporto da capital.

Em entrevista à RTP3, esta quarta-feira, o autarca afirmou que “a mensagem para mim, e quero deixá-la muito clara, é que o presidente da Câmara de Lisboa, que representa os lisboetas, não prescinde de um lugar à mesa”.

Lembrou que, “obviamente, não fui convidado para esse lugar, mas quem me conhece sabe que sou bem capaz de lá aparecer e de me sentar, se não me convidarem”.

No programa “Grande Entrevista”, Carlos Moedas fez questão de assumir que considera “normal” que haja discussões entre o Primeiro-Ministro, António Costa, e o líder da oposição, Luís Montenegro acerca do novo aeroporto de Lisboa, para referir que “penso que neste momento, o Governo tem todas as condições para lançar o estudo de avaliação ambiental estratégica. E essa avaliação vai olhar para as várias soluções. Em 2023 não podemos continuar a não ter decisão”.

Para o presidente da Câmara de Lisboa há três pontos que “são essenciais”. O primeiro “é que temos de ter um novo aeroporto rapidamente, tomar a decisão e avançar rapidamente. O segundo é que se trata de um aeroporto internacional de Lisboa, por isso tem de ser um aeroporto que está a uma distância razoável da capital. Em terceiro lugar ainda temos o aeroporto da Portela que ainda vai durar muito, portanto vamos ter de investir nesse aeroporto”.

Moedas sublinhou que “não podemos continuar nesta situação. Lisboa precisa desesperadamente de um novo aeroporto” e sublinha que vai esperar a avaliação estratégica às soluções apresentadas pelo Governo e só depois vai “assumir uma posição”.

“Os lisboetas estão cansados. Nesta altura temos voos noturnos, as pessoas queixam-se, e com razão, do barulho. Já não há espaço na Portela, está tudo lotado”, concluiu.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Porto entre as sete cidades pré-selecionadas para Capital Europeia de Turismo Inteligente 2023

O Porto partilha a candidatura ao prémio com as cidade de Aarhus (Dinamarca), Gijón (Espanha), Pafos (Chipre), San Sebastian (Espanha), Sevilha (Espanha), Zagreb (Croácia).

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A cidade do Porto está entre as sete cidades pré-selecionadas pela Comissão Europeia (CE) para o prémio de Capital Europeia de Turismo Inteligente 2023. Além do Porto, as cidades finalistas selecionadas entre 29 candidatas de 13 países são: Aarhus (Dinamarca), Gijón (Espanha), Pafos (Chipre), San Sebastian (Espanha), Sevilha (Espanha), Zagreb (Croácia).

O concurso esteve aberto a cidades da UE e de países terceiros que participam no Programa COSME, tendo as candidaturas sido avaliadas por um rigoroso painel de peritos independentes. Os candidatos com a pontuação geral mais elevada em todas as categorias passaram à fase seguinte.

Na etapa seguinte, as cidades pré-selecionadas serão convidadas a apresentar as suas candidaturas perante um júri europeu, que selecionará as Capitais Europeias de Turismo Inteligente 2023. Juntamente com o título de Capital Europeia de Turismo Inteligente 2023, as cidades vencedoras receberão apoio ao nível da comunicação e da imagem de marca ao longo de 2023. Inclui-se um vídeo promocional, uma escultura em formato de hashtag especialmente projetada para exibição na cidade e ações promocionais concebidas para aumentar a visibilidade a nível mundial e da UE, bem como para aumentar o número de visitantes.

Desde 2018, o concurso proporcionou uma plataforma para expor histórias de sucesso e práticas de destaque. Os vencedores das edições anteriores, Helsínquia e Lyon (2019), Málaga e Gotemburgo (2020), Valência e Bordéus (2022), são modelos a seguir para o turismo inteligente na Europa e estão internacionalmente classificadas nos primeiros lugares ao nível da sustentabilidade, inovação, qualidade de vida e integração de práticas inteligentes.

De referir que a Capital Europeia de Turismo Inteligente é uma iniciativa da UE, atualmente financiada ao abrigo do Programa COSME, que visa promover o turismo inteligente na UE ao premiar cidades pelas suas abordagens pioneiras ao turismo inteligente em termos de acessibilidade, digitalização, sustentabilidade, património cultural e criatividade. Com base na experiência bem-sucedida de uma ação preparatória proposta pelo Parlamento Europeu, a iniciativa visa promover o desenvolvimento turístico inovador, sustentável e inclusivo, bem como divulgar e facilitar o intercâmbio de boas práticas.

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Greve do CTA francês perturba 80.000 passageiros da Ryanair e companhia apela à proteção dos sobrevoos

A greve do Controlo do Tráfego Aéreo Francês deverá levar a Ryanair a cancelar 420 voos nesta sexta-feira e companhia apela a uma “ação imediata” da UE.

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A Ryanair apelou esta quinta-feira, 15 de setembro, à União Europeia (UE) para tomar medidas imediatas de modo a proteger os sobrevoos do espaço aéreo francês na sexta-feira, 16 de setembro, devido á greve do Controlo do Tráfego Aéreo (CTA) francês.

Em comunicado, a Ryanair diz “lamentar” ter de cancelar 420 voos (perturbando 80.000 passageiros) em resultado desta greve francesa injustificada do CTA, que perturbará os planos de viagem de fim-de-semana de milhares de cidadãos/visitantes europeus.

“É inexplicável que os voos que sobrevoam a França sejam perturbados pelas greves dos CTA franceses, embora os voos domésticos franceses sejam protegidos por leis de serviço mínimo”, salienta a companhia aérea low-cost irlandesa.

“A União Europeia deve intervir e proteger os sobrevoos para que os passageiros que viajam entre Espanha, Itália, Irlanda, Alemanha, etc., não sejam perturbados apenas porque sobrevoam a França enquanto os sindicatos CTA franceses fazem greve”, refere em comunicado.

Assim, a Ryanair propõe “três medidas simples” que aliviariam o impacto destas greves dos CTA franceses nos cidadãos/visitantes europeus. A primeira medida passa por “exigir que os sindicatos CTA franceses se envolvam em arbitragem vinculativa em vez de greves”. Além disso, pede uma “proteção dos sobrevoos franceses (ao abrigo das leis de serviços mínimos)”, e “permitir aos outros CTA da Europa gerir sobrevoos de França enquanto os sindicatos CTA franceses fazem greve”.

A Ryanair informa que todos os 80.000 clientes afetados foram notificados esta na manhã de quinta-feira e avisados das suas opções via e-mail/SMS.

Neal McMahon, diretor de Operações da Ryanair, apela “à ação imediata da UE para evitar que estas greves do CTA perturbem os planos de viagem de milhares de cidadãos/visitantes europeus”.

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INE: Proveitos do alojamento turístico crescem 27% face a 2019 em julho

Dados divulgados esta quarta-feira, 14 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a rentabilidade está a aumentar no alojamento turístico e já ultrapassa níveis de 2019, que foi o melhor ano turístico de sempre em Portugal.

Inês de Matos

Em julho, os proveitos totais do alojamento turístico cresceram 131,9% face a igual mês de 2021 e atingiram 682,1 milhões de euros enquanto os proveitos de aposento aumentaram 138,8%, com um valor de 535,0 milhões de euros, ficando ambos os indicadores 27,6% acima do valor registado em 2019, antes da pandemia.

De acordo com os dados revelados esta quarta-feira, 14 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no conjunto dos primeiros sete meses de 2022, os proveitos cresceram 239,4% no total e 242,9% nos relativos a aposento face ao mesmo período do ano passado.

No entanto, numa comparação com o acumulado de janeiro a julho de 2019, os proveitos totais apresentam uma subida de 10,0%, enquanto os proveitos por aposento registaram um aumento de 11,0%.

Por regiões, em julho, o Algarve concentrou 37,8% dos proveitos totais e 37,4% dos relativos a aposento, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa registou 25,2% e 26,2%, respetivamente, e o Norte concentrou 13,3% dos proveitos totais e 13,5% dos proveitos por aposento.

O INE diz ainda que, “nos primeiros sete meses, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento”, tendo os proveitos totais da hotelaria aumentado 8,6% e os de
aposento 9,6% face a igual período de 2019.

Já nos estabelecimentos de alojamento local registaram-se subidas de 8,2% e 9,1% nos proveitos totais e por aposento, respetivamente, representando 87,5% e 85,7% do total do alojamento turístico, enquanto o turismo no espaço rural e de habitação teve aumentos de 63,8% e 61,6%, pela mesma ordem.

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu os 86,1 euros em julho, depois de um aumento de 113,8% face a julho de 2021 e 23,0% em comparação com o mesmo mês de 2019.

Por regiões, o INE diz que os valores de RevPAR mais elevados foram registados no Algarve, onde este indicador chegou aos 123,4 euros, e na AM Lisboa, que registou um RevPAR de 105,7 euros.

“Este indicador aumentou 137,2% desde o início do ano, com crescimentos de 143,0% na hotelaria, 148,6% no alojamento local e 34,3% no turismo no espaço rural e de habitação”, refere ainda o INE, no comunicado divulgado esta quarta-feira, 14 de setembro.

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) chegou aos 127,2 euros em julho, tendo crescido 28,5% em relação a julho de 2021 e 19,0% face a igual mês de 2019.

Os números divulgados esta quarta-feira pelo INE confirmam ainda que, em julho, os estabelecimentos de alojamento turísticos nacionais contabilizaram 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas, o que representa subidas de 85,4% e 90,1% face a julho do ano passado, e aumentos de e 6,3% e 4,8%, respetivamente, em comparação com igual mês de 2019.

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“O que nos distingue não é o autocarro, mas o serviço de excelência que procuramos dar ao cliente”

Depois de dois anos em suspenso devido à pandemia, a DP Tours Plus já está a operar em pleno, oferecendo tours e transferes de excelência. Em entrevista ao Publituris, Diamantino Pereira, fundador e diretor-geral da empresa, faz um balanço positivo do arranque e revela os planos para o futuro, que, apesar dos desafios, passam pelo crescimento.

Inês de Matos

Nascida em janeiro de 2020, a DP Tours Plus não teve vida fácil nos primeiros meses. À pandemia e à paragem da atividade turística, juntou-se a falta de apoios, fazendo com que o arranque desta empresa de tours e transferes, que foi fundada e é dirigida por Diamantino Pereira, profissional bem conhecido do trade turístico nacional, só começasse verdadeiramente a operar em abril/maio deste ano.

Apesar do início conturbado, a espera por melhores dias compensou e, atualmente, DP Tours Plus está já a pensar em adquirir mais viaturas para conseguir dar resposta aos diversos pedidos, isto apesar dos desafios que também o mercado dos tours e transferes enfrenta, com destaque para o aumento do preço do combustível. Depois, há a velha questão do aeroporto de Lisboa, que também para estes profissionais há muito deixou de ter condições, o que leva o responsável a pedir “rapidez” na decisão sobre o futuro aeroporto.

O que é a DP Tours Plus, quando nasceu e como sobreviveu a empresa à pandemia da COVID-19?
Desde logo, quero explicar que o nome DP Tours Plus tem este ‘Plus’ porque queremos dar aos clientes em serviço extra, um serviço suplementar e distinto.

Nascemos mal, lançámos a empresa em janeiro de 2020, na FITUR, e, logo em março, levámos com a COVID-19 e estivemos parados dois anos.

Foram dois anos com as viaturas paradas, com custos fixos e não tivemos apoios nenhuns porque éramos uma empresa muito recente. Por isso, foram dois anos muito difíceis.

Mas, apesar das dificuldades, não vendemos nem trocámos veículos e esperámos que surgisse uma nova oportunidade, o que aconteceu agora, em abril e maio, em que já posso dizer que as coisas estão a correr bem.

Que serviços disponibiliza a DP Tour Plus?
Somos uma empresa de transportes. Não somos DMC, somos uma empresa de transportes B2B puro e os nossos clientes-alvo são as agências de viagens, DMC e hotéis. Fazemos muitos serviços para hotéis.

Portanto, não somos um DMC e não vendemos diretamente ao público, ao contrário do que, por vezes, o mercado pensa.

Quanto aos serviços, fazemos tours e transferes. Estamos a especializar-nos muito em alguns tours, nomeadamente em três, que são: Portugal com Santiago de Compostela, num tour de 10 dias; Portugal e Andaluzia; e temos também muitos tours que começam em Portugal e terminam em Espanha ou vice-versa. Estes são os tours em que somos especialistas.

Além destes, que são também aqueles que vendemos mais, criámos três tours que ainda não têm grande procura porque ainda não são conhecidos mas que foram criados em consequência de viagens de inspeção. São tours que fogem um pouco do resto que fazemos, um é sobre as raízes do povo judeu em Portugal, num tour de seis dias; outro é a EN2 – não é um tour original, a estada já lá está, mas fui lá experimentar e escolher os melhores locais para realizar paragens, para alojamento e para viver algumas experiências. Depois, temos ainda um tour dos Templários, que explora a história dos Templários em Portugal, além de Tomar e Almourol.

Temos um catálogo com alguns tours definidos e, depois, também fazemos tours à medida do cliente. Ou seja, se um DMC nos pedir, por exemplo, um tour em Marrocos, também fazemos.

Fazemos igualmente transferes – o grosso do negócio são os tours, mas também fazemos transferes, principalmente para a hotelaria.

Mas queria deixar claro que somos transportistas, não somos um DMC.

Esta empresa não é um hobby. É uma empresa séria, profissional, não é apenas uma coisa para estar entretido, ao contrário do que uma parte do setor possa pensar”


Porque optou pela área dos tours e transferes quando pensou em criar a sua própria empresa?
É um negócio que conheço. Fui admitido na Agência Abreu, como guia, com 25 anos. Trabalhei como guia durante muitos anos, até me convidarem para ficar no escritório. Estive quase 40 anos na Abreu e uma das funções que tinha eram as excursões de autocarro. Adquiri todo um ‘know how’ que me permite, hoje, saber do negócio, saber o que o cliente quer e permite-me antever e antecipar alguns problemas, o que acaba por contribuir para que possamos dar um melhor serviço porque conseguimos pensar em pormenores que escapam a muita gente. Por exemplo, devido ao facto de não termos condições no aeroporto de Lisboa, arranjámos umas placas de dimensões maiores para que os clientes nos vejam quando chegam. E funciona, felizmente não tenho ‘no shows’, mas é um detalhe de que só quem já conhece este mundo se lembra.

A escolha desta área de negócio foi intuitiva, atendendo à experiência que já tinha em autocarros?
Quando pensei em criar a empresa, pensei em dois ou três negócios, porque me sentia com capacidade para continuar a trabalhar. Este negócio foi um pouco intuitivo, porque é aquilo que honestamente sei fazer. Também fiz muitos charters, creio que foram centenas, mas não tinha capacidade para criar um operador, é preciso uma grande capacidade financeira. Os charters são muito caros e o risco é muito grande e, por isso, foi uma ideia que ficou logo de parte e percebi que aquilo que, de facto, está no meu ADN são os autocarros.

Mas esta empresa não é um hobby. É uma empresa séria, profissional, não é apenas uma coisa para estar entretido, ao contrário do que uma parte do setor possa pensar. Quando decidi avançar com este projeto foi com muita convicção e, agora, o objetivo é que o negócio cresça.

Enquanto empresa de transportes B2B, têm parcerias com DMC´s, agências e hotéis?
Sim, temos várias parcerias. Não nego que o facto de ter estado muitos anos no mercado – primeiro na Abreu e, depois, na Ávoris -, é uma vantagem, consegui angariar muitas amizades e, acima de tudo, muita confiança. Aquilo que sempre caracterizou a minha atuação foi a honestidade. Ao longo da minha carreira profissional, sempre fiz bons negócios sem mentir ou enganar, sempre fiz negócios com transparência e honestidade. Por isso, conquistei essa imagem no mercado e as pessoas associam a minha pessoa a essa imagem, o que acaba por ser uma mais-valia e uma responsabilidade muito grande.

Queremos diversificar e sentimos necessidade de ter, pelo menos, uma viatura de 26/28 lugares e outra de 45/48 lugares. Este é o nosso propósito a médio prazo”


Serviço e viaturas
Que tipo de viaturas tem a DP Tours Plus?
Neste momento, temos três Mercedes Sprinter de 15 lugares e uma de nove, e temos motoristas próprios. Ou seja, estamos especializados em serviços para pequenos grupos, de 10, 12 e até um máximo de 15 pessoas. Mas queremos diversificar e sentimos necessidade de ter, pelo menos, uma viatura de 26/28 lugares e outra de 45/48 lugares. Este é o nosso propósito a médio prazo, porque já houve algumas situações em que não conseguimos corresponder aos pedidos porque não tínhamos capacidade, embora estejamos associados a um ‘pool’ que tem viaturas maiores e às quais podemos recorrer, mas que não são nossas.

Os tours da DP Tours Plus contam com serviço de guia?
Sim, temos uma seleção de guias – quatro ou cinco – que não trabalham exclusivamente para nós. Hoje em dia, há muito poucas empresas em Portugal com guias efetivos. Nós também não temos, mas trabalhamos com uma seleção de guias que conheço muito bem e que são excelentes.

Que características têm as vossas viaturas, nomeadamente em termos de conforto e mais-valias para os passageiros? Têm, por exemplo, internet Wi-Fi?
A Mercedes Sprinter é uma viatura que tem a carroçaria feita em Portugal e isso permite-nos dizer aquilo que queremos, ou seja, é como fazer um fato à medida. Introduzimos uma série de upgrades que não são estandardizados. Por exemplo, na versão original, o frigorifico tem capacidade de 20 litros, nós aumentámos para 65 litros. Além disso, o degrau não baixava até ao chão, o que poderia ser complicado para pessoas com dificuldade de locomoção e pedimos para que assim fosse.

No caso da internet, também temos Wi-Fi a bordo e que funciona. Mas não é só, os bancos também se podem movimentar lateralmente, a bagageira tem maior capacidade – até porque trabalhamos muito com o mercado brasileiro, que vem duas ou três semanas de férias para a Europa e costuma trazer muita bagagem. Como tivemos oportunidade de ajudar a desenhar o veículo, aumentámos 20% a 25% a bagageira.

Depois, são veículos automáticos que são, de facto, muito cómodos e seguros e, por isso, posso dizer que não vamos mudar de marca, estamos muito satisfeitos, são veículos excelentes.

O conforto das viaturas também contribui para a diferenciação do serviço?
Não me parece que seja por aí, em Portugal há muitas empresas com muito bons veículos. Quando temos autocarros, ficamos viciados e damos por nós a olhar para os veículos da concorrência e, por isso, tenho noção de que há muita qualidade e, embora os nossos sejam veículos muito evoluídos, não é isso que diferencia o serviço.

Então o que é que diferencia o serviço da DP Tours Plus?
A diferença está no próprio serviço e na confiança que existe entre nós e os clientes. Para dar um exemplo, no nosso profile, está o meu número de telefone pessoal e quando dizemos que temos assistência 24h, é mesmo 24h. O meu telefone está sempre ligado e os clientes sabem disso, como também sabem que temos backups, e isso é importante porque os autocarros avariam, há acidentes e estamos muito bem preparados para responder a qualquer problema.

Portanto, esta confiança é muito importante e, depois, também é fundamental que exista cordialidade. O nosso lema é “we are professional and friendly” e é isso que procuramos dar aos nossos clientes. Temos de ser cordiais e humildes, as pessoas que trabalham connosco sabem que temos uma política de tolerância zero, ou seja, o cliente tem sempre de ser bem tratado, se não os tratamos bem corremos risco de abrir falência.

Por isso, a grande diferença não está no autocarro e é preciso ver que o nosso cliente não é o passageiro, é o DMC ou a agência que nos enviou esse passageiro. Portanto, quando prestamos um bom serviço, fidelizamos um cliente para nós e para a agência. E isso também é muito gratificante. Lutamos para fazer o melhor e para o cliente ficar satisfeito, oferecendo um bom produto, um bom atendimento e um bom pós-venda. O que nos distingue não é o autocarro, mas o serviço de excelência que procuramos dar ao cliente.

Perspetivas e desafios
No início desta entrevista disse que o arranque da DP Tours Plus foi complicado devido à pandemia, mas que, agora, já existe procura. Como está a correr o negócio?
Em relação ao verão, estamos bem. Quanto ao inverno, prefiro esperar, não posso dizer como vai correr porque ainda não temos histórico.

O que posso dizer é que o verão está a correr muito bem, até um pouco melhor do que eram as nossas expectativas, o que também nos dá algum alento de que, pelo menos, possamos enfrentar o inverno com aquilo que fizemos no verão. Para quem viveu as dificuldades dos últimos dois anos, posso dizer que estamos satisfeitos.

É muito difícil quando começamos de novo, é preciso começar a ganhar tração, mas posso dizer que as coisas estão a correr bastante bem e que estamos a lutar para que também o inverno possa correr bem. Não estamos à espera de que as coisas aconteçam e, por isso, já estamos a trabalhar no inverno para termos uma temporada aceitável.

É muito difícil quando começamos de novo, é preciso começar a ganhar tração, mas posso dizer que as coisas estão a correr bastante bem e que estamos a lutar para que também o inverno possa correr bem”


Ao nível de mercados, quais são os que estão a registar maior procura pelos serviços da DP Tours Plus?
Todas as empresas têm mercados preferenciais e os nossos são aqueles onde tenho algumas raízes, nomeadamente na América Latina. Trabalhei muitos anos na Argentina, Chile, México, Colômbia, Uruguai e Bolívia. Depois, também temos o Brasil, que é um excelente mercado para nós, assim como a Argentina e o Uruguai. Às vezes é preciso conhecer os mercados para os conseguirmos trabalhar e, felizmente, fruto da minha experiência e de ter trabalhado muitos anos com esses mercados, adquiri algum ‘know how’ e sei como tratar esses clientes.

Além desses mercados, há outro que também trabalhamos muito bem, que é o mercado espanhol.

Não teve cancelamentos desses mercados da América Latina, nomeadamente do Brasil, devido à guerra na Ucrânia?
No início, houve o receio de que o facto da guerra ser na Europa pudesse levar alguns mercados, como o brasileiro, a terem receio de vir para a Europa. Eu próprio ouvi os comentários e também, até certo ponto, pensei que isso pudesse acontecer, mas agora posso dizer que estava completamente enganado.

Na DP Tours Plus, não tivemos problemas de cancelamentos e, ainda esta semana estivemos em Évora com um grupo e 80% eram brasileiros. É um mercado que trabalhamos bem.

Mas a guerra está a trazer também outros problemas, nomeadamente inflação e aumento dos custos. No caso da DP Tours Plus, este aumento de custos vai ser um problema?
Já está a ser um problema. A maioria das empresas de transportes já está a pagar mais 30% ou 40% no combustível e não estamos a refletir esses aumentos nos preços finais. Portanto, é um problema que nos afeta imenso, admito que alguns transportistas tenham força para refletir na conta final esse aumento, mas também conheço muitos que não e eu sou um deles.

Como é que se consegue gerir uma empresa de transportes com o combustível a aumentar semanalmente?
É muito complicado. Há seis meses, um litro de gasóleo custava 1,30 euros e, agora, custa 2,23 euros. Ou seja, quando enchemos o depósito de uma sprinter custa 130 euros e não há crédito.

Admito que a maioria das empresas não está a refletir na fatura final estes aumentos, nós, por exemplo, não temos essa capacidade mas, se esta tendência se mantiver, mais cedo ou mais tarde, isso vai ter de acontecer.

Tenho a esperança que a guerra acabe rápido e que o preço dos combustíveis volte a normalizar mas, se a subida se mantiver, não conseguimos manter os preços. Ou temos capacidade de refletir isso na conta do cliente – o que também nos vai prejudicar porque o preço final fica mais alto e o cliente, depois, já não quer – ou esta subida não será suportável por muito tempo. Mantenho a esperança que a guerra acabe antes do inverno e que o gasóleo possa descer.

Aeroporto
Outro problema, que é, aliás, uma questão que se arrasta há décadas, é o aeroporto de Lisboa e, há poucas semanas, foi proposta a solução de dois aeroportos – Montijo e Alcochete. Como vê esta hipótese, poderia ser a solução que o setor do turismo precisa?
Acerca dessa proposta de dois aeroportos, nem faço comentários porque penso que foi um absurdo. Mas o certo é que, nesta questão do aeroporto, andamos atrasados 50 anos.

Acho que a melhor solução seria Alcochete, porque seria um aeroporto para o futuro. Mas, acima de tudo, o que peço, assim como o setor do turismo, é que seja rápido.

O problema da Portela é que só dá para metade dos passageiros. Para as pessoas que vêm de fora do espaço Schengen, e nós temos muitos clientes brasileiros, é um problema porque são horas de espera. Posso dar um exemplo, há pouco tempo tive um grupo de 13 pessoas que chegou a Lisboa e, depois, fez um tour pela Andaluzia. Era um grupo que vinha de Salvador, no Brasil, e estava previsto chegar às 11h00, mas o voo até chegou antes, às 10h35. Sabe a que horas os clientes saíram do aeroporto? Às 18h10, e ainda fomos para Córdoba, em Espanha, onde só chegámos às 03h30.

Portanto, acho sinceramente que as pessoas que andam a protelar esta decisão nunca viveram estes problemas. O nosso prazo de validade já terminou e acho que as pessoas que decidem não têm essa noção.

E Beja, qual é a sua opinião sobre a utilização deste aeroporto em complemento de Lisboa?
Há cerca de cinco anos fiz uma inspeção ao Aeroporto de Beja com outros operadores e não nos convenceu. Não há autoestrada, não há comboio, não tem condições nenhumas.

As condições do aeroporto até são boas e, apesar de ser pequeno, o aeroporto funciona. O problema é a distância a que está de Lisboa, além da concorrência, como se explicaria que uns voos partissem de Lisboa e outros de Beja? Nessa altura, estava na operação turística e percebi que um operador que colocasse um charter em Beja só venderia quando os charters que partissem da Portela estivessem cheios e é preciso ver que o risco de um charter é muito grande.

Portanto, estamos atrasados e não temos grande alternativa à construção do aeroporto em Alcochete. O que gostaria era que fosse rápido porque estamos muito carentes.

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