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Alojamento turístico cresce acima de 2019 em hóspedes e dormidas em julho

As unidades de alojamento turístico contabilizaram 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas, valores que traduzem subidas de 6,3% e 4,8% face a julho de 2019, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Inês de Matos
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Alojamento turístico cresce acima de 2019 em hóspedes e dormidas em julho

As unidades de alojamento turístico contabilizaram 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas, valores que traduzem subidas de 6,3% e 4,8% face a julho de 2019, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Em julho, as unidades de alojamento turístico nacionais contabilizaram 3,0 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas, valores que traduzem subidas de 6,3% e 4,8% face a igual mês de 2019, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A estimativa rápida do INE relativamente ao desempenho do alojamento turístico em julho mostra também que a tendência de crescimento é ainda mais acentuada na comparação com julho do ano passado, já que traduz um aumento de 85,4% no número de hóspedes e de 90,1% nas dormidas.

O INE destaca também o papel dos mercados externos, que totalizaram 5,7 milhões de dormidas em julho, representando 66,3% do total de dormidas, o que corresponde a uma subida de 205,2% face a mês homólogo de 2021, igualando os níveis de 2019.

Nos mercados externos, cujas dormidas dos principais 17 mercados representaram 87,6% do total das dormidas dos não residentes, o INE sublinha o contributo do mercado norte-americano, que registou uma quota de 7,6% em julho, continuando “a destacar-se, com um crescimento de 35,9%” face a igual mês de 2019.

Já o mercado britânico, que representou 19,0% do total das dormidas de não residentes em julho, apresentou um aumento de 1,0% relativamente a julho de 2019, enquanto o espanhol, cujas dormidas representaram 12,6% do total, viu as dormidas subir 2,3%. Contrariamente, no mercado alemão, que apresentou dormidas que representaram 9,4% do total, houve uma descida 4,7% face a julho de 2019.

O INE diz ainda que, em julho, registaram-se também crescimentos assinaláveis nos mercados mercados checo (+63,0%), romeno (+30,7%) e dinamarquês (+18,7%), enquanto as maiores diminuições verificaram-se nos mercados brasileiro (-26,2%) e sueco (-9,5%).

Já o mercado interno contabilizou 2,9 milhões de dormidas, o que traduz um aumento de 9,1% face a julho de 2021 e de 15,8% face ao mesmo mês de 2019, o último ano antes da chegada da pandemia da COVID-19.

No sétimo mês do ano, houve aumentos de dormidas em todas as regiões do país, com exceção do Algarve, que apresentou uma descida de 4,5% neste indicador,  ainda que a principal região turística portuguesa tenha concentrado a maioria das dormidas, com uma quota de 33,1%.

“Os aumentos mais expressivos ocorreram na RA Madeira (+21,0%), Norte (+14,9%) e Centro (+10,6%). Relativamente às dormidas de residentes, registaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a RA Madeira (+78,6%), Centro (+22,4%), Norte (+21,2%), AM Lisboa (+12,7%) e Alentejo (+12,6%). As dormidas de não residentes aumentaram no Norte (+11,3%), RA Madeira (+11,1%), AM Lisboa (+2,8%) e RA Açores (+0,2%), tendo-se observado as maiores diminuições no Algarve (-8,3%) e Alentejo (-7,4%)”, acrescenta o INE.

Os dados do INE permitem também perceber que as unidades de hotelaria foram as preferidas, já que representaram 81,7% do total de dormidas, depois de um aumento de 94,3% face a igual mês do ano passado. Face a julho de 2019, as dormidas na hotelaria cresceram 4,6%.

Já os estabelecimentos de alojamento local, que representaram 14,0% do total de dormidas, viram este indicador crescer 91,6% face ao mesmo mês do ano passado, ainda que, em comparação com 2019, se tenha registado uma quebra de 0,8%.

A subir estiveram ainda as dormidas nas unidades de turismo no espaço rural e de habitação, que representaram 4,3% do total, onde este indicador aumentou 32,5% face a julho de 2021 e 35,7% face a julho de 2019.

Quanto à estada média, em julho, este indicador fixou-se nas 2,85 noites, depois de um aumento de 2,5%, com destaque para a estada média dos não residentes, que foi de 3,15 noites, crescendo 0,2%. Nos residentes, a estada média chegou às 2,40 noites, evidenciando uma descida de 6,6%.

A Madeira e o Algarve foram as regiões do país que atingiram uma estada média mais elevada, situando-se nas 4,92 e 4,28 noites, respetivamente.

No acumulado até julho, as dormidas aumentaram 194,3%, depois de um crescimento de 58,5% nos residentes e de 406,2% nos não residentes, ainda que, face a 2019, se registe ainda uma quebra de 4,4%, graças à descida de 9,4% nas dormidas de não residentes, uma vez que as dormidas dos residentes subiram 7,8%.

O INE diz ainda que, em julho, 12,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, valor que fica significativamente abaixo dos 22,1% de estabelecimentos que estavam encerrados em julho de 2021.

 

 

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A marca Lisboa está a puxar toda a região

Numa região com dinâmicas turísticas diferentes, a missão da ERT-RL tem sido agregadora, colocando sempre a marca Lisboa, “que é uma vantagem e não uma desvantagem”, segundo o seu presidente, Vítor Costa, a puxar todas as áreas que a compõem. Para tal têm sido criados vários instrumentos de apoio às empresas dessas áreas menos desenvolvidas com o objetivo de criar produto e captar turistas. “O que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território”, defende.

Em entrevista ao Publituris, o presidente da Entidade Regional do Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) e diretor geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL), Vítor Costa, dá conta da performance da região o ano passado, apesar de os números ainda não estarem fechados, apresenta as estimativas para 2023, embora existam fatores que o próprio turismo não controla, mas, sobretudo, destaca a estratégia adotada que visa criar uma região com um desenvolvimento turístico mais equilibrado.

Como está a região neste momento, dois anos depois da pandemia, e como é que correu o 2022?
Tivemos dois anos de pandemia em que houve uma interrupção do turismo, e depois, o ano de 2022 relativamente ao qual já havia alguma expectativa que houvesse um início de uma recuperação. Ainda tivemos três meses afetados pela pandemia, mas depois, verificou-se uma dinâmica que terá excedido as expectativas.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019. Também tivemos o efeito da inflação em 2022, mas mesmo descontando este indicador, a nossa estimativa é que tenhamos crescido 5 a 7% ao nível da riqueza gerada pelo turismo e na rentabilidade da hotelaria, o que consideramos bastante positivo.

E este ano? Quais são as previsões?
A dinâmica mantém-se. Não há indicadores, até este momento, que houvesse menos interesse ou menor procura. Vamos ter também um ano marcado por uma iniciativa única que são as Jornadas Mundiais da Juventude que vai influenciar o verão. Mas a nossa dinâmica neste início de ano continua idêntica, e esperamos que corra bem.

É verdade que há aquilo que todos os setores do turismo têm referido, que são muitos fatores de incerteza, e esses podem vir a ser relevantes ao longo do ano, e que podem afetar principalmente os mercados europeus que representam 80% dos turistas que visitam a região de Lisboa. Já tínhamos verificado no ano anterior, por exemplo, que o mercado alemão cresceu menos, mas, no entanto, há casos contrários, com o mercado norte-americano com grande crescimento.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019”

Estratégia consensualizada
Estamos a falar de uma região com dinâmicas turísticas diferentes. Como é que se conjugam a cidade de Lisboa e os outros polos menos desenvolvidos?
Porque temos uma estratégia, temos um plano estratégico e, portanto, não estamos a “navegar à vista”.

Temos uma estratégia que é consensualizada entre os vários intervenientes, parceiros interessados públicos e privado, municípios e empresas. Essa estratégia é clara no sentido de que a marca Lisboa é um ativo de todos e tem capacidade de atração, mas o território é diferenciado. Identificámos vários polos e cada um tem uma estratégia de desenvolvimento diferente, consoante o estado em que se encontram.

Nesse plano encontrámos o caminho para, ao mesmo tempo, continuar a reforçar a marca Lisboa e a sua capacidade de atração, e procurar o desenvolvimento de alguns polos que já estavam bastante desenvolvidos como são Cascais e Sintra, e outros que, entretanto, assumiram importância nestes últimos anos, como Mafra e Ericeira, pelas suas especificidades, bem como Sesimbra e Almada (Costa da Caparica).

Além disso, incorporamos algumas áreas que, apesar de oferecerem bastantes recursos, têm de fazer um caminho mais devagar, até porque a oferta é mais insuficiente, sobretudo as zonas ribeirinhas do Tejo, Vila Franca de Xira ou Loures. Sem oferta turística, sem hotelaria, não conseguem captar turismo.

O que temos verificado é que, antes da pandemia, a região de Lisboa cresceu no seu conjunto, foi a região que mais cresceu e ganhámos quota de mercado em Portugal. Entretanto, durante a pandemia perdemos quota de mercado porque as pessoas privilegiaram os destinos internos. Sabendo que um terço da população portuguesa vive na região de Lisboa, isso é compreensível, pois procuraram outras zonas do país. Mesmo em termos internacionais também perdemos, uma vez que, como não havia transporte aéreo, as pessoas não podiam chegar. Se perdemos, acabámos por recuperar em 2022 face às várias regiões nacionais.

Programas de comercialização e venda têm procura
Têm sido anunciados uma série de apoios da Região para essas zonas menos desenvolvidas. Como é que se está a processar?
Esta estratégia é assumida em toda a atividade que fazemos enquanto Entidade Regional, bem como ATL na parte da promoção internacional.

Criámos algumas soluções específicas como é o caso dos PCV para o mercado interno, que são programas de comercialização e venda. São planos regulamentados em que as empresas apresentam os seus projetos e são apoiadas. Reservamos esses programas para zonas na região de menos concentração turística (Lisboa, Cascais e Sintra não se podem candidatar) e para produtos de menor dimensão, como sejam o enoturismo, natureza ou mergulho, e têm tido sucesso. Começámos este programa a tentar convencer as empresas, e no primeiro ano tivemos muita adesão. Em 2022 tivemos 25 programas apoiados, alguns coletivos e outros individuais, o que significa que foram mais empresas do que programas. Portanto, continua a ter procura.

Privilegiamos quem tem coisas para vender e quer vender e, hoje, tem uma influência muito grande. Talvez seja o programa da Entidade Regional mais relevante na procura de um desenvolvimento regional mais equilibrado.

Claro que todo o peso vem da cidade de Lisboa, pois é a procura que determina. A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta. Quem não tem hotel não pode ter dormidas, e ainda temos situações dessas, ou ela é ainda insipiente.

Neste aspeto temos chamado a atenção dos investidores para a vantagem de investirem noutras áreas da região, que não seja tudo na Baixa de Lisboa, pois estamos tudo muito pertos, temos ótimas comunicações e pode haver excelentes produtos. São boas oportunidades e quem fizer agora irá à frente e pode ganhar boa posição. Nesta visão de Região podemos ainda crescer muito.

Se tivéssemos uma visão mais limitada, olhando apenas para as zonas de concentração turística e Lisboa, íamos cair numa dificuldade, porque na cidade já há muita gente, muita oferta, muita procura.

Qual é a verba alocada para este plano?
Este plano tem validade até 2026. A alocação das verbas é de acordo com o que anualmente é disponibilizado para a Entidade Regional e a ATL, que é outra parceira. Mas, aqui não se trata apenas de uma questão de dinheiros. O objetivo é remarmos todos no mesmo sentido e isso penso que existe, e os resultados vão sendo conseguidos.

Consideramos sempre que a marca Lisboa é uma vantagem e não uma desvantagem, porque o que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território.

Plano de atividades propõe várias intervenções
Para este ano, qual é o plano de atividades?
Da Entidade Regional aprovámos agora o plano de atividades que tem uma capacidade de intervenção limitada em termos orçamentais. Há verbas que o Estado destina às ERT, que são pequenas e inalteradas ao longo dos anos, e que são distribuídas com critérios discutíveis.

Estamos a falar em quatro milhões de euros para tudo. Parte desse dinheiro é utilizado para o funcionamento da Entidade, e outra parte para a contratualização externa que também tem de assegurar. Além disso há a promoção no mercado interno em que temos um conjunto de ações em Espanha, na BTL, feiras regionais e, uma atividade muito relevante que é a restruturação do produto turístico, envolvendo as empresas e os municípios.

A grande mais-valia nesta região é que existe uma ação concertada com a ATL que tem outros investimentos, nomeadamente, na parte da promoção e outras fontes de financiamento.

No conjunto, não temos queixas a apresentar sobre os montantes que dispomos para poder executar, em 2023, aquilo que é o nosso plano de atividades.

Portanto, vamos continuar nesta ideia da recuperação, esperando atingir, este ano, valores semelhantes aos de 2019, em termos quantitativos, e superiores em termos económicos, sempre em parceria com a ATL.

De acordo com o que está previsto na lei e nos estatutos regionais, existe uma delegação de competência na ATL e, através disso, muito do que são as ações e intervenções da Entidade Regional da Região de Lisboa são executadas em parceria com a ATL. A BTL é um caso, onde teremos um grande stand com a ATL, as entidades e os municípios.

Portanto, vamos dar um grande enfoque na promoção externa, de acordo com o plano estratégico, mas também nos programas com as empresas, e agora estou a falar dos vários planos de comercialização e vendas internacionais, e nós mais do que duplicámos esse financiamento para assegurarmos esses programas com as empresas.

A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta”

E os 6,1 milhões de euros que anunciaram em 2022?
Essa verba era apenas para 2022. Para este ano, na próxima reunião da ATL (que estaria prevista para 12 janeiro) vão ser aprovados todos os regulamentos de apoio à comercialização e vendas, o programa de captação de congressos, e o programa de internacionalização de festivais e eventos culturais, com um orçamento que será superior.

Há a contar ainda a participação nos encargos com a Web Summit, que temos até 2028, e uma pequena participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, onde se esperam à volta de 1,5 milhões de pessoas.

A ERT-RL acaba de eleger um novo Conselho de Marketing. Quais são os objetivos deste órgão?
A lei estabelece a obrigatoriedade de todas as ERT terem um Conselho de Marketing, um órgão consultivo composto na maioria por privados, e que no nosso caso, exclusivamente por associações empresariais. Portanto, há eleições que não coincidem com as da Comissão Executiva, porque têm mandatos mais curtos.

É um órgão que se pronuncia sobre os planos de atividades, e numa prática que se reúna em cada trimestre para fazer o ponto da situação da atividade, quer da Entidade, quer da ATL, para conhecimento, discussão e parecer.

 

Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa mantém os seus princípios de apoio

O Fundo de Desenvolvimento Turístico, constituído pelo produto da taxa turística de Lisboa, e que tem de ser aplicada, de acordo com a lei, em benefício da cidade, mantém os seus princípios de apoio e nada em contrário esta em cima da mesa, disse o presidente da ERT-RL e diretor-geral da ATL, Vítor Costa.
Para além dos projetos que eram conhecidos, o fundo ainda vai financiar outros, mas a sua utilização está sempre condicionada a candidaturas que sejam apresentadas pelos membros do Comité de Investimento que são a Câmara Municipal de Lisboa, a ATL, a AHP e a AHRESP, que dá pareceres sobre os projetos que devem ser financiados pelo fundo, explicou.
Segundo Vítor Costa, se o parecer for negativo o projeto não pode ter seguimento, e se for positivo passa para os órgãos municipais e a autarquia terá de aprovar, ou a Assembleia Municipal de for o caso disso.
Até ao momento, desde que foi criado, este fundo já participou em apoios ao Festival de Eurovisão e à Web Summit, às intervenções feitas na Estação Fluvial Sul e Sueste, Doca da Marinha, Museu do Tesouro Real, Centro de Interpretação do Pilar 7 e Centro de Interpretação do Bacalhau.
O responsável referiu que “neste momento não há nenhuma intervenção deste nível. As candidaturas aprovadas neste momento comportam apenas participações financeiras nas Jornadas Mundiais da Juventude e na Web Summit, bem como uma aprovada para quatro anos, que tem a ver com a promoção e apoios às empresas, através dos PCV, captação de festivais e eventos culturais, com vista à dinamização da procura, num montante total de 16 milhões de euros”.
Além disso, há que contar com contratos com juntas de freguesia onde há mais incidência do turismo, para a melhoria da limpeza e higiene urbana.
Vítor Costa assegura que, atualmente, não existe nenhum projeto proposto pela Associação Turismo de Lisboa, já que “a nossa estratégia é consolidar a gestão dos equipamentos que gerimos e que contaram com participação financeira do fundo, que já são bastantes, mas felizmente, quase todos com resultados positivos”.
O diretor geral da ATL nega a veracidade de alguma informação que terá circulado em Lisboa sobre que uma parte das verbas do Fundo de Desenvolvimento Turístico pudesse ser utilizado no apoio à habitação. “Não tem fundamento, sem teria consenso”, disse, avançando que “a diferença da taxa turística de Lisboa, a primeira a ser criada no país, relativamente a outras que têm aparecido, é que a de Lisboa foi negociada com o setor privado, e foram acordadas entre o município, ATL e AHP (que é quem recolhe a taxa), determinadas caraterísticas sobre como se utilizam as verbas, e traduzido por normas pela Assembleia Municipal de Lisboa”.
O responsável reforçou que “a vantagem é que tudo isso foi negociado e consensualizado com a AHP. No Comité de Investimentos está o presidente da Câmara, a ATL, dois representantes da AHP e uma da AHRESP. Nesse órgão discutem-se as opções. Essa é a diferença do que acontece em outros municípios onde a aplicação da taxa turística foi mais controversa, porque em nenhuma se fez como em Lisboa, e hoje toda a gente reconhece as vantagens, porque vê esses equipamentos que enriquecem a oferta, trazem mais gente, dão mais dinâmica à cidade e recuperam património, por outro lado os hoteleiros têm o benefício de poder contar com instrumentos de promoção que são financiados pela taxa turística e permitem a dinamização da procura”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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INE: Dormidas e hóspedes aumentam em 2022 e ficam muito próximos dos níveis de 2019

Dados preliminares do INE relativos à atividade turística em 2022, publicados esta terça-feira, mostram que hóspedes e dormidas nas unidades de alojamento mantiveram subidas e ficaram muito próximos dos níveis de 2019. O mercado norte-americano foi o que mais cresceu.

Publituris

A estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) revelou esta terça-feira (dados preliminares), que os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal registaram no total do ano anterior 26,5 milhões de hóspedes e 69,5 milhões de dormidas, que se traduziram em aumentos de 83,3% e 86,3%, respetivamente, face a 2021. Quando comparados com 2019, os hóspedes decresceram 2,3% e as dormidas diminuíram 0,9% (+8,6% nos residentes e -5,0% nos não residentes).

Em 2022, verificaram-se aumentos nas dormidas de residentes em todas as regiões, face a 2019. Nas dormidas de não residentes, os principais crescimentos verificaram-se nos Açores (+5,1%), na Região Autónoma da Madeira (+4,5%), e Norte (+4,3%), enquanto as maiores diminuições observaram-se no Centro (-13,1%) e Algarve (-11,3%).

O Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor em 2022, representando 19,3% das dormidas de não residentes, quase triplicando face a 2021. Seguiram-se os mercados alemão (11,5%), espanhol (10,8%) e francês (9,3%). O maior crescimento registou-se no mercado norte americano, que só em 2022 aumentou 327,4% e já cresceu 26,9% face ao melhor ano antes da pandemia. No conjunto do ano de 2022, observaram-se crescimentos nas dormidas em todos os 17 principais mercados emissores para Portugal.

Numa análise apenas ao último mês do ano anterior, o INE observou que o alojamento turístico registou 1,6 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas, que correspondem a aumentos homólogos de 44,2% e 44,6%, respetivamente.

Face a dezembro de 2019, o número de hóspedes cresceu 1,9% e o de dormidas aumentou 5,5%.

No mês analisado, o mercado interno contribuiu com 1,4 milhões de dormidas e aumentou 28,3%, enquanto os mercados externos totalizaram 2,3 milhões de dormidas, o que representa um crescimento de 57,1%. Comparando com dezembro de 2019, observaram-se aumentos de 11,4% nas dormidas de residentes e 2,1% nas de não residentes.

 

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Portugal com uma start-up vencedora no “Awake Tourism Challenge” da OMT

A start-up portuguesa Noytrall foi uma das 15 vencedoras da iniciativa da OMT, entre as 2.000 concorrentes de 120 países, que visa premiar start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

Victor Jorge

A Noytrall, start-up que nasceu com a missão de transformar a forma como os hotéis gerem serviços públicos e revolucionar a experiência de turismo sustentável dos hóspedes, é uma das vencedoras do “Awake Tourism Challenge”, iniciativa da Organização Mundial do Turismo (OMT) que premeia as start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

A start-up portuguesa foi uma das 15 vencedoras, entre as 2.000 concorrentes de 120 países e 30 finalistas.

O desafio foi a segunda edição da “Global Startup Competition” da OMT, com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os concorrentes foram analisados em função da contribuição para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva, resiliente e setor do turismo sustentável, com foco em seis temas principais: Envolvimento da comunidade local; Economia Verde e Azul; Criação de Capital Ecológico e Sustentável; Turismo “Tech for Good”; Educação em Turismo; e Empoderamento Feminino.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, salienta, em comunicado, que “as startups de turismo têm o poder e agilidade para transformar o setor em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, referindo ainda que os vencedores do “Awake Tourism Challenge” da OMT “têm o potencial para ajudar a construir um setor mais inclusivo e resiliente e esperamos apoiá-los enquanto crescem em tamanho e influência”.

As start-ups vencedoras terão um período de incubação de três meses no SPARK Crans-Montana, o Centro de Inovação de Les Roches do grupo Sommet Education, onde participarão em mentorias, atividades de networking e terão acesso a um laboratório de realidade virtual, estúdio digital e um espaço de coworking dedicado. Além disso, vão também receber bolsas de estudos para a “Tourism Online Academy” da OMT, bem como serem incluídas no Catálogo OMT dos principais inovadores, destaque numa campanha de comunicação global para mostrar cada vencedor e convidados para mentorias com parceiros do projeto.

Além da start-up portuguesa Noytrall, as restantes vencedoras foram: Coastruction (Países Baixos), SmArt Tourism and Hospitality Consulting (Panamá), Quantum Temple (EUA), Socialbnb (Alemanha), Instituto de Accesibilidad (Espanha), Kamatjona (Namíbia), Baahdy & Birdy (Noruega), WeavAir (Singapura), r3charge (Alemanha), Impact Innovations Institute (Arménia), NomadHer (Coreia do Sul), Murmuration (França), Evelity by Okeenea Digital (França) e Accessible Qatar (Catar).

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Lucros da Ryanair passam a positivos no 3.º trimestre

O terceiro trimestre do presente ano fiscal voltou a colocar os lucros da Ryanair no positivo, com 221 milhões de euros, contra os 96 negativos de período homólogo do ano passado. Embora aponte para um quarto trimestre “deficitário”, devido à ausência da Páscoa em março, as estimativas apontam para o transporte de 168 milhões de passageiros no final do ano fiscal.

Victor Jorge

A Ryanair apresentou, no terceiro trimestre do ano fiscal 2022/2023 (terminado a 31 de dezembro de 2022), lucros de 211 milhões de euros, comparando com os prejuízos de 96 milhões de período homólogo do ano passado.

Em comunicado, a companhia aérea lowcost informa que em termos de receitas, estas registaram um aumento de 57%, passando de 1,47 mil milhões de euros para 2,31 mil milhões de euros, indicando, ainda, que os custos operacionais sofreram um aumento de 36%, fazendo com que passassem de 1,59 mil milhões de euros para 2,15 mil milhões de euros.

Ao nível dos passageiros, a companhia liderada por Michael O’Leary informa que registou um aumento de 24% no terceiro trimestre do ano fiscal. Assim, a companhia transportou 38,4 milhões de passageiros contra os 31,1 milhões transportados em período homólogo do exercício anterior. Assim, a ocupação passou de 84% para 93%, o que significa um aumento de 9 pontos percentuais.

No comunicado lê-se ainda que a Ryanair “garantiu fortes ganhos de quota nos principais mercados da UE”, indicando que operou a 112% da capacidade pré-Covid durante os primeiros nove meses do presente ano fiscal. Os ganhos mais notáveis foram na Itália (de 26% para 40%), Polónia (27% para 38%), Irlanda (49% para 58%) e Espanha (21% para 23%).

A Ryanair refere que “continua a negociar acordos”, tendo em vista o “crescimento na recuperação de tráfego” com aeroportos parceiros, “enquanto os concorrentes lutam para recuperar a capacidade e lidam com custos crescentes”.

Até o final do terceiro trimestre, a Ryanair recebeu 84 B737 Gamechangers e prevê crescer no ano fiscal de 2024, com base em 124 novas aeronaves para o pico do semestre de 2023, embora reconheça “um risco”, apesar das recentes melhorias na produção da Boeing, e de uma, eventual, derrapagem na entrega das aeronaves.

Tendo anunciado mais de 230 novas rotas (total de 2.450 com 3.200 voos diários) para o ano fiscal 2023/2024, a Ryanair diz “estar a ver uma procura robusta para voos no período da Páscoa e verão de 2023”.

Para o future, “embora as reservas continuem mais próximas do que na primavera de 2020 (pré-Covid)” a Ryanair diz ter “perspetivas razoáveis para o restante ano fiscal” com os números a apontarem para o transporte de 168 milhões de passageiros.

Contudo, a Ryanair espera que o quarto trimestre seja “deficitário” devido à ausência da Páscoa em março.

A Ryanair termina referindo que nos últimos três anos, várias companhias aéreas faliram e muitas transportadoras (incluindo Alitalia, TAP, SAS e LOT) “reduziram significativamente as suas frotas e capacidade de passageiros, acumulando auxílios estatais de vários ilhões de euros”, criando, desta forma “enormes oportunidades de crescimento para a Ryanair”.

Essas oportunidades, conclui, garantem que o grupo esteja “bem posicionado para aumentar o lucro e o tráfego para 225 milhões por ano fiscal de 2026”.

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Saber ouvir os clientes é o segredo da Allways

Está no mercado há 22 anos, atua no segmento “luxury”, organiza viagens por medida, mas o maior trunfo da Allways Unique Travel Designers, uma marca do grupo Travelstore, é saber ouvir os clientes.

Começou por existir para servir os clientes das empresas que tinham contratos com a Travelstore. No entanto, conforme nos explica Sofia Marques, Unit Leader da Allways Unique Travel Designers, “os clientes que nos iam contactando ficavam satisfeitos, gostavam da nossa forma de trabalhar e acabavam por ir passando a palavra. Assim, fomos crescendo junto não só desses clientes da Travelstore, como pelo nosso próprio serviço que prestamos aos clientes que temos até hoje, numa relação de grande proximidade”.

Esta marca do grupo Travelstore, que atua no segmento de luxo, desde cedo, de acordo com Sofia Marques, percebeu que “o nosso cliente é exigente e tinha uma expectativa de um serviço diferente do cliente da agência de viagens tradicional. É um cliente que viaja muito por motivos profissionais, é uma pessoa mais conhecedora, que já viajou o básico e, portanto, quando procura o nosso serviço na forma de lazer, já quer fazer algo diferente do standard. Portanto, espera de nós a capacidade de conseguirmos corresponder às suas expectativas e, nós teríamos de estar adaptados a este tipo de procura. Assim, fomos posicionando-nos num segmento “high-end”, um segmento que está preparado para lidar com diferentes exigências e expectativas dos clientes”.

Acima de tudo, destacou a Unit Leader da Allways “o que é importante e que achamos que o cliente mais valoriza é a nossa capacidade de o ouvir (costumo dizer que esse é o nosso principal segredo), perceber as suas expectativas, quanto quer gastar, se a viagem é uma comemoração especial, ou se é uma data da sua vida que pretende destacar. Ou seja, aprecia o facto de estarmos disponíveis para o ouvir e só depois trabalharmos o projeto para lhe apresentar. Por isso confia na nossa decisão. Aí reside a nossa diferenciação. Desenhamos as viagens à medida e em função daquilo que sabemos que são as caraterísticas do cliente, fazendo um acompanhamento muito personalizado”.

Além disso, “tentamos afastar-nos o mais possível dos produtos massificados e há destinos que, sabendo que não têm nada a ver com o perfil de um ou outro cliente, nunca os vamos sugerir”, sublinhou a responsável, para acrescentar que, acima de tudo, “a nossa proposta tem sempre muito a ver com as experiências no destino que, á partida, não se encontram nos catálogos das agências de viagens tradicionais. Tentamos sempre ir buscar experiências diferentes daquilo que a pessoa possa ter ouvido falar noutro sítio”.

Desenhamos as viagens à medida e em função daquilo que sabemos que são as caraterísticas do cliente, fazendo um acompanhamento muito personalizado”

Por outro lado, Sofia Marques realçou que “gostamos de surpreender os clientes quando vão comemorar uma data especial, trabalhando os pequenos detalhes que podem fazer a diferença e, percebemos que tem um efeito gigante”.

A Allways apresenta no seu site uma série de sub-produtos, mas as viagens que organiza são todas trabalhadas à medida. A responsável explica que, neste sentido, “o nosso site não é transacional, mas inspiracional, serve só para as pessoas se inspirarem e consultarem. Ao consultar um destino, pode aparecer uma sugestão de um restaurante, de um hotel ou de um local a visitar, e pode ser um ponto de partida para as pessoas explorarem melhor. Contactam-nos e trabalhamos a viagem a partir daí”.

Marca única, clientes únicos e viagens únicas
O segmento luxo é onde esta marca do grupo Travelstrore atua essencialmente. Sofia Marques refere, no entanto que “temos clientes que tanto compram um programa perfeitamente convencional para a Disneyland Paris, como aquele que quer fazer a Disney de Orlando com uma experiência VIP. É ele que define o que quer fazer. Mas onde nos destacamos largamente é na oferta de experiências diferenciadoras e em desenhar viagens totalmente à medida. Para nós o luxo é isso”.

Não serão, com certeza, viagens baratas. “A média por pessoa, e estamos a falar da larga maioria, as viagens que organizamos estarão acima dos 3.500 euros. Se formos para os clientes mais tradicionais, aí já estaremos a falar em viagens na casa dos 7/8 mil euros. Tanto vendemos umas Maldivas que começam dos 3000/3500 euros, como 30 mil euros por pessoa”.

Este tipo de viagens tem tendência a crescer. A Unit Leader da Allways considera que “há uma evolução natural do perfil do viajante. Com uma experiência de 20 anos na empresa, percebo que as pessoas começam por uma escapada na Europa, pacotes para Cabo Verde, ilhas espanholas, depois procuram as Caraíbas, a seguir começam a pensar nos EUA, procuram destinos com voos diretos, passam por experimentar a Ásia com uma Tailândia, depois já procuram destinos como o Vietname, para começarem a pensar em África. E lógico que as viagens vão subindo de preço. Há naturalmente uma curva ascendente”, sublinhou.

Assim, a maioria das viagens que a Allways desenha, é de longo curso. Sofia Marques conta que “os destinos onde nos destacamos são África, Ásia e América do Norte. É determinante o facto de a equipa, composta por sete pessoas, conhecer os destinos que propomos, o que torna muito mais fácil ajudar o cliente a tomar uma decisão. Temos dicas que valem ouro”.

É determinante o facto de a equipa, composta por sete pessoas, conhecer os destinos que propomos, o que torna muito mais fácil ajudar o cliente a tomar uma decisão. Temos dicas que valem ouro”

E porquê “Allways Unique Travel Designers”? A responsável conta-nos a história. “Quando a marca passou a ter identidade própria, em 2009, optámos pelo nome “Allways” (todos os caminhos). Evoluímos para uma marca com um estilo próprio, uma comunicação própria, mas pensámos que faltava algo a nível internacional e, então, fizemos a candidatura a uma rede internacional de agências, a Traveller Made, que recentemente mudou o nome para Serandipians”.

E continuou: A Traveller Made designava todos os seus membros de Travel Designers e então consideramos que somos uma marca única, temos clientes únicos e temos a capacidade de tratar de viagens únicas, nem que seja para aquele cliente específico”.

Refira-se que esta é uma rede internacional semelhante à Virtuoso nos EUA. Sofia Marques explicou que a Traveller Made é composta por agências de viagens membros, e hotéis e DMC como parceiros. “Para sermos membros, passamos por um rigoroso processo de candidatura em que temos de comprovar à rede que temos um negócio no segmento luxury”.

A nossa entrevistada sublinha que “as vantagens de pertencermos a esta rede são várias e, uma delas é que os hotéis incluídos também passam por uma avaliação muito rigorosa. Está garantido que dentro da rede só existem hotéis cujo posicionamento, serviço e forma de estar no mercado está alinhado com o próprio posicionamento da rede. Além disso, têm de dar um conjunto de vantagens exclusivas às agências sempre que utilizamos essas unidades, e que oferecemos aos nossos clientes a custo zero. Isto coloca-nos num patamar diferente no mercado”, precisou.

O mesmo acontece em relação aos DMC “o que nos permite garantir que o mais importante da viagem de um cliente, sobretudo à medida, é quando chega ao destino. Podemos fazer o melhor trabalho, mas quando o cliente chega ao local, as coisas têm de correr a 100% e, historicamente, temos tido uma experiência muito positiva pois estamos em contacto permanente com o cliente enquanto está a realizar a viagem”.

Em relação a 2023, Sofia Marques revelou que na Allways faz muito sentido continuar a apostar no segmento das luas de mel, “um produto que nos sá muito prazer tratar, e que acaba por ser um elemento fidelizador”.

A respeito de outras novidades, esclarece que “são sempre aquilo que vamos descobrindo e que podemos dar a conhecer aos nossos clientes. Os dois anos da pandemia deram-nos tempo para estudar os destinos, assistir a um conjunto de webinars, e a equipa esteve sempre ativa a ouvir as novidades, coisas que no passado, muitas vezes não conseguíamos encaixar na disponibilidade diária do trabalho. Soubemos que coisas diferentes que podemos proporcionar aos nossos clientes e temos estado a notar que isso tem feito uma diferença incrível, e acabámos por descobrir um novo objetivo de viagem dentro dos mesmos destinos”, concluiu.

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Governo italiano e Lufthansa iniciam negociações exclusivas relativamente à ITA Airways

Governo italiano e o Grupo Lufthansa entraram em negociações exclusivas para a venda/compra da ITA Airways. O negócio deverá estar finalizado até abril.

Victor Jorge

A Lufthansa e o Ministério das Finanças italiano assinaram uma declaração de intenções sobre a entrada do grupo alemão na ITA Airways, avança o site alemão airliners.de, iniciando, assim, negociações exclusivas entre o Governo italiano e o Grupo Lufthansa, relata o ministério.

O Tesouro assinou uma carta de intenções com a Lufthansa para vender uma participação minoritária, indicando a Lufthansa que “as partes iniciarão agora negociações sobre o desenho de uma possível participação”, tendo sido acordada a confidencialidade sobre os detalhes do conteúdo.

Segundo informações da Agência de Notícias Alemã, ainda não há valores específicos de compra no memorando de entendimento assinado pela Lufthansa, ministério e representantes da ITA, avançando que o negócio deve dar-se “por meio de um aumento de capital”.

A Lufthansa visava inicialmente uma participação minoritária, mas quer garantir opções para a aquisição das ações remanescentes ao entrar na empresa, tendo sido dados 60 dias úteis para as negociações exclusivas, para que um acordo final pudesse ser alcançado em abril, seguindo-se a revisão da Lei de Concorrência pela Comissão Europeia.

“As negociações podem estar concluídas até à Páscoa”, referiu fonte familiarizada com o processo à agência de notícias Reuters. De acordo com um decreto do Governo italiano, aprovado em dezembro, a Lufthansa deve concordar em fortalecer o hub Roma-Fiumicino e expandir os negócios de longo curso da ITA.

A Lufthansa anunciou na semana passada que inicialmente queria comprar uma participação minoritária na ITA com a opção de assumir a companhia aérea inteiramente sob certas condições. Segundo informações privilegiadas, trata-se de uma participação de cerca de 40%, pela qual a Lufthansa quer pagar 200 a 300 milhões de euros.

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Victor Jorge

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Fotos de banco de imagens por Vecteezy
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Residentes em Portugal viajaram mais no 3.º trimestre de 2022, mas números ainda estão aquém de 2019

Os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens ao longo do 3.º trimestre de 2022 (+5,8% comparado com o mesmo período de 2021). Se em território nacional se registou uma quebra (-0,6% face a período homólogo de 2021), as viagens ao estrangeiro cresceram 109%. Comparado com 2019, as viagens não recuperaram.

Victor Jorge

No 3.º trimestre de 2022, os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens, o que correspondeu a um acréscimo de 5,9% face ao mesmo período de 2021, mas ficou ainda a 5,8% face ao trimestre homólogo de 2019, indicam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As viagens em território nacional corresponderam a 88,4% das deslocações (7,2 milhões), diminuindo 0,6% face ao 3.º trimestre de 2021, quebra menor que a registada face ao mesmo período de 2019, em que caíram 5,2%. Já as viagens ao estrangeiro, segundo avança o INE, cresceram 109%, encontrando-se ainda 10,6% abaixo dos níveis de 2019, totalizando 950,6 mil viagens.

Lazer domina viagens
O “lazer, recreio ou férias” foi a principal motivação para viajar no 3.º trimestre de 2022, contabilizando 5,5 milhões de viagens, +1,5% face ao 3.º trimestre de 2021, mas inferior em 4,9% face ao mesmo período de 2019, apesar da redução de representatividade (66,9% do total, -2,9 p.p.2 face ao 3.º trimestre 2021).

As deslocações nacionais referentes a esta motivação totalizaram 4,7 milhões de viagens (65,5%; -5 p.p.), enquanto as deslocações ao estrangeiro contabilizaram 737,7 mil viagens (77,6%; +18,8 p.p.).

Seguiu-se o motivo “visita a familiares ou amigos”, que cresceu 11,7% (-6,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019), tendo atingido 2,2 milhões de viagens (26,4% do total, +1,4 p.p.). Neste capítulo foram realizadas internamente dois milhões de viagens correspondendo a 28,1%, +3,1 p.p.) enquanto ao estrangeiro realizaram mais de 129 mil viagens (13,6%, -12,4 p.p.).

Os “hotéis e similares” concentraram 31% das dormidas resultantes das viagens turísticas dos residentes no 3.º trimestre de 2022, reforçando a sua representatividade (+1,7 p.p.) e superando os níveis pré-pandemia (+3,7 p.p. face ao 3.º trimestre de 2019). O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (54,5% das dormidas, -2,2 p.p.).

Preferência vai para julho
Analisando os três meses que compõem o trimestre, o INE refere que o número de viagens aumentou em todos: +10,6% em julho, +4,7% em agosto e +1,9% em setembro. Face aos mesmos meses de 2019, apenas em julho se registou um ligeiro acréscimo (+0,7%), dado que em agosto e setembro se observaram reduções de 9,2% e 7,4%, respetivamente.

No 3.º trimestre de 2022, 45,2% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços (+3,3 p.p.), proporção que atingiu 94% (+10,8 p.p.) no caso de deslocações ao estrangeiro e 38,8% nas viagens em território nacional (-0,5 p.p.).

A internet foi utilizada na organização de 29,9% das deslocações (+4,6 p.p.), tendo este meio sido opção em 66% (+0,7 p.p.) das viagens ao estrangeiro e em 25,1% (+2,3 p.p.) das viagens em território nacional.

Os dados do INE mostram ainda que no 3.º trimestre de 2022, cada viagem teve uma duração média de 6,05 noites (6,17 no 3.º trimestre de 2021; 5,76 no 3.º trimestre de 2019). A duração média mais baixa foi registada no mês de setembro (4,04 noites), enquanto a mais elevada ocorreu em agosto (6,68 noites).

No 3.º trimestre de 2022, 40% dos residentes realizaram pelo menos uma deslocação turística, +0,7 p.p. face ao 3.º trimestre de 2021 (-2,3 p.p. comparando com o 3.º trimestre de2019). Numa análise mensal, registaram-se aumentos na proporção de residentes que viajaram em julho e agosto (+2,2 p.p. e +0,7 p.p., respetivamente, face aos mesmos meses de 2021), tendo diminuído ligeiramente em setembro (-0,1 p.p.). Em comparação com os mesmos meses de 2019, as variações observadas foram de -0,6 p.p., -1,6 p.p. e -1,3 p.p., respetivamente.

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Banco de Espanha refere expectativas “um tanto cautelosas” para o turismo espanhol para os próximos meses

O Banco de Espanha refere no seu primeiro relatório que o turismo em no país consolidou a recuperação, mas que ainda estão distante dos números de 2019. Para o futuro, o agravamento das perspectivas económicas globais condicionam a performance do setor, salientando a entidade que são necessários “investimentos para reformar e melhorar áreas turísticas, particularmente os pontos mais saturados e maduros”.

Victor Jorge

Depois de publicado o primeiro boletim económico referente ao setor do turismo, o Banco de Espanha (BdE) salienta a “consolidação da recuperação para níveis pré-pandemia, após a eliminação de, praticamente, todas as restrições à mobilidade internacional”, revelando, no entanto, que “os níveis de afluência de turistas ainda não recuperou na totalidade face a 2019, devido à debilidade registada no turismo de longo curso, em particular na Ásia”.

Não obstante, as receitas turísticas alcançaram já níveis pré-pandemia, impulsionados, em parte, por uma maior atração de turismo com maior capacidade de compra, refletindo “o aumento do peso relativo do alojamento hoteleiro de maior qualidade”.

As perspetivas de curto prazo “são positivas”, avança o BdE, em linha com a evolução dos indicadores de tráfego aéreo, embora o balanço de riscos apresente indicadores de uma baixa, devido à “deterioração das perspetivas económicas nos principais mercados emissores de turistas e a alta dos preços, que reduz a capacidade de gasto das famílias”, frisa o BdE.

A longo prazo, a evolução do turismo internacional está “condicionada pela possibilidade do setor continuar a melhorar a sua capacidade de atração de turistas com maior perfil de gasto, o que requer a consolidação de ganhos de qualidade e aprofundar a diversificação da oferta turística”, diz o BdE.

Globalmente, o Banco de Espanha refere que as expectativas para os próximos meses são “um tanto cautelosas, dada a incerteza relativamente ao agravamento das perspectivas económicas e aumento da inflação”.

Segundo a entidade bancária, a eliminação das restrições à mobilidade internacional entre os principais mercados de origem dos turistas para a Espanha ao longo de 2022 consolidou uma notável reativação dos fluxos turísticos. Assim, as chegadas de turistas não residentes a Espanha no verão, como um todo, ficaram 10,8% abaixo dos valores do mesmo período de 2019, ano em que foram atingidos máximos históricos, face a uma diferença de 50,4% na temporada de verão de 2021. No entanto, durante todo o verão, registou-se uma moderação da tónica de reativação da afluência de turistas internacionais, pelo que em setembro foi 11,6% inferior ao alcançado em 2019.

Poder de compra como “fator condicionante”
As perspetivas estão envoltas numa “grande incerteza”, diz o BdE. Por um lado, os fatores de suporte para a procura de viagens internacionais, como a procura estagnada e o rendimento acumulado durante a pandemia, previsivelmente “perderão força nos próximos meses”. Por outro lado, tenderão a exercer mais influência os fatores mais desfavoráveis que caracterizam a situação atual, entre os quais o destaque vai para a “evolução e repercussões da guerra na Ucrânia, a deterioração das perspectivas económicas dos principais mercados emissores de turistas e a erosão da capacidade do poder de compra das famílias causada pelo aumento da inflação”, salienta o relatório.

Na verdade, o BdE admite que “esses fatores negativos poderão estar a começar a concretizar-se na evolução mais desfavorável em outubro das pernoites em hotéis de britânicos e, principalmente, de alemães”.

Além disso, refere que “a perda do poder de compra pode levar a uma perda de atratividade em comparação com destinos alternativos do Mediterrâneo com níveis de preços mais baixos”. A esses fatores, o relatório acrescenta “a vulnerabilidade do setor turístico espanhol a episódios de fraqueza da libra esterlina”, dado que o Reino Unido constitui o primeiro mercado de origem de turistas do país.

Num horizonte de médio prazo, o turismo internacional em Espanha está fortemente dependente do transporte aéreo, cujo custo pode “encarecer no contexto da transição verde em que a UE está imersa, o que pode levar a um aumento dos custos dos voos devido às emissões geradas por este meio de transporte com tecnologia atual”, salienta o BdE. Esses possíveis efeitos poderiam afetar “mais intensamente o turismo de longa distância, no qual o peso das despesas com o transporte aéreo é elevado e, em certos segmentos das viagens de negócios, já que as empresas poderiam reduzir esse tipo de viagem para diminuir a pegada de carbono dos seus colaboradores”.

Adicionalmente, o BdE refere no relatório que “persistem dúvidas sobre o nível de equilíbrio do turismo de negócios, apesar do seu comportamento positivo ao longo de 2022, face aos progressos registados devido à digitalização da atividade empresarial, e o turismo asiático, que ainda permanece muito distante dos níveis pré-pandêmicos”.

Apesar destas fontes de incerteza, o relatório do Banco de Espanha destaca que Espanha é um destino turístico “atraente, pela sua perceção de destino seguro e pela qualidade das suas infraestruturas”.

Para manter essa atratividade, diz o BdE, “são necessários investimentos para reformar e melhorar áreas turísticas, particularmente os pontos mais saturados e maduros”. O Banco de Espanha salienta ainda que “o crescimento da receita do turismo poderia ser fortalecido com uma maior atração de um turismo com maior gasto médio”. Este objetivo exige, segundo o BdE, “preservar a melhoria da qualidade percebida dos serviços, reforçar a atratividade de Espanha como destino de negócios, urbano e cultural e adaptar-se a uma procura cada vez mais canalizada pelos meios digitais e vocacionado para um turismo mais personalizado, experiencial e com maior compromisso com sustentabilidade ambiental”.

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Gastos com cartões estrangeiros em Portugal aumentam 69% face a 2019. No alojamento crescem 30%

Os números avançados pela SIBS relativamente aos gastos com cartões de pagamento estrangeiros em Portugal, em 2022, indicam uma clara subida em valor e volume. A subida no alojamento foi superior a 30% e na restauração de 74%.

Victor Jorge

De acordo com a SIBS, o número de transações anuais com cartões estrangeiros em Portugal mais do que duplicou, em 2022, em comparação com 2021, totalizando quase 126 milhões de transações, correspondendo a +106,5% face a 2021 e mais 68,9% em comparação com 2019.

Já quanto ao volume total de compras que se cifrou nos 5.598 milhões de euros, a SIBS indica que ficou 92,9% acima do registado em 2021 e mais 36,1% face ao ano de 2019.

Contudo, valor médio de transação baixou relativamente aos outros dois anos em análise, com a comparação com 2021 a indicar uma quebra de 6,6%, enquanto face a 2019 essa descida foi de 8,8%.

As transações em compras com cartões bancários estrangeiros, em 2022, ficaram marcadas por dois aspetos, já que, com exceção de janeiro, em todos os outros meses foram registados máximos absolutos. Em comparação com os meses homólogos de 2019, janeiro foi o que registou menores ganhos. Um segundo aspeto apontado pela SIBS refere que, a partir do 2.º trimestre a utilização de cartões bancários para compras aumentou mais de 70% relativamente ao meses homólogos de 2019.

No global, a distribuição regional das transações não foi equitativa, indicando a SIBS que a Área Metropolitana de Lisboa concentrou mais de 40% do total de transações; o Algarve e a Região Norte ficaram numa posição intermédia, cada uma com cerca de 20% do valor total; e os Açores e o Alentejo foram as regiões com menor número de transações, ambas abaixo dos 3%.

Globalmente, a distribuição das transações por mercado de origem assume uma evidente hierarquização, com a liderança a ser partilhada pelo Reino Unido e pela França com quotas próximas dos 15%. Espanha ocupa a posição seguinte, com uma quota de 11%; os EUA ultrapassaram, ainda que muito ligeiramente, a Alemanha, ocupando respetivamente o 4.º e 5.º lugares entre os principais mercados emissores.

Tal como nas transações, a distribuição regional dos consumos não foi equitativa, tendo a Área Metropolitana de Lisboa concentrado perto de 40% dos gastos totais; o Algarve, com 24%, e a Região Norte, com 19%, ficaram em posições intermédias. Já os Açores e o Alentejo foram as regiões com menores valores gastos, ficando ambas as regiões entre os 2,5% e os 3,5%.

A distribuição dos consumos, por mercado de origem, também evidencia uma clara hierarquização com o Reino Unido e a França ocupam as posições cimeiras, com quotas a rondar os 15%; os EUA posicionaram-se em 3.º lugar, como líderes destacados entre os mercados intercontinentais, com 11%. Alemanha e Espanha, apesar de aumentarem as suas quotas face a anos anteriores, são ultrapassadas pelos EUA.

O gasto médio em compras com cartões bancários estrangeiros em 2022 reforçou a tendência de “diminuição já verificada em anos anteriores”, sendo o valor mais reduzido desde 2019. “Na origem desta tendência e do crescimento significativo do número de operações está a generalização do uso do cartão bancário como meio de pagamento mais utilizado, mesmo para despesas mais correntes e de baixo valor”, refere a SIBS.

A distribuição regional dos gastos médios, tal como os outros indicadores, também mostrou diferenças. Os Açores e o Algarve apresentam o valor médio por compra mais elevado, superior a 50€; o Alentejo, a Região Centro e a Madeira ficaram em posições intermédias, com montantes entre 45 e 50€; a Área Metropolitana de Lisboa registou o valor médio por compra mais baixo, pouco acima dos 40€.

A distribuição dos gastos médios, por mercado de origem, ao contrário dos outros indicadores, mostra um relativo equilíbrio, com os EUA a posicionaram-se como líderes absolutos, com um gasto médio próximo dos 60€; seguem-se França, Reino Unido e Alemanha, com valores pouco acima de 40€.

Gastos em alojamento a crescer a partir do 2.º trimestre
Em 2022, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros no alojamento foram sempre crescentes até agosto, mês em que foi atingido o valor máximo.

Os dados da SIBS mostram um valor acumulado, em 2022, de 1,526 milhões de euros, comparando com os 1.166 milhões de 2019, representando, assim, uma evolução de mais de 30%, enquanto com o ano de 2022 (580 milhões de euros), esse crescimento cifra-se acima dos 160%.

Comparando com os meses homólogos de 2019, registaram-se ganhos relativos a partir do início do 2.º trimestre. Os meses de julho e agosto apresentaram ganhos relativos quase 50% superiores face aos meses homólogos de 2019.

A distribuição relativa dos gastos em alojamento, por região, evidencia, mais uma vez, uma marcada hierarquia entre regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa a representar quase 40% dos gastos; o Algarve conquistou a 2.ª posição, com uma quota de 27%; os Açores (4%) e o Alentejo (2%) foram as regiões com menores gastos relativos em serviços de alojamento.

A distribuição dos consumos em alojamento, por mercado emissor, evidencia uma liderança partilhada pelos EUA e Reino Unido que superam claramente os maiores mercados europeus.

Neste ponto, tal como na globalidade da análise da SIBS, o valor médio gasto desce face a 2019, passando de 172,8 euros para 153,6 euros.

Já na restauração, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros foram, em 2022, sempre crescentes até ao mês de agosto, altura em que foi atingido o valor máximo.

No acumulado do ano 2022, a SIBS indica um valor de 1.685 milhões de euros, o que compara com os 688,5 milhões de 2021 e com os 965,5 milhões de 2019.

Comparando com os meses homólogos de 2019, registaram-se ganhos relativos logo desde o início do ano. Em todos os meses do 2.º semestre, os ganhos relativos tiveram aumentos pelo menos 75% superiores face aos meses homólogos de 2019.

Quanto ao valor médio por compra, esta cifrou-se nos 30,3 euros, enquanto em 2021 estava nos 32,3 euros e, em 2019, nos 36,6 euros.

A distribuição relativa dos gastos em restauração, por região, evidencia uma forte hierarquia entre regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa representou cerca de 44% dos gastos; o Algarve ocupou a 2.ª posição, com 26%; os Açores (2,5%) e o Alentejo (2%) foram as regiões com menores gastos relativos em serviços de restauração.

Quanto à distribuição dos consumos por mercado emissor evidencia uma liderança destacada do Reino Unido, secundado pela França e pelos Estados Unidos da América que superam Espanha e Alemanha.

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Sustentabilidade como elemento-chave na agenda de viagens dos turistas

Um recente relatório do WTTC, em conjunto com o Grupo Trip.com e Deloitte, revela que 69% dos viajantes procuram ativamente opções de viagens sustentáveis. Além disso, três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.

Victor Jorge

Um novo e importante relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC) e do Grupo Trip.com, juntamente com a Deloitte, revela um interesse elevado por turismo sustentável entre os consumidores, com 69% dos viajantes a procurarem ativamente opções de viagens sustentáveis.

O relatório “A world in motion: shifting consumer travel trends in 2022 and beyond”, mostra que a sustentabilidade é um elemento-chave da agenda de viagens, com viajantes interessados em reduzir a sua pegada de carbono e apoiar o turismo sustentável.

De acordo com uma pesquisa incluída no relatório, três quartos dos viajantes estão a considerar viajar de forma mais sustentável no futuro e quase 60% escolheram opções de viagem mais sustentáveis nos últimos dois anos. Outra pesquisa também descobriu que cerca de três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.

No ano passado, após mais de dois anos de interrupções nas viagens, os viajantes deixaram claro que o seu desejo de viajar está muito vivo, com um aumento de 109% nas chegadas internacionais durante a noite, em relação a 2021.

De acordo com o relatório, no ano passado, os consumidores estavam dispostos a esticar o seu orçamento para os planos de férias, com 86% dos viajantes a planear gastar a mesma quantia ou mais em viagens internacionais do que em 2019, com os turistas dos EUA a liderarem a lista como grandes gastadores.

Mas 2023 parece ainda melhor em termos de gastos dos viajantes. Apesar das preocupações com a inflação e a crise do custo de vida em todo o mundo, o relatório do WTTC revela que “quase um terço (31%) dos viajantes pretende gastar mais em viagens internacionais este ano do que em 2022”.

Além disso, de acordo com o ‘Global State of the Consumer Tracker’ da Deloitte, no ano passado, mais da metade (53%) dos consumidores globais entrevistados durante o verão afirmaram que planeiam ficar num hotel nos três meses seguintes.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, frisa que a “procura por viagens está mais forte do que nunca e este relatório mostra que este ano veremos uma recuperação significativa. 2023 está definido para ser um ano muito forte para as viagens e turismo”.

A responsável pelo WTTC destaca ainda que “a sustentabilidade está no topo da agenda dos viajantes, e os consumidores destacam o valor que atribuem à proteção da natureza e ao viajar com responsabilidade.”

Jane Sun, CEO do Trip.com Group, refere, por sua vez, que “as viagens e turismo são uma força poderosa para impulsionar a economia global, criar empregos, estimular o crescimento económico e tirar as comunidades da pobreza”.

Além disso, salienta que “a região da Ásia-Pacífico, com suas economias dinâmicas e de classe média em rápido crescimento, está bem posicionada para capitalizar o crescimento da indústria e ocupar o seu lugar como líder na economia global do turismo”, admitindo-se “otimista com o momento positivo para a retomada global e o crescimento das viagens em 2023, impulsionado principalmente pelos consumidores da China continental, o que ajudará a acelerar a recuperação e o desenvolvimento mundial”.

Já Scott Rosenberger, líder do setor de transporte global, hospitalidade e serviços da frisa que “as viagens estão a recuperar da pandemia, inovando e atendendo às procuras de tipos de viagens alternativas mais modernas, viagens sustentáveis, viagens de luxo e muito mais”.

Mesmo o aumento das preocupações financeiras causadas pela inflação “não está a diminuir o ritmo”, salientando o responsável da Deloitte que “incrivelmente, as viagens estão no topo das prioridades e os acordos de trabalho remoto/flexível estão a criar novas oportunidades”.

Outras descobertas reveladas no relatório revelam que as vendas de pacotes de férias de sol e mar para 2022 aumentem 75% em comparação com o ano anterior; que no ano passado, durante o verão, as chegadas internacionais a destinos europeus de sol e praia ficaram apenas 15% abaixo dos níveis de 2019; que, em 2022, se espera que as visitas às principais cidades tenham um aumento de 58% em relação ao ano anterior, menos de 14% abaixo dos níveis de 2019; que as férias de luxo serão particularmente populares, com vendas de hotéis de luxo estimadas em 92 mil milhões de dólares (cerca de 85 mil milhões de euros) até 2025, em comparação com 76 mil milhões de dólares (cerca de 70 mil milhões de euros) em 2019); e que quase 60% dos viajantes admitiram já estarem a pagar para compensar as suas emissões de carbono ou a considerar esse aspeto se o preço for justo.

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